{"id":1761910,"date":"2026-05-14T09:15:28","date_gmt":"2026-05-14T12:15:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1761910"},"modified":"2026-05-14T09:15:31","modified_gmt":"2026-05-14T12:15:31","slug":"informativo-stf-1214-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1214 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/05\/14091504\/stf_info_1214.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Kr5ZMKurd_Q\"><div id=\"lyte_Kr5ZMKurd_Q\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Kr5ZMKurd_Q\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Kr5ZMKurd_Q\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Kr5ZMKurd_Q\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-concurso-militar-modulacao-da-adi-7-490-nao-reabre-fases\">1.&nbsp;&nbsp; Concurso militar: modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490 n\u00e3o reabre fases<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490, que declarou inconstitucional a restri\u00e7\u00e3o ao ingresso de mulheres nas carreiras militares estaduais, <strong>preserva nomea\u00e7\u00f5es at\u00e9 14\/12\/2023 e imp\u00f5e readequa\u00e7\u00e3o das posteriores, mas n\u00e3o autoriza a reabertura de fases conclu\u00eddas<\/strong> nem a nomea\u00e7\u00e3o de candidatas que n\u00e3o obtiveram nota m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 77.893 AgR\/GO e Rcl 78.401 AgR\/GO, Rel. Min. Nunes Marques, Red. Min. Luiz Fux, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento finalizado em 23\/4\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Duas candidatas a carreiras militares estaduais em Goi\u00e1s foram eliminadas por cl\u00e1usulas de barreira de g\u00eanero (cotas que limitavam vagas femininas). Ap\u00f3s a ADI 7.490, que declarou inconstitucionais essas restri\u00e7\u00f5es com modula\u00e7\u00e3o a partir de 14\/12\/2023, ju\u00edzes locais anularam as cl\u00e1usulas e determinaram a corre\u00e7\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es e nomea\u00e7\u00e3o das candidatas, mesmo sem nota m\u00ednima nas fases do concurso. Os \u00f3rg\u00e3os reclamaram ao STF. A modula\u00e7\u00e3o autoriza reabrir fases e nomear quem n\u00e3o passou?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>STF, ADI 7.490 e ED<\/strong><em> (inconstitucionalidade de restri\u00e7\u00f5es de g\u00eanero em concursos militares estaduais).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 102, I, &#8220;l&#8221;<\/strong><em> (reclama\u00e7\u00e3o para preservar autoridade das decis\u00f5es do STF).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A modula\u00e7\u00e3o tem dois efeitos: (i) preserva nomea\u00e7\u00f5es at\u00e9 14\/12\/2023; (ii) determina que nomea\u00e7\u00f5es posteriores ocorram sem restri\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. N\u00e3o autoriza, por\u00e9m, reabrir fases finalizadas ou nomear candidatas sem aprova\u00e7\u00e3o em todas as etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial: remover cl\u00e1usula discriminat\u00f3ria e garantir participa\u00e7\u00e3o plena \u00e9 diferente de nomear quem n\u00e3o atingiu a nota m\u00ednima. A modula\u00e7\u00e3o protege a igualdade de acesso, <strong>n\u00e3o dispensa m\u00e9rito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A ADI 7.490 declarou inconstitucionais normas estaduais que restringiam o ingresso de mulheres em carreiras militares. A modula\u00e7\u00e3o fixou 14\/12\/2023 como marco: nomea\u00e7\u00f5es anteriores est\u00e3o preservadas; <strong>nomea\u00e7\u00f5es posteriores devem readequar as listas, contemplando candidatas aprovadas em todas as fases<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio distinguiu dois cen\u00e1rios: (i) candidata aprovada em todas as fases, mas eliminada apenas pela cl\u00e1usula de g\u00eanero &#8211; deve ser inclu\u00edda na lista; (ii) candidata que n\u00e3o obteve nota m\u00ednima em alguma fase &#8211; <strong>n\u00e3o pode ser nomeada, pois a modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o substitui o m\u00e9rito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 As decis\u00f5es reclamadas extrapolaram a ADI 7.490 ao determinar corre\u00e7\u00e3o de reda\u00e7\u00f5es e nomea\u00e7\u00e3o de candidatas reprovadas. O Plen\u00e1rio cassou essas decis\u00f5es, <strong>reafirmando que modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 salvo-conduto para reabrir fases finalizadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o tem impacto em dezenas de concursos militares estaduais em andamento. A regra \u00e9 clara: <strong>remover a cl\u00e1usula discriminat\u00f3ria \u00e9 obrigat\u00f3rio; nomear quem n\u00e3o passou \u00e9 vedado<\/strong>. A igualdade de g\u00eanero opera na porta de entrada (acesso sem restri\u00e7\u00e3o), n\u00e3o na sa\u00edda (aprova\u00e7\u00e3o sem m\u00e9rito).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o alcance da modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490, que declarou inconstitucional a restri\u00e7\u00e3o de g\u00eanero em concursos militares estaduais:<\/p>\n\n\n\n<p>A) Autoriza a reabertura de fases conclu\u00eddas para candidatas eliminadas pela cl\u00e1usula.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Imp\u00f5e a nomea\u00e7\u00e3o de candidatas independentemente de nota m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Preserva as nomea\u00e7\u00f5es anteriores e retroage para beneficiar candidatas reprovadas.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Preserva nomea\u00e7\u00f5es anteriores e exige readequa\u00e7\u00e3o, sem reabrir fases.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Aplica-se apenas a concursos abertos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. A modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza reabertura de fases; preserva o que foi conclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. A modula\u00e7\u00e3o exige readequa\u00e7\u00e3o das listas, mas n\u00e3o dispensa a aprova\u00e7\u00e3o em todas as fases.