{"id":1701984,"date":"2026-01-20T00:59:24","date_gmt":"2026-01-20T03:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1701984"},"modified":"2026-01-20T00:59:26","modified_gmt":"2026-01-20T03:59:26","slug":"informativo-stj-revisao-2025-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-revisao-2025-parte-1\/","title":{"rendered":"Informativo STJ &#8211; Revis\u00e3o 2025 Parte 1"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/01\/20005817\/stj-rev-2025-1.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_3RCE_AMAcGw\"><div id=\"lyte_3RCE_AMAcGw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/3RCE_AMAcGw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/3RCE_AMAcGw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/3RCE_AMAcGw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-protestos-bloqueio-de-vias-e-dano-moral-coletivo\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Protestos, bloqueio de vias e dano moral coletivo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de protestos sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0s autoridades e com bloqueio de vias de acesso configura dano moral coletivo in re ipsa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.026.929-ES, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 9\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso analisou a responsabilidade civil decorrente da realiza\u00e7\u00e3o de protestos sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0s autoridades p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As manifesta\u00e7\u00f5es resultaram no bloqueio de vias de acesso e na restri\u00e7\u00e3o significativa da circula\u00e7\u00e3o de pessoas e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ destacou que o direito de reuni\u00e3o n\u00e3o possui car\u00e1ter absoluto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Constitui\u00e7\u00e3o exige comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0s autoridades competentes para compatibilizar o exerc\u00edcio do direito com a ordem p\u00fablica e outros direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O bloqueio indevido de vias ultrapassa o exerc\u00edcio regular do direito de manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A conduta afeta indistintamente a coletividade, violando direitos difusos de mobilidade, seguran\u00e7a e livre circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>O dano moral coletivo decorre automaticamente da pr\u00e1tica il\u00edcita, prescindindo de prova concreta do preju\u00edzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Trata-se de hip\u00f3tese de dano moral coletivo in re ipsa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige demonstra\u00e7\u00e3o de sofrimento individualizado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a realiza\u00e7\u00e3o de protestos sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e com bloqueio de vias de acesso configura dano moral coletivo in re ipsa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-militar-transgenero-e-identidade-de-genero\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Militar transg\u00eanero e identidade de g\u00eanero<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 assegurado ao militar transg\u00eanero o uso do nome social e a atualiza\u00e7\u00e3o dos assentamentos funcionais conforme a identidade de g\u00eanero, sendo vedada a reforma ou o desligamento fundados exclusivamente nessa condi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o configura incapacidade ou doen\u00e7a para o servi\u00e7o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.133.602-RJ, Rel. Min. Teodoro Silva Santos, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2025 (IAC 20).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-0\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da situa\u00e7\u00e3o funcional de militar transg\u00eanero no \u00e2mbito das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se o direito ao uso do nome social e \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o dos assentamentos funcionais conforme a identidade de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a identidade de g\u00eanero integra a esfera da dignidade da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O reconhecimento do nome social constitui medida de respeito \u00e0 identidade pessoal e \u00e0 igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Administra\u00e7\u00e3o deve adequar os registros funcionais \u00e0 identidade de g\u00eanero do militar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A condi\u00e7\u00e3o de pessoa transg\u00eanero n\u00e3o configura incapacidade f\u00edsica ou mental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m n\u00e3o se caracteriza como doen\u00e7a apta a justificar reforma ou desligamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Medidas administrativas fundadas exclusivamente na identidade de g\u00eanero s\u00e3o discriminat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o militar deve ser avaliado com base em crit\u00e9rios objetivos de aptid\u00e3o e desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 assegurado ao militar transg\u00eanero o uso do nome social e a atualiza\u00e7\u00e3o dos assentamentos funcionais, sendo vedada a reforma ou o desligamento fundados exclusivamente nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-uniao-estavel-homoafetiva-e-requisito-da-publicidade\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva e requisito da publicidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 admiss\u00edvel a <strong>relativiza\u00e7\u00e3o do requisito da publicidade<\/strong> para o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva, inclusive <strong>post mortem<\/strong>, desde que comprovados os demais requisitos do art. 1.723 do C\u00f3digo Civil, especialmente o <strong>\u00e2nimo de constituir fam\u00edlia<\/strong>. Em rela\u00e7\u00f5es homoafetivas, a publicidade pode ocorrer em c\u00edrculos restritos, por raz\u00f5es hist\u00f3rico-culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 4\/11\/2025, DJEN 7\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-1\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso analisou o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva, inclusive post mortem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia concentrou-se no requisito da publicidade previsto no art. 1.723 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a publicidade n\u00e3o exige ampla notoriedade social.