{"id":366129,"date":"2019-04-25T15:23:18","date_gmt":"2019-04-25T18:23:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=366129"},"modified":"2019-04-25T15:23:21","modified_gmt":"2019-04-25T18:23:21","slug":"censura-estado-democratico-de-direito-o-caso-crusoe-o-antagonista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/censura-estado-democratico-de-direito-o-caso-crusoe-o-antagonista\/","title":{"rendered":"Censura X Estado Democr\u00e1tico de Direito &#8211; o caso Cruso\u00e9\/O Antagonista"},"content":{"rendered":"\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal promulgada em\n1988, apelidada de \u201cConstitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3\u201d, exp\u00f5e em seu artigo 1\u00ba que o Regime\nPol\u00edtico adotado pelo Brasil \u00e9 o democr\u00e1tico. Vale dizer que a raz\u00e3o prec\u00edpua\nda cria\u00e7\u00e3o da atual Carta Magna foi a redemocratiza\u00e7\u00e3o do Estado, como se nota\nem seu pre\u00e2mbulo, <em>in fine:<\/em><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201cN\u00f3s, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte <\/em><strong><em>para instituir um Estado Democr\u00e1tico<\/em><\/strong><em>, destinado a assegurar o exerc\u00edcio dos direitos sociais e individuais, a <\/em><strong><em>liberdade,<\/em><\/strong><em> a seguran\u00e7a, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justi\u00e7a como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica das controv\u00e9rsias, promulgamos, sob a prote\u00e7\u00e3o de Deus, a seguinte CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA REP\u00daBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.\u201d <\/em><strong><em>Grifo.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Depreende-se tamb\u00e9m do\nelemento introdut\u00f3rio da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o obstante o fato de n\u00e3o\npossuir valor normativo, que um dos valores supremos da sociedade brasileira \u00e9\na liberdade. Nessa toada, democracia e liberdade ser\u00e3o os pontos de destaque\ndeste pequeno artigo reflexivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Prezado(a) leitor(a),\nn\u00e3o se pretende aqui esgotar tema t\u00e3o complexo; tampouco tecer cr\u00edticas \u00e0\nSuprema Corte brasileira ou a membros de quaisquer dos poderes da Rep\u00fablica. O\nque se almeja \u00e9 provocar uma reflex\u00e3o acerca da democracia e da liberdade,\nprinc\u00edpios e direitos que nos custaram caro e devem ser guardados como pedras\npreciosas. N\u00e3o se esque\u00e7a de que somos um curso preparat\u00f3rio para concursos, de\nmodo que n\u00e3o h\u00e1 como fugir da \u00eanfase \u00e0s quest\u00f5es de provas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem. O que \u00e9 democracia e quais s\u00e3o os seus pressupostos? Na li\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Afonso da Silva, democracia \u00e9 um processo de conviv\u00eancia social em que o poder emana do povo e \u00e9 por este exercido, direta ou indiretamente.<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> S\u00e3o pressupostos do Estado democr\u00e1tico o pluralismo pol\u00edtico, a igualdade material e a<strong> liberdade<\/strong>, em suas mais variadas vertentes, dentre as quais \u00e9 poss\u00edvel destacar a liberdade de consci\u00eancia, a liberdade de informa\u00e7\u00e3o e a liberdade de imprensa.<\/p>\n\n\n\n<figure><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_bHm5SD92E44\"><div id=\"lyte_bHm5SD92E44\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/bHm5SD92E44\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/bHm5SD92E44\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/bHm5SD92E44\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Com efeito, n\u00e3o se pode olvidar que a\natual Constitui\u00e7\u00e3o superou a ideia de mero \u201cEstado de Direito\u201d e optou por um\nmodelo de <strong>\u201cEstado Democr\u00e1tico de Direito<\/strong>\u201d(artigo\n1\u00ba, <em>caput<\/em>, da CF). E \u201cqual a\ndiferen\u00e7a?