{"id":1710030,"date":"2026-02-04T09:27:50","date_gmt":"2026-02-04T12:27:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1710030"},"modified":"2026-02-09T08:44:01","modified_gmt":"2026-02-09T11:44:01","slug":"informativo-stj-revisao-2025-parte-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-revisao-2025-parte-4\/","title":{"rendered":"Informativo STJ &#8211; Revis\u00e3o 2025 Parte 4"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/04092733\/stj-rev-2025-4.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_L15-wyY09tI\"><div id=\"lyte_L15-wyY09tI\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/L15-wyY09tI\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/L15-wyY09tI\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/L15-wyY09tI\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-injuria-racial-e-racismo-estrutural\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inj\u00faria racial e racismo estrutural<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A inj\u00faria racial n\u00e3o se configura em ofensas dirigidas a pessoas brancas exclusivamente por sua condi\u00e7\u00e3o, pois o racismo \u00e9 um fen\u00f4meno estrutural voltado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de grupos historicamente discriminados.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 929.002-AL, Rel. Min. Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 04\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a tipifica\u00e7\u00e3o penal de ofensas dirigidas a pessoa branca com base exclusivamente em sua condi\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a inj\u00faria racial est\u00e1 inserida no contexto do racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O racismo \u00e9 compreendido como fen\u00f4meno estrutural e hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A tutela penal visa proteger grupos racialmente vulnerabilizados e <em>historicamente discriminados<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ofensas dirigidas a pessoas brancas, apenas por sua condi\u00e7\u00e3o racial, n\u00e3o reproduzem essa l\u00f3gica estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de contexto de subordina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica impede o enquadramento como inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Eventuais ofensas podem configurar outros il\u00edcitos penais, mas n\u00e3o o tipo espec\u00edfico de inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a inj\u00faria racial n\u00e3o se configura em ofensas dirigidas a pessoas brancas exclusivamente por sua condi\u00e7\u00e3o, pois o racismo, enquanto fen\u00f4meno estrutural, destina-se \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de grupos historicamente discriminados.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-corrupcao-ativa-natureza-formal-unissubsistente-e-consumacao\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Corrup\u00e7\u00e3o ativa: natureza formal, unissubsistente e consuma\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa \u00e9 formal e unissubsistente, consumando-se com a oferta ou promessa da vantagem indevida; pagamentos parcelados n\u00e3o caracterizam continuidade delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 17\/12\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso analisou a estrutura t\u00edpica do crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se o momento da consuma\u00e7\u00e3o do delito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a corrup\u00e7\u00e3o ativa \u00e9 crime formal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A consuma\u00e7\u00e3o ocorre com a simples oferta ou promessa de vantagem indevida a funcion\u00e1rio p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige a efetiva entrega da vantagem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O delito tamb\u00e9m possui natureza unissubsistente = a pr\u00e1tica t\u00edpica se exaure em um \u00fanico ato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Pagamentos parcelados posteriores n\u00e3o fracionam o crime<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 continuidade delitiva quando os repasses decorrem de uma \u00fanica oferta ou promessa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O parcelamento da vantagem n\u00e3o altera o momento consumativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa \u00e9 formal e unissubsistente, consumando-se com a oferta ou promessa da vantagem indevida, n\u00e3o configurando continuidade delitiva o pagamento parcelado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cumprimento-simultaneo-de-pena-restritiva-de-direitos-e-pena-privativa-de-liberdade\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumprimento simult\u00e2neo de pena restritiva de direitos e pena privativa de liberdade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o cumprimento simult\u00e2neo de pena restritiva de direito consistente em presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria com pena privativa de liberdade em regime semiaberto, nos termos da Tese 1106\/STJ, desde que a natureza da restritiva seja compat\u00edvel com o regime imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 914.911-DF, Rel. Min. Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Des. convocado do TJSP), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 30\/9\/2024, DJe 4\/10\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de cumprimento simult\u00e2neo de pena restritiva de direitos e pena privativa de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pena restritiva consistia em presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O condenado cumpria pena privativa de liberdade em regime semiaberto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ aplicou o entendimento consolidado na Tese 1106.