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em rela\u00e7\u00f5es homoafetivas, a publicidade pode se manifestar em c\u00edrculos restritos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Raz\u00f5es hist\u00f3rico-culturais<\/strong> de discrimina\u00e7\u00e3o e <em>estigmatiza\u00e7\u00e3o<\/em> justificam a mitiga\u00e7\u00e3o do requisito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A oculta\u00e7\u00e3o parcial da rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o afasta, por si s\u00f3, a configura\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Devem estar comprovados os demais requisitos legais: conviv\u00eancia duradoura, cont\u00ednua e est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O elemento central \u00e9 o \u00e2nimo de constituir fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prova do v\u00ednculo pode ser feita por m\u00faltiplos meios, inclusive testemunhais e documentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 admiss\u00edvel a relativiza\u00e7\u00e3o do requisito da publicidade para o reconhecimento de uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva, inclusive post mortem, quando comprovados os demais requisitos do art. 1.723 do C\u00f3digo Civil, especialmente o \u00e2nimo de constituir fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cumulacao-da-lei-de-improbidade-administrativa-e-da-lei-anticorrupcao\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumula\u00e7\u00e3o da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei Anticorrup\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o conjunta da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei Anticorrup\u00e7\u00e3o na mesma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 admiss\u00edvel, desde que n\u00e3o haja aplica\u00e7\u00e3o cumulativa de san\u00e7\u00f5es de mesma natureza \u00e0 mesma parte pelos mesmos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.107.398-RJ, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 18\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-2\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o conjunta da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei Anticorrup\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de uma mesma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a utiliza\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea dos dois diplomas configuraria bis in idem sancionat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reconheceu que as leis possuem campos de incid\u00eancia distintos, ainda que possam recair sobre os mesmos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Lei de Improbidade dirige-se, em regra, a agentes p\u00fablicos e a terceiros a eles vinculados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Lei Anticorrup\u00e7\u00e3o tem como foco a responsabiliza\u00e7\u00e3o objetiva de pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A utiliza\u00e7\u00e3o conjunta dos diplomas \u00e9 admiss\u00edvel em uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 vedada a aplica\u00e7\u00e3o cumulativa de san\u00e7\u00f5es de mesma natureza \u00e0 mesma parte pelos mesmos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O controle do bis in idem deve ser realizado na fase de aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o preserva a efetividade do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e as garantias sancionat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 admiss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o conjunta da Lei de Improbidade Administrativa e da Lei Anticorrup\u00e7\u00e3o na mesma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, desde que n\u00e3o haja cumula\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es de mesma natureza \u00e0 mesma parte pelos mesmos fatos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-declaracoes-de-agentes-politicos-e-acao-popular\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Declara\u00e7\u00f5es de agentes pol\u00edticos e a\u00e7\u00e3o popular<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de agentes pol\u00edticos, sem efeitos concretos e vinculantes, n\u00e3o configuram atos lesivos para fins de a\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.141.693-MG, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 11\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-3\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a possibilidade de controle, por meio de a\u00e7\u00e3o popular, de declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas proferidas por agentes pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As manifesta\u00e7\u00f5es questionadas n\u00e3o produziram efeitos jur\u00eddicos concretos nem possu\u00edam car\u00e1ter vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a a\u00e7\u00e3o popular exige a impugna\u00e7\u00e3o de ato administrativo ou equiparado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel a exist\u00eancia de ato concreto, dotado de efeitos lesivos ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, \u00e0 moralidade administrativa, ao meio ambiente ou a outros bens juridicamente tutelados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Declara\u00e7\u00f5es meramente pol\u00edticas, opinativas ou ret\u00f3ricas n\u00e3o se qualificam como atos administrativos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de efeitos pr\u00e1ticos afasta o requisito do dano ou da potencial lesividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O controle judicial n\u00e3o pode converter a a\u00e7\u00e3o popular em <em>instrumento de censura<\/em> ou de fiscaliza\u00e7\u00e3o abstrata do discurso pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o por falas p\u00fablicas deve observar os meios jur\u00eddicos pr\u00f3prios, quando cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: declara\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de agentes pol\u00edticos, desprovidas de efeitos concretos e vinculantes, n\u00e3o configuram atos lesivos aptos a ensejar a\u00e7\u00e3o popular.