{"id":1691648,"date":"2025-12-30T09:29:42","date_gmt":"2025-12-30T12:29:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1691648"},"modified":"2025-12-30T09:29:44","modified_gmt":"2025-12-30T12:29:44","slug":"informativo-stj-872-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-872-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 872 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/12\/30092923\/stj-info-872.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_N1XAdbu3NT0\"><div id=\"lyte_N1XAdbu3NT0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/N1XAdbu3NT0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/N1XAdbu3NT0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/N1XAdbu3NT0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-regressao-cautelar-de-regime-e-oitiva-do-apenado-tema-1347-stj\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regress\u00e3o cautelar de regime e oitiva do apenado (Tema 1347\/STJ)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A regress\u00e3o cautelar de regime prisional pode ser decretada <strong>sem pr\u00e9via oitiva do apenado<\/strong>, desde que mediante decis\u00e3o judicial fundamentada, por se tratar de medida provis\u00f3ria amparada no poder geral de cautela do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.166.900-SP, REsp 2.153.215-RJ e REsp 2.167.128-RJ, Rel. Min. Og Fernandes, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade (Tema 1347).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LEP, art. 118, I e \u00a7 2\u00ba<\/strong> (<em>regress\u00e3o definitiva; exige procedimento e oitiva<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, arts. 926 e 927, III<\/strong> (<em>jurisprud\u00eancia est\u00e1vel; for\u00e7a vinculante do repetitivo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, arts. 1.036 e 1.037<\/strong> (<em>rito dos recursos repetitivos<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A regress\u00e3o de regime comporta duas modalidades: <strong>definitiva (sancionat\u00f3ria)<\/strong> e <strong>cautelar (processual)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A regress\u00e3o cautelar tem natureza semelhante \u00e0 pris\u00e3o provis\u00f3ria e visa preservar os objetivos da execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A exig\u00eancia de oitiva pr\u00e9via inviabilizaria a efic\u00e1cia imediata da medida cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O contradit\u00f3rio \u00e9 diferido: a oitiva ocorre no procedimento de apura\u00e7\u00e3o da falta grave.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Terceira Se\u00e7\u00e3o delimitou o alcance do art. 118 da LEP, afastando sua aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica \u00e0 regress\u00e3o cautelar. Explicou que a norma disciplina apenas a regress\u00e3o definitiva, de natureza sancionat\u00f3ria, enquanto a regress\u00e3o cautelar opera como tutela de urg\u00eancia, fundada no poder geral de cautela do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O STJ ressaltou que a aus\u00eancia de oitiva pr\u00e9via n\u00e3o suprime o contradit\u00f3rio, que apenas \u00e9 postergado. A medida \u00e9 v\u00e1lida at\u00e9 a apura\u00e7\u00e3o definitiva da falta, desde que haja fundamenta\u00e7\u00e3o concreta quanto \u00e0 necessidade, considerando hist\u00f3rico do apenado e riscos \u00e0 disciplina prisional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A regress\u00e3o cautelar de regime depende de pr\u00e9via oitiva do apenado, nos termos do art. 118, I, da LEP.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A exig\u00eancia de oitiva aplica-se \u00e0 regress\u00e3o definitiva, n\u00e3o \u00e0 cautelar. O contradit\u00f3rio na regress\u00e3o cautelar \u00e9 diferido, devendo a oitiva do apenado ocorrer no procedimento posterior de apura\u00e7\u00e3o da falta grave.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Regress\u00e3o cautelar \u2013 Tema 1347<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Natureza provis\u00f3ria e processual \ud83d\udccd Dispensa oitiva pr\u00e9via \ud83d\udccd Contradit\u00f3rio diferido \ud83d\udccd Fundamenta\u00e7\u00e3o judicial indispens\u00e1vel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Afeta\u00e7\u00e3o como Recurso Especial Repetitivo dos paradigmas REsp 2.166.900-SP, REsp 2.153.215-RJ e REsp 2.167.128-RJ, nos termos dos arts. 1.036 e 1.037 do C\u00f3digo de Processo Civil, como tema repetitivo n. 1347 do STJ, para forma\u00e7\u00e3o de precedente vinculante (CPC, art. 927, III).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia consiste em definir se \u00e9 necess\u00e1ria a pr\u00e9via oitiva do apenado para que lhe seja imposta a suspens\u00e3o cautelar (regress\u00e3o provis\u00f3ria) do regime prisional mais favor\u00e1vel quando constatado o poss\u00edvel cometimento de falta disciplinar grave ou de fato definido como crime doloso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 duas situa\u00e7\u00f5es em que se pode considerar a regress\u00e3o de regime: uma definitiva e outra provis\u00f3ria ou cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A primeira, expressamente regulada pelo art. 118, I e \u00a7 2\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, e que produzir\u00e1 efeitos consolidados, s\u00f3 pode ocorrer ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o do procedimento necess\u00e1rio, devendo contar com a oitiva do apenado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J\u00e1 a segunda situa\u00e7\u00e3o em que se mostra necess\u00e1ria a regress\u00e3o de regime \u00e9 a suspens\u00e3o <em>provis\u00f3ria ou regress\u00e3o cautelar<\/em>. Nela, a medida \u00e9 adotada de modo liminar, como verdadeira tutela de urg\u00eancia, a fim de que se possa garantir, de modo imediato, a preserva\u00e7\u00e3o do adequado cumprimento da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como se pode concluir, a finalidade de cada tipo de regress\u00e3o de regime \u00e9 distinta. Enquanto a regress\u00e3o definitiva possui car\u00e1ter sancionat\u00f3rio, a regress\u00e3o cautelar possui natureza processual e assemelha-se a uma pris\u00e3o provis\u00f3ria, com aplica\u00e7\u00e3o imediata e durante a apura\u00e7\u00e3o da falta, o que seria imposs\u00edvel ou in\u00f3cuo se fosse imposta a pr\u00e9via oitiva do reeducando.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mostra-se <strong>inaplic\u00e1vel, portanto, o art. 118, I e \u00a7 2\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, pois a regress\u00e3o cautelar \u00e9 fundamentada no poder geral de cautela do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o e na necessidade de preserva\u00e7\u00e3o dos objetivos da execu\u00e7\u00e3o penal<\/strong>, tais como o da ressocializa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, conforme entendimento h\u00e1 muito estabilizado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, embora seja impositivo o reconhecimento de sua possibilidade, a regress\u00e3o cautelar do regime prisional depende de decis\u00e3o judicial fundamentada. A demonstra\u00e7\u00e3o da necessidade da medida, que pode levar em considera\u00e7\u00e3o elementos de interesse do caso concreto, tais como o hist\u00f3rico do apenado e os riscos \u00e0 disciplina, entre outros, ser\u00e1 objeto de delibera\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda, trata-se de medida de car\u00e1ter provis\u00f3rio e prec\u00e1rio, v\u00e1lida apenas at\u00e9 a apura\u00e7\u00e3o da falta grave, devendo a oitiva do reeducando ocorrer assim que poss\u00edvel, com instaura\u00e7\u00e3o do procedimento cab\u00edvel para a apura\u00e7\u00e3o definitiva do fato, com observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio, da ampla defesa e do devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ante o exposto, para os fins de julgamento sob o rito dos recurso repetitivos, fixa-se a seguinte tese do tema repetitivo n. 1347 do STJ: A regress\u00e3o cautelar de regime prisional \u00e9 medida de car\u00e1ter provis\u00f3rio e est\u00e1 autorizada pelo poder geral de cautela do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, podendo ser aplicada, mediante fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, at\u00e9 a apura\u00e7\u00e3o definitiva da falta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A tese apresentada para observ\u00e2ncia de ju\u00edzes e tribunais (CPC, art. 927, III) reafirma o entendimento consolidado sobre a quest\u00e3o e atende ao prop\u00f3sito de manuten\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia &#8220;est\u00e1vel, \u00edntegra e coerente&#8221; a que alude o art. 926 do CPC sem necessidade de determina\u00e7\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o de efeitos, autorizada pelo art. \u00a7 3\u00ba do art. 927 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acao-civil-publica-e-honorarios-associacao-civil-autora\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica e honor\u00e1rios \u2013 associa\u00e7\u00e3o civil autora<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica for ajuizada por <strong>associa\u00e7\u00e3o ou funda\u00e7\u00e3o privada<\/strong>, n\u00e3o se aplicando o princ\u00edpio da simetria previsto no art. 18 da Lei n. 7.347\/1985.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.304.939-RS, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, por maioria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 7.347\/1985, art. 18<\/strong> (<em>ACP; isen\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios salvo m\u00e1-f\u00e9<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 5\u00ba, XXXV<\/strong> (<em>acesso \u00e0 justi\u00e7a<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Princ\u00edpio da simetria<\/strong> (<em>aplic\u00e1vel apenas a legitimados p\u00fablicos<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A isen\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios foi concebida para <strong>entes p\u00fablicos<\/strong> e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Associa\u00e7\u00f5es civis n\u00e3o se equiparam estruturalmente ao Estado ou a grandes litigantes institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios estimula a atua\u00e7\u00e3o da sociedade civil organizada na tutela coletiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Corte Especial distinguiu as hip\u00f3teses em que a ACP \u00e9 ajuizada por legitimados p\u00fablicos daquelas propostas por associa\u00e7\u00f5es privadas. Observou que o racioc\u00ednio da simetria \u2014 aus\u00eancia de honor\u00e1rios para autor e r\u00e9u \u2014 foi constru\u00eddo a partir da atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Uni\u00e3o, n\u00e3o abrangendo automaticamente associa\u00e7\u00f5es civis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O STJ enfatizou que negar honor\u00e1rios nessas hip\u00f3teses desestimula o controle social e restringe o acesso \u00e0 justi\u00e7a coletiva. Como associa\u00e7\u00f5es n\u00e3o disp\u00f5em do mesmo aparato institucional do Estado, a condena\u00e7\u00e3o da parte vencida em honor\u00e1rios \u00e9 compat\u00edvel com o art. 18 da LACP e com a finalidade do microssistema coletivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Em toda a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, a parte r\u00e9 \u00e9 isenta do pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica quando a ACP \u00e9 ajuizada por associa\u00e7\u00e3o ou funda\u00e7\u00e3o privada.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 O princ\u00edpio da simetria em honor\u00e1rios advocat\u00edcios restringe-se \u00e0s a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas propostas por legitimados p\u00fablicos, n\u00e3o alcan\u00e7ando associa\u00e7\u00f5es civis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa distin\u00e7\u00e3o foi o n\u00facleo do julgamento da Corte Especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc ACP \u2013 honor\u00e1rios<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Simetria \u2192 MP e entes p\u00fablicos \ud83d\udccd Associa\u00e7\u00f5es privadas \u2192 honor\u00e1rios cab\u00edveis \ud83d\udccd Acesso \u00e0 justi\u00e7a coletiva \ud83d\udccd Distin\u00e7\u00e3o entre legitimados<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em decidir se o r\u00e9u vencido em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada por associa\u00e7\u00e3o civil \u00e9 isento do pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 fixou o entendimento no sentido da impossibilidade de condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em honor\u00e1rios advocat\u00edcios, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9, \u00e0 luz do princ\u00edpio da simetria, em conson\u00e2ncia com o art. 18 da Lei n. 7.347\/1985.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observa-se, contudo, que em julgamentos da Corte Especial, a quest\u00e3o ficou <em>adstrita \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da simetria \u00e0 parte demandada na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica quando ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou pela Uni\u00e3o<\/em>. N\u00e3o se discutiu a mat\u00e9ria sob a perspectiva de ser a parte autora da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica associa\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em outras palavras, o racioc\u00ednio jur\u00eddico desenvolvido para subsidiar a tese arrimada no princ\u00edpio da simetria levou em considera\u00e7\u00e3o apenas as hip\u00f3teses nas quais a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou por ente p\u00fablico. Assim, a mat\u00e9ria n\u00e3o se encontra pacificada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, as Segunda e Terceira Turmas, em julgamentos recentes, t\u00eam adotado uma ressalva ao entendimento sufragado pela Corte Especial, justamente quando se tratar de associa\u00e7\u00f5es ou funda\u00e7\u00f5es privadas no polo ativo da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, sobrelevando a necessidade de se garantir maior acessibilidade a Justi\u00e7a para a sociedade civil organizada, bem como a impropriedade de se pretender equiparar organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais a grandes grupos econ\u00f4micos\/institui\u00e7\u00f5es do Estado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>&nbsp; Assim, deve ser reafirmada a jurisprud\u00eancia da Corte Especial, no sentido de que, quando a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou por ente p\u00fablico, pelo princ\u00edpio da simetria, \u00e9 descabida a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 em honor\u00e1rios advocat\u00edcios, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9, consoante o art. 18 da Lei n. 7.347\/1985.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o obstante, esse entendimento n\u00e3o se aplica quando a parte autora da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 associa\u00e7\u00e3o ou funda\u00e7\u00e3o privada, diante da necessidade de se garantir maior acessibilidade \u00e0 Justi\u00e7a para a sociedade civil organizada, bem como da impropriedade de se equiparar organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais a grandes grupos econ\u00f4micos\/institui\u00e7\u00f5es do Estado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-representacao-processual-nos-embargos-de-divergencia\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Representa\u00e7\u00e3o processual nos embargos de diverg\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inexistente o recurso interposto na inst\u00e2ncia especial sem procura\u00e7\u00e3o v\u00e1lida outorgada em data anterior \u00e0 sua interposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo san\u00e1vel a irregularidade por mandato posterior, salvo hip\u00f3teses legais de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no EAREsp 1.742.202-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Corte Especial, por maioria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC\/2015, art. 104<\/strong> (<em>postula\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo; mandato pr\u00e9vio<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC\/2015, arts. 76 e 932<\/strong> (<em>n\u00e3o saneamento do v\u00edcio <\/em><em>\u2192 n\u00e3o conhecimento<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>S\u00famula n. 115\/STJ<\/strong> (<em>recurso inexistente sem procura\u00e7\u00e3o na inst\u00e2ncia especial<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A regular representa\u00e7\u00e3o \u00e9 pressuposto de exist\u00eancia do recurso no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Mandato posterior n\u00e3o convalida a interposi\u00e7\u00e3o irregular.