{"id":1708502,"date":"2026-02-01T23:56:29","date_gmt":"2026-02-02T02:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1708502"},"modified":"2026-02-04T09:27:54","modified_gmt":"2026-02-04T12:27:54","slug":"informativo-stj-revisao-2025-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-revisao-2025-parte-3\/","title":{"rendered":"Informativo STJ &#8211; Revis\u00e3o 2025 Parte 3"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/01235602\/stj-rev-2025-3.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_731XBvwVXT4\"><div id=\"lyte_731XBvwVXT4\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/731XBvwVXT4\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/731XBvwVXT4\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/731XBvwVXT4\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-legitimidade-do-ministerio-publico-na-execucao-de-tutela-coletiva\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico na execu\u00e7\u00e3o de tutela coletiva<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma vez cumprida a obriga\u00e7\u00e3o de fazer, o Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para, concorrentemente ao Estado, promover a execu\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de pagar relativa \u00e0 tutela de direitos difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.072.862-SP, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por maioria, julgado em 4\/2\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a legitimidade ativa para a execu\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de pagar decorrente de tutela de direitos difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A obriga\u00e7\u00e3o de fazer imposta j\u00e1 havia sido integralmente cumprida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia concentrou-se na execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria remanescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para atuar na defesa de direitos difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o do MP n\u00e3o se exaure com o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O MP pode promover a execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pagar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A legitimidade \u00e9 concorrente com a do ente estatal benefici\u00e1rio da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o pelo MP visa assegurar a efetividade da tutela coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento evita o esvaziamento da condena\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: uma vez cumprida a obriga\u00e7\u00e3o de fazer pelo ente estadual, o Minist\u00e9rio P\u00fablico det\u00e9m legitimidade concorrente com o Estado para promover a execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pagar relativa \u00e0 tutela de direitos difusos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-bem-de-familia-fraude-e-protecao-da-moradia\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem de fam\u00edlia, fraude e prote\u00e7\u00e3o da moradia<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A doa\u00e7\u00e3o fraudulenta de bem de fam\u00edlia n\u00e3o afasta sua impenhorabilidade se o im\u00f3vel continuar sendo utilizado como resid\u00eancia da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 06\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E ainda,<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel residencial do esp\u00f3lio ocupado por herdeiros conserva a natureza de bem de fam\u00edlia e est\u00e1 protegido contra penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.111.839-RS, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 6\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E tamb\u00e9m,<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel caracterizado como bem de fam\u00edlia mant\u00e9m sua impenhorabilidade mesmo quando inclu\u00eddo em invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.168.820-RS, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os casos examinaram a extens\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o do bem de fam\u00edlia diante de altera\u00e7\u00f5es formais na titularidade do im\u00f3vel, situa\u00e7\u00f5es sucess\u00f3rias e atos fraudulentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia possui natureza funcional, vinculada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da moradia da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A finalidade residencial do im\u00f3vel \u00e9 o elemento central para a incid\u00eancia da prote\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nem mesmo doa\u00e7\u00e3o fraudulenta do bem (para burlar a legisla\u00e7\u00e3o sucess\u00f3rio, por exemplo) afasta sua impenhorabilidade quando o im\u00f3vel continua sendo utilizado como resid\u00eancia da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A repress\u00e3o \u00e0 fraude patrimonial n\u00e3o pode implicar a supress\u00e3o do direito fundamental \u00e0 moradia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O im\u00f3vel residencial integrante do esp\u00f3lio mant\u00e9m a natureza de bem de fam\u00edlia quando ocupado por herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A abertura da sucess\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio n\u00e3o descaracterizam, por si s\u00f3s, a destina\u00e7\u00e3o residencial do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A inclus\u00e3o do im\u00f3vel em invent\u00e1rio (mesmo com d\u00edvidas) n\u00e3o afasta a prote\u00e7\u00e3o contra penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A impenhorabilidade subsiste enquanto preservada a fun\u00e7\u00e3o habitacional, independentemente de muta\u00e7\u00f5es formais na propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o privilegia a dignidade da pessoa humana e a estabilidade do n\u00facleo familiar frente \u00e0 