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-recebimento-da-inicial-na-acao-de-improbidade-administrativa\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recebimento da inicial na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa deve ser recebida sempre que houver ind\u00edcios m\u00ednimos da pr\u00e1tica de ato \u00edmprobo, sendo a senten\u00e7a o momento adequado para an\u00e1lise do dolo e do dano ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.175.480-SP, Rel. Min. Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, julgado em 18\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-4\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou dos requisitos para o recebimento da peti\u00e7\u00e3o inicial em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se o grau de cogni\u00e7\u00e3o exigido nessa fase processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o ju\u00edzo inicial \u00e9 de admissibilidade, n\u00e3o de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O recebimento da inicial exige apenas a presen\u00e7a de ind\u00edcios m\u00ednimos da pr\u00e1tica de ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se demanda prova exauriente do dolo ou do dano ao er\u00e1rio nessa etapa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A an\u00e1lise aprofundada do elemento subjetivo e do preju\u00edzo patrimonial compete \u00e0 fase instrut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A senten\u00e7a \u00e9 o momento processual adequado para o exame definitivo do dolo e do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A rejei\u00e7\u00e3o prematura da inicial compromete a efetividade do sistema de responsabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa deve ser recebida quando houver ind\u00edcios m\u00ednimos do ato \u00edmprobo, reservando-se \u00e0 senten\u00e7a a an\u00e1lise do dolo e do dano ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-multa-civil-por-improbidade-e-termo-inicial-dos-encargos\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Multa civil por improbidade e termo inicial dos encargos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Na multa civil prevista na Lei de Improbidade Administrativa, os juros morat\u00f3rios e a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria devem incidir a partir da data do ato \u00edmprobo, conforme S\u00famulas 43 e 54 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.942.196-PR, REsp 1.953.046-PR e REsp 1.958.567-PR, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgados em 12\/03\/2025 (Tema 1128).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-5\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu o termo inicial dos juros morat\u00f3rios e da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria incidentes sobre a multa civil prevista na Lei de Improbidade Administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se se os encargos deveriam incidir a partir do tr\u00e2nsito em julgado, da senten\u00e7a condenat\u00f3ria ou da pr\u00e1tica do ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a multa civil possui <em>natureza sancionat\u00f3ria e patrimonial<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O preju\u00edzo jur\u00eddico decorre diretamente da pr\u00e1tica do ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria incide desde a data do il\u00edcito, para preservar o valor real da san\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Os juros morat\u00f3rios tamb\u00e9m fluem a partir do ato \u00edmprobo<\/strong>, independentemente de interpela\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplicam-se, por analogia, as S\u00famulas 43 e 54 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento assegura efetividade \u00e0 san\u00e7\u00e3o e evita o esvaziamento econ\u00f4mico da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o: na multa civil por improbidade administrativa, os juros morat\u00f3rios e a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria incidem desde a data da pr\u00e1tica do ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-fiscal-de-multa-por-improbidade-administrativa\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o fiscal de multa por improbidade administrativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o fiscal para cobran\u00e7a de multa aplicada em senten\u00e7a por ato de improbidade administrativa, desde que instru\u00edda com CDA. O ente p\u00fablico lesado \u00e9 parte leg\u00edtima para promover a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.123.875-MG, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 1\/4\/2025, DJEN 4\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-6\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o meio adequado para a cobran\u00e7a da multa civil aplicada em senten\u00e7a por ato de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a multa por improbidade constitui cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio da Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Esses cr\u00e9ditos <strong>podem ser cobrados mediante execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel a pr\u00e9via inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa e a emiss\u00e3o de Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o decorre automaticamente da senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ente p\u00fablico diretamente lesado pelo ato \u00edmprobo det\u00e9m legitimidade ativa para a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento confere efetividade \u00e0 san\u00e7\u00e3o e racionaliza a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 cab\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o fiscal para a cobran\u00e7a de multa aplicada em senten\u00e7a por improbidade administrativa, desde que instru\u00edda com CDA, sendo parte leg\u00edtima o ente p\u00fablico lesado. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-integral-e-unidade-de-designios-na-improbidade\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade integral e unidade de des\u00edgnios na improbidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 solidariedade no art. 17-C, \u00a7 2\u00ba, da LIA n\u00e3o se aplica quando os agentes atuaram em unidade de des\u00edgnios no cometimento do ato \u00edmprobo; nessa hip\u00f3tese, todos podem ser responsabilizados integralmente pelos danos causados ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.485.464-SP, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-7\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da interpreta\u00e7\u00e3o do art. 17-C, \u00a7 2\u00ba, da Lei de Improbidade Administrativa, que veda a responsabilidade solid\u00e1ria como <em>regra geral<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a aplica\u00e7\u00e3o dessa veda\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o conjunta dos agentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a proibi\u00e7\u00e3o de solidariedade n\u00e3o \u00e9 absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quando comprovada a unidade de des\u00edgnios, h\u00e1 atua\u00e7\u00e3o coordenada para a pr\u00e1tica do ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, os agentes concorrem de forma conjunta para o resultado lesivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabilidade integral decorre do nexo causal comum em rela\u00e7\u00e3o ao dano ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A divis\u00e3o proporcional do dano \u00e9 incompat\u00edvel com a atua\u00e7\u00e3o concertada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o preserva a efetividade do ressarcimento e a l\u00f3gica da responsabilidade civil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 solidariedade prevista no art. 17-C, \u00a7 2\u00ba, da LIA n\u00e3o se aplica quando os agentes atuam em unidade de des\u00edgnios, podendo todos ser responsabilizados integralmente pelos danos causados ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-elemento-subjetivo-e-recebimento-da-inicial-na-improbidade\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Elemento subjetivo e recebimento da inicial na improbidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Ainda que prevale\u00e7a o princ\u00edpio do in dubio pro societate na fase inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade, \u00e9 imprescind\u00edvel que a peti\u00e7\u00e3o inicial indique elementos m\u00ednimos do elemento subjetivo da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.080.146-SP, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 20\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-8\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os limites do princ\u00edpio do in dubio pro societate na fase inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a d\u00favida poderia suprir a aus\u00eancia de indica\u00e7\u00e3o do elemento subjetivo da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o in dubio pro societate n\u00e3o dispensa os requisitos m\u00ednimos da peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A inicial deve apontar, ainda que de forma indici\u00e1ria, o elemento subjetivo exigido pelo tipo \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Lei de Improbidade exige demonstra\u00e7\u00e3o de dolo ou, quando admitido, culpa grave.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A completa aus\u00eancia de narrativa sobre o elemento subjetivo inviabiliza o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ju\u00edzo inicial n\u00e3o exige prova plena, mas descri\u00e7\u00e3o m\u00ednima da inten\u00e7\u00e3o ou da consci\u00eancia do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia preserva o devido processo legal e evita a\u00e7\u00f5es temer\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: mesmo na fase inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade, \u00e9 imprescind\u00edvel que a peti\u00e7\u00e3o inicial indique elementos m\u00ednimos do elemento subjetivo da conduta, n\u00e3o sendo suficiente a invoca\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica do in dubio pro societate.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prescricao-quinquenal-e-empresas-estatais-prestadoras-de-servico-publico\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o quinquenal e empresas estatais prestadoras de servi\u00e7o p\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Aplica-se a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal do Decreto 20.910\/1932 \u00e0s empresas estatais prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, sem finalidade lucrativa e natureza concorrencial.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.134.606-SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 28\/4\/2025, DJEN 5\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-9\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da defini\u00e7\u00e3o do prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0s empresas estatais prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a incid\u00eancia do Decreto n\u00ba 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ distinguiu empresas estatais exploradoras de atividade econ\u00f4mica das prestadoras de servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>Quando a empresa estatal atua na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico essencial, sem finalidade lucrativa e sem natureza concorrencial, equipara-se \u00e0 Fazenda P\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessas hip\u00f3teses, aplica-se a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal prevista no Decreto n\u00ba 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O regime diferenciado decorre da natureza p\u00fablica da atividade desempenhada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o do er\u00e1rio e a seguran\u00e7a jur\u00eddica justificam a incid\u00eancia do prazo reduzido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento n\u00e3o se aplica a empresas estatais que atuem em regime de mercado ou concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: aplica-se a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal do Decreto n\u00ba 20.910\/1932 \u00e0s empresas estatais prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, sem finalidade lucrativa e natureza concorrencial.