{"id":1714245,"date":"2026-02-11T08:46:58","date_gmt":"2026-02-11T11:46:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1714245"},"modified":"2026-02-11T08:47:00","modified_gmt":"2026-02-11T11:47:00","slug":"informativo-stj-revisao-2025-parte-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-revisao-2025-parte-6\/","title":{"rendered":"Informativo STJ &#8211; Revis\u00e3o 2025 Parte 6"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/11084618\/stj-rev-2025-6.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_TBbExNJEuQA\"><div id=\"lyte_TBbExNJEuQA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/TBbExNJEuQA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/TBbExNJEuQA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/TBbExNJEuQA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acao-regressiva-da-seguradora-e-prerrogativas-do-consumidor\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o regressiva da seguradora e prerrogativas do consumidor<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A seguradora n\u00e3o herda as prerrogativas processuais do consumidor ao propor a\u00e7\u00e3o regressiva, como o foro privilegiado do domic\u00edlio do segurado ou a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.092.308-SP, REsp 2.092.310-SP, REsp 2.092.311-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, julgado em 19\/02\/2025 (Tema 1282).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu se a seguradora, ao propor a\u00e7\u00e3o regressiva, poderia invocar prerrogativas processuais pr\u00f3prias do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu foro privilegiado do domic\u00edlio do segurado e invers\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a <strong>sub-roga\u00e7\u00e3o transfere o direito material, n\u00e3o as prerrogativas processuais personal\u00edssimas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A seguradora n\u00e3o se equipara ao consumidor para fins processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O foro especial do domic\u00edlio do consumidor n\u00e3o se estende \u00e0 seguradora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A invers\u00e3o do \u00f4nus da prova prevista no CDC tamb\u00e9m n\u00e3o se comunica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A a\u00e7\u00e3o regressiva possui natureza empresarial e contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica processual passa a ser entre seguradora e terceiro respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das prerrogativas consumeristas distorceria o equil\u00edbrio processual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a seguradora n\u00e3o herda as prerrogativas processuais do consumidor ao ajuizar a\u00e7\u00e3o regressiva, n\u00e3o podendo invocar foro privilegiado nem invers\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-golpe-do-motoboy-e-culpa-exclusiva-da-vitima\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201cGolpe do motoboy\u201d e culpa exclusiva da v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o responde pelos danos decorrentes do \u201cgolpe do motoboy\u201d quando o consumidor entrega voluntariamente seu cart\u00e3o e senha, configurando culpa exclusiva da v\u00edtima, ainda que em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.155.065-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 11\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso analisou a responsabilidade civil de institui\u00e7\u00e3o financeira em fraudes conhecidas como \u201cgolpe do motoboy\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O consumidor entregou voluntariamente cart\u00e3o e senha a terceiro que se apresentou como preposto do banco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que as institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente por falhas na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Contudo, a responsabilidade pode ser afastada quando configurada culpa exclusiva da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A entrega espont\u00e2nea do cart\u00e3o e da senha rompe o nexo causal com eventual falha do sistema banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A conduta do consumidor viabiliza diretamente a fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A vulnerabilidade do consumidor n\u00e3o elimina o dever m\u00ednimo de cautela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A fraude n\u00e3o decorreu de defeito intr\u00ednseco do servi\u00e7o banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ausente defeito do servi\u00e7o, n\u00e3o h\u00e1 dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o responde pelos danos do \u201cgolpe do motoboy\u201d quando o consumidor entrega voluntariamente cart\u00e3o e senha, configurando culpa exclusiva da v\u00edtima e rompendo o nexo causal, ainda que em contexto de vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-custeio-de-terapias-para-transtorno-do-espectro-autista-por-plano-de-saude\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Custeio de terapias para transtorno do espectro autista por plano de sa\u00fade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>As operadoras de planos de sa\u00fade s\u00e3o obrigadas a custear terapias prescritas para o tratamento de transtorno do espectro autista, incluindo musicoterapia, equoterapia e hidroterapia, quando indicadas por profissional habilitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/2\/2025, DJEN 14\/2\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a obriga\u00e7\u00e3o de operadoras de planos de sa\u00fade quanto ao custeio de terapias indicadas para tratamento de transtorno do espectro autista (TEA).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As terapias inclu\u00edam musicoterapia, equoterapia e hidroterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o rol da ANS possui car\u00e1ter exemplificativo, nos termos da jurisprud\u00eancia consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O plano de sa\u00fade n\u00e3o pode negar cobertura quando houver indica\u00e7\u00e3o por profissional habilitado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A negativa de cobertura compromete a finalidade do contrato e o direito \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O tratamento do TEA demanda abordagem multidisciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prescri\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica fundamenta a necessidade terap\u00eautica individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A operadora n\u00e3o pode substituir o crit\u00e9rio m\u00e9dico por avalia\u00e7\u00e3o administrativa restritiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A recusa configura pr\u00e1tica abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: as operadoras de planos de sa\u00fade s\u00e3o obrigadas a custear terapias prescritas para o tratamento de transtorno do espectro autista, incluindo musicoterapia, equoterapia e hidroterapia, quando indicadas por profissional habilitado. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-recusa-de-renovacao-de-seguro-de-vida-e-boa-fe-objetiva\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recusa de renova\u00e7\u00e3o de seguro de vida e boa-f\u00e9 objetiva<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a recusa de renova\u00e7\u00e3o de seguro de vida individual ap\u00f3s longo per\u00edodo de renova\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas, por violar os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva e da confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.015.204-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por maioria, julgado em 12\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a validade da recusa de renova\u00e7\u00e3o de seguro de vida individual ap\u00f3s sucessivas renova\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O contrato vinha sendo renovado por longo per\u00edodo, sem interrup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que contratos de <em>trato sucessivo<\/em> s\u00e3o regidos pelos princ\u00edpios da <strong>boa-f\u00e9<\/strong> objetiva e da <strong>confian\u00e7a<\/strong> leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A conduta reiterada de renova\u00e7\u00e3o cria expectativa leg\u00edtima de continuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A recusa abrupta, sem justificativa adequada, viola o dever de lealdade contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O comportamento contradit\u00f3rio do fornecedor afronta a confian\u00e7a do segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A liberdade contratual n\u00e3o autoriza frustra\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria da leg\u00edtima expectativa criada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve considerar a dura\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo e a pr\u00e1tica consolidada entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 abusiva a recusa de renova\u00e7\u00e3o de seguro de vida individual ap\u00f3s longo per\u00edodo de renova\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas, por viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva e da confian\u00e7a leg\u00edtima.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-do-corretor-de-imoveis-por-inadimplemento-da-construtora\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade do corretor de im\u00f3veis por inadimplemento da construtora<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O corretor de im\u00f3veis, pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, n\u00e3o \u00e9, em regra, respons\u00e1vel por danos ao consumidor decorrentes do inadimplemento da construtora ou incorporadora, salvo se demonstrado: (i) seu envolvimento nas atividades de incorpora\u00e7\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o; (ii) sua integra\u00e7\u00e3o ao mesmo grupo econ\u00f4mico da construtora ou incorporadora; ou (iii) a ocorr\u00eancia de confus\u00e3o ou desvio patrimonial em seu benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.008.542-RJ e REsp 2.008.545-DF (Tema 1173), Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a responsabilidade civil do corretor de im\u00f3veis por danos decorrentes do inadimplemento da construtora ou incorporadora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a extens\u00e3o da responsabilidade solid\u00e1ria nas rela\u00e7\u00f5es de consumo imobili\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o corretor, pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, n\u00e3o responde, em regra, pelo inadimplemento da construtora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o do corretor limita-se, ordinariamente, \u00e0 intermedia\u00e7\u00e3o da compra e venda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A mera aproxima\u00e7\u00e3o entre comprador e incorporadora n\u00e3o gera responsabilidade autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o exige circunst\u00e2ncias <em>qualificadas<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 necess\u00e1ria prova de envolvimento do corretor nas atividades de incorpora\u00e7\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o se houver integra\u00e7\u00e3o ao mesmo grupo econ\u00f4mico da construtora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exist\u00eancia de confus\u00e3o ou desvio patrimonial em benef\u00edcio do corretor autoriza a extens\u00e3o da responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ausentes esses elementos, n\u00e3o h\u00e1 solidariedade pelo inadimplemento contratual da construtora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o corretor de im\u00f3veis n\u00e3o \u00e9, em regra, respons\u00e1vel por danos decorrentes do inadimplemento da construtora ou incorporadora, salvo se demonstrado seu envolvimento direto na incorpora\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o ao mesmo grupo econ\u00f4mico ou confus\u00e3o\/desvio patrimonial em seu benef\u00edcio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-letras-de-credito-imobiliario-e-classificacao-no-processo-falimentar\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Letras de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e classifica\u00e7\u00e3o no processo falimentar<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos oriundos de letras de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio n\u00e3o podem ser classificados como garantidos por direito real, devendo ser mantidos na classe dos cr\u00e9ditos quirograf\u00e1rios no processo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.773.522-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 04\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a natureza dos cr\u00e9ditos decorrentes de letras de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio (LCI) no \u00e2mbito do processo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu sua eventual classifica\u00e7\u00e3o como cr\u00e9ditos garantidos por direito real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a LCI \u00e9 t\u00edtulo de cr\u00e9dito lastreado em cr\u00e9ditos imobili\u00e1rios, mas n\u00e3o confere, por si s\u00f3, garantia real ao investidor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O titular da LCI n\u00e3o det\u00e9m direito real sobre o bem que lastreia o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A estrutura do t\u00edtulo n\u00e3o transfere ao investidor a posi\u00e7\u00e3o de credor com garantia real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exist\u00eancia de lastro imobili\u00e1rio n\u00e3o equivale \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de garantia real individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 registro de direito real em favor do titular da LCI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A classifica\u00e7\u00e3o como cr\u00e9dito com garantia real exige v\u00ednculo jur\u00eddico direto com o bem dado em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: os cr\u00e9ditos oriundos de letras de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio n\u00e3o se qualificam como garantidos por direito real, devendo ser mantidos na classe dos cr\u00e9ditos quirograf\u00e1rios no processo falimentar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alienacao-de-bens-na-falencia-e-preco-vil\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aliena\u00e7\u00e3o de bens na fal\u00eancia e pre\u00e7o vil<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Na fal\u00eancia, a venda de bem por valor equivalente a 2% do pre\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 considerada pre\u00e7o vil, desde que observadas as formalidades legais e inexistam ofertas melhores.