execu\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o bem de fam\u00edlia conserva sua impenhorabilidade sempre que mantida sua destina\u00e7\u00e3o residencial, ainda que haja doa\u00e7\u00e3o fraudulenta, integra\u00e7\u00e3o ao esp\u00f3lio ou inclus\u00e3o em invent\u00e1rio, prevalecendo a prote\u00e7\u00e3o da moradia sobre aspectos formais da titularidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-individual-de-sentenca-coletiva-e-limites-processuais\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o individual de senten\u00e7a coletiva e limites processuais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel alegar, na fase de cumprimento individual de senten\u00e7a coletiva, quest\u00f5es que n\u00e3o poderiam ter sido suscitadas na a\u00e7\u00e3o de conhecimento, sem viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada ou preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.167.080-RJ, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas,<\/p>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o coletiva substitutiva, \u00e9 obrigat\u00f3ria a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o individual pela associa\u00e7\u00e3o que atua em nome dos benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.438.257-SP, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/3\/2025, DJEN 31\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os casos analisaram aspectos distintos da fase de cumprimento individual de senten\u00e7as proferidas em a\u00e7\u00f5es coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a coisa julgada coletiva delimita o n\u00facleo do direito reconhecido, mas n\u00e3o esgota todas as quest\u00f5es poss\u00edveis na fase executiva individual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Na liquida\u00e7\u00e3o ou cumprimento individual, \u00e9 admiss\u00edvel a alega\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias que n\u00e3o poderiam ter sido discutidas na a\u00e7\u00e3o de conhecimento coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Essas quest\u00f5es dizem respeito \u00e0 situa\u00e7\u00e3o concreta do benefici\u00e1rio, \u00e0 extens\u00e3o do direito ou \u00e0 forma de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A suscita\u00e7\u00e3o dessas mat\u00e9rias n\u00e3o viola a coisa julgada nem configura preclus\u00e3o, desde que <em>n\u00e3o contrarie o conte\u00fado decis\u00f3rio da senten\u00e7a coletiva<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em paralelo, o STJ delimitou os requisitos formais da atua\u00e7\u00e3o associativa na fase executiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Na execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o coletiva substitutiva, a associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o atua automaticamente em nome dos benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 obrigat\u00f3ria a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o individual de cada benefici\u00e1rio para o cumprimento da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia preserva a legitimidade processual, o contradit\u00f3rio e a seguran\u00e7a jur\u00eddica na fase executiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A tutela coletiva n\u00e3o dispensa a individualiza\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o quando se ingressa na esfera patrimonial de cada titular do direito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: na fase de cumprimento individual de senten\u00e7a coletiva, podem ser discutidas quest\u00f5es n\u00e3o enfrent\u00e1veis na a\u00e7\u00e3o de conhecimento sem ofensa \u00e0 coisa julgada, mas a execu\u00e7\u00e3o promovida por associa\u00e7\u00e3o exige procura\u00e7\u00e3o individual dos benefici\u00e1rios, como requisito de legitimidade processual.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alcance-territorial-da-sentenca-coletiva-proposta-por-associacao\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alcance territorial da senten\u00e7a coletiva proposta por associa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a coletiva proferida em a\u00e7\u00e3o ajuizada por associa\u00e7\u00e3o abrange todos os associados residentes na jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal de segundo grau, e n\u00e3o apenas os domiciliados na sede do ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.021.777-SC, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a extens\u00e3o subjetiva e territorial dos efeitos de senten\u00e7a coletiva proferida em a\u00e7\u00e3o ajuizada por associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se os efeitos da decis\u00e3o alcan\u00e7ariam apenas associados domiciliados na comarca do ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a natureza coletiva e substitutiva da a\u00e7\u00e3o proposta por associa\u00e7\u00e3o regularmente constitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A compet\u00eancia do ju\u00edzo de primeiro grau n\u00e3o restringe, por si s\u00f3, o alcance territorial da coisa julgada coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A senten\u00e7a produz efeitos em toda a \u00e1rea de jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal de segundo grau ao qual o ju\u00edzo est\u00e1 vinculado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio relevante \u00e9 a abrang\u00eancia territorial da jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal, e n\u00e3o o domic\u00edlio do associado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A limita\u00e7\u00e3o aos residentes na comarca de origem esvaziaria a tutela coletiva e comprometeria sua efetividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A solu\u00e7\u00e3o preserva a isonomia entre os associados e a racionalidade do processo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a senten\u00e7a coletiva proferida em a\u00e7\u00e3o ajuizada por associa\u00e7\u00e3o abrange todos os associados residentes na jurisdi\u00e7\u00e3o do Tribunal de segundo grau, e n\u00e3o apenas aqueles domiciliados na sede do ju\u00edzo de primeiro grau.