{"id":1643886,"date":"2025-09-23T23:19:53","date_gmt":"2025-09-24T02:19:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1643886"},"modified":"2025-09-23T23:19:56","modified_gmt":"2025-09-24T02:19:56","slug":"informativo-stf-1188-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1188-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1188 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/09\/23231924\/stf-info-1188.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_rwXI-4M2XhE\"><div id=\"lyte_rwXI-4M2XhE\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/rwXI-4M2XhE\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/rwXI-4M2XhE\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/rwXI-4M2XhE\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fgts-e-nulidade-de-contratos-temporarios\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; FGTS e nulidade de contratos tempor\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O prazo bienal do art. 7\u00ba, XXIX, CF n\u00e3o se aplica a servidores tempor\u00e1rios com contratos declarados nulos; nesses casos, incide o prazo prescricional quinquenal do Decreto n\u00ba 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.336.848\/PA (Tema 1.189 RG), Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 29\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 7\u00ba XXIX, 37 IX e 39 \u00a73\u00ba; Decreto 20.910\/1932, art. 1\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O v\u00ednculo tempor\u00e1rio \u00e9 jur\u00eddico-administrativo, n\u00e3o celetista.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Desvirtuamento garante apenas saldo salarial e FGTS.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Prazo para cobran\u00e7a de FGTS \u00e9 de 5 anos, n\u00e3o 2 anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou a prescri\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel a dep\u00f3sitos de FGTS de tempor\u00e1rios cujos contratos foram declarados nulos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que, por se tratar de v\u00ednculo jur\u00eddico-administrativo, aplica-se o prazo quinquenal do Decreto n\u00ba 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O prazo aplic\u00e1vel para a cobran\u00e7a de FGTS por servidores tempor\u00e1rios com contratos nulos \u00e9 contado do ato ou fato que deu origem ao direito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a tese do Tema 1.189.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A cobran\u00e7a de FGTS por servidores tempor\u00e1rios com contratos nulos prescreve em 2 anos ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF aplicou o prazo quinquenal do Decreto n\u00ba 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? FGTS \u2013 contrato tempor\u00e1rio nulo<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 7\u00ba XXIX ???? Decreto 20.910\/1932, art. 1\u00ba ???? V\u00ednculo jur\u00eddico-administrativo ???? Prescri\u00e7\u00e3o: 5 anos<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>O prazo prescricional para servidores tempor\u00e1rios cobrarem os dep\u00f3sitos do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) ap\u00f3s nulidade de suas contrata\u00e7\u00f5es \u00e9 de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto constitucional (art. 37, IX) disp\u00f5e que a lei estabelecer\u00e1 as hip\u00f3teses de contrata\u00e7\u00e3o pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por tempo determinado, para atender a necessidade tempor\u00e1ria de excepcional interesse p\u00fablico, gerando v\u00ednculo de natureza jur\u00eddico-administrativa, isto \u00e9, n\u00e3o celetista (1). No \u00e2mbito federal, as condi\u00e7\u00f5es e os prazos est\u00e3o previstos na Lei n\u00ba 8.745\/1993.<\/p>\n\n\n\n<p>O desvirtuamento da contrata\u00e7\u00e3o por inobserv\u00e2ncia aos requisitos exigidos garante direito somente ao saldo de sal\u00e1rio e ao levantamento do FGTS, ao passo que f\u00e9rias e d\u00e9cimo terceiro ser\u00e3o devidos apenas se estipulados em contrato (2).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 3\u00ba do art. 39 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u00e9 taxativo quanto aos direitos trabalhistas extens\u00edveis aos ocupantes de cargo p\u00fablico (3). Por isso, inexiste base constitucional para limitar o prazo para ajuizamento de a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 cobran\u00e7a do FGTS por servidores tempor\u00e1rios com v\u00ednculo declarado nulo ao per\u00edodo bienal previsto aos trabalhadores submetidos ao regime privado. Nesse caso, deve prevalecer a regra geral do Decreto n\u00ba 20.910\/1932 (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Par\u00e1, ao verificar as sucessivas renova\u00e7\u00f5es do contrato que desvirtuavam a temporariedade exigida pela lei, declarou a nulidade da contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria do empregado p\u00fablico e reconheceu o seu direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de FGTS, afastando a incid\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o bienal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.189 da repercuss\u00e3o geral, (i) negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio; e (ii) fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tese fixada<\/strong>: \u201cO prazo bienal para ajuizamento de a\u00e7\u00e3o, previsto na parte final do art. 7\u00ba, XXIX, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o se aplica aos servidores tempor\u00e1rios que tiveram seus contratos declarados nulos, por se tratarem de ocupantes de cargos p\u00fablicos regidos por v\u00ednculo de natureza jur\u00eddico-administrativa. Nesses casos, incide o prazo prescricional quinquenal, nos termos do art. 1\u00ba do Decreto n\u00ba 20.910\/1932.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 1.066.677 (Tema 551 RG),&nbsp; Rcl 7.857 AgR, ARE 1.234.022 AgR e Rcl 65.460 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedente citado: RE 765.320 (Tema 916 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CF\/1988: \u201cArt. 39 (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo p\u00fablico o disposto no art. 7\u00ba, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admiss\u00e3o quando a natureza do cargo o exigir.