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cassacao-de-aposentadoria-e-improbidade-administrativa\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria e improbidade administrativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A cassa\u00e7\u00e3o da aposentadoria \u00e9 admiss\u00edvel como desdobramento da perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica por improbidade, mesmo sem previs\u00e3o expressa na Lei 8.429\/1992, conforme entendimento do STF na ADPF 418.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 26.106-DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 5\/6\/2025, DJEN 13\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-10\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso tratou da possibilidade de cassa\u00e7\u00e3o da aposentadoria como consequ\u00eancia da condena\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a necessidade de previs\u00e3o expressa na Lei n\u00ba 8.429\/1992 para a imposi\u00e7\u00e3o da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ alinhou-se ao entendimento firmado pelo STF na ADPF 418.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica por improbidade pode produzir efeitos mesmo ap\u00f3s a aposentadoria do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aposentadoria n\u00e3o impede a incid\u00eancia das consequ\u00eancias jur\u00eddicas do il\u00edcito praticado no exerc\u00edcio do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cassa\u00e7\u00e3o da aposentadoria configura desdobramento l\u00f3gico da perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige previs\u00e3o expressa na Lei de Improbidade Administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida preserva a moralidade administrativa e a autoridade das decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 admiss\u00edvel a cassa\u00e7\u00e3o da aposentadoria como consequ\u00eancia da perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica por improbidade administrativa, ainda que ausente previs\u00e3o expressa na Lei n\u00ba 8.429\/1992.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Complementando<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel converter a pena de perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica em cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria na fase de cumprimento de senten\u00e7a em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, conforme atual jurisprud\u00eancia do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Se\u00e7\u00e3o, unanimidade, julgado em 2\/10\/2025, DJEN 7\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-da-pessoa-juridica-e-reorganizacao-societaria\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da pessoa jur\u00eddica e reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria da pessoa jur\u00eddica por ato lesivo \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica subsiste mesmo com altera\u00e7\u00e3o contratual, transforma\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o ou cis\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.209.077-RS, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 3\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-11\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso analisou os efeitos de altera\u00e7\u00f5es na estrutura societ\u00e1ria sobre a responsabilidade por ato lesivo \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se se transforma\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o ou cis\u00e3o afastariam a responsabiliza\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria n\u00e3o extingue a responsabilidade por il\u00edcitos administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pessoa jur\u00eddica responde pelos atos lesivos praticados antes da altera\u00e7\u00e3o estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabilidade solid\u00e1ria subsiste independentemente da modifica\u00e7\u00e3o contratual ou societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <strong>A sucess\u00e3o empresarial n\u00e3o pode ser utilizada como mecanismo de evas\u00e3o de responsabilidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento preserva a efetividade do regime sancionat\u00f3rio e a tutela do interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabiliza\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a as sociedades sucessoras, nos limites legais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a responsabilidade solid\u00e1ria da pessoa jur\u00eddica por ato lesivo \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica subsiste mesmo ap\u00f3s transforma\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o ou cis\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-prescricao-e-causas-interruptivas-na-improbidade-administrativa\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o e causas interruptivas na improbidade administrativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Embora a prescri\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa possa seguir o prazo do art. 115 do C\u00f3digo Penal, suas causas interruptivas s\u00e3o regidas pelas normas civis e administrativas, diante da aus\u00eancia de remiss\u00e3o expressa \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.934.320-PR, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 30\/4\/2025, DJEN 7\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-12\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu o regime jur\u00eddico da prescri\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Debatia-se a aplica\u00e7\u00e3o integral das regras do C\u00f3digo Penal \u00e0 mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reconheceu que o prazo prescricional pode seguir, por analogia, o art. 115 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Essa incid\u00eancia decorre da natureza sancionat\u00f3ria da improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Contudo, a aplica\u00e7\u00e3o do regime penal n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica nem integral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Lei de Improbidade Administrativa n\u00e3o remete expressamente \u00e0s causas interruptivas