{"id":1622534,"date":"2025-08-13T02:36:11","date_gmt":"2025-08-13T05:36:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1622534"},"modified":"2025-08-13T02:36:12","modified_gmt":"2025-08-13T05:36:12","slug":"informativo-stf-1184-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1184-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1184 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/08\/13023555\/stf-info-1184.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_DDNhbd024RM\"><div id=\"lyte_DDNhbd024RM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/DDNhbd024RM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/DDNhbd024RM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/DDNhbd024RM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-plano-collor-i-expurgos-inflacionarios-e-acordo-coletivo\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Plano Collor I: expurgos inflacion\u00e1rios e acordo coletivo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Financeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Planos Econ\u00f4micos<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevido o pagamento de diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de dep\u00f3sitos em caderneta de poupan\u00e7a bloqueados pelo BACEN durante o Plano Collor I, salvo ades\u00e3o ao acordo coletivo homologado na ADPF 165 no prazo de 24 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 631.363\/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 30\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? ADPF 165; CF, art. 170.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF declarou a constitucionalidade dos planos Bresser, Ver\u00e3o, Collor I e II.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Acordo coletivo homologado tem efic\u00e1cia erga omnes e efeito vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O pagamento de expurgos depende de ades\u00e3o expressa ao acordo, salvo processos com tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF discutiu se os valores bloqueados em 1990 no Plano Collor I dariam direito a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o contemplada no acordo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os valores bloqueados n\u00e3o integram o objeto do acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A ades\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a indeniza\u00e7\u00e3o, exceto em a\u00e7\u00f5es j\u00e1 encerradas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O direito \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de dep\u00f3sitos no Plano Collor I depende de ades\u00e3o ao acordo coletivo homologado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a tese firmada no RE 631.363\/SP (Tema 284 RG).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Plano Collor I \u2013 Expurgos<\/td><\/tr><tr><td>???? Tema 284 RG \u2013 STF ???? ADPF 165 ???? Dep\u00f3sitos bloqueados = n\u00e3o inclu\u00eddos ???? Ades\u00e3o obrigat\u00f3ria ao acordo<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevido o pagamento de diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria relativas a dep\u00f3sitos em cadernetas de poupan\u00e7a bloqueados pelo Banco Central do Brasil (BCB) no contexto do Plano Collor I, pois esses valores n\u00e3o integram o objeto do acordo coletivo homologado pelo STF na ADPF 165 nem o de seus aditivos. Como inexiste previs\u00e3o expressa no instrumento homologado, n\u00e3o se configura o direito \u00e0 recomposi\u00e7\u00e3o por alegados expurgos inflacion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto constitucional confere ao Estado o dever de preservar a estabilidade econ\u00f4mica e financeira (CF\/1988, art. 170), de modo que \u00e9 leg\u00edtima a ado\u00e7\u00e3o de medidas de pol\u00edtica econ\u00f4mica que, embora possam gerar impactos pontuais, visam conter crises sist\u00eamicas, como a hiperinfla\u00e7\u00e3o vivida entre os anos 1986 e 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), os planos econ\u00f4micos Bresser, Ver\u00e3o, Collor I e Collor II foram declarados constitucionais, e o acordo coletivo celebrado entre institui\u00e7\u00f5es financeiras e entidades representativas de poupadores foi validado, com efic\u00e1cia erga omnes e efeito vinculante, inclusive para os processos subjetivos em curso. Assim, ressalvados os processos j\u00e1 transitados em julgado, o pagamento de expurgos inflacion\u00e1rios deve observar os termos e as hip\u00f3teses previstas no acordo coletivo homologado e em seus respectivos aditivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, discutia-se o dire<em>ito \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos valores bloqueados em mar\u00e7o de 1990<\/em>, sob o fundamento de que as quantias integrariam a base de c\u00e1lculo dos expurgos inflacion\u00e1rios. Contudo, como o acordo coletivo e os seus aditivos n\u00e3o abrangem valores bloqueados pelo BCB, <strong>n\u00e3o h\u00e1 que se falar em direito ao pagamento das diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de dep\u00f3sitos em cadernetas de poupan\u00e7a, por alegados expurgos inflacion\u00e1rios decorrentes do Plano Collor I<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 284 da repercuss\u00e3o geral, (i) deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para cassar o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e determinar que outro seja proferido, considerando-se tanto a declara\u00e7\u00e3o de constitucionalidade do Plano Collor I na ADPF 165\/DF como os termos do acordo coletivo celebrado e seus aditivos; (ii) revogou a suspens\u00e3o de processos determinada em 16.04.2021; e (iii) fixou tese.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Tese fixada<\/strong>: \u201c1. Considerando que o STF declarou a constitucionalidade do Plano Collor I na ADPF 165, o direito a diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de dep\u00f3sitos em cadernetas de poupan\u00e7a, por alegados expurgos inflacion\u00e1rios decorrentes de referido plano, depender\u00e1 de ades\u00e3o ao acordo coletivo e seus aditamentos, homologados no \u00e2mbito da ADPF 165, no prazo de 24 meses da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento da referida a\u00e7\u00e3o. 2. Com o objetivo de resguardar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, n\u00e3o caber\u00e1 a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria ou argui\u00e7\u00e3o de inexigibilidade do t\u00edtulo com base na constitucionalidade dos planos econ\u00f4micos de processos j\u00e1 transitados em julgado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-de-plataformas-digitais-por-conteudo-de-terceiros\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade de plataformas digitais por conte\u00fado de terceiros<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Civil \/ Direito Digital<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Responsabilidade Civil<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 parcialmente inconstitucional o art. 19 do Marco Civil da Internet, e os provedores podem ser responsabilizados civilmente sem ordem judicial em casos de omiss\u00e3o no controle de conte\u00fados il\u00edcitos.