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) Decreto n\u00ba 20.910\/1932: \u201cArt. 1\u00ba As d\u00edvidas passivas da Uni\u00e3o, dos Estados e dos Munic\u00edpios, bem assim todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-carreira-militar-e-proibicao-a-candidatos-casados-ou-com-filhos\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Carreira militar e proibi\u00e7\u00e3o a candidatos casados ou com filhos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma do Estatuto dos Militares que veda o ingresso em cursos de forma\u00e7\u00e3o a candidatos casados, em uni\u00e3o est\u00e1vel ou com filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.530.083\/RN (Tema 1.388 RG), Rel. Min. Luiz Fux, julgamento finalizado em 27\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 5\u00ba caput e XIII; 7\u00ba XXX; 226 caput e \u00a73\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estado civil ou exist\u00eancia de filhos n\u00e3o prejudica desempenho militar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Veda\u00e7\u00e3o viola igualdade, liberdade profissional e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Efeitos modulados ex nunc para preservar certames anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou o art. 144-A da Lei 6.880\/1980, que exigia inexist\u00eancia de v\u00ednculos familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que a restri\u00e7\u00e3o \u00e9 desproporcional, arbitr\u00e1ria e inconstitucional, modulando os efeitos para preservar concursos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Considerando o regime especial militar, \u00e9 v\u00e1lida a exclus\u00e3o de candidatos casados ou com filhos em concursos militares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF declarou a inconstitucionalidade. O art. 144-A da Lei 6.880\/1980 \u00e9 inconstitucional por violar igualdade, liberdade profissional e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Carreira militar \u2013 candidatos casados\/filhos<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 5\u00ba, 7\u00ba, 226 ???? Lei 6.880\/1980, art. 144-A (inconstitucional) ???? Viola\u00e7\u00e3o de igualdade e fam\u00edlia ???? Modula\u00e7\u00e3o ex nunc<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar os princ\u00edpios da igualdade (CF\/1988, art. 5\u00ba, caput), da liberdade de escolha de profiss\u00e3o (CF\/1988, art. 5\u00ba, XIII), da n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do estado civil (CF\/1988, art. 7\u00ba, XXX) e da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia e ao livre planejamento familiar (CF\/1988, art. 226, caput e \u00a7 3\u00ba) \u2014 norma que pro\u00edbe o ingresso de pessoas casadas, em uni\u00e3o est\u00e1vel ou com dependentes, em cursos de forma\u00e7\u00e3o ou gradua\u00e7\u00e3o de oficiais e de pra\u00e7as que exijam regime de internato, de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e de disponibilidade permanente peculiar \u00e0 carreira militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), o <strong>texto constitucional pro\u00edbe discrimina\u00e7\u00e3o de acesso a carreiras sem rela\u00e7\u00e3o direta com a fun\u00e7\u00e3o a ser exercida<\/strong>. Nesse contexto, deve ser afastada a validade de normas que estabelecem diferencia\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias ou que criam barreiras desproporcionais ao exerc\u00edcio de determinada atividade profissional (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que o estado civil ou a exist\u00eancia de dependentes prejudiquem a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rotina militar intensa ou o desempenho eficaz das fun\u00e7\u00f5es. Inclusive, a viv\u00eancia familiar pode at\u00e9 favorecer atributos como a responsabilidade e a disciplina, desej\u00e1veis no meio militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o rejeitou incidente de argui\u00e7\u00e3o de&nbsp; inconstitucionalidade relativo ao art. 144-A da Lei n\u00ba 6.880\/1980 &#8211; Estatuto dos Militares (3) e negou pedido de anula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula de edital do curso de forma\u00e7\u00e3o e gradua\u00e7\u00e3o de sargentos que vedava o ingresso de candidatos casados ou com filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, para equilibrar o direito individual com a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a estabilidade institucional, \u00e9 pertinente a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da presente decis\u00e3o (efeitos ex nunc), permitindo que o recorrente participe do concurso seguinte, sem anular os certames anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.388 da repercuss\u00e3o geral, (i) deu parcial provimento ao recurso para assegurar ao recorrente o direito de participar do pr\u00f3ximo concurso; e (ii) fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 inconstitucional o artigo 144-A da Lei n. 6.880\/1980 (Estatuto dos Militares), ao condicionar o ingresso e a perman\u00eancia nos \u00f3rg\u00e3os de forma\u00e7\u00e3o ou gradua\u00e7\u00e3o de oficiais e de pra\u00e7as, ainda que em regime de internato, de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e\/ou de disponibilidade permanente peculiar \u00e0 carreira militar \u00e0 inexist\u00eancia de v\u00ednculos conjugal, de uni\u00e3o est\u00e1vel, de maternidade, de paternidade e de depend\u00eancia socioafetiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 7.492, ADI 7.481, ADI 7.484, ARE 678.112 (Tema 646 RG), RE 898.450, RE 886.131 (Tema 1.015 RG), ARE 715.061 AgR, RE 558.833 AgR, RE 398.567 AgR, MS 20.973, RE 511.961 e&nbsp; RE 414.426.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes: (&#8230;) XIII &#8211; \u00e9 livre o exerc\u00edcio de qualquer trabalho, of\u00edcio ou profiss\u00e3o, atendidas as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais que a lei estabelecer; (&#8230;) Art. 7\u00ba S\u00e3o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al\u00e9m de outros que visem \u00e0 melhoria de sua condi\u00e7\u00e3o social: (&#8230;) XXX &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a de sal\u00e1rios, de exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es e de crit\u00e9rio de admiss\u00e3o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; (&#8230;) Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Para efeito da prote\u00e7\u00e3o do Estado, \u00e9 reconhecida a uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua convers\u00e3o em casamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 6.880\/1980: \u201cArt. 144-A. N\u00e3o ter filhos ou dependentes e n\u00e3o ser casado ou haver constitu\u00eddo uni\u00e3o est\u00e1vel, por incompatibilidade com o regime exigido para forma\u00e7\u00e3o ou gradua\u00e7\u00e3o, constituem condi\u00e7\u00f5es essenciais para ingresso e perman\u00eancia nos \u00f3rg\u00e3os de forma\u00e7\u00e3o ou gradua\u00e7\u00e3o de oficiais e de pra\u00e7as que os mantenham em regime de internato, de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e de disponibilidade permanente peculiar \u00e0 carreira militar. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.954, de 2019)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-policia-civil-e-regime-remuneratorio-por-subsidio\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pol\u00edcia civil e regime remunerat\u00f3rio por subs\u00eddio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais normas estaduais que estruturam a carreira da pol\u00edcia civil em regime de subs\u00eddio, desde que respeitados irredutibilidade, isonomia e legalidade remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.578\/PR, Rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 29\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 39 \u00a74\u00ba e 144 IV e \u00a79\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Subs\u00eddio \u00e9 compat\u00edvel com exclus\u00e3o de adicionais vinculados ao exerc\u00edcio ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 leg\u00edtima a inclus\u00e3o de insalubridade, periculosidade e risco de vida no subs\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Regras diferenciadas de remo\u00e7\u00e3o e reenquadramento de delegados s\u00e3o constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou a constitucionalidade de lei paranaense que reestruturou a carreira da pol\u00edcia civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu que a ado\u00e7\u00e3o do subs\u00eddio e a exclus\u00e3o de adicionais, desde que respeitada a irredutibilidade, n\u00e3o afrontam a CF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional a inclus\u00e3o que adicionais de insalubridade e risco de vida no subs\u00eddio de servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF reconheceu a compatibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O regime de subs\u00eddio pode englobar vantagens remunerat\u00f3rias, desde que respeitada a irredutibilidade e a legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a decis\u00e3o da ADI 7.578.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Pol\u00edcia civil \u2013 subs\u00eddio<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 39 \u00a74\u00ba, 144 IV e \u00a79\u00ba ???? Adicionais podem ser englobados ???? Irredutibilidade respeitada ???? Normas estaduais constitucionais<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00e3o constitucionais \u2014 desde que observem os princ\u00edpios da irredutibilidade de vencimentos, da isonomia e da legalidade remunerat\u00f3ria \u2014 normas estaduais que disciplinam o regime jur\u00eddico e remunerat\u00f3rio dos servidores da pol\u00edcia civil local.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), <strong>o regime de subs\u00eddio (CF\/1988, art. 39, \u00a7 4\u00ba c\/c art. 144, IV e \u00a7 9\u00ba) \u00e9 compat\u00edvel com a exclus\u00e3o de adicionais remunerat\u00f3rios vinculados ao exerc\u00edcio ordin\u00e1rio do cargo<\/strong>, desde que respeitados os direitos expressamente assegurados aos servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as normas estaduais impugnadas estabelecem que o subs\u00eddio dos policiais civis engloba os <em>adicionais de insalubridade, periculosidade e risco de vida, vedando o pagamento em separado dessas parcela<\/em>s. Essa previs\u00e3o est\u00e1 em conformidade com o modelo constitucional de remunera\u00e7\u00e3o por parcela \u00fanica, pois n\u00e3o configura afronta ao direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de adicionais nem viola o princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a mesma norma trata de regras espec\u00edficas para remo\u00e7\u00e3o e reenquadramento de delegados de pol\u00edcia por ato fundamentado da autoridade competente, observada a aprova\u00e7\u00e3o por dois ter\u00e7os do Conselho Superior da Pol\u00edcia Civil, em raz\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do cargo e da estrutura funcional da carreira. Como n\u00e3o h\u00e1 identidade de fun\u00e7\u00f5es entre delegados e demais servidores da pol\u00edcia, \u00e9 leg\u00edtimo adotar crit\u00e9rios diferenciados, especialmente quando voltados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da imparcialidade na condu\u00e7\u00e3o da atividade investigativa e de pol\u00edcia judici\u00e1ria e na condu\u00e7\u00e3o do livre convencimento t\u00e9cnico jur\u00eddico do delegado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou improcedente para assentar a constitucionalidade dos arts.&nbsp; 39, \u00a7 3\u00ba;&nbsp; 64, \u00a7 4\u00ba; 78, \u00a7 2\u00ba; e 82, \u00a7 3\u00ba, todos da Lei Complementar n\u00ba 259\/2023 do Estado do Paran\u00e1 (2).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 5.404 e RE 650.898 (Tema 484 RG).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-planos-de-saude-e-inscricao-automatica-de-recem-nascidos\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Planos de sa\u00fade e inscri\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de rec\u00e9m-nascidos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional lei estadual que determina a inclus\u00e3o autom\u00e1tica de rec\u00e9m-nascidos como dependentes em planos de sa\u00fade, por invadir compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil e pol\u00edtica de seguros.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.428\/MS, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 29\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 22 I e VII; art. 24 V e XII; Lei 9.656\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Uni\u00e3o det\u00e9m compet\u00eancia exclusiva sobre contratos de seguro e sa\u00fade suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados s\u00f3 podem legislar sobre dever de informa\u00e7\u00e3o ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Lei estadual que imp\u00f5e inscri\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica viola reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou lei do MS que obrigava planos a incluir automaticamente neonatos em tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que a compet\u00eancia estadual limita-se a normas de informa\u00e7\u00e3o; a inscri\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica \u00e9 inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Estados n\u00e3o podem criar normas impondo inscri\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de neonatos em planos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A compet\u00eancia \u00e9 privativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados podem editar normas sobre dever de informa\u00e7\u00e3o em contratos de plano de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a ressalva fixada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Planos de sa\u00fade \u2013 rec\u00e9m-nascidos<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 22 I e VII; art. 24 V e XII ???? Uni\u00e3o: compet\u00eancia exclusiva ???? Estados: s\u00f3 dever de informa\u00e7\u00e3o ???? Inscri\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica = inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil e pol\u00edtica de seguros (CF\/1988, art. 22, I e VII) \u2014 norma estadual que determina a inclus\u00e3o autom\u00e1tica de rec\u00e9m-nascidos como dependentes em planos de sa\u00fade, independentemente de manifesta\u00e7\u00e3o de vontade do titular da cobertura.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A <strong>compet\u00eancia suplementar estadual, para dispor sobre a prote\u00e7\u00e3o do consumidor, n\u00e3o pode alcan\u00e7ar a disciplina das rela\u00e7\u00f5es contratuais estabelecidas entre operadoras e benefici\u00e1rios (titulares ou dependentes) de planos de sa\u00fade<\/strong> (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por outro lado, enquadra-se no \u00e2mbito da compet\u00eancia legislativa suplementar dos estados e do Distrito Federal (CF\/19889, art. 24, V e XII) a normatiza\u00e7\u00e3o quanto ao dever de informa\u00e7\u00e3o ao consumidor em contratos de plano ou seguro de sa\u00fade (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a lei estadual impugnada estabeleceu a inclus\u00e3o autom\u00e1tica ao plano de sa\u00fade do titular, como dependente, do neonato em tratamento terap\u00eautico ap\u00f3s 30 dias de seu nascimento (art. 1\u00ba), bem como o dever de informar a necessidade de inscri\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m-nascido ao plano de sa\u00fade do titular, para que ele fique isento do per\u00edodo de car\u00eancia (art. 