{"id":1662248,"date":"2025-10-28T23:54:54","date_gmt":"2025-10-29T02:54:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1662248"},"modified":"2025-10-28T23:54:56","modified_gmt":"2025-10-29T02:54:56","slug":"informativo-stf-1193-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1193-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1193 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/28235400\/stf-info-1193.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_i_jcgomQEjA\"><div id=\"lyte_i_jcgomQEjA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/i_jcgomQEjA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/i_jcgomQEjA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/i_jcgomQEjA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gratificacao-de-atividade-judiciaria-requisitos-para-sua-percepcao-no-ambito-estadual\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gratifica\u00e7\u00e3o de Atividade Judici\u00e1ria: requisitos para sua percep\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito estadual<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional norma estadual que concede gratifica\u00e7\u00e3o a servidores do Poder Judici\u00e1rio que desempenhem atividades diferenciadas das atribui\u00e7\u00f5es originais de seus cargos, configurando instrumento leg\u00edtimo de incentivo e aprimoramento dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.746\/MA, Rel. Min. Nunes Marques, Red. p\/ o ac\u00f3rd\u00e3o Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 3\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 37 caput e X; Lei estadual 8.715\/2007-MA, art. 7\u00ba-D \u00a71\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Gratifica\u00e7\u00e3o de Atividade Judici\u00e1ria (GAJ) recompensa atribui\u00e7\u00f5es de maior complexidade ou que exijam maior tempo e qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A express\u00e3o \u201catividades diferenciadas de suas fun\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o configura desvio funcional nem ofensa ao concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A concess\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima dentro da autonomia administrativa do Judici\u00e1rio e serve como incentivo \u00e0 efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou a constitucionalidade de lei maranhense que condiciona a GAJ \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de atividades distintas das rotinas habituais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio entendeu que a norma \u00e9 compat\u00edvel com a CF por representar pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o funcional e gest\u00e3o administrativa leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A gratifica\u00e7\u00e3o estadual que prev\u00ea atividades diferentes das do cargo \u00e9 inconstitucional por configurar desvio de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF afirmou que n\u00e3o h\u00e1 desvio, desde que dentro da carreira. Por exemplo, a GAJ \u00e9 compat\u00edvel com a CF como forma de incentivo \u00e0 efici\u00eancia e valoriza\u00e7\u00e3o funcional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Servidor p\u00fablico \u2013 gratifica\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 ???? Atividades diferenciadas \u2260 desvio ???? Incentivo \u00e0 efici\u00eancia ???? Constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 na medida em que configura instrumento leg\u00edtimo de incentivo ao servidor e de aprimoramento dos servi\u00e7os, no exerc\u00edcio da discricionariedade administrativa decorrente da <strong>autonomia dos Tribunais<\/strong> \u2014 norma estadual que concede gratifica\u00e7\u00e3o aos servidores do Poder Judici\u00e1rio que desempenhem atividades diferenciadas das atribui\u00e7\u00f5es originais de seus cargos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o dispositivo impugnado prev\u00ea que os servidores do Poder Judici\u00e1rio do Estado do Maranh\u00e3o que optarem pela percep\u00e7\u00e3o mensal da Gratifica\u00e7\u00e3o de Atividade Judici\u00e1ria (GAJ) ficar\u00e3o sujeitos \u00e0 <em>execu\u00e7\u00e3o de atividades diferenciadas de suas fun\u00e7\u00f5es<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa gratifica\u00e7\u00e3o objetiva recompensar o desempenho de atribui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do pr\u00f3prio cargo, mas que possuem maior complexidade, ainda que distintas das rotinas habituais, e que, por sua natureza, demandam