{"id":1774053,"date":"2026-07-08T08:09:08","date_gmt":"2026-07-08T11:09:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1774053"},"modified":"2026-07-08T08:09:11","modified_gmt":"2026-07-08T11:09:11","slug":"informativo-stf-1222-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1222 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/07\/08080837\/stf_info_1222.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_CqKMF3QTuR4\"><div id=\"lyte_CqKMF3QTuR4\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/CqKMF3QTuR4\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/CqKMF3QTuR4\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/CqKMF3QTuR4\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 id=\"h-1-nbsp-nbsp-resolucao-do-conama-e-limites-de-emissao-de-poluentes-de-plataformas-eletrificadas\" class=\"wp-block-heading\">1.&nbsp;&nbsp; RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONAMA E LIMITES DE EMISS\u00c3O DE POLUENTES DE PLATAFORMAS ELETRIFICADAS<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <strong>constitucional a resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA que altera os limites m\u00e1ximos de emiss\u00e3o de poluentes atmosf\u00e9ricos e os afasta para plataformas totalmente eletrificadas offshore<\/strong> com gera\u00e7\u00e3o inferior a 100 MW por turbogerador, por atender ao regime de urg\u00eancia regulat\u00f3ria e n\u00e3o haver comprova\u00e7\u00e3o objetiva de prote\u00e7\u00e3o ambiental deficiente, ainda que aprovada em regime sum\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.467\/DF, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 15\/6\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Mar Aberto Energia S.A. opera plataformas de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica em alto-mar. Uma resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA alterou os limites de emiss\u00e3o de poluentes de turbinas a g\u00e1s e afastou esses limites para plataformas totalmente eletrificadas offshore, quando cada turbogerador gera menos de 100 MW &#8211; modelo que emite 20% menos poluentes. A resolu\u00e7\u00e3o foi aprovada em regime sum\u00e1rio, sem debate t\u00e9cnico pr\u00e9vio aprofundado sobre a qualidade do ar. Grupos ambientalistas impugnaram a norma por prote\u00e7\u00e3o ambiental deficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 225<\/strong><em> (direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e dever de defend\u00ea-lo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>proibi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o deficiente<\/strong><em> (vertente do princ\u00edpio da proporcionalidade: o Estado n\u00e3o pode tutelar direito fundamental aqu\u00e9m do m\u00ednimo exigido).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA n. 501\/2021<\/strong><em> (altera\u00e7\u00e3o dos limites de emiss\u00e3o e incentivo \u00e0s plataformas totalmente eletrificadas).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A proibi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o deficiente impede que o poder p\u00fablico proteja o meio ambiente aqu\u00e9m do m\u00ednimo constitucionalmente exigido. Sua viola\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o se presume do rito de edi\u00e7\u00e3o da norma: exige demonstra\u00e7\u00e3o objetiva de que o ato regulamentar rebaixou a tutela ambiental a patamar inconstitucional &#8211; o v\u00edcio formal do regime sum\u00e1rio, isolado, n\u00e3o a comprova?.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd O ato buscou incentivar plataformas totalmente eletrificadas, que emitem 20% menos poluentes &#8211; finalidade alinhada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental, n\u00e3o contr\u00e1ria a ela. Nesse quadro, cabe <strong>postura cautelosa: permitir aos \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos ajustar suas resolu\u00e7\u00f5es para dar m\u00e1xima efic\u00e1cia aos compromissos ambientais<\/strong>. Al\u00e9m disso, desconsiderar projetos iniciados sob a norma poderia impor a interrup\u00e7\u00e3o definitiva de investimentos, por impossibilidade t\u00e9cnica de reconfigura\u00e7\u00e3o &#8211; o que a prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a desaconselha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A alega\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade apoiava-se no rito, mas o rito, isolado, n\u00e3o a sustenta. <strong>Ainda que aprovada em regime sum\u00e1rio, sem debate t\u00e9cnico pr\u00e9vio aprofundado, a norma n\u00e3o \u00e9 inconstitucional sem comprova\u00e7\u00e3o objetiva de descumprimento dos princ\u00edpios ambientais<\/strong>; a prote\u00e7\u00e3o deficiente n\u00e3o se presume do procedimento de edi\u00e7\u00e3o, mas se demonstra no resultado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O conte\u00fado do ato, ali\u00e1s, converge com a tutela ambiental. <strong>A resolu\u00e7\u00e3o buscou incentivar as plataformas totalmente eletrificadas, que geram 20% menos poluentes do que as convencionais<\/strong> &#8211; medida que aprimora, e n\u00e3o rebaixa, o padr\u00e3o de emiss\u00f5es; n\u00e3o h\u00e1, no ponto, retrocesso a caracterizar prote\u00e7\u00e3o deficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A postura da Corte diante de normas t\u00e9cnicas ambientais \u00e9 de defer\u00eancia controlada. <strong>Adota-se cautela para possibilitar que os \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos promovam os ajustes necess\u00e1rios em suas resolu\u00e7\u00f5es, com vistas \u00e0 m\u00e1xima efic\u00e1cia dos compromissos ambientais<\/strong>; da\u00ed a recomenda\u00e7\u00e3o de aperfei\u00e7oamento (novos pareceres, oitiva do Ibama e do Minist\u00e9rio P\u00fablico), sem a pecha de inconstitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Pesou, por fim, a prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a dos investimentos j\u00e1 iniciados. <strong>Ignorar os projetos come\u00e7ados durante a vig\u00eancia da norma poderia impor a interrup\u00e7\u00e3o definitiva de investimentos, ante a impossibilidade t\u00e9cnica de alterar a configura\u00e7\u00e3o totalmente eletrificada<\/strong>, com preju\u00edzos vultosos ao setor &#8211; fator que refor\u00e7a a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Julgue o item a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA que flexibiliza limites de emiss\u00e3o de poluentes para intentivar plataformas eletrificadas padece de inconstitucionalidade, e aprovada em regime sum\u00e1rio, sem debate t\u00e9cnico pr\u00e9vio aprofundado sobre a qualidade do ar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Incorreto.<\/strong> A resolu\u00e7\u00e3o atende ao regime de urg\u00eancia regulat\u00f3ria se n\u00e3o houver comprova\u00e7\u00e3o objetiva de descumprimento dos princ\u00edpios ambientais; a prote\u00e7\u00e3o deficiente n\u00e3o se presume do rito, e o ato ainda incentivou plataformas menos poluentes (CF, art. 225).<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que altera os limites m\u00e1ximos de emiss\u00e3o de poluentes atmosf\u00e9ricos provenientes de turbinas a g\u00e1s para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e afasta a incid\u00eancia dos referidos limites para plataformas totalmente eletrificadas, localizadas al\u00e9m do mar territorial brasileiro (offshore), quando a gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica por cada turbogerador for inferior a 100 MW (megawatts), atendeu ao regime de urg\u00eancia regulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embora a norma impugnada tenha sido aprovada em regime sum\u00e1rio, sem o necess\u00e1rio e pr\u00e9vio debate e estudo sobre as consequ\u00eancias para a qualidade do ar, especialmente no que se refere \u00e0 emiss\u00e3o de poluentes atmosf\u00e9ricos gerados por plataformas totalmente eletrificadas, n\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o objetiva de descumprimento dos princ\u00edpios constitucionais protetivos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A edi\u00e7\u00e3o do ato questionado objetivou incentivar a utiliza\u00e7\u00e3o de plataformas totalmente eletrificadas que geram 20% menos poluentes que as plataformas comuns. Nesse contexto, esta Corte tem adotado postura cautelosa no sentido de possibilitar aos \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos que promovam ajustes necess\u00e1rios em suas resolu\u00e7\u00f5es, a fim de alcan\u00e7ar o objetivo de se dar m\u00e1xima efic\u00e1cia aos compromissos constitucionais assumidos pelo Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, a eventual altera\u00e7\u00e3o de norma regulamentadora que ignore os projetos iniciados durante sua vig\u00eancia poderia acarretar a necessidade de interrup\u00e7\u00e3o definitiva dos investimentos, em raz\u00e3o da impossibilidade t\u00e9cnica de altera\u00e7\u00e3o da configura\u00e7\u00e3o totalmente eletrificada do modelo, com preju\u00edzos bilion\u00e1rios para os operadores do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o e recomendou ao CONAMA que, ao conduzir o processo de aperfei\u00e7oamento da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 501\/2021, atente para a elabora\u00e7\u00e3o de novos pareceres t\u00e9cnicos, sejam ouvidos os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o ambiental, como o Ibama e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, e seja promovida an\u00e1lise mais espec\u00edfica sobre a nova realidade das plataformas totalmente eletrificadas offshore.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Precedente citado: ADI 6.148.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-2-nbsp-responsabilidade-das-plataformas-digitais-por-conteudo-de-terceiros\" class=\"wp-block-heading\">2.