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 5.980\/2022 do Estado de Mato Grosso do Sul (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 7.376, ADI 7.172 e ADI 3.207.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 4.445 e ADI 6.123.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-delegados-de-policia-e-equiparacao-a-carreiras-juridicas\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Delegados de pol\u00edcia e equipara\u00e7\u00e3o a carreiras jur\u00eddicas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a inclus\u00e3o da carreira de delegado de pol\u00edcia no rol de carreiras jur\u00eddicas do Executivo estadual e a fixa\u00e7\u00e3o de subteto remunerat\u00f3rio diverso do modelo constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.622\/PI, Rel. Min. Nunes Marques, julgamento finalizado em 28\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 37 XI e 144 \u00a76\u00ba; LC estadual 37\/2004 PI; EC estadual 44\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Delegados n\u00e3o integram o rol federal de carreiras jur\u00eddicas; princ\u00edpio da simetria impede inova\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Subtetos distintos violam art. 37 XI CF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Autonomia e independ\u00eancia da pol\u00edcia judici\u00e1ria s\u00e3o incompat\u00edveis com sujei\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica ao Executivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou normas do Piau\u00ed que equiparavam delegados a carreiras jur\u00eddicas e criavam subteto pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Concluiu pela inconstitucionalidade da inova\u00e7\u00e3o, por violar simetria e teto remunerat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O teto remunerat\u00f3rio deve observar os par\u00e2metros do art. 37 XI da CF, aplicando-se aos delegados o modelo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese aplicada, de modo que o constituinte estadual n\u00e3o pode equiparar delegados \u00e0s carreiras jur\u00eddicas ou fixar subteto pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Delegados \u2013 equipara\u00e7\u00e3o e teto<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37 XI; art. 144 \u00a76\u00ba ???? Simetria impede inova\u00e7\u00e3o estadual ???? Carreira jur\u00eddica \u2260 delegado ???? Subteto inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>S\u00e3o inconstitucionais a equipara\u00e7\u00e3o da carreira de delegado de pol\u00edcia \u00e0s carreiras jur\u00eddicas e a fixa\u00e7\u00e3o de teto remunerat\u00f3rio em desconformidade com o preconizado no art. 37, XI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a independ\u00eancia funcional e a autonomia administrativa e financeira s\u00e3o incompat\u00edveis com a sujei\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica da pol\u00edcia judici\u00e1ria ao chefe do Poder Executivo (2). Nesse contexto, \u00e0 luz do princ\u00edpio da simetria, n\u00e3o cabe ao constituinte derivado incluir os delegados de pol\u00edcia no rol de carreiras jur\u00eddicas, na medida em que n\u00e3o pode, nesse ponto, inovar, mas, sim, observar estritamente o tratamento federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ao adotar o subs\u00eddio dos desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a como limite remunerat\u00f3rio dos auditores fiscais, delegados de pol\u00edcia e auditores governamentais, a norma impugnada criou um subteto diverso do estabelecido pelo texto constitucional (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as normas estaduais impugnadas caracterizam o cargo de delegado de pol\u00edcia como carreira jur\u00eddica do Poder Executivo e fixam teto remunerat\u00f3rio pr\u00f3prio aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, aos procuradores do estado, aos defensores p\u00fablicos, aos auditores fiscais da fazenda estadual, aos delegados de pol\u00edcia e aos auditores governamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu em parte da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade (i) do termo \u201cjur\u00eddicas\u201d, constante do art. 12, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei Complementar n\u00ba 37\/2004 do Estado do Piau\u00ed (4); e (ii) da express\u00e3o \u201caos Auditores Fiscais da Fazenda Estadual, aos Delegados de Pol\u00edcia, e aos Auditores Governamentais\u201d, contida no art. 54, X, da Constitui\u00e7\u00e3o do Piau\u00ed, na reda\u00e7\u00e3o dada pela EC estadual n\u00ba 44\/2015 (5).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 5.520, ADI 5.522, ADI 5.528 e ADI 5.536.<\/p>\n\n\n\n<p>(2)&nbsp; CF\/1988: Art. 144. A seguran\u00e7a p\u00fablica, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, \u00e9 exercida para a preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica e da incolumidade das pessoas e do patrim\u00f4nio, atrav\u00e9s dos seguintes \u00f3rg\u00e3os: (&#8230;) \u00a7 6\u00ba As pol\u00edcias militares e os corpos de bombeiros militares, for\u00e7as auxiliares e reserva do Ex\u00e9rcito subordinam-se, juntamente com as pol\u00edcias civis e as pol\u00edcias penais estaduais e distrital, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (3) CF\/1988: Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (&#8230;) XI &#8211; a remunera\u00e7\u00e3o e o subs\u00eddio dos ocupantes de cargos, fun\u00e7\u00f5es e empregos p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o direta, aut\u00e1rquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes pol\u00edticos e os proventos, pens\u00f5es ou outra esp\u00e9cie remunerat\u00f3ria, percebidos cumulativamente ou n\u00e3o, inclu\u00eddas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, n\u00e3o poder\u00e3o exceder o subs\u00eddio mensal, em esp\u00e9cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Munic\u00edpios, o subs\u00eddio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subs\u00eddio mensal do Governador no \u00e2mbito do Poder Executivo, o subs\u00eddio dos Deputados Estaduais e Distritais no \u00e2mbito do Poder Legislativo e o subs\u00eddio dos Desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cent\u00e9simos por cento do subs\u00eddio mensal, em esp\u00e9cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio, aplic\u00e1vel este limite aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, aos Procuradores e aos Defensores P\u00fablicos;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prestacao-de-contas-eleitorais-e-obrigacao-acessoria-dos-diretorios-nacionais\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Presta\u00e7\u00e3o de contas eleitorais e obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria dos diret\u00f3rios nacionais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional norma do TSE que imp\u00f5e obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de gest\u00e3o aos diret\u00f3rios nacionais em processos de presta\u00e7\u00e3o de contas dos \u00f3rg\u00e3os estaduais e municipais, sem gerar responsabilidade solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.415\/DF, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 29\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 17 I e \u00a71\u00ba; Res. TSE 23.709\/2022, art. 32-A.