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Exce\u00e7\u00f5es exigem demonstra\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia para evitar preclus\u00e3o, decad\u00eancia ou prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Corte Especial reafirmou a atualidade da S\u00famula n. 115\/STJ mesmo ap\u00f3s o CPC\/2015. Destacou que a disciplina dos arts. 76 e 932 do CPC n\u00e3o autoriza saneamento quando inexistente pressuposto essencial no momento da interposi\u00e7\u00e3o do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O STJ esclareceu que a exce\u00e7\u00e3o legal \u2014 atua\u00e7\u00e3o sem mandato em situa\u00e7\u00f5es urgentes \u2014 exige justificativa expressa e contempor\u00e2nea. A simples juntada posterior de procura\u00e7\u00e3o, sem demonstra\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, n\u00e3o supre o v\u00edcio e conduz ao n\u00e3o conhecimento do recurso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A juntada posterior de n\u00e3o procura\u00e7\u00e3o supre a aus\u00eancia de mandato na interposi\u00e7\u00e3o de embargos de diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O mandato deve ser anterior ao recurso, sob pena de inexist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Apenas situa\u00e7\u00f5es excepcionais de urg\u00eancia, devidamente justificadas, autorizam a atua\u00e7\u00e3o sem procura\u00e7\u00e3o na inst\u00e2ncia especial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a \u00fanica hip\u00f3tese legalmente admitida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Representa\u00e7\u00e3o processual \u2013 STJ<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Mandato pr\u00e9vio \u00e9 indispens\u00e1vel \ud83d\udccd Procura\u00e7\u00e3o posterior n\u00e3o convalida \ud83d\udccd S\u00famula 115\/STJ mantida \ud83d\udccd Exce\u00e7\u00e3o: urg\u00eancia justificada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base no art. 37 do CPC de 1973, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a editou a S\u00famula n. 115\/STJ, segundo a qual: Na inst\u00e2ncia especial \u00e9 inexistente recurso interposto por advogado sem procura\u00e7\u00e3o nos autos. (Corte Especial, em 27\/10\/1994, publicada no DJ de 7\/11\/1994).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conte\u00fado do art. 37 do CPC\/73 foi replicado pelo art. 104 do CPC de 2015, n\u00e3o havendo que se falar, portanto, em supera\u00e7\u00e3o do referido enunciado sumular.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, nos termos dos arts. 76 e 932 do CPC de 2015, a consequ\u00eancia do n\u00e3o saneamento do v\u00edcio de representa\u00e7\u00e3o processual enseja o &#8220;n\u00e3o conhecimento&#8221;\/&#8221;inadmissibilidade&#8221; do recurso, o que se coaduna com a &#8220;inexist\u00eancia&#8221; propugnada na S\u00famula n. 115\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considerando a adequa\u00e7\u00e3o da citada s\u00famula mesmo ap\u00f3s a vig\u00eancia do CPC de 2015, o STJ pacificou o entendimento de que, para suprir v\u00edcio de representa\u00e7\u00e3o processual nesta inst\u00e2ncia especial, n\u00e3o basta a juntada de procura\u00e7\u00e3o ou substabelecimento, revelando-se necess\u00e1rio que a outorga de poderes tenha sido conferida em data anterior \u00e0 da interposi\u00e7\u00e3o do respectivo recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, tanto sob a \u00e9gide do CPC de 1973 quanto do atual c\u00f3digo, \u00e9 de rigor que o advogado (regularmente inscrito na OAB) tenha procura\u00e7\u00e3o com outorga de poderes pela parte a fim de exercer a sua regular representa\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apenas excepcionalmente \u00e9 permitido ao advogado postular em ju\u00edzo sem o correspondente instrumento de mandato, devendo a situa\u00e7\u00e3o ser devidamente justificada nos autos nas hip\u00f3teses expressamente indicadas na lei processual civil para evitar perecimento de direitos (preclus\u00e3o, decad\u00eancia ou prescri\u00e7\u00e3o, ou para praticar ato considerado urgente). Em outras palavras, nestas hip\u00f3teses, o advogado deve claramente explicar nos autos porque praticou o ato sem a contempor\u00e2nea procura\u00e7\u00e3o, indicando a ocorr\u00eancia excepcional de situa\u00e7\u00e3o de preclus\u00e3o, decad\u00eancia ou prescri\u00e7\u00e3o, ou para a pr\u00e1tica de ato considerado urgente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, verifica-se que os poderes conferidos ao signat\u00e1rio dos embargos de diverg\u00eancia no substabelecimento juntado aos autos somente foram outorgados em data posterior ao da interposi\u00e7\u00e3o do recurso, sem que houvesse a respectiva justificativa para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, n\u00e3o se deve conhecer do respectivo recurso, sobretudo porque este comportamento processual nesta inst\u00e2ncia especial encontra-se em disson\u00e2ncia ao previsto na legisla\u00e7\u00e3o processual civil e na consolidada jurisprud\u00eancia desta Corte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-desapropriacao-para-reforma-agraria-e-juros-compensatorios-acao-rescisoria\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria e juros compensat\u00f3rios (a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Em desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria, \u00e9 cab\u00edvel a <strong>desconstitui\u00e7\u00e3o parcial<\/strong> do t\u00edtulo judicial que reconheceu juros compensat\u00f3rios <strong>sem prova da produtividade do im\u00f3vel ou da efetiva perda de renda<\/strong>, por contrariar o entendimento firmado pelo STF na ADI 2.332\/DF.<\/p>\n\n\n\n<p>AR 7.096-PA, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 2\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 184<\/strong> (<em>desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>DL 3.365\/1941, art. 15-A, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba<\/strong> (<em>juros compensat\u00f3rios; exig\u00eancia de prova de produtividade\/perda de renda<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC\/1973, art. 543-C<\/strong> (<em>precedentes repetitivos \u00e0 \u00e9poca<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>ADI 2.332\/DF (STF)<\/strong> (<em>constitucionalidade do art. 15-A; necessidade de comprova\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda Juros compensat\u00f3rios visam compensar a <strong>perda antecipada da renda<\/strong> e a <strong>expectativa de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/strong>, n\u00e3o sendo devidos automaticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A mudan\u00e7a jurisprudencial do STF tem <strong>aplicabilidade imediata<\/strong> aos casos em que a imiss\u00e3o na posse ocorreu ap\u00f3s a cautelar na ADI 2.332.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A rescis\u00e3o \u00e9 <strong>parcial<\/strong>, limitada ao cap\u00edtulo dos juros, preservando os demais comandos do t\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Primeira Se\u00e7\u00e3o examinou t\u00edtulo formado sob jurisprud\u00eancia ent\u00e3o vigente, que admitia juros compensat\u00f3rios independentemente da produtividade do im\u00f3vel. Com o julgamento de m\u00e9rito da ADI 2.332\/DF, o STF superou essa orienta\u00e7\u00e3o, exigindo prova concreta de produtividade ou de efetiva perda de renda para a incid\u00eancia dos juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Considerando que a imiss\u00e3o na posse ocorreu ap\u00f3s a cautelar da ADI, o STJ reconheceu a contrariedade direta ao entendimento constitucional superveniente, autorizando a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para <strong>adequar o t\u00edtulo<\/strong> \u00e0 nova interpreta\u00e7\u00e3o, sem violar seguran\u00e7a jur\u00eddica, pois n\u00e3o se trata de retroatividade vedada, mas de aplica\u00e7\u00e3o imediata de precedente constitucional vinculante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Em desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria, os juros compensat\u00f3rios s\u00f3 s\u00e3o devidos se o im\u00f3vel for produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Ap\u00f3s a ADI 2.332\/DF, exige-se <strong>prova da produtividade ou da perda efetiva de renda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Reforma agr\u00e1ria \u2013 juros compensat\u00f3rios<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd STF (ADI 2.332) \u2192 prova de produtividade\/perda de renda \ud83d\udccd Imiss\u00e3o ap\u00f3s a cautelar \u2192 aplica\u00e7\u00e3o imediata \ud83d\udccd Rescis\u00e3o parcial do t\u00edtulo \ud83d\udccd Evita pagamento autom\u00e1tico indevido<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria objetiva desconstituir o cap\u00edtulo do t\u00edtulo executivo formado na a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o relativo aos juros compensat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a medida liminar na ADI n. 2.332\/DF, em setembro de 2001, suspendeu a efic\u00e1cia dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 15-A do Decreto-Lei n. 3.365\/1941, com fundamento em ofensa ao princ\u00edpio constitucional da pr\u00e9via e justa indeniza\u00e7\u00e3o, entendendo que os juros compensat\u00f3rios seriam devidos mesmo que o im\u00f3vel n\u00e3o gerasse renda ao propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa linha, a Primeira Se\u00e7\u00e3o, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do Recurso Especial 1.116.334\/PI, submetido ao rito do art. 543-C do C\u00f3digo de Processo Civil\/1973 (CPC\/1973) decidiu que &#8220;eventual improdutividade do im\u00f3vel n\u00e3o afasta o direito aos juros compensat\u00f3rios, pois esses restituem n\u00e3o s\u00f3 o que o expropriado deixou de ganhar com a perda antecipada, mas tamb\u00e9m a expectativa de renda, considerando a possibilidade do im\u00f3vel &#8216;ser aproveitado a qualquer momento de forma racional e adequada, ou at\u00e9 ser vendido com o recebimento do seu valor \u00e0 vista'&#8221; (REsp 1.116.364\/PI, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 10\/09\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, portanto, amparando-se na jurisprud\u00eancia da \u00e9poca, admitiu a incid\u00eancia de juros compensat\u00f3rios na a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o, por interesse social, para fins de reforma agr\u00e1ria, ainda que o im\u00f3vel seja improdutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ocorre que o STF, em 2018, ao julgar o m\u00e9rito da ADI n. 2.332\/DF, superou aquele entendimento anterior e reconheceu a constitucionalidade, dentre outros dispositivos, dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 15-A do Decreto-Lei n. 3.365\/1941.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dito isso, verifica-se que, no caso, o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria &#8211; INCRA foi imitido na posse do im\u00f3vel em 18\/12\/2007, ou seja, ap\u00f3s a concess\u00e3o da Medida Cautelar na ADI n. 2.332, DJU 13\/09\/2001, que, com fundamento na pr\u00e9via e justa indeniza\u00e7\u00e3o, suspendera <em>ex nunc<\/em> a efic\u00e1cia dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 15-A do Decreto-Lei n. 3.365\/1941.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na \u00e9poca, como visto, em raz\u00e3o da desnecessidade de comprova\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo do expropriado, para a incid\u00eancia das taxas de juros compensat\u00f3rios, n\u00e3o se fazia qualquer an\u00e1lise sobre o que o im\u00f3vel rural de fato produzia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, em se tratando de desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria, nos termos do art. 184 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\/1988, em que se permitiu a incid\u00eancia de juros compensat\u00f3rios independentemente da avalia\u00e7\u00e3o acerca do grau de produtividade do im\u00f3vel ou da perda efetiva da renda pelo expropriado, imp\u00f5e-se, em ju\u00edzo rescindente, a desconstitui\u00e7\u00e3o parcial do <em>decisum <\/em>rescindendo, no que tange \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o desses juros, porque contr\u00e1rio ao entendimento consolidado na ADI n. 2.332\/DF pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-guarda-de-crianca-violencia-domestica-e-competencia-juizo-imediato\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Guarda de crian\u00e7a, viol\u00eancia dom\u00e9stica e compet\u00eancia (ju\u00edzo imediato)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 competente o ju\u00edzo do local onde a crian\u00e7a exerce <strong>atualmente<\/strong> e com regularidade seu direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar, sobretudo diante de <strong>ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/strong>, em aten\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do melhor interesse e do ju\u00edzo imediato.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>ECA, art. 147<\/strong> (<em>ju\u00edzo imediato; prote\u00e7\u00e3o integral<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>S\u00famula 383\/STJ<\/strong> (<em>foro do domic\u00edlio do detentor da guarda \u2013 regra mitig\u00e1vel<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 227<\/strong> (<em>prioridade absoluta dos direitos da crian\u00e7a<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>ADIs 4.245 e 7.686 (STF)<\/strong> (<em>viol\u00eancia dom\u00e9stica e prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a em conflitos de guarda<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A guarda faz coisa julgada <strong>in rebus sic stantibus<\/strong>, admitindo modifica\u00e7\u00e3o conforme a realidade f\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica justificam a mitiga\u00e7\u00e3o da regra formal de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O ju\u00edzo do local onde a crian\u00e7a est\u00e1 integrada tem melhores condi\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Segunda Se\u00e7\u00e3o ponderou que a fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia n\u00e3o pode ignorar mudan\u00e7as f\u00e1ticas relevantes, especialmente quando a altera\u00e7\u00e3o de domic\u00edlio decorre de busca por prote\u00e7\u00e3o contra viol\u00eancia. A regra da S\u00famula 383 n\u00e3o \u00e9 absoluta e deve ceder diante do <strong>melhor interesse da crian\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O STJ destacou que o ju\u00edzo do local de resid\u00eancia atual re\u00fane melhores condi\u00e7\u00f5es para avaliar riscos, ouvir a rede de prote\u00e7\u00e3o e decidir com maior proximidade da realidade vivida. Ausente prova de fraude processual na mudan\u00e7a de domic\u00edlio, a compet\u00eancia deve ser afirmada pelo crit\u00e9rio do ju\u00edzo imediato.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica legitimam a fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia no foro onde a crian\u00e7a atualmente reside, por aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do ju\u00edzo imediato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A prote\u00e7\u00e3o integral prevalece sobre crit\u00e9rios formais. A guarda admite revis\u00e3o e a compet\u00eancia pode ser <strong>mitigada<\/strong> conforme a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Guarda \u2013 compet\u00eancia<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Regra mitig\u00e1vel (S\u00famula 383) \ud83d\udccd Viol\u00eancia dom\u00e9stica \u2192 ju\u00edzo imediato \ud83d\udccd Melhor interesse da crian\u00e7a \ud83d\udccd Compet\u00eancia do domic\u00edlio atual<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em decidir qual o Ju\u00edzo competente para o processamento de a\u00e7\u00e3o de guarda na hip\u00f3tese de conflito entre o ju\u00edzo que definiu a guarda e o do local em que a crian\u00e7a atualmente reside.