{"id":1669026,"date":"2025-11-12T08:51:39","date_gmt":"2025-11-12T11:51:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1669026"},"modified":"2025-11-12T08:51:41","modified_gmt":"2025-11-12T11:51:41","slug":"informativo-stf-1195-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1195-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1195 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/11\/12085054\/stf-info-1195.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_YRfS9XiNNo4\"><div id=\"lyte_YRfS9XiNNo4\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/YRfS9XiNNo4\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/YRfS9XiNNo4\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/YRfS9XiNNo4\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inaplicabilidade-do-regime-de-falencia-e-recuperacao-judicial-as-empresas-estatais\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inaplicabilidade do regime de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e0s empresas estatais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o art. 2\u00ba, I, da Lei 11.101\/2005, que exclui as empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista do regime de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial, ainda que desempenhem atividades em concorr\u00eancia com a iniciativa privada, em raz\u00e3o do interesse p\u00fablico envolvido e do princ\u00edpio do paralelismo das formas.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.249.945\/MG (Tema 1.101 RG), Rel. Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 17\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 37 XIX e 173; Lei 11.101\/2005, art. 2\u00ba I.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A extin\u00e7\u00e3o de empresa estatal s\u00f3 pode ocorrer por lei, conforme o princ\u00edpio do paralelismo (ou da simetria) das formas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O patrim\u00f4nio das estatais \u00e9 composto, no todo ou em parte, por recursos p\u00fablicos, o que afasta o tratamento id\u00eantico ao das empresas privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O regime falimentar \u00e9 incompat\u00edvel com o controle legislativo e pol\u00edtico que rege as estatais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF confirmou que o regime de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o se aplica \u00e0s empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Tese do Tema 1.101 RG: \u201c\u00c9 constitucional o art. 2\u00ba, I, da Lei 11.101\/2005 quanto \u00e0 inaplicabilidade do regime falimentar \u00e0s empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista, ainda que desempenhem atividades em regime de concorr\u00eancia com a iniciativa privada, em raz\u00e3o do eminente interesse p\u00fablico\/coletivo na sua cria\u00e7\u00e3o e da necessidade de observ\u00e2ncia do princ\u00edpio do paralelismo das formas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? As empresas estatais podem requerer recupera\u00e7\u00e3o judicial quando exercem atividade econ\u00f4mica em regime de concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF fixou que o art. 2\u00ba, I, da Lei 11.101\/2005 \u00e9 constitucional e impede tal aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A extin\u00e7\u00e3o de empresa p\u00fablica ou sociedade de economia mista depende de lei, pelo princ\u00edpio do paralelismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a tese fixada no Tema 1.101 RG: lei cria, lei extingue!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Estatais \u2013 fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 11.101\/2005, art. 2\u00ba I ???? CF, arts. 37 XIX e 173 ???? Paralelismo das formas ???? Tese do Tema 1.101 RG<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a exclus\u00e3o das empresas estatais do regime de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial previsto na Lei n\u00ba 11.101\/2005, na medida em que a extin\u00e7\u00e3o dessas entidades somente pode ocorrer por lei e n\u00e3o por decis\u00e3o judicial de decreta\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia (CF\/1988, arts. 37, XIX e 173, caput).<\/p>\n\n\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o direta de <em>atividade econ\u00f4mica pelo Estado s\u00f3 \u00e9 permitida quando necess\u00e1ria aos imperativos da seguran\u00e7a nacional ou a relevante interesse coletivo, mediante lei<\/em> (1). De igual forma, <strong>para se retirar uma empresa estatal do mercado, \u00e9 necess\u00e1ria a edi\u00e7\u00e3o de lei espec\u00edfica<\/strong>, em raz\u00e3o da simetria das formas, o que afasta a incid\u00eancia do regime falimentar (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o dinheiro p\u00fablico que constitui parte do patrim\u00f4nio (sociedades de economia mista) ou a sua integralidade (empresas p\u00fablicas), bem como as repercuss\u00f5es econ\u00f4micas de suas eventuais crises financeiras, justificam a exist\u00eancia de sistemas paralelos de extin\u00e7\u00e3o dessas pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais declarou a constitucionalidade do art. 2\u00ba, I, da Lei n\u00ba 11.101\/2005 (3), por considerar que a Lei de Fal\u00eancias n\u00e3o se aplica a empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.101 da repercuss\u00e3o geral, (i) negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e (ii) fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constitui\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o direta de atividade econ\u00f4mica pelo Estado s\u00f3 ser\u00e1 permitida quando necess\u00e1ria aos imperativos da seguran\u00e7a nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998) (&#8230;) XIX &#8211; somente por lei espec\u00edfica poder\u00e1 ser criada autarquia e autorizada a institui\u00e7\u00e3o de empresa p\u00fablica, de sociedade de economia mista e de funda\u00e7\u00e3o, cabendo \u00e0 lei complementar, neste \u00faltimo caso, definir as \u00e1reas de sua atua\u00e7\u00e3o;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 11.101\/2005: \u201cArt. 2\u00ba Esta Lei n\u00e3o se aplica a: I \u2013 empresa p\u00fablica e sociedade de economia mista;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterios-do-cnj-para-promocao-por-merecimento-de-magistrados\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios do CNJ para promo\u00e7\u00e3o por merecimento de magistrados<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais as normas do Conselho Nacional de Justi\u00e7a que definem crit\u00e9rios objetivos para promo\u00e7\u00e3o por merecimento de magistrados, por promoverem seguran\u00e7a jur\u00eddica e efici\u00eancia administrativa, ressalvado o crit\u00e9rio que privilegia ju\u00edzes com maior \u00edndice de concilia\u00e7\u00e3o, por depender da vontade