{"id":1802582,"date":"2026-08-26T07:54:00","date_gmt":"2026-08-26T10:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1802582"},"modified":"2026-08-26T07:54:03","modified_gmt":"2026-08-26T10:54:03","slug":"informativo-stf-1225-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1225 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/08\/26075239\/stf-info-1225-doc.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_1w_8Ch1mebw\"><div id=\"lyte_1w_8Ch1mebw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/1w_8Ch1mebw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/1w_8Ch1mebw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/1w_8Ch1mebw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 id=\"h-1-nbsp-nbsp-a-reforma-da-lei-de-improbidade-no-crivo-do-plenario\" class=\"wp-block-heading\">1.&nbsp;&nbsp; A REFORMA DA LEI DE IMPROBIDADE NO CRIVO DO PLEN\u00c1RIO<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em julgamento artigo por artigo das ADIs 7.156 e 7.236, o Plen\u00e1rio definiu a sorte da reforma da Lei de Improbidade (Lei n. 14.230\/2021): <strong>validou<\/strong> o rol taxativo da improbidade principiol\u00f3gica e a veda\u00e7\u00e3o de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova; <strong>derrubou<\/strong> a exig\u00eancia de &#8220;benef\u00edcios diretos&#8221;, a detra\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos, as travas ao <em>iura novit curia<\/em> e a consulta compuls\u00f3ria \u00e0 corte de contas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil; e salvou diversos dispositivos por interpreta\u00e7\u00e3o conforme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.156\/DF, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, e ADI 7.236\/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 1\u00ba\/7\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei n. 14.230\/2021 reescreveu a Lei de Improbidade (Lei 8.429\/1992) de ponta a ponta: dolo obrigat\u00f3rio, rol taxativo, san\u00e7\u00f5es recalibradas, prescri\u00e7\u00e3o redesenhada, novas garantias processuais aos r\u00e9us. Duas a\u00e7\u00f5es diretas colocaram a reforma inteira na mesa do Plen\u00e1rio, que respondeu dispositivo por dispositivo, entre valida\u00e7\u00f5es, quedas e interpreta\u00e7\u00f5es conformes. O que sobreviveu da lei que remodelou o combate \u00e0 improbidade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A reforma chegou ao Plen\u00e1rio sob fogo cruzado: para uns, <strong>um pacote de blindagem dos maus gestores<\/strong> que esvaziaria o art. 37, \u00a7 4\u00ba, da CF; para outros, obra soberana do legislador, imune a retoques.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O Plen\u00e1rio recusou tal argumento: boa parte das escolhas \u00e9 <strong>leg\u00edtima conforma\u00e7\u00e3o legislativa<\/strong>, caso do rol taxativo do art. 11 e do regime probat\u00f3rio; endurecer ou suavizar a lei, dentro da moldura constitucional, \u00e9 tarefa do Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 1\u00ba, \u00a7 8\u00ba (diverg\u00eancia interpretativa)<\/strong>: \u00c9 CONSTITUCIONAL dispositivo que afasta a configura\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa em raz\u00e3o de diverg\u00eancia interpretativa da lei fundada em orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial qualificada. Mas tal salvaguarda N\u00c3O cobre dolo, fraude ou erro grosseiro, e a excludente pressup\u00f5e jurisprud\u00eancia assentada do <strong>STF ou dos Tribunais Superiores<\/strong> ou, na sua falta, <em>decis\u00e3o de m\u00e9rito colegiada de segundo grau transitada em julgado<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba (particulares vinculados \u00e0 pessoa jur\u00eddica)<\/strong>: \u00c9 inconstitucional a exig\u00eancia de obten\u00e7\u00e3o de \u201cbenef\u00edcios diretos\u201d para a responsabiliza\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios, cotistas, diretores e colaboradores de pessoa jur\u00eddica pela pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa. Esses sujeitos <strong>respondem pela participa\u00e7\u00e3o dolosa no ato \u00edmprobo<\/strong>, e o filtro do proveito pr\u00f3prio <em>restringia<\/em> indevidamente o alcance da responsabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 11, <em>caput<\/em>, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba (improbidade principiol\u00f3gica)<\/strong>: S\u00e3o CONSTITUCIONAIS os dispositivos que conferiram car\u00e1ter taxativo \u00e0s hip\u00f3teses de improbidade administrativa por viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Trocar a cl\u00e1usula geral por hip\u00f3teses fechadas \u00e9 op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de conforma\u00e7\u00e3o normativa, que n\u00e3o compromete a prote\u00e7\u00e3o da probidade nem impede a puni\u00e7\u00e3o dos atos dolosos contra os princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 12, III e \u00a7 4\u00ba (san\u00e7\u00f5es da improbidade principiol\u00f3gica)<\/strong>: \u00c9 V\u00c1LIDA a exclus\u00e3o da pena de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos para atos de improbidade que atentem contra princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica sem acarretar enriquecimento il\u00edcito ou dano ao er\u00e1rio. Contudo, CAIU a limita\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o de <em>proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico \u00e0 esfera do ente federativo diretamente lesado pelo ato de improbidade<\/em>, compartimentaliza\u00e7\u00e3o federativa que reduziria injustificadamente a efic\u00e1cia da reprimenda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 12, \u00a7 1\u00ba (perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica)<\/strong>: parcialmente inconstitucional. Ca\u00edram as express\u00f5es que prendiam restringir a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ao <em>v\u00ednculo ocupado pelo agente no momento da pr\u00e1tica do ato de improbidade<\/em>, e o &#8220;podendo&#8221; virou <strong>poder-dever<\/strong>: a extens\u00e3o aos demais v\u00ednculos \u00e9 a regra, afast\u00e1vel apenas em car\u00e1ter excepcional e com fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 12, \u00a7 10 (detra\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos)<\/strong>: \u00c9 inconstitucional o dispositivo que permitia computar, para fins de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, o per\u00edodo compreendido entre a decis\u00e3o colegiada e o tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o. Tal pr\u00e1tica poderia zerar a san\u00e7\u00e3o antes de ela come\u00e7ar; o prazo corre por inteiro ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 16, \u00a7\u00a7 3\u00ba, 4\u00ba e 10 (indisponibilidade de bens)<\/strong>: A Corte AFASTOU as express\u00f5es que impediam, de forma absoluta, a ado\u00e7\u00e3o da <em>tutela de evid\u00eancia<\/em>, a presun\u00e7\u00e3o excepcional de urg\u00eancia e a <em>inclus\u00e3o da multa civil e do enriquecimento il\u00edcito na constri\u00e7\u00e3o patrimonial<\/em>. S\u00e3o portanto admitidas, em situa\u00e7\u00f5es excepcionais e com fundamenta\u00e7\u00e3o adequada, a indisponibilidade de bens fundada em tutela de evid\u00eancia ou em presun\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia e a constri\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a o necess\u00e1rio \u00e0 repara\u00e7\u00e3o integral, \u00e0 multa civil e ao enriquecimento il\u00edcito identificado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 17, \u00a7\u00a7 10-C, 10-D e 10-F, I (capitula\u00e7\u00e3o jur\u00eddica)<\/strong>: S\u00e3o inconstitucionais os dispositivos que vinculavam o magistrado ao enquadramento jur\u00eddico formulado pelo autor da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa. Ao autor cabe narrar os fatos; dizer o direito \u00e9 do juiz. Amarrar o magistrado ao enquadramento da inicial e anular a senten\u00e7a por <em>tipo diverso<\/em> feria a independ\u00eancia judicial e o devido processo legal (<em>iura novit curia<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 17, \u00a7 19, II (\u00f4nus da prova)<\/strong>: \u00c9 constitucional o dispositivo que veda a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova em desfavor do r\u00e9u na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa. A veda\u00e7\u00e3o de invers\u00e3o probat\u00f3ria em desfavor do r\u00e9u combina com o car\u00e1ter sancionat\u00f3rio da a\u00e7\u00e3o, sem eximir as partes das determina\u00e7\u00f5es instrut\u00f3rias do ju\u00edzo, como a requisi\u00e7\u00e3o de documentos para o c\u00e1lculo do ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 17-B, \u00a7 3\u00ba (acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil)<\/strong>: \u00c9 INCONSTITUCIONAL a exig\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do Tribunal de Contas para apura\u00e7\u00e3o do valor do dano a ser ressarcido em acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil. A consulta obrigat\u00f3ria \u00e0 corte de contas para apurar o dano n\u00e3o tem assento constitucional e interfere na autonomia do Minist\u00e9rio P\u00fablico e dos demais \u00f3rg\u00e3os da persecu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 17-C, \u00a7 2\u00ba (litiscons\u00f3rcio passivo)<\/strong>: A limita\u00e7\u00e3o da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos corr\u00e9us aos \u201cbenef\u00edcios diretos\u201d obtidos com o ato de improbidade administrativa foi riscada (exclu\u00edda) da lei. Mas \u00e9 poss\u00edvel a <strong>veda\u00e7\u00e3o de solidariedade as SAN\u00c7\u00d5ES<\/strong>, o que N\u00c3O impede a responsabilidade patrimonial solid\u00e1ria pelo <em>ressarcimento do er\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>San\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td><td><strong>Ressarcimento ao Er\u00e1rio<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Responsabilidade individual<\/td><td>Responsabilidade patrimonial solid\u00e1ria<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 17-D (natureza da a\u00e7\u00e3o de improbidade)<\/strong>: A a\u00e7\u00e3o de improbidade possui natureza repressiva pr\u00f3pria, n\u00e3o se caracterizando como medida de natureza penal ou de controle de legalidade das pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e3o podendo ser utilizada como substituta gen\u00e9rica da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Afastam-se as interpreta\u00e7\u00f5es que descaracterizem sua natureza c\u00edvel. Mas \u00e9 INCONSTITUCIONAL a express\u00e3o &#8220;agentes p\u00fablicos, inclusive pol\u00edticos&#8221;, que na pr\u00e1tica pretendia remeter os atos p\u00fablicos (incluindo improbidade administrativa) ao controle exclusivo da ACP. \u00c9 vedada qualquer restri\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do sistema constitucional de responsabiliza\u00e7\u00e3o. Esse sistema alcan\u00e7a os <strong>agentes p\u00fablicos em geral<\/strong>, observadas as especificidades de cada regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 21, \u00a7 4\u00ba (absolvi\u00e7\u00e3o criminal)<\/strong>: CAIU a comunica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de qualquer fundamento absolut\u00f3rio na esfera criminal. Pela autonomia relativa das esferas, s\u00f3 travam a improbidade as absolvi\u00e7\u00f5es criminais que <strong>negam