{"id":1720890,"date":"2026-02-25T09:45:31","date_gmt":"2026-02-25T12:45:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1720890"},"modified":"2026-02-25T09:45:33","modified_gmt":"2026-02-25T12:45:33","slug":"informativo-stf-1204-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1204-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1204 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/25094442\/stf_info_1204-2.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_fpWDO-6ztKk\"><div id=\"lyte_fpWDO-6ztKk\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/fpWDO-6ztKk\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/fpWDO-6ztKk\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/fpWDO-6ztKk\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-teto-remuneratorio-e-base-de-calculo-da-pensao-por-morte-tema-1-167-rg\">1.&nbsp;&nbsp; Teto remunerat\u00f3rio e base de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte (Tema 1.167 RG)<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O valor dos proventos ou da remunera\u00e7\u00e3o do instituidor, para fins de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte (CF, art. 40, \u00a7 7\u00ba, EC 41\/2003), <strong>deve ser apurado ap\u00f3s a incid\u00eancia do teto remunerat\u00f3rio<\/strong>, excluindo-se as parcelas que excedam o limite constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.314.490\/SP, Rel. Ministro Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 6\/2\/2026 (Tema 1.167 RG).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Professor Girafales, servidor p\u00fablico federal aposentado, recebia remunera\u00e7\u00e3o bruta que ultrapassava de R$ 50 mil, mas com a incid\u00eancia do teto constitucional (CF, art. 37, XI), recebia efetivamente R$ 44 mil. Ao falecer, sua esposa Dona Florinda requereu a pens\u00e3o por morte. O INSS calculou a pens\u00e3o com base na remunera\u00e7\u00e3o efetiva (ap\u00f3s o teto), enquanto Dona Florinda sustentava que a base deveria ser o valor bruto (antes do teto), para depois aplicar o redutor da pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 37, XI<\/strong><em> (teto remunerat\u00f3rio constitucional).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 40, \u00a7 7\u00ba (EC 41\/2003)<\/strong><em> (regras de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>RE 675.978 (Tema 639 RG)<\/strong><em> (incid\u00eancia do teto sobre cada parcela remunerat\u00f3ria).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incide sobre o <strong>valor efetivamente recebido<\/strong> (ap\u00f3s o teto), e n\u00e3o sobre o valor nominal bruto, pois as parcelas excedentes n\u00e3o geram direito a benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Ap\u00f3s a EC 41\/2003, a pens\u00e3o por morte deixou de corresponder \u00e0 integralidade dos proventos, passando a observar <strong>crit\u00e9rio proporcional<\/strong> com base no valor efetivo da remunera\u00e7\u00e3o ou proventos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do servidor incide apenas sobre o valor efetivamente percebido, ou seja, <strong>ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do teto remunerat\u00f3rio<\/strong>. As parcelas que excedem o teto n\u00e3o sofrem desconto previdenci\u00e1rio e, por conseguinte, n\u00e3o podem integrar a base de c\u00e1lculo de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios como a pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Conceder pens\u00e3o calculada sobre parcelas remunerat\u00f3rias que <strong>n\u00e3o sofreram efetiva contribui\u00e7\u00e3o do servidor instituidor<\/strong> violaria a l\u00f3gica contributiva do regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia. Se o servidor n\u00e3o contribuiu sobre a parcela excedente ao teto, n\u00e3o h\u00e1 fonte de custeio para a concess\u00e3o de benef\u00edcio correspondente a esse valor.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 Ap\u00f3s a EC 41\/2003, a pens\u00e3o por morte deixou de corresponder integralmente aos proventos do servidor falecido. O novo regime prev\u00ea <strong>c\u00e1lculo proporcional com redutor sobre o valor que excede o teto do RGPS<\/strong>. Assim, a base de c\u00e1lculo da pens\u00e3o \u00e9 o valor efetivo da remunera\u00e7\u00e3o (j\u00e1 submetida ao teto constitucional), sobre o qual se aplica o redutor do art. 40, \u00a7 7\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio fixou tese vinculante (Tema 1.167) estabelecendo que o teto remunerat\u00f3rio <strong>deve incidir antes do c\u00e1lculo da pens\u00e3o<\/strong>, e n\u00e3o depois. Essa ordem de opera\u00e7\u00f5es assegura coer\u00eancia com o princ\u00edpio contributivo: primeiro se apura o valor efetivamente percebido (teto), depois se calcula a pens\u00e3o sobre esse valor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No que toca \u00e0 incid\u00eancia do teto remunerat\u00f3rio no c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte de servidor p\u00fablico, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) O teto remunerat\u00f3rio deve incidir ap\u00f3s o c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte, como \u00faltimo redutor.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A pens\u00e3o por morte deve corresponder \u00e0 integralidade dos proventos do servidor, sem incid\u00eancia do teto.