das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.510\/DF, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 17\/10\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 93 II; Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 106\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O CNJ pode editar normas de regula\u00e7\u00e3o administrativa da magistratura sem interferir na independ\u00eancia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? S\u00e3o v\u00e1lidos crit\u00e9rios de qualidade das decis\u00f5es, presteza, disciplina e aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional privilegiar magistrados pelo n\u00famero de concilia\u00e7\u00f5es, por se tratar de fator alheio \u00e0 sua capacidade profissional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a compatibilidade dos crit\u00e9rios da Resolu\u00e7\u00e3o 106\/2010 do CNJ com a isonomia e a independ\u00eancia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal manteve a constitucionalidade da maioria dos par\u00e2metros, declarando inconstitucional apenas a parte final do art. 6\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, que privilegia o \u00edndice de concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O CNJ n\u00e3o pode estabelecer crit\u00e9rios de promo\u00e7\u00e3o por merecimento de magistrados, sob pena de invas\u00e3o da compet\u00eancia dos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF reconheceu a compet\u00eancia normativa do CNJ.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional o crit\u00e9rio de promo\u00e7\u00e3o que privilegia magistrados com maior \u00edndice de concilia\u00e7\u00e3o por depender da vontade das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Concilia\u00e7\u00e3o depende da vontade das partes, alheio \u00e0 capacidade de trabalho do magistrado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? CNJ \u2013 promo\u00e7\u00e3o por merecimento<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 93 II ???? Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 106\/2010 ???? Crit\u00e9rios v\u00e1lidos: qualidade, presteza, disciplina ???? Crit\u00e9rio de concilia\u00e7\u00e3o \u2192 inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o constitucionais \u2014 pois promovem a seguran\u00e7a jur\u00eddica, a celeridade processual e a efici\u00eancia administrativa sem violar a independ\u00eancia judicial ou o princ\u00edpio da isonomia \u2014 normas do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) que estabelecem diversos crit\u00e9rios para a promo\u00e7\u00e3o por merecimento de magistrados, exceto quando o crit\u00e9rio associa a avalia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito do juiz a fato dependente da vontade das partes e alheio \u00e0 capacidade de trabalho do magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante \u00e0 qualidade das decis\u00f5es (1) e \u00e0 disciplina judici\u00e1ria (2), os crit\u00e9rios de pertin\u00eancia da doutrina e jurisprud\u00eancia citadas e do respeito \u00e0s s\u00famulas n\u00e3o imp\u00f5em conduta decis\u00f3ria, tampouco implicam risco de direcionamento ideol\u00f3gico ou acad\u00eamico. Esses crit\u00e9rios buscam coibir decis\u00f5es mal fundamentadas e valorizar a racionalidade e a efici\u00eancia processual, sem mitigar a liberdade de convic\u00e7\u00e3o e de decis\u00e3o do magistrado, o qual n\u00e3o est\u00e1 impedido de divergir de forma fundamentada no caso sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 produtividade (3), <em>o c\u00f4mputo de decis\u00f5es proferidas por ju\u00edzes que atuam em substitui\u00e7\u00e3o ou aux\u00edlio <\/em>no segundo grau \u00e9 medida ison\u00f4mica, pois n\u00e3o penaliza o magistrado convocado. De outro lado, embora o incentivo \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o promova a celeridade processual e a seguran\u00e7a jur\u00eddica, o crit\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel porque a concilia\u00e7\u00e3o \u00e9 uma provid\u00eancia que depende da vontade das partes, circunst\u00e2ncia alheia \u00e0 capacidade de trabalho do juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito aos aspectos de presteza (4), as normas impugnadas se alinham com a garantia constitucional da razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo ao reconhecer e premiar a dedica\u00e7\u00e3o e o esfor\u00e7o do juiz como gestor, sem impor puni\u00e7\u00e3o \u00e0queles que n\u00e3o cumprem tais orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, o crit\u00e9rio de aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico (5), que valoriza atividades de dire\u00e7\u00e3o ou doc\u00eancia em cursos de forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 constitucional por reconhecer o maior esfor\u00e7o desses magistrados para o aprimoramento da jurisdi\u00e7\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente prejudicada a a\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da revoga\u00e7\u00e3o de algumas normas impugnadas; e, na parte restante, julgou-a parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade da parte final do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 6\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ quanto \u00e0 express\u00e3o \u201cprivilegiando-se, em todos os casos, os magistrados cujo \u00edndice de concilia\u00e7\u00e3o seja proporcionalmente superior ao \u00edndice de senten\u00e7as proferidas dentro da mesma m\u00e9dia\u201d (6).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ: \u201cArt. 5\u00ba Na avalia\u00e7\u00e3o da qualidade das decis\u00f5es proferidas ser\u00e3o levados em considera\u00e7\u00e3o: (&#8230;) d) a pertin\u00eancia de doutrina e jurisprud\u00eancia, quando citadas; e) o respeito \u00e0s s\u00famulas do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ: \u201cArt. 10 (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. A disciplina judici\u00e1ria do magistrado, aplicando a jurisprud\u00eancia sumulada do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com registro de eventual ressalva de entendimento, constitui elemento a ser valorizado para efeito de merecimento, nos termos do princ\u00edpio da responsabilidade institucional, insculpido no C\u00f3digo Ibero-Americano de \u00c9tica Judicial (2006).