previstas no C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Na aus\u00eancia de remiss\u00e3o legal, aplicam-se as normas civis e administrativas quanto \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A distin\u00e7\u00e3o preserva a legalidade estrita em mat\u00e9ria sancionat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: embora o prazo prescricional da improbidade possa observar o art. 115 do C\u00f3digo Penal, suas causas interruptivas s\u00e3o regidas pelas normas civis e administrativas, diante da inexist\u00eancia de remiss\u00e3o expressa \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-legitimidade-ativa-na-acao-de-improbidade-administrativa\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade ativa na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-13\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica n\u00e3o possui legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, cuja titularidade ativa \u00e9 exclusiva do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da pessoa jur\u00eddica interessada.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por maioria, julgado em 19\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-13\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a legitimidade da Defensoria P\u00fablica para propor a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a interpreta\u00e7\u00e3o da Lei de Improbidade Administrativa quanto aos legitimados ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que a titularidade ativa da a\u00e7\u00e3o de improbidade \u00e9 restrita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 S\u00e3o legitimados o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a pessoa jur\u00eddica interessada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Defensoria P\u00fablica n\u00e3o integra o rol de legitimados para a propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o institucional da Defensoria concentra-se na tutela de direitos individuais e coletivos dos necessitados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A amplia\u00e7\u00e3o da legitimidade ativa demandaria previs\u00e3o legal expressa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o preserva o modelo legal de responsabiliza\u00e7\u00e3o por improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: a Defensoria P\u00fablica n\u00e3o possui legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, cuja titularidade ativa \u00e9 exclusiva do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da pessoa jur\u00eddica interessada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-nbsp-nbsp-faixa-de-dominio-de-rodovia-e-servico-publico-essencial\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Faixa de dom\u00ednio de rodovia e servi\u00e7o p\u00fablico essencial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-14\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal a exig\u00eancia de pagamento pela utiliza\u00e7\u00e3o da faixa de dom\u00ednio de rodovia concedida, quando se trata de instala\u00e7\u00e3o de equipamentos indispens\u00e1veis \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico essencial (\u00e1gua e esgoto).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.137.101-PR, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 7\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-14\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu a legalidade da cobran\u00e7a pelo uso da faixa de dom\u00ednio de rodovia concedida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia foi imposta para a instala\u00e7\u00e3o de equipamentos vinculados aos servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reconheceu que se trata de servi\u00e7o p\u00fablico essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A utiliza\u00e7\u00e3o da faixa de dom\u00ednio ocorreu como meio indispens\u00e1vel \u00e0 presta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 <em>N\u00e3o h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica aut\u00f4noma<\/em> do espa\u00e7o p\u00fablico pela concession\u00e1ria de saneamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cobran\u00e7a cria obst\u00e1culo financeiro indevido \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida compromete a modicidade tarif\u00e1ria e o interesse p\u00fablico prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A concess\u00e3o rodovi\u00e1ria n\u00e3o autoriza a cobran\u00e7a quando o uso \u00e9 funcionalmente necess\u00e1rio \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de outro servi\u00e7o p\u00fablico essencial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: \u00e9 ilegal a exig\u00eancia de pagamento pela utiliza\u00e7\u00e3o da faixa de dom\u00ednio de rodovia concedida quando destinada \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de equipamentos indispens\u00e1veis \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais de \u00e1gua e esgoto.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acordo-de-leniencia-e-dever-de-ressarcimento\">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acordo de leni\u00eancia e dever de ressarcimento<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-15\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O acordo de leni\u00eancia n\u00e3o afasta o dever de repara\u00e7\u00e3o integral do dano, que pode ser buscada em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou no curso da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.890.353-PR, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-15\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os efeitos do acordo de leni\u00eancia sobre o dever de repara\u00e7\u00e3o do dano ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se se a celebra\u00e7\u00e3o do acordo afastaria a obriga\u00e7\u00e3o de ressarcimento integral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ afirmou que o acordo de leni\u00eancia n\u00e3o tem natureza exonerat\u00f3ria do dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ressarcimento integral do dano constitui consequ\u00eancia aut\u00f4noma do il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A repara\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confunde com as san\u00e7\u00f5es administrativas ou civis ajustadas no acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O acordo pode influenciar o regime sancionat\u00f3rio, mas n\u00e3o extingue o dever de recomposi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O ressarcimento pode ser buscado em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m pode ser exigido no curso da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento preserva a indisponibilidade do interesse p\u00fablico e a integral recomposi\u00e7\u00e3o do dano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o acordo de leni\u00eancia n\u00e3o afasta o dever de repara\u00e7\u00e3o integral do dano ao er\u00e1rio, que pode ser exigido judicialmente de forma aut\u00f4noma ou no \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-nbsp-nbsp-nbsp-interesse-de-agir-em-acoes-previdenciarias\">18.