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.174.514-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2025, DJEN 19\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a validade da venda de bem no processo falimentar por valor correspondente a 2% do pre\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se tal montante caracterizaria pre\u00e7o vil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a aferi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o vil n\u00e3o se baseia exclusivamente em crit\u00e9rio percentual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve considerar as <em>circunst\u00e2ncias concretas do procedimento<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Foram observadas as formalidades legais previstas na Lei de Fal\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o houve apresenta\u00e7\u00e3o de propostas superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aliena\u00e7\u00e3o atendeu ao <strong>interesse da massa falida e \u00e0 efetividade do processo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de mercado ou de interessados influencia a forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O controle judicial deve evitar preju\u00edzo \u00e0 coletividade de credores, mas sem inviabilizar a liquida\u00e7\u00e3o do ativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: na fal\u00eancia, a venda de bem por valor equivalente a 2% da avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o configura, por si s\u00f3, pre\u00e7o vil, desde que observadas as formalidades legais e inexistam ofertas mais vantajosas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-epi-ppp-e-reconhecimento-de-tempo-especial\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; EPI, PPP e reconhecimento de tempo especial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A informa\u00e7\u00e3o no PPP sobre o uso de EPI eficaz descaracteriza, em regra, o tempo especial, mas havendo d\u00favida relevante quanto \u00e0 efic\u00e1cia da prote\u00e7\u00e3o, a conclus\u00e3o deve ser favor\u00e1vel ao trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.082.072-RS, REsp 2.116.343-RJ e REsp 2.080.584-PR (Tema 1090), Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 9\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o impacto da informa\u00e7\u00e3o constante no Perfil Profissiogr\u00e1fico Previdenci\u00e1rio sobre o uso de Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a descaracteriza\u00e7\u00e3o do tempo especial para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a indica\u00e7\u00e3o de EPI eficaz no PPP, em regra, afasta o reconhecimento da especialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A efic\u00e1cia do equipamento deve neutralizar ou reduzir a exposi\u00e7\u00e3o a n\u00edveis legais de toler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A simples men\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica ao uso de EPI n\u00e3o basta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 necess\u00e1rio que haja comprova\u00e7\u00e3o concreta da efetiva prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Havendo <strong>d\u00favida relevante quanto \u00e0 efic\u00e1cia do EPI, a solu\u00e7\u00e3o deve favorecer o trabalhador<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se o princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o e da <em>in dubio pro misero<\/em> no \u00e2mbito previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve considerar o conjunto probat\u00f3rio do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a informa\u00e7\u00e3o no PPP sobre uso de EPI eficaz descaracteriza, em regra, o tempo especial, mas, diante de d\u00favida relevante quanto \u00e0 efetiva neutraliza\u00e7\u00e3o do agente nocivo, a conclus\u00e3o deve ser favor\u00e1vel ao trabalhador.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-interesse-de-agir-previo-requerimento-e-efeitos-financeiros\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interesse de agir, pr\u00e9vio requerimento e efeitos financeiros<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O interesse de agir do segurado em a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria depende de pr\u00e9vio requerimento administrativo instru\u00eddo com documenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima. O INSS deve oportunizar complementa\u00e7\u00e3o de provas; a omiss\u00e3o administrativa configura interesse de agir e o benef\u00edcio judicial retroage \u00e0 DER.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.905.830-SP, REsp 1.913.152-SP e REsp 1.912.784-SP (Tema 1124\/STJ), Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3os os Ministros Paulo S\u00e9rgio Domingues e Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgados em 8\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da caracteriza\u00e7\u00e3o do interesse de agir em a\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o depende de pr\u00e9vio requerimento administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O pedido deve ser instru\u00eddo com documenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima apta \u00e0 an\u00e1lise do direito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Uma vez atingido o m\u00ednimo instrut\u00f3rio para processamento, o INSS passa a ter o dever de orientar o segurado e oportunizar a complementa\u00e7\u00e3o de provas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite indeferimento autom\u00e1tico por insufici\u00eancia documental sem pr\u00e9via intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A omiss\u00e3o administrativa em permitir a complementa\u00e7\u00e3o configura resist\u00eancia ao pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, est\u00e1 presente o interesse de agir para o ajuizamento da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Reconhecido o direito em ju\u00edzo, os efeitos financeiros retroagem \u00e0 data de entrada do requerimento (DER).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A retroa\u00e7\u00e3o decorre da pr\u00e9via provoca\u00e7\u00e3o administrativa v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o interesse de agir em a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria exige pr\u00e9vio requerimento administrativo com documenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima; se o INSS n\u00e3o oportuniza a complementa\u00e7\u00e3o de provas, caracteriza-se a resist\u00eancia, e o benef\u00edcio concedido judicialmente retroage \u00e0 DER.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-fiscal-e-citacao-por-ar\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o fiscal e cita\u00e7\u00e3o por AR<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o fiscal, a cita\u00e7\u00e3o via Correios com aviso de recebimento n\u00e3o exige assinatura pessoal do executado, bastando a comprova\u00e7\u00e3o da entrega no endere\u00e7o indicado para interromper a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.174.870-MG, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 04\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a validade da cita\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o fiscal realizada por meio de carta com aviso de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se a necessidade de assinatura pessoal do executado no AR.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a cita\u00e7\u00e3o por Correios \u00e9 v\u00e1lida quando comprovada a entrega no endere\u00e7o indicado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>N\u00e3o se exige que o aviso de recebimento seja assinado pessoalmente pelo executado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Basta a demonstra\u00e7\u00e3o de que a correspond\u00eancia foi entregue no endere\u00e7o correto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A regularidade da cita\u00e7\u00e3o interrompe a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia de assinatura pessoal inviabilizaria a efetividade da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Eventual alega\u00e7\u00e3o de nulidade exige demonstra\u00e7\u00e3o concreta de preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: na execu\u00e7\u00e3o fiscal, a cita\u00e7\u00e3o via Correios com aviso de recebimento n\u00e3o depende de assinatura pessoal do executado, sendo suficiente a comprova\u00e7\u00e3o da entrega no endere\u00e7o indicado para interromper a prescri\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-iptu-e-alienacao-fiduciaria\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IPTU e aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade e da imiss\u00e3o na posse do im\u00f3vel, pois n\u00e3o possui animus domini.