<\/p>\n\n\n\n<p>C) As parcelas excedentes ao teto integram a base de c\u00e1lculo da pens\u00e3o quando houve contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>D) O valor da remunera\u00e7\u00e3o ou proventos do instituidor da pens\u00e3o deve ser apurado ap\u00f3s a incid\u00eancia do teto remunerat\u00f3rio, excluindo-se parcelas que excedam o limite.<\/p>\n\n\n\n<p>E) O regime contributivo permite o c\u00e1lculo da pens\u00e3o sobre a remunera\u00e7\u00e3o bruta nominal do servidor, independentemente do teto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. O teto incide antes do c\u00e1lculo da pens\u00e3o, como fixado pelo Plen\u00e1rio no Tema 1.167.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. Ap\u00f3s a EC 41\/2003, a pens\u00e3o por morte n\u00e3o corresponde mais \u00e0 integralidade dos proventos.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. As parcelas excedentes ao teto n\u00e3o sofrem contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e n\u00e3o integram a base.<\/p>\n\n\n\n<p>D) <strong>Correta.<\/strong> Tese fixada pelo STF no Tema 1.167 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. O princ\u00edpio contributivo exige que a base de c\u00e1lculo reflita o valor efetivamente percebido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vers\u00e3o Esquematizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccc Teto remunerat\u00f3rio \u00d7 pens\u00e3o por morte (Tema 1.167)<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Teto incide antes do c\u00e1lculo da pens\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Parcelas excedentes: sem contribui\u00e7\u00e3o = sem benef\u00edcio<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd EC 41\/2003: pens\u00e3o proporcional, n\u00e3o integral<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Princ\u00edpio contributivo do RPPS<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Base de c\u00e1lculo = valor efetivamente percebido<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>Tese fixada: <strong>\u201cO valor correspondente aos proventos ou \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o do instituidor da pens\u00e3o por morte, para os fins do art. 40, \u00a7 7\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na reda\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional n\u00ba 41\/2003, deve considerar apenas as parcelas efetivamente percebidas pelo servidor ativo ou aposentado, exclu\u00eddos os valores que excedam o teto ou subteto remunerat\u00f3rios previstos no art. 37, XI, da Constitui\u00e7\u00e3o, posto que sobre eles n\u00e3o incidiu contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. A sistem\u00e1tica constitucional exige congru\u00eancia entre custeio e benef\u00edcios.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os valores que excedem o teto remunerat\u00f3rio do servi\u00e7o p\u00fablico (CF\/1988, art. 37, XI) devem ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte regida pelas regras da EC n\u00ba 41\/2003 (CF\/1988, art. 40 \u00a7 7\u00ba), de modo a garantir o equil\u00edbrio atuarial e a congru\u00eancia entre contribui\u00e7\u00e3o e benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 o valor total nominal da remunera\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico, mas apenas a quantia efetivamente recebida, a qual \u00e9 limitada ao teto remunerat\u00f3rio constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, a concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte (benef\u00edcio previdenci\u00e1rio) calculada com base em parcelas remunerat\u00f3rias sobre as quais n\u00e3o houve efetiva contribui\u00e7\u00e3o do servidor instituidor (parcelas acima do teto remunerat\u00f3rio) comprometeria o equil\u00edbrio atuarial entre custeio e benef\u00edcio que sustenta o regime previdenci\u00e1rio previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, ap\u00f3s a vig\u00eancia da EC n\u00ba 41\/2003, o benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte deixou de corresponder \u201cao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento\u201d (reda\u00e7\u00e3o do art. 40, \u00a7 7\u00ba, da CF, inclu\u00eddo pela EC n\u00ba 20\/1998) e passou a ser limitado tamb\u00e9m pelo valor m\u00e1ximo dos benef\u00edcios pagos no Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS), acrescido de 70% da parcela eventualmente excedente a esse limite (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.167 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso para restabelecer a senten\u00e7a proferida pelo ju\u00edzo de primeiro grau e fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) Precedente citado: RE 675.978 (Tema 639 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) CF\/1988: \u201cArt. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, inclu\u00eddas suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es, \u00e9 assegurado regime de previd\u00eancia de car\u00e1ter contributivo e solid\u00e1rio, mediante contribui\u00e7\u00e3o do respectivo ente p\u00fablico, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 41, 19.12.2003) (&#8230;) \u00a7 7\u00ba Lei dispor\u00e1 sobre a concess\u00e3o do benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte, que ser\u00e1 igual: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 41, 19.12.2003) I &#8211; ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, at\u00e9 o limite m\u00e1ximo estabelecido para os benef\u00edcios do regime geral de previd\u00eancia social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso aposentado \u00e0 data do \u00f3bito; ou&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 41, 19.12.2003)&nbsp; II &#8211; ao valor da totalidade da remunera\u00e7\u00e3o do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento, at\u00e9 o limite m\u00e1ximo estabelecido para os benef\u00edcios do regime geral de previd\u00eancia social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do \u00f3bito.