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-comparecimento-espontaneo-e-prazo-para-contestacao\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Comparecimento espont\u00e2neo e prazo para contesta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O comparecimento espont\u00e2neo do r\u00e9u antes do despacho que designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 in\u00edcio ao prazo para contesta\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 contado conforme os incisos I ou II do art. 335 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.909.271-PR, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o termo inicial do prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de contesta\u00e7\u00e3o no procedimento comum.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O r\u00e9u compareceu espontaneamente aos autos antes do despacho que designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se esse comparecimento antecipado daria in\u00edcio ao prazo para contestar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o comparecimento espont\u00e2neo, por si s\u00f3, n\u00e3o inaugura o prazo de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O marco inicial do prazo permanece aquele previsto no art. 335 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O prazo ser\u00e1 contado conforme o inciso I (audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou media\u00e7\u00e3o) ou inciso II (dispensa ou n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o preserva a l\u00f3gica procedimental do CPC e o contradit\u00f3rio efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite antecipa\u00e7\u00e3o artificial do prazo em preju\u00edzo da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o comparecimento espont\u00e2neo do r\u00e9u antes do despacho que designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o n\u00e3o inicia o prazo para contesta\u00e7\u00e3o, que deve ser contado nos termos do art. 335, I ou II, do CPC.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-litigancia-predatoria-e-controle-da-peticao-inicial\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Litig\u00e2ncia predat\u00f3ria e controle da peti\u00e7\u00e3o inicial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria, o juiz pode exigir, de forma fundamentada, a emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que demonstrem o interesse de agir e a verossimilhan\u00e7a do direito, desde que observadas as regras de distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.021.665-MS, Rel. Min. Moura Ribeiro, Corte Especial, julgado em 13\/03\/2025 (Tema 1198).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da atua\u00e7\u00e3o judicial diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a possibilidade de controle refor\u00e7ado da peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o juiz pode exigir a emenda da inicial, desde que o fa\u00e7a de forma fundamentada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia pode abranger a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Esses documentos devem demonstrar o interesse de agir do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m devem indicar a verossimilhan\u00e7a do direito alegado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida n\u00e3o configura cerceamento de acesso \u00e0 justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Devem ser respeitadas as regras de distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite invers\u00e3o indevida nem exig\u00eancia de prova imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O controle visa coibir o uso abusivo do processo e preservar a boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria, \u00e9 leg\u00edtima a exig\u00eancia fundamentada de emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial para comprova\u00e7\u00e3o do interesse de agir e da plausibilidade do direito, observadas as regras do \u00f4nus da prova.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-julgamento-ampliado-e-embargos-de-declaracao\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Julgamento ampliado e embargos de declara\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Aplica-se a t\u00e9cnica de julgamento ampliado ao julgamento n\u00e3o un\u00e2nime de embargos de declara\u00e7\u00e3o quando o voto vencido for apto a alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o, pois os embargos constituem extens\u00e3o do pr\u00f3prio recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.052-RJ, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a incid\u00eancia da t\u00e9cnica de julgamento ampliado (CPC, art. 942) em embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu embargos julgados de forma n\u00e3o un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ponto decisivo foi a aptid\u00e3o do voto vencido para alterar o resultado anteriormente fixado na apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que os embargos de declara\u00e7\u00e3o podem integrar e completar o julgamento do recurso principal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa medida, os embargos funcionam como extens\u00e3o do pr\u00f3prio julgamento da apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Se o voto vencido nos embargos for capaz de modificar o desfecho da apela\u00e7\u00e3o, aplica-se a t\u00e9cnica do art. 942.