{"id":1636363,"date":"2025-09-10T00:33:43","date_gmt":"2025-09-10T03:33:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1636363"},"modified":"2025-09-10T08:36:32","modified_gmt":"2025-09-10T11:36:32","slug":"informativo-stf-1186-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1186-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1186 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/09\/10083609\/stf-info-1186.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_y_bKilUCMew\"><div id=\"lyte_y_bKilUCMew\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/y_bKilUCMew\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/y_bKilUCMew\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/y_bKilUCMew\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aneel-e-destinacao-de-tributos-pagos-indevidamente\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ANEEL e destina\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a Lei n\u00ba 14.385\/2022, que ampliou as atribui\u00e7\u00f5es da ANEEL para permitir-lhe destinar, em proveito dos consumidores, valores de tributos recolhidos a maior pelas distribuidoras de energia el\u00e9trica. A devolu\u00e7\u00e3o deve observar o prazo decenal e admite dedu\u00e7\u00e3o apenas de tributos incidentes sobre a restitui\u00e7\u00e3o e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios especificamente pagos para a obten\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.324\/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 14\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 175; CC, art. 205; Lei 14.385\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma trata de pol\u00edtica tarif\u00e1ria, n\u00e3o de mat\u00e9ria tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito deve beneficiar o consumidor, titular do pagamento indevido.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Prescri\u00e7\u00e3o: prazo decenal, a contar da restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se a lei que atribuiu \u00e0 ANEEL a destina\u00e7\u00e3o de valores tribut\u00e1rios recolhidos indevidamente era constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, n\u00e3o se trata de disciplina de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria, mas de pol\u00edtica tarif\u00e1ria vinculada \u00e0s concess\u00f5es de energia el\u00e9trica. O consumidor n\u00e3o pode ser privado da repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, sob pena de enriquecimento il\u00edcito das concession\u00e1rias. A decis\u00e3o modulou efeitos para assegurar seguran\u00e7a jur\u00eddica, fixando prazo decenal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O prazo para aproveitamento do cr\u00e9dito de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito em favor do consumidor \u00e9 de 10 anos, contados da restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o \u00e0s distribuidoras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse foi o par\u00e2metro fixado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Lei 14.385\/2022, ao permitir que a ANEEL discipline a devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos a maior, \u00e9 formalmente inconstitucional por tratar de mat\u00e9ria tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que se trata de pol\u00edtica tarif\u00e1ria, de compet\u00eancia da lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? ANEEL \u2013 repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 14.385\/2022 ???? Pol\u00edtica tarif\u00e1ria \u2260 mat\u00e9ria tribut\u00e1ria ???? Consumidor \u00e9 o titular do cr\u00e9dito ???? Prazo prescricional decenal<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional a Lei n\u00ba 14.385\/2022, que ampliou as atribui\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL), permitindo-lhe definir, por iniciativa pr\u00f3pria, acerca da devolu\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o, em proveito dos consumidores, dos valores relativos a tributos recolhidos a maior pelas distribuidoras de energia el\u00e9trica. Para fins de ressarcimento da quantia, a ANEEL poder\u00e1 descontar apenas os honor\u00e1rios dos advogados que atuaram para as empresas especificamente nas causas relacionadas ao tema e os tributos adicionais incidentes sobre a restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a da tributa\u00e7\u00e3o indevida dos usu\u00e1rios dos servi\u00e7os p\u00fablicos gera o direito ao proveito da repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, sob pena de enriquecimento sem causa do concession\u00e1rio ou permission\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lei impugnada n\u00e3o trata de mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, mas sim de pol\u00edtica tarif\u00e1ria no \u00e2mbito das concess\u00f5es e permiss\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos, a qual pode ser disciplinada em lei ordin\u00e1ria<\/strong> (1). Nesse contexto, essa norma confere \u00e0 ANEEL um instrumento espec\u00edfico para destinar aos usu\u00e1rios de energia el\u00e9trica valores relativos \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio e disp\u00f5e sobre esse poder conferido ao \u00f3rg\u00e3o regulador no contexto da pr\u00f3pria pol\u00edtica tarif\u00e1ria. Ela n\u00e3o disciplina aspectos da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica-tribut\u00e1ria e n\u00e3o disp\u00f5e especificamente sobre a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio; a sua incid\u00eancia ocorre em momento posterior, quando o ind\u00e9bito j\u00e1 comp\u00f5e a titularidade da empresa distribuidora de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em se tratando de medida que afeta as tarifas, \u00e9 necess\u00e1rio modular os efeitos da decis\u00e3o para garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o do direito ao proveito l\u00edquido da repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito e, portanto, observar o prazo decenal (C\u00f3digo Civil, art. 205).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por&nbsp; maioria, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Lei n\u00b0 14.385\/2022 (2) e definir que a destina\u00e7\u00e3o dos valores de ind\u00e9bitos tribut\u00e1rios restitu\u00eddos (i) permita a dedu\u00e7\u00e3o dos tributos incidentes sobre a restitui\u00e7\u00e3o, bem como dos honor\u00e1rios espec\u00edficos dispendidos pelas concession\u00e1rias, visando obter a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito; e (ii) observe o prazo de 10 (dez) anos, contados da data da efetiva restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito \u00e0s distribuidoras ou da homologa\u00e7\u00e3o definitiva da compensa\u00e7\u00e3o por elas realizada. Por fim, o Tribunal decidiu que o recebimento de boa-f\u00e9 a maior pelo usu\u00e1rio consumidor n\u00e3o ser\u00e1 objeto de repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 175. Incumbe ao Poder P\u00fablico, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o, sempre atrav\u00e9s de licita\u00e7\u00e3o, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos. Par\u00e1grafo \u00fanico. A lei dispor\u00e1 sobre (&#8230;) III &#8211; pol\u00edtica tarif\u00e1ria;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-emenda-em-casa-revisora-e-retorno-obrigatorio-a-casa-iniciadora\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Emenda em Casa revisora e retorno obrigat\u00f3rio \u00e0 Casa iniciadora<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional dispositivo legal oriundo de emenda apresentada pela Casa revisora que altera o conte\u00fado original do projeto de lei sem retorno \u00e0 Casa iniciadora.