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o retroage para beneficiar candidatas que n\u00e3o obtiveram nota m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p>D) <strong>Correta.<\/strong> Nomea\u00e7\u00f5es at\u00e9 14\/12\/2023 est\u00e3o preservadas; as posteriores devem readequar as listas contemplando candidatas aprovadas em todas as fases, sem reabrir etapas finalizadas (ADI 7.490 e ED).<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. A modula\u00e7\u00e3o aplica-se a concursos em andamento cujas nomea\u00e7\u00f5es sejam posteriores ao marco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>A modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o proferida na ADI 7.490&nbsp; na qual foi declarada a inconstitucionalidade de normas estaduais que restringissem o ingresso de mulheres nos quadros da pol\u00edcia militar e do corpo de bombeiros militar&nbsp; preserva as nomea\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 14.12.2023, devendo as nomea\u00e7\u00f5es posteriores ocorrerem sem as restri\u00e7\u00f5es de g\u00eanero.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, as nomea\u00e7\u00f5es realizadas ap\u00f3s a data fixada sem a readequa\u00e7\u00e3o da lista contemplando as candidatas aprovadas em todas as fases do concurso p\u00fablico e eliminadas da listagem final apenas com base na mencionada cl\u00e1usula de barreira descumprem a aludida decis\u00e3o vinculante (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza, contudo, a reabertura de fases finalizadas de concursos p\u00fablicos ou o avan\u00e7o de candidatas que n\u00e3o obtiveram nota m\u00ednima em todas as etapas do certame. A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial: uma coisa \u00e9 garantir a participa\u00e7\u00e3o plena das mulheres nos concursos, removendo cl\u00e1usulas discriminat\u00f3rias; outra, inteiramente distinta, \u00e9 nomear candidatas que n\u00e3o lograram aprova\u00e7\u00e3o nas etapas do processo seletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admitir a nomea\u00e7\u00e3o de tais candidatas geraria, em s\u00edntese, (i) inseguran\u00e7a jur\u00eddica, (ii) nomea\u00e7\u00e3o de pessoas que n\u00e3o obtiveram pontua\u00e7\u00e3o suficiente para o cargo, e (iii) transtornos para a realiza\u00e7\u00e3o de cursos de forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas esp\u00e9cies, as decis\u00f5es reclamadas declararam a nulidade de cl\u00e1usulas de barreira e determinaram a corre\u00e7\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es de duas candidatas que, em raz\u00e3o do recorte de g\u00eanero, n\u00e3o obtiveram pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima na primeira fase de concursos p\u00fablicos conclu\u00eddos para as carreiras militares.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Tribunal, por maioria e em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, deu provimento aos agravos internos, afetados ao Plen\u00e1rio pela Segunda Turma, para cassar as decis\u00f5es reclamadas, determinando que outra seja proferida em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 correta interpreta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o na ADI 7.490 (m\u00e9rito e ED), em especial \u00e0 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedentes citados: ADI 7.490, ADI 7.490 ED e Rcl 83.961 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rcl 77.893 AgR\/GO, relator Ministro Nunes Marques, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Luiz Fux, julgamento finalizado em 23.04.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rcl 78.401 AgR\/GO, relator Ministro Nunes Marques, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Luiz Fux, julgamento finalizado em 23.04.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-superendividamento-excluir-consignado-do-minimo-existencial-inconstitucional\">2.&nbsp; Superendividamento: excluir consignado do m\u00ednimo existencial? Inconstitucional<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a fixa\u00e7\u00e3o, por decreto, de par\u00e2metro quantitativo para o m\u00ednimo existencial no regime de superendividamento, desde que submetida a reavalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas; por\u00e9m, <strong>\u00e9 inconstitucional a exclus\u00e3o do cr\u00e9dito consignado do c\u00e1lculo<\/strong>, por distorcer o diagn\u00f3stico do endividamento do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.005\/DF, ADPF 1.006\/DF e ADPF 1.097\/DF, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 23\/4\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 14.181\/2021 reformou o CDC para tratar o superendividamento, definindo-o como a impossibilidade de o consumidor pagar suas d\u00edvidas sem comprometer o m\u00ednimo existencial. O Decreto n\u00ba 11.150\/2022 regulamentou: fixou o m\u00ednimo em R$ 600,00 e excluiu o cr\u00e9dito consignado do c\u00e1lculo das d\u00edvidas. O PSOL e outros ajuizaram ADPFs questionando: (i) pode decreto fixar valor do m\u00ednimo existencial? (ii) pode excluir o consignado do c\u00e1lculo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CDC, art. 54-A, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba (Lei n\u00ba 14.181\/2021)<\/strong><em> (superendividamento e m\u00ednimo existencial).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Decreto n\u00ba 11.150\/2022, arts. 3\u00ba e 4\u00ba<\/strong><em> (valor do m\u00ednimo existencial e exclus\u00f5es).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O m\u00ednimo existencial \u00e9 categoria de <strong>conte\u00fado vari\u00e1vel<\/strong>: n\u00e3o se reduz a valor \u00fanico e definitivo. O decreto pode fixar par\u00e2metro, mas deve submet\u00ea-lo a reavalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas peri\u00f3dicas (AIR e ARR).