\u201d, poderia o (a) leitor(a) questionar. Ora, no Estado de Direito,\nvigorava o imp\u00e9rio da lei; no\nEstado Democr\u00e1tico de Direito, o imp\u00e9rio da Constitui\u00e7\u00e3o e da soberania\npopular.<\/p>\n\n\n\n<p>A Assembleia Constituinte, ao prescrever\no Estado Democr\u00e1tico de Direito, primou por uma realiza\u00e7\u00e3o social acentuada na\nConstitui\u00e7\u00e3o e consequentemente na pr\u00e1tica social que assegura o exerc\u00edcio da\ncidadania. Dessa forma, n\u00e3o apenas a Lei Maior assegura aos indiv\u00edduos direitos\ne garantias, mas tamb\u00e9m cria obriga\u00e7\u00f5es para os cidad\u00e3os e para o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente, todos os atos praticados\npor agentes p\u00fablicos e por \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica buscam validade na\nConstitui\u00e7\u00e3o Federal e nas leis. Qualquer tentativa de subvers\u00e3o da supremacia\nda Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 afronta ao Estado Democr\u00e1tico de Direito e ao seu principal\nelemento: a soberania popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos dias, o povo brasileiro tem\nsido surpreendido por algumas anomalias, dentre as quais citaremos as que v\u00eam\ndo Poder Judici\u00e1rio: um inqu\u00e9rito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal, que\nn\u00e3o possui fun\u00e7\u00e3o investigativa, e por uma decis\u00e3o monocr\u00e1tica do Ministro\nAlexandre de Moraes, que restringiu a liberdade de consci\u00eancia, a liberdade de\nimprensa e o direito de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E o que diz a Lei Maior sobre essa\ntem\u00e1tica? <\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento,\ntemos artigo 5\u00ba, inciso IV:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u201cIV &#8211; \u00e9 livre a manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, sendo vedado o anonimato;\u201d\u00a0<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sobre a liberdade de comunica\u00e7\u00e3o, temos artigo 5\u00ba, incisos IX e\nXIV, e artigo 220:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>\u00a0\u201cIX &#8211; \u00e9 livre a express\u00e3o da atividade intelectual, art\u00edstica, cient\u00edfica e de comunica\u00e7\u00e3o, independentemente de censura ou licen\u00e7a;\u201d<\/em><\/p><p><em>\u201cXIV &#8211; \u00e9 assegurado a todos o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e resguardado o sigilo da fonte, quando necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio profissional;\u201d \u00a0\u00a0<\/em><\/p><p><em>\u201cArt. 220. A manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, a cria\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o e a informa\u00e7\u00e3o, sob qualquer forma, processo ou ve\u00edculo n\u00e3o sofrer\u00e3o qualquer restri\u00e7\u00e3o, observado o disposto nesta Constitui\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p><p><em>(&#8230;)<\/em><\/p><p><em>\u00a7 2\u00ba \u00c9 vedada toda e qualquer censura de natureza pol\u00edtica, ideol\u00f3gica e art\u00edstica.<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 de se notar que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal assegura a todos os\nindiv\u00edduos a liberdade para pensar, para ter as pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es religiosas,\npol\u00edticas, ideol\u00f3gicas, art\u00edsticas, cient\u00edficas ou que mais for. Em seu sentido\nmais abrangente, a liberdade de pensamento \u00e9 caracterizada por meio de sua\nexterioriza\u00e7\u00e3o, eis que o homem, muitas vezes, n\u00e3o quer reter as pr\u00f3prias\nopini\u00f5es, mas quer extern\u00e1-las a terceiros e, dependendo das circunst\u00e2ncias,\ninclusive, pretende convencer a outros de que suas convic\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mais\nacertadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento deve ser livre<\/strong>,\nde modo que \u00e9 vedado ao Poder P\u00fablico condicionar a sua manifesta\u00e7\u00e3o a qualquer\nforma de licen\u00e7a. De igual modo, <strong>a censura<\/strong> (controle de\ninforma\u00e7\u00e3o que pode ou n\u00e3o ser divulgada, a partir de an\u00e1lises de cunho moral,\npol\u00edtico ou religioso) <strong>\u00e9 vedada, quer seja pr\u00e9via ou\nrepressiva.