o fato ou a autoria<\/strong>, al\u00e9m das <em>excludentes de ilicitude<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 23, \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba (prescri\u00e7\u00e3o)<\/strong>: S\u00e3o v\u00e1lidos os novos marcos interruptivos, que n\u00e3o comprometem a efetividade do sistema. Contudo, \u00e9 INCONSTITUCIONAL a express\u00e3o \u201cpela metade do prazo previsto no <em>caput<\/em> deste artigo\u201d, relativa \u00e0 retomada da contagem da prescri\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sua interrup\u00e7\u00e3o. Desse modo, interrompida, a prescri\u00e7\u00e3o recome\u00e7a pelo prazo cheio, limitada a pretens\u00e3o ao teto de <strong>20 anos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f <strong>Art. 23-C (partidos pol\u00edticos e funda\u00e7\u00f5es)<\/strong>: O STF <strong>afastou<\/strong> qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que exclu\u00edsse a incid\u00eancia da Lei de Improbidade Administrativa sobre atos que envolvam enriquecimento il\u00edcito, perda patrimonial, apropria\u00e7\u00e3o, desvio, malbaratamento ou dilapida\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos por partidos pol\u00edticos ou funda\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias. A remessa \u00e0 Lei dos Partidos <strong>N\u00c3O cria imunidade<\/strong>: havendo pilantragem partid\u00e1ria, incidem simultaneamente a Lei n. 9.096\/1995 e a Lei de Improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RESUMINDO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>VALIDADOS<\/strong>: o rol taxativo da improbidade por viola\u00e7\u00e3o a princ\u00edpios (art. 11), por leg\u00edtima conforma\u00e7\u00e3o legislativa; a veda\u00e7\u00e3o de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova contra o r\u00e9u (art. 17, \u00a7 19, II), que n\u00e3o dispensa o cumprimento de determina\u00e7\u00f5es instrut\u00f3rias; o fim da suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos na improbidade principiol\u00f3gica sem enriquecimento ou dano (art. 12, III); e os novos marcos interruptivos da prescri\u00e7\u00e3o (art. 23, \u00a7 4\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>DERRUBADOS<\/strong>: a exig\u00eancia de &#8220;benef\u00edcios diretos&#8221; para responsabilizar s\u00f3cios, diretores e colaboradores (art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba) e corr\u00e9us (art. 17-C, \u00a7 2\u00ba), bastando a participa\u00e7\u00e3o dolosa; a limita\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o de contratar ao ente lesado (art. 12, III, parte final); a detra\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos entre a decis\u00e3o colegiada e o tr\u00e2nsito em julgado (art. 12, \u00a7 10); as travas ao <em>iura novit curia<\/em> (art. 17, \u00a7\u00a7 10-C, 10-D e 10-F, I); a oitiva obrigat\u00f3ria do Tribunal de Contas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil (art. 17-B, \u00a7 3\u00ba); e a retomada da prescri\u00e7\u00e3o pela metade (art. 23, \u00a7 5\u00ba), correndo o prazo integral ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o, com teto de 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>INTERPRETA\u00c7\u00c3O CONFORME<\/strong>: a exclus\u00e3o por diverg\u00eancia interpretativa (art. 1\u00ba, \u00a7 8\u00ba) exige jurisprud\u00eancia assentada dos Tribunais Superiores ou decis\u00e3o colegiada de segundo grau transitada em julgado, jamais acobertando dolo ou erro grosseiro; a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica pode alcan\u00e7ar outros v\u00ednculos como poder-dever, excepcionada com fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (art. 12, \u00a7 1\u00ba); a indisponibilidade de bens admite tutela de evid\u00eancia e urg\u00eancia presumida em situa\u00e7\u00f5es excepcionais e abrange multa civil e enriquecimento il\u00edcito (art. 16); a a\u00e7\u00e3o de improbidade n\u00e3o substitui a ACP, mas alcan\u00e7a os agentes p\u00fablicos em geral (art. 17-D); a absolvi\u00e7\u00e3o criminal s\u00f3 trava a improbidade nas hip\u00f3teses de inexist\u00eancia do fato, negativa de autoria ou excludentes de ilicitude (art. 21, \u00a7 4\u00ba); e partidos e funda\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias respondem tamb\u00e9m pela LIA (art. 23-C).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme o julgamento conjunto das ADIs 7.156 e 7.236, acerca da reforma da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 14.230\/2021):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) s\u00f3cios e diretores de pessoa jur\u00eddica s\u00f3 respondem mediante prova dos benef\u00edcios diretos obtidos com o ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) a absolvi\u00e7\u00e3o criminal s\u00f3 impede a a\u00e7\u00e3o de improbidade quando reconhecer a inexist\u00eancia do fato, a negativa de autoria ou excludente de ilicitude.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) o juiz permanece vinculado \u00e0 capitula\u00e7\u00e3o legal formulada na inicial, nula a senten\u00e7a que condenar por tipo diverso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) computa-se, na suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, o intervalo decorrido da decis\u00e3o colegiada at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) restringe-se ao ente federativo lesado a proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico imposta ao condenado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A exig\u00eancia de &#8220;benef\u00edcios diretos&#8221; foi declarada inconstitucional (arts. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, e 17-C, \u00a7 2\u00ba): a responsabiliza\u00e7\u00e3o do particular exige participa\u00e7\u00e3o dolosa, n\u00e3o prova de proveito pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Correta. O art. 21, \u00a7 4\u00ba, recebeu leitura restritiva: caiu a comunica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos fundamentos do art. 386 do CPP, permanecendo o bloqueio nas tr\u00eas hip\u00f3teses que negam o pr\u00f3prio fato il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. As travas ao iura novit curia foram derrubadas: ao autor cabe narrar os fatos; a defini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da conduta pertence ao Judici\u00e1rio, e a nulidade por capitula\u00e7\u00e3o diversa comprometia a independ\u00eancia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. A detra\u00e7\u00e3o do art. 12, \u00a7 10, foi invalidada: o prazo da san\u00e7\u00e3o corre integralmente ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, sob pena de esvaziamento pr\u00e1tico da reprimenda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. A compartimentaliza\u00e7\u00e3o federativa da san\u00e7\u00e3o caiu: reconhecida a gravidade que justifica a proibi\u00e7\u00e3o de contratar, n\u00e3o h\u00e1 fundamento para confin\u00e1-la ao ente prejudicado.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Exclus\u00e3o da ilicitude em face de diverg\u00eancia interpretativa pautada em jurisprud\u00eancia n\u00e3o pacificada \u2013 Art. 1\u00ba, \u00a7 8\u00ba (1)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional, desde que interpretado conforme a Constitui\u00e7\u00e3o, dispositivo que afasta a configura\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa em raz\u00e3o de diverg\u00eancia interpretativa da lei fundada em orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial qualificada, salvo caso de dolo ou erro grosseiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A prote\u00e7\u00e3o ao agente p\u00fablico que atua com base em interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica n\u00e3o pode abranger hip\u00f3teses de dolo, fraude ou erro grosseiro. Assim, a simples invoca\u00e7\u00e3o de tese jur\u00eddica n\u00e3o afasta a responsabilidade do agente quando restar demonstrado que ele atuou dolosamente para alcan\u00e7ar o resultado il\u00edcito. Nesse sentido, a Corte restringiu a exclus\u00e3o da improbidade aos casos em que a conduta esteja amparada por jurisprud\u00eancia assentada dos Tribunais Superiores ou do Supremo Tribunal Federal e, na sua aus\u00eancia, por decis\u00e3o de m\u00e9rito transitada em julgado proferida por \u00f3rg\u00e3o colegiado de segundo grau.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 1\u00ba O sistema de responsabiliza\u00e7\u00e3o por atos de improbidade administrativa tutelar\u00e1 a probidade na organiza\u00e7\u00e3o do Estado e no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, como forma de assegurar a integridade do patrim\u00f4nio p\u00fablico e social, nos termos desta Lei. (&#8230;) \u00a7 8\u00ba N\u00e3o configura improbidade a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o decorrente de diverg\u00eancia interpretativa da lei, baseada em jurisprud\u00eancia, ainda que n\u00e3o pacificada, mesmo que n\u00e3o venha a ser posteriormente prevalecente nas decis\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de controle ou dos tribunais do Poder Judici\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios, cotistas, diretores e colaboradores de pessoa jur\u00eddica pela pr\u00e1tica de ato de improbidade a essa imputado \u2013 Art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba (2)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional a exig\u00eancia de obten\u00e7\u00e3o de \u201cbenef\u00edcios diretos\u201d para a responsabiliza\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios, cotistas, diretores e colaboradores de pessoa jur\u00eddica pela pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A responsabiliza\u00e7\u00e3o de particulares exige demonstra\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o dolosa no ato \u00edmprobo, mas n\u00e3o depende da comprova\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio direto. A exig\u00eancia legal restringia indevidamente o alcance da responsabiliza\u00e7\u00e3o de pessoas f\u00edsicas vinculadas \u00e0 pessoa jur\u00eddica que concorreram para a pr\u00e1tica da conduta \u00edmproba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 3\u00ba As disposi\u00e7\u00f5es desta Lei s\u00e3o aplic\u00e1veis, no que couber, \u00e0quele que, mesmo n\u00e3o sendo agente p\u00fablico, induza ou concorra dolosamente para a pr\u00e1tica do ato de improbidade. (&#8230;) \u00a7 1\u00ba Os s\u00f3cios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jur\u00eddica de direito privado n\u00e3o respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado \u00e0 pessoa jur\u00eddica, salvo se, comprovadamente, houver participa\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios diretos, caso em que responder\u00e3o nos limites da sua participa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp; Taxatividade do rol de hip\u00f3teses de improbidade principiol\u00f3gica e revoga\u00e7\u00e3o dos casos de desvio de finalidade e de neglig\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o estatal \u2013 Art. 11, <em>caput<\/em>, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba e revoga\u00e7\u00e3o dos incisos I e II (3)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o constitucionais os dispositivos que conferiram car\u00e1ter taxativo \u00e0s hip\u00f3teses de improbidade administrativa por viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A delimita\u00e7\u00e3o legislativa