{"id":295165,"date":"2019-04-16T00:53:50","date_gmt":"2019-04-16T03:53:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=295165"},"modified":"2019-04-16T12:57:27","modified_gmt":"2019-04-16T15:57:27","slug":"questoes-comentadas-de-direito-processual-civil-da-dpe-sp-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/questoes-comentadas-de-direito-processual-civil-da-dpe-sp-2019\/","title":{"rendered":"Gabarito &#8211; Quest\u00f5es de Direito Processual Civil da DPE-SP &#8211; 2019 &#8211; Recurso"},"content":{"rendered":"\n<p>Ol\u00e1, pessoal!<\/p>\n\n\n\n<p>Meu nome \u00e9 Rodrigo Vaslin,\nsou Juiz Federal do TRF4 e Professor de Processo Civil do Estrat\u00e9gia Concursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo iremos\ncomentar as quest\u00f5es do concurso para Defensor P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo,\n2019, aferindo se h\u00e1 alguma possibilidade de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Adianto que vislumbro possibilidade de \u00eaxito na impugna\u00e7\u00e3o de apenas uma quest\u00e3o (43). <\/p>\n\n\n\n<p>As demais foram elaboradas\ncom base na lei seca e na jurisprud\u00eancia, sem margem para discuss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre fa\u00e7o o alerta aos alunos das Carreiras Jur\u00eddicas que as provas sobre o Novo CPC, desde 2016 at\u00e9 os dias atuais, t\u00eam exigido, prioritariamente, a lei seca, bem como alguns julgados pontuais do STJ e do STF a respeito das inova\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, voc\u00ea que est\u00e1 na\nluta, n\u00e3o deixe de lado a leitura detida do CPC. Em nosso curso, sempre ao\nexplicar um assunto, fa\u00e7o quest\u00e3o de transcrever os dispositivos, pois eles s\u00e3o\nreproduzidos, <em>ipsis litteris<\/em>, nos\ncertames.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos \u00e0s quest\u00f5es!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n41<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Humberto comparece \u00e0\nunidade da Defensoria P\u00fablica da cidade onde reside, no interior do Estado,\ninformando que recebeu cita\u00e7\u00e3o de uma demanda em que se discutem direitos reais\nsobre bens m\u00f3veis, proposta na capital do mesmo Estado, sendo intimado no mesmo\nato do prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o de resposta. Humberto discorda do pedido do\nautor e deseja apresentar defesa. Diante desta situa\u00e7\u00e3o, o Defensor lotado no\ninterior do Estado dever\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>(A) elaborar a pe\u00e7a\ndefensiva de contesta\u00e7\u00e3o, que poder\u00e1 ser protocolada no foro de domic\u00edlio do\nr\u00e9u, ainda que n\u00e3o apresente preliminar de incompet\u00eancia do ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) elaborar a pe\u00e7a\ndefensiva de contesta\u00e7\u00e3o, que somente poder\u00e1 ser protocolada no foro de\ndomic\u00edlio do r\u00e9u se a carta precat\u00f3ria ainda n\u00e3o tiver sido devolvida ao ju\u00edzo\ndeprecante.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) elaborar a pe\u00e7a\ndefensiva de contesta\u00e7\u00e3o, com a alega\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia do ju\u00edzo em\npreliminar de contesta\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese em que poder\u00e1 protocolar a contesta\u00e7\u00e3o no\nforo de domic\u00edlio do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) orientar Humberto para\nque compare\u00e7a ao atendimento da Defensoria P\u00fablica na Capital, onde dever\u00e3o ser\ntomadas as medidas em sua defesa, inclusive a elabora\u00e7\u00e3o de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) elaborar a pe\u00e7a\ndefensiva de contesta\u00e7\u00e3o, protocolando-a necessariamente no foro da Capital,\nonde est\u00e1 sendo processada a a\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o da exist\u00eancia de norma de\ncompet\u00eancia absoluta quanto ao foro da situa\u00e7\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra C.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o gabarito est\u00e1\ncorreto, n\u00e3o havendo raz\u00f5es para recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Retirei do nosso curso o\nseguinte trecho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a do\nprocedimento ordin\u00e1rio, o r\u00e9u \u00e9 citado agora para comparecer a uma audi\u00eancia de\nconcilia\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o (art. 334, CPC). E se o r\u00e9u perceber que o ju\u00edzo \u00e9\nincompetente?<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u poder\u00e1 se valer do\nart. 340, CPC, que possibilita o protocolo da contesta\u00e7\u00e3o com alega\u00e7\u00e3o de\nincompet\u00eancia (<strong>absoluta ou relativa<\/strong>)\nno seu pr\u00f3prio domic\u00edlio (do r\u00e9u), devendo a peti\u00e7\u00e3o ser enviada ao ju\u00edzo no\nqual tramita a demanda.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art.\n340. &nbsp;<strong>Havendo alega\u00e7\u00e3o de\nincompet\u00eancia relativa ou absoluta, a contesta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser protocolada no\nforo de domic\u00edlio do r\u00e9u<\/strong>, fato que ser\u00e1 imediatamente comunicado ao\njuiz da causa, preferencialmente por meio eletr\u00f4nico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1<sup>o<\/sup> A contesta\u00e7\u00e3o\nser\u00e1 submetida a livre distribui\u00e7\u00e3o (no foro de domic\u00edlio do r\u00e9u) ou, se o r\u00e9u\nhouver sido citado por meio de carta precat\u00f3ria, juntada aos autos dessa carta,\nseguindo-se a sua imediata remessa para o ju\u00edzo da causa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 2<sup>o<\/sup> Reconhecida a\ncompet\u00eancia do foro indicado pelo r\u00e9u, o ju\u00edzo para o qual for distribu\u00edda a\ncontesta\u00e7\u00e3o ou a carta precat\u00f3ria ser\u00e1 considerado prevento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ex: se o r\u00e9u reside em\nManaus\/AM e uma demanda contra ele \u00e9 proposta em Salvador\/BA, na Justi\u00e7a\nEstadual. Se esse r\u00e9u entender que h\u00e1 incompet\u00eancia territorial (<strong>relativa<\/strong>), pode protocolar a\ncontesta\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a Estadual de Manaus\/AM, com a preliminar de\nincompet\u00eancia, justificando a raz\u00e3o pela qual entende ter compet\u00eancia o ju\u00edzo\nde Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for acolhida a\nincompet\u00eancia do ju\u00edzo de Salvador\/BA, aquele ju\u00edzo de Manaus, que recebeu a\ncontesta\u00e7\u00e3o e enviou \u00e0 Salvador, ser\u00e1 o ju\u00edzo prevento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex2: se for <strong>incompet\u00eancia absoluta<\/strong>, n\u00e3o \u00e9 a mesma\nl\u00f3gica. Suponhamos um r\u00e9u residente em Curitiba \u00e9 r\u00e9u numa demanda na Justi\u00e7a\nEstadual de S\u00e3o Paulo, mas, na verdade, a causa \u00e9 de compet\u00eancia da Justi\u00e7a\nFederal de SP. Ora, o ju\u00edzo de Curitiba a quem ele direcionar\u00e1 a sua alega\u00e7\u00e3o\nde incompet\u00eancia absoluta n\u00e3o se tornar\u00e1 prevento para posterior demanda. <\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 3<sup>o<\/sup> Alegada a incompet\u00eancia\nnos termos do caput, ser\u00e1 suspensa a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o\nou de media\u00e7\u00e3o, se tiver sido designada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 4<sup>o<\/sup> Definida a\ncompet\u00eancia, o ju\u00edzo competente designar\u00e1 nova data para a audi\u00eancia de\nconcilia\u00e7\u00e3o ou de media\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No caso da quest\u00e3o, a\nt\u00edtulo de curiosidade, a demanda \u00e9 de compet\u00eancia relativa, porquanto versa\nsobre direitos reais sobre <strong>M\u00d3VEIS<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se se tratasse de direitos\nreais sobre <strong>IM\u00d3VEIS<\/strong> (aqueles\ndireitos reais previstos no art. 47, \u00a7\u00a71\u00ba e 2\u00ba, CPC), a compet\u00eancia seria <strong>absoluta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art.\n47. &nbsp;Para as a\u00e7\u00f5es fundadas em direito real sobre <strong>im\u00f3veis<\/strong> \u00e9 competente o foro de situa\u00e7\u00e3o da coisa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7\n1<sup>o<\/sup>&nbsp;O autor pode optar pelo foro de domic\u00edlio do r\u00e9u ou\npelo foro de elei\u00e7\u00e3o se o lit\u00edgio n\u00e3o recair sobre direito de propriedade,\nvizinhan\u00e7a, servid\u00e3o, divis\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o de terras e de nuncia\u00e7\u00e3o de obra\nnova.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;A a\u00e7\u00e3o\npossess\u00f3ria imobili\u00e1ria ser\u00e1 proposta no foro de situa\u00e7\u00e3o da coisa, cujo ju\u00edzo\ntem compet\u00eancia absoluta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n42<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao mandado de\nseguran\u00e7a, considere as assertivas abaixo. <\/p>\n\n\n\n<p>I. A impetra\u00e7\u00e3o de mandado\nde seguran\u00e7a coletivo por entidade de classe em favor dos associados depende da\nautoriza\u00e7\u00e3o destes.<\/p>\n\n\n\n<p>II. Admite-se a impetra\u00e7\u00e3o\nde mandado de seguran\u00e7a perante os Tribunais de Justi\u00e7a para o exerc\u00edcio do\ncontrole de compet\u00eancia dos juizados especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>III. A impetra\u00e7\u00e3o de\nmandado de seguran\u00e7a interrompe a flu\u00eancia do prazo prescricional no tocante \u00e0\na\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, o qual somente tornar\u00e1 a correr ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da\ndecis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>IV. O impetrante pode\ndesistir da a\u00e7\u00e3o mandamental a qualquer tempo antes do tr\u00e2nsito em julgado,\nindependentemente da anu\u00eancia da autoridade coatora.<\/p>\n\n\n\n<p>V. Os atos do presidente\ndo tribunal que disponham sobre processamento e pagamento de precat\u00f3rio n\u00e3o t\u00eam\ncar\u00e1ter jurisdicional e, por isso, podem ser combatidos pela via mandamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o de acordo com as\nteses firmadas pelos tribunais superiores APENAS o que se afirma em<\/p>\n\n\n\n<p>(A) I e IV.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) II, III, IV e V.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) I, II, III e V.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) I, IV e V.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) II, III e IV.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra B.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entendo que o gabarito\nest\u00e1 correto, n\u00e3o havendo raz\u00f5es para recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nitem I est\u00e1 incorreto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00famula 629, STF: A\nimpetra\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a coletivo por entidade de classe em favor dos\nassociados <strong>independe<\/strong> da\nautoriza\u00e7\u00e3o destes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Confiram a explica\u00e7\u00e3o mais\ndetalhada dada em nosso curso:<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Dentro ainda do tema\nassocia\u00e7\u00f5es, vamos ver as diferen\u00e7as b\u00e1sicas entre <strong>sindicatos<\/strong> e <strong>associa\u00e7\u00f5es<\/strong>\ne suas repercuss\u00f5es nas a\u00e7\u00f5es coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos os artigos 5\u00ba, XXI\ne 8\u00ba, III, ambos da CRFB.