{"id":1711652,"date":"2026-02-06T12:36:28","date_gmt":"2026-02-06T15:36:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1711652"},"modified":"2026-02-06T13:03:45","modified_gmt":"2026-02-06T16:03:45","slug":"concurso-tj-rj-sugestoes-de-recurso-para-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-tj-rj-sugestoes-de-recurso-para-portugues\/","title":{"rendered":"Concurso TJ RJ: sugest\u00f5es de recurso para Portugu\u00eas!"},"content":{"rendered":"\n<p>As provas objetivas do concurso da <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/tj-rj\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro<\/strong><\/a><strong>\u00a0(TJ RJ)<\/strong> foram aplicadas no \u00faltimo domingo (01\/02) e aqui voc\u00ea poder\u00e1 conferir as <strong>sugest\u00f5es de recurso para as quest\u00f5es de Portugu\u00eas <\/strong>nos cargos de <strong>t\u00e9cnico e analista judici\u00e1rio<\/strong>, elaborados pela professora <strong>Adriana Figueiredo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os candidatos ter\u00e3o at\u00e9 essa sexta-feira (06\/02) para interpor o recurso no site da pr\u00f3pria banca organizadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembre-se que o recurso \u00e9 individual e a c\u00f3pia pode resultar na anula\u00e7\u00e3o da sua interposi\u00e7\u00e3o. Confira as sugest\u00f5es na transcri\u00e7\u00e3o logo abaixo!<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"#tecnico\">Recursos para t\u00e9cnico judici\u00e1rio do concurso TJ RJ<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"#analista\">Recursos para analista judici\u00e1rio do concurso TJ RJ<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"tecnico\">Concurso TJ RJ: recurso de Portugu\u00eas para t\u00e9cnico judici\u00e1rio &#8211; prova tipo 4<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/conhecimento.fgv.br\/sites\/default\/files\/concursos\/tecnico-de-atividade-judiciaria-sem-especialidade-nm-t01-se-tipo-4.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Link do caderno para consulta<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: C&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: ANULA\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, tendo em vista que nenhuma das alternativas apresentadas\u00a0responde adequadamente ao comando do enunciado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme consta expressamente no enunciado da quest\u00e3o, \u201co tema de um texto n\u00e3o est\u00e1\u00a0necessariamente relacionado com a sua finalidade\u201d. Tal afirma\u00e7\u00e3o orienta o candidato a inferir\u00a0a finalidade comunicativa do texto para al\u00e9m de simplesmente identificar o tema. Dessa\u00a0forma, o comando da quest\u00e3o, ao solicitar a identifica\u00e7\u00e3o da finalidade do texto, n\u00e3o se limita\u00a0\u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do assunto tratado (astrologia), mas demanda a infer\u00eancia da inten\u00e7\u00e3o do autor\u00a0ao construir o texto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Uma forma de inferir a finalidade de um texto \u00e9 por meio da an\u00e1lise de sua tipologia textual. No\u00a0caso em exame, o fragmento apresenta caracter\u00edsticas pr\u00f3prias de textos preditivos, t\u00edpicos de\u00a0hor\u00f3scopos e discursos astrol\u00f3gicos. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo textual tem como objetivo antecipar\u00a0comportamentos ou acontecimentos futuros, segundo a perspectiva do enunciador. S\u00e3o\u00a0marcas evidentes dessa tipologia o uso recorrente de verbos no futuro do presente (\u201cdever\u00e1\u00a0apelar\u201d, \u201cresponder\u00e1\u201d, \u201cter\u00e3o momentos\u201d), a constru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios hipot\u00e9ticos e a\u00a0interlocu\u00e7\u00e3o impl\u00edcita com o leitor. Trata-se, portanto, de um texto cuja finalidade \u00e9 prever\u00a0comportamentos, e n\u00e3o informar fatos, argumentar ou emitir ju\u00edzo de valor expl\u00edcito.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise das alternativas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A) valorizar a astrologia no contato social&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa n\u00e3o se sustenta, pois o fragmento n\u00e3o apresenta estrutura argumentativa nem\u00a0recursos que indiquem uma valoriza\u00e7\u00e3o expl\u00edcita da astrologia. Al\u00e9m disso, limita-se a\u00a0mencionar o tema do texto, sem identificar sua finalidade comunicativa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>B) ironizar os dados astrol\u00f3gicos nas rela\u00e7\u00f5es amorosas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ironia \u00e9 um recurso mais frequentemente associado a textos argumentativos ou opinativos,\u00a0nos quais o autor manifesta um ponto de vista cr\u00edtico. No fragmento em an\u00e1lise, n\u00e3o h\u00e1 marcas\u00a0inequ\u00edvocas de ironia nem ind\u00edcios de posicionamento cr\u00edtico expl\u00edcito do autor, mas sim a\u00a0formula\u00e7\u00e3o de previs\u00f5es t\u00edpicas do discurso astrol\u00f3gico.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>C) informar aos de libra e aos de escorpi\u00e3o sobre o contato\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativa, indicada como gabarito preliminar pela banca, restringe-se \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do\u00a0conte\u00fado tem\u00e1tico do texto. Ademais, textos preditivos n\u00e3o t\u00eam como finalidade informar, no\u00a0sentido estrito do termo, pois n\u00e3o h\u00e1 fatos ou dados objetivos sobre um determinado tema,\u00a0mas previs\u00f5es e conjecturas. Assim, a alternativa n\u00e3o atende ao comando do enunciado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>D) demonstrar a infalibilidade da astrologia\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa extrapola o conte\u00fado do fragmento, pois n\u00e3o h\u00e1 elementos textuais que permitam\u00a0inferir a inten\u00e7\u00e3o de demonstrar que a astrologia \u00e9 infal\u00edvel.