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um dos aspectos externos da liberdade de opini\u00e3o (de consci\u00eancia,\nde pensamento) \u00e9 a liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, raz\u00e3o por que o\nartigo 220 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal disp\u00f5e que a manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, sob qualquer forma,\nprocesso ou veicula\u00e7\u00e3o N\u00c3O SOFRER\u00c1 RESTRI\u00c7\u00c3O, de maneira que <strong>qualquer forma de censura \u00e9 vedada<\/strong>\n(pol\u00edtica, ideol\u00f3gica ou art\u00edstica).<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o compreendidos no \u00e2mbito de tal liberdade, a comunica\u00e7\u00e3o\nentre pessoas (conversa, di\u00e1logo); a comunica\u00e7\u00e3o de um indiv\u00edduo para outros\n(palestras, discursos); entre pessoas determinadas (carta, telefonema,\nmensagens via <em>WhatsApp<\/em>) ou de uma\npessoa para um grupo indeterminado de pessoas (livros, revistas, jornais, r\u00e1dio,\ncanal no<em> youtube<\/em>). Acrescente-se que\na liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento tamb\u00e9m contempla o direito de n\u00e3o\nmanifest\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, evidentemente, nenhum direito fundamental \u00e9 absoluto, de\nmaneira que conforme a situa\u00e7\u00e3o concreta, poder\u00e1 haver relativiza\u00e7\u00f5es, mormente\nquando houver colis\u00e3o de direitos fundamentais. Nessa espreita, a liberdade de\nmanifesta\u00e7\u00e3o do pensamento tamb\u00e9m tem seu \u00f4nus e pode gerar a responsabilidade\ncivil e\/ou criminal para quem inadvertidamente a utilizar e ainda d\u00e1 ao\nofendido o direito de resposta. Essa \u00e9 a raz\u00e3o de a Constitui\u00e7\u00e3o vedar o\nanonimato. Deve o indiv\u00edduo identificar-se, assumir claramente a autoria do\nproduto do pensamento manifestado, a fim de que, se for o caso, repare o dano\ncausado a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONV\u00c9M\nDESTACAR: A CENSURA \u00c9 SEMPRE INCONSTITUCIONAL<\/strong>,\nn\u00e3o obstante a liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento e a liberdade de\nimprensa n\u00e3o serem direitos absolutos. Essa \u00e9 a linha de entendimento do\negr\u00e9gio Supremo Tribunal Federal. Analisemos algumas decis\u00f5es de nossa Corte\nConstitucional:<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><tbody><tr><td>\n  <strong>DI 4.451. Relator: Ministro Alexandre de Moraes<\/strong><strong><\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Em\n  meados de 2018, o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, declarou a\n  inconstitucionalidade dos incisos II e III do artigo 45 da Lei 9.504\/1997,\n  bem como, por arrastamento, dos par\u00e1grafos 4\u00ba e 5\u00ba do referido artigo.\n  Para o STF, \u00e9 inconstitucional dispositivo de lei que\n  pro\u00edbe as emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o de usarem montagem ou brincadeiras\n  que, de alguma forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou\n  coliga\u00e7\u00e3o, vez que se trata de censura pr\u00e9via, ainda que as declara\u00e7\u00f5es sejam\n  &nbsp;duvidosas, conden\u00e1veis ou mesmo\n  err\u00f4neas. Veja:\n  \u201cLIBERDADE DE\n  EXPRESS\u00c3O E PLURALISMO DE IDEIAS. VALORES ESTRUTURANTES DO SISTEMA\n  DEMOCR\u00c1TICO. INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS NORMATIVOS QUE ESTABELECEM\n  PREVIA INGER\u00caNCIA ESTATAL NO DIREITO DE CRITICAR DURANTE