{"id":1651845,"date":"2025-10-08T08:22:24","date_gmt":"2025-10-08T11:22:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1651845"},"modified":"2025-10-08T08:22:26","modified_gmt":"2025-10-08T11:22:26","slug":"informativo-stf-1190-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1190-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1190 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/08082204\/stf-info-1190.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_wh2EqvJnU4k\"><div id=\"lyte_wh2EqvJnU4k\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/wh2EqvJnU4k\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/wh2EqvJnU4k\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/wh2EqvJnU4k\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-altura-minima-para-ingresso-na-policia-militar\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altura m\u00ednima para ingresso na Pol\u00edcia Militar<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional lei estadual que fixa altura m\u00ednima superior \u00e0 prevista para o Ex\u00e9rcito, por violar os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.469.887\/AL (Tema 1.424 RG), Rel. Min. Presidente, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 12\/9\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 5\u00ba caput, 37 I e II; Lei 12.705\/2012, art. 2\u00ba XIII.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia de altura m\u00ednima deve ter fundamento legal e observar par\u00e2metros nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A altura m\u00ednima \u00e9 de 1,60m para homens e 1,55m para mulheres (Lei 12.705\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados n\u00e3o podem fixar exig\u00eancias superiores sem justificativa funcional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a validade de lei alagoana que exigia altura m\u00ednima de 1,65m para homens e 1,60m para mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que tal restri\u00e7\u00e3o, sem justificativa relacionada \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es do cargo, afronta a razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A lei estadual livremente pode estabelecer altura m\u00ednima para os cargos da Pol\u00edcia Militar, sendo mat\u00e9ria de interesse local.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que \u00e9 inconstitucional ei estadual que estabelece altura m\u00ednima superior \u00e0 do Ex\u00e9rcito por falta de razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Concurso PM \u2013 altura m\u00ednima<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 I e II ???? Lei 12.705\/2012 ???? Razoabilidade e proporcionalidade ???? Tese do Tema 1.424 RG<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o princ\u00edpio da razoabilidade \u2014 lei estadual que exige, como requisito para ingresso na Pol\u00edcia Militar, altura m\u00ednima superior \u00e0 prevista para ingresso nas carreiras do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n\n\n\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o, pelo legislador estadual, de <strong>requisitos mais rigorosos do que os previstos na legisla\u00e7\u00e3o federal para o Ex\u00e9rcito, sem qualquer justificativa relacionada \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es do cargo, configura afronta aos princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade<\/strong> (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Alagoas manteve a elimina\u00e7\u00e3o de candidata em concurso p\u00fablico para a Pol\u00edcia Militar por ela n\u00e3o possuir a altura m\u00ednima de 1,65m exigida pela legisla\u00e7\u00e3o estadual (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o constitucional suscitada (Tema 1.424 da repercuss\u00e3o geral) e, no m\u00e9rito, por maioria: (i) reafirmou a jurisprud\u00eancia dominante sobre a mat\u00e9ria (3); (ii) deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para reformar o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e determinar o prosseguimento da candidata no concurso p\u00fablico; e, por fim, (iii) fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tese fixada<\/strong>: \u201cA exig\u00eancia de altura m\u00ednima para ingresso em cargo do Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica pressup\u00f5e a exist\u00eancia de lei e da observ\u00e2ncia dos par\u00e2metros fixados para a carreira do ex\u00e9rcito (Lei federal n\u00ba 12.705\/2012, 1,60m para homens e 1,55m para mulheres).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Lei n\u00ba 12.705\/2012: \u201cArt. 2\u00ba A matr\u00edcula para o ingresso nos cursos de forma\u00e7\u00e3o de oficiais e sargentos de carreira do Ex\u00e9rcito depende de aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em concurso p\u00fablico, atendidos os seguintes requisitos, dentre outros estabelecidos na legisla\u00e7\u00e3o vigente: (&#8230;) XIII &#8211; ter altura m\u00ednima de 1,60 m (um metro e sessenta cent\u00edmetros) ou, se do sexo feminino, a altura m\u00ednima de 1,55 m (um metro e cinquenta e cinco cent\u00edmetros).