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.037.396\/SP (Tema 987 RG) e RE 1.057.258\/MG (Tema 533 RG), Rel. Min. Dias Toffoli e Rel. Min. Luiz Fux, julgamentos finalizados em 26\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 12.965\/2014 (MCI), arts. 19 e 21; CF, art. 5\u00ba, IV, X, XII.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O art. 19 do MCI \u00e9 parcialmente inconstitucional por omiss\u00e3o: a exig\u00eancia de ordem judicial espec\u00edfica para a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet por danos decorrentes de conte\u00fado gerado por terceiros \u00e9 inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Provedores respondem por omiss\u00e3o em crimes graves ou em caso de redes artificiais e impulsionamento pago, independentemente de ordem judicial para retirada do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? H\u00e1 presun\u00e7\u00e3o de responsabilidade nessas hip\u00f3teses, salvo se comprovada atua\u00e7\u00e3o diligente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF discutiu os limites da responsabilidade de plataformas por conte\u00fados il\u00edcitos gerados por terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabilidade \u00e9 subjetiva, salvo em hip\u00f3teses de falha sist\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A omiss\u00e3o dos provedores diante de conte\u00fado criminoso gera responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A responsabilidade do provedor por conte\u00fado il\u00edcito depende de ordem judicial espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF declarou inconstitucionalidade parcial do art. 19 do MCI e permite responsabiliza\u00e7\u00e3o em caso de omiss\u00e3o grave.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Responsabilidade das Plataformas<\/td><\/tr><tr><td>???? MCI \u2013 art. 19 parcialmente inconstitucional ???? Responsabilidade subjetiva ???? Conte\u00fado il\u00edcito grave = presun\u00e7\u00e3o de culpa ???? STF: interpreta\u00e7\u00e3o conforme com modula\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 parcialmente inconstitucional \u2014 por n\u00e3o assegurar prote\u00e7\u00e3o suficiente aos usu\u00e1rios, seus direitos fundamentais e \u00e0 democracia, em especial devido \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o no modelo de utiliza\u00e7\u00e3o da internet, com massiva utiliza\u00e7\u00e3o de redes sociais e plataformas digitais \u2014 o art. 19 da Lei n\u00ba 12.965\/2014 (Marco Civil da Internet &#8211; MCI), que condiciona a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet ao <em>descumprimento de ordem judicial espec\u00edfica<\/em> para a remo\u00e7\u00e3o de conte\u00fado il\u00edcito gerado por terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, a regra geral prevista no referido dispositivo configura omiss\u00e3o parcial do legislador, ao n\u00e3o contemplar hip\u00f3teses em que a <em>atua\u00e7\u00e3o diligente das plataformas \u00e9 imprescind\u00edvel para a tutela de bens jur\u00eddicos de alta relev\u00e2ncia constitucional<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>enquanto n\u00e3o sobrevier nova legisla\u00e7\u00e3o<\/strong>, os provedores poder\u00e3o ser responsabilizados civilmente por danos decorrentes da veicula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados il\u00edcitos, inclusive sem ordem judicial, quando deixarem de adotar provid\u00eancias para cessar a viola\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s notificados de forma id\u00f4nea. A responsabiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se aplica aos casos de contas inaut\u00eanticas ou falsas, bem como \u00e0 replica\u00e7\u00e3o sucessiva de conte\u00fado ofensivo j\u00e1 declarado il\u00edcito por decis\u00e3o judicial, hip\u00f3tese em que a remo\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser exigida por simples notifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o dos provedores de aplica\u00e7\u00e3o classificados como \u201cmarketplaces\u201d \u2014 que respondem civilmente de acordo com o regime previsto no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei n\u00ba 8.078\/1990) \u2014, a responsabilidade civil das plataformas digitais ser\u00e1 de natureza subjetiva, exigindo-se a demonstra\u00e7\u00e3o de culpa ou dolo na conduta do provedor para que reste configurada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos casos de conte\u00fados impulsionados mediante pagamento ou disseminados por redes artificiais de distribui\u00e7\u00e3o (como \u201cchatbots\u201d ou rob\u00f4s), presume-se a responsabilidade dos provedores pelo conhecimento da ilicitude, de modo que a exclus\u00e3o de responsabilidade depender\u00e1 da comprova\u00e7\u00e3o de que o provedor atuou com dilig\u00eancia e em tempo razo\u00e1vel para tornar o conte\u00fado indispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, as plataformas possuem o dever de cuidado diante da circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que configurem crimes graves como: (i) terrorismo (Lei n\u00ba 13.260\/2016); (ii) induzimento, incita\u00e7\u00e3o ou aux\u00edlio ao suic\u00eddio (CP\/1940, art. 122); (iii) crimes sexuais contra pessoas vulner\u00e1veis, pornografia infantil e crimes graves contra crian\u00e7as e adolescentes (CP\/1940, arts. 217-A, 218, 218-A, 218-B, 218-C e ECA\/1990, arts. 240, 241-A, 241-C e 241-D); (iv) tr\u00e1fico de pessoas (CP\/1940, art. 149-A); (v) discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito (Lei n\u00ba 7.716\/1989, arts. 20, 20-A, 20-B e 20-C); (vi) viol\u00eancia de g\u00eanero (Lei n\u00ba 11.340\/06; Lei n\u00ba 10.446\/02; Lei n\u00ba 14.192\/21; e CP\/1940, arts. 141, \u00a7 3\u00ba; art. 146-A; art. 147, \u00a7 1\u00ba; art. 147-A; e art. 147-B); e (vii) atos antidemocr\u00e1ticos (CP\/1940, arts. 286, par\u00e1grafo \u00fanico, 359-L, 359- M, 359-N, 359-P e 359-R).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, a responsabiliza\u00e7\u00e3o exige a demonstra\u00e7\u00e3o de falha sist\u00eamica, caracterizada pela omiss\u00e3o em adotar medidas adequadas de preven\u00e7\u00e3o ou remo\u00e7\u00e3o, conforme os padr\u00f5es t\u00e9cnicos dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 19 do MCI permanece aplic\u00e1vel, em sua integralidade, com rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de e-mail, plataformas de reuni\u00f5es fechadas e aplicativos de mensagens instant\u00e2neas, exclusivamente no que se refere \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es interpessoais, cujo sigilo \u00e9 protegido por determina\u00e7\u00e3o constitucional (CF\/1988, art. 5\u00ba, XII).