{"id":1607176,"date":"2025-07-15T10:20:55","date_gmt":"2025-07-15T13:20:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1607176"},"modified":"2025-07-15T10:20:57","modified_gmt":"2025-07-15T13:20:57","slug":"informativo-stf-1180-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1180-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1180 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/15101901\/stf-info-1180.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-servidor-publico-municipal-restricao-ao-direito-de-ferias-por-licenca-medica\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Servidor p\u00fablico municipal: restri\u00e7\u00e3o ao direito de f\u00e9rias por licen\u00e7a m\u00e9dica<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Regime Jur\u00eddico dos Servidores<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma municipal que reduz o per\u00edodo de f\u00e9rias do servidor com base em afastamento por licen\u00e7a m\u00e9dica superior a trinta dias.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.132\/SP, rel. Min. Cristiano Zanin, julgamento virtual finalizado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 7\u00ba, XVII e 39, \u00a7 3\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STF reconhece que afastamento por motivo de sa\u00fade n\u00e3o interfere no direito \u00e0s f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O gozo de f\u00e9rias \u00e9 direito constitucional assegurado ao servidor p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A equipara\u00e7\u00e3o entre licen\u00e7a m\u00e9dica e falta volunt\u00e1ria viola o princ\u00edpio da dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Licen\u00e7a por motivo de sa\u00fade n\u00e3o pode ser penalizada com redu\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A norma de S\u00e3o Bernardo do Campo\/SP restringia o direito a f\u00e9rias integrais quando houvesse mais de 30 dias de licen\u00e7a m\u00e9dica no exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Licen\u00e7a m\u00e9dica \u2260 falta ao servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A restri\u00e7\u00e3o compromete o n\u00facleo essencial do direito \u00e0s f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A jurisprud\u00eancia consolidada (Tema 221 RG) veda esse tipo de equipara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O servidor que se afasta por licen\u00e7a m\u00e9dica por longo per\u00edodo pode ter seu per\u00edodo de f\u00e9rias reduzido por lei municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entende que a licen\u00e7a m\u00e9dica n\u00e3o pode afetar o direito \u00e0s f\u00e9rias, por n\u00e3o se tratar de aus\u00eancia volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional norma que condiciona o gozo integral de f\u00e9rias \u00e0 aus\u00eancia de licen\u00e7as m\u00e9dicas superiores a 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia protege o direito ao descanso anual mesmo em caso de afastamento por doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? F\u00e9rias e Licen\u00e7a M\u00e9dica<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 7\u00ba, XVII e 39, \u00a7 3\u00ba ???? Licen\u00e7a \u2260 aus\u00eancia volunt\u00e1ria ???? Direito \u00e0s f\u00e9rias = n\u00facleo essencial ???? Tema 221 RG \u2013 STF: afastamento m\u00e9dico n\u00e3o reduz f\u00e9rias<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No exerc\u00edcio de sua autonomia legislativa para disciplinar o regime jur\u00eddico dos servidores, o <strong>munic\u00edpio n\u00e3o pode restringir o per\u00edodo de f\u00e9rias, sob o fundamento de que o servidor esteve em licen\u00e7a para tratamento de sa\u00fade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A licen\u00e7a para tratamento de sa\u00fade n\u00e3o pode ser confundida com o gozo de f\u00e9rias remuneradas nem com eventual licen\u00e7a volunt\u00e1ria, solicitada por interesse particular do servidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, os dispositivos impugnados limitam o gozo de f\u00e9rias dos servidores p\u00fablicos locais, ao possibilitarem o desconto de dias de descanso daqueles que tenham se afastado por licen\u00e7a m\u00e9dica por per\u00edodo superior a trinta dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), afastamentos por motivo de doen\u00e7a n\u00e3o podem ser interpretados como substitutivos ou impeditivos do direito ao descanso anual, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao direito constitucional de f\u00e9rias do servidor p\u00fablico (CF\/1988, arts. 7\u00ba, XVII; e 39, \u00a7 3\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente a argui\u00e7\u00e3o para reconhecer a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o dos seguintes dispositivos da Lei n\u00ba 1.729\/1968 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Bernardo do Campo\/SP (2): (i) art. 155, caput, relativamente \u00e0 express\u00e3o \u201cdesde que, no exerc\u00edcio