das condutas enquadr\u00e1veis no art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa constitui leg\u00edtima op\u00e7\u00e3o de conforma\u00e7\u00e3o normativa. A substitui\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula geral por um rol taxativo n\u00e3o compromete a prote\u00e7\u00e3o constitucional da probidade administrativa nem inviabiliza a responsabiliza\u00e7\u00e3o por atos dolosos atentat\u00f3rios aos princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas: I &#8211; (revogado); II &#8211; (revogado) (&#8230;) \u00a7 3\u00ba O enquadramento de conduta funcional na categoria de que trata este artigo pressup\u00f5e a demonstra\u00e7\u00e3o objetiva da pr\u00e1tica de ilegalidade no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com a indica\u00e7\u00e3o das normas constitucionais, legais ou infralegais violadas. \u00a7 4\u00ba Os atos de improbidade de que trata este artigo exigem lesividade relevante ao bem jur\u00eddico tutelado para serem pass\u00edveis de sancionamento e independem do reconhecimento da produ\u00e7\u00e3o de danos ao er\u00e1rio e de enriquecimento il\u00edcito dos agentes p\u00fablicos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00e3o do alcance das san\u00e7\u00f5es cominadas na lei de improbidade \u2013 Art. 12, III e \u00a7 4\u00ba (4)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional a exclus\u00e3o da pena de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos para atos de improbidade que atentem contra princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica sem acarretar enriquecimento il\u00edcito ou dano ao er\u00e1rio. Contudo, \u00e9 inconstitucional a limita\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o de proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico \u00e0 esfera do ente federativo diretamente lesado pelo ato de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atos meramente violadores de princ\u00edpios n\u00e3o devem ensejar a aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, desde a entrada em vigor da Lei n\u00ba 14.230\/2021. Por outro lado, a compartimentaliza\u00e7\u00e3o federativa da san\u00e7\u00e3o enfraquece a tutela da probidade administrativa e reduz injustificadamente a efic\u00e1cia da reprimenda. Assim, uma vez reconhecida a gravidade suficiente para imposi\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 fundamento constitucional para restringi-la apenas ao ente prejudicado pela conduta \u00edmproba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (4) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san\u00e7\u00f5es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, est\u00e1 o respons\u00e1vel pelo ato de improbidade sujeito \u00e0s seguintes comina\u00e7\u00f5es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (&#8230;) III &#8211; na hip\u00f3tese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de at\u00e9 24 (vinte e quatro) vezes o valor da remunera\u00e7\u00e3o percebida pelo agente e proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico ou de receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, pelo prazo n\u00e3o superior a 4 (quatro) anos; (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Em car\u00e1ter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a san\u00e7\u00e3o de proibi\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o com o poder p\u00fablico pode extrapolar o ente p\u00fablico lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econ\u00f4micos e sociais das san\u00e7\u00f5es, de forma a preservar a fun\u00e7\u00e3o social da pessoa jur\u00eddica, conforme disposto no \u00a7 3\u00ba deste artigo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;Aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o de perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica restrita \u00e0quela ocupada no momento do cometimento do ato \u2013 Art. 12, \u00a7 1\u00ba (5)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 parcialmente inconstitucional norma que restringe a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ao v\u00ednculo ocupado pelo agente no momento da pr\u00e1tica do ato de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foram declaradas inconstitucionais as express\u00f5es que limitavam a incid\u00eancia da san\u00e7\u00e3o apenas ao v\u00ednculo funcional existente \u00e0 \u00e9poca da infra\u00e7\u00e3o. Contudo, foi conferida interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 express\u00e3o \u201cpodendo\u201d, que passou a ser compreendida como verdadeiro poder-dever judicial, admitindo-se a n\u00e3o extens\u00e3o da san\u00e7\u00e3o aos demais v\u00ednculos apenas em car\u00e1ter excepcional e mediante fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (5) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san\u00e7\u00f5es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, est\u00e1 o respons\u00e1vel pelo ato de improbidade sujeito \u00e0s seguintes comina\u00e7\u00f5es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (&#8230;) \u00a7 1\u00ba A san\u00e7\u00e3o de perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, nas hip\u00f3teses dos incisos I e II do <em>caput<\/em> deste artigo, atinge apenas o v\u00ednculo de mesma qualidade e natureza que o agente p\u00fablico ou pol\u00edtico detinha com o poder p\u00fablico na \u00e9poca do cometimento da infra\u00e7\u00e3o, podendo o magistrado, na hip\u00f3tese do inciso I do <em>caput<\/em> deste artigo, e em car\u00e1ter excepcional, estend\u00ea-la aos demais v\u00ednculos, consideradas as circunst\u00e2ncias do caso e a gravidade da infra\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Detra\u00e7\u00e3o do tempo do per\u00edodo entre a decis\u00e3o colegiada e o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria na pena imposta de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos \u2013 Art. 12, \u00a7 10 (6)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional o dispositivo que permitia computar, para fins de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, o per\u00edodo compreendido entre a decis\u00e3o colegiada e o tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma reduzia significativamente o alcance da san\u00e7\u00e3o constitucionalmente prevista para os atos de improbidade administrativa, podendo inclusive esvaziar completamente sua aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica antes do tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o. Assim, o prazo de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos dever\u00e1 ser cumprido integralmente ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (6) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san\u00e7\u00f5es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, est\u00e1 o respons\u00e1vel pelo ato de improbidade sujeito \u00e0s seguintes comina\u00e7\u00f5es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (&#8230;) \u00a7 10. Para efeitos de contagem do prazo da san\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, computar-se-\u00e1 retroativamente o intervalo de tempo entre a decis\u00e3o colegiada e o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pedido de indisponibilidade de bens \u2013 Art. 16, \u00a7\u00a7 3\u00ba, 4\u00ba e 10 (7)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o parcialmente inconstitucionais as restri\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 indisponibilidade de bens nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Corte afastou as express\u00f5es que impediam, de forma absoluta, a ado\u00e7\u00e3o da tutela de evid\u00eancia, a presun\u00e7\u00e3o excepcional de urg\u00eancia e a inclus\u00e3o da multa civil e do enriquecimento il\u00edcito na constri\u00e7\u00e3o patrimonial. Ademais, conferiu interpreta\u00e7\u00e3o conforme para admitir, em situa\u00e7\u00f5es excepcionais e mediante fundamenta\u00e7\u00e3o adequada, a indisponibilidade de bens fundada em tutela de evid\u00eancia ou em presun\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, bem como para assegurar que a medida alcance o montante necess\u00e1rio \u00e0 repara\u00e7\u00e3o integral do dano, \u00e0 multa civil e ao enriquecimento il\u00edcito eventualmente identificado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (7) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 16. Na a\u00e7\u00e3o por improbidade administrativa poder\u00e1 ser formulado, em car\u00e1ter antecedente ou incidente, pedido de indisponibilidade de bens dos r\u00e9us, a fim de garantir a integral recomposi\u00e7\u00e3o do er\u00e1rio ou do acr\u00e9scimo patrimonial resultante de enriquecimento il\u00edcito. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o <em>caput<\/em> deste artigo apenas ser\u00e1 deferido mediante a demonstra\u00e7\u00e3o no caso concreto de perigo de dano irrepar\u00e1vel ou de risco ao resultado \u00fatil do processo, desde que o juiz se conven\u00e7a da probabilidade da ocorr\u00eancia dos atos descritos na peti\u00e7\u00e3o inicial com fundamento nos respectivos elementos de instru\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a oitiva do r\u00e9u em 5 (cinco) dias.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00a7 4\u00ba A indisponibilidade de bens poder\u00e1 ser decretada sem a oitiva pr\u00e9via do r\u00e9u, sempre que o contradit\u00f3rio pr\u00e9vio puder comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver outras circunst\u00e2ncias que recomendem a prote\u00e7\u00e3o liminar, n\u00e3o podendo a urg\u00eancia ser presumida. (&#8230;) \u00a7 10. A indisponibilidade recair\u00e1 sobre bens que assegurem exclusivamente o integral ressarcimento do dano ao er\u00e1rio, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente aplicados a t\u00edtulo de multa civil ou sobre acr\u00e9scimo patrimonial decorrente de atividade l\u00edcita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Restri\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio do <em>iura novit curia<\/em> \u2013 Art. 17, \u00a7\u00a7 10-C, 10-D e 10-F, I (8)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o inconstitucionais os dispositivos que vinculavam o magistrado ao enquadramento jur\u00eddico formulado pelo autor da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe ao autor narrar os fatos supostamente \u00edmprobos, mas a defini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da conduta compete ao Poder Judici\u00e1rio. A proibi\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o da capitula\u00e7\u00e3o legal e a nulidade da senten\u00e7a baseada em tipo diverso comprometiam a independ\u00eancia judicial e o devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (8) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 17. A a\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de que trata esta Lei ser\u00e1 proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e seguir\u00e1 o procedimento comum previsto na Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei. (&#8230;) \u00a7 10-C. Ap\u00f3s a r\u00e9plica do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o juiz proferir\u00e1 decis\u00e3o na qual indicar\u00e1 com precis\u00e3o a tipifica\u00e7\u00e3o do ato de improbidade administrativa imput\u00e1vel ao r\u00e9u, sendo-lhe vedado modificar o fato principal e a capitula\u00e7\u00e3o legal apresentada pelo autor. \u00a7 10-D. Para cada