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet devem manter sede e representa\u00e7\u00e3o legal no Brasil, editar normas internas de autorregula\u00e7\u00e3o e disponibilizar canais acess\u00edveis para den\u00fancias e revis\u00e3o de decis\u00f5es de modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, no bojo do RE 1.037.396\/SP, o Facebook foi responsabilizado por n\u00e3o remover, ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o por sua pr\u00f3pria ferramenta, um perfil falso criado em nome de uma pessoa que sequer possu\u00eda conta na rede social. A Corte reconheceu a neglig\u00eancia da plataforma, tanto por n\u00e3o adotar mecanismos minimamente seguros para aferir a autenticidade da identidade no momento da cria\u00e7\u00e3o do perfil, quanto por n\u00e3o tomar provid\u00eancias adequadas diante da reclama\u00e7\u00e3o recebida, ao deixar de apurar sua plausibilidade e de remover o conte\u00fado inaut\u00eantico. J\u00e1 no RE 1.057.258\/MG, o Google foi acionado judicialmente ap\u00f3s se recusar a remover uma comunidade ofensiva criada no \u201cOrkut\u201d contra uma professora, mesmo ap\u00f3s solicita\u00e7\u00e3o da v\u00edtima. Nesse caso, a Corte afastou a responsabilidade da plataforma, por entender que, \u00e0 \u00e9poca dos fatos \u2014 anteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o do MCI \u2014 n\u00e3o havia imposi\u00e7\u00e3o constitucional ou legal de dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos conte\u00fados publicados por terceiros, tampouco de remo\u00e7\u00e3o por iniciativa pr\u00f3pria, especialmente quando relacionados \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o. Assim, caberia \u00e0 parte ofendida buscar a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos autores diretos da ofensa por meio da via judicial adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em julgamento conjunto e por maioria: (i) ao apreciar o Tema 987 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para manter ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo que determinou a exclus\u00e3o de um perfil falso da rede social Facebook e o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais; (ii) ao apreciar o Tema 533 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para reformar a decis\u00e3o da Primeira Turma Recursal de Belo Horizonte\/MG e afastar a condena\u00e7\u00e3o da empresa Google do Brasil ao pagamento de danos morais; (iii) declarou a inconstitucionalidade parcial e progressiva do art. 19 do MCI (1); (iv) formulou apelo ao legislador para que seja elaborada legisla\u00e7\u00e3o capaz de sanar as defici\u00eancias do atual regime quanto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais; (v) modulou os efeitos da decis\u00e3o, conferindo-lhe efic\u00e1cia prospectiva, com ressalva das decis\u00f5es j\u00e1 transitadas em julgado; e, por fim, (iv) fixou as teses anteriormente citadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Teses fixadas<\/strong>: \u201cReconhecimento da inconstitucionalidade parcial e progressiva do art. 19 do MCI:<\/p>\n\n\n\n<p>1. O art. 19 da Lei n\u00ba 12.965\/2014 (Marco Civil da Internet), que exige ordem judicial espec\u00edfica para a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil de provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet por danos decorrentes de conte\u00fado gerado por terceiros, \u00e9 parcialmente inconstitucional. H\u00e1 um estado de omiss\u00e3o parcial que decorre do fato de que a regra geral do art. 19 n\u00e3o confere prote\u00e7\u00e3o suficiente a bens jur\u00eddicos constitucionais de alta relev\u00e2ncia (prote\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais e da democracia). Interpreta\u00e7\u00e3o do art. 19 do MCI:<\/p>\n\n\n\n<p>2. Enquanto n\u00e3o sobrevier nova legisla\u00e7\u00e3o, o art. 19 do MCI deve ser interpretado de forma que os provedores de aplica\u00e7\u00e3o de internet est\u00e3o sujeitos \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o civil, ressalvada a aplica\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da legisla\u00e7\u00e3o eleitoral e os atos normativos expedidos pelo TSE.<\/p>\n\n\n\n<p>3. O provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet ser\u00e1 responsabilizado civilmente, nos termos do art. 21 do MCI, pelos danos decorrentes de conte\u00fados gerados por terceiros em casos de crime ou atos il\u00edcitos, sem preju\u00edzo do dever de remo\u00e7\u00e3o do conte\u00fado. Aplica-se a mesma regra nos casos de contas denunciadas como inaut\u00eanticas.<\/p>\n\n\n\n<p>3.1. Nas hip\u00f3teses de crime contra a honra aplica-se o art. 19 do MCI, sem preju\u00edzo da possibilidade de remo\u00e7\u00e3o por notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>3.2. Em se tratando de sucessivas replica\u00e7\u00f5es do fato ofensivo j\u00e1 reconhecido por decis\u00e3o judicial, todos os provedores de redes sociais dever\u00e3o remover as publica\u00e7\u00f5es com id\u00eanticos conte\u00fados, independentemente de novas decis\u00f5es judiciais, a partir de notifica\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial. Presun\u00e7\u00e3o de responsabilidade:<\/p>\n\n\n\n<p>4. Fica estabelecida a presun\u00e7\u00e3o de responsabilidade dos provedores em caso de conte\u00fados il\u00edcitos quando se tratar de (a) an\u00fancios e impulsionamentos pagos; ou (b) rede artificial de distribui\u00e7\u00e3o (chatbot ou rob\u00f4s). Nestas hip\u00f3teses, a responsabiliza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 se dar independentemente de notifica\u00e7\u00e3o. Os provedores ficar\u00e3o exclu\u00eddos de responsabilidade se comprovarem que atuaram diligentemente e em tempo razo\u00e1vel para tornar indispon\u00edvel o conte\u00fado. Dever de cuidado em caso de circula\u00e7\u00e3o massiva de conte\u00fados il\u00edcitos graves:<\/p>\n\n\n\n<p>5. O provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet \u00e9 respons\u00e1vel quando n\u00e3o promover a indisponibiliza\u00e7\u00e3o imediata de conte\u00fados que configurem as pr\u00e1ticas de crimes graves previstas no seguinte rol taxativo: (a) condutas e atos antidemocr\u00e1ticos que se amoldem aos tipos previstos nos artigos 286, par\u00e1grafo \u00fanico, 359-L, 359-M, 359-N, 359-P e 359-R do C\u00f3digo Penal; (b) crimes de terrorismo ou preparat\u00f3rios de terrorismo, tipificados pela Lei n\u00ba 13.260\/2016; (c) crimes de induzimento, instiga\u00e7\u00e3o