anterior, n\u00e3o tenha mais de doze faltas ao servi\u00e7o, por qualquer motivo\u201d, e seu \u00a7 2\u00ba, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 express\u00e3o \u201cdesde que concedidas por prazo n\u00e3o superior a trinta dias, e dentro do exerc\u00edcio\u201d; bem como (ii) art. 156, na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: RE 593.448 (Tema 221 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 1.729\/1968 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Bernardo do Campo\/SP: \u201cArt. 155. O funcion\u00e1rio gozar\u00e1, anualmente, trinta dias seguidos de f\u00e9rias, desde que, no exerc\u00edcio anterior, n\u00e3o tenha mais de doze faltas ao servi\u00e7o, por qualquer motivo. (&#8230;) \u00a7 2\u00ba Tamb\u00e9m n\u00e3o se consideram faltas as aus\u00eancias decorrentes de licen\u00e7a para tratamento de sa\u00fade, desde que concedidas por prazo n\u00e3o superior a trinta dias, e dentro do exerc\u00edcio. Art. 156. Excedidas as faltas fixadas no artigo anterior, as f\u00e9rias passar\u00e3o a ser de vinte dias consecutivos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-parcela-indenizatoria-por-convocacao-extraordinaria-de-deputados-estaduais\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parcela indenizat\u00f3ria por convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de deputados estaduais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Organiza\u00e7\u00e3o dos Poderes<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que autoriza pagamento de parcela indenizat\u00f3ria a deputados estaduais por convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.857\/SP, rel. Min. Cristiano Zanin, julgamento virtual finalizado em 30\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 27, \u00a7 2\u00ba e 57, \u00a7 7\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A veda\u00e7\u00e3o ao pagamento por convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria \u00e9 norma de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A EC 50\/2006 extinguiu essa possibilidade no plano federal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A simetria entre Congresso Nacional e Assembleias Legislativas exige aplica\u00e7\u00e3o uniforme da veda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma paulista autorizava o pagamento de at\u00e9 o dobro do subs\u00eddio mensal em convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a validade da norma da Constitui\u00e7\u00e3o paulista que previa pagamento extra por sess\u00f5es legislativas extraordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A EC 50\/2006 veda a pr\u00e1tica em todas as esferas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A simetria federativa imp\u00f5e a extens\u00e3o da regra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A norma viola a moralidade administrativa e cria remunera\u00e7\u00e3o indireta irregular.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Estados podem instituir verba indenizat\u00f3ria para deputados convocados extraordinariamente, desde que limitada ao subs\u00eddio mensal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF veda qualquer pagamento por convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, conforme simetria com o Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A veda\u00e7\u00e3o ao pagamento de parcela indenizat\u00f3ria a deputados por convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria \u00e9 norma de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A Corte reafirma a proibi\u00e7\u00e3o com base na EC 50\/2006 e no princ\u00edpio da simetria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Deputados Estaduais \u2013 Sess\u00e3o Extraordin\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 27 \u00a72\u00ba e 57 \u00a77\u00ba ???? Proibi\u00e7\u00e3o de pagamento por convoca\u00e7\u00e3o ???? EC 50\/2006 \u2192 regra federal extensiva aos estados ???? STF: norma estadual inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o princ\u00edpio da simetria federativa (CF\/1988, arts. 27, \u00a7 2\u00ba; e 57, \u00a7 7\u00ba) \u2014 norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que possibilita o pagamento de parcela indenizat\u00f3ria a parlamentares convocados para sess\u00f5es legislativas extraordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a previs\u00e3o dessa medida, pelos estados-membros, configura afronta ao texto constitucional, na medida em que o seu artigo 57, \u00a7 7\u00ba (2) \u00e9 norma de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, por for\u00e7a do que disp\u00f5e o artigo 27, \u00a7 2\u00ba (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a Constitui\u00e7\u00e3o paulista permite que os parlamentares recebam at\u00e9 o dobro do seu subs\u00eddio mensal, a depender do n\u00famero de sess\u00f5es extraordin\u00e1rias realizadas, o que n\u00e3o se coaduna com a prote\u00e7\u00e3o da moralidade administrativa. Com o advento da EC n\u00ba 50\/2006, excluiu-se a possibilidade de indenizar os parlamentares pela convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria para, consequentemente, evitar a remunera\u00e7\u00e3o indireta em valor superior ao do subs\u00eddio mensal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da parte final do art. 9\u00ba, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela EC n\u00ba 21\/2006 (4), mais especificamente do trecho \u201cde valor superior ao subs\u00eddio mensal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 4.577, ADI 4.509 e ADI 4.587.