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A amplia\u00e7\u00e3o do colegiado garante maior delibera\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a decis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica n\u00e3o depende do r\u00f3tulo do recurso, mas do potencial de altera\u00e7\u00e3o do resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O objetivo \u00e9 evitar que mudan\u00e7a relevante no resultado ocorra sem a participa\u00e7\u00e3o do colegiado ampliado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: aplica-se a t\u00e9cnica de julgamento ampliado ao julgamento n\u00e3o un\u00e2nime de embargos de declara\u00e7\u00e3o quando o voto vencido puder alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o, pois os embargos constituem extens\u00e3o do pr\u00f3prio recurso.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-onus-da-prova-em-demandas-envolvendo-o-sus\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00d4nus da prova em demandas envolvendo o SUS<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o se aplique o CDC aos servi\u00e7os prestados pelo SUS, \u00e9 poss\u00edvel redistribuir o \u00f4nus da prova em raz\u00e3o da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente e da melhor condi\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.161.702-AM, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o regime probat\u00f3rio aplic\u00e1vel \u00e0s a\u00e7\u00f5es de responsabilidade civil por servi\u00e7os de sa\u00fade prestados pelo SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a incid\u00eancia do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o CDC n\u00e3o se aplica \u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas entre o SUS e os usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade pelo SUS decorre de dever constitucional do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>A inaplicabilidade do CDC n\u00e3o impede a ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas processuais de equil\u00edbrio probat\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 poss\u00edvel a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova com fundamento no CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente justifica a medida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ente p\u00fablico, em regra, det\u00e9m melhores condi\u00e7\u00f5es de produzir a prova t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A redistribui\u00e7\u00e3o deve ser fundamentada e respeitar o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: embora o CDC n\u00e3o se aplique aos servi\u00e7os prestados pelo SUS, \u00e9 admiss\u00edvel a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova em raz\u00e3o da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente e da superior capacidade probat\u00f3ria do ente p\u00fablico.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prazos-processuais-no-litisconsorcio-passivo-contestacao-e-recursos\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazos processuais no litiscons\u00f3rcio passivo: contesta\u00e7\u00e3o e recursos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Em litiscons\u00f3rcio passivo, o prazo para contesta\u00e7\u00e3o inicia-se com a intima\u00e7\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o da desist\u00eancia quanto ao corr\u00e9u n\u00e3o citado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.180.502-GO, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 20\/5\/2025, DJEN 26\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas cuidado,<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de litiscons\u00f3rcio passivo, o prazo recursal conta-se individualmente a partir da intima\u00e7\u00e3o de cada r\u00e9u, mesmo que ela coincida com a cita\u00e7\u00e3o, conforme o art. 231, \u00a7 2\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.897.379-SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 22\/4\/2025, DJEN 28\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os casos examinaram o termo inicial dos prazos processuais no contexto do litiscons\u00f3rcio passivo, distinguindo a fase de defesa da fase recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quanto ao prazo para contesta\u00e7\u00e3o, o STJ afirmou que, havendo litiscons\u00f3rcio passivo e desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a corr\u00e9u ainda n\u00e3o citado, o prazo defensivo dos r\u00e9us remanescentes n\u00e3o se inicia automaticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, o prazo para contestar come\u00e7a a fluir a partir da <em>intima\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que homologa a desist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao corr\u00e9u n\u00e3o citado<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A solu\u00e7\u00e3o evita incerteza procedimental e assegura ao r\u00e9u remanescente plena ci\u00eancia da estabiliza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em sentido diverso, no que se refere aos prazos recursais, o STJ reafirmou a regra da contagem individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Em litiscons\u00f3rcio passivo, cada r\u00e9u possui prazo recursal pr\u00f3prio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O termo inicial do prazo recursal conta-se, para cada litisconsorte, a partir de sua respectiva intima\u00e7\u00e3o, ainda que ela coincida com o ato de cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se o art. 231, \u00a7 2\u00ba, do CPC, que consagra a autonomia dos prazos recursais entre os litisconsortes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A coincid\u00eancia temporal das intima\u00e7\u00f5es n\u00e3o unifica os prazos nem altera sua contagem individual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: no litiscons\u00f3rcio passivo, o prazo para contesta\u00e7\u00e3o inicia-se com a intima\u00e7\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o da desist\u00eancia quanto a corr\u00e9u n\u00e3o citado, enquanto os prazos recursais s\u00e3o contados individualmente para cada r\u00e9u, a partir de sua pr\u00f3pria intima\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 231, \u00a7 2\u00ba, do CPC.