ou aux\u00edlio a suic\u00eddio ou a automutila\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 122 do C\u00f3digo Penal; (d) incita\u00e7\u00e3o \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o, proced\u00eancia nacional, sexualidade ou identidade de g\u00eanero (condutas homof\u00f3bicas e transf\u00f3bicas), pass\u00edvel de enquadramento nos arts. 20, 20-A, 20-B e 20-C da Lei n\u00ba 7.716, de 1989; (e) crimes praticados contra a mulher em raz\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino, inclusive conte\u00fados que propagam \u00f3dio \u00e0s mulheres (Lei n\u00ba 11.340\/06; Lei n\u00ba 10.446\/02; Lei n\u00ba 14.192\/21; CP, art. 141, \u00a7 3\u00ba; art. 146-A; art. 147, \u00a7 1\u00ba; art. 147-A; e art. 147-B do CP); (f) crimes sexuais contra pessoas vulner\u00e1veis, pornografia infantil e crimes graves contra crian\u00e7as e adolescentes, nos termos dos arts. 217-A, 218, 218-A, 218-B, 218-C, do C\u00f3digo Penal e dos arts. 240, 241-A, 241-C, 241-D do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente; g) tr\u00e1fico de pessoas (CP, art. 149-A).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>5.1 A responsabilidade dos provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet prevista neste item diz respeito \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de falha sist\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>5.2 Considera-se falha sist\u00eamica, imput\u00e1vel ao provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet, deixar de adotar adequadas medidas de preven\u00e7\u00e3o ou remo\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados il\u00edcitos anteriormente listados, configurando viola\u00e7\u00e3o ao dever de atuar de forma respons\u00e1vel, transparente e cautelosa.<\/p>\n\n\n\n<p>5.3. Consideram-se adequadas as medidas que, conforme o estado da t\u00e9cnica, forne\u00e7am os n\u00edveis mais elevados de seguran\u00e7a para o tipo de atividade desempenhada pelo provedor.<\/p>\n\n\n\n<p>5.4. A exist\u00eancia de conte\u00fado il\u00edcito de forma isolada, atomizada, n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, suficiente para ensejar a aplica\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil do presente item. Contudo, nesta hip\u00f3tese, incidir\u00e1 o regime de responsabilidade previsto no art. 21 do MCI.<\/p>\n\n\n\n<p>5.5. Nas hip\u00f3teses previstas neste item, o respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado removido pelo provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet poder\u00e1 requerer judicialmente o seu restabelecimento, mediante demonstra\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de ilicitude. Ainda que o conte\u00fado seja restaurado por ordem judicial, n\u00e3o haver\u00e1 imposi\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o ao provedor. Incid\u00eancia do art. 19:<\/p>\n\n\n\n<p>6. Aplica-se o art. 19 do MCI ao (a) provedor de servi\u00e7os de e-mail; (b) provedor de aplica\u00e7\u00f5es cuja finalidade primordial seja a realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es fechadas por v\u00eddeo ou voz; (c) provedor de servi\u00e7os de mensageria instant\u00e2nea (tamb\u00e9m chamadas de provedores de servi\u00e7os de mensageria privada), exclusivamente no que diz respeito \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es interpessoais, resguardadas pelo sigilo das comunica\u00e7\u00f5es (art. 5\u00ba, inciso XII, da CF\/88). Marketplaces:<\/p>\n\n\n\n<p>7. Os provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet que funcionarem como marketplaces respondem civilmente de acordo com o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei n\u00ba 8.078\/90).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deveres adicionais:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>8. Os provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet dever\u00e3o editar autorregula\u00e7\u00e3o que abranja, necessariamente, sistema de notifica\u00e7\u00f5es, devido processo e relat\u00f3rios anuais de transpar\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a notifica\u00e7\u00f5es extrajudiciais, an\u00fancios e impulsionamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>9. Dever\u00e3o, igualmente, disponibilizar a usu\u00e1rios e a n\u00e3o usu\u00e1rios canais espec\u00edficos de atendimento, preferencialmente eletr\u00f4nicos, que sejam acess\u00edveis e amplamente divulgados nas respectivas plataformas de maneira permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>10. Tais regras dever\u00e3o ser publicadas e revisadas periodicamente, de forma transparente e acess\u00edvel ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>11. Os provedores de aplica\u00e7\u00f5es de internet com atua\u00e7\u00e3o no Brasil devem constituir e manter sede e representante no pa\u00eds, cuja identifica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es para contato dever\u00e3o ser disponibilizadas e estar facilmente acess\u00edveis nos respectivos s\u00edtios. Essa representa\u00e7\u00e3o deve conferir ao representante, necessariamente pessoa jur\u00eddica com sede no pa\u00eds, plenos poderes para (a) responder perante as esferas administrativa e judicial; (b) prestar \u00e0s autoridades competentes informa\u00e7\u00f5es relativas ao funcionamento do provedor, \u00e0s regras e aos procedimentos utilizados para modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e para gest\u00e3o das reclama\u00e7\u00f5es pelos sistemas internos; aos relat\u00f3rios de transpar\u00eancia, monitoramento e gest\u00e3o dos riscos sist\u00eamicos; \u00e0s regras para o perfilamento de usu\u00e1rios (quando for o caso), a veicula\u00e7\u00e3o de publicidade e o impulsionamento remunerado de conte\u00fados; (c) cumprir as determina\u00e7\u00f5es judiciais; e (d) responder e cumprir eventuais penaliza\u00e7\u00f5es, multas e afeta\u00e7\u00f5es financeiras em que o representado incorrer, especialmente por descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es legais e judiciais. Natureza da responsabilidade:<\/p>\n\n\n\n<p>12. N\u00e3o haver\u00e1 responsabilidade objetiva na aplica\u00e7\u00e3o da tese aqui enunciada. Apelo ao legislador:<\/p>\n\n\n\n<p>13. Apela-se ao Congresso Nacional para que seja elaborada legisla\u00e7\u00e3o capaz de sanar as defici\u00eancias do atual regime quanto \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais. Modula\u00e7\u00e3o dos efeitos temporais: 14. Para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, ficam modulados os efeitos da presente decis\u00e3o, que somente se aplicar\u00e1 prospectivamente, ressalvadas decis\u00f5es transitadas em julgado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Lei n\u00ba 12.965\/2014: \u201cArt. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de express\u00e3o e impedir a censura, o provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet somente poder\u00e1 ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conte\u00fado gerado por terceiros se, ap\u00f3s ordem judicial espec\u00edfica, n\u00e3o tomar as provid\u00eancias para, no \u00e2mbito e nos limites t\u00e9cnicos do seu servi\u00e7o e dentro do prazo assinalado, tornar indispon\u00edvel o conte\u00fado apontado como infringente, ressalvadas as disposi\u00e7\u00f5es legais em contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-seletividade-processual-por-tribunais-de-contas-estaduais\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seletividade processual por tribunais de contas estaduais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Controle Externo<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a an\u00e1lise pr\u00e9via de seletividade do objeto de controle pelos tribunais de contas estaduais, desde que em conformidade com regras do TCU e com o princ\u00edpio da simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.459\/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 30\/6\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 71, 75 e 96; Lei 14.133\/2021, art. 170.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os tribunais de contas devem adotar crit\u00e9rios objetivos para sele\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A an\u00e1lise de seletividade visa otimizar recursos e priorizar temas relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A prerrogativa n\u00e3o impede posterior fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a constitucionalidade de norma do TCE\/ES que previa an\u00e1lise pr\u00e9via de seletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pr\u00e1tica \u00e9 leg\u00edtima, se pautada em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 ofensa ao poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o ou \u00e0 inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o de contas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os tribunais de contas estaduais n\u00e3o podem recusar an\u00e1lise de den\u00fancia sob qualquer crit\u00e9rio de seletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF considerou constitucional a ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios pr\u00e9vios objetivos, conforme o art. 170 da Lei 14.133\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? TCE \u2013 Seletividade do Controle<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 75 ???? Lei 14.133\/2021, art. 170 ???? Crit\u00e9rios objetivos = permitidos ???? STF: seletividade pr\u00e9via \u00e9 constitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional a an\u00e1lise pr\u00e9via de seletividade do objeto de controle realizada pela unidade t\u00e9cnica do respectivo Tribunal de Contas local, desde que em conson\u00e2ncia com as regras editadas pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), a fim de que se observe o princ\u00edpio da simetria (CF\/1988, art. 75).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento do TCU devem ser seguidos pelos demais entes federativos. Nesse contexto, embora os tribunais de contas possuam poder normativo e de auto-organiza\u00e7\u00e3o para garantir uma maior efici\u00eancia (CF\/1988, art. 96, I, a), faz-se necess\u00e1rio, tanto no \u00e2mbito nacional como no estadual, selecionar, de forma objetiva e previamente definida, quais atividades exigem a atua\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o de controle, visando estabelecer as prioridades e planejar uma atua\u00e7\u00e3o c\u00e9lere e eficiente (2).<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise pr\u00e9via de seletividade \u00e9 um pressuposto para a forma\u00e7\u00e3o de um ju\u00edzo, a fim de que a Corte de Contas se posicione pela instaura\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de um procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Ela visa otimizar a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos para processos de maior relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, inexiste mitiga\u00e7\u00e3o do poder fiscalizat\u00f3rio ou ren\u00fancia de compet\u00eancias constitucionais, em especial porque as normas impugnadas refletem substancialmente o que estabelecido pelo pr\u00f3prio TCU (Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 259\/2014). Tanto que, uma vez recebida a den\u00fancia pela Corte de Contas capixaba, sua admissibilidade ser\u00e1 analisada pelo relator, com posterior remessa \u00e0 equipe t\u00e9cnica competente, a qual realizar\u00e1 a an\u00e1lise pr\u00e9via de seletividade; e, caso se proponha a extin\u00e7\u00e3o do feito, a decis\u00e3o final compete aos conselheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade do art. 177-A do Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 3.715 e ADI 6.054.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 14.133\/2021: \u201cArt. 170. Os \u00f3rg\u00e3os de controle adotar\u00e3o, na fiscaliza\u00e7\u00e3o dos atos previstos nesta Lei, crit\u00e9rios de oportunidade, materialidade, relev\u00e2ncia e risco e considerar\u00e3o as raz\u00f5es apresentadas pelos \u00f3rg\u00e3os e entidades respons\u00e1veis e os resultados obtidos com a contrata\u00e7\u00e3o, observado o disposto no \u00a7 3\u00ba do art. 169 desta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-consolidacao-da-propriedade-de-bem-movel-alienado-fiduciariamente\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consolida\u00e7\u00e3o da propriedade de bem m\u00f3vel alienado fiduciariamente<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil \/ Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os procedimentos extrajudiciais de consolida\u00e7\u00e3o da propriedade previstos pela Lei 14.711\/2023 (Marco Legal das Garantias), desde que respeitados os direitos fundamentais do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.601\/DF, ADI 7.608\/DF e ADI 7.600\/DF, rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 30\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 14.711\/2023; Decreto-Lei 911\/1969, arts. 8\u00ba-B a 8\u00ba-E; CF, arts. 5\u00ba, II, LIV e LV.