{"id":1651170,"date":"2025-10-07T08:28:27","date_gmt":"2025-10-07T11:28:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1651170"},"modified":"2025-10-07T08:28:29","modified_gmt":"2025-10-07T11:28:29","slug":"informativo-stj-861-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-861-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 861 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/07082806\/stj-info-861.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_4ttXDF2e23s\"><div id=\"lyte_4ttXDF2e23s\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/4ttXDF2e23s\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/4ttXDF2e23s\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/4ttXDF2e23s\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alteracao-da-base-de-calculo-de-adicional-de-insalubridade-e-periculosidade-e-irredutibilidade-de-vencimentos\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de adicional de insalubridade e periculosidade e irredutibilidade de vencimentos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, quando acarreta redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria sem mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, configura ofensa indireta ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 72.765-RO, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 19\/8\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 37 XV; Lei 8.112\/1990; REsp 379.517\/PR; RMS 36.117\/RO.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Extin\u00e7\u00e3o da causa (cessa\u00e7\u00e3o da insalubridade) \u2192 n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o \u00e0 irredutibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Redu\u00e7\u00e3o artificial do valor, mantendo-se as mesmas condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u2192 ofensa \u00e0 irredutibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Crit\u00e9rio determinante: ocorr\u00eancia de decesso remunerat\u00f3rio, n\u00e3o a natureza da verba.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se altera\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculo de adicional <em>propter laborem<\/em> pode reduzir vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que a redu\u00e7\u00e3o nominal da remunera\u00e7\u00e3o, com manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es laborais, viola a CF, impondo recomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A extin\u00e7\u00e3o do adicional \u00e9 leg\u00edtima apenas quando cessam as condi\u00e7\u00f5es que o justificam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o reconhecida pela jurisprud\u00eancia. A redu\u00e7\u00e3o do valor do adicional de insalubridade, com a redu\u00e7\u00e3o nominal do sal\u00e1rio, mantidas as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, afronta a irredutibilidade remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Adicional \u2013 base de c\u00e1lculo<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 XV ???? Persist\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es = irredutibilidade ???? Redu\u00e7\u00e3o nominal \u2192 viola\u00e7\u00e3o ???? Distin\u00e7\u00e3o entre cessa\u00e7\u00e3o da causa e manipula\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se, quando h\u00e1 mudan\u00e7a da forma de calcular os adicionais de insalubridade e de periculosidade dos servidores, reduzindo-se o valor total que eles recebem, haveria viola\u00e7\u00e3o \u00e0 garantia constitucional de que a remunera\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico n\u00e3o pode ser diminu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inicialmente, ressalta-se que h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o fundamental entre duas situa\u00e7\u00f5es envolvendo verbas de natureza propter laborem, quais sejam, nas quais ocorram: extin\u00e7\u00e3o da causa determinante versus redu\u00e7\u00e3o artificial do quantum remunerat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A primeira situa\u00e7\u00e3o refere-se aos casos em que as condi\u00e7\u00f5es f\u00e1tico-jur\u00eddicas que fundamentam a percep\u00e7\u00e3o da verba propter laborem efetivamente cessam. Nesta primeira hip\u00f3tese, a extin\u00e7\u00e3o da rubrica constitui verdadeira imposi\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da legalidade, pois, em car\u00e1ter exemplificativo, seria logicamente contradit\u00f3rio exigir o pagamento de adicional de insalubridade quando n\u00e3o h\u00e1 mais insalubridade, ou de adicional de periculosidade quando cessou a situa\u00e7\u00e3o de perigo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A extin\u00e7\u00e3o da causa determina, necessariamente, a extin\u00e7\u00e3o do efeito, sem que tal circunst\u00e2ncia configure viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos<\/strong>, precisamente porque n\u00e3o h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o propriamente dita, mas, sim, adequa\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o \u00e0 nova realidade f\u00e1tica do exerc\u00edcio funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efetivamente, &#8220;esta Corte orienta-se no sentido de que &#8216;as vantagens pecuni\u00e1rias de natureza propter laborem remuneram o servidor p\u00fablico em car\u00e1ter prec\u00e1rio e transit\u00f3rio e por isso n\u00e3o se incorporam a seus vencimentos nem geram direito subjetivo \u00e0 continuidade de sua percep\u00e7\u00e3o na aposentadoria, podendo ser reduzidas ou at\u00e9 mesmo suprimidas sem que se tenha viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da irredutibilidade dos vencimentos&#8217; (RMS n. 37.941\/SP, 1\u00aa Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, DJe 4\/2\/2013)&#8221; (AgInt no RMS n. 47.128\/PR, rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 21\/3\/2017, DJe de 3\/4\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, situa\u00e7\u00e3o diversa se configura <em>quando o servidor mant\u00e9m inalteradas todas as condi\u00e7\u00f5es que justificam a percep\u00e7\u00e3o da verba propter laborem &#8211; permanecendo exposto aos mesmos riscos, exercendo id\u00eanticas atribui\u00e7\u00f5es e submetido \u00e0s mesmas circunst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias de trabalho etc. -, mas passa a receber valor monet\u00e1rio inferior em raz\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o legislativa na forma de c\u00e1lculo da vantagem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesta segunda hip\u00f3tese, n\u00e3o se constata nenhuma modifica\u00e7\u00e3o no elemento causal que fundamenta a percep\u00e7\u00e3o da verba, mas apenas uma redu\u00e7\u00e3o artificial do quantum&nbsp; remunerat\u00f3rio fundado no emprego de manipula\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consequentemente, a primeira situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o configura redu\u00e7\u00e3o de vencimentos, mas, sim, adequa\u00e7\u00e3o l\u00f3gica entre causa e efeito, ao passo que a segunda caracteriza inequ\u00edvoca diminui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio remunerat\u00f3rio do servidor quando a modifica\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo da rubrica (adicional, gratifica\u00e7\u00e3o, parcela etc) implica redu\u00e7\u00e3o nominal da remunera\u00e7\u00e3o do agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O pr\u00f3prio Superior Tribunal de Justi\u00e7a h\u00e1 muito reconheceu esta distin\u00e7\u00e3o fundamental, ao decidir: &#8220;desde que n\u00e3o implique redu\u00e7\u00e3o de vencimentos, a mudan\u00e7a da base de c\u00e1lculo do adicional de insalubridade n\u00e3o representa ofensa a direito adquirido&#8221;, mas, &#8220;na esp\u00e9cie, todavia, a altera\u00e7\u00e3o acarretou decesso remunerat\u00f3rio aos recorrentes, pelo que \u00e9 devido pagamento da diferen\u00e7a salarial resultante&#8221; (REsp n. 379.517\/PR, rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, julgado em 6\/6\/2006, DJ de 26\/6\/2006, p. 185)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa decis\u00e3o paradigm\u00e1tica evidencia que o crit\u00e9rio determinante n\u00e3o \u00e9 a natureza propter laborem da verba em si considerada, por\u00e9m a ocorr\u00eancia ou n\u00e3o de efetiva redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No mesmo sentido, o STJ j\u00e1 assentou: &#8220;a mudan\u00e7a da base de c\u00e1lculo do adicional de insalubridade n\u00e3o representa ofensa a direito adquirido, sendo leg\u00edtima, desde que n\u00e3o implique redu\u00e7\u00e3o de vencimentos do servidor p\u00fablico&#8221; (RMS n.36.117\/RO, relator Ministro Castro Meira, Segunda Turma, julgado em 26\/4\/2013, DJe de 16\/4\/2013), ratificando, portanto, que a legitimidade da altera\u00e7\u00e3o condiciona-se \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do valor nominal da remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o apresenta contradi\u00e7\u00e3o alguma, e, sim, coerente diferencia\u00e7\u00e3o entre situa\u00e7\u00f5es juridicamente distintas: quando h\u00e1 extin\u00e7\u00e3o da causa que justifica a percep\u00e7\u00e3o da verba propter laborem, sua supress\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima porque desaparece o pr\u00f3prio fundamento para sua exist\u00eancia. Todavia, quando persiste a causa, mas reduz-se artificialmente o valor por meio de altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo, reduzindo a remunera\u00e7\u00e3o, configura-se viola\u00e7\u00e3o indireta ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos, exigindo-se a compensa\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a para preservar a integralidade remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-impenhorabilidade-de-bem-de-familia-em-inventario\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impenhorabilidade de bem de fam\u00edlia em invent\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel caracterizado como bem de fam\u00edlia mant\u00e9m sua impenhorabilidade mesmo quando inclu\u00eddo em invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.168.820-RS, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/8\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 8.009\/1990, arts. 1\u00ba e 5\u00ba; REsp 1.271.277\/MG.