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A exclus\u00e3o do consignado \u00e9 inconstitucional porque essa modalidade de cr\u00e9dito \u00e9 frequentemente destinada ao consumo. Exclu\u00ed-la artificialmente <strong>distorce o diagn\u00f3stico<\/strong>: o consumidor fica com renda comprometida, mas n\u00e3o acessa o regime de repactua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O CDC reformado (Lei n\u00ba 14.181\/2021) remeteu ao regulamento a concretiza\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo existencial (art. 54-A, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba). O Plen\u00e1rio entendeu que a fixa\u00e7\u00e3o por decreto <strong>\u00e9 constitucional, desde que submetida a governan\u00e7a t\u00e9cnica: reavalia\u00e7\u00f5es anuais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O par\u00e2metro de R$ 600,00 foi mantido como adequado no momento, mas o Plen\u00e1rio afastou a rigidez: <strong>o valor n\u00e3o pode ser cristalizado sem revis\u00e3o peri\u00f3dica baseada em estudos t\u00e9cnicos<\/strong>. A realidade socioecon\u00f4mica muda, e o par\u00e2metro deve acompanh\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 Quanto ao cr\u00e9dito consignado, o Plen\u00e1rio declarou inconstitucional a al\u00ednea &#8220;h&#8221; do art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, I, do Decreto. <strong>O consignado \u00e9 cr\u00e9dito de consumo e deve integrar o c\u00e1lculo do endividamento<\/strong>. Exclu\u00ed-lo artificialmente impede que o consumidor superendividado acesse o regime protetivo do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o tem impacto direto sobre milh\u00f5es de servidores p\u00fablicos e aposentados do INSS, maiores tomadores de cr\u00e9dito consignado. <strong>Com a inclus\u00e3o do consignado no c\u00e1lculo, mais consumidores poder\u00e3o acessar o regime de repactua\u00e7\u00e3o<\/strong>, ampliando a prote\u00e7\u00e3o contra o superendividamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o Decreto n\u00ba 11.150\/2022, que regulamentou o regime de superendividamento do CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>A) A exclus\u00e3o do consignado do c\u00e1lculo \u00e9 inconstitucional, por distorcer o diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Fixou o m\u00ednimo existencial em valor inconstitucional por ser excessivamente baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A fixa\u00e7\u00e3o de par\u00e2metro quantitativo por decreto viola a reserva de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>D) O m\u00ednimo existencial deve ser fixado caso a caso pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A exclus\u00e3o do consignado \u00e9 constitucional, por possuir regramento pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) <strong>Correta.<\/strong> O consignado \u00e9 cr\u00e9dito de consumo; exclu\u00ed-lo distorce o diagn\u00f3stico e impede o acesso ao regime protetivo do CDC (inconstitucionalidade da al. &#8220;h&#8221; do art. 4\u00ba do Decreto).<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. O Plen\u00e1rio manteve o valor como adequado no momento, desde que sujeito a revis\u00e3o peri\u00f3dica.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. O CDC (art. 54-A) remeteu a regulamenta\u00e7\u00e3o ao Executivo; o decreto \u00e9 constitucional nessa parte.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. O Plen\u00e1rio reconheceu que a aus\u00eancia de par\u00e2metro comprometeria a efetividade pr\u00e1tica do regime.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. O consignado \u00e9 frequentemente destinado ao consumo; sua exclus\u00e3o distorce o c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 constitucional&nbsp; por se inserir no espa\u00e7o de regulamenta\u00e7\u00e3o previsto no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC) e por evitar v\u00e1cuo normativo na operacionaliza\u00e7\u00e3o do regime de superendividamento&nbsp; a fixa\u00e7\u00e3o, por decreto, de par\u00e2metro quantitativo para o m\u00ednimo existencial, desde que submetida a reavalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas baseadas em estudos t\u00e9cnicos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n 14.181\/2021, ao reformar o CDC, instituiu disciplina voltada \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e ao tratamento do superendividamento, definindo-o como a impossibilidade manifesta de o consumidor, de boa-f\u00e9, pagar a totalidade de suas d\u00edvidas de consumo sem comprometer o m\u00ednimo existencial, cuja concretiza\u00e7\u00e3o foi remetida \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o (CDC\/1990, art. 54-A,&nbsp; 1 e 2). No exerc\u00edcio dessa compet\u00eancia regulamentar, o Decreto n 11.150\/2022 fixou valor de refer\u00eancia para o m\u00ednimo existencial e estabeleceu hip\u00f3teses de exclus\u00e3o de determinadas d\u00edvidas e de limites de cr\u00e9dito na aferi\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o desse n\u00facleo m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, a Corte fixou o entendimento de que o m\u00ednimo existencial constitui categoria jur\u00eddica de conte\u00fado vari\u00e1vel, que n\u00e3o se deixa reduzir, de forma r\u00edgida e definitiva, a um valor \u00fanico e abstrato. A experi\u00eancia do Tribunal em temas como o crit\u00e9rio de miserabilidade para acesso a benef\u00edcios assistenciais e a tutela de presta\u00e7\u00f5es essenciais evidencia que par\u00e2metros num\u00e9ricos podem orientar, mas n\u00e3o podem substituir, a necess\u00e1ria media\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e racional com a realidade social e econ\u00f4mica. Assim, a defini\u00e7\u00e3o de um par\u00e2metro monet\u00e1rio envolve escolhas distributivas e avalia\u00e7\u00e3o de impactos sist\u00eamicos, o que recomenda defer\u00eancia institucional e afasta a possibilidade de o Judici\u00e1rio substituir, de imediato, a op\u00e7\u00e3o