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 admiss\u00edvel o cumprimento simult\u00e2neo das penas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A compatibilidade material entre a pena restritiva e o regime de cumprimento \u00e9 requisito essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria n\u00e3o interfere na execu\u00e7\u00e3o da pena corporal em regime semiaberto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O cumprimento concomitante evita posterga\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria da san\u00e7\u00e3o restritiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o deve observar os princ\u00edpios da proporcionalidade e da individualiza\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 poss\u00edvel o cumprimento simult\u00e2neo de pena restritiva de direitos, na modalidade de presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, com pena privativa de liberdade em regime semiaberto, desde que haja compatibilidade entre a natureza da restritiva e o regime imposto, conforme a Tese 1106\/STJ.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-medida-de-seguranca-e-cessacao-da-periculosidade\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Medida de seguran\u00e7a e cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A medida de seguran\u00e7a imposta em senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria n\u00e3o se limita ao tempo da pena abstratamente cominada, devendo ser mantida enquanto n\u00e3o cessada a periculosidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 894.787-SP, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/2\/2025, DJEN 10\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o limite temporal da medida de seguran\u00e7a aplicada em senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a dura\u00e7\u00e3o deveria observar o m\u00e1ximo da pena abstratamente cominada ao delito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a medida de seguran\u00e7a possui natureza preventiva e terap\u00eautica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Sua finalidade \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o social e o tratamento do agente inimput\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A dura\u00e7\u00e3o da medida n\u00e3o se vincula ao par\u00e2metro da pena criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio determinante \u00e9 a persist\u00eancia da periculosidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A manuten\u00e7\u00e3o da medida depende de avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica peri\u00f3dica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cessa\u00e7\u00e3o somente \u00e9 poss\u00edvel quando constatado o desaparecimento da periculosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A limita\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica pelo m\u00e1ximo da pena esvaziaria a l\u00f3gica do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a medida de seguran\u00e7a imposta em senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria n\u00e3o se limita ao tempo da pena abstratamente cominada, devendo subsistir enquanto n\u00e3o cessada a periculosidade do agente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prevaricacao-exigencia-de-dolo-especifico\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prevarica\u00e7\u00e3o: exig\u00eancia de dolo espec\u00edfico<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a configura\u00e7\u00e3o do crime de prevarica\u00e7\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel o dolo espec\u00edfico de satisfazer interesse ou sentimento pessoal; meras condutas negligentes ou desidiosas n\u00e3o caracterizam o tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.693.820-SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/3\/2025, DJEN 26\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso analisou os elementos subjetivos necess\u00e1rios \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do crime de prevarica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se se condutas omissivas ou atrasos funcionais seriam suficientes para caracterizar o tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a prevarica\u00e7\u00e3o exige dolo espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel que o agente atue com a finalidade de satisfazer interesse ou sentimento pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O simples descumprimento de dever funcional n\u00e3o basta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Condutas negligentes, desidiosas ou decorrentes de m\u00e1 gest\u00e3o administrativa n\u00e3o se enquadram no tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o pode ser fundada em culpa ou inefici\u00eancia funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de prova do especial fim de agir afasta a tipicidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Eventuais irregularidades podem gerar responsabilidade administrativa ou civil, mas n\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: para a configura\u00e7\u00e3o do crime de prevarica\u00e7\u00e3o, \u00e9 imprescind\u00edvel a demonstra\u00e7\u00e3o do dolo espec\u00edfico de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, n\u00e3o sendo suficientes meras condutas negligentes ou desidiosas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-roubo-noturno-e-fixacao-da-pena-base\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Roubo noturno e fixa\u00e7\u00e3o da pena-base<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica de roubo \u00e0 noite, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica a exaspera\u00e7\u00e3o da pena-base, pois o hor\u00e1rio n\u00e3o representa, isoladamente, maior gravidade do modus operandi.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Ot\u00e1vio de Almeida Toledo, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de exaspera\u00e7\u00e3o da pena-base com fundamento exclusivo no fato de o roubo ter sido praticado no per\u00edodo noturno.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a valora\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio como circunst\u00e2ncia judicial negativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o per\u00edodo noturno, por si s\u00f3, n\u00e3o revela maior reprovabilidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O hor\u00e1rio n\u00e3o constitui elemento automaticamente agravador do modus operandi.