{"id":1730876,"date":"2026-03-11T15:34:25","date_gmt":"2026-03-11T18:34:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1730876"},"modified":"2026-03-12T14:22:48","modified_gmt":"2026-03-12T17:22:48","slug":"concurso-camara-deputados-recursos-analista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-camara-deputados-recursos-analista\/","title":{"rendered":"Concurso C\u00e2mara dos Deputados &#8211; recursos para Analista!"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Saiba sugest\u00f5es de recursos para o concurso C\u00e2mara dos Deputados &#8211; Analista Legislativo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foram aplicadas as provas objetivas e discursivas do <strong>concurso C\u00e2mara dos Deputados<\/strong> e, com isso, os candidatos podem interpor recursos entre os dias 11 e 12 de mar\u00e7o contra os gabaritos preliminares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que o nosso time de professores do Estrat\u00e9gia decidiu n\u00e3o ficar parado e iniciou as sugest\u00f5es de recursos, conforme crit\u00e9rios te\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"banner-legislativo\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Concurso C\u00e2mara dos Deputados<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Prepara\u00e7\u00e3o completa para a carreira!<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/camara-dos-deputados\/\" rel=\"noopener noreferrer\">EXPLORAR CURSOS<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n    \n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\" id=\"h-recursos-do-concurso-camara-dos-deputados-analista\">Recursos do concurso C\u00e2mara dos Deputados &#8211; Analista<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Prof. Douglas Schneider<\/strong> &#8211; <strong>QUEST\u00d5ES 77 e 82<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o 77<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Transcri\u00e7\u00e3o do item<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO envolvimento de atores da sociedade civil e do setor privado nas pol\u00edticas p\u00fablicas est\u00e1 relacionado \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o da intersetorialidade a essas pol\u00edticas e confere maior complexidade \u00e0s redes organizacionais.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Gabarito preliminar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CERTO<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Gabarito pleiteado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERRADO<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item estabelece uma rela\u00e7\u00e3o conceitual equivocada. Ele vincula o envolvimento de atores da sociedade civil e do setor privado ao conceito de <strong>intersetorialidade<\/strong>, quando a doutrina reserva esse conceito para a articula\u00e7\u00e3o entre <strong>setores governamentais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.1. O que \u00e9 intersetorialidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Telles et al. (2020) definem intersetorialidade como a \u201c<em>articula\u00e7\u00e3o planejada e sistem\u00e1tica entre diferentes setores ou \u00e1reas de governo<\/em>, visando integrar a\u00e7\u00f5es, recursos e pol\u00edticas p\u00fablicas para enfrentar problemas complexos que ultrapassam os limites de um \u00fanico setor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>foco<\/strong> da intersetorialidade \u00e9 a coordena\u00e7\u00e3o <strong>horizontal entre \u00f3rg\u00e3os e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong> (Telles et al., 2020). Exemplo cl\u00e1ssico: sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social atuando juntas para enfrentar a pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>Os instrumentos t\u00edpicos s\u00e3o comit\u00eas intersetoriais, planos integrados e pactos de coopera\u00e7\u00e3o entre setores do governo (Telles et al., 2020). N\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o a atores da sociedade civil ou do setor privado nessa defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.2. Envolvimento de atores n\u00e3o estatais: outros conceitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil e do setor privado nas pol\u00edticas p\u00fablicas se explica por outros mecanismos: <strong>governan\u00e7a em rede<\/strong> (articula\u00e7\u00e3o entre atores estatais e n\u00e3o estatais para coproduzir pol\u00edticas), <strong>participa\u00e7\u00e3o social<\/strong> (conselhos, confer\u00eancias, or\u00e7amentos participativos) e <strong>coprodu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 clara: a intersetorialidade opera na dimens\u00e3o <strong>intragovernamental<\/strong>. Governan\u00e7a em rede e participa\u00e7\u00e3o social operam na dimens\u00e3o <strong>Estado-sociedade<\/strong> (Telles et al., 2020). S\u00e3o conceitos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.3. A pr\u00f3pria doutrina distingue intersetorialidade de transversalidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia de conceitos pr\u00f3prios refor\u00e7a a distin\u00e7\u00e3o. <strong>Transversalidade<\/strong> \u00e9 definida como a \u201cincorpora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e intencional de temas, valores ou grupos espec\u00edficos em todas as etapas, n\u00edveis e setores das pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d (Brasil, 2024), podendo envolver atores n\u00e3o governamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a pr\u00f3pria doutrina j\u00e1 disp\u00f5e de conceito espec\u00edfico (transversalidade) para a incorpora\u00e7\u00e3o de atores e temas que extrapolam o governo, n\u00e3o se pode atribuir essa fun\u00e7\u00e3o \u00e0 intersetorialidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.4. O erro do item<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item afirma que o envolvimento de atores da sociedade civil e do setor privado \u201cest\u00e1 relacionado \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o da intersetorialidade\u201d. Isso atribui \u00e0 intersetorialidade uma caracter\u00edstica que <strong>n\u00e3o lhe pertence<\/strong>: a inclus\u00e3o de atores externos ao Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A intersetorialidade se realiza entre setores governamentais. A incorpora\u00e7\u00e3o de atores n\u00e3o estatais decorre da governan\u00e7a em rede e da participa\u00e7\u00e3o social. Confundir esses conceitos compromete a precis\u00e3o t\u00e9cnica exigida em concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil. (2024). Transversalidade nas pol\u00edticas p\u00fablicas, no plano e no or\u00e7amento. MPO.<\/p>\n\n\n\n<p>Telles, V. et al. (2020). Intersetorialidade nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Servi\u00e7o Social &amp; Sociedade, (137), 7\u201313.<\/p>\n\n\n\n<p>Wanderley, M. B., Martinelli, M. L., &amp; Paz, R. D. O. (2020). Intersetorialidade nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Revista Servi\u00e7o Social e Sociedade, (137).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. Pedido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Requer-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito do item 77 de CERTO para <strong>ERRADO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o 82<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Transcri\u00e7\u00e3o do item<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO neocorporativismo caracteriza-se por pr\u00e1ticas de concerta\u00e7\u00e3o social entre capital e trabalho arbitradas pelo Estado.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Gabarito preliminar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CERTO<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Gabarito pleiteado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ERRADO<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item atribui ao neocorporativismo a caracter\u00edstica de <strong>arbitragem estatal<\/strong>, que pertence ao corporativismo estatal (autorit\u00e1rio), n\u00e3o ao neocorporativismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.1. A distin\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica: corporativismo estatal vs. neocorporativismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Schmitter (1974, conforme citado por Viscardi, 2018) distingue dois subtipos de corporativismo. O <strong>corporativismo estatal<\/strong> opera em regimes autorit\u00e1rios: as organiza\u00e7\u00f5es de interesse s\u00e3o criadas, controladas e subordinadas ao Estado, que <strong>arbitra<\/strong> as rela\u00e7\u00f5es entre capital e trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o <strong>neocorporativismo<\/strong> (ou corporativismo societal) funciona em democracias. Viscardi (2018, p. 248) o define como \u201cum modelo institucional por meio do qual organiza\u00e7\u00f5es de interesse consolidadas <em>cooperavam entre si e com o Estado<\/em> na defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a central: no neocorporativismo, as organiza\u00e7\u00f5es mant\u00eam <strong>autonomia<\/strong> e o Estado atua como <strong>mediador ou facilitador<\/strong>, nunca como \u00e1rbitro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.2. Lehmbruch: o neocorporativismo \u00e9 liberal e aut\u00f4nomo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lehmbruch (1977, conforme citado por Viscardi, 2018, p. 248) explica que o neocorporativismo da Europa Ocidental e do Norte se desenvolveu dentro de sistemas de <strong>democracia constitucional liberal<\/strong>, com liberdade de associa\u00e7\u00e3o garantida.