mais tempo, qualifica\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o para a sua fiel execu\u00e7\u00e3o. Ela funciona como incentivo \u00e0 efici\u00eancia, \u00e0 boa gest\u00e3o e \u00e0 celeridade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a express\u00e3o \u201cexecu\u00e7\u00e3o de atividades diferenciadas de suas fun\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o configura desvio de fun\u00e7\u00e3o nem disp\u00f5e sobre o ingresso no servi\u00e7o p\u00fablico sem pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o em concurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para confirmar a constitucionalidade da express\u00e3o \u201ca execu\u00e7\u00e3o de atividades diferenciadas de suas fun\u00e7\u00f5es\u201d, contida no \u00a7 1\u00ba do art. 7\u00ba-D da Lei n\u00ba 8.715\/2007 do Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-legislar-sobre-a-prestacao-de-servicos-publicos-de-transporte-rodoviario-intermunicipal-de-passageiros\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para legislar sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos de transporte rodovi\u00e1rio intermunicipal de passageiros<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional norma estadual que pro\u00edbe a exclusividade na explora\u00e7\u00e3o do transporte rodovi\u00e1rio intermunicipal de passageiros, pois n\u00e3o usurpa a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos nem excede a compet\u00eancia concorrente dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.763\/MT, Rel. Min. Edson Fachin, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 3\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 24 V e 175; Lei 8.987\/1995, art. 16.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Compete aos estados legislar sobre transporte intermunicipal de passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Uni\u00e3o estabelece normas gerais, mas os estados podem adotar regras mais protetivas aos usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A proibi\u00e7\u00e3o de exclusividade atende ao federalismo cooperativo e \u00e0 defesa do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou lei mato-grossense que exige, no m\u00ednimo, duas empresas por regi\u00e3o na concess\u00e3o de transporte intermunicipal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que a medida \u00e9 leg\u00edtima, pois garante concorr\u00eancia e qualidade do servi\u00e7o sem ofender a compet\u00eancia federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Apenas a Uni\u00e3o pode legislar sobre transporte intermunicipal de passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A compet\u00eancia \u00e9 estadual, observadas normas gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O estado pode restringir a exclusividade de concess\u00f5es de transporte intermunicipal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese fixada na ADI 4.763\/MT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Transporte intermunicipal \u2013 compet\u00eancia<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 24 V e 175 ???? Lei 8.987\/1995, art. 16 ???? Proibi\u00e7\u00e3o de exclusividade ???? Compet\u00eancia estadual leg\u00edtima<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 pois n\u00e3o usurpa a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais de concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos (CF\/1988, art. 175) nem extrapola a compet\u00eancia concorrente dos estados para legislar sobre consumo (CF\/1988, art. 24, V) \u2014 norma estadual que pro\u00edbe a exclusividade na explora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de transporte rodovi\u00e1rio intermunicipal de passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte, <strong>compete aos estados legislar sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos de transporte intermunicipal<\/strong> (1).