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>E) mostrar as diferen\u00e7as entre os signos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m inadequada, uma vez que o fragmento se restringe \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o de apenas dois\u00a0signos, o que impossibilita a generaliza\u00e7\u00e3o da alternativa, que pressup\u00f5e uma compara\u00e7\u00e3o\u00a0mais ampla entre signos diversos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, constata-se que nenhuma das alternativas apresentadas corresponde de\u00a0modo adequado \u00e0 finalidade do texto, conforme exigido pelo enunciado da quest\u00e3o. Em raz\u00e3o\u00a0dessa incongru\u00eancia entre comando e alternativas, requer-se a anula\u00e7\u00e3o do item.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 2\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: C&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: ANULA\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, tendo em vista a exist\u00eancia de duas alternativas corretas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado exige que o candidato identifique a alternativa em que a reescrita promove\u00a0efetivamente o destaque do segmento previamente sublinhado, por meio de recursos\u00a0lingu\u00edsticos apropriados.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise das alternativas C e E revela que ambas cumprem esse objetivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na alternativa C, observa-se o acr\u00e9scimo do adv\u00e9rbio \u201cespecialmente\u201d (que significa, segundo\u00a0Dicion\u00e1rio Priberam: acima das outras coisas; com maior import\u00e2ncia = principalmente) em\u00a0refer\u00eancia ao segmento \u201cpor meio da aprendizagem\u201d. Ao se inserir esse adv\u00e9rbio antes do\u00a0segmento destacado, consegue-se atrair aten\u00e7\u00e3o do leitor para a ideia. Ou seja, atribui maior\u00a0relev\u00e2ncia ao trecho sublinhado e, portanto, atende \u00e0 finalidade de destaque solicitada.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na alternativa E, verifica-se a reorganiza\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica do per\u00edodo, com a transforma\u00e7\u00e3o do\u00a0segmento \u201cdevem ser combatidas\u201d em ora\u00e7\u00e3o principal, posicionada no in\u00edcio da frase.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bechara, \u201ca ora\u00e7\u00e3o principal \u00e9 aquela que tem um dos seus termos sob forma de\u00a0outra ora\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para Cegalla, a \u201cora\u00e7\u00e3o principal \u00e9 a que n\u00e3o exerce, no per\u00edodo, nenhuma\u00a0fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica e vem acompanhada de ora\u00e7\u00e3o dependente, que lhe completa ou amplia o\u00a0sentido\u201d. Nesse sentido, pode-se concluir que a ora\u00e7\u00e3o principal funciona como o &#8220;alicerce&#8221;\u00a0do per\u00edodo, muitas vezes possuindo sentido completo ou independente sintaticamente. Por\u00a0essa raz\u00e3o, para se destacar uma informa\u00e7\u00e3o, os escritores frequentemente a colocam na\u00a0ora\u00e7\u00e3o principal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, o deslocamento sint\u00e1tico do segmento sublinhado na letra E para a ora\u00e7\u00e3o\u00a0principal confere \u00eanfase ao trecho, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frase original.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, constata-se que ambas as alternativas empregam mecanismos lingu\u00edsticos leg\u00edtimos\u00a0de valoriza\u00e7\u00e3o do segmento destacado, seja por meio de intensifica\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica, seja por\u00a0meio de reestrutura\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que as alternativas C e E atendem de maneira adequada e coerente ao comando\u00a0da quest\u00e3o, fica evidente que h\u00e1 mais de uma resposta correta. Assim, requer-se a anula\u00e7\u00e3o\u00a0da quest\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dicion\u00e1rio Priberam da L\u00edngua Portuguesa&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 17<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: C&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: Anula\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o apresenta inconsist\u00eancia te\u00f3rica, uma vez que envolve a concord\u00e2ncia com verbo\u00a0ser, tema sobre o qual h\u00e1 diverg\u00eancias relevantes entre gram\u00e1ticos de refer\u00eancia, o que\u00a0compromete a objetividade da avalia\u00e7\u00e3o. Em especial, as alternativas A e C podem ser\u00a0consideradas corretas ou incorretas, a depender do arcabou\u00e7o te\u00f3rico adotado, raz\u00e3o pela\u00a0qual se imp\u00f5e a anula\u00e7\u00e3o do item.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; An\u00e1lise da alternativa A (\u201cTrag\u00e9dias \u00e9 coisa em que n\u00e3o penso\u201d)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria dos autores, a letra A est\u00e1 errada. Conforme a descri\u00e7\u00e3o de Bechara, por\u00a0exemplo, a constru\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada inadequada, pois o verbo \u201cser\u201d, quando est\u00e1 entre dois\u00a0substantivos de n\u00fameros diferentes, segue o plural. Segundo o autor:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNas ora\u00e7\u00f5es ditas equativas em que com ser se exprime a defini\u00e7\u00e3o ou a identidade, o verbo,\u00a0posto entre dois substantivos de n\u00fameros diferentes, concorda em geral com aquele que\u00a0estiver no plural.