<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>\n  Art.5\u00ba\n  Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza,\n  garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a\n  inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade,\n  nos termos seguintes:\n  XXI\n  &#8211; as entidades associativas, <strong>quando\n  expressamente&nbsp; autorizadas<\/strong>,&nbsp; t\u00eam&nbsp;\n  legitimidade&nbsp; para representar\n  seus filiados judicial ou extrajudicialmente;\n  <\/td><td>\n  Art.\n  8\u00ba \u00c9 livre a associa\u00e7\u00e3o profissional ou sindical, observado o seguinte:\n  III\n  &#8211; ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou\n  individuais&nbsp; da&nbsp; categoria,&nbsp;\n  inclusive&nbsp; em&nbsp; quest\u00f5es&nbsp;\n  judiciais&nbsp; ou administrativas;\n  &nbsp;\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>De pronto, percebe\u2010se uma diferen\u00e7a clara: <\/p>\n\n\n\n<p>Para as associa\u00e7\u00f5es,\na Constitui\u00e7\u00e3o <strong>exigiu uma autoriza\u00e7\u00e3o<\/strong>\npara que fa\u00e7am a defesa, judicial ou extrajudicial, dos direitos e interesses\nindividuais e coletivos de seus associados (art. 5\u00ba, XXI, da CF\/88); <\/p>\n\n\n\n<p>Para os sindicatos,\npor\u00e9m, n\u00e3o houve essa exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como\ndeve ser feita essa autoriza\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>i- declara\u00e7\u00e3o individual\ndo associado;<\/p>\n\n\n\n<p>ii- por aprova\u00e7\u00e3o na\nassembleia geral da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o STF definiu,\nem repercuss\u00e3o geral, que a autoriza\u00e7\u00e3o estatut\u00e1ria gen\u00e9rica (constante no\nestatuto social) conferida \u00e0 associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente para legitimar a\nsua atua\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo. Desta feita, em cada a\u00e7\u00e3o, \u00e9 indispens\u00e1vel que os\nfiliados a autorizem de forma <strong>expressa<\/strong>\ne <strong>espec\u00edfica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A\nautoriza\u00e7\u00e3o estatut\u00e1ria gen\u00e9rica conferida a associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente para\nlegitimar a sua atua\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo<\/em><\/strong><em> na defesa de direitos\nde seus filiados, <strong>sendo indispens\u00e1vel\nque a declara\u00e7\u00e3o expressa exigida no inciso XXI do art. 5\u00ba da CF<\/strong> (\u201cas\nentidades associativas, quando expressamente autorizadas, t\u00eam legitimidade para\nrepresentar seus filiados judicial ou extrajudicialmente\u201d) <strong>seja manifestada por ato individual do associado ou por assembleia\ngeral da entidade<\/strong>. Por conseguinte, <strong>somente\nos associados que apresentaram, na data da propositura da a\u00e7\u00e3o de conhecimento,\nautoriza\u00e7\u00f5es individuais expressas \u00e0 associa\u00e7\u00e3o, podem executar t\u00edtulo judicial\nproferido em a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/strong> Com base nessa orienta\u00e7\u00e3o, o Plen\u00e1rio, em\nconclus\u00e3o de julgamento, e por vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, proveu recurso\nextraordin\u00e1rio no qual se discutia a legitimidade ativa de associados que,\nembora n\u00e3o tivessem autorizado explicitamente a associa\u00e7\u00e3o a ajuizar a demanda\ncoletiva, promoveram a execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a prolatada em favor de outros\nassociados que, de modo individual e expresso, teriam fornecido autoriza\u00e7\u00e3o\npara a entidade atuar na fase de conhecimento \u2014 v. Informativos 569 e 722. Em\npreliminar, ante a aus\u00eancia de prequestionamento quanto aos artigos 5\u00ba, XXXVI,\ne 8\u00ba, III, da CF, o Tribunal conheceu em parte do recurso. No m\u00e9rito, reafirmou\na jurisprud\u00eancia da Corte quanto ao alcance da express\u00e3o \u201cquando\nexpressamente autorizados\u201d, constante da cl\u00e1usula inscrita no mencionado\ninciso XXI do art. 5\u00ba da CF. <strong>Asseverou\nque esse requisito espec\u00edfico acarretaria a distin\u00e7\u00e3o entre a legitimidade das\nentidades associativas para promover demandas em favor de seus associados (CF,\nart. 5\u00ba, XXI) e a legitimidade das entidades sindicais (CF, art. 8\u00ba, III).<\/strong>\nO Colegiado reputou n\u00e3o ser poss\u00edvel, na fase de execu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo\njudicial, alter\u00e1-lo para que fossem inclu\u00eddas pessoas n\u00e3o apontadas como\nbenefici\u00e1rias na inicial da a\u00e7\u00e3o de conhecimento e que n\u00e3o autorizaram a\natua\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o, como exigido no preceito constitucional em debate.\nAdemais, a simples previs\u00e3o estatut\u00e1ria de autoriza\u00e7\u00e3o geral para a associa\u00e7\u00e3o\nseria insuficiente para lhe conferir legitimidade. Por essa raz\u00e3o, ela pr\u00f3pria\ntivera a cautela de munir-se de autoriza\u00e7\u00f5es individuais. Vencidos os Ministros\nRicardo Lewandowski (relator), Joaquim Barbosa (Presidente) e C\u00e1rmen L\u00facia, que\nnegavam provimento ao recurso.<br \/>\n<strong>RE 573232\/SC, rel. orig. Min. Ricardo Lewandowski, red. p\/ o ac\u00f3rd\u00e3o Min.\nMarco Aur\u00e9lio, 14.5.2014. (RE-573232)<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>:\nO STF afirma que essa autoriza\u00e7\u00e3o teria de vir j\u00e1 na <strong>peti\u00e7\u00e3o inicial<\/strong>. Ademais, o STJ j\u00e1 aduziu que \u201caassocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem legitimidade ativa para\ndefender os interesses dos associados que vierem a se agregar somente ap\u00f3s o\najuizamento da a\u00e7\u00e3o de conhecimento\u201d (STJ. 2\u00aa Turma. REsp\n1.468.734-SP, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 1\u00ba\/3\/2016 &#8211; Info 579).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exce\u00e7\u00e3o<\/strong>:\nH\u00e1 um caso em que a associa\u00e7\u00e3o pode defender em ju\u00edzo interesse de associado\nsem precisar de sua autoriza\u00e7\u00e3o expressa, qual seja, quando <strong>impetrar mandado de seguran\u00e7a coletivo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o h\u00e1 essa necessidade,\nporquanto a pr\u00f3pria CRFB n\u00e3o exige (art. 5\u00ba, LXX). Para associa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 h\u00e1 o\nrequisito de constitui\u00e7\u00e3o e funcionamento h\u00e1, pelo menos, um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n5\u00ba (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>LXX\n\u2014 o mandado de seguran\u00e7a coletivo pode ser impetrado por:<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>b)\norganiza\u00e7\u00e3o sindical, entidade de classe ou associa\u00e7\u00e3o legalmente\nconstitu\u00edda e em funcionamento h\u00e1 pelo menos um ano, em defesa dos\ninteresses de seus membros ou associados;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula\n629, STF: a impetra\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a coletivo por entidade de&nbsp; classe em favor dos associados <strong>independe<\/strong> da autoriza\u00e7\u00e3o destes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nitem II est\u00e1 correto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no curso\nressaltamos que o STJ tem admitido MS contra decis\u00e3o de juizado especial para\ndiscutir <strong>compet\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A Corte Especial do\nSuperior Tribunal de Justi\u00e7a definiu que \u00e9 poss\u00edvel a impetra\u00e7\u00e3o de mandado de\nseguran\u00e7a para promover o controle de compet\u00eancia nos processos em tr\u00e2mite nos\nJuizados Especiais<\/em><\/strong><em>.&nbsp;<strong>RMS\n17.524-BA, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2\/8\/2006 (informativo 291).<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Como <strong>exce\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e0 regra geral que\nveda o manejo de mandado de seguran\u00e7a contra decis\u00e3o judicial com tr\u00e2nsito em\njulgado (artigo 5\u00ba, inciso III, da Lei 12.016\/2009 e S\u00famula 268\/STF), <strong>sobressai a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial\ndesta Corte, segundo a qual se admite a impetra\u00e7\u00e3o do writ frente aos Tribunais\nde Justi\u00e7a dos Estados, para o exerc\u00edcio do controle da compet\u00eancia dos\nJuizados Especiais<\/strong>, ainda que n\u00e3o mais caiba recurso em face do\nprovimento jurisdicional a ser anulado, &#8220;sob pena de se inviabilizar ou,\nao menos, limitar, esse controle, que, nos processos n\u00e3o submetidos ao Juizado\nEspecial, se faz poss\u00edvel por interm\u00e9dio da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria&#8221; (RMS\n30.170\/SC, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 05.10.2010,\nDJe 13.10.2010). (&#8230;) (<strong>STJ, RMS\n37.775\/ES, Rel. Min. Marco Buzzi, 4\u00aa Turma, d.j. 06\/06\/2013<\/strong>).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;<strong>A Corte Especial do STJ, no julgamento do\nRMS 17.524\/BA, firmou o posicionamento de que \u00e9 poss\u00edvel a impetra\u00e7\u00e3o de\nMandado de Seguran\u00e7a com a finalidade de promover controle da compet\u00eancia dos\nJuizados Especiais<\/strong>.&#8221; (RMS 26.665\/DF, Rel. Ministro Herman Benjamin,\nSegunda Turma, DJe 21\/8\/2009). 4. Decis\u00e3o recorrida que se mostra contr\u00e1ria \u00e0\norienta\u00e7\u00e3o firmada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Compet\u00eancia do\nTribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o para processar e julgar o Mandado de\nSeguran\u00e7a ajuizado pelo INSS. 5. Recurso Ordin\u00e1rio provido. <strong>RMS\n37.959-BA, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 17\/10\/2013 (informativo 533).<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos que a compet\u00eancia\npara julgar esse MS para discutir a compet\u00eancia dos juizados \u00e9 do Tribunal de\nJusti\u00e7a ou do TRF.<\/p>\n\n\n\n<p>E como fica a s\u00famula 376,\nSTJ? <\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00famula\n376, STJ: Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de seguran\u00e7a\ncontra ato de juizado especial. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Temos de diferenciar as hip\u00f3teses de cabimento do\nMS. Em resumo, podemos ter as seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>i- Parte impetra MS contra ato do juiz do juizado: a\ncompet\u00eancia para julgar \u00e9 da Turma Recursal (S\u00famula 376, STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>ii- Parte impetra MS contra Turma Recursal\ndiscutindo o m\u00e9rito: n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>iii- Parte impetra MS contra Turma Recursal,\ndiscutindo se a causa pode ou n\u00e3o ser julgada no Juizado: a compet\u00eancia\npara julgar este writ \u00e9 do TJ (ou TRF).