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.085\/DF, Rel. Min. Cristiano Zanin, Red. p\/ o ac\u00f3rd\u00e3o Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 65.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Altera\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito feitas no Senado a projeto iniciado na C\u00e2mara devem retornar \u00e0 Casa iniciadora.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A omiss\u00e3o de retorno implica v\u00edcio formal insan\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o basta aprova\u00e7\u00e3o posterior pelo Executivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF discutiu se o Senado poderia aprovar emenda de m\u00e9rito em projeto vindo da C\u00e2mara sem devolu\u00e7\u00e3o para nova an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, a regra do art. 65 da CF garante a revis\u00e3o m\u00fatua entre as Casas. Mesmo que a emenda concretize direitos constitucionais, sua aprova\u00e7\u00e3o depende do crivo da Casa iniciadora. A norma impugnada foi declarada inconstitucional, com <em>manuten\u00e7\u00e3o de sua vig\u00eancia por 18 meses para que o Congresso reaprecie o tema<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A aprova\u00e7\u00e3o de emenda de m\u00e9rito pela Casa revisora dispensa retorno do projeto \u00e0 Casa iniciadora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que h\u00e1 inconstitucionalidade formal se n\u00e3o houver retorno.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Processo legislativo \u2013 retorno obrigat\u00f3rio<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 65 ???? Altera\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito = retorno ???? V\u00edcio formal insan\u00e1vel ???? Modula\u00e7\u00e3o: vig\u00eancia por 18 meses<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 formalmente inconstitucional \u2014 por viola\u00e7\u00e3o ao devido processo legislativo (CF\/1988, art. 65) \u2014 dispositivo oriundo de emenda proposta pela Casa revisora a projeto de lei (PL) que altera o conte\u00fado original da proposi\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o retornou \u00e0 Casa iniciadora para sua confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A introdu\u00e7\u00e3o, pela Casa revisora, de emenda que implica altera\u00e7\u00e3o, supress\u00e3o ou complementa\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, obriga o retorno da proposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Casa iniciadora, para an\u00e1lise e delibera\u00e7\u00e3o, configurando-se inconstitucionalidade incontorn\u00e1vel o eventual encaminhamento direto \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, mes<em>mo que se trate de emenda que objetive maximizar a Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/em>, concretizar uma interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do texto constitucional ou cumprir um mandamento constitucional, sua aprova\u00e7\u00e3o por ambas as Casas do Congresso Nacional \u00e9 necess\u00e1ria para que ela se torne uma norma jur\u00eddica v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a proposi\u00e7\u00e3o legislativa aprovada na C\u00e2mara dos Deputados dispunha sobre a responsabilidade de normatizar e padronizar a identidade visual do Sistema \u00danico de Assist\u00eancia Social (SUAS). Contudo, ao tramitar pelo Senado Federal, o PL recebeu em Plen\u00e1rio emenda para garantir a aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade das fam\u00edlias e dos indiv\u00edduos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, independentemente da apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que comprovem domic\u00edlio ou inscri\u00e7\u00e3o no cadastro do SUS. Com a aprova\u00e7\u00e3o pelo Senado do texto oriundo da C\u00e2mara, bem como da referida emenda, que modificou significativamente a proposi\u00e7\u00e3o, o PL foi encaminhado ao chefe do Poder Executivo, que o sancionou, resultando na Lei n\u00ba 13.714\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou procedente para declarar a inconstitucionalidade, sem pron\u00fancia de nulidade, do art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 13.714\/2018 (2), mantendo sua vig\u00eancia pelo prazo de 18 (dezoito) meses, per\u00edodo razo\u00e1vel para que o legislador reaprecie o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADI 2.238.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 13.714\/2018: \u201cArt. 2\u00ba O art. 19 da Lei n\u00ba 8.742, de 7 de dezembro de 1993, passa a vigorar acrescido do seguinte par\u00e1grafo \u00fanico: \u2018Art. 19. (&#8230;). Par\u00e1grafo \u00fanico. A aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade, inclusive a dispensa\u00e7\u00e3o de medicamentos e produtos de interesse para a sa\u00fade, \u00e0s fam\u00edlias e indiv\u00edduos em situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, nos termos desta Lei, dar-se-\u00e1 independentemente da apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que comprovem domic\u00edlio ou inscri\u00e7\u00e3o no cadastro no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em conson\u00e2ncia com a diretriz de articula\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia social e de sa\u00fade a que se refere o inciso XII deste artigo.\u2019 (NR)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fornecimento-gratuito-de-embalagens-e-livre-iniciativa\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fornecimento gratuito de embalagens e livre iniciativa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais as leis estaduais que obrigam supermercados ou similares a fornecer gratuitamente sacolas ou embalagens aos consumidores, por violarem o princ\u00edpio da livre iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.719\/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 1\u00ba, IV; 5\u00ba, XXXII; 170, caput e VI; 225.