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pr\u00e1tica do crime \u00e0 noite n\u00e3o implica, isoladamente, aumento do risco, da viol\u00eancia ou da aud\u00e1cia do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exaspera\u00e7\u00e3o da pena-base exige fundamenta\u00e7\u00e3o concreta e individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 necess\u00e1rio apontar circunst\u00e2ncias adicionais que demonstrem maior gravidade do fato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A simples men\u00e7\u00e3o ao hor\u00e1rio do crime configura fundamenta\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica e insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A dosimetria deve respeitar os crit\u00e9rios do art. 59 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a pr\u00e1tica de roubo no per\u00edodo noturno, isoladamente considerada, n\u00e3o justifica a exaspera\u00e7\u00e3o da pena-base, por n\u00e3o representar maior gravidade do modus operandi.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-agravante-do-art-61-ii-f-do-codigo-penal-e-lei-maria-da-penha-distincao-de-hipoteses\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agravante do art. 61, II, f, do C\u00f3digo Penal e Lei Maria da Penha: distin\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a aplica\u00e7\u00e3o da agravante do art. 61, II, f, do C\u00f3digo Penal ao crime de descumprimento de medida protetiva previsto no art. 24-A da Lei Maria da Penha, por configurar bis in idem. REsp 2.182.733-DF, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas aten\u00e7\u00e3o<\/strong>: A aplica\u00e7\u00e3o da agravante do art. 61, inc. II, al\u00ednea f, do C\u00f3digo Penal, em conjunto com as disposi\u00e7\u00f5es da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340\/2006), n\u00e3o configura bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.027.794-MS, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 12\/6\/2024. (Tema 1197). (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os precedentes analisam a incid\u00eancia da agravante gen\u00e9rica prevista no art. 61, II, f, do C\u00f3digo Penal em crimes praticados no contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ firmou distin\u00e7\u00e3o clara entre o crime aut\u00f4nomo de descumprimento de medida protetiva e os demais delitos praticados nesse contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 No crime do art. 24-A da Lei Maria da Penha, a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica constitui elementar do pr\u00f3prio tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aplica\u00e7\u00e3o da agravante do art. 61, II, f, nessa hip\u00f3tese, representa dupla valora\u00e7\u00e3o do mesmo fundamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Configura-se, portanto, bis in idem, raz\u00e3o pela qual a agravante \u00e9 indevida no crime de descumprimento de medida protetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em sentido diverso, nos crimes comuns praticados no \u00e2mbito da viol\u00eancia dom\u00e9stica, a agravante \u00e9 compat\u00edvel com a Lei Maria da Penha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nesses casos, a circunst\u00e2ncia de a infra\u00e7\u00e3o ter sido cometida contra mulher, em contexto dom\u00e9stico ou familiar, n\u00e3o integra o tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A agravante incide como fator adicional de reprova\u00e7\u00e3o da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aplica\u00e7\u00e3o conjunta n\u00e3o configura bis in idem, conforme entendimento consolidado no Tema 1197\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio decisivo \u00e9 verificar se a circunst\u00e2ncia j\u00e1 foi utilizada como elementar do tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a agravante do art. 61, II, f, do C\u00f3digo Penal \u00e9 indevida no crime de descumprimento de medida protetiva (art. 24-A da Lei Maria da Penha), por configurar bis in idem, mas \u00e9 plenamente aplic\u00e1vel aos demais crimes praticados no contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica, quando a circunst\u00e2ncia n\u00e3o integra o tipo penal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-premeditacao-e-valoracao-da-culpabilidade\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Premedita\u00e7\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o da culpabilidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A premedita\u00e7\u00e3o autoriza a valora\u00e7\u00e3o negativa da culpabilidade no art. 59 do C\u00f3digo Penal, desde que n\u00e3o constitua elementar do tipo nem pressuposto de agravante ou qualificadora.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.174.028-AL e REsp 2.174.008-AL, Rel. Min. Ot\u00e1vio de Almeida Toledo, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/5\/2025, DJEN 13\/5\/2025 (Tema 1318)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de considerar a premedita\u00e7\u00e3o como circunst\u00e2ncia judicial negativa na fixa\u00e7\u00e3o da pena-base.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 59 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a premedita\u00e7\u00e3o pode autorizar a valora\u00e7\u00e3o negativa da culpabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima quando a premedita\u00e7\u00e3o revelar maior reprovabilidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 vedada a dupla valora\u00e7\u00e3o do mesmo fato. Logo, a premedita\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser considerada quando j\u00e1 integrar a elementar do tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m n\u00e3o pode servir de fundamento se constituir pressuposto de agravante ou qualificadora aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve ser concreta e individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Exige-se fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na dosimetria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a premedita\u00e7\u00e3o autoriza a valora\u00e7\u00e3o negativa da culpabilidade no art. 59 do C\u00f3digo Penal, desde que n\u00e3o constitua elementar do tipo nem pressuposto de agravante ou qualificadora, evitando-se bis in idem.