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nitem III est\u00e1 incorreto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Tese\nn. 13<\/em><\/strong><em> \u2013 Jurisprud\u00eancia em Teses do STJ\n(edi\u00e7\u00e3o n. 91).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A impetra\u00e7\u00e3o de mandado de\nseguran\u00e7a interrompe o prazo prescricional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o do\nind\u00e9bito tribut\u00e1rio, de modo que somente a partir do tr\u00e2nsito em julgado\ndo&nbsp;<em>mandamus<\/em>&nbsp;se inicia a contagem do prazo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o\nordin\u00e1ria para a cobran\u00e7a dos cr\u00e9ditos indevidamente recolhidos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nitem IV est\u00e1 correto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>STF e STJ entendem que a parte pode desistir do MS a qualquer momento, sem precisar de nenhuma concord\u00e2ncia da parte contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O impetrante pode\ndesistir de mandado de seguran\u00e7a a qualquer tempo, ainda&nbsp; que&nbsp;\nproferida decis\u00e3o de m\u00e9rito a ele favor\u00e1vel,&nbsp; e&nbsp;\nsem&nbsp; anu\u00eancia&nbsp; da&nbsp;\nparte&nbsp; contr\u00e1ria<\/em><\/strong><em>.&nbsp;\nCom&nbsp; base nessa orienta\u00e7\u00e3o, o\nPlen\u00e1rio, por maioria, deu provimento a recurso extraordin\u00e1rio. Asseverou-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>se que o mandado de seguran\u00e7a,\nenquanto a\u00e7\u00e3o constitucional, com base em alegado direito l\u00edquido e certo\nfrente a ato ilegal ou abusivo de autoridade, n\u00e3o se revestiria de lide, em\nsentido material. Pontuou-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>se n\u00e3o se aplicar, ao mandado de seguran\u00e7a, a condi\u00e7\u00e3o\ndisposta na parte final do art. 267, \u00a7 4\u00ba, do CPC (\u201cArt. 267. Extingue-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>se&nbsp;\no processo, sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito: &#8230; \u00a7 4\u00ba Depois de decorrido o\nprazo&nbsp;&nbsp; para a resposta, o autor n\u00e3o\npoder\u00e1, sem o consentimento do r\u00e9u, desistir da a\u00e7\u00e3o\u201d). De&nbsp; igual forma, n\u00e3o incidiria o art. 269, V, do\nCPC (\u201cArt. 269. Haver\u00e1 resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito: &#8230; V -\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em> quando o autor renunciar ao direito\nsobre que se funda a a\u00e7\u00e3o\u201d). Destacou-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>se a viabilidade de o direito ser\ndiscutido nas vias ordin\u00e1rias desde que n\u00e3o houvesse tr\u00e2nsito em julgado da\ndecis\u00e3o. Eventual m\u00e1-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>f\u00e9 do impetrante que desistisse seria coibida com\ninstrumental pr\u00f3prio. Vencidos os Ministros Luiz Fux, relator, e&nbsp; Marco&nbsp;\nAur\u00e9lio,&nbsp; que&nbsp; negavam provimento ao extraordin\u00e1rio.\nObtemperavam n\u00e3o ser razo\u00e1vel que se pudesse assentar a possibilidade de a\nparte desistir do mandado de seguran\u00e7a, como regra geral, e disso obter\nbenef\u00edcios contra o Poder P\u00fablico. Aduziam que, ap\u00f3s a senten\u00e7a de m\u00e9rito,\npoder-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>se-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>ia&nbsp; apenas\nrenunciar ao direito em que se fundaria a&nbsp;&nbsp;\na\u00e7\u00e3o. <strong>STF<\/strong>, RE 669367\/RJ, rel.\norig. Min. Luiz Fux, red. p\/ o ac\u00f3rd\u00e3o Min. Rosa Weber, 2.5.2013. (RE-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em> 669367).<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>DIREITO\nPROCESSUAL CIVIL. DESIST\u00caNCIA DE MANDADO DE SEGURAN\u00c7A. <strong>O impetrante pode\ndesistir de mandado de seguran\u00e7a sem a anu\u00eancia do impetrado mesmo ap\u00f3s a\nprola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a de m\u00e9rito. <\/strong>Esse entendimento foi definido como\nplenamente admiss\u00edvel pelo <strong>STF<\/strong>. De fato, por ser o mandado de\nseguran\u00e7a uma garantia conferida pela CF ao particular<strong>, indeferir o\npedido de desist\u00eancia para supostamente preservar interesses do Estado contra o\npr\u00f3prio destinat\u00e1rio da garantia constitucional configuraria patente\ndesvirtuamento do&nbsp; instituto<\/strong>.&nbsp; Essa&nbsp;\na&nbsp; raz\u00e3o&nbsp; por&nbsp;\nque&nbsp; n\u00e3o&nbsp; se&nbsp;\naplica, ao processo de mandado de seguran\u00e7a, o que disp\u00f5e o art. 267, \u00a7\n4\u00ba, do CPC (\u201cDepois de decorrido o prazo para a resposta, o autor n\u00e3o poder\u00e1,\nsem o consentimento do r\u00e9u, desistir da a\u00e7\u00e3o.\u201d). Precedentes citados do STF: RE\n669.367-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>RJ, Pleno, DJe 9\/8\/2012; e RE-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>AgR 550.258-\u00ad<\/em><em>\u2010<\/em><em>PR,&nbsp;\nPrimeira&nbsp; Turma,&nbsp; DJe&nbsp;\n26\/8\/2013.&nbsp; <strong>STJ<\/strong>, <strong>REsp&nbsp; 1.405.532-\u00ad<\/strong><\/em><strong><em>\u2010<\/em><\/strong><strong><em>SP,&nbsp;\nRel.&nbsp; Min. Eliana&nbsp; Calmon,&nbsp;\njulgado&nbsp; em 10\/12\/2013<\/em><\/strong><em> <strong>(informativo 533)<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Obs1:\nO STF, no <strong>informativo 781<\/strong>, decidiu\nque n\u00e3o era cab\u00edvel a desist\u00eancia do MS na hip\u00f3tese em que se discute\nexigibilidade de concurso para delega\u00e7\u00e3o de serventia extrajudicial, quando na\nesp\u00e9cie houver sido proferida decis\u00e3o de m\u00e9rito, objeto de sucessivos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o pr\u00f3prio Ministro\nRelator falou em peculiaridades do caso que o levaram a tal concuss\u00e3o.\nPortanto, em prova, sugiro permanecerem com a regra geral de que \u00e9 poss\u00edvel\ndesistir do MS, salvo se a quest\u00e3o apontar esse caso peculiar do informativo\n781, STF.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nitem V est\u00e1 correto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Tese\nn. 1<\/em><\/strong><em> \u2013 Jurisprud\u00eancia em Teses do STJ\n(edi\u00e7\u00e3o n. 91).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Os atos do presidente\ndo tribunal que disponham sobre processamento e pagamento de precat\u00f3rio n\u00e3o t\u00eam\ncar\u00e1ter jurisdicional (S\u00famula n. 311\/STJ) e, por isso, podem ser combatidos\npela via mandamental.<\/em><\/strong><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00famula 311, STJ: Os\natos do presidente do tribunal que disponham sobre processamento e pagamento de\nprecat\u00f3rio n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter jurisdicional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Exatamente por n\u00e3o ter\ncar\u00e1ter jurisdicional, mas sim natureza administrativa, resta evidente o n\u00e3o\ncabimento dos recursos extraordin\u00e1rios (Rext e REsp), porquanto n\u00e3o houve\njulgamento da causa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00famula 733, STF: N\u00e3o\ncabe recurso extraordin\u00e1rio contra decis\u00e3o proferida no processamento de\nprecat\u00f3rios.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse passo, o STJ aduz\nque justamente por ser administrativa a atividade exercida no processamento do\nprecat\u00f3rio, cab\u00edvel a impetra\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a contra alguma\ndetermina\u00e7\u00e3o tida por ilegal ou abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n43<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o de reconhecimento\nde uni\u00e3o est\u00e1vel cumulada com pedido de fixa\u00e7\u00e3o de guarda de filhos menores e\nfixa\u00e7\u00e3o de alimentos em favor da companheira e dos filhos. <\/p>\n\n\n\n<p>(A) dever\u00e1 apresentar como\nvalor da causa a somat\u00f3ria do valor dos bens a serem partilhados com o valor da\nparcela mensal da verba alimentar que est\u00e1 sendo pleiteada.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) tem como principal\nregra de compet\u00eancia relativa o foro do \u00faltimo domic\u00edlio do casal, conquanto se\ntrate de regra de compet\u00eancia relativa e que, por este motivo, admite a\npossibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o ou derroga\u00e7\u00e3o por vontade das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) deve ser desmembrada\nem mais de um processo, uma vez que os pedidos expostos n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de\ncumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, diante da exist\u00eancia de procedimentos espec\u00edficos e\nincompat\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pretens\u00f5es deduzidas.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) \u00e9 pass\u00edvel de autocomposi\u00e7\u00e3o\npor meio da media\u00e7\u00e3o, conquanto coloque em discuss\u00e3o direitos indispon\u00edveis de\nmenores e incapazes, ainda que a parte n\u00e3o esteja acompanhada de advogado ou\nDefensor P\u00fablico na audi\u00eancia designada para este fim.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) se revela como\nhip\u00f3tese de cumula\u00e7\u00e3o eventual de pedidos, o que \u00e9 vi\u00e1vel desde que o ju\u00edzo\nseja competente para a aprecia\u00e7\u00e3o de todas as pretens\u00f5es deduzidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra D<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na minha concep\u00e7\u00e3o, \u00e9 a\n\u00fanica quest\u00e3o que pode gerar alguma controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio da alternativa D realmente\nest\u00e1 correta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como as partes j\u00e1 possuem\num v\u00ednculo anterior, \u00e9 indicada a <strong>media\u00e7\u00e3o<\/strong>,\nem que o mediador atua auxiliando as partes para que elas mesmas cheguem a um\nconsenso.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 165, \u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;O\n<strong>mediador<\/strong>, que atuar\u00e1\npreferencialmente nos casos em que houver v\u00ednculo anterior entre as partes,\nauxiliar\u00e1 aos interessados a compreender as quest\u00f5es e os interesses em\nconflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunica\u00e7\u00e3o,\nidentificar, por si pr\u00f3prios, solu\u00e7\u00f5es consensuais que gerem benef\u00edcios m\u00fatuos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o final da\nalternativa, ao asseverar que as partes podem celebrar o acordo mesmo sem\nestarem acompanhadas por advogado ou Defensor, <strong>pode gerar discuss\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De um lado<\/strong>, o CNJ (processo n. 0004837-35.2017.2.00.0000), no final de 2018, definiu que <strong>n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria a presen\u00e7a de advogados e defensores p\u00fablicos em media\u00e7\u00f5es e concilia\u00e7\u00f5es<\/strong> conduzidas nos Centros Judici\u00e1rios de Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o STJ (REsp\n1584503\/SP, informativo 582) j\u00e1 considerou v\u00e1lida a transa\u00e7\u00e3o envolvendo\nalimentos sem a presen\u00e7a de advogados, com fulcro nos arts. 6\u00ba e 9\u00ba, \u00a71\u00ba, da\nLei n. 5.478\/68 e CPC\/73:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba Na audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o e julgamento dever\u00e3o estar presentes autor e r\u00e9u, <strong>independentemente de intima\u00e7\u00e3o e de comparecimento de seus representantes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba. Se houver acordo, lavrar-se-\u00e1 o respectivo termo, que ser\u00e1 assinado pelo juiz, escriv\u00e3o, partes e representantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<br \/><br \/><\/p>\n\n\n\n<p>Por derradeiro, no Processo Civil, n\u00e3o haver\u00e1 nulidade se n\u00e3o houver preju\u00edzo. <\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se houver acordo\nna audi\u00eancia e ele n\u00e3o for extremamente danoso a uma das partes, eventual\nv\u00edcio, se existente, ir\u00e1 ser convalidado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doutro lado<\/strong>, pode-se alegar que os arts. 334, \u00a79\u00ba e 695, \u00a74\u00ba, ambos do CPC e art. 26, Lei da Media\u00e7\u00e3o, dizem que, nas audi\u00eancias de concilia\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o, as partes <strong>devem<\/strong> estar acompanhadas de advogados ou defensores.