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A morte do devedor n\u00e3o extingue a prote\u00e7\u00e3o do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Im\u00f3vel destinado \u00e0 moradia da herdeira permanece impenhor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o se exige aguardar o fim do invent\u00e1rio para reconhecer a prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se o bem de fam\u00edlia poderia ser penhorado antes da partilha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que a prote\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m, pois a finalidade social do bem n\u00e3o se altera com o \u00f3bito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A morte do devedor extingue a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A prote\u00e7\u00e3o subsiste em favor dos herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O bem de fam\u00edlia \u00e9 impenhor\u00e1vel mesmo quando ainda vinculado a invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese reafirmada no REsp 2.168.820-RS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Bem de fam\u00edlia \u2013 invent\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 8.009\/1990, arts. 1\u00ba e 5\u00ba ???? Prote\u00e7\u00e3o subsiste ap\u00f3s \u00f3bito ???? Finalidade social da moradia prevalece ???? Impenhorabilidade assegurada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia tem origem em decis\u00e3o de ju\u00edzo singular que, nos autos de execu\u00e7\u00e3o fiscal, deixou de acolher as alega\u00e7\u00f5es produzidas por herdeira, relacionadas \u00e0 impenhorabilidade de bem im\u00f3vel (nos termos dos arts. 1\u00ba e 5\u00ba da Lei n. 8.009\/1990), <em>ao fundamento de que o im\u00f3vel seria do Esp\u00f3lio e, como tal, deveriam ser quitadas primeiro as obriga\u00e7\u00f5es deste, para depois ser transmitido aos sucessores, quando, ent\u00e3o, poderia ser arguida a impenhorabilidade em quest\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contra a referida decis\u00e3o, a herdeira manejou agravo de instrumento, o qual teve o provimento negado pelo Tribunal recorrido.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui entendimento de que, na hip\u00f3tese em que o bem im\u00f3vel for qualificado como bem de fam\u00edlia, ainda que esteja inclu\u00eddo em a\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio, deve ser assegurada a sua impenhorabilidade, no processo executivo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A morte do devedor n\u00e3o faz cessar automaticamente a impenhorabilidade do im\u00f3vel caracterizado como bem de fam\u00edlia, nem o torna apto a ser penhorado para garantir pagamento futuro de seus credores (REsp n. 1.271.277\/MG, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 15\/3\/2016, DJe de 28\/3\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, sem necessidade de reexaminar o acervo probat\u00f3rio, percebe-se a contrariedade do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido com a jurisprud\u00eancia do STJ, tendo em vista o \u00f3rg\u00e3o julgador ter compreendido que eventual caracteriza\u00e7\u00e3o do bem im\u00f3vel como bem de fam\u00edlia s\u00f3 poderia ocorrer ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o do processo de invent\u00e1rio, quando registrado no nome do herdeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destarte, a respeito da qualifica\u00e7\u00e3o do referido im\u00f3vel como bem de fam\u00edlia da filha herdeira do falecido propriet\u00e1rio, deve ser cassado o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e os autos devem retornar ao tribunal de justi\u00e7a para o exame da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-contagem-de-tempo-de-servico-de-militar-temporario-e-prorrogacao-de-vinculo\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contagem de tempo de servi\u00e7o de militar tempor\u00e1rio e prorroga\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O tempo de servi\u00e7o prestado a t\u00edtulo de servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio deve ser computado para fins do limite de prorroga\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo do militar tempor\u00e1rio, conforme art. 27 \u00a73\u00ba da Lei 4.375\/1964.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.217.618-DF, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 4.375\/1964 (Lei do Servi\u00e7o Militar), arts. 27 \u00a73\u00ba e 33.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A lei n\u00e3o distingue servi\u00e7o obrigat\u00f3rio e volunt\u00e1rio para fins de tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Interpreta\u00e7\u00e3o literal impede cria\u00e7\u00e3o judicial de diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Limite m\u00e1ximo de 96 meses (cont\u00ednuos ou n\u00e3o) para o v\u00ednculo do militar tempor\u00e1rio o aplica-se a ambos, ou seja, conta-se o tempo de servi\u00e7o obrigat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu se o tempo de servi\u00e7o obrigat\u00f3rio pode ser desconsiderado para prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que o c\u00f4mputo \u00e9 obrigat\u00f3rio, pois a lei n\u00e3o distingue entre modalidades.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio e o volunt\u00e1rio t\u00eam igual valor para contagem de tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Logo, o tempo de servi\u00e7o obrigat\u00f3rio conta para o teto da prorroga\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo militar tempor\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Militar tempor\u00e1rio \u2013 contagem de tempo<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 4.375\/1964, art. 27 \u00a73\u00ba ???? Servi\u00e7o obrigat\u00f3rio = volunt\u00e1rio ???? Limite: 96 meses ???? Interpreta\u00e7\u00e3o literal da lei<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;No caso em discuss\u00e3o, a parte autora defende que o tempo de servi\u00e7o prestado a t\u00edtulo de servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio n\u00e3o seja computado no total, para fins de se obter a prorroga\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo militar tempor\u00e1rio volunt\u00e1rio, nos termos do art. 27, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 4.375\/1964.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei do Servi\u00e7o Militar (Lei n. 4.375\/1964) disciplina que a contagem do tempo de servi\u00e7o militar inicia-se no dia da incorpora\u00e7\u00e3o, decorrida de convoca\u00e7\u00e3o (servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio) ou de voluntariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mencionada Lei n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o, para fins de tempo de servi\u00e7o, entre o servi\u00e7o obrigat\u00f3rio ou volunt\u00e1rio, sendo expresso, nos art. 27, \u00a7 3\u00ba, e 33, que a prorroga\u00e7\u00e3o segue a conveni\u00eancia da For\u00e7a Armada interessada, todavia, n\u00e3o podendo ultrapassar 96 (noventa e seis) meses, cont\u00ednuos ou n\u00e3o, como militar, em qualquer For\u00e7a Armada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como \u00e9 cedi\u00e7o, n\u00e3o cabe ao int\u00e9rprete distinguir se o legislador n\u00e3o o fez.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, n\u00e3o tendo a Lei conferido tratamento diferenciado entre o militar que cumpre servi\u00e7o obrigat\u00f3rio e o militar volunt\u00e1rio, especificamente quanto \u00e0 contagem do tempo de servi\u00e7o, n\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio criar a referida distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, o tempo de servi\u00e7o, que tem in\u00edcio com a incorpora\u00e7\u00e3o, seja ela como militar convocado ou volunt\u00e1rio, deve findar-se, no m\u00e1ximo, em 96 (noventa e seis) meses, cont\u00ednuos ou n\u00e3o, de acordo com a literalidade no \u00a7 3\u00ba do art. 27 da Lei n. 4.375 \/1964.