{"id":1658276,"date":"2025-10-20T23:44:02","date_gmt":"2025-10-21T02:44:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1658276"},"modified":"2025-10-20T23:44:03","modified_gmt":"2025-10-21T02:44:03","slug":"informativo-stj-863-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-863-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 863 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/20234339\/stj-info-863.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_AOrjiSqW8AM\"><div id=\"lyte_AOrjiSqW8AM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/AOrjiSqW8AM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/AOrjiSqW8AM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/AOrjiSqW8AM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-restituicao-de-juros-remuneratorios-sobre-tarifas-bancarias-declaradas-ilegais\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o de quantia paga a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.145.391-PB, REsp 2.148.576-PB, REsp 2.148.588-PB e REsp 2.148.794-PB (Tema 1268), Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 10\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, arts. 491 e 505 I.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A declara\u00e7\u00e3o judicial de ilegalidade de tarifas banc\u00e1rias abrange, por acessoriedade, os juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre elas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A causa de pedir \u00e9 id\u00eantica em ambas as a\u00e7\u00f5es, fundada no mesmo contrato e nas mesmas cl\u00e1usulas abusivas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A coisa julgada impede rediscuss\u00e3o de pedidos que poderiam ter sido formulados na demanda anterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ enfrentou se seria poss\u00edvel propor nova a\u00e7\u00e3o para pedir restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios ap\u00f3s senten\u00e7a que declarou ilegais tarifas banc\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Firmou que a efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede essa rediscuss\u00e3o, pois os juros s\u00e3o acess\u00f3rio da tarifa e devem ser abrangidos pela decis\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 invi\u00e1vel nova a\u00e7\u00e3o apenas para pedir restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas j\u00e1 declaradas ilegais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada: a causa de pedir \u00e9 \u00fanica e decorre do mesmo contrato e das mesmas cl\u00e1usulas abusivas, impedindo nova demanda. Foi a tese firmada no Tema 1268\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Coisa julgada \u2013 juros remunerat\u00f3rios<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, arts. 491 e 505 I ???? Acess\u00f3rio segue o principal ???? Identidade de causa de pedir ???? Tema 1268\/STJ<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o submetida a julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, nos termos do art. 1.036 do C\u00f3digo de Processo Civil, para forma\u00e7\u00e3o de precedente vinculante previsto no art. 927, III, do C\u00f3digo de Processo Civil, \u00e9 a seguinte: &#8220;definir se a declara\u00e7\u00e3o de ilegalidade ou abusividade de tarifas e encargos em demanda anterior impede, sob a \u00f3tica da coisa julgada, o ajuizamento de nova demanda para requerer a repeti\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios n\u00e3o pleiteados na a\u00e7\u00e3o precedente.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inicialmente, ambas as Turmas da Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a reconheciam a impossibilidade da cobran\u00e7a dos juros remunerat\u00f3rios em a\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Terceira Turma, no julgamento do REsp 2.000.231\/PB, adotou, por maioria de votos, entendimento oposto, ao reconhecer a possibilidade de cobran\u00e7a de tais encargos em a\u00e7\u00e3o posterior, porquanto n\u00e3o haveria o \u00f3bice da coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Posteriormente, a quest\u00e3o relacionada \u00e0 possibilidade de cobran\u00e7a ou restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios decorrentes do reconhecimento de ilegalidade ou abusividade de tarifas e encargos em demanda anterior foi pacificada no \u00e2mbito da Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ, que concluiu que a efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede a cobran\u00e7a de tais verbas em a\u00e7\u00e3o posterior, se n\u00e3o foram pleiteados na a\u00e7\u00e3o precedente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia jur\u00eddica que tem gerado multiplicidade de recursos foi resolvida pelo STJ no sentido da impossibilidade de ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para restitui\u00e7\u00e3o de quantia paga a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas declaradas ilegais ou nulas em a\u00e7\u00e3o anterior, com a consequente devolu\u00e7\u00e3o dos valores pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O entendimento fundamenta-se na efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada, que abrangeria as alega\u00e7\u00f5es e defesas que a parte poderia ter alegado ou exposto na a\u00e7\u00e3o anterior, mas n\u00e3o o fez. Constitui exig\u00eancia de ordem jur\u00eddico-pol\u00edtica que confere definitividade ao comando emergente da senten\u00e7a em virtude da necessidade de estabiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em casos como tais, a causa de pedir \u00e9 id\u00eantica a ambas as a\u00e7\u00f5es e decorre do contrato firmado entre as partes, em que teriam sido pactuadas cl\u00e1usulas ilegais ou abusivas. Ao manejar a a\u00e7\u00e3o pleiteando o reconhecimento da ilegalidade ou abusividade de tarifas e encargos decorrente do contrato, \u00e0 evid\u00eancia, a incid\u00eancia dos juros remunerat\u00f3rios est\u00e1 contida na pretens\u00e3o, tanto do reconhecimento da legalidade ou abusividade, quanto da restitui\u00e7\u00e3o de tais valores.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considerado, pois, o car\u00e1ter acess\u00f3rio relacionado aos juros remunerat\u00f3rios, a decis\u00e3o definitiva acerca da quest\u00e3o principal, estende a imutabilidade no tocante ao acess\u00f3rio pelo princ\u00edpio da gravita\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, fixa-se a seguinte tese do Tema Repetitivo 1268\/STJ: &#8220;A efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o de quantia paga a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Confiss\u00e3o espont\u00e2nea e proporcionalidade na atenua\u00e7\u00e3o da pena<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A confiss\u00e3o espont\u00e2nea atenua a pena independentemente de ter sido utilizada na forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o do julgador, devendo ser aplicada em menor grau quando parcial ou qualificada, e sendo inaplic\u00e1vel apenas se retratada de forma v\u00e1lida e in\u00f3cua \u00e0 apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.001.973-RS (Tema 1194), Rel. Min. Og Fernandes, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CP, art. 65 III d; CPC, art. 927 \u00a73\u00ba; RISTJ, art. 12 par. \u00fanico III.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A confiss\u00e3o \u00e9 fato objetivo e independe da valora\u00e7\u00e3o moral ou utilidade probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Deve ser reconhecida ainda que existam outras provas suficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Quando qualificada ou parcial, reduz-se em menor propor\u00e7\u00e3o, cabendo fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Se retratada, s\u00f3 gera atenua\u00e7\u00e3o se tiver contribu\u00eddo \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ revisou as S\u00famulas 545 e 630 para uniformizar a aplica\u00e7\u00e3o da atenuante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Firmou que a confiss\u00e3o, como ato volunt\u00e1rio do r\u00e9u, \u00e9 sempre causa de redu\u00e7\u00e3o, salvo quando retratada sem efeitos pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A confiss\u00e3o s\u00f3 atenua a pena se for utilizada como fundamento da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que a atenua\u00e7\u00e3o independe de sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A confiss\u00e3o parcial ou qualificada gera redu\u00e7\u00e3o em grau menor, devendo o juiz fundamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese fixada no Tema 1194\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Confiss\u00e3o espont\u00e2nea \u2013 atenuante<\/td><\/tr><tr><td>???? CP, art. 65 III d ???? Aplica\u00e7\u00e3o objetiva ???? Confiss\u00e3o parcial = menor redu\u00e7\u00e3o ???? S\u00famulas 545 e 630 revisadas<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o submetida a julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, nos termos do art. 1.036 do C\u00f3digo de Processo Civil, para forma\u00e7\u00e3o de precedente vinculante previsto no art. 927, III, do C\u00f3digo de Processo Civil, \u00e9 a seguinte: &#8220;definir se eventual confiss\u00e3o do r\u00e9u, n\u00e3o utilizada para a forma\u00e7\u00e3o do convencimento do julgador, nem em primeiro nem em segundo grau, autoriza o reconhecimento da atenuante prevista no art. 65, III, d, do C\u00f3digo Penal.