regulamentar por cifra fixada judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, discutiu-se se o Decreto n 11.150\/2022 teria extrapolado o poder regulamentar ao (i) fixar o m\u00ednimo existencial em R$ 600,00 e (ii) excluir do c\u00e1lculo determinadas esp\u00e9cies de d\u00edvidas. Assentou-se que a aus\u00eancia de qualquer par\u00e2metro objetivo poderia comprometer a efetividade pr\u00e1tica do regime do superendividamento e gerar inseguran\u00e7a jur\u00eddica; por isso, reputou-se adequada, no momento, a manuten\u00e7\u00e3o do valor fixado, desde que submetida \u00e0 governan\u00e7a t\u00e9cnica e transparente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional a exclus\u00e3o do cr\u00e9dito consignado do c\u00e1lculo do m\u00ednimo existencial, por se tratar de modalidade de cr\u00e9dito frequentemente destinada ao consumo e apta a distorcer o diagn\u00f3stico do superendividamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa linha, a exclus\u00e3o autom\u00e1tica do consignado do universo de d\u00edvidas consideradas pode produzir resultado incompat\u00edvel com a finalidade protetiva do CDC: o consumidor permanece com a renda significativamente comprometida, mas deixa de acessar o regime de negocia\u00e7\u00e3o e repactua\u00e7\u00e3o porque parcela relevante do endividamento foi artificialmente retirada da an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em julgamento conjunto e por unanimidade, conheceu das argui\u00e7\u00f5es e, quanto ao m\u00e9rito, julgou parcialmente procedentes os pedidos para: (i) dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao&nbsp; 3 do art. 3 do Decreto n 11.150\/2022 (1), a fim de determinar que o Conselho Monet\u00e1rio Nacional promova, com periodicidade anual, estudos t\u00e9cnicos atrav\u00e9s de An\u00e1lise de Impacto Regulat\u00f3rio (AIR) e Avalia\u00e7\u00e3o de Resultado Regulat\u00f3rio (ARR) para subsidiar decis\u00e3o p\u00fablica e motivada acerca da atualiza\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o do valor do m\u00ednimo existencial; e (ii) recomendar que o Conselho Monet\u00e1rio Nacional e o Poder Executivo Federal avaliem periodicamente a adequa\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses de exclus\u00e3o. Por maioria, (iii) declarou a inconstitucionalidade da al\u00ednea h do inciso I do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 4 do Decreto n 11.150\/2022 (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Decreto n 11.150\/2022: Art. 3 No \u00e2mbito da preven\u00e7\u00e3o, do tratamento e da concilia\u00e7\u00e3o administrativa ou judicial das situa\u00e7\u00f5es de superendividamento, considera-se m\u00ednimo existencial a renda mensal do consumidor pessoa natural equivalente a R$ 600,00 (seiscentos reais). (&#8230;)&nbsp; 3 Compete ao Conselho Monet\u00e1rio Nacional a atualiza\u00e7\u00e3o do valor de que trata o caput.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Decreto n 11.150\/2022: Art. 4 N\u00e3o ser\u00e3o computados na aferi\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o e do n\u00e3o comprometimento do m\u00ednimo existencial as d\u00edvidas e os limites de cr\u00e9ditos n\u00e3o afetos ao consumo. Par\u00e1grafo \u00fanico. Excluem-se ainda da aferi\u00e7\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o e do n\u00e3o comprometimento do m\u00ednimo existencial: I &#8211; as parcelas das d\u00edvidas: (&#8230;) h) decorrentes de opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito consignado regido por lei espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 1.005\/DF, relator Ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento finalizado em 23.04.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 1.006\/DF, relator Ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento finalizado em 23.04.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 1.097\/DF, relator Ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento finalizado em 23.04.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-imoveis-rurais-empresa-com-capital-estrangeiro-restricao-recepcionada\">3.&nbsp; Im\u00f3veis rurais: empresa com capital estrangeiro? Restri\u00e7\u00e3o recepcionada<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi recepcionado pela CF\/1988 o \u00a7 1\u00ba do art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 5.709\/1971, que <strong>restringe a aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade rural por pessoa jur\u00eddica brasileira com maioria do capital social pertencente a estrangeiros<\/strong>, em raz\u00e3o dos princ\u00edpios da soberania, seguran\u00e7a nacional e prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 342\/DF e ACO 2.463\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, Red. Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 23\/4\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Corregedoria-Geral de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo editou o Parecer n\u00ba 461\/2012-E dispensando tabeli\u00e3es e oficiais de registro de cumprir as restri\u00e7\u00f5es da Lei n\u00ba 5.709\/1971 para empresas brasileiras com capital estrangeiro, com base em decis\u00e3o do TJSP que considerou a norma n\u00e3o recepcionada ap\u00f3s a revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 da CF pela EC n\u00ba 6\/1995. A AGU ajuizou ACO e partidos pol\u00edticos ajuizaram ADPF. A revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 da CF afastou a base constitucional da restri\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n\u00ba 5.709\/1971, art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba<\/strong><em> (equipara\u00e7\u00e3o de empresa brasileira com capital estrangeiro).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 172 e 190<\/strong><em> (regulamenta\u00e7\u00e3o de investimento estrangeiro e aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade rural).