\u201d\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, o verbo ser encontra-se entre dois substantivos de n\u00fameros distintos:\u00a0trag\u00e9dias (plural) e coisa (singular). Assim, de acordo com Bechara, a concord\u00e2ncia mais\u00a0adequada seria com o termo no plural, resultando em \u201cTrag\u00e9dias s\u00e3o coisa em que n\u00e3o\u00a0penso\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A corre\u00e7\u00e3o dessa alternativa s\u00f3 encontra embasamento em Cegalla: segundo o autor, o verbo\u00a0\u201cser\u201d, na fun\u00e7\u00e3o de verbo de liga\u00e7\u00e3o, concorda com o predicativo quando este \u00e9 representado\u00a0pela palavra \u201ccoisa\u201d. Afirma Cegalla:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO verbo de liga\u00e7\u00e3o ser concorda com o predicativo nos seguintes casos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;]&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(e) quando o predicativo \u00e9 o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;]&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Os respons\u00f3rios e os sinos \u00e9 coisa importuna em Tib\u00e3es.\u2019 (Camilo Castelo Branco)\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, de acordo com Cegalla, como o predicativo \u00e9 \u201ccoisa\u201d, justifica-se a flex\u00e3o do verbo\u00a0\u201cser\u201d no singular.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o pr\u00f3prio Cegalla, se for usado como par\u00e2metro para manuten\u00e7\u00e3o do gabarito, \u00e9\u00a0autor que justifica que a alternativa C tamb\u00e9m est\u00e1 correta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; An\u00e1lise da alternativa C (\u201cHoje \u00e9 28 de agosto\u201d) &#8211; gabarito proposto pela banca&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bechara, o emprego do verbo \u201cser\u201d para indicar datas, deve concordar com o numeral\u00a0no predicativo:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[&#8230;]. Todavia, em alguns casos, o verbo ser se acomoda \u00e0 flex\u00e3o do predicativo,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>especialmente quando se acha no plural. S\u00e3o os seguintes os casos em que se d\u00e1 esta\u00a0concord\u00e2ncia:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>d) quando o verbo ser \u00e9 empregado impessoalmente, isto \u00e9, sem sujeito, nas designa\u00e7\u00f5es de\u00a0horas, datas, dist\u00e2ncias:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje s\u00e3o 15 de agosto.\u201d\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz dessa orienta\u00e7\u00e3o, a forma \u201cHoje \u00e9 28 de agosto\u201d poderia ser considerada inadequada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, outros gram\u00e1ticos de reconhecida autoridade, como Cegalla e Ernani Terra, admitem\u00a0expressamente a flex\u00e3o do verbo ser no singular nessas constru\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Cegalla: \u201cPode-se, entretanto, na linguagem espont\u00e2nea, deixar o verbo no singular\u00a0concordando com a ideia impl\u00edcita de \u201cdia\u201d: \u2018Hoje \u00e9 seis de mar\u00e7o.\u2019 [Hoje \u00e9 dia seis de mar\u00e7o.]\u201d\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ernani Terra: \u201cNa indica\u00e7\u00e3o de data, o verbo ser poder\u00e1 concordar com o primeiro numeral\u00a0que aparecer ou com a palavra dia, que se considera subentendida:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o quinze de dezembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 quinze de dezembro. (Subentende-se: \u00c9 dias quinze de dezembro.)\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, percebe-se que a banca usa como par\u00e2metro o autor Cegalla para justificar a letra A\u00a0como certa, por\u00e9m o mesmo autor tamb\u00e9m abona a forma usada na letra C. Trata-se de grave\u00a0incongru\u00eancia te\u00f3rica. Tal circunst\u00e2ncia viola o princ\u00edpio da objetividade exigido em quest\u00f5es\u00a0de m\u00faltipla escolha. Por essa raz\u00e3o, requer-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>BECHARA, E. Moderna gram\u00e1tica portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CEGALLA, D. P. Nov\u00edssima gram\u00e1tica da l\u00edngua portuguesa. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora\u00a0Nacional.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ernani Terra. Curso Pr\u00e1tico de Gram\u00e1tica. 5 ed. Editora Scipione<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 18<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: D&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: C&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a altera\u00e7\u00e3o de gabarito para a alternativa C.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa D (\u201co fragmento mostra, em seu in\u00edcio, a dura\u00e7\u00e3o dos acontecimentos de forma\u00a0resumida\u201d) n\u00e3o pode ser considerada correta. A express\u00e3o \u201cao fim de tr\u00eas dias\u201d n\u00e3o indica a\u00a0dura\u00e7\u00e3o dos acontecimentos narrados, mas sim o momento em que os fatos se iniciam. Tratase de uma locu\u00e7\u00e3o adverbial de tempo que estabelece um marco temporal para o in\u00edcio da\u00a0a\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o seu tempo de dura\u00e7\u00e3o, o que invalida a interpreta\u00e7\u00e3o proposta na alternativa D.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa C (\u201co texto mostra a t\u00e9cnica de suspense, antecipando a\u00e7\u00f5es sem identificar o\u00a0referente\u201d) revela-se correta. Observa-se no fragmento o emprego da t\u00e9cnica liter\u00e1ria do\u00a0suspense, caracterizada pela cria\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o e expectativa no leitor por meio da omiss\u00e3o\u00a0estrat\u00e9gica de informa\u00e7\u00f5es essenciais.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No texto, s\u00e3o antecipadas a\u00e7\u00f5es (\u201cpreparava\u201d, \u201cescutou\u201d, \u201cgritou\u201d) sem que se explicite de\u00a0modo claro o referente da voz ou a raz\u00e3o do espanto da personagem ao escutar a \u201cvoz de seu\u00a0filho perto de sua orelha\u201d. Essa indefini\u00e7\u00e3o intensifica a curiosidade do leitor. Assim, o texto\u00a0constr\u00f3i um efeito de suspense, conforme corretamente descrito na alternativa C.