<\/p>\n\n\n\n<p>A concerta\u00e7\u00e3o neocorporativista ocorre por meio de negocia\u00e7\u00f5es em que capital, trabalho e Estado participam com <strong>relativa simetria<\/strong>. O Estado n\u00e3o imp\u00f5e decis\u00f5es de cima para baixo (Viscardi, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.3. Viscardi: a autonomia \u00e9 o tra\u00e7o distintivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Viscardi (2018, p. 248) destaca que as pr\u00e1ticas neocorporativas surgiram nos pa\u00edses escandinavos e na \u00c1ustria, em contextos democr\u00e1ticos. Receberam o prefixo \u201cneo\u201d <strong>justamente para se diferenciarem<\/strong> de sua associa\u00e7\u00e3o com regimes autorit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora refor\u00e7a: no neocorporativismo, a representa\u00e7\u00e3o corporativa se flexibiliza e funciona como modelo de rela\u00e7\u00e3o entre atores pol\u00edticos organizados, <strong>sem subordina\u00e7\u00e3o ao Estado<\/strong> (Viscardi, 2018, p. 248).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.4. O\u2019Donnell: a natureza bifronte do corporativismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O\u2019Donnell (1976, conforme citado por Viscardi, 2018, p. 249) identificou a natureza <strong>bifronte<\/strong> do corporativismo: uma vertente <strong>estatizante<\/strong> (autorit\u00e1ria, com arbitragem estatal) e outra <strong>privatista<\/strong> (democr\u00e1tica, com autonomia das organiza\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Na vertente privatista (neocorporativista), as organiza\u00e7\u00f5es de interesse atuam com autonomia, participando das decis\u00f5es sem serem tuteladas ou arbitradas pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4.5. O erro do item: \u201carbitradas\u201d descaracteriza o neocorporativismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O verbo \u201carbitrar\u201d significa decidir como autoridade, impor solu\u00e7\u00f5es entre as partes. Essa \u00e9 a l\u00f3gica do <strong>corporativismo estatal<\/strong>, n\u00e3o do neocorporativismo.<\/p>\n\n\n\n<p>No neocorporativismo, o Estado <strong>facilita<\/strong> o di\u00e1logo e, eventualmente, formaliza acordos alcan\u00e7ados pelas pr\u00f3prias partes. A concerta\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e <strong>autonomia<\/strong> e <strong>negocia\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao usar o termo \u201carbitradas pelo Estado\u201d, o item inverte a l\u00f3gica do conceito e o aproxima do corporativismo estatal autorit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O\u2019Donnell, G. (1976). Sobre o corporativismo e a quest\u00e3o do Estado. Cadernos do DCP, (3), 1\u201354.<\/p>\n\n\n\n<p>Schmitter, P. C. (1974). Still the century of corporatism? Review of Politics, (36).<\/p>\n\n\n\n<p>Lehmbruch, G. (1977). Liberal corporatism and party government. Comparative Political Studies, 10(1).<\/p>\n\n\n\n<p>Viscardi, C. M. R. (2018). Corporativismo e neocorporativismo. Estudos Hist\u00f3ricos, 31(64), 243\u2013256.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. Pedido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Requer-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito do item 82 de CERTO para <strong>ERRADO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor Brunno Lima<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>P: \u201cMaria pagou e n\u00e3o assistiu.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Q: \u201cJo\u00e3o assistiu sem pagar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No que concerne \u00e0s proposi\u00e7\u00f5es P e Q apresentadas anteriormente, julgue o item seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>39. A proposi\u00e7\u00e3o Q \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o de \u201cSe Jo\u00e3o assistiu, ent\u00e3o ele pagou.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>GABARITO PRELIMINAR<\/u><\/strong><strong>: C<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>PEDIDO<\/u><\/strong><strong>: ANULA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Preliminarmente, cumpre destacar que o edital do certame n\u00e3o apresenta refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas espec\u00edficas para o conte\u00fado de l\u00f3gica proposicional. Em raz\u00e3o dessa aus\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o objetiva de autores ou obras que delimitem o referencial te\u00f3rico a ser adotado na elabora\u00e7\u00e3o e na corre\u00e7\u00e3o dos itens. Tal lacuna compromete a previsibilidade interpretativa do conte\u00fado e abre margem para que o julgamento do item dependa, em grande medida, do entendimento particular do examinador respons\u00e1vel por sua elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da l\u00f3gica proposicional, a nega\u00e7\u00e3o de uma proposi\u00e7\u00e3o condicional possui forma l\u00f3gica bem estabelecida. Conforme exposto por <strong>Edgar de Alencar Filho<\/strong> em sua obra <strong>Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 L\u00f3gica Matem\u00e1tica<\/strong>, a nega\u00e7\u00e3o de uma proposi\u00e7\u00e3o da forma \u201cSe p, ent\u00e3o q\u201d \u00e9 logicamente equivalente a <strong>\u201cp e n\u00e3o q\u201d<\/strong>. Assim, a nega\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o \u201cSe Jo\u00e3o assistiu, ent\u00e3o ele pagou\u201d deve assumir a forma l\u00f3gica <strong>\u201cJo\u00e3o assistiu e ele n\u00e3o pagou\u201d<\/strong>, ou qualquer formula\u00e7\u00e3o linguisticamente equivalente que <strong><u>preserve essa estrutura conjuntiva<\/u><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 amplamente reconhecido que o <strong>Centro Brasileiro de Pesquisa em Avalia\u00e7\u00e3o e Sele\u00e7\u00e3o e de Promo\u00e7\u00e3o de Eventos (CEBRASPE)<\/strong> se destaca no cen\u00e1rio nacional pela valoriza\u00e7\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o entre linguagem natural e formaliza\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, o que, em regra, contribui para avalia\u00e7\u00f5es mais consistentes. Nesse sentido, respeitando simultaneamente os princ\u00edpios da l\u00f3gica proposicional e as regras da l\u00edngua portuguesa, poderiam ser admitidas diversas reescritas equivalentes da nega\u00e7\u00e3o mencionada, tais como: \u201cJo\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 assistiu como tamb\u00e9m n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 assistiu, mas tamb\u00e9m n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu e, al\u00e9m disso, n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu e ainda n\u00e3o pagou\u201d; \u201cPor um lado, Jo\u00e3o assistiu; por outro, n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, assim como n\u00e3o pagou\u201d; \u201cTanto Jo\u00e3o assistiu como n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, bem como n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu e n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, mas n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, por\u00e9m n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, contudo n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, entretanto n\u00e3o pagou\u201d; \u201cJo\u00e3o assistiu, no entanto n\u00e3o pagou\u201d entre outras constru\u00e7\u00f5es equivalentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todas essas possibilidades, preserva-se a estrutura l\u00f3gica essencial da nega\u00e7\u00e3o da condicional, isto \u00e9, <strong>a presen\u00e7a simult\u00e2nea do antecedente verdadeiro e da nega\u00e7\u00e3o do consequente<\/strong>, expressa por meio de <strong>duas ora\u00e7\u00f5es coordenadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a proposi\u00e7\u00e3o <strong>\u201cJo\u00e3o assistiu sem pagar.\u201d<\/strong> apresenta natureza estrutural distinta. Do ponto de vista gramatical, trata-se de <strong>uma \u00fanica ora\u00e7\u00e3o<\/strong>, uma vez que h\u00e1 apenas um verbo flexionado (<em>assistiu<\/em>), enquanto o termo <em>pagar<\/em> aparece no infinitivo, compondo uma constru\u00e7\u00e3o reduzida que funciona como complemento circunstancial. Dessa forma, <strong>a estrutura lingu\u00edstica da frase n\u00e3o corresponde \u00e0 forma t\u00edpica da nega\u00e7\u00e3o da condicional, que exige uma proposi\u00e7\u00e3o composta formada pela conjun\u00e7\u00e3o entre duas proposi\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o gabarito preliminar seja mantido como <strong>CORRETO<\/strong>, seria necess\u00e1rio, portanto, admitir uma extrapola\u00e7\u00e3o interpretativa significativa, equiparando a estrutura <strong>\u201cJo\u00e3o assistiu e n\u00e3o pagou\u201d<\/strong> a <strong>\u201cJo\u00e3o assistiu sem pagar\u201d<\/strong>. Tal equipara\u00e7\u00e3o implica ignorar diferen\u00e7as relevantes tanto do ponto de vista lingu\u00edstico quanto do ponto de vista l\u00f3gico: linguisticamente, passa-se de uma constru\u00e7\u00e3o com duas ora\u00e7\u00f5es para uma estrutura com apenas uma ora\u00e7\u00e3o; <strong>logicamente, admite-se que a nega\u00e7\u00e3o de uma condicional possa ser expressa por uma proposi\u00e7\u00e3o simples, o que contraria a forma can\u00f4nica apresentada pela literatura cl\u00e1ssica da \u00e1rea<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Importa destacar, no entanto, que historicamente, em quest\u00f5es elaboradas pelo pr\u00f3prio CEBRASPE, estruturas como <strong>\u201cJo\u00e3o assistiu sem pagar\u201d<\/strong> s\u00e3o tratadas como <strong>proposi\u00e7\u00f5es simples<\/strong>, e n\u00e3o como proposi\u00e7\u00f5es compostas equivalentes \u00e0 conjun\u00e7\u00e3o \u201cp e n\u00e3o q\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>caso exista alguma fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica espec\u00edfica que sustente a equival\u00eancia adotada no gabarito preliminar, tal refer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 de conhecimento geral dos candidatos e tampouco foi indicada no edital<\/strong>. Consequentemente, o candidato acaba sendo colocado em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a interpretativa, ficando \u00e0 merc\u00ea de um referencial te\u00f3rico n\u00e3o explicitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa inconsist\u00eancia no tratamento l\u00f3gico das proposi\u00e7\u00f5es evidencia fragilidade na formula\u00e7\u00e3o do item. Em avalia\u00e7\u00f5es objetivas, especialmente em concursos p\u00fablicos, espera-se que os itens apresentem formula\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca e respaldada por crit\u00e9rios t\u00e9cnicos claros.