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O fornecimento de embalagens \u00e9 comodidade sujeita \u00e0 liberdade contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A imposi\u00e7\u00e3o legal onera desproporcionalmente o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o ao direito do consumidor nem ao meio ambiente sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou lei estadual que obrigava supermercados a fornecer sacolas gratuitas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, ainda que se alegue prote\u00e7\u00e3o ambiental ou do consumidor, a imposi\u00e7\u00e3o viola a livre iniciativa, pois interfere na estrat\u00e9gia de mercado e transfere custos ao pre\u00e7o final. A gratuidade n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria nem adequada para tutela de vulner\u00e1veis, configurando onera\u00e7\u00e3o desproporcional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional lei estadual que imp\u00f5e a supermercados o dever de fornecer gratuitamente sacolas aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF declarou inconstitucionalidade por viola\u00e7\u00e3o \u00e0 livre iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A escolha sobre gratuidade ou cobran\u00e7a de embalagens por mercados deve ser definida no \u00e2mbito da liberdade contratual, como diferencial competitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi o entendimento firmado pelo STF<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Embalagens gratuitas \u2013 inconstitucionalidade<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 1\u00ba, IV; 170 ???? Livre iniciativa ???? Onerosidade desproporcional ???? Liberdade contratual preservada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o princ\u00edpio da livre iniciativa (CF\/1988, arts. 1\u00ba, IV, e 170) \u2014 lei estadual que imp\u00f5e aos estabelecimentos comerciais a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer gratuitamente sacolas ou embalagens para acondicionamento de produtos adquiridos pelos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo jurisprud\u00eancia desta Corte (1), n\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas as leis que, a pretexto de proteger o consumidor, imp\u00f5em \u00f4nus desproporcionais \u00e0 atividade empresarial, como a obrigatoriedade de presta\u00e7\u00e3o gratuita de servi\u00e7os acess\u00f3rios, em especial quando n\u00e3o se demonstram necess\u00e1rios \u00e0 tutela de consumidores em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a lei estadual impugnada obriga o fornecimento gratuito de embalagens sem especificar o tipo de material, inclusive quando biodegrad\u00e1vel ou reutiliz\u00e1vel. Embora n\u00e3o haja contrariedade direta aos princ\u00edpios constitucionais de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente (CF\/1988, arts. 170, VI e 225, caput, V e VI), ou o afastamento de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, ela interfere indevidamente na liberdade de organiza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, ao impor obriga\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se revela adequada nem necess\u00e1ria \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do consumidor (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXII).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, <em>o fornecimento de embalagens constitui comodidade que pode ser ofertada pelo fornecedor como diferencial competitivo<\/em>, de modo que sua gratuidade ou onerosidade deve ser definida no \u00e2mbito da liberdade contratual, conforme estrat\u00e9gia de mercado. Assim, a exig\u00eancia legal, al\u00e9m de n\u00e3o atender ao princ\u00edpio da vulnerabilidade do consumidor, representa pr\u00e1tica equipar\u00e1vel \u00e0 venda casada (2), ao embutir o custo das embalagens no pre\u00e7o dos produtos, independentemente da necessidade ou da vontade do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da Lei n\u00ba 9.771\/2012 do Estado da Para\u00edba (3) e fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201cS\u00e3o inconstitucionais as leis que obrigam supermercados ou similares a fornecer gratuitamente sacolas ou embalagens para as compras, por viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da livre iniciativa (arts. 1\u00ba, inciso IV, e 170 da Constitui\u00e7\u00e3o)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 839.950 (Tema 525 RG) e ADI 907.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CDC\/1990: \u201cArt. 39. \u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas: I &#8211; condicionar o fornecimento de produto ou de servi\u00e7o ao fornecimento de outro produto ou servi\u00e7o, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 9.771\/2012 do Estado da Para\u00edba: \u201c Art. 1\u00b0 Ficam os supermercados, hipermercados e demais estabelecimentos comerciais do Estado da Para\u00edba, obrigados a fornecer ao consumidor gratuitamente embalagens para acondicionamento de produtos comprados em seu com\u00e9rcio. Art. 2&#8243; A substitui\u00e7\u00e3o de embalagem de natureza n\u00e3o sustent\u00e1vel ao meio ambiente, de material polietileno para os de material biodegrad\u00e1vel ou reutiliz\u00e1vel, n\u00e3o ser\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o, em nenhuma hip\u00f3tese, para a cobran\u00e7a do fornecimento de recipiente que acondicione os produtos adquiridos pelo consumidor no estabelecimento comercial. Art. 3\u00b0 O descumprimento a esta Lei acarretar\u00e1 ao infrator a san\u00e7\u00e3o de 100 (cem) UFR\/PB. Art. 4\u00b0 Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-assistencia-a-herdeiros-e-dependentes-de-vitimas-de-crimes-dolosos\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assist\u00eancia a herdeiros e dependentes de v\u00edtimas de crimes dolosos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 omiss\u00e3o constitucional na regulamenta\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia a herdeiros e dependentes carentes de v\u00edtimas de crimes dolosos, pois n\u00e3o existe in\u00e9rcia deliberativa do Poder P\u00fablico, sendo poss\u00edvel aos entes federados disciplinarem a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 62\/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 23, II e X; 203; 245; Lei 8.742\/1993.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A CF n\u00e3o exige benef\u00edcio pecuni\u00e1rio espec\u00edfico, mas apenas previs\u00e3o de assist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A assist\u00eancia pode ser prestada de forma gradual e progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os servi\u00e7os de assist\u00eancia social j\u00e1 contemplam as v\u00edtimas e seus herdeiros que preencham requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se havia omiss\u00e3o do legislador em regulamentar o art. 245 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, n\u00e3o h\u00e1 omiss\u00e3o inconstitucional, pois existem normas federais, estaduais e municipais que j\u00e1 disciplinam medidas de assist\u00eancia social. A CF n\u00e3o imp\u00f5e modelo \u00fanico nem benef\u00edcio espec\u00edfico, cabendo ao legislador a escolha da modalidade de presta\u00e7\u00e3o assistencial. Assim, julgou-se improcedente o pedido da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de lei federal espec\u00edfica sobre assist\u00eancia a herdeiros de v\u00edtimas de crimes dolosos caracteriza omiss\u00e3o inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que n\u00e3o h\u00e1 omiss\u00e3o, pois a mat\u00e9ria \u00e9 de compet\u00eancia comum dos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A CF exige que seja prestada assist\u00eancia aos herdeiros e dependentes carentes de v\u00edtimas de crimes, impondo atua\u00e7\u00e3o concreta por modalidade espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Ant\u00edtese da <em>ratio decidendi<\/em> da improced\u00eancia da ADO.