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>EC n\u00ba 6\/1995<\/strong><em> (revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 da CF).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 eliminou a distin\u00e7\u00e3o entre &#8220;empresa brasileira&#8221; e &#8220;empresa brasileira de capital nacional&#8221;, mas n\u00e3o afetou os arts. 172 e 190, que permanecem vigentes e s\u00e3o <strong>base constitucional suficiente<\/strong> para o tratamento diferenciado.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Sem a restri\u00e7\u00e3o, bastaria criar pessoa jur\u00eddica brasileira formalmente para afastar os limites \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis rurais por estrangeiros, esvaziando o art. 190 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Lei n\u00ba 5.709\/1971 equiparou a estrangeira a pessoa jur\u00eddica brasileira cuja maioria do capital pertence a estrangeiros. A quest\u00e3o era se a revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 da CF pela EC n\u00ba 6\/1995 teria eliminado a base constitucional dessa equipara\u00e7\u00e3o. <strong>O Plen\u00e1rio entendeu que n\u00e3o: os arts. 172 e 190 da CF permanecem vigentes<\/strong> e constituem fundamento suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O art. 190 da CF determina que a lei regule e limite a aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade rural por &#8220;pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica estrangeira&#8221;. Se o termo &#8220;estrangeira&#8221; n\u00e3o abrangesse PJ brasileira com capital estrangeiro, <strong>bastaria criar formalmente uma empresa nacional para burlar a restri\u00e7\u00e3o<\/strong>. A interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica imp\u00f5e o alcance da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O Plen\u00e1rio tamb\u00e9m anulou o Parecer n\u00ba 461\/2012-E da CGJ\/SP, que dispensava serventi\u00e1rios de cumprir a lei. <strong>Somente o STF, em controle abstrato, pode afastar efic\u00e1cia de lei federal<\/strong>. Parecer de corregedoria estadual, baseado em controle concreto do TJSP, n\u00e3o tem efic\u00e1cia vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o preserva instrumentos de prote\u00e7\u00e3o da soberania sobre o territ\u00f3rio: <strong>controle do investimento estrangeiro em terras rurais \u00e9 mecanismo de defesa nacional, prote\u00e7\u00e3o ambiental e ordenamento fundi\u00e1rio<\/strong>. A regulamenta\u00e7\u00e3o restringe, mas n\u00e3o veda: a aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, com autoriza\u00e7\u00e3o do INCRA.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis rurais por pessoa jur\u00eddica brasileira com maioria do capital pertencente a estrangeiros, ap\u00f3s a revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 da CF:<\/p>\n\n\n\n<p>A) A restri\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 5.709\/1971 n\u00e3o foi recepcionada, por perda de base constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Parecer de corregedoria estadual pode dispensar o cumprimento da restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 livre desde a EC n\u00ba 6\/1995, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A restri\u00e7\u00e3o depende de edi\u00e7\u00e3o de nova lei complementar para ser exigida.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A restri\u00e7\u00e3o permanece vigente, pois os arts. 172 e 190 da CF a fundamentam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. O Plen\u00e1rio declarou a recep\u00e7\u00e3o; os arts. 172 e 190 s\u00e3o base suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. Somente o STF, em controle abstrato, pode afastar efic\u00e1cia de lei federal; parecer estadual n\u00e3o tem essa compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A aquisi\u00e7\u00e3o continua sujeita \u00e0s restri\u00e7\u00f5es da Lei n\u00ba 5.709\/1971, com autoriza\u00e7\u00e3o do INCRA.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. A Lei n\u00ba 5.709\/1971 foi recepcionada; n\u00e3o h\u00e1 necessidade de lei complementar nova.<\/p>\n\n\n\n<p>E) <strong>Correta.<\/strong> A revoga\u00e7\u00e3o do art. 171 n\u00e3o afetou os arts. 172 e 190 da CF, que s\u00e3o fundamento constitucional suficiente para a restri\u00e7\u00e3o (ADPF 342 e ACO 2.463).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Foi recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988&nbsp; considerados os princ\u00edpios relativos \u00e0 soberania, \u00e0 seguran\u00e7a nacional, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e \u00e0 ordem econ\u00f4mica&nbsp; o&nbsp; 1 do art. 1 da Lei n 5.709\/1971, norma pr\u00e9-constitucional que restringe a aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade rural por pessoa jur\u00eddica brasileira com a maior parte do capital social pertencente a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica estrangeira, que resida ou tenha sede no exterior.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A distin\u00e7\u00e3o entre empresas nacionais com base na origem do capital \u00e9 compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, haja vista a op\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-normativa reservada ao legislador para dispor sobre o investimento estrangeiro (CF\/1988, art. 172) e os princ\u00edpios da soberania e orientadores da ordem econ\u00f4mica. Com a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade dessas empresas equiparadas a estrangeiras, busca-se concretizar objetivos fundamentais da Rep\u00fablica (CF\/1988, art. 3), preservar o territ\u00f3rio, a seguran\u00e7a nacional e o meio ambiente, evitando-se atividade econ\u00f4mica predat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, o art. 190 da CF\/1988 (1) pressup\u00f5e, para sua efetividade, que o termo estrangeira seja interpretado de modo a alcan\u00e7ar a pessoa jur\u00eddica constitu\u00edda sob as leis nacionais, mas controlada pelo capital alien\u00edgena. Interpreta\u00e7\u00e3o diversa permitiria burlar o texto constitucional, pois bastaria a cria\u00e7\u00e3o formal de pessoa jur\u00eddica nacional para que se afastassem as restri\u00e7\u00f5es, mesmo que a entidade estivesse submetida a diretrizes internacionais. O mesmo sentido decorre do art. 172 da CF\/1988, voltado \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o dos investimentos de capital estrangeiro no Pa\u00eds&nbsp; disposi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se refere \u00e0 nacionalidade da empresa, mas \u00e0 origem do capital.