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 5.346\/1992 do Estado de Alagoas: \u201cArt. 7\u00ba O ingresso na Pol\u00edcia Militar do Estado de Alagoas \u00e9 facultado a todos os brasileiros, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, sexo, cor ou credo religioso, mediante matr\u00edcula ou nomea\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico de prova ou provas e t\u00edtulos, desde que observadas as seguintes condi\u00e7\u00f5es: (&#8230;) III \u2013 altura m\u00ednima de 1,65m (um metro e sessenta e cinco cent\u00edmetros), se do sexo masculino, e 1,60m (um metro e sessenta cent\u00edmetros), se do sexo feminino;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedentes citados: ADI 5.044, ARE 1.459.395 AgR, RE 1.465.829 AgR e RE 1.480.201, bem como ARE 1.562.570, ARE 1.511.877 e RE 1.500.883 (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-exploracao-de-servicos-lotericos-e-restricao-a-estados\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Explora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os lot\u00e9ricos e restri\u00e7\u00e3o a estados<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais normas federais que restringem a atua\u00e7\u00e3o de grupos econ\u00f4micos e a publicidade de loterias estaduais, por violarem a autonomia federativa e a livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.640\/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 12\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 18, 22 XX, 170 e 175; Lei 13.756\/2018, art. 35-A \u00a7\u00a72\u00ba e 4\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Uni\u00e3o pode legislar sobre loterias, mas n\u00e3o restringir a explora\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados t\u00eam compet\u00eancia material para explorar loterias como fonte de receita.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Limites federais desproporcionais violam o federalismo fiscal e a livre iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><\/td><td><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou dispositivos que restringiam a publicidade e a concess\u00e3o de loterias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que tais restri\u00e7\u00f5es criavam desequil\u00edbrio federativo e violavam o princ\u00edpio da autonomia dos estados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o sobre loterias n\u00e3o exclui a compet\u00eancia material dos estados para explor\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a tese da ADI 7.640. A Uni\u00e3o n\u00e3o pode limitar a explora\u00e7\u00e3o de loterias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Loterias estaduais \u2013 autonomia<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 22 XX e 175 ???? Livre iniciativa e concorr\u00eancia ???? Federalismo fiscal ???? Inconstitucionalidade das restri\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o inconstitucionais \u2014 por usurparem a autonomia federativa dos estados-membros e ofenderem os princ\u00edpios da <em>proporcionalidade, da livre concorr\u00eancia e da livre iniciativa<\/em>, bem como o que prev\u00ea o art. 175 da CF\/1988 \u2014 normas federais que restringem a participa\u00e7\u00e3o de grupos econ\u00f4micos e empresas em contratos de concess\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o de loterias estaduais, e para a realiza\u00e7\u00e3o de publicidade desses servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a Uni\u00e3o, no exerc\u00edcio da sua compet\u00eancia privativa para legislar sobre servi\u00e7os lot\u00e9ricos (CF\/1988, art. 22, XX), n\u00e3o pode instituir tratamento privilegiado para si ou para qualquer estado-membro em preju\u00edzo dos demais nem excluir a compet\u00eancia material dos entes federativos para explorar esses servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto constitucional autoriza, expressamente, os estados-membros a explorarem o servi\u00e7o p\u00fablico de loterias como fonte alternativa de financiamento de suas atividades, de modo que a Uni\u00e3o n\u00e3o pode impor obst\u00e1culos injustificados, sob pena de ofensa ao federalismo fiscal e \u00e0 respectiva autonomia financeira. Nesse contexto, qualquer limita\u00e7\u00e3o em lei federal deve observar a regra da proporcionalidade e garantir a igualdade entre os entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da inten\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de evitar concentra\u00e7\u00e3o de mercado e preservar a livre concorr\u00eancia, a referida limita\u00e7\u00e3o \u00e0s concession\u00e1rias lot\u00e9ricas n\u00e3o \u00e9 proporcional, pois se mostra inadequada para atingir esse objetivo. Propicia-se a gera\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio desvantajoso aos estados menores e seus respectivos usu\u00e1rios e consumidores, na medida em que os sujeita a contratar empresas geralmente menos qualificadas, o que resulta em tarifas mais altas e em menores retornos financeiros diretos ao estado concedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, dada a limita\u00e7\u00e3o territorial (f\u00edsica e digital) para a comercializa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os lot\u00e9ricos estaduais, n\u00e3o h\u00e1 justificativa plaus\u00edvel para restringir a utiliza\u00e7\u00e3o de meios de publicidade fora do estado concedente, pois isso impede o pleno exerc\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o de loterias pelos estados sem promover interesses constitucionais eventualmente conflitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade (i) do \u00a7 2\u00ba do art. 35-A da Lei n\u00ba 13.756\/2018, inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.790\/2023 (2), e&nbsp; (ii) da express\u00e3o \u201cpublicidade\u201d, constante do \u00a7 4\u00ba do mesmo art. 35-A.