{"id":19002,"date":"2014-10-22T14:55:43","date_gmt":"2014-10-22T17:55:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=19002"},"modified":"2015-01-05T14:07:29","modified_gmt":"2015-01-05T17:07:29","slug":"tj-go-comentarios-questoes-de-direito-penal-e-processo-penal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/tj-go-comentarios-questoes-de-direito-penal-e-processo-penal\/","title":{"rendered":"TJ-GO &#8211; Coment\u00e1rios \u00e0s quest\u00f5es de Direito Penal e Processo Penal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ol\u00e1, meus amigos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje vamos comentar aqui as quest\u00f5es cobradas pela FGV no concurso do TJ-GO, para os cargos de ANALISTA JUDICI\u00c1RIO: \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">A prova teve um n\u00edvel bem elevado, principalmente em processo penal, no qual praticamente s\u00f3 se exigiu conhecimento de jurisprud\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De toda forma, n\u00e3o verifiquei possibilidade de recursos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seguem os coment\u00e1rios:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>No dia 1\u00ba de abril de 2 4, \u201cFabio Biscoito\u201d, insatisfeito com o tamanho e funcionamento da arma de fogo que possu\u00eda, um rev\u00f3lver Taurus calibre .22, entra em contato com \u201cAndr\u00e9 Pato\u201d, possuidor de uma pistola Imbel .380, propondo uma permuta, pois, anteriormente, fora informado que \u201cAndr\u00e9 Pato\u201d estava praticando artes marciais e havia aderido \u00e0 ideia de n\u00e3o usar armas. Mesmo cientes da campanha de desarmamento ent\u00e3o em curso e sabedores que nenhuma das armas de fogo tinha o necess\u00e1rio registro, nem os envolvidos portes de arma, \u201cAndr\u00e9 Pato\u201d foi at\u00e9 a resid\u00eancia de \u201cFabio Biscoito\u201d, onde a permuta foi realizada. Considerando que a Lei n\u00ba 10.826 entrou em vigor na data da sua publica\u00e7\u00e3o (Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de 23 de dezembro de 2 3), \u201cFabio Biscoito\u201d:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) dever\u00e1 responder por posse de arma de fogo, pois sua conduta n\u00e3o admite regulariza\u00e7\u00e3o perante as autoridades competentes;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) dever\u00e1 responder por propriedade de arma de fogo, pois sua conduta n\u00e3o admite regulariza\u00e7\u00e3o perante as autoridades competentes;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) n\u00e3o responder\u00e1 por posse de arma de fogo, pois a Lei n\u00ba 10.826 estabeleceu prazo para que as armas de fogo fossem regularizadas ou entregues \u00e0s autoridades competentes;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) n\u00e3o responder\u00e1 por propriedade de arma de fogo, pois a Lei n\u00ba 10.826 estabeleceu prazo para que as armas de fogo fossem regularizadas ou entregues \u00e0s autoridades competentes;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) dever\u00e1 responder por aquisi\u00e7\u00e3o e cess\u00e3o de arma de fogo, pois sua conduta n\u00e3o admite regulariza\u00e7\u00e3o perante as autoridades competentes.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>COMENT\u00c1RIOS: <\/strong>O art. 30 do Estatuto do Desarmamento assim previa, em sua reda\u00e7\u00e3o original:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Art. 30. Os possuidores e propriet\u00e1rios de armas de fogo n\u00e3o registradas dever\u00e3o, sob pena de responsabilidade penal, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o desta Lei, solicitar o seu registro apresentando nota fiscal de compra ou a comprova\u00e7\u00e3o da origem l\u00edcita da posse, pelos meios de prova em direito admitidos. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.884.htm#art1\">(Vide Lei n\u00ba 10.884, de 2004)<\/a> <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11118.htm#art3\">(Vide Lei n\u00ba 11.118, de 2005)<\/a>\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11191.htm#art2\">(Vide Lei n\u00ba 11.191, de 2005)<\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Doutrina chegou a classificar tal previs\u00e3o como uma esp\u00e9cie de <em>abolitio criminis<\/em> tempor\u00e1ria. Assim, aquele possu\u00eda ou era propriet\u00e1rio de arma de fogo (ilicitamente), at\u00e9 180 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Lei, n\u00e3o estaria cometendo crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, o STF decidiu (HC 99448\/RS) que a permuta de armas de fogo n\u00e3o se enquadraria na previs\u00e3o abolitiva citada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Isto porque, a despeito de o verbo \u201cpermutar\u201d n\u00e3o estar previsto como crime na Lei 10.826\/03, tal verba significa, nada mais nada menos, que o \u201cfornecimento rec\u00edproco\u201d ou \u201caquisi\u00e7\u00e3o rec\u00f3proca\u201d de armas de fogo, de forma que se enquadra no disposto no art. 14 (ou art. 16, caso se trate de porte de arma de fogo de uso restrito). Vejamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u00a0 Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em dep\u00f3sito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acess\u00f3rio ou muni\u00e7\u00e3o, de uso permitido, sem autoriza\u00e7\u00e3o e em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, a conduta do agente se amolda ao tipo penal do art. 14 da Lei 10.826\/03, n\u00e3o sendo aplic\u00e1vel a <em>abolitio criminis<\/em> tempor\u00e1ria do art. 30 do Estatuto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA E.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A postura de profissional de advocacia que, atuando em causa pr\u00f3pria de natureza penal, deixa de devolver processo para procrastinar o normal andamento pode configurar o delito de: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) favorecimento pessoal;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) favorecimento real;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) fraude processual;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) sonega\u00e7\u00e3o de papel ou objeto de valor probat\u00f3rio;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) exerc\u00edcio arbitr\u00e1rio das pr\u00f3prias raz\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>COMENT\u00c1RIOS: <\/strong>Tal conduta configura o delito de sonega\u00e7\u00e3o de papel ou objeto de valor probat\u00f3rio, nos termos do art. 356 do CP:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Sonega\u00e7\u00e3o de papel ou objeto de valor probat\u00f3rio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Art. 356 &#8211; Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir autos, documento ou objeto de valor probat\u00f3rio, que recebeu na qualidade de advogado ou procurador:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de seis meses a tr\u00eas anos, e multa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA D.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Durante a pr\u00e1tica de roubo, com emprego de arma de fogo, a um supermercado, a a\u00e7\u00e3o resulta na morte do gerente do estabelecimento e na les\u00e3o grave de uma funcion\u00e1ria. A pluralidade de v\u00edtimas atingidas pela viol\u00eancia no crime de roubo com resultado morte e les\u00e3o grave, embora \u00fanico o patrim\u00f4nio lesado: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) configura concurso formal;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) configura concurso material;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) n\u00e3o altera a unidade do crime;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) configura continuidade delitiva;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) configura concurso formal imperfeito.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>COMENT\u00c1RIOS:<\/strong> No caso em tela, teremos apenas UM DELITO DE ROUBO (latroc\u00ednio, ou seja, roubo com resultado morte). Vejamos a reda\u00e7\u00e3o do art. 157, \u00a73\u00ba do CP:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Roubo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Art. 157 &#8211; Subtrair coisa m\u00f3vel alheia, para si ou para outrem, mediante grave amea\u00e7a ou viol\u00eancia a pessoa, ou depois de hav\u00ea-la, por qualquer meio, reduzido \u00e0 impossibilidade de resist\u00eancia:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de quatro a dez anos, e multa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li><em> 3\u00ba Se da viol\u00eancia resulta les\u00e3o corporal grave, a pena \u00e9 de reclus\u00e3o, de sete a quinze anos, al\u00e9m da multa; se resulta morte, a reclus\u00e3o \u00e9 de vinte a trinta anos, sem preju\u00edzo da multa. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9426.htm#art157%C2%A72iv\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.426, de 1996)<\/a> <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L8072.htm#art9\">Vide Lei n\u00ba 8.072, de 25.7.90<\/a><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">A exist\u00eancia de duas v\u00edtimas distintas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s les\u00f5es corporais\/morte n\u00e3o faz surgir mais de um delito, eis que o crime de roubo \u00e9 um crime contra o patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo o entendimento do STJ e do STF, para que houvesse mais de um crime de roubo deveria haver les\u00e3o a mais de um patrim\u00f4nio. Como a quest\u00e3o menciona que o patrim\u00f4nio lesado foi o do supermercado (apenas um patrim\u00f4nio), teremos crime \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diferentemente do que ocorre, por exemplo, no roubo a um \u00f4nibus, em que v\u00e1rias pessoas t\u00eam seu patrim\u00f4nio afetado <strong>(HC 173.068\/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 08\/10\/2013, DJe 16\/10\/2013).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA C.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em determinada cidade do interior, \u201cFabio Biscoito\u201d e \u201cPaul\u00e3o B. Vulc\u00e3o\u201d d\u00e3o in\u00edcio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de um roubo, com emprego de armas de fogo, a um banco. Enquanto \u201cFabio Biscoito\u201d permanecia com os ref\u00e9ns na parte da frente do banco, \u201cPaul\u00e3o B. Vulc\u00e3o\u201d levou o gerente at\u00e9 o cofre. Sem que eles percebessem, o sistema de alarme foi acionado, sendo o banco imediatamente cercado pelas for\u00e7as policiais locais. Temeroso por sua vida, \u201cFabio Biscoito\u201d se entrega imediatamente, sendo preso e conduzido \u00e0 delegacia. Aproveitando a confus\u00e3o produzida pela sa\u00edda dos ref\u00e9ns, \u201cPaul\u00e3o B. Vulc\u00e3o\u201d foge por uma porta lateral, dando in\u00edcio a uma persegui\u00e7\u00e3o. Cerca de uma hora depois, encurralado num beco sem sa\u00edda, \u201cPaul\u00e3o B. Vulc\u00e3o\u201d grita que nunca ser\u00e1 capturado vivo, passando a efetuar disparos com sua arma de fogo, o que culmina na morte de um dos agentes policiais. Posteriormente, j\u00e1 sem muni\u00e7\u00e3o, \u00e9 capturado e conduzido \u00e0 delegacia. Diante da situa\u00e7\u00e3o narrada, a conduta que dever\u00e1 ser imputada a \u201cFabio Biscoito\u201d \u00e9:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) roubo consumado;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) roubo tentado;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) latroc\u00ednio consumado;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) latroc\u00ednio tentado;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) constrangimento ilegal.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>COMENT\u00c1RIOS:<\/strong> O agente, aqui, dever\u00e1 responder apenas por roubo tentado, na forma do art. 157 c\/c art. 14, II do CP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Isso porque o agente n\u00e3o chegou a ter a posse da coisa visada (o dinheiro), de maneira que o crime n\u00e3o chegou a ser consumado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cF\u00e1bio Biscoito\u201d n\u00e3o responder\u00e1 pelo delito de latroc\u00ednio (em decorr\u00eancia do resultado morte) pois j\u00e1 n\u00e3o mais participava da empreitada criminosa no momento em que ocorreu a conduta que deu azo ao resultado morte. A responsabiliza\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio pelo resultado morte corresponderia a uma esp\u00e9cie de responsabilidade objetiva, n\u00e3o admitida no nosso ordenamento jur\u00eddico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caso F\u00e1bio tivesse permanecido na empreitada criminosa at\u00e9 o final, mesmo sem ter disparado os tiros, responderia pelo latroc\u00ednio consumado <strong>(HC 220.419\/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 20\/09\/2012, DJe 26\/09\/2012).