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 57. O Congresso Nacional reunir-se-\u00e1, anualmente, na Capital Federal, de <strong>2 de fevereiro a 17 de julho e de 1\u00ba de agosto a 22 de dezembro<\/strong>. (&#8230;) \u00a7 7\u00ba Na sess\u00e3o legislativa extraordin\u00e1ria, o Congresso Nacional somente deliberar\u00e1 sobre a mat\u00e9ria para a qual foi convocado, ressalvada a hip\u00f3tese do \u00a7 8\u00ba deste artigo, vedado o pagamento de parcela indenizat\u00f3ria, em raz\u00e3o da convoca\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CF\/1988: \u201cArt. 27. O n\u00famero de Deputados \u00e0 Assembleia Legislativa corresponder\u00e1 ao triplo da representa\u00e7\u00e3o do Estado na C\u00e2mara dos Deputados e, atingido o n\u00famero de trinta e seis, ser\u00e1 acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. (&#8230;) \u00a7 2\u00ba O subs\u00eddio dos Deputados Estaduais ser\u00e1 fixado por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, na raz\u00e3o de, no m\u00e1ximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em esp\u00e9cie, para os Deputados Federais, observado o que disp\u00f5em os arts. 39, \u00a7 4\u00ba, 57, \u00a7 7\u00ba, 150, II, 153, III, e 153, \u00a7 2\u00ba, I.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo: \u201cArtigo 9\u00b0- O Poder Legislativo \u00e9 exercido pela Assembleia Legislativa, constitu\u00edda de Deputados, eleitos e investidos na forma da legisla\u00e7\u00e3o federal, para uma legislatura de quatro anos. (&#8230;) \u00a7 6\u00b0 &#8211; Na sess\u00e3o legislativa extraordin\u00e1ria, a Assembleia Legislativa somente deliberar\u00e1 sobre a mat\u00e9ria para a qual foi convocada, vedado o pagamento de parcela indenizat\u00f3ria de valor superior ao subs\u00eddio mensal. (NR) com reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00b0 21, de 14\/02\/2006.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-suspensao-estadual-de-fornecimento-de-energia-e-agua-por-inadimplemento\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suspens\u00e3o estadual de fornecimento de energia e \u00e1gua por inadimplemento<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Reparti\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que pro\u00edbe a suspens\u00e3o do fornecimento de energia el\u00e9trica e \u00e1gua em prazo inferior a 60 dias por inadimplemento, por invadir compet\u00eancia da Uni\u00e3o e dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.725\/TO, rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 21, XII, b; 22, IV; 30, I e V.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Compete \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre energia el\u00e9trica e normas gerais sobre \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Compete aos munic\u00edpios legislar sobre servi\u00e7os locais como abastecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A ANEEL \u00e9 a autoridade reguladora da energia el\u00e9trica, com compet\u00eancia normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma do TO afronta a reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias e a l\u00f3gica federativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se o Estado do Tocantins poderia legislar sobre o prazo m\u00ednimo para corte por inadimpl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A norma viola compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A regula\u00e7\u00e3o setorial pertence \u00e0 ANEEL e aos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A lei estadual criou interfer\u00eancia indevida na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional a norma estadual que pro\u00edbe o corte de energia e \u00e1gua por inadimpl\u00eancia em prazo inferior a 60 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF declarou a inconstitucionalidade da norma por invas\u00e3o de compet\u00eancia federal e municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Estados n\u00e3o podem legislar sobre prazos de suspens\u00e3o de fornecimento de energia el\u00e9trica e \u00e1gua, por se tratar de compet\u00eancia da Uni\u00e3o e dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A Corte fixou esse entendimento com base nos arts. 21, 22 e 30 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Corte de Energia e \u00c1gua \u2013 Compet\u00eancia<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 