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADPF 492, ADPF 493 e ADI 4.986 (julgamento conjunto).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 13.756\/2018: \u201cArt. 35-A. Os Estados e o Distrito Federal s\u00e3o autorizados a explorar, no \u00e2mbito de seus territ\u00f3rios, apenas as modalidades lot\u00e9ricas previstas na legisla\u00e7\u00e3o federal. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.790, de 2023) (&#8230;) \u00a7 2\u00ba Ao mesmo grupo econ\u00f4mico ou pessoa jur\u00eddica ser\u00e1 permitida apenas 1 (uma) \u00fanica concess\u00e3o e em apenas 1 (um) Estado ou no Distrito Federal. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.790, de 2023) (&#8230;) \u00a7 4\u00ba A comercializa\u00e7\u00e3o e a publicidade de loteria pelos Estados ou pelo Distrito Federal realizadas em meio f\u00edsico, eletr\u00f4nico ou virtual ser\u00e3o restritas \u00e0s pessoas fisicamente localizadas nos limites de suas circunscri\u00e7\u00f5es ou \u00e0quelas domiciliadas na sua territorialidade. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.790, de 2023)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-revogacao-de-beneficio-por-lei-ordinaria-quando-instituido-por-lei-complementar\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio por lei ordin\u00e1ria quando institu\u00eddo por lei complementar<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel revogar, por lei ordin\u00e1ria, benef\u00edcio institu\u00eddo por lei complementar materialmente ordin\u00e1ria, observando-se o princ\u00edpio da simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.521.802\/MG (Tema 1.352 RG), Rel. Min. Edson Fachin, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 12\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 59, 61 e 84; ADI 2.872; ADI 7.057.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O regime jur\u00eddico dos servidores n\u00e3o exige lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Lei formalmente complementar, mas materialmente ordin\u00e1ria, pode ser revogada por lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio da simetria limita apenas a forma quando a CF exigir expressamente lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a revoga\u00e7\u00e3o de aux\u00edlio-condu\u00e7\u00e3o criado por lei municipal complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Entendeu que, sendo a mat\u00e9ria materialmente ordin\u00e1ria, a revoga\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria \u00e9 leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional a revoga\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria de benef\u00edcio criado por lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF admite a revoga\u00e7\u00e3o se a mat\u00e9ria for materialmente ordin\u00e1ria. O princ\u00edpio da simetria n\u00e3o impede a revoga\u00e7\u00e3o de norma complementar materialmente ordin\u00e1ria por lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Revoga\u00e7\u00e3o \u2013 lei ordin\u00e1ria x complementar<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 59 e 61 ???? Mat\u00e9ria materialmente ordin\u00e1ria ???? Princ\u00edpio da simetria ???? Tese Tema 1.352 RG<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u00c9 constitucional \u2014 e est\u00e1 em conson\u00e2ncia com as regras do processo legislativo e com o princ\u00edpio da simetria \u2014 a revoga\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o, por lei ordin\u00e1ria, da regulamenta\u00e7\u00e3o de lei complementar, quando esta possuir status de lei ordin\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o exige a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar para disciplinar mat\u00e9ria envolvendo servidor p\u00fablico. Assim, a aprova\u00e7\u00e3o de norma por qu\u00f3rum mais r\u00edgido do que o exigido pode validar a inten\u00e7\u00e3o do legislador, excepcionando o princ\u00edpio de n\u00e3o convalida\u00e7\u00e3o das nulidades no processo legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Estatuto dos Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Formiga\/MG possui for\u00e7a de lei ordin\u00e1ria, de modo que o seu conte\u00fado pode ser revogado por posterior lei municipal ordin\u00e1ria. O aproveitamento normativo, nesse caso, revela-se vi\u00e1vel, pois a lei municipal objeto de an\u00e1lise (2) estabeleceu os requisitos para a percep\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-condu\u00e7\u00e3o pelos professores, e este aux\u00edlio foi introduzido por lei municipal que, embora formalmente complementar, \u00e9 materialmente ordin\u00e1ria (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.352 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso para cassar parcialmente o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 poss\u00edvel a revoga\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria de benef\u00edcio institu\u00eddo a servidor p\u00fablico por lei complementar quando materialmente ordin\u00e1ria, observado o princ\u00edpio da simetria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 2.872, ADI 2.926, ADI 5.003 e ADI 7.057.