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 334, \u00a7 9<sup>o<\/sup>&nbsp;As\npartes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores p\u00fablicos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Art.\n695, \u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp;Na audi\u00eancia, as partes dever\u00e3o estar\nacompanhadas de seus advogados ou de defensores p\u00fablicos.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Lei de Media\u00e7\u00e3o (n.\n13.140\/15), Art. 26. &nbsp;As partes dever\u00e3o ser assistidas por advogados ou\ndefensores p\u00fablicos, ressalvadas as hip\u00f3teses previstas nas&nbsp;Leis n<sup>os<\/sup>&nbsp;9.099,\nde 26 de setembro de 1995, e&nbsp;10.259, de 12 de julho de 2001.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em acr\u00e9scimo, o julgado do STJ no informativo n. 582 tratava apenas da presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia e considerou v\u00e1lido o acordo celebrado sem o advogado do <strong>alimentante<\/strong>, mas nada mencionou acerca da validade de acordo celebrado na aus\u00eancia do advogado do <strong>alimentado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse, o STJ se\nbaseou no CPC\/73, desconsiderando toda a mudan\u00e7a de paradigma proporcionada\npela Lei de Media\u00e7\u00e3o (sequer mencionada no ac\u00f3rd\u00e3o) e pelo Novo C\u00f3digo de\nProcesso Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, o novo diploma \u00e9\nclaro ao asseverar a necessidade de as partes estarem acompanhadas de seus\nadvogados e defensores (art. 695, \u00a74\u00ba, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o pr\u00f3prio TJSP, na apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1001397-93.2015.8.26.0344, definiu, em 2016, que \u00e9 imprescind\u00edvel que, na audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, o assistido seja representado por defensor ou advogado nomeado.<\/p>\n\n\n\n<p><em>APELA\u00c7\u00c3O \u2013 A\u00c7\u00c3O CIVIL\nP\u00daBLICA \u2013 ASSISTENCIA JUR\u00cdDICA GRATUITA INTEGRAL \u2013 DEFENSORIA P\u00daBLICA \u2013 Ato\npraticado na vig\u00eancia do antigo CPC \u2013 Aplica\u00e7\u00e3o do artigo 14 do novo CPC \u2013 Pretens\u00e3o\nde determina\u00e7\u00e3o \u00e0 Defensoria P\u00fablica para nomea\u00e7\u00e3o de defensor ou advogado para\natuar na defesa dos hipossuficientes economicamente nas audi\u00eancias de\nconcilia\u00e7\u00e3o na Comarca de Mar\u00edlia \u2013 Cabimento \u2013 Dever do Estado de prestar\nassist\u00eancia jur\u00eddica integral e gratuita aos que comprovarem insufici\u00eancia de\nrecursos, cabendo essa miss\u00e3o \u00e0 Defensoria P\u00fablica, seja por defensores\np\u00fablicos, seja por advogados nomeados por meio de conv\u00eanios celebrados, nos\ntermos dos artigos 5\u00ba, inc. LXXIV, e 134, caput, da CF, e art. 4\u00ba, \u00a7 5\u00ba, da LC\nn\u00ba 80\/94 \u2013 Para que haja efetiva possibilidade de solu\u00e7\u00e3o consensual do\nconflito, <strong>\u00e9 indispens\u00e1vel que o\nassistido seja orientado juridicamente, com o esclarecimento dos direitos e\ninteresses em lit\u00edgios e poss\u00edvel sugest\u00e3o do melhor desfecho do conflito, raz\u00e3o\npela qual se faz imprescind\u00edvel que, na audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, o assistido\nseja representado por defensor ou advogado nomeado<\/strong> \u2013 A garantia\nconstitucional de assist\u00eancia jur\u00eddica integral aos necessitados somente se\nefetiva de forma integral com a participa\u00e7\u00e3o do defensor ou advogado nomeado\nnas audi\u00eancias de concilia\u00e7\u00e3o \u2013 \u2013 A autonomia institucional n\u00e3o confere \u00e0\nDefensoria isen\u00e7\u00e3o para praticar atos irregulares ou il\u00edcitos ou deixar de\ncumprir a lei ou executar os servi\u00e7os p\u00fablicos de sua compet\u00eancia, devendo\npautar sua atua\u00e7\u00e3o na concretiza\u00e7\u00e3o dos mandamentos constitucionais e legais\n\u2013 Inexist\u00eancia de afronta \u00e0 autonomia, por se tratar de descumprimento de\ncomando legal \u2013 Argumentos como necessidade de suplementa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e\ndefici\u00eancia estrutural n\u00e3o afastam a obriga\u00e7\u00e3o legal da institui\u00e7\u00e3o, pois, em\nraz\u00e3o das determina\u00e7\u00f5es constitucionais e legais, recursos p\u00fablicos j\u00e1 deviam\nter sido destinados ao atendimento do imperativo legal de assist\u00eancia jur\u00eddica\nintegral \u2013 Senten\u00e7a de proced\u00eancia mantida \u2013 Recursos improvidos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a letra D pode\nser contestada por conta da sua parte final.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa A est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, se\nconsider\u00e1ssemos apenas o pleito de alimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 companheira e filhos,\na alternativa j\u00e1 estaria incorreta.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o valor da\ncausa n\u00e3o pode ser \u201co valor da parcela mensal da verba alimentar que est\u00e1 sendo\npleiteada\u201d, mas sim a soma de 12 (doze) presta\u00e7\u00f5es mensais pedidas pelo autor,\nconforme art. 292, III, CPC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 292. &nbsp;O\nvalor da causa constar\u00e1 da peti\u00e7\u00e3o inicial ou da reconven\u00e7\u00e3o e ser\u00e1:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; na a\u00e7\u00e3o de\nalimentos, a soma de 12 (doze) presta\u00e7\u00f5es mensais pedidas pelo autor;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa B est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A principal regra de\ncompet\u00eancia n\u00e3o \u00e9 a do \u00faltimo domic\u00edlio do casal, mas sim do domic\u00edlio do guardi\u00e3o\nde filho incapaz, conforme art. 53, I, \u201ca\u201d, CPC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 53. &nbsp;\u00c9\ncompetente o foro:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I\n&#8211; para a a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio, separa\u00e7\u00e3o, anula\u00e7\u00e3o de casamento e reconhecimento ou\ndissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a)\nde domic\u00edlio do guardi\u00e3o de filho incapaz;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>b)\ndo \u00faltimo domic\u00edlio do casal, caso n\u00e3o haja filho incapaz;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>c)\nde domic\u00edlio do r\u00e9u, se nenhuma das partes residir no antigo domic\u00edlio do\ncasal;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em havendo filho\nincapaz, a compet\u00eancia ser\u00e1 do domic\u00edlio do respectivo guardi\u00e3o (art. 53, I,\n\u201ca\u201d). <\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00famula 383 STJ: a\ncompet\u00eancia para processar e julgar as a\u00e7\u00f5es conexas de interesse de menor \u00e9,\nem princ\u00edpio, do <strong>foro do domic\u00edlio do\ndetentor de sua guarda<\/strong>. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Caso n\u00e3o haja filho\nincapaz, o foro competente ser\u00e1 do \u00faltimo domic\u00edlio do casal (art. 53, I, \u201cb\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Se nenhuma das partes ali\nresidir, o foro competente ser\u00e1 de domic\u00edlio do r\u00e9u (art. 53, I, \u201cc\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Tratam-se de foros\nsubsidi\u00e1rios. A al\u00ednea \u201ca\u201d prefere a \u201cb\u201d, que \u00e9 tamb\u00e9m preferencial em rela\u00e7\u00e3o\n\u00e0 al\u00ednea \u201cc\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Enunciado 108, II\nJornada de DPC do CJF:&nbsp;<\/em><\/strong><em>A compet\u00eancia prevista nas al\u00edneas\ndo art. 53, I, do CPC n\u00e3o \u00e9 de foros concorrentes, mas de foros subsidi\u00e1rios.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 segunda parte da\nalternativa, de fato, trata-se de regra especial de compet\u00eancia, mas de\ncompet\u00eancia relativa. Assim, se o r\u00e9u n\u00e3o alegar em momento oportuno,\nhaver\u00e1 prorroga\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia. A prorroga\u00e7\u00e3o nada mais \u00e9 que a preclus\u00e3o de\nse alegar a incompet\u00eancia relativa, gerando o efeito de permanecer a causa onde\nela j\u00e1 tramitava (art. 65, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa C est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de pedido\n\u00fanico de presta\u00e7\u00e3o alimentar, o procedimento ser\u00e1 o da Lei n. 5.478\/68\n(Lei de Alimentos), com aplica\u00e7\u00e3o supletiva do CPC naquilo que n\u00e3o for incompat\u00edvel\n(artigo&nbsp;27).<\/p>\n\n\n\n<p>Se for cumulada com outras demandas familiares (art. 683, <em>caput<\/em>, CPC), os pleitos<strong>correr\u00e3o sob o rito comum, consoante art. 327, \u00a72\u00ba, CPC<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 327, \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;Quando,\npara cada pedido, corresponder tipo diverso de procedimento, <strong>ser\u00e1 admitida a cumula\u00e7\u00e3o se o autor\nempregar o procedimento comum<\/strong>, sem preju\u00edzo do emprego das t\u00e9cnicas\nprocessuais diferenciadas previstas nos procedimentos especiais a que se\nsujeitam um ou mais pedidos cumulados, que n\u00e3o forem incompat\u00edveis com as\ndisposi\u00e7\u00f5es sobre o procedimento comum.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, respeitando o\nart. 327, \u00a71\u00ba, os pedidos (reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel, guarda e alimentos)\ns\u00e3o compat\u00edveis entre si e o ju\u00edzo \u00e9 competente para todos eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, plenamente\nposs\u00edvel a formula\u00e7\u00e3o de tais pedidos em cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria (quando s\u00e3o\nformulados v\u00e1rios pedidos para que todos sejam acolhidos).