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O afastamento do art. 171 pela Emenda Constitucional n 6\/1995, que eliminava a distin\u00e7\u00e3o entre empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional, n\u00e3o comprometeu a base constitucional da norma impugnada, tendo em vista que os arts. 172 e 190 da CF\/1988 permanecem vigentes e constituem fundamento suficiente para o tratamento diferenciado em debate. Descabe modular o alcance das normas constitucionais para afastar determinado ato: cabe zelar pela integridade do texto constitucional, de modo que os princ\u00edpios da Constitui\u00e7\u00e3o sejam analisados em conjunto, em sua unidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 prote\u00e7\u00e3o suficiente da soberania nacional, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel, resultando em restri\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel \u00e0 liberdade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, contraria o princ\u00edpio da legalidade dispensar, mediante parecer de Corregedoria-Geral de Justi\u00e7a Estadual, tabeli\u00e3es e oficiais de registro imobili\u00e1rio de cumprirem restri\u00e7\u00f5es e determina\u00e7\u00f5es impostas pela Lei n 5.709\/1971. O ato foi elaborado com base em pronunciamento sobre a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o ocorrido no \u00e2mbito de tribunal de justi\u00e7a, em sede de controle concreto e incidental de constitucionalidade. Por\u00e9m, somente o STF, no controle abstrato, com efic\u00e1cia vinculante e contra todos, pode retirar do mundo jur\u00eddico a referida disposi\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade e em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, julgou improcedente a argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental e procedente a a\u00e7\u00e3o c\u00edvel origin\u00e1ria, para, em s\u00edntese, assentar a nulidade do Parecer n 461\/2012-E da Corregedoria-Geral de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo e a recep\u00e7\u00e3o, pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, do art. 1,&nbsp; 1, da Lei n 5.709\/1971 (2), assegurando \u00e0 Uni\u00e3o e ao Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) a atribui\u00e7\u00e3o de conceder a pessoa jur\u00eddica estrangeira ou equiparada autoriza\u00e7\u00e3o para adquirir im\u00f3vel rural.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: Art. 190. A lei regular\u00e1 e limitar\u00e1 a aquisi\u00e7\u00e3o ou o arrendamento de propriedade rural por pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica estrangeira e estabelecer\u00e1 os casos que depender\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n 5.709\/1971: Art. 1&nbsp; O estrangeiro residente no Pa\u00eds e a pessoa jur\u00eddica estrangeira autorizada a funcionar no Brasil s\u00f3 poder\u00e3o adquirir im\u00f3vel rural na forma prevista nesta Lei.&nbsp; 1&nbsp; Fica, todavia, sujeita ao regime estabelecido por esta Lei a pessoa jur\u00eddica brasileira da qual participem, a qualquer t\u00edtulo, pessoas estrangeiras f\u00edsicas ou jur\u00eddicas que tenham a maioria do seu capital social e residam ou tenham sede no Exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 342\/DF, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento finalizado em 23.4.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ACO 2.463\/DF, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento finalizado em 23.4.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-lei-ferrari-regulacao-do-mercado-automobilistico-e-constitucional\">4. Lei Ferrari: regula\u00e7\u00e3o do mercado automobil\u00edstico \u00e9 constitucional<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 6.729\/1979 (&#8220;Lei Ferrari&#8221;), que regula a concess\u00e3o comercial entre produtores e distribuidores de ve\u00edculos automotores, <strong>\u00e9 compat\u00edvel com a CF\/1988<\/strong>, pois a regula\u00e7\u00e3o setorial \u00e9 op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima para equilibrar rela\u00e7\u00f5es entre concedentes e concession\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.106\/DF, Rel. Min. Edson Fachin, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 23\/4\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Distribuidores de Ve\u00edculos ajuizou ADPF sustentando que a Lei Ferrari viola a livre iniciativa, a liberdade de contratar, a defesa da concorr\u00eancia e a repress\u00e3o ao abuso do poder econ\u00f4mico. Argumentou que a lei cria um modelo oligopolista que impede novos entrantes e engessa o mercado. Fabricantes de ve\u00edculos el\u00e9tricos tamb\u00e9m questionaram se o modelo regulat\u00f3rio de 1979 \u00e9 compat\u00edvel com a economia digital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n\u00ba 6.729\/1979 (Lei Ferrari)<\/strong><em> (concess\u00e3o comercial de ve\u00edculos automotores).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 1\u00ba, IV, 170 e 173<\/strong><em> (livre iniciativa, ordem econ\u00f4mica e fun\u00e7\u00e3o social).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A livre iniciativa convive com a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade e a repress\u00e3o ao abuso do poder econ\u00f4mico. A regula\u00e7\u00e3o setorial \u00e9 <strong>op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima<\/strong>, prevista na tradi\u00e7\u00e3o constitucional brasileira desde 1967.