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-investigacao-social-em-concurso-publico-e-idoneidade-moral\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Investiga\u00e7\u00e3o social em concurso p\u00fablico e idoneidade moral<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o social em concursos para carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica pode considerar condutas morais e sociais incompat\u00edveis, ainda que o candidato n\u00e3o possua condena\u00e7\u00e3o penal transitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 70.921-PA, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 37 caput; Tema 22\/STF (RE 560.900\/DF).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A elimina\u00e7\u00e3o por investiga\u00e7\u00e3o social deve respeitar proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Em regra, apenas as condena\u00e7\u00f5es penais com tr\u00e2nsito em julgado s\u00e3o \u00f3bice ao acesso a cargo p\u00fablico, mas h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es (<em>distinguishing<\/em> Tema 22\/STF): a exig\u00eancia de idoneidade moral \u00e9 leg\u00edtima para cargos policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Condutas incompat\u00edveis com a fun\u00e7\u00e3o (mesmo sem condena\u00e7\u00e3o judicial) podem justificar exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou a exclus\u00e3o de candidato absolvido em a\u00e7\u00e3o penal do concurso de escriv\u00e3o da pol\u00edcia civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que, em carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica, \u00e9 poss\u00edvel exigir padr\u00e3o moral mais rigoroso, considerando a natureza das atribui\u00e7\u00f5es e o risco social envolvido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A idoneidade moral \u00e9 requisito constitucional leg\u00edtimo e permite avalia\u00e7\u00e3o ampla da conduta do candidato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a juris do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Somente condena\u00e7\u00e3o penal transitada em julgado pode motivar exclus\u00e3o de concurso policial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ admite an\u00e1lise de conduta moral e social incompat\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Concurso p\u00fablico \u2013 investiga\u00e7\u00e3o social<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 ???? Tema 22\/STF ???? Idoneidade moral = requisito leg\u00edtimo ???? Condutas incompat\u00edveis \u2192 exclus\u00e3o poss\u00edvel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a exclus\u00e3o de candidato de concurso p\u00fablico na fase de investiga\u00e7\u00e3o social, por responder a a\u00e7\u00e3o penal sem condena\u00e7\u00e3o transitada em julgado, \u00e9 leg\u00edtima, considerando a exig\u00eancia de idoneidade moral para as carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a parte autora foi aprovada nas quatro primeiras fases do concurso para o cargo de Escriv\u00e3o de Pol\u00edcia Civil, sendo desclassificado do certame na quinta fase correspondente \u00e0 &#8220;Investiga\u00e7\u00e3o Criminal e Social&#8221;, sob o fundamento de que ela estaria respondendo a uma a\u00e7\u00e3o penal pela pr\u00e1tica de <em>homic\u00eddio qualificado<\/em>, dentre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nos termos da jurisprud\u00eancia firmada pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasi\u00e3o do julgamento do RE n. 560.900\/DF (Tema n. 22\/STF), a mera exist\u00eancia de boletim de ocorr\u00eancia, de inqu\u00e9rito policial, de termo circunstanciado de ocorr\u00eancia, ou a simples instaura\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o penal contra o cidad\u00e3o, n\u00e3o pode ensejar a elimina\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablica na fase de investiga\u00e7\u00e3o social. Isto \u00e9, em regra, apenas as condena\u00e7\u00f5es penais com tr\u00e2nsito em julgado s\u00e3o capazes de constituir \u00f3bice para que um cidad\u00e3o ingresse, mediante concurso p\u00fablico, nos quadros funcionais do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ocorre que, conforme se depreende expressamente da ementa do referido ac\u00f3rd\u00e3o, o entendimento consolidado no julgamento do Tema n. 22\/STF pode ser mitigado em virtude das circunst\u00e2ncias <strong>espec\u00edficas do caso concreto, a serem sopesadas pelo julgador, sobretudo quando se tratar de concurso p\u00fablico para carreiras da seguran\u00e7a p\u00fablica<\/strong>, dentre outras, que lidam diretamente com a vida e a liberdade da popula\u00e7\u00e3o, exigindo-se, por essa raz\u00e3o, crit\u00e9rios mais rigorosos de acesso aos cargos p\u00fablicos. Nesse sentido: RE 1.358.565-AgR\/MG, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 8.3.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui entendimento pac\u00edfico no sentido de que &#8220;a Investiga\u00e7\u00e3o Social n\u00e3o se resume em analisar a vida pregressa do candidato quanto \u00e0s infra\u00e7\u00f5es penais que eventualmente tenha praticado, mas tamb\u00e9m quanto \u00e0 conduta moral e social no decorrer de sua vida, objetivando examinar o padr\u00e3o de comportamento do candidato \u00e0 carreira policial em raz\u00e3o das peculiaridades do cargo, que exigem retid\u00e3o, lisura e probidade do agente p\u00fablico&#8221; (AgInt no AREsp n. 2.490.416\/DF, Relator o Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 4\/6\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, o recorrente foi exclu\u00eddo do certame pelos seguintes motivos: (i) tentou suic\u00eddio utilizando uma faixa de jiu-jitsu; (ii) foi denunciado e pronunciado por homic\u00eddio duplamente qualificado; (iii) foi preso temporariamente por 30 dias, pela pr\u00e1tica de homic\u00eddio qualificado, sendo convertida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria em preventiva; e (iv) foi julgado incapaz, definitivamente, para exercer o cargo de policial militar pela respectiva corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ora, diante desse cen\u00e1rio, e levando em considera\u00e7\u00e3o a jurisprud\u00eancia do STF e STJ acima colacionada no que tange ao ingresso nas carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica, n\u00e3o se verifica qualquer ilegalidade na exclus\u00e3o da parte autora do aludido concurso p\u00fablico, mesmo considerando que ele foi absolvido pelo Tribunal do J\u00fari em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 den\u00fancia pelo crime de homic\u00eddio qualificado. Ademais, a exclus\u00e3o do respectivo certame est\u00e1 amparada em previs\u00e3o expressa no edital do concurso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, tem-se que a investiga\u00e7\u00e3o social em concursos p\u00fablicos para carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica pode considerar condutas morais e sociais incompat\u00edveis, al\u00e9m de antecedentes criminais, para exclus\u00e3o de candidatos, de modo que a exig\u00eancia de idoneidade moral para ingresso em carreiras de seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 leg\u00edtima e consistente com o texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-seguro-de-vida-resgatavel-e-penhorabilidade-dos-valores-investidos\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seguro de vida resgat\u00e1vel e penhorabilidade dos valores investidos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O valor investido em seguro de vida resgat\u00e1vel \u00e9 penhor\u00e1vel, pois perde a natureza alimentar ao ser resgatado pelo pr\u00f3prio segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.176.434-DF, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, art. 833 VI.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O seguro de vida tradicional protege o benefici\u00e1rio e tem natureza alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O seguro resgat\u00e1vel \u00e9 investimento financeiro; resgate volunt\u00e1rio remove o car\u00e1ter alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Valor resgatado pode ser penhorado em execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ avaliou se valores resgatados de seguro de vida mant\u00eam a impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que n\u00e3o: a prote\u00e7\u00e3o visa ao benefici\u00e1rio e desaparece quando o segurado realiza o resgate.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Valores de seguro de vida s\u00e3o sempre impenhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ diferencia o seguro tradicional do resgat\u00e1vel. O seguro resgat\u00e1vel \u00e9 penhor\u00e1vel porque assume natureza de investimento ap\u00f3s o resgate.