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto e considerando a aus\u00eancia de refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica delimitadora, a exist\u00eancia de interpreta\u00e7\u00f5es logicamente plaus\u00edveis divergentes e a inconsist\u00eancia estrutural da proposi\u00e7\u00e3o apresentada, <strong>solicita-se a anula\u00e7\u00e3o do item<\/strong>, medida que melhor preserva os princ\u00edpios da objetividade, da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da isonomia na avalia\u00e7\u00e3o dos candidatos.<\/p>\n\n\n\n<p>P: \u201cMaria pagou e n\u00e3o assistiu.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Q: \u201cJo\u00e3o assistiu sem pagar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No que concerne \u00e0s proposi\u00e7\u00f5es P e Q apresentadas anteriormente, julgue o item seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>41. A nega\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o Q pode ser expressa por \u201cJo\u00e3o n\u00e3o assistiu sem pagar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>GABARITO PRELIMINAR<\/u><\/strong><strong>: E<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>PEDIDO<\/u><\/strong><strong>: ALTERA\u00c7\u00c3O PARA C<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Preliminarmente, destaca-se que o edital do certame n\u00e3o apresenta refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas espec\u00edficas para o conte\u00fado de l\u00f3gica proposicional. Em raz\u00e3o disso, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o objetiva de autores ou obras que delimitem o referencial te\u00f3rico a ser adotado na elabora\u00e7\u00e3o e na corre\u00e7\u00e3o dos itens. Tal aus\u00eancia compromete a previsibilidade interpretativa do conte\u00fado e abre margem para que o julgamento do item dependa, em grande medida, do entendimento individual do examinador respons\u00e1vel por sua elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme leciona <strong>Edgar de Alencar Filho<\/strong> em sua obra <strong>Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 L\u00f3gica Matem\u00e1tica<\/strong>, na linguagem comum a nega\u00e7\u00e3o de uma proposi\u00e7\u00e3o, em seus casos mais simples, realiza-se pela anteposi\u00e7\u00e3o do adv\u00e9rbio <strong>\u201cn\u00e3o\u201d<\/strong> ao verbo da proposi\u00e7\u00e3o dada.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento, inclusive, j\u00e1 foi adotado pela pr\u00f3pria banca <strong>Centro Brasileiro de Pesquisa em Avalia\u00e7\u00e3o e Sele\u00e7\u00e3o e de Promo\u00e7\u00e3o de Eventos (CEBRASPE)<\/strong> em avalia\u00e7\u00f5es anteriores. Como exemplo, podem ser citados os seguintes itens:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>No concurso <strong>PC-PE\/2024<\/strong>, foi considerada correta a afirma\u00e7\u00e3o de que a nega\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o <em>\u201cMeu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.\u201d<\/em> \u00e9 <em>\u201cMeu celular <strong><u>n\u00e3o<\/u><\/strong> vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.\u201d<\/em><\/li>\n\n\n\n<li>No concurso <strong>MPC-SC\/2022<\/strong>, foi considerado correto que <em>\u201cA maioria dos seguidores acredita que seu l\u00edder n\u00e3o mente.\u201d<\/em> constitui uma forma adequada de nega\u00e7\u00e3o da proposi\u00e7\u00e3o <em>\u201cA maioria dos seguidores <strong><u>n\u00e3o<\/u><\/strong> acredita que seu l\u00edder n\u00e3o mente.\u201d<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Observa-se, portanto, que a pr\u00f3pria banca j\u00e1 adotou como crit\u00e9rio v\u00e1lido a forma\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o por meio da anteposi\u00e7\u00e3o do adv\u00e9rbio <strong>\u201cn\u00e3o\u201d<\/strong> ao verbo principal da proposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, aplicando-se o mesmo princ\u00edpio \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o <strong>\u201cJo\u00e3o assistiu sem pagar.\u201d<\/strong>, verifica-se que sua nega\u00e7\u00e3o pode ser adequadamente expressa por <strong>\u201cJo\u00e3o n\u00e3o assistiu sem pagar.\u201d<\/strong>, uma vez que o adv\u00e9rbio <strong>\u201cn\u00e3o\u201d<\/strong> foi corretamente anteposto ao verbo principal da proposi\u00e7\u00e3o (<em>assistiu<\/em>), em plena conformidade com a regra apresentada na literatura e j\u00e1 utilizada em avalia\u00e7\u00f5es anteriores da pr\u00f3pria banca.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, e considerando a coer\u00eancia que deve orientar a corre\u00e7\u00e3o das provas, solicita-se, respeitosamente, <strong>a altera\u00e7\u00e3o do gabarito do item de ERRADO para CERTO<\/strong>, em conson\u00e2ncia com o entendimento te\u00f3rico consolidado e com o padr\u00e3o interpretativo j\u00e1 adotado pelo pr\u00f3prio CEBRASPE em certames anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor Alexandre Ba\u00eata<\/strong> &#8211; <strong>quest\u00e3o 125<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado da quest\u00e3o informou que:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Em estrita conformidade com o texto constitucional, \u00e9 admiss\u00edvel que os deputados federais apresentem emendas que incluam despesas no projeto de lei do or\u00e7amento anual, desde que, entre outros requisitos, sejam indicados os recursos necess\u00e1rios, provenientes de anula\u00e7\u00e3o de despesa, <strong>n\u00e3o podendo essa anula\u00e7\u00e3o advir das dota\u00e7\u00f5es do projeto que incidam sobre benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/strong>.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O gabarito foi considerado errado, sustentando a tese de que \u00e9 poss\u00edvel a anula\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es que incidam sobre benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/strong>. Esse posicionamento est\u00e1 em confronto com v\u00e1rios artefatos do texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Preliminarmente, o Art. 166, \u00a73\u00ba, inciso II, al\u00ednea a da Constitui\u00e7\u00e3o Federal determina que n\u00e3o se admite a anula\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es para pessoal e seus encargos. Ocorre que os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios envolvem o pagamento de aposentadorias, reformas e pens\u00f5es aos servidores inativos.<strong> Nos termos do Art. 169 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a despesa total com pessoal engloba os valores pagos aos servidores ativos e inativos e aos pensionistas da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Art. 40 da Constitui\u00e7\u00e3o, que trata do Regime Pr\u00f3prio de Previd\u00eancia Social (RPPS) dos servidores p\u00fablicos, tamb\u00e9m \u00e9 indicativo relevante para sustentar o argumento de que os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, pago pelo RPPS, integram as despesas com pessoal para fins or\u00e7ament\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Art. 149 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos s\u00e3o pagos pelo Regime Pr\u00f3prio de Previd\u00eancia Social (RPPS). Como as dota\u00e7\u00f5es do RPPS custeiam aposentadorias e pens\u00f5es de servidores, <strong>tais dota\u00e7\u00f5es integram o grupo de gastos com Pessoal e Encargos Sociais, categoria expressamente protegida pelo art. 166, \u00a73\u00ba, II da CF<\/strong>. O Art. 167, inciso XII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal refor\u00e7a a vincula\u00e7\u00e3o dos pagamentos de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios \u00e0s despesas com pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios est\u00e3o englobados pelos gastos com pessoal, considerando que o Art. 166, \u00a73\u00ba, inciso II, al\u00ednea a da Constitui\u00e7\u00e3o Federal determina que n\u00e3o se admite a anula\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es para pessoal e seus encargos e considerando que o enunciado pede o julgamento da quest\u00e3o seja feita em estrita conformidade com o texto constitucional, <strong>\u00e9 poss\u00edvel solicitar a altera\u00e7\u00e3o do gabarito de errado para certo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>EM S\u00cdNTESE, N\u00c3O SE PODE ANULAR DESPESAS COM BENEF\u00cdCIOS PREVIDENCI\u00c1RIOS, POIS TAIS GASTOS ENVOLVEM OS PAGAMENTOS DE INATIVOS E DE PENSIONISTAS, GASTOS QUE EST\u00c3O COMPREENDIDOS NOS GASTOS COM PESSOAL.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel solicitar a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, considerando que h\u00e1 certa ambiguidade em rela\u00e7\u00e3o ao conceito de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios. <strong>O termo em si \u00e9 muito vago e essa imprecis\u00e3o do termo prejudica o julgamento objetivo do enunciado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ARGUMENTOS ADICIONAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 167, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 veda a vincula\u00e7\u00e3o de receita de impostos a fundos e despesas, com exce\u00e7\u00e3o expressa para a sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e previd\u00eancia social. Diante desse comanda constitucional, <strong>\u00e9 poss\u00edvel sustentar que as dota\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias gozam de prote\u00e7\u00e3o constitucional impl\u00edcita contra anula\u00e7\u00e3o<\/strong>, dado o car\u00e1ter de direito fundamental das presta\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. Os direitos sociais, incluindo a previd\u00eancia social, constituem <strong>cl\u00e1usula p\u00e9trea<\/strong> por for\u00e7a do art. 60, \u00a74\u00ba, IV da CF. Desse modo, a anula\u00e7\u00e3o de dota\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias para financiar outras despesas representaria uma <strong>eros\u00e3o indireta<\/strong> de direito fundamental protegido como cl\u00e1usula p\u00e9trea.