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Assist\u00eancia a v\u00edtimas de crimes<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 23, 203 e 245 ???? Compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios ???? N\u00e3o h\u00e1 omiss\u00e3o inconstitucional ???? Legislador define a forma de assist\u00eancia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o h\u00e1 omiss\u00e3o constitucional na regulamenta\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crimes dolosos (CF\/1988, art. 245), pois <strong>n\u00e3o h\u00e1 in\u00e9rcia deliberativa do poder p\u00fablico no oferecimento de respostas \u00e0s necessidades sociais e econ\u00f4micas oriundas do cometimento de crimes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o atribuiu compet\u00eancia legislativa exclusiva ao Congresso Nacional, sendo poss\u00edvel aos demais entes federados tratar da assist\u00eancia p\u00fablica (1) (2). Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 exig\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o de um benef\u00edcio pecuni\u00e1rio ou de qualquer outra presta\u00e7\u00e3o material espec\u00edfica, cabendo ao legislador definir a modalidade assistencial que ser\u00e1 prestada \u00e0s v\u00edtimas de crimes (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a atua\u00e7\u00e3o do legislador federal e das demais esferas de governo tem demonstrado um empenho e um esfor\u00e7o comum para assegurar a assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas de crimes e seus familiares, ainda que de forma gradual e progressiva, de modo a priorizar os grupos mais vulner\u00e1veis (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, por se tratar de institutos diversos, n\u00e3o h\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica ao argumento de que a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o do dispositivo objeto de an\u00e1lise impede o exerc\u00edcio do direito \u00e0 assist\u00eancia social \u00e0s pessoas vitimadas por crimes, bem como aos seus herdeiros e dependentes carentes (CF\/1988, art. 203). Em verdade, os benef\u00edcios e servi\u00e7os da assist\u00eancia social est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos aqueles que satisfizerem os respectivos requisitos dispostos na Lei n\u00ba 8.742\/1993 (5).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, tendo em vista a aus\u00eancia da alegada omiss\u00e3o inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 245. A lei dispor\u00e1 sobre as hip\u00f3teses e condi\u00e7\u00f5es em que o Poder P\u00fablico dar\u00e1 assist\u00eancia aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso, sem preju\u00edzo da responsabilidade civil do autor do il\u00edcito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 23. \u00c9 compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios: (&#8230;) II &#8211; cuidar da sa\u00fade e assist\u00eancia p\u00fablica, da prote\u00e7\u00e3o e garantia das pessoas portadoras de defici\u00eancia; (&#8230;) X &#8211; combater as causas da pobreza e os fatores de marginaliza\u00e7\u00e3o, promovendo a integra\u00e7\u00e3o social dos setores desfavorecidos; (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. Leis complementares fixar\u00e3o normas para a coopera\u00e7\u00e3o entre a Uni\u00e3o e os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios, tendo em vista o equil\u00edbrio do desenvolvimento e do bem-estar em \u00e2mbito nacional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedente citado: ADPF 336.<\/p>\n\n\n\n<p>(5) CF\/1988: \u201cArt. 203. A assist\u00eancia social ser\u00e1 prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 seguridade social, e tem por objetivos:\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-decreto-estadual-e-suspensao-de-efeitos-de-lei\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Decreto estadual e suspens\u00e3o de efeitos de lei<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a suspens\u00e3o, por decreto do governador, dos efeitos financeiros de lei estadual, ainda que considerada inconstitucional pelo Executivo, pois compete ao Judici\u00e1rio o controle de constitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.297\/TO, Rel. Min. Luiz Fux, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 14\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 2\u00ba e 169, \u00a71\u00ba, I; LRF, arts. 16, 17 e 21.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Somente o Judici\u00e1rio pode suspender a efic\u00e1cia de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Executivo n\u00e3o pode afastar efeitos de lei mediante decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Lei estadual que majorava subs\u00eddios sem previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria foi declarada inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou decreto do governador do Tocantins que suspendeu efeitos de lei que aumentava subs\u00eddios de delegados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, ainda que a lei fosse inconstitucional por v\u00edcio or\u00e7ament\u00e1rio, apenas o Judici\u00e1rio pode declar\u00e1-la inv\u00e1lida. O decreto afrontou a separa\u00e7\u00e3o dos Poderes e a cl\u00e1usula da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o. Foram declarados inconstitucionais tanto o decreto quanto a pr\u00f3pria lei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O governador pode suspender, por decreto, os efeitos de lei que considera inconstitucional, at\u00e9 decis\u00e3o do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF vedou essa pr\u00e1tica por violar a separa\u00e7\u00e3o dos Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A inconstitucionalidade de lei s\u00f3 pode ser declarada pelo Judici\u00e1rio, ainda que ela crie despesas sem previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a fundamenta\u00e7\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Suspens\u00e3o de lei por decreto<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 2\u00ba \u2013 separa\u00e7\u00e3o de Poderes ???? LRF, arts. 16, 17 e 21 ???? Executivo n\u00e3o pode suspender efeitos de lei ???? STF declarou inconstitucionais decreto e lei<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por inobserv\u00e2ncia ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba) \u2014 a suspens\u00e3o dos efeitos financeiros de lei estadual mediante decreto do governador por consider\u00e1-la claramente inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), <strong>o chefe do Poder Executivo n\u00e3o pode suspender os efeitos de uma lei mediante decreto sem provocar o Poder Judici\u00e1rio, a quem compete analisar a sua constitucionalidade, quando provocado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a lei estadual <em>elevou os subs\u00eddios dos delegados da pol\u00edcia civil tocantinense sem pr\u00e9via dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e indica\u00e7\u00e3o da fonte de custeio<\/em>, bem como sem realizar o estudo da estimativa de impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro, em inobserv\u00e2ncia aos limites de despesa com pessoal previstos tanto no texto constitucional (CF\/1988, art. 169, \u00a7 1\u00ba, I) como na Lei de Responsabilidade Fiscal (arts. 16, 17 e 21).