<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o, ao estabelecer normas gerais sobre o regime de concess\u00e3o e permiss\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos (Lei n\u00ba 8.987\/1995), autorizou a exclusividade de explora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos apenas nos casos de inviabilidade t\u00e9cnica ou econ\u00f4mica justificada (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a legisla\u00e7\u00e3o federal n\u00e3o proibiu que os estados, no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia concorrente para legislar sobre consumo e observando as peculiaridades locais, criem regras mais r\u00edgidas para proteger os usu\u00e1rios dos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a norma estadual impugnada est\u00e1 de acordo com o federalismo cooperativo e com o princ\u00edpio da subsidiariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente prejudicada a a\u00e7\u00e3o e, na parte remanescente, a julgou improcedente para assentar a constitucionalidade do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 19 da Lei Complementar n\u00ba 432\/2011 do Estado de Mato Grosso (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADI 845.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 8.987\/1995: \u201cArt. 16. A outorga de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 car\u00e1ter de exclusividade, salvo no caso de inviabilidade t\u00e9cnica ou econ\u00f4mica justificada no ato a que se refere o art. 5o desta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-trafico-privilegiado-nao-configura-crime-hediondo\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tr\u00e1fico privilegiado n\u00e3o configura crime hediondo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O tr\u00e1fico privilegiado (art. 33, \u00a74\u00ba, da Lei 11.343\/2006) n\u00e3o possui natureza hedionda, afastando a aplica\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros mais rigorosos de progress\u00e3o de regime e livramento condicional.<\/p>\n\n\n\n<p>PSV 125\/DF, Rel. Min. Presidente, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 25\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 11.343\/2006, art. 33 \u00a74\u00ba; LEP, art. 112 V.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O \u00a74\u00ba do art. 33 define causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena, n\u00e3o modalidade de tr\u00e1fico hediondo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A progress\u00e3o de regime \u00e9 de 1\/6 para prim\u00e1rios e 40% para hediondos, inaplic\u00e1vel ao privilegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O livramento condicional requer 1\/3 da pena (ou 2\/3 para hediondos).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF uniformizou a jurisprud\u00eancia sobre a natureza jur\u00eddica do tr\u00e1fico privilegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Reconheceu que a figura do \u00a74\u00ba n\u00e3o se enquadra entre os crimes hediondos e aprovou a edi\u00e7\u00e3o da S\u00famula Vinculante 125.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O tr\u00e1fico privilegiado n\u00e3o \u00e9 crime hediondo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A s\u00famula vinculante 125 estabelece que o tr\u00e1fico privilegiado afasta os par\u00e2metros de crimes hediondos, portanto n\u00e3o est\u00e1 sujeito a regime mais severo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Tr\u00e1fico privilegiado \u2013 hediondez<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 11.343\/2006, art. 33 \u00a74\u00ba ???? LEP, art. 112 ???? S\u00famula Vinculante 125 ???? Natureza n\u00e3o hedionda<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>O tr\u00e1fico privilegiado n\u00e3o se harmoniza com a hediondez do tr\u00e1fico de entorpecentes definido no caput e no \u00a7 1\u00ba do art. 33 da Lei de Drogas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal prev\u00ea o cumprimento de quarenta por cento da pena para a progress\u00e3o de regime de condenados por crimes hediondos (1). A Lei n\u00ba 11.343\/2006, por sua vez, estabelece que o livramento condicional pressup\u00f5e o cumprimento de dois ter\u00e7os da pena, vedada sua concess\u00e3o ao reincidente espec\u00edfico (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (3), esses par\u00e2metros mais rigorosos de regime prisional e livramento condicional n\u00e3o se aplicam \u00e0s condutas configuradoras do tr\u00e1fico privilegiado, pois este n\u00e3o possui natureza hedionda (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, acolheu a proposta de edi\u00e7\u00e3o de s\u00famula vinculante, com o ajuste na reda\u00e7\u00e3o para adequ\u00e1-la ao quadro normativo atualmente vigente, e aprovou o enunciado nos termos da tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tese fixada<\/strong>: \u201cO tr\u00e1fico privilegiado (art. 33, \u00a7 4\u00ba, da Lei n\u00ba 11.343\/2006) n\u00e3o configura crime hediondo, afastando-se a aplica\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros mais rigorosos de progress\u00e3o de regime e de livramento condicional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) LEP\/1984: \u201cArt. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: (&#8230;) V &#8211; 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, se for prim\u00e1rio;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 11.343\/2006: \u201cArt. 44. Os crimes previstos nos arts. 33, caput e \u00a7 1\u00ba, e 34 a 37 desta Lei s\u00e3o inafian\u00e7\u00e1veis e insuscet\u00edveis de sursis, gra\u00e7a, indulto, anistia e liberdade provis\u00f3ria, vedada a convers\u00e3o de suas penas em restritivas de direitos. Par\u00e1grafo \u00fanico. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-\u00e1 o livramento condicional ap\u00f3s o cumprimento de dois ter\u00e7os da pena, vedada sua concess\u00e3o ao reincidente espec\u00edfico.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedentes citados: HC 118.533, RE 1.542.482 (Tema 1.400 RG) e RE 1.531.661.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sumula-vinculante-9-incompatibilidade-com-a-lep-e-cancelamento\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00famula Vinculante 9: incompatibilidade com a LEP e cancelamento<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A S\u00famula Vinculante 9, que admitia a perda integral dos dias remidos em caso de falta grave, \u00e9 incompat\u00edvel com a reda\u00e7\u00e3o atual do art. 127 da LEP e foi cancelada diante da exist\u00eancia de precedente vinculante do STF sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>PSV 60\/DF e PSV 64\/DF, Rel. Min. Presidente, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 25\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? LEP, art. 127 (reda\u00e7\u00e3o da Lei 12.433\/2011); RE 1.116.485 (Tema 477 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A perda de dias remidos deve observar o limite m\u00e1ximo de 1\/3 do tempo, conforme a Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A SV 9, editada sob a reda\u00e7\u00e3o antiga do art. 127, tornou-se incompat\u00edvel ap\u00f3s a reforma legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Como j\u00e1 existe precedente vinculante, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de nova s\u00famula sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou proposta de revis\u00e3o e cancelamento da S\u00famula Vinculante 9.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f O Plen\u00e1rio entendeu que a SV 9 perdeu sua raz\u00e3o de existir, pois o art. 127 da LEP foi reformado para limitar a perda a 1\/3 dos dias remidos e o STF j\u00e1 consolidou o entendimento em repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O juiz n\u00e3o pode decretar a perda total dos dias remidos por falta grave.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O limite \u00e9 de 1\/3, conforme o art. 127 da LEP. A SV 9 foi cancelada por incompatibilidade com a nova reda\u00e7\u00e3o da LEP e o Tema 477 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Execu\u00e7\u00e3o penal \u2013 remi\u00e7\u00e3o e falta grave<\/td><\/tr><tr><td>???? LEP, art. 127 ???? Tema 477 RG (RE 1.116.485) ???? Perda limitada a 1\/3 ???? SV 9 cancelada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A S\u00famula Vinculante 9 (SV 9) \u2014 que admite a perda integral dos dias remidos em caso de falta grave \u2014 \u00e9 incompat\u00edvel com a atual reda\u00e7\u00e3o do artigo 127 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (Lei n\u00ba 7.210\/1984) e deve ser cancelada diante da exist\u00eancia de precedente vinculante do STF sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A constitucionalidade do referido dispositivo (1), que prev\u00ea o <strong>limite m\u00e1ximo de um ter\u00e7o para a perda dos dias remidos em caso de falta grave<\/strong>, j\u00e1 foi apreciada pelo Plen\u00e1rio desta Corte, oportunidade na qual este proferiu decis\u00e3o de m\u00e9rito em repercuss\u00e3o geral sobre o assunto (2). Como a finalidade de uniformizar a jurisprud\u00eancia j\u00e1 foi atendida, n\u00e3o \u00e9 preciso atribuir uma nova reda\u00e7\u00e3o \u00e0 SV 9 (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, n\u00e3o h\u00e1 utilidade em proposta de s\u00famula vinculante sobre o mesmo tema, ao passo que h\u00e1 interesse no cancelamento da SV 9, a fim de evitar a manuten\u00e7\u00e3o de s\u00famula cuja reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 em conson\u00e2ncia com precedente vinculante da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta e por unanimidade, acolheu a proposta formulada na PSV 60\/DF e deixou de acolher o pedido da PSV 64\/DF, cancelando a SV 9.