<\/p>\n\n\n\n<p>Confiram o julgado da 4\u00aa\nC\u00e2mara de Direito Privado do TJSP que, em dezembro de 2017, no AI n. 2224494-52.2016.8.26.0000,\ndecidiu o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p><em>PEDIDOS. CUMULA\u00c7\u00c3O. <strong>Reconhecimento e dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o\nest\u00e1vel, guarda e alimentos<\/strong>. Decis\u00e3o que indeferiu a cumula\u00e7\u00e3o de pedidos,\ndiante da diversidade de ritos. <strong>Art. 327\n\u00a72\u00ba do CPC que, todavia, admite esta cumula\u00e7\u00e3o, desde que a demanda envolva as\nmesmas partes, e seja o Ju\u00edzo competente para conhecer de todos os pedidos<\/strong>.\nRegra que se harmoniza com os princ\u00edpios da celeridade, da instrumentalidade e\nda r\u00e1pida solu\u00e7\u00e3o dos lit\u00edgios. Precedentes. Decis\u00e3o reformada. Recurso\nprovido.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa E est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 hip\u00f3tese de\ncumula\u00e7\u00e3o <strong>eventual<\/strong> de pedidos,\nmas sim de <strong>cumula\u00e7\u00e3o sucessiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, sabe-se que a doutrina divide a cumula\u00e7\u00e3o de pedidos em cumula\u00e7\u00e3o <strong>pr\u00f3pria<\/strong> (simples e sucessiva) e cumula\u00e7\u00e3o <strong>impr\u00f3pria<\/strong> (subsidi\u00e1ria e alternativa).<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira (cumula\u00e7\u00e3o\npr\u00f3pria), o autor tem interesse no acolhimento de todos os pedidos. <\/p>\n\n\n\n<p>Na cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria <strong>simples<\/strong>, os pedidos s\u00e3o independentes\nentre si, podendo ser objeto de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma. Ex: pedido de condena\u00e7\u00e3o em\ndanos materiais E danos morais E danos est\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria <strong>sucessiva<\/strong>, os pedidos s\u00e3o dependentes\nentre si, havendo uma rela\u00e7\u00e3o de prejudicialidade entre eles. Ex: investiga\u00e7\u00e3o\nde paternidade e pedido de alimentos. O segundo s\u00f3 ser\u00e1 analisado se o primeiro\nfor acolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda (cumula\u00e7\u00e3o\nimpr\u00f3pria), formulam-se v\u00e1rios pedidos, mas apenas um ser\u00e1 acolhido. <\/p>\n\n\n\n<p>Na cumula\u00e7\u00e3o impr\u00f3pria <strong>subsidi\u00e1ria (eventual<\/strong>) de pedidos, o\nsujeito formula dois pedidos, mas com ordem de prefer\u00eancia (quero A e, se o\njuiz n\u00e3o entender desse jeito, quero B).<\/p>\n\n\n\n<p>Na cumula\u00e7\u00e3o <strong>alternativa<\/strong>, o autor formula mais de um\npedido, mas n\u00e3o estabelece ordem de prefer\u00eancia (quero A ou B).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto (quest\u00e3o), os pedidos n\u00e3o s\u00e3o formulados de modo subsidi\u00e1rio, <strong>eventual<\/strong>, em ordem de prefer\u00eancia (quero reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel e, se n\u00e3o conseguir, quero guarda e\/ou alimentos).<\/p>\n\n\n\n<p>Tampouco a parte autora se\nsatisfar\u00e1 apenas com a concess\u00e3o de um dos pedidos (cumula\u00e7\u00e3o impr\u00f3pria).<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, os pedidos s\u00e3o\nformulados <strong>almejando a concess\u00e3o de\ntodos eles (cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E, dentro da cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, a conclus\u00e3o a que se chega \u00e9 que os pedidos n\u00e3o s\u00e3o totalmente aut\u00f4nomos entre si (cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria simples), mas sim <strong>dependentes <\/strong>(<strong>cumula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria sucessiva<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, o pleito de alimentos\nem favor da companheira s\u00f3 ser\u00e1 analisado se a quest\u00e3o prejudicial (reconhecimento\nde uni\u00e3o est\u00e1vel) for decidida de modo favor\u00e1vel \u00e0 parte autora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n44<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os neg\u00f3cios processuais<\/p>\n\n\n\n<p>(A) t\u00edpicos s\u00e3o, por\nexemplo, a elei\u00e7\u00e3o do foro, a desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o de\nresposta do r\u00e9u, a distribui\u00e7\u00e3o convencional do \u00f4nus da prova e a\ncalendariza\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) autorizam que as\npartes possam estabelecer consensualmente a proibi\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o de\nterceiro na condi\u00e7\u00e3o de <em>amicus curiae <\/em>e do Minist\u00e9rio P\u00fablico na\ncondi\u00e7\u00e3o de fiscal da ordem jur\u00eddica, a fim de assegurar a celeridade do\nprocesso.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) somente s\u00e3o permitidos\ncaso o direito material em discuss\u00e3o naquele processo seja dispon\u00edvel, de\nmaneira que s\u00e3o vedados quaisquer neg\u00f3cios processuais em processos que tenham\npor objeto algum direito substancial indispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) dependem somente da\nvontade das partes envolvidas, de modo que se mostra desnecess\u00e1ria a\nparticipa\u00e7\u00e3o ou a homologa\u00e7\u00e3o judicial das conven\u00e7\u00f5es processuais estabelecidas\npela livre manifesta\u00e7\u00e3o das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) s\u00e3o um instituto novo\nno sistema processual civil brasileiro, inaugurado com o advento do C\u00f3digo de\nProcesso Civil de 2015, raz\u00e3o pela qual ainda pairam diversas controv\u00e9rsias na\ndoutrina e jurisprud\u00eancia a seu respeito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neg\u00f3cio jur\u00eddico\nconsubstancia-se no ato <strong>volunt\u00e1rio<\/strong>\nem que se <strong>escolhe os efeitos<\/strong>, sejam\neles a modifica\u00e7\u00e3o, extin\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os exemplos citados na letra A est\u00e3o previstos expressamente em lei, raz\u00e3o pela qual s\u00e3o considerados <strong>t\u00edpicos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex1<\/strong>:\ncl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro (art. 63, CPC\/15);<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 63. &nbsp;As partes\npodem modificar a compet\u00eancia em raz\u00e3o do valor e do territ\u00f3rio, elegendo foro\nonde ser\u00e1 proposta a\u00e7\u00e3o oriunda de direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex2<\/strong>:\ndesist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o (art. 200, par\u00e1grafo \u00fanico c\/c art. 485, \u00a74\u00ba&nbsp; CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Se a desist\u00eancia for\nrequerida antes de oferecida a contesta\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 um neg\u00f3cio jur\u00eddico\nunilateral, precisando apenas da homologa\u00e7\u00e3o do juiz. <\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n200, Par\u00e1grafo \u00fanico. A desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o s\u00f3 produzir\u00e1 efeitos ap\u00f3s\nhomologa\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Se j\u00e1 oferecida a\ncontesta\u00e7\u00e3o, necessitar\u00e1 do consentimento do r\u00e9u, tornando-se um NJ bilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n485, \u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp;Oferecida a contesta\u00e7\u00e3o, o autor n\u00e3o\npoder\u00e1, sem o consentimento do r\u00e9u, desistir da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex3<\/strong>:\nDistribui\u00e7\u00e3o convencional do \u00f4nus da prova (art. 373, \u00a73\u00ba, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n373, \u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;<strong>A\ndistribui\u00e7\u00e3o diversa do \u00f4nus da prova tamb\u00e9m pode ocorrer por conven\u00e7\u00e3o das\npartes<\/strong>, salvo quando:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex4<\/strong>:\nCalendariza\u00e7\u00e3o do Processo (art. 191, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n191. &nbsp;<strong>De comum acordo, o juiz e as\npartes podem fixar calend\u00e1rio para a pr\u00e1tica dos atos processuais<\/strong>, quando\nfor o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa B est\u00e1 incorreta<\/strong>. Ambas as previs\u00f5es v\u00e3o\nde encontro ao enunciado 36, Enfam e enunciado 254, FPPC.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado 36, Enfam<\/strong>: A regra do art. 190 do CPC\/2015 <strong>n\u00e3o autoriza \u00e0s partes a celebra\u00e7\u00e3o de\nneg\u00f3cios jur\u00eddicos processuais at\u00edpicos que afetem poderes e deveres do juiz<\/strong>,\ntais como os que: a) limitem seus poderes de instru\u00e7\u00e3o ou de san\u00e7\u00e3o \u00e0\nlitig\u00e2ncia \u00edmproba; <strong>b) subtraiam do\nEstado\/juiz o controle da legitimidade das partes ou do ingresso de <em>amicus\ncuriae<\/em>;<\/strong> c) introduzam novas hip\u00f3teses de recorribilidade, de rescis\u00f3ria\nou de sustenta\u00e7\u00e3o oral n\u00e3o previstas em lei; d) estipulem o julgamento do\nconflito com base em lei diversa da nacional vigente; e e) estabele\u00e7am\nprioridade de julgamento n\u00e3o prevista em lei. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado\n254, FPPC: <\/strong>(art. 190) \u00c9 <strong>inv\u00e1lida<\/strong> a conven\u00e7\u00e3o para\nexcluir a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico como fiscal da ordem jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, a participa\u00e7\u00e3o do MP\nnos processos que estiverem previstos no art. 178, CPC n\u00e3o est\u00e1 no \u00e2mbito da\nlivre disponibilidade entre as partes e o juiz. Ao MP incumbe a defesa da\nordem jur\u00eddica, do regime democr\u00e1tico e dos interesses sociais e individuais\nindispon\u00edveis (art. 127, CRFB), n\u00e3o podendo ser retirado desse dever constitucional\npor mera liberalidade das partes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa C est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o art. 190, CPC,\nh\u00e1 possibilidade de negocia\u00e7\u00e3o at\u00edpica apenas naqueles casos em que \u00e9 poss\u00edvel\na autocomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n190. &nbsp;Versando o processo sobre <strong>direitos\nque admitam autocomposi\u00e7\u00e3o<\/strong>, \u00e9 l\u00edcito \u00e0s partes plenamente capazes\nestipular mudan\u00e7as no procedimento para ajust\u00e1-lo \u00e0s especificidades da causa e\nconvencionar sobre os seus \u00f4nus, poderes, faculdades e deveres processuais,\nantes ou durante o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assump\u00e7\u00e3o elogia a\nreda\u00e7\u00e3o, pois h\u00e1 casos de <strong>direitos\nindispon\u00edveis<\/strong>, <strong>mas que, mesmo\nassim, admitem autocomposi\u00e7\u00e3o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, n\u00e3o\nhaveria autocomposi\u00e7\u00e3o sobre o direito material, mas sim sobre as <strong>formas<\/strong> de exerc\u00edcio do direito, <strong>modos<\/strong> e <strong>momentos<\/strong> de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado 135, FPPC<\/strong>:(art. 190) <strong>A indisponibilidade do direito material\nn\u00e3o impede, por si s\u00f3, a celebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico processual<\/strong>.\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex1<\/strong>: na tutela coletiva, os direitos s\u00e3o indispon\u00edveis.