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A a\u00e7\u00e3o que decreta a guarda de crian\u00e7a e adolescente faz coisa julgada <em>in rebus sic stantibus<\/em>, podendo ser modificada sempre que alterada a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com a S\u00famula 383 do STJ: &#8220;A compet\u00eancia para processar e julgar as a\u00e7\u00f5es conexas de interesse de menor \u00e9, em princ\u00edpio, do foro do domic\u00edlio do detentor de sua guarda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As particularidades da situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise autorizam a mitiga\u00e7\u00e3o da norma prevista no referido enunciado, sempre em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com fundamento na conjuga\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da prote\u00e7\u00e3o integral e do ju\u00edzo imediato, orientadores dos crit\u00e9rios do art. 147 do ECA, \u00e9 mais adequada a declara\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do ju\u00edzo do local onde se encontra atualmente a crian\u00e7a ou o adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O entendimento exarado pelo STF no julgamento das ADIs n. 4.245 e n. 7.686, em 4\/9\/2025, pode tamb\u00e9m ser utilizado em situa\u00e7\u00f5es de disputa de guarda e retorno da conviv\u00eancia de crian\u00e7a e adolescente em hip\u00f3tese de ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica perpetrada no territ\u00f3rio brasileiro. Logo, diante de conflito de compet\u00eancia em raz\u00e3o de disputa de guarda de crian\u00e7a em que o contexto f\u00e1tico diz respeito a modifica\u00e7\u00e3o de domic\u00edlio da genitora com os filhos em raz\u00e3o de ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica, prudente que o ju\u00edzo do domic\u00edlio em que a crian\u00e7a se encontra atualmente julgue a demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No conflito em an\u00e1lise, <em>considerando-se (I) o local do atual domic\u00edlio do menino; (II) os ind\u00edcios de viol\u00eancia dom\u00e9stica perpetrados pelo genitor \u00e0 genitora e ao filho<\/em>, que levaram com que sa\u00edssem da Noruega para buscar abrigo no Brasil e, ap\u00f3s a vinda do genitor ao pa\u00eds, mudassem para a cidade de Ara\u00e7atuba-SP; (III) a aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de que a genitora tenha se valido de &#8220;fraude processual&#8221; ao mudar de domic\u00edlio, como forma de esquivar-se do provimento judicial exarado pelo Ju\u00edzo da Comarca de Natal-RN; (IV) o fato de que o pr\u00f3prio Ju\u00edzo de Natal-RN manifestou-se por sua incompet\u00eancia, corroborado pelo parecer do MPF; \u00e9 do Ju\u00edzo do atual domic\u00edlio da crian\u00e7a a compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de guarda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-royalties-do-gas-natural-e-pontos-de-entrega-city-gate\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Royalties do g\u00e1s natural e pontos de entrega (city gate)<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Esta\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o (ECOMP) e esta\u00e7\u00f5es de regulagem de press\u00e3o (ERP) <strong>n\u00e3o se equiparam<\/strong> a pontos de entrega (city gate) e, por isso, <strong>n\u00e3o autorizam<\/strong> o recebimento de royalties pela explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.210.010-DF, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 9.478\/1997, art. 48, \u00a7 3\u00ba, e art. 49<\/strong> (<em>royalties; compensa\u00e7\u00e3o financeira<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 11.909\/2009, art. 2\u00ba, XII e XVIII<\/strong> (<em>gasoduto de transporte<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 12.743\/2012<\/strong> (<em>equipara\u00e7\u00e3o de city gates a instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 14.134\/2021, art. 3\u00ba, XXVI e XXXII<\/strong> (<em>conceitos de gasoduto e ponto de entrega<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda Royalties pelo crit\u00e9rio do city gate exigem <strong>transfer\u00eancia do g\u00e1s<\/strong> entre transportador e carregador.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd ECOMP e ERP apenas ajustam press\u00e3o; <strong>n\u00e3o realizam entrega<\/strong> do hidrocarboneto.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Amplia\u00e7\u00e3o judicial do conceito viola a op\u00e7\u00e3o legislativa expressa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ examinou a tentativa de ampliar o conceito de ponto de entrega para incluir estruturas integrantes do gasoduto de transporte. A Corte ressaltou que a Lei 12.743\/2012 promoveu equipara\u00e7\u00e3o <strong>espec\u00edfica<\/strong> apenas aos city gates, n\u00e3o a todos os componentes da infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Como ECOMP e ERP n\u00e3o operam a transfer\u00eancia do g\u00e1s ao carregador, mas apenas viabilizam o transporte seguro, sua equipara\u00e7\u00e3o seria indevida. A interpreta\u00e7\u00e3o restritiva preserva a legalidade tribut\u00e1ria e impede a expans\u00e3o judicial dos benefici\u00e1rios da compensa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A exist\u00eancia de estruturas do gasoduto no territ\u00f3rio municipal autoriza o recebimento de royalties de g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Somente <strong>pontos de entrega (city gates)<\/strong> legitimam a compensa\u00e7\u00e3o. A equipara\u00e7\u00e3o promovida pela Lei 12.743\/2012 alcan\u00e7a apenas os city gates, n\u00e3o se estendendo a esta\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o ou de regulagem de press\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Royalties \u2013 g\u00e1s natural<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Crit\u00e9rio: ponto de entrega (city gate) \ud83d\udccd ECOMP\/ERP \u2260 city gate \ud83d\udccd Sem transfer\u00eancia \u2192 sem royalties \ud83d\udccd Vedada amplia\u00e7\u00e3o judicial<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O cerne da controv\u00e9rsia reside em definir se o conceito de ponto de entrega (<em>city gate<\/em>) abrange esta\u00e7\u00f5es de regulagem de press\u00e3o (ERP) ou esta\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o (ECOMP) para efeito de autorizar o recebimento, por ente federativo, de <em>royalties <\/em>decorrentes da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ou de g\u00e1s natural, \u00e0 luz dos arts. 48, \u00a7 3\u00ba, e 49 da Lei n. 9.478\/1997; e 2\u00ba, XII e XVIII, da Lei n. 11.909\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A entrada em vigor da Lei n. 12.743\/2012 equiparou os pontos de entrega (<em>city gates<\/em>) \u00e0s instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque (IED), legitimando, consequentemente, a percep\u00e7\u00e3o de valores a t\u00edtulo de compensa\u00e7\u00e3o financeira por Munic\u00edpios fora da cadeia produtora do hidrocarboneto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o obstante tal amplia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se estendeu id\u00eantica prerrogativa a todas as municipalidades nas quais evidenciados componentes de gasodutos de transporte, mas, t\u00e3o somente, \u00e0quelas unidades federativas onde instalada parte espec\u00edfica dessa macroestrutura, mais precisamente um ponto de entrega (<em>city gate<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso porque, malgrado o conceito de gasoduto de transporte, extra\u00eddo dos arts. 2\u00ba, XVIII, da Lei n. 11.909\/2009, e 3\u00ba, XXVI, da Lei n. 14.134\/2021, contemple diversos componentes &#8211; inclusive as esta\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o (ECOMP) ou as esta\u00e7\u00f5es de regulagem de press\u00e3o (ERP) -, somente a parcela dessa macroestrutura qualificada como ponto de entrega (<em>city gate<\/em>) autoriza os Munic\u00edpios \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o financeira pela explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, \u00e0 vista do art. 3\u00ba, XXXII, da Lei n. 14.134\/2021 &#8211; o qual, frise-se, conceitua ponto de entrega (<em>city gate<\/em>) como o aparato, situado no gasoduto de transporte , por meio do qual o g\u00e1s natural \u00e9 entregue pelo transportador ao carregador -, o direito ao recebimento de <em>royalties <\/em>com fundamento nos arts. 48, \u00a7 3\u00ba, e 49, \u00a7 7\u00ba, da Lei n. 9.478\/1997 demanda a constata\u00e7\u00e3o de unidade dessa natureza nos limites territoriais do ente federativo postulante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destarte, n\u00e3o existindo a transfer\u00eancia do hidrocarboneto entre o transportador &#8211; qualificado como operador do gasoduto de transporte &#8211; e o carregador, pessoa jur\u00eddica que utiliza os servi\u00e7os de transporte de g\u00e1s natural, imposs\u00edvel a percep\u00e7\u00e3o de <em>royalties <\/em>pelo crit\u00e9rio de ponto de entrega (<em>city gate<\/em>) em virtude da mera exist\u00eancia de uma esta\u00e7\u00e3o de compress\u00e3o (ECOMP) nas balizas territoriais da municipalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, revela-se impr\u00f3pria a amplia\u00e7\u00e3o judicial dos benefici\u00e1rios, porquanto as altera\u00e7\u00f5es perpetradas pela Lei n. 12.743\/2012, somente abrangeram os pontos de entrega (<em>city gates<\/em>) e n\u00e3o outras estruturas ligadas aos gasodutos de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, as esta\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o (ECOMP) ou esta\u00e7\u00f5es de regulagem de press\u00e3o (ERP), conquanto integrem o conceito de gasoduto de transporte, n\u00e3o autorizam, por si s\u00f3s, a obten\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o financeira pelos Munic\u00edpios nos quais situadas, porquanto, embora possam implicar riscos socioambientais, n\u00e3o operam a transfer\u00eancia do g\u00e1s natural entre transportador e carregador, mas, t\u00e3o somente, permitem a redu\u00e7\u00e3o ou ajuste na pressuriza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural, de modo a viabilizar sua passagem segura pelos dutos, sendo impr\u00f3prio equiparar-lhes a pontos de entrega (<em>city gates<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-simples-nacional-e-prescricao-termo-inicial\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Simples Nacional e prescri\u00e7\u00e3o \u2013 termo inicial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>No Simples Nacional, o <strong>Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional (DAS)<\/strong>, com as informa\u00e7\u00f5es declaradas mensalmente pelo contribuinte, \u00e9 o instrumento que constitui o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e define o <strong>termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o a declara\u00e7\u00e3o anual (DEFIS).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.876.175-RS, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CTN, art. 150<\/strong> (<em>lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CTN, art. 113, \u00a7 2\u00ba<\/strong> (<em>obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LC 123\/2006, art. 21, I<\/strong> (<em>recolhimento mensal no Simples Nacional<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LC 123\/2006, art. 25, \u00a7 1\u00ba<\/strong> (<em>declara\u00e7\u00e3o anual \u2013 DEFIS<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Resolu\u00e7\u00e3o CGSN 140\/2018, art. 41<\/strong> (<em>PGDAS-D e DAS como instrumentos declarat\u00f3rios<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Tema 383\/STJ<\/strong> (<em>prescri\u00e7\u00e3o no lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda Os tributos do Simples submetem-se ao <strong>lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o<\/strong>, com base em declara\u00e7\u00f5es mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O DAS mensal cont\u00e9m os elementos necess\u00e1rios \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A DEFIS \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de natureza informativa, sem fun\u00e7\u00e3o constitutiva do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ afastou a tese de que a declara\u00e7\u00e3o anual teria efeito constitutivo do cr\u00e9dito, esclarecendo que, no Simples Nacional, a apura\u00e7\u00e3o e a confiss\u00e3o ocorrem <strong>mensalmente<\/strong>, por meio do PGDAS-D e do DAS. Assim, a l\u00f3gica do Tema 383\/STJ aplica-se integralmente ao regime simplificado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Turma destacou que deslocar o termo inicial para a DEFIS ampliaria artificialmente o prazo prescricional, contrariando a sistem\u00e1tica do lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o e a distin\u00e7\u00e3o entre obriga\u00e7\u00f5es principais e acess\u00f3rias. Por isso, o marco \u00e9 o dia seguinte ao vencimento ou \u00e0 declara\u00e7\u00e3o mensal n\u00e3o paga, o que ocorrer por \u00faltimo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 No Simples Nacional, a DEFIS possui natureza de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria destinada ao acompanhamento fiscal, sem repercuss\u00e3o direta na constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa distin\u00e7\u00e3o fundamenta a fixa\u00e7\u00e3o do termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 No Simples Nacional, a prescri\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio com a entrega da declara\u00e7\u00e3o anual (DEFIS), por constituir confiss\u00e3o definitiva da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O cr\u00e9dito se constitui com o <strong>DAS mensal<\/strong>, n\u00e3o com a DEFIS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Simples Nacional \u2013 prescri\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o \ud83d\udccd DAS mensal \u2192 constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito \ud83d\udccd DEFIS = obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria \ud83d\udccd Aplica-se o Tema 383\/STJ<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber qual a declara\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito dos tributos submetidos ao Simples Nacional, constitui definitivamente o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, para fins de contagem de prazo prescricional. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o Tribunal Regional Federal recorrido concluiu que, a despeito da declara\u00e7\u00e3o e dos recolhimentos mensais, a declara\u00e7\u00e3o anual, prevista no art. 25, \u00a7 1\u00ba, da Lei Complementar n. 123\/2006, importa confiss\u00e3o de d\u00edvida e, por isso, deve ser considerada como termo inicial do prazo prescricional. Nos termos da orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial da Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), firmada sob o rito de recursos repetitivos (Tema 383\/STJ), para tributos sujeitos a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o, o prazo de prescri\u00e7\u00e3o inicia-se no dia seguinte ao vencimento da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou no dia seguinte \u00e0 data em que o tributo for declarado e n\u00e3o pago, o que ocorrer por \u00faltimo. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esse entendimento \u00e9 aplic\u00e1vel ao Simples Nacional, pois, nesse regime tribut\u00e1rio simplificado, h\u00e1 o recolhimento de diversos impostos e contribui\u00e7\u00f5es, cujos c\u00e1lculos do valor devido s\u00e3o feitos automaticamente com base em informa\u00e7\u00f5es declaradas pelo contribuinte, ou seja, h\u00e1 o lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o dos tributos devidos nos termos do art. 150 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme disp\u00f5e o art. 21, I, da LC n. 123\/2006, c\/c o art. 41 da Resolu\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea de Gest\u00e3o Nacional do Simples Nacional (CGSN) n. 140\/2018, o documento de arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional (DAS), contendo as informa\u00e7\u00f5es prestadas mensalmente pelo contribuinte, \u00e9 o instrumento declarat\u00f3rio que deve ser considerado para fins de apura\u00e7\u00e3o do termo inicial do prazo prescricional. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por outro lado, a obrigatoriedade de as microempresas e as empresas de pequeno porte apresentarem declara\u00e7\u00e3o anual, \u00fanica e simplificada de informa\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e fiscais (DEFIS), prevista no art. 25, \u00a7 1\u00ba, da LC n. 123\/2006, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o fiscal acess\u00f3ria destinada ao acompanhamento de dados econ\u00f4micos, sociais e fiscais das empresas optantes pelo Simples. Nos termos do art. 113, \u00a7 2\u00ba, do CTN, a obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria \u00e9 determinada no interesse da arrecada\u00e7\u00e3o ou da fiscaliza\u00e7\u00e3o dos tributos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, embora em ambos os casos &#8211; da declara\u00e7\u00e3o mensal e da anual &#8211; o legislador tenha atribu\u00eddo efeito de confiss\u00e3o de d\u00edvida, <strong>\u00e9 a data do fornecimento mensal de informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao lan\u00e7amento do tributo, via programa PGDAS-D, que deve ser considerada como termo inicial do prazo prescricional<\/strong>, ou o dia posterior ao vencimento da obriga\u00e7\u00e3o, nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, o Tribunal de origem, na contram\u00e3o desse entendimento, afastou a prescri\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal, fixando a entrega da declara\u00e7\u00e3o anual (art. 25, \u00a7 1\u00ba, da Lei Complementar 123\/2006) como termo inicial do prazo prescricional, raz\u00e3o pela qual o ac\u00f3rd\u00e3o da origem n\u00e3o pode ser mantido.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-app-em-restinga-alcance-da-protecao\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; APP em restinga \u2013 alcance da prote\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente em restinga limita-se: (i) \u00e0 faixa m\u00ednima de <strong>300 metros<\/strong> a partir da linha de preamar m\u00e1xima; e (ii) <strong>a qualquer extens\u00e3o<\/strong> quando a vegeta\u00e7\u00e3o atuar como <strong>fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.827.303-SC, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 12.651\/2012, art. 4\u00ba, VI<\/strong> (<em>APP em restinga<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 12.651\/2012, art. 3\u00ba, XVI<\/strong> (<em>conceito de restinga<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA 303\/2002, arts. 2\u00ba e 3\u00ba<\/strong> (<em>delimita\u00e7\u00e3o protetiva da restinga<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 6.938\/1981<\/strong> (<em>Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>ADPF 747\/STF<\/strong> (<em>validade da Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA 303\/2002<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O C\u00f3digo Florestal adotou <strong>crit\u00e9rio restritivo<\/strong> para APP em restinga.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A prote\u00e7\u00e3o ampla do ecossistema ocorre por outros instrumentos, n\u00e3o pela APP.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA complementa, sem extrapolar, os par\u00e2metros legais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ esclareceu que o legislador ambiental fez op\u00e7\u00e3o consciente ao restringir a APP em restinga \u00e0s hip\u00f3teses expressamente previstas, distinguindo prote\u00e7\u00e3o ecossist\u00eamica geral de <strong>espa\u00e7os territoriais especialmente protegidos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Turma ressaltou que a Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA 303\/2002 atua de forma complementar, refor\u00e7ando a prote\u00e7\u00e3o m\u00ednima legal, sem ampliar indevidamente o conceito de APP. A interpreta\u00e7\u00e3o evita prote\u00e7\u00e3o insuficiente e, ao mesmo tempo, respeita a reserva legal ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Toda vegeta\u00e7\u00e3o de restinga deve ser considerada APP, independentemente de sua fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A APP restringe-se \u00e0s hip\u00f3teses legais (300 m ou fun\u00e7\u00e3o de duna\/mangue).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A Resolu\u00e7\u00e3o CONAMA pode complementar o C\u00f3digo Florestal para evitar prote\u00e7\u00e3o ambiental insuficiente, desde que respeitados os limites legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse foi o par\u00e2metro aplicado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Restinga \u2013 APP<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Faixa de 300 m da preamar m\u00e1xima \ud83d\udccd Fun\u00e7\u00e3o de duna ou mangue \u2192 APP em qualquer extens\u00e3o \ud83d\udccd Crit\u00e9rio legal restritivo \ud83d\udccd Complementa\u00e7\u00e3o pelo CONAMA<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se o conceito de restinga como \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente deve ser interpretado de forma ampla, abrangendo toda vegeta\u00e7\u00e3o de restinga, ou de forma restrita, limitada \u00e0s fun\u00e7\u00f5es de fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues, conforme previsto no art. 4\u00ba, VI, da Lei n. 12.651\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com o intuito de reconhecer a necessidade de prote\u00e7\u00e3o da restinga de forma mais ampla e considerando as responsabilidades assumidas pelo Brasil nas Conven\u00e7\u00f5es da Biodiversidade (1992), Ramsar (1971) e de Washington (1940), bem como o dever de o Poder P\u00fablico preservar a biodiversidade e o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, o CONAMA editou a Resolu\u00e7\u00e3o 303\/2002, explicando o que \u00e9 restinga: &#8220;Art. 2\u00ba [&#8230;] VIII &#8211; restinga: dep\u00f3sito arenoso paralelo \u00e0 linha da costa, de forma geralmente alongada, produzido por processos de sedimenta\u00e7\u00e3o, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influ\u00eancia marinha, tamb\u00e9m consideradas comunidades ed\u00e1ficas por dependerem mais da natureza do substrato do que do clima. A cobertura vegetal nas restingas ocorre em mosaico, e encontra-se em praias, cord\u00f5es arenosos, dunas e depress\u00f5es, apresentando, de acordo com o est\u00e1gio sucessional, estrato herb\u00e1ceo, arbustivos e arb\u00f3reo, este \u00faltimo mais interiorizado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante da necessidade de preserva\u00e7\u00e3o deste ecossistema e considerando as atribui\u00e7\u00f5es do CONAMA estabelecidas pela Lei n. 6.938\/1981, a citada norma incrementou a \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, incluindo a faixa m\u00ednima de 300m a partir da linha de preamar m\u00e1xima: &#8220;Art. 3\u00ba Constitui \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente a \u00e1rea situada: IX &#8211; nas restingas: a) em faixa m\u00ednima de trezentos metros, medidos a partir da linha de preamar m\u00e1xima; b) em qualquer localiza\u00e7\u00e3o ou extens\u00e3o, quando recoberta por vegeta\u00e7\u00e3o com fun\u00e7\u00e3o fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No mesmo sentido, tem-se o novo C\u00f3digo Florestal (Lei n. 12.651\/2012), que reconhecendo a fragilidade do recurso natural, manteve a conceitua\u00e7\u00e3o de restinga, em seu art. 3\u00ba, XVI, de forma bem semelhante a como j\u00e1 era tratada nos normativos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seguindo a mesma linha do C\u00f3digo anterior, tamb\u00e9m estabeleceu delimita\u00e7\u00e3o das \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente, em seu art. 4\u00ba, com \u00eanfase em crit\u00e9rios ligados a caracter\u00edsticas do meio f\u00edsico, tais como largura das margens dos cursos d&#8217;\u00e1gua, lagoas, nascentes e reservat\u00f3rios d&#8217;\u00e1gua; encostas com declividade acima de 45 graus; localiza\u00e7\u00e3o nos topos de morros a partir da curva de n\u00edvel correspondente a 2\/3 da altura da eleva\u00e7\u00e3o, nos manguezais e veredas; localiza\u00e7\u00e3o nas bordas de tabuleiros ou chapadas, altitudes acima de 1.800 metros e localiza\u00e7\u00e3o nas restingas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observando-se toda essa evolu\u00e7\u00e3o legislativa, fica mais f\u00e1cil compreender o real alcance do termo restinga ao definir \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanentes. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 necessidade de prote\u00e7\u00e3o deste ecossistema, no entanto, as op\u00e7\u00f5es do legislador quanto \u00e0 forma de tutelar s\u00e3o bastante claras.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao determinar a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os territoriais especialmente protegidos, a \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente configura apenas uma de suas formas. A an\u00e1lise de toda a legisla\u00e7\u00e3o permite perceber a import\u00e2ncia do ecossistema restinga e a real necessidade de sua defesa. Assim, em diversos pontos do ordenamento jur\u00eddico constatam-se v\u00e1rias formas de garantia, como se pode observar das Leis n. 7.661 que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) e n. 11.428\/2006 &#8211; Lei da Mata Atl\u00e2ntica que disp\u00f5e sobre a utiliza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Bioma Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, ao se tratar de \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, percebe-se apenas dois regramentos: o Novo C\u00f3digo Florestal e a Resolu\u00e7\u00e3o 303\/2002 do CONAMA. Neste ponto, registre-se que a Lei n. 12.651\/2012 traz uma parametriza\u00e7\u00e3o m\u00ednima das \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, que podem ser complementadas por resolu\u00e7\u00f5es do CONAMA, desde que detectada a necessidade de crit\u00e9rios protetivos mais rigorosos, de modo a evitar a prote\u00e7\u00e3o insuficiente do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considera-se, portanto, como \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente as restingas: a) em faixa m\u00ednima de trezentos metros, medidos a partir da linha de preamar m\u00e1xima; b) em qualquer localiza\u00e7\u00e3o ou extens\u00e3o, quando recoberta por vegeta\u00e7\u00e3o com fun\u00e7\u00e3o fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto ao item b, \u00e9 certo que restringe a abrang\u00eancia da restinga para os locais em que funcionar como fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues. O comando normativo \u00e9 claro ao restringir o alcance do termo restinga. Embora em conceitos anteriores trate a restinga de forma mais ampla, quando se refere \u00e0 \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente reduz o seu alcance.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neste ponto, vale registrar que a Resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA incluiu tamb\u00e9m a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 restinga em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 extens\u00e3o de 300m a partir da linha de preamar m\u00e1xima, tendo, inclusive, o Supremo Tribunal Federal reafirmado a validade da referida resolu\u00e7\u00e3o no julgamento da ADPF n. 747.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-taxa-de-licenca-municipal-e-lei-da-liberdade-economica\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Taxa de licen\u00e7a municipal e Lei da Liberdade Econ\u00f4mica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A Lei n. 13.874\/2019 n\u00e3o afastou o exerc\u00edcio do <strong>poder de pol\u00edcia municipal<\/strong>, sendo leg\u00edtima a cobran\u00e7a da <strong>Taxa de Licen\u00e7a para Localiza\u00e7\u00e3o e Funcionamento (TLL)<\/strong> de escrit\u00f3rios de advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.215.532-SC, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CTN, arts. 77 e 78<\/strong> (<em>taxas; poder de pol\u00edcia<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei 13.874\/2019, art. 3\u00ba, I, e art. 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba<\/strong> (<em>liberdade econ\u00f4mica; inaplicabilidade tribut\u00e1ria<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 145, II<\/strong> (<em>compet\u00eancia tribut\u00e1ria municipal<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A classifica\u00e7\u00e3o de atividade como \u201cbaixo risco\u201d n\u00e3o elimina a fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A taxa decorre do <strong>poder de pol\u00edcia<\/strong>, n\u00e3o da efetiva presta\u00e7\u00e3o individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A Lei da Liberdade Econ\u00f4mica n\u00e3o se aplica para afastar tributos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ afastou a tese de que a dispensa de alvar\u00e1 implicaria inexigibilidade da taxa, esclarecendo que a TLL remunera a <strong>atividade fiscalizat\u00f3ria potencial<\/strong> do Munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Turma enfatizou que o pr\u00f3prio texto da Lei n. 13.874\/2019 exclui sua aplica\u00e7\u00e3o ao direito tribut\u00e1rio. Assim, permanece \u00edntegra a jurisprud\u00eancia que reconhece a legalidade da taxa para escrit\u00f3rios de advocacia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A exig\u00eancia da TLL independe da comprova\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio efetivo do poder de pol\u00edcia, bastando sua disponibilidade normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A taxa funda-se na fiscaliza\u00e7\u00e3o potencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A classifica\u00e7\u00e3o da advocacia como atividade de baixo risco torna indevida a cobran\u00e7a da TLL.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A Lei da Liberdade Econ\u00f4mica n\u00e3o afasta o poder de pol\u00edcia tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc TLL e Lei de Liberdade Econ\u00f4mica<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Poder de pol\u00edcia municipal preservado \ud83d\udccd Baixo risco \u2260 isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \ud83d\udccd CTN 77 e 78 \ud83d\udccd Cobran\u00e7a leg\u00edtima<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se, com a edi\u00e7\u00e3o da Lei da Liberdade Econ\u00f4mica (Lei n. 13.874\/2019), se tornou indevida a cobran\u00e7a da Taxa de Licen\u00e7a para Localiza\u00e7\u00e3o e Funcionamento (TLL) de escrit\u00f3rios de advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a OAB-SC impetrou mandado de seguran\u00e7a coletivo defendendo que, com a edi\u00e7\u00e3o da Lei da Liberdade Econ\u00f4mica (Lei n. 13.874\/2019), a atividade da advocacia passou a ser classificada como de baixo risco, circunst\u00e2ncia que afastaria a exig\u00eancia de alvar\u00e1 para o funcionamento de escrit\u00f3rios. Assim, diante da desnecessidade de licenciamento, seria indevida a cobran\u00e7a da Taxa de Licen\u00e7a para Localiza\u00e7\u00e3o e Funcionamento (TLL).