{"id":1746790,"date":"2026-04-01T09:00:17","date_gmt":"2026-04-01T12:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1746790"},"modified":"2026-04-01T09:00:19","modified_gmt":"2026-04-01T12:00:19","slug":"informativo-stf-1209-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1209-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1209 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/04\/01085945\/stf_info_1209.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_U4vIiSiO1q0\"><div id=\"lyte_U4vIiSiO1q0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/U4vIiSiO1q0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/U4vIiSiO1q0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/U4vIiSiO1q0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-tce-estadual-composicao-e-regra-de-transicao-para-vaga-de-auditor\">1.&nbsp;&nbsp; TCE estadual \u2013 composi\u00e7\u00e3o e regra de transi\u00e7\u00e3o para vaga de auditor<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para corrigir d\u00e9cadas de irregularidades na composi\u00e7\u00e3o do TCE\/BA e assegurar a heterogeneidade t\u00e9cnica do colegiado, <strong>a pr\u00f3xima vaga aberta deve ser preenchida por auditor (conselheiro-substituto)<\/strong>, salvo se reservada a membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 87\/BA, Rel. Ministro Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 20\/3\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O TCE da Bahia completou 37 anos sem nunca ter tido um auditor (conselheiro-substituto) em seu quadro, pois o Estado jamais editara lei criando o cargo. Em 2025, a lei estadual finalmente criou o cargo, mas, sem regra de transi\u00e7\u00e3o, a ocupa\u00e7\u00e3o efetiva dependeria de vac\u00e2ncia natural nas cadeiras de livre nomea\u00e7\u00e3o do Governador \u2014 o que poderia levar mais d\u00e9cadas. O imbr\u00f3glio: basta criar o cargo por lei, ou \u00e9 necess\u00e1rio fixar regra de transi\u00e7\u00e3o que garanta a efetiva ocupa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 73, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 4\u00ba, c\/c art. 75<\/strong><em> (composi\u00e7\u00e3o dos TCEs \u2013 modelo do TCU).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>S\u00famula 653\/STF<\/strong><em> (quatro vagas pela Assembleia, tr\u00eas pelo Executivo \u2013 uma de auditor, uma do MP de Contas).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A CF imp\u00f5e <strong>composi\u00e7\u00e3o pluralista<\/strong> nos tribunais de contas, com representa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de auditores e membros do MP de Contas. A frustra\u00e7\u00e3o reiterada desse modelo por omiss\u00e3o legislativa configura inconstitucionalidade por omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A regra de transi\u00e7\u00e3o fixada pelo STF determina que a <strong>pr\u00f3xima vaga<\/strong>, independentemente de sua proveni\u00eancia (se de livre nomea\u00e7\u00e3o ou t\u00e9cnica), seja destinada a auditor \u2014 salvo se reservada ao MP de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A CF estrutura os tribunais de contas com composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea: no modelo do TCU (art. 73, \u00a7 2\u00ba), das vagas indicadas pelo Executivo, uma deve ser de auditor e outra do MP de Contas. Os TCEs seguem o mesmo modelo proporcionalmente (S\u00famula 653\/STF). <strong>A aus\u00eancia de auditor por 37 anos no TCE\/BA configurou viola\u00e7\u00e3o continuada a esse modelo constitucional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A simples edi\u00e7\u00e3o da lei estadual criando o cargo de auditor n\u00e3o corrigiu a distor\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, pois a ocupa\u00e7\u00e3o efetiva dependeria de vac\u00e2ncia natural. O Plen\u00e1rio fixou <strong>regra de transi\u00e7\u00e3o proativa<\/strong>: a pr\u00f3xima vaga aberta \u2014 de qualquer proveni\u00eancia \u2014 ser\u00e1 preenchida por auditor. Essa t\u00e9cnica decis\u00f3ria evita que a conforma\u00e7\u00e3o constitucional seja indefinidamente adiada.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A ressalva para vagas reservadas ao MP de Contas preserva o <strong>equil\u00edbrio entre as duas categorias t\u00e9cnicas exigidas pela CF<\/strong>. O objetivo n\u00e3o \u00e9 privilegiar auditores, mas assegurar que ambas as categorias (auditores e membros do MP de Contas) estejam representadas no colegiado \u2014 o que o TCE\/BA nunca alcan\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o tem impacto potencial para outros TCEs em situa\u00e7\u00e3o semelhante, pois reafirma que a <strong>omiss\u00e3o prolongada na estrutura\u00e7\u00e3o do quadro t\u00e9cnico autoriza o STF a fixar provid\u00eancias concretas de transi\u00e7\u00e3o<\/strong>, indo al\u00e9m da mera declara\u00e7\u00e3o de omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Julgue os itens a seguir e assinale a alternativa correta:<\/p>\n\n\n\n<p>I. A composi\u00e7\u00e3o dos TCEs \u00e9 mat\u00e9ria de livre conforma\u00e7\u00e3o legislativa estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>II. Acaso haja desrespeito ao modelo federal, o STF pode ajustar o preenchimento, mas n\u00e3o determinar regra de transi\u00e7\u00e3o, o que ensejaria atuar como legislador positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>III. O STF pode fixar regra de transi\u00e7\u00e3o determinando que a pr\u00f3xima vaga, independentemente de sua proveni\u00eancia, seja preenchida por auditor, para assegurar a composi\u00e7\u00e3o pluralista exigida pela CF.<\/p>\n\n\n\n<p>IV. A S\u00famula 653\/STF reserva duas vagas de auditor nos TCEs compostos por sete conselheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A) Est\u00e3o corretos os itens I e IV.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Est\u00e3o corretos os itens III e IV.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Est\u00e3o incorretos os itens II, III e IV.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Est\u00e3o incorretos os itens I, II e IV.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Est\u00e3o corretos os itens I, II e III.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>I. Incorreta. Os TCEs devem observar o modelo do TCU, proporcionalmente (CF, art. 75 e S\u00famula 653).<\/p>\n\n\n\n<p>II. Incorreta. A corre\u00e7\u00e3o efetiva dependeria de vac\u00e2ncia natural, podendo levar d\u00e9cadas. O STF criou regra de transi\u00e7\u00e3o na ADO 87\/BA.<\/p>\n\n\n\n<p>III. <strong>Correto.<\/strong> A composi\u00e7\u00e3o pluralista \u00e9 exig\u00eancia constitucional (art. 73, \u00a7 2\u00ba, c\/c art. 75) e a omiss\u00e3o de 37 anos autorizou o STF a fixar provid\u00eancia concreta de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>IV Incorreta. A S\u00famula 653 reserva uma vaga de auditor e uma do MP de Contas nas indica\u00e7\u00f5es do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito:<\/strong> <strong>D<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Para corrigir d\u00e9cadas de irregularidades na composi\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas do Estado da Bahia e garantir a heterogeneidade t\u00e9cnica do colegiado, a pr\u00f3xima vaga a ser aberta, independentemente de sua proveni\u00eancia, deve ser obrigatoriamente preenchida por um auditor (conselheiro-substituto), salvo se a cadeira estiver reservada a membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a Corte baiana vivenciou ao longo de 37 anos um quadro de frustra\u00e7\u00e3o reiterada do modelo de composi\u00e7\u00e3o pluralista dos tribunais de contas previsto na CF\/1988, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de lei estadual que criasse o cargo de auditor (conselheiro-substituto) (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, n\u00e3o obstante a edi\u00e7\u00e3o da Lei n 15.029\/2025 do Estado da Bahia, que criou o referido cargo de auditor, deve ser fixada uma regra de transi\u00e7\u00e3o que assegure a representatividade t\u00e9cnica do tribunal de contas de forma mais c\u00e9lere, de modo a evitar que a conforma\u00e7\u00e3o constitucional da composi\u00e7\u00e3o do tribunal seja adiada por d\u00e9cadas, caso se aguarde apenas a vac\u00e2ncia de vagas de livre nomea\u00e7\u00e3o do governador (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesse e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a perda parcial do objeto da presente a\u00e7\u00e3o e, relativamente \u00e0 parte de que conheceu, julgou parcialmente procedentes os pedidos, determinando que a pr\u00f3xima vaga a ser aberta, independentemente de sua proveni\u00eancia, seja preenchida por um auditor (CF\/1988, art. 73,&nbsp; 2, I, e&nbsp; 4 e S\u00famula 653\/STF) (3), salvo se reservada \u00e0 categoria dos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto ao Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: Art. 73. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro pr\u00f3prio de pessoal e jurisdi\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional, exercendo, no que couber, as atribui\u00e7\u00f5es previstas no art. 96. (&#8230;)&nbsp; 2 Os Ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o ser\u00e3o escolhidos: I &#8211; um ter\u00e7o pelo Presidente da Rep\u00fablica, com aprova\u00e7\u00e3o do Senado Federal, sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto ao Tribunal, indicados em lista tr\u00edplice pelo Tribunal, segundo os crit\u00e9rios de antiguidade e merecimento; (&#8230;)&nbsp; 4 O auditor, quando em substitui\u00e7\u00e3o a Ministro, ter\u00e1 as mesmas garantias e impedimentos do titular e, quando no exerc\u00edcio das demais atribui\u00e7\u00f5es da judicatura, as de juiz de Tribunal Regional Federal. (&#8230;) Art. 75. As normas estabelecidas nesta se\u00e7\u00e3o aplicam-se, no que couber, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Munic\u00edpios. Par\u00e1grafo \u00fanico. As Constitui\u00e7\u00f5es estaduais dispor\u00e3o sobre os Tribunais de Contas respectivos, que ser\u00e3o integrados por sete Conselheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Precedente citado: ADI 7.053.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) S\u00famula 653\/STF: No Tribunal de Contas estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela Assembleia Legislativa e tr\u00eas pelo Chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, e um terceiro a sua livre escolha.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADO 87\/BA, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 20.03.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-fpe-prorrogacao-cautelar-de-criterios-de-rateio-inconstitucionais-por-omissao-legislativa\">2.&nbsp; FPE \u2013 prorroga\u00e7\u00e3o cautelar de crit\u00e9rios de rateio inconstitucionais por omiss\u00e3o legislativa<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reiterada omiss\u00e3o do Congresso em editar lei complementar sobre o rateio do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados justifica, em car\u00e1ter excepcional e tempor\u00e1rio, a <strong>prorroga\u00e7\u00e3o cautelar de normas declaradas inconstitucionais<\/strong> para evitar v\u00e1cuo normativo nos repasses aos Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.069 Ref-segundo\/DF, Rel. Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 20\/3\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF j\u00e1 havia declarado inconstitucionais os crit\u00e9rios de rateio do FPE da LC 62\/1989, por n\u00e3o atenderem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de desigualdades regionais. Os crit\u00e9rios foram mantidos em vigor por prazo determinado, mas o Congresso n\u00e3o editou nova lei. Com o prazo se esgotando, havia risco de interrup\u00e7\u00e3o total dos repasses a Estados e DF. Pode o STF manter em vigor normas j\u00e1 declaradas inconstitucionais para evitar um colapso federativo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 161, II<\/strong><em> (lei complementar fixa crit\u00e9rios de rateio do FPE).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>ADCT, art. 39, par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong><em> (prazo de 12 meses para lei complementar sobre Fundos de Participa\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LC n\u00ba 62\/1989, alterada pela LC n\u00ba 143\/2013<\/strong><em> (crit\u00e9rios vigentes de rateio).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A t\u00e9cnica de prorroga\u00e7\u00e3o cautelar de norma inconstitucional \u00e9 <strong>excepcional<\/strong>: visa evitar que a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade cause dano maior do que a manuten\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria da norma viciada. \u00c9 mecanismo de prote\u00e7\u00e3o do federalismo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O Plen\u00e1rio prorrogou os crit\u00e9rios por <strong>90 dias<\/strong> a partir de 1\u00ba\/3\/2026, ou at\u00e9 superveni\u00eancia de nova legisla\u00e7\u00e3o \u2014 o que ocorrer primeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 Desde 1989, o Congresso edita normas de rateio do FPE que s\u00e3o sucessivamente declaradas inconstitucionais pelo STF. A cada vez, o Tribunal mant\u00e9m as normas em vigor por prazo determinado para evitar interrup\u00e7\u00e3o dos repasses. <strong>A reitera\u00e7\u00e3o dessa omiss\u00e3o gera situa\u00e7\u00e3o de imin\u00eancia cr\u00f4nica de v\u00e1cuo normativo<\/strong>, incompat\u00edvel com as obriga\u00e7\u00f5es federativas da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A prorroga\u00e7\u00e3o cautelar \u00e9 t\u00e9cnica excepcional do controle de constitucionalidade: o STF reconhece que a norma \u00e9 inconstitucional, mas mant\u00e9m sua efic\u00e1cia temporariamente porque a <strong>alternativa (v\u00e1cuo normativo) seria ainda mais gravosa ao sistema constitucional<\/strong>. Sem crit\u00e9rios de rateio, os repasses do FPE seriam paralisados, afetando diretamente as finan\u00e7as de todos os Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A LC n\u00ba 62\/1989, com altera\u00e7\u00f5es da LC n\u00ba 143\/2013, estabelece crit\u00e9rios baseados na popula\u00e7\u00e3o e no inverso da renda domiciliar per capita. Embora inadequados segundo o STF, esses crit\u00e9rios s\u00e3o <strong>prefer\u00edveis \u00e0 aus\u00eancia de qualquer par\u00e2metro distributivo<\/strong>. A prorroga\u00e7\u00e3o n\u00e3o valida a norma; apenas a mant\u00e9m operante enquanto o Congresso n\u00e3o age.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o reafirma o papel do STF como <strong>guardi\u00e3o do equil\u00edbrio federativo em face da in\u00e9rcia legislativa<\/strong>, utilizando medida cautelar como instrumento de governan\u00e7a constitucional tempor\u00e1ria. O prazo de 90 dias renova a press\u00e3o institucional sobre o Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 an\u00e1lise da constitucionalidade das normas de rateio do FPE pelo STF, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) O STF pode prorrogar cautelarmente normas declaradas inconstitucionais para evitar v\u00e1cuo normativo, em car\u00e1ter excepcional e tempor\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A prorroga\u00e7\u00e3o cautelar equivale \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de constitucionalidade superveniente da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A interrup\u00e7\u00e3o dos repasses do FPE por v\u00e1cuo normativo \u00e9 medida eficiente para constranger o Congresso a legislar sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A compet\u00eancia para definir crit\u00e9rios provis\u00f3rios de rateio do FPE \u00e9 do Presidente da Rep\u00fablica, por decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A LC n\u00ba 62\/1989 foi declarada constitucional pelo STF, dispensando nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) <strong>Correta.