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ: \u201cArt. 6\u00ba Na avalia\u00e7\u00e3o da produtividade ser\u00e3o considerados os atos praticados pelo magistrado no exerc\u00edcio profissional, levando-se em conta os seguintes par\u00e2metros: (&#8230;). II \u2013 Volume de produ\u00e7\u00e3o, mensurado pelo: (&#8230;). e) n\u00famero de ac\u00f3rd\u00e3os e decis\u00f5es proferidas em substitui\u00e7\u00e3o ou aux\u00edlio no 2\u00ba grau, bem como em Turmas Recursais dos Juizados Especiais C\u00edveis e Criminais; (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. Na avalia\u00e7\u00e3o da produtividade dever\u00e1 ser considerada a m\u00e9dia do n\u00famero de senten\u00e7as e audi\u00eancias em compara\u00e7\u00e3o com a produtividade m\u00e9dia de ju\u00edzes de unidades similares, utilizando-se, para tanto, dos institutos da mediana e do desvio padr\u00e3o oriundos da ci\u00eancia da estat\u00edstica, privilegiando-se, em todos os casos, os magistrados cujo \u00edndice de concilia\u00e7\u00e3o seja proporcionalmente superior ao \u00edndice de senten\u00e7as proferidas dentro da mesma m\u00e9dia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ: \u201cArt. 7\u00ba A presteza deve ser avaliada nos seguintes aspectos: I &#8211; dedica\u00e7\u00e3o, definida a partir de a\u00e7\u00f5es como: a) assiduidade ao expediente forense; (&#8230;) c) ger\u00eancia administrativa; d) atua\u00e7\u00e3o em unidade jurisdicional definida previamente pelo Tribunal como de dif\u00edcil provimento; e) participa\u00e7\u00e3o efetiva em mutir\u00f5es, em justi\u00e7a itinerante e em outras iniciativas institucionais; f) resid\u00eancia e perman\u00eancia na comarca; (&#8230;) j) publica\u00e7\u00f5es, projetos, estudos e procedimentos que tenham contribu\u00eddo para a organiza\u00e7\u00e3o e a melhoria dos servi\u00e7os do Poder Judici\u00e1rio; k) alinhamento com as metas do Poder Judici\u00e1rio, tra\u00e7adas sob a coordena\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a. II &#8211; celeridade na presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, considerando-se: a) a observ\u00e2ncia dos prazos processuais, computando-se o n\u00famero de processos com prazo vencido e os atrasos injustific\u00e1veis; (&#8230;) e) n\u00famero de senten\u00e7as l\u00edquidas prolatadas em processos submetidos ao rito sum\u00e1rio e sumar\u00edssimo e de senten\u00e7as prolatadas em audi\u00eancias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(5) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ: \u201cArt. 8\u00ba Na avalia\u00e7\u00e3o do aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico ser\u00e3o considerados: (&#8230;). \u00a7 3\u00ba As atividades exercidas por magistrados na dire\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o, assessoria e doc\u00eancia em cursos de forma\u00e7\u00e3o de magistrados nas Escolas Nacionais ou dos Tribunais s\u00e3o consideradas servi\u00e7o p\u00fablico relevante e, para o efeito do presente artigo, computadas como tempo de forma\u00e7\u00e3o pelo total de horas efetivamente comprovadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(6) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 106\/2010 do CNJ: \u201cArt. 6\u00ba (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. Na avalia\u00e7\u00e3o da produtividade dever\u00e1 ser considerada a m\u00e9dia do n\u00famero de senten\u00e7as e audi\u00eancias em compara\u00e7\u00e3o com a produtividade m\u00e9dia de ju\u00edzes de unidades similares, utilizando-se, para tanto, dos institutos da mediana e do desvio padr\u00e3o oriundos da ci\u00eancia da estat\u00edstica, privilegiando-se, em todos os casos, os magistrados cujo \u00edndice de concilia\u00e7\u00e3o seja proporcionalmente superior ao \u00edndice de senten\u00e7as proferidas dentro da mesma m\u00e9dia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-policia-civil-e-regime-remuneratorio-de-seus-servidores\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pol\u00edcia civil e regime remunerat\u00f3rio de seus servidores<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a fixa\u00e7\u00e3o de reajustes diferenciados para integrantes da carreira da pol\u00edcia civil, bem como a ado\u00e7\u00e3o do regime de subs\u00eddio apenas para os delegados, conforme op\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.921\/RR, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 17\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 37 X e 39 \u00a71\u00ba; LC estadual 94\/2006 (RR).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A fixa\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es remunerat\u00f3rios \u00e9 ato discricion\u00e1rio do administrador, observados crit\u00e9rios de complexidade e responsabilidade do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O subs\u00eddio para delegados e o vencimento b\u00e1sico para outras carreiras n\u00e3o violam a isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A pol\u00edtica remunerat\u00f3ria estadual est\u00e1 sujeita \u00e0 autonomia financeira e or\u00e7ament\u00e1ria do ente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a constitucionalidade da lei estadual que estabeleceu reajustes distintos entre cargos da pol\u00edcia civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, reconhecendo que a diferencia\u00e7\u00e3o decorre de op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de pol\u00edtica remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Constitui\u00e7\u00e3o exige tratamento remunerat\u00f3rio id\u00eantico entre todos os cargos dentro de uma mesma entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A CF permite diferencia\u00e7\u00e3o com base em crit\u00e9rios de complexidade e atribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O regime de subs\u00eddio exclusivo para delegados, e n\u00e3o para outros cargos na pol\u00edcia civil, \u00e9 compat\u00edvel com a autonomia organizacional dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse foi o entendimento aplicado na ADI 4.921\/RR.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Pol\u00edcia civil \u2013 regime remunerat\u00f3rio<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 37 X e 39 \u00a71\u00ba ???? LC 94\/2006 (RR) ???? Discricionariedade administrativa ???? Reajustes diferenciados \u2192 constitucionais<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o constitucionais \u2014 e n\u00e3o violam o princ\u00edpio da isonomia \u2014 normas estaduais que estabelecem reajustes em percentuais diferenciados para integrantes das carreiras da pol\u00edcia civil e regime de subs\u00eddio apenas para a carreira de delegado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 94\/2006 do Estado de Roraima majorou os vencimentos de delegados de pol\u00edcia em 49,93%, os de m\u00e9dico-legista, perito criminal e odontolegista em 34,27%, e os dos demais servidores p\u00fablicos da pol\u00edcia civil em 7%. Ela n\u00e3o se amparou na revis\u00e3o geral anual de vencimentos (1), mas em reajuste remunerat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Constitui discricionariedade do administrador a fixa\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de vencimento dos servidores p\u00fablicos, desde que considerados fatores or\u00e7ament\u00e1rios, financeiros e organizacionais, como a dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria pr\u00e9via, a elabora\u00e7\u00e3o de lei espec\u00edfica, os princ\u00edpios constitucionais referentes \u00e0 natureza, ao grau e \u00e0 responsabilidade, as complexidades e peculiaridades de cada cargo (CF\/1988, art. 39, \u00a7 1\u00ba), e os requisitos de investidura (2) (3).