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.949.182-SP, REsp 1.959.212-SP e REsp 1.982.001-SP, Rel. Min. Teodoro Silva Santos, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgados em 12\/03\/2025 (Tema 1158).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a sujei\u00e7\u00e3o passiva do credor fiduci\u00e1rio ao IPTU em im\u00f3vel gravado com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu o per\u00edodo anterior \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em nome do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que, antes da consolida\u00e7\u00e3o e da imiss\u00e3o na posse, o credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o exerce poderes plenos de dom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A propriedade do credor \u00e9 resol\u00favel e limitada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O devedor fiduciante permanece com a posse direta e a frui\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>O sujeito passivo do IPTU \u00e9 quem det\u00e9m a propriedade com animus domini ou exerce a posse com caracter\u00edsticas de dono<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o possui <em>animus domini<\/em> antes da consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabilidade tribut\u00e1ria n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a quem n\u00e3o usufrui do bem nem exerce poderes t\u00edpicos de propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o pode ser considerado sujeito passivo do IPTU antes da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade e da imiss\u00e3o na posse do im\u00f3vel, pois n\u00e3o det\u00e9m animus domini nem exerce a posse com caracter\u00edsticas de dono.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acao-popular-e-materia-tributaria\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o popular e mat\u00e9ria tribut\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o popular para discutir rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tribut\u00e1ria, mesmo fundada em suposto preju\u00edzo aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.167.861-SE, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 11\/3\/2025, DJEN 18\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a adequa\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o popular para impugnar rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pretens\u00e3o foi fundamentada em suposto preju\u00edzo aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a a\u00e7\u00e3o popular destina-se \u00e0 tutela do patrim\u00f4nio p\u00fablico, da moralidade administrativa, do meio ambiente e de outros bens difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A discuss\u00e3o sobre obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria possui natureza individual ou coletiva espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O instrumento adequado para controv\u00e9rsias tribut\u00e1rias \u00e9 a a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria prevista no ordenamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>A utiliza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o popular para rediscutir rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria desvirtua sua finalidade constitucional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O eventual impacto econ\u00f4mico sobre contribuintes n\u00e3o altera a natureza da lide.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A via eleita n\u00e3o se presta \u00e0 revis\u00e3o de lan\u00e7amento ou exig\u00eancia fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: n\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o popular para discutir rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tribut\u00e1ria, ainda que fundada em alegado preju\u00edzo aos contribuintes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-suspensao-da-exigibilidade-de-credito-nao-tributario\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suspens\u00e3o da exigibilidade de cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O oferecimento de fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia no valor do d\u00e9bito acrescido de 30% suspende a exigibilidade do cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.037.787-RJ, REsp 2.007.865-SP e REsp 2.050.751-RJ, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2025 (Tema 1203).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de suspens\u00e3o da exigibilidade de cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio mediante garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a equipara\u00e7\u00e3o da fian\u00e7a banc\u00e1ria e do seguro garantia ao dep\u00f3sito em dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a <strong>fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia s\u00e3o modalidades id\u00f4neas de garantia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Para produzir efeito suspensivo, o valor deve corresponder ao d\u00e9bito acrescido de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia do acr\u00e9scimo assegura cobertura de juros, multa e encargos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A garantia deve ser suficiente e v\u00e1lida nos termos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A suspens\u00e3o da exigibilidade n\u00e3o implica extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento promove equil\u00edbrio entre prote\u00e7\u00e3o do er\u00e1rio e preserva\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o oferecimento de fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia no valor do d\u00e9bito acrescido de 30% suspende a exigibilidade de cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-mandado-de-seguranca-e-obrigacoes-tributarias-de-trato-sucessivo\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mandado de seguran\u00e7a e obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias de trato sucessivo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O prazo decadencial do art. 23 da Lei 12.016\/2009 n\u00e3o se aplica ao mandado de seguran\u00e7a que impugna lei ou ato normativo que interfira em obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias de trato sucessivo, pois a amea\u00e7a \u00e9 atual, objetiva e permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.103.305-MG e REsp 2.109.221-MG (Tema 1273), Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a incid\u00eancia do prazo decadencial do art. 23 da Lei 12.016\/2009 no mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A impetra\u00e7\u00e3o visava impugnar lei ou ato normativo que interferia em obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias de trato sucessivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o prazo decadencial n\u00e3o se aplica nessa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia tribut\u00e1ria possui <strong>car\u00e1ter continuado e renovado a cada per\u00edodo de incid\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A amea\u00e7a ao direito \u00e9 atual, objetiva e permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se trata de ato \u00fanico e exaurido no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cada exig\u00eancia, renova-se a les\u00e3o ou amea\u00e7a ao direito l\u00edquido e