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00f5es anteriores em que a banca usou textos com as mesmas caracter\u00edsticas (sequ\u00eancia\u00a0de a\u00e7\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es sem explicita\u00e7\u00e3o do referente) e o gabarito se relacionava com a t\u00e9cnica\u00a0de suspense:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Prova: FGV &#8211; 2023 &#8211; AL-MA &#8211; T\u00e9cnico de Gest\u00e3o Administrativa &#8211; Revisor (Letras)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das t\u00e9cnicas narrativas mais comuns \u00e9 a do suspense, produzido pelo retardamento\u00a0proposital de informa\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assinale o segmento de texto que se utiliza da t\u00e9cnica do suspense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A) Os cabelos s\u00e3o brancos como os de um Papai Noel e esvoa\u00e7antes como os de um maestro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sublinham a pele morena do rosto vastos bigodes com vest\u00edgios de amarelo, sedimenta\u00e7\u00e3o\u00a0deixada por charutos Monte Cristo, leg\u00edtimos cubanos, que se revezavam nos dedos com uma\u00a0legi\u00e3o estrangeira de lapiseiras e canetas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>B) A menina entrou apressada no escrit\u00f3rio do pai, onde havia deixado o celular, mas s\u00f3 o\u00a0encontrou depois de mais de uma hora de busca, entre as p\u00e1ginas do livro que l\u00e1 estava lendo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>C) A biblioteca pessoal do ex-ministro est\u00e1 sendo posta \u00e0 venda, por um pre\u00e7o muito acima do\u00a0esperado. O leil\u00e3o est\u00e1 marcado para a pr\u00f3xima semana\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>D) Alguns livros atuais est\u00e3o atraindo muitos leitores, levados pelo estilo agressivo e pela\u00a0posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica conservadora do autor.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>E) Alguns neg\u00f3cios nada sofreram com a pandemia, ao que parece. A Apple, por exemplo,\u00a0acaba de exibir um lucro alt\u00edssimo no \u00faltimo trimestre.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: A&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prova: FGV &#8211; 2024 &#8211; Prefeitura de Niter\u00f3i &#8211; RJ &#8211; Analista de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Gest\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Governamental &#8211; Gest\u00e3o Governamental&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assinale a op\u00e7\u00e3o que apresenta o segmento narrativo que mostra uma situa\u00e7\u00e3o de suspense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A) A cena final do filme mostrou o menino desamparado, abandonado pelos pais, que foram\u00a0arrastados pela correnteza.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>B) O carro aproximou-se da entrada da garagem do pr\u00e9dio e, ao saltar para abrir a porta, o\u00a0motorista foi assaltado por dois homens.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>C) O passageiro procurava os \u00f3culos em seus bolsos e n\u00e3o os encontrou, mas ao levantar-se\u00a0do banco, notou os \u00f3culos quebrados no assento.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>D) Ele entrou rapidamente no Banco e dirigiu-se ao caixa mais pr\u00f3ximo, sem notar que havia\u00a0uma fila de espera. Os outros clientes reclamaram de imediato e ele teve que entrar no final da\u00a0fila.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>E) Sacudiu o embrulho para ver se adivinhava o conte\u00fado, mas estava dif\u00edcil: os ru\u00eddos eram\u00a0baixos, como se algo estivesse acolchoado; tentou mais uma vez e nada! Desistiu e achou\u00a0melhor esperar a irm\u00e3 que abriria o pacote.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: E&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prova: FGV &#8211; 2024 &#8211; TJ-SC &#8211; T\u00e9cnico Judici\u00e1rio Auxiliar&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das estrat\u00e9gias empregadas para atrair a aten\u00e7\u00e3o do leitor para um texto \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o da\u00a0t\u00e9cnica do suspense; veja, por exemplo, o fragmento textual abaixo:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO rapaz viu a carteira no meio do caminho por onde andava. Acelerou o passo, pegou a\u00a0carteira rapidamente e enfiou-a no bolso de tr\u00e1s da cal\u00e7a; olhou para tr\u00e1s e para os lados para\u00a0assegurar-se de que ningu\u00e9m o vira. A carteira parecia gorda e, quem sabe, teria muito\u00a0dinheiro; n\u00e3o poderia abri-la ali, pois havia gente ao redor. Pensou em ir a um bar e trancar-se\u00a0no banheiro para poder examinar o conte\u00fado, mas \u00e0quela hora os bares ainda estavam\u00a0fechados. Decidiu apressar-se para chegar a sua casa o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8230;\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de criar suspense nesse pequeno texto \u00e9 constru\u00eddo do seguinte modo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A) mostrar o desconhecimento de algo e certa passagem de tempo sem que se preveja a a\u00e7\u00e3o\u00a0ou evento subsequente;\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>B) indicar uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es sem que sejam apontados seus agentes ou finalidades;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>C) destacar um fato desonesto e mostrar a possibilidade de a a\u00e7\u00e3o desonesta ser punida;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>D) enumerar a\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, mas