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso<strong>, a ado\u00e7\u00e3o do regime de subs\u00eddios para os delegados da pol\u00edcia civil fundamenta-se na pol\u00edtica remunerat\u00f3ria atribu\u00edda aos entes da Federa\u00e7\u00e3o, segundo sua autonomia pol\u00edtico-administrativa, organizacional e financeira<\/strong>. Inclusive, n\u00e3o se depreende do texto constitucional obriga\u00e7\u00e3o no sentido de que os estados-membros, ao estipularem o subs\u00eddio para uma carreira de determinado \u00f3rg\u00e3o, devam estend\u00ea-lo \u00e0s demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade: (i) dos anexos II e III da Lei Complementar n\u00ba 94\/2006 do Estado de Roraima; (ii) da Lei Complementar roraimense n\u00ba 131\/2008; e (iii) do Decreto Regulamentar estadual n\u00ba 14.529-E\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 37. (&#8230;) X \u2013 a remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos e o subs\u00eddio de que trata o \u00a7 4\u00ba do art. 39 somente poder\u00e3o ser fixados ou alterados por lei espec\u00edfica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revis\u00e3o geral anual, sempre na mesma data e sem distin\u00e7\u00e3o de \u00edndices;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Enunciado sumular citado: SV 37.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedente citado: ADI 526 MC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-destinacao-de-valores-de-condenacoes-em-acoes-civis-publicas-trabalhistas\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destina\u00e7\u00e3o de valores de condena\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas trabalhistas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>As indeniza\u00e7\u00f5es fixadas em a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas trabalhistas devem ser revertidas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), sendo excepcional a destina\u00e7\u00e3o a outras entidades, que deve observar os crit\u00e9rios de transpar\u00eancia e rastreabilidade previstos na Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta CNJ\/CNMP n\u00ba 10\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 944 MC-Ref\/DF, Rel. Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 16\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 5\u00ba LXXIII, 7\u00ba e 127; Lei 7.347\/1985, art. 13; Res. Conjunta CNJ\/CNMP 10\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os valores decorrentes de condena\u00e7\u00f5es ou acordos em a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas pertencem \u00e0 coletividade e devem retornar a fundos p\u00fablicos destinados \u00e0 repara\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A destina\u00e7\u00e3o a entidades privadas \u00e9 medida excepcional e depende de decis\u00e3o fundamentada.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 vedado o contingenciamento ou bloqueio dos recursos destinados ao FDD ou ao FAT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF referendou medida cautelar que uniformiza a destina\u00e7\u00e3o de valores provenientes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas, garantindo transpar\u00eancia e controle na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal reconheceu que a pr\u00e1tica de repasses a funda\u00e7\u00f5es ou entidades privadas afrontava o art. 13 da Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica e o princ\u00edpio da moralidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A destina\u00e7\u00e3o de valores de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas coletivas a entidades privadas \u00e9 excepcional e poss\u00edvel apenas mediante decis\u00e3o fundamentada e com observ\u00e2ncia dos par\u00e2metros de Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta do CNJ e CNMP.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF determinou que devem ser revertidos ao FDD ou ao FAT. Excepcional a outras entidades, observada a Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta do CNJ\/ CNMP 10\/2024<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? ACPs trabalhistas \u2013 destina\u00e7\u00e3o de valores<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 7.347\/1985, art. 13 ???? Fundos p\u00fablicos: FDD e FAT ???? Excepcionalidade \u2192 Res. Conjunta 10\/2024 ???? Proibi\u00e7\u00e3o de contingenciamento<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Encontram-se presentes os requisitos para a concess\u00e3o da medida cautelar, pois: (i) h\u00e1 plausibilidade jur\u00eddica quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de que a destina\u00e7\u00e3o dos valores provenientes de condena\u00e7\u00f5es e acordos em a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas trabalhistas deve observar par\u00e2metros legais e constitucionais, especialmente transpar\u00eancia, rastreabilidade e efetividade na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos; e (ii) h\u00e1 perigo da demora na presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, consubstanciado nos riscos da destina\u00e7\u00e3o inadequada desses valores e pelo hist\u00f3rico de contingenciamentos e bloqueios de fundos p\u00fablicos, com comprometimento \u00e0 reconstitui\u00e7\u00e3o dos bens lesados e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos direitos sociais dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, discute-se a constitucionalidade de decis\u00f5es da Justi\u00e7a do Trabalho que determinaram o repasse de valores de condena\u00e7\u00f5es coletivas para funda\u00e7\u00f5es privadas ou entidades diversas, em detrimento dos fundos p\u00fablicos previstos no art. 13 da Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica &#8211; Lei n\u00ba 7.347\/1985 (1), que estabelece a revers\u00e3o das indeniza\u00e7\u00f5es a fundo gerido por conselho federal ou estadual, com participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e de representantes da sociedade civil, destinado \u00e0 recomposi\u00e7\u00e3o dos bens lesados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta Corte estabeleceu, como regra, que as indeniza\u00e7\u00f5es coletivas fixadas pela Justi\u00e7a do Trabalho ou pactuadas em Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho devem ser direcionadas ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Esses recursos devem ser aplicados exclusivamente em programas e projetos