<\/strong> A t\u00e9cnica de prorroga\u00e7\u00e3o cautelar visa evitar dano maior do que a manuten\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria da norma inconstitucional, protegendo o equil\u00edbrio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. A prorroga\u00e7\u00e3o \u00e9 medida excepcional e tempor\u00e1ria; a norma permanece inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A paralisa\u00e7\u00e3o dos repasses afetaria as finan\u00e7as de todos os Estados e do DF. Configurar-se-ia dano ao pr\u00f3prio sistema constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. Os crit\u00e9rios de rateio exigem lei complementar (CF, art. 161, II), n\u00e3o decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. Os crit\u00e9rios foram declarados inconstitucionais; a prorroga\u00e7\u00e3o \u00e9 cautelar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>A reiterada omiss\u00e3o do Congresso Nacional em editar lei complementar que estabele\u00e7a crit\u00e9rios adequados de rateio dos recursos do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal (FPE) justifica, em car\u00e1ter excepcional e tempor\u00e1rio, a prorroga\u00e7\u00e3o cautelar da efic\u00e1cia de normas declaradas inconstitucionais, a fim de evitar v\u00e1cuo normativo incompat\u00edvel com as obriga\u00e7\u00f5es de repasse de recursos aos entes federados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 39 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT), incumbia ao Congresso Nacional, no prazo de doze meses ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, editar lei complementar fixando os crit\u00e9rios de rateio dos Fundos de Participa\u00e7\u00e3o (1). Em resposta a essa determina\u00e7\u00e3o, foi editada a LC n 62\/1989, que estabelece normas sobre o c\u00e1lculo, a entrega e o controle das libera\u00e7\u00f5es dos recursos, posteriormente alterada pela LC n 143\/2013.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte, h\u00e1 inconstitucionalidade nas normas de rateio sucessivamente editadas pelo Poder Legislativo, por n\u00e3o atenderem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais (2). Os dispositivos foram mantidos em vigor por prazo determinado, de modo a viabilizar a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos do Fundo at\u00e9 que nova disciplina legislativa fosse adotada. A persistente omiss\u00e3o do Congresso Nacional gerou recorrentes situa\u00e7\u00f5es de imin\u00eancia de v\u00e1cuo normativo, incompat\u00edvel com as obriga\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o previstas no art. 4 da LC n 62\/1989, que estabelece prazos m\u00e1ximos para o repasse dos recursos arrecadados aos estados e ao Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, referendou medida cautelar deferida, para manter a aplica\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios previstos no art. 2, II, III e&nbsp; 2, da LC n 62\/1989, alterados pela LC n 143\/2013 (3), por noventa dias, contados a partir de 01.03.2026, ou at\u00e9 a superveni\u00eancia de nova legisla\u00e7\u00e3o sobre a mat\u00e9ria, se sobrevier antes daquele termo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) ADCT: Art. 39. Para efeito do cumprimento das disposi\u00e7\u00f5es constitucionais que impliquem varia\u00e7\u00f5es de despesas e receitas da Uni\u00e3o, ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, o Poder Executivo dever\u00e1 elaborar e o Poder Legislativo apreciar projeto de revis\u00e3o da lei or\u00e7ament\u00e1ria referente ao exerc\u00edcio financeiro de 1989. Par\u00e1grafo \u00fanico. O Congresso Nacional dever\u00e1 votar no prazo de doze meses a lei complementar prevista no art. 161, II.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Precedentes citados: ADI 875, ADI 1.987, ADI 2.727, ADI 3.243 e ADO 23 (decis\u00e3o monocr\u00e1tica).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) Lei Complementar n 143\/2013: Art. 2 Os recursos do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal (FPE), observado o disposto no art. 4, ser\u00e3o entregues da seguinte forma: (&#8230;) II &#8211; a partir de 1 de janeiro de 2016, cada entidade benefici\u00e1ria receber\u00e1 valor igual ao que foi distribu\u00eddo no correspondente dec\u00eandio do exerc\u00edcio de 2015, corrigido pela varia\u00e7\u00e3o acumulada do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) ou outro que vier a substitu\u00ed-lo e pelo percentual equivalente a 75% (setenta e cinco por cento) da varia\u00e7\u00e3o real do Produto Interno Bruto nacional do ano anterior ao ano considerado para base de c\u00e1lculo; III &#8211; tamb\u00e9m a partir de 1 de janeiro de 2016, a parcela que superar o montante especificado no inciso II ser\u00e1 distribu\u00edda proporcionalmente a coeficientes individuais de participa\u00e7\u00e3o obtidos a partir da combina\u00e7\u00e3o de fatores representativos da popula\u00e7\u00e3o e do inverso da renda domiciliar per capita da entidade benefici\u00e1ria, assim definidos: a) o fator representativo da popula\u00e7\u00e3o corresponder\u00e1 \u00e0 participa\u00e7\u00e3o relativa da popula\u00e7\u00e3o da entidade benefici\u00e1ria na popula\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, observados os limites superior e inferior de, respectivamente, 0,07 (sete cent\u00e9simos) e 0,012 (doze mil\u00e9simos), que incidir\u00e3o uma \u00fanica vez nos c\u00e1lculos requeridos;b) o fator representativo do inverso da renda domiciliarper capitacorresponder\u00e1 \u00e0 participa\u00e7\u00e3o relativa do inverso da renda domiciliarper capitada entidade benefici\u00e1ria na soma dos inversos da renda domiciliar per capita de todas as entidades. (&#8230;)&nbsp; 2 Caso a soma dos valores a serem distribu\u00eddos, nos termos do inciso II do caput, seja igual ou superior ao montante a ser distribu\u00eddo, a partilha dos recursos ser\u00e1 feita exclusivamente de acordo com o referido inciso, ajustando-se proporcionalmente os valores.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 5.069 Ref-segundo\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 20.03.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-visao-monocular-e-classificacao-como-deficiencia-sensorial\">3.&nbsp; Vis\u00e3o monocular e classifica\u00e7\u00e3o como defici\u00eancia sensorial<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a Lei n\u00ba 14.126\/2021, que classifica a vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia sensorial visual para todos os efeitos legais, pois se harmoniza com o <strong>conceito amplo e evolutivo de defici\u00eancia consagrado na CF e na Conven\u00e7\u00e3o da ONU<\/strong>, condicionada \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.850\/DF, Rel. Ministro Nunes Marques, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento virtual finalizado em 20\/3\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O partido pol\u00edtico PnA (P\u00e9 na Porta) questionou a Lei n\u00ba 14.126\/2021, alegando que a classifica\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia ampliaria indevidamente o conceito, geraria tratamento desigual com outras condi\u00e7\u00f5es mais graves e causaria impacto or\u00e7ament\u00e1rio significativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 24, XIV<\/strong><em> (compet\u00eancia concorrente \u2013 prote\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Conven\u00e7\u00e3o da ONU sobre Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia<\/strong><em> (conceito amplo e evolutivo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n\u00ba 14.126\/2021<\/strong><em> (vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia sensorial visual).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A Conven\u00e7\u00e3o da ONU, com status supralegal, consagra conceito de defici\u00eancia fundado n\u00e3o apenas em limita\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, mas na <strong>intera\u00e7\u00e3o com barreiras sociais<\/strong>. A vis\u00e3o monocular gera desvantagens funcionais reais na intera\u00e7\u00e3o com o ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A norma n\u00e3o promove enquadramento gen\u00e9rico: a concess\u00e3o de benef\u00edcios permanece condicionada a <strong>avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial<\/strong> por equipe multiprofissional e interdisciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A CF e a Conven\u00e7\u00e3o da ONU adotam modelo de caracteriza\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia que n\u00e3o se limita a crit\u00e9rios m\u00e9dicos. A defici\u00eancia \u00e9 compreendida como resultado da <strong>intera\u00e7\u00e3o entre a condi\u00e7\u00e3o da pessoa e as barreiras impostas pelo ambiente<\/strong>. A vis\u00e3o monocular, embora n\u00e3o implique cegueira, gera limita\u00e7\u00f5es funcionais significativas: perda de no\u00e7\u00e3o de profundidade, campo visual reduzido e dificuldade em ambientes que exigem vis\u00e3o binocular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Lei n\u00ba 14.126\/2021 n\u00e3o cria defici\u00eancia onde n\u00e3o existe: <strong>reconhece juridicamente uma condi\u00e7\u00e3o j\u00e1 sedimentada na jurisprud\u00eancia e na pr\u00e1tica administrativa<\/strong> (S\u00famula 377\/STJ reconhecia o direito a concurso em vagas PCD). O legislador formalizou o que j\u00e1 era aceito.