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Partidos t\u00eam autonomia funcional em n\u00edveis nacional, estadual e municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Diret\u00f3rio nacional pode ser intimado para operacionalizar reten\u00e7\u00e3o e repasse de cotas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 solidariedade entre diret\u00f3rios; cada um responde apenas por seus atos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se a obriga\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o pelo diret\u00f3rio nacional violava autonomia partid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Decidiu que n\u00e3o: trata-se de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de gest\u00e3o, sem transfer\u00eancia de patrim\u00f4nio entre n\u00edveis partid\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A norma do TSE que obriga diret\u00f3rios nacionais a operacionalizar reten\u00e7\u00e3o de cotas \u00e9 constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Presta\u00e7\u00e3o de contas \u2013 partidos<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 17 I e \u00a71\u00ba ???? Autonomia partid\u00e1ria preservada ???? Obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de gest\u00e3o ???? Sem solidariedade<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 e n\u00e3o caracteriza hip\u00f3tese de responsabilidade solid\u00e1ria entre os diret\u00f3rios partid\u00e1rios nem viola o car\u00e1ter nacional dos partidos e sua autonomia partid\u00e1ria (CF\/1988, art. 17, I e \u00a7 1\u00ba) \u2014 norma da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.709\/2022 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamenta o procedimento de execu\u00e7\u00e3o e cumprimento de decis\u00f5es impositivas de multa e outras san\u00e7\u00f5es de natureza pecuni\u00e1ria, exceto as criminais, proferidas pela Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), n\u00e3o h\u00e1 solidariedade passiva entre os diret\u00f3rios partid\u00e1rios nacional, estadual e municipal nas obriga\u00e7\u00f5es c\u00edveis e trabalhistas. A combina\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter nacional e da autonomia partid\u00e1ria resulta na organiza\u00e7\u00e3o dos partidos em n\u00edveis nacional, estadual e municipal, em conformidade com o modelo federativo brasileiro (2). Esses diret\u00f3rios possuem <em>autonomia funcional, administrativa, financeira e operacional<\/em>, com liberdade e capacidades jur\u00eddica pr\u00f3prias, o que os habilita a assumir obriga\u00e7\u00f5es e exercer direitos em nome pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a sistem\u00e1tica descrita na norma impugnada n\u00e3o infringe o princ\u00edpio da proporcionalidade. Ela imp\u00f5e uma obriga\u00e7\u00e3o de fazer acess\u00f3ria aos diret\u00f3rios nacionais (\u00f3rg\u00e3os hierarquicamente superiores) nos processos de presta\u00e7\u00e3o de contas dos diret\u00f3rios estaduais e municipais <em>SEM, contudo, determinar a comunica\u00e7\u00e3o entre os patrim\u00f4nios do diret\u00f3rio nacional e dos \u00f3rg\u00e3os estaduais e municipais, o que caracterizaria a solidariedade pas<\/em>siva.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, decis\u00f5es judiciais que, em casos concretos, confiram interpreta\u00e7\u00e3o equivocada \u00e0 norma, fixando responsabilidade solid\u00e1ria de forma indevida, sujeitam-se ao controle jurisdicional por meio de processos de natureza subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a validade do art. 32-A da Resolu\u00e7\u00e3o TSE n\u00ba 23.709\/2022, inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o TSE n\u00ba 23.717\/2023 (3), por n\u00e3o vislumbrar m\u00e1cula na sistem\u00e1tica de operacionaliza\u00e7\u00e3o da responsabiliza\u00e7\u00e3o pelo descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de contas eleitorais, conforme delineado, em tese, pelo dispositivo impugnado.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADC 31.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 17. \u00c9 livre a cria\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos, resguardados a soberania nacional, o regime democr\u00e1tico, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I &#8211; car\u00e1ter nacional; (&#8230;) \u00a7 1\u00ba \u00c9 assegurada aos partidos pol\u00edticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, forma\u00e7\u00e3o e dura\u00e7\u00e3o de seus \u00f3rg\u00e3os permanentes e provis\u00f3rios e sobre sua organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento e para adotar os crit\u00e9rios de escolha e o regime de suas coliga\u00e7\u00f5es nas elei\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias, vedada a sua celebra\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es proporcionais, sem obrigatoriedade de vincula\u00e7\u00e3o entre as candidaturas em \u00e2mbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partid\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Resolu\u00e7\u00e3o TSE n\u00ba 23.709\/2022: \u201cArt. 32-A. No caso de processo de presta\u00e7\u00e3o de contas, ser\u00e3o observadas, ainda, as seguintes provid\u00eancias: (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) I &#8211; tratando-se de processo de presta\u00e7\u00e3o de contas de \u00f3rg\u00e3o nacional do partido, que resulte em san\u00e7\u00e3o de desconto ou de suspens\u00e3o de novas cotas do Fundo Partid\u00e1rio, a unidade judici\u00e1ria, preferencialmente por sistema eletr\u00f4nico, deve encaminhar \u00e0 secretaria de planejamento, or\u00e7amento, finan\u00e7as e contabilidade do TSE extrato ou certid\u00e3o contendo as obriga\u00e7\u00f5es impostas e a data do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o para implementa\u00e7\u00e3o do comando judicial; (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) II &#8211; tratando-se de processo de presta\u00e7\u00e3o de contas de \u00f3rg\u00e3os regionais ou municipais, que resulte em san\u00e7\u00e3o de desconto ou de suspens\u00e3o de novas cotas do Fundo Partid\u00e1rio, a secretaria judici\u00e1ria ou o cart\u00f3rio eleitoral deve intimar os \u00f3rg\u00e3os partid\u00e1rios hierarquicamente superiores para, no prazo de 15 (quinze) dias: (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) a) proceder, at\u00e9 o limite da san\u00e7\u00e3o, ao desconto e reten\u00e7\u00e3o dos recursos provenientes do Fundo Partid\u00e1rio destinados ao \u00f3rg\u00e3o sancionado, de acordo