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No que importa ao debate, \u00e9 poss\u00edvel segmentar a discuss\u00e3o nas seguintes quest\u00f5es elementares, de modo a clarear a necessidade de definir se a circunst\u00e2ncia atenuante gen\u00e9rica prevista no art. 65, III, d, do C\u00f3digo Penal deve interferir no c\u00e1lculo da pena quando: I) n\u00e3o for considerada elemento de prova pelo \u00f3rg\u00e3o julgador para formar sua convic\u00e7\u00e3o; (II) houver sido feita em etapa extrajudicial e venha a ser posteriormente retratada de modo v\u00e1lido, devendo ser considerada a possibilidade de a confiss\u00e3o inicial ter servido \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias v\u00e1lidas e \u00fateis \u00e0 conclus\u00e3o do julgador; (III) envolver elemento f\u00e1tico voltado \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o de dolo diverso daquele que caracteriza o crime (confiss\u00e3o qualificada); e (IV) referir-se a apenas parte das elementares caracterizadoras do delito (confiss\u00e3o parcial).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anotados os aspectos compreendidos como mais relevantes no exame do tema, passa-se \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o das premissas adotadas para solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Premissa A: <strong>a confiss\u00e3o deve ser tratada como fato objetivo e derivado de uma op\u00e7\u00e3o do confitente, devendo ser afastada qualquer rela\u00e7\u00e3o entre a confiss\u00e3o e as inten\u00e7\u00f5es ou sentimentos que movem o agente<\/strong>, ante a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal nesse sentido (AREsp n. 2.123.334\/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 20\/6\/2024, DJe de 2\/7\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, observada a dic\u00e7\u00e3o legal, segundo a qual se exige apenas que o agente confesse espontaneamente o crime, o pressuposto f\u00e1tico limita-se \u00e0 assun\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de certo ato pelo r\u00e9u, ou seja, n\u00e3o impulsionada por nenhum tipo de press\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o indiferentes, portanto, os aspectos morais, pois, mesmo que o r\u00e9u eventualmente confessasse o ato reafirmando seu apre\u00e7o pelo il\u00edcito e at\u00e9 mesmo assumindo a inten\u00e7\u00e3o de reincidir no crime, ele n\u00e3o poderia se ver privado da atenua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por esse mesmo fundamento &#8211; previs\u00e3o legal que atrela a atenuante apenas \u00e0 assun\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea do fato confessado -, n\u00e3o se deve condicionar a atenua\u00e7\u00e3o ao eventual proveito para elucida\u00e7\u00e3o dos fatos imputados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em suma, embora existam entendimentos de que a atenua\u00e7\u00e3o da pena s\u00f3 deve ocorrer quando constatado o benef\u00edcio para a sociedade (aux\u00edlio na elucida\u00e7\u00e3o do crime), n\u00e3o h\u00e1 como extrair essa premissa do texto legal, que n\u00e3o imp\u00f5e nenhuma condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Firma-se, assim, a Premissa B: <strong>a atenua\u00e7\u00e3o da pena pela confiss\u00e3o n\u00e3o depende de eventual proveito na forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o do julgador, devendo ocorrer mesmo quando existentes outras provas suficientes e independentes para a elucida\u00e7\u00e3o do crime<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ou seja, mesmo que o fato apurado tenha sido filmado, o agente tenha sido preso em flagrante e exista uma s\u00e9rie de outras provas suficientes, a confiss\u00e3o deve ser tratada como fato objetivo apto a ensejar a atenua\u00e7\u00e3o da pena diante da inexist\u00eancia de qualquer contrapartida pelo legislador, ao contr\u00e1rio do que ocorre, por exemplo, com a dela\u00e7\u00e3o premiada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Avan\u00e7ando na an\u00e1lise, se n\u00e3o cabe ao magistrado especular sobre os motivos que levaram o r\u00e9u a confessar, a mesma l\u00f3gica deve ser aplicada quanto ao eventual intento de afastar a ilicitude ou a culpabilidade. Por isso, a confiss\u00e3o sempre deve ser considerada apta a gerar a atenua\u00e7\u00e3o da pena, ainda que se revele qualificada ou parcial, considerada a mesma falta de previs\u00e3o legal que condicione a atenua\u00e7\u00e3o a determinada inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso, por\u00e9m, n\u00e3o quer significar que a propor\u00e7\u00e3o em que a atenuante ser\u00e1 aplicada deva ser a mesma, como, ali\u00e1s, vem sendo afirmado em julgados do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, e em que pese a doutrina fa\u00e7a importante distin\u00e7\u00e3o entre confiss\u00e3o de um crime e confiss\u00e3o de um fato n\u00e3o considerado criminoso, quando a confiss\u00e3o qualificada ou parcial for considerada para atenuar a pena, o grau de atenua\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser o mesmo que seria devido no caso de uma confiss\u00e3o simples.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Forma-se, assim, a Premissa C: <strong>a confiss\u00e3o qualificada ou parcial deve receber benef\u00edcio em menor propor\u00e7\u00e3o daquele que seria concedido no caso de confiss\u00e3o simples, cabendo ao julgador fundamentar a aplica\u00e7\u00e3o da atenua\u00e7\u00e3o em menor patamar em tais casos que pode ser o da metade do que seria devido \u00e0 confiss\u00e3o plena e n\u00e3o deve preponderar no caso de compensa\u00e7\u00e3o de atenuantes e agravantes<\/strong> (AgRg no AREsp n. 2.695.312\/SC, relator Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, julgado em 18\/6\/2025, DJEN de 25\/6\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, n\u00e3o havendo d\u00favidas de que a confiss\u00e3o extrajudicial pode servir para atenuar a pena mesmo quando o r\u00e9u permanecer silente em seu interrogat\u00f3rio, n\u00e3o corroborando judicialmente a confiss\u00e3o anterior, outra \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o da confiss\u00e3o expressa e validamente retratada. N\u00e3o s\u00e3o raros os casos em que os agentes assumem determinados fatos nas fases apurat\u00f3rias e os negam em ju\u00edzo. Em situa\u00e7\u00f5es dessa natureza, duas s\u00e3o as possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na primeira, a confiss\u00e3o inicialmente afirmada serve de caminho para a investiga\u00e7\u00e3o, sendo eficaz para as conclus\u00f5es ao fim alcan\u00e7adas, desde que n\u00e3o haja nenhuma nulidade decorrente de uma confiss\u00e3o reputada inv\u00e1lida. Nesse caso, ainda que haja retrata\u00e7\u00e3o, a confiss\u00e3o j\u00e1 produziu um efeito e, por isso, deve operar, tamb\u00e9m, o consequente impacto na fixa\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dito de outro modo, mesmo que deixe de ser v\u00e1lida como ato jur\u00eddico ante a retrata\u00e7\u00e3o, o fato de a confiss\u00e3o ter produzido efeitos anteriores irrevers\u00edveis faz com que os efeitos futuros favor\u00e1veis ao r\u00e9u se produzam independentemente da posterior negativa do fato.