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Seguro de vida \u2013 penhorabilidade<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, art. 833 VI ???? Seguro tradicional \u2260 resgat\u00e1vel ???? Resgate \u2192 perde natureza alimentar ???? Valor resgatado = penhor\u00e1vel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se s\u00e3o impenhor\u00e1veis os valores advindos de contrato de seguro de vida resgat\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A impenhorabilidade do seguro de vida objetiva proteger o respectivo benefici\u00e1rio, haja vista a natureza alimentar da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O <em>seguro de <\/em>vida resgat\u00e1vel \u00e9 uma modalidade que difere dos seguros devida tradicionais, por permitir que o segurado efetue o resgate de valores ainda em vida, mesmo sem a ocorr\u00eancia de sinistro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesta modalidade, o segurado paga um pr\u00eamio periodicamente, sendo parte desse valor destinado \u00e0 cobertura securit\u00e1ria, enquanto a outra parte \u00e9 investida, gerando um valor que, ap\u00f3s o transcurso de determinado prazo de car\u00eancia, pode ser resgatado total ou parcialmente, assemelhando-se, pois, a outras formas de investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, <strong>uma vez efetuado pelo pr\u00f3prio segurado (proponente) o resgate do capital investido, j\u00e1 n\u00e3o se pode alegar a impenhorabilidade desse valor com fundamento no art. 833, VI, do C\u00f3digo de Processo Civil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-bolsa-de-valores-e-responsabilidade-civil-por-negligencia-no-dever-de-fiscalizacao\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bolsa de valores e responsabilidade civil por neglig\u00eancia no dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A responsabilidade civil da bolsa de valores pelos preju\u00edzos sofridos por investidores depende da demonstra\u00e7\u00e3o de neglig\u00eancia no cumprimento de seu dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o das corretoras.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.157.955-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 19\/8\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CC, arts. 186, 187 e 927; Lei 6.385\/1976, art. 17 \u00a71\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A bolsa deve fiscalizar as corretoras que atuam em seus mercados.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo entre investidor e bolsa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Responsabilidade civil \u00e9 subjetiva: exige prova de neglig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria contra a bolsa por preju\u00edzos ap\u00f3s liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial de corretora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que a responsabilidade depende da prova de des\u00eddia na fiscaliza\u00e7\u00e3o \u2014 mera irregularidade financeira n\u00e3o basta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A responsabilidade da bolsa de valores \u00e9 objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ fixou que \u00e9 subjetiva. \u00c9 necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o de neglig\u00eancia para responsabilizar a bolsa pelos danos dos investidores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Bolsa de valores \u2013 responsabilidade<\/td><\/tr><tr><td>???? CC, arts. 186, 187, 927 ???? Lei 6.385\/1976, art. 17 \u00a71\u00ba ???? Responsabilidade civil subjetiva ???? Exige prova de neglig\u00eancia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em decidir se houve neglig\u00eancia por parte da bolsa de valores em rela\u00e7\u00e3o ao seu dever de fiscalizar as corretoras, a justificar a sua responsabiliza\u00e7\u00e3o pelos preju\u00edzos sofridos pelos investidores com a decreta\u00e7\u00e3o da liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial da corretora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia do STJ, no \u00e2mbito do mercado de capitais, n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo entre os investidores e a bolsa de valores, de modo que a responsabilidade civil da bolsa observa os arts. 186 e 187 c\/c o art. 927, caput, do CC e \u00e0s normas espec\u00edficas, sobretudo a Lei n. 6.385\/1976.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 17, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 6.385\/1976 imp\u00f5e \u00e0 bolsa de valores o dever de fiscalizar os participantes nos mercados por ela administrados, como as corretoras. Portanto, a responsabiliza\u00e7\u00e3o da bolsa pelo preju\u00edzo sofrido pelos investidores, em raz\u00e3o de ter <em>permitido que a corretora desenquadrada dos requisitos m\u00ednimos continuasse operando na bolsa at\u00e9 a decreta\u00e7\u00e3o de sua liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial<\/em>, depende da demonstra\u00e7\u00e3o de neglig\u00eancia no exerc\u00edcio do seu dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o previsto em lei e em normas regulamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tratando-se de responsabilidade civil, eventual ressarcimento disponibilizado na via extrajudicial, como o Mecanismo de Ressarcimento de Preju\u00edzos (quando aplic\u00e1vel), se inferior ao valor integral do dano, acarreta apenas o abatimento do montante a ser indenizado, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No particular, embora a bolsa de valores tenha permitido que a corretora desenquadrada dos requisitos financeiros continuasse operando no mercado at\u00e9 o momento da decreta\u00e7\u00e3o de sua liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial, n\u00e3o ficou demonstrada a neglig\u00eancia no seu dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, tendo em vista que (I) promoveu tr\u00eas processos administrativos contra a corretora; (II) aplicou as san\u00e7\u00f5es de advert\u00eancia e multa \u00e0 corretora e seus dirigentes; e (III) disponibilizou os processos em seu site, tudo em cumprimento aos deveres previstos em normas regulamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Considerando que as normas apenas elencam as san\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis pela bolsa, a sua decis\u00e3o comporta discricionariedade, de modo que somente a demonstra\u00e7\u00e3o de desproporcionalidade manifesta entre a san\u00e7\u00e3o imposta e a conduta praticada justificaria o reconhecimento de neglig\u00eancia da bolsa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sucessao-processual-de-sociedade-empresaria-e-dissolucao-regular\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sucess\u00e3o processual de sociedade empres\u00e1ria e dissolu\u00e7\u00e3o regular<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A sucess\u00e3o processual de sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios exige prova da dissolu\u00e7\u00e3o e da extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, n\u00e3o bastando a mera mudan\u00e7a de endere\u00e7o ou a condi\u00e7\u00e3o de inapta no CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.179.688-RS, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 9.430\/1996, art. 81; CPC, art. 110.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A sucess\u00e3o s\u00f3 ocorre ap\u00f3s dissolu\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o formal da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? CNPJ inapto \u2260 dissolu\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Mudan\u00e7a de endere\u00e7o n\u00e3o presume extin\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se o status \u201cinapta\u201d no CNPJ permitiria sucess\u00e3o processual autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que a sucess\u00e3o depende de prova da perda da personalidade jur\u00eddica; o simples desenquadramento fiscal n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O status de \u201cCNPJ inapto\u201d autoriza a sucess\u00e3o processual da sociedade pelos s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A sucess\u00e3o processual s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com demonstra\u00e7\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Sucess\u00e3o processual \u2013 sociedade empres\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 9.430\/1996, art. 81 ???? CPC, art. 110 ???? Extin\u00e7\u00e3o comprovada = requisito ???? CNPJ inapto e mudan\u00e7a \u2260 extin\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, \u00e9 poss\u00edvel que se determine a sucess\u00e3o processual da sociedade empres\u00e1ria por seus s\u00f3cios no caso de perda de sua personalidade jur\u00eddica. A sucess\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque com a dissolu\u00e7\u00e3o a sociedade empres\u00e1ria perde sua personalidade jur\u00eddica, surgindo a legitima\u00e7\u00e3o dos ex-s\u00f3cios para figurarem na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O CNPJ inapto significa que a sociedade empres\u00e1ria n\u00e3o apresentou demonstrativos e declara\u00e7\u00f5es no prazo de 2 (dois) anos consecutivos, conforme se verifica do art. 81 da Lei n. 9.430\/1996.