expressando d\u00favidas a respeito de sua poss\u00edvel realiza\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E) apontar a\u00e7\u00f5es de realiza\u00e7\u00e3o lenta, mostrando impossibilidades de serem executadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: A&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prova: FGV &#8211; 2025 &#8211; SEEC-RN &#8211; Professor de Arte&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Observe o seguinte texto:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 quem o chame de maluco, exc\u00eantrico, desvairado, mas ele n\u00e3o liga para esses\u00a0xingamentos; todos os dias ele para o carro na praia de Ipanema, molha o corpo e se joga na\u00a0areia, cobrindo o corpo com ela e, assim, volta ao carro\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a introdu\u00e7\u00e3o do texto segue o modelo de&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A) alus\u00e3o hist\u00f3rica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>B) suspense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>C) defini\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>D) cita\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E) declara\u00e7\u00e3o inicial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: B&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, evidencia-se a impropriedade da alternativa D e a adequa\u00e7\u00e3o da alternativa\u00a0C. Em raz\u00e3o disso, requer-se a altera\u00e7\u00e3o do gabarito para a letra C.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 19<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: A&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: ANULA\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, em raz\u00e3o da exist\u00eancia de duas alternativas corretas, o que\u00a0compromete a objetividade do item.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta, pois o texto se organiza por meio de enumera\u00e7\u00e3o de exemplos que\u00a0ilustram os perigos associados \u00e0 tecnologia, mencionando, de forma sequencial, o uso do g\u00e1s\u00a0mostarda na Primeira Guerra Mundial, a bomba at\u00f4mica na Segunda Guerra Mundial e, por fim,\u00a0a intelig\u00eancia artificial.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, a alternativa D tamb\u00e9m se revela adequada. A afirma\u00e7\u00e3o inicial (\u201cA tecnologia\u00a0j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma garantia de progresso projetado para o futuro\u201d) pressup\u00f5e a exist\u00eancia de uma\u00a0cren\u00e7a comum de que a tecnologia seria, sim, garantia de progresso. A express\u00e3o \u201cj\u00e1 n\u00e3o \u00e9\u201d\u00a0indica a nega\u00e7\u00e3o de um pressuposto previamente aceito, o que caracteriza o par\u00e1grafo como\u00a0uma contra-argumenta\u00e7\u00e3o, ao se opor a uma ideia do senso comum.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Koch traz embasamento te\u00f3rico ao efeito de fazer refer\u00eancia, no texto, a um outro discurso\u00a0impl\u00edcito, nesse caso do senso comum:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO conceito de polifonia \u00e9 mais amplo que o de intertextualidade. Enquanto nesta, [&#8230;] faz-se\u00a0necess\u00e1ria a presen\u00e7a de um intertexto, cuja fonte \u00e9 explicitamente mencionada ou n\u00e3o\u00a0(intertextualidade expl\u00edcita x intertextualidade impl\u00edcita, respectivamente), o conceito de\u00a0polifonia [&#8230;] exige apenas que se representem, encenem (no sentido teatral), em dado texto,\u00a0perspectivas ou pontos de vista de enunciadores diferentes [&#8230;].\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 casos de polifonia em que tais perspectivas s\u00e3o explicitamente apresentadas, isto \u00e9, nos\u00a0quais, em um mesmo enunciado, h\u00e1 mais de um locutor, e que correspondem ao que venho\u00a0denominando de intertextualidade expl\u00edcita. Por outro lado, tem-se aqueles casos em que, no\u00a0mesmo enunciado, &#8220;encenam-se&#8221; no interior do discurso do locutor perspectivas ou pontos de\u00a0vista representados por enunciado &#8211; reais ou virtuais &#8211; diferentes, isto \u00e9, em que estes n\u00e3o\u00a0precisam servir-se, necessariamente, de textos efetivamente existentes.\u201d\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, constata-se que o par\u00e1grafo admite, de forma igualmente v\u00e1lida, tanto a classifica\u00e7\u00e3o\u00a0como texto desenvolvido por enumera\u00e7\u00e3o (alternativa A) quanto como contra-argumenta\u00e7\u00e3o\u00a0(alternativa D). Tal duplicidade interpretativa revela a imprecis\u00e3o do enunciado e inviabiliza a\u00a0exist\u00eancia de uma \u00fanica resposta correta. Em raz\u00e3o disso, requer-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Koch, Ingedore Grunfeld Villa\u00e7a. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 lingu\u00edstica textual: trajet\u00f3ria e grandes temas. 2\u00aa\u00a0ed. S\u00e3o Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"analista\">Concurso TJ RJ: recurso de Portugu\u00eas para analista judici\u00e1rio &#8211; prova tipo 3<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 1\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: A&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: ANULA\u00c7\u00c3O DA QUEST\u00c3O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme eu j\u00e1 havia orientado na corre\u00e7\u00e3o do nosso gabarito extraoficial, esta quest\u00e3o \u00e9\u00a0cab\u00edvel de recurso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, uma vez que o comando exige a identifica\u00e7\u00e3o de\u00a0uma frase que contenha paradoxo, mas mais de uma alternativa atende plenamente ao\u00a0crit\u00e9rio definido, o que compromete a objetividade exigida em quest\u00f5es de m\u00faltipla escolha.