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, e essa \u00e9 a segunda possibilidade, s\u00e3o muitos os casos em que o r\u00e9u, embora confesse inicialmente, posteriormente tamb\u00e9m se <em>retrata de modo v\u00e1lido perante o ju\u00edzo, mas sem que a confiss\u00e3o inicial possua qualquer influ\u00eancia na apura\u00e7\u00e3o dos fatos<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa espec\u00edfica hip\u00f3tese, em que a confiss\u00e3o n\u00e3o assume &#8211; nem poderia assumir &#8211; qualquer valor na forma\u00e7\u00e3o do convencimento do julgador, n\u00e3o se pode admitir a atenua\u00e7\u00e3o pela confiss\u00e3o, porque um fato jur\u00eddico n\u00e3o pode ser e n\u00e3o ser ao mesmo tempo. Portanto, se a retrata\u00e7\u00e3o v\u00e1lida elimina um meio de produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, nada dela tendo se desdobrado, por se tratar de um ato inv\u00e1lido, tamb\u00e9m n\u00e3o pode gerar efeitos futuros, tais como o de atenua\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa perspectiva, colhe-se a Premissa D: a confiss\u00e3o extrajudicial \u00e9 apta a atenuar a pena desde que n\u00e3o tenha sido retratada de maneira v\u00e1lida ou, ainda que tenha havido retrata\u00e7\u00e3o, no caso de ter servido \u00e0 apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Naturalmente, a confiss\u00e3o n\u00e3o pode, isoladamente, lastrear a condena\u00e7\u00e3o, mantendo-se inalterada a conclus\u00e3o segundo a qual deve haver corrobora\u00e7\u00e3o pelo conjunto probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ante o exposto, s\u00e3o fixadas as seguintes <strong>teses do Tema Repetitivo 1194\/STJ<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1. A atenuante gen\u00e9rica da confiss\u00e3o espont\u00e2nea, prevista no art. 65, III, d, do C\u00f3digo Penal, \u00e9 apta a abrandar a pena independentemente de ter sido utilizada na forma\u00e7\u00e3o do convencimento do julgador e mesmo que existam outros elementos suficientes de prova, desde que n\u00e3o tenha havido retrata\u00e7\u00e3o, exceto, neste \u00faltimo caso, que a confiss\u00e3o tenha servido \u00e0 apura\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2. A atenua\u00e7\u00e3o deve ser aplicada em menor propor\u00e7\u00e3o e n\u00e3o poder\u00e1 ser considerada preponderante no concurso com agravantes quando o fato confessado for tipificado com menor pena ou caracterizar circunst\u00e2ncia excludente da tipicidade, da ilicitude ou da culpabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, de modo a harmonizar a jurisprud\u00eancia deste Tribunal Superior, nos termos do art. 12, par\u00e1grafo \u00fanico, III, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a &#8211; RISTJ, necess\u00e1ria a revis\u00e3o das S\u00famulas n. 545 e n. 630 para que sejam assim reescritas:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00famula n. 545: A confiss\u00e3o do autor possibilita a atenua\u00e7\u00e3o da pena prevista no art. 65, III, d, do C\u00f3digo Penal, independentemente de ser utilizada na forma\u00e7\u00e3o do convencimento do julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00famula n. 630: A incid\u00eancia da atenuante da confiss\u00e3o espont\u00e2nea no crime de tr\u00e1fico il\u00edcito de entorpecentes quando o acusado admitir a posse ou a propriedade para uso pr\u00f3prio, negando a pr\u00e1tica do tr\u00e1fico de drogas, deve ocorrer em propor\u00e7\u00e3o inferior \u00e0 que seria devida no caso de confiss\u00e3o plena.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, considerando (i) a adequada hermen\u00eautica do Direito Penal, (ii) o car\u00e1ter meramente declarat\u00f3rio da interpreta\u00e7\u00e3o judicial e (iii) a necessidade de modula\u00e7\u00e3o dos efeitos na hip\u00f3tese de altera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia dominante a que alude o \u00a7 3\u00ba do art. 927 do CPC, os efeitos prejudiciais aos r\u00e9us decorrentes da tese fixada neste julgamento alcan\u00e7am apenas os fatos ocorridos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o deste ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Royalties de petr\u00f3leo e comprova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O direito ao recebimento de royalties por instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural depende de comprova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica espec\u00edfica da exist\u00eancia e opera\u00e7\u00e3o dessas estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.046.043-DF, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 5\/8\/2025, DJEN 20\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 9.478\/1997, arts. 48-49; ANP Res. 803\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Royalties s\u00e3o pagos conforme a influ\u00eancia efetiva da explora\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Exige-se laudo t\u00e9cnico reconhecido pela ANP comprovando opera\u00e7\u00e3o de embarque\/desembarque.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Crit\u00e9rios geogr\u00e1ficos ou presun\u00e7\u00f5es s\u00e3o insuficientes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se munic\u00edpio poderia receber royalties com base apenas na proje\u00e7\u00e3o territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que n\u00e3o: \u00e9 indispens\u00e1vel comprova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da exist\u00eancia e opera\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o, nos moldes da regulamenta\u00e7\u00e3o da ANP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A exist\u00eancia de instala\u00e7\u00f5es pode ser presumida pela proje\u00e7\u00e3o territorial mar\u00edtima do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ exige prova t\u00e9cnica espec\u00edfica. O reconhecimento do direito a royalties requer comprova\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o real das instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Royalties \u2013 embarque e desembarque<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 9.478\/1997, arts. 48-49 ???? Prova t\u00e9cnica obrigat\u00f3ria (ANP) ???? Influ\u00eancia territorial efetiva ???? Crit\u00e9rio t\u00e9cnico, n\u00e3o geogr\u00e1fico<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia posta por ente municipal repousa sobre a alega\u00e7\u00e3o de que haveria, em blocos mar\u00edtimos na sua proje\u00e7\u00e3o territorial, instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, aptas a ensejar o pagamento de royalties, conforme previsto na Lei n. 9.478\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de mat\u00e9ria que exige apura\u00e7\u00e3o f\u00e1tica e t\u00e9cnica: \u00e9 necess\u00e1rio saber se, de fato, h\u00e1 na proje\u00e7\u00e3o territorial do Munic\u00edpio instala\u00e7\u00f5es reconhecidas pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis &#8211; ANP como pontos de coleta direta da produ\u00e7\u00e3o; se h\u00e1 escoamento efetivo dos hidrocarbonetos a partir de tais estruturas; e se essas opera\u00e7\u00f5es atendem \u00e0 defini\u00e7\u00e3o normativa de &#8220;instala\u00e7\u00e3o de embarque e desembarque&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso porque, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, &#8220;os royalties s\u00e3o pagos em fun\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia efetiva que a explora\u00e7\u00e3o do g\u00e1s e do petr\u00f3leo exerce sobre os territ\u00f3rios dos munic\u00edpios, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o h\u00e1 justificativa para que um munic\u00edpio que n\u00e3o seja diretamente afetado com a extra\u00e7\u00e3o oriunda da plataforma continental (mar\u00edtima) seja benefici\u00e1rio dos royalties dela decorrentes (REsp 1.447.079\/AL, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 18\/3\/2025, DJEN de 28\/5\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, &#8220;a distribui\u00e7\u00e3o dos royalties pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural depende da origem do hidrocarboneto que percorre as instala\u00e7\u00f5es de extra\u00e7\u00e3o e transporte, de modo que os munic\u00edpios que movimentam g\u00e1s natural ou petr\u00f3leo de origem terrestre n\u00e3o fazem jus aos royalties da lavra mar\u00edtima quando n\u00e3o realizam diretamente essa explora\u00e7\u00e3o&#8221; (AgInt no REsp 1.691.216\/RN, rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 20\/5\/2024, DJe de 24\/5\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destarte, a mera alega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de instala\u00e7\u00f5es terrestres coletoras que servem \u00e0 produ\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, desacompanhada de comprova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica adequada sobre sua classifica\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria e sobre a origem efetiva dos hidrocarbonetos que nelas circulam, n\u00e3o \u00e9 suficiente para fundamentar o reconhecimento do direito pleiteado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A prop\u00f3sito, o sistema legal distingue claramente entre royalties devidos por produ\u00e7\u00e3o direta (arts. 48, I, b e 49, I, b, da Lei n. 9.478\/1997), royalties devidos por confronta\u00e7\u00e3o (art. 48, II, b e 49, II, b, da Lei n. 9.478\/1997) e royalties devidos por instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque (art. 48, I, c e 49, I, c, da Lei n. 9.478\/1997).