\nMas \u00e9 poss\u00edvel autocomposi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 forma de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o (ex:\nTermo de Ajustamento de Conduta).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\nisso, o enunciado 255, FPPC diz que \u00e9 admiss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o\nprocessual <strong>coletiva<\/strong>, que pode ser lido em conjunto com o j\u00e1 citado\nenunciado 253, FPPC.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado\n255, FPPC: <\/strong>(art. 190) \u00c9 admiss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o\nprocessual coletiva. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado\n253, FPPC<\/strong>: (art. 190; Resolu\u00e7\u00e3o n. 118\/CNMP) O Minist\u00e9rio P\u00fablico pode celebrar\nneg\u00f3cio processual quando atua como parte. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa D est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, os neg\u00f3cios\njur\u00eddicos processuais produzem efeitos <strong>imediatamente<\/strong>,\nseguindo o disposto no art. 200, CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n200. &nbsp;Os atos das partes consistentes em <strong>declara\u00e7\u00f5es unilaterais ou bilaterais de vontade<\/strong> <strong>produzem imediatamente<\/strong> a constitui\u00e7\u00e3o,\nmodifica\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de <strong>direitos\nprocessuais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado\n261, FPPC: <\/strong>(arts.\n190 e 200) O art. 200 aplica-se tanto aos neg\u00f3cios unilaterais quanto aos\nbilaterais, incluindo as conven\u00e7\u00f5es processuais do art. 190. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, em <strong>regra<\/strong>, o neg\u00f3cio jur\u00eddico processual\nn\u00e3o precisar\u00e1 passar pela homologa\u00e7\u00e3o judicial para produzir efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado 133, FPPC<\/strong>:(art. 190; art. 200,\npar\u00e1grafo \u00fanico) Salvo nos casos expressamente previstos em lei, os\nneg\u00f3cios processuais do art. 190 <strong>n\u00e3o\ndependem de homologa\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 casos em que <strong>a lei exige a homologa\u00e7\u00e3o judicial\npara a produ\u00e7\u00e3o de efeitos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado\n115:&nbsp;<\/strong>O neg\u00f3cio\njur\u00eddico processual somente se submeter\u00e1 \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o quando expressamente\nexigido em norma jur\u00eddica, admitindo-se, em todo caso, o controle de\nvalidade da conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex1<\/strong>:\ndesist\u00eancia da demanda (art. 200, par\u00e1grafo \u00fanico);<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n200, Par\u00e1grafo \u00fanico. A desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o s\u00f3 produzir\u00e1 efeitos ap\u00f3s\nhomologa\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex2<\/strong>:\norganiza\u00e7\u00e3o consensual do processo (art. 357,2\u00ba, CPC);<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n357, \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;As partes podem apresentar ao juiz, para <strong>homologa\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>delimita\u00e7\u00e3o consensual das quest\u00f5es de fato e de direito<\/strong> a que se\nreferem os incisos II e IV, a qual, se homologada, vincula as partes e o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, a produ\u00e7\u00e3o\nde efeitos s\u00f3 ocorrer\u00e1 depois da homologa\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo. Esta \u00e9 uma <strong>condi\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia do neg\u00f3cio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Enunciado 260, FPPC<\/strong>: (arts. 190 e 200) A homologa\u00e7\u00e3o,\npelo juiz, da conven\u00e7\u00e3o processual, <strong>quando\nprevista em lei<\/strong>, corresponde a uma <strong>condi\u00e7\u00e3o\nde efic\u00e1cia do neg\u00f3cio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa E est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Didier ressalta que \u00e9 equivocado\npensarmos que o neg\u00f3cio jur\u00eddico processual \u00e9 novidade em nosso sistema.\nOra, j\u00e1 havia em nosso CPC\/73 (repetido no CPC\/15) diversos dispositivos que o\nconsagravam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex1<\/strong>:\ncl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro (arts. 111 e 112, CPC\/73, atual art. 63, CPC\/15);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex2<\/strong>:\nneg\u00f3cio t\u00e1cito para que a causa tramite em foro incompetente (art. 114, CPC\/73,\natual art. 65, CPC \u2013 prorroga\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex3<\/strong>:\ndesist\u00eancia do processo (art. 158, par\u00e1grafo \u00fanico, CPC\/73, atual art. 200,\npar\u00e1grafo \u00fanico, CPC \u2013 precisa de homologa\u00e7\u00e3o judicial)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex4<\/strong>:\nren\u00fancia do prazo (art. 186, CPC\/73, atual art. 225, CPC);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex5<\/strong>:\nacordo para suspens\u00e3o do processo (art. 265, II, CPC\/73, atual art. 313, II,\nCPC)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex6<\/strong>:\nconven\u00e7\u00e3o sobre \u00f4nus da prova (art. 333, par\u00e1grafo \u00fanico, CPC\/73, atual art.\n373, \u00a7\u00a73\u00ba e 4\u00ba, CPC)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex7<\/strong>:\ndesist\u00eancia do recursal (art. 502, CPC\/73, atual art. 999, CPC);<\/p>\n\n\n\n<p>Com o <strong>NCPC, foram criados outros<\/strong>, a exemplo da escolha consensual do\nmediador\/conciliador (art. 168, CPC) ou do perito (471, CPC), pacto de media\u00e7\u00e3o\npr\u00e9via obrigat\u00f3ria (art. 2\u00ba, \u00a71\u00ba, Lei n. 13.140\/15), saneamento cooperativo\n(art. 357, \u00a72\u00ba, CPC); calend\u00e1rio processual (art. 191, CPC), acordo de escolha\ndo arbitramento como t\u00e9cnica de liquida\u00e7\u00e3o (art. 509, I, CPC); adiamento\nnegociado de audi\u00eancia (art. 362, I, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n45<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de\nJusti\u00e7a reconhece a multiplicidade de recursos questionando a aplica\u00e7\u00e3o de um\ndeterminado \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o incidente sobre uma esp\u00e9cie de neg\u00f3cio jur\u00eddico.\nDe acordo com a sistem\u00e1tica de recursos especiais repetitivos,<\/p>\n\n\n\n<p>(A) a decis\u00e3o que\ndetermina o sobrestamento dos processos em que se discuta o tema objeto de\nrecursos especiais repetitivos somente alcan\u00e7a os processos individuais, mas\nn\u00e3o tem o efeito de suspender o andamento de processos coletivos, diante do\ninteresse p\u00fablico subjacente.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) o relator poder\u00e1\nrequisitar aos presidentes ou aos vice-presidentes dos tribunais de justi\u00e7a ou\ndos tribunais regionais federais a remessa de um recurso representativo da\ncontrov\u00e9rsia e, caso constate que os recursos cont\u00eam outras quest\u00f5es al\u00e9m daquela\nque \u00e9 objeto da afeta\u00e7\u00e3o, decidir\u00e1 primeiramente as demais quest\u00f5es antes de\ndecidir sobre a quest\u00e3o repetitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) a decis\u00e3o que\ndetermina a devolu\u00e7\u00e3o para o Tribunal de origem, para o ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o ou\nconforma\u00e7\u00e3o, a fim de aguardar-se o julgamento de mat\u00e9ria submetida ao rito dos\nrecursos repetitivos, tem sido entendida pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a como\nirrecorr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) a decis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o\ndever\u00e1 indicar com precis\u00e3o a quest\u00e3o que ser\u00e1 submetida a julgamento e\ndeterminar\u00e1 o sobrestamento de todos os demais recursos sobre o tema em todo o\nterrit\u00f3rio nacional, mas n\u00e3o obstar\u00e1 o prosseguimento dos processos nos graus\ninferiores de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) a parte que tenha o\nseu recurso especial suspenso na origem, caso demonstre distin\u00e7\u00e3o entre a\nquest\u00e3o a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial\nou extraordin\u00e1rio afetado, dever\u00e1 requerer o prosseguimento do seu recurso ao\nrelator, no tribunal superior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra C<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em havendo mat\u00e9ria\nsubmetida ao tema que est\u00e1 sob debate no rito dos recursos especiais, <strong>\u00e9 poss\u00edvel devolver os autos \u00e0 corte de\norigem para que aguarde o deslinde da controv\u00e9rsia<\/strong>. Precedente: AgRg no\nAREsp 695.331\/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 26.6.2015.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;) <strong>N\u00e3o cabe agravo regimental contra despacho\nque se limita a remeter os autos ao Tribunal de origem, para observ\u00e2ncia da\nsistem\u00e1tica prevista no art. 543-C, \u00a7 7\u00b0, II, do CPC<\/strong>, haja vista tratar-se\nde ato despido de conte\u00fado decis\u00f3rio e que n\u00e3o gera preju\u00edzo \u00e0s partes&#8221;\n(AgRg no REsp 1.509.571\/SE, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma,\nDJe 20.11.2015.).&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora os julgados se\nrefiram ao CPC\/73, o posicionamento se mant\u00e9m com o NCPC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Encontrando-se a\nmat\u00e9ria com repercuss\u00e3o geral reconhecida, por medida de economia processual e\npara evitar decis\u00f5es dissonantes entre a Corte Suprema e esta Corte Superior,\nos recursos que tratam da mesma controv\u00e9rsia no STJ devem aguardar, no Tribunal\nde origem, a solu\u00e7\u00e3o no recurso extraordin\u00e1rio afetado, viabilizando, assim, o\nju\u00edzo de conforma\u00e7\u00e3o, hoje disciplinado pelos arts. 1.039 e 1.040 do CPC\/2015.\nPrecedente: AgInt no AgInt no REsp 1.603.061\/SC, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina,\nPrimeira Turma, DJe 28\/6\/2017.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 <strong>irrecorr\u00edvel<\/strong> ato deste Tribunal Superior que determina o\nsobrestamento de recursos a fim de se aguardar o julgamento do recurso\nrepresentativo de controv\u00e9rsia, j\u00e1 que desprovido de car\u00e1ter decis\u00f3rio. AgInt\nno REsp 1686774\/PE, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em\n20\/02\/2018, DJe 26\/02\/2018.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, h\u00e1 previs\u00e3o at\u00e9 no\nRegimento Interno do STJ a respeito da pr\u00e1tica desse despacho sem car\u00e1ter\ndecis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>RISTJ<\/em><\/strong><em>,\nArt. 256-L. Publicada a decis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o, os demais recursos especiais em\ntramita\u00e7\u00e3o no STJ fundados em id\u00eantica quest\u00e3o de direito: (Inclu\u00eddo pela\nEmenda Regimental n. 24, de 2016)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; se j\u00e1\ndistribu\u00eddos, <strong>ser\u00e3o devolvidos ao\nTribunal de origem, para nele permanecerem suspensos, por meio de decis\u00e3o\nfundamentada do relator<\/strong>; (Inclu\u00eddo pela Emenda Regimental n. 24, de 2016)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; se ainda n\u00e3o\ndistribu\u00eddos, <strong>ser\u00e3o devolvidos ao\nTribunal de origem por decis\u00e3o fundamentada do Presidente do STJ<\/strong>. (Inclu\u00eddo\npela Emenda Regimental n. 24, de 2016)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa A est\u00e1 incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 1.037.