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O Plen\u00e1rio afastou as tr\u00eas obje\u00e7\u00f5es: (i) n\u00e3o h\u00e1 amplia\u00e7\u00e3o indevida, pois o conceito constitucional \u00e9 evolutivo; (ii) n\u00e3o h\u00e1 tratamento desigual, pois cada caso \u00e9 avaliado individualmente; (iii) <strong>o impacto or\u00e7ament\u00e1rio n\u00e3o foi demonstrado<\/strong>, j\u00e1 que a concess\u00e3o de benef\u00edcios permanece condicionada \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial \u2014 n\u00e3o \u00e9 concedida pelo mero diagn\u00f3stico de vis\u00e3o monocular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o reafirma que a <strong>prote\u00e7\u00e3o constitucional autoriza pol\u00edticas inclusivas e medidas compensat\u00f3rias<\/strong> para grupos vulner\u00e1veis, em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios da solidariedade e da igualdade material. O reconhecimento legislativo da vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia \u00e9 exerc\u00edcio regular da compet\u00eancia normativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A respeito da classifica\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia pela Lei n\u00ba 14.126\/2021, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) A lei amplia indevidamente o conceito constitucional de defici\u00eancia ao incluir condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas na Conven\u00e7\u00e3o da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A classifica\u00e7\u00e3o como defici\u00eancia gera concess\u00e3o de benef\u00edcios com o diagn\u00f3stico m\u00e9dico, dispensando avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A norma viola a isonomia por equiparar a vis\u00e3o monocular a condi\u00e7\u00f5es mais graves, como a cegueira bilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A compet\u00eancia para classificar defici\u00eancias \u00e9 dos Estados, n\u00e3o da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E) \u00c9 constitucional, pois se harmoniza com o conceito amplo de defici\u00eancia da CF e da Conven\u00e7\u00e3o da ONU, condicionada \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. O conceito constitucional de defici\u00eancia \u00e9 amplo e evolutivo, admitindo novas classifica\u00e7\u00f5es legislativas.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. A concess\u00e3o de benef\u00edcios permanece condicionada a avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A avalia\u00e7\u00e3o individualizada garante proporcionalidade; n\u00e3o h\u00e1 equipara\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica com outras condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. A prote\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia \u00e9 compet\u00eancia concorrente (CF, art. 24, XIV); a Uni\u00e3o pode legislar.<\/p>\n\n\n\n<p>E) <strong>Correta.<\/strong> A lei harmoniza-se com o modelo biopsicossocial da Conven\u00e7\u00e3o da ONU e a concess\u00e3o de benef\u00edcios depende de avalia\u00e7\u00e3o individualizada por equipe multiprofissional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 constitucional&nbsp; por n\u00e3o ampliar indevidamente o conceito de defici\u00eancia, n\u00e3o gerar tratamento desigual, nem acarretar impactos or\u00e7ament\u00e1rios&nbsp; lei que classifica a vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia sensorial, do tipo visual, para todos os efeitos legais (CF\/1988, art. 24, XIV).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n 14.126\/2021, ao classificar a vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia para todos os fins legais, harmoniza-se com o modelo de caracteriza\u00e7\u00e3o adotado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal e pela Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, que consagram um conceito amplo e evolutivo, fundado n\u00e3o apenas em limita\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, mas tamb\u00e9m na intera\u00e7\u00e3o com barreiras sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma impugnada n\u00e3o promove enquadramento autom\u00e1tico, uma vez que a concess\u00e3o de benef\u00edcios permanece condicionada \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a prote\u00e7\u00e3o constitucional autoriza a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas e de medidas compensat\u00f3rias, aptas a mitigar as desvantagens decorrentes da intera\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica com as barreiras impostas pelo ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se do exerc\u00edcio regular da compet\u00eancia normativa conferida \u00e0 Uni\u00e3o para a prote\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o social, em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da solidariedade e igualdade material a um grupo vulner\u00e1vel cujo reconhecimento como pessoa com defici\u00eancia j\u00e1 se encontrava sedimentado na jurisprud\u00eancia e na pr\u00e1tica administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade, reconhecendo a constitucionalidade da Lei n 14.126\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedentes citados: ADI 5.452, ADI 5.583, ADI 5.357 MC-Ref e ARE 760.015 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 6.850\/DF, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 20.03.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-concessao-florestal-em-areas-indigenas-quilombolas-e-de-comunidades-tradicionais\">4. Concess\u00e3o florestal em \u00e1reas ind\u00edgenas, quilombolas e de comunidades tradicionais<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional interpreta\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 11.284\/2006 que autorize a outorga de <strong>concess\u00e3o florestal \u00e0 iniciativa privada em \u00e1reas ocupadas por povos ind\u00edgenas, quilombolas ou comunidades tradicionais<\/strong>, pois a prote\u00e7\u00e3o constitucional desses territ\u00f3rios opera como limite material \u00e0 atua\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.394\/DF, Rel. Ministro Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 20\/3\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O PGR questionou dispositivos da Lei n\u00ba 11.284\/2006 que, ao usar o verbo &#8216;considerar\u00e1&#8217; no art. 11, poderiam sugerir margem de discricionariedade para incluir \u00e1reas ind\u00edgenas e quilombolas no Plano de Outorga Florestal. A quest\u00e3o \u00e9 se a l\u00f3gica concess\u00f3ria (delega\u00e7\u00e3o onerosa, licita\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o por conta e risco do particular) \u00e9 compat\u00edvel com o regime constitucional de prote\u00e7\u00e3o dessas terras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 231<\/strong><em> (terras ind\u00edgenas \u2013 posse permanente e usufruto exclusivo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>ADCT, art. 68<\/strong><em> (terras de remanescentes quilombolas).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, arts. 215 e 216<\/strong><em> (prote\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es culturais e patrim\u00f4nio cultural).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n\u00ba 11.284\/2006, art. 11, IV<\/strong><em> (exclus\u00e3o de terras ind\u00edgenas e \u00e1reas de comunidades locais).