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cada uma dessas modalidades possui crit\u00e9rios espec\u00edficos de reconhecimento e quantifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo sequer admiss\u00edvel a presun\u00e7\u00e3o de que a configura\u00e7\u00e3o de uma (no caso, supostamente os royalties devidos ao Munic\u00edpio por confronta\u00e7\u00e3o) implique automaticamente a configura\u00e7\u00e3o de outra (dos royalties devidos por instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, o deslinde da controv\u00e9rsia exige a deflagra\u00e7\u00e3o de instru\u00e7\u00e3o no primeiro grau, permitindo-se que as partes cumpram seus \u00f4nus probat\u00f3rios: <strong>o Munic\u00edpio autor dever\u00e1 comprovar, mediante elementos t\u00e9cnicos, a exist\u00eancia e funcionamento das instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque<\/strong>, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o regente; ao passo que \u00e0 Ag\u00eancia caber\u00e1 exercer o contradit\u00f3rio, apresentando as provas que entender necess\u00e1rias \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anula\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es de concurso p\u00fablico e efeito erga omnes<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A anula\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es de concurso p\u00fablico em raz\u00e3o de decis\u00e3o judicial proferida em a\u00e7\u00e3o individual n\u00e3o tem efeito erga omnes, produzindo efeitos apenas entre as partes do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 76.226-RJ, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 1\u00ba\/9\/2025, DJEN 4\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 5\u00ba XXXV; CPC, art. 506; STF, Tema 485 RG.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o judicial tem efic\u00e1cia apenas inter partes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A anula\u00e7\u00e3o de quest\u00e3o em a\u00e7\u00e3o individual n\u00e3o reabre o certame para todos os candidatos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Somente a anula\u00e7\u00e3o administrativa tem efeitos gerais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou pedido de candidato que buscava estender a todos os concorrentes a anula\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es reconhecida em a\u00e7\u00f5es individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que, em respeito ao princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica e ao art. 506 do CPC, os efeitos da decis\u00e3o judicial se limitam \u00e0s partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A anula\u00e7\u00e3o judicial de quest\u00e3o de concurso se estende a todos os candidatos do certame, em vista do princ\u00edpio da igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ fixou que a decis\u00e3o vale apenas para as partes do processo. A anula\u00e7\u00e3o administrativa de quest\u00e3o de concurso \u00e9 o \u00fanico meio de produzir efeitos gerais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Concurso p\u00fablico \u2013 anula\u00e7\u00e3o de quest\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, art. 506 ???? Efic\u00e1cia inter partes ???? Anula\u00e7\u00e3o judicial \u2260 erga omnes ???? Efeitos gerais \u2192 apenas anula\u00e7\u00e3o administrativa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na origem, trata-se de mandado de seguran\u00e7a impetrado contra ato atribu\u00eddo a Secret\u00e1rio de Pol\u00edcia Militar estadual que, administrativamente, indeferiu pedido de atribui\u00e7\u00e3o da pontua\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es da prova objetiva do concurso p\u00fablico de admiss\u00e3o ao curso de forma\u00e7\u00e3o de soldados da Pol\u00edcia Militar do Estado, cuja anula\u00e7\u00e3o teria sido obtida em a\u00e7\u00f5es individuais ajuizadas por outros candidatos do referido certame.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em suma, no entender do impetrante, a anula\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es deveria ser aproveitada n\u00e3o somente aos candidatos autores das a\u00e7\u00f5es que transitaram em julgado, mas a todos os candidatos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, apreciando id\u00eantica controv\u00e9rsia, firmou a compreens\u00e3o de que &#8220;a anula\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es de concurso p\u00fablico em raz\u00e3o de decis\u00e3o judicial proferida em a\u00e7\u00e3o individual n\u00e3o tem efeito erga omnes, n\u00e3o podendo reabrir o certame para redistribui\u00e7\u00e3o de pontos a todos os candidatos, [&#8230;]&#8221; (AgInt no RMS 73.632\/RJ, rel. Ministra Regina Helena Costa, DJe 13\/11\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, &#8220;considerando que a anula\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es mencionadas decorreu de decis\u00e3o judicial, \u00e9 certo que os efeitos de tais <strong>decis\u00f5es n\u00e3o se estendem automaticamente a todos os participantes do concurso p\u00fablico, a menos que se trate de anula\u00e7\u00e3o administrativa<\/strong>, o que n\u00e3o \u00e9 o caso&#8221; (AgInt no RMS 74.202\/RJ, rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, DJEN 4\/12\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destarte, a anula\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es de concurso p\u00fablico em raz\u00e3o de decis\u00e3o judicial proferida em a\u00e7\u00e3o individual n\u00e3o tem efeito erga omnes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o de candidato aprovado fora das vagas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de servidores durante a vig\u00eancia de concurso p\u00fablico evidencia a necessidade inequ\u00edvoca da Administra\u00e7\u00e3o e configura preteri\u00e7\u00e3o, gerando direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o do candidato aprovado fora do n\u00famero de vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 65.871-PI, Rel. Min. Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 27\/8\/2025, DJEN 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 37 II e IX; STF, Tema 784 RG (RE 837.311\/PI).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Aprovados fora das vagas t\u00eam mera expectativa de direito.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A expectativa se convola em direito l\u00edquido e certo quando h\u00e1 contrata\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias para fun\u00e7\u00f5es id\u00eanticas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A preteri\u00e7\u00e3o deve ser comprovada documentalmente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ aplicou o entendimento do STF (Tema 784) a caso de professor aprovado fora das vagas, mas preterido por contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Reconheceu o direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o, ante a demonstra\u00e7\u00e3o de vagas suficientes e de contrata\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias durante a validade do certame.