voltados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores, sendo vedado qualquer tipo de contingenciamento, bloqueio ou impedimento \u00e0 sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, quando n\u00e3o for poss\u00edvel ou adequado o repasse direto ao FDD ou ao FAT, a destina\u00e7\u00e3o dos valores observar\u00e1 os par\u00e2metros estabelecidos na Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta n\u00ba 10 do CNJ e do CNMP (2), especialmente quanto \u00e0 transpar\u00eancia, rastreabilidade e presta\u00e7\u00e3o de contas, cabendo ao magistrado ou ao membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico comunicar o respectivo conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, referendou a <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/downloadPeca.asp?id=15369386867&amp;ext=.pdf\">decis\u00e3o<\/a> que concedeu, em parte, a medida cautelar, para determinar que: (i) as condena\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas trabalhistas por danos transindividuais sejam direcionadas para o FDD ou para o FAT; (ii) excepcionalmente e de forma motivada, sejam observados os procedimentos e medidas previstos na Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta n\u00ba 10\/2024 do CNJ e CNMP; e (iii) os recursos existentes e futuros nesses fundos n\u00e3o poder\u00e3o ser objeto de qualquer esp\u00e9cie de contingenciamento, com efeito <em>ex tunc<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L7347Compilada.htm#:~:text=Art.%2013.%20Havendo,dos%20bens%20lesados\">Lei n\u00ba 7.347\/1985<\/a>: \u201cArt. 13. Havendo condena\u00e7\u00e3o em dinheiro, a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano causado reverter\u00e1 a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participar\u00e3o necessariamente o Minist\u00e9rio P\u00fablico e representantes da comunidade, sendo seus recursos destinados \u00e0 reconstitui\u00e7\u00e3o dos bens lesados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reserva-de-lei-complementar-estadual-e-principio-da-simetria-constitucional\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reserva de lei complementar estadual e princ\u00edpio da simetria constitucional<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que cria hip\u00f3teses de reserva de lei complementar n\u00e3o previstas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por impor restri\u00e7\u00e3o indevida ao processo legislativo e romper o princ\u00edpio da simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.436\/SP, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 15\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 25, 34 VII e 61; CE\/SP, art. 23 par. \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? As constitui\u00e7\u00f5es estaduais devem observar as hip\u00f3teses de reserva de lei complementar estabelecidas na CF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A cria\u00e7\u00e3o de novas mat\u00e9rias sujeitas a lei complementar estadual representa ofensa ao arranjo federativo e ao princ\u00edpio democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF reafirmou o car\u00e1ter taxativo das hip\u00f3teses de reserva de lei complementar, vinculadas \u00e0 CF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal entendeu que a exig\u00eancia de qu\u00f3rum qualificado fora das hip\u00f3teses constitucionais restringe indevidamente a atua\u00e7\u00e3o legislativa ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os estados n\u00e3o podem ampliar, em suas constitui\u00e7\u00f5es, as hip\u00f3teses de reserva de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Tal amplia\u00e7\u00e3o violaria o princ\u00edpio da simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Apenas as hip\u00f3teses de reserva de lei complementar previstas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal podem ser reproduzidas nas constitui\u00e7\u00f5es estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF declarou a inconstitucionalidade de 12 itens do art. 23 par. \u00fanico da CE-SP que ampliavam as hip\u00f3teses de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Lei complementar estadual \u2013 simetria<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 25 e 34 VII ???? CE-SP, art. 23 par. \u00fanico ???? Amplia\u00e7\u00e3o \u2192 inconstitucional ???? Princ\u00edpio da simetria legislativa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u00c9 inconstitucional \u2014 pois configura \u00f3bice procedimental que restringe indevidamente o arranjo democr\u00e1tico-representativo desenhado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u2014 norma de constitui\u00e7\u00e3o estadual que prev\u00ea hip\u00f3teses de mat\u00e9rias reservadas \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de lei complementar que n\u00e3o guardam simetria com o texto constitucional de 1988.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As constitui\u00e7\u00f5es estaduais decorrem diretamente da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, motivo pelo qual devem obedi\u00eancia a algumas limita\u00e7\u00f5es de conte\u00fado, como, por exemplo, os princ\u00edpios constitucionais sens\u00edveis (CF\/1988, art. 34, VII) e as escolhas quanto \u00e0 forma de sua organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, com base na incid\u00eancia dos princ\u00edpios republicano e federativo, os estados devem observar o princ\u00edpio da simetria com rela\u00e7\u00e3o ao conjunto normativo que regula o processo legislativo, de modo que s\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria nas constitui\u00e7\u00f5es estaduais as hip\u00f3teses em que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal exige a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, muito embora a CF\/1988 n\u00e3o preveja a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar, os itens impugnados da Constitui\u00e7\u00e3o paulista estabeleceram a necessidade dessa esp\u00e9cie normativa para disciplinar as seguintes mat\u00e9rias: (i) organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria; (ii) leis org\u00e2nicas das pol\u00edcias civil e militar, do tribunal de contas, das entidades da administra\u00e7\u00e3o descentralizada e do fisco estadual; (iii) estatutos dos servidores civis e militares; bem como (iv) os c\u00f3digos de educa\u00e7\u00e3o, de sa\u00fade, de saneamento b\u00e1sico, de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e de preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandios e emerg\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) <a><\/a>Precedentes citados: <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=AC&amp;docID=385482\">ADI 1.353<\/a>, <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=781751528\">ADI 6.856<\/a>, <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=AC&amp;docID=626961\">ADI 