21, 22 e 30 ???? Energia el\u00e9trica = compet\u00eancia federal (ANEEL) ???? \u00c1gua = servi\u00e7o local \u2192 compet\u00eancia municipal ???? Lei estadual \u2192 inconstitucional ???? STF: invas\u00e3o de compet\u00eancia reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para explorar os servi\u00e7os de energia e para legislar sobre energia e \u00e1gua (CF\/1988, arts. 21, XII, b; e 22, IV), bem como infringir a compet\u00eancia dos munic\u00edpios para legislar sobre assuntos de interesse local e organizar servi\u00e7os de interesse local (CF\/1988, art. 30, I e V) \u2014 <em>norma estadual que estabelece regras sobre a suspens\u00e3o do fornecimento dos servi\u00e7os de energia el\u00e9trica e de \u00e1gua por inadimpl\u00eancia do usu\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte: (i) \u00e9 <strong>da Uni\u00e3o a compet\u00eancia legislativa para regular o servi\u00e7o p\u00fablico de energia el\u00e9trica<\/strong>, inclusive a tem\u00e1tica referente \u00e0 suspens\u00e3o dos servi\u00e7os por inadimplemento dos usu\u00e1rios (1); e (ii) \u00e9 de titularidade dos munic\u00edpios as compet\u00eancias administrativa e legislativa relacionadas aos servi\u00e7os de fornecimento de \u00e1gua, ressalvada a institui\u00e7\u00e3o de normas gerais pela Uni\u00e3o (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, compete \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL), autarquia federal institu\u00edda pela Lei n\u00ba 9.427\/1996, emitir normas regulat\u00f3rias que estabele\u00e7am as condi\u00e7\u00f5es gerais do fornecimento de energia el\u00e9trica aos usu\u00e1rios. Atualmente, as regras para a distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica est\u00e3o dispostas em sua Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 1.000\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar inconstitucional o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 3.533\/2019 do Estado do Tocantins (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 7.576, ADI 5.798, ADI 7.386, ADI 7.225, ADI 6.190, ADI 5.960 e ADI 4.925.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 2.340, ADI 7.405, ADI 3.661, ADI 2.790 e ADI 5.877.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 3.533\/2019 do Estado do Tocantins: \u201cArt. 1\u00ba \u00c9 proibida, no \u00e2mbito do Estado do Tocantins, a suspens\u00e3o do fornecimento de energia el\u00e9trica e \u00e1gua tratada pelas concession\u00e1rias por falta de pagamento de seus usu\u00e1rios em prazo inferior a 60 dias corridos, contados a partir da data do vencimento da fatura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-autonomia-organizacional-dos-partidos-e-limite-temporal-para-orgaos-provisorios\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autonomia organizacional dos partidos e limite temporal para \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Eleitoral<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Organiza\u00e7\u00e3o Partid\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a limita\u00e7\u00e3o temporal de at\u00e9 quatro anos para a vig\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios partid\u00e1rios, devendo os partidos substitu\u00ed-los por diret\u00f3rios permanentes com elei\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, sob pena de suspens\u00e3o de repasses dos fundos partid\u00e1rio e eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.875\/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Plen\u00e1rio, julgado em 28\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 17, \u00a7 1\u00ba; EC 97\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A autonomia partid\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 absoluta e encontra limites na exig\u00eancia de democracia interna.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A perpetua\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios compromete a altern\u00e2ncia de poder.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O descumprimento acarreta suspens\u00e3o dos recursos p\u00fablicos partid\u00e1rios, sem direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o foi modulada para produzir efeitos a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se a EC 97\/2017 violava a autonomia partid\u00e1ria ao prever limite de quatro anos para \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A restri\u00e7\u00e3o busca garantir legitimidade e democracia intrapartid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00d3rg\u00e3os provis\u00f3rios devem ser substitu\u00eddos por diret\u00f3rios eleitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A norma n\u00e3o impede a organiza\u00e7\u00e3o dos partidos, mas assegura sua periodicidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A autonomia partid\u00e1ria garante aos partidos liberdade para manter \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios, dispensando-se a exist\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os eleitos nesses casos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A autonomia n\u00e3o \u00e9 absoluta e deve respeitar limites temporais para garantir a democracia interna.