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A contrata\u00e7\u00e3o de tempor\u00e1rios para o mesmo cargo durante a validade do concurso comprova a necessidade e gera direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ entendeu que configura preteri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Concurso p\u00fablico \u2013 direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 II e IX ???? Tema 784\/STF ???? Contrata\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria = preteri\u00e7\u00e3o ???? Expectativa convola-se em direito<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na origem, trata-se de mandado de seguran\u00e7a no qual a impetrante objetiva que seja nomeada para o cargo de Professora de Geografia em rede estadual de ensino, em raz\u00e3o de sua aprova\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico. Alegou, em s\u00edntese, que novas vagas surgiram ao longo do certame e que a demanda administrativa foi suprida por contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias il\u00edcitas, caracterizando vac\u00e2ncia dos cargos e preteri\u00e7\u00e3o na nomea\u00e7\u00e3o ao cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE n. 837.311\/PI, sob o rito da repercuss\u00e3o geral (Tema n. 784), entendeu que os candidatos aprovados al\u00e9m do n\u00famero de vagas previstas no edital de concurso p\u00fablico possuem mera expectativa de direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o, ressalvadas as situa\u00e7\u00f5es excepcionais em que for demonstrada inequ\u00edvoca necessidade de provimento dos cargos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esclareceu ainda que <em>o surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, n\u00e3o gera automaticamente o direito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital<\/em>, excetuadas as hip\u00f3teses de preteri\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e imotivada por parte da administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a impetrante, embora n\u00e3o classificada dentro do n\u00famero de vagas, preencheu os requisitos exigidos pelo referido julgado, pois, por meio dos documentos coligidos aos autos, comprovou a preteri\u00e7\u00e3o, uma vez que demonstrou a exist\u00eancia de vaga em quantidade suficiente para atingir sua posi\u00e7\u00e3o na lista de classifica\u00e7\u00e3o e a contrata\u00e7\u00e3o de forma prec\u00e1ria para essa vaga, durante a validade do certame, o que indica a necessidade inequ\u00edvoca da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica em preench\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumpre destacar que n\u00e3o se desconhece a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 falar em direito l\u00edquido e certo \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o se ainda houver tempo de validade do concurso (mesmo que o candidato esteja aprovado dentro do n\u00famero de vagas, como no caso da recorrente), pois, em tais situa\u00e7\u00f5es, subsiste discricionariedade \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica para efetivar a nomea\u00e7\u00e3o (RMS n. 61.240\/RN, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 20\/8\/2019, DJe de 11\/10\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todavia, tal situa\u00e7\u00e3o se convola em direito \u00e0 imediata nomea\u00e7\u00e3o caso haja comprova\u00e7\u00e3o de que a administra\u00e7\u00e3o realizou contrata\u00e7\u00e3o de pessoal de forma prec\u00e1ria para o preenchimento de vagas de provimento efetivo, com preteri\u00e7\u00e3o daqueles que, aprovados, estariam aptos a ocupar o mesmo cargo ou fun\u00e7\u00e3o (RMS n. 51.321\/ES, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16\/8\/2016, DJe de 10\/10\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, restou comprovado que, <em>mesmo havendo candidatos aprovados em concurso p\u00fablico vigente \u00e0 \u00e9poca da impetra\u00e7\u00e3o, o Estado realizou dois processos seletivos simplificados para contrata\u00e7\u00e3o de professores tempor\u00e1rios<\/em> e forma\u00e7\u00e3o de cadastro de reserva: um em 2015 e outro em 2017; contratando pelo menos 12 (doze) docentes na \u00e1rea de Geografia, alguns inclusive com carga hor\u00e1ria de 40 horas\/aula e para a localidade em que a impetrante concorria, em n\u00famero suficiente para alcan\u00e7ar a sua coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, existindo prova pr\u00e9-constitu\u00edda de preteri\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e imotivada por parte da administra\u00e7\u00e3o, fica caracterizada a ofensa ao direito l\u00edquido e certo \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o do impetrante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Improbidade administrativa e prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na fase execut\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A prescri\u00e7\u00e3o intercorrente prevista na Lei 14.230\/2021 n\u00e3o se aplica \u00e0 fase de cumprimento de senten\u00e7a, regendo-se esta pela S\u00famula 150\/STF.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.931.489-DF, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 8.429\/1992, art. 23 \u00a7\u00a74\u00ba-8\u00ba; S\u00famula 150\/STF; FPPC, Enunciado 745.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A prescri\u00e7\u00e3o intercorrente aplica-se apenas \u00e0 fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Na execu\u00e7\u00e3o, incide a prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o executiva (8 anos).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Ressalvada a imprescritibilidade do ressarcimento doloso ao er\u00e1rio (Tema 897 STF).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente introduzida pela Lei 14.230\/2021 alcan\u00e7aria a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que n\u00e3o, aplicando a S\u00famula 150\/STF: a pretens\u00e3o executiva prescreve no mesmo prazo da a\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Lei 14.230\/2021 instituiu prescri\u00e7\u00e3o intercorrente aplic\u00e1vel tamb\u00e9m \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ limitou sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria em improbidade segue o prazo de 8 anos da S\u00famula 150\/STF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Tese consolidada no REsp 1.931.489-DF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Improbidade \u2013 prescri\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 8.429\/1992, art. 23 ???? S\u00famula 150\/STF ???? Fase de conhecimento \u2192 intercorrente ???? Fase execut\u00f3ria \u2192 pretens\u00e3o executiva (8 anos)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>O novo regime prescricional das a\u00e7\u00f5es de improbidade n\u00e3o tem lugar na fase executiva, limitando-se \u00e0 de conhecimento<\/strong>. A previs\u00e3o normativa \u00e9 textual, expressa, quanto aos marcos de propositura da a\u00e7\u00e3o e julgados condenat\u00f3rios que lhe sucederem (art. 23, \u00a7 4\u00ba, da Lei 8.429\/1992).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, a doutrina aponta que o art. 23, \u00a7 8\u00b0, da reda\u00e7\u00e3o atual da LIA, fala que &#8220;o juiz ou o tribunal, depois de ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico, dever\u00e1, de oficio ou a requerimento da parte interessada, reconhecer a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente da pretens\u00e3o sancionadora e decret\u00e1-la de imediato, caso, entre os marcos interruptivos referidos no \u00a7 4\u00b0, transcorra o prazo previsto no \u00a7 5\u00b0 deste artigo&#8221;, de modo que o prazo de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente &#8211; que equivale a metade do prazo do caput, ou seja, 4 (quatro) anos &#8211; correria apenas entre os marcos do \u00a7 4\u00b0, sendo o \u00faltimo marco a publica\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o do STF que confirma ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio ou que reforma ac\u00f3rd\u00e3o de improced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, conforme o entendimento doutrin\u00e1rio, na fase de cumprimento j\u00e1 n\u00e3o cabe falar de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, mas sim de prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o executiva, a qual, segundo o enunciado n. 150 da S\u00famula STF, se d\u00e1 pelo mesmo prazo da a\u00e7\u00e3o de conhecimento, isto \u00e9, 8 (oito) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse diapas\u00e3o, \u00e9 o Enunciado n. 745 do FPPC, segundo o qual &#8220;para o in\u00edcio da fase de cumprimento da senten\u00e7a condenat\u00f3ria proferida na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, aplica-se o prazo prescricional de 8 (oito) anos, conforme o enunciado n. 150 da S\u00famula do STF, ressalvada a imprescritibilidade de pretens\u00e3o de ressarcimento ao er\u00e1rio fundada na pr\u00e1tica de ato doloso (tema 897\/STF)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De fato, a norma faz refer\u00eancia direta aos marcos interruptivos da fase de conhecimento em seu art. 23. A pr\u00f3pria estrutura topol\u00f3gica das regras incidentes no cumprimento de senten\u00e7a, agrupadas no art. 18, sinaliza o afastamento entre os institutos. O legislador disp\u00f4s de forma clara a incid\u00eancia de cada esp\u00e9cie prescricional, sem qualquer ind\u00edcio de haver atra\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente para a fase execut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na fase de cumprimento da senten\u00e7a em a\u00e7\u00e3o de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cotas condominiais e honor\u00e1rios convencionais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel incluir honor\u00e1rios advocat\u00edcios convencionais no c\u00e1lculo da execu\u00e7\u00e3o de cotas condominiais, ainda que exista previs\u00e3o na conven\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.187.308-TO, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2025, DJEN 19\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, arts. 84 e 85; CC, art. 1.336 I.