&nbsp; RESPONSABILIDADE DAS PLATAFORMAS DIGITAIS POR CONTE\u00daDO DE TERCEIROS<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <strong>parcialmente inconstitucional o art. 19 do Marco Civil da Internet<\/strong>: por gerar prote\u00e7\u00e3o insuficiente a direitos fundamentais e \u00e0 democracia, a responsabilidade civil dos provedores por conte\u00fado de terceiros passa a ser, em regra, solid\u00e1ria e baseada em notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial (art. 21); <strong>subsiste a exig\u00eancia de ordem judicial pr\u00e9via (art. 19) de forma residual para os crimes e il\u00edcitos civis contra a honra, e presume-se, relativamente, a culpa do provedor em an\u00fancios e impulsionamentos pagos e na dissemina\u00e7\u00e3o artificial inorg\u00e2nica de conte\u00fados il\u00edcitos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RE 1.037.396 ED\/SP e ED-segundos a ED-nonos\/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 2025 (ajuste do Tema 987 RG); efeitos ex nunc a partir de 5\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rede social Conecta Brasil foi notificada extrajudicialmente para remover publica\u00e7\u00f5es de terceiros que imputavam a pr\u00e1tica de crime a um usu\u00e1rio e, em outra frente, deixou no ar impulsionamento pago com conte\u00fado il\u00edcito. Discutia-se o regime do art. 19 do Marco Civil da Internet, que s\u00f3 admitia responsabilizar o provedor ap\u00f3s descumprimento de ordem judicial espec\u00edfica. Ao ajustar a tese do Tema 987, o STF reavaliou se esse regime protege suficientemente os direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>Lei n. 12.965\/2014 (MCI), art. 19<\/strong><em> (reda\u00e7\u00e3o original: responsabiliza\u00e7\u00e3o do provedor apenas ap\u00f3s descumprimento de ordem judicial espec\u00edfica de remo\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>Lei n. 12.965\/2014 (MCI), art. 21<\/strong><em> (responsabiliza\u00e7\u00e3o por notifica\u00e7\u00e3o, quando o provedor n\u00e3o remove o conte\u00fado de forma diligente).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 5\u00ba, IV, IX, X e XII<\/strong><em> (liberdade de express\u00e3o; inviolabilidade da honra e da intimidade; sigilo das comunica\u00e7\u00f5es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda O art. 19 do MCI, ao exigir ordem judicial pr\u00e9via para responsabilizar o provedor, foi reconhecido parcialmente inconstitucional por omiss\u00e3o: gera prote\u00e7\u00e3o insuficiente a direitos fundamentais de alta relev\u00e2ncia e \u00e0 democracia. Enquanto n\u00e3o sobrevier nova lei, o regime do art. 21 (notifica\u00e7\u00e3o) torna-se a regra geral para crimes e atos il\u00edcitos &#8211; o provedor responde, solidariamente, se n\u00e3o remover o conte\u00fado diligentemente ap\u00f3s ser notificado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd O art. 19 subsiste, por\u00e9m, de forma residual: aplica-se aos crimes e il\u00edcitos civis contra a honra (que demandam maior pondera\u00e7\u00e3o judicial) e a servi\u00e7os de e-mail, reuni\u00f5es fechadas por v\u00eddeo\/voz e mensageria interpessoal, protegidos pelo sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd H\u00e1 presun\u00e7\u00e3o relativa de culpa em an\u00fancios e impulsionamentos pagos e na dissemina\u00e7\u00e3o artificial inorg\u00e2nica de il\u00edcitos &#8211; hip\u00f3teses em que a responsabiliza\u00e7\u00e3o independe de notifica\u00e7\u00e3o, salvo atua\u00e7\u00e3o diligente comprovada. A decis\u00e3o tem efeitos ex nunc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O ponto de partida do ajuste foi um diagn\u00f3stico de insufici\u00eancia. <strong>O art. 19 do MCI, ao condicionar a responsabiliza\u00e7\u00e3o a ordem judicial pr\u00e9via, confere prote\u00e7\u00e3o insuficiente a direitos fundamentais e \u00e0 democracia &#8211; da\u00ed sua inconstitucionalidade parcial e progressiva<\/strong>; n\u00e3o se declarou a nulidade integral do dispositivo, mas o reconhecimento de omiss\u00e3o a corrigir por interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A regra geral, por isso, deslocou-se do art. 19 para o art. 21. <strong>Enquanto n\u00e3o vier nova legisla\u00e7\u00e3o, a responsabilidade dos provedores por crimes e atos il\u00edcitos passa a basear-se na notifica\u00e7\u00e3o (art. 21): responde, solidariamente, o provedor que, notificado, n\u00e3o remover o conte\u00fado de forma diligente<\/strong>, salvo d\u00favida razo\u00e1vel sobre a ilicitude ap\u00f3s dilig\u00eancia qualificada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O art. 19 n\u00e3o desaparece: converte-se em regime residual para hip\u00f3teses sens\u00edveis. <strong>Permanece a exig\u00eancia de ordem judicial pr\u00e9via para os crimes e il\u00edcitos civis contra a honra e para e-mail, reuni\u00f5es fechadas e mensageria interpessoal, resguardados pelo sigilo das comunica\u00e7\u00f5es<\/strong> &#8211; situa\u00e7\u00f5es em que a pondera\u00e7\u00e3o judicial e a prote\u00e7\u00e3o da intimidade justificam o regime mais protetivo da liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Para o conte\u00fado pago e a manipula\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica, criou-se presun\u00e7\u00e3o de culpa. <strong>Presume-se, relativamente, a culpa do provedor em an\u00fancios e impulsionamentos pagos e na dissemina\u00e7\u00e3o artificial inorg\u00e2nica de conte\u00fados il\u00edcitos, hip\u00f3teses em que a responsabiliza\u00e7\u00e3o independe de notifica\u00e7\u00e3o<\/strong>; o provedor se exonera se comprovar atua\u00e7\u00e3o diligente e tempestiva &#8211; e a decis\u00e3o, para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, produz efeitos ex nunc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto ao regime de responsabilidade civil dos provedores de aplica\u00e7\u00f5es por conte\u00fado de terceiros:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) exige-se ordem judicial pr\u00e9via de remo\u00e7\u00e3o para responsabilizar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) responde o provedor de forma objetiva se hospedar conte\u00fado il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) basta, em qualquer caso, notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial pr\u00e9via.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) exige-se ordem judicial previa de forma residual para crimes contra a honra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) tem-se a presun\u00e7\u00e3o <em>jure et de jure<\/em> em an\u00fancios pagos e na dissemina\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A regra deixou de ser a do art. 19: a exig\u00eancia de ordem judicial pr\u00e9via passou a ser residual (honra e comunica\u00e7\u00f5es interpessoais), n\u00e3o mais a regra geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. A tese afasta expressamente a responsabilidade objetiva; o provedor responde por culpa (n\u00e3o remo\u00e7\u00e3o diligente ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o) ou por presun\u00e7\u00e3o relativa de culpa em hip\u00f3teses espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. A ordem judicial pr\u00e9via n\u00e3o foi abolida: subsiste, residualmente, para crimes e il\u00edcitos contra a honra e para e-mail, reuni\u00f5es fechadas e mensageria interpessoal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) <strong>Correta.<\/strong> A responsabilidade passou a ser, em regra, solid\u00e1ria e baseada em notifica\u00e7\u00e3o (art. 21), mas o art. 19 subsiste residualmente para a honra e as comunica\u00e7\u00f5es interpessoais (Lei n. 12.965\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. Presume-se, relativamente (<em>juris tantum<\/em>), a culpa em an\u00fancios\/impulsionamentos pagos e na dissemina\u00e7\u00e3o artificial inorg\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-0\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A tese de repercuss\u00e3o geral n\u00ba 987 deve ser reajustada para estabelecer que a responsabilidade dos provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet por danos decorrentes de conte\u00fados gerados por terceiros \u00e9, em regra, solid\u00e1ria e baseada no sistema de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial, ressalvando-se hip\u00f3teses espec\u00edficas de incid\u00eancia do regime de ordem judicial pr\u00e9via e fixando a presun\u00e7\u00e3o relativa de culpa para conte\u00fados impulsionados pagos e mecanismos artificiais de dissemina\u00e7\u00e3o inorg\u00e2nica de conte\u00fados il\u00edcitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O STF reconheceu que o regime original do artigo 19 do Marco Civil da Internet, ao exigir ordem judicial pr\u00e9via para a responsabiliza\u00e7\u00e3o, gera prote\u00e7\u00e3o insuficiente a direitos fundamentais e \u00e0 democracia. Assim, enquanto n\u00e3o sobrevier nova legisla\u00e7\u00e3o, o sistema de notifica\u00e7\u00e3o do artigo 21 do Marco Civil da Internet passa a ser a regra geral para crimes e atos il\u00edcitos, permitindo a responsabiliza\u00e7\u00e3o do provedor que, ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o remover o conte\u00fado de forma diligente. Essa responsabilidade \u00e9 solid\u00e1ria entre o provedor e o autor do conte\u00fado, salvo se demonstrada d\u00favida razo\u00e1vel quanto \u00e0 ilicitude ap\u00f3s an\u00e1lise t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A tese ajustada mant\u00e9m a aplica\u00e7\u00e3o residual do artigo 19 para as hip\u00f3teses de viola\u00e7\u00e3o \u00e0 honra (por crime ou il\u00edcito civil), visando resguardar a liberdade de express\u00e3o em casos que demandam maior pondera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria. O regime de ordem judicial pr\u00e9via tamb\u00e9m permanece aplic\u00e1vel a servi\u00e7os de e-mail, \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es fechadas por v\u00eddeo ou voz e \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es interpessoais privadas protegidas por sigilo, al\u00e9m dos provedores que n\u00e3o possuam interfer\u00eancia no fluxo comunicativo e informacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve, ainda, <strong>aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico da reda\u00e7\u00e3o da tese, com a substitui\u00e7\u00e3o da express\u00e3o &#8220;presun\u00e7\u00e3o de responsabilidade&#8221; por &#8220;presun\u00e7\u00e3o relativa de culpa&#8221;<\/strong> nas hip\u00f3teses envolvendo conte\u00fados il\u00edcitos veiculados por meio de an\u00fancios e impulsionamentos pagos ou por mecanismos artificiais de dissemina\u00e7\u00e3o inorg\u00e2nica, admitindo-se, nesses casos, a responsabiliza\u00e7\u00e3o independentemente de notifica\u00e7\u00e3o, cabendo ao provedor demonstrar que atuou de forma diligente e em tempo razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, o STF estabeleceu que a decis\u00e3o produz efeitos ex nunc, a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento de m\u00e9rito (05.08.2025), ressalvados os atos continuados ou permanentes, e fixou o prazo de 60 dias para que os provedores implementem as obriga\u00e7\u00f5es estruturais previstas na tese.