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA B.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>No que pertine aos recursos no processo penal, \u00e9 correto afirmar que:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) o prazo para a interposi\u00e7\u00e3o de recursos flui a partir da \u00faltima publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o a ser impugnada, de modo que a republica\u00e7\u00e3o, mesmo que desnecess\u00e1ria ou feita por equ\u00edvoco, acarreta a reabertura do prazo recursal;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) n\u00e3o caracteriza erro grosseiro a interposi\u00e7\u00e3o de recurso de apela\u00e7\u00e3o em vez de recurso em sentido estrito contra decis\u00e3o que desclassificou o crime determinando a remessa dos autos ao juizado especial criminal;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 admissibilidade de interposi\u00e7\u00e3o de recursos por meio de fax, \u00e9 prescind\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o do original, sendo suficiente a observ\u00e2ncia do prazo de cinco dias, ainda que n\u00e3o haja expediente forense;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) n\u00e3o \u00e9 nulo o julgamento de apela\u00e7\u00e3o sem que se tenha providenciado a apresenta\u00e7\u00e3o de contrarraz\u00f5es defensivas, dada a patente viola\u00e7\u00e3o de c\u00e2nones constitucionais da ampla defesa e do contradit\u00f3rio;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) o recurso interposto contra a senten\u00e7a proferida em plen\u00e1rio do Tribunal do J\u00fari tem o seu prazo contado a partir da data da impress\u00e3o, independentemente da leitura obrigat\u00f3ria na respectiva sess\u00e3o de julgamento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>COMENT\u00c1RIOS:<\/strong><\/p>\n<p>A) CORRETA: Este \u00e9 o entendimento do STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c(&#8230;) A jurisprud\u00eancia desta Corte \u00e9 no sentido de que o prazo para interposi\u00e7\u00e3o do recurso flui a partir da \u00faltima publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o a ser impugnada, de modo que a republica\u00e7\u00e3o do decisum, ainda que por equ\u00edvoco, tem o cond\u00e3o de reabrir o prazo recursal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aplica-se ao caso a S\u00famula 83\/STJ. (&#8230;)\u201d<\/p>\n<p>(AgRg no AREsp 354.276\/AM, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 17\/12\/2013, <strong>DJe 04\/02\/2014<\/strong>)<\/p>\n<p>B) ERRADA: Tal erro \u00e9 considerado erro grosseiro, segundo a jurisprud\u00eancia do STJ:<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;)Contra decis\u00e3o que desclassifica o delito imputado ao r\u00e9u e, como consequ\u00eancia, conclui pela incompet\u00eancia do ju\u00edzo, cabe recurso em sentido estrito. A interposi\u00e7\u00e3o, como na esp\u00e9cie, de apela\u00e7\u00e3o constitui erro grosseiro, o que impede a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da fungibilidade.<\/p>\n<p>Recurso especial improvido.<\/p>\n<p>(REsp 611.877\/RR, Rel. Ministro OG FERNANDES, Rel. p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o Ministro SEBASTI\u00c3O REIS J\u00daNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 17\/04\/2012, DJe 17\/09\/2012)\u201d<\/p>\n<p>C) ERRADA: O STJ entende que a apresenta\u00e7\u00e3o do original \u00e9 imprescind\u00edvel, devendo ser apresentado no prazo de 05 dias <strong>(<a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=HC%20244210\">HC 244.210-RS<\/a>, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 6\/9\/2012. \u2013 Informativo 503 do STJ)<\/strong><\/p>\n<p>D) ERRADA: O STJ entende que a aus\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o das contrarraz\u00f5es defensivas gera nulidade do julgamento da apela\u00e7\u00e3o. Caso o patrono da parte r\u00e9 n\u00e3o apresente as contrarraz\u00f5es, dever\u00e1 ser intimado o r\u00e9u para que constitua novo advogado para a pr\u00e1tica do ato. Caso n\u00e3o seja constitu\u00eddo novo advogado, dever\u00e3o os autos serem remetidos \u00e0 Defensoria P\u00fablica para que apresente as contrarraz\u00f5es defensivas <strong>(HC 265.605\/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 11\/03\/2014, DJe 26\/03\/2014).