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado define paradoxo como \u201co emprego de palavras que contrariam a l\u00f3gica\u00a0ou o senso comum\u201d, defini\u00e7\u00e3o que se coaduna com a tradi\u00e7\u00e3o gramatical e ret\u00f3rica. Bechara\u00a0(2015), por exemplo, define o paradoxo como a \u201caproxima\u00e7\u00e3o de ideias aparentemente\u00a0inconcili\u00e1veis, que desafiam a l\u00f3gica comum, mas produzem efeito expressivo\u201d. De modo\u00a0semelhante, Cunha e Cintra (2017) afirmam que o paradoxo ocorre quando h\u00e1 uma\u00a0\u201ccontradi\u00e7\u00e3o apenas aparente, resultante da associa\u00e7\u00e3o de conceitos opostos\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz dessa defini\u00e7\u00e3o, observa-se que a alternativa A, indicada como gabarito oficial,\u00a0de fato apresenta oposi\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica entre o ato de \u201crir\u201d e os qualificadores \u201cmal\u201d, \u201cs\u00e9rio\u201d e\u00a0\u201caborrecido\u201d. Considerando-se que, no senso comum, o riso pressup\u00f5e alegria ou prazer, a\u00a0associa\u00e7\u00e3o desses termos configura adequadamente um paradoxo. Assim, reconhece-se a\u00a0corre\u00e7\u00e3o da alternativa A.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a alternativa E tamb\u00e9m apresenta, de forma inequ\u00edvoca, uma constru\u00e7\u00e3o\u00a0paradoxal. Ao afirmar \u201cEu n\u00e3o sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor\u201d, a\u00a0frase articula conceitos logicamente incompat\u00edveis, uma vez que o senso comum pressup\u00f5e\u00a0que um autor esteja vivo para produzir uma obra. A coexist\u00eancia simult\u00e2nea das ideias de\u00a0\u201cautor\u201d e \u201cdefunto\u201d desafia a l\u00f3gica ordin\u00e1ria, caracterizando plenamente o paradoxo,\u00a0conforme a defini\u00e7\u00e3o adotada no pr\u00f3prio enunciado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre destacar que essa passagem \u00e9 recorrentemente citada pela cr\u00edtica liter\u00e1ria e\u00a0por manuais de estil\u00edstica como exemplo cl\u00e1ssico do paradoxo machadiano. Fiorin (2014)\u00a0afirma que o paradoxo se manifesta quando a \u201ccontradi\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica n\u00e3o se resolve no plano\u00a0literal, exigindo do leitor uma leitura interpretativa\u201d, exatamente o que ocorre na alternativa E.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma vertente, Alfredo Bosi (2006) observa que, em Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de\u00a0Br\u00e1s Cubas, Machado de Assis inaugura o romance a partir do \u201cparadoxo de inventar-se\u00a0como defunto autor\u201d, jogando deliberadamente com categorias antag\u00f4nicas da experi\u00eancia\u00a0humana. Roberto Schwarz (2000), por sua vez, destaca que a figura do \u201cdefunto autor\u201d opera\u00a0como provoca\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e cr\u00edtica, ao tensionar a morte do sujeito com a perman\u00eancia de\u00a0sua voz narrativa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, segundo Antonio Candido (1995), o n\u00facleo estrutural das Mem\u00f3rias P\u00f3stumas\u00a0reside justamente na condi\u00e7\u00e3o paradoxal do narrador: um morto que revisita e narra sua\u00a0pr\u00f3pria exist\u00eancia. Trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o intrinsecamente absurda e paradoxal, na medida\u00a0em que a escrita se d\u00e1 a partir da morte, e o procedimento de composi\u00e7\u00e3o se confunde\u00a0simbolicamente com o de decomposi\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, verifica-se que as alternativas A e E atendem igualmente ao\u00a0conceito de paradoxo, conforme definido no enunciado e respaldado por gram\u00e1ticos,\u00a0linguistas e cr\u00edticos liter\u00e1rios de refer\u00eancia. A exist\u00eancia de mais de uma resposta correta viola\u00a0o princ\u00edpio da objetividade e da univocidade exigido em quest\u00f5es de m\u00faltipla escolha, raz\u00e3o\u00a0pela qual se requer a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>BECHARA, Evanildo. Moderna gram\u00e1tica portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro:\u00a0Nova Fronteira, 2015.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>BOSI, Alfredo. Br\u00e1s Cubas em tr\u00eas vers\u00f5es: estudos machadianos. S\u00e3o Paulo: Companhia\u00a0das Letras, 2006.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>CANDIDO, Antonio. Esquema de Machado de Assis. In: V\u00e1rios Escritos. 3. ed. rev. e ampl.\u00a0S\u00e3o Paulo: Livraria Duas Cidades, 1995.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gram\u00e1tica do portugu\u00eas contempor\u00e2neo. 7. ed.\u00a0Rio de Janeiro: Lexikon, 2017.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>FIORIN, Jos\u00e9 Luiz. Figuras de ret\u00f3rica. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. 4.ed. S\u00e3o\u00a0Paulo: Duas Cidades; ed. 34, 2000.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 8\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: B&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: ANULA\u00c7\u00c3O DA QUEST\u00c3O&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme eu j\u00e1 havia orientado na corre\u00e7\u00e3o do nosso gabarito extraoficial, esta quest\u00e3o \u00e9\u00a0cab\u00edvel de recurso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, tendo em vista que o enunciado admite mais de\u00a0uma interpreta\u00e7\u00e3o leg\u00edtima, o que resulta na possibilidade de mais de uma alternativa ser\u00a0considerada correta, comprometendo a objetividade exigida em quest\u00f5es de m\u00faltipla escolha.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O comando solicita a identifica\u00e7\u00e3o da frase que n\u00e3o serve de resposta \u00e0 pergunta\u00a0\u201cPara que aprender a escrever?\u201d, isto \u00e9, aquela que n\u00e3o expressa finalidade, motiva\u00e7\u00e3o,\u00a0fun\u00e7\u00e3o ou raz\u00e3o associada ao aprendizado da escrita. Tal avalia\u00e7\u00e3o exige an\u00e1lise sem\u00e2nticodiscursiva, n\u00e3o meramente formal.