com as regras e crit\u00e9rios dos recursos do Fundo Partid\u00e1rio entre os \u00f3rg\u00e3os de \u00e2mbito nacional, estadual ou distrital, municipal e zonal; (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) b) destinar a quantia retida \u00e0 conta \u00fanica do Tesouro Nacional; (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) c) juntar ao processo da presta\u00e7\u00e3o de contas o comprovante de pagamento da respectiva Guia de Recolhimento da Uni\u00e3o, na forma prevista na decis\u00e3o, ou informar no processo da presta\u00e7\u00e3o de contas a inexist\u00eancia ou insufici\u00eancia de repasses destinados ao \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio sancionado. (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) \u00a7 1\u00ba Transcorrido o prazo sem atendimento \u00e0s al\u00edneas do inciso II deste artigo, o tribunal regional eleitoral deve comunicar o fato \u00e0 secretaria de planejamento, or\u00e7amento, finan\u00e7as e contabilidade do TSE, com os dados suficientes ao cumprimento da decis\u00e3o, para desconto direto do respectivo valor do Fundo Partid\u00e1rio do diret\u00f3rio nacional, a quem incumbir\u00e1 o decote do valor devido ao \u00f3rg\u00e3o apenado, observada a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de que trata o art. 39 desta resolu\u00e7\u00e3o. (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023) \u00a7 2\u00ba A intima\u00e7\u00e3o de que trata o inciso II deste artigo ser\u00e1 feita na forma estabelecida no art. 37, \u00a7 3\u00ba-A, da Lei n\u00ba 9.096\/1995. (Inclu\u00eddo pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.717\/2023)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-convencao-da-haia-de-1980-e-subtracao-internacional-de-criancas\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conven\u00e7\u00e3o da Haia de 1980 e subtra\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7as<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o da Haia de 1980 \u00e9 compat\u00edvel com a CF\/88, possui status supralegal e deve ser interpretada conforme o princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a e com perspectiva de g\u00eanero, admitindo a exce\u00e7\u00e3o de risco grave em casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica ainda que a crian\u00e7a n\u00e3o seja v\u00edtima direta.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.245\/DF e ADI 7.686\/DF, Rel. Min. Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento finalizado em 27\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 1\u00ba III; 226 \u00a78\u00ba; 227; Decreto 3.413\/2000 (Conven\u00e7\u00e3o Haia 1980), art. 13 (1)(b).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Tratado de direitos humanos \u2192 natureza supralegal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Exce\u00e7\u00e3o de risco grave deve considerar viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>???? STF determinou medidas estruturais para celeridade processual (prazo m\u00e1ximo de 1 ano, varas especializadas, metas da autoridade central).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou compatibilidade da Conven\u00e7\u00e3o com a CF\/88 e a aplica\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o de risco grave.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que a Conven\u00e7\u00e3o \u00e9 norma supralegal, compat\u00edvel com a CF e deve ser interpretada com perspectiva de g\u00eanero (ou seja, de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher), garantindo tramita\u00e7\u00e3o c\u00e9lere.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Conven\u00e7\u00e3o da Haia tem status de lei ordin\u00e1ria e n\u00e3o pode afastar a CF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Tem status supralegal, compat\u00edvel com a CF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Conven\u00e7\u00e3o Haia 1980 \u2013 subtra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as<\/td><\/tr><tr><td>???? Supralegalidade ???? Melhor interesse da crian\u00e7a ???? Perspectiva de g\u00eanero ???? Medidas estruturais de celeridade<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>A \u201cConven\u00e7\u00e3o da Haia\u201d \u00e9 compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e possui natureza supralegal. Sua interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o deve ser orientada pelo princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a (CF\/1988, art. 227) e, especificamente nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, adotar-se-\u00e1 uma interpreta\u00e7\u00e3o com perspectiva de g\u00eanero, ou seja, de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher (CF\/1988, arts. 1\u00ba, III; e 226, \u00a7 8\u00ba), admitindo-se sua aplica\u00e7\u00e3o ainda que a crian\u00e7a\/adolescente n\u00e3o seja v\u00edtima direta das agress\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida conven\u00e7\u00e3o concretiza normas constitucionais de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia (CF\/1988, art. 227) e de prote\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa humana (CF\/1988, art. 1\u00ba, III), de modo que sua incorpora\u00e7\u00e3o ao ordenamento jur\u00eddico brasileiro assume natureza supralegal, por ser um tratado internacional sobre direitos humanos (prote\u00e7\u00e3o de direitos da crian\u00e7a).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto dessa conven\u00e7\u00e3o deve, de modo geral, ser interpretado conforme o princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a e, no tocante \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de risco grave \u00e0 crian\u00e7a (1), ser interpretado com perspectiva de g\u00eanero (2), para admitir sua aplica\u00e7\u00e3o quando houver ind\u00edcios objetivos e concretos de viol\u00eancia dom\u00e9stica (alega\u00e7\u00f5es suficientemente fundamentadas), ainda que a crian\u00e7a\/adolescente n\u00e3o seja v\u00edtima direta, visto que a exposi\u00e7\u00e3o da m\u00e3e a situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia pode acarretar efeitos negativos no bem-estar do menor.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto internacional, o Brasil tem sido percebido como um cumpridor deficit\u00e1rio da conven\u00e7\u00e3o devido \u00e0 lentid\u00e3o nos processos, o que compromete a efic\u00e1cia das normas protetivas e a reputa\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. A demora contribui para a consolida\u00e7\u00e3o de novos v\u00ednculos no Estado de acolhimento, gerando preju\u00edzos para as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Para combater essa morosidade, o STF determinou diversas medidas estruturais e procedimentais para garantir a tramita\u00e7\u00e3o c\u00e9lere e eficaz das a\u00e7\u00f5es sobre restitui\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7as. Entre as iniciativas, destacam-se (i) a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho interinstitucional para elaborar uma resolu\u00e7\u00e3o que assegure decis\u00f5es em, no m\u00e1ximo, um ano; (ii) a concentra\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia em varas especializadas dos Tribunais Regionais Federais para uniformidade e agilidade; (iii) a implementa\u00e7\u00e3o de selos de tramita\u00e7\u00e3o preferencial em sistemas eletr\u00f4nicos; (iv) o fortalecimento da Autoridade Central Administrativa Federal com metas de desempenho; e (v) a celebra\u00e7\u00e3o de acordos de coopera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria entre tribunais para compartilhar informa\u00e7\u00f5es e equipes multidisciplinares.