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O devedor responde apenas pelos encargos legais expressamente previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Honor\u00e1rios contratuais s\u00e3o despesas extraprocessuais e n\u00e3o integram o cr\u00e9dito condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A conven\u00e7\u00e3o condominial n\u00e3o pode ampliar os encargos de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se o condom\u00ednio pode incluir no valor executado os honor\u00e1rios contratados com advogado particular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que n\u00e3o, pois apenas os encargos legais (multa, juros e corre\u00e7\u00e3o) podem compor o d\u00e9bito executado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A conven\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio pode autorizar a cobran\u00e7a de honor\u00e1rios convencionais em execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Os honor\u00e1rios contratuais n\u00e3o integram o cr\u00e9dito exequendo e devem ser suportados pelo pr\u00f3prio condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Cotas condominiais \u2013 honor\u00e1rios<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, arts. 84-85 ???? CC, art. 1.336 ???? Despesa extraprocessual \u2260 cr\u00e9dito exequendo ???? Previs\u00e3o convencional \u2260 validade jur\u00eddica<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se \u00e9 cab\u00edvel a inclus\u00e3o, em execu\u00e7\u00e3o de cotas condominiais, do valor correspondente aos honor\u00e1rios convencionais pelo condom\u00ednio exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao tratar do custo do processo, o C\u00f3digo de Processo Civil, em seus arts. 84 e 85, imputa ao vencido, com base nos princ\u00edpios da causalidade e da sucumb\u00eancia, a responsabilidade final pelo pagamento dos gastos endoprocessuais, ou seja, aqueles necess\u00e1rios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e extin\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diversamente, os gastos extraprocessuais &#8211; aqueles realizados por uma das partes fora do processo -, ainda que assumidos em raz\u00e3o dele, n\u00e3o podem ser imputados \u00e0 outra parte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, dos juros demora e da multa, o C\u00f3digo Civil n\u00e3o prev\u00ea a possibilidade de inclus\u00e3o de outras despesas no c\u00e1lculo do valor devido pelo cond\u00f4mino inadimplente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, <strong>\u00e9 inadmiss\u00edvel a inclus\u00e3o, pelo condom\u00ednio exequente, dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios convencionais no c\u00e1lculo do valor objeto da a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito referente a cotas condominiais inadimplida<\/strong>s, independentemente do fato de existir previs\u00e3o acerca dessa possibilidade na conven\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leil\u00e3o falimentar e pre\u00e7o vil<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Na fal\u00eancia, a venda de bem por valor equivalente a 2% do pre\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 considerada pre\u00e7o vil, desde que observadas as formalidades legais e inexistam ofertas melhores.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.174.514-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2025, DJEN 19\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 14.112\/2020; Lei 11.101\/2005, arts. 142-144.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Lei 14.112\/2020 aboliu o conceito de pre\u00e7o vil no processo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A impugna\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o deve ser acompanhada de oferta firme e superior.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O controle judicial limita-se \u00e0 regularidade formal e \u00e0 transpar\u00eancia do certame.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se seria poss\u00edvel anular leil\u00e3o por pre\u00e7o irris\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que, respeitadas as formalidades legais, a anula\u00e7\u00e3o exige proposta superior, sob pena de ofensa \u00e0 efici\u00eancia da liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A anula\u00e7\u00e3o de leil\u00e3o por pre\u00e7o vil em fal\u00eancia exige impugna\u00e7\u00e3o acompanhada de oferta firme e superior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O conceito de pre\u00e7o vil foi abolido ap\u00f3s a Lei 14.112\/2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Fal\u00eancia \u2013 leil\u00e3o e pre\u00e7o<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 14.112\/2020 ???? Pre\u00e7o vil abolido ???? Oferta firme = condi\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o ???? Efici\u00eancia e liquida\u00e7\u00e3o c\u00e9lere<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se na fal\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel a venda de bem do ativo pelo equivalente a 2% (dois por cento) do valor da avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com as modifica\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.112\/2020 ao processo de fal\u00eancia, buscou-se otimizar a utiliza\u00e7\u00e3o produtiva dos bens, promover a liquida\u00e7\u00e3o c\u00e9lere de empresas invi\u00e1veis com vistas \u00e0 realoca\u00e7\u00e3o eficiente dos recursos e permitir o retorno do falido ao exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dentre as altera\u00e7\u00f5es promovidas na realiza\u00e7\u00e3o do ativo, est\u00e1 previsto que a aliena\u00e7\u00e3o de bens n\u00e3o est\u00e1 sujeita ao conceito de pre\u00e7o vil. Ademais, as impugna\u00e7\u00f5es baseadas no valor de venda somente ser\u00e3o recebidas se acompanhadas de oferta firme do impugnante ou de terceiro para aquisi\u00e7\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Respeitadas as formalidades legais, garantida a competitividade, com a ampla divulga\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o ou outra forma de aliena\u00e7\u00e3o escolhida, n\u00e3o se mostra poss\u00edvel anular o leil\u00e3o com base na alega\u00e7\u00e3o de arremata\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o irris\u00f3rio sem a respectiva proposta de melhor oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na impugna\u00e7\u00e3o ao leil\u00e3o, deve ficar demonstrada a ocorr\u00eancia de alguma irregularidade que comprometeu o lance do impugnante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, diante da n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o de proposta de melhor pre\u00e7o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel anular leil\u00e3o de im\u00f3vel no qual foram respeitadas as formalidades legais, com base t\u00e3o somente na alega\u00e7\u00e3o de arremata\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o vil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embargos monit\u00f3rios e dever de coopera\u00e7\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos embargos monit\u00f3rios por negativa geral, \u00e9 indevida a improced\u00eancia do pedido por insufici\u00eancia probat\u00f3ria sem que o juiz indique as provas a serem produzidas e ofere\u00e7a oportunidade ao autor para supri-las.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.133.406-SC, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2025, DJEN 19\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, arts. 6\u00ba, 341, 370 e 700 \u00a75\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O juiz deve adotar postura cooperativa e indicar os fatos que ainda dependem de prova.