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa situa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o se equiparam \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o regular da pessoa jur\u00eddica, podendo ser, inclusive, revertida dentro de certo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda, o fato de a sociedade empres\u00e1ria ter mudado de endere\u00e7o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 suficiente para concluir por sua dissolu\u00e7\u00e3o e perda de personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A instaura\u00e7\u00e3o do procedimento de habilita\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios para o posterior deferimento da sucess\u00e3o processual depende de prova de que a sociedade empres\u00e1ria foi dissolvida, com a extin\u00e7\u00e3o de sua personalidade jur\u00eddica. Sem a prova da &#8220;morte&#8221;, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deferir a sucess\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tradicao-e-responsabilidade-do-alienante-por-acidente-de-transito\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tradi\u00e7\u00e3o e responsabilidade do alienante por acidente de tr\u00e2nsito<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Comprovada a tradi\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo automotor, a aus\u00eancia de registro da transfer\u00eancia no \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito afasta a responsabilidade do antigo propriet\u00e1rio por danos decorrentes de acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.330.842-DF, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 25\/8\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? S\u00famula 132\/STJ; CC, arts. 233 e 1.267.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A transfer\u00eancia da posse (tradi\u00e7\u00e3o) transfere a responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O registro \u00e9 ato declarat\u00f3rio, n\u00e3o constitutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Sem prova da aliena\u00e7\u00e3o, o antigo propriet\u00e1rio responde pelos danos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ definiu os efeitos da tradi\u00e7\u00e3o na responsabilidade civil por acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Firmou que o alienante se exime se provar que entregou o bem antes do sinistro, ainda que o registro n\u00e3o tenha sido feito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A responsabilidade do alienante subsiste at\u00e9 o registro da transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A tradi\u00e7\u00e3o comprovada afasta a responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Na aliena\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, o registro no \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito \u00e9 ato constitutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O entendimento reafirmado pelo STJ \u00e9 de que o registo tem efeito meramente declarat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Tradi\u00e7\u00e3o \u2013 responsabilidade civil<\/td><\/tr><tr><td>???? S\u00famula 132\/STJ ???? CC, art. 1.267 ???? Registro declarat\u00f3rio ???? Alienante exonerado com prova da tradi\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a tradi\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, sem o registro de transfer\u00eancia no \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito, afasta a responsabilidade do antigo propriet\u00e1rio por danos decorrentes de acidente de tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu que a tradi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, independentemente do registro da transfer\u00eancia para o novo propriet\u00e1rio o no \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito, <strong>afasta a responsabilidade do alienante pelos fatos posteriores decorrentes da utiliza\u00e7\u00e3o do bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 o que se extrai do teor da S\u00famula n. 132 do STJ: &#8220;A aus\u00eancia de registro da transfer\u00eancia n\u00e3o implica a responsabilidade do antigo propriet\u00e1rio por dano resultante de acidente que envolva o ve\u00edculo alienado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, de fato, comprovada a tradi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, independentemente do registro da transfer\u00eancia para o novo propriet\u00e1rio no \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito, fica afastada a responsabilidade do alienante pelos fatos posteriores decorrentes da utiliza\u00e7\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Importante ressaltar, por\u00e9m, que a aus\u00eancia de prova da aliena\u00e7\u00e3o impede o afastamento da responsabilidade do antigo propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-honorarios-sucumbenciais-e-extincao-da-execucao-por-abandono\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Honor\u00e1rios sucumbenciais e extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o por abandono<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Na extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o por abandono da causa, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de bens penhor\u00e1veis, os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia devem ser suportados pelo devedor, conforme o princ\u00edpio da causalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.007.859-PR, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por maioria, julgado em 10\/6\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC\/2015, art. 85; princ\u00edpio da causalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O inadimplemento do devedor \u00e9 causa eficiente da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de bens penhor\u00e1veis n\u00e3o transfere o \u00f4nus da sucumb\u00eancia ao credor.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Condenar o exequente premiaria o inadimplemento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu a responsabilidade pelos honor\u00e1rios em execu\u00e7\u00e3o extinta por abandono.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que o devedor continua respons\u00e1vel, pois deu causa \u00e0 a\u00e7\u00e3o e \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Quando a execu\u00e7\u00e3o \u00e9 extinta por abandono, o credor deve arcar com os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ aplica o princ\u00edpio da causalidade e imputa ao devedor se tal abandono se deu por falta de bens execut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O devedor responde pelos honor\u00e1rios quando seu inadimplemento ensejou a execu\u00e7\u00e3o, mesmo se n\u00e3o localizados bens penhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese fixada no AREsp 2.007.859-PR.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Execu\u00e7\u00e3o \u2013 abandono e honor\u00e1rios<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, art. 85 ???? Princ\u00edpio da causalidade ???? Devedor deu causa \u00e0 execu\u00e7\u00e3o ???? \u00d4nus da sucumb\u00eancia = executado<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber quem deve arcar com os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais quando a <em>execu\u00e7\u00e3o \u00e9 extinta por abandono da causa diante da n\u00e3o localiza\u00e7\u00e3o de bens penhor\u00e1veis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A execu\u00e7\u00e3o foi extinta por abandono da causa pelo exequente, ap\u00f3s diversas tentativas infrut\u00edferas de localiza\u00e7\u00e3o de bens penhor\u00e1veis atrav\u00e9s dos sistemas BacenJud e RenaJud.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, o inadimplemento dos devedores foi a causa determinante para a instaura\u00e7\u00e3o do feito execut\u00f3rio e, na sequ\u00eancia, pela sua extin\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o da n\u00e3o localiza\u00e7\u00e3o de bens pass\u00edveis de penhora, motivo pelo qual, em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da causalidade, o \u00f4nus da sucumb\u00eancia lhes pertence.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, a des\u00eddia, in\u00e9rcia ou des\u00e2nimo da parte exequente, ocasionando a extin\u00e7\u00e3o do processo, n\u00e3o atrai para si a responsabilidade pelos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais, porquanto o respons\u00e1vel pela instaura\u00e7\u00e3o da lide continua sendo o devedor, que n\u00e3o cumpriu com sua obriga\u00e7\u00e3o em tempo ou modo oportuno, compelindo o credor a manejar a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, <strong>n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel a condena\u00e7\u00e3o do exequente ao pagamento de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia, sob pena de beneficiar o devedor pelo descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o exequenda e eventual oculta\u00e7\u00e3o de bens<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-redistribuicao-de-competencia-e-regimento-interno-dos-tribunais\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Redistribui\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e regimento interno dos tribunais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A redistribui\u00e7\u00e3o administrativa de compet\u00eancia, ap\u00f3s anula\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o pelo STJ, n\u00e3o viola direito l\u00edquido e certo quando observadas as regras do regimento interno do tribunal de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no RMS 74.656-PR, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/8\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 96 I a; CPC\/2015, arts. 67-68; regimentos internos locais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O ato administrativo de redistribui\u00e7\u00e3o segue compet\u00eancia organizacional do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 direito subjetivo \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do relator origin\u00e1rio se o regimento prever redistribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Decis\u00f5es do STJ que anulam ac\u00f3rd\u00e3os exigem retorno ao relator primitivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se a redistribui\u00e7\u00e3o do processo ap\u00f3s anula\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o violaria direito l\u00edquido e certo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o, pois a redistribui\u00e7\u00e3o foi ato interno do tribunal conforme seu regimento, e n\u00e3o decis\u00e3o de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A redistribui\u00e7\u00e3o administrativa ap\u00f3s anula\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o viola direito l\u00edquido e certo do relator substitu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ reconheceu a legitimidade do ato. O retorno do processo ao relator origin\u00e1rio \u00e9 ato administrativo leg\u00edtimo, previsto no regimento interno.