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, julgou, por unanimidade, parcialmente procedente a ADI 4.245\/DF e, por maioria, parcialmente procedente a ADI 7.686\/DF, para: (i) conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 13, 1-b da Conven\u00e7\u00e3o da Haia de 1980 (Decreto n\u00ba 3.413\/2000) e, por conseguinte, reconhecer que a exce\u00e7\u00e3o ao retorno imediato da crian\u00e7a por risco grave \u00e0 sua integridade f\u00edsica, ps\u00edquica ou situa\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel aplica-se aos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, mesmo que o menor n\u00e3o seja v\u00edtima direta e desde que demonstrados ind\u00edcios objetivos e concretos da situa\u00e7\u00e3o de risco, tudo em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a e da perspectiva de g\u00eanero; (ii) determinar, nos termos da respectiva ata de julgamento, uma s\u00e9rie de medidas estruturais e procedimentais com a finalidade de combater a morosidade nos processos referentes \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o da Haia acerca da subtra\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7as; e (iii) fixar a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201c1. A Conven\u00e7\u00e3o da Haia de 1980 sobre os aspectos civis da subtra\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7as \u00e9 compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, possuindo status supralegal no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, por sua natureza de tratado internacional de prote\u00e7\u00e3o de direitos da crian\u00e7a. 2. A aplica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o no Brasil, \u00e0 luz do princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a (art. 227, CF), exige a ado\u00e7\u00e3o de medidas estruturais e procedimentais para garantir a tramita\u00e7\u00e3o c\u00e9lere e eficaz das a\u00e7\u00f5es sobre restitui\u00e7\u00e3o internacional de crian\u00e7as. 3. A exce\u00e7\u00e3o de risco grave \u00e0 crian\u00e7a, prevista no art. 13 (1) (b) da Conven\u00e7\u00e3o da Haia de 1980, deve ser interpretada de forma compat\u00edvel com o princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a (art. 227, CF) e com perspectiva de g\u00eanero, de modo a admitir sua aplica\u00e7\u00e3o quando houver ind\u00edcios objetivos e concretos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, ainda que a crian\u00e7a n\u00e3o seja v\u00edtima direta.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Decreto n\u00ba 3.413\/2000 (Conven\u00e7\u00e3o da Haia de 1980): \u201cArtigo 13. Sem preju\u00edzo das disposi\u00e7\u00f5es contidas no Artigo anterior, a autoridade judicial ou administrativa do Estado requerido n\u00e3o \u00e9 obrigada a ordenar o retorno da crian\u00e7a se a pessoa, institui\u00e7\u00e3o ou organismo que se oponha a seu retorno provar: (&#8230;) b) que existe um risco grave de a crian\u00e7a, no seu retorno, ficar sujeita a perigos de ordem f\u00edsica ou ps\u00edquica, ou, de qualquer outro modo, ficar numa situa\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 1\u00ba A Rep\u00fablica Federativa do Brasil, formada pela uni\u00e3o indissol\u00favel dos Estados e Munic\u00edpios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democr\u00e1tico de Direito e tem como fundamentos: (&#8230;) III &#8211; a dignidade da pessoa humana; (&#8230;) Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado. (&#8230;) \u00a7 8\u00ba O Estado assegurar\u00e1 a assist\u00eancia \u00e0 fam\u00edlia na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a viol\u00eancia no \u00e2mbito de suas rela\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-taxa-selic-e-creditos-da-fazenda-publica\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Taxa SELIC e cr\u00e9ditos da Fazenda P\u00fablica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A taxa SELIC, prevista no art. 3\u00ba da EC 113\/2021, \u00e9 aplic\u00e1vel para atualiza\u00e7\u00e3o de valores em qualquer demanda que envolva a Fazenda P\u00fablica, inclusive na cobran\u00e7a judicial de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.557.312\/SP (Tema 1.419 RG), Rel. Min. Presidente, julgamento virtual finalizado em 29\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? EC 113\/2021, art. 3\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A SELIC aplica-se a todas as discuss\u00f5es e condena\u00e7\u00f5es contra ou a favor da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 \u00edndice \u00fanico, cumulando corre\u00e7\u00e3o e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Tem aplicabilidade imediata e indistinta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a aplica\u00e7\u00e3o da SELIC em execu\u00e7\u00f5es fiscais do Munic\u00edpio de SP.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Fixou que a EC 113\/2021 imp\u00f5e sua aplica\u00e7\u00e3o em todas as demandas da Fazenda, ativa ou passiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A SELIC aplica-se apenas a condena\u00e7\u00f5es contra a Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF aplicou tamb\u00e9m a cr\u00e9ditos a favor da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A SELIC \u00e9 \u00edndice \u00fanico, cumulando corre\u00e7\u00e3o e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Nada a acrescentar!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Taxa SELIC \u2013 Fazenda P\u00fablica<\/td><\/tr><tr><td>???? EC 113\/2021, art. 3\u00ba ???? \u00cdndice \u00fanico: corre\u00e7\u00e3o + juros ???? Aplica\u00e7\u00e3o indistinta ???? Tema 1.419 RG<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a vig\u00eancia do art. 3\u00ba da EC n\u00ba 113\/2021, os valores devidos nas demandas em que a Fazenda P\u00fablica figure como parte devem ser atualizados pelo \u00edndice da taxa referencial do Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e de Cust\u00f3dia (SELIC).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), o art. 3\u00ba da EC n\u00ba 113\/2021 (2) imp\u00f5e a incid\u00eancia da SELIC para todos os lit\u00edgios que envolvam a Fazenda P\u00fablica e n\u00e3o apenas nas condena\u00e7\u00f5es, de modo que a taxa incide nas causas em que o er\u00e1rio figure tamb\u00e9m como credor, independentemente da natureza do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a vig\u00eancia da referida EC, essa taxa tem <strong>aplicabilidade imediata e indistinta como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de mora para todas as condena\u00e7\u00f5es que abrangem a Fazenda P\u00fablica, seja ela autora ou r\u00e9 na demanda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo afirmou a incid\u00eancia da taxa SELIC para atualizar cr\u00e9dito tribut\u00e1rio exigido pelo Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo\/SP em execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o constitucional suscitada (Tema 1.419 da repercuss\u00e3o geral), bem como (i) reafirmou a jurisprud\u00eancia dominante sobre a mat\u00e9ria (3) e (ii) fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 7.047 e ADI 7.064.