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-astreintes-irreducao-do-valor-vencido-e-tecnicas-preventivas\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Astreintes: irredu\u00e7\u00e3o do valor vencido e t\u00e9cnicas preventivas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>1. \u00c9 vedada a redu\u00e7\u00e3o da multa coercitiva j\u00e1 vencida (astreintes), ainda que o valor acumulado seja elevado, conforme regra expressa do CPC e precedente vinculante da Corte Especial. 2. O problema dos valores elevados alcan\u00e7ados com a multa deve ser combatido preventivamente das seguintes formas: i) convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos, de of\u00edcio, quando verificada a in\u00e9rcia abusiva do credor em rela\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio da faculdade prevista no art. 499 do CPC; e&nbsp; ii) prefer\u00eancia pela expedi\u00e7\u00e3o de ordens judiciais a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e institui\u00e7\u00f5es privadas visando ao alcance do resultado pr\u00e1tico equivalente ao adimplemento, substituindo a atua\u00e7\u00e3o do obrigado, quando poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 1.479.019-SP, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Corte Especial, julgado em 7\/5\/2025, DJEN 19\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de multa coercitiva (astreintes) j\u00e1 vencida e acumulada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a regra expressa do CPC que veda a redu\u00e7\u00e3o das astreintes j\u00e1 exig\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A veda\u00e7\u00e3o subsiste mesmo quando o valor acumulado se mostra elevado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A redu\u00e7\u00e3o posterior comprometeria a fun\u00e7\u00e3o coercitiva da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O problema dos valores excessivos deve ser enfrentado de forma preventiva, e n\u00e3o corretiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Primeira t\u00e9cnica preventiva<\/strong>: convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A convers\u00e3o pode ser determinada de of\u00edcio quando houver in\u00e9rcia abusiva do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Considera-se abusiva a omiss\u00e3o do credor em exercer a faculdade prevista no art. 499 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Segunda t\u00e9cnica preventiva<\/strong>: substitui\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do obrigado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Deve-se priorizar a expedi\u00e7\u00e3o de ordens judiciais a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou institui\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar resultado pr\u00e1tico equivalente ao adimplemento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica \u00e9 aplic\u00e1vel sempre que poss\u00edvel, evitando a escalada das astreintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A orienta\u00e7\u00e3o foi fixada como precedente vinculante pela Corte Especial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 vedada a redu\u00e7\u00e3o das astreintes j\u00e1 vencidas, cabendo ao juiz prevenir valores excessivos por meio da convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o em perdas e danos ou pela ado\u00e7\u00e3o de medidas que substituam a atua\u00e7\u00e3o do obrigado, assegurando resultado pr\u00e1tico equivalente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gratuidade-de-justica-momento-do-pedido-criterios-de-concessao-e-efeitos\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gratuidade de justi\u00e7a: momento do pedido, crit\u00e9rios de concess\u00e3o e efeitos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O pedido de gratuidade de justi\u00e7a pode ser formulado em qualquer momento do processo, inclusive ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte, sem necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o financeira, sendo seus efeitos prospectivos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.186.400-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>E,<\/p>\n\n\n\n<p>I) \u00c9 vedado o uso de crit\u00e9rios objetivos para o indeferimento imediato da gratuidade judici\u00e1ria requerida por pessoa natural; II) Havendo elementos que afastem a presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia, o juiz deve intimar o requerente para comprovar sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, nos termos do art. 99, \u00a72\u00ba, do CPC; III) A ado\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros objetivos \u00e9 poss\u00edvel apenas de forma suplementar, e nunca como fundamento exclusivo para indeferimento do pedido. REsp 1.988.687-RJ, REsp 1.988.697-RJ e REsp 1.988.686-RJ (Tema 1178), Rel. Min. Og Fernandes, Corte Especial, por maioria, julgado em 17\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m,<\/p>\n\n\n\n<p>O deferimento da justi\u00e7a gratuita n\u00e3o impede a exig\u00eancia de cau\u00e7\u00e3o para concess\u00e3o de tutela provis\u00f3ria, desde que n\u00e3o demonstrada a absoluta impossibilidade de prest\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.837.156-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 10\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda os Julgados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os precedentes analisam o regime jur\u00eddico da gratuidade de justi\u00e7a sob a \u00f3tica do acesso \u00e0 justi\u00e7a, da presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia e dos limites de seus efeitos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o pedido de gratuidade pode ser formulado em qualquer momento do processo, inclusive ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige demonstra\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o superveniente da situa\u00e7\u00e3o financeira para a formula\u00e7\u00e3o tardia do pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os