<\/strong><\/p>\n<p>E) ERRADA: Item errado, pois o prazo recursal come\u00e7a a fluir no momento da respectiva sess\u00e3o de julgamento, caso a senten\u00e7a tenha sido proferida em plen\u00e1rio. Este \u00e9 o entendimento do STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c(&#8230;) O prazo do recurso a ser interposto contra a senten\u00e7a proferida no plen\u00e1rio do tribunal do j\u00fari come\u00e7a a fluir da data da respectiva sess\u00e3o de julgamento (art. 798, \u00a7 5\u00ba, <strong>b<\/strong>, do CPP). Para tanto, mostra-se irrelevante questionamento sobre se a senten\u00e7a foi impressa no momento da leitura em plen\u00e1rio, pois \u00e9 dada ao advogado a oportunidade de recorrer oralmente e apresentar, posteriormente, suas raz\u00f5es recursais. Pesa, tamb\u00e9m, a constata\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o houve qualquer insurg\u00eancia da defesa no sentido de que n\u00e3o teve acesso ao inteiro teor da senten\u00e7a. No caso, a senten\u00e7a foi lida em plen\u00e1rio da tela de um computador port\u00e1til. Precedentes citados do STF: HC 89.999-SP, DJ 7\/3\/2008; do STJ: HC 66.810-MG, DJ 5\/2\/2007. <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=HC%2092484\">HC 92.484-SP<\/a>, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 5\/8\/2010. \u2013 Informativo 441 do STJ.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA A.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia no processo penal, \u00e9 correto afirmar que:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) \u00e9 da compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal o julgamento de contraven\u00e7\u00f5es penais, desde que conexas com delitos de compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) compete \u00e0 Justi\u00e7a Estadual processar e julgar as a\u00e7\u00f5es penais relativas a desvio de verbas origin\u00e1rias do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), independentemente de se tratar de valores repassados aos Estados ou Munic\u00edpios por meio da modalidade de transfer\u00eancia \u201cfundo a fundo\u201d ou mediante realiza\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) compete \u00e0 Justi\u00e7a Estadual o julgamento de a\u00e7\u00e3o penal em que se apure a poss\u00edvel pr\u00e1tica de sonega\u00e7\u00e3o de ISSQN pelos representantes de pessoa jur\u00eddica privada, ainda que esta mantenha v\u00ednculo com entidade da administra\u00e7\u00e3o indireta federal;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar acusado da pr\u00e1tica de conduta criminosa consistente na capta\u00e7\u00e3o e armazenamento, em computadores de escolas municipais, de v\u00eddeos pornogr\u00e1ficos oriundos da internet, envolvendo crian\u00e7as e adolescentes;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) compete \u00e0 Justi\u00e7a Estadual processar e julgar crime consistente na apresenta\u00e7\u00e3o de Certificado de Registro e Licenciamento de Ve\u00edculo (CRLV) falso a agente da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, em rodovia que cruza tr\u00eas Estados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>COMENT\u00c1RIOS:<\/strong><\/p>\n<p>A) ERRADA: Segundo entendimento do STJ, a Justi\u00e7a Federal n\u00e3o possui jurisdi\u00e7\u00e3o sobre as contraven\u00e7\u00f5es penais, por expressa previs\u00e3o constitucional, devendo estas serem julgadas pela Justi\u00e7a Estadual, ainda quando sejam conexas a crimes de compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal:<\/p>\n<p>(&#8230;) 1. Apesar da exist\u00eancia de conex\u00e3o entre o crime de contrabando e contraven\u00e7\u00e3o penal, mostra-se invi\u00e1vel a reuni\u00e3o de julgamentos das infra\u00e7\u00f5es penais perante o mesmo Ju\u00edzo, uma vez que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal expressamente excluiu, em seu art. 109, IV, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para o julgamento das contraven\u00e7\u00f5es penais, ainda que praticadas em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o. S\u00famula n\u00ba 38\/STJ. Precedentes.