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista doutrin\u00e1rio, o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 decidiu em diversas ocasi\u00f5es que dota\u00e7\u00f5es destinadas ao pagamento de <strong>benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/strong> n\u00e3o podem ser contingenciadas ou remanejadas sem observ\u00e2ncia de requisitos espec\u00edficos, dado seu car\u00e1ter de <strong>despesa obrigat\u00f3ria<\/strong>. Esse entendimento da Suprema Corte tamb\u00e9m sustenta que as dota\u00e7\u00f5es com benef\u00edcios previdenci\u00e1rios gozam de prote\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0quela prevista no art. 166, \u00a73\u00ba, II.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor Antonio Daud &#8211; Quest\u00e3o 48<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>48. A execu\u00e7\u00e3o material, por funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal de direito privado, de atividades-meio administrativas internas da C\u00e2mara dos Deputados, sem transfer\u00eancia da titularidade nem da execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico em sentido pr\u00f3prio, n\u00e3o configura descentraliza\u00e7\u00e3o administrativa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito preliminar (Certo)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; &#8211; &#8211; &#8211;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com as devidas v\u00eanias, entende-se que, diante do dissenso doutrin\u00e1rio quanto ao conceito descentraliza\u00e7\u00e3o administrativa e do disposto no art. 10 do DL 200\/1967, \u00e9 <strong>temer\u00e1rio afirmar de modo contundente que a situa\u00e7\u00e3o enunciada n\u00e3o seria hip\u00f3tese de descentraliza\u00e7\u00e3o administrativa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diogo de Figueiredo Moreira Neto, por exemplo, conceitua descentraliza\u00e7\u00e3o como sendo <strong>qualquer m\u00e9todo de distribui\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es<\/strong>, sugerindo diversas classifica\u00e7\u00f5es:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Como conceito, por descentraliza\u00e7\u00e3o, em seu sentido amplo, entende-se <strong><u>qualquer<\/u> m\u00e9todo <\/strong>de distribui\u00e7\u00e3o do planejamento, da decis\u00e3o, da execu\u00e7\u00e3o e do controle administrativos entre entes, \u00f3rg\u00e3os, ou agentes, sejam coordenados, sejam subordinados entre si.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pode-se classificar a descentraliza\u00e7\u00e3o segundo os seguintes crit\u00e9rios: territorial, funcional, hier\u00e1rquico, por delega\u00e7\u00e3o, setorial e social (v. quadro XI), que a seguir s\u00e3o examinados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Diogo de Figueiredo Moreira Neto. Curso de Direito Administrativo, 16\u00aa ed, Ed. Forense \u2013 Cap\u00edtulo VI, item 26<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Di Pietro, de modo mais sint\u00e9tico, define a descentraliza\u00e7\u00e3o como sento a distribui\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, conceito que n\u00e3o permitiria excluir a situa\u00e7\u00e3o enunciada pela Banca:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201c10.1.1 Descentraliza\u00e7\u00e3o e desconcentra\u00e7\u00e3o &#8211; <\/em><\/strong><em>Descentraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias de uma para outra pessoa, f\u00edsica ou jur\u00eddica.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Direito Administrativo. \u2013 31\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Ed. Forense \u2013 Cap\u00edtulo 10<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Carvalho Filho, em linha de similaridade, apenas atribui ao conceito a delega\u00e7\u00e3o de atividade a outras entidades:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A centraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o em que o Estado executa suas tarefas diretamente, ou seja, por interm\u00e9dio dos in\u00fameros \u00f3rg\u00e3os e agentes administrativos que comp\u00f5em sua estrutura funcional. <strong><u>Pela descentraliza\u00e7\u00e3o, ele o faz indiretamente, isto \u00e9, delega a atividade a outras entidades<\/u><\/strong>. Na desconcentra\u00e7\u00e3o, desmembra \u00f3rg\u00e3os para propiciar melhoria na sua organiza\u00e7\u00e3o estrutural.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Jos\u00e9 dos Santos Carvalho Filho. Manual de Direito Administrativo. 28\u00aa ed. Ed. Atlas &#8211;&nbsp; Cap\u00edtulo 9. P. 473<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &#8211; &#8211; &#8211;<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, o panorama doutrin\u00e1rio n\u00e3o fornece bases seguras para a cobran\u00e7a do item na forma como foi feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, requer-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito dado ao item ou, dada a diverg\u00eancia doutrin\u00e1ria quanto ao exato contorno de descentraliza\u00e7\u00e3o administrativa, a anula\u00e7\u00e3o deste item.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professora Patr\u00edcia Manzato &#8211; Quest\u00f5es 10, 16 e 23<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00e3o 10<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Comando da quest\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201cbrasileiro\u201d (segundo per\u00edodo do primeiro par\u00e1grafo) desempenha a mesma fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica dos termos \u201camaz\u00f4nia\u201d e \u201ccerrado\u201d (terceiro per\u00edodo do segundo par\u00e1grafo): o primeiro modifica o nome \u201cbioma\u201d, e os dois \u00faltimos, \u201cbiomas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito preliminar<\/strong>: Errado<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito pretendido<\/strong>: Anula\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A assertiva afirma que o termo \u201cbrasileiro\u201d desempenha a mesma fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica dos termos \u201camaz\u00f4nia\u201d e \u201ccerrado\u201d, sob a justificativa de que o primeiro modifica o nome \u201cbioma\u201d, e os dois \u00faltimos, \u201cbiomas\u201d. Ocorre que essa compara\u00e7\u00e3o, tal como redigida, torna-se equ\u00edvoca e amb\u00edgua, especialmente em raz\u00e3o do emprego de letras min\u00fasculas nos voc\u00e1bulos \u201camaz\u00f4nia\u201d e \u201ccerrado\u201d, o que prejudica a identifica\u00e7\u00e3o imediata de sua natureza morfossint\u00e1tica no contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>No trecho \u201co pantanal, o menor bioma brasileiro\u201d, o voc\u00e1bulo \u201cbrasileiro\u201d exerce, de fato, fun\u00e7\u00e3o de adjunto adnominal, qualificando o nome \u201cbioma\u201d. J\u00e1 em \u201cos biomas amaz\u00f4nia e cerrado\u201d, a leitura n\u00e3o se resolve com a mesma transpar\u00eancia, porque os termos \u201camaz\u00f4nia\u201d e \u201ccerrado\u201d, quando grafados em min\u00fasculas, perdem a marca visual t\u00edpica de nomes pr\u00f3prios de biomas e passam a admitir leitura oscilante entre:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) substantivos em aposi\u00e7\u00e3o especificativa a \u201cbiomas\u201d; ou<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) elementos de valor adnominal por simples justaposi\u00e7\u00e3o nominativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, a escolha gr\u00e1fica da banca n\u00e3o \u00e9 irrelevante: ao registrar em min\u00fasculas formas que, em uso culto e t\u00e9cnico, tendem a ser reconhecidas como denomina\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias de biomas, o item enfraquece a nitidez da rela\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica pretendida e abre margem a interpreta\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel divergente. Em prova objetiva, sobretudo em quest\u00e3o de an\u00e1lise sint\u00e1tica, exige-se que o enunciado seja constru\u00eddo com m\u00e1xima precis\u00e3o terminol\u00f3gica e inequ\u00edvoca delimita\u00e7\u00e3o funcional, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda que se entenda que a inten\u00e7\u00e3o da banca fosse considerar diferentes as fun\u00e7\u00f5es dos termos comparados, o fato \u00e9 que a reda\u00e7\u00e3o do item n\u00e3o assegurou clareza suficiente para tal conclus\u00e3o, pois a grafia em min\u00fasculas de \u201camaz\u00f4nia\u201d e \u201ccerrado\u201d comprometeu a compreens\u00e3o imediata de seu estatuto lingu\u00edstico e, por consequ\u00eancia, da fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica exercida no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, requer-se a ANULA\u00c7\u00c3O do item, por viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da clareza, precis\u00e3o e objetividade que devem reger a elabora\u00e7\u00e3o de itens de prova objetiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00e3o 16<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Comando da quest\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As ora\u00e7\u00f5es \u2018para assegurar\u2019 (terceiro per\u00edodo do terceiro par\u00e1grafo) e \u201cpara garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria\u201d (primeiro per\u00edodo do quarto par\u00e1grafo) exercem fun\u00e7\u00e3o adverbial e expressam circunst\u00e2ncia de finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito preliminar<\/strong>: Errado<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito pretendido<\/strong>: Certo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o afirma que as ora\u00e7\u00f5es \u201cpara assegurar\u201d e \u201cpara garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria\u201d \u201cexercem fun\u00e7\u00e3o adverbial e expressam circunst\u00e2ncia de finalidade\u201d. Tal afirma\u00e7\u00e3o est\u00e1 em plena conson\u00e2ncia com a descri\u00e7\u00e3o sint\u00e1tico-sem\u00e2ntica tradicional