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF j\u00e1 reconheceu a constitucionalidade de medidas de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma n\u00e3o viola o acesso \u00e0 justi\u00e7a, pois o devedor pode recorrer ao Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? As dilig\u00eancias de busca e apreens\u00e3o devem respeitar direitos fundamentais como a dignidade, privacidade e inviolabilidade do domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se os mecanismos extrajudiciais previstos no Marco Legal das Garantias ferem o devido processo legal e o princ\u00edpio da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A execu\u00e7\u00e3o extrajudicial \u00e9 v\u00e1lida, desde que haja possibilidade de defesa judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As buscas e apreens\u00f5es devem ocorrer com garantias de prote\u00e7\u00e3o ao devedor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A busca e apreens\u00e3o extrajudicial de bem m\u00f3vel exige respeito \u00e0 privacidade, dignidade e inviolabilidade do domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o condiciona a validade das medidas extrajudiciais ao respeito a essas garantias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Consolida\u00e7\u00e3o Extrajudicial \u2013 Bem M\u00f3vel<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 14.711\/2023 ???? CF, arts. 5\u00ba, LIV e LV ???? Execu\u00e7\u00e3o extrajudicial v\u00e1lida ???? Respeito \u00e0 dignidade e privacidade<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os institutos previstos nos arts. 8\u00ba-B ao 8\u00ba-E do Decreto n\u00ba 911\/1969, inclu\u00eddos pela Lei n\u00ba 14.711\/2023 (Marco Legal das Garantias), e no procedimento de busca e apreens\u00e3o extrajudicial previsto nos par\u00e1grafos do art. 8\u00ba-C devem ser adotadas, obrigatoriamente, as devidas cautelas para evitar graves viola\u00e7\u00f5es aos direitos fundamentais do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida lei, ao regulamentar procedim<em>entos extrajudiciais para a execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos garantidos por hipoteca e para a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em contratos de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/em>, alinha-se \u00e0 tend\u00eancia global de desjudicializa\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o, cujo objetivo principal \u00e9 aliviar a sobrecarga do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), s\u00e3o constitucionais as <strong>medidas de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de cr\u00e9ditos<\/strong> \u2014 como as previstas no Marco Legal das Garantias \u2014, de modo que devem ser afastadas as alega\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o, do devido processo legal, do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, pois o pleno acesso ao Poder Judici\u00e1rio permanece assegurado ao devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, \u00e9 garantida a possibilidade de defesa pr\u00e9via na esfera administrativa, inclusive com a purga\u00e7\u00e3o da mora antes da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade ou da ado\u00e7\u00e3o de medidas como a busca e apreens\u00e3o do bem dado em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta e por maioria, julgou parcialmente procedentes as a\u00e7\u00f5es para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o aos \u00a7\u00a7 4\u00ba, 5\u00ba e 7\u00ba (express\u00e3o \u201capreendido o bem pelo oficial da serventia extrajudicial\u201d) do art. 8\u00ba-C do Decreto-Lei n\u00ba 911\/1969, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n\u00ba 14.711\/2023, de modo que, nas dilig\u00eancias para a localiza\u00e7\u00e3o do bem m\u00f3vel dado em garantia em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria e em sua apreens\u00e3o, devem ser assegurados os direitos e garantias constitucionais elencados na tese firmada, fixada tamb\u00e9m por maioria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201c1. S\u00e3o constitucionais os procedimentos extrajudiciais institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 14.711\/23 de consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em contratos de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de bens m\u00f3veis, de execu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos garantidos por hipoteca e de execu\u00e7\u00e3o da garantia imobili\u00e1ria em concurso de credores. 2. Nas dilig\u00eancias para a localiza\u00e7\u00e3o do bem m\u00f3vel dado em garantia em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria e em sua apreens\u00e3o, previstas nos \u00a7\u00a7 4\u00ba, 5\u00ba e 7\u00ba do art. 8\u00ba-C do Decreto-Lei n\u00ba 911\/69 (reda\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.711\/23), devem ser assegurados os direitos \u00e0 vida privada, \u00e0 honra e \u00e0 imagem do devedor; a inviolabilidade do sigilo de dados; a veda\u00e7\u00e3o ao uso privado da viol\u00eancia; a inviolabilidade do domic\u00edlio; a dignidade da pessoa humana e a autonomia da vontade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 223.075, AI 509.379 AgR, AI 600.876 AgR, RE 513.546 AgR, RE 627.106 (Tema 249 RG) e RE 860.631 (Tema 982 RG).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acesso-a-dados-de-celular-encontrado-no-local-do-crime\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acesso a dados de celular encontrado no local do crime<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal \/ Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Provas e Garantias Fundamentais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcito o acesso, sem ordem judicial, a dados de aparelho celular encontrado fortuitamente no local do crime, desde que a medida seja posteriormente justificada e limitada \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o da autoria ou da titularidade do aparelho.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.042.075\/RJ (Tema 977 RG), Rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgado em 25\/6\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 5\u00ba, X e LXXIX; CPP, art. 6\u00ba; Lei 12.965\/2014 (Marco Civil da Internet), art. 7\u00ba, III, e art. 10, \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A apreens\u00e3o de celular no local do crime n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o, mas o acesso aos dados depende de justificativa posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Quando o aparelho \u00e9 encontrado fortuitamente, \u00e9 permitido o acesso a informa\u00e7\u00f5es para esclarecer autoria ou identificar o propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Em casos de pris\u00e3o ou apreens\u00e3o formal, exige-se consentimento expresso ou autoriza\u00e7\u00e3o judicial com base em elementos concretos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se seria il\u00edcito o uso de provas obtidas por acesso direto ao conte\u00fado de celular encontrado em cena de crime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O acesso direto sem ordem judicial \u00e9 v\u00e1lido apenas quando n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o \u00e0 intimidade, e desde que haja posterior justificativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em outros casos, \u00e9 imprescind\u00edvel decis\u00e3o judicial fundamentada ou consentimento v\u00e1lido do titular.