2.872<\/a> e <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=751693046\">ADI 5.003<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-educacao-sexual-e-ideologia-de-genero-em-politicas-municipais-de-ensino\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Educa\u00e7\u00e3o sexual e ideologia de g\u00eanero em pol\u00edticas municipais de ensino<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais as leis municipais que pro\u00edbem a abordagem de temas relacionados \u00e0 diversidade de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00e3o sexual nas escolas, por invadirem compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional e por violarem princ\u00edpios constitucionais da dignidade, igualdade e liberdade de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 466\/SC e ADPF 522\/PE, Rel. Min. Rosa Weber e Min. Marco Aur\u00e9lio, Red. p\/ o ac\u00f3rd\u00e3o Ministros Nunes Marques e Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 15\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 1\u00ba III, 3\u00ba I e IV, 5\u00ba caput e IX, 22 XXIV, 205 e 206 II-III; Lei 9.394\/1996.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A compet\u00eancia da Uni\u00e3o sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 privativa e vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>???? As leis municipais usurparam compet\u00eancia federal e institu\u00edram censura ideol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A liberdade de c\u00e1tedra e o pluralismo de ideias s\u00e3o pilares do ensino democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF declarou a inconstitucionalidade das leis municipais de Tubar\u00e3o\/SC, Petrolina\/PE e Garanhuns\/PE, que vedavam a abordagem de g\u00eanero e sexualidade nas escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal destacou que o ensino laico e plural \u00e9 componente essencial do Estado Democr\u00e1tico de Direito e da prote\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os munic\u00edpios podem legislar sobre conte\u00fado pedag\u00f3gico, proibindo a abordagem de g\u00eanero e sexualidade nas escolas locais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Tal iniciativa viola a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o e princ\u00edpios constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A proibi\u00e7\u00e3o de abordagem de g\u00eanero em escolas afronta a liberdade de c\u00e1tedra e o direito \u00e0 igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Ao menos esse \u00e9 o entendimento do STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Educa\u00e7\u00e3o \u2013 ideologia de g\u00eanero<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 22 XXIV, 205 e 206 ???? Compet\u00eancia da Uni\u00e3o ???? Liberdade de ensino e pluralismo ???? Leis municipais inconstitucionais<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>S\u00e3o inconstitucionais \u2014 por usurparem a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional (CF\/1988, art. 22, XXIV) e por violarem preceitos fundamentais relacionados \u00e0 dignidade da pessoa humana (CF\/1988, art. 1\u00ba, III); ao objetivo de construir uma sociedade livre, justa e solid\u00e1ria, e da promo\u00e7\u00e3o do bem de todos (CF\/1988, art. 3\u00ba, I e IV); ao direito \u00e0 igualdade, inclusive de g\u00eanero (CF\/1988, art. 5\u00ba, <em>caput<\/em>); \u00e0 veda\u00e7\u00e3o de censura em atividades culturais (CF\/1988, art. 5\u00ba, IX); ao pluralismo de ideias e de concep\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas; e ao direito de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber (CF\/1988, arts. 205 e 206, II e III) \u2014 leis municipais que pro\u00edbem a abordagem de temas relacionados a quest\u00f5es de g\u00eanero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual nas escolas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as leis municipais impugnadas <em>n\u00e3o tratam de assunto de interesse local<\/em> nem possuem car\u00e1ter meramente suplementar \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o federal (CF\/1988, arts. 24, IX; e 30, I e II). Essas leis, ao vedarem a veicula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados relacionados a quest\u00f5es de g\u00eanero e diversidade sexual nas escolas, violaram a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional e institu\u00edram princ\u00edpios pr\u00f3prios, em descompasso com aqueles previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9394.htm\">Lei n\u00ba 9.394\/1996<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as proibi\u00e7\u00f5es nelas contidas configuram conte\u00fado normativo essencialmente discriminat\u00f3rio e que, al\u00e9m de contrariar preceitos constitucionais e instrumentos internacionais de prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, revelam-se incompat\u00edveis com diversos princ\u00edpios basilares do Estado Democr\u00e1tico de Direito, acima elencados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta e por unanimidade, julgou procedentes ambas as argui\u00e7\u00f5es para declarar a inconstitucionalidade (i) do <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/sc\/t\/tubarao\/lei-ordinaria\/2015\/427\/4268\/lei-ordinaria-n-4268-2015-aprova-o-plano-municipal-de-educacao-de-tubarao-e-da-outras-providencias\">art. 9\u00ba da Lei n\u00ba 4.268\/2015 do Munic\u00edpio de Tubar\u00e3o\/SC<\/a> (1), bem como (ii) da <a href=\"https:\/\/leismunicipais.com.br\/a\/pe\/p\/petrolina\/lei-ordinaria\/2017\/299\/2985\/lei-ordinaria-n-2985-2017-proibe-as-atividades-pedagogicas-que-visem-a-reproducao-de-conceito-de-ideologia-de-genero-na-grade-de-ensino-da-rede-municipal-e-da-rede-privada-de-petrolina-e-da-outras-providencias\">Lei n\u00ba 2.985\/2017 do Munic\u00edpio de Petrolina\/PE<\/a> (2) e da <a href=\"https:\/\/cloud.it-solucoes.inf.br\/transparenciamunicipal\/download\/34-20190212161238.pdf\">Lei n\u00ba 4.432\/2017 do Munic\u00edpio de Garanhuns\/PE<\/a> (3). Por maioria, o Tribunal declarou a inconstitucionalidade material (i) do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba e do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 3\u00ba da Lei n\u00ba 2.985\/2017 do Munic\u00edpio de Petrolina\/PE; e (ii) das seguintes normas da mencionada lei do Munic\u00edpio de Garanhuns\/PE: (a) express\u00e3o \u201c<em>biblioteca p\u00fablica<\/em>\u201d, contida no art. 1\u00ba, e (b) refer\u00eancia \u00e0 biblioteca p\u00fablica como um dos ambientes mencionados em seu art. 