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) LEP\/1984: \u201cArt. 127.&nbsp; Em caso de falta grave, o juiz poder\u00e1 revogar at\u00e9 1\/3 (um ter\u00e7o) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recome\u00e7ando a contagem a partir da data da infra\u00e7\u00e3o disciplinar. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.433, de 2011)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedente citado: RE 1.116.485 (Tema 477 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Enunciado sumular citado: SV 9.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ipva-e-veiculo-objeto-de-alienacao-fiduciaria-legitimidade-passiva-do-credor-fiduciario\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IPVA e ve\u00edculo objeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria: legitimidade passiva do credor fiduci\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a elei\u00e7\u00e3o do credor fiduci\u00e1rio como contribuinte ou respons\u00e1vel pelo IPVA incidente sobre ve\u00edculo alienado fiduciariamente, ressalvada a hip\u00f3tese de consolida\u00e7\u00e3o da propriedade plena do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.355.870\/MG (Tema 1.153 RG), Rel. Min. Luiz Fux, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 3\/10\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 146 III a e 155 III; CC, arts. 1.361 a 1.368-B.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O IPVA incide sobre quem det\u00e9m a posse direta e exerce o poder de uso e frui\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo \u2014 o devedor fiduciante.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O credor fiduci\u00e1rio possui apenas direito real de garantia e n\u00e3o exerce dom\u00ednio pleno sobre o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A responsabilidade tribut\u00e1ria s\u00f3 surge se a propriedade for consolidada por inadimplemento contratual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se o credor fiduci\u00e1rio pode ser cobrado como contribuinte ou respons\u00e1vel pelo IPVA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que a sujei\u00e7\u00e3o passiva do imposto recai sobre o possuidor direto do ve\u00edculo e que a lei estadual mineira, ao atribuir a obriga\u00e7\u00e3o ao credor fiduci\u00e1rio, \u00e9 inconstitucional. A tese tem efeitos prospectivos, valendo para processos futuros e pendentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O credor fiduci\u00e1rio \u00e9 contribuinte do IPVA em raz\u00e3o da propriedade formal do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Apenas o possuidor direto responde pelo imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A responsabilidade do credor fiduci\u00e1rio por IPVA s\u00f3 se inicia quando consolidada a propriedade plena do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a tese fixada (Tema 1.153).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? IPVA \u2013 aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 146 III a e 155 III ???? CC, arts. 1.361-1.368-B ???? Contribuinte = possuidor direto (fiduciante) ???? Efeitos prospectivos do Tema 1.153<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 <strong>inconstitucional<\/strong> \u2014 por violar o conceito de propriedade da regra-matriz de incid\u00eancia do imposto e os limites da sujei\u00e7\u00e3o passiva tribut\u00e1ria (CF\/1988, art. 146, III, a c\/c o art. 155, III) \u2014 atribuir ao credor fiduci\u00e1rio, seja como contribuinte ou respons\u00e1vel tribut\u00e1rio, a obriga\u00e7\u00e3o de recolher o IPVA incidente sobre ve\u00edculo alienado fiduciariamente, ressalvada a hip\u00f3tese de consolida\u00e7\u00e3o da propriedade plena do bem em nome do credor, decorrente do inadimplemento do devedor fiduciante.