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-estupro-de-vulneravel-no-codigo-penal-militar\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estupro de vulner\u00e1vel no C\u00f3digo Penal Militar<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional o \u00a73\u00ba do art. 232 do C\u00f3digo Penal Militar, por omiss\u00e3o quanto \u00e0s qualificadoras de les\u00e3o grave, grav\u00edssima ou morte, e n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o dos incisos I a III do art. 236, que previam presun\u00e7\u00f5es relativas de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.555\/DF, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 12\/9\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 1\u00ba III, 24 XIV, 227; CPM, arts. 9\u00ba II, 232 \u00a73\u00ba e 236 I-III; CP, art. 217-A \u00a7\u00a71\u00ba-5\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A legisla\u00e7\u00e3o militar, ao deixar de prever qualificadoras para o estupro de vulner\u00e1vel praticado por militar: A aus\u00eancia de qualificadoras viola a veda\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o insuficiente a grupos vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O art. 232 \u00a73\u00ba CPM omite agravantes previstas no CP comum.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A CF exige puni\u00e7\u00e3o severa ao abuso e explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou a compatibilidade do CPM com o CP no tratamento do estupro de vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que a norma militar promove prote\u00e7\u00e3o penal insuficiente e retrocesso social.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A disciplina do art. 217-A do CP aplica-se ao estupro de vulner\u00e1vel cometido por militar em servi\u00e7o, inclusive suas qualificadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O \u00a73\u00ba do art. 232 do CPM foi considerado inconstitucional, por autonomia do direito penal militar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? CPM \u2013 estupro de vulner\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 1\u00ba III, 227, 24 XIV ???? CPM, arts. 232 \u00a73\u00ba e 236 ???? Inconstitucionalidade e n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o parcial ???? Aplica\u00e7\u00e3o do art. 217-A CP (les\u00e3o grave, morte, \u00a7\u00a71\u00ba-5\u00ba)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar os princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana (CF\/1988, art. 1\u00ba, III), da prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a e do adolescente (CF\/1988, art. 227, caput), da prote\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia (CF\/1988, art. 24, XIV), bem como da veda\u00e7\u00e3o ao retrocesso social e da proibi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o deficiente \u2014 norma do C\u00f3digo Penal Militar que disp\u00f5e sobre o crime de estupro de vulner\u00e1vel sem prever qualificadoras por les\u00e3o corporal grave, grav\u00edssima ou morte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A norma penal militar impugnada prev\u00ea pena de reclus\u00e3o de oito a quinze anos para o crime de estupro de vulner\u00e1vel praticado por militar no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es e\/ou em ambiente sujeito \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar (CPM\/1969, art. 232, \u00a7 3\u00ba), sem considerar o agravamento da conduta em caso de les\u00e3o corporal grave, grav\u00edssima ou morte. Essa omiss\u00e3o contrasta com o C\u00f3digo Penal comum, que estabelece penas mais elevadas para essas hip\u00f3teses (CP\/1940, art. 217-A, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba). Al\u00e9m disso, os incisos I a III do art. 236 do C\u00f3digo Penal Militar mant\u00eam presun\u00e7\u00f5es relativas de viol\u00eancia, admitindo prova em contr\u00e1rio, em desacordo com a presun\u00e7\u00e3o absoluta prevista na legisla\u00e7\u00e3o penal ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), \u00e9 vedado o retrocesso social em mat\u00e9ria de direitos fundamentais, especialmente quando se trata de prote\u00e7\u00e3o penal de grupos vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>a legisla\u00e7\u00e3o militar, ao deixar de prever qualificadoras para o estupro de vulner\u00e1vel praticado por militar, estabelece tratamento penal menos gravoso do que o previsto na legisla\u00e7\u00e3o comum para condutas id\u00eanticas<\/strong>, em afronta ao mandamento constitucional de puni\u00e7\u00e3o severa do abuso, da viol\u00eancia e da explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as, adolescentes e pessoas com defici\u00eancia (2). Trata-se, portanto, de omiss\u00e3o inconstitucional que promove prote\u00e7\u00e3o penal insuficiente, fomenta a vitimiza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria \u2014 ao permitir que v\u00edtimas de crimes sexuais sofram tratamento desigual conforme a condi\u00e7\u00e3o funcional do agressor \u2014 e afronta o dever estatal de tutela integral dos grupos vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros fundamentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, (i) converteu o exame da medida cautelar em julgamento de m\u00e9rito; (ii) julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, com efic\u00e1cia ex nunc a contar da data da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento, para (a) declarar a inconstitucionalidade do \u00a7 3\u00ba do art. 232 do C\u00f3digo Penal Militar (3), inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.688\/2023, e (b) declarar a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o dos incisos I a III do art. 236 do C\u00f3digo Penal Militar (4); e (iv) aplicou ao crime de estupro de vulner\u00e1vel praticado por militar no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es ou em decorr\u00eancia dela e\/ou em lugar sujeito \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento, toda a disciplina normativa prevista no art. 217-A do C\u00f3digo Penal, inclusive seus \u00a7\u00a7 1\u00ba a 5\u00ba (5), por expressa determina\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Penal Militar, no qual consta que, na aus\u00eancia de previs\u00e3o legal de crime na legisla\u00e7\u00e3o militar, aplica-se a legisla\u00e7\u00e3o penal ordin\u00e1ria em tempos de paz (art. 9\u00ba, II).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 2.096, RE 646.721, ADI 5.016, ADI 3.510, RE 878.694 (Tema 809 RG) e ADI 6.327 MC-Ref.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba A lei punir\u00e1 severamente o abuso, a viol\u00eancia e a explora\u00e7\u00e3o sexual da crian\u00e7a e do adolescente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CPM\/1969: \u201cEstupro Art. 232. Constranger algu\u00e9m, mediante viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, a ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Se a v\u00edtima \u00e9 menor de 14 (quatorze) anos ou, por enfermidade ou defici\u00eancia mental, n\u00e3o tem o necess\u00e1rio discernimento para a pr\u00e1tica do ato ou, por qualquer outra causa, n\u00e3o pode oferecer resist\u00eancia: Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.688, de 2023)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) CPM\/1969: \u201cPresun\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia Art. 236. Presume-se a viol\u00eancia, se a v\u00edtima: I &#8211; n\u00e3o \u00e9 maior de quatorze anos, salvo fundada suposi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria do agente; II &#8211; \u00e9 doente ou deficiente mental, e o agente conhecia esta circunst\u00e2ncia; III &#8211; n\u00e3o pode, por qualquer outra causa, oferecer resist\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(5) CP\/1940: \u201cEstupro de vulner\u00e1vel Art. 217-A. Ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. \u00a7 1\u00ba Incorre na mesma pena quem pratica as a\u00e7\u00f5es descritas no caput com algu\u00e9m que, por enfermidade ou defici\u00eancia mental, n\u00e3o tem o necess\u00e1rio discernimento para a pr\u00e1tica do ato, ou que, por qualquer outra causa, n\u00e3o pode oferecer resist\u00eancia. \u00a7 2\u00ba (VETADO) \u00a7 3\u00ba Se da conduta resulta les\u00e3o corporal de natureza grave: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. \u00a7 4\u00ba Se da conduta resulta morte: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. \u00a7 5\u00ba As penas previstas no caput e nos \u00a7\u00a7 1\u00ba, 3\u00ba e 4\u00ba deste artigo aplicam-se independentemente do consentimento da v\u00edtima ou do fato de ela ter mantido rela\u00e7\u00f5es sexuais anteriormente ao crime.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-auxilio-doenca-e-alta-programada\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aux\u00edlio-doen\u00e7a e alta programada<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a estipula\u00e7\u00e3o de prazo estimado para dura\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-doen\u00e7a, com fixa\u00e7\u00e3o de data de cessa\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio (DCB), prevista nos \u00a7\u00a78\u00ba e 9\u00ba do art. 60 da Lei 8.213\/1991.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.347.526\/SE (Tema 1.196 RG), Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 12\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 62 caput e \u00a71\u00ba, 246; Lei 8.213\/1991, art. 60 \u00a7\u00a78\u00ba e 9\u00ba; MP 767\/2017; Lei 13.457\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A DCB n\u00e3o ofende o princ\u00edpio da legalidade nem os requisitos de urg\u00eancia e relev\u00e2ncia das MPs.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A alta programada racionaliza o sistema e previne pagamentos indevidos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O segurado pode requerer prorroga\u00e7\u00e3o caso persista a incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF apreciou a validade das MPs 739\/2016 e 767\/2017, que institu\u00edram a alta programada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que o controle judicial sobre os requisitos de urg\u00eancia e relev\u00e2ncia \u00e9 excepcional e reconheceu a constitucionalidade da medida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A alta programada para o aux\u00edlio-doen\u00e7a viola a legalidade, pois fixa arbitrariamente prazo para o encerramento do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O segurado pode requerer prorroga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio caso persista a incapacidade ap\u00f3s a DCB.