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-3-nbsp-omissao-legislativa-no-rateio-do-fpe-e-termo-final-da-modulacao-de-efeitos\" class=\"wp-block-heading\">3.&nbsp; OMISS\u00c3O LEGISLATIVA NO RATEIO DO FPE E TERMO FINAL DA MODULA\u00c7\u00c3O DE EFEITOS<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante da persistente <strong>omiss\u00e3o legislativa na defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de rateio do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE)<\/strong>, \u00e9 imperativa a fixa\u00e7\u00e3o de termo final improrrog\u00e1vel para a modula\u00e7\u00e3o de efeitos (30\/6\/2027); ultrapassado o prazo sem nova lei, aplica-se, de forma <strong>subsidi\u00e1ria e autom\u00e1tica, o coeficiente baseado na popula\u00e7\u00e3o e no inverso da renda domiciliar per capita<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 5.069 Ref-terceiro\/DF e ADI 5.069 QO\/DF, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 17\/6\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os crit\u00e9rios legais de rateio do FPE foram declarados inconstitucionais pelo STF, mas o Congresso Nacional n\u00e3o editou, por dezesseis anos, a lei complementar com os novos par\u00e2metros. Para n\u00e3o paralisar as transfer\u00eancias, o Tribunal vinha sucessivamente prorrogando a aplica\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios inv\u00e1lidos. Ao apreciar nova prorroga\u00e7\u00e3o, discutiu-se se caberia mais uma dila\u00e7\u00e3o de prazo ou se seria necess\u00e1rio impor um termo final definitivo, com solu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria caso a mora persistisse. Como deve o Tribunal enfrentar a omiss\u00e3o legislativa persistente?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 161, II<\/strong><em> (cabe \u00e0 lei complementar estabelecer normas sobre a entrega e os crit\u00e9rios de rateio do FPE, visando ao equil\u00edbrio socioecon\u00f4mico).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>LC n. 62\/1989<\/strong><em> (crit\u00e9rios de rateio do FPE, cujos par\u00e2metros foram declarados inconstitucionais).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>separa\u00e7\u00e3o de Poderes; for\u00e7a normativa das decis\u00f5es do STF<\/strong><em> (limite entre a defer\u00eancia ao legislador e a autoridade dos julgados da Corte).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A reparti\u00e7\u00e3o do FPE deve promover o equil\u00edbrio socioecon\u00f4mico entre os entes (CF, art. 161, II). Reconhecida a inconstitucionalidade dos crit\u00e9rios, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos preserva as transfer\u00eancias enquanto o legislador atua. Mas a modula\u00e7\u00e3o \u00e9 medida de transi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o permanente: sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 dar tempo ao Congresso, n\u00e3o substitu\u00ed-lo indefinidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A prorroga\u00e7\u00e3o sucessiva, por dezesseis anos, de crit\u00e9rios inv\u00e1lidos esvazia a autoridade dos julgados do STF e desincentiva o saneamento da mora. Por isso, imp\u00f5e-se termo final improrrog\u00e1vel (30\/6\/2027). Ultrapassado o prazo sem lei compat\u00edvel, aplica-se, subsidi\u00e1ria e automaticamente, o coeficiente de popula\u00e7\u00e3o combinado ao inverso da renda per capita &#8211; solu\u00e7\u00e3o excepcional que evita o colapso e for\u00e7a a delibera\u00e7\u00e3o legislativa, sem eternizar a interven\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A modula\u00e7\u00e3o de efeitos tem fun\u00e7\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o permanente do legislador. <strong>Sua finalidade \u00e9 conceder tempo para o Congresso editar a lei complementar de rateio &#8211; n\u00e3o manter indefinidamente crit\u00e9rios j\u00e1 declarados inconstitucionais<\/strong>; prorrogar sem limite desnatura o instituto, convertendo o provis\u00f3rio em definitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A prorroga\u00e7\u00e3o sucessiva, por dezesseis anos, cobra um pre\u00e7o institucional. <strong>A manuten\u00e7\u00e3o indefinida de crit\u00e9rios inv\u00e1lidos esvazia a autoridade dos julgados do STF e desincentiva o saneamento da mora pelo Congresso Nacional<\/strong>; a in\u00e9rcia legislativa \u00e9 at\u00e9 realimentada pela certeza de novas dila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Da\u00ed a imposi\u00e7\u00e3o de um termo perempt\u00f3rio, e n\u00e3o de mais uma prorroga\u00e7\u00e3o aberta. <strong>Fixa-se prazo final improrrog\u00e1vel (30\/6\/2027) para a aplica\u00e7\u00e3o da sistem\u00e1tica atual, superando a l\u00f3gica das dila\u00e7\u00f5es sucessivas<\/strong>; a mat\u00e9ria \u00e9 tecnicamente complexa, mas a complexidade n\u00e3o legitima a perpetua\u00e7\u00e3o do estado inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Para o caso de a mora persistir, definiu-se uma solu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria autoaplic\u00e1vel. <strong>Ultrapassado o prazo sem lei compat\u00edvel, os recursos do FPE ser\u00e3o distribu\u00eddos, automaticamente, por coeficiente que combina popula\u00e7\u00e3o e inverso da renda domiciliar per capita<\/strong> &#8211; medida excepcional do Judici\u00e1rio para evitar o colapso do sistema e for\u00e7ar a delibera\u00e7\u00e3o legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Julgue o item a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto ao enfrentamento da omiss\u00e3o legislativa persistente na defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de rateio do FPE, pode o STF declarar a inconstitucionalidade dos par\u00e2metros de rateio, mas \u00e9 vedado ao Judici\u00e1rio fixar diretamente tais par\u00e2metros, considerando a elevada complexidade t\u00e9cnica da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Incorreto.<\/strong> A complexidade t\u00e9cnica n\u00e3o legitima perpetuar o estado inconstitucional: a manuten\u00e7\u00e3o indefinida dos crit\u00e9rios inv\u00e1lidos. Pode se impor termo final improrrog\u00e1vel e, persistindo a mora, aplica-se de forma subsidi\u00e1ria o coeficiente de popula\u00e7\u00e3o e inverso da renda per capita (CF, art. 161, II). Assim, o STF n\u00e3o edita a lei complementar (mas quase); fixa solu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria e autom\u00e1tica de transi\u00e7\u00e3o, distinta do exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o legislativa t\u00edpica, at\u00e9 que o Congresso legisle.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-1\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 imperativa a fixa\u00e7\u00e3o de um termo final improrrog\u00e1vel para a modula\u00e7\u00e3o de efeitos em caso de persistente omiss\u00e3o legislativa na defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios de rateio do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE), estabelecendo-se, de forma subsidi\u00e1ria e autom\u00e1tica, a aplica\u00e7\u00e3o de coeficientes baseados em popula\u00e7\u00e3o e renda para garantir a efic\u00e1cia da decis\u00e3o judicial e o equil\u00edbrio do pacto federativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O regime de reparti\u00e7\u00e3o das receitas do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE) deve observar o comando constitucional de promover o equil\u00edbrio socioecon\u00f4mico entre as unidades federadas. No entanto, a inconstitucionalidade na distribui\u00e7\u00e3o desses valores prolonga-se por 16 anos sem a devida provid\u00eancia legislativa para sanar os v\u00edcios anteriormente declarados por esta Corte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A manuten\u00e7\u00e3o indefinida de crit\u00e9rios inv\u00e1lidos, por meio de sucessivas dila\u00e7\u00f5es de prazo, esvazia a autoridade dos julgados do Supremo Tribunal Federal e desincentiva o saneamento da mora pelo Congresso Nacional. Embora a mat\u00e9ria se revista de elevada complexidade t\u00e9cnica e operacional, a persist\u00eancia do quadro de omiss\u00e3o legitima a imposi\u00e7\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o excepcional pelo Judici\u00e1rio para evitar o colapso do processo legislativo. Diante desse cen\u00e1rio, a sistem\u00e1tica atual de rateio ser\u00e1 mantida apenas at\u00e9 30 de junho de 2027, em prazo perempt\u00f3rio e definitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ultrapassado aquele prazo sem solu\u00e7\u00e3o legislativa que se harmonize com o que foi decidido por esta Corte, foi determinado que os recursos do FPE sejam distribu\u00eddos proporcionalmente aos coeficientes individuais de participa\u00e7\u00e3o obtidos da combina\u00e7\u00e3o dos fatores representativos da popula\u00e7\u00e3o e do inverso da renda domiciliar per capita da entidade benefici\u00e1ria, at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o de lei compat\u00edvel com a jurisprud\u00eancia do Tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Precedentes citados: ADI 875, ADI 1.987, ADI 2.727 e ADI 3.243.