<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza que o chefe do Executivo estadual suspenda a efic\u00e1cia de leis aprovadas pelo Poder Legislativo. Nesse contexto, a inafastabilidade do Poder Judici\u00e1rio e sua facilidade de acesso implicam na necess\u00e1ria propositura da a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade com pedido de liminar para sustar os efeitos da lei estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade (i) do Decreto n\u00ba 5.194\/2015, editado pelo governador do Estado do Tocantins (2); e (ii) da Lei tocantinense n\u00ba 2.853\/2014 (3), na medida em que, no curso do julgamento, o Procurador-Geral da Rep\u00fablica suscitou, no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia, a inconstitucionalidade dessa lei. Por fim, o Tribunal modulou a decis\u00e3o para n\u00e3o suprimir efeitos eventualmente produzidos pelo mencionado decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADI 1.410 MC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicacao-do-fator-previdenciario-na-regra-de-transicao-da-ec-20-1998\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica\u00e7\u00e3o do fator previdenci\u00e1rio na regra de transi\u00e7\u00e3o da EC 20\/1998<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a aplica\u00e7\u00e3o do fator previdenci\u00e1rio, institu\u00eddo pela Lei 9.876\/1999, aos benef\u00edcios concedidos a segurados filiados ao RGPS antes de 16\/12\/1998, abrangidos pela regra de transi\u00e7\u00e3o do art. 9\u00ba da EC 20\/98.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 639.856\/RS (Tema 616 RG), Rel. Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 201; EC 20\/1998, art. 9\u00ba; Lei 9.876\/1999.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O art. 9\u00ba da EC 20\/98 fixou crit\u00e9rios de elegibilidade, n\u00e3o f\u00f3rmula de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O legislador ordin\u00e1rio pode disciplinar aspectos atuariais e de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 direito adquirido a regime de c\u00e1lculo antes da aquisi\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF discutiu se segurados j\u00e1 filiados antes da EC 20\/98 poderiam afastar o fator previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, o dispositivo constitucional transit\u00f3rio n\u00e3o assegurou regra de c\u00e1lculo definitiva, mas apenas crit\u00e9rios para aposentadoria. O fator previdenci\u00e1rio, como f\u00f3rmula legal de c\u00e1lculo, aplica-se inclusive a esses casos, garantindo equil\u00edbrio atuarial e sustentabilidade do sistema.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A regra de transi\u00e7\u00e3o da EC 20\/98 n\u00e3o definiu f\u00f3rmula de c\u00e1lculo, de modo que se aplica a disciplina posterior do legislador ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a tese firmada no Tema 616 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O fator previdenci\u00e1rio n\u00e3o pode ser aplicado a segurados filiados antes da EC 20\/98.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF fixou a constitucionalidade da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Fator previdenci\u00e1rio \u2013 EC 20\/98<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 201 ???? EC 20\/1998, art. 9\u00ba ???? Lei 9.876\/1999 ???? Constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a aplica\u00e7\u00e3o do fator previdenci\u00e1rio aos casos alcan\u00e7ados pela regra de transi\u00e7\u00e3o do art. 9\u00ba da EC n\u00ba 20\/1998, que estabeleceu condi\u00e7\u00f5es diferenciadas para aposentadoria proporcional aos segurados j\u00e1 filiados ao Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) antes de 16.12.1998.<\/p>\n\n\n\n<p>O referido dispositivo (1) n\u00e3o estabeleceu uma f\u00f3rmula de c\u00e1lculo definitiva, apenas definiu crit\u00e9rios de elegibilidade para a quantifica\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios, como idade, tempo de contribui\u00e7\u00e3o e ped\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio texto constitucional prev\u00ea que <em>a previd\u00eancia social ser\u00e1 organizada \u201cnos termos da lei\u201d<\/em> (2), remetendo ao legislador ordin\u00e1rio a disciplina dos aspectos t\u00e9cnicos e atuariais. Nesse contexto, o legislador infraconstitucional tem a prerrogativa e o dever de ajustar o sistema para garantir sua sustentabilidade atuarial e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>n\u00e3o h\u00e1 direito adquirido a determinado regime econ\u00f4mico ou f\u00f3rmula de c\u00e1lculo antes da aquisi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio direito ao benef\u00edcio<\/strong>. O que se garante \u00e9 a previsibilidade e a proporcionalidade das mudan\u00e7as, evitando-se a manuten\u00e7\u00e3o indefinida de regras que poderiam comprometer o equil\u00edbrio do sistema previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o reconheceu a legitimidade da incid\u00eancia do fator previdenci\u00e1rio no caso em an\u00e1lise, ao considerar que o dispositivo impugnado somente cumpre a pol\u00edtica previdenci\u00e1ria institu\u00edda pelo texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o Tema 616 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 constitucional a aplica\u00e7\u00e3o do fator previdenci\u00e1rio, institu\u00eddo pela Lei 9.876\/1999, aos benef\u00edcios concedidos a segurados filiados ao Regime Geral de Previd\u00eancia Social antes de 16.12.1998, abrangidos pela regra de transi\u00e7\u00e3o do art. 9\u00ba da EC 20\/98.