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a sujei\u00e7\u00e3o passiva do Imposto sobre a Propriedade de Ve\u00edculos Automotores (IPVA) recai sobre qu<em>em det\u00e9m a posse direta e exerce os poderes de uso, gozo e frui\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo \u2014 ou seja, o devedor fiduciante<\/em> \u2014 e n\u00e3o sobre o credor fiduci\u00e1rio, que possui apenas direito real de garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a atribui\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de contribuinte ou de respons\u00e1vel tribut\u00e1rio ao credor fiduci\u00e1rio, sem previs\u00e3o legal de repasse ou de ressarcimento do \u00f4nus tribut\u00e1rio configura afronta \u00e0 compet\u00eancia do legislador complementar para disciplinar normas gerais sobre sujei\u00e7\u00e3o passiva tribut\u00e1ria (2). Al\u00e9m disso, desvirtua a finalidade da propriedade fiduci\u00e1ria (CC\/2002, arts. 1.361 a 1.368-B) e pode gerar distor\u00e7\u00f5es no mercado de cr\u00e9dito com garantia real e na arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o credor fiduci\u00e1rio passa a responder pelos encargos, inclusive tributos, incidentes sobre o bem alienado quando, em raz\u00e3o do inadimplemento contratual do devedor, ocorre a execu\u00e7\u00e3o da garantia e a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade plena, com sua imiss\u00e3o na posse direta do bem (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais reconheceu a legitimidade passiva da institui\u00e7\u00e3o financeira credora fiduci\u00e1ria para responder como contribuinte pelo pagamento do IPVA relativo a ve\u00edculos alienados fiduciariamente, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o estadual (4).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 inconstitucional a elei\u00e7\u00e3o do credor fiduci\u00e1rio como contribuinte ou respons\u00e1vel tribut\u00e1rio do Imposto sobre a Propriedade de Ve\u00edculos Automotores (IPVA) incidente sobre ve\u00edculo alienado fiduciariamente, ressalvada a hip\u00f3tese da consolida\u00e7\u00e3o de sua propriedade plena sobre o bem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 4.612, RE 727.851 (Tema 685 RG), RE 562.276 (Tema 13 RG) e RE 603.191 (Tema 302 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 146. Cabe \u00e0 lei complementar: (&#8230;) III &#8211; estabelecer normas gerais em mat\u00e9ria de legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, especialmente sobre: a) defini\u00e7\u00e3o de tributos e de suas esp\u00e9cies, bem como, em rela\u00e7\u00e3o aos impostos discriminados nesta Constitui\u00e7\u00e3o, a dos respectivos fatos geradores, bases de c\u00e1lculo e contribuintes (&#8230;) Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (&#8230;) III &#8211; propriedade de ve\u00edculos automotores. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 3, de 1993)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CC\/2002: \u201cArt. 1.368-B. A aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia de bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel confere direito real de aquisi\u00e7\u00e3o ao fiduciante, seu cession\u00e1rio ou sucessor. Par\u00e1grafo \u00fanico. O credor fiduci\u00e1rio que se tornar propriet\u00e1rio pleno do bem, por efeito de realiza\u00e7\u00e3o da garantia, mediante consolida\u00e7\u00e3o da propriedade, adjudica\u00e7\u00e3o, da\u00e7\u00e3o ou outra forma pela qual lhe tenha sido transmitida a propriedade plena, passa a responder pelo pagamento dos tributos sobre a propriedade e a posse, taxas, despesas condominiais e quaisquer outros encargos, tribut\u00e1rios ou n\u00e3o, incidentes sobre o bem objeto da garantia, a partir da data em que vier a ser imitido na posse direta do bem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) Lei n\u00ba 14.937\/2003 do Estado de Minas Gerais: \u201cArt. 4\u00ba \u2013 Contribuinte do IPVA \u00e9 o propriet\u00e1rio de ve\u00edculo automotor. Art. 5\u00ba \u2013 Respondem solidariamente com o propriet\u00e1rio pelo pagamento do IPVA e dos acr\u00e9scimos legais devidos: I \u2013 o devedor fiduciante, em rela\u00e7\u00e3o a ve\u00edculo objeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-6bd5f157-ab7a-4919-9d2f-a6f61a9e5691\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/28235400\/stf-info-1193.pdf\">STF &#8211; Info 1193<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/28235400\/stf-info-1193.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-6bd5f157-ab7a-4919-9d2f-a6f61a9e5691\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gratifica\u00e7\u00e3o de Atividade Judici\u00e1ria: requisitos para sua percep\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito estadual Destaque \u00c9 constitucional norma estadual que concede gratifica\u00e7\u00e3o a servidores do Poder Judici\u00e1rio que desempenhem atividades diferenciadas das atribui\u00e7\u00f5es originais de seus cargos, configurando instrumento leg\u00edtimo de incentivo e aprimoramento dos servi\u00e7os. 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