O PROCESSO\n  ELEITORAL. PROTE\u00c7\u00c3O CONSTITUCIONAL AS MANIFESTA\u00c7\u00d5ES DE OPINI\u00d5ES DOS MEIOS DE\n  COMUNICA\u00c7\u00c3O E A LIBERDADE DE CRIA\u00c7\u00c3O HUMORISTICA. \n  1. A Democracia\n  n\u00e3o existir\u00e1 e a livre participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o florescer\u00e1 onde a liberdade\n  de express\u00e3o for ceifada, pois esta constitui condi\u00e7\u00e3o essencial ao\n  pluralismo de ideias, que por sua vez \u00e9 um valor estruturante para o salutar\n  funcionamento do sistema democr\u00e1tico. \n  2. A livre\n  discuss\u00e3o, a ampla participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e o princ\u00edpio democr\u00e1tico est\u00e3o\n  interligados com a liberdade de express\u00e3o, tendo por objeto n\u00e3o somente a\n  prote\u00e7\u00e3o de pensamentos e ideias, mas tamb\u00e9m opini\u00f5es, cren\u00e7as, realiza\u00e7\u00e3o de\n  ju\u00edzo de valor e cr\u00edticas a agentes p\u00fablicos, no sentido de garantir a real\n  participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os na vida coletiva. \n  3. S\u00e3o\n  inconstitucionais os dispositivos legais que tenham a n\u00edtida finalidade de\n  controlar ou mesmo aniquilar a for\u00e7a do pensamento cr\u00edtico, indispens\u00e1vel ao\n  regime democr\u00e1tico (&#8230;). \n  5. O direito\n  fundamental \u00e0 liberdade de express\u00e3o n\u00e3o se direciona somente a proteger as\n  opini\u00f5es supostamente verdadeiras, admir\u00e1veis ou convencionais, mas tamb\u00e9m\n  aquelas que s\u00e3o duvidosas, exageradas, conden\u00e1veis, sat\u00edricas, humor\u00edsticas,\n  bem como as n\u00e3o compartilhadas pelas maiorias. Ressalte-se que, mesmo as\n  declara\u00e7\u00f5es err\u00f4neas, est\u00e3o sob a guarda dessa garantia constitucional\n  (&#8230;).\u201d\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  &nbsp;\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <a href=\"http:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=AC&amp;docID=621516\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>AI 705.630 AgR<\/strong><\/a><strong>. Relator: Ministro Celso de Mello.<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>A\n  Segunda Turma do STF, por decis\u00e3o un\u00e2nime, assegurou a <\/strong>liberdade de\n  informa\u00e7\u00e3o e o direito de cr\u00edtica que dela emana<strong>, para garantir <\/strong>a cr\u00edtica jornal\u00edstica aos que exercem qualquer\n  atividade de interesse da coletividade em geral (as pessoas p\u00fablicas, investidas\n  ou n\u00e3o de autoridade governamental), por mais duras e veementes que possam\n  ser, <strong>n\u00e3o havendo que falar em<\/strong>\n  responsabilidade. Leia:<strong><\/strong>\n  \u201cE M E N T A: LIBERDADE DE INFORMA\u00c7\u00c3O &#8211;\n  DIREITO DE CR\u00cdTICA &#8211; PRERROGATIVA POL\u00cdTICO-JUR\u00cdDICA DE \u00cdNDOLE CONSTITUCIONAL\n  &#8211; MAT\u00c9RIA JORNAL\u00cdSTICA QUE EXP\u00d5E FATOS E VEICULA OPINI\u00c3O EM TOM DE CR\u00cdTICA &#8211;\n  CIRCUNST\u00c2NCIA QUE EXCLUI O INTUITO DE OFENDER &#8211; AS EXCLUDENTES AN\u00cdMICAS COMO\n  FATOR DE DESCARACTERIZA\u00c7\u00c3O DO \u201cANIMUS INJURIANDI VEL DIFFAMANDI\u201d &#8211; AUS\u00caNCIA\n  DE ILICITUDE NO COMPORTAMENTO DO PROFISSIONAL DE IMPRENSA &#8211; INOCORR\u00caNCIA DE\n  ABUSO DA LIBERDADE DE MANIFESTA\u00c7\u00c3O DO PENSAMENTO &#8211; CARACTERIZA\u00c7\u00c3O, NA\n  ESP\u00c9CIE, DO REGULAR EXERC\u00cdCIO DO DIREITO DE INFORMA\u00c7\u00c3O &#8211; O DIREITO DE\n  CR\u00cdTICA, QUANDO MOTIVADO POR RAZ\u00d5ES DE INTERESSE COLETIVO, N\u00c3O SE REDUZ, EM\n  SUA EXPRESS\u00c3O CONCRETA, \u00c0 DIMENS\u00c3O DO ABUSO DA LIBERDADE DE IMPRENSA &#8211; A\n  QUEST\u00c3O DA LIBERDADE DE INFORMA\u00c7\u00c3O (E DO DIREITO DE CR\u00cdTICA NELA FUNDADO) EM\n  FACE DAS FIGURAS P\u00daBLICAS OU NOT\u00d3RIAS (&#8230;).