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A concess\u00e3o florestal atribui ao concession\u00e1rio posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica <strong>incompat\u00edvel<\/strong> com o regime de prote\u00e7\u00e3o dessas terras: explora\u00e7\u00e3o por conta e risco, mediante licita\u00e7\u00e3o, com finalidade econ\u00f4mica. Isso colide com o usufruto exclusivo dos povos ind\u00edgenas e a prote\u00e7\u00e3o dos modos de vida das comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A veda\u00e7\u00e3o <strong>independe do status de regulariza\u00e7\u00e3o<\/strong> fundi\u00e1ria: a morosidade estatal em demarcar n\u00e3o pode servir como pretexto para autorizar concess\u00f5es em \u00e1reas ocupadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A CF assegura aos povos ind\u00edgenas a posse permanente e o usufruto exclusivo das terras tradicionalmente ocupadas (art. 231). A concess\u00e3o florestal, por defini\u00e7\u00e3o, <strong>atribui ao concession\u00e1rio explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica por conta e risco<\/strong> \u2014 posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que invade o espa\u00e7o reservado constitucionalmente ao usufruto exclusivo ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A prote\u00e7\u00e3o estende-se aos remanescentes quilombolas (ADCT, art. 68) e \u00e0s comunidades tradicionais, inclusive por for\u00e7a da Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT. <strong>A preserva\u00e7\u00e3o dos &#8216;modos de criar, fazer e viver&#8217; (CF, art. 216) abrange os espa\u00e7os vinculados a essas comunidades<\/strong>, que n\u00e3o podem ser objeto de explora\u00e7\u00e3o por terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O Plen\u00e1rio deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o aos arts. 9\u00ba, 10 e 11, III, da Lei n\u00ba 11.284\/2006, excluindo qualquer leitura que autorize concess\u00e3o nessas \u00e1reas. O verbo &#8216;considerar\u00e1&#8217; do art. 11 <strong>n\u00e3o confere discricionariedade para incluir \u00e1reas constitucionalmente protegidas<\/strong>: a prote\u00e7\u00e3o \u00e9 limite material que vincula a Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f <strong>Ponto crucial<\/strong>: a veda\u00e7\u00e3o incide <strong>independentemente da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria<\/strong>. Se a terra \u00e9 ocupada de fato por ind\u00edgenas, quilombolas ou comunidades tradicionais, a concess\u00e3o \u00e9 vedada \u2014 a morosidade estatal na demarca\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode premiar a iniciativa privada em detrimento dos direitos origin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concess\u00e3o florestal em \u00e1reas ocupadas por povos ind\u00edgenas e quilombolas, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) O art. 11 da Lei n\u00ba 11.284\/2006 confere discricionariedade \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o para decidir caso a caso sobre concess\u00f5es em terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A concess\u00e3o florestal \u00e9 inconstitucional por incompatibilidade com o regime constitucional de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A veda\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o florestal depende de pr\u00e9via demarca\u00e7\u00e3o oficial da terra ind\u00edgena ou quilombola.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A concess\u00e3o florestal \u00e9 compat\u00edvel com o regime de prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas, desde que autorizada pela FUNAI.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT n\u00e3o integra o ordenamento brasileiro para fins de prote\u00e7\u00e3o de comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. O STF afastou leitura discricion\u00e1ria do art. 11 quanto a essas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>B) <strong>Correta.<\/strong> O regime de prote\u00e7\u00e3o (CF, art. 231; ADCT, art. 68) \u00e9 incompat\u00edvel com a atribui\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica a concession\u00e1rio privado, conforme interpreta\u00e7\u00e3o conforme dada pelo Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A veda\u00e7\u00e3o independe do status de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria; basta a ocupa\u00e7\u00e3o de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. A prote\u00e7\u00e3o constitucional das terras ind\u00edgenas \u00e9 limite material que veda a concess\u00e3o, sem depender de autoriza\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. A Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT foi internalizada e integra o direito brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 inconstitucional&nbsp; por violar a prote\u00e7\u00e3o constitucional conferida aos povos ind\u00edgenas, aos remanescentes de quilombos e \u00e0s demais comunidades tradicionais, inclusive quanto \u00e0s terras que ocupam e aos seus modos de vida&nbsp; interpreta\u00e7\u00e3o da Lei n 11.284\/2006 que autorize a outorga, \u00e0 iniciativa privada, de concess\u00e3o florestal em \u00e1reas por eles ocupadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Constitui\u00e7\u00e3o Federal assegura aos povos ind\u00edgenas a posse permanente e o usufruto exclusivo das terras tradicionalmente ocupadas (CF\/1988, art. 231), al\u00e9m de impor tutela refor\u00e7ada \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es culturais e ao patrim\u00f4nio cultural, o que abrange a preserva\u00e7\u00e3o dos modos de criar, fazer e viver e dos espa\u00e7os a eles vinculados (CF\/1988, arts. 215 e 216). No mesmo sentido, reconhece-se a prote\u00e7\u00e3o espec\u00edfica aos remanescentes das comunidades quilombolas (ADCT, art. 68) e \u00e0s demais comunidades tradicionais, inclusive \u00e0 luz da Conven\u00e7\u00e3o n 169 da OIT, internalizada no direito brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a concess\u00e3o florestal&nbsp; estruturada como delega\u00e7\u00e3o onerosa, por prazo determinado, mediante licita\u00e7\u00e3o, que confere ao particular a explora\u00e7\u00e3o contratualmente definida de produtos e servi\u00e7os florestais, por sua conta e risco&nbsp; n\u00e3o pode incidir sobre territ\u00f3rios ocupados por povos ind\u00edgenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Isso porque a pr\u00f3pria l\u00f3gica concess\u00f3ria envolve a atribui\u00e7\u00e3o ao concession\u00e1rio de posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica incompat\u00edvel com o regime constitucional de prote\u00e7\u00e3o dessas terras e com o usufruto exclusivo assegurado aos grupos protegidos. Assim, \u00e9 irrelevante, para fins de incid\u00eancia da veda\u00e7\u00e3o, o status de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria ou a morosidade estatal em cumprir o dever de demarcar e proteger tais \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a controv\u00e9rsia concentrou-se na interpreta\u00e7\u00e3o de dispositivos da Lei n 11.284\/2006 que tratam do Plano Plurianual de Outorga Florestal (PPAOF), especialmente porque, da interpreta\u00e7\u00e3o do verbo considerar\u00e1, contido na reda\u00e7\u00e3o do art. 11, caput c\/c o inciso IV, poderia sugerir margem de discricionariedade para que a Administra\u00e7\u00e3o decidisse, caso a caso, pela inclus\u00e3o&nbsp; ou n\u00e3o&nbsp; de determinadas \u00e1reas no rol de concess\u00f5es. Contudo, essa abertura interpretativa n\u00e3o pode ser compreendida como autoriza\u00e7\u00e3o para concess\u00f5es sobre \u00e1reas ocupadas por ind\u00edgenas, remanescentes quilombolas e comunidades tradicionais, pois a prote\u00e7\u00e3o constitucional desses territ\u00f3rios opera como limite material intranspon\u00edvel \u00e0 atua\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o direta para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o aos arts. 9, caput, 10, caput e 11, III, da Lei n 11.284\/2006 (2), com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n 14.590\/2023, a fim de excluir qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que permita, \u00e0 iniciativa privada, a outorga de concess\u00e3o florestal em \u00e1reas ocupadas por povos ind\u00edgenas, remanescentes quilombolas ou demais comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedente citado: ADI 7.008.