certo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aplica\u00e7\u00e3o do prazo decadencial inviabilizaria o controle judicial de obriga\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o prazo decadencial do art. 23 da Lei 12.016\/2009 n\u00e3o incide sobre mandado de seguran\u00e7a que impugna lei ou ato normativo que interfira em obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias de trato sucessivo, pois a amea\u00e7a \u00e9 atual e permanente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-emenda-da-cda-e-fundamento-legal-do-credito-tributario\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Emenda da CDA e fundamento legal do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-13\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A Fazenda P\u00fablica n\u00e3o pode substituir ou emendar a Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA) para incluir, complementar ou alterar o fundamento legal do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, ainda que antes da senten\u00e7a nos embargos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.194.708-SC, REsp 2.194.734-SC e REsp 2.194.706-SC (Tema 1350), Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgados em 8\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os limites da substitui\u00e7\u00e3o ou emenda da Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa no curso da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a inclus\u00e3o, complementa\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o do fundamento legal do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a CDA deve conter todos os requisitos essenciais desde a sua constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>O fundamento legal do cr\u00e9dito integra o n\u00facleo da exig\u00eancia tribut\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A modifica\u00e7\u00e3o desse elemento altera a pr\u00f3pria causa de pedir da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Fazenda P\u00fablica n\u00e3o pode substituir ou emendar a CDA para modificar o fundamento jur\u00eddico do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A veda\u00e7\u00e3o subsiste mesmo que a altera\u00e7\u00e3o ocorra antes da senten\u00e7a nos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A emenda admitida pela jurisprud\u00eancia restringe-se a erros materiais ou formais, sem mudan\u00e7a substancial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A altera\u00e7\u00e3o do fundamento legal compromete o contradit\u00f3rio e a seguran\u00e7a jur\u00eddica do executado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o pode substituir ou emendar a CDA para incluir, complementar ou alterar o fundamento legal do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, ainda que antes da senten\u00e7a nos embargos, sendo vedadas modifica\u00e7\u00f5es substanciais da causa de pedir da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-arbitramento-do-valor-venal-e-itbi\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Arbitramento do valor venal e ITBI<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-14\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A prerrogativa da Administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria de promover o <strong>arbitramento do valor venal do bem transmitido<\/strong> decorre diretamente do <strong>CTN, art. 148<\/strong>, n\u00e3o podendo ser afastada por lei estadual nem suprimida genericamente por decis\u00e3o judicial, desde que observados o <strong>contradit\u00f3rio e a ampla defesa<\/strong>. Compete \u00e0 administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria o \u00f4nus de comprovar que a import\u00e2ncia ent\u00e3o alcan\u00e7ada encontra-se absolutamente fora do valor de mercado, observada, necessariamente, a ampla defesa e o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.175.094-SP e REsp 2.213.551-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 10\/12\/2025 (Tema 1371).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a prerrogativa da Administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria de arbitrar o valor venal de bem transmitido para fins de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a possibilidade de afastamento dessa prerrogativa por lei estadual ou decis\u00e3o judicial gen\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o poder de <strong>arbitramento decorre diretamente do CTN, art. 148<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A compet\u00eancia administrativa n\u00e3o pode ser suprimida por norma infraconstitucional estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tampouco pode ser afastada de forma abstrata por decis\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O arbitramento exige procedimento regular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Devem ser observados o contradit\u00f3rio e a ampla defesa do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Administra\u00e7\u00e3o deve instaurar processo espec\u00edfico para revisar o valor declarado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Compete ao Fisco o \u00f4nus de comprovar que o valor declarado est\u00e1 absolutamente dissociado do pre\u00e7o de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O arbitramento n\u00e3o pode ser autom\u00e1tico nem baseado em presun\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a prerrogativa da Administra\u00e7\u00e3o de arbitrar o valor venal decorre do CTN, art. 148, n\u00e3o podendo ser afastada por lei estadual ou decis\u00e3o judicial gen\u00e9rica, devendo o Fisco comprovar, em procedimento com contradit\u00f3rio e ampla defesa, que o valor declarado est\u00e1 fora do mercado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-de-sitio-eletronico-por-venda-de-animais-silvestres\">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade de s\u00edtio eletr\u00f4nico por venda de animais silvestres<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-15\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O s\u00edtio eletr\u00f4nico pode ser responsabilizado por infra\u00e7\u00e3o ambiental relacionada \u00e0 venda de animais silvestres quando atuar como provedor que intermedeia neg\u00f3cios, e n\u00e3o apenas na busca de informa\u00e7\u00f5es \u2014 equiparando-se a verdadeiro site de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.151.722-SP, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por maioria, julgado em 4\/2\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a responsabilidade de plataforma digital em infra\u00e7\u00e3o ambiental relacionada \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de animais silvestres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a distin\u00e7\u00e3o entre provedor de busca e provedor que intermedeia neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a responsabilidade varia conforme o grau de atua\u00e7\u00e3o da plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quando o s\u00edtio eletr\u00f4nico atua apenas como <em>mecanismo de busca<\/em>, sua responsabilidade \u00e9 limitada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Contudo, <strong>ao intermediar diretamente as negocia\u00e7\u00f5es, aproxima-se de verdadeiro site de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa condi\u00e7\u00e3o, a plataforma participa da cadeia econ\u00f4mica da transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o ativa na intermedia\u00e7\u00e3o afasta a neutralidade tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A equipara\u00e7\u00e3o a com\u00e9rcio eletr\u00f4nico autoriza a responsabiliza\u00e7\u00e3o por infra\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente justifica interpreta\u00e7\u00e3o rigorosa diante da venda ilegal de fauna silvestre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o s\u00edtio eletr\u00f4nico pode ser responsabilizado por infra\u00e7\u00e3o ambiental na venda de animais silvestres quando atuar como provedor que intermedeia neg\u00f3cios, equiparando-se a site de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, e n\u00e3o como mero mecanismo de busca.