<\/p>\n<p>Firmando-se a compet\u00eancia do Ju\u00edzo Federal para processar e julgar o crime de contrabando conexo \u00e0 contraven\u00e7\u00e3o penal, imp\u00f5e-se o desmembramento do feito, de sorte que a contraven\u00e7\u00e3o penal seja julgada perante o Ju\u00edzo estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)<\/p>\n<p>(CC 120.406\/RJ, Rel. Ministra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ\/PE), TERCEIRA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 12\/12\/2012, DJe 01\/02\/2013)<\/p>\n<p>B) ERRADA: O STJ entende a compet\u00eancia, neste caso, ser\u00e1 da Justi\u00e7a Federal, pois se trata de verba sujeita \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o federal:<\/p>\n<p>(&#8230;) 1. Segundo o posicionamento do Supremo Tribunal Federal e desta Corte de Justi\u00e7a, compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar as causas relativas ao desvio de verbas do Sistema \u00danico de Sa\u00fade &#8211; SUS, independentemente de se tratar de repasse fundo a fundo ou de conv\u00eanio, visto que tais recursos est\u00e3o sujeitos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o federal, atraindo a incid\u00eancia do disposto no art. 109, IV, da Carta Magna, e na S\u00famula 208 do STJ.<\/p>\n<p>O fato de os Estados e Munic\u00edpios terem autonomia para gerenciar a verba financeira destinada ao SUS n\u00e3o elide a necessidade de presta\u00e7\u00e3o de contas perante o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, nem exclui o interesse da Uni\u00e3o na regularidade do repasse e da correta aplica\u00e7\u00e3o desses recursos.<\/p>\n<p>Portanto, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal se mostra cristalina em virtude da exist\u00eancia de bem da Uni\u00e3o, representada pelas verbas do SUS, bem como da sua condi\u00e7\u00e3o de entidade fiscalizadora das verbas federais repassadas ao Munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(AgRg no CC 122.555\/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, TERCEIRA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 14\/08\/2013, DJe 20\/08\/2013)<\/p>\n<p>C) CORRETA: O STJ entende que o crime de sonega\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de ISSQN, quando cometido por pessoa jur\u00eddica de direito privado, n\u00e3o provoca a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, eis que ausente o interesse da Uni\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;) 1. O suposto crime tribut\u00e1rio &#8211; consistente em sonega\u00e7\u00e3o de imposto sobre servi\u00e7o de qualquer natureza (INSS) &#8211; cometido, em tese, por funda\u00e7\u00e3o privada em detrimento do Distrito Federal n\u00e3o atrai a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, porquanto ausente qualquer viola\u00e7\u00e3o a bem, servi\u00e7o ou interesse da Uni\u00e3o, de suas autarquias ou empresas p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;) (CC n. 114.274\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, DJe<\/p>\n<p>de 25\/6\/2013).<\/p>\n<p>D) ERRADA: O STJ entende que s\u00f3 haver\u00e1 compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal se restar comprovada a transnacionalidade do delito, o que n\u00e3o \u00e9 apontado pela quest\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;) Assim, n\u00e3o estando evidenciada a transnacionalidade do delito &#8211; tendo em vista que a conduta do investigado, a ser apurada, restringe-se, at\u00e9 agora, \u00e0 capta\u00e7\u00e3o e ao armazenamento de v\u00eddeos, de conte\u00fado pornogr\u00e1fico, ou de cenas de sexo expl\u00edcito, envolvendo crian\u00e7as e adolescentes, nos computadores de duas escolas -, a compet\u00eancia, in casu, \u00e9 da Justi\u00e7a Estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)<\/p>\n<p>(CC 103.011\/PR, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALH\u00c3ES, TERCEIRA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 13\/03\/2013, DJe 22\/03\/2013)<\/p>\n<p>E) ERRADA: A compet\u00eancia, neste caso, ser\u00e1 da Justi\u00e7a Federal, pois apesar de se tratar de documento emitido por \u00f3rg\u00e3o estadual (DETRAN), houve viola\u00e7\u00e3o a interesse da Uni\u00e3o (apresenta\u00e7\u00e3o perante policial rodovi\u00e1rio federal). Vejamos:<\/p>\n<p>(&#8230;) 1. A compet\u00eancia para processamento e julgamento do delito de uso de documento falso deve ser fixada com base na qualifica\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ou entidade perante o qual foi apresentado o documento falsificado, sendo certo que os servi\u00e7os ou bens da entidade s\u00e3o efetivamente lesados, pouco importando, em princ\u00edpio, a natureza do \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela expedi\u00e7\u00e3o do documento.