\n&nbsp;Selecionados os recursos, o relator, no tribunal superior, constatando a\npresen\u00e7a do pressuposto do&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 1.036, proferir\u00e1\ndecis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o, na qual:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; <strong>determinar\u00e1 a suspens\u00e3o do processamento de todos os processos\npendentes<\/strong>, <strong>individuais<\/strong> ou <strong>coletivos<\/strong>, que versem sobre a\nquest\u00e3o e tramitem no territ\u00f3rio nacional;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No\nSTF, ocorre da mesma forma.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 1.035, \u00a7 5\u00ba\nReconhecida a repercuss\u00e3o geral, o relator no Supremo Tribunal Federal <strong>determinar\u00e1<a href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>\na suspens\u00e3o do processamento de todos os processos pendentes<\/strong>, <strong>individuais<\/strong> ou <strong>coletivos<\/strong>, que versem sobre a quest\u00e3o e tramitem no\nterrit\u00f3rio nacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa B est\u00e1 incorreta. <\/strong>Primeiro, o STJ decide a\nquest\u00e3o repetitiva e, depois, as demais quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 1.037.\n&nbsp;Selecionados os recursos, o relator, no tribunal superior, constatando a\npresen\u00e7a do pressuposto do&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 1.036, proferir\u00e1\ndecis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o, na qual:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; <strong>poder\u00e1 requisitar aos presidentes ou aos\nvice-presidentes dos tribunais de justi\u00e7a ou dos tribunais regionais federais a\nremessa de um recurso representativo da controv\u00e9rsia<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 7<sup>o<\/sup>&nbsp;Quando\nos recursos requisitados na forma do inciso III do&nbsp;caput&nbsp;<strong>contiverem outras quest\u00f5es al\u00e9m daquela que\n\u00e9 objeto da afeta\u00e7\u00e3o, caber\u00e1 ao tribunal decidir esta em primeiro lugar e\ndepois as demais, em ac\u00f3rd\u00e3o espec\u00edfico para cada processo<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A alternativa D est\u00e1 incorreta.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Certo \u00e9 dizer que a\ndecis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 indicar com precis\u00e3o a quest\u00e3o a ser submetida a\njulgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.037. &nbsp;Selecionados\nos recursos, o relator, no tribunal superior, constatando a presen\u00e7a do\npressuposto do&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 1.036, proferir\u00e1 decis\u00e3o de\nafeta\u00e7\u00e3o, na qual:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I\n&#8211; identificar\u00e1 com precis\u00e3o a quest\u00e3o a ser submetida a julgamento;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, conforme art. 1.037, II, determina-se a suspens\u00e3o de <strong>todos os processos pendentes<\/strong>, abrangendo os feitos nos graus inferiores de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa E est\u00e1 incorreta.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade para a qual\ndever\u00e1 ser dirigido o requerimento n\u00e3o ser\u00e1 necessariamente o relator no\nTribunal Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade variar\u00e1 de\nacordo com a <strong>localiza\u00e7\u00e3o<\/strong> do processo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 1.037, \u00a7 9<sup>o<\/sup>&nbsp;<strong>Demonstrando distin\u00e7\u00e3o<\/strong> entre a quest\u00e3o\na ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial ou\nextraordin\u00e1rio afetado, <strong>a parte poder\u00e1 requerer\no prosseguimento do seu processo<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7\n10. &nbsp;O requerimento a que se refere o \u00a7 9<sup>o<\/sup>&nbsp;<strong>ser\u00e1 dirigido<\/strong>:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I\n&#8211; ao <strong>juiz<\/strong>, se o processo\nsobrestado estiver em primeiro grau;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II\n&#8211; ao <strong>relator<\/strong>, se o processo\nsobrestado estiver no tribunal de origem;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III\n&#8211; ao <strong>relator do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido<\/strong>,\nse for sobrestado recurso especial ou recurso extraordin\u00e1rio no tribunal de\norigem;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>IV\n&#8211; ao <strong>relator, no tribunal superior<\/strong>,\nde recurso especial ou de recurso extraordin\u00e1rio cujo processamento houver sido\nsobrestad<\/em>o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n46<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A respeito da execu\u00e7\u00e3o de\nalimentos, \u00e0 luz dos dispositivos legais e respectiva interpreta\u00e7\u00e3o\njurisprudencial, analise as seguintes asser\u00e7\u00f5es e a rela\u00e7\u00e3o entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p>I. A pris\u00e3o civil do\ndevedor de alimentos somente se justifica pelos d\u00e9bitos alimentares atuais<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PORQUE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>II. o C\u00f3digo de Processo\nCivil exige o inadimplemento cumulativo das tr\u00eas parcelas imediatamente\nanteriores \u00e0 propositura da execu\u00e7\u00e3o para justificar a pris\u00e3o civil do\nalimentante inadimplente.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito dessas\nasser\u00e7\u00f5es, assinale a op\u00e7\u00e3o correta:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) as asser\u00e7\u00f5es I e II\ns\u00e3o falsas.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) a asser\u00e7\u00e3o I \u00e9 uma\nproposi\u00e7\u00e3o verdadeira, e a II \u00e9 uma proposi\u00e7\u00e3o falsa.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) a asser\u00e7\u00e3o I \u00e9 uma\nproposi\u00e7\u00e3o falsa, e a II \u00e9 uma proposi\u00e7\u00e3o verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) as asser\u00e7\u00f5es I e II\ns\u00e3o verdadeiras, e a II \u00e9 uma justificativa da I.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) as asser\u00e7\u00f5es I e II\ns\u00e3o verdadeiras, mas a II n\u00e3o \u00e9 uma justificativa da I.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra B<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na minha vis\u00e3o, incab\u00edvel\na interposi\u00e7\u00e3o de recurso contra a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O\nitem I est\u00e1 correto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia do CPC\/73, o\nSTJ tinha o entendimento de que:<\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00famula 309, STJ: O d\u00e9bito alimentar que autoriza\na pris\u00e3o civil do alimentante \u00e9 o que <strong>compreende as tr\u00eas presta\u00e7\u00f5es\nanteriores \u00e0 cita\u00e7\u00e3o e as que vencerem no curso do processo<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 528, \u00a77\u00ba do <strong>NCPC<\/strong> consagrou essa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 528, \u00a7 7<sup>o<\/sup>&nbsp;O d\u00e9bito alimentar\nque autoriza a pris\u00e3o civil do alimentante \u00e9 o que compreende at\u00e9 as 3 (tr\u00eas)\npresta\u00e7\u00f5es anteriores ao ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o e as que se vencerem no curso\ndo processo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que <strong>a pris\u00e3o civil n\u00e3o serve para a cobran\u00e7a\nde d\u00e9bitos pret\u00e9ritos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A raz\u00e3o de ser da\npris\u00e3o civil \u00e9 a de compelir o devedor a pagar quantia voltada \u00e0 subsist\u00eancia\ndo alimentando, n\u00e3o podendo ser utilizada para exigir d\u00e9bitos pret\u00e9ritos.\n<\/em><\/strong><em>STF. 1\u00aa Turma. HC 121426\/SP,\nRel. Min. Marco Aur\u00e9lio, julgado em 14\/3\/2017 (Info 857).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o item I est\u00e1\ncorreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o item II est\u00e1\nincorreto. O CPC <strong>n\u00e3o exige<\/strong> o\ninadimplemento <strong>cumulativo<\/strong> das\ntr\u00eas parcelas imediatamente anteriores \u00e0 propositura da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao\nrev\u00e9s, entende-se que basta o inadimplemento de <strong>uma \u00fanica parcela<\/strong>\n(dentro das tr\u00eas parcelas anteriores) para justificar a pris\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Enunciado 147, II JDPC\ndo CJF:&nbsp;Basta o inadimplemento de uma parcela<\/em><\/strong><em>, no todo ou em parte, para decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o\ncivil prevista no art. 528, \u00a7 7\u00ba, do CPC.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n47<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerados os\ndispositivos da Lei no 13.140\/15, a respeito da media\u00e7\u00e3o \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) se as partes se\ncomprometeram por cl\u00e1usula de media\u00e7\u00e3o a n\u00e3o iniciar processo judicial durante\ncerto prazo, o juiz suspender\u00e1 o curso da a\u00e7\u00e3o pelo prazo previamente acordado,\nressalvadas as medidas de urg\u00eancia para evitar o perecimento de direito.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) na media\u00e7\u00e3o judicial,\nos mediadores se sujeitam \u00e0 pr\u00e9via aceita\u00e7\u00e3o das partes, al\u00e9m de serem\naplicadas as mesmas hip\u00f3teses legais de impedimento e suspei\u00e7\u00e3o do juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) a realiza\u00e7\u00e3o de\nprocedimento de media\u00e7\u00e3o interrompe o prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) o mediador dever\u00e1\nreunir-se sempre em conjunto com as partes, vedada a sua reuni\u00e3o separada com\numa das partes sem a participa\u00e7\u00e3o da outra, a fim de resguardar a sua imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) caso n\u00e3o haja previs\u00e3o\ncompleta a respeito da media\u00e7\u00e3o extrajudicial, o n\u00e3o comparecimento da parte\nconvidada \u00e0 primeira reuni\u00e3o de media\u00e7\u00e3o acarretar\u00e1 a assun\u00e7\u00e3o integral das\ncustas e honor\u00e1rios sucumbenciais em procedimento arbitral ou judicial\nposterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na minha vis\u00e3o, incab\u00edvel\na interposi\u00e7\u00e3o de recurso contra a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei\nn. 13.140\/2015, Art. 23. &nbsp;Se, em previs\u00e3o contratual de cl\u00e1usula de\nmedia\u00e7\u00e3o, as partes se comprometerem a n\u00e3o iniciar procedimento arbitral ou processo\njudicial durante certo prazo ou at\u00e9 o implemento de determinada condi\u00e7\u00e3o, o\n\u00e1rbitro ou o juiz suspender\u00e1 o curso da arbitragem ou da a\u00e7\u00e3o pelo prazo\npreviamente acordado ou at\u00e9 o implemento dessa condi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo\n\u00fanico. &nbsp;O disposto no&nbsp;caput&nbsp;n\u00e3o se aplica \u00e0s medidas de urg\u00eancia\nem que o acesso ao Poder Judici\u00e1rio seja necess\u00e1rio para evitar o perecimento\nde direito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa B est\u00e1 incorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os mediadores estejam\nsujeitos \u00e0s hip\u00f3teses de impedimento e suspei\u00e7\u00e3o do juiz (arts. 144 e 145, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Lei\nn. 13.140\/2015, Art. 5<sup>o<\/sup>&nbsp;Aplicam-se ao mediador as mesmas\nhip\u00f3teses legais de impedimento e suspei\u00e7\u00e3o do juiz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, eles n\u00e3o se\nsujeitam \u00e0 pr\u00e9via aceita\u00e7\u00e3o das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei\nn. 13.140\/2015, Art. 25. &nbsp;Na media\u00e7\u00e3o judicial, os mediadores n\u00e3o estar\u00e3o\nsujeitos \u00e0 pr\u00e9via aceita\u00e7\u00e3o das partes, observado o disposto no art. 5<sup>o<\/sup>&nbsp;desta\nLei. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa C est\u00e1 incorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lei\nn. 13.140\/2015, art. 17, Par\u00e1grafo \u00fanico. &nbsp;Enquanto transcorrer o\nprocedimento de media\u00e7\u00e3o, ficar\u00e1 suspenso o prazo prescricional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa D est\u00e1 incorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n19. &nbsp;No desempenho de sua fun\u00e7\u00e3o, o mediador poder\u00e1 reunir-se com as\npartes, em <strong>conjunto<\/strong> ou <strong>separadamente<\/strong>, bem como\nsolicitar das partes as informa\u00e7\u00f5es que entender necess\u00e1rias para facilitar o\nentendimento entre aquelas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\nalternativa E est\u00e1 incorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n22, \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;N\u00e3o havendo previs\u00e3o contratual completa,\ndever\u00e3o ser observados os seguintes crit\u00e9rios para a realiza\u00e7\u00e3o da primeira\nreuni\u00e3o de media\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o\nn\u00e3o comparecimento da parte convidada \u00e0 primeira reuni\u00e3o de media\u00e7\u00e3o acarretar\u00e1\na assun\u00e7\u00e3o por parte desta de <strong>cinquenta\npor cento das custas e honor\u00e1rios sucumbenciais<\/strong>caso venha a ser vencedora em procedimento arbitral ou judicial\nposterior, que envolva o escopo da media\u00e7\u00e3o para a qual foi convidada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n48<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u de uma a\u00e7\u00e3o, em sua\ncontesta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de apresentar defesa direta de m\u00e9rito, arguiu duas\npreliminares, uma delas alegando a incompet\u00eancia absoluta do juiz, e a outra\npedindo a decreta\u00e7\u00e3o de segredo de justi\u00e7a, considerando que nesta a\u00e7\u00e3o foram\nexpostas quest\u00f5es de seu foro \u00edntimo. Ap\u00f3s a r\u00e9plica, o juiz indeferiu ambos os\npedidos. Tal decis\u00e3o, de acordo com a sistem\u00e1tica do C\u00f3digo de Processo Civil\nde 2015 e em conformidade com o entendimento consolidado no \u00e2mbito do Superior Tribunal\nde Justi\u00e7a, tem a natureza jur\u00eddica de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria,<\/p>\n\n\n\n<p>(A) mas somente a alega\u00e7\u00e3o\nda incompet\u00eancia absoluta est\u00e1 prevista no rol do art. 1.015, do C\u00f3digo de\nProcesso Civil, de modo que admite a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento; a\ndecis\u00e3o de indeferimento de segredo de justi\u00e7a, embora n\u00e3o conste do referido\nrol, atende os requisitos firmados pela jurisprud\u00eancia para admitir a\ninterposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento, em raz\u00e3o da taxatividade mitigada.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) mas as hip\u00f3teses de\nindeferimento da alega\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia absoluta e de segredo de justi\u00e7a n\u00e3o\nest\u00e3o previstas de forma expressa no rol taxativo do art. 1.015 do C\u00f3digo de\nProcesso Civil, motivo pelo qual n\u00e3o admitem a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento\ne somente podem ser impugnadas oportunamente em preliminar de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) e as hip\u00f3teses de\nindeferimento da alega\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia absoluta e de segredo de justi\u00e7a\nest\u00e3o previstas de forma expressa no rol do art. 1.015 do C\u00f3digo de Processo Civil,\nde modo que ambas admitem a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento, sem qualquer\nesfor\u00e7o hermen\u00eautico para al\u00e9m da interpreta\u00e7\u00e3o literal dos dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) que versa sobre o\nm\u00e9rito, hip\u00f3tese prevista expressamente no rol do art. 1.015, inciso II, do\nC\u00f3digo de Processo Civil, de modo que admite a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de\ninstrumento, independentemente do conte\u00fado desta decis\u00e3o interlocut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) e as hip\u00f3teses de\nindeferimento da alega\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia absoluta e de segredo de justi\u00e7a n\u00e3o\nest\u00e3o previstas de forma expressa no rol do art. 1.015 do C\u00f3digo de Processo\nCivil; todavia, em raz\u00e3o da taxatividade mitigada, ambas as hip\u00f3teses atendem\nos requisitos firmados pela jurisprud\u00eancia para admitir a interposi\u00e7\u00e3o de\nagravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:\nLetra E<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, as hip\u00f3teses de\nindeferimento da alega\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia absoluta e de segredo de justi\u00e7a n\u00e3o\nest\u00e3o previstas de forma expressa no rol do art. 1.015 do C\u00f3digo de Processo\nCivil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, interpretando o art. 1.015, o STJ recha\u00e7ou a tese de que ele encamparia um rol taxativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando os REsp.\n1.696.396\/MT e 1.704.520\/MT, a Corte Especial entendeu<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, por\n7&#215;5, que o art. 1.015 tem uma <strong>taxatividade\nmitigada<\/strong>, isto \u00e9, \u00e9 poss\u00edvel interposi\u00e7\u00e3o do AI quando se discute quest\u00f5es\nurgentes e de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o, caso n\u00e3o sejam apreciadas no momento em que\nquestionadas. Enfim, <em>admite-se a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento\nquando verificada a urg\u00eancia decorrente da inutilidade do julgamento da quest\u00e3o\nno recurso de apela\u00e7\u00e3o<\/em>\n(informativo 639).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 poss\u00edvel haver hip\u00f3teses de interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento fora do rol do art. 1.015, CPC, raz\u00e3o pela qual cada caso dever\u00e1 ser analisado em sua individualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente no tocante \u00e0s decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que analisam incompet\u00eancia absoluta e segredo de justi\u00e7a, a pr\u00f3pria Relatora Min. Nancy Andrighi as citou citou como exemplos de hip\u00f3teses n\u00e3o previstas no art. 1.015, mas contra as quais deveria caber o agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre\no segredo de justi\u00e7a, afirmou:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se\npor ventura o requerimento do segredo for indeferido, ter-se-ia pela letra do\nartigo uma decis\u00e3o irrecorr\u00edvel que somente seria contestada em preliminar de\napela\u00e7\u00e3o, quando seria in\u00fatil, pois todos os detalhes da intimidade do\njurisdicionado teriam sido devassados pela publicidade<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A\nrespeito da compet\u00eancia, a Ministra asseverou:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 cab\u00edvel o agravo de\ninstrumento previsto no art. 1.015 do CPC\/2015 na hip\u00f3tese em que se discute a\ncompet\u00eancia do ju\u00edzo em que tramita o processo.&nbsp;\nIsso porque a correta fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia jurisdicional \u00e9 medida que\nse imp\u00f5e desde logo, sob pena de ser infrut\u00edfero o exame tardio da quest\u00e3o\ncontrovertida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s,\no pr\u00f3prio STJ j\u00e1 havia admitido a interposi\u00e7\u00e3o do agravo de instrumento no caso\nde decis\u00e3o interlocut\u00f3rias que analisou a preliminar de incompet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Apesar\nde n\u00e3o previsto expressamente no rol do art. 1.015 do CPC\/2015, <strong>a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria relacionada \u00e0\ndefini\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia continua desafiando recurso de agravo de instrumento<\/strong>,\npor uma interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica ou extensiva da norma contida no\ninciso III do art. 1.015 do CPC\/2015, j\u00e1 que ambas possuem a mesma ratio -,\nqual seja, afastar o ju\u00edzo incompetente para a causa, permitindo que o ju\u00edzo\nnatural e adequado julgue a demanda. Recurso Especial provido. (STJ, REsp\n1679909, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Dje 01\/02\/2018).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por todo o exposto, a alternativa E est\u00e1 corret\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<p>Terminamos, meus amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalto que a presente corre\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita a equ\u00edvocos e posteriores corre\u00e7\u00f5es. Inclusive, estou plenamente aberto a discuss\u00f5es e debates. Qualquer d\u00favida ou sugest\u00e3o, fico \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no rodrigovaslin@gmail.com e em nosso F\u00f3rum de D\u00favidas \u2013 para os alunos).<\/p>\n\n\n\n<p>Grande abra\u00e7o,<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Vaslin<br \/><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nEm verdade, segundo informativo 868, STF, deve ser lido \u201cpoder\u00e1 determinar\u201d e\nn\u00e3o necessariamente dever\u00e1 determinar (<em>STF.\nPlen\u00e1rio. RE 966.177 RG\/RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 7\/6\/2017).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nCom modula\u00e7\u00e3o de efeitos \u2013 a partir da publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal! Meu nome \u00e9 Rodrigo Vaslin, sou Juiz Federal do TRF4 e Professor de Processo Civil do Estrat\u00e9gia Concursos. Neste artigo iremos comentar as quest\u00f5es do concurso para Defensor P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo, 2019, aferindo se h\u00e1 alguma possibilidade de recurso. 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