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-nbsp-nbsp-nbsp-danos-ecologicos-imateriais-coletivos\">18.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Danos ecol\u00f3gicos imateriais coletivos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-16\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A configura\u00e7\u00e3o de danos ecol\u00f3gicos imateriais coletivos pode ser objetivamente reconhecida (danos in re ipsa), sendo presumida a les\u00e3o sempre que a conduta atingir processos ou padr\u00f5es ecol\u00f3gicos com especial prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, conforme o art. 225, \u00a7 4\u00ba, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.200.069-MT, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 13\/5\/2025, DJEN 21\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou do reconhecimento de danos ecol\u00f3gicos imateriais coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o concreta do preju\u00edzo extrapatrimonial ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o meio ambiente \u00e9 bem jur\u00eddico de natureza difusa e constitucionalmente protegido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A les\u00e3o a processos ou padr\u00f5es ecol\u00f3gicos especialmente tutelados gera dano aut\u00f4nomo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A configura\u00e7\u00e3o do dano imaterial coletivo pode ser reconhecida objetivamente. <strong>Trata-se de hip\u00f3tese de dano <em>in re ipsa<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A les\u00e3o \u00e9 presumida quando a conduta atinge bens ambientais com prote\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O art. 225, \u00a7 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o consagra tutela qualificada de determinados ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige prova espec\u00edfica de sofrimento coletivo ou preju\u00edzo moral individualizado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A indeniza\u00e7\u00e3o possui fun\u00e7\u00e3o reparat\u00f3ria e pedag\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a configura\u00e7\u00e3o de danos ecol\u00f3gicos imateriais coletivos pode ser objetivamente reconhecida, sendo presumida a les\u00e3o quando a conduta atinge processos ou padr\u00f5es ecol\u00f3gicos com especial prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, nos termos do art. 225, \u00a7 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-da-justica-federal-e-especies-ameacadas\">19.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e esp\u00e9cies amea\u00e7adas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-17\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal \u00e9 atra\u00edda para julgar crimes ambientais que envolvam esp\u00e9cies constantes da Lista Nacional de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, por configurarem interesse direto da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no CC 208.449-SC, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 11\/12\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia para julgar crimes ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A infra\u00e7\u00e3o envolvia esp\u00e9cies constantes da Lista Nacional de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a prote\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies constitui interesse direto da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Lista Nacional decorre de ato normativo federal e integra pol\u00edtica ambiental nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A tutela de esp\u00e9cies amea\u00e7adas transcende o interesse meramente local.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A presen\u00e7a de interesse federal atrai a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise n\u00e3o depende da titularidade do bem ambiental espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Basta a demonstra\u00e7\u00e3o de que a infra\u00e7\u00e3o atinge bem jur\u00eddico sob prote\u00e7\u00e3o federal qualificada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal julgar crimes ambientais que envolvam esp\u00e9cies constantes da Lista Nacional de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, por configurarem interesse direto da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-nbsp-poluicao-sonora-e-natureza-do-delito\">20.&nbsp; Polui\u00e7\u00e3o sonora e natureza do delito<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-18\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O crime ambiental de polui\u00e7\u00e3o sonora, previsto na primeira parte do art. 54 da Lei 9.605\/1998, \u00e9 formal e de perigo abstrato, bastando a potencialidade de dano \u00e0 sa\u00fade humana; n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria per\u00edcia t\u00e9cnica para comprova\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o, sendo suficiente qualquer meio de prova id\u00f4neo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.205.709-MG (Tema 1377), Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a configura\u00e7\u00e3o do crime de polui\u00e7\u00e3o sonora previsto na primeira parte do art. 54 da Lei 9.605\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a natureza jur\u00eddica do delito e a necessidade de prova pericial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o crime \u00e9 formal e de perigo abstrato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige a comprova\u00e7\u00e3o de dano efetivo \u00e0 sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Basta a <strong>potencialidade lesiva da conduta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A infra\u00e7\u00e3o se consuma com a pr\u00e1tica de atividade capaz de causar preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A per\u00edcia t\u00e9cnica n\u00e3o \u00e9 requisito indispens\u00e1vel para a configura\u00e7\u00e3o do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A materialidade pode ser demonstrada por qualquer meio de prova id\u00f4neo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Depoimentos, medi\u00e7\u00f5es administrativas ou outros elementos probat\u00f3rios s\u00e3o suficientes, desde que convincentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o crime ambiental de polui\u00e7\u00e3o sonora \u00e9 formal e de perigo abstrato, bastando a potencialidade de dano \u00e0 sa\u00fade humana, n\u00e3o sendo necess\u00e1ria per\u00edcia t\u00e9cnica espec\u00edfica quando houver outros meios de prova id\u00f4neos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-por-obrigacoes-partidarias-e-limites-subjetivos\">21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade por obriga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias e limites subjetivos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-19\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A responsabilidade por obriga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias \u00e9 exclusiva do \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio que contratou, n\u00e3o havendo solidariedade entre diret\u00f3rios de diferentes esferas; \u00e9 invi\u00e1vel alterar o polo passivo ap\u00f3s senten\u00e7a de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.236.487-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a