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 41, 19.12.2003)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-magistratura-promocao-por-antiguidade-e-criterios-de-desempate\">2.&nbsp; Magistratura \u2013 promo\u00e7\u00e3o por antiguidade e crit\u00e9rios de desempate<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A antiguidade entre magistrados deve ser aferida pelo tempo de efetivo exerc\u00edcio no cargo e, no caso de posse na mesma data, <strong>pela ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso<\/strong>, sendo o crit\u00e9rio et\u00e1rio meramente subsidi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.462 ED\/TO, Rel. Ministro Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento finalizado em 5\/2\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Josefina e Crementina, ju\u00edzas do Tribunal de Justi\u00e7a do Tocantins, passaram juntas na magistratura, tomando posse no mesmo dia. Josefina havia sido classificada em 3\u00ba lugar no concurso, enquanto Crementina ficara em 7\u00ba. Quando abriu vaga para promo\u00e7\u00e3o por antiguidade, o Tribunal aplicou o crit\u00e9rio et\u00e1rio (Crementina era mais velha) para desempatar. Josefina impetrou mandado de seguran\u00e7a, alegando que a ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso deveria prevalecer sobre a idade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 93, I<\/strong><em> (ingresso na magistratura por concurso).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 93, II, b e d<\/strong><em> (promo\u00e7\u00e3o por antiguidade).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LOMAN (LC 35\/1979), art. 80<\/strong><em> (crit\u00e9rios de antiguidade).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso possui <strong>estatura constitucional<\/strong> e imp\u00f5e prefer\u00eancia obrigat\u00f3ria nas nomea\u00e7\u00f5es, projetando seus efeitos sobre a aferi\u00e7\u00e3o de antiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Quando magistrados tomam posse no mesmo dia e na mesma entr\u00e2ncia, o fator determinante de antiguidade \u00e9 a <strong>posi\u00e7\u00e3o no concurso<\/strong>, pois reflete crit\u00e9rio objetivo de m\u00e9rito j\u00e1 chancelado pela Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso n\u00e3o se esgota na ordem de nomea\u00e7\u00e3o. Quando dois magistrados tomam posse na mesma data e na mesma entr\u00e2ncia, <strong>a ordem de classifica\u00e7\u00e3o no certame projeta-se como crit\u00e9rio de antiguidade<\/strong>, pois reflete o m\u00e9rito aferido objetivamente pela banca examinadora. Utilizar outro crit\u00e9rio (como idade) equivaleria a desprezar a l\u00f3gica meritocr\u00e1tica que fundamenta o acesso \u00e0 magistratura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O crit\u00e9rio et\u00e1rio somente pode ser utilizado de forma <strong>subsidi\u00e1ria, isto \u00e9, em caso de empate na classifica\u00e7\u00e3o do concurso<\/strong>. Essa diretriz decorre da l\u00f3gica constitucional de que a antiguidade se mede pelo tempo de servi\u00e7o e, antes disso, pelo m\u00e9rito que originou o ingresso na carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O Plen\u00e1rio acolheu parcialmente os embargos de declara\u00e7\u00e3o para esclarecer que, havendo empate no tempo de servi\u00e7o na entr\u00e2ncia, <strong>o desempate se d\u00e1 pela ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso<\/strong>, e somente na hip\u00f3tese de empate nesse crit\u00e9rio \u00e9 que se recorre \u00e0 idade. Trata-se de escalonamento l\u00f3gico: tempo de servi\u00e7o \u2192 classifica\u00e7\u00e3o no concurso \u2192 idade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A solu\u00e7\u00e3o adotada pelo STF preserva a <strong>coer\u00eancia do sistema meritocr\u00e1tico de acesso e progress\u00e3o na magistratura<\/strong>. O concurso p\u00fablico, como instrumento constitucional de sele\u00e7\u00e3o, gera efeitos que se prolongam ao longo da carreira, n\u00e3o se limitando ao ato de posse. Inverter a ordem dos crit\u00e9rios subverteria a l\u00f3gica constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 promo\u00e7\u00e3o por antiguidade na magistratura, assinale a alternativa correta:<\/p>\n\n\n\n<p>A) O crit\u00e9rio et\u00e1rio prevalece sobre a classifica\u00e7\u00e3o no concurso para fins de desempate na antiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Em caso de posse na mesma data, a antiguidade \u00e9 definida pela ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso, sendo o crit\u00e9rio et\u00e1rio subsidi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A antiguidade entre magistrados \u00e9 aferida pelo tempo de servi\u00e7o p\u00fablico total, incluindo outros cargos.