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Redistribui\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia \u2013 regimento interno<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 96 I a ???? CPC, arts. 67-68 ???? Ato administrativo interno ???? Retorno ao relator primitivo \u00e9 leg\u00edtimo<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a redistribui\u00e7\u00e3o administrativa de compet\u00eancia, ap\u00f3s anula\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o pelo STJ, viola direito l\u00edquido e certo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A redistribui\u00e7\u00e3o se deu por for\u00e7a de decis\u00e3o posterior de tribunal superior a respeito da mat\u00e9ria posta em discuss\u00e3o e devolvida com a interposi\u00e7\u00e3o do recurso competente. A mencionada redistribui\u00e7\u00e3o administrativa retratou o cumprimento do regimento interno do Tribunal de Justi\u00e7a, no qual limitou-se a exercer sua fun\u00e7\u00e3o administrativa acerca da distribui\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse caso, a redistribui\u00e7\u00e3o do feito para o relator origin\u00e1rio \u00e9 decorr\u00eancia l\u00f3gica da decis\u00e3o proferida pelo STJ, na medida em que essa anulou todos os atos posteriores \u00e0 aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o das partes a respeito do julgado impugnado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, n\u00e3o foi demonstrada a exist\u00eancia de direito l\u00edquido e certo do agravante, pois a jurisprud\u00eancia do STJ n\u00e3o reconhece a exist\u00eancia de direito l\u00edquido e certo quando a redistribui\u00e7\u00e3o do feito segue regra prevista no regimento interno do Tribunal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-apropriacao-indebita-qualificada-e-autonomia-patrimonial-da-pessoa-juridica\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita qualificada e autonomia patrimonial da pessoa jur\u00eddica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O s\u00f3cio-administrador nomeado deposit\u00e1rio judicial responde por apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita qualificada se se apropria ou deixa de restituir bens penhorados pertencentes \u00e0 sociedade, pois a autonomia patrimonial impede confus\u00e3o entre o patrim\u00f4nio pessoal e o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.215.933-SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-9\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CC, art. 49-A; CP, art. 168 \u00a71\u00ba II; CPC, art. 161; Lei 13.874\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A pessoa jur\u00eddica tem personalidade distinta de seus s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A fun\u00e7\u00e3o de deposit\u00e1rio judicial imp\u00f5e dever de guarda e devolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O descumprimento do dever caracteriza dolo espec\u00edfico da apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-9\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ enfrentou tese de que o s\u00f3cio n\u00e3o poderia ser punido por apropria\u00e7\u00e3o de bem da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Rejeitou a alega\u00e7\u00e3o, reafirmando a separa\u00e7\u00e3o patrimonial e a tutela penal dos deveres judiciais de cust\u00f3dia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-9\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O s\u00f3cio-administrador que se apropria de bens da sociedade n\u00e3o pode responder por apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, pois n\u00e3o h\u00e1 \u201ccoisa alheia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entendeu que o bem da pessoa jur\u00eddica \u00e9 alheio ao s\u00f3cio. A apropria\u00e7\u00e3o de bens penhorados pela sociedade pelo deposit\u00e1rio judicial configura o crime do art. 168 \u00a71\u00ba II do CP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-9\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita \u2013 deposit\u00e1rio judicial<\/td><\/tr><tr><td>???? CC, art. 49-A ???? CP, art. 168 \u00a71\u00ba II ???? CPC, art. 161 ???? Separa\u00e7\u00e3o patrimonial reafirmada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-9\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A controv\u00e9rsia consiste em saber se a apropria\u00e7\u00e3o de bens por s\u00f3cio-administrador, na qualidade de deposit\u00e1rio judicial, configura o crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, considerando a autonomia patrimonial entre a pessoa jur\u00eddica e seus s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Tribunal de origem, em sede de embargos infringentes, absolveu o s\u00f3cio-administrador de sociedade empres\u00e1ria da condena\u00e7\u00e3o por apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, sob o argumento de inexist\u00eancia da elementar &#8220;coisa alheia&#8221;, uma vez que os bens sob sua administra\u00e7\u00e3o integrariam o patrim\u00f4nio da sociedade de que faz parte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, n\u00e3o se vislumbra fundamento jur\u00eddico id\u00f4neo que autorize infer\u00eancia de que patrim\u00f4nios pertencentes a entes distintos &#8211; cada qual investido de personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria &#8211; possam ser indistintamente confundidos, especialmente para fins de excludente de tipicidade penal. Ressalte-se, ademais, que a positiva\u00e7\u00e3o do art. 49-A do C\u00f3digo Civil, pela Lei n. 13.874\/2019, veio precisamente refor\u00e7ar a separa\u00e7\u00e3o patrimonial, esvaziando quaisquer pretens\u00f5es hermen\u00eauticas que desconsiderem a autonomia jur\u00eddica conferida \u00e0s pessoas jur\u00eddicas e seus respectivos s\u00f3cios, administradores ou instituidores.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o acusado, investido na qualidade de deposit\u00e1rio judicial &#8211; encargo que pressup\u00f5e inequ\u00edvoca fid\u00facia e subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade jurisdicional -, apropriou-se de bens corp\u00f3reos integrantes do patrim\u00f4nio da pessoa jur\u00eddica sob sua administra\u00e7\u00e3o. Admitir a atipicidade penal de tal conduta equivaleria, em \u00faltima an\u00e1lise, a esvaziar o pr\u00f3prio sentido da tutela jurisdicional e a desmerecer o valor normativo das decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 161 do CPC distingue, de modo inequ\u00edvoco, a responsabilidade civil decorrente do inadimplemento do dever de guarda da mera repress\u00e3o penal dirigida \u00e0quele que, contrariando decis\u00e3o judicial, apropria-se de bens confiados \u00e0 sua cust\u00f3dia. No contexto em apre\u00e7o, n\u00e3o se trata de utilizar a pris\u00e3o civil como forma coercitiva de satisfa\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es, mas de imputar ao agente a responsabilidade penal que emerge da viola\u00e7\u00e3o do dever de fiel deposit\u00e1rio, cujos contornos t\u00edpicos se ajustam, sem desvios, \u00e0 moldura prevista no C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 not\u00f3rio que o deposit\u00e1rio, ao assumir o encargo de guarda, passa a deter a posse por imposi\u00e7\u00e3o judicial, n\u00e3o por liberalidade ou exerc\u00edcio de poderes inerentes \u00e0 administra\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria da sociedade empres\u00e1ria. Tal circunst\u00e2ncia torna irrelevante, para fins penais, a condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio-administrador, pois o fundamento da posse adv\u00e9m de ato estatal vinculante e n\u00e3o do exerc\u00edcio privado da autonomia negocial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ressalte-se, ainda, que o instituto da apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, em sua modalidade qualificada, assume inequ\u00edvoca fei\u00e7\u00e3o de tutela institucional dos deveres de colabora\u00e7\u00e3o com a Justi\u00e7a. O legislador, ao tipificar a