\n  A liberdade de imprensa, enquanto proje\u00e7\u00e3o\n  das liberdades de comunica\u00e7\u00e3o e de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, reveste-se de\n  conte\u00fado abrangente, por compreender, dentre outras prerrogativas relevantes\n  que lhe s\u00e3o inerentes, (a) o direito de informar, (b) o direito de buscar a\n  informa\u00e7\u00e3o, (c) o direito de opinar e (d) o direito de criticar. &#8211; A cr\u00edtica\n  jornal\u00edstica, desse modo, traduz direito impregnado de qualifica\u00e7\u00e3o\n  constitucional, plenamente opon\u00edvel aos que exercem qualquer atividade de\n  interesse da coletividade em geral, pois o interesse social, que legitima o\n  direito de criticar, sobrep\u00f5e-se a eventuais suscetibilidades que possam\n  revelar as pessoas p\u00fablicas ou as figuras not\u00f3rias, exercentes, ou n\u00e3o, de\n  cargos oficiais. AI 705.630-AgR \/ SC 2 &#8211; A cr\u00edtica que os meios de\n  comunica\u00e7\u00e3o social dirigem \u00e0s pessoas p\u00fablicas, por mais dura e veemente que\n  possa ser, deixa de sofrer, quanto ao seu concreto exerc\u00edcio, as limita\u00e7\u00f5es\n  externas que ordinariamente resultam dos direitos de personalidade. &#8211; N\u00e3o\n  induz responsabilidade civil a publica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria jornal\u00edstica cujo\n  conte\u00fado divulgue observa\u00e7\u00f5es em car\u00e1ter mordaz ou ir\u00f4nico ou, ent\u00e3o, veicule\n  opini\u00f5es em tom de cr\u00edtica severa, dura ou, at\u00e9, impiedosa, ainda mais se a\n  pessoa a quem tais observa\u00e7\u00f5es forem dirigidas ostentar a condi\u00e7\u00e3o de figura\n  p\u00fablica, investida, ou n\u00e3o, de autoridade governamental, pois, em tal\n  contexto, a liberdade de cr\u00edtica qualifica-se como verdadeira excludente\n  an\u00edmica, apta a afastar o intuito doloso de ofender. (&#8230;)\u201d.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><tbody><tr><td>\n  <strong>ADPF 548.\n  Relatora: Ministra C\u00e1rmem L\u00facia.<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Em 31\/10\/2018, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal\n  Federal, por decis\u00e3o un\u00e2nime, referendou medida cautelar deferida pela\n  Ministra C\u00e1rmem L\u00facia, para garantir manifesta\u00e7\u00f5es de natureza pol\u00edtica em\n  institui\u00e7\u00f5es de ensino superior.\n  <strong>No\n  <\/strong>per\u00edodo eleitoral,\n  v\u00e1rias decis\u00f5es proferidas por ju\u00edzes eleitorais autorizaram a busca e apreens\u00e3o,\n  em universidades, de panfletos e material de campanha eleitoral e proibiram\n  aulas com tem\u00e1tica eleitoral, a pretexto de cumprimento da Lei 9.504\/1997. O\n  Supremo Tribunal Federal, na ADPF 548, suspendeu tais decis\u00f5es, dada a ofensa\n  \u00e0 livre manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de ideias e ao direito de\n  reuni\u00e3o dos cidad\u00e3os.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p><strong>V\u00ea-se,\nclaramente, prezado (a) leitor(a), que o Supremo Tribunal Federal, \u00f3rg\u00e3o\ncolegiado, guardi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na linha do que estabelece a Lei\nMaior, condena veementemente a censura e assegura a liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o\ndo pensamento, a liberdade de imprensa e o direito de informa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, a decis\u00e3o monocr\u00e1tica do Ministro Alexandre de Moraes,\nproferida no dia 13 de abril de 2019, para determinar a retirada da mat\u00e9ria\nintitulada \u201cO amigo do amigo de meu pai\u201d, publicada pelo site\nAntagonista e pela revista Cruso\u00e9, a pretexto de ser not\u00edcia falsa, \u00e9 ato de\ncensura e afronta a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A\ndecis\u00e3o foi proferida nos autos do Inqu\u00e9rito 4.781\/DF, que tramita em segredo\nde justi\u00e7a e apura a exist\u00eancia de <em>fake\nnews<\/em>, cal\u00fanias, amea\u00e7as e infra\u00e7\u00f5es revestidas <em>de animus