responsabilidade por obriga\u00e7\u00f5es assumidas por \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a possibilidade de <em>solidariedade<\/em> entre diret\u00f3rios de diferentes esferas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que os \u00f3rg\u00e3os partid\u00e1rios possuem autonomia administrativa e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabilidade recai exclusivamente sobre o \u00f3rg\u00e3o que celebrou o contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 solidariedade autom\u00e1tica entre diret\u00f3rios municipal, estadual ou nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A vincula\u00e7\u00e3o exige previs\u00e3o legal ou contratual expressa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A autonomia partid\u00e1ria impede a responsabiliza\u00e7\u00e3o indiscriminada de outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a de m\u00e9rito, \u00e9 invi\u00e1vel a altera\u00e7\u00e3o do polo passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A modifica\u00e7\u00e3o subjetiva nessa fase violaria a estabilidade da rela\u00e7\u00e3o processual e a coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a responsabilidade por obriga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias \u00e9 exclusiva do \u00f3rg\u00e3o que contratou, inexistindo solidariedade entre diret\u00f3rios de diferentes esferas, sendo inadmiss\u00edvel a altera\u00e7\u00e3o do polo passivo ap\u00f3s senten\u00e7a de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-22-nbsp-nbsp-aviso-previo-indenizado-e-tempo-de-contribuicao\">22.&nbsp;&nbsp; Aviso pr\u00e9vio indenizado e tempo de contribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-20\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de aviso pr\u00e9vio indenizado n\u00e3o pode ser computado como tempo de servi\u00e7o para fins previdenci\u00e1rios, pois n\u00e3o h\u00e1 exerc\u00edcio de atividade laborativa nem recolhimento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.068.311-RS, REsp 2.070.015-RS, REsp 2.069.623-SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 06\/02\/2025 (Tema 1238).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de computar o per\u00edodo de aviso pr\u00e9vio indenizado como tempo de servi\u00e7o para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a distin\u00e7\u00e3o entre aviso pr\u00e9vio trabalhado e indenizado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o <strong>aviso pr\u00e9vio indenizado n\u00e3o corresponde a efetivo exerc\u00edcio de atividade laborativa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Durante esse per\u00edodo, n\u00e3o h\u00e1 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o pelo empregado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 recolhimento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria correspondente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O tempo de contribui\u00e7\u00e3o exige atividade laboral ou recolhimento v\u00e1lido ao regime previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A natureza indenizat\u00f3ria do aviso pr\u00e9vio impede sua contagem como tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o preserva a l\u00f3gica contributiva do sistema previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o per\u00edodo de aviso pr\u00e9vio indenizado n\u00e3o pode ser computado como tempo de servi\u00e7o para fins previdenci\u00e1rios, pois n\u00e3o h\u00e1 exerc\u00edcio de atividade laborativa nem recolhimento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-23-nbsp-nbsp-adicionais-de-insalubridade-periculosidade-e-irredutibilidade-de-vencimentos\">23.&nbsp;&nbsp; Adicionais de insalubridade\/periculosidade e irredutibilidade de vencimentos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-21\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, quando acarreta redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria sem mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, configura ofensa indireta ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 72.765-RO, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 19\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A modifica\u00e7\u00e3o normativa resultou em redu\u00e7\u00e3o do valor recebido pelos servidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho que justificasse a diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o <strong>princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos impede redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria disfar\u00e7ada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Administra\u00e7\u00e3o pode revisar crit\u00e9rios de c\u00e1lculo, mas n\u00e3o pode reduzir remunera\u00e7\u00e3o sem fundamento leg\u00edtimo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A mudan\u00e7a de base de c\u00e1lculo que implica diminui\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria caracteriza ofensa indireta ao princ\u00edpio constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o incide quando o servidor permanece submetido \u00e0s mesmas condi\u00e7\u00f5es insalubres ou perigosas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A redu\u00e7\u00e3o somente seria admiss\u00edvel se houvesse modifica\u00e7\u00e3o f\u00e1tica que eliminasse ou diminu\u00edsse o risco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, com redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria sem mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, configura ofensa indireta ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-24-nbsp-interrogatorio-do-adolescente-e-nulidade\">24.&nbsp; Interrogat\u00f3rio do adolescente e nulidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-22\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O adolescente deve ser interrogado ao final da instru\u00e7\u00e3o, aplicando-se subsidiariamente o art. 400 do CPP ao procedimento do ECA; a inobserv\u00e2ncia gera nulidade condicionada \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo e deve ser arguida na primeira oportunidade, com efic\u00e1cia modulada a partir de 3\/3\/2016.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.088.626-RS e REsp 2.100.005-RS (Tema 1269), Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, unanimidade, julgados em 8\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a ordem dos atos instrut\u00f3rios no procedimento de apura\u00e7\u00e3o de ato infracional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria do art. 400 do CPP ao ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que <strong>o adolescente deve ser interrogado ao final da instru\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se subsidiariamente o art. 400 do CPP ao procedimento do ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O interrogat\u00f3rio ao final assegura maior efetividade ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A inobserv\u00e2ncia da ordem configura nulidade relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A nulidade depende da demonstra\u00e7\u00e3o concreta de preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Deve ser arguida na primeira oportunidade em que a parte puder se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento teve efic\u00e1cia modulada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A orienta\u00e7\u00e3o aplica-se aos processos iniciados ou \u00e0s nulidades argu\u00eddas ap\u00f3s 3\/3\/2016.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o adolescente deve ser interrogado ao final da instru\u00e7\u00e3o, aplicando-se subsidiariamente o art. 400 do CPP; a inobserv\u00e2ncia gera nulidade relativa, condicionada \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo e \u00e0 argui\u00e7\u00e3o oportuna, com efic\u00e1cia modulada a partir de 3\/3\/2016.