<\/p>\n\n\n\n<p>Os requisitos de urg\u00eancia e relev\u00e2ncia n\u00e3o podem ser analisados pelo judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF admite a an\u00e1lise, embora apenas em casos excepcionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Aux\u00edlio-doen\u00e7a \u2013 alta programada<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 8.213\/1991, art. 60 \u00a7\u00a78\u00ba-9\u00ba ???? MP 767\/2017 \u2192 Lei 13.457\/2017 ???? Constitucionalidade reconhecida ???? Possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 e atende aos requisitos do processo legislativo relativo \u00e0s medidas provis\u00f3rias (CF\/1988, art. 62, caput e \u00a7 1\u00ba) \u2014 a previs\u00e3o da alta programada (fixa\u00e7\u00e3o da Data de Cessa\u00e7\u00e3o do Benef\u00edcio &#8211; DCB) referente ao aux\u00edlio-doen\u00e7a (Lei n\u00ba 8.213\/1991, art. 60, \u00a7\u00a7 8\u00ba e 9\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), o controle judicial sobre os pressupostos de relev\u00e2ncia e urg\u00eancia das medidas provis\u00f3rias \u00e9 excepcional\u00edssimo, justificando-se apenas em casos de evidente abuso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com a exposi\u00e7\u00e3o de motivos da MP n\u00ba 767\/2017, a inova\u00e7\u00e3o ocorreu pela necessidade de aprimoramento da governan\u00e7a da concess\u00e3o de benef\u00edcios, decorrente do aumento na quantidade de benefici\u00e1rios do aux\u00edlio-doen\u00e7a sem revis\u00e3o pericial, bem como pela urg\u00eancia de sanar falhas apontadas em auditorias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, a ado\u00e7\u00e3o da DCB automatizada, \u201calta programada\u201d ou \u201cCobertura Previdenci\u00e1ria Estimada\u201d (COPES), representa op\u00e7\u00e3o legislativa voltada \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 efici\u00eancia do sistema previdenci\u00e1rio. <strong>A estipula\u00e7\u00e3o de prazo certo para a dura\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, acompanhada da possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o a requerimento do segurado, visa prevenir pagamentos indevidos a quem j\u00e1 recuperou a capacidade laborativa e otimizar os recursos limitados da per\u00edcia m\u00e9dica, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o das filas de atendimento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, as medidas provis\u00f3rias impugnadas n\u00e3o regulamentaram diretamente a Constitui\u00e7\u00e3o ou disposi\u00e7\u00e3o alterada substancialmente entre 01.01.1995 e a data de promulga\u00e7\u00e3o da EC n\u00ba 32\/2001 (CF\/1988, art. 246). Em verdade, elas apenas atualizaram a Lei n\u00ba 8.213\/1991, ato normativo infraconstitucional anterior ao per\u00edodo de veda\u00e7\u00e3o (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio interposto pelo INSS para: (i) afastar a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade formal dos diplomas normativos atacados e determinar a reforma do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido para que seja reconhecida a validade de fixa\u00e7\u00e3o, administrativa ou judicial, da DCB de aux\u00edlio-doen\u00e7a autom\u00e1tica, devendo o segurado, se persistir a causa incapacitante, solicitar a prorroga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, nos termos do art. 60, \u00a7 9\u00ba da Lei n\u00ba 8.213\/1991 (3); e (ii) fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201cN\u00e3o viola os artigos 62, caput e \u00a7 1\u00ba, e 246 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal a estipula\u00e7\u00e3o de prazo estimado para a dura\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio de aux\u00edlio-doen\u00e7a, conforme estabelecido nos \u00a7\u00a7 8\u00ba e 9\u00ba do art. 60 da Lei 8.213\/1991, com reda\u00e7\u00e3o dada pelas medidas provis\u00f3rias 739\/2016 e 767\/2017, esta \u00faltima convertida na Lei 13.457\/2017.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1)&nbsp; Precedente citado: ADI 1.397.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: RE 1.183.738 e RE 1.182.584 (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas).<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 8.213\/1991: \u201cArt. 60. O aux\u00edlio-doen\u00e7a ser\u00e1 devido ao segurado empregado a contar do d\u00e9cimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do in\u00edcio da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. (&#8230;) \u00a7 8o Sempre que poss\u00edvel, o ato de concess\u00e3o ou de reativa\u00e7\u00e3o de aux\u00edlio-doen\u00e7a, judicial ou administrativo, dever\u00e1 fixar o prazo estimado para a dura\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio. \u00a7 9o Na aus\u00eancia de fixa\u00e7\u00e3o do prazo de que trata o \u00a7 8o deste artigo, o benef\u00edcio cessar\u00e1 ap\u00f3s o prazo de cento e vinte dias, contado da data de concess\u00e3o ou de reativa\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-doen\u00e7a, exceto se o segurado requerer a sua prorroga\u00e7\u00e3o perante o INSS, na forma do regulamento, observado o disposto no art. 62 desta Lei. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.457, de 2017)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-crimes-de-abolicao-violenta-do-estado-democratico-e-golpe-de-estado\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crimes de aboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado Democr\u00e1tico e golpe de Estado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Os crimes de aboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado Democr\u00e1tico de Direito e de golpe de Estado s\u00e3o aut\u00f4nomos e cumul\u00e1veis, por protegerem bens jur\u00eddicos distintos, configurando concurso material.<\/p>\n\n\n\n<p>AP 2.668\/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgamento finalizado em 11\/9\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 102 I b; CP, arts. 359-L e 359-M; RISTF, art. 9\u00ba I l.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A conduta que visa abolir o Estado Democr\u00e1tico difere daquela que busca depor o governo leg\u00edtimo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Cada crime tutela bem jur\u00eddico diverso (institui\u00e7\u00f5es vs. governo constitu\u00eddo).<\/p>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o \u00e9 inaplic\u00e1vel, cabendo concurso material.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF julgou r\u00e9us acusados de planejar e instigar atos golpistas e antidemocr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Firmou que h\u00e1 autonomia t\u00edpica entre os crimes dos arts. 359-L e 359-M do CP e possibilidade de cumula\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os crimes de aboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado Democr\u00e1tico e golpe de Estado se consomem mutuamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que os crimes dos arts. 359-L e 359-M do CP s\u00e3o aut\u00f4nomos e cumul\u00e1veis (AP 2.668\/DF).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Crimes antidemocr\u00e1ticos \u2013 concurso material<\/td><\/tr><tr><td>???? CP, arts. 359-L e 359-M ???? Autonomia t\u00edpica ???? Bens jur\u00eddicos distintos ???? Consun\u00e7\u00e3o inaplic\u00e1vel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configuram o crime de <strong>aboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado Democr\u00e1tico de Direito<\/strong> (CP\/1940, o art. 359-L) atos execut\u00f3rios que impedem ou restringem o exerc\u00edcio dos Poderes constitucionais com o intuito de manuten\u00e7\u00e3o de grupo pol\u00edtico no poder. A norma jur\u00eddica visa proteger os Poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio da cria\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos ao pleno exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao criminalizar a conduta de restringir o exerc\u00edcio dos poderes constitucionais, o referido tipo penal incide quando o chefe do Poder Executivo, no exerc\u00edcio de seu mandato, pratica condutas criminosas, por meio de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, para atrapalhar, dificultar ou limitar o pleno exerc\u00edcio do Congresso Nacional ou do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configuram o crime de <strong>golpe de Estado<\/strong> (CP\/1940, o art. 359-M) atos execut\u00f3rios voltados a tentar depor, por meio de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, governo legitimamente constitu\u00eddo. A norma jur\u00eddica pretende proteger o governo eleito democraticamente, inclusive por meio de \u201cinterven\u00e7\u00f5es militares\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incorre nesse delito a conduta de impedir a diploma\u00e7\u00e3o e posse do Presidente e Vice-Presidentes eleitos ou de retir\u00e1-los do poder ap\u00f3s suas posses. A finalidade da norma \u00e9 justamente evitar a derrubada, pela for\u00e7a ou coa\u00e7\u00e3o, do governo constitu\u00eddo de modo leg\u00edtimo, com o consequente afastamento dos seus ocupantes do regular exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crimes de \u201cAboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado Democr\u00e1tico de Direito\u201d e de \u201cGolpe de Estado\u201d s\u00e3o tipos penais <strong>aut\u00f4nomos \u2014 com absoluta independ\u00eancia t\u00edpica e que tutelam bens jur\u00eddicos distintos<\/strong> \u2014, motivo pelo qual \u00e9 vi\u00e1vel o reconhecimento do concurso material (CP\/1940, art. 69)<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a imputa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica aponta as ofensas a cada bem jur\u00eddico tutelado pelo ordenamento jur\u00eddico, em momentos distintos e por meio de diversas condutas com des\u00edgnios aut\u00f4nomos. Em virtude da autonomia dos delitos e do direcionamento espec\u00edfico da conduta dos agentes para cada resultado il\u00edcito pretendido, revela-se incab\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o ou absor\u00e7\u00e3o (3)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de a\u00e7\u00e3o penal que imputou aos diversos r\u00e9us a pr\u00e1tica dos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa armada, tentativa de aboli\u00e7\u00e3o violenta do estado de direito, golpe de estado, dano qualificado e deteriora\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio tombado. O