ato de improbidade administrativa, dever\u00e1 necessariamente ser indicado apenas um tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9\u00ba, 10 e 11 desta Lei. (&#8230;) \u00a7 10-F. Ser\u00e1 nula a decis\u00e3o de m\u00e9rito total ou parcial da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa que: I &#8211; condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na peti\u00e7\u00e3o inicial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Veda\u00e7\u00e3o da invers\u00e3o do \u00f4nus da prova em desfavor do r\u00e9u \u2013 Art. 17, \u00a7 19, II (9)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional o dispositivo que veda a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova em desfavor do r\u00e9u na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 invers\u00e3o do \u00f4nus da prova \u00e9 compat\u00edvel com as garantias processuais inerentes ao regime sancionat\u00f3rio da improbidade administrativa. Contudo, essa regra n\u00e3o afasta o dever de cumprimento de determina\u00e7\u00f5es judiciais necess\u00e1rias \u00e0 instru\u00e7\u00e3o do processo, como a requisi\u00e7\u00e3o de documentos para fins de c\u00e1lculo de ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (9) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 17. A a\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de que trata esta Lei ser\u00e1 proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e seguir\u00e1 o procedimento comum previsto na Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei. (&#8230;) \u00a7 19. N\u00e3o se aplicam na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa: (&#8230;) II &#8211; a imposi\u00e7\u00e3o de \u00f4nus da prova ao r\u00e9u, na forma dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 373 da Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;Exig\u00eancia de oitiva do respectivo Tribunal de Contas para valorar o dano a ser ressarcido em proposta de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil \u2013 Art. 17-B, \u00a7 3\u00ba (10)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional a exig\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do Tribunal de Contas para apura\u00e7\u00e3o do valor do dano a ser ressarcido em acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A imposi\u00e7\u00e3o de consulta obrigat\u00f3ria ao Tribunal de Contas cria condicionamento n\u00e3o previsto constitucionalmente, interfere na autonomia institucional do Minist\u00e9rio P\u00fablico e afeta o exerc\u00edcio das atribui\u00e7\u00f5es constitucionalmente conferidas aos \u00f3rg\u00e3os incumbidos da persecu\u00e7\u00e3o da improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (10) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 17-B. O Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1, conforme as circunst\u00e2ncias do caso concreto, celebrar acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil, desde que dele advenham, ao menos, os seguintes resultados: (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Para fins de apura\u00e7\u00e3o do valor do dano a ser ressarcido, dever\u00e1 ser realizada a oitiva do Tribunal de Contas competente, que se manifestar\u00e1, com indica\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros utilizados, no prazo de 90 (noventa) dias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp; Solidariedade e extens\u00e3o da responsabilidade entre os litisconsortes \u2013 Art. 17-C, \u00a7 2\u00ba (11)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 parcialmente inconstitucional a limita\u00e7\u00e3o da responsabiliza\u00e7\u00e3o dos corr\u00e9us aos \u201cbenef\u00edcios diretos\u201d obtidos com o ato de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Corte declarou inconstitucional a express\u00e3o \u201ce dos benef\u00edcios diretos\u201d e conferiu interpreta\u00e7\u00e3o conforme para assentar que a veda\u00e7\u00e3o de solidariedade se aplica \u00e0s san\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o impede a responsabilidade patrimonial solid\u00e1ria destinada ao ressarcimento dos danos causados ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (11) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 17-C. A senten\u00e7a proferida nos processos a que se refere esta Lei dever\u00e1, al\u00e9m de observar o disposto no art. 489 da Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil): (&#8230;) \u00a7 2\u00ba Na hip\u00f3tese de litiscons\u00f3rcio passivo, a condena\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 no limite da participa\u00e7\u00e3o e dos benef\u00edcios diretos, vedada qualquer solidariedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza jur\u00eddica da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa \u2013 Art. 17-D, par\u00e1grafo \u00fanico (12)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional, desde que interpretado conforme a Constitui\u00e7\u00e3o, o dispositivo que define a a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa como instrumento repressivo destinado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es pessoais, sendo, contudo, inconstitucional a express\u00e3o \u201cagentes p\u00fablicos, inclusive pol\u00edticos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A a\u00e7\u00e3o de improbidade possui natureza repressiva pr\u00f3pria, n\u00e3o se caracterizando como medida de natureza penal ou de controle de legalidade das pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e3o podendo ser utilizada como substituta gen\u00e9rica da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Dessa forma, afastam-se as interpreta\u00e7\u00f5es que descaracterizem sua natureza c\u00edvel ou que restrinjam a aplica\u00e7\u00e3o do sistema constitucional de responsabiliza\u00e7\u00e3o por atos de improbidade administrativa, que alcan\u00e7a os agentes p\u00fablicos em geral, observadas as especificidades de cada regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (12) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 17-D. A a\u00e7\u00e3o por improbidade administrativa \u00e9 repressiva, de car\u00e1ter sancionat\u00f3rio, destinada \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter pessoal previstas nesta Lei, e n\u00e3o constitui a\u00e7\u00e3o civil, vedado seu ajuizamento para o controle de legalidade de pol\u00edticas p\u00fablicas e para a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos e individuais homog\u00eaneos. Par\u00e1grafo \u00fanico. Ressalvado o disposto nesta Lei, o controle de legalidade de pol\u00edticas p\u00fablicas e a responsabilidade de agentes p\u00fablicos, inclusive pol\u00edticos, entes p\u00fablicos e governamentais, por danos ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor art\u00edstico, est\u00e9tico, hist\u00f3rico, tur\u00edstico e paisag\u00edstico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, \u00e0 ordem econ\u00f4mica, \u00e0 ordem urban\u00edstica, \u00e0 honra e \u00e0 dignidade de grupos raciais, \u00e9tnicos ou religiosos e ao patrim\u00f4nio p\u00fablico e social submetem-se aos termos da Lei n\u00ba 7.347, de 24 de julho de 1985.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Comunicabilidade de todas as hip\u00f3teses de senten\u00e7a absolut\u00f3ria proferida em processo penal, desde que confirmada por decis\u00e3o colegiada \u2013 Art. 21, \u00a7 4\u00ba (13)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 parcialmente inconstitucional dispositivo que atribu\u00eda efic\u00e1cia autom\u00e1tica \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o criminal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Corte reafirmou a autonomia relativa entre as esferas penal e c\u00edvel. Assim, a decis\u00e3o criminal transitada em julgado somente impede o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o de improbidade quando reconhecer a inexist\u00eancia do fato, a negativa de autoria ou as excludentes de ilicitude, como leg\u00edtima defesa, estado de necessidade, estrito cumprimento do dever legal ou exerc\u00edcio regular de direito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (13) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 21. A aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas nesta lei independe: (&#8230;) \u00a7 4\u00ba A absolvi\u00e7\u00e3o criminal em a\u00e7\u00e3o que discuta os mesmos fatos, confirmada por decis\u00e3o colegiada, impede o tr\u00e2mite da a\u00e7\u00e3o da qual trata esta Lei, havendo comunica\u00e7\u00e3o com todos os fundamentos de absolvi\u00e7\u00e3o previstos no art. 386 do Decreto-Lei n\u00ba 3.689, de 3 de outubro de 1941 (C\u00f3digo de Processo Penal).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fixa\u00e7\u00e3o do termo inicial do prazo prescricional na data do fato ou da cessa\u00e7\u00e3o da perman\u00eancia, novas causas interruptivas e previs\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente \u2013 Art. 23, \u00a7 4\u00ba, II a V, e \u00a7 5\u00ba (14)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o constitucionais as hip\u00f3teses de interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional previstas na Lei de Improbidade Administrativa. Contudo, \u00e9 inconstitucional a express\u00e3o \u201cpela metade do prazo previsto no <em>caput<\/em> deste artigo\u201d, relativa \u00e0 retomada da contagem da prescri\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sua interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os marcos interruptivos estabelecidos pela reforma legislativa n\u00e3o comprometem a efetividade do sistema de responsabiliza\u00e7\u00e3o por improbidade e permanecem compat\u00edveis com a Constitui\u00e7\u00e3o. Todavia, a redu\u00e7\u00e3o do prazo prescricional remanescente comprometia a efetividade do sistema constitucional de combate \u00e0 improbidade administrativa. Mantida a interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o, o novo prazo deve voltar a correr integralmente, observando-se, contudo, o limite m\u00e1ximo de 20 anos para a dura\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o sancionat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (14) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 23. A a\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, contados a partir da ocorr\u00eancia do fato ou, no caso de infra\u00e7\u00f5es permanentes, do dia em que cessou a perman\u00eancia. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba O prazo da prescri\u00e7\u00e3o referido no <em>caput<\/em> deste artigo interrompe-se: (&#8230;) II &#8211; pela publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria; III &#8211; pela publica\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o ou ac\u00f3rd\u00e3o de Tribunal de Justi\u00e7a ou Tribunal Regional Federal que confirma senten\u00e7a condenat\u00f3ria ou que reforma senten\u00e7a de improced\u00eancia; IV &#8211; pela publica\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o ou ac\u00f3rd\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a que confirma ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio ou que reforma ac\u00f3rd\u00e3o de improced\u00eancia; V &#8211; pela publica\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o ou ac\u00f3rd\u00e3o do Supremo Tribunal Federal que confirma ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio ou que reforma ac\u00f3rd\u00e3o de improced\u00eancia. \u00a7 5\u00ba Interrompida a prescri\u00e7\u00e3o, o prazo recome\u00e7a a correr do dia da interrup\u00e7\u00e3o, pela metade do prazo previsto no <em>caput<\/em> deste artigo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imunidade conferida aos partidos pol\u00edticos e suas funda\u00e7\u00f5es ao sistema de responsabiliza\u00e7\u00e3o por improbidade \u2013 Art. 23-C (15)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional, desde que interpretado conforme a Constitui\u00e7\u00e3o, o dispositivo relativo \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos e de suas funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Corte afastou qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que exclu\u00edsse a incid\u00eancia da Lei de Improbidade Administrativa sobre atos que envolvam enriquecimento il\u00edcito, perda patrimonial, apropria\u00e7\u00e3o, desvio, malbaratamento ou dilapida\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos por partidos pol\u00edticos ou funda\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias. Nesses casos, pode haver incid\u00eancia simult\u00e2nea da Lei dos Partidos Pol\u00edticos (Lei n\u00ba 9.096\/1995) e da Lei de Improbidade Administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (15) Lei n\u00ba 8.429\/1992: \u201cArt. 23-C. Atos que ensejem enriquecimento il\u00edcito, perda patrimonial, desvio, apropria\u00e7\u00e3o, malbaratamento ou dilapida\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos dos partidos pol\u00edticos, ou de suas funda\u00e7\u00f5es, ser\u00e3o responsabilizados nos termos da Lei n\u00ba 9.096, de 19 de setembro de 1995.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-2-mineracao-em-terras-indigenas-e-mora-do-congresso\" class=\"wp-block-heading\">2. MINERA\u00c7\u00c3O EM TERRAS IND\u00cdGENAS E MORA DO CONGRESSO<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 inconstitucional, por violar a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios, <strong>a mora do Congresso Nacional em regulamentar a pesquisa e a lavra de recursos minerais em terras ind\u00edgenas<\/strong> e o quinh\u00e3o devido aos povos nos frutos da explora\u00e7\u00e3o (CF, arts. 176, \u00a7 1\u00ba, e 231, \u00a7 3\u00ba): referendada a cautelar que fixa <strong>regime jur\u00eddico provis\u00f3rio e prazo para legislar<\/strong>, com desintrus\u00e3o imediata do garimpo ilegal e escuta territorial do Povo Cinta Larga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MI 7.516 Ref\/DF, Rel. Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento finalizado em 13\/8\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quase quarenta anos depois da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, os arts. 176, \u00a7 1\u00ba, e 231, \u00a7 3\u00ba, seguem sem a lei que discipline a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas e a participa\u00e7\u00e3o das comunidades nos resultados da lavra. No v\u00e1cuo normativo floresceram a viol\u00eancia, o garimpo ilegal e o chamado &#8220;narcogarimpo&#8221;, e a situa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio do Povo Cinta Larga chegou ao STF pela via do mandado de injun\u00e7\u00e3o. O que pode o Judici\u00e1rio fazer enquanto o Congresso n\u00e3o faz?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 176, \u00a7 1\u00ba, e 231, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba<\/strong> <em>(a lavra em terras ind\u00edgenas depende de lei que fixe condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso, ouvidas as comunidades afetadas, asseguradas a posse permanente, o usufruto exclusivo das riquezas e a participa\u00e7\u00e3o nos resultados).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>Conven\u00e7\u00e3o n. 169 da OIT, art. 15<\/strong> <em>(prote\u00e7\u00e3o especial dos recursos naturais das terras dos povos interessados, consulta pr\u00e9via e participa\u00e7\u00e3o nos benef\u00edcios, com indeniza\u00e7\u00e3o equitativa pelos danos).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda O mandado de injun\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e omiss\u00e3o normativa que inviabilize direito constitucional; na linha do MI 7.490, cabe fixar regime provis\u00f3rio e prazo para o legislador suprir a in\u00e9rcia que frustra o direito e aprofunda a degrada\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd Regime provis\u00f3rio: desintrus\u00e3o imediata e cessa\u00e7\u00e3o de qualquer garimpo ilegal pelo Governo Federal; conclus\u00e3o da escuta territorial perante o Povo Cinta Larga; aprovada majoritariamente pela comunidade, abrem-se os procedimentos para cooperativa ind\u00edgena nos moldes da legisla\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria (Lei n. 11.685\/2008), com uso limitado a 1% da \u00e1rea e sujei\u00e7\u00e3o \u00e0s autoriza\u00e7\u00f5es e licenciamentos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A obje\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica ao ativismo pesava no caso: fixar regras de minera\u00e7\u00e3o \u00e9 escolha pol\u00edtica, e <strong>o Judici\u00e1rio legislaria no lugar do parlamento<\/strong> ao desenhar regime de lavra, ainda que provis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A maioria respondeu com a pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o do <em>writ<\/em>: o mandado de injun\u00e7\u00e3o existe para <strong>destravar direito constitucional paralisado por omiss\u00e3o<\/strong>; quatro d\u00e9cadas de sil\u00eancio n\u00e3o s\u00e3o espa\u00e7o de conforma\u00e7\u00e3o, s\u00e3o inconstitucionalidade por in\u00e9rcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Havia ainda o receio inverso: qualquer abertura \u00e0 minera\u00e7\u00e3o <strong>poderia legitimar a explora\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios<\/strong> que a Constitui\u00e7\u00e3o quis proteger com trava dupla.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O desenho da cautelar inverteu o incentivo: primeiro a desintrus\u00e3o e o fim do garimpo ilegal, depois a escuta territorial, e <strong>s\u00f3 com aprova\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria da comunidade a cooperativa ind\u00edgena<\/strong>, confinada a 1% da \u00e1rea e sujeita a licenciamento; a autodetermina\u00e7\u00e3o comanda cada etapa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 mora legislativa na regulamenta\u00e7\u00e3o da pesquisa e lavra de recursos minerais em terras ind\u00edgenas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) mant\u00e9m bloqueada a atividade miner\u00e1ria no territ\u00f3rio, vedado ao Judici\u00e1rio suprir a lacuna normativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) autoriza a explora\u00e7\u00e3o direta por empresas mediante concess\u00e3o da Uni\u00e3o, dispensada a lei espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) resolve-se com a aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o, afastada a exig\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o congressual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) justifica regime jur\u00eddico provis\u00f3rio e prazo para o Congresso, com desintrus\u00e3o do garimpo ilegal e poss\u00edvel cooperativa ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) transfere \u00e0 Uni\u00e3o a gest\u00e3o das riquezas do solo, suspenso o usufruto exclusivo dos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A paralisia perp\u00e9tua era exatamente o problema: a omiss\u00e3o frustra o direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o nos resultados e alimenta o garimpo ilegal; o <em>writ<\/em> serve para destravar, com regime provis\u00f3rio, o que a in\u00e9rcia bloqueou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Nenhuma explora\u00e7\u00e3o empresarial direta foi autorizada: a via aberta, condicionada \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da comunidade, \u00e9 a da cooperativa ind\u00edgena, limitada a 1% da \u00e1rea e sujeita a licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. A dupla trava constitucional permanece: lei com condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso, ouvidas as comunidades; o regime fixado \u00e9 provis\u00f3rio e convive com prazo para o legislador atuar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Correta. Foi o que referendou o Plen\u00e1rio no MI 7.516: na linha do MI 7.490, regime provis\u00f3rio com desintrus\u00e3o imediata, escuta territorial do Povo Cinta Larga e, aprovada pela comunidade, constitui\u00e7\u00e3o de cooperativa nos moldes da legisla\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. O usufruto exclusivo das riquezas do solo segue com os povos origin\u00e1rios (CF, art. 231, \u00a7 2\u00ba); a decis\u00e3o refor\u00e7a a autodetermina\u00e7\u00e3o, sem transferir gest\u00e3o alguma \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-0\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2013 por configurar omiss\u00e3o do Congresso Nacional e violar a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios \u2013 a mora legislativa em dispor sobre as condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a pesquisa e lavra de recursos minerais em terras ind\u00edgenas e a participa\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios nos resultados da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O cabimento do mandado de injun\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e a exist\u00eancia de omiss\u00e3o normativa que inviabilize o exerc\u00edcio de direito constitucionalmente assegurado. A Constitui\u00e7\u00e3o Federal reconhece aos povos ind\u00edgenas a posse permanente de suas terras e o usufruto exclusivo das riquezas nelas existentes (1), do qual decorre o direito subjetivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o nos resultados da pesquisa e lavra de recursos minerais, preceito tamb\u00e9m respaldado pela Conven\u00e7\u00e3o n\u00ba 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (2).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (3), \u00e9 adequada a fixa\u00e7\u00e3o de regime jur\u00eddico provis\u00f3rio e prazo para o Congresso Nacional suprir a prolongada in\u00e9rcia legislativa na regulamenta\u00e7\u00e3o dos arts. 176, \u00a7 1\u00ba (4), e 231, \u00a7 3\u00ba (5), da CF\/1988 \u2013 estendida por quase quatro d\u00e9cadas \u2013, porquanto frustra o exerc\u00edcio do direito e aprofunda o cen\u00e1rio de viol\u00eancia, garimpo ilegal e atua\u00e7\u00e3o do \u201cnarcogarimpo\u201d em territ\u00f3rios tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto pendente a regulamenta\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e-se ao Governo Federal promover a imediata desintrus\u00e3o e cessa\u00e7\u00e3o de qualquer garimpo ilegal, acompanhadas da conclus\u00e3o da escuta territorial perante o Povo Cinta Larga. Caso aprovada majoritariamente pela comunidade, autoriza-se o in\u00edcio dos procedimentos administrativos para a constitui\u00e7\u00e3o de cooperativa ind\u00edgena nos termos da legisla\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria (6) \u2013 respeitado o limite provis\u00f3rio de utiliza\u00e7\u00e3o de at\u00e9 1% da \u00e1rea da terra ind\u00edgena \u2013, sem preju\u00edzo das necess\u00e1rias autoriza\u00e7\u00f5es e licenciamentos pelo Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, referendou a medida cautelar concessiva da ordem injuncional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: \u201cArt. 231. (&#8230;) \u00a7 2\u00ba As terras tradicionalmente ocupadas pelos \u00edndios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Conven\u00e7\u00e3o n\u00ba 169 da OIT: \u201cArtigo 15. 