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 necess\u00e1rio pr\u00e9vio mandado judicial para acesso a dados de celular encontrado no local do crime, mesmo que abandonado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF permite o acesso a dados m\u00ednimos para fins de identifica\u00e7\u00e3o, com justificativa posterior. Essa foi a tese fixada no Tema 977 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Acesso a Celular \u2013 Local do Crime<\/td><\/tr><tr><td>???? ARE 1.042.075\/RJ \u2013 Tema 977 RG ???? Acesso permitido se: \u2003\u25aa encontrado fortuitamente \u2003\u25aa objetivo: identificar autoria ou titular \u2003\u25aa posterior justificativa obrigat\u00f3ria ???? Em pris\u00f5es \u2192 exige ordem judicial ou consentimento<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>A autoridade policial pode, sem pr\u00e9via ordem judicial ou consentimento, acessar dados contidos em aparelho celular encontrado fortuitamente no local do crime (quando ele \u00e9 esquecido\/abandonado na cena do crime<\/strong>), desde que a finalidade seja a de esclarecer a autoria do suposto fato criminoso ou de identificar o propriet\u00e1rio do aparelho e que, posteriormente, a ado\u00e7\u00e3o da medida seja justificada. Por outro lado, quando o celular \u00e9 apreendido com o suspeito presente (nas hip\u00f3teses de pris\u00e3o em flagrante), os dados somente podem ser acessados caso haja consentimento expresso do dono ou autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o do aparelho celular (ou seu recolhimento) se distingue do acesso aos dados e metadados nele contidos. Tal apreens\u00e3o, nas circunst\u00e2ncias acima especificadas, n\u00e3o se sujeita \u00e0 reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o resulta na autoriza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do acesso aos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade policial pode adotar certas provid\u00eancias para a preserva\u00e7\u00e3o dos dados e dos metadados do celular apreendido antes da autoriza\u00e7\u00e3o judicial, por exemplo, mediante notifica\u00e7\u00e3o da operadora. Nesse caso e naquele em que a autoridade policial acessa os dados de aparelho celular encontrado fortuitamente no local do crime, dever\u00e1 ser apresentada posterior justificativa da necessidade da medida adotada. Em qualquer situa\u00e7\u00e3o, a provid\u00eancia deve respeitar direitos e garantias fundamentais, em especial os relacionados \u00e0 intimidade, \u00e0 privacidade, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos dados pessoais e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o informacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a autoridade policial, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial ou consentimento, acessou a agenda telef\u00f4nica e o registro de chamadas de aparelho celular encontrado fortuitamente no local em que cometido suposto crime de roubo com o emprego de arma de fogo e concurso de agentes. Trata-se de fato delituoso anterior \u00e0 EC n\u00ba 115\/2022, que incluiu o inciso LXXIX ao art. 5\u00ba da CF\/1988 (1). Com o acesso aos dados, a autoridade policial identificou o recorrido, que, em ju\u00edzo de primeiro grau, foi condenado \u00e0 pena de sete anos de reclus\u00e3o. Ao julgar a apela\u00e7\u00e3o, o tribunal estadual absolveu o r\u00e9u, por entender configurada a ilicitude origin\u00e1ria da prova colhida na determina\u00e7\u00e3o da autoria e a ilicitude derivada das provas dela advindas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 977 da repercuss\u00e3o geral, (i) deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio com agravo para reconhecer a licitude da prova, restabelecendo-se a senten\u00e7a condenat\u00f3ria de primeiro grau; bem como (ii) fixou teses. Al\u00e9m disso, o Tribunal, por motivos de seguran\u00e7a jur\u00eddica e relevante interesse p\u00fablico, decidiu que essas teses valem somente para os casos futuros ou para os casos em andamento, caso j\u00e1 exista pedido da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tese fixada<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c1. A mera apreens\u00e3o do aparelho celular, nos termos do art. 6\u00ba do CPP ou em flagrante delito, n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o. Contudo, o acesso aos dados nele contidos deve observar as seguintes condicionantes:<\/p>\n\n\n\n<p>1.1 Nas hip\u00f3teses de encontro fortuito de aparelho celular, o acesso aos respectivos dados para o fim exclusivo de esclarecer a autoria do fato supostamente criminoso, ou de quem seja o seu propriet\u00e1rio, n\u00e3o depende de consentimento ou de pr\u00e9via decis\u00e3o judicial, desde que justificada posteriormente a ado\u00e7\u00e3o da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>1.2. Em se tratando de aparelho celular apreendido na forma do art. 6\u00ba do CPP ou por ocasi\u00e3o da pris\u00e3o em flagrante, o acesso aos respectivos dados ser\u00e1 condicionado ao consentimento expresso e livre do titular dos dados ou de pr\u00e9via decis\u00e3o judicial (cf. art. 7\u00ba, III, e art. 10, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 12.965\/2014) que justifique, com base em elementos concretos, a proporcionalidade da medida e delimite sua abrang\u00eancia \u00e0 luz de direitos fundamentais \u00e0 intimidade, \u00e0 privacidade, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos dados pessoais e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o informacional, inclusive nos meios digitais (art. 5\u00ba, X e LXXIX, CF\/1988). Nesses casos, a celeridade se imp\u00f5e, devendo a autoridade policial atuar com a maior rapidez e efici\u00eancia poss\u00edveis e o Poder Judici\u00e1rio conferir tramita\u00e7\u00e3o e aprecia\u00e7\u00e3o priorit\u00e1rias aos pedidos dessa natureza, inclusive em regime de plant\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>2. A autoridade policial poder\u00e1 adotar as provid\u00eancias necess\u00e1rias para a preserva\u00e7\u00e3o dos dados e metadados contidos no aparelho celular apreendido, antes da autoriza\u00e7\u00e3o judicial, justificando, posteriormente, as raz\u00f5es de referido acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>3. As teses acima enunciadas s\u00f3 produzir\u00e3o efeitos prospectivos, ressalvados os pedidos eventualmente formulados por defesas at\u00e9 a data do encerramento do presente julgamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: \u201cArt. 5\u00ba (&#8230;) LXXIX \u2013 \u00e9 assegurado, nos termos da lei, o direito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-taxa-de-seguranca-em-eventos-e-certidoes-constitucionalidade-parcial\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Taxa de seguran\u00e7a em eventos e certid\u00f5es: constitucionalidade parcial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Taxas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a cobran\u00e7a de taxa por servi\u00e7o espec\u00edfico e divis\u00edvel prestado por seguran\u00e7a p\u00fablica em eventos n\u00e3o gratuitos, mas \u00e9 inconstitucional a cobran\u00e7a de taxa para emiss\u00e3o de certid\u00f5es destinadas \u00e0 defesa de direitos ou esclarecimento pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.717\/PR, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, julgamento finalizado em 30\/6\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 5\u00ba, XXXIV, b; Lei estadual 10.236\/1992 (PR).