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interesse de agir em a\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-16\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O interesse de agir do segurado em a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria depende de pr\u00e9vio requerimento administrativo instru\u00eddo com documenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima. O INSS deve oportunizar complementa\u00e7\u00e3o de provas; a omiss\u00e3o administrativa configura interesse de agir.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.905.830-SP, REsp 1.913.152-SP e REsp 1.912.784-SP (Tema 1124\/STJ), Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3os os Ministros Paulo S\u00e9rgio Domingues e Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgados em 8\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-16\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 A controv\u00e9rsia envolveu a defini\u00e7\u00e3o do interesse de agir do segurado em a\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Discutiu-se a necessidade de pr\u00e9vio requerimento administrativo perante o INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que o interesse de agir depende da provoca\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O requerimento administrativo deve ser instru\u00eddo com documenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima apta \u00e0 an\u00e1lise do pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Preenchido o requisito m\u00ednimo, o INSS tem o dever de orientar o segurado e oportunizar a complementa\u00e7\u00e3o de provas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite indeferimento autom\u00e1tico por insufici\u00eancia documental sem pr\u00e9via intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A omiss\u00e3o administrativa em oportunizar a complementa\u00e7\u00e3o configura resist\u00eancia ao pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nessa hip\u00f3tese, resta caracterizado o interesse de agir para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento equilibra o acesso \u00e0 justi\u00e7a e a racionalidade do contencioso previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: o interesse de agir em a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria exige pr\u00e9vio requerimento administrativo com documenta\u00e7\u00e3o m\u00ednima, sendo caracterizado quando o INSS deixa de oportunizar a complementa\u00e7\u00e3o de provas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ressarcimento-ao-erario-em-acao-popular\">19.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ressarcimento ao er\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o popular<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-17\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel condena\u00e7\u00e3o ao ressarcimento ao er\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o popular com base em dano presumido, sendo indispens\u00e1vel a demonstra\u00e7\u00e3o concreta do preju\u00edzo financeiro, do nexo causal e da efetiva lesividade do ato impugnado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.773.335-SP, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2025, DJEN 17\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entenda-o-julgado-17\">Entenda o Julgado<\/h3>\n\n\n\n<p>\u2022 O caso discutiu os pressupostos para condena\u00e7\u00e3o ao ressarcimento ao er\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Questionou-se a possibilidade de reconhecimento de dano presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O STJ reafirmou que a a\u00e7\u00e3o popular exige demonstra\u00e7\u00e3o efetiva de lesividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se admite condena\u00e7\u00e3o fundada em preju\u00edzo hipot\u00e9tico ou presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel a comprova\u00e7\u00e3o concreta do dano financeiro ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Deve estar demonstrado o nexo causal entre o ato impugnado e o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de prova do dano inviabiliza a condena\u00e7\u00e3o ressarcit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O entendimento preserva o devido processo legal e evita responsabiliza\u00e7\u00e3o objetiva indevida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel condena\u00e7\u00e3o ao ressarcimento ao er\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o popular com base em dano presumido, sendo necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o concreta do preju\u00edzo, do nexo causal e da efetiva lesividade do ato.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-dc516a58-ce61-40de-a2e2-37fde0068ec9\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/01\/20005817\/stj-rev-2025-1.pdf\">STJ &#8211; Rev 2025.1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2026\/01\/20005817\/stj-rev-2025-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-dc516a58-ce61-40de-a2e2-37fde0068ec9\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Protestos, bloqueio de vias e dano moral coletivo Destaque A realiza\u00e7\u00e3o de protestos sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0s autoridades e com bloqueio de vias de acesso configura dano moral coletivo in re ipsa. 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