Minist\u00e9rio P\u00fablico demonstrou que integrantes do Governo federal da \u00e9poca (entre eles o ent\u00e3o Presidente e militares das For\u00e7as Armadas) tentaram impedir o pleno exerc\u00edcio dos Poderes constitu\u00eddos e a posse do governo legitimamente eleito em outubro de 2022, utilizando-se de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para monitorar advers\u00e1rios pol\u00edticos e atentando contra o Poder Judici\u00e1rio, desacreditando a Justi\u00e7a Eleitoral, o resultado das elei\u00e7\u00f5es de 2022 e a pr\u00f3pria democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, verificou-se a elabora\u00e7\u00e3o de uma minuta de decreto de golpe de Estado, com detalhamento de diversos \u201cconsiderandos\u201d, prevendo novas elei\u00e7\u00f5es e a pris\u00e3o de autoridades p\u00fablicas brasileiras, inclusive ministros do STF e o presidente do Senado Federal. Os atos antidemocr\u00e1ticos de 08.01.2023 evidenciaram o planejamento da organiza\u00e7\u00e3o criminosa na propaga\u00e7\u00e3o da falsa narrativa de fraude eleitoral, o que gerou instabilidade social com a dissemina\u00e7\u00e3o de ataques \u00e0s institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e manifesta\u00e7\u00e3o a favor de interven\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e outros entendimentos, a Primeira Turma, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o penal para condenar os r\u00e9us conforme detalhado na respectiva ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Emenda Regimental n\u00ba 59\/2023: \u201cArt. 1\u00ba Os dispositivos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal a seguir enumerados passam a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es: \u2018Art. 5\u00ba &#8230;&#8230;.. I \u2013 nos crimes comuns, o Presidente da Rep\u00fablica, o Vice-Presidente da Rep\u00fablica, o Presidente do Senado Federal, o Presidente da C\u00e2mara dos Deputados, os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da Rep\u00fablica, bem como apreciar pedidos de arquivamento por atipicidade de conduta; &#8230;&#8230;..\u2019 \u2018Art. 9\u00ba &#8230;&#8230;.. I \u2013 &#8230;&#8230;.. l) nos crimes comuns, os Deputados e Senadores, ressalvada a compet\u00eancia do Plen\u00e1rio, bem como apreciar pedidos de arquivamento por atipicidade de conduta; m) nos crimes comuns e de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Ex\u00e9rcito e da Aeron\u00e1utica, ressalvado o disposto no art. 52, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o e os chefes de miss\u00e3o diplom\u00e1tica de car\u00e1ter permanente, bem como apreciar pedidos de arquivamento por atipicidade da conduta.\u2019 Art. 2\u00ba Fica revogado o inciso III do artigo 23 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Art. 3\u00ba A presente Emenda Regimental n\u00e3o se aplica \u00e0s a\u00e7\u00f5es penais origin\u00e1rias instauradas at\u00e9 a data de sua publica\u00e7\u00e3o. Art. 4\u00ba Esta Emenda Regimental entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: Pet 12.100, AP 1.060, AP 1.502 e AP 1.183.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CP\/1940: \u201cConcurso material Art. 69 &#8211; Quando o agente, mediante mais de uma a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, pratica dois ou mais crimes, id\u00eanticos ou n\u00e3o, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplica\u00e7\u00e3o cumulativa de penas de reclus\u00e3o e de deten\u00e7\u00e3o, executa-se primeiro aquela. \u00a7 1\u00ba &#8211; Na hip\u00f3tese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade, n\u00e3o suspensa, por um dos crimes, para os demais ser\u00e1 incab\u00edvel a substitui\u00e7\u00e3o de que trata o art. 44 deste C\u00f3digo. \u00a7 2\u00ba &#8211; Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado cumprir\u00e1 simultaneamente as que forem compat\u00edveis entre si e sucessivamente as demais. (&#8230;) Aboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado Democr\u00e1tico de Direito Art. 359-L. Tentar, com emprego de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, abolir o Estado Democr\u00e1tico de Direito, impedindo ou restringindo o exerc\u00edcio dos poderes constitucionais: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, al\u00e9m da pena correspondente \u00e0 viol\u00eancia. Golpe de Estado Art. 359-M. Tentar depor, por meio de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, o governo legitimamente constitu\u00eddo: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos, al\u00e9m da pena correspondente \u00e0 viol\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-22c3f376-6fc0-4e50-85e1-f5ec5bd6ca20\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/08082204\/stf-info-1190.pdf\">STF &#8211; Info 1190<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/08082204\/stf-info-1190.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-22c3f376-6fc0-4e50-85e1-f5ec5bd6ca20\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altura m\u00ednima para ingresso na Pol\u00edcia Militar Destaque \u00c9 inconstitucional lei estadual que fixa altura m\u00ednima superior \u00e0 prevista para o Ex\u00e9rcito, por violar os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade. 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