1. Os direitos dos povos interessados aos recursos naturais existentes nas suas terras dever\u00e3o ser especialmente protegidos. Esses direitos abrangem o direito desses povos a participarem da utiliza\u00e7\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos recursos mencionados. 2. Em caso de pertencer ao Estado a propriedade dos min\u00e9rios ou dos recursos do subsolo, ou de ter direitos sobre outros recursos, existentes nas terras, os governos dever\u00e3o estabelecer ou manter procedimentos com vistas a consultar os povos interessados, a fim de se determinar se os interesses desses povos seriam prejudicados, e em que medida, antes de se empreender ou autorizar qualquer programa de prospec\u00e7\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o dos recursos existentes nas suas terras. Os povos interessados dever\u00e3o participar sempre que for poss\u00edvel dos benef\u00edcios que essas atividades produzam, e receber indeniza\u00e7\u00e3o equitativa por qualquer dano que possam sofrer como resultado dessas atividades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) Precedente citado: MI 7.490 MC-Ref.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (4) CF\/1988: \u201cArt. 176. (&#8230;) \u00a7 1\u00ba A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere o \u2018<em>caput<\/em>\u2019 deste artigo somente poder\u00e3o ser efetuados mediante autoriza\u00e7\u00e3o ou concess\u00e3o da Uni\u00e3o, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constitu\u00edda sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administra\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, na forma da lei, que estabelecer\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras ind\u00edgenas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (5) CF\/1988: \u201cArt. 231. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba O aproveitamento dos recursos h\u00eddricos, inclu\u00eddos os potenciais energ\u00e9ticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras ind\u00edgenas s\u00f3 podem ser efetivados com autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participa\u00e7\u00e3o nos resultados da lavra, na forma da lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (6) Lei n\u00ba 11.685\/2008: \u201cArt. 4\u00ba Os garimpeiros realizar\u00e3o as atividades de extra\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias minerais garimp\u00e1veis sob as seguintes modalidades de trabalho: (&#8230;) V &#8211; em Cooperativa ou outra forma de associativismo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-3-aumento-de-despesa-sem-previa-dotacao-orcamentaria\" class=\"wp-block-heading\">3. AUMENTO DE DESPESA SEM PR\u00c9VIA DOTA\u00c7\u00c3O OR\u00c7AMENT\u00c1RIA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 inconstitucional lei municipal que, <strong>sem pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e sem autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na LDO<\/strong>, acrescenta despesa com pessoal ao dispor sobre plano de carreira (CF, art. 169, \u00a7 1\u00ba), superada a jurisprud\u00eancia que via na falta de dota\u00e7\u00e3o simples \u00f3bice \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio; tamb\u00e9m \u00e9 inconstitucional <strong>a extens\u00e3o, a outras categorias, das regras especiais de aposentadoria dos professores<\/strong> (art. 40, \u00a7 5\u00ba). Efeitos <em>ex nunc<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARE 1.477.280\/PR, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 6\/8\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curitiba reorganizou por lei, em 2014, as carreiras do magist\u00e9rio e dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o infantil, com enquadramentos e ganhos escalonados, sem apontar a pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria nem a autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na LDO; um dos dispositivos ainda estendia a outra carreira a aposentadoria especial dos professores. O tribunal de origem recusou-se a tratar a falta de dota\u00e7\u00e3o como quest\u00e3o constitucional, fiel \u00e0 jurisprud\u00eancia ent\u00e3o vigente do pr\u00f3prio STF. O recurso subiu e virou o precedente que mudou essa orienta\u00e7\u00e3o. Lei que cria despesa sem lastro \u00e9 inconstitucional ou meramente ineficaz no exerc\u00edcio?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 169, \u00a7 1\u00ba, I e II<\/strong> <em>(vantagens, aumentos de remunera\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o de cargos e altera\u00e7\u00e3o de estrutura de carreiras dependem, cumulativamente, de pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria suficiente e de autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 40, \u00a7 5\u00ba<\/strong> <em>(requisitos diferenciados de aposentadoria para os professores com efetivo exerc\u00edcio nas fun\u00e7\u00f5es de magist\u00e9rio na educa\u00e7\u00e3o infantil e nos ensinos fundamental e m\u00e9dio).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda O comando or\u00e7ament\u00e1rio integra o paradigma da responsabilidade fiscal, tem plena efic\u00e1cia normativa e vincula o processo legislativo: a inobserv\u00e2ncia das condicionantes gera ofensa direta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, superado o entendimento que limitava a consequ\u00eancia \u00e0 inaplicabilidade no exerc\u00edcio financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd Indicar que haver\u00e1 dota\u00e7\u00e3o futura n\u00e3o basta: a exig\u00eancia \u00e9 de dota\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, e aumentos espec\u00edficos ou escalonados de categorias determinadas tamb\u00e9m se submetem \u00e0 dupla condicionante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd O regime especial de aposentadoria \u00e9 exclusivo dos professores e n\u00e3o se estende a carreiras distintas; modula\u00e7\u00e3o <em>ex nunc<\/em> a contar da ata, preservados enquadramentos e parcelas j\u00e1 pagos, vedadas a repeti\u00e7\u00e3o e novas pretens\u00f5es fundadas na lei invalidada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A leitura tradicional tinha l\u00f3gica pr\u00f3pria: or\u00e7amento \u00e9 pe\u00e7a anual, e <strong>a falta de dota\u00e7\u00e3o congelaria a lei no exerc\u00edcio, sem fulmin\u00e1-la<\/strong>; no ano seguinte, com verba consignada, a norma produziria efeitos normalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio aposentou essa complac\u00eancia: o art. 169, \u00a7 1\u00ba, <strong>vincula o pr\u00f3prio processo legislativo<\/strong>; lei nascida sem o lastro exigido nasce inconstitucional, e n\u00e3o em compasso de espera or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A extens\u00e3o previdenci\u00e1ria vinha embalada em isonomia: educadores da primeira inf\u00e2ncia <strong>desempenhariam fun\u00e7\u00e3o materialmente docente<\/strong>, merecendo a mesma aposentadoria especial do magist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Exce\u00e7\u00e3o constitucional n\u00e3o cresce por analogia: <strong>o benef\u00edcio do art. 40, \u00a7 5\u00ba, pertence aos professores<\/strong>, e categorias que o constituinte n\u00e3o contemplou ficam de fora; a modula\u00e7\u00e3o <em>ex nunc<\/em> protegeu o passado sem abrir portas para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre lei municipal que altera plano de carreira acrescendo despesa de pessoal, descumpridas as duas condicionantes or\u00e7ament\u00e1rias constitucionais (dota\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e autoriza\u00e7\u00e3o na LDO):<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) padece de inconstitucionalidade direta, vinculado o processo legislativo \u00e0s exig\u00eancias do art. 169, \u00a7 1\u00ba, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) permanece v\u00e1lida, com efic\u00e1cia suspensa no exerc\u00edcio financeiro correspondente, na linha tradicional da jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) convalida-se pela indica\u00e7\u00e3o de que futura dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria suportar\u00e1 os acr\u00e9scimos de despesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) escapa das exig\u00eancias do art. 169, \u00a7 1\u00ba, da CF quando o aumento for escalonado e restrito a categorias espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) depende, para a invalida\u00e7\u00e3o, de prova do desequil\u00edbrio efetivo das contas do ente municipal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Correta. Foi a virada do ARE 1.477.280: o comando or\u00e7ament\u00e1rio tem plena efic\u00e1cia normativa e vincula a produ\u00e7\u00e3o legislativa; as leis curitibanas de 2014 ca\u00edram nesse ponto, com efeitos <em>ex nunc<\/em> a contar da ata.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Essa era a orienta\u00e7\u00e3o anterior, expressamente modificada no julgamento: a consequ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais a simples inaplicabilidade no exerc\u00edcio, e sim a inconstitucionalidade da norma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. A promessa de dota\u00e7\u00e3o futura n\u00e3o satisfaz o texto constitucional, que exige dota\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e suficiente para as proje\u00e7\u00f5es da despesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. Aumentos espec\u00edficos ou escalonados de determinadas categorias se enquadram no conceito abrangente do \u00a7 1\u00ba do art. 169 e se submetem \u00e0 dupla exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. A ofensa \u00e9 formal e direta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, aferida no processo legislativo; n\u00e3o se exige demonstra\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio concreto das contas.