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aberratio-ictus-e-concurso-formal\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aberratio ictus e concurso formal<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos casos de aberratio ictus com pluralidade de v\u00edtimas, se uma \u00e9 atingida e outra n\u00e3o, aplica-se o concurso formal entre o homic\u00eddio consumado e o tentado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.167.600-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 18\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da correta subsun\u00e7\u00e3o penal em hip\u00f3teses de aberratio ictus (erro de pontaria) com pluralidade de v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A situa\u00e7\u00e3o envolveu erro na execu\u00e7\u00e3o, com desvio do resultado pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O agente visava atingir uma v\u00edtima, mas acabou atingindo outra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Uma das v\u00edtimas foi efetivamente atingida, enquanto a outra n\u00e3o sofreu les\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a aplica\u00e7\u00e3o do art. 73 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aberratio ictus n\u00e3o exclui o dolo do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Havendo pluralidade de v\u00edtimas, incide o regime do concurso formal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Configura-se concurso formal entre homic\u00eddio consumado e homic\u00eddio tentado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A dosimetria deve observar as regras pr\u00f3prias do concurso formal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: nos casos de aberratio ictus com pluralidade de v\u00edtimas, quando uma \u00e9 atingida e outra n\u00e3o, aplica-se o concurso formal entre homic\u00eddio consumado e homic\u00eddio tentado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-autoria-no-trafico-de-drogas\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autoria no tr\u00e1fico de drogas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o de entrega de drogas, acompanhada de atos de coordena\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o, configura autoria <strong>intelectual<\/strong> no crime de tr\u00e1fico, autorizando a responsabiliza\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica do verbo \u201ctrazer consigo\u201d, com base no art. 29 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.068.381-MT, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 10\/6\/2025, DJEN 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E,<\/p>\n\n\n\n<p>O verbo \u201ctrazer consigo\u201d do art. 33 da Lei de Drogas n\u00e3o se limita ao contato f\u00edsico da droga com o corpo, abrangendo tamb\u00e9m a posse imediata ou disponibilidade da subst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.791.130-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 19\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os precedentes examinam a configura\u00e7\u00e3o da autoria no crime de tr\u00e1fico de drogas a partir de uma compreens\u00e3o funcional da conduta t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o tr\u00e1fico admite autoria intelectual, nos termos do art. 29 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A solicita\u00e7\u00e3o de entrega de drogas, acompanhada de atos de coordena\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o da empreitada criminosa, \u00e9 suficiente para caracterizar participa\u00e7\u00e3o relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, o agente responde como autor, ainda que n\u00e3o mantenha contato f\u00edsico direto com a subst\u00e2ncia entorpecente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O verbo \u201ctrazer consigo\u201d, previsto no art. 33 da Lei de Drogas, n\u00e3o exige posse corporal imediata.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O tipo penal abrange a posse indireta, a disponibilidade ou o dom\u00ednio funcional da droga.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exist\u00eancia de controle sobre a destina\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o ou a entrega do entorpecente satisfaz o n\u00facleo do tipo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o evita a impunidade de agentes que comandam ou organizam o tr\u00e1fico \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio decisivo \u00e9 o dom\u00ednio do fato e a inser\u00e7\u00e3o consciente do agente na cadeia de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a autoria no crime de tr\u00e1fico pode ser reconhecida mesmo sem contato f\u00edsico com a droga, quando o agente exerce dom\u00ednio funcional sobre a subst\u00e2ncia, sendo o verbo \u201ctrazer consigo\u201d compat\u00edvel com a posse indireta ou a disponibilidade do entorpecente, inclusive em hip\u00f3teses de autoria intelectual.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extincao-da-punibilidade-e-inadimplemento-da-pena-de-multa\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o da punibilidade e inadimplemento da pena de multa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade por inadimplemento da pena de multa, \u00e9 necess\u00e1rio comprovar a efetiva impossibilidade de pagamento, ainda que parcelado, n\u00e3o se presumindo a hipossufici\u00eancia pela mera atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.096.649-CE, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 18\/2\/2025, DJEN 25\/2\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da extin\u00e7\u00e3o da punibilidade diante do n\u00e3o pagamento da pena de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a possibilidade de reconhecimento autom\u00e1tico da hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica do condenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o inadimplemento da multa n\u00e3o extingue, por si s\u00f3, a punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel a comprova\u00e7\u00e3o concreta da impossibilidade absoluta de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A impossibilidade deve abranger inclusive a op\u00e7\u00e3o pelo parcelamento da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica n\u00e3o pode ser presumida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A simples atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica n\u00e3o comprova incapacidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O \u00f4nus de demonstrar a impossibilidade de pagamento recai sobre o condenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve ser individualizada e fundada em elementos objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: para a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade por inadimplemento da pena de multa, exige-se prova efetiva da impossibilidade de pagamento, ainda que parcelado, n\u00e3o sendo suficiente a presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia pela atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-direito-ao-esquecimento-e-valoracao-dos-antecedentes-criminais\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito ao esquecimento e valora\u00e7\u00e3o dos antecedentes criminais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O direito ao esquecimento pode ser aplicado para afastar a valora\u00e7\u00e3o negativa de antecedentes criminais muito antigos, considerando um prazo de 10 anos entre a extin\u00e7\u00e3o da pena e a pr\u00e1tica do novo delito.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/3\/2025, DJEN 2\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os limites temporais para a valora\u00e7\u00e3o negativa de antecedentes criminais na dosimetria da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu condena\u00e7\u00f5es muito antigas j\u00e1 integralmente cumpridas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ aplicou o direito ao esquecimento no \u00e2mbito penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Antecedentes excessivamente remotos perdem relev\u00e2ncia jur\u00eddico-penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Fixou-se como par\u00e2metro um lapso de aproximadamente 10 anos entre a extin\u00e7\u00e3o da pena anterior e a pr\u00e1tica do novo delito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ultrapassado esse per\u00edodo, a valora\u00e7\u00e3o negativa da vida pregressa torna-se desproporcional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A utiliza\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00f5es antigas viola os princ\u00edpios da individualiza\u00e7\u00e3o da pena e da ressocializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pena n\u00e3o pode funcionar como puni\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua por fatos long\u00ednquos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve considerar o contexto temporal e a efetiva ruptura com a pr\u00e1tica delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o direito ao esquecimento pode afastar a valora\u00e7\u00e3o negativa de antecedentes criminais muito antigos, especialmente quando transcorridos cerca de 10 anos entre a extin\u00e7\u00e3o da pena e o novo delito.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-atuacao-da-defensoria-publica-como-custos-vulnerabilis-na-execucao-penal\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica como custos vulnerabilis na execu\u00e7\u00e3o penal<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica pode atuar como custos vulnerabilis na execu\u00e7\u00e3o penal, ainda que haja advogado constitu\u00eddo, para refor\u00e7ar a prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos dos apenados.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.211.681-MA, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a legitimidade da atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica na execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a possibilidade de interven\u00e7\u00e3o mesmo quando o apenado possui advogado constitu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reconheceu a Defensoria P\u00fablica como institui\u00e7\u00e3o vocacionada \u00e0 tutela dos vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o como custos vulnerabilis n\u00e3o se confunde com representa\u00e7\u00e3o processual exclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O objetivo \u00e9 refor\u00e7ar a prote\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais e humanos dos apenados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A presen\u00e7a de advogado particular n\u00e3o impede a atua\u00e7\u00e3o institucional da Defensoria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interven\u00e7\u00e3o tem natureza complementar e fiscalizat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o penal demanda controle refor\u00e7ado diante da assimetria estrutural entre Estado e apenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o da Defensoria contribui para a efetividade das garantias constitucionais no sistema prisional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a Defensoria P\u00fablica pode atuar como custos vulnerabilis na execu\u00e7\u00e3o penal, ainda que haja advogado constitu\u00eddo, para assegurar a prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos dos apenados.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-qualificadora-da-paga-ou-promessa-de-recompensa-e-comunicabilidade\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qualificadora da paga ou promessa de recompensa e comunicabilidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A qualificadora do homic\u00eddio mediante paga ou promessa de recompensa (art. 121 \u00a72\u00ba I CP) n\u00e3o se comunica automaticamente ao mandante, aplicando-se apenas ao executor salvo prova de ades\u00e3o ao motivo torpe.