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-4-alteracao-da-denominacao-e-da-escolaridade-de-cargo-na-carreira-policial\" class=\"wp-block-heading\">4. ALTERA\u00c7\u00c3O DA DENOMINA\u00c7\u00c3O E DA ESCOLARIDADE DE CARGO NA CARREIRA POLICIAL<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <strong>constitucional<\/strong> a norma estadual que altera a denomina\u00e7\u00e3o e o n\u00edvel de escolaridade de cargo da Pol\u00edcia Civil, <strong>desde que mantidas as atribui\u00e7\u00f5es originais<\/strong> &#8211; por inserir-se na compet\u00eancia concorrente e n\u00e3o caracterizar provimento derivado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.691\/MS, Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 15\/6\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lei do Estado de Mato Grosso do Sul, ao reestruturar a carreira da Pol\u00edcia Civil, elevou o n\u00edvel de escolaridade e mudou a denomina\u00e7\u00e3o do cargo de datiloscopista &#8211; ocupado por Seu Barriga &#8211; para perito papiloscopista, sem alterar substancialmente as atribui\u00e7\u00f5es nem transpor o servidor para cargo distinto. Impugnou-se a norma sob o argumento de que criaria forma de provimento derivado e invadiria a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre direito processual penal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 24, XVI<\/strong><em> (compet\u00eancia concorrente para legislar sobre organiza\u00e7\u00e3o, garantias, direitos e deveres das pol\u00edcias civis).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 37, II<\/strong><em> (investidura em cargo p\u00fablico depende de aprova\u00e7\u00e3o em concurso; veda\u00e7\u00e3o ao provimento derivado).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>jurisprud\u00eancia do STF<\/strong><em> (altera\u00e7\u00e3o de denomina\u00e7\u00e3o e de escolaridade n\u00e3o \u00e9 provimento derivado se preservadas as atribui\u00e7\u00f5es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A organiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias civis \u00e9 de compet\u00eancia concorrente (CF, art. 24, XVI): a Uni\u00e3o edita normas gerais e os estados suplementam conforme suas peculiaridades administrativas. A reorganiza\u00e7\u00e3o e a moderniza\u00e7\u00e3o das carreiras inserem-se nesse espa\u00e7o, inclusive quanto \u00e0 disciplina da estrutura das carreiras policiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd Alterar a denomina\u00e7\u00e3o e o requisito de escolaridade de um cargo n\u00e3o configura provimento derivado &#8211; forma vedada de ingresso sem concurso &#8211; desde que preservadas as atribui\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias, sem transposi\u00e7\u00e3o para cargo distinto. Tampouco h\u00e1 invas\u00e3o da compet\u00eancia da Uni\u00e3o para o direito processual penal: disciplinar a estrutura da carreira \u00e9 mat\u00e9ria administrativa estadual, n\u00e3o processual. Mantidas as atribui\u00e7\u00f5es, a medida \u00e9 leg\u00edtima reorganiza\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A mat\u00e9ria situa-se no espa\u00e7o da compet\u00eancia concorrente. <strong>A organiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias civis \u00e9 partilhada (CF, art. 24, XVI): \u00e0 Uni\u00e3o as normas gerais, aos estados a suplementa\u00e7\u00e3o segundo suas peculiaridades administrativas<\/strong>; reorganizar e modernizar a pr\u00f3pria carreira policial insere-se nessa compet\u00eancia estadual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A mudan\u00e7a de nome e de escolaridade n\u00e3o \u00e9 forma disfar\u00e7ada de provimento derivado. <strong>A altera\u00e7\u00e3o da denomina\u00e7\u00e3o e dos requisitos de escolaridade n\u00e3o configura provimento derivado, desde que preservadas as atribui\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias do cargo, sem transposi\u00e7\u00e3o para cargo distinto<\/strong>; n\u00e3o h\u00e1 ingresso de servidor em cargo diverso sem concurso, mas mera atualiza\u00e7\u00e3o do cargo existente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Tamb\u00e9m n\u00e3o se invade a compet\u00eancia da Uni\u00e3o sobre direito processual penal. <strong>Disciplinar a estrutura e a nomenclatura da carreira policial \u00e9 mat\u00e9ria administrativa afeta ao estado, e n\u00e3o legisla\u00e7\u00e3o processual penal reservada \u00e0 Uni\u00e3o<\/strong>; a atua\u00e7\u00e3o estadual n\u00e3o alcan\u00e7a o processo penal, apenas a organiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f No caso concreto, as balizas foram observadas. <strong>As altera\u00e7\u00f5es foram graduais, elevaram a escolaridade e mudaram a denomina\u00e7\u00e3o de datiloscopista para perito papiloscopista sem mudan\u00e7a substancial de atribui\u00e7\u00f5es nem transposi\u00e7\u00e3o entre cargos distintos<\/strong>, com posterior integra\u00e7\u00e3o \u00e0 carreira de perito oficial forense preservada a distin\u00e7\u00e3o funcional &#8211; donde a constitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 norma estadual que eleva a escolaridade e altera a denomina\u00e7\u00e3o de cargo da Pol\u00edcia Civil:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) invade a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre as pol\u00edcias civis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) institui provimento derivado vedado, ao alterar os requisitos do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) disciplina mat\u00e9ria de direito processual penal reservada \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) s\u00f3 se convalida se os atuais ocupantes prestarem novo concurso para o cargo renomeado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) \u00e9 v\u00e1lida no exerc\u00edcio da compet\u00eancia concorrente, se mantidas as atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A compet\u00eancia para organizar as pol\u00edcias civis \u00e9 concorrente (CF, art. 24, XVI), n\u00e3o privativa da Uni\u00e3o; o estado atua no espa\u00e7o suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Alterar denomina\u00e7\u00e3o e escolaridade, preservadas as atribui\u00e7\u00f5es e sem transposi\u00e7\u00e3o de cargo, n\u00e3o \u00e9 provimento derivado; n\u00e3o h\u00e1 ingresso em cargo diverso sem concurso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. Disciplinar a estrutura da carreira \u00e9 mat\u00e9ria administrativa estadual, n\u00e3o direito processual penal; n\u00e3o h\u00e1 invas\u00e3o da compet\u00eancia da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. Preservadas as atribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 cargo novo a prover: os ocupantes permanecem no mesmo cargo atualizado, sendo desnecess\u00e1rio novo concurso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) <strong>Correta.<\/strong> Insere-se na compet\u00eancia concorrente (CF, art. 24, XVI) e n\u00e3o configura provimento derivado, pois mantidas as atribui\u00e7\u00f5es e ausente transposi\u00e7\u00e3o de cargo.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-2\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional, por se inserir no \u00e2mbito da compet\u00eancia legislativa concorrente para organiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias civis e n\u00e3o caracterizar provimento derivado, norma estadual que altera a denomina\u00e7\u00e3o e o n\u00edvel de escolaridade de cargo p\u00fablico, desde que mantidas suas atribui\u00e7\u00f5es originais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece compet\u00eancia concorrente entre Uni\u00e3o, estados e Distrito Federal para legislar sobre a organiza\u00e7\u00e3o, garantias, direitos e deveres das pol\u00edcias civis (CF\/1988, art. 24, XVI), cabendo \u00e0 Uni\u00e3o editar normas gerais e aos estados suplement\u00e1-las, \u00e0 luz de suas peculiaridades administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte, a altera\u00e7\u00e3o da denomina\u00e7\u00e3o e dos requisitos de escolaridade de cargos p\u00fablicos n\u00e3o configura provimento derivado, desde que preservadas as atribui\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias, tratando-se de medida leg\u00edtima de reorganiza\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Admite-se que os estados disciplinem a estrutura de suas carreiras policiais, no exerc\u00edcio da compet\u00eancia legislativa suplementar, sem que isso implique invas\u00e3o da compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre direito processual penal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a legisla\u00e7\u00e3o do Estado de Mato Grosso do Sul promoveu altera\u00e7\u00f5es graduais na carreira, elevando o n\u00edvel de escolaridade e modificando a denomina\u00e7\u00e3o do cargo de datiloscopista para o de perito papiloscopista, sem mudan\u00e7a substancial de atribui\u00e7\u00f5es nem transposi\u00e7\u00e3o entre cargos distintos. A posterior integra\u00e7\u00e3o do cargo \u00e0 carreira de perito oficial forense preservou a distin\u00e7\u00e3o funcional entre as diferentes especialidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Precedentes citados: ADI 4.303, ADI 4.151, ARE 1.414.633 ED-AgR, ADI 5.182 e ADI 4.354.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-5-nbsp-licenciamento-ambiental-de-estacoes-radio-base-e-competencia-sobre-telecomunicacoes\" class=\"wp-block-heading\">5.&nbsp; LICENCIAMENTO AMBIENTAL DE ESTA\u00c7\u00d5ES R\u00c1DIO-BASE E COMPET\u00caNCIA SOBRE TELECOMUNICA\u00c7\u00d5ES<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <strong>inconstitucional<\/strong> a norma estadual que exige licenciamento ambiental estadual como condi\u00e7\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o e a opera\u00e7\u00e3o de Esta\u00e7\u00f5es R\u00e1dio-Base (ERBs), <strong>por invadir a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o sobre telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.887\/MA, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 15\/6\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Conex\u00e3o Total Telecom pretendia instalar Esta\u00e7\u00f5es R\u00e1dio-Base (ERBs) para ampliar a cobertura de telefonia m\u00f3vel. Lei estadual passou a exigir licenciamento ambiental estadual como condi\u00e7\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o e o funcionamento dessas esta\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ionizante. A operadora sustentou que a exig\u00eancia interferia na disciplina federal das telecomunica\u00e7\u00f5es; o Estado invocou sua compet\u00eancia concorrente em mat\u00e9ria ambiental. A exig\u00eancia estadual \u00e9 compat\u00edvel com a reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 21, XI<\/strong><em> (compete \u00e0 Uni\u00e3o explorar os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 22, IV<\/strong><em> (compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 24, VI<\/strong><em> (compet\u00eancia concorrente em mat\u00e9ria de prote\u00e7\u00e3o ambiental).