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-1\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2013 por violar o art. 169, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988 \u2013 a edi\u00e7\u00e3o de leis municipais que, sem pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e sem autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO), acrescentam despesa p\u00fablica ao disporem sobre o plano de carreira dos profissionais do magist\u00e9rio e dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O comando do art. 169, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988 se insere no paradigma constitucional da responsabilidade fiscal e da sustentabilidade das contas p\u00fablicas. Ele possui plena efic\u00e1cia normativa e estabelece verdadeiro limite ao exerc\u00edcio da compet\u00eancia legislativa das unidades da Federa\u00e7\u00e3o, vinculando o processo legislativo. Dessa maneira, a inobserv\u00e2ncia das condicionantes or\u00e7ament\u00e1rias previstas em seus incisos I e II (1) implica ofensa direta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumpre observar que os aumentos espec\u00edficos ou escalonados dirigidos a determinadas categorias se enquadram no conceito abrangente do \u00a7 1\u00ba do art. 169 da CF\/1988, portanto, submetem-se \u00e0 exig\u00eancia cumulativa de pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria suficiente e de autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO). Nesse contexto, a norma n\u00e3o pode simplesmente indicar que haver\u00e1 futura dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, porquanto a exig\u00eancia constitucional \u00e9 de pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, o tribunal de origem, em sede de representa\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, n\u00e3o conheceu, em parte, dos pedidos subsidi\u00e1rios relativos \u00e0 aus\u00eancia de pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria das duas leis municipais de 2014, por compreender que essa an\u00e1lise n\u00e3o se enquadraria no controle de constitucionalidade. O entendimento adotado estava em conson\u00e2ncia com a jurisprud\u00eancia anterior desta Corte no sentido de que a aus\u00eancia de pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria n\u00e3o acarretaria, por si s\u00f3, a inconstitucionalidade da norma que implicasse aumento de despesa, limitando-se a obstar sua aplica\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio financeiro correspondente, jurisprud\u00eancia modificada no presente julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2013 por extrapolar os limites constitucionais (CF\/1988, art. 40, \u00a7 5\u00ba) \u2013 dispositivo de lei municipal na parte em que estende a carreiras distintas as regras especiais de aposentadoria previstas para os professores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As regras do regime especial de aposentadoria aplicam-se exclusivamente aos professores e, por constitu\u00edrem exce\u00e7\u00e3o \u00e0s normas gerais, n\u00e3o podem ser estendidas a outras categorias profissionais que n\u00e3o receberam o mesmo tratamento do constituinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, (i) indeferiu o requerimento de desentranhamento formulado pelo Munic\u00edpio de Curitiba\/PR; (ii) deu provimento ao agravo, para conhecer do recurso extraordin\u00e1rio, e deu provimento parcial ao recurso extraordin\u00e1rio para declarar a inconstitucionalidade dos arts. 9\u00ba a 19, 21 e 24 da Lei n\u00ba 14.544\/2014, bem como dos arts. 8\u00ba a 17 e 21 da Lei n\u00ba 14.580\/2014, ambas do Munic\u00edpio de Curitiba\/PR, por afronta ao art. 169, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988; (iii) atribuiu efic\u00e1cia <em>ex nunc<\/em> \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento, para preservar os enquadramentos e movimentos de carreira j\u00e1 efetivamente implementados e as parcelas remunerat\u00f3rias j\u00e1 pagas, vedada a repeti\u00e7\u00e3o \u2013 a modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o constitui t\u00edtulo para a percep\u00e7\u00e3o de valores n\u00e3o pagos nem implementa\u00e7\u00e3o de movimentos, enquadramentos ou parcelas n\u00e3o efetivados at\u00e9 o referido marco, inclusive por via judicial, ficando prejudicadas as pretens\u00f5es deduzidas com esse fundamento \u2013; e (iv) manteve o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido nos demais termos, inclusive quanto ao art. 18 da Lei municipal n\u00ba 14.580\/2014 (interpreta\u00e7\u00e3o conforme) (2) e \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de efeitos fixada pelo tribunal de origem, que se preserva em seus pr\u00f3prios termos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: \u201cArt. 169. (&#8230;) \u00a7 1\u00ba A concess\u00e3o de qualquer vantagem ou aumento de remunera\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o de cargos, empregos e fun\u00e7\u00f5es ou altera\u00e7\u00e3o de estrutura de carreiras, bem como a admiss\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o de pessoal, a qualquer t\u00edtulo, pelos \u00f3rg\u00e3os e entidades da administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta, inclusive funda\u00e7\u00f5es institu\u00eddas e mantidas pelo poder p\u00fablico, s\u00f3 poder\u00e3o ser feitas: I \u2013 se houver pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria suficiente para atender \u00e0s proje\u00e7\u00f5es de despesa de pessoal e aos acr\u00e9scimos dela decorrentes; II \u2013 se houver autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias, ressalvadas as empresas p\u00fablicas e as sociedades de economia mista.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n\u00ba 14.580\/2014 do Munic\u00edpio de Curitiba\/PR: \u201cArt. 18 Para os fins da obten\u00e7\u00e3o da aposentadoria especial prevista no art. 40, \u00a7 5\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o Professor de Educa\u00e7\u00e3o Infantil ter\u00e1 computado exclusivamente o tempo de contribui\u00e7\u00e3o exercido em atividades de magist\u00e9rio na educa\u00e7\u00e3o infantil, independentemente do cargo ocupado, observado o disposto abaixo. \u00a7 1\u00ba Aos servidores que tiverem ingressado no cargo de Educador na vig\u00eancia da Lei n\u00ba 12.083, de 19 de dezembro de 2006, fica assegurado o reconhecimento de todo o tempo de contribui\u00e7\u00e3o, a partir da data do in\u00edcio do exerc\u00edcio, como pass\u00edvel de caracteriza\u00e7\u00e3o como tempo de efetivo exerc\u00edcio de atividade de magist\u00e9rio. \u00a7 2\u00ba Aos servidores que tiverem ingressado nas unidades respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o infantil da Administra\u00e7\u00e3o Municipal antes da vig\u00eancia da Lei n\u00ba 12.083, de 19 de dezembro de 2006, assegura-se o reconhecimento como tempo de efetivo exerc\u00edcio de atividade de magist\u00e9rio havida no per\u00edodo de contribui\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da referida lei, desde que configurada a atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil por for\u00e7a da an\u00e1lise do conte\u00fado do cargo anteriormente exercido e da correspondente lota\u00e7\u00e3o. \u00a7 3\u00ba As situa\u00e7\u00f5es elencadas no par\u00e1grafo anterior ser\u00e3o objeto de estudo individualizado, a ser realizado pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos mediante solicita\u00e7\u00e3o do Instituto de Previd\u00eancia dos Servidores do Munic\u00edpio de Curitiba, no \u00e2mbito de cada processo individual de aposentadoria. (Revogado pela Lei n\u00ba 16.201\/2023)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-4-moratoria-da-soja-e-incentivos-fiscais-estaduais\" class=\"wp-block-heading\">4. MORAT\u00d3RIA DA SOJA E INCENTIVOS FISCAIS ESTADUAIS<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 constitucional a &#8220;Morat\u00f3ria da Soja&#8221;, <strong>acordo setorial volunt\u00e1rio fundado na livre iniciativa e voltado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong>; e \u00e9 leg\u00edtima a lei estadual que condiciona novos benef\u00edcios fiscais \u00e0 observ\u00e2ncia estrita do C\u00f3digo Florestal, <strong>respeitadas as anterioridades anual e nonagesimal e a veda\u00e7\u00e3o de supress\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es onerosas<\/strong> (S\u00famula 544\/STF).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.774\/MT, Rel. Min. Fl\u00e1vio Dino, e ADI 7.775\/RO, Rel. Min. Dias Toffoli, red. do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento finalizado em 12\/8\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2006, exportadores comprometem-se a n\u00e3o comprar soja de \u00e1reas desmatadas do bioma Amaz\u00f4nia: \u00e9 a Morat\u00f3ria da Soja, pacto entre entidades privadas e poder p\u00fablico. Mato Grosso e Rond\u00f4nia reagiram por lei, prevendo a revoga\u00e7\u00e3o imediata de incentivos fiscais e de concess\u00f5es de terras p\u00fablicas para as empresas vinculadas a acordos mais restritivos que a legisla\u00e7\u00e3o ambiental federal. As leis estaduais e a pr\u00f3pria morat\u00f3ria, acusada de cartel de compra, desembarcaram juntas no STF. Pacto verde \u00e9 conluio anticoncorrencial? E o estado pode fechar a torneira do fomento?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>Lei n. 12.709\/2024-MT, art. 3\u00ba, e Lei n. 5.837\/2024-RO, art. 4\u00ba<\/strong> <em>(previam a revoga\u00e7\u00e3o imediata dos benef\u00edcios fiscais e a anula\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de terrenos p\u00fablicos em caso de descumprimento; receberam interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A morat\u00f3ria \u00e9 exerc\u00edcio regular da livre iniciativa orientado pela defesa do meio ambiente, sem il\u00edcito concorrencial ou cartel: produziu ganhos de produtividade e redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, e o pr\u00f3prio Estado brasileiro a chancela em foros internacionais como trunfo dos compromissos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd N\u00e3o h\u00e1 direito adquirido a benef\u00edcios fiscais futuros nem a terrenos p\u00fablicos: o legislador local pode condicionar o fomento a crit\u00e9rios objetivos, como a observ\u00e2ncia do C\u00f3digo Florestal, no espa\u00e7o da sua discricionariedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A retirada ou redu\u00e7\u00e3o de incentivos respeita as anterioridades anual e nonagesimal (Tema 1.383), e as isen\u00e7\u00f5es onerosas com prazo certo n\u00e3o podem ser suprimidas (S\u00famula 544\/STF); determinou-se ainda a extin\u00e7\u00e3o, por falta de interesse processual, dos processos judiciais e administrativos, inclusive no CADE, fundados na suposta ilicitude da morat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A acusa\u00e7\u00e3o concorrencial parecia t\u00e9cnica: concorrentes que combinam de quem n\u00e3o comprar <strong>praticariam boicote coletivo, figura cl\u00e1ssica do direito antitruste<\/strong>, com produtores do bioma pagando a conta do acerto alheio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A maioria do STF situou o pacto em outra prateleira: n\u00e3o h\u00e1 divis\u00e3o de mercado nem fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, <strong>h\u00e1 compromisso ambiental volunt\u00e1rio com participa\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico<\/strong>, de resultados reconhecidos na produtividade e na queda do desmatamento; e os processos que o atacavam foram extintos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 J\u00e1 as leis estaduais soavam como retalia\u00e7\u00e3o: cortar fomento de quem adere a padr\u00e3o ambiental mais exigente <strong>puniria a virtude para proteger o desmatamento legalizado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A interpreta\u00e7\u00e3o conforme reequilibrou o jogo: o estado pode eleger crit\u00e9rios objetivos para o fomento, como o C\u00f3digo Florestal, <strong>mas a retirada de incentivos obedece \u00e0s anterioridades e poupa as isen\u00e7\u00f5es onerosas<\/strong>; a discricionariedade legislativa termina onde come\u00e7am as garantias do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prop\u00f3sito da &#8220;Morat\u00f3ria da Soja&#8221; e das leis estaduais que revogam incentivos fiscais de empresas vinculadas a acordos ambientais mais restritivos que a legisla\u00e7\u00e3o federal:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) configura o pacto il\u00edcito concorrencial, caracterizado o boicote coletivo de compra entre as exportadoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) \u00e9 vedado aos estados condicionar o fomento