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) EC n\u00ba 20\/1998: \u201cArt. 9\u00ba Observado o disposto no art. 4\u00ba desta Emenda e ressalvado o direito de op\u00e7\u00e3o a aposentadoria pelas normas por ela estabelecidas para o regime geral de previd\u00eancia social, \u00e9 assegurado o direito \u00e0 aposentadoria ao segurado que se tenha filiado ao regime geral de previd\u00eancia social, at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o desta Emenda, quando, cumulativamente, atender aos seguintes requisitos: I \u2013 contar com cinq\u00fcenta e tr\u00eas anos de idade, se homem, e quarenta e oito anos de idade, se mulher; e II \u2013 contar tempo de contribui\u00e7\u00e3o igual, no m\u00ednimo, \u00e0 soma de: a) trinta e cinco anos, se homem, e trinta anos, se mulher; e b) um per\u00edodo adicional de contribui\u00e7\u00e3o equivalente a vinte por cento do tempo que, na data da publica\u00e7\u00e3o desta Emenda, faltaria para atingir o limite de tempo constante da al\u00ednea anterior. \u00a7 1\u00ba O segurado de que trata este artigo, desde que atendido o disposto no inciso I do caput, e observado o disposto no art. 4\u00ba desta Emenda, pode aposentar-se com valores proporcionais ao tempo de contribui\u00e7\u00e3o, quando atendidas as seguintes condi\u00e7\u00f5es: I \u2013 contar tempo de contribui\u00e7\u00e3o igual, no m\u00ednimo, \u00e0 soma de: a) trinta anos, se homem, e vinte e cinco anos, se mulher; e b) um per\u00edodo adicional de contribui\u00e7\u00e3o equivalente a quarenta por cento do tempo que, na data da publica\u00e7\u00e3o desta Emenda, faltaria para atingir o limite de tempo constante da al\u00ednea anterior; II \u2013 o valor da aposentadoria proporcional ser\u00e1 equivalente a setenta por cento do valor da aposentadoria a que se refere o caput, acrescido de cinco por cento por ano de contribui\u00e7\u00e3o que supere a soma a que se refere o inciso anterior, at\u00e9 o limite de cem por cento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 201. A previd\u00eancia social ser\u00e1 organizada sob a forma de regime geral, de car\u00e1ter contributivo e de filia\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial, e atender\u00e1, nos termos da lei, a: (&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cide-tecnologia-sobre-remessas-financeiras-ao-exterior\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CIDE-Tecnologia sobre remessas financeiras ao exterior<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a cobran\u00e7a da CIDE-Tecnologia sobre remessas financeiras ao exterior, ainda que o contribuinte n\u00e3o seja da \u00e1rea de tecnologia, desde que a arrecada\u00e7\u00e3o seja destinada integralmente ao financiamento de ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 928.943\/SP (Tema 914 RG), Rel. Min. Luiz Fux, Red. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Fl\u00e1vio Dino, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 13\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 149; Lei 10.168\/2000; Leis 10.332\/2001 e 11.452\/2007.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico n\u00e3o exige vincula\u00e7\u00e3o entre fato gerador e setor beneficiado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A base de incid\u00eancia foi ampliada por op\u00e7\u00e3o legislativa leg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Vincula\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e9 entre arrecada\u00e7\u00e3o e a finalidade p\u00fablica definida na lei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a validade da incid\u00eancia da CIDE sobre remessas ao exterior decorrentes de contratos de compartilhamento de custos de pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, n\u00e3o h\u00e1 restri\u00e7\u00e3o constitucional quanto ao tipo de opera\u00e7\u00e3o sujeita \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o. O essencial \u00e9 que os recursos sejam destinados \u00e0 pol\u00edtica p\u00fablica de inova\u00e7\u00e3o. A amplia\u00e7\u00e3o da base de incid\u00eancia foi acompanhada da redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de IRRF, preservando o equil\u00edbrio econ\u00f4mico. A tese fixada reconheceu a constitucionalidade da exa\u00e7\u00e3o e a destina\u00e7\u00e3o exclusiva dos recursos para ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A CIDE-Tecnologia s\u00f3 pode incidir sobre empresas diretamente ligadas ao setor de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF afirmou que a contribui\u00e7\u00e3o pode incidir sobre diversas opera\u00e7\u00f5es, independentemente do setor, desde que a arrecada\u00e7\u00e3o se destine \u00e0 finalidade legal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? CIDE-Tecnologia \u2013 constitucionalidade<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 149 ???? Lei 10.168\/2000 ???? Incid\u00eancia ampla sobre remessas ???? Destina\u00e7\u00e3o exclusiva a ci\u00eancia e tecnologia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a cobran\u00e7a da CIDE-Tecnologia sobre remessas financeiras ao exterior, mesmo que o contribuinte n\u00e3o seja da \u00e1rea de tecnologia, na medida em que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o restringe as hip\u00f3teses de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, inexiste vincula\u00e7\u00e3o entre a arrecada\u00e7\u00e3o e o setor econ\u00f4mico que dela se beneficiar\u00e1; o nexo que deve existir \u00e9 entre a cobran\u00e7a e a finalidade estatal que motivou sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio haver correla\u00e7\u00e3o entre o fato gerador da contribui\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o de tecnologia, <em>bastando-se que a arrecada\u00e7\u00e3o seja integralmente destinada \u00e0 \u00e1rea em que se pretende fazer a interven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a amplia\u00e7\u00e3o da base de incid\u00eancia do referido tributo, realizada ainda nos anos 2000, foi uma decis\u00e3o legislativa deliberada, transparente e economicamente balanceada. Tanto \u00e9 que, para n\u00e3o implicar \u00f4nus adicional ao setor produtivo, promoveu-se tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do imposto de renda retido na fonte sobre as remessas (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, considerando-se a aus\u00eancia de uma inconstitucionalidade aberta e clara das normas impugnadas, deve-se adotar uma postura de autoconten\u00e7\u00e3o judicial, a fim de privilegiar a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a previsibilidade do sistema tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o admitiu a cobran\u00e7a da CIDE sobre remessas de recursos ao exterior decorrentes de contrato de compartilhamento de custos referentes \u00e0 pesquisa e desenvolvimento, assinado com a matriz da empresa recorrente, localizada na Su\u00e9cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, (i) por unanimidade, ao apreciar o Tema 914 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio; e, (ii) por maioria, fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201cI &#8211; \u00c9 constitucional a contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico (CIDE) destinada a financiar o Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Intera\u00e7\u00e3o Universidade-Empresa para o Apoio \u00e0 Inova\u00e7\u00e3o, institu\u00edda e disciplinada pela Lei n\u00ba 10.168\/2000, com as altera\u00e7\u00f5es empreendidas pelas Leis n\u00bas 10.332\/2001 e 11.452\/2007; II &#8211; A arrecada\u00e7\u00e3o da CIDE, institu\u00edda pela Lei n\u00ba 10.168\/2000, com as altera\u00e7\u00f5es empreendidas pelas Leis n\u00bas 10.332\/2001 e 11.452\/2007, deve ser integralmente aplicada na \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia e Tecnologia, nos termos da lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: RE 630.898 (Tema 495 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 10.168\/2000: \u201cArt. 2o Para fins de atendimento ao Programa de que trata o artigo anterior, fica institu\u00edda contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico, devida pela pessoa jur\u00eddica detentora de licen\u00e7a de uso ou adquirente de conhecimentos tecnol\u00f3gicos, bem como aquela signat\u00e1ria de contratos que impliquem transfer\u00eancia de tecnologia, firmados com residentes ou domiciliados no exterior. \u00a7 1o Consideram-se, para fins desta Lei, contratos de transfer\u00eancia de tecnologia os relativos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de patentes ou de uso de marcas e os de fornecimento de tecnologia e presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia t\u00e9cnica. \u00a7 1o-A.