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O modelo regulat\u00f3rio de mais de 45 anos visa <strong>equilibrar assimetrias<\/strong> econ\u00f4micas entre montadoras (poder concentrado) e concession\u00e1rias (pulverizadas), garantindo capilaridade e assist\u00eancia t\u00e9cnica no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Lei Ferrari disciplina a rela\u00e7\u00e3o entre montadoras e concession\u00e1rias de ve\u00edculos h\u00e1 mais de 45 anos. O Plen\u00e1rio entendeu que a regula\u00e7\u00e3o setorial \u00e9 <strong>op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima, inserida na tradi\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria das constitui\u00e7\u00f5es brasileiras<\/strong>. A CF\/1988 n\u00e3o adotou modelo de livre mercado puro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A lei tem por objetivo equilibrar rela\u00e7\u00f5es marcadas por assimetria: as montadoras concentram poder econ\u00f4mico e as concession\u00e1rias s\u00e3o pulverizadas. <strong>A regula\u00e7\u00e3o protege a parte mais fraca da rela\u00e7\u00e3o contratual<\/strong>, garantindo assist\u00eancia t\u00e9cnica, capilaridade e uniformidade no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O Plen\u00e1rio rejeitou o argumento de que a lei cria oligop\u00f3lio: <strong>o CADE atua no setor com hist\u00f3rico expressivo de interven\u00e7\u00e3o contra pr\u00e1ticas anticompetitivas<\/strong>. A regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a fiscaliza\u00e7\u00e3o concorrencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o tamb\u00e9m registrou que <strong>eventuais aperfei\u00e7oamentos da lei s\u00e3o mat\u00e9ria para o Parlamento, n\u00e3o para o STF<\/strong>. A regula\u00e7\u00e3o pode ser criticada e atualizada, mas n\u00e3o \u00e9 inconstitucional. A seara pr\u00f3pria \u00e9 o debate legislativo e a regula\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a constitucionalidade da Lei n\u00ba 6.729\/1979 (Lei Ferrari), que regula a concess\u00e3o comercial de ve\u00edculos:<\/p>\n\n\n\n<p>A) \u00c9 inconstitucional por violar a livre iniciativa e a livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>B) \u00c9 constitucional, pois a regula\u00e7\u00e3o setorial \u00e9 op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>C) \u00c9 constitucional apenas para ve\u00edculos com motor a combust\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>D) \u00c9 inconstitucional por criar modelo oligopolista vedado pela CF.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Deve ser adaptada pelo STF \u00e0s novas tecnologias do mercado digital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. A livre iniciativa convive com a fun\u00e7\u00e3o social e a regula\u00e7\u00e3o; a CF n\u00e3o adotou livre mercado puro.<\/p>\n\n\n\n<p>B) <strong>Correta.<\/strong> A regula\u00e7\u00e3o setorial \u00e9 op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima, inserida na tradi\u00e7\u00e3o constitucional, e visa equilibrar assimetrias entre montadoras e concession\u00e1rias (CF, arts. 170 e 173).<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A constitucionalidade abrange o modelo regulat\u00f3rio como um todo, sem distin\u00e7\u00e3o por tipo de motor.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. O CADE atua no setor contra pr\u00e1ticas anticompetitivas; a regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o cria oligop\u00f3lio.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. Aperfei\u00e7oamentos da lei s\u00e3o mat\u00e9ria para o Parlamento, n\u00e3o para o STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>A Lei n 6.729\/1979, que disp\u00f5e sobre a concess\u00e3o comercial entre produtores e distribuidores de ve\u00edculos automotores de via terrestre, \u00e9 compat\u00edvel com os preceitos constitucionais da livre iniciativa, da liberdade de contratar, da defesa da concorr\u00eancia e da repress\u00e3o ao abuso do poder econ\u00f4mico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Existe uma tradi\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria das constitui\u00e7\u00f5es brasileiras no \u00e2mbito do dom\u00ednio econ\u00f4mico, notadamente desde 1967, e a Constitui\u00e7\u00e3o atual manteve essa caracter\u00edstica. Nesse sentido, a livre iniciativa e a valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho convivem com a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade e a repress\u00e3o ao abuso do poder econ\u00f4mico (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; No tocante \u00e0 Lei n 6.729\/1979&nbsp; Lei Ferrari&nbsp; o regime de regula\u00e7\u00e3o do mercado e o regime contratual nela previstos est\u00e3o de acordo com essas premissas. Afinal, trata-se de segmento de mercado dotado de especificidade: a lei disciplina a concess\u00e3o comercial entre produtores e distribuidores de ve\u00edculos automotores de via terrestre. Cuida-se de modelo regulat\u00f3rio vigente h\u00e1 mais de 45 anos, voltado para combater a estrutura originalmente oligopolista do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A op\u00e7\u00e3o legislativa pela regula\u00e7\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima. A lei tem o objetivo de equilibrar as rela\u00e7\u00f5es entre concedentes e concession\u00e1rias, mitigar as assimetrias econ\u00f4micas, bem como permitir assist\u00eancia t\u00e9cnica adequada, capilaridade e uniformidade na conforma\u00e7\u00e3o do mercado automobil\u00edstico nacional. Embora possa ser aperfei\u00e7oada, n\u00e3o \u00e9 inconstitucional. Por outro lado, eventual n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o da lei acarretaria inseguran\u00e7a jur\u00eddica e econ\u00f4mica ao setor automobil\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, n\u00e3o cabe ao STF estabelecer ou orientar