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A vig\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios partid\u00e1rios est\u00e1 limitada a tr\u00eas anos, sendo obrigat\u00f3ria a posterior substitui\u00e7\u00e3o por \u00f3rg\u00e3os eleitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao art. 17, \u00a7 1\u00ba da CF, nos termos da EC 97\/2017, para fixar a limita\u00e7\u00e3o temporal para a vig\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios partid\u00e1rios em at\u00e9 quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? \u00d3rg\u00e3os Partid\u00e1rios Provis\u00f3rios<\/td><\/tr><tr><td>???? Autonomia \u2260 perpetua\u00e7\u00e3o ???? Prazo m\u00e1ximo: 4 anos ???? Substitui\u00e7\u00e3o por elei\u00e7\u00e3o direta ???? Suspens\u00e3o dos fundos se descumprido ???? STF: interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 CF<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional norma da EC n\u00ba 97\/2017 que assegura aos partidos pol\u00edticos <strong>autonomia para definir a dura\u00e7\u00e3o de seus \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios, desde que respeitado o prazo m\u00e1ximo de quatro anos e garantida a realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas<\/strong> para sua substitui\u00e7\u00e3o por \u00f3rg\u00e3os permanentes, sob pena de suspens\u00e3o do repasse de recursos dos fundos partid\u00e1rio e eleitoral at\u00e9 a devida regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a autonomia partid\u00e1ria \u2014 que diz respeito \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da estrutura interna, organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento dos respectivos partidos pol\u00edticos \u2014 N\u00c3O \u00c9 ABSOLUTA, pois encontra limites nos princ\u00edpios republicano e democr\u00e1tico, que exigem a renova\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das lideran\u00e7as, a temporalidade dos mandatos e a efetiva participa\u00e7\u00e3o dos filiados na vida interna das agremia\u00e7\u00f5es (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>a perpetua\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios \u2014 compostos por dirigentes nomeados, e n\u00e3o eleitos \u2014 compromete a autenticidade do sistema representativo, a necess\u00e1ria altern\u00e2ncia de poder e enfraquece a democracia intrapartid\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ao final do prazo de quatro anos, os partidos devem substituir os \u00f3rg\u00e3os provis\u00f3rios por diret\u00f3rios permanentes, eleitos por seus filiados. O descumprimento dessa exig\u00eancia implicar\u00e1 a suspens\u00e3o do repasse de recursos dos fundos partid\u00e1rio e eleitoral at\u00e9 a regulariza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o, sem direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o retroativa dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e0 express\u00e3o \u201cdura\u00e7\u00e3o de seus \u00f3rg\u00e3os (&#8230;) provis\u00f3rios\u201d, contida no \u00a7 1\u00ba do art. 17 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela EC n\u00ba 97\/2017 (3), para: (i) definir que os \u00f3rg\u00e3os partid\u00e1rios provis\u00f3rios possuem prazo m\u00e1ximo de vig\u00eancia de at\u00e9 4 (quatro) anos, vedada qualquer tipo de prorroga\u00e7\u00e3o ou substitui\u00e7\u00e3o subsequente por outro \u00f3rg\u00e3o provis\u00f3rio, ainda que com composi\u00e7\u00e3o diversa; (ii) estabelecer que as comiss\u00f5es provis\u00f3rias devem ser substitu\u00eddas por \u00f3rg\u00e3os permanentes, com elei\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, dentro do prazo m\u00e1ximo de vig\u00eancia, sob pena de, n\u00e3o o fazendo, ficar suspenso o direito de recebimento pelo partido pol\u00edtico dos fundos partid\u00e1rio e eleitoral, quando for o caso, at\u00e9 a regulariza\u00e7\u00e3o, sem a possibilidade de pleitear valores retroativos; e, por fim, (iii) modular a decis\u00e3o, para que produza efeitos a partir da data da publica\u00e7\u00e3o da ata da sess\u00e3o de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADI 6.230.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) CF\/1988: \u201cArt. 17. \u00c9 livre a cria\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos, resguardados a soberania nacional, o regime democr\u00e1tico, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) EC n\u00ba 97\/2017: \u201cArt. 1\u00ba A Constitui\u00e7\u00e3o Federal passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es: \u2018Art. 17. (&#8230;) \u00a7 1\u00ba \u00c9 assegurada aos partidos pol\u00edticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, forma\u00e7\u00e3o e dura\u00e7\u00e3o de seus \u00f3rg\u00e3os permanentes e provis\u00f3rios e sobre sua organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento e para adotar os crit\u00e9rios de escolha e o regime de suas coliga\u00e7\u00f5es nas elei\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias, vedada a sua celebra\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es proporcionais, sem obrigatoriedade de vincula\u00e7\u00e3o entre as candidaturas em \u00e2mbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partid\u00e1ria.