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incorporacao-de-gratificacao-a-vencimentos-de-servidores-publicos\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incorpora\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00e3o a vencimentos de servidores p\u00fablicos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional lei estadual que determina a incorpora\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00e3o criada por resolu\u00e7\u00e3o aos vencimentos de servidores que exerceram atribui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e receberam o benef\u00edcio de forma ininterrupta por per\u00edodo m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.285\/GO, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 17\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 5\u00ba caput, 37 caput, II e X; Lei estadual 15.697\/2006-GO.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A lei formal pode consolidar gratifica\u00e7\u00e3o funcional de natureza transit\u00f3ria, desde que observada a razoabilidade e a impessoalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A incorpora\u00e7\u00e3o beneficia apenas servidores que cumpriram requisitos objetivos e temporais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma representa op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de pol\u00edtica remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF validou a lei goiana que incorporou gratifica\u00e7\u00e3o a servidores da Assembleia Legislativa que desempenharam fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a por mais de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal reconheceu a razoabilidade da medida e a inexist\u00eancia de afronta \u00e0 moralidade ou ao concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A incorpora\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00e3o funcional sem lei espec\u00edfica \u00e9 v\u00e1lida, desde que haja previs\u00e3o em resolu\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. \u00c9 indispens\u00e1vel lei formal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 leg\u00edtima a incorpora\u00e7\u00e3o legal de gratifica\u00e7\u00e3o por tempo m\u00ednimo de exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse foi o entendimento aplicado na ADI 4.285\/GO.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Servidor p\u00fablico \u2013 incorpora\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 X ???? Lei estadual 15.697\/2006-GO ???? Razoabilidade e impessoalidade ???? Constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u00c9 constitucional \u2014 e n\u00e3o ofende os princ\u00edpios da isonomia (CF\/1988, art. 5\u00ba, <em>caput<\/em>), da impessoalidade, da moralidade, do concurso p\u00fablico e da reserva legal (CF\/1988, art. 37, <em>caput<\/em>, II e X) \u2014 lei estadual que determina a incorpora\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00e3o criada por resolu\u00e7\u00e3o aos vencimentos de servidores que<\/strong> <strong>desempenham atribui\u00e7\u00f5es funcionais espec\u00edficas e receberam o benef\u00edcio de forma ininterrupta por um per\u00edodo m\u00ednimo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O texto constitucional exige lei formal para fixar ou alterar remunera\u00e7\u00e3o de servidor p\u00fablico (CF\/1988, art. 37, X). Ocorre que, na esp\u00e9cie, impugna-se a legisla\u00e7\u00e3o que prev\u00ea a incorpora\u00e7\u00e3o da parcela ao vencimento de determinados servidores p\u00fablicos, e n\u00e3o o benef\u00edcio em si ou o ato normativo que o criou, o qual foi revogado antes da propositura da presente a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a norma garantidora da incorpora\u00e7\u00e3o remeta \u00e0 que instituiu a verba, ambas veiculam conte\u00fados jur\u00eddicos distintos, motivo pelo qual a lei estadual impugnada subsiste por si s\u00f3 e n\u00e3o retira da norma revogada seu fundamento imediato de validade. Nesse contexto, n\u00e3o cabe a esta Corte se manifestar sobre a constitucionalidade de ato normativo n\u00e3o impugnado nem de norma revogada, independentemente da exist\u00eancia de efeitos residuais concretos (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a incorpora\u00e7\u00e3o da vantagem pecuni\u00e1ria \u00e9 razo\u00e1vel, pois foi (i) concedida a servidores p\u00fablicos que desempenham fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a como compensa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica pelas condi\u00e7\u00f5es laborativas perigosas, com exposi\u00e7\u00e3o ao risco de vida (2); e (ii) condicionada ao exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a por prazo n\u00e3o inferior a cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a lei estadual impugnada configura leg\u00edtima op\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-institucional do legislador, a fim de beneficiar ou melhorar situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de determinados servidores, e conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica, sem violar direito adquirido, ato jur\u00eddico perfeito ou coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade da <a href=\"https:\/\/legisla.casacivil.go.gov.br\/pesquisa_legislacao\/79746\/lei-15697\">Lei n\u00ba 15.697\/2006 do Estado de Goi\u00e1s<\/a> (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=754130346\">ADI 1.094<\/a>, bem como <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/downloadPeca.asp?id=251602906&amp;ext=.pdf\">ADI 4.213<\/a> e <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/downloadPeca.asp?id=15344404245&amp;ext=.pdf\">ADI 5.053<\/a> (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8112cons.htm#:~:text=%C2%A7%C2%A02o%C2%A0%C2%A0O%20direito%20ao%20adicional%20de%20insalubridade%20ou%20periculosidade%20cessa%20com%20a%20elimina%C3%A7%C3%A3o%20das%20condi%C3%A7%C3%B5es%20ou%20dos%20riscos%20que%20deram%20causa%20a%20sua%20concess%C3%A3o.\">Lei n\u00ba 8.112\/1990<\/a>: \u201cArt. 68.&nbsp; Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. (&#8230;) \u00a7 2\u00ba O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a elimina\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ou dos riscos que deram causa a sua concess\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) <a href=\"https:\/\/legisla.casacivil.go.gov.br\/pesquisa_legislacao\/79746\/lei-15697\">Lei n\u00ba 15.697\/2006 do Estado de Goi\u00e1s<\/a>: \u201cArt. 1\u00ba Ao servidor ocupante do cargo de Agente Legislativo, categoria funcional \u2018Agente de Seguran\u00e7a\u2019, de que trata o Anexo IV da Resolu\u00e7\u00e3o 1.007, de 20 de abril de 1999, que houver percebido, ininterruptamente, por prazo n\u00e3o inferior a 05 (cinco) anos, a gratifica\u00e7\u00e3o institu\u00edda pela Resolu\u00e7\u00e3o 1.041, de 18 de maio de 2000, \u00e9 assegurado o direito de incorporar, em car\u00e1ter permanente, ao seu vencimento, o respectivo valor. Par\u00e1grafo \u00fanico. A gratifica\u00e7\u00e3o institu\u00edda pela Resolu\u00e7\u00e3o 