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda Compete exclusivamente \u00e0 Uni\u00e3o regulamentar e fiscalizar os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es (CF, arts. 21, XI, e 22, IV), inclusive quanto ao licenciamento das infraestruturas necess\u00e1rias \u00e0 sua presta\u00e7\u00e3o, como as ERBs. Trata-se de disciplina federal unificada, que assegura a continuidade e a uniformidade do servi\u00e7o em todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A compet\u00eancia concorrente em mat\u00e9ria ambiental ou de interesse local (CF, art. 24, VI) n\u00e3o legitima que estados ou munic\u00edpios editem normas que interfiram na disciplina federal das telecomunica\u00e7\u00f5es. Exigir licenciamento ambiental estadual como condi\u00e7\u00e3o para instalar ERBs cria embara\u00e7o \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o federal &#8211; por isso a norma invade a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o, ainda que se apresente sob roupagem ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O n\u00facleo da quest\u00e3o \u00e9 a titularidade da disciplina das telecomunica\u00e7\u00f5es. <strong>Compete exclusivamente \u00e0 Uni\u00e3o regulamentar e fiscalizar os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, inclusive o licenciamento das infraestruturas que os viabilizam, como as ERBs<\/strong> (CF, arts. 21, XI, e 22, IV); \u00e9 disciplina federal unificada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A compet\u00eancia ambiental concorrente n\u00e3o serve de porta de entrada para essa mat\u00e9ria. <strong>O exerc\u00edcio da compet\u00eancia concorrente em prote\u00e7\u00e3o ambiental ou interesse local n\u00e3o autoriza normas estaduais ou municipais que interfiram na disciplina federal dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong>; o r\u00f3tulo ambiental n\u00e3o desloca a compet\u00eancia que a Constitui\u00e7\u00e3o reservou \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Condicionar a instala\u00e7\u00e3o de ERBs a licen\u00e7a estadual embara\u00e7a o servi\u00e7o federal. <strong>Exigir licenciamento ou registro ambiental estadual como condi\u00e7\u00e3o para instalar e operar as esta\u00e7\u00f5es cria obst\u00e1culo \u00e0 presta\u00e7\u00e3o uniforme do servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00f5es<\/strong>, fragmentando em cada ente uma disciplina que a Constitui\u00e7\u00e3o quis nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Da\u00ed a inconstitucionalidade da exig\u00eancia estadual. <strong>A norma invade a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es, sob o pretexto de tutela ambiental<\/strong> &#8211; v\u00edcio que levou \u00e0 proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o e \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade dos dispositivos impugnados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 norma estadual que condiciona a instala\u00e7\u00e3o de Esta\u00e7\u00f5es R\u00e1dio-Base a licenciamento ambiental estadual:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) insere-se na compet\u00eancia concorrente em mat\u00e9ria de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) mostra-se v\u00e1lida, por ser o licenciamento ambiental atribui\u00e7\u00e3o comum a todos os entes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) \u00e9 inconstitucional, por invadir a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o sobre telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) convalida-se, desde que a licen\u00e7a estadual apenas complemente a autoriza\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) ofende a livre iniciativa e a liberdade de explora\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A compet\u00eancia ambiental concorrente n\u00e3o legitima norma que interfira na disciplina federal das telecomunica\u00e7\u00f5es; o r\u00f3tulo ambiental n\u00e3o afasta a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Embora o licenciamento ambiental, em geral, seja tarefa comum, n\u00e3o pode recair sobre infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es, mat\u00e9ria de disciplina federal privativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) <strong>Correta.<\/strong> Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es, inclusive quanto ao licenciamento das ERBs (CF, arts. 21, XI, e 22, IV); a exig\u00eancia de licen\u00e7a ambiental estadual invade essa compet\u00eancia, ainda que sob roupagem ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. N\u00e3o se trata de complementaridade: a exig\u00eancia estadual, mesmo como condi\u00e7\u00e3o adicional, embara\u00e7a o servi\u00e7o federal e invade a compet\u00eancia da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. O v\u00edcio n\u00e3o \u00e9 de ordem econ\u00f4mica (substantivo), mas de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias (formal): a norma invade a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o sobre telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-3\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional, por invadir a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre telecomunica\u00e7\u00f5es (CF\/1988, arts. 21, XI e 22, IV), norma estadual que exige licenciamento ambiental estadual ou registro ambiental como condi\u00e7\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de Esta\u00e7\u00f5es R\u00e1dio-Base (ERBs) e demais infraestruturas de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, as normas impugnadas impunham a obrigatoriedade de licenciamento ambiental estadual como condi\u00e7\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o e o funcionamento de esta\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica n\u00e3o ionizante abrangidas pelas ERBs.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte, compete exclusivamente \u00e0 Uni\u00e3o regulamentar e fiscalizar os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, inclusive no que se refere ao licenciamento ambiental. Nesse contexto, o exerc\u00edcio da compet\u00eancia concorrente em mat\u00e9ria de prote\u00e7\u00e3o ambiental ou de interesse local n\u00e3o legitima a edi\u00e7\u00e3o de normas estaduais ou municipais que interfiram na disciplina federal dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, converteu o exame da medida cautelar em julgamento de m\u00e9rito e julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade das normas impugnadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Precedentes citados: ARE 1.370.232 (Tema 1.235 RG), RE 776.594, ADI 7.840 MC-Ref, ADI 7.321 ED, RE 1.505.159 AgR e RE 1.574.057 AgR.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-6-criterios-de-distribuicao-da-cota-parte-municipal-do-icms-educacao\" class=\"wp-block-heading\">6. CRIT\u00c9RIOS DE DISTRIBUI\u00c7\u00c3O DA COTA-PARTE MUNICIPAL DO ICMS EDUCA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 <strong>constitucional<\/strong> a norma estadual que distribui a cota-parte municipal do ICMS Educa\u00e7\u00e3o por indicadores de aprendizagem, equidade e n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos educandos, <strong>n\u00e3o sendo necess\u00e1rio que o n\u00famero de matr\u00edculas seja fator preponderante<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.630\/MG, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 15\/6\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lei estadual instituiu novos crit\u00e9rios para distribuir aos munic\u00edpios a parcela do ICMS que lhes pertence, no \u00e2mbito do ICMS Educa\u00e7\u00e3o, valorizando indicadores de melhoria da aprendizagem e de equidade, ponderados pelo n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos alunos. Munic\u00edpios mais populosos impugnaram a norma, alegando que, ao n\u00e3o tomar o n\u00famero de estudantes atendidos como fator preponderante, a metodologia lhes causaria preju\u00edzo financeiro e ofenderia a isonomia. Os crit\u00e9rios qualitativos s\u00e3o compat\u00edveis com a Constitui\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 158, \u00a7 1\u00ba, II<\/strong><em> (parcela da cota-parte municipal do ICMS creditada conforme lei estadual, considerados indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>princ\u00edpio da isonomia<\/strong><em> (tratamento igualit\u00e1rio que admite distin\u00e7\u00f5es fundadas em crit\u00e9rio objetivo e finalidade leg\u00edtima).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda A Constitui\u00e7\u00e3o autoriza que a lei estadual defina os crit\u00e9rios de distribui\u00e7\u00e3o de parcela da cota-parte municipal do ICMS, contemplando indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos educandos (CF, art. 158, \u00a7 1\u00ba, II). O ICMS Educa\u00e7\u00e3o \u00e9, por desenho constitucional, instrumento de est\u00edmulo \u00e0 qualidade do ensino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios qualitativos n\u00e3o ofende a isonomia: distribuir recursos segundo desempenho e equidade persegue finalidade leg\u00edtima e se apoia em par\u00e2metro objetivo. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o n\u00famero de matr\u00edculas seja o fator preponderante &#8211; embora possa integrar os indicadores. A norma estadual que assim disp\u00f5e harmoniza-se com o art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o elege a qualidade do ensino como vetor da reparti\u00e7\u00e3o. <strong>O art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, autoriza a lei estadual a creditar a parcela municipal do ICMS conforme indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, ponderado o n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos educandos<\/strong>; o ICMS Educa\u00e7\u00e3o \u00e9, por desenho constitucional, instrumento de incentivo ao desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Crit\u00e9rios qualitativos, fundados em par\u00e2metro objetivo, n\u00e3o afrontam a isonomia. <strong>Distribuir recursos segundo desempenho e equidade persegue finalidade leg\u00edtima e se apoia em base objetiva, sendo compat\u00edvel com a igualdade<\/strong>; tratar diferentemente munic\u00edpios com resultados educacionais distintos n\u00e3o \u00e9 discrimina\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O n\u00famero de matr\u00edculas n\u00e3o precisa dominar o c\u00e1lculo. <strong>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o quantitativo de estudantes seja fator preponderante da reparti\u00e7\u00e3o, embora possa ser considerado como um dos componentes dos indicadores educacionais<\/strong>; a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o imp\u00f4s a matr\u00edcula como crit\u00e9rio central, mas a qualidade e a equidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O preju\u00edzo alegado pelos entes populosos n\u00e3o converte a op\u00e7\u00e3o legislativa em inconstitucionalidade. <strong>A norma harmoniza-se com o art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, da CF ao contemplar indicadores de aprendizagem e equidade, e a eventual menor participa\u00e7\u00e3o dos mais populosos decorre da pr\u00f3pria l\u00f3gica de est\u00edmulo \u00e0 qualidade<\/strong>, legitimamente eleita pelo legislador estadual &#8211; donde a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 norma estadual que distribui a cota-parte municipal do ICMS Educa\u00e7\u00e3o por indicadores de aprendizagem e equidade:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) \u00c9 v\u00e1lida, se ainda adotar o n\u00famero de matr\u00edculas como crit\u00e9rio preponderante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) ofende a isonomia, ao prejudicar financeiramente os munic\u00edpios mais populosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) \u00e9 constitucional, pois os crit\u00e9rios qualitativos harmonizam-se com o art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) invade compet\u00eancia da Uni\u00e3o, a quem caberia definir o rateio da cota-parte municipal do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) s\u00f3 se legitima se assegurada a cada munic\u00edpio participa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 das demais unidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige a matr\u00edcula como crit\u00e9rio preponderante; ao contr\u00e1rio, elege indicadores de aprendizagem e equidade (art. 158, \u00a7 1\u00ba, II), podendo a matr\u00edcula ser apenas um dos componentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. N\u00e3o h\u00e1 ofensa \u00e0 isonomia: crit\u00e9rio objetivo e finalidade leg\u00edtima (est\u00edmulo \u00e0 qualidade) autorizam a distin\u00e7\u00e3o; a menor participa\u00e7\u00e3o dos mais populosos decorre da l\u00f3gica qualitativa, n\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) <strong>Correta.<\/strong> A norma harmoniza-se com o art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, da CF, ao contemplar indicadores de melhoria da aprendizagem e de equidade, ponderado o n\u00edvel socioecon\u00f4mico; os crit\u00e9rios qualitativos n\u00e3o ferem a isonomia e a matr\u00edcula n\u00e3o precisa ser preponderante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. A defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios da parcela creditada conforme lei estadual cabe ao pr\u00f3prio estado (CF, art. 158, \u00a7 1\u00ba, II), n\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. A Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o imp\u00f5e participa\u00e7\u00e3o id\u00eantica entre munic\u00edpios; autoriza justamente a diferencia\u00e7\u00e3o por indicadores de desempenho e equidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-4\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional norma estadual que estabelece crit\u00e9rios objetivos para a distribui\u00e7\u00e3o da cota-parte municipal do ICMS, no \u00e2mbito do ICMS Educa\u00e7\u00e3o, com base em indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem, aumento da equidade e n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos educandos, em conformidade com o art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, os dispositivos impugnados institu\u00edram novos crit\u00e9rios para a distribui\u00e7\u00e3o da parcela do ICMS pertencente aos munic\u00edpios, sendo alegado que a metodologia adotada, ao n\u00e3o considerar o quantitativo de estudantes atendidos pelas redes municipais de ensino, acarretaria preju\u00edzo financeiro aos entes mais populosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todavia, a norma impugnada harmoniza-se com o art. 158, \u00a7 1\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por contemplar indicadores de melhoria dos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos educandos. A ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios qualitativos para a distribui\u00e7\u00e3o do ICMS Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ofende o princ\u00edpio da isonomia, sendo desnecess\u00e1rio que o n\u00famero de matr\u00edculas constitua fator preponderante para a reparti\u00e7\u00e3o das receitas, embora possa ser considerado como um dos componentes dos indicadores educacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, converteu a aprecia\u00e7\u00e3o da medida cautelar em julgamento de m\u00e9rito e julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, reconhecendo a constitucionalidade da norma impugnada.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-7-constricao-judicial-de-valores-vinculados-a-convenio-e-legalidade-orcamentaria\" class=\"wp-block-heading\">7. CONSTRI\u00c7\u00c3O JUDICIAL DE VALORES VINCULADOS A CONV\u00caNIO E LEGALIDADE OR\u00c7AMENT\u00c1RIA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o <strong>inconstitucionais<\/strong> as decis\u00f5es judiciais que determinam a <strong>constri\u00e7\u00e3o de valores de conta vinculada a conv\u00eanio para pagar obriga\u00e7\u00f5es estranhas ao seu objeto<\/strong> &#8211; por violarem a separa\u00e7\u00e3o de Poderes, a legalidade or\u00e7ament\u00e1ria, a efici\u00eancia e a continuidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADPF 626\/SE, Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 15\/6\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Estado de Sergipe firmou conv\u00eanio com a Uni\u00e3o para adquirir equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual destinados a estruturar o Corpo de Bombeiros. Os recursos foram depositados em conta vinculada ao conv\u00eanio, com tal destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Decis\u00f5es judiciais, por\u00e9m, determinaram o bloqueio desses valores para quitar Requisi\u00e7\u00f5es de Pequeno Valor (RPVs) em processos diversos, alheios ao objeto do conv\u00eanio. Questionou-se a validade dessas constri\u00e7\u00f5es. \u00c9 poss\u00edvel bloquear valores de conv\u00eanio para pagar obriga\u00e7\u00f5es estranhas ao seu objeto?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 2\u00ba<\/strong><em> (separa\u00e7\u00e3o dos Poderes).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 167, VI<\/strong><em> (veda\u00e7\u00e3o ao remanejamento de recursos sem autoriza\u00e7\u00e3o legislativa (legalidade or\u00e7ament\u00e1ria)).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 100, \u00a7 6\u00ba<\/strong><em> (sequestro de receita p\u00fablica admitido excepcionalmente na preteri\u00e7\u00e3o da ordem de precat\u00f3rios).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda As receitas p\u00fablicas submetem-se \u00e0 legalidade or\u00e7ament\u00e1ria: os recursos t\u00eam destina\u00e7\u00e3o legalmente definida e n\u00e3o podem ser remanejados sem autoriza\u00e7\u00e3o (CF, art. 167, VI). Valores depositados em conta vinculada a conv\u00eanio est\u00e3o afetados \u00e0 finalidade pactuada &#8211; aqui, equipar o Corpo de Bombeiros -, o que os torna indispon\u00edveis para outros fins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd O sequestro de receita p\u00fablica \u00e9 excepcional e s\u00f3 se admite na hip\u00f3tese de preteri\u00e7\u00e3o da ordem de pagamento por precat\u00f3rios (CF, art. 100, \u00a7 6\u00ba) &#8211; situa\u00e7\u00e3o diversa da dos autos. Constringir verba de conv\u00eanio para saldar RPVs estranhas ao seu objeto desvia recursos afetados, viola a separa\u00e7\u00e3o de Poderes (interfer\u00eancia indevida na execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria), a legalidade or\u00e7ament\u00e1ria, a efici\u00eancia e a continuidade do servi\u00e7o p\u00fablico. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel penhorar ou sequestrar receita previamente destinada a conv\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 As receitas p\u00fablicas n\u00e3o s\u00e3o recursos livres: t\u00eam destina\u00e7\u00e3o vinculada por lei. <strong>A legalidade or\u00e7ament\u00e1ria (CF, art. 167, VI) impede o remanejamento de recursos sem autoriza\u00e7\u00e3o, e os valores em conta de conv\u00eanio est\u00e3o afetados \u00e0 finalidade pactuada<\/strong> &#8211; equipar o Corpo de Bombeiros -, o que os torna indispon\u00edveis para outros fins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f O sequestro de receita p\u00fablica tem hip\u00f3tese constitucional estreita. <strong>S\u00f3 se admite, excepcionalmente, na preteri\u00e7\u00e3o da ordem de pagamento por precat\u00f3rios (CF, art. 100, \u00a7 6\u00ba), o que difere da situa\u00e7\u00e3o dos autos<\/strong>; fora dessa hip\u00f3tese, n\u00e3o h\u00e1 autoriza\u00e7\u00e3o para constringir receita p\u00fablica destinada a finalidade espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 Bloquear verba de conv\u00eanio para pagar RPVs alheias desvia recursos afetados. <strong>Utilizar valores j\u00e1 alocados para finalidade diversa, como a solv\u00eancia de d\u00edvidas estranhas ao conv\u00eanio, inobserva as normas constitucionais da legalidade or\u00e7ament\u00e1ria<\/strong> e retira do servi\u00e7o p\u00fablico os meios que a lei lhe reservou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f Por isso a inconstitucionalidade das constri\u00e7\u00f5es. <strong>As decis\u00f5es de bloqueio violam a separa\u00e7\u00e3o de Poderes, a legalidade or\u00e7ament\u00e1ria, a efici\u00eancia administrativa e a continuidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos, n\u00e3o sendo poss\u00edvel penhorar ou sequestrar receita previamente destinada a conv\u00eanio<\/strong>; da\u00ed a proced\u00eancia parcial da argui\u00e7\u00e3o, com libera\u00e7\u00e3o e devolu\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 constri\u00e7\u00e3o judicial de valores depositados em conta vinculada a conv\u00eanio para saldar d\u00edvidas de RPV:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) legitima-se pelo princ\u00edpio da confian\u00e7a, o qual exige que o ente p\u00fablico salde seus d\u00e9bitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) admite-se, desde que os valores bloqueados sejam posteriormente recompostos pelo ente convenente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) equipara-se ao sequestro admitido no pagamento de precat\u00f3rios, havendo ou n\u00e3o preteri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) mostra-se poss\u00edvel apenas quando o conv\u00eanio n\u00e3o tiver iniciado a execu\u00e7\u00e3o do objeto pactuado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) se as obriga\u00e7\u00f5es estranhas ao objeto do conv\u00eanio, viola-se a legalidade or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. O direito do credor n\u00e3o prevalece sobre a afeta\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria: os recursos de conv\u00eanio t\u00eam destina\u00e7\u00e3o vinculada (CF, art. 167, VI) e s\u00e3o indispon\u00edveis para outros fins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. A recomposi\u00e7\u00e3o futura n\u00e3o valida o desvio: a constri\u00e7\u00e3o de verba afetada \u00e9 inconstitucional j\u00e1 no ato, independentemente de posterior reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. O sequestro de receita p\u00fablica s\u00f3 \u00e9 admitido na hip\u00f3tese do art. 100, \u00a7 6\u00ba, isto \u00e9, preteri\u00e7\u00e3o da ordem de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) Incorreta. O est\u00e1gio de execu\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio n\u00e3o libera os valores: enquanto afetados \u00e0 finalidade pactuada, permanecem indispon\u00edveis para obriga\u00e7\u00f5es estranhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) <strong>Correta.<\/strong> Constringir verba de conv\u00eanio para saldar obriga\u00e7\u00f5es alheias ao seu objeto viola a separa\u00e7\u00e3o de Poderes, a legalidade or\u00e7ament\u00e1ria, a efici\u00eancia e a continuidade do servi\u00e7o; o sequestro de receita p\u00fablica s\u00f3 se admite na preteri\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios (CF, arts. 2\u00ba, 167, VI, e 100, \u00a7 6\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-5\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o inconstitucionais, por violarem os princ\u00edpios da separa\u00e7\u00e3o de Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba), da legalidade or\u00e7ament\u00e1ria (CF\/1988, art. 167, VI), da efici\u00eancia administrativa (CF\/1988, art. 37) e da continuidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos (CF\/1988, art. 175), decis\u00f5es judiciais que determinaram a constri\u00e7\u00e3o de valores para o pagamento de Requisi\u00e7\u00f5es de Pequeno Valor (RPVs) depositados em contas vinculadas a conv\u00eanio firmado entre o Estado de Sergipe e a Uni\u00e3o, destinado \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual para a estrutura\u00e7\u00e3o do Corpo de Bombeiros estadual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A possibilidade de sequestro de receitas p\u00fablicas \u00e9 admitida excepcionalmente, nas hip\u00f3teses que envolvem potencial preteri\u00e7\u00e3o da ordem de pagamento mediante o sistema de precat\u00f3rios, conforme disp\u00f5e expressamente o art. 100, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o que difere da hip\u00f3tese dos autos. Na esp\u00e9cie, o uso de verbas j\u00e1 alocadas para a execu\u00e7\u00e3o de finalidades diversas, como a solv\u00eancia de d\u00edvidas, implica inobserv\u00e2ncia \u00e0s normas constitucionais concernentes \u00e0 legalidade or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a penhora ou o sequestro de receita p\u00fablica previamente destinada ao cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o estabelecida em conv\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, confirmou a liminar anteriormente deferida para julgar parcialmente procedente a argui\u00e7\u00e3o, a fim de reconhecer a inconstitucionalidade e cassar as decis\u00f5es judiciais que tenham implicado constri\u00e7\u00e3o de valores oriundos de contas vinculadas ao Conv\u00eanio 880146\/2018, firmado entre o Estado de Sergipe e a Uni\u00e3o, para quita\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es estranhas ao objeto do conv\u00eanio, e determinar a libera\u00e7\u00e3o de valores constritos e a devolu\u00e7\u00e3o de valores eventualmente liberados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Precedentes citados: ADPF 114, ADPF 275, ADPF 405 e ADPF 664.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-8-nulidade-de-provas-obtidas-com-violacao-aos-direitos-fundamentais-da-vitima\" class=\"wp-block-heading\">8. NULIDADE DE PROVAS OBTIDAS COM VIOLA\u00c7\u00c3O AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA V\u00cdTIMA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00e3o nulas as provas obtidas na persecu\u00e7\u00e3o penal de crimes sexuais mediante viola\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais da v\u00edtima<\/strong> &#8211; dignidade, honra, intimidade e integridade psicol\u00f3gica -, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o dos atores processuais, estendendo-se a invalidade \u00e0s provas derivadas; n\u00e3o se anula, contudo, a senten\u00e7a absolut\u00f3ria amparada em provas bastantes e independentes do depoimento da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ARE 1.541.125\/SC, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 18\/6\/2026 (Tema 1.451 RG).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em processo por crime sexual, a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o foi conduzida com desrespeito \u00e0 dignidade, \u00e0 honra, \u00e0 intimidade e \u00e0 integridade psicol\u00f3gica da v\u00edtima durante sua oitiva &#8211; com a toler\u00e2ncia do magistrado. Discutiu-se a validade dos atos instrut\u00f3rios assim produzidos e dos que deles derivaram, bem como o alcance da eventual nulidade sobre a senten\u00e7a. Qual a consequ\u00eancia da prova colhida com viola\u00e7\u00e3o aos direitos fundamentais da v\u00edtima?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CF, art. 5\u00ba, LVI<\/strong><em> (inadmissibilidade das provas obtidas por meios il\u00edcitos).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CPP, art. 400-A<\/strong><em> (dever de respeito \u00e0 dignidade da v\u00edtima na audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o em crimes contra a dignidade sexual).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcce <strong>CPP, art. 565<\/strong><em> (nulidade argu\u00edvel por quem n\u00e3o lhe deu causa; reconhecimento de of\u00edcio).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udcda As garantias do devido processo legal e da veda\u00e7\u00e3o \u00e0s provas il\u00edcitas (CF, art. 5\u00ba, LVI) estendem-se \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos sujeitos vulner\u00e1veis. Confere-se m\u00e1xima primazia \u00e0 dignidade da pessoa humana, impedindo que a persecu\u00e7\u00e3o penal se converta em instrumento de viol\u00eancia institucional ou de revitimiza\u00e7\u00e3o. A\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es dos atores processuais que ofendam os direitos da v\u00edtima contaminam de ilicitude as provas delas decorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udccd A nulidade alcan\u00e7a a prova viciada e as que dela diretamente derivarem, podendo ser reconhecida de of\u00edcio ou arguida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou pela v\u00edtima (CPP, art. 565). H\u00e1, por\u00e9m, um limite: a senten\u00e7a absolut\u00f3ria fundada em provas plenamente bastantes e independentes do depoimento da v\u00edtima n\u00e3o \u00e9 anulada. Imp\u00f5e-se, ainda, a apura\u00e7\u00e3o das responsabilidades disciplinar, civil e criminal, e as audi\u00eancias devem ser gravadas com a concord\u00e2ncia da v\u00edtima, resguardado o sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 A prote\u00e7\u00e3o contra a prova il\u00edcita projeta-se sobre a v\u00edtima vulner\u00e1vel. <strong>As garantias do devido processo legal e da veda\u00e7\u00e3o \u00e0s provas il\u00edcitas (CF, art. 5\u00ba, LVI) alcan\u00e7am a tutela dos sujeitos vulner\u00e1veis, impedindo que a persecu\u00e7\u00e3o penal se torne instrumento de viol\u00eancia institucional ou de revitimiza\u00e7\u00e3o<\/strong>; a dignidade da v\u00edtima \u00e9 limite intranspon\u00edvel \u00e0 atividade instrut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A consequ\u00eancia do desrespeito \u00e9 a nulidade, que se propaga aos atos derivados. <strong>A\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es do magistrado e dos demais atores processuais que ofendam os direitos da v\u00edtima eivam de ilicitude as provas delas decorrentes, estendendo-se a invalidade \u00e0s provas e atos que diretamente derivarem<\/strong>; a toler\u00e2ncia do juiz com atos de humilha\u00e7\u00e3o contamina a validade da audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udce3 O reconhecimento da nulidade n\u00e3o depende exclusivamente da iniciativa da defesa. <strong>A invalidade pode ser decretada de of\u00edcio ou arguida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou pela pr\u00f3pria v\u00edtima (CPP, art. 565)<\/strong>, em coer\u00eancia com a centralidade que a decis\u00e3o confere \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2696\ufe0f A nulidade, contudo, encontra um limite que preserva certas absolvi\u00e7\u00f5es. <strong>N\u00e3o se anula a senten\u00e7a absolut\u00f3ria amparada em provas plenamente bastantes e independentes do depoimento da v\u00edtima<\/strong>; a