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 1.322.867-SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a comunicabilidade da qualificadora do homic\u00eddio mediante paga ou promessa de recompensa (art. 121, \u00a7 2\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a responsabiliza\u00e7\u00e3o do mandante pelo motivo torpe atribu\u00eddo ao executor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a qualificadora possui natureza subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A paga ou promessa de recompensa qualifica, em regra, a conduta do executor do homic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A qualificadora n\u00e3o se comunica automaticamente ao mandante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A comunicabilidade exige prova concreta de que o mandante aderiu ao motivo torpe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel demonstrar que o mandante compartilhou ou assumiu o especial fim de agir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A simples condi\u00e7\u00e3o de mandante n\u00e3o autoriza a extens\u00e3o autom\u00e1tica da qualificadora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A solu\u00e7\u00e3o evita responsabiliza\u00e7\u00e3o objetiva e respeita a individualiza\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a qualificadora do homic\u00eddio mediante paga ou promessa de recompensa aplica-se, em regra, ao executor, s\u00f3 alcan\u00e7ando o mandante quando comprovada sua ades\u00e3o ao motivo torpe, n\u00e3o havendo comunica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dolo-eventual-designios-autonomos-e-concurso-formal-improprio\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dolo eventual, des\u00edgnios aut\u00f4nomos e concurso formal impr\u00f3prio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-13\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O dolo eventual \u00e9 compat\u00edvel com o reconhecimento de des\u00edgnios aut\u00f4nomos, o que justifica a aplica\u00e7\u00e3o do concurso formal impr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.052.416-SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2025, DJEN 25\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da compatibilidade entre dolo eventual e reconhecimento de des\u00edgnios aut\u00f4nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o dolo eventual n\u00e3o impede a exist\u00eancia de des\u00edgnios aut\u00f4nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>O agente pode assumir o risco de produzir m\u00faltiplos resultados<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aceita\u00e7\u00e3o consciente de diferentes resultados revela pluralidade de des\u00edgnios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessas hip\u00f3teses, n\u00e3o h\u00e1 unidade de des\u00edgnios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se o <strong>concurso formal IMPR\u00d3PRIO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A dosimetria deve observar as regras do concurso formal impr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise exige exame concreto da conduta e do contexto f\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o dolo eventual \u00e9 compat\u00edvel com o reconhecimento de des\u00edgnios aut\u00f4nomos, autorizando a aplica\u00e7\u00e3o do concurso formal impr\u00f3prio quando evidenciada a assun\u00e7\u00e3o do risco de produzir resultados m\u00faltiplos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-embriaguez-ao-volante-e-lesao-corporal-culposa-no-transito\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embriaguez ao volante e les\u00e3o corporal culposa no tr\u00e2nsito<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-14\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Os crimes de embriaguez ao volante (art. 306 CTB) e les\u00e3o corporal culposa na dire\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor (art. 303 CTB) configuram concurso material, pois possuem momentos consumativos distintos e tutelam bens jur\u00eddicos diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.198.744-MG, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2025, DJEN 25\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a forma de concurso entre os crimes de embriaguez ao volante (art. 306 do CTB) e de les\u00e3o corporal culposa na dire\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor (art. 303 do CTB).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se a possibilidade de reconhecimento de concurso formal ou de absor\u00e7\u00e3o entre as condutas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que os tipos penais possuem autonomia t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crime de embriaguez ao volante \u00e9 de perigo abstrato e se consuma com a condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo sob influ\u00eancia de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A les\u00e3o corporal culposa tutela a integridade f\u00edsica e se consuma com a efetiva produ\u00e7\u00e3o do resultado lesivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os delitos possuem momentos consumativos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m protegem bens jur\u00eddicos diversos: seguran\u00e7a vi\u00e1ria e integridade corporal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pr\u00e1tica de um n\u00e3o constitui meio necess\u00e1rio nem fase de execu\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Inexiste rela\u00e7\u00e3o de consun\u00e7\u00e3o ou concurso formal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: os crimes de embriaguez ao volante e de les\u00e3o corporal culposa na dire\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor configuram concurso material, pois possuem consuma\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma e tutelam bens jur\u00eddicos distintos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-crime-de-estupro-elemento-subjetivo-do-tipo\">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de estupro: elemento subjetivo do tipo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-15\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O crime de estupro n\u00e3o exige a inten\u00e7\u00e3o de satisfazer a lasc\u00edvia; basta a vontade de constranger a v\u00edtima \u00e0 pr\u00e1tica de ato libidinoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/8\/2025, DJEN 20\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o elemento subjetivo exigido para a configura\u00e7\u00e3o do crime de estupro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se a necessidade de inten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de satisfa\u00e7\u00e3o da lasc\u00edvia do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o tipo penal <strong>n\u00e3o exige finalidade libidinosa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Basta a vontade consciente de constranger a v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O constrangimento deve visar \u00e0 pr\u00e1tica de ato libidinoso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A motiva\u00e7\u00e3o do agente \u00e9 juridicamente irrelevante para a tipicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O dolo consiste na consci\u00eancia e vontade de impor o ato contra a liberdade sexual da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o penal incide sobre a autodetermina\u00e7\u00e3o sexual, e n\u00e3o sobre a satisfa\u00e7\u00e3o do agente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o crime de estupro n\u00e3o exige inten\u00e7\u00e3o de satisfazer a lasc\u00edvia; \u00e9 suficiente a vontade de constranger a v\u00edtima \u00e0 pr\u00e1tica de ato libidinoso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-nbsp-nbsp-nbsp-confissao-espontanea-e-atenuante\">18.