1.041, de 18 de maio de 2000, fica automaticamente extinta na medida em que a mesma for incorporada, nos termos do art. 1\u00ba. Art. 2\u00ba Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-declaracao-eletronica-de-beneficios-fiscais-e-multa-proporcional\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Declara\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de benef\u00edcios fiscais e multa proporcional<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a obriga\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas informarem, por meio de declara\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica simplificada, os benef\u00edcios fiscais e incentivos tribut\u00e1rios usufru\u00eddos, bem como as multas aplicadas por descumprimento dessa obriga\u00e7\u00e3o, desde que observados os princ\u00edpios da proporcionalidade e da simplicidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.765\/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 17\/10\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 145 \u00a73\u00ba, 164-A, 165 \u00a7\u00a72\u00ba e 6\u00ba, 179; Lei 14.973\/2024, arts. 43 e 44.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A transpar\u00eancia fiscal \u00e9 compat\u00edvel com o princ\u00edpio da simplicidade tribut\u00e1ria e o tratamento diferenciado para pequenas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A declara\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios (Dirbi) aprimora o controle das ren\u00fancias e incentivos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? As multas limitadas a 30% do valor do benef\u00edcio s\u00e3o proporcionais e razo\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF entendeu que a Dirbi n\u00e3o imp\u00f5e \u00f4nus excessivo \u00e0s empresas e garante maior efici\u00eancia na gest\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Tribunal considerou que as san\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis respeitam os limites de razoabilidade e n\u00e3o violam o tratamento favorecido de micro e pequenas empresas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia de declara\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de benef\u00edcios fiscais viola o princ\u00edpio da simplicidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF afirmou que a exig\u00eancia \u00e9 compat\u00edvel com a CF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A multa de at\u00e9 30% do valor do benef\u00edcio fiscal por descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o \u00e9 constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse foi o entendimento aplicado \u2013 o percentual \u00e9 proporcional e razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Benef\u00edcios fiscais \u2013 declara\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 14.973\/2024, arts. 43-44 ???? Transpar\u00eancia e proporcionalidade ???? Dirbi compat\u00edvel com CF ???? Constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u00c9 constitucional \u2014 e n\u00e3o viola os princ\u00edpios da simplicidade tribut\u00e1ria (CF\/1988, art. 145, \u00a7 3\u00ba), da razoabilidade, da proporcionalidade, da livre iniciativa (CF\/1988, art. 170, <em>caput<\/em>), da livre concorr\u00eancia (CF\/1988, art. 170, IV), da seguran\u00e7a jur\u00eddica e do tratamento favorecido para microempresas e empresas de pequeno porte (CF\/1988, arts. 146, III, <em>d<\/em>; 170, IX; e 179) \u2014 a obrigatoriedade de prestar, via declara\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, informa\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre incentivos, ren\u00fancias, benef\u00edcios e imunidades de natureza fiscal (Dirbi) usufru\u00eddos por pessoas jur\u00eddicas (Lei n\u00ba 14.973\/2024, arts. 43 e 44).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O texto constitucional, ao mesmo tempo em que determina a simplicidade do sistema tribut\u00e1rio, assegura transpar\u00eancia, justi\u00e7a fiscal e equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas (CF\/1988, arts. 145, \u00a7 3\u00ba; 164-A; 165, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 6\u00ba). Nesse contexto, a obriga\u00e7\u00e3o de informar benef\u00edcios fiscais por meio de declara\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica em formato simplificado, como a Dirbi, contribui para o controle e a racionaliza\u00e7\u00e3o dos gastos tribut\u00e1rios, sendo compat\u00edvel com o dever de presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o e com o aprimoramento da gest\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais, sem impor \u00f4nus excessivo \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as normas federais impugnadas apenas reuniram requisitos gerais j\u00e1 existentes para a concess\u00e3o, o reconhecimento, a habilita\u00e7\u00e3o e a coabilita\u00e7\u00e3o de incentivos, ren\u00fancias e benef\u00edcios tribut\u00e1rios, a fim de conferir maior seguran\u00e7a jur\u00eddica e transpar\u00eancia ao sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>As multas previstas para o descumprimento dessa obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria observam os par\u00e2metros de razoabilidade e proporcionalidade, na medida em que s\u00e3o limitadas a percentuais adequados e compat\u00edveis com a jurisprud\u00eancia desta Corte acerca das san\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a obriga\u00e7\u00e3o de entrega da Dirbi n\u00e3o afasta o tratamento diferenciado previsto para microempresas e empresas de pequeno porte, pois a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria deve observar os respectivos estatutos, nos moldes da Lei Complementar n\u00ba 123\/2006 (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade dos arts. 43 e 44 da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2024\/lei\/l14973.htm#:~:text=CAP%C3%8DTULO%20VII,DE%20BENEF%C3%8DCIOS%20FISCAIS\">Lei n\u00ba 14.973\/2024<\/a> (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=10207610\">RE 606.010<\/a> (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=3797543&amp;numeroProcesso=606010&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=872\">Tema 872 RG<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=7066469\">RE 627.543<\/a> (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=3922675&amp;numeroProcesso=627543&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=363\">Tema 363 RG<\/a>) e <a href=\"https:\/\/redir.stf.jus.br\/paginadorpub\/paginador.jsp?docTP=TP&amp;docID=756835500\">RE 970.821<\/a> (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4983092&amp;numeroProcesso=970821&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=517\">Tema 517 RG<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" 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