efeitos da concess\u00e3o s\u00e3o prospectivos, n\u00e3o alcan\u00e7ando despesas processuais j\u00e1 definitivamente constitu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quanto aos crit\u00e9rios de concess\u00e3o, a hipossufici\u00eancia da pessoa natural goza de presun\u00e7\u00e3o relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 vedado o indeferimento imediato do pedido com base exclusiva em crit\u00e9rios objetivos previamente fixados, como renda ou patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Havendo elementos concretos que afastem a presun\u00e7\u00e3o de pobreza, o juiz deve intimar o requerente para comprovar sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, nos termos do art. 99, \u00a7 2\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Par\u00e2metros objetivos podem ser utilizados apenas de forma suplementar, como elemento de apoio \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o, jamais como fundamento \u00fanico do indeferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A concess\u00e3o da gratuidade n\u00e3o \u00e9 absoluta nem elimina todas as exig\u00eancias processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O deferimento do benef\u00edcio n\u00e3o impede a exig\u00eancia de cau\u00e7\u00e3o para concess\u00e3o de tutela provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A dispensa da cau\u00e7\u00e3o somente \u00e9 poss\u00edvel quando demonstrada a absoluta impossibilidade de prest\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a gratuidade de justi\u00e7a pode ser requerida a qualquer tempo, produz efeitos prospectivos e n\u00e3o pode ser indeferida com base exclusiva em crit\u00e9rios objetivos; contudo, sua concess\u00e3o n\u00e3o afasta automaticamente a exig\u00eancia de cau\u00e7\u00e3o para tutela provis\u00f3ria, salvo prova de impossibilidade absoluta. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-penhora-de-imovel-alienado-fiduciariamente-e-taxa-condominial\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penhora de im\u00f3vel alienado fiduciariamente e taxa condominial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a penhora do im\u00f3vel alienado fiduciariamente para satisfazer d\u00edvida de taxa condominial, em raz\u00e3o da natureza propter rem da obriga\u00e7\u00e3o, desde que haja pr\u00e9via cita\u00e7\u00e3o do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.100.103-PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 12\/3\/2025, DJEN 27\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de penhora de im\u00f3vel gravado com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria para satisfa\u00e7\u00e3o de d\u00edvida condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a compatibilidade da penhora com a propriedade resol\u00favel do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou a natureza <em>propter rem<\/em> da obriga\u00e7\u00e3o condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A d\u00edvida acompanha o im\u00f3vel e vincula quem detenha direitos reais sobre ele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria n\u00e3o afasta a responsabilidade pelo pagamento das despesas condominiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A penhora do im\u00f3vel \u00e9 admiss\u00edvel para satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel a pr\u00e9via cita\u00e7\u00e3o do credor fiduci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cita\u00e7\u00e3o assegura o contradit\u00f3rio e a preserva\u00e7\u00e3o dos direitos do titular da propriedade resol\u00favel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O procedimento evita surpresa processual e harmoniza a tutela do condom\u00ednio com o regime da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 poss\u00edvel a penhora de im\u00f3vel alienado fiduciariamente para pagamento de taxa condominial, em raz\u00e3o da natureza propter rem da obriga\u00e7\u00e3o, desde que o credor fiduci\u00e1rio seja previamente citado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-quebra-de-sigilo-bancario-e-fiscal-em-acao-de-alimentos\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quebra de sigilo banc\u00e1rio e fiscal em a\u00e7\u00e3o de alimentos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Admite-se a quebra do sigilo banc\u00e1rio e fiscal do alimentante, em a\u00e7\u00e3o de oferta de alimentos, quando n\u00e3o houver outro meio para apura\u00e7\u00e3o da real capacidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 18\/3\/2025, DJEN 21\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de relativiza\u00e7\u00e3o do sigilo banc\u00e1rio e fiscal do alimentante em a\u00e7\u00e3o de oferta de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a apura\u00e7\u00e3o da real capacidade econ\u00f4mica do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o sigilo banc\u00e1rio e fiscal n\u00e3o possui car\u00e1ter absoluto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o pode ser relativizada quando necess\u00e1ria \u00e0 efetividade da tutela jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida \u00e9 admiss\u00edvel quando inexistirem outros meios probat\u00f3rios eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A apura\u00e7\u00e3o da capacidade financeira \u00e9 elemento central na fixa\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A quebra do sigilo deve ser excepcional, proporcional e fundamentada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O acesso aos dados deve se limitar \u00e0s informa\u00e7\u00f5es pertinentes ao objeto da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O procedimento deve resguardar a intimidade e a confidencialidade dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: admite-se a quebra do sigilo banc\u00e1rio e fiscal do alimentante em a\u00e7\u00e3o de oferta de alimentos quando n\u00e3o houver outro