conduta, busca, primordialmente, proteger a confian\u00e7a que o Estado deposita nos sujeitos investidos em fun\u00e7\u00f5es auxiliares ao exerc\u00edcio da jurisdi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas, ou prioritariamente, salvaguardar interesses patrimoniais privados. O sentido da norma penal, nessa perspectiva, \u00e9 de refor\u00e7ar a obrigatoriedade do cumprimento das ordens judiciais e sancionar comportamentos que obstem a efetividade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, no julgamento do RHC 58.234\/PR, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 repudiou, de forma categ\u00f3rica, a alega\u00e7\u00e3o segundo a qual a nomea\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio-administrador de pessoa jur\u00eddica como deposit\u00e1rio judicial de bens da sociedade empres\u00e1ria obstaria, por si s\u00f3, a configura\u00e7\u00e3o t\u00edpica do delito previsto no art. 168, \u00a7 1\u00ba, II, do CP. Rejeitou-se, pois, o argumento de que a suposta confus\u00e3o patrimonial entre o s\u00f3cio e a pessoa jur\u00eddica excluiria o elemento da &#8220;coisa alheia&#8221; e, por conseguinte, a tipicidade penal, enfatizando-se o princ\u00edpio da autonomia patrimonial, eixo estruturante do regime jur\u00eddico das sociedades empres\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deste modo, a <em>ratio decidendi<\/em> do citado precedente assenta-se no reconhecimento de que <strong>a autonomia patrimonial entre a sociedade empres\u00e1ria e seus s\u00f3cios n\u00e3o se fragiliza pela circunst\u00e2ncia de o deposit\u00e1rio judicial figurar, concomitantemente, como s\u00f3cio-administrador<\/strong>. O v\u00ednculo fiduci\u00e1rio que se imp\u00f5e ao deposit\u00e1rio subsiste independentemente de eventuais rela\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, de modo que a recusa injustificada em informar ou devolver os bens depositados configura o dolo espec\u00edfico exigido pelo art. 168, \u00a7 1\u00ba, II, do CP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-intimacao-eletronica-e-contagem-do-prazo-de-10-dias\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Intima\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e contagem do prazo de 10 dias<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O prazo de 10 dias corridos para consulta eletr\u00f4nica conta-se da data do envio da intima\u00e7\u00e3o, independentemente de feriados ou dias n\u00e3o \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.492.606-DF, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-10\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 11.419\/2006, art. 5\u00ba \u00a73\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A consulta eletr\u00f4nica tem natureza de prazo cont\u00ednuo, n\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O marco inicial \u00e9 o envio da intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de consulta no prazo gera intima\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-10\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se feriados interferem no prazo para consulta de intima\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que o prazo de 10 dias \u00e9 contado de forma corrida e independe de dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-10\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Tratando-se de prazo para consulta eletr\u00f4nica, a intima\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada realizada automaticamente no 10\u00ba dia contado do envio, se n\u00e3o houver consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. OI STJ afirmou que o prazo \u00e9 cont\u00ednuo (sistem\u00e1tica do art. 5\u00ba \u00a73\u00ba da Lei 11.419\/2006). Logo, o prazo de 10 dias para consulta eletr\u00f4nica n\u00e3o \u00e9 suspenso por feriados ou finais de semana.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-10\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Intima\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica \u2013 contagem<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 11.419\/2006, art. 5\u00ba \u00a73\u00ba ???? Prazo cont\u00ednuo (corridos) ???? In\u00edcio = envio da intima\u00e7\u00e3o ???? Intima\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica no 10\u00ba dia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-10\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o consiste em saber se o prazo de 10 dias corridos para consulta eletr\u00f4nica deve ser contado a partir do envio da intima\u00e7\u00e3o, independentemente de feriados ou dias n\u00e3o \u00fateis, ou se deve ser postergado para o primeiro dia \u00fatil subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 5\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 11.419\/2006 estabelece que a consulta eletr\u00f4nica &#8220;dever\u00e1 ser feita em at\u00e9 10 (dez) dias corridos contados da data do envio da intima\u00e7\u00e3o, sob pena de considerar-se a intima\u00e7\u00e3o automaticamente realizada na data do t\u00e9rmino desse prazo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim sendo, a sistem\u00e1tica da intima\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica prev\u00ea um prazo de 10 dias corridos para consulta, findo o qual se opera a intima\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. Este prazo, <strong>por expressa disposi\u00e7\u00e3o legal, \u00e9 contado da data do envio da comunica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Note-se que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para que o termo inicial da contagem desse prazo de consulta seja postergado para o dia \u00fatil subsequente. A natureza do prazo \u00e9 expressa no texto legal &#8211; dias corridos -, n\u00e3o comportando interpreta\u00e7\u00e3o diversa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a exist\u00eancia de feriado forense no per\u00edodo n\u00e3o altera essa sistem\u00e1tica, uma vez que o prazo para consulta \u00e9 cont\u00ednuo e sua natureza n\u00e3o se confunde com os prazos processuais propriamente ditos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-quebra-de-sigilo-telematico-e-jurisdicao-brasileira-sobre-empresas-multinacionais\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quebra de sigilo telem\u00e1tico e jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira sobre empresas multinacionais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-11\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Empresas multinacionais que atuam no Brasil est\u00e3o sujeitas \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o e \u00e0s leis nacionais, sendo desnecess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional para fornecimento de dados telem\u00e1ticos requisitados por autoridade judicial brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RMS 74.604-TO, Rel. Min. Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Desemb. conv. TJSP), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-11\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 5\u00ba X e XII; Lei 12.965\/2014 (Marco Civil da Internet), art. 11 \u00a72\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira se aplica quando h\u00e1 subsidi\u00e1ria ou opera\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A quebra de sigilo depende de decis\u00e3o judicial fundamentada e ind\u00edcios de crime.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A coopera\u00e7\u00e3o internacional s\u00f3 \u00e9 exigida se n\u00e3o houver base operacional no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-11\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se era necess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional para obter dados de provedores estrangeiros com subsidi\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que a jurisdi\u00e7\u00e3o nacional se aplica plenamente, e o fornecimento deve ocorrer mediante ordem judicial brasileira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-11\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 obrigat\u00f3ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional para obter dados de empresas com sede fora do Brasil, ainda que possuam filial nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ afirmou que a jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 suficiente. Empresas multinacionais com atua\u00e7\u00e3o no Brasil devem cumprir ordens judiciais nacionais, mesmo que sediadas no exterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-11\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Quebra de sigilo telem\u00e1tico<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 5\u00ba X e XII ???? Marco Civil da Internet, art. 11 \u00a72\u00ba ???? Jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira plena ???? Coopera\u00e7\u00e3o internacional = desnecess\u00e1ria<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-11\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A discuss\u00e3o consiste em saber se \u00e9 necess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional para o fornecimento de dados telem\u00e1ticos de comunica\u00e7\u00e3o privada sob controle de provedores sediados no exterior, quando h\u00e1 