\u2019\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-indulto-e-aplicavel-ao-trafico-privilegiado\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indulto \u00e9 aplic\u00e1vel ao tr\u00e1fico privilegiado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal \/ Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Indulto e Extin\u00e7\u00e3o da Punibilidade<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras Policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a concess\u00e3o de indulto a condenado por tr\u00e1fico privilegiado, pois essa modalidade n\u00e3o tem natureza hedionda.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.542.482\/SP (Tema 1.400 RG), rel. Min. Presidente, Plen\u00e1rio, julgado em 30\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 5\u00ba, XLIII; Lei 11.343\/2006, art. 33, \u00a7 4\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O tr\u00e1fico privilegiado, por ser uma causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena, n\u00e3o \u00e9 classificado como crime hediondo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A veda\u00e7\u00e3o ao indulto se aplica ao tr\u00e1fico comum, n\u00e3o ao privilegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 pac\u00edfica quanto \u00e0 constitucionalidade do indulto nessa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se o indulto pode ser concedido ao condenado por tr\u00e1fico na forma do \u00a7 4\u00ba do art. 33 da Lei de Drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O tipo privilegiado afasta a hediondez.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A clem\u00eancia presidencial \u00e9 v\u00e1lida, desde que obedecidos os requisitos do decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 afronta ao art. 5\u00ba, XLIII da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O tr\u00e1fico privilegiado n\u00e3o \u00e9 considerado hediondo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF entende que o tr\u00e1fico privilegiado n\u00e3o \u00e9 hediondo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de indulto a condenado por tr\u00e1fico privilegiado, desde que preenchidos os requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a tese fixada no Tema 1.400 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Indulto \u2013 Tr\u00e1fico Privilegiado<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 11.343\/2006, art. 33, \u00a7 4\u00ba ???? N\u00e3o \u00e9 hediondo ???? Pode ser alcan\u00e7ado por indulto ???? STF: Tema 1.400 RG \u2013 indulto v\u00e1lido<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o viola o texto constitucional, em especial o art. 5\u00ba, XLIII, a concess\u00e3o de indulto a indiv\u00edduos condenados por tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas na modalidade privilegiada<\/strong>, dada a aus\u00eancia da hediondez desse tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte, apesar de a Constitui\u00e7\u00e3o Federal dispor que o crime de tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas \u00e9 insuscet\u00edvel de gra\u00e7a ou anistia, a interpreta\u00e7\u00e3o sist\u00eamica de seu texto autoriza a concess\u00e3o do indulto presidencial para o crime de tr\u00e1fico na modalidade privilegiada, desde que cumpridos todos os requisitos (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo afirmou a possibilidade de concess\u00e3o da clem\u00eancia a condenado por tr\u00e1fico privilegiado, bem como entendeu pelo preenchimento dos requisitos previstos no respectivo decreto presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o constitucional suscitada (Tema 1.400 da repercuss\u00e3o geral), bem como (i) reafirmou a jurisprud\u00eancia dominante sobre a mat\u00e9ria (2) para negar provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e (ii) fixou tese.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 constitucional a concess\u00e3o de indulto a condenado por tr\u00e1fico privilegiado, uma vez que o crime n\u00e3o tem natureza hedionda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes: (&#8230;) XLIII &#8211; a lei considerar\u00e1 crimes inafian\u00e7\u00e1veis e insuscet\u00edveis de gra\u00e7a ou anistia a pr\u00e1tica da tortura , o tr\u00e1fico il\u00edcito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evit\u00e1-los, se omitirem;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: RE 1.089.191, RE 954.193, ARE 980.176 AgR, RE 1.537.897, RE 1.090.615 e RE 964.616 (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas); bem como HC 118.533, RE 1.531.661, HC 199.826 AgR, RE 1.538.585 AgR, e RE 937.651 AgR.