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A improced\u00eancia sem pr\u00e9via intima\u00e7\u00e3o viola os princ\u00edpios da n\u00e3o surpresa e da primazia do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A negativa geral do curador especial exige especifica\u00e7\u00e3o judicial dos pontos controvertidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se o juiz pode julgar improcedente a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria sem intimar o autor para complementar provas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que, diante da negativa geral, o dever de coopera\u00e7\u00e3o exige intima\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do autor para sanar as lacunas probat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O juiz pode julgar improcedente a monit\u00f3ria sem intimar o autor quando o curador especial apresentar negativa geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A decis\u00e3o deve observar o dever de coopera\u00e7\u00e3o e a primazia do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A insufici\u00eancia probat\u00f3ria s\u00f3 pode justificar improced\u00eancia ap\u00f3s intima\u00e7\u00e3o para complementa\u00e7\u00e3o de provas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a orienta\u00e7\u00e3o da Terceira Turma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Monit\u00f3ria \u2013 negativa geral<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, arts. 6\u00ba, 341, 370, 700 \u00a75\u00ba ???? Dever de coopera\u00e7\u00e3o judicial ???? Primazia do julgamento de m\u00e9rito ???? Prova complementar obrigat\u00f3ria<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se, diante da nomea\u00e7\u00e3o de curador especial e da apresenta\u00e7\u00e3o de embargos por negativa geral, \u00e9 leg\u00edtima a improced\u00eancia do pedido por insufici\u00eancia probat\u00f3ria, sem pr\u00e9via oportunidade ao autor para produzir provas pertinentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria visa tutelar o direito do credor que disp\u00f5e de prova documental apta a gerar forte probabilidade do cr\u00e9dito, mas sem efic\u00e1cia executiva, partindo da premissa de que o devedor n\u00e3o apresentar\u00e1 defesa id\u00f4nea ou n\u00e3o dispor\u00e1 de fundamentos jur\u00eddicos s\u00f3lidos para afastar a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na fase inicial, na aferi\u00e7\u00e3o dos pressupostos da monit\u00f3ria, a atua\u00e7\u00e3o do magistrado \u00e9 baseada em ju\u00edzo de cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, verificada \u00e0 luz da documenta\u00e7\u00e3o da inicial e sem pr\u00e9via oitiva do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na d\u00favida a respeito da sufici\u00eancia da documenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 dever do magistrado conferir ao autor a oportunidade para emendar a inicial ou para requerer a convers\u00e3o do rito para o comum, em observ\u00e2ncia \u00e0 instrumentalidade das formas e \u00e0 primazia do julgamento de m\u00e9rito (\u00a7 5\u00ba do art. 700 do CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Citado o devedor por edital e n\u00e3o encontrado, dever\u00e1 ser nomeado curador especial, que poder\u00e1 deduzir defesa por negativa geral, nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 341 do CPC, que pode abranger tanto quest\u00f5es processuais ou de m\u00e9rito quanto a insufici\u00eancia da documenta\u00e7\u00e3o para comprovar a d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresentados os embargos, instaura-se cogni\u00e7\u00e3o plena e exauriente, cabendo ao magistrado, diante da negativa geral e havendo d\u00favida sobre os fatos da causa, adotar postura cooperativa, na forma do art. 6\u00ba do CPC, indicando os fatos a serem provados e especificando as provas a serem produzidas, mesmo de of\u00edcio, em observ\u00e2ncia ao art. 370 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 indevida a extin\u00e7\u00e3o da monit\u00f3ria por falta de provas antes de ser dada a oportunidade de o credor juntar novos documentos ou de, por qualquer outro meio, comprovar a mat\u00e9ria controvertida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recepta\u00e7\u00e3o qualificada e comunicabilidade da elementar<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Os elementos t\u00edpicos da recepta\u00e7\u00e3o qualificada (art. 180, \u00a71\u00ba, CP) comunicam-se aos corr\u00e9us, independentemente de serem propriet\u00e1rios do estabelecimento comercial, quando comprovado o concurso de agentes.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.712.504-MG, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/9\/2025, DJEN 15\/9\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CP, arts. 30 e 180 \u00a71\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A teoria monista implica que todos os agentes respondem pelo mesmo delito, ainda que nem todos pratiquem todos os atos t\u00edpicos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A elementar \u201cexerc\u00edcio de atividade comercial\u201d comunica-se aos corr\u00e9us que concorrem para o crime.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 irrelevante o fato de o coautor n\u00e3o ser o propriet\u00e1rio do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se corr\u00e9us que n\u00e3o eram propriet\u00e1rios de loja poderiam responder por recepta\u00e7\u00e3o qualificada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que sim, pois a elementar do tipo \u00e9 comunic\u00e1vel por for\u00e7a do art. 30 do CP, bastando a comprova\u00e7\u00e3o do concurso de vontades.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? No concurso de agentes, basta que um dos r\u00e9us atue no exerc\u00edcio de atividade comercial para a incid\u00eancia da qualificadora na recepta\u00e7\u00e3o (CP, art. 180, \u00a71\u00ba)<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A elementar \u201cpropriet\u00e1rio de estabelecimento comercial\u201d comunica-se aos demais agentes por for\u00e7a da teoria monista (CP, art. 30)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Recepta\u00e7\u00e3o qualificada \u2013 comunicabilidade<\/td><\/tr><tr><td>???? CP, arts. 30 e 180 \u00a71\u00ba ???? Teoria monista ???? Corr\u00e9us \u2260 necessidade de ser comerciante ???? Elementar comunic\u00e1vel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o consiste em saber se o fato de os corr\u00e9us n\u00e3o serem propriet\u00e1rios do estabelecimento comercial afasta a tipifica\u00e7\u00e3o da conduta como recepta\u00e7\u00e3o qualificada (art. 180, \u00a7 1\u00ba, CP).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Tribunal de origem deixou de reconhecer a comunica\u00e7\u00e3o da elementar do exerc\u00edcio de atividade comercial aos corr\u00e9us por n\u00e3o serem eles propriet\u00e1rios do estabelecimento comercial, mantendo a condena\u00e7\u00e3o pelo crime de recepta\u00e7\u00e3o simples (art. 180, caput, do CP).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, no caso, os acusados concorreram para a recepta\u00e7\u00e3o dos bens no estabelecimento comercial de propriedade da corr\u00e9, tendo agido em concurso de agentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, \u00e9 incontroverso que est\u00e3o presentes os requisitos indispens\u00e1veis ao concurso de agentes, quais sejam: a pluralidade de sujeitos e de condutas, a relev\u00e2ncia causal de cada conduta, o liame subjetivo entre os agentes e a identidade de infra\u00e7\u00e3o, sendo incontroverso, ainda, que a corr\u00e9 praticou o crime de recepta\u00e7\u00e3o qualificada, dado que agiu de forma habitual e no exerc\u00edcio de atividade comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em verdade, pela teoria monista adotada no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, h\u00e1 um \u00fanico crime de recepta\u00e7\u00e3o, o qual \u00e9 imputado \u00e0 corr\u00e9 comerciante propriet\u00e1ria do estabelecimento comercial e aos corr\u00e9us que concorreram no delito com esta, sendo irrelevante neste contexto que os demais acusados n\u00e3o sejam os propriet\u00e1rios do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E, pela incid\u00eancia da teoria monista, havendo a prova da habitualidade e dos demais requisitos do crime de recepta\u00e7\u00e3o qualificada quanto a um dos agentes, \u00e9 prescind\u00edvel a prova da habitualidade do crime ou o exerc\u00edcio da atividade comercial quanto a cada um dos coautores ou part\u00edcipes, bastando que estes tenham concorrido para o delito que possua tais elementos f\u00e1ticos comprovados, ainda que a concorr\u00eancia para a a\u00e7\u00e3o seja realizada de forma instant\u00e2nea e eventual, justamente porque para o legislador todos concorreram para o mesmo delito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, como corol\u00e1rio de que <strong>a recepta\u00e7\u00e3o qualificada \u00e9 um tipo aut\u00f4nomo, qualificado exatamente pelo fato de ocorrer no exerc\u00edcio de atividade comercial, imp\u00f5e-se a comunica\u00e7\u00e3o desta elementar aos corr\u00e9us<\/strong>, nos expressos termos do art. 30 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Revis\u00e3o criminal e desclassifica\u00e7\u00e3o de conduta<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A desclassifica\u00e7\u00e3o de conduta na revis\u00e3o criminal \u00e9 permitida pelo art. 626 do CPP, desde que n\u00e3o agrave a pena imposta.