&nbsp; A contribui\u00e7\u00e3o de que trata este artigo n\u00e3o incide sobre a remunera\u00e7\u00e3o pela licen\u00e7a de uso ou de direitos de comercializa\u00e7\u00e3o ou distribui\u00e7\u00e3o de programa de computador, salvo quando envolverem a transfer\u00eancia da correspondente tecnologia. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.452, de 2007) \u00a7 2o A partir de 1o de janeiro de 2002, a contribui\u00e7\u00e3o de que trata o caput deste artigo passa a ser devida tamb\u00e9m pelas pessoas jur\u00eddicas signat\u00e1rias de contratos que tenham por objeto servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de assist\u00eancia administrativa e semelhantes a serem prestados por residentes ou domiciliados no exterior, bem assim pelas pessoas jur\u00eddicas que pagarem, creditarem, entregarem, empregarem ou remeterem royalties, a qualquer t\u00edtulo, a benefici\u00e1rios residentes ou domiciliados no exterior. (Reda\u00e7\u00e3o da pela Lei n\u00ba 10.332, de 2001) (&#8230;) Art. 2\u00ba-A. Fica reduzida para 15% (quinze por cento), a partir de 1o de janeiro de 2002, a al\u00edquota do imposto de renda na fonte incidente sobre as import\u00e2ncias pagas, creditadas, entregues, empregadas ou remetidas ao exterior a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assist\u00eancia administrativa e semelhantes. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.332, de 2001)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ipi-e-creditamento-em-regime-de-suspensao\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IPI e creditamento em regime de suspens\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional lei que restringe o direito de manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de IPI, em regime de suspens\u00e3o, exclusivamente ao estabelecimento industrial remetente (fabricante dos insumos).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.135\/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 153, \u00a73\u00ba, II; Lei 10.637\/2002, art. 29, \u00a75\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade n\u00e3o assegura cr\u00e9dito quando n\u00e3o houve incid\u00eancia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Regimes de isen\u00e7\u00e3o, al\u00edquota zero, n\u00e3o incid\u00eancia e suspens\u00e3o n\u00e3o geram cr\u00e9dito ao adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A op\u00e7\u00e3o legislativa buscou controlar os efeitos da desonera\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou se a restri\u00e7\u00e3o ao creditamento em regime de suspens\u00e3o violaria a n\u00e3o cumulatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, o creditamento pressup\u00f5e tributo efetivamente recolhido na etapa anterior. Como no regime de suspens\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 recolhimento, n\u00e3o se pode falar em cr\u00e9dito para o adquirente. O legislador, dentro da pol\u00edtica fiscal, pode restringir o incentivo ao estabelecimento remetente, sem violar a CF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional limitar o direito ao cr\u00e9dito de IPI apenas ao estabelecimento remetente no regime de suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa foi a decis\u00e3o do STF ao julgar a ADI improcedente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? IPI \u2013 creditamento em suspens\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 153, \u00a73\u00ba, II ???? Lei 10.637\/2002, art. 29, \u00a75\u00ba ???? N\u00e3o cumulatividade exige tributo anterior ???? Restri\u00e7\u00e3o ao remetente = v\u00e1lida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 e n\u00e3o fere o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade (CF\/1988, art. 153, \u00a7 3\u00ba, II) \u2014 lei que confere o benef\u00edcio do creditamento do IPI, nas opera\u00e7\u00f5es submetidas ao regime de suspens\u00e3o, <em>exclusivamente ao estabelecimento industrial remetente<\/em>, isto \u00e9, ao fabricante dos insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da pol\u00edtica fiscal, em que se articulam decis\u00f5es de natureza econ\u00f4mica, distributiva e estrutural do pacto federativo, compete ao legislador definir o modelo tribut\u00e1rio aplic\u00e1vel, o qual abrange t\u00e9cnicas de desonera\u00e7\u00e3o, hip\u00f3teses de incid\u00eancia e extens\u00e3o do direito ao cr\u00e9dito. Nesse contexto, \u00e9 vedado ao Poder Judici\u00e1rio substituir o arranjo institucional delineado pelo legislador, sob risco de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esta Corte j\u00e1 decidiu que o direito ao creditamento exige, em regra, o pagamento do tributo na opera\u00e7\u00e3o anterior, salvo disposi\u00e7\u00e3o legislativa expressa em sentido contr\u00e1rio, que deve ser interpretada de forma restrita e excepcional (1) (2).<\/p>\n\n\n\n<p>A veda\u00e7\u00e3o ao creditamento decorre da inexist\u00eancia de efetiva cobran\u00e7a do tributo na opera\u00e7\u00e3o anterior, independentemente da nomenclatura atribu\u00edda ao regime jur\u00eddico. Assim, na aus\u00eancia de pagamento do tributo na etapa anterior \u2014 seja por isen\u00e7\u00e3o, al\u00edquota zero, n\u00e3o incid\u00eancia ou, como no caso, suspens\u00e3o \u2014, o adquirente na etapa seguinte n\u00e3o possui cr\u00e9dito a ser apropriado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a norma impugnada restringiu o incentivo fiscal \u00e0 etapa inicial da cadeia produtiva, o que configura uma delimita\u00e7\u00e3o consciente, racional e leg\u00edtima para controlar o alcance da desonera\u00e7\u00e3o e preservar os efeitos da pol\u00edtica industrial pretendida.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para (i) assentar a constitucionalidade do \u00a7 5\u00ba do art. 29 da Lei n\u00ba 10.637\/2002 (3), que restringe o direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos do IPI ao estabelecimento industrial remetente; e (ii) afastar a pretens\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o defendida na inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 398.365 (Tema 844 RG) e RE 1.464.687 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Enunciado sumular citado: SV 58.