da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>No trecho \u201c\u00c9 hora de os governos agirem para assegurar que as mulheres tenham um assento igual&#8230;\u201d, a estrutura introduzida por para apresenta valor nitidamente final: indica o objetivo da a\u00e7\u00e3o verbal anteriormente expressa, isto \u00e9, os governos devem agir com a finalidade de assegurar determinado resultado. Do mesmo modo, em \u201cressaltou a urg\u00eancia de medidas concretas para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria\u201d, a locu\u00e7\u00e3o introduzida por para tamb\u00e9m expressa prop\u00f3sito, objetivo, fim: medidas concretas s\u00e3o urgentes para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista sint\u00e1tico, em estrita conson\u00e2ncia com Celso Cunha e Lindley Cintra (\u201cNova Gram\u00e1tica do Portugu\u00eas Contempor\u00e2neo\u201d) e Evanildo Bechara (\u201cModerna Gram\u00e1tica Portuguesa\u201d), ambas as constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o classific\u00e1veis como ora\u00e7\u00f5es reduzidas de infinitivo com valor adverbial final. Em gram\u00e1ticas normativas e descritivas, \u00e9 pac\u00edfico que estruturas introduzidas por para + infinitivo podem exercer fun\u00e7\u00e3o adverbial, exprimindo precisamente a circunst\u00e2ncia de finalidade. \u00c9 exatamente o que ocorre nos dois segmentos destacados pela quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que, em an\u00e1lise mais minuciosa, se possa observar diferen\u00e7a de escopo sint\u00e1tico entre os trechos \u2014 uma vez que uma constru\u00e7\u00e3o se vincula mais diretamente ao verbo agirem e a outra ao nome medidas \u2014, isso n\u00e3o afasta o fato central afirmado na assertiva: em ambos os casos, a rela\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica estabelecida \u00e9 de finalidade, e a fun\u00e7\u00e3o exercida \u00e9 de natureza adverbial\/final\u00edstica, conforme reconhece a tradi\u00e7\u00e3o gramatical em quest\u00f5es de prova objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, requer-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito de ERRADO para CERTO.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00e3o 23<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Comando da quest\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No trecho \u201ca primeira a tratar da quest\u00e3o racial e a que tornou o racismo crime\u201d (primeiro per\u00edodo do texto), a conjun\u00e7\u00e3o \u201ce\u201d liga por adi\u00e7\u00e3o duas ora\u00e7\u00f5es adjetivas introduzidas pela preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito preliminar<\/strong>: Errado<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito pretendido<\/strong>: ANULA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item afirma que, no trecho \u201ca primeira a tratar da quest\u00e3o racial e a que tornou o racismo crime\u201d, a conjun\u00e7\u00e3o \u201ce\u201d liga, por adi\u00e7\u00e3o, \u201cduas ora\u00e7\u00f5es adjetivas introduzidas pela preposi\u00e7\u00e3o \u2018a\u2019\u201d. Ocorre que essa descri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se sustenta de forma tecnicamente inequ\u00edvoca.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, h\u00e1 evidente problema de categoriza\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica. No segmento em an\u00e1lise, o segundo bloco \u2014 \u201ca que tornou o racismo crime\u201d \u2014 admite leitura como estrutura de valor adjetivo, com n\u00facleo nominal retomado pelo pronome relativo \u201cque\u201d. J\u00e1 o primeiro bloco \u2014 \u201ca primeira a tratar da quest\u00e3o racial\u201d \u2014 n\u00e3o apresenta a mesma configura\u00e7\u00e3o formal. Nesse caso, a sequ\u00eancia \u201ca tratar da quest\u00e3o racial\u201d n\u00e3o constitui, em sentido estrito, uma ora\u00e7\u00e3o adjetiva desenvolvida, mas sim uma ora\u00e7\u00e3o reduzida de infinitivo, vinculada ao nome \u201cprimeira\u201d, com valor modificador. Assim, o item apaga distin\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica relevante entre estruturas de natureza diversa, tratando-as uniformemente como se fossem da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, a reda\u00e7\u00e3o da assertiva afirma que ambas as ora\u00e7\u00f5es seriam \u201cintroduzidas pela preposi\u00e7\u00e3o \u2018a\u2019\u201d, o que tamb\u00e9m \u00e9 tecnicamente problem\u00e1tico. No trecho \u201ca primeira a tratar da quest\u00e3o racial\u201d, o segundo \u201ca\u201d pode ser interpretado como elemento que introduz a ora\u00e7\u00e3o reduzida infinitiva; todavia, em \u201ca que tornou o racismo crime\u201d, o \u201ca\u201d que antecede \u201cque\u201d n\u00e3o desempenha, de modo inequ\u00edvoco, a mesma fun\u00e7\u00e3o descrita no enunciado. Nessa passagem, a estrutura pode ser compreendida como forma\u00e7\u00e3o de base nominal\/pronominal (\u201ca que\u201d), e n\u00e3o simplesmente como repeti\u00e7\u00e3o do mesmo mecanismo sint\u00e1tico do segmento anterior. Assim, a banca apresenta como homog\u00eaneas constru\u00e7\u00f5es que, sob exame gramatical rigoroso, n\u00e3o s\u00e3o formalmente equivalentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o uso da express\u00e3o \u201cduas ora\u00e7\u00f5es adjetivas introduzidas pela preposi\u00e7\u00e3o \u2018a\u2019\u201d gera ambiguidade descritiva, porque induz o candidato a supor paralelismo sint\u00e1tico perfeito entre os dois segmentos coordenados por \u201ce\u201d, quando esse paralelismo n\u00e3o \u00e9 suficientemente claro nem pac\u00edfico do ponto de vista gramatical. Em quest\u00f5es objetivas, especialmente em prova de alta competitividade, a corre\u00e7\u00e3o do item deve apoiar-se em descri\u00e7\u00e3o precisa, un\u00edvoca e doutrinariamente segura, o que n\u00e3o ocorre no presente caso.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central, portanto, \u00e9 que a conjun\u00e7\u00e3o \u201ce\u201d de fato estabelece rela\u00e7\u00e3o aditiva entre dois segmentos, mas a caracteriza\u00e7\u00e3o desses segmentos como \u201cduas ora\u00e7\u00f5es adjetivas introduzidas pela preposi\u00e7\u00e3o \u2018a\u2019\u201d \u00e9 redutora, tecnicamente discut\u00edvel e amb\u00edgua, pois mistura uma ora\u00e7\u00e3o reduzida de infinitivo com uma estrutura relativa, sem a devida precis\u00e3o terminol\u00f3gica. Havendo margem consistente para dupla interpreta\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de rigor na formula\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, em respeito aos princ\u00edpios da objetividade, da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da vincula\u00e7\u00e3o a crit\u00e9rios t\u00e9cnicos claros.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, requer-se a ANULA\u00c7\u00c3O do item, por apresentar formula\u00e7\u00e3o gramatical amb\u00edgua e descritivamente imprecisa, incompat\u00edvel com o grau de exatid\u00e3o exigido em avalia\u00e7\u00e3o objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor Andr\u00e9 Alencar &#8211; quest\u00e3o 95<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cabe \u00e0 mesa da C\u00e2mara fixar, no in\u00edcio da primeira e da terceira sess\u00f5es legislativas da legislatura, ouvido o col\u00e9gio de l\u00edderes, o n\u00famero de deputados por partido ou bloco parlamentar em cada comiss\u00e3o permanente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A afirmativa acima foi definida no gabarito preliminar como <strong>CERTA<\/strong>, por\u00e9m, h\u00e1 um conflito normativo dentro do pr\u00f3prio regimento. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"1\" class=\"wp-block-list\">\n<li>O texto do art. 15, inciso X, traz a norma id\u00eantica (com as ressalvas das diferen\u00e7as entre min\u00fasculas e mai\u00fasculas) ao que foi cobrado na quest\u00e3o acima:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><em>Art. 15. \u00c0 Mesa compete, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es estabelecidas em lei, neste Regimento ou por resolu\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, ou delas implicitamente resultantes:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2026<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>X \u2013 fixar, no in\u00edcio da primeira e da terceira sess\u00f5es legislativas da legislatura, ouvido o Col\u00e9gio de L\u00edderes, o n\u00famero de Deputados por Partido ou Bloco Parlamentar em cada Comiss\u00e3o Permanente;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que tal norma estava condizente com a vers\u00e3o original do RICD<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, mantida at\u00e9 2004, conforme:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 25. O n\u00famero de membros efetivos das Comiss\u00f5es Permanentes ser\u00e1 estabelecido por ato da Mesa, ouvido o Col\u00e9gio de L\u00edderes, no in\u00edcio dos trabalhos da primeira e da terceira sess\u00f5es, legislativas de cada legislatura, prevalecendo o quantitativo anterior enquanto n\u00e3o modificado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00ba A fixa\u00e7\u00e3o levar\u00e1 em conta a composi\u00e7\u00e3o da Casa em face do n\u00famero de Comiss\u00f5es, de modo a permitir a observ\u00e2ncia, tanto quanto poss\u00edvel, do princ\u00edpio da proporcionalidade partid\u00e1ria e demais crit\u00e9rios e normas para a representa\u00e7\u00e3o das bancadas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 2\u00ba Nenhuma Comiss\u00e3o ter\u00e1 menos de seis cent\u00e9simos nem mais de doze cent\u00e9simos do total de Deputados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 3\u00ba O n\u00famero total de vagas nas Comiss\u00f5es n\u00e3o exceder\u00e1 o da composi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, n\u00e3o computados os membros da Mesa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em 2005 houve uma reforma legislativa no RICD<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, com determina\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o a partir de 1\u00ba\/02\/2007 (grifo nosso):<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><em><sup><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/sup><\/em><\/a><em>Art. 25.