meio id\u00f4neo para apurar sua real capacidade financeira, observados os crit\u00e9rios de necessidade e proporcionalidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-fundamentacao-por-referencia-per-relationem\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia (per relationem)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica da fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia (<em>per relationem<\/em>) \u00e9 v\u00e1lida, desde que o julgador, ao remeter-se a decis\u00e3o anterior, enfrente as novas quest\u00f5es relevantes; o \u00a73\u00ba do art. 1.021 do CPC n\u00e3o impede a reprodu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da decis\u00e3o agravada se n\u00e3o houver argumento novo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.148.059-MA, REsp 2.148.580-MA e REsp 2.150.218-MA, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2025 (Tema 1306).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a validade da t\u00e9cnica de fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia (per relationem) no julgamento de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a remiss\u00e3o a decis\u00e3o anterior violaria o dever constitucional de motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a fundamenta\u00e7\u00e3o per relationem \u00e9, em regra, v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O julgador pode adotar, como raz\u00f5es de decidir, fundamentos constantes de decis\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel que o \u00f3rg\u00e3o julgador enfrente eventuais quest\u00f5es novas e relevantes suscitadas no recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica n\u00e3o autoriza omiss\u00e3o quanto a argumentos in\u00e9ditos ou capazes de alterar o resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O \u00a7 3\u00ba do art. 1.021 do CPC n\u00e3o impede a reprodu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da decis\u00e3o agravada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A veda\u00e7\u00e3o legal incide apenas quando houver repeti\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica diante de argumentos novos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 v\u00e1lida a fundamenta\u00e7\u00e3o por refer\u00eancia quando o julgador enfrenta as quest\u00f5es novas relevantes, sendo l\u00edcita a reprodu\u00e7\u00e3o dos fundamentos da decis\u00e3o agravada se o recurso n\u00e3o apresentar argumentos in\u00e9ditos, n\u00e3o havendo \u00f3bice no art. 1.021, \u00a7 3\u00ba, do CPC.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sucessao-processual-e-extincao-da-pessoa-juridica\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sucess\u00e3o processual e extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-13\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A sucess\u00e3o processual de sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios exige prova da dissolu\u00e7\u00e3o e da extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, n\u00e3o bastando a mera mudan\u00e7a de endere\u00e7o ou a condi\u00e7\u00e3o de inapta no CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.179.688-RS, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de sucess\u00e3o processual da sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a substitui\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica no polo da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a sucess\u00e3o processual exige a efetiva extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel prova da dissolu\u00e7\u00e3o regular ou irregular da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>A mera mudan\u00e7a de endere\u00e7o n\u00e3o caracteriza extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A situa\u00e7\u00e3o cadastral de \u201cinapta\u201d no CNPJ n\u00e3o equivale \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Enquanto subsistente a personalidade jur\u00eddica, a sociedade permanece como parte leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios demanda instrumentos jur\u00eddicos pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite sucess\u00e3o processual autom\u00e1tica como atalho \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a sucess\u00e3o processual da sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios s\u00f3 \u00e9 admiss\u00edvel mediante prova da dissolu\u00e7\u00e3o e da extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, sendo insuficientes a mudan\u00e7a de endere\u00e7o ou a inaptid\u00e3o no CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-nbsp-nbsp-coisa-julgada-e-restituicao-de-juros-sobre-tarifas-bancarias\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Coisa julgada e restitui\u00e7\u00e3o de juros sobre tarifas banc\u00e1rias<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-14\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o de quantia paga a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.145.391-PB, REsp 2.148.576-PB, REsp 2.148.588-PB e REsp 2.148.794-PB (Tema 1268), Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 10\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os efeitos da coisa julgada em demandas sucessivas envolvendo tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em a\u00e7\u00e3o anterior, j\u00e1 havia pronunciamento judicial sobre a ilegalidade das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Posteriormente, buscou-se nova a\u00e7\u00e3o para restitui\u00e7\u00e3o dos juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre essas tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou a incid\u00eancia da efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A coisa julgada n\u00e3o se limita ao dispositivo expresso da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Abrange tamb\u00e9m pedidos que poderiam e deveriam ter sido formulados na a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A