par disso, imp\u00f5e-se apurar as responsabilidades disciplinar, civil e criminal, e gravar as audi\u00eancias com a concord\u00e2ncia da v\u00edtima, resguardado o sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0s provas colhidas em crimes sexuais com viola\u00e7\u00e3o aos direitos fundamentais da v\u00edtima:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) convalidam-se se a defesa n\u00e3o impugnar tempestivamente o ato instrut\u00f3rio em que produzidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) contaminam sempre a senten\u00e7a, ainda que absolut\u00f3ria e apoiada em prova aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) reputam-se nulas apenas quando decorrentes de a\u00e7\u00e3o dolosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) s\u00e3o nulas, com invalidade extensiva \u00e0s derivadas, mas preservada a absolvi\u00e7\u00e3o fundada em prova independente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) dependem, para a invalida\u00e7\u00e3o, de argui\u00e7\u00e3o exclusiva da v\u00edtima, vedado o reconhecimento de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A) Incorreta. A nulidade pode ser reconhecida de of\u00edcio ou arguida pelo MP ou pela v\u00edtima (CPP, art. 565); n\u00e3o se convalida pela aus\u00eancia de impugna\u00e7\u00e3o tempestiva da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">B) Incorreta. Nem sempre a senten\u00e7a \u00e9 anulada: a absolvi\u00e7\u00e3o amparada em provas bastantes e independentes do depoimento da v\u00edtima \u00e9 preservada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C) Incorreta. A nulidade decorre de a\u00e7\u00f5es OU omiss\u00f5es dos atores processuais; a toler\u00e2ncia (omiss\u00e3o) do magistrado com atos de humilha\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contamina a prova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">D) <strong>Correta.<\/strong> S\u00e3o nulas as provas obtidas com viola\u00e7\u00e3o aos direitos fundamentais da v\u00edtima, e a invalidade alcan\u00e7a as derivadas (CF, art. 5\u00ba, LVI); preserva-se, por\u00e9m, a senten\u00e7a de absolvi\u00e7\u00e3o fundada em provas bastantes e independentes do depoimento da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E) Incorreta. O reconhecimento n\u00e3o \u00e9 exclusivo da v\u00edtima nem depende de argui\u00e7\u00e3o: pode dar-se de of\u00edcio ou por provoca\u00e7\u00e3o do MP ou da v\u00edtima (CPP, art. 565).<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-inteiro-teor-6\" class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por for\u00e7a do art. 5\u00ba, LVI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, s\u00e3o nulas as provas obtidas na persecu\u00e7\u00e3o penal de crimes sexuais mediante viola\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais da v\u00edtima, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o dos atores processuais, estendendo-se a invalidade aos atos e provas derivados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, o Colegiado deliberou sobre a invalidade de atos instrut\u00f3rios realizados com desrespeito \u00e0 dignidade, honra, intimidade e integridade psicol\u00f3gica da v\u00edtima no curso da persecu\u00e7\u00e3o penal em processo por crimes sexuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte, confere-se m\u00e1xima primazia \u00e0 tutela dos direitos fundamentais e \u00e0 dignidade da pessoa humana, impedindo que a persecu\u00e7\u00e3o penal se converta em instrumento de viol\u00eancia institucional ou revitimiza\u00e7\u00e3o. As garantias constitucionais do devido processo legal e da proibi\u00e7\u00e3o de provas il\u00edcitas estendem-se \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos sujeitos vulner\u00e1veis, vedando-se elementos de convic\u00e7\u00e3o colhidos mediante subvers\u00e3o de direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por conseguinte, a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es do magistrado e dos demais atores processuais que impliquem ofensa aos direitos da v\u00edtima eivam de ilicitude as provas delas decorrentes, nulidade pass\u00edvel de reconhecimento de of\u00edcio ou mediante provoca\u00e7\u00e3o. Incumbe ao juiz o dever \u00e9tico e legal de manter a regularidade e o respeito no ato instrut\u00f3rio, de sorte que a toler\u00e2ncia ou a participa\u00e7\u00e3o em atos de humilha\u00e7\u00e3o contaminam irremediavelmente a validade da audi\u00eancia. N\u00e3o ser\u00e1 anulada, contudo, a senten\u00e7a absolut\u00f3ria fundada em provas plenamente bastantes e independentes do depoimento da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, imp\u00f5e-se a apura\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil, administrativa e penal decorrente de tais condutas, bem como, resguardado o sigilo, a grava\u00e7\u00e3o audiovisual das audi\u00eancias com a pr\u00e9via concord\u00e2ncia da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, apreciando o Tema 1.451 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio com agravo, para declarar a nulidade da audi\u00eancia em que ocorreu a oitiva da v\u00edtima, bem como de todos os atos processuais subsequentes, inclusive a senten\u00e7a de primeiro grau e o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, determinando que nova instru\u00e7\u00e3o seja realizada pelo substituto legal do juiz e do membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Precedente citado: ADPF 1.107.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-7eee786d-9e37-4b55-a1a2-6e67677f536e\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/07\/08080837\/stf_info_1222.pdf\">STF_Info_1222<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/07\/08080837\/stf_info_1222.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-7eee786d-9e37-4b55-a1a2-6e67677f536e\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONAMA E LIMITES DE EMISS\u00c3O DE POLUENTES DE PLATAFORMAS ELETRIFICADAS Destaque \u00c9 constitucional a resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA que altera os limites m\u00e1ximos de emiss\u00e3o de poluentes atmosf\u00e9ricos e os afasta para plataformas totalmente eletrificadas offshore com gera\u00e7\u00e3o inferior a 100 MW por turbogerador, por atender ao regime de urg\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1774053","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.7 (Yoast SEO v27.7) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1222 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1222 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONAMA E LIMITES DE EMISS\u00c3O DE POLUENTES DE PLATAFORMAS ELETRIFICADAS Destaque \u00c9 constitucional a resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA que altera os limites m\u00e1ximos de emiss\u00e3o de poluentes atmosf\u00e9ricos e os afasta para plataformas totalmente eletrificadas offshore com gera\u00e7\u00e3o inferior a 100 MW por turbogerador, por atender ao regime de urg\u00eancia [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-07-08T11:09:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-07-08T11:09:11+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"47 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STF 1222 Comentado\",\"datePublished\":\"2026-07-08T11:09:08+00:00\",\"dateModified\":\"2026-07-08T11:09:11+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/\"},\"wordCount\":9328,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2026\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/\",\"name\":\"Informativo STF 1222 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-07-08T11:09:08+00:00\",\"dateModified\":\"2026-07-08T11:09:11+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/informativo-stf-1222-comentado\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STF 1222 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\\\/2025\\\/06\\\/03203428\\\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\\\/2025\\\/06\\\/03203428\\\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/x.com\\\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.estrategiaconcursos.com.br\\\/blog\\\/author\\\/jeanvilbertgmail-com\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STF 1222 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STF 1222 Comentado","og_description":"DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; RESOLU\u00c7\u00c3O DO CONAMA E LIMITES DE EMISS\u00c3O DE POLUENTES DE PLATAFORMAS ELETRIFICADAS Destaque \u00c9 constitucional a resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA que altera os limites m\u00e1ximos de emiss\u00e3o de poluentes atmosf\u00e9ricos e os afasta para plataformas totalmente eletrificadas offshore com gera\u00e7\u00e3o inferior a 100 MW por turbogerador, por atender ao regime de urg\u00eancia [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2026-07-08T11:09:08+00:00","article_modified_time":"2026-07-08T11:09:11+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"47 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STF 1222 Comentado","datePublished":"2026-07-08T11:09:08+00:00","dateModified":"2026-07-08T11:09:11+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/"},"wordCount":9328,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2026","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/","name":"Informativo STF 1222 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2026-07-08T11:09:08+00:00","dateModified":"2026-07-08T11:09:11+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1222-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STF 1222 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1774053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1774053"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1774053\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1774055,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1774053\/revisions\/1774055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1774053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1774053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1774053"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1774053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}