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-concessao-de-incentivos-fiscais-no-ultimo-ano-de-legislatura-distrital\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Concess\u00e3o de incentivos fiscais no \u00faltimo ano de legislatura distrital<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio \/ Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Ren\u00fancia de Receita e Compet\u00eancia Legislativa<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma da Lei Org\u00e2nica do DF que pro\u00edbe, no \u00faltimo ano de legislatura, a concess\u00e3o de incentivos e benef\u00edcios fiscais, por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.065\/DF, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, julgado em 30\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 24, I; 146, III; 163, I.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A LODF imp\u00f4s restri\u00e7\u00f5es \u00e0 concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais sem respaldo em lei complementar nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Uni\u00e3o det\u00e9m compet\u00eancia para editar normas gerais sobre tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma local extrapolou a compet\u00eancia suplementar do DF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O controle sobre desvirtuamentos deve ser casu\u00edstico, e n\u00e3o por veda\u00e7\u00e3o abstrata.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A ADI questionava artigo da LODF que vedava a concess\u00e3o de incentivos fiscais no \u00faltimo ano de legislatura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A norma local invadiu campo reservado \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O princ\u00edpio da moralidade n\u00e3o justifica restri\u00e7\u00e3o inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Quest\u00f5es previdenci\u00e1rias tamb\u00e9m exigem iniciativa privativa do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional norma distrital que limita a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais por n\u00e3o observar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o sobre normas gerais tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que essa medida invade compet\u00eancia federal e \u00e9 desproporcional. A Corte portanto reafirma o papel da Uni\u00e3o como legislador central em mat\u00e9ria fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? LODF e Ren\u00fancia de Receita<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 24, 146 e 163 ???? Normas gerais \u2192 compet\u00eancia da Uni\u00e3o ???? Veda\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u2192 desproporcional ???? STF: norma distrital inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por invadir a compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o para dispor sobre normas gerais e por violar a separa\u00e7\u00e3o dos Poderes e a autonomia do DF \u2014 dispositivo da Lei Org\u00e2nica do Distrito Federal (LODF) que pro\u00edbe a concess\u00e3o, no \u00faltimo ano de cada legislatura, de isen\u00e7\u00f5es, anistias, remiss\u00f5es, benef\u00edcios e incentivos fiscais, envolvendo mat\u00e9ria tribut\u00e1ria e previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito constitucional, destacam-se as seguintes diretrizes para a ren\u00fancia de receitas: (i) exig\u00eancia de lei complementar nacional para regular as limita\u00e7\u00f5es constitucionais ao poder de tributar (CF\/1988, art. 146, III) e para dispor sobre finan\u00e7as p\u00fablicas (CF\/1988, art. 163, I); e (ii) compet\u00eancia legislativa concorrente sobre direito tribut\u00e1rio e financeiro (CF\/1988, art. 24, I), cabendo ao ente nacional a edi\u00e7\u00e3o de normas gerais e aos demais a compet\u00eancia suplementar (CF\/1988, art. 24, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a norma distrital tratou sobre as normas gerais validamente editadas pela Uni\u00e3o mesmo sem existir qualquer hip\u00f3tese autorizativa do exerc\u00edcio da compet\u00eancia legislativa plena ou suplementar. Ainda que a pretexto de concretizar o princ\u00edpio da moralidade ou de preservar a regularidade das elei\u00e7\u00f5es, a imposi\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 leg\u00edtima compet\u00eancia tribut\u00e1ria, em extrapola\u00e7\u00e3o aos par\u00e2metros constitucionais, configura medida desarrazoada, pois situa\u00e7\u00f5es concretas de desvirtuamento podem e devem ser corrigidas casuisticamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante \u00e0s quest\u00f5es previdenci\u00e1rias, tamb\u00e9m se observa viola\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia do governador. Os entes subnacionais podem dispor apenas sobre o sistema de previd\u00eancia de seus servidores e a iniciativa de lei \u00e9 reservada ao chefe do Poder Executivo (CF\/1988, art. 61, \u00a7 1\u00ba, II, a e c).