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-25-nbsp-nbsp-prazo-em-dobro-da-defensoria-publica-nos-procedimentos-do-eca\">25.&nbsp;&nbsp; Prazo em dobro da Defensoria P\u00fablica nos procedimentos do ECA<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-23\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica mant\u00e9m a prerrogativa de prazo em dobro nos procedimentos do ECA, pois a veda\u00e7\u00e3o legal do art. 152, \u00a72\u00ba do ECA atinge apenas a Fazenda P\u00fablica e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a aplica\u00e7\u00e3o da regra de prazo em dobro nos procedimentos regidos pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 152, \u00a7 2\u00ba, do ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a veda\u00e7\u00e3o ali prevista n\u00e3o alcan\u00e7a a Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A restri\u00e7\u00e3o legal refere-se expressamente \u00e0 <strong>Fazenda P\u00fablica<\/strong> e ao <strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Defensoria P\u00fablica possui prerrogativa pr\u00f3pria de prazo em dobro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prerrogativa decorre de sua fun\u00e7\u00e3o constitucional de tutela dos vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da norma evita amplia\u00e7\u00e3o indevida da veda\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A garantia assegura equil\u00edbrio processual e efetividade da defesa t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a Defensoria P\u00fablica mant\u00e9m a prerrogativa de prazo em dobro nos procedimentos do ECA, pois a veda\u00e7\u00e3o do art. 152, \u00a7 2\u00ba, atinge apenas a Fazenda P\u00fablica e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-26-nbsp-nbsp-satisfacao-de-lascivia-na-presenca-de-crianca-ou-adolescente-e-transmissao-em-tempo-real\">26.&nbsp;&nbsp; Satisfa\u00e7\u00e3o de lasc\u00edvia na presen\u00e7a de crian\u00e7a ou adolescente e transmiss\u00e3o em tempo real<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-24\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A <strong>visualiza\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia<\/strong>, por meio de transmiss\u00e3o em tempo real, \u00e9 suficiente para caracterizar o elemento <strong>\u201cpresen\u00e7a\u201d<\/strong> exigido no <strong>art. 218-A do C\u00f3digo Penal <\/strong>(<em>satisfa\u00e7\u00e3o de lasc\u00edvia na presen\u00e7a de crian\u00e7a ou adolescente<\/em>), sendo <strong>dispens\u00e1vel a presen\u00e7a f\u00edsica<\/strong> da crian\u00e7a ou do adolescente para a configura\u00e7\u00e3o do delito.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/11\/2025, DJEN 12\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a interpreta\u00e7\u00e3o do elemento \u201cpresen\u00e7a\u201d previsto no art. 218-A do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu pr\u00e1tica de ato libidinoso mediante transmiss\u00e3o em tempo real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se a necessidade de presen\u00e7a f\u00edsica da crian\u00e7a ou do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a presen\u00e7a <strong>n\u00e3o se restringe ao contato f\u00edsico no mesmo ambiente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A intera\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea por meio digital \u00e9 apta a caracterizar o requisito legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A transmiss\u00e3o em tempo real cria situa\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o direta da v\u00edtima ao ato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A finalidade do tipo penal \u00e9 proteger a dignidade e o desenvolvimento sexual da crian\u00e7a ou do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica afasta exig\u00eancia de coabita\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O delito se consuma com a pr\u00e1tica do ato na presen\u00e7a virtual da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a visualiza\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia por transmiss\u00e3o em tempo real \u00e9 suficiente para caracterizar o elemento \u201cpresen\u00e7a\u201d do art. 218-A do C\u00f3digo Penal, sendo desnecess\u00e1ria a presen\u00e7a f\u00edsica da crian\u00e7a ou do adolescente para a configura\u00e7\u00e3o do crime.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-27-nbsp-nbsp-competencia-da-vara-da-infancia-e-da-juventude-e-acoes-patrimoniais\">27.&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude e a\u00e7\u00f5es patrimoniais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-25\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude <strong>n\u00e3o se aplica<\/strong> a a\u00e7\u00f5es meramente patrimoniais ou obrigacionais; em indeniza\u00e7\u00f5es contra munic\u00edpios, prevalece a regra geral de compet\u00eancia territorial, salvo demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo ao contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Primeira Se\u00e7\u00e3o, unanimidade, 2\/10\/2025. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a extens\u00e3o da compet\u00eancia material da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a\u00e7\u00e3o de natureza indenizat\u00f3ria proposta contra munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a <strong>compet\u00eancia especializada n\u00e3o se estende a demandas meramente patrimoniais ou obrigacionais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Vara da Inf\u00e2ncia tem compet\u00eancia para mat\u00e9rias relacionadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A\u00e7\u00f5es cujo objeto principal \u00e9 indeniza\u00e7\u00e3o ou obriga\u00e7\u00e3o patrimonial n\u00e3o atraem, por si s\u00f3s, a compet\u00eancia especializada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em demandas contra munic\u00edpios, aplica-se a regra geral de compet\u00eancia territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A compet\u00eancia deve observar os crit\u00e9rios ordin\u00e1rios previstos no CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exce\u00e7\u00e3o somente se justifica quando demonstrado preju\u00edzo ao contradit\u00f3rio ou \u00e0 efetiva prote\u00e7\u00e3o do menor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o evita amplia\u00e7\u00e3o indevida da compet\u00eancia da Vara especializada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a compet\u00eancia da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude n\u00e3o abrange a\u00e7\u00f5es meramente patrimoniais ou obrigacionais, prevalecendo, em indeniza\u00e7\u00f5es contra munic\u00edpios, a regra geral de compet\u00eancia territorial, salvo demonstra\u00e7\u00e3o concreta de preju\u00edzo ao contradit\u00f3rio ou \u00e0 prote\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-f50a8c00-3ff7-42fb-ba6a-86167f2c5521\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/11084618\/stj-rev-2025-6.pdf\">STJ &#8211; Rev 2025.6<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/11084618\/stj-rev-2025-6.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-f50a8c00-3ff7-42fb-ba6a-86167f2c5521\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o regressiva da seguradora e prerrogativas do consumidor Destaque A seguradora n\u00e3o herda as prerrogativas processuais do consumidor ao propor a\u00e7\u00e3o regressiva, como o foro privilegiado do domic\u00edlio do segurado ou a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova. 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