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 10.637\/2002: \u201cArt. 29. As mat\u00e9rias-primas, os produtos intermedi\u00e1rios e os materiais de embalagem, destinados a estabelecimento que se dedique, preponderantemente, \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de produtos classificados nos Cap\u00edtulos 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 23 (exceto c\u00f3digos 2309.10.00 e 2309.90.30 e Ex-01 no c\u00f3digo 2309.90.90), 28, 29, 30, 31 e 64, no c\u00f3digo 2209.00.00 e 2501.00.00, e nas posi\u00e7\u00f5es 21.01 a 21.05.00, da Tabela de Incid\u00eancia do Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; TIPI, inclusive aqueles a que corresponde a nota\u00e7\u00e3o NT (n\u00e3o tributados), sair\u00e3o do estabelecimento industrial com suspens\u00e3o do referido imposto. (&#8230;) \u00a7 5\u00ba A suspens\u00e3o do imposto n\u00e3o impede a manuten\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do IPI pelo respectivo estabelecimento industrial, fabricante das referidas mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-taxa-de-fiscalizacao-de-estabelecimentos-e-tipo-de-atividade\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o de estabelecimentos e tipo de atividade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional considerar o tipo de atividade exercida pelo contribuinte como crit\u00e9rio para fixa\u00e7\u00e3o do valor de taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o de estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 990.094\/SP (Tema 1035 RG), Rel. Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 18\/8\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 145, II e \u00a72\u00ba; Lei 13.477\/2002\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Taxas podem adotar par\u00e2metros objetivos, desde que vinculados ao custo do poder de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A proporcionalidade exige grada\u00e7\u00e3o conforme complexidade da atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o se trata de imposto disfar\u00e7ado, pois valores s\u00e3o fixos e pr\u00e9-definidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se lei municipal que fixa valor de taxa segundo a atividade do contribuinte seria inconstitucional por violar a referibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF, a fixa\u00e7\u00e3o diferenciada \u00e9 leg\u00edtima, pois diferentes atividades demandam custos distintos de fiscaliza\u00e7\u00e3o. A base de c\u00e1lculo n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3pria de imposto, mas par\u00e2metro objetivo de poder de pol\u00edcia. Assim, n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria nem desproporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional graduar o valor da taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o conforme a atividade exercida pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF considerou leg\u00edtima essa diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A fixa\u00e7\u00e3o do valor da taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o deve observar o princ\u00edpio da proporcionalidade, podendo graduar conforme o custo do poder de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Foi a tese fixada no Tema 1035 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o \u2013 crit\u00e9rio da atividade<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 145, II e \u00a72\u00ba ???? Lei 13.477\/2002\/SP ???? Par\u00e2metro objetivo = v\u00e1lido ???? Tema 1035 RG \u2013 constitucionalidade<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 e est\u00e1 em conson\u00e2ncia com o art. 145, II, e \u00a7 2\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u2014 dispositivo de lei municipal que estabelece o valor de taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o do estabelecimento conforme o tipo de atividade exercida pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), s\u00e3o v\u00e1lidas <em>as taxas que utilizam par\u00e2metros objetivos<\/em> na fixa\u00e7\u00e3o do valor ou da base de c\u00e1lculo e que refletem os custos relacionados ao poder de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a lei municipal impugnada elenca mais de cem atividades para viabilizar a fixa\u00e7\u00e3o do valor da taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o conforme o custo da atua\u00e7\u00e3o estatal, em respeito ao princ\u00edpio da proporcionalidade. O exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia inclui atividades de controle, vigil\u00e2ncia e fiscaliza\u00e7\u00e3o de estabelecimentos e, segundo a atividade desempenhada pelo estabelecimento fiscalizado, ser\u00e1 mais ou menos custoso ao poder p\u00fablico. Al\u00e9m disso, a base de c\u00e1lculo n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3pria de imposto, pois consiste em valores fixos e previamente definidos de acordo com a atividade da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o valor cobrado corresponda exatamente ao custo de cada servi\u00e7o p\u00fablico, pois isso inviabilizaria a arrecada\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o tribut\u00e1ria devido \u00e0 dificuldade em se calcular individualmente o gasto para cada contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.035 da repercuss\u00e3o geral, deu parcial provimento ao recurso para assentar a constitucionalidade do art. 14 da Lei n\u00ba 13.477\/2002 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo\/SP (2) e fixou a tese citada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 constitucional considerar o tipo de atividade exercida pelo contribuinte como um dos crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o do valor de taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o do estabelecimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo:<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 906.257 AgR, RE 906.203 AgR, ARE 896.740 AgR, RE 658.884 AgR, RE 971.511 AgR, AI 812.563 AgR, RE 596.945 AgR e RE 213.552.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei&nbsp; n\u00ba 13.477\/2002 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo\/SP: \u201cArt. 14 &#8211; A Taxa ser\u00e1 calculada em fun\u00e7\u00e3o do tipo de atividade exercida no estabelecimento, em conformidade com a Tabela Anexa a esta lei &#8211; Se\u00e7\u00f5es 1, 2 e 3.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-f688ca1b-a3f1-4a52-9b31-ab91edbc913e\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/09\/10083609\/stf-info-1186.pdf\">STF &#8211; Info 1186<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/09\/10083609\/stf-info-1186.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-f688ca1b-a3f1-4a52-9b31-ab91edbc913e\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ANEEL e destina\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente Destaque \u00c9 constitucional a Lei n\u00ba 14.385\/2022, que ampliou as atribui\u00e7\u00f5es da ANEEL para permitir-lhe destinar, em proveito dos consumidores, valores de tributos recolhidos a maior pelas distribuidoras de energia el\u00e9trica. 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