<strong> O n\u00famero de membros efetivos das Comiss\u00f5es Permanentes ser\u00e1 fixado por ato da Mesa, ouvido o Col\u00e9gio de L\u00edderes, no in\u00edcio dos trabalhos de cada legislatura.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00ba A fixa\u00e7\u00e3o levar\u00e1 em conta a composi\u00e7\u00e3o da Casa em face do n\u00famero de Comiss\u00f5es, de modo a permitir a observ\u00e2ncia, tanto quanto poss\u00edvel, do princ\u00edpio da proporcionalidade partid\u00e1ria e demais crit\u00e9rios e normas para a representa\u00e7\u00e3o das bancadas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 2\u00ba Nenhuma Comiss\u00e3o ter\u00e1 mais de doze cent\u00e9simos nem menos de tr\u00eas e meio cent\u00e9simos do total de Deputados, desprezando-se a fra\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 3\u00ba O n\u00famero total de vagas nas Comiss\u00f5es n\u00e3o exceder\u00e1 o da composi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, n\u00e3o computados os membros da Mesa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 26. A distribui\u00e7\u00e3o das vagas nas Comiss\u00f5es Permanentes entre os Partidos e Blocos Parlamentares ser\u00e1 organizada pela Mesa logo ap\u00f3s a fixa\u00e7\u00e3o da respectiva composi\u00e7\u00e3o num\u00e9rica e <strong>mantida durante toda a legislatura<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, para subsidiar a necessidade de altera\u00e7\u00e3o ou anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o em exame, bastaria observar o princ\u00edpio b\u00e1sico de interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, estabelecido no famoso brocardo, \u201c<em>Lex posterior derogat priori<\/em>.\u201d Mas, o tal brocardo tamb\u00e9m est\u00e1 estampado na legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria, na famosa Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro (LINDB), antiga Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do C\u00f3digo Civil (LICC), reformulada em 2010<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> (destaque nosso):<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 2\u00ba&nbsp; N\u00e3o se destinando \u00e0 vig\u00eancia tempor\u00e1ria, a lei ter\u00e1 vigor at\u00e9 que outra a modifique ou revogue.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00a7 1\u00ba&nbsp; A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompat\u00edvel ou quando regule inteiramente a mat\u00e9ria de que tratava a lei anterior.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 2\u00ba&nbsp; A lei nova, que estabele\u00e7a disposi\u00e7\u00f5es gerais ou especiais a par das j\u00e1 existentes, n\u00e3o revoga nem modifica a lei anterior.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 3\u00ba&nbsp; Salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, a lei revogada n\u00e3o se restaura por ter a lei revogadora perdido a vig\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, vejamos tamb\u00e9m a doutrina legislativa:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>No livro \u201cCurso de regimento interno da C\u00e2mara dos Deputados<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>\u201d estabelece-se, em mais de uma passagem, conforme (grifos nossos):<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><em>P\u00e1gina 73:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As compet\u00eancias s\u00e3o basicamente administrativas, embora caiba \u00e0 Mesa manter a regularidade dos trabalhos legislativos. Em adi\u00e7\u00e3o \u00e0s duas compet\u00eancias administrativas citadas no in\u00edcio dos coment\u00e1rios desta aula (art. 15, I e XVI), h\u00e1 ainda a de <strong>fixar, no in\u00edcio da legislatura, a quantidade de deputados por partido ou bloco parlamentar em cada comiss\u00e3o permanente (art. 15, X, c\/c art. 25, caput).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>P\u00e1gina 122:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A defini\u00e7\u00e3o da quantidade de membros de cada comiss\u00e3o permanente \u00e9 importante provid\u00eancia a ser estabelecida por ato da Mesa no in\u00edcio de cada legislatura, valendo como base para os quatro anos seguintes. Nesse caso, o disposto no art. 15, X, deve ser interpretado em conson\u00e2ncia com o disposto no art. 25, caput, com a reda\u00e7\u00e3o oferecida pela Resolu\u00e7\u00e3o no 34\/2005.<\/strong> Com isso, os partidos e blocos parlamentares passam a conhecer a quantidade de vagas dispon\u00edveis em cada colegiado que venham a ocupar com base nas elei\u00e7\u00f5es gerais, representando a vontade do povo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>P\u00e1gina 124:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Mesa \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o das vagas nas comiss\u00f5es permanentes. Essa distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 feita na primeira sess\u00e3o legislativa e deve ser mantida durante toda a legislatura (quatro anos),<\/strong> com o objetivo de refletir a vontade do povo ao eleger seus representantes, inibindo-se desfilia\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias que desvirtuem esse prop\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O livro \u201cPerguntas e respostas sobre o Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>\u201d tamb\u00e9m aborda o tema na pergunta 30 (grifo nosso):<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>P\u00e1gina 23:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>30. Qual o n\u00famero de membros das comiss\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de membros das comiss\u00f5es permanentes <strong>\u00e9 estabelecido pela Mesa, ouvidos os l\u00edderes, no in\u00edcio dos trabalhos de cada legislatura.<\/strong> Esse n\u00famero n\u00e3o pode ser inferior a tr\u00eas e meio cent\u00e9simos nem superior a treze cent\u00e9simos do total de deputados, desprezada a fra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Por fim, o Livro \u201cProcesso legislativo nas comiss\u00f5es da C\u00e2mara dos Deputados\u201d<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> tamb\u00e9m trata do tema, conforme (grifo nosso):<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>P\u00e1gina 251:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>12.1 Composi\u00e7\u00e3o num\u00e9rica das comiss\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No in\u00edcio de cada legislatura, a Mesa, ap\u00f3s ouvir o Col\u00e9gio de L\u00edderes, publica um ato pelo qual define o n\u00famero de membros efetivos de cada uma das comiss\u00f5es permanentes.<\/strong> Cada comiss\u00e3o deve ter um m\u00ednimo de 17 e um m\u00e1ximo de 66 deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, ao se compulsar o artigo 15, inciso X com os artigos 25 e 26, ambos do RICD, a melhor doutrina estabelece que a interpreta\u00e7\u00e3o correta e aplicada na pr\u00e1tica \u00e9 a dos arts. 25 e 26 do Regimento. De acordo com esses dispositivos, a fixa\u00e7\u00e3o do n\u00famero de membros efetivos de cada comiss\u00e3o permanente e a distribui\u00e7\u00e3o das vagas entre os partidos e blocos parlamentares ocorrem apenas no in\u00edcio de cada legislatura (e n\u00e3o a cada bi\u00eanio).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal fixa\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida pelos 4 anos da legislatura, nos termos expressos do art. 26. Portanto, h\u00e1 norma taxativa ao afirmar que essa distribui\u00e7\u00e3o de vagas nas comiss\u00f5es, uma vez organizada pela Mesa, ser\u00e1 mantida durante toda a legislatura (ou seja, pelos 4 anos). O c\u00e1lculo baseia-se no resultado final obtido nas elei\u00e7\u00f5es, de modo que eventuais mudan\u00e7as de partido ao longo dos anos n\u00e3o alteram o tamanho a que cada legenda tem direito na comiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Brasil. Congresso. C\u00e2mara dos Deputados. Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados: Resolu\u00e7\u00e3o n9 17, de 1989. &#8211; Bras\u00edlia: C\u00e2mara dos Deputados, Coordena\u00e7\u00e3o de Publica\u00e7\u00f5es, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Brasil. Congresso. C\u00e2mara dos Deputados. Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados: aprovado pela Resolu\u00e7\u00e3o n. 17, de 1989, e alterado pelas Resolu\u00e7\u00f5es n. 1, 3 e 10, de 1991; 22 e 24, de 1992; 25, 37 e 38, de 1993; 57 e 58, de 1994; 1, 77, 78 e 80, de 1995; 5, 8 e 15, de 1996; 33, de 1999; 11 e 16, de 2000; 19, 21 e 25 (C\u00f3digo de \u00c9tica e Decoro Parlamentar), de 2001; e 27, 28 e 29, de 2002; 4 e 15, de 2003; 20, 22 e 23, de 2004; 30 e 34, de 2005. \u2013 7. ed. \u2013 Bras\u00edlia : C\u00e2mara dos Deputados, Coordena\u00e7\u00e3o de Publica\u00e7\u00f5es, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Caput do artigo com reda\u00e7\u00e3o dada pela Resolu\u00e7\u00e3o no 34, de 2005. <strong>(nota original da edi\u00e7\u00e3o).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> DECRETO-LEI N\u00ba 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942 &#8211; Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do Direito Brasileiro. Acess\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del4657compilado.