subsidi\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, no art. 5\u00ba, inciso X, estabelece que s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o. No inciso XII do mesmo dispositivo, a Constitui\u00e7\u00e3o trata da inviolabilidade dos sigilos de correspond\u00eancia e das comunica\u00e7\u00f5es telegr\u00e1ficas, de dados e comunica\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todavia, o direito ao sigilo n\u00e3o \u00e9 absoluto. O ordenamento jur\u00eddico brasileiro admite que, excepcionalmente, seja decretada de maneira fundamentada a quebra de sigilo dos fluxos de comunica\u00e7\u00e3o ou de dados armazenados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, assim como a Suprema Corte, entende que \u00e9 poss\u00edvel afastar sua prote\u00e7\u00e3o quando presentes circunst\u00e2ncias que denotem a exist\u00eancia de interesse p\u00fablico relevante, invariavelmente por meio de decis\u00e3o proferida por autoridade judicial competente, suficientemente fundamentada, na qual se justifique a necessidade da medida para fins de investiga\u00e7\u00e3o criminal ou de instru\u00e7\u00e3o processual criminal, sempre lastreada em ind\u00edcios que devem ser, em tese, suficientes \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de suposta ocorr\u00eancia de crime sujeito \u00e0 a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica. (RMS 60.698\/RJ, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 4\/9\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme destacado pelo Tribunal de origem, o \u00a7 2\u00ba do art. 11 da Lei n. 12.965\/2014 (Marco Civil da Internet) estabelece que suas disposi\u00e7\u00f5es aplicam-se &#8220;mesmo que as atividades sejam realizadas por pessoa jur\u00eddica sediada no exterior, desde que oferte servi\u00e7o ao p\u00fablico brasileiro ou pelo menos uma integrante do mesmo grupo econ\u00f4mico possua estabelecimento no Brasil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, &#8220;tem-se a aplica\u00e7\u00e3o da lei brasileira sempre que qualquer opera\u00e7\u00e3o de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros de dados pessoais ou de comunica\u00e7\u00f5es por provedores de conex\u00e3o e aplica\u00e7\u00f5es de internet ocorra em territ\u00f3rio nacional, mesmo que apenas um dos dispositivos da comunica\u00e7\u00e3o esteja no Brasil e mesmo que as atividades sejam feitas por empresa com sede no estrangeiro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0 <strong>desnecessidade de coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional para a obten\u00e7\u00e3o dos dados telem\u00e1ticos de comunica\u00e7\u00e3o privada sob controle de provedores sediados no exterior<\/strong>, o STJ j\u00e1 firmou entendimento no sentido de que &#8220;por estar institu\u00edda e em atua\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, a pessoa jur\u00eddica multinacional submete-se, necessariamente, \u00e0s leis brasileiras, motivo pelo qual se afigura desnecess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional para a obten\u00e7\u00e3o dos dados requisitados pelo ju\u00edzo.&#8221; (RMS 55.109\/PR, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 17\/11\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, a jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira aplica-se a empresas multinacionais que atuam no pa\u00eds, sendo desnecess\u00e1ria a coopera\u00e7\u00e3o internacional para obten\u00e7\u00e3o de dados requisitados pelo ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-nbsp-nbsp-crime-de-ameaca-e-escolha-judicial-entre-penas-alternativas\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de amea\u00e7a e escolha judicial entre penas alternativas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-12\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos crimes de amea\u00e7a, cabe ao magistrado escolher, de forma fundamentada, entre a pena de deten\u00e7\u00e3o ou multa, inexistindo hierarquia ou prefer\u00eancia legal entre as modalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.052.237-SC, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-12\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CP, art. 147; art. 59.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O crime de amea\u00e7a prev\u00ea penas alternativas de deten\u00e7\u00e3o ou multa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A escolha cabe ao juiz, com base nas circunst\u00e2ncias judiciais do art. 59 CP.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o existe direito subjetivo do r\u00e9u \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da pena de multa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-12\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ definiu se o r\u00e9u tem direito \u00e0 pena de multa no crime de amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que a escolha \u00e9 discricion\u00e1ria e deve ser motivada conforme as particularidades do caso e a finalidade preventiva da pena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-12\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Quando o preceito secund\u00e1rio prever pena privativa de liberdade ou multa, cabe ao magistrado decidir entre uma ou outra, desde que apresente motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Quando o delito prever reclus\u00e3o\/deten\u00e7\u00e3o ou multa, a escolha da pena \u00e9 discricion\u00e1ria do juiz, mas, claro, deve ser fundamentada. Exemplo: o r\u00e9u N\u00c3O tem direito subjetivo \u00e0 pena de multa no crime de amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-12\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Amea\u00e7a \u2013 escolha de pena<\/td><\/tr><tr><td>???? CP, art. 147 ???? Discricionariedade judicial fundamentada ???? Deten\u00e7\u00e3o ou multa (sem hierarquia) ???? Individualiza\u00e7\u00e3o da pena<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-12\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a pena de multa pode ser aplicada isoladamente ao crime de amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 147 do C\u00f3digo Penal estabelece penas alternativas para o crime de amea\u00e7a: &#8220;deten\u00e7\u00e3o, de um a seis meses, ou multa&#8221;. A conjun\u00e7\u00e3o &#8220;ou&#8221; confere ao magistrado a faculdade de escolher, fundamentadamente, entre as modalidades sancionat\u00f3rias previstas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui entendimento consolidado de que, havendo previs\u00e3o legal de penas alternativas, cabe ao magistrado a escolha fundamentada da san\u00e7\u00e3o mais adequada ao caso concreto, inexistindo hierarquia ou prefer\u00eancia legal entre as modalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, &#8220;a substitutividade da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, insere-se dentro de um ju\u00edzo de discricionariedade do julgador, atrelado \u00e0s particularidades f\u00e1ticas do caso concreto e subjetivas do agente, somente pass\u00edvel de revis\u00e3o por esta Corte no caso de inobserv\u00e2ncia dos par\u00e2metros legais ou de flagrante desproporcionalidade&#8221; (HC 313.675\/RJ, Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 9\/12\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o magistrado <em>fundamentou<\/em> a aplica\u00e7\u00e3o da pena de deten\u00e7\u00e3o considerando as circunst\u00e2ncias judiciais do <strong>art. 59 do C\u00f3digo Penal<\/strong>, consignando que para a reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da conduta delituosa, se mostrava imperativa a fixa\u00e7\u00e3o da pena-base em 1 (um) m\u00eas de deten\u00e7\u00e3o. A fundamenta\u00e7\u00e3o apresentada pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias demonstra que a escolha pela pena de deten\u00e7\u00e3o baseou-se em crit\u00e9rios objetivos, n\u00e3o se vislumbrando arbitrariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A alega\u00e7\u00e3o de direito subjetivo \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da pena de multa n\u00e3o encontra amparo legal. O princ\u00edpio da individualiza\u00e7\u00e3o da pena exige que a san\u00e7\u00e3o seja adequada \u00e0s peculiaridades do caso concreto, n\u00e3o admitindo automatismos.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b41042e4-0737-48e7-99cf-714c6c2af743\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/07082806\/stj-info-861.pdf\">STJ &#8211; Info 861<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/10\/07082806\/stj-info-861.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-b41042e4-0737-48e7-99cf-714c6c2af743\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF AQUI! 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de adicional de insalubridade e periculosidade e irredutibilidade de vencimentos Destaque A altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo dos adicionais de insalubridade e de periculosidade, quando acarreta redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria sem mudan\u00e7a nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, configura ofensa indireta ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos. 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