<\/p>\n<p>No caso dos autos, tendo o Certificado de Registro e Licenciamento de Ve\u00edculo (CRLV) falso sido apresentado \u00e0 Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, \u00f3rg\u00e3o da Uni\u00e3o, em detrimento de seu servi\u00e7o de patrulhamento ostensivo das rodovias federais, previsto no art. 20, II, do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro, afigura-se inarred\u00e1vel a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para o processamento e julgamento da causa, nos termos do art. 109, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(CC 124.498\/ES, Rel. Min. Alderita Ramos de Oliveira, 3\u00aaS, DJe 1.2.2013)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA C.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(FGV &#8211; 2014 &#8211; TJ-GO &#8211; ANALISTA JUDICI\u00c1RIO &#8211; \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pris\u00f5es cautelares, \u00e9 correto afirmar que: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(A) a gravidade da imputa\u00e7\u00e3o, presente o princ\u00edpio da n\u00e3o culpabilidade, \u00e9 capaz, por si s\u00f3, de levar \u00e0 pris\u00e3o provis\u00f3ria;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(B) a alega\u00e7\u00e3o de excesso de prazo da pris\u00e3o preventiva n\u00e3o fica superada pela superveni\u00eancia da senten\u00e7a condenat\u00f3ria;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(C) o modus operandi da pr\u00e1tica delitiva, a revelar a periculosidade in concreto do r\u00e9u, constitui justificativa id\u00f4nea da pris\u00e3o preventiva para garantia da ordem p\u00fablica;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(D) \u00e9 v\u00e1lida a utiliza\u00e7\u00e3o de fundamento para manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o cautelar referente a elementos da execu\u00e7\u00e3o da pena;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>(E) a possibilidade de reitera\u00e7\u00e3o criminosa e a participa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00e3o criminosa n\u00e3o s\u00e3o motivos id\u00f4neos para a manuten\u00e7\u00e3o da cust\u00f3dia cautelar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>COMENT\u00c1RIOS:<\/strong><\/p>\n<p>A) ERRADA: A pris\u00e3o provis\u00f3ria somente poder\u00e1 ser decretada se presentes os requisitos de natureza cautelar exigidos pela Lei (seja para a pris\u00e3o preventiva, seja para a pris\u00e3o tempor\u00e1ria). A mera gravidade abstrata do delito n\u00e3o \u00e9 capaz de fundamentar a segrega\u00e7\u00e3o cautelar, conforme entendimento pac\u00edfico do STF e do STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)o STF tem reiteradamente reconhecido como ilegais as pris\u00f5es preventivas decretadas, por exemplo, com base na gravidade abstrata do delito, na periculosidade presumida do agente, no clamor social decorrente da pr\u00e1tica da conduta delituosa, ou, ainda, na afirma\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de que a pris\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para acautelar o meio social. Mas, na hip\u00f3tese, o paciente \u00e9 acusado de pertencer \u00e0 fac\u00e7\u00e3o criminosa cuja atua\u00e7\u00e3o controla o tr\u00e1fico de entorpecentes de dentro dos pres\u00eddios e ordena a pr\u00e1tica de outros crimes como roubos e homic\u00eddios, tudo de forma organizada. De fato, a periculosidade do agente para a coletividade, desde que comprovada concretamente, \u00e9 apta a manuten\u00e7\u00e3o da restri\u00e7\u00e3o de sua liberdade. Precedentes citados do STF: HC 90.862-SP, DJ 27\/4\/2007; HC 92.069-RJ, DJ 9\/11\/2007; RHC 89.972-GO, DJ 29\/6\/2007; HC 90.858-SP, DJ 22\/6\/2007; HC 90.162-RJ, DJ 29\/6\/2007; HC 90.471-PA, DJ 14\/9\/2007; HC 84.311-SP, DJ 8\/6\/2007; HC 86.748-RJ, DJ 8\/6\/2007; HC 89.266-GO, DJ 29\/6\/2007; HC 88.608-RN, DJ 6\/11\/2006, e HC 88.196-MS, DJ 18\/5\/2007. <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=HC%20134340\">HC 134.340-SP<\/a>, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 9\/3\/2010.