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n. 13.874\/2019, que instituiu a Declara\u00e7\u00e3o de Direitos de Liberdade Econ\u00f4mica, estabelece normas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 livre iniciativa e ao livre exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica. Embora o art. 3\u00ba, I, da Lei de Liberdade Econ\u00f4mica estabele\u00e7a o direito de desenvolver atividade econ\u00f4mica de baixo risco sem a necessidade de quaisquer atos p\u00fablicos de libera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, como alvar\u00e1s e licen\u00e7as, tal previs\u00e3o n\u00e3o se estende \u00e0 seara tribut\u00e1ria, conforme expressamente disp\u00f5e o \u00a7 3\u00ba do art. 1\u00ba mesmo diploma legal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mesmo que assim n\u00e3o se entendesse, a cobran\u00e7a de taxas constitui prerrogativa dos munic\u00edpios, fundada na compet\u00eancia para instituir tributos destinados a viabilizar o exerc\u00edcio regular do poder de pol\u00edcia administrativa, nos termos dos arts. 77 e 78 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, por sua vez, pacificou entendimento de que \u00e9 prescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o pelo ente tributante do efetivo poder de pol\u00edcia, para o fim de legitimar essa cobran\u00e7a. Precedentes: AgRg no relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, AREsp n. 358.371\/SP, julgado em 17\/9\/2013, DJe de 25\/9\/2013; AgRg no REsp n. 1.073.288\/RJ, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 19\/5\/2009, DJe de 1\/6\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, o STJ proferiu julgados, datados de 2005 e 2006, nos quais se reconhecia a legalidade da cobran\u00e7a pelo munic\u00edpio de taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o e funcionamento de escrit\u00f3rios de advocacia. Precedentes: REsp n. 431.391\/SP, relator Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 1\/6\/2006, DJ de 2\/8\/2006, p. 235; AgRg no REsp n. 727.341\/SP, relator Ministro Jos\u00e9 Delgado, Primeira Turma, julgado em 24\/5\/2005, DJ de 27\/6\/2005, p. 285.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, <strong>a edi\u00e7\u00e3o da Lei de Liberdade Econ\u00f4mica n\u00e3o dispensou o exerc\u00edcio do poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o <\/strong>do Mun\u00edcipio, de modo que \u00e9 leg\u00edtima a exig\u00eancia da Taxa de Licen\u00e7a para Localiza\u00e7\u00e3o e Funcionamento (TLL), decorrente do poder de pol\u00edcia, mantendo-se inc\u00f3lume a citada jurisprud\u00eancia do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-de-titulo-extrajudicial-prescricao-intercorrente-apos-a-lei-n-14-195-2021\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial \u2013 prescri\u00e7\u00e3o intercorrente ap\u00f3s a Lei n. 14.195\/2021<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor da Lei n. 14.195\/2021, a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente <strong>passa a correr automaticamente<\/strong>, independentemente de in\u00e9rcia do credor, sendo irrelevantes dilig\u00eancias infrut\u00edferas ou penhora de valor irris\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.166.788-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, arts. 921 a 923<\/strong> (<em>prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na execu\u00e7\u00e3o<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 14.195\/2021<\/strong> (<em>altera\u00e7\u00e3o do regime da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, art. 14<\/strong> (<em>direito intertemporal \u2013 aplica\u00e7\u00e3o imediata da norma processual<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda No CPC\/2015 original, a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente estava vinculada \u00e0 <strong>in\u00e9rcia do credor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A Lei n. 14.195\/2021 rompeu essa l\u00f3gica ao instituir <strong>termo autom\u00e1tico<\/strong> para o in\u00edcio do prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Dilig\u00eancias infrut\u00edferas n\u00e3o suspendem nem interrompem a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A nova disciplina aplica-se apenas aos atos praticados <strong>a partir de 27\/8\/2021<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ analisou se atos como a penhora de valor \u00ednfimo ou a reiterada tentativa de localiza\u00e7\u00e3o de bens seriam suficientes para afastar a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. A Corte destacou que o novo regime legal buscou conferir <strong>objetividade e previsibilidade<\/strong> (?) \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, afastando solu\u00e7\u00f5es casu\u00edsticas que tornavam o cr\u00e9dito <em>imprescrit\u00edvel<\/em> (?).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Turma afirmou que, sob a vig\u00eancia da Lei n. 14.195\/2021, o crit\u00e9rio da in\u00e9rcia deixa de ser relevante: a prescri\u00e7\u00e3o corre automaticamente, cabendo ao juiz apenas verificar o decurso do prazo. Quanto ao direito intertemporal, preservam-se os atos praticados antes da vig\u00eancia da lei, quando dilig\u00eancias ainda tinham aptid\u00e3o para afastar a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A promo\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias, ainda que infrut\u00edferas, impede o curso da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Ap\u00f3s a Lei n. 14.195\/2021, a prescri\u00e7\u00e3o <strong>corre automaticamente<\/strong>, independentemente da atua\u00e7\u00e3o do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A nova disciplina da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente aplica-se apenas aos atos processuais praticados ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei n. 14.195\/2021, em respeito ao art. 14 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O regime intertemporal foi expressamente observado no julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Prescri\u00e7\u00e3o intercorrente \u2013 execu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Lei n. 14.195\/2021 \u2192 termo autom\u00e1tico \ud83d\udccd In\u00e9rcia do credor irrelevante \ud83d\udccd Dilig\u00eancias infrut\u00edferas n\u00e3o suspendem \ud83d\udccd Aplica\u00e7\u00e3o prospectiva (art. 14 do CPC)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia consiste em decidir se a penhora de valor irris\u00f3rio, ocorrida antes da Lei n. 14.195\/2021, interrompe a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embora n\u00e3o contasse com previs\u00e3o expressa no CPC\/1973, a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 admitia a figura da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, que estava intimamente vinculada \u00e0 in\u00e9rcia da parte. Inovando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem jur\u00eddica anterior, o CPC\/2015 passou a disciplinar o instituto, estatuindo o seu regime jur\u00eddico pr\u00f3prio, sobretudo, nos arts. 921 a 923.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Perante a vers\u00e3o original do CPC\/2015, n\u00e3o havia dispositivo que previsse expressamente causas de interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. A previs\u00e3o era apenas de que &#8220;os autos ser\u00e3o desarquivados para prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o se a qualquer tempo forem encontrados bens penhor\u00e1veis&#8221; (art. 921, \u00a7 3\u00ba, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, &#8220;a partir da entrada em vigor da Lei n. 14.195\/2021, ao contr\u00e1rio do que se verificava na reda\u00e7\u00e3o original do c\u00f3digo, n\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de des\u00eddia do credor para a consuma\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, cujo prazo iniciar\u00e1 automaticamente&#8221; (REsp 2.090.768\/PR, Terceira Turma, DJe 14\/11\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com isso, as Turmas de Direito Privado do STJ fixaram o entendimento de que &#8220;a promo\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias infrut\u00edferas n\u00e3o tem o cond\u00e3o de suspender ou interromper o prazo prescricional, tornando a d\u00edvida imprescrit\u00edvel&#8221; (AgInt no REsp 1.986.517\/PR, Quarta Turma, DJe 9\/9\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observando-se a disciplina de direito intertemporal, nos termos do art. 14 do CPC, a norma processual n\u00e3o retroagir\u00e1 e ser\u00e1 aplic\u00e1vel imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas consolidadas sob a vig\u00eancia da norma revogada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, a nova sistem\u00e1tica, segundo a qual a in\u00e9rcia do credor deixa de ser o crit\u00e9rio para decretar a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, somente pode reger os atos realizados a partir de 27\/08\/2021, data da entrada em vigor da Lei n. 14.195\/2021 (REsp n. 2.090.768\/PR, Terceira Turma, DJe 14\/11\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, considerando que, no caso analisado, \u00e0 \u00e9poca da constri\u00e7\u00e3o de bens, n\u00e3o estava vigente a Lei n. 14.195\/2021, as dilig\u00eancias do credor eram suficientes para afastar a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. Por isso, quanto ao valor da quantia bloqueada, \u00e9 irrelevante aferir a sua sufici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigacoes-partidarias-inexistencia-de-solidariedade-entre-diretorios\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obriga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias \u2013 inexist\u00eancia de solidariedade entre diret\u00f3rios<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A responsabilidade por obriga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias \u00e9 <strong>exclusiva do \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio que contratou<\/strong>, n\u00e3o havendo solidariedade entre diret\u00f3rios de diferentes esferas; \u00e9 invi\u00e1vel alterar o polo passivo ap\u00f3s senten\u00e7a de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.236.487-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-9\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 9.096\/1995, art. 15-A<\/strong> (<em>responsabilidade patrimonial do \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 9.504\/1997, art. 17<\/strong> (<em>solidariedade restrita \u00e0s despesas de campanha<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, arts. 338 e 339<\/strong> (<em>corre\u00e7\u00e3o do polo passivo<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, art. 487, I<\/strong> (<em>senten\u00e7a de m\u00e9rito \u2013 estabiliza\u00e7\u00e3o da lide<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A solidariedade partid\u00e1ria \u00e9 <strong>excepcional<\/strong> e restrita \u00e0s hip\u00f3teses legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Diret\u00f3rios municipais, estaduais e nacionais possuem <strong>personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A senten\u00e7a de m\u00e9rito encerra a atividade jurisdicional de primeiro grau e <strong>impede modifica\u00e7\u00e3o subjetiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-9\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ enfrentou a tentativa de imputar ao diret\u00f3rio estadual d\u00edvida assumida por diret\u00f3rio municipal, com fundamento gen\u00e9rico na unidade partid\u00e1ria. A Corte afastou essa constru\u00e7\u00e3o, ressaltando que a legisla\u00e7\u00e3o distingue claramente as esferas partid\u00e1rias e limita a solidariedade a situa\u00e7\u00f5es expressamente previstas, como despesas de campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Quanto \u00e0 emenda \u00e0 inicial, a Turma afirmou que, embora o CPC\/2015 tenha flexibilizado a corre\u00e7\u00e3o do polo passivo, essa possibilidade encontra limite intranspon\u00edvel na <strong>senten\u00e7a de m\u00e9rito<\/strong>, que estabiliza a demanda. Admitir altera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s esse marco transformaria a fase recursal em nova oportunidade postulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-9\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Diret\u00f3rios partid\u00e1rios respondem solidariamente pelas obriga\u00e7\u00f5es assumidas pelos \u00f3rg\u00e3os da legenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A responsabilidade \u00e9 <strong>exclusiva do \u00f3rg\u00e3o contratante<\/strong>, salvo exce\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A corre\u00e7\u00e3o do polo passivo prevista nos arts. 338 e 339 do CPC \u00e9 admitida ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A senten\u00e7a cumpre fun\u00e7\u00e3o estabilizadora da lide.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-9\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Obriga\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Sem solidariedade entre esferas \ud83d\udccd Diret\u00f3rio contratante responde sozinho \ud83d\udccd Solidariedade s\u00f3 quando a lei prev\u00ea \ud83d\udccd Senten\u00e7a de m\u00e9rito \u2192 polo passivo estabilizado<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-9\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar se h\u00e1 legitimidade passiva de diret\u00f3rio estadual de partido pol\u00edtico para a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a ajuizada por empresa do setor gr\u00e1fico, visando ao pagamento de d\u00edvida decorrente de contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e fornecimento de material gr\u00e1fico a diret\u00f3rio municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de os <em>partidos pol\u00edticos responderem solidariamente pelas d\u00edvidas contra\u00eddas pelos candidatos para a realiza\u00e7\u00e3o da campanha eleitoral<\/em>, na forma do art. 17 da Lei n. 9.504\/1997, esta solidariedade recai apenas sobre o \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio vinculado ao candidato, na respectiva esfera de atua\u00e7\u00e3o (nacional, estadual ou municipal), afastando-se a possibilidade de condena\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os partid\u00e1rios alheios \u00e0 candidatura, nos termos do art. 15-A da Lei n. 9.096\/1995, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 12.034\/2009, cujo teor j\u00e1 foi declarado constitucional pelo STF (STF. Plen\u00e1rio. ADC 31\/DF, Rel. Ministro Dias Toffoli, julgado em 22\/9\/2021 &#8211; info 1031).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, tendo o Tribunal de origem fixado a premissa f\u00e1tica segundo a qual a contrata\u00e7\u00e3o foi realizada com o diret\u00f3rio municipal, verifica-se a ilegitimidade passiva do diret\u00f3rio estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre a estabiliza\u00e7\u00e3o subjetiva da lide ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o, a reforma processual estabelecida pelo CPC\/2015 procurou atualizar o instituto ao simplific\u00e1-lo e substitu\u00ed-lo pelos arts. 338 e 339 do CPC, integrando-o ao modelo cooperativo do processo. Deslocou-se o enfoque do formalismo estrito para a realiza\u00e7\u00e3o efetiva da tutela jurisdicional. Deixou-se de exigir, como requisito para substitui\u00e7\u00e3o da parte requerida, o erro justific\u00e1vel do autor, sendo irrelevante a raz\u00e3o do equ\u00edvoco.