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ingedore Koch (2014), a interpreta\u00e7\u00e3o de enunciados deve considerar sua\u00a0fun\u00e7\u00e3o discursiva, isto \u00e9, se o texto efetivamente responde \u00e0 quest\u00e3o comunicativa proposta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, Bechara (2015) ressalta que a compreens\u00e3o textual n\u00e3o se limita \u00e0\u00a0estrutura lingu\u00edstica, mas envolve a inten\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica global do enunciado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz desse crit\u00e9rio, observa-se que a alternativa B, indicada como gabarito oficial :<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAprende a escrever bem ou a n\u00e3o escrever de jeito nenhum\u201d &#8211; apresenta uma formula\u00e7\u00e3o\u00a0normativa e prescritiva, estabelecendo uma exig\u00eancia de qualidade ou uma regra de conduta\u00a0para o escritor. N\u00e3o h\u00e1, de forma expl\u00edcita, a indica\u00e7\u00e3o de finalidade, motiva\u00e7\u00e3o ou fun\u00e7\u00e3o da\u00a0escrita, mas sim um ju\u00edzo de valor sobre como se deve escrever. Sob essa perspectiva, \u00e9\u00a0admiss\u00edvel consider\u00e1-la como alternativa que n\u00e3o responde diretamente \u00e0 pergunta proposta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, essa interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 un\u00edvoca. A mesma alternativa B pode ser\u00a0compreendida como uma resposta impl\u00edcita \u00e0 pergunta \u201cpara que aprender a escrever?\u201d, na\u00a0medida em que associa o aprendizado da escrita \u00e0 finalidade de escrever bem, excluindo\u00a0qualquer outra motiva\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja a excel\u00eancia do ato de escrever. Conforme observa\u00a0Compagnon (2010), m\u00e1ximas liter\u00e1rias frequentemente condensam concep\u00e7\u00f5es sobre a\u00a0fun\u00e7\u00e3o e o valor da linguagem, ainda que formuladas de modo prescritivo. Assim, a alternativa\u00a0B pode ser legitimamente interpretada como uma resposta final\u00edstica, ainda que indireta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no que se refere \u00e0 alternativa B, que apresenta uma m\u00e1xima do poeta ingl\u00eas\u00a0John Dryden (1631\u20131700), cumpre observar que se trata de um autor cuja reflex\u00e3o sobre a\u00a0escrita possui reconhecida densidade te\u00f3rica. Conforme aponta Lavinia Fiorussi (2008), em\u00a0sua tese de doutorado em Letras Modernas (USP), Dryden \u00e9 frequentemente considerado o\u00a0\u201cpai da cr\u00edtica liter\u00e1ria inglesa\u201d, por ter sistematizado a cr\u00edtica como pr\u00e1tica baseada em\u00a0an\u00e1lise e avalia\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o em coment\u00e1rios ocasionais ou impressionistas. A autora ressalta,\u00a0ainda, que h\u00e1 relativo consenso cr\u00edtico de que Dryden foi o primeiro satirista \u201cs\u00e9rio\u201d das ilhas\u00a0brit\u00e2nicas, na transi\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos XVII para XVIII.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Inserido no contexto intelectual do Iluminismo, Dryden defendia que a escrita deveria\u00a0ser orientada pela l\u00f3gica, pela raz\u00e3o e pela clareza, resultando em um estilo preciso e\u00a0controlado. Nesse sentido, a m\u00e1xima \u201cAprende a escrever bem ou a n\u00e3o escrever de jeito\u00a0nenhum\u201d pode ser compreendida como uma formula\u00e7\u00e3o condensada de sua concep\u00e7\u00e3o\u00a0acerca da fun\u00e7\u00e3o da escrita: aprende-se a escrever para escrever bem, segundo crit\u00e9rios\u00a0racionais e est\u00e9ticos rigorosos. Assim, embora expressa sob a forma de prescri\u00e7\u00e3o normativa,\u00a0a frase responde implicitamente \u00e0 pergunta \u201cpara que aprender a escrever?\u201d, o que refor\u00e7a a\u00a0ambiguidade interpretativa do item e inviabiliza a exist\u00eancia de uma \u00fanica alternativa correta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a alternativa A &#8211; \u201cO que se deve exigir do escritor, antes de tudo, \u00e9\u00a0certo sentimento \u00edntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu pa\u00eds\u2026\u201d &#8211; tamb\u00e9m n\u00e3o\u00a0responde de forma direta \u00e0 pergunta \u201cpara que aprender a escrever?\u201d. O enunciado descreve\u00a0caracter\u00edsticas esperadas do escritor, relacionadas \u00e0 sensibilidade hist\u00f3rica e social, mas n\u00e3o\u00a0explicita finalidade, utilidade ou motiva\u00e7\u00e3o do aprendizado da escrita. O foco recai sobre o\u00a0perfil \u00e9tico-est\u00e9tico do escritor, e n\u00e3o sobre a fun\u00e7\u00e3o da escrita em si.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme destaca Fiorin (2017), respostas a perguntas de natureza final\u00edstica devem\u00a0apresentar marcas expl\u00edcitas ou infer\u00edveis de prop\u00f3sito, causa ou efeito. Esse tra\u00e7o n\u00e3o se\u00a0manifesta de modo inequ\u00edvoco na alternativa A, o que permite igualmente classific\u00e1-la como\u00a0uma frase que n\u00e3o serve de resposta \u00e0 pergunta formulada no enunciado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, tanto as alternativas A quanto B podem ser justificadamente apontadas\u00a0como respostas que n\u00e3o atendem ao comando da quest\u00e3o, a depender do crit\u00e9rio\u00a0interpretativo adotado. Tal duplicidade viola o princ\u00edpio da unicidade da resposta correta,\u00a0exigido em itens objetivos de m\u00faltipla escolha.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, requer-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, uma vez que a exist\u00eancia de\u00a0mais de uma alternativa plaus\u00edvel como resposta correta compromete a clareza, a\u00a0objetividade e a validade do item avaliativo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>BECHARA, Evanildo. Moderna gram\u00e1tica portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro:\u00a0Nova Fronteira, 2015.