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) EC n\u00ba 113\/2021: \u201cArt. 3\u00ba Nas discuss\u00f5es e nas condena\u00e7\u00f5es que envolvam a Fazenda P\u00fablica, independentemente de sua natureza e para fins de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, de remunera\u00e7\u00e3o do capital e de compensa\u00e7\u00e3o da mora, inclusive do precat\u00f3rio, haver\u00e1 a incid\u00eancia, uma \u00fanica vez, at\u00e9 o efetivo pagamento, do \u00edndice da taxa referencial do Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e de Cust\u00f3dia (Selic), acumulado mensalmente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedentes citados: ARE 1.517.183, ARE 1.526.730, ARE 1.527.697, ARE 1.495.616, ARE 1.517.193 e ARE 1.496.202 (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas); bem como ARE 1.540.673 AgR, ARE 1.532.137 AgR&nbsp; e ARE 1.532.533 AgR.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-custas-judiciais-estaduais-e-recursos-a-tribunais-superiores\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Custas judiciais estaduais e recursos a tribunais superiores<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que prev\u00ea cobran\u00e7a de custas para interposi\u00e7\u00e3o de recursos ao STF e ao STJ, por violar compet\u00eancia exclusiva desses tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.689\/RR, Rel. Min. Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 29\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 96 II; Lei estadual 1.900\/2023 (RR).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados n\u00e3o podem instituir taxa sobre recursos dirigidos ao STF e STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Custas podem ser cobradas em fase de conhecimento e execu\u00e7\u00e3o, desde que m\u00f3dicas e limitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Natureza das custas: taxa de servi\u00e7o, vinculada \u00e0 atividade jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou lei de RR que cobrava taxa de recursos a tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Declarou a inconstitucionalidade da cobran\u00e7a, preservando a validade de custas com base no valor da causa, desde que proporcionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Custas judiciais s\u00e3o taxas de servi\u00e7o e podem incidir em fases distintas do processo, desde que proporcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese reafirmada pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados podem criar custas para interposi\u00e7\u00e3o de recursos aos tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF declarou a pr\u00e1tica inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Custas judiciais \u2013 tribunais superiores<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 96 II ???? Lei 1.900\/2023\/RR ???? Recursos ao STF\/STJ \u2260 taxa estadual ???? Custas proporcionais s\u00e3o v\u00e1lidas<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional norma estadual que estabelece valores de custas para interposi\u00e7\u00e3o de recursos aos tribunais superiores (\u201cTaxa de Servi\u00e7os Judici\u00e1rios\u201d), por violar a compet\u00eancia exclusiva desses tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), <strong>n\u00e3o compete aos tribunais de justi\u00e7a cobrar verba para o custeio do processamento de recursos constitucionais endere\u00e7ados ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>. Por outro lado, a fixa\u00e7\u00e3o de custas judiciais com base no valor da causa, desde que em porcentagem m\u00f3dica e com estipula\u00e7\u00e3o de limites m\u00e1ximos, n\u00e3o configura ofensa ao texto constitucional (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, as custas judiciais possuem natureza jur\u00eddica de taxa de remunera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, de modo que a cobran\u00e7a corresponde \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio servi\u00e7o, ou seja, sem qualquer rela\u00e7\u00e3o com a fase processual. Assim, ela pode ocorrer tanto na fase de conhecimento quanto na de cumprimento de senten\u00e7a, pois em cada uma h\u00e1 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a norma estadual impugnada estabeleceu a cobran\u00e7a em ambas as fases processuais, bem como para a interposi\u00e7\u00e3o de recursos aos tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade dos seguintes dispositivos da Lei n\u00ba 1.900\/2023 do Estado de Roraima (3), sem qualquer repristina\u00e7\u00e3o das normas que j\u00e1 haviam institu\u00eddo custas judiciais sobre recursos dirigidos aos tribunais superiores: (i) \u00a7 2\u00ba do art. 3\u00ba; (ii) inciso I do art. 4\u00ba; e (ii) item \u201cAdmissibilidade de recursos aos tribunais superiores\u201d, constante do Anexo \u00danico.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADI 2.211.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedente citado: ADI 5.751.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 1.900\/2023 do Estado de Roraima: \u201cArt. 3\u00ba.A Taxa de Servi\u00e7os Judici\u00e1rios incidir\u00e1 sobre os servi\u00e7os judiciais em cada um dos seguintes procedimentos: (&#8230;) \u00a7 2\u00ba&nbsp; Nos recursos dirigidos aos tribunais superiores, a Taxa de Servi\u00e7os Judici\u00e1rios ser\u00e1 devida em raz\u00e3o do exame de sua admissibilidade pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Roraima, e n\u00e3o dispensar\u00e1 o preparo devido ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a ou ao Supremo Tribunal Federal, nem o pagamento das despesas relativas ao porte de remessa e retorno. (&#8230;) Art. 4\u00ba. A Taxa de Servi\u00e7os Judici\u00e1rios tamb\u00e9m incidir\u00e1 sobre os atos e servi\u00e7os judiciais e administrativos, como os relacionados a: I \u2013 preparo, porte de remessa e de retorno de autos, no caso de recursos destinados aos tribunais superiores;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-7ffb9ee4-62ac-4b24-8964-f7dfaddf278b\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/09\/23231924\/stf-info-1188.pdf\">STF &#8211; Info 1188<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/09\/23231924\/stf-info-1188.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-7ffb9ee4-62ac-4b24-8964-f7dfaddf278b\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; FGTS e nulidade de contratos tempor\u00e1rios Destaque O prazo bienal do art. 7\u00ba, XXIX, CF n\u00e3o se aplica a servidores tempor\u00e1rios com contratos declarados nulos; nesses casos, incide o prazo prescricional quinquenal do Decreto n\u00ba 20.910\/1932. 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