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A jurisprud\u00eancia do STJ evoluiu para admitir a altera\u00e7\u00e3o do polo passivo mesmo ap\u00f3s o saneamento do processo, por\u00e9m tal provid\u00eancia encontra limite intranspon\u00edvel na senten\u00e7a de m\u00e9rito, que cumpre fun\u00e7\u00e3o estabilizadora e encerra a atividade jurisdicional de primeiro grau, fazendo operar a preclus\u00e3o quanto \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o dos elementos subjetivos da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, afirmou-se n\u00e3o ser o diret\u00f3rio estadual devedor porque ausente o v\u00ednculo obrigacional invocado. Trata-se, portanto, de julgamento de improced\u00eancia do pedido, com resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito (art. 487, I, CPC), pois o elemento determinante para se definir a natureza da decis\u00e3o \u00e9 o seu conte\u00fado. N\u00e3o se trata de senten\u00e7a terminativa de extin\u00e7\u00e3o por v\u00edcio subjetivo, mas sim de pronunciamento de m\u00e9rito, em segunda inst\u00e2ncia, desfavor\u00e1vel \u00e0 autora, estando atendido, pois, o princ\u00edpio da primazia do julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Invi\u00e1vel, portanto, reabrir a fase cognitiva para substitui\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, pois n\u00e3o se pode transformar a fase recursal em segunda chance postulat\u00f3ria para remendar o polo passivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-civil-uso-do-sistema-sniper-e-sigilo-bancario\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o civil \u2013 uso do sistema SNIPER e sigilo banc\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcito o uso do Sistema Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Patrimonial e Recupera\u00e7\u00e3o de Ativos (SNIPER) nas execu\u00e7\u00f5es c\u00edveis, desde que haja decis\u00e3o fundamentada, <strong>sem necessidade autom\u00e1tica de quebra de sigilo banc\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.163.244-SP, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por maioria, julgado em 18\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-10\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPC, art. 139, IV<\/strong> (<em>poderes do juiz para efetividade da execu\u00e7\u00e3o<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 5\u00ba, X e XII<\/strong> (<em>prote\u00e7\u00e3o \u00e0 intimidade e ao sigilo de dados<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 13.709\/2018 (LGPD)<\/strong> (<em>prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O SNIPER integra bases abertas e fechadas para <strong>otimizar a investiga\u00e7\u00e3o patrimonial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A ferramenta n\u00e3o implica, por si s\u00f3, acesso a dados protegidos por sigilo banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O magistrado deve avaliar necessidade, proporcionalidade e eventual decreta\u00e7\u00e3o de sigilo processual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-10\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ afastou a compreens\u00e3o de que o SNIPER s\u00f3 poderia ser utilizado em hip\u00f3teses de quebra de sigilo banc\u00e1rio. A Corte esclareceu que o sistema <strong>centraliza ferramentas j\u00e1 admitidas<\/strong> na execu\u00e7\u00e3o civil, cabendo ao juiz delimitar quais bases ser\u00e3o acionadas e quais informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o requeridas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Turma destacou que a prote\u00e7\u00e3o ao sigilo \u00e9 assegurada pela atua\u00e7\u00e3o judicial criteriosa: se houver risco de exposi\u00e7\u00e3o de dados sens\u00edveis, o magistrado pode decretar sigilo parcial ou total. Assim, o uso do SNIPER \u00e9 compat\u00edvel com a LGPD e com o direito \u00e0 intimidade, desde que observada a proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-10\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A utiliza\u00e7\u00e3o do SNIPER nas execu\u00e7\u00f5es c\u00edveis dispensa pr\u00e9via decreta\u00e7\u00e3o de quebra do sigilo banc\u00e1rio do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O uso do sistema <strong>n\u00e3o implica automaticamente<\/strong> quebra de sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 O juiz deve fundamentar a necessidade da pesquisa via SNIPER e adotar medidas para resguardar eventual informa\u00e7\u00e3o protegida por sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o deve observar proporcionalidade e prote\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-10\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc SNIPER \u2013 execu\u00e7\u00e3o civil<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Ferramenta l\u00edcita de investiga\u00e7\u00e3o patrimonial \ud83d\udccd N\u00e3o h\u00e1 quebra autom\u00e1tica de sigilo \ud83d\udccd Decis\u00e3o judicial fundamentada \ud83d\udccd Prote\u00e7\u00e3o de dados e proporcionalidade<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-10\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em an\u00e1lise \u00e9 relativa \u00e0 possibilidade de se pleitear a busca por meio do sistema Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Patrimonial e Recupera\u00e7\u00e3o de Ativos (SNIPER) nas execu\u00e7\u00f5es c\u00edveis e \u00e0 necessidade de delibera\u00e7\u00e3o judicial determinando a quebra de sigilo banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal sistema \u00e9 uma s<em>olu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que agiliza e facilita a investiga\u00e7\u00e3o patrimonial para magistrados e servidores de todos os tribunais brasileiros integrados \u00e0 Plataforma Digital do Poder Judici\u00e1rio Brasileiro<\/em> (PDPJ-Br). Com esse sistema \u00e9 poss\u00edvel realizar a identifica\u00e7\u00e3o, o bloqueio e a constri\u00e7\u00e3o dos ativos de forma centralizada, em uma \u00fanica ferramenta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) explica que o sistema possibilita o cruzamento de dados de diferentes bases (abertas e sigilosas). O Conselho informa que apenas magistrados e servidores do Poder Judici\u00e1rio mediante login com credenciais oficiais na PDPJ-Br e no Jus.br ter\u00e3o acesso ao sistema SNIPER.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a Corte local entendeu pela possibilidade de pesquisa pelo SNIPER somente em casos que justifiquem a quebra do sigilo banc\u00e1rio, quais sejam, aqueles em que h\u00e1 fundada suspeita de pr\u00e1tica de il\u00edcito, a ferramenta n\u00e3o poderia ser utilizada para a cobran\u00e7a de d\u00edvidas c\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, o SNIPER \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que apenas otimiza a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas j\u00e1 em uso h\u00e1 anos nas execu\u00e7\u00f5es c\u00edveis, com respaldo na jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em virtude da necessidade de se garantir a efetividade do processo executivo, o que inclui o uso das novas tecnologias dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, diante do embasamento legal e jurisprudencial das medidas executivas congregadas pelo SNIPER, reconhece-se que, existindo ordem judicial de consulta e constri\u00e7\u00e3o devidamente fundamentada, com a especifica\u00e7\u00e3o dos sistemas deflagrados e indica\u00e7\u00e3o de eventuais requisitos de validade pr\u00f3prios de cada ferramenta, n\u00e3o h\u00e1 que se falar de plano em ilegalidade ou ofensa aos direitos do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, no caso concreto, pode haver meios menos gravosos ao executado na busca pela satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, raz\u00e3o pela qual o deferimento da pesquisa via SNIPER nas execu\u00e7\u00f5es c\u00edveis deve ocorrer de forma fundamentada, em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em geral, \u00e9 plenamente poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema para pesquisa e determina\u00e7\u00e3o de medidas constritivas sem que sejam requisitados e, portanto, publicizados os dados relativos \u00e0s movimenta\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias da parte executada. A quest\u00e3o reside em quais sistemas ser\u00e3o acionados via SNIPER e quais informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o requeridas pelo magistrado ao determinar a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De todo modo, cabe aos magistrados e servidores adotarem as medidas necess\u00e1rias para assegurar a confidencialidade de eventuais informa\u00e7\u00f5es do executado que estejam protegidas pelo sigilo banc\u00e1rio, bem como pela Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados &#8211; LGPD, decretando, se necess\u00e1rio, o sigilo total ou parcial do processo ou de determinados documentos e pe\u00e7as processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, mesmo em hip\u00f3teses em que, em tese, haveria a possibilidade da quebra do sigilo banc\u00e1rio, o Judici\u00e1rio tem condi\u00e7\u00f5es de evit\u00e1-lo, determinando e fazendo observar o sigilo das informa\u00e7\u00f5es, protegendo-as da publicidade ao determinar que sejam albergadas pelo segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o h\u00e1, portanto, que se falar, como regra, em necessidade de decis\u00e3o judicial determinando a quebra do sigilo banc\u00e1rio do devedor para utiliza\u00e7\u00e3o do sistema SNIPER para a satisfa\u00e7\u00e3o de d\u00edvida civil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-indulto-e-presuncao-de-hipossuficiencia-defensoria-publica\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indulto e presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia \u2013 Defensoria P\u00fablica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos crimes contra o patrim\u00f4nio praticados <strong>sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a<\/strong>, a assist\u00eancia do condenado pela <strong>Defensoria P\u00fablica<\/strong> atrai presun\u00e7\u00e3o legal de hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica, <strong>dispensando a comprova\u00e7\u00e3o da repara\u00e7\u00e3o do dano<\/strong> como requisito para a concess\u00e3o do indulto, nos termos do Decreto n. 12.338\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 1.044.589-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-11\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Decreto n. 12.338\/2024, art. 9\u00ba, XV<\/strong> (<em>regra geral: exig\u00eancia de repara\u00e7\u00e3o do dano para crimes patrimoniais sem viol\u00eancia<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Decreto n. 12.338\/2024, art. 12, \u00a7 2\u00ba, I<\/strong> (<em>presun\u00e7\u00e3o de incapacidade econ\u00f4mica quando o apenado \u00e9 assistido pela Defensoria P\u00fablica<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 84, XII<\/strong> (<em>compet\u00eancia privativa do Presidente para concess\u00e3o de indulto<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Tema 931\/STJ<\/strong> (<em>\u00f4nus do MP de afastar a presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O indulto \u00e9 ato de clem\u00eancia condicionado <strong>estritamente<\/strong> aos requisitos do decreto presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A presun\u00e7\u00e3o do art. 12, \u00a7 2\u00ba, I, \u00e9 <strong>legal<\/strong>, n\u00e3o podendo o julgador exigir prova adicional sem base normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Alegada hipossufici\u00eancia desloca ao Minist\u00e9rio P\u00fablico o \u00f4nus de demonstrar capacidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-11\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ examinou decis\u00e3o que indeferira o indulto por aus\u00eancia de prova de repara\u00e7\u00e3o do dano, apesar de o apenado estar assistido pela Defensoria P\u00fablica. A Turma ressaltou que o pr\u00f3prio decreto presidencial excepciona a exig\u00eancia quando presente presun\u00e7\u00e3o legal de incapacidade econ\u00f4mica, n\u00e3o cabendo ao Judici\u00e1rio <strong>restringir hip\u00f3tese expressamente prevista<\/strong> no ato de clem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal tamb\u00e9m enfatizou que a presun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 meramente ret\u00f3rica: uma vez configurada, imp\u00f5e-se a concess\u00e3o do benef\u00edcio, salvo prova concreta em sentido contr\u00e1rio. Como o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o demonstrou capacidade econ\u00f4mica do apenado, a exig\u00eancia de repara\u00e7\u00e3o revelou-se indevida, impondo o deferimento do indulto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-11\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A concess\u00e3o de indulto por crimes patrimoniais exige sempre a comprova\u00e7\u00e3o da repara\u00e7\u00e3o do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Para o STJ, o art. 12, \u00a7 2\u00ba, I, do Decreto n. 12.338\/2024 <strong>dispensa a repara\u00e7\u00e3o<\/strong> quando h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o legal de hipossufici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 Uma vez configurada a presun\u00e7\u00e3o de incapacidade econ\u00f4mica prevista no decreto de indulto, compete ao Minist\u00e9rio P\u00fablico demonstrar a exist\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es financeiras que afastem o benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Yeap. O \u00f4nus probat\u00f3rio se desloca para a acusa\u00e7\u00e3o! \uf04a<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-11\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Indulto \u2013 crimes patrimoniais<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Regra: repara\u00e7\u00e3o do dano \ud83d\udccd Exce\u00e7\u00e3o: Defensoria \u2192 hipossufici\u00eancia presumida \ud83d\udccd Presun\u00e7\u00e3o legal vinculante \ud83d\udccd \u00d4nus do MP para afastar<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-11\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A concess\u00e3o de indulto \u00e9 ato de clem\u00eancia do Presidente da Rep\u00fablica, condicionado ao atendimento dos requisitos previstos no respectivo decreto, n\u00e3o podendo o julgador ampliar ou restringir suas hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Tribunal de origem fundamentou o indeferimento do benef\u00edcio na <em>aus\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o do dano ou da incapacidade econ\u00f4mic<\/em>a para tanto. Assentou que a presun\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia constante dos incisos I a VI do \u00a7 2\u00ba do art. 12 do Decreto n. 12.338\/2024 possui natureza relativa, exigindo prova concreta da incapacidade de repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A condena\u00e7\u00e3o se deu por crime contra o patrim\u00f4nio sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, situa\u00e7\u00e3o que, em regra, exigiria a comprova\u00e7\u00e3o da repara\u00e7\u00e3o do dano como condi\u00e7\u00e3o para o indulto conforme disp\u00f5e o art. 9\u00ba, inciso XV, do Decreto n. 12.338\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todavia, o pr\u00f3prio diploma normativo em quest\u00e3o excepciona a exig\u00eancia de repara\u00e7\u00e3o do dano quando configurada alguma das hip\u00f3teses do art. 12, \u00a7 2\u00ba. Dentre elas, a prevista no inciso I, segundo a qual se presume-se a incapacidade econ\u00f4mica quando o condenado est\u00e1 assistido pela Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, \u00e9 incontroverso que o apenado \u00e9 representado pela Defensoria P\u00fablica, circunst\u00e2ncia que atrai a presun\u00e7\u00e3o legal de hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica e dispensa a comprova\u00e7\u00e3o da repara\u00e7\u00e3o do dano como condi\u00e7\u00e3o para a frui\u00e7\u00e3o do indulto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, a jurisprud\u00eancia desta Corte Superior, em casos an\u00e1logos (Tema 931\/STJ), tem reconhecido que, uma vez alegada a hipossufici\u00eancia pelo condenado &#8211; especialmente quando representado pela Defensoria P\u00fablica -, transfere-se ao Minist\u00e9rio P\u00fablico o \u00f4nus de comprovar a exist\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que infirmem tal presun\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-progressao-especial-e-organizacao-criminosa-vedacao-restrita\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Progress\u00e3o especial e organiza\u00e7\u00e3o criminosa \u2013 veda\u00e7\u00e3o restrita<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 progress\u00e3o especial de regime, prevista no art. 112, \u00a7 3\u00ba, V, da LEP, restringe-se \u00e0s condena\u00e7\u00f5es por organiza\u00e7\u00e3o criminosa (Lei n. 12.850\/2013), n\u00e3o alcan\u00e7ando associa\u00e7\u00e3o criminosa nem associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico, sob pena de analogia in malam partem.