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A LOMAN estabelece o crit\u00e9rio et\u00e1rio como primeiro fator de desempate na promo\u00e7\u00e3o por antiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso na magistratura produz efeitos limitados \u00e0 ordem de nomea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. O crit\u00e9rio et\u00e1rio \u00e9 subsidi\u00e1rio, aplic\u00e1vel apenas em empate na classifica\u00e7\u00e3o do concurso.<\/p>\n\n\n\n<p>B) <strong>Correta.<\/strong> Conforme decidido pelo Plen\u00e1rio nos embargos de declara\u00e7\u00e3o da ADI 4.462.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A antiguidade \u00e9 aferida pelo tempo de efetivo exerc\u00edcio no cargo da magistratura.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. A LOMAN deve ser interpretada conforme a CF, que prioriza o m\u00e9rito do concurso.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. Os efeitos da classifica\u00e7\u00e3o no concurso projetam-se sobre toda a carreira, incluindo a aferi\u00e7\u00e3o de antiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vers\u00e3o Esquematizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccc Magistratura \u2013 promo\u00e7\u00e3o por antiguidade \u2013 desempate<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd 1\u00ba crit\u00e9rio: tempo de efetivo exerc\u00edcio no cargo<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd 2\u00ba crit\u00e9rio (posse simult\u00e2nea): classifica\u00e7\u00e3o no concurso<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd 3\u00ba crit\u00e9rio (\u00faltimo recurso): idade<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Ordem de classifica\u00e7\u00e3o tem estatura constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd L\u00f3gica meritocr\u00e1tica preservada<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resumo:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A antiguidade entre magistrados deve ser aferida, em regra, pelo tempo de efetivo exerc\u00edcio no cargo e, no caso de posse na mesma data, pela ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso (CF\/1988, art. 93, I).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso para ingresso na magistratura possui estatura constitucional e imp\u00f5e prefer\u00eancia obrigat\u00f3ria nas nomea\u00e7\u00f5es (1). Assim, quando magistrados tomam posse no mesmo dia \u2014 situa\u00e7\u00e3o que, em geral, decorre do ingresso no mesmo certame \u2014, esse par\u00e2metro deve ser adotado como crit\u00e9rio preponderante de desempate na apura\u00e7\u00e3o da ordem de antiguidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa hip\u00f3tese, o crit\u00e9rio et\u00e1rio somente pode ser utilizado de forma subsidi\u00e1ria, isto \u00e9, apenas em caso de empate na classifica\u00e7\u00e3o no concurso. Essa diretriz decorre da pr\u00f3pria l\u00f3gica constitucional de ingresso e de progress\u00e3o na carreira e vincula todos os entes federativos, independentemente de previs\u00e3o expressa na legisla\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declara\u00e7\u00e3o para assentar que, em caso de empate nos crit\u00e9rios de \u201ctempo de servi\u00e7o na entr\u00e2ncia\u201d e de \u201ctempo de servi\u00e7o como magistrado\u201d, deve ser observada a ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso de ingresso em preced\u00eancia ao crit\u00e9rio de idade na organiza\u00e7\u00e3o do quadro de antiguidade no \u00e2mbito do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Tocantins, determinando, ainda, ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a que proceda a estudo e uniformiza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de desempate para promo\u00e7\u00e3o por antiguidade na carreira da magistratura.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: \u201cArt. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios: I &#8211; ingresso na carreira, cujo cargo inicial ser\u00e1 o de juiz substituto, mediante concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, com a participa\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no m\u00ednimo, tr\u00eas anos de atividade jur\u00eddica e obedecendo-se, nas nomea\u00e7\u00f5es, \u00e0 ordem de classifica\u00e7\u00e3o. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 2004)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-crime-eleitoral-e-improbidade-administrativa-dupla-responsabilizacao-e-competencia-tema-1-260-rg\">3.&nbsp; Crime eleitoral e improbidade administrativa \u2013 dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia (Tema 1.260 RG)<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a <strong>dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o por crime eleitoral e ato de improbidade administrativa<\/strong>, sendo competente a Justi\u00e7a Comum para a a\u00e7\u00e3o de improbidade, ressalvada a comunicabilidade nas hip\u00f3teses de inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.428.742\/SP, Rel. Ministro Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgamento virtual finalizado em 9\/2\/2026 (Tema 1.260 RG).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Geremias, vereador, foi flagrado com &#8220;caixa dois&#8221; eleitoral durante a campanha. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral denunciou-o pelo art. 350 do C\u00f3digo Eleitoral, e, paralelamente, o MP Estadual ajuizou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa pela mesma conduta. Geremias arguiu bis in idem e sustentou que a Justi\u00e7a Eleitoral seria competente para ambas as demandas. O caso chegou ao STF como repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 37, \u00a7 4\u00ba<\/strong><em> (san\u00e7\u00f5es por atos de improbidade).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>C\u00f3digo Eleitoral, art. 350<\/strong><em> (crime de caixa dois eleitoral).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 8.429\/1992<\/strong><em> (Lei de Improbidade Administrativa).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>RE 976.566 (Tema 576 RG)<\/strong><em> (independ\u00eancia de inst\u00e2ncias).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A independ\u00eancia de inst\u00e2ncias (CF, art. 37, \u00a7 4\u00ba) exige <strong>tratamentos sancionat\u00f3rios diferenciados<\/strong> entre il\u00edcitos civis, penais e pol\u00edtico-administrativos, afastando a alega\u00e7\u00e3o de bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A <strong>independ\u00eancia entre inst\u00e2ncias \u00e9 relativa<\/strong>: decis\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral que reconhe\u00e7a inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria comunica-se \u00e0 esfera da improbidade, vinculando o ju\u00edzo c\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A CF, art. 37, \u00a7 4\u00ba, consagra a <strong>independ\u00eancia de inst\u00e2ncias em mat\u00e9ria sancionat\u00f3ria<\/strong>. Um mesmo fato pode configurar, simultaneamente, crime eleitoral e ato de improbidade administrativa, com tratamentos sancionat\u00f3rios pr\u00f3prios em cada esfera. A responsabiliza\u00e7\u00e3o em uma inst\u00e2ncia n\u00e3o impede nem substitui a de outra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A independ\u00eancia, por\u00e9m, <strong>n\u00e3o \u00e9 absoluta<\/strong>. Quando a inst\u00e2ncia penal (ou eleitoral) reconhece a inexist\u00eancia do fato ou a negativa de autoria, essa decis\u00e3o vincula a esfera c\u00edvel\/administrativa. Trata-se de comunicabilidade que impede contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica entre decis\u00f5es definitivas sobre o mesmo substrato f\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A compet\u00eancia para processar a a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa \u00e9 da <strong>Justi\u00e7a Comum, ainda que o fato tamb\u00e9m configure crime eleitoral<\/strong>. A a\u00e7\u00e3o de improbidade tem natureza c\u00edvel, sujeita ao ju\u00edzo de primeiro grau da Justi\u00e7a Comum (estadual ou federal), enquanto o crime eleitoral \u00e9 processado pela Justi\u00e7a Eleitoral. Cada esfera atua com independ\u00eancia funcional e compet\u00eancia material pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o configura bis in idem<\/strong> porque as san\u00e7\u00f5es possuem naturezas jur\u00eddicas distintas: a condena\u00e7\u00e3o penal-eleitoral resulta em pena restritiva de liberdade ou multa penal, enquanto a condena\u00e7\u00e3o por improbidade implica san\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-administrativas (perda da fun\u00e7\u00e3o, suspens\u00e3o de direitos pol\u00edticos, ressarcimento ao er\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o entendimento do STF acerca da rela\u00e7\u00e3o entre crime eleitoral e improbidade administrativa (Tema 1.260), \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n\n\n\n<p>A) A dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o por crime eleitoral e improbidade administrativa \u00e9 poss\u00edvel, em raz\u00e3o da independ\u00eancia de inst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa fundada em conduta que tamb\u00e9m configure crime eleitoral \u00e9 de compet\u00eancia da Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A condena\u00e7\u00e3o pela Justi\u00e7a Eleitoral por crime de caixa dois impede a responsabiliza\u00e7\u00e3o por improbidade administrativa pelo mesmo fato.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A decis\u00e3o da Justi\u00e7a Eleitoral que absolve o r\u00e9u por insufici\u00eancia de provas vincula o ju\u00edzo c\u00edvel na a\u00e7\u00e3o de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A independ\u00eancia de inst\u00e2ncias impede a comunica\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es entre a Justi\u00e7a Eleitoral e a Justi\u00e7a Comum.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) <strong>Correta.<\/strong> Tese fixada pelo Plen\u00e1rio no Tema 1.260: independ\u00eancia de inst\u00e2ncias + compet\u00eancia da Justi\u00e7a Comum.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. A a\u00e7\u00e3o de improbidade \u00e9 de natureza c\u00edvel e compete \u00e0 Justi\u00e7a Comum.