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Lei n 11.284\/2006: Art. 9 S\u00e3o eleg\u00edveis para fins de concess\u00e3o florestal as unidades de manejo previstas no Plano Plurianual de Outorga Florestal (PPAOF). Art. 10. O PPAOF, proposto pelo \u00f3rg\u00e3o gestor e definido pelo poder concedente, conter\u00e1 o conjunto de florestas p\u00fablicas a serem submetidas a processos de concess\u00e3o no per\u00edodo em que vigorar. (&#8230;) Art. 11. O PPAOF para concess\u00e3o florestal considerar\u00e1: (&#8230;) III &#8211; a exclus\u00e3o das unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, das reservas de desenvolvimento sustent\u00e1vel, das reservas extrativistas, das reservas de fauna e das \u00e1reas de relevante interesse ecol\u00f3gico, salvo quanto a atividades expressamente admitidas no plano de manejo da unidade de conserva\u00e7\u00e3o; IV &#8211; a exclus\u00e3o das terras ind\u00edgenas, das \u00e1reas ocupadas por comunidades locais e das \u00e1reas de interesse para a cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI 7.394\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 20.03.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sum\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-sat-incidencia-sobre-rendimentos-sem-vinculo-empregaticio-antes-da-ec-20-1998\">5.&nbsp; SAT \u2013 incid\u00eancia sobre rendimentos sem v\u00ednculo empregat\u00edcio antes da EC 20\/1998<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a contribui\u00e7\u00e3o ao SAT sobre remunera\u00e7\u00e3o paga a <strong>pessoas f\u00edsicas sem v\u00ednculo empregat\u00edcio antes da EC 20\/1998<\/strong>, por exigir lei complementar na compet\u00eancia residual da Uni\u00e3o (CF, art. 195, \u00a7 4\u00ba, c\/c art. 154, I).<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.073.380 AgR-ED-EDv\/SP e ARE 1.503.306 AgR-EDv-AgR\/SP, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento finalizado em 12\/3\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pagonada Ltda foi autuada por n\u00e3o recolher contribui\u00e7\u00e3o ao SAT sobre valores pagos a administradores, avulsos e aut\u00f4nomos (sem v\u00ednculo empregat\u00edcio) no per\u00edodo anterior \u00e0 EC 20\/1998. O ponto central: antes da EC 20\/1998, a CF n\u00e3o previa expressamente a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre rendimentos pagos a pessoas sem v\u00ednculo. O STF resolveu se a institui\u00e7\u00e3o dessa cobran\u00e7a por lei ordin\u00e1ria era compat\u00edvel com a exig\u00eancia de lei complementar para novas fontes de custeio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 195, \u00a7 4\u00ba<\/strong><em> (outras fontes de custeio \u2013 obedi\u00eancia ao art. 154, I).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 154, I<\/strong><em> (compet\u00eancia residual da Uni\u00e3o \u2013 lei complementar).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>EC 20\/1998<\/strong><em> (inclus\u00e3o expressa dos rendimentos sem v\u00ednculo na base de contribui\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda Antes da EC 20\/1998, a CF s\u00f3 previa contribui\u00e7\u00e3o sobre a folha de sal\u00e1rios, exigindo portanto v\u00ednculo empregat\u00edcio. A extens\u00e3o a rendimentos sem v\u00ednculo configurava <strong>nova fonte de custeio<\/strong>, sujeita \u00e0 compet\u00eancia residual (art. 195, \u00a7 4\u00ba), que exige lei complementar (art. 154, I).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A EC 20\/1998, ao incluir expressamente os rendimentos pagos &#8216;a qualquer t\u00edtulo, \u00e0 pessoa f\u00edsica que preste servi\u00e7o, mesmo sem v\u00ednculo&#8217;, passou a permitir a institui\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria \u2014 mas apenas para fatos geradores <strong>posteriores \u00e0 emenda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O art. 195, I, da CF, na reda\u00e7\u00e3o original, referia-se \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre a &#8216;folha de sal\u00e1rios&#8217;, express\u00e3o que a jurisprud\u00eancia vinculava ao v\u00ednculo empregat\u00edcio. <strong>A extens\u00e3o a rendimentos pagos a aut\u00f4nomos e avulsos configurava nova fonte de custeio da seguridade<\/strong>, mat\u00e9ria sujeita \u00e0 compet\u00eancia residual do art. 195, \u00a7 4\u00ba, que remete ao art. 154, I, exigindo lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A exig\u00eancia de lei complementar para novas fontes de custeio da seguridade social \u00e9 <strong>mecanismo de rigidez constitucional que protege o contribuinte contra amplia\u00e7\u00e3o desarrazoada da base contributiva<\/strong>. A institui\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria, antes da EC 20\/1998, violou essa reserva.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A EC 20\/1998 resolveu o problema para o futuro: ao incluir a express\u00e3o \u201c\u00e0 pessoa f\u00edsica que lhe preste servi\u00e7o, mesmo sem v\u00ednculo empregat\u00edcio\u201d no art. 195, I, &#8216;a&#8217;, <strong>conferiu base constitucional expressa para a cobran\u00e7a por lei ordin\u00e1ria<\/strong>. Mas essa permiss\u00e3o n\u00e3o retroage ao per\u00edodo anterior \u00e0 emenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio, ao julgar conjuntamente os embargos de diverg\u00eancia, reafirmou a <strong>inconstitucionalidade da cobran\u00e7a no per\u00edodo pr\u00e9-EC 20\/1998 e a constitucionalidade no per\u00edodo posterior<\/strong>. A decis\u00e3o consolida jurisprud\u00eancia anterior (ADI 1.102, RE 177.296) e resolve diverg\u00eancia entre turmas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a contribui\u00e7\u00e3o ao SAT incidente sobre rendimentos sem v\u00ednculo empregat\u00edcio, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) A contribui\u00e7\u00e3o sobre rendimentos sem v\u00ednculo empregat\u00edcio j\u00e1 era constitucional antes da EC 20\/1998, desde que regulada em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A EC 20\/1998 declarou a inconstitucionalidade retroativa da contribui\u00e7\u00e3o cobrada anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o sobre rendimentos sem v\u00ednculo empregat\u00edcio antes da EC 20\/1998 exigia lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A contribui\u00e7\u00e3o ao SAT sobre rendimentos sem v\u00ednculo empregat\u00edcio \u00e9 inconstitucional mesmo ap\u00f3s a EC 20\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A exig\u00eancia de lei complementar para novas fontes de custeio da seguridade social foi revogada pela EC 20\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. A reda\u00e7\u00e3o original do art. 195, I, referia-se \u00e0 folha de sal\u00e1rios (v\u00ednculo), n\u00e3o a todos os rendimentos. Ent\u00e3o, a regula\u00e7\u00e3o deveria ser por lei complementar, na compet\u00eancia residual.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. A EC 20\/1998 conferiu base constitucional para o futuro, sem efeito retroativo declarat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>C) <strong>Correta.<\/strong> A extens\u00e3o a rendimentos sem v\u00ednculo configurava nova fonte de custeio, exigindo lei complementar (CF, arts. 195, \u00a7 4\u00ba, e 154, I), o que n\u00e3o foi observado.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. A EC 20\/1998 conferiu base constitucional expressa para a cobran\u00e7a por lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. O art. 195, \u00a7 4\u00ba, permanece em vigor, exigindo lei complementar para novas fontes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o destinada ao Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) sobre a remunera\u00e7\u00e3o paga pelas empresas a pessoas f\u00edsicas sem v\u00ednculo empregat\u00edcio, antes da EC n 20\/1998, por n\u00e3o observar a t\u00e9cnica da compet\u00eancia residual da Uni\u00e3o, que exige lei complementar (CF\/1988, art. 195,&nbsp; 4, c\/c o art. 154, I).