caluniandi, diffamandi<\/em> ou <em>injuriandi<\/em>, que atingem a honra e a seguran\u00e7a do Supremo Tribunal\nFederal, de seus membros e familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nordem do Excelent\u00edssimo Ministro foi embasada no fato de o site o Antagonista e\na revista Cruso\u00e9 terem noticiado a exist\u00eancia de um documento obtido em dela\u00e7\u00e3o\nde Marcelo Odebrecht, que aponta a alcunha do Ministro Presidente do Supremo\nTribunal Federal: \u201cO amigo do amigo de meu pai\u201d. Em nota, a Procuradoria Geral\nda Rep\u00fablica afirmou desconhecer tal documento, fato que levou Alexandre de\nMoraes a acreditar trata-se de not\u00edcia falsa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre\nque o malgrado documento chegou \u00e0s m\u00e3os do condutor do inqu\u00e9rito, ap\u00f3s pedido\nde desentranhamento do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e esclarecimentos prestados\npelo Ju\u00edzo da 13\u00aa Vara Federal de Curitiba. Assim sendo, comprovado que a\ninforma\u00e7\u00e3o era verdadeira, o Ministro Alexandre de Moraes, em 18\/04\/2019,\nreconsiderou a decis\u00e3o anterior, mas optou por prosseguir com as investiga\u00e7\u00f5es\ne manter o inqu\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora,\nse a not\u00edcia era fraudulenta ou caluniosa, o que seria cab\u00edvel fazer, \u00e0 luz do\nordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio e da jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal?\nCaberia ao ofendido, o senhor Ministro Dias Toffoli, levar o fato \u00e0 pol\u00edcia\njudici\u00e1ria, para investiga\u00e7\u00e3o (ressalte-se que cal\u00fania \u00e9 crime de a\u00e7\u00e3o penal\nprivada!). Caso entendesse necess\u00e1rio, caberia a interposi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o judicial c\u00edvel\ne\/ou criminal, para requerer repara\u00e7\u00e3o pelo dano moral sofrido. Essa medida,\npor exemplo, foi tomada pelo Ministro Gilmar Mendes, no caso da atriz Monica\nIozzi.<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>\nAl\u00e9m de todo o exposto, nos termos do artigo 5\u00ba, inciso V, da Constitui\u00e7\u00e3o\nFederal, ao ofendido \u00e9 garantido o direito de resposta proporcional ao agravo\nsofrido.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\n\u00e9 demais fazer dois esclarecimentos: 1) a compet\u00eancia para julgar eventual a\u00e7\u00e3o\nc\u00edvel intentada pelo Ministro do STF seria da justi\u00e7a comum do lugar do ato ou\ndo fato (artigo 53, IV, do CPC); no caso, Vara C\u00edvel da Justi\u00e7a do Distrito\nFederal e Territ\u00f3rio. 2) a compet\u00eancia para julgar eventual a\u00e7\u00e3o penal privada\nseria de juizado especial criminal da Justi\u00e7a do Distrito Federal e Territ\u00f3rios\n(artigo 63 da Lei 9.099\/1995). Apenas a exce\u00e7\u00e3o da verdade seria da compet\u00eancia\ndo STF (artigo 85 CPP), ap\u00f3s instru\u00e7\u00e3o do processo (STF. Pet. 7.448\/RS). <strong>Observe: eventuais a\u00e7\u00f5es interpostas pelo\nMinistro Dias Toffoli n\u00e3o seriam da compet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agora,\no (a) leitor (a) poderia questionar: \u201cmas se h\u00e1 liberdade de imprensa, o\njornalista poderia vir a responder civil e penalmente\u201d? Sim, pelo excesso, ap\u00f3s\no devido processo legal, contradit\u00f3rio e ampla defesa garantidos. Cabe ao\njornalista e ao meio de comunica\u00e7\u00e3o apurarem a veracidade da informa\u00e7\u00e3o antes\nde divulg\u00e1-la. \u00c9 dever do jornalista e de seu contratante agir com\nresponsabilidade! Excessos gerariam o dever de indenizar e revista e jornalista\nresponderiam solidariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\npodemos esquecer tamb\u00e9m de que a tal prova apresentada por Marcelo Odebrecht em\nsua dela\u00e7\u00e3o estava em segredo de justi\u00e7a, de forma que o vazamento de tais\ninforma\u00e7\u00f5es \u00e9 crime e provoca a responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal e administrativa\npara quem a tiver revelado \u00e0 imprensa, quer seja um servidor do TRF da 4\u00aa\nRegi\u00e3o, magistrado ou membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00e9m\nesclarecer: a divulga\u00e7\u00e3o da prova que estava em segredo de justi\u00e7a gera\nresponsabilidade para quem a tiver revelado \u00e0 imprensa e n\u00e3o para o jornalista\ne a revista. Ali\u00e1s, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal garante o sigilo da fonte, eis que\nnecess\u00e1rio \u00e0 liberdade profissional (artigo 5\u00ba, inciso XV, da CF).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\n\u00faltimo, passemos a analisar o Inqu\u00e9rito 4.781\/DF, instaurado, de of\u00edcio, pelo\nPresidente do Supremo Tribunal Federal. Qual o embasamento dessa medida an\u00f4mala\ntomada pelo Ministro Dias Toffoli? O artigo 43 do Regimento Interno do Supremo\nTribunal Federal, <em>in fine<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201c<em>Art. 43. Ocorrendo infra\u00e7\u00e3o \u00e0 lei penal na sede ou depend\u00eancia do Tribunal, o Presidente instaurar\u00e1 inqu\u00e9rito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita \u00e0 sua jurisdi\u00e7\u00e3o, ou delegar\u00e1 esta atribui\u00e7\u00e3o a outro Ministro. <\/em><\/p><p><em>\u00a7 1\u00ba Nos demais casos, o Presidente poder\u00e1 proceder na forma deste artigo ou requisitar a instaura\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito \u00e0 autoridade competente.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9\nde se notar que a pol\u00edcia do Tribunal \u00e9 feita pelo seu Presidente, bem como a\npol\u00edcia nas sess\u00f5es \u00e9 feita pelo Presidente da Turma (artigos 42 e 45 do\nRISTF). Ora, tais dispositivos apenas garantem ao Presidente a prerrogativa\npara zelar pelo Tribunal e por seus Ministros. Frise-se o fato de o Regimento\nInterno do Supremo Tribunal Federal ser anterior \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, de\nmaneira que a chave de sua hermen\u00eautica deve ser sempre a Lei Maior.<\/p>\n\n\n\n<p>O\nartigo 2\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal apregoa que Executivo, Legislativo e\nJudici\u00e1rio s\u00e3o poderes independentes, de forma que um n\u00e3o pode usurpar a atribui\u00e7\u00e3o\ndo outro e nem criar para o outro obriga\u00e7\u00f5es. Cada qual tem a sua fun\u00e7\u00e3o\nprec\u00edpua e o exerc\u00edcio de atribui\u00e7\u00e3o de outro Poder s\u00f3 se d\u00e1 atipicamente, nos\ncasos em que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal autoriza.<\/p>\n\n\n\n<p>O\nJudici\u00e1rio n\u00e3o pode tomar para si as atribui\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico e nem da\npol\u00edcia judici\u00e1ria. N\u00e3o cabe ao julgador investigar e nem acusar; cabe o\nexerc\u00edcio da jurisdi\u00e7\u00e3o t\u00e3o somente.<\/p>\n\n\n\n<p>Do\nb\u00e1sico da li\u00e7\u00e3o de Mostesquieu acerca da separa\u00e7\u00e3o de Poderes, extra\u00ed-se a\nimpossibilidade de um mesmo \u00f3rg\u00e3o investigar, acusar e julgar, eis que a\nimparcialidade exigida do \u00f3rg\u00e3o julgador seria frontalmente ferida.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\nadotamos no Brasil um sistema processual penal inquisit\u00f3rio; antes, o modelo\nextra\u00eddo do C\u00f3digo de Processo Penal, tendo a Constitui\u00e7\u00e3o Federal como chave\nhermen\u00eautica, \u00e9 o acusat\u00f3rio, de forma que as fun\u00e7\u00f5es acusat\u00f3rias e julgadoras\nn\u00e3o se concentram num mesmo \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No\ncaso do Inqu\u00e9rito 4.781\/DF, at\u00e9 o momento, n\u00e3o se sabe o qu\u00ea (e nem quem) se investiga.