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A seguran\u00e7a p\u00fablica em sentido geral n\u00e3o pode ser custeada por taxa, salvo quando prestada de forma espec\u00edfica e divis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A taxa \u00e9 leg\u00edtima em eventos com ingresso e finalidade lucrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A cobran\u00e7a por certid\u00f5es viola o direito de peti\u00e7\u00e3o e de acesso \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou a validade de taxa estadual por servi\u00e7os da Pol\u00edcia Militar e emiss\u00e3o de documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A taxa \u00e9 v\u00e1lida para servi\u00e7os excepcionais, individualizados e com proveito direto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A gratuidade do acesso \u00e0 certid\u00e3o para defesa de direitos \u00e9 cl\u00e1usula p\u00e9trea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional qualquer taxa por servi\u00e7os prestados por seguran\u00e7a p\u00fablica em eventos n\u00e3o gratuitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A taxa \u00e9 v\u00e1lida quando o servi\u00e7o \u00e9 espec\u00edfico, divis\u00edvel e voltado a eventos com ingresso.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 vedada a cobran\u00e7a de taxa para emiss\u00e3o de certid\u00f5es solicitadas para defesa de direitos ou interesse pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O art. 5\u00ba, XXXIV, b, da CF garante gratuidade nesses casos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Taxas \u2013 Seguran\u00e7a e Certid\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 5\u00ba, XXXIV, b ???? Seguran\u00e7a p\u00fablica \u2192 s\u00f3 taxa se servi\u00e7o for espec\u00edfico\/divis\u00edvel ???? Certid\u00f5es para defesa de direitos = gratuitas ???? STJ: constitucionalidade parcial<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional a institui\u00e7\u00e3o de taxa por servi\u00e7os prestados por \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica relativos (i) \u00e0 seguran\u00e7a preventiva em eventos esportivos e de lazer com cobran\u00e7a de ingresso, bem como (ii) \u00e0 emiss\u00e3o de certid\u00f5es e atestados, desde que n\u00e3o se destinem \u00e0 defesa de direitos ou ao esclarecimento de interesse pessoal (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXIV, b).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), <em>o servi\u00e7o de seguran\u00e7a p\u00fablica e as atividades a ela inerentes, como policiamento ostensivo e vigil\u00e2ncia, n\u00e3o podem ser financiados mediante taxas<\/em>, dada a impossibilidade de que sua presta\u00e7\u00e3o ocorra de forma individualizada. Assim, por constituir servi\u00e7o geral e indivis\u00edvel, prestado a toda a coletividade, este deve ser remunerado por meio de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que os servi\u00e7os, apesar de prestados por \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica, s\u00e3o efetivamente oferecidos de <em>modo espec\u00edfico e divis\u00edvel<\/em>. Nesse contexto, presta\u00e7\u00f5es oferecidas atipicamente pelos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica e que s\u00e3o usufru\u00eddas de modo particular pelos administrados podem ser custeadas por meio de taxas (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica necess\u00e1ria para garantir a seguran\u00e7a em eventos de grande porte, com finalidade lucrativa, n\u00e3o pode ser imputada \u00e0 sociedade como um todo atrav\u00e9s de um financiamento indistinto, arrecadado pelo poder p\u00fablico via impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel partilhar, entre toda a sociedade, os custos de servi\u00e7os prestados pelos \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o Policial Militar estadual para fornecimento, entre outros, de \u201cc\u00f3pias (xerox) autenticadas (por folha)\u201d, \u201cdi\u00e1rias\/perman\u00eancia de ve\u00edculos apreendidos nas unidades policiais militares\u201d, fotografias e inscri\u00e7\u00e3o em cursos e exames. Por expressa veda\u00e7\u00e3o constitucional (3), a cobran\u00e7a de taxa n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida apenas para o fornecimento de certid\u00f5es e atestados direcionados \u00e0 defesa de direitos ou ao esclarecimento de interesse pessoal (4).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para (i) declarar a inconstitucionalidade dos itens 1.1.1 e 1.2 (1.2.1 a 1.2.5) da tabela anexa \u00e0 Lei n\u00ba 10.236\/1992 do Estado do Paran\u00e1; e (ii) dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme aos itens 2.1 e 2.3 da mesma lista, no sentido de <strong>impossibilitar a cobran\u00e7a de taxa para emiss\u00e3o de certid\u00f5es\/atestados solicitados com o prop\u00f3sito de defender direitos e esclarecer situa\u00e7\u00f5es de interesse pessoal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 1.942 MC, RE 634.786 AgR, RE 269.374 AgR e RE 536.639 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: RE 535.085 AgR, RE 473.611 AgR, RE 1.179.245 AgR, ARE 664.722 AgR, AI 749.297 AgR, ADI 3.770.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CF\/1988: \u201cArt. 5\u00ba. (&#8230;) XXXIV &#8211; s\u00e3o a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: (&#8230;) b) a obten\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es em reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situa\u00e7\u00f5es de interesse pessoal;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) Precedente citado: ADI 7.035.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-fc5b03e5-ce92-4267-81ef-95b5c8fa81cb\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/08\/13023555\/stf-info-1184.pdf\">STF &#8211; Info 1184<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/08\/13023555\/stf-info-1184.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download 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