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Confiss\u00e3o espont\u00e2nea e atenuante<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-16\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A confiss\u00e3o espont\u00e2nea atenua a pena independentemente de ter sido utilizada na forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o do julgador, devendo ser aplicada em menor grau quando parcial ou qualificada, e sendo inaplic\u00e1vel apenas se retratada de forma v\u00e1lida e in\u00f3cua \u00e0 apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.001.973-RS (Tema 1194), Rel. Min. Og Fernandes, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da aplica\u00e7\u00e3o da atenuante da confiss\u00e3o espont\u00e2nea na dosimetria da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se se a confiss\u00e3o precisaria ter sido utilizada pelo julgador na forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a atenuante independe do efetivo uso da confiss\u00e3o na fundamenta\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A confiss\u00e3o espont\u00e2nea, por si s\u00f3, revela colabora\u00e7\u00e3o com a justi\u00e7a e assun\u00e7\u00e3o de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atenuante deve ser reconhecida <em>ainda que a prova seja robusta por outros meios<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quando a confiss\u00e3o for parcial ou qualificada, a atenua\u00e7\u00e3o deve ser aplicada em menor grau.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 afastada automaticamente nessas hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atenuante somente \u00e9 inaplic\u00e1vel se a confiss\u00e3o for validamente retratada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m n\u00e3o incide quando a retrata\u00e7\u00e3o torna a confiss\u00e3o in\u00f3cua \u00e0 apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio decisivo \u00e9 a exist\u00eancia de colabora\u00e7\u00e3o relevante e n\u00e3o anulada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a confiss\u00e3o espont\u00e2nea sempre atenua a pena, independentemente de seu uso pelo julgador, devendo ser aplicada com menor intensidade quando parcial ou qualificada, sendo afastada apenas se validamente retratada e irrelevante para a apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-remicao-da-pena-por-estudo-leitura-e-ensino-a-distancia\">19.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Remi\u00e7\u00e3o da pena por estudo: leitura e ensino a dist\u00e2ncia<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-17\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A leitura pode gerar remi\u00e7\u00e3o da pena, com base no art. 126 da LEP, desde que validada por comiss\u00e3o institu\u00edda pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o; n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido atestado de profissional contratado pelo apenado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.121.878-SP, Rel. Min. Og Fernandes, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2025 (Tema 1278).<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda,<\/p>\n\n\n\n<p>A remi\u00e7\u00e3o da pena por estudo a dist\u00e2ncia exige a <strong>pr\u00e9via integra\u00e7\u00e3o do curso ao Projeto Pol\u00edtico-Pedag\u00f3gico (PPP)<\/strong> da unidade ou do sistema prisional, <strong>n\u00e3o bastando<\/strong> o credenciamento da institui\u00e7\u00e3o junto ao MEC, al\u00e9m da <strong>comprova\u00e7\u00e3o de frequ\u00eancia e das atividades realizadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.085.556-MG, Rel. Min. Og Fernandes, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade (Tema 1236).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os precedentes examinam os requisitos para a remi\u00e7\u00e3o da pena por atividades educacionais no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a remi\u00e7\u00e3o por estudo tem fundamento no art. 126 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, mas depende de controle institucional rigoroso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A leitura \u00e9 atividade apta a gerar remi\u00e7\u00e3o, desde que submetida \u00e0 valida\u00e7\u00e3o por comiss\u00e3o institu\u00edda pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A certifica\u00e7\u00e3o deve decorrer de estrutura oficial do sistema prisional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 inv\u00e1lido atestado emitido por profissional contratado diretamente pelo apenado, por aus\u00eancia de controle p\u00fablico e fiscaliza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em rela\u00e7\u00e3o ao ensino a dist\u00e2ncia, o credenciamento da institui\u00e7\u00e3o de ensino junto ao MEC \u00e9 insuficiente, por si s\u00f3, para fins de remi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O curso deve estar previamente integrado ao Projeto Pol\u00edtico-Pedag\u00f3gico (PPP) da unidade prisional ou do sistema penitenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Exige-se comprova\u00e7\u00e3o efetiva da frequ\u00eancia e das atividades realizadas pelo apenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A finalidade da exig\u00eancia \u00e9 assegurar seriedade, isonomia e efetivo car\u00e1ter ressocializador da remi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O benef\u00edcio n\u00e3o pode ser reconhecido com base em iniciativas privadas desvinculadas da pol\u00edtica educacional prisional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a remi\u00e7\u00e3o da pena por leitura ou por estudo a dist\u00e2ncia \u00e9 admiss\u00edvel, desde que a atividade seja previamente integrada ao projeto pedag\u00f3gico do sistema prisional e validada por inst\u00e2ncia oficial institu\u00edda pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, sendo inv\u00e1lidas certifica\u00e7\u00f5es privadas sem controle institucional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-nbsp-roubo-improprio-e-sentido-de-logo-depois\">20.