<\/p>\n\n\n\n<p>C) Incorreta. A independ\u00eancia de inst\u00e2ncias permite a dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. A comunicabilidade limita-se a decis\u00f5es de inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria, n\u00e3o de insufici\u00eancia probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. A independ\u00eancia \u00e9 relativa: decis\u00f5es sobre inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria se comunicam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vers\u00e3o Esquematizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccc Crime eleitoral \u00d7 improbidade (Tema 1.260)<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel (n\u00e3o \u00e9 bis in idem)<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Independ\u00eancia de inst\u00e2ncias (CF, art. 37, \u00a7 4\u00ba)<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Comunicabilidade: inexist\u00eancia do fato \/ negativa de autoria<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Compet\u00eancia: Justi\u00e7a Comum para improbidade<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd San\u00e7\u00f5es de naturezas jur\u00eddicas distintas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>Teses fixadas:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c(I) \u00c9 poss\u00edvel a dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o por crime eleitoral \u2018caixa dois\u2019 (art. 350 do C\u00f3digo Eleitoral) e ato de improbidade administrativa (Lei 8.429\/1992), pois a independ\u00eancia de inst\u00e2ncias exige tratamentos sancionat\u00f3rios diferenciados entre os atos il\u00edcitos em geral (civis, penais e pol\u00edtico-administrativos) e os atos de improbidade administrativa;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>(II) Reconhecida, na inst\u00e2ncia eleitoral, a inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria do r\u00e9u, a decis\u00e3o repercute na seara administrativa;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>(III) Compete \u00e0 Justi\u00e7a Comum processar e julgar a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa por ato que tamb\u00e9m configure crime eleitoral.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A dupla responsabiliza\u00e7\u00e3o por crime eleitoral e ato de improbidade administrativa n\u00e3o configura bis in idem, ressalvada a comunicabilidade entre as inst\u00e2ncias comum e especial na hip\u00f3tese de reconhecimento de inexist\u00eancia do fato ou negativa de autoria pela Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme prescreve o art. 37, \u00a7 4\u00ba, da CF\/1988 (1), a independ\u00eancia de inst\u00e2ncias exige tratamentos sancionat\u00f3rios diferenciados entre os atos il\u00edcitos em geral (civis, penais e pol\u00edtico-administrativos) e os atos de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A independ\u00eancia entre diferentes formas de persecu\u00e7\u00e3o, todavia, \u00e9 abrandada por imperativos sist\u00eamicos nas hip\u00f3teses em que, na esfera penal, seja poss\u00edvel reconhecer a inexist\u00eancia do fato ou a negativa de sua autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nada obstante o reconhecimento dessa independ\u00eancia mitigada, a eventual comunicabilidade ampla acaba por corroer a l\u00f3gica constitucional da autonomia das inst\u00e2ncias. Nesse sentido, os agentes p\u00fablicos podem ser responsabilizados tanto por crime de responsabilidade como por atos de improbidade administrativa, sem que haja configura\u00e7\u00e3o de bis in idem (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa mesma compreens\u00e3o deve ser aplicada quando se trata de fato tipificado como crime eleitoral e que, ao mesmo tempo, pode ser enquadrado como ato de improbidade administrativa. Nesse caso, o mesmo fato ser\u00e1 analisado tanto pela Justi\u00e7a Eleitoral como pela Justi\u00e7a Comum.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A independ\u00eancia ser\u00e1 relativa, entretanto, uma vez que eventual decis\u00e3o sobre a inexist\u00eancia do fato, ou sobre a negativa de autoria, pela inst\u00e2ncia eleitoral, implicar\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o na esfera da responsabilidade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.260 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso para manter o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e determinar o prosseguimento da lide na Justi\u00e7a Comum, a fim de verificar a eventual pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa, e fixou as teses anteriormente citadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: \u201cArt. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998) (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Os atos de improbidade administrativa importar\u00e3o a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao er\u00e1rio, na forma e grada\u00e7\u00e3o previstas em lei, sem preju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o penal cab\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (2) Precedente citado: RE 976.566 (Tema 576 RG).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-constitucionalidade-da-causa-de-aumento-nos-crimes-contra-a-honra-de-funcionario-publico-adpf-338\">4. Constitucionalidade da causa de aumento nos crimes contra a honra de funcion\u00e1rio p\u00fablico (ADPF 338)<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Destaque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o aumento de pena previsto no <strong>art. 141, II, do C\u00f3digo Penal<\/strong> (crimes contra a honra cometidos contra funcion\u00e1rio p\u00fablico em raz\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es), por n\u00e3o violar a liberdade de express\u00e3o e resguardar a credibilidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 338\/DF, Rel. Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, Redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, por maioria, julgamento finalizado em 5\/2\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso F\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Creitinho, influenciador digital, publicou s\u00e9rie de v\u00eddeos acusando Tib\u00farcio, fiscal da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, de pr\u00e1ticas criminosas no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o \u2013 sem apresentar provas. Denunciado por difama\u00e7\u00e3o com a majorante do art. 141, II, do CP (crime contra honra de funcion\u00e1rio p\u00fablico em raz\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es), Creitinho arguiu a inconstitucionalidade da causa de aumento, alegando viola\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o e ao direito de criticar agentes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte\u00fado-Base<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CP, art. 141, II<\/strong><em> (aumento de 1\/3 na pena \u2013 crime contra honra de funcion\u00e1rio p\u00fablico).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 5\u00ba, IV e IX<\/strong><em> (liberdade de express\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 220<\/strong><em> (veda\u00e7\u00e3o \u00e0 censura).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A prote\u00e7\u00e3o penal do art. 141, II, do CP n\u00e3o se fundamenta na mera condi\u00e7\u00e3o de servidor p\u00fablico, mas na circunst\u00e2ncia de o delito ser cometido <strong>em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o exercida<\/strong>, protegendo simultaneamente a honra individual e a credibilidade da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A liberdade de express\u00e3o <strong>n\u00e3o abrange condutas tipificadas como crimes contra a honra<\/strong>. Criticar legitimamente agentes p\u00fablicos \u00e9 l\u00edcito; imputar-lhes falsamente fatos criminosos \u00e9 il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discuss\u00e3o e Entendimento Aplicado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A CF assegura a liberdade de express\u00e3o e veda a censura, mas <strong>n\u00e3o confere imunidade para a pr\u00e1tica de crimes contra a honra<\/strong>. H\u00e1 distin\u00e7\u00e3o fundamental entre cr\u00edtica leg\u00edtima (opini\u00e3o, questionamento, fiscaliza\u00e7\u00e3o social) e conduta il\u00edcita (cal\u00fania, difama\u00e7\u00e3o, inj\u00faria). A majorante do art. 141, II, do CP n\u00e3o criminaliza a cr\u00edtica, mas agrava a pena quando a ofensa \u00e9 dirigida ao agente p\u00fablico em raz\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A prote\u00e7\u00e3o penal ultrapassa a esfera individual da v\u00edtima e alcan\u00e7a um <strong>bem jur\u00eddico supraindividual: a credibilidade e o regular funcionamento da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/strong>. Ataques infundados \u00e0 honra de agentes p\u00fablicos no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es comprometem a confian\u00e7a da sociedade nas institui\u00e7\u00f5es, justificando a maior reprova\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A norma n\u00e3o cria uma classe de cidad\u00e3os com prote\u00e7\u00e3o diferenciada \u2013 o servidor como pessoa privada recebe a mesma tutela penal que os demais. A majorante incide <strong>apenas quando a ofensa tem rela\u00e7\u00e3o direta com a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong>, ou seja, quando o agente \u00e9 atacado porque exerce determinada atividade estatal. Essa conex\u00e3o funcional \u00e9 o fundamento da maior reprova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a pessoa do servidor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a ADPF, entendendo que a norma <strong>realiza pondera\u00e7\u00e3o constitucional leg\u00edtima entre liberdade de express\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da honra<\/strong>. A proporcionalidade do aumento (1\/3) e a exig\u00eancia de nexo funcional afastam a alega\u00e7\u00e3o de cerceamento \u00e0 liberdade de opini\u00e3o. A cr\u00edtica a agentes p\u00fablicos permanece plenamente l\u00edcita; o que se pune \u00e9 a conduta criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como Ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A respeito da constitucionalidade do art. 141, II, do C\u00f3digo Penal, assinale a alternativa correta:<\/p>\n\n\n\n<p>A) O art. 141, II, do CP viola a liberdade de express\u00e3o ao conferir prote\u00e7\u00e3o especial a funcion\u00e1rios p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>B) A majorante do art. 141, II, do CP protege a honra do funcion\u00e1rio p\u00fablico em raz\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o pessoal, independentemente da fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C) A causa de aumento de pena do art. 141, II, do CP \u00e9 constitucional, pois protege n\u00e3o apenas a honra individual, mas tamb\u00e9m a credibilidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>D) A ADPF 338 resultou na declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade parcial do art. 141, II, do CP, limitando sua aplica\u00e7\u00e3o a agentes pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>E) A liberdade de express\u00e3o prevalece sobre a prote\u00e7\u00e3o penal da honra de funcion\u00e1rios p\u00fablicos em raz\u00e3o do princ\u00edpio da m\u00e1xima efetividade dos direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A) Incorreta. A norma n\u00e3o viola a liberdade de express\u00e3o; pune condutas il\u00edcitas, n\u00e3o cr\u00edticas leg\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>B) Incorreta. A majorante exige nexo funcional \u2013 a ofensa deve ser em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o, n\u00e3o da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>C) <strong>Correta.