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del4657compilado.htm<\/a> &#8211; Acesso em 11 de mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Carneiro, Andr\u00e9 Corr\u00eaa de S\u00e1. Curso de regimento interno da C\u00e2mara dos Deputados [recurso eletr\u00f4nico] \/ Andr\u00e9 Corr\u00eaa de S\u00e1 Carneiro, Luiz Claudio Alves dos Santos, Miguel Ger\u00f4nimo da N\u00f3brega Netto. &#8212; 8. ed. \u2013 Bras\u00edlia : C\u00e2mara dos Deputados, Edi\u00e7\u00f5es C\u00e2mara, 2025. \u2013 (Cole\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica legislativa ; n. 3)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Pacheco, Luciana Botelho. Perguntas e respostas sobre o Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados [recurso eletr\u00f4nico] \/ Luciana Botelho Pacheco, Paula Ramos Mendes. \u2013 7. ed. &#8212; Bras\u00edlia : C\u00e2mara dos Deputados, Edi\u00e7\u00f5es C\u00e2mara, 2024. \u2013 (Cole\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica legislativa ; n. 1)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Coutinho, Robson Luiz Fialho. Processo legislativo nas comiss\u00f5es da C\u00e2mara dos Deputados [recurso eletr\u00f4nico] \/ Robson Luiz Fialho Coutinho, Aparecida de Moura Andrade. \u2013 3. ed. &#8212; Bras\u00edlia : C\u00e2mara dos Deputados, Edi\u00e7\u00f5es C\u00e2mara, 2023. \u2013 (Cole\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica legislativa; n. 2).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor Luis Felipe &#8211; L\u00edngua Portuguesa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 14<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: CERTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRETENDIDO: ERRADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A assertiva 14 foi considerada correta, mas h\u00e1 fundamento consistente para sua altera\u00e7\u00e3o para ERRADO, em raz\u00e3o de extrapola\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>O item afirma:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO ritmo de avan\u00e7o das medidas para o alcance da igualdade de g\u00eanero na lideran\u00e7a pol\u00edtica no mundo \u00e9 considerado desalentador pela autoridade m\u00e1xima da UIP.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No texto-base, l\u00ea-se:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA presidente da UIP, Tulia Ackson, classificou o ritmo de avan\u00e7o como \u2018glacial\u2019&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O problema central da assertiva est\u00e1 em tomar \u201cglacial\u201d como equivalente sem\u00e2ntico de \u201cdesalentador\u201d, o que n\u00e3o se sustenta com o necess\u00e1rio rigor interpretativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra \u201cglacial\u201d, no contexto em que foi empregada, atua como met\u00e1fora de lentid\u00e3o extrema, isto \u00e9, descreve a velocidade ou o ritmo do avan\u00e7o. Trata-se de uma caracteriza\u00e7\u00e3o objetiva do modo como o processo avan\u00e7a: muito lentamente. J\u00e1 o voc\u00e1bulo \u201cdesalentador\u201d agrega uma carga avaliativa distinta, de natureza subjetiva, indicando algo que desanima, desencoraja ou abate emocionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras:<\/p>\n\n\n\n<p>glacial = extremamente lento;<\/p>\n\n\n\n<p>desalentador = desanimador, frustrante, que provoca desalento.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora um ritmo \u201cglacial\u201d possa, em certa leitura, sugerir frustra\u00e7\u00e3o, o texto n\u00e3o afirma isso expressamente. A assertiva, portanto, n\u00e3o se limita a parafrasear o texto: ela acrescenta um ju\u00edzo valorativo que n\u00e3o est\u00e1 textualizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o enunciado diz que o ritmo \u00e9 considerado \u201cdesalentador\u201d pela autoridade m\u00e1xima da UIP, o que atribui diretamente \u00e0 autora da fala um posicionamento subjetivo espec\u00edfico que n\u00e3o foi formulado nesses termos. O texto registra que ela o classificou como \u201cglacial\u201d, e essa escolha lexical n\u00e3o pode ser livremente substitu\u00edda por outra de carga sem\u00e2ntica diversa sem preju\u00edzo da fidelidade interpretativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a banca incorre em amplia\u00e7\u00e3o indevida do conte\u00fado textual, pois transforma uma no\u00e7\u00e3o de lentid\u00e3o extrema em uma no\u00e7\u00e3o de desalento, que n\u00e3o se confunde com a primeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, requer-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito do item 14 para ERRADO, por extrapola\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica e por aus\u00eancia de correspond\u00eancia textual entre \u201cglacial\u201d e \u201cdesalentador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dicion\u00e1rio Michaelis<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: ERRADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRETENDIDO: CERTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A assertiva afirma que as ora\u00e7\u00f5es \u201c<strong>para assegurar<\/strong>\u201d (terceiro per\u00edodo do terceiro par\u00e1grafo) e \u201c<strong>para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria<\/strong>\u201d (primeiro per\u00edodo do quarto par\u00e1grafo) exercem fun\u00e7\u00e3o adverbial e expressam circunst\u00e2ncia de finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O gabarito preliminar da banca considerou o item ERRADO, contudo tal decis\u00e3o n\u00e3o se sustenta \u00e0 luz da an\u00e1lise sint\u00e1tica normativa da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Natureza das constru\u00e7\u00f5es introduzidas por \u201cpara\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois trechos mencionados, h\u00e1 estruturas formadas pela preposi\u00e7\u00e3o <strong>para <\/strong>seguida de <strong>verbo no infinitivo<\/strong>, o que caracteriza ora\u00e7\u00f5es reduzidas de infinitivo com valor adverbial de finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trechos s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c&#8230;para assegurar que as mulheres tenham um assento igual&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c&#8230;medidas concretas para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cunha e Cintra (Nova Gram\u00e1tica do Portugu\u00eas Contempor\u00e2neo), as constru\u00e7\u00f5es com \u201cpara + infinitivo\u201d podem introduzir ora\u00e7\u00f5es reduzidas de finalidade, equivalentes a:<\/p>\n\n\n\n<p><em>para que + verbo no subjuntivo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, poder\u00edamos reescrever:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>para assegurar que as mulheres tenham&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2192 para que se assegure que as mulheres tenham&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2192 para que se garanta representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade confirma o valor final.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica no segundo trecho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No segmento:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c&#8230;ressaltou a urg\u00eancia de medidas concretas para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A ora\u00e7\u00e3o \u201cpara garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria\u201d n\u00e3o exerce fun\u00e7\u00e3o de complemento nominal, pois o substantivo \u201cmedidas\u201d n\u00e3o exige complemento regido por preposi\u00e7\u00e3o para completar seu sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a estrutura indica <strong>objetivo das medidas<\/strong>, configurando circunst\u00e2ncia de finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ensina Evanildo Bechara (Moderna Gram\u00e1tica Portuguesa):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs ora\u00e7\u00f5es reduzidas de infinitivo introduzidas por \u2018para\u2019 exprimem frequentemente finalidade, funcionando como adjuntos adverbiais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o segmento indica finalidade das medidas concretas, e n\u00e3o um complemento exigido pelo nome.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Paralelismo sint\u00e1tico entre os dois trechos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois casos, as constru\u00e7\u00f5es introduzidas por <strong>para <\/strong>expressam prop\u00f3sito ou objetivo da a\u00e7\u00e3o principal, desempenhando fun\u00e7\u00e3o adverbial final.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim:<\/p>\n\n\n\n<p>para assegurar = ora\u00e7\u00e3o subordinada adverbial final<\/p>\n\n\n\n<p>para garantir representa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria = ora\u00e7\u00e3o subordinada adverbial final<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas expressam circunst\u00e2ncia de finalidade, conforme corretamente indicado na assertiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a assertiva descreve corretamente o comportamento sint\u00e1tico das duas constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, solicita-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito da quest\u00e3o 18 para CORRETO.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BECHARA, Evanildo. Moderna Gram\u00e1tica Portuguesa. 39. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gram\u00e1tica do Portugu\u00eas Contempor\u00e2neo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gram\u00e1tica Normativa da L\u00edngua Portuguesa. 54. ed. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>AZEREDO, Jos\u00e9 Carlos de. Gram\u00e1tica Houaiss da L\u00edngua Portuguesa. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Publifolha, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 20<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: CERTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRETENDIDO: ERRADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O item afirma que seriam mantidos <strong>os sentidos e a corre\u00e7\u00e3o gramatical<\/strong> do texto caso o trecho<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAinda, o mapa de 2025 mostra que\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>fosse reescrito como:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO mapa de 2025 mostra, ainda, que\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O gabarito preliminar indicou que a assertiva est\u00e1 correta, por\u00e9m a altera\u00e7\u00e3o proposta n\u00e3o preserva integralmente o sentido do texto, pois modifica o valor discursivo do adv\u00e9rbio <strong>ainda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Valor textual do adv\u00e9rbio \u201cainda\u201d no texto original<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No trecho original, o adv\u00e9rbio ainda aparece no in\u00edcio do par\u00e1grafo, funcionando como elemento de conex\u00e3o textual entre par\u00e1grafos. Nesse caso, seu valor sem\u00e2ntico \u00e9 equivalente a conectivos como: \u201cal\u00e9m disso\u201d, \u201cademais\u201d e \u201coutrossim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 introduzir uma nova informa\u00e7\u00e3o que se soma \u00e0s anteriores, estabelecendo <strong>continuidade argumentativa no plano textual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, portanto, de um marcador discursivo interpar\u00e1grafo, que contribui para a progress\u00e3o tem\u00e1tica do texto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Altera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o na reescrita proposta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na reescrita sugerida pelo item:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO mapa de 2025 mostra, ainda, que\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O adv\u00e9rbio <strong>ainda <\/strong>passa a estar inserido no interior da ora\u00e7\u00e3o, funcionando como modificador do predicado verbal \u201c<strong>mostra\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o adv\u00e9rbio deixa de operar como conectivo textual e passa a exercer fun\u00e7\u00e3o fr\u00e1stica, isto \u00e9, passa a atuar apenas como marcador de continuidade da a\u00e7\u00e3o verbal.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, ocorre <strong>mudan\u00e7a de escopo sem\u00e2ntico<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, o mapa de 2025 mostra que = conectivo interpar\u00e1grafo<\/p>\n\n\n\n<p>O mapa de 2025 mostra, ainda, que = adv\u00e9rbio ligado ao predicado<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a altera\u00e7\u00e3o proposta desloca o adv\u00e9rbio do plano discursivo (coes\u00e3o textual) para o plano sint\u00e1tico da ora\u00e7\u00e3o, o que modifica sua fun\u00e7\u00e3o e seu alcance sem\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda que a frase resultante permane\u00e7a gramaticalmente correta, n\u00e3o se pode afirmar que os sentidos se mant\u00eam plenamente, pois h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o no papel discursivo do adv\u00e9rbio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, solicita-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito da quest\u00e3o 20 para ERRADO.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>KOCH, Ingedore Villa\u00e7a. A coes\u00e3o textual. 22. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>KOCH, Ingedore Villa\u00e7a; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>AZEREDO, Jos\u00e9 Carlos de. Gram\u00e1tica Houaiss da L\u00edngua Portuguesa. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Publifolha, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 24<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: CERTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>GABARITO PRETENDIDO: ERRADO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O gabarito preliminar considerou o item CORRETO, por\u00e9m a afirma\u00e7\u00e3o de que a substitui\u00e7\u00e3o de \u201cque h\u00e1\u201d por \u201ca exist\u00eancia de\u201d manteria o paralelismo sint\u00e1tico n\u00e3o se sustenta.<\/p>\n\n\n\n<p>No trecho do texto, ocorre a repeti\u00e7\u00e3o da estrutura \u201creconhecem que h\u00e1\u201d em tr\u00eas segmentos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201creconhecem <strong>que h\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201creconhecem <strong>que h\u00e1 racismo<\/strong>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cn\u00e3o reconhecem <strong>que h\u00e1 machismo<\/strong>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa repeti\u00e7\u00e3o estabelece um paralelismo sint\u00e1tico baseado na mesma constru\u00e7\u00e3o oracional (verbo + conjun\u00e7\u00e3o integrante + verbo impessoal).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o item prop\u00f5e a substitui\u00e7\u00e3o apenas de dois desses segmentos por \u201ca exist\u00eancia de\u201d, o que resultaria em estruturas distintas no mesmo per\u00edodo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>reconhecem a exist\u00eancia de discrimina\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>reconhecem <strong>que h\u00e1 racismo<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>n\u00e3o reconhecem <strong>a exist\u00eancia de machismo<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a sequ\u00eancia deixa de manter a uniformidade estrutural, rompendo o paralelismo sint\u00e1tico originalmente estabelecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a substitui\u00e7\u00e3o preserve a corre\u00e7\u00e3o gramatical dos trechos isoladamente, ela n\u00e3o preserva o paralelismo sint\u00e1tico do per\u00edodo, como afirma o item.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o item n\u00e3o poderia ser considerado correto.<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se, portanto, a altera\u00e7\u00e3o do gabarito para ERRADO.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BECHARA, Evanildo. Moderna Gram\u00e1tica Portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gram\u00e1tica do Portugu\u00eas Contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>GARCIA, Othon M. Comunica\u00e7\u00e3o em Prosa Moderna.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Para saber mais os recursos para Analista e detalhes do concurso C\u00e2mara dos Deputados, acesse nosso artigo na \u00edntegra:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background\" style=\"font-size:clamp(15.197px, 0.95rem + ((1vw - 3.2px) * 0.765), 23px);\"><strong>Saiba mais: <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-camara-dos-deputados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Concurso C\u00e2mara dos Deputados 2026<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"h-quer-saber-tudo-sobre-concursos-previstos-confira-nossos-artigos\">Quer saber tudo sobre concursos previstos?<br \/>Confira nossos artigos!<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-area-legislativa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Concursos legislativos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-abertos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Concursos abertos<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Concursos 2026<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\" id=\"cursos\">Quer estudar para o concurso da C\u00e2mara dos Deputados?<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"banner-legislativo\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Concurso C\u00e2mara dos Deputados<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Prepara\u00e7\u00e3o completa para a carreira!<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/camara-dos-deputados\/\" rel=\"noopener noreferrer\">EXPLORAR CURSOS<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n    \n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"estrategia\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Assinatura Concursos<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Assinatura de 1 ano ou 2 anos<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/assinaturas\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">ASSINE AGORA<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n     \n    <\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba sugest\u00f5es de recursos para o concurso C\u00e2mara dos Deputados &#8211; Analista Legislativo Foram aplicadas as provas objetivas e discursivas do concurso C\u00e2mara dos Deputados e, com isso, os candidatos podem interpor recursos entre os dias 11 e 12 de mar\u00e7o contra os gabaritos preliminares. \u00c9 por isso que o nosso time de professores do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2692,"featured_media":1271792,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"news","footnotes":""},"categories":[2017],"tags":[],"tax_estado":[219963],"class_list":["post-1730876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-concursos-legislativos","tax_estado-concursos-federais"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Concurso C\u00e2mara dos Deputados - recursos para Analista!<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Saiba mais sobre sugest\u00f5es para recursos contra os gabaritos preliminares do concurso da C\u00e2mara dos Deputados para Analista.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-camara-deputados-recursos-analista\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Concurso C\u00e2mara dos Deputados - recursos para Analista!\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Saiba mais sobre sugest\u00f5es para recursos contra os gabaritos preliminares do concurso da C\u00e2mara dos Deputados para Analista.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-camara-deputados-recursos-analista\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-03-11T18:34:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-03-12T17:22:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/31111618\/concurso-camara-dos-deputados.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"768\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"432\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ronaldo Scanavini Neto\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ronaldo Scanavini Neto\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"41 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-camara-deputados-recursos-analista\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-camara-deputados-recursos-analista\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ronaldo Scanavini Neto\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/70c2ad4297aa24ff8815b08215b23a76\"},\"headline\":\"Concurso C\u00e2mara dos Deputados &#8211; 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