p\u00fablico a crit\u00e9rios ambientais, mat\u00e9ria privativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) h\u00e1 direito adquirido dos aderentes aos benef\u00edcios fiscais futuros, imunes \u00e0 reorienta\u00e7\u00e3o legislativa local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) a revoga\u00e7\u00e3o de incentivos opera de imediato, inaplic\u00e1veis as anterioridades ao desfazimento de benesses fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) o acordo setorial \u00e9 constitucional, e a restri\u00e7\u00e3o estadual vale com respeito \u00e0s anterioridades e \u00e0s isen\u00e7\u00f5es onerosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. O Plen\u00e1rio afastou o enquadramento antitruste: trata-se de exerc\u00edcio regular da livre iniciativa a servi\u00e7o do meio ambiente, e os feitos fundados na suposta ilicitude, inclusive no CADE, foram extintos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. A fixa\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios objetivos para o gozo do fomento estatal, como a observ\u00e2ncia do C\u00f3digo Florestal, insere-se na discricionariedade do legislador local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. Benef\u00edcio fiscal futuro e terreno p\u00fablico n\u00e3o geram direito adquirido; o que existe s\u00e3o garantias na retirada dos incentivos em curso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. A supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios observa as anterioridades anual e nonagesimal, na linha do Tema 1.383, al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o das isen\u00e7\u00f5es onerosas com prazo certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Correta. \u00c9 a s\u00edntese das ADIs 7.774 e 7.775: morat\u00f3ria compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o e leis estaduais v\u00e1lidas mediante interpreta\u00e7\u00e3o conforme, com as garantias do contribuinte preservadas (anterioridades e S\u00famula 544\/STF).<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-2\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional a \u201cMorat\u00f3ria da Soja\u201d como acordo setorial volunt\u00e1rio fundado na autonomia privada e na livre iniciativa, voltado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Por outro lado, \u00e9 leg\u00edtima a atua\u00e7\u00e3o legislativa estadual que condiciona a frui\u00e7\u00e3o de novos benef\u00edcios fiscais \u00e0 observ\u00e2ncia estrita do C\u00f3digo Florestal, desde que respeitados os princ\u00edpios da anterioridade tribut\u00e1ria (geral e nonagesimal) e a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 supress\u00e3o unilateral de isen\u00e7\u00f5es concedidas sob condi\u00e7\u00e3o onerosa (S\u00famula 544 do STF).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A \u201cMorat\u00f3ria da Soja\u201d consiste em um pacto firmado em 2006 entre entidades privadas (exportadores) e o poder p\u00fablico, pelo qual as empresas se comprometem a n\u00e3o comercializar soja oriunda de \u00e1reas desmatadas no bioma Amaz\u00f4nia. Tal ajuste n\u00e3o configura il\u00edcito concorrencial ou cartel, mas exerc\u00edcio regular da livre iniciativa orientado pela defesa do meio ambiente, tendo produzido resultados positivos na produtividade e na redu\u00e7\u00e3o do desmatamento. O pr\u00f3prio Estado brasileiro, em f\u00f3runs internacionais, chancela a validade dessa pol\u00edtica como dado positivo para o cumprimento de compromissos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0s leis estaduais, que vedam incentivos fiscais e concess\u00e3o de terras a empresas participantes de acordos mais restritivos que a legisla\u00e7\u00e3o ambiental federal, o Tribunal entendeu que os estados podem fixar crit\u00e9rios para o gozo de fomento estatal. N\u00e3o h\u00e1 direito adquirido a benef\u00edcios fiscais futuros nem \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de terrenos p\u00fablicos, inserindo-se essa decis\u00e3o na esfera de discricionariedade do legislador local, desde que baseada em crit\u00e9rios objetivos como o C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todavia, a aplica\u00e7\u00e3o dessas restri\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito tribut\u00e1rio deve observar as garantias constitucionais do contribuinte. Assim, a retirada ou redu\u00e7\u00e3o de incentivos exige o respeito \u00e0 anterioridade anual e nonagesimal (1). Ademais, isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias concedidas sob condi\u00e7\u00e3o onerosa e com prazo certo n\u00e3o podem ser livremente suprimidas pelo ente pol\u00edtico (S\u00famula 544\/STF).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedentes as a\u00e7\u00f5es para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 3\u00ba da Lei n\u00ba 12.709\/2024 do Estado de Mato Grosso (2) e ao art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 5.837\/2024 do Estado de Rond\u00f4nia (3), nos termos das respectivas atas de julgamento. Por maioria, o Tribunal tamb\u00e9m reconheceu a compatibilidade da morat\u00f3ria da soja com a Constitui\u00e7\u00e3o e determinou a extin\u00e7\u00e3o de processos judiciais e administrativos (incluindo no CADE), por aus\u00eancia de interesse processual, que tenham como causa de pedir ou pressuposto, direto ou indireto, a ilicitude, inconstitucionalidade ou responsabilidade civil ou concorrencial decorrente da Morat\u00f3ria da Soja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedente citado: RE 1.473.645 RG (Tema 1.383 RG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n\u00ba 12.709\/2024 do Estado de Mato Grosso: \u201cArt. 3\u00ba O descumprimento das disposi\u00e7\u00f5es previstas nesta Lei resultar\u00e1 na revoga\u00e7\u00e3o imediata dos benef\u00edcios fiscais concedidos e na anula\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de terrenos p\u00fablicos, sem preju\u00edzo \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fru\u00eddos irregularmente no ano do calend\u00e1rio vigente, bem como a indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso de terreno p\u00fablico concedido em desacordo com este diploma\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) Lei n\u00ba 5.837\/2024 do Estado de Rond\u00f4nia: \u201cArt. 4\u00b0 O descumprimento das disposi\u00e7\u00f5es previstas nesta Lei resultar\u00e1 na revoga\u00e7\u00e3o imediata dos benef\u00edcios fiscais concedidos e na anula\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de terrenos p\u00fablicos, sem preju\u00edzo \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fru\u00eddos irregularmente no ano do calend\u00e1rio vigente, bem como a indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso de terreno p\u00fablico concedido em desacordo com este diploma\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-997c7d17-80d4-4c29-9328-601a4a69bae9\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/08\/26075239\/stf-info-1225-doc.pdf\">STF &#8211; Info 1225 doc<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/08\/26075239\/stf-info-1225-doc.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-997c7d17-80d4-4c29-9328-601a4a69bae9\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; A REFORMA DA LEI DE IMPROBIDADE NO CRIVO DO PLEN\u00c1RIO Destaque Em julgamento artigo por artigo das ADIs 7.156 e 7.236, o Plen\u00e1rio definiu a sorte da reforma da Lei de Improbidade (Lei n. 14.230\/2021): validou o rol taxativo da improbidade principiol\u00f3gica e a veda\u00e7\u00e3o de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1802582","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v28.1 (Yoast SEO v28.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1225 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1225 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; A REFORMA DA LEI DE IMPROBIDADE NO CRIVO DO PLEN\u00c1RIO Destaque Em julgamento artigo por artigo das ADIs 7.156 e 7.236, o Plen\u00e1rio definiu a sorte da reforma da Lei de Improbidade (Lei n. 14.230\/2021): validou o rol taxativo da improbidade principiol\u00f3gica e a veda\u00e7\u00e3o de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova; [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-08-26T10:54:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-08-26T10:54:03+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"54 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STF 1225 Comentado\",\"datePublished\":\"2026-08-26T10:54:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-26T10:54:03+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/\"},\"wordCount\":10711,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2026\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/\",\"name\":\"Informativo STF 1225 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-08-26T10:54:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-26T10:54:03+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1225-comentado\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STF 1225 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\\\/2025\\\/06\\\/03203428\\\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\\\/2025\\\/06\\\/03203428\\\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/x.com\\\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/author\\\/jeanvilbertgmail-com\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STF 1225 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STF 1225 Comentado","og_description":"DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; A REFORMA DA LEI DE IMPROBIDADE NO CRIVO DO PLEN\u00c1RIO Destaque Em julgamento artigo por artigo das ADIs 7.156 e 7.236, o Plen\u00e1rio definiu a sorte da reforma da Lei de Improbidade (Lei n. 14.230\/2021): validou o rol taxativo da improbidade principiol\u00f3gica e a veda\u00e7\u00e3o de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova; [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2026-08-26T10:54:00+00:00","article_modified_time":"2026-08-26T10:54:03+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"54 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STF 1225 Comentado","datePublished":"2026-08-26T10:54:00+00:00","dateModified":"2026-08-26T10:54:03+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/"},"wordCount":10711,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2026","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/","name":"Informativo STF 1225 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#website"},"datePublished":"2026-08-26T10:54:00+00:00","dateModified":"2026-08-26T10:54:03+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1225-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STF 1225 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#website","url":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1802582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1802582"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1802582\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1802586,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1802582\/revisions\/1802586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1802582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1802582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1802582"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1802582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}