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 1.943.070-CE, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/9\/2025, DJEN 16\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPP, arts. 383 e 626 par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A revis\u00e3o criminal pode alterar a classifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos fatos sem violar o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 vedado agravar a pena na revis\u00e3o, mas \u00e9 poss\u00edvel a desclassifica\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O art. 626 autoriza o ju\u00edzo rescis\u00f3rio quando n\u00e3o h\u00e1 reformatio in pejus.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou a legalidade da desclassifica\u00e7\u00e3o de lavagem de dinheiro para recepta\u00e7\u00e3o em revis\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Reconheceu a validade do ato, pois reduziu a pena e n\u00e3o agravou a situa\u00e7\u00e3o do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A revis\u00e3o criminal admite desclassifica\u00e7\u00e3o da conduta quando ben\u00e9fica ao condenado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese firmada pela Quinta Turma: O art. 626 permite a desclassifica\u00e7\u00e3o desde que n\u00e3o agrave a pena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Revis\u00e3o criminal \u2013 desclassifica\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? CPP, arts. 383 e 626 ???? Ju\u00edzo rescis\u00f3rio poss\u00edvel ???? Veda\u00e7\u00e3o \u00e0 reformatio in pejus ???? Desclassifica\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica permitida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A controv\u00e9rsia consiste em saber se a decis\u00e3o que desclassificou a conduta na primeira revis\u00e3o criminal violou o permissivo legal, e se a segunda revis\u00e3o criminal poderia absolver o requerente com base na alega\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o ao contradit\u00f3rio e ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, em sede de revis\u00e3o criminal, o Tribunal de origem reconheceu a atipicidade do crime de lavagem de dinheiro e, tendo por base a mesma descri\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, desclassificou a conduta para o crime de recepta\u00e7\u00e3o previsto no art. 180 do C\u00f3digo Penal. Posteriormente, ajuizada a segunda revis\u00e3o criminal, a Corte a quo determinou a absolvi\u00e7\u00e3o do crime de recepta\u00e7\u00e3o, ao argumento de ofensa ao contradit\u00f3rio e ampla defesa, na medida em que n\u00e3o se teria oportunizado defesa ao requerente acerca da nova classifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, referido entendimento, ao desconstituir o julgado anterior com base na viola\u00e7\u00e3o do contradit\u00f3rio, quando a Lei processual assim n\u00e3o determina, violou o art. 626, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo de Processo Penal. Note-se que h\u00e1 no dispositivo em foco permiss\u00e3o expressa para a desclassifica\u00e7\u00e3o do crime pelo qual tenha sido denunciado como um dos efeitos poss\u00edveis para a proced\u00eancia da revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, a primeira decis\u00e3o revisional desclassificou a conduta originariamente imputada ao ora recorrido, valendo-se do dispositivo legal que prev\u00ea a possibilidade de exerc\u00edcio do seu ju\u00edzo rescis\u00f3rio &#8211; art. 626, caput e par\u00e1grafo \u00fanico do CPP &#8211; sem lhe causar preju\u00edzo quanto \u00e0 pena fixada, ao final, ao contr\u00e1rio, a pena aplicada foi drasticamente reduzida. Dessa forma, o limite do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 626 do CPP, no sentido de que &#8220;n\u00e3o poder\u00e1 ser agravada a pena imposta pela decis\u00e3o revista&#8221;, foi observado, n\u00e3o se podendo cogitar ter havido reformatio in pejus.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, <em>a altera\u00e7\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do fato, sem que se altere a descri\u00e7\u00e3o f\u00e1tica narrada na den\u00fancia, n\u00e3o obriga \u00e0 nova oitiva do denunciado<\/em>, a teor do que disp\u00f5e o art. 383 do CPP. Portanto, n\u00e3o houve viola\u00e7\u00e3o alguma ao dispositivo em refer\u00eancia, ao contr\u00e1rio, a decis\u00e3o prestou inteira observ\u00e2ncia ao comando legal ao desclassificar a conduta de lavagem de dinheiro para recepta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, <strong>ausente qualquer ilegalidade na desclassifica\u00e7\u00e3o da conduta operada na primeira revis\u00e3o criminal<\/strong>. Ao contr\u00e1rio, ao dar como ilegal a desclassifica\u00e7\u00e3o, o Tribunal de origem acabou negando vig\u00eancia ao artigo 626, do C\u00f3digo de Processo Penal, ao julgar procedente a segunda revis\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal e preclus\u00e3o consumativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a vig\u00eancia do art. 28-A do CPP, o pedido de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal (ANPP) deve ser formulado na primeira oportunidade de interven\u00e7\u00e3o processual, sob pena de preclus\u00e3o consumativa.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no Acordo no AREsp 2.600.503-ES, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPP, art. 28-A; CF, art. 5\u00ba LIV; HC 242.078-AgR\/STF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O ANPP \u00e9 cab\u00edvel at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado, desde que requerido tempestivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Pedido tardio viola a boa-f\u00e9 objetiva e a coopera\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A omiss\u00e3o do r\u00e9u em pedir o benef\u00edcio acarreta preclus\u00e3o consumativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu a possibilidade de formular pedido de ANPP em fase recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que o pedido deve ocorrer na primeira manifesta\u00e7\u00e3o do acusado ap\u00f3s a vig\u00eancia do art. 28-A do CPP, sob pena de estabiliza\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O ANPP pode ser requerido a qualquer tempo antes do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O pedido deve ocorrer na primeira oportunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A preclus\u00e3o consumativa impede pedido tardio de ANPP, conforme os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 e da coopera\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a tese reafirmada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? ANPP \u2013 preclus\u00e3o consumativa<\/td><\/tr><tr><td>???? CPP, art. 28-A ???? Boa-f\u00e9 e lealdade processual ???? Primeira oportunidade = requisito ???? Pedido tardio \u2192 indeferimento<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-0b39ee30-90d5-4fab-aa86-9a6fb1d3175a\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/20234339\/stj-info-863.pdf\">STJ &#8211; Info 863<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/20234339\/stj-info-863.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-0b39ee30-90d5-4fab-aa86-9a6fb1d3175a\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF AQUI! 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Restitui\u00e7\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais Destaque A efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada impede o ajuizamento de nova a\u00e7\u00e3o para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o de quantia paga a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios incidentes sobre tarifas banc\u00e1rias declaradas ilegais ou abusivas em a\u00e7\u00e3o anterior. 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