&nbsp; Roubo impr\u00f3prio e sentido de \u201clogo depois\u201d<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-18\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>No crime de <strong>roubo impr\u00f3prio<\/strong>, a express\u00e3o \u201clogo depois\u201d, prevista no <strong>art. 157, \u00a7 1\u00ba<\/strong>, do C\u00f3digo Penal, <strong>admite lapso temporal<\/strong> entre a subtra\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia, desde que esta seja empregada para <strong>assegurar a impunidade ou a posse da coisa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.098.118-MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 29\/10\/2025, DJEN 4\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a interpreta\u00e7\u00e3o da express\u00e3o \u201clogo depois\u201d, constante do art. 157, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a viol\u00eancia deve ser imediatamente subsequente \u00e0 subtra\u00e7\u00e3o para caracterizar o roubo impr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que \u201clogo depois\u201d n\u00e3o exige imediatidade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 <strong>admiss\u00edvel lapso temporal<\/strong> entre a subtra\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio decisivo \u00e9 o nexo funcional entre a viol\u00eancia e o crime patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A viol\u00eancia deve ser empregada para assegurar a posse da coisa subtra\u00edda ou garantir a impunidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A continuidade da situa\u00e7\u00e3o criminosa justifica o enquadramento como roubo impr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise deve ser concreta, considerando o contexto f\u00e1tico e a finalidade da agress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A simples passagem do tempo n\u00e3o descaracteriza o tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: no roubo impr\u00f3prio, a express\u00e3o \u201clogo depois\u201d admite lapso temporal entre a subtra\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia, desde que esta seja funcionalmente dirigida \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da posse da coisa ou \u00e0 impunidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cultivo-domestico-de-cannabis-para-fins-medicinais\">21.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cultivo dom\u00e9stico de Cannabis para fins medicinais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-19\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de salvo-conduto para o cultivo dom\u00e9stico de <em>Cannabis sativa<\/em> para fins exclusivamente medicinais, desde que comprovada, por documenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, a necessidade terap\u00eautica, enquanto inexistir regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica pelo Poder Executivo Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 1.017.622-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 19\/11\/2025, DJEN 26\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de concess\u00e3o de salvo-conduto para cultivo dom\u00e9stico de Cannabis sativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A finalidade do cultivo era exclusivamente medicinal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reconheceu a omiss\u00e3o regulat\u00f3ria do Poder Executivo Federal sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Enquanto inexistir regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, \u00e9 admiss\u00edvel a tutela jurisdicional individual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A concess\u00e3o do salvo-conduto exige comprova\u00e7\u00e3o da necessidade terap\u00eautica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prova deve ser id\u00f4nea, especialmente por meio de prescri\u00e7\u00e3o e laudos m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O cultivo autorizado n\u00e3o pode extrapolar a finalidade m\u00e9dica indicada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida afasta a incid\u00eancia penal quanto \u00e0s condutas necess\u00e1rias ao tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A decis\u00e3o preserva o direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 dignidade do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O controle judicial impede desvio para fins recreativos ou comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de salvo-conduto para o cultivo dom\u00e9stico de Cannabis sativa para fins exclusivamente medicinais, desde que comprovada, por documenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, a necessidade terap\u00eautica, enquanto inexistente regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica pelo Poder Executivo Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-4fe93c2b-06e3-4b4a-ac40-3c2cc33eed4e\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/04092733\/stj-rev-2025-4.pdf\">STJ &#8211; Rev 2025.4<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/04092733\/stj-rev-2025-4.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-4fe93c2b-06e3-4b4a-ac40-3c2cc33eed4e\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inj\u00faria racial e racismo estrutural Destaque A inj\u00faria racial n\u00e3o se configura em ofensas dirigidas a pessoas brancas exclusivamente por sua condi\u00e7\u00e3o, pois o racismo \u00e9 um fen\u00f4meno estrutural voltado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de grupos historicamente discriminados. 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