par\u00e2metros relacionados ao direcionamento da pol\u00edtica fiscal e macroecon\u00f4mica do Pa\u00eds. A regula\u00e7\u00e3o setorial pode e deve ser objeto de cr\u00edticas, mas a seara pr\u00f3pria para esse aprofundamento \u00e9 o parlamento, no campo da regula\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e no campo pol\u00edtico (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; De igual modo, a regula\u00e7\u00e3o setorial n\u00e3o \u00e9 estranha \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o brasileira, como \u00e9 o caso dos contratos de franquia empresarial, da representa\u00e7\u00e3o comercial aut\u00f4noma, das atividades dos empregados vendedores viajantes ou pracistas, dos contratos de ag\u00eancia, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, no tocante a eventual abuso do poder econ\u00f4mico, verifica-se que a lei n\u00e3o tem obstado a fiscaliza\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (CADE), por exemplo, que tem um expressivo hist\u00f3rico de interven\u00e7\u00e3o no setor, com o objetivo de impedir pr\u00e1ticas anticompetitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a constitucionalidade da Lei n 6.729\/1979 e julgou improcedente o pedido formulado na argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedente citado: ADI 2.879.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Precedentes citados: ADPF 1.202 (decis\u00e3o monocr\u00e1tica) e ADI 4.849.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 1.106\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento finalizado em 23.04.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-4b2e9b1a-9c45-4cf5-8524-0a1522c57818\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/05\/14091504\/stf_info_1214.pdf\">STF_Info_1214<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/05\/14091504\/stf_info_1214.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-4b2e9b1a-9c45-4cf5-8524-0a1522c57818\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; Concurso militar: modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490 n\u00e3o reabre fases Destaque A modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490, que declarou inconstitucional a restri\u00e7\u00e3o ao ingresso de mulheres nas carreiras militares estaduais, preserva nomea\u00e7\u00f5es at\u00e9 14\/12\/2023 e imp\u00f5e readequa\u00e7\u00e3o das posteriores, mas n\u00e3o autoriza a reabertura de fases conclu\u00eddas nem a nomea\u00e7\u00e3o de candidatas que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1761910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1214 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1214 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; Concurso militar: modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490 n\u00e3o reabre fases Destaque A modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490, que declarou inconstitucional a restri\u00e7\u00e3o ao ingresso de mulheres nas carreiras militares estaduais, preserva nomea\u00e7\u00f5es at\u00e9 14\/12\/2023 e imp\u00f5e readequa\u00e7\u00e3o das posteriores, mas n\u00e3o autoriza a reabertura de fases conclu\u00eddas nem a nomea\u00e7\u00e3o de candidatas que [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-05-14T12:15:28+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-05-14T12:15:31+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"26 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STF 1214 Comentado\",\"datePublished\":\"2026-05-14T12:15:28+00:00\",\"dateModified\":\"2026-05-14T12:15:31+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\"},\"wordCount\":5147,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2026\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STF 1214 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-05-14T12:15:28+00:00\",\"dateModified\":\"2026-05-14T12:15:31+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STF 1214 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STF 1214 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STF 1214 Comentado","og_description":"DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; Concurso militar: modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490 n\u00e3o reabre fases Destaque A modula\u00e7\u00e3o da ADI 7.490, que declarou inconstitucional a restri\u00e7\u00e3o ao ingresso de mulheres nas carreiras militares estaduais, preserva nomea\u00e7\u00f5es at\u00e9 14\/12\/2023 e imp\u00f5e readequa\u00e7\u00e3o das posteriores, mas n\u00e3o autoriza a reabertura de fases conclu\u00eddas nem a nomea\u00e7\u00e3o de candidatas que [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2026-05-14T12:15:28+00:00","article_modified_time":"2026-05-14T12:15:31+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"26 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STF 1214 Comentado","datePublished":"2026-05-14T12:15:28+00:00","dateModified":"2026-05-14T12:15:31+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/"},"wordCount":5147,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2026","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/","name":"Informativo STF 1214 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2026-05-14T12:15:28+00:00","dateModified":"2026-05-14T12:15:31+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1214-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STF 1214 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1761910"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761910\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1761912,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1761910\/revisions\/1761912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1761910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1761910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1761910"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1761910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}