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.225.788-RS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-12\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LEP, art. 112, \u00a7 3\u00ba, V<\/strong> (<em>veda\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o especial para organiza\u00e7\u00e3o criminosa<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 12.850\/2013, art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, e art. 2\u00ba<\/strong> (<em>conceito legal de organiza\u00e7\u00e3o criminosa<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CP, art. 288<\/strong> (<em>associa\u00e7\u00e3o criminosa<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Lei n. 11.343\/2006, art. 35<\/strong> (<em>associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Princ\u00edpios da legalidade e da taxatividade penal<\/strong> (<em>veda\u00e7\u00e3o \u00e0 analogia in malam partem<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O legislador fez op\u00e7\u00e3o por <strong>tipo penal fechado<\/strong> ao mencionar organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Tipos associativos possuem estruturas e elementos normativos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Amplia\u00e7\u00e3o interpretativa agravaria a execu\u00e7\u00e3o penal sem base legal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-12\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ alinhou-se \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o do STF ao afastar interpreta\u00e7\u00e3o extensiva do art. 112, \u00a7 3\u00ba, V, da LEP. A Turma destacou que o texto legal n\u00e3o autoriza equipara\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas entre diferentes formas de associa\u00e7\u00e3o criminosa, sendo indevida a amplia\u00e7\u00e3o do conceito para alcan\u00e7ar delitos n\u00e3o previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A decis\u00e3o refor\u00e7ou que a execu\u00e7\u00e3o penal tamb\u00e9m se submete \u00e0s garantias penais materiais. Interpretar de forma extensiva norma restritiva de direitos implicaria analogia em preju\u00edzo do apenado, incompat\u00edvel com a legalidade estrita e com o favor rei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-12\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A condena\u00e7\u00e3o por associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico impede a progress\u00e3o especial de regime, por equivaler \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A veda\u00e7\u00e3o <strong>s\u00f3<\/strong> se aplica \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o criminosa definida na Lei n. 12.850\/2013.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A interpreta\u00e7\u00e3o do art. 112, \u00a7 3\u00ba, V, da LEP deve ser restritiva, pois se trata de norma que limita direito do condenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A taxatividade impede analogia <em>in malam partem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-12\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Progress\u00e3o especial \u2013 LEP<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Veda\u00e7\u00e3o restrita \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o criminosa \ud83d\udccd Associa\u00e7\u00e3o criminosa \u2260 organiza\u00e7\u00e3o criminosa \ud83d\udccd Legalidade e taxatividade \ud83d\udccd Favor rei preservado<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-12\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Supremo Tribunal Federal firmou orienta\u00e7\u00e3o no sentido de que &#8220;o art. 112, \u00a7 3\u00ba, inc. V, da LEP abrange apenas o tipo penal do art. 2\u00ba da Lei n. 12.850\/2013. \u00c9 vedada a interpreta\u00e7\u00e3o extensiva ou por analogia <em>in malam partem<\/em> para incluir os crimes de associa\u00e7\u00e3o criminosa ou associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico de drogas na veda\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o de regime especial, prevista no art. 112, \u00a7 3\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais&#8221; (HC 183.610\/SP, Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 19\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa dire\u00e7\u00e3o, a Quinta e a Sexta Turmas do Superior Tribunal de Justi\u00e7a alinharam-se a esse entendimento, reconhecendo a impropriedade de ampliar o conceito de organiza\u00e7\u00e3o criminosa para abranger todas as formas de <em>societas sceleris<\/em>, exatamente para preservar os princ\u00edpios da legalidade, da taxatividade e do favor rei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O argumento de que o inciso V do \u00a7 3\u00ba do art. 112 da LEP deveria alcan\u00e7ar &#8220;todo aquele crime que enseje o concurso necess\u00e1rio de agentes em uni\u00e3o est\u00e1vel e permanente&#8221; contraria a op\u00e7\u00e3o legislativa expressa por refer\u00eancia normativa fechada &#8211; &#8220;organiza\u00e7\u00e3o criminosa&#8221; &#8211; com complemento normativo definido na Lei n. 12.850\/2013. A pretens\u00e3o de equiparar, por analogia, a associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico ao conceito legal de organiza\u00e7\u00e3o criminosa implica interpreta\u00e7\u00e3o extensiva em preju\u00edzo do apenado, vedada no direito penal e na execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Igualmente, n\u00e3o procede a tese de que, se o legislador pretendesse restringir a veda\u00e7\u00e3o ao art. 2\u00ba da Lei n. 12.850\/2013, o teria feito de modo expresso. Isso porque, o legislador o fez, ao eleger, no texto do art. 112, \u00a7 3\u00ba, V, da LEP, a categoria &#8220;organiza\u00e7\u00e3o criminosa&#8221;, cujo significado t\u00e9cnico est\u00e1 positivado no art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, e no art. 2\u00ba da Lei n. 12.850\/2013.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os tipos penais de associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico e de organiza\u00e7\u00e3o criminosa t\u00eam estruturas e elementos normativos distintos, n\u00e3o se confundindo, raz\u00e3o pela qual o afastamento da progress\u00e3o especial apenas se legitima quando houver condena\u00e7\u00e3o pelo delito de organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, <strong>a condena\u00e7\u00e3o por tr\u00e1fico e associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico, por si s\u00f3, n\u00e3o obsta a progress\u00e3o especial<\/strong>, desde que presentes os demais requisitos cumulativos do \u00a7 3\u00ba do art. 112 da LEP, em especial o n\u00e3o cometimento de crime com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, a n\u00e3o pr\u00e1tica contra descendente, o cumprimento de 1\/8, a primariedade e o bom comportamento, al\u00e9m de &#8220;n\u00e3o ter integrado organiza\u00e7\u00e3o criminosa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-data-base-na-execucao-penal-e-prisao-preventiva\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Data-base na execu\u00e7\u00e3o penal e pris\u00e3o preventiva<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-13\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A data-base para concess\u00e3o de benef\u00edcios na execu\u00e7\u00e3o penal \u00e9 a da <strong>\u00faltima pris\u00e3o efetiva<\/strong>, n\u00e3o se computando, para esse fim, per\u00edodo de pris\u00e3o preventiva seguido de liberdade provis\u00f3ria, que releva apenas para <strong>detra\u00e7\u00e3o penal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 1.026.000-BA, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-13\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CP, art. 42<\/strong> (<em>detra\u00e7\u00e3o penal<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>LEP, art. 112<\/strong> (<em>progress\u00e3o de regime<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Princ\u00edpio da legalidade na execu\u00e7\u00e3o penal<\/strong> (<em>benef\u00edcios vinculados ao efetivo cumprimento da pena<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda A execu\u00e7\u00e3o penal tem como marco inicial a <strong>pris\u00e3o destinada ao cumprimento da pena<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd Pris\u00e3o cautelar interrompida por liberdade provis\u00f3ria n\u00e3o fixa data-base execut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O tempo de cust\u00f3dia provis\u00f3ria \u00e9 aproveitado exclusivamente para detra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-13\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ enfrentou a pretens\u00e3o de considerar a data da pris\u00e3o preventiva como marco inicial para benef\u00edcios, mesmo ap\u00f3s o r\u00e9u ter permanecido solto provisoriamente. A Turma destacou que tal interpreta\u00e7\u00e3o distorceria a l\u00f3gica da execu\u00e7\u00e3o, computando como pena per\u00edodo em que o acusado esteve em liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f A Corte reafirmou que o crit\u00e9rio correto \u00e9 a <strong>\u00faltima pris\u00e3o efetiva<\/strong>, destinada ao cumprimento da pena. O per\u00edodo anterior de pris\u00e3o cautelar n\u00e3o se perde, mas \u00e9 absorvido pela detra\u00e7\u00e3o, preservando coer\u00eancia entre execu\u00e7\u00e3o e liberdade efetivamente suportada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-13\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A data-base para progress\u00e3o pode ser a da pris\u00e3o preventiva, ainda que o r\u00e9u tenha sido solto provisoriamente antes da execu\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A data-base \u00e9 a da <strong>\u00faltima pris\u00e3o efetiva<\/strong>. O per\u00edodo de pris\u00e3o preventiva seguido de liberdade provis\u00f3ria deve ser considerado apenas para fins de detra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-13\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Execu\u00e7\u00e3o penal \u2013 data-base<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd \u00daltima pris\u00e3o efetiva \ud83d\udccd Preventiva + soltura \u2260 data-base \ud83d\udccd Detra\u00e7\u00e3o penal (CP, art. 42) \ud83d\udccd Coer\u00eancia execut\u00f3ria<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-13\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A discuss\u00e3o consiste em determinar se a data da pris\u00e3o preventiva deve ser considerada como marco inicial para concess\u00e3o de benef\u00edcios da execu\u00e7\u00e3o penal, mesmo ap\u00f3s o acusado ter sido solto provisoriamente e submetido a monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justi\u00e7a pacificaram o entendimento de que a data-base inicial da execu\u00e7\u00e3o penal &#8211; a partir de quando, em princ\u00edpio, s\u00e3o computados os prazos para a primeira progress\u00e3o de regime e para o livramento condicional &#8211; coincide com a data da \u00faltima pris\u00e3o efetuada, seja de natureza cautelar, seja de natureza definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para esclarecer qual seria exatamente a data da \u00faltima pris\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es diferentes, cumpre ilustrar, por meio de exemplos, tr\u00eas hip\u00f3teses poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Primeiro, se o agente foi preso preventivamente, mantendo-se nessa condi\u00e7\u00e3o ininterruptamente at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, ap\u00f3s a qual passou a cumprir a pris\u00e3o pena, a data-base ser\u00e1 a data em que teve in\u00edcio a pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo, <em>se o indiv\u00edduo foi preso preventivamente, mas, em seguida, foi colocado em liberdade provis\u00f3ri<\/em>a, vindo a ser preso posteriormente para o cumprimento da pena definitiva, a data-base ser\u00e1 a data da pris\u00e3o efetuada para o cumprimento da pena, sem preju\u00edzo do c\u00f4mputo do tempo de pris\u00e3o preventiva para fins de detra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Terceiro, se o apenado jamais chegou a ser preso cautelarmente e, ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, foi preso, pela primeira vez, para o cumprimento da pena definitiva, a data-base ser\u00e1 a data desta pris\u00e3o, direcionada apenas ao cumprimento da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, a data-base deve ser fixada n\u00e3o na data da primeira pris\u00e3o &#8211; de natureza cautelar &#8211; e, sim, na data da \u00faltima pris\u00e3o, isto \u00e9, na data em que a condenado foi preso para o cumprimento da sua pena definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, a jurisprud\u00eancia pac\u00edfica do STJ estabelece que a data-base para a concess\u00e3o de benef\u00edcios na execu\u00e7\u00e3o penal deve ser a da \u00faltima pris\u00e3o, e n\u00e3o a da pris\u00e3o cautelar, quando houver intervalo de liberdade provis\u00f3ria entre a pris\u00e3o processual e o in\u00edcio do cumprimento definitivo da pena. Considerar a data da pris\u00e3o preventiva como termo inicial para benef\u00edcios execut\u00f3rios, em casos de soltura durante o curso do processo, implicaria em considerar como pena cumprida o per\u00edodo em que o r\u00e9u esteve em liberdade provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, o tempo de pris\u00e3o provis\u00f3ria interrompido por liberdade provis\u00f3ria deve ser considerado apenas para fins de detra\u00e7\u00e3o penal, sem influenciar o c\u00e1lculo de benef\u00edcios da execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reconhecimento-de-pessoas-e-nulidade-da-prova\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reconhecimento de pessoas e nulidade da prova<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-14\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inv\u00e1lida a condena\u00e7\u00e3o fundada exclusivamente em reconhecimento pessoal ou fotogr\u00e1fico realizado em desconformidade com o <strong>art. 226 do CPP<\/strong>, quando inexistirem provas aut\u00f4nomas e independentes aptas, por si s\u00f3s, a demonstrar a autoria delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.204.950-RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-14\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPP, art. 226<\/strong> (<em>rito legal do reconhecimento de pessoas<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPP, art. 155<\/strong> (<em>proibi\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o com base exclusiva em prova fr\u00e1gil<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 484\/2022<\/strong> (<em>diretrizes para reconhecimento de pessoas<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>Tema 1258\/STJ<\/strong> (<em>car\u00e1ter vinculante das regras sobre reconhecimento<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O reconhecimento irregular \u00e9 prova <strong>epistemicamente inv\u00e1lida<\/strong>, n\u00e3o podendo sequer servir como elemento complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd O reconhecimento de pessoas \u00e9 <strong>prova cognitivamente irrepet\u00edvel<\/strong>: o v\u00edcio inicial contamina os atos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A repeti\u00e7\u00e3o do reconhecimento em ju\u00edzo <strong>n\u00e3o convalida<\/strong> a irregularidade origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-14\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 A Sexta Turma reafirmou a supera\u00e7\u00e3o definitiva da antiga compreens\u00e3o de que o art. 226 do CPP teria car\u00e1ter meramente recomendat\u00f3rio. Destacou que o procedimento legal \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de validade da prova, sobretudo diante da elevada taxa de erros judiciais associados a reconhecimentos falhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f No caso concreto, a condena\u00e7\u00e3o baseou-se exclusivamente em reconhecimento fotogr\u00e1fico realizado sem observ\u00e2ncia do rito legal, sem qualquer prova independente de corrobora\u00e7\u00e3o. Diante da aus\u00eancia de lastro probat\u00f3rio aut\u00f4nomo, o STJ concluiu que a manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o violaria o devido processo legal e o standard probat\u00f3rio exigido para a autoria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-14\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A inobserv\u00e2ncia do art. 226 do CPP gera mera irregularidade, san\u00e1vel se o reconhecimento for confirmado em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O reconhecimento irregular \u00e9 <strong>totalmente inv\u00e1lido<\/strong> e sua repeti\u00e7\u00e3o n\u00e3o convalida o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A condena\u00e7\u00e3o penal exige que o reconhecimento de pessoas, ainda que v\u00e1lido, seja corroborado por provas aut\u00f4nomas e independentes de autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O reconhecimento, por sua fragilidade epist\u00eamica, <strong>n\u00e3o possui for\u00e7a probante absoluta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-14\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Reconhecimento de pessoas<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Art. 226 do CPP \u2192 observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria \ud83d\udccd Prova cognitivamente irrepet\u00edvel \ud83d\udccd V\u00edcio inicial contamina atos posteriores \ud83d\udccd Necessidade de prova aut\u00f4noma de autoria<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-14\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta Corte Superior entendia, at\u00e9 2020, que as prescri\u00e7\u00f5es contidas no art. 226 do C\u00f3digo de Processo Penal constituiriam &#8220;mera recomenda\u00e7\u00e3o&#8221;, cujo descumprimento n\u00e3o ensejaria nulidade da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rompendo com essa posi\u00e7\u00e3o jurisprudencial, a Sexta Turma deste Superior Tribunal, por ocasi\u00e3o do julgamento do HC 598.886\/SC (Rel. Ministro Rogerio Schietti), realizado em 27\/10\/2020, estabeleceu a necessidade de se anular qualquer reconhecimento formal &#8211; pessoal ou fotogr\u00e1fico &#8211; que n\u00e3o siga estritamente o que determina o art. 226 do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No mesmo sentido, em julgamento conclu\u00eddo no dia 23\/2\/2022, a Segunda Turma da Suprema Corte reportou-se ao que o STJ decidiu no HC 598.886\/SC e deu provimento ao RHC 206.846\/SP (Rel. Ministro Gilmar Mendes), para absolver um indiv\u00edduo reconhecido por fotografia de maneira irregular.