<\/strong> O Plen\u00e1rio julgou improcedente a ADPF, reconhecendo a constitucionalidade da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>D) Incorreta. O Plen\u00e1rio julgou improcedente a ADPF, mantendo a norma integralmente constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>E) Incorreta. Os direitos fundamentais s\u00e3o limit\u00e1veis; a liberdade de express\u00e3o n\u00e3o abrange crimes contra a honra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vers\u00e3o Esquematizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccc Art. 141, II, CP \u2013 majorante \u00d7 liberdade de express\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Constitucionalidade reconhecida pelo Plen\u00e1rio (ADPF 338)<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Prote\u00e7\u00e3o: honra individual + Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Exig\u00eancia de nexo funcional (em raz\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es)<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Cr\u00edtica leg\u00edtima permanece l\u00edcita<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Pondera\u00e7\u00e3o proporcional entre direitos fundamentais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 por n\u00e3o violar a liberdade de express\u00e3o e por resguardar, al\u00e9m da honra individual, a autoridade e a credibilidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2014 o aumento de pena previsto no art. 141, II, do C\u00f3digo Penal para crimes contra a honra praticados contra funcion\u00e1rio p\u00fablico, em raz\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ao mesmo tempo em que assegura a liberdade de express\u00e3o e de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento \u2014 vedada toda forma de censura pol\u00edtica, ideol\u00f3gica ou art\u00edstica (CF\/1988, arts. 5\u00ba, IV e IX, e 220, caput e \u00a7 2\u00ba) \u2014, tamb\u00e9m tutela, no rol de direitos fundamentais, a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas (CF\/1988, art. 5\u00ba, X).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, o C\u00f3digo Penal, ao disciplinar os crimes contra a honra (cal\u00fania, difama\u00e7\u00e3o e inj\u00faria), prev\u00ea causa especial de aumento de pena quando a ofensa \u00e9 dirigida a funcion\u00e1rio p\u00fablico, em raz\u00e3o do exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es (CP\/1940, art. 141, II) (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa linha, a majorante n\u00e3o se fundamenta na mera condi\u00e7\u00e3o de servidor p\u00fablico da v\u00edtima, mas na circunst\u00e2ncia de o delito ser cometido em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o exercida. Na hip\u00f3tese, a prote\u00e7\u00e3o penal ultrapassa o plano estritamente individual e alcan\u00e7a a tutela institucional da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, pois agress\u00f5es dirigidas ao agente estatal pelo exerc\u00edcio funcional podem comprometer a regularidade, a efici\u00eancia e a confian\u00e7a social no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por outro lado, a norma n\u00e3o inviabiliza a cr\u00edtica leg\u00edtima a agentes p\u00fablicos nem criminaliza manifesta\u00e7\u00f5es l\u00edcitas de opini\u00e3o. A liberdade de express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 absoluta e n\u00e3o se confunde com condutas tipificadas como cal\u00fania, inj\u00faria ou difama\u00e7\u00e3o: apenas os excessos que configuram ofensa penalmente relevante atraem a incid\u00eancia da majorante, preservando-se o espa\u00e7o democr\u00e1tico de cr\u00edtica e fiscaliza\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental ajuizada em face do art. 141, II, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 (1) CP\/1940: \u201cArt. 141 &#8211; As penas cominadas neste Cap\u00edtulo aumentam-se de um ter\u00e7o, se qualquer dos crimes \u00e9 cometido: (&#8230;) II &#8211; contra funcion\u00e1rio p\u00fablico, em raz\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da C\u00e2mara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 14.197, de 2021)\u201d<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-2ed3dce6-75f5-4938-87c7-1f9db9b4b71f\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/25094442\/stf_info_1204-2.pdf\">STF_Info_1204<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/25094442\/stf_info_1204-2.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-2ed3dce6-75f5-4938-87c7-1f9db9b4b71f\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp; Teto remunerat\u00f3rio e base de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte (Tema 1.167 RG) Destaque O valor dos proventos ou da remunera\u00e7\u00e3o do instituidor, para fins de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte (CF, art. 40, \u00a7 7\u00ba, EC 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