restitui\u00e7\u00e3o dos juros remunerat\u00f3rios \u00e9 consequ\u00eancia l\u00f3gica e jur\u00eddica da declara\u00e7\u00e3o de ilegalidade das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A fragmenta\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o viola a estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o configura reitera\u00e7\u00e3o indevida de demanda j\u00e1 solucion\u00e1vel no processo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-nbsp-nbsp-carta-precatoria-sala-passiva-e-videoconferencia\">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Carta precat\u00f3ria, sala passiva e videoconfer\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-15\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando houver sala passiva instalada, a carta precat\u00f3ria para oitiva de testemunhas deve limitar-se \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura, cabendo ao juiz deprecante conduzir diretamente o ato por videoconfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no CC 196.645-SP, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Primeira Se\u00e7\u00e3o, unanimidade, 14\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a forma adequada de realiza\u00e7\u00e3o da oitiva de testemunhas por meio de carta precat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Havia disponibilidade de sala passiva instalada no ju\u00edzo deprecado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a exist\u00eancia de sala passiva altera a din\u00e2mica tradicional da carta precat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, a carta deve limitar-se \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A condu\u00e7\u00e3o do ato processual cabe diretamente ao juiz deprecante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A oitiva \u00e9 realizada por videoconfer\u00eancia, sem delega\u00e7\u00e3o da condu\u00e7\u00e3o ao ju\u00edzo deprecado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O modelo preserva a compet\u00eancia funcional do juiz da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m assegura maior efici\u00eancia, celeridade e uniformidade na colheita da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo deprecado restringe-se ao apoio material e log\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: havendo sala passiva instalada, a carta precat\u00f3ria para oitiva de testemunhas deve limitar-se \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura, cabendo ao juiz deprecante conduzir diretamente o ato por videoconfer\u00eancia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-nbsp-nbsp-nbsp-medidas-executivas-atipicas-e-limites-de-aplicacao\">18.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Medidas executivas at\u00edpicas e limites de aplica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-16\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de <strong>medidas executivas at\u00edpicas<\/strong> \u00e9 cab\u00edvel, desde que <strong>subsidi\u00e1ria<\/strong>, <strong>proporcional<\/strong> e <strong>devidamente fundamentada<\/strong>, com observ\u00e2ncia do <strong>contradit\u00f3rio<\/strong> e da <strong>menor onerosidade do executado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.539-SP e REsp 1.955.574-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 4\/12\/2025 (Tema 1137).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o Julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia tratou da possibilidade de ado\u00e7\u00e3o de medidas executivas at\u00edpicas no processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a compatibilidade dessas medidas com os direitos fundamentais do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o CPC autoriza a utiliza\u00e7\u00e3o de medidas executivas n\u00e3o tipificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A ado\u00e7\u00e3o dessas medidas n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica nem ilimitada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As medidas at\u00edpicas possuem car\u00e1ter subsidi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Devem ser utilizadas apenas quando os meios executivos t\u00edpicos se mostrarem ineficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel fundamenta\u00e7\u00e3o concreta e individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida deve ser proporcional e adequada ao fim perseguido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Deve-se observar o contradit\u00f3rio e assegurar a possibilidade de impugna\u00e7\u00e3o pelo executado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o deve respeitar o princ\u00edpio da menor onerosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite restri\u00e7\u00e3o excessiva ou desnecess\u00e1ria a direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 cab\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o de medidas executivas at\u00edpicas, desde que subsidi\u00e1rias, proporcionais e devidamente fundamentadas, com observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio e do princ\u00edpio da menor onerosidade do executado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-c3aa5cf1-f743-44a7-9e41-252250679b95\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/01235602\/stj-rev-2025-3.pdf\">STJ &#8211; Rev 2025.3<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/02\/01235602\/stj-rev-2025-3.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-c3aa5cf1-f743-44a7-9e41-252250679b95\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico na execu\u00e7\u00e3o de tutela coletiva Destaque Uma vez cumprida a obriga\u00e7\u00e3o de fazer, o Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para, concorrentemente ao Estado, promover a execu\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de pagar relativa \u00e0 tutela de direitos difusos. 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