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">B) ERRADA: A superveni\u00eancia de senten\u00e7a condenat\u00f3ria torna superada a alega\u00e7\u00e3o de excesso de prazo na pris\u00e3o preventiva, conforme entendimento do STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;) 1. Proferida senten\u00e7a, resta prejudicada a alega\u00e7\u00e3o de excesso de prazo na forma\u00e7\u00e3o da culpa, pois entregue a presta\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(RHC 51.510\/BA, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 02\/10\/2014, <strong>DJe 14\/10\/2014)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">C) CORRETA: O STJ entende que a gravidade EM CONCRETO do crime, como decorr\u00eancia de seu <em>modus operandi<\/em>, \u00e9 fundamento id\u00f4neo para a decreta\u00e7\u00e3o da segrega\u00e7\u00e3o cautelar, como garantia da ordem p\u00fablica:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;) 1. A pris\u00e3o provis\u00f3ria \u00e9 medida odiosa, reservada para os casos de absoluta imprescindibilidade, demonstrados os pressupostos e requisitos de cautelaridade. Na hip\u00f3tese, a pris\u00e3o encontra-se suficientemente motivada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando da pron\u00fancia, foi assinalado o longo per\u00edodo em que o recorrente permaneceu foragido, a evidenciar o requisito do risco para aplica\u00e7\u00e3o da lei penal. Entrementes, foi assinalado que o recorrente seria pessoa temida na regi\u00e3o. Ademais, foi pontuada a <strong>gravidade concreta da imputa\u00e7\u00e3o, derivada da pr\u00e1tica de tentativa de homic\u00eddio qualificado em local p\u00fablico, logo ap\u00f3s um baile, demonstrando modus operandi cuja reprovabilidade \u00e9 digna de nota, traduzindo a necessidade de garantia da ordem p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Recurso desprovido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(RHC 46.269\/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 23\/09\/2014, <strong>DJe 09\/10\/2014<\/strong>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">D) ERRADA: A fundamenta\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es cautelares deve sempre se relacionar a quest\u00f5es relacionadas \u00e0 cautelaridade da medida, n\u00e3o sendo admiss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de outros fundamentos que n\u00e3o se relacionem com a natureza cautelar da pris\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E) ERRADA: O STJ entende que tais motivos s\u00e3o fundamentos id\u00f4neos \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o cautelar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;) 4.\u00a0\u00a0 A facilidade de fuga, a estabilidade da organiza\u00e7\u00e3o criminosa, com n\u00edtida divis\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es e a alegada participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos da Pol\u00edcia Federal, aliada \u00e0 possibilidade de reitera\u00e7\u00e3o criminosa e influ\u00eancia na colheita de provas s\u00e3o fundamentos id\u00f4neos para a manuten\u00e7\u00e3o da segrega\u00e7\u00e3o cautelar como forma de se garantir a ordem p\u00fablica, a aplica\u00e7\u00e3o da lei penal e a instru\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Precedentes do STJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(HC 75.459\/SP, Rel. Ministro NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 13\/09\/2007, DJ 08\/10\/2007, p. 331)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA \u00c9 A LETRA C.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Bons estudos!<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Prof. Renan Araujo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, meus amigos Hoje vamos comentar aqui as quest\u00f5es cobradas pela FGV no concurso do TJ-GO, para os cargos de ANALISTA JUDICI\u00c1RIO: \u00c1REA JUDICI\u00c1RIA E OFICIAL DE JUSTI\u00c7A. A prova teve um n\u00edvel bem elevado, principalmente em processo penal, no qual praticamente s\u00f3 se exigiu conhecimento de jurisprud\u00eancia. 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