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre os rendimentos de trabalho pagos a pessoa f\u00edsica sem v\u00ednculo empregat\u00edcio passou a ser prevista constitucionalmente com a edi\u00e7\u00e3o da EC n 20\/1998 (1), momento em que passou a ser permitida a sua institui\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (2), a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria destinada ao SAT sobre a remunera\u00e7\u00e3o de administradores, avulsos e aut\u00f4nomos no per\u00edodo anterior \u00e0 EC n 20\/1998 n\u00e3o pode ser exigida das empresas, haja vista a falta da lei complementar necess\u00e1ria para a institui\u00e7\u00e3o da exa\u00e7\u00e3o quando se enquadrava na compet\u00eancia residual atribu\u00edda \u00e0 Uni\u00e3o (3).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, os recursos referem-se \u00e0 cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o da empresa para o SAT, antes da EC n 20\/1998, (i) a trabalhadores avulsos (RE 1.073.380) e (ii) a administradores, aut\u00f4nomos e avulsos (ARE 1.503.306).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria e em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, (i) quanto ao RE 1.073.380, admitiu os embargos de diverg\u00eancia e negou-lhes provimento; e (ii) em rela\u00e7\u00e3o ao ARE 1.503.306, deu provimento ao agravo regimental para acolher os embargos de diverg\u00eancia e negar provimento ao recurso extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: Art. 195. A seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, e das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais: I&nbsp; do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n 20, de 1998) a) a folha de sal\u00e1rios e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer t\u00edtulo, \u00e0 pessoa f\u00edsica que lhe preste servi\u00e7o, mesmo sem v\u00ednculo empregat\u00edcio; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n 20, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Precedentes citados: ADI 1.102, RE 177.296 e RE 773.978 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) CF\/1988: Art. 154. A Uni\u00e3o poder\u00e1 instituir: I&nbsp; mediante lei complementar, impostos n\u00e3o previstos no artigo anterior, desde que sejam n\u00e3o-cumulativos e n\u00e3o tenham fato gerador ou base de c\u00e1lculo pr\u00f3prios dos discriminados nesta Constitui\u00e7\u00e3o (&#8230;). Art. 195. (&#8230;)&nbsp; 4 A lei poder\u00e1 instituir outras fontes destinadas a garantir a manuten\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; RE 1.073.380 AgR-ED-EDv\/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 12.03.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ARE 1.503.306 AgR-EDv-AgR\/SP, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento finalizado em 12.03.2026 (quinta-feira)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-imposto-de-importacao-retorno-de-mercadoria-nacional-exportada-e-equiparacao-a-estrangeira\">6. Imposto de importa\u00e7\u00e3o \u2013 retorno de mercadoria nacional exportada e equipara\u00e7\u00e3o a estrangeira<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foram recepcionadas pela CF\/1988 as normas que, para fins de imposto de importa\u00e7\u00e3o, consideram <strong>estrangeira a mercadoria nacional ou nacionalizada que retorna ao Brasil ap\u00f3s exporta\u00e7\u00e3o definitiva<\/strong>, pois a reinser\u00e7\u00e3o configura nova opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sujeita ao regime de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 400\/DF, Rel. Ministro Nunes Marques, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 20\/3\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Comprotudo SA questionou o DL 37\/1966 e o Decreto 6.759\/2009, que consideram &#8216;estrangeira&#8217; a mercadoria nacional exportada que retorna ao Brasil, sujeitando-a ao imposto de importa\u00e7\u00e3o. Argumentaram que a CF tributa a importa\u00e7\u00e3o de &#8216;produtos estrangeiros&#8217; (art. 153, I), e mercadoria nacional n\u00e3o seria &#8216;estrangeira&#8217; apenas por ter sa\u00eddo e voltado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 153, I<\/strong><em> (imposto de importa\u00e7\u00e3o sobre produtos estrangeiros).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 146, III, &#8220;a&#8221;<\/strong><em> (lei complementar define fatos geradores).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>DL 37\/1966, art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba<\/strong><em> (mercadoria nacional que retorna \u2013 equipara\u00e7\u00e3o a estrangeira).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CTN, art. 19<\/strong><em> (fato gerador do imposto de importa\u00e7\u00e3o \u2013 ingresso no territ\u00f3rio).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A exporta\u00e7\u00e3o definitiva encerra a opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pode gerar frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais (isen\u00e7\u00e3o de IPI, cr\u00e9ditos de ICMS). O retorno configura <strong>nova opera\u00e7\u00e3o<\/strong>, distinta da anterior, sujeita ao regime de importa\u00e7\u00e3o. A materialidade do tributo privilegia a dimens\u00e3o econ\u00f4mica (ingresso no territ\u00f3rio com destina\u00e7\u00e3o ao mercado interno), n\u00e3o a origem produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A equipara\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica a sa\u00eddas tempor\u00e1rias (consigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o vendida, defeito t\u00e9cnico, devolu\u00e7\u00e3o por motivos alheios \u00e0 vontade do exportador). A incid\u00eancia restringe-se a <strong>exporta\u00e7\u00f5es definitivas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O CTN estrutura o fato gerador do imposto de importa\u00e7\u00e3o com base no ingresso do produto no espa\u00e7o aduaneiro brasileiro com destina\u00e7\u00e3o ao mercado interno. <strong>A dimens\u00e3o econ\u00f4mica prevalece sobre a origem produtiva<\/strong>: importa se o bem entra no territ\u00f3rio para consumo, n\u00e3o onde foi fabricado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A exporta\u00e7\u00e3o definitiva encerra a opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica original: o exportador se desfaz do bem, fruiu benef\u00edcios fiscais do regime de exporta\u00e7\u00e3o. <strong>O retorno do mesmo bem configura nova opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, distinta da anterior<\/strong>, e se sujeita ao regime jur\u00eddico pr\u00f3prio da importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A refer\u00eancia a &#8216;produtos estrangeiros&#8217; no art. 153, I, da CF n\u00e3o constitui limite \u00e0 incid\u00eancia. O Plen\u00e1rio entendeu que <strong>restringir o tributo a bens originariamente produzidos no exterior fixaria limite inexistente no texto constitucional<\/strong> e prejudicaria a fun\u00e7\u00e3o extrafiscal do imposto de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f As normas impugnadas (DL 37\/1966 e Decreto 6.759\/2009) foram declaradas recepcionadas, com a importante ressalva de que a equipara\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o alcan\u00e7a sa\u00eddas tempor\u00e1rias<\/strong> (consigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o vendida, defeito t\u00e9cnico, calamidade p\u00fablica, motivos alheios \u00e0 vontade do exportador). Essa distin\u00e7\u00e3o preserva a jurisprud\u00eancia anterior que protegeu exporta\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o imposto de importa\u00e7\u00e3o incidente no retorno de mercadoria nacional exportada, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) A CF veda a incid\u00eancia de imposto de importa\u00e7\u00e3o sobre mercadoria de origem nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A equipara\u00e7\u00e3o a produto estrangeiro aplica-se inclusive a mercadorias devolvidas por defeito t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>C) O retorno ap\u00f3s exporta\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria configura fato gerador do imposto de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Foram recepcionadas pela CF\/1988 as normas que equiparam a mercadoria nacional exportada definitivamente a produto estrangeiro para fins de imposto de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A fun\u00e7\u00e3o extrafiscal do imposto de importa\u00e7\u00e3o n\u00e3o justifica a incid\u00eancia sobre mercadoria de origem nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. A materialidade do tributo privilegia a dimens\u00e3o econ\u00f4mica (ingresso no territ\u00f3rio), n\u00e3o a origem produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. Devolu\u00e7\u00e3o por defeito t\u00e9cnico \u00e9 exce\u00e7\u00e3o expressa (DL 37\/1966, art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, &#8216;b&#8217;).