\nConsequentemente, tamb\u00e9m \u00e9 desconhecido se h\u00e1 algum investigado que tenha foro\npor prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal. <\/p>\n\n\n\n<p>O\nque se tem at\u00e9 o momento \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de que a investiga\u00e7\u00e3o diz\nrespeito a <em>fake news<\/em>. Tais not\u00edcias\nfalsas justificaram a determina\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio, de busca e apreens\u00e3o domiciliar.\nUma dezena de resid\u00eancias foram \u201cvisitadas\u201d pela pol\u00edcia federal, a pretexto de\nencontrar provas de informa\u00e7\u00f5es falsas. Para esclarecer: os alvos dos mandados\nde busca e apreens\u00e3o foram pessoas comuns, que t\u00eam postagens cr\u00edticas em m\u00eddias\nsociais.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nProcuradora Geral da Rep\u00fablica pediu esclarecimentos sobre o inqu\u00e9rito e em\nseguida requereu o seu arquivamento. O Ministro Alexandre de Moraes n\u00e3o acatou\no pedido, n\u00e3o obstante a reda\u00e7\u00e3o do artigo 28 do C\u00f3digo de Processo Penal e da\npr\u00f3pria jurisprud\u00eancia da Corte Constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se\numa verdadeira anomalia. N\u00e3o se sabe o desfecho de tudo isso. Ao final das\ninvestiga\u00e7\u00f5es, o que ser\u00e1 feito? O Supremo Tribunal Federal ir\u00e1 acusar,\nprocessar e julgar os envolvidos? Remeter\u00e1 a investiga\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio\nP\u00fablico? Eventual prova colhida poder\u00e1 ser considerada l\u00edcita? N\u00e3o h\u00e1 resposta\npara nenhuma dessas indaga\u00e7\u00f5es ainda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9\nurgente a aprecia\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal acerca das medidas\ntomadas pelo seu Presidente e pelo Ministro respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o da\ninvestiga\u00e7\u00e3o. Caso o Tribunal aplique a sua jurisprud\u00eancia, o inqu\u00e9rito\n4.781\/DF ser\u00e1 arquivado. Caso tenha outro posicionamento, ser\u00e1 necess\u00e1rio\nesclarecer quais fatos est\u00e3o sendo investigados, quem s\u00e3o as pessoas indiciadas\ne quais ser\u00e3o os pr\u00f3ximos passos dados. <\/p>\n\n\n\n<p>O\ncerto \u00e9, prezado(a) leitor(a), para fins de prova, n\u00e3o se pode dizer que houve\nmuta\u00e7\u00e3o constitucional acerca da liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento e nem\na respeito da liberdade de imprensa. N\u00e3o temos posicionamento do Colegiado\nnesse sentido; tem-se apenas decis\u00e3o monocr\u00e1tica pass\u00edvel de revis\u00e3o. A censura\ncontinua sendo flagrantemente inconstitucional. Quanto \u00e0 suposta compet\u00eancia do\nSupremo tribunal Federal para investigar\/acusar, aguardemos posicionamento da\nCorte, quando do julgamento da ADPF 572 e de alguns <em>habeas corpus<\/em> destinados a combater a citada ofensa aos princ\u00edpios\nmais b\u00e1sicos do Estado Democr\u00e1tico de Direito: a Constitui\u00e7\u00e3o e a soberania\npopular.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerramos\naqui nossa breve reflex\u00e3o sobre o caso Antagonista e Cruso\u00e9. Em nosso pr\u00f3ximo\nartigo, discorremos sobre crime de responsabilidade praticado por magistrados.<\/p>\n\n\n\n<p>Bons\nestudos!<\/p>\n\n\n\n<p>Nelma\nFontana<\/p>\n\n\n\n<p>Professora\nde Direito Constitucional. Advogada. Defensora da Constitui\u00e7\u00e3o e do Estado\nDemocr\u00e1tico de Direito.<br \/><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nSILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito\nConstitucional Positiv<\/strong>o. 31\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, Malheiros, 2007, p. 136.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nProcesso : 2016.01.1.062108\u00ad0. 4\u00aa Vara C\u00edvel de Bras\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal promulgada em 1988, apelidada de \u201cConstitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3\u201d, exp\u00f5e em seu artigo 1\u00ba que o Regime Pol\u00edtico adotado pelo Brasil \u00e9 o democr\u00e1tico. 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