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>COMPAGNON, Antoine. O dem\u00f4nio da teoria: literatura e senso comum. Trad. de Cleonice\u00a0Paes Barreto Mour\u00e3o, Consuelo Fortes Santiago. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>FIORIN, Jos\u00e9 Luiz. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 lingu\u00edstica textual: texto e leitura. 6. ed. S\u00e3o Paulo:\u00a0Contexto, 2017.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>FIORUSSI, Lavinia Silvares. No man is an island: John Donne e a po\u00e9tica da agudeza na\u00a0Inglaterra do s\u00e9culo XVIII. Tese (Doutorado em Letras Modernas). 257f. Faculdade de\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas, Departamento de Letras Modernas. Universidade de\u00a0S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2008.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>KOCH, Ingedore G. Villa\u00e7a. A coes\u00e3o textual. 17. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 12\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRELIMINAR DA BANCA: B&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GABARITO PRETENDIDO: D&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme eu j\u00e1 havia orientado na corre\u00e7\u00e3o do nosso gabarito extraoficial, esta quest\u00e3o \u00e9\u00a0cab\u00edvel de recurso.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Solicita-se a mudan\u00e7a de gabarito, uma vez que a alternativa indicada como correta\u00a0(letra B) n\u00e3o apresenta inadequa\u00e7\u00e3o referencial, ao passo que a alternativa D efetivamente\u00a0substitui o termo \u201ccoisa\u201d por uma express\u00e3o semanticamente incompat\u00edvel com o contexto\u00a0narrativo, atendendo de forma mais precisa ao comando da quest\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado solicita a identifica\u00e7\u00e3o da frase em que a palavra \u201ccoisa\u201d foi substitu\u00edda\u00a0por um termo de valor referencial inadequado, isto \u00e9, que n\u00e3o retoma corretamente o\u00a0referente textual original. Conforme Bechara (2015), a refer\u00eancia lexical deve manter\u00a0\u201ccompatibilidade sem\u00e2ntica com o referente anteriormente estabelecido no texto\u201d. No mesmo\u00a0sentido, Koch (2015) afirma que a substitui\u00e7\u00e3o lexical s\u00f3 \u00e9 adequada quando preserva a\u00a0continuidade referencial e a coer\u00eancia sem\u00e2ntica do enunciado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Na alternativa D, o texto original afirma que a personagem \u201cdava-se a coisas de igreja\u201d,\u00a0express\u00e3o vaga que, no contexto, remete a pr\u00e1ticas religiosas variadas e pouco definidas. A\u00a0substitui\u00e7\u00e3o proposta &#8211; \u201catividades\u201d &#8211; introduz um termo excessivamente gen\u00e9rico e funcional,\u00a0que empobrece e altera o valor referencial da express\u00e3o original, apagando sua carga cultural\u00a0e simb\u00f3lica associada ao universo religioso. Al\u00e9m disso, \u201catividades\u201d n\u00e3o recupera\u00a0adequadamente o tom coloquial e indeterminado do termo \u201ccoisas\u201d, produzindo, assim,\u00a0inadequa\u00e7\u00e3o referencial.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na alternativa B, a express\u00e3o \u201cessas coisas\u201d retoma pr\u00e1ticas espec\u00edficas\u00a0mencionadas no per\u00edodo anterior, como \u201cn\u00e3o deixar as chinelas emborcadas\u201d e \u201ccortar o\u00a0cabelo no quarto crescente da lua\u201d. Tais pr\u00e1ticas correspondem, de fato, a h\u00e1bitos ou cren\u00e7as\u00a0socialmente compartilhadas, o que legitima a substitui\u00e7\u00e3o pelo termo \u201ctradi\u00e7\u00f5es\u201d, entendido\u00a0como pr\u00e1ticas recorrentes transmitidas socialmente, ainda que em \u00e2mbito restrito. Assim, a\u00a0substitui\u00e7\u00e3o preserva o campo sem\u00e2ntico e mant\u00e9m a coer\u00eancia referencial do texto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme assinalam Cunha e Cintra (2017), a escolha lexical deve respeitar os tra\u00e7os\u00a0sem\u00e2nticos pertinentes do referente, sob pena de gerar imprecis\u00e3o ou inadequa\u00e7\u00e3o. Nesse\u00a0sentido, n\u00e3o se observa, na alternativa B, ruptura significativa do valor referencial do termo\u00a0\u201ccoisas\u201d, mas sim uma substitui\u00e7\u00e3o semanticamente defens\u00e1vel no contexto narrativo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, conclui-se que a alternativa B n\u00e3o configura inadequa\u00e7\u00e3o referencial,\u00a0enquanto a alternativa D \u00e9 a que efetivamente compromete a retomada do referente original,\u00a0alterando o sentido pretendido no texto de Alu\u00edsio Azevedo. Assim, requer-se a mudan\u00e7a do\u00a0gabarito para a letra D, por ser a alternativa que melhor atende ao comando da quest\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>BECHARA, Evanildo. Moderna gram\u00e1tica portuguesa. 38. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro:\u00a0Nova Fronteira, 2015.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, Celso; CINTRA, LIndley. Nova gram\u00e1tica do portugu\u00eas contempor\u00e2neo. 7. ed.\u00a0Rio de Janeiro: Lexikon, 2017.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>KOCH, Ingedore G. Villa\u00e7a. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 lingu\u00edstica textual. 6. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto,\u00a02015.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As provas objetivas do concurso da Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro\u00a0(TJ RJ) foram aplicadas no \u00faltimo domingo (01\/02) e aqui voc\u00ea poder\u00e1 conferir as sugest\u00f5es de recurso para as quest\u00f5es de Portugu\u00eas nos cargos de t\u00e9cnico e analista judici\u00e1rio, elaborados pela professora Adriana Figueiredo. 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