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Posteriormente, em 15\/3\/2022, a Sexta Turma do STJ, no julgamento do HC 712.781\/RJ (Rel. Ministro Rogerio Schietti), decidiu que, mesmo se realizado em conformidade com o modelo legal, o reconhecimento pessoal, embora seja v\u00e1lido, n\u00e3o tem for\u00e7a probante absoluta, de sorte que n\u00e3o pode induzir, por si s\u00f3, \u00e0 certeza da autoria delitiva, em raz\u00e3o de sua fragilidade epist\u00eamica; se, por\u00e9m, realizado em desacordo com o rito previsto no art. 226 do CPP, o ato \u00e9 totalmente inv\u00e1lido e n\u00e3o pode ser usado nem mesmo de forma suplementar, nem para lastrear outras decis\u00f5es, ainda que de menor rigor quanto ao<em> standard<\/em> probat\u00f3rio exigido, tais como a decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva, o recebimento de den\u00fancia e a pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Pontuou-se, ainda, no referido julgado, que o reconhecimento de pessoas \u00e9 prova cognitivamente irrepet\u00edvel, porque o ato inicial afeta todos os subsequentes e a sua repeti\u00e7\u00e3o, mesmo que em conformidade com o art. 226 do CPP, n\u00e3o convalida os v\u00edcios pret\u00e9ritos.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com o objetivo de minimizar erros judici\u00e1rios decorrentes de reconhecimentos equivocados, a Resolu\u00e7\u00e3o n. 484\/2022 do CNJ incorporou os avan\u00e7os cient\u00edficos e jurisprudenciais sobre o tema e estabeleceu &#8220;diretrizes para a realiza\u00e7\u00e3o do reconhecimento de pessoas em procedimentos e processos criminais e sua avalia\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio&#8221; (art. 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais recentemente, no julgamento do Tema Repetitivo 1258, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ consolidou os entendimentos sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No julgamento do HC 769.783\/RJ (Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 1\u00ba\/6\/2023), a Terceira Se\u00e7\u00e3o desta Corte, diante das diversas condena\u00e7\u00f5es injustas proferidas em desfavor do ora recorrente, porque oriundas de um inicial reconhecimento fotogr\u00e1fico feito em total desacordo com o que determina a lei, concederam a ordem, de of\u00edcio, &#8220;para determinar a soltura imediata do Paciente em rela\u00e7\u00e3o a todos os processos, cabendo aos Ju\u00edzos e Tribunais, nas a\u00e7\u00f5es em curso, e aos Ju\u00edzos da Execu\u00e7\u00e3o Penal, nas a\u00e7\u00f5es transitadas em julgado, aferirem se a din\u00e2mica probat\u00f3ria \u00e9 exatamente a mesma repelida nestes autos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ora recorrente j\u00e1 foi absolvido em cinquenta e um processos; teve duas den\u00fancias contra si rejeitadas e duas revis\u00f5es criminais julgadas procedentes; bem como uma decis\u00e3o de impron\u00fancia por aus\u00eancia de ind\u00edcios suficientes de autoria delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso este \u00e9 um dos mais de sessenta processos em que o ora recorrente figura como acusado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u teve por base apenas o reconhecimento pessoal realizado sem observ\u00e2ncia do art. 226 do CPP, uma vez que exibidas apenas fotos do acusado e do corr\u00e9u \u00e0s v\u00edtimas em delegacia, o que est\u00e1 em manifesta contrariedade ao entendimento consolidado nesta Corte Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de o ato de reconhecimento irregular haver sido repetido pessoalmente em ju\u00edzo, sua repeti\u00e7\u00e3o n\u00e3o convalida os v\u00edcios pret\u00e9ritos. Isso porque n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o reconhecimento inicial, que foi realizado em desconformidade com o disposto no art. 226 do CPP, afeta todos os subsequentes, uma vez que, conforme se assentou no julgamento do HC n. 712.781\/RJ, o reconhecimento de pessoas \u00e9 considerado como uma prova cognitivamente irrepet\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumpre ressaltar que n\u00e3o se trata, no caso, de negar a validade integral do depoimento da v\u00edtima, mas sim de negar validade \u00e0 condena\u00e7\u00e3o baseada apenas em reconhecimento colhido em desacordo com as regras probat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, registre-se que \u00e9 espantoso notar que, passados cinco anos do julgamento do HC 598.886 SC, pela Sexta Turma, em que se reverteu uma jurisprud\u00eancia que considerava de segunda import\u00e2ncia o cumprimento do artigo 226 do CPP, e mesmo com a Resolu\u00e7\u00e3o n. 484\/2022 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, que regulamentou o tema, continuam-se as mesmas quest\u00f5es, j\u00e1 exaustivamente decididas em centenas de casos julgados pelas duas Turmas do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inquiricao-judicial-e-sistema-acusatorio\">17.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inquiri\u00e7\u00e3o judicial e sistema acusat\u00f3rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-15\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o nulos os atos de inquiri\u00e7\u00e3o de testemunhas e de interrogat\u00f3rio do r\u00e9u quando o magistrado adota postura <strong>protagonista e inquisitorial<\/strong>, induzindo respostas e substituindo a atua\u00e7\u00e3o das partes, em viola\u00e7\u00e3o ao contradit\u00f3rio e \u00e0 imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.214.638-SC, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/11\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-15\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPP, art. 212<\/strong> (<em>inquiri\u00e7\u00e3o direta \u2013 cross-examination<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CPP, art. 188<\/strong> (<em>interrogat\u00f3rio como meio de defesa<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcce <strong>CF, art. 5\u00ba, LIV e LV<\/strong> (<em>devido processo legal, contradit\u00f3rio e ampla defesa<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcda O processo penal brasileiro adota <strong>modelo acusat\u00f3rio<\/strong>, com protagonismo das partes na produ\u00e7\u00e3o da prova oral.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A atua\u00e7\u00e3o judicial deve ser <strong>residual e complementar<\/strong>, voltada apenas ao esclarecimento de pontos obscuros.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccd A indu\u00e7\u00e3o de respostas compromete a paridade de armas e a imparcialidade do julgador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-15\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udce3 O STJ examinou audi\u00eancia em que a magistrada assumiu papel ativo e investigativo, formulando perguntas direcionadas e substituindo o \u00f4nus probat\u00f3rio do Minist\u00e9rio P\u00fablico. A Corte enfatizou que o art. 212 do CPP n\u00e3o se limita \u00e0 ordem formal das perguntas, mas imp\u00f5e mudan\u00e7a estrutural no papel do juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Constatado que a prova que embasou a condena\u00e7\u00e3o foi colhida sob condu\u00e7\u00e3o inquisitorial, o Tribunal reconheceu preju\u00edzo evidente \u00e0 defesa. A quebra da imparcialidade, nesse contexto, gera nulidade absoluta dos atos praticados a partir da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-15\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 H\u00e1 nulidade se o juiz adotar postura inquisitorial, ainda que mantida a ordem formal prevista no art. 212 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Apesar de o juiz ser o destinat\u00e1rio da prova, parte do STJ adota uma postura bastante sens\u00edvel&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc3 A iniciativa probat\u00f3ria do magistrado deve ser limitada a esclarecimentos pontuais, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao sistema acusat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O protagonismo judicial compromete a imparcialidade e o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-15\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\ud83d\udccc Prova oral \u2013 sistema acusat\u00f3rio<\/td><\/tr><tr><td>\ud83d\udccd Art. 212 do CPP \u2192 protagonismo das partes \ud83d\udccd Atua\u00e7\u00e3o judicial apenas complementar \ud83d\udccd Indu\u00e7\u00e3o de respostas \u2192 nulidade \ud83d\udccd Imparcialidade como eixo do processo<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-15\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia cinge-se a determinar se a postura ativa da magistrada durante a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o ultrapassou os par\u00e2metros legais para a inquiri\u00e7\u00e3o das testemunhas e o interrogat\u00f3rio do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A consolida\u00e7\u00e3o do sistema acusat\u00f3rio no Brasil, refor\u00e7ada pela reforma introduzida pela Lei n. 11.690\/2008, imp\u00f4s limites claros \u00e0 postura do juiz na produ\u00e7\u00e3o da prova oral.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 212 do C\u00f3digo de Processo Penal passou a prever o chamado modelo de inquiri\u00e7\u00e3o direta (<em>cross-examination<\/em>), no qual as perguntas s\u00e3o formuladas prioritariamente pelas partes. A atua\u00e7\u00e3o do magistrado, nesse sistema, \u00e9 de natureza complementar, destinada a sanar pontos n\u00e3o esclarecidos, e n\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o aos sujeitos processuais. Isto \u00e9, o juiz pode fazer perguntas, mas apenas para complementar ou esclarecer pontos que ficaram obscuros ap\u00f3s a inquiri\u00e7\u00e3o pelas partes. O objetivo da norma \u00e9 claro: fortalecer o princ\u00edpio do contradit\u00f3rio e a paridade de armas, resguardando a imparcialidade do julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende que a estrutura acusat\u00f3ria do processo penal p\u00e1trio impede que se sobreponham, em um mesmo sujeito processual, as fun\u00e7\u00f5es de defender, acusar e julgar. Embora n\u00e3o se elimine a iniciativa probat\u00f3ria do juiz, esta deve ocorrer de modo residual, complementar e sempre com o cuidado de preservar sua imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, apesar de n\u00e3o ter havido invers\u00e3o da ordem de inquiri\u00e7\u00e3o de testemunhas prevista no art. 212 do C\u00f3digo de Processo Penal, a atua\u00e7\u00e3o da magistrada, em alguns depoimentos, n\u00e3o foi meramente residual e complementar \u00e0s partes. A ju\u00edza de primeiro grau assumiu um papel ativo na produ\u00e7\u00e3o da prova, muitas vezes induzindo as respostas, atuando como protagonista na inquiri\u00e7\u00e3o de algumas testemunhas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O mesmo padr\u00e3o se repetiu no interrogat\u00f3rio do r\u00e9u. Embora o art. 188 do C\u00f3digo de Processo Penal permita ao juiz iniciar o ato, a postura adotada pela magistrada transcendeu a fun\u00e7\u00e3o de esclarecimento e adentrou o campo acusat\u00f3rio. A sua atua\u00e7\u00e3o excessivamente ativa desvirtuou o interrogat\u00f3rio de sua fun\u00e7\u00e3o primordial de meio de defesa para uma busca inquisitorial de prova contra o r\u00e9u, resultando em comprovada viola\u00e7\u00e3o da imparcialidade. A iniciativa probat\u00f3ria da Ju\u00edza n\u00e3o se limitou ao esclarecimento de quest\u00f5es ou de pontos duvidosos sobre a prova. Transcendeu o esclarecimento e se revelou investigativa e acusat\u00f3ria, substituindo o \u00f4nus processual do Minist\u00e9rio P\u00fablico e violando a isonomia processual.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao contr\u00e1rio do afirmado pelo Tribunal de origem, o preju\u00edzo para a defesa \u00e9 evidente. A prova que embasou o \u00e9dito condenat\u00f3rio foi coligida em um ato processual no qual imperou o protagonismo da Ju\u00edza, que agiu em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria que competia \u00e0s partes. Tal conduta gera um desequil\u00edbrio na estrutura parit\u00e1ria do processo e viola, em \u00faltima an\u00e1lise, a sua formata\u00e7\u00e3o acusat\u00f3ria. Conforme a jurisprud\u00eancia do STJ, em casos semelhantes, o preju\u00edzo \u00e9 manifesto, pois a condena\u00e7\u00e3o se baseia em provas n\u00e3o produzidas sob o crivo de um contradit\u00f3rio equilibrado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Evidencia-se, na esp\u00e9cie, a quebra fundamental na estrutura do devido processo legal. Quando o juiz assume as fun\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o acusador, a imparcialidade, que \u00e9 a viga mestra da jurisdi\u00e7\u00e3o, fica irremediavelmente comprometida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, a atua\u00e7\u00e3o da magistrada afetou os direitos fundamentais do acusado, comprometendo o dever de imparcialidade tanto na produ\u00e7\u00e3o da prova testemunhal quanto no interrogat\u00f3rio, o que torna nulo os atos judiciais praticados a partir da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-803f2500-8dbd-4782-8b1f-89d094a8664b\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/12\/30092923\/stj-info-872.pdf\">STJ &#8211; Info 872<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/12\/30092923\/stj-info-872.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-803f2500-8dbd-4782-8b1f-89d094a8664b\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF AQUI! 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regress\u00e3o cautelar de regime e oitiva do apenado (Tema 1347\/STJ) Destaque A regress\u00e3o cautelar de regime prisional pode ser decretada sem pr\u00e9via oitiva do apenado, desde que mediante decis\u00e3o judicial fundamentada, por se tratar de medida provis\u00f3ria amparada no poder geral de cautela do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o. 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