<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. Sa\u00eddas tempor\u00e1rias s\u00e3o exclu\u00eddas da equipara\u00e7\u00e3o; a incid\u00eancia restringe-se a exporta\u00e7\u00f5es definitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>D) <strong>Correta.<\/strong> A exporta\u00e7\u00e3o definitiva encerra a opera\u00e7\u00e3o original; o retorno configura nova opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sujeita ao regime de importa\u00e7\u00e3o, conforme dimens\u00e3o econ\u00f4mica do fato gerador (CTN, art. 19).<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. A fun\u00e7\u00e3o extrafiscal \u00e9 argumento adicional em favor da recep\u00e7\u00e3o, segundo o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Foram recepcionadas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988&nbsp; e n\u00e3o desrespeitam os contornos constitucionais estabelecidos (arts. 146, III, a; e 153, I)&nbsp; normas pr\u00e9-constitucionais de decretos que, para fins de incid\u00eancia do imposto de importa\u00e7\u00e3o, consideram estrangeira a mercadoria nacional ou nacionalizada que retorna ao territ\u00f3rio nacional, ap\u00f3s exporta\u00e7\u00e3o definitiva.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atualmente, o fato gerador da mencionada exa\u00e7\u00e3o restringe-se \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es definitivas. Nelas ocorre a efetiva sa\u00edda da mercadoria, o encerramento da opera\u00e7\u00e3o e a eventual frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais pr\u00f3prios do regime de exporta\u00e7\u00e3o. Dessa maneira, a reinser\u00e7\u00e3o posterior no territ\u00f3rio brasileiro configura nova opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, distinta da anterior, e se sujeita ao regime jur\u00eddico pr\u00f3prio da importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A situa\u00e7\u00e3o em debate \u00e9 diversa daquela na qual declarada a incompatibilidade com a Constitui\u00e7\u00e3o vigente, \u00e0 \u00e9poca, do regime de equipara\u00e7\u00e3o entre mercadorias nacionais e estrangeiras, para fins de incid\u00eancia do imposto de importa\u00e7\u00e3o, por envolver mercadoria nacional enviada ao estrangeiro em t\u00edpica hip\u00f3tese de sa\u00edda tempor\u00e1ria (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0 refer\u00eancia a produtos estrangeiros prevista constitucionalmente (art. 153, I), sua men\u00e7\u00e3o n\u00e3o obsta a incid\u00eancia do tributo questionado. Do ponto de vista sist\u00eamico, a origem da fabrica\u00e7\u00e3o do bem n\u00e3o revela fator preponderante para a materialidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em conson\u00e2ncia com o art. 153, I, c\/c o art. 146, III, a, da CF\/1988 (2), a defini\u00e7\u00e3o legal do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN\/1966) estrutura o crit\u00e9rio material da exa\u00e7\u00e3o baseado no ingresso do produto no espa\u00e7o aduaneiro brasileiro com destina\u00e7\u00e3o ao mercado interno. A internaliza\u00e7\u00e3o do produto \u00e9 elemento que privilegia a dimens\u00e3o econ\u00f4mica do fato tribut\u00e1vel em detrimento de aspectos meramente formais relacionados a sua origem produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interpreta\u00e7\u00e3o no sentido de restringir a aplica\u00e7\u00e3o do imposto aos bens originariamente produzidos no exterior resultaria na fixa\u00e7\u00e3o de limite inexistente no texto constitucional e no preju\u00edzo consider\u00e1vel da fun\u00e7\u00e3o predominantemente extrafiscal do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a argui\u00e7\u00e3o ajuizada em face do que previsto (i) no art. 1,&nbsp; 1, do Decreto-Lei n 37\/1966 (3) e (ii) no art. 70 do Decreto n 6.759\/2009 (4), por arrastamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedente citado: RE 104.306.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) CF\/1988: Art. 146. Cabe \u00e0 lei complementar: (&#8230;) III&nbsp; estabelecer normas gerais em mat\u00e9ria de legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, especialmente sobre: a) defini\u00e7\u00e3o de tributos e de suas esp\u00e9cies, bem como, em rela\u00e7\u00e3o aos impostos discriminados nesta Constitui\u00e7\u00e3o, a dos respectivos fatos geradores, bases de c\u00e1lculo e contribuintes; (&#8230;) Art. 153. Compete \u00e0 Uni\u00e3o instituir impostos sobre: I&nbsp; importa\u00e7\u00e3o de produtos estrangeiros;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) Decreto-Lei n 37\/1966: Art.1&nbsp; O Imposto sobre a Importa\u00e7\u00e3o incide sobre mercadoria estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no Territ\u00f3rio Nacional. (Reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988)&nbsp; 1&nbsp; Para fins de incid\u00eancia do imposto, considerar-se-\u00e1 tamb\u00e9m estrangeira a mercadoria nacional ou nacionalizada exportada, que retornar ao Pa\u00eds, salvo se: (Inclu\u00eddo pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988) a) enviada em consigna\u00e7\u00e3o e n\u00e3o vendida no prazo autorizado; (Inclu\u00eddo pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988) b) devolvida por motivo de defeito t\u00e9cnico, para reparo ou substitui\u00e7\u00e3o; (Inclu\u00eddo pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988) c) por motivo de modifica\u00e7\u00f5es na sistem\u00e1tica de importa\u00e7\u00e3o por parte do pa\u00eds importador; (Inclu\u00eddo pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988) d) por motivo de guerra ou calamidade p\u00fablica; (Inclu\u00eddo pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988) e) por outros fatores alheios \u00e0 vontade do exportador. (Inclu\u00eddo pelo Decreto-Lei n 2.472, de 01\/09\/1988)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (4) Decreto n 6.759\/2009: Art. 70. Considera-se estrangeira, para fins de incid\u00eancia do imposto, a mercadoria nacional ou nacionalizada exportada, que retorne ao Pa\u00eds, salvo se (Decreto-Lei n 37, de 1966, art. 1,&nbsp; 1, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto-Lei n 2.472, de 1988, art. 1):&nbsp; (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e3o ainda considerados estrangeiros, para os fins previstos no caput, os equipamentos, as m\u00e1quinas, os ve\u00edculos, os aparelhos e os instrumentos, bem como as partes, as pe\u00e7as, os acess\u00f3rios e os componentes, de fabrica\u00e7\u00e3o nacional, adquiridos no mercado interno pelas empresas nacionais de engenharia, e exportados para a execu\u00e7\u00e3o de obras contratadas no exterior, na hip\u00f3tese de retornarem ao Pa\u00eds (Decreto-Lei n 1.418, de 3 de setembro de 1975, art. 2, caput e&nbsp; 2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADPF 400\/DF, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 20.03.2026 (sexta-feira), \u00e0s 23:59<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b48a4c43-05b1-4a23-93d6-4c13d27578cc\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/04\/01085945\/stf_info_1209.pdf\">STF_Info_1209<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/04\/01085945\/stf_info_1209.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-b48a4c43-05b1-4a23-93d6-4c13d27578cc\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; TCE estadual \u2013 composi\u00e7\u00e3o e regra de transi\u00e7\u00e3o para vaga de auditor Destaque Para corrigir d\u00e9cadas de irregularidades na composi\u00e7\u00e3o do TCE\/BA e assegurar a heterogeneidade t\u00e9cnica do colegiado, a pr\u00f3xima vaga aberta deve ser preenchida por auditor (conselheiro-substituto), salvo se reservada a membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas. 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