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a inconstitucionalidade persiste na reda\u00e7\u00e3o posterior do dispositivo em an\u00e1lise, pois a mudan\u00e7a no texto visou apenas permitir, no \u00faltimo exerc\u00edcio da legislatura, a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais relativos ao ICMS quando deliberados de determinada forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou procedente para declarar a inconstitucionalidade do inciso II do art. 131 da LODF\/1993, tanto em sua reda\u00e7\u00e3o original quanto na reda\u00e7\u00e3o que foi conferida pela Emenda \u00e0 Lei Org\u00e2nica n\u00ba 38\/2002 (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) LODF\/1993: \u201cArt. 131. As isen\u00e7\u00f5es, anistias, remiss\u00f5es, benef\u00edcios e incentivos fiscais que envolvam mat\u00e9ria tribut\u00e1ria e previdenci\u00e1ria, inclusive as que sejam objeto de conv\u00eanios celebrados entre o Distrito Federal e a Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios, observar\u00e3o o seguinte: (&#8230;) II &#8211; n\u00e3o ser\u00e3o concedidos no \u00faltimo exerc\u00edcio de cada legislatura, salvo no caso de calamidade p\u00fablica, nos termos da lei; II \u2013 n\u00e3o ser\u00e3o concedidos no \u00faltimo exerc\u00edcio de cada legislatura, salvo os benef\u00edcios fiscais relativos ao imposto sobre opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e sobre presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica\u00e7\u00e3o, deliberados na forma do inciso VII do \u00a7 5\u00ba do art. 135, e no caso de calamidade p\u00fablica, nos termos da lei. (Inciso alterado(a) pelo(a) EMENDA \u00c0 LEI ORG\u00c2NICA n\u00ba 38, de 2002)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prerrogativas-tributarias-concedidas-por-decreto-estadual\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prerrogativas tribut\u00e1rias concedidas por decreto estadual<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio \/ Direito Financeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Princ\u00edpio Legalidade<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que permite ao chefe do Executivo conceder benef\u00edcios fiscais (como anistia, parcelamento e morat\u00f3ria) por decreto aut\u00f4nomo, sem previs\u00e3o em lei formal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.699\/AP, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, julgado em 30\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 150, I e \u00a76\u00ba; LC 101\/2000, art. 14.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A concess\u00e3o de benef\u00edcio fiscal exige lei espec\u00edfica e estimativa de impacto financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Decreto n\u00e3o pode substituir a lei em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma compromete o equil\u00edbrio fiscal e a legalidade estrita.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o foi modulada para preservar atos v\u00e1lidos at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da ata.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A ADI questionava artigo do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do Amap\u00e1 que delegava ao governador a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais por decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A legalidade tribut\u00e1ria \u00e9 cl\u00e1usula p\u00e9trea impl\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A delega\u00e7\u00e3o por lei a decreto fere a reserva legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A modula\u00e7\u00e3o protege a seguran\u00e7a jur\u00eddica de atos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional norma estadual que permite ao governador conceder anistia e parcelamentos tribut\u00e1rios, desde que previstos em conv\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entende que a concess\u00e3o de tais benef\u00edcios exige lei formal, mesmo em conv\u00eanios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A concess\u00e3o de anistia fiscal exige lei espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Somente lei pode tratar de ren\u00fancia fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Reserva Legal Tribut\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 150, I e \u00a76\u00ba ???? LC 101\/2000, art. 14 ???? Decreto \u2260 instrumento v\u00e1lido ???? Modula\u00e7\u00e3o preserva atos pret\u00e9ritos ???? STF: norma estadual inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar os princ\u00edpios da reserva legal e da exclusividade das leis tribut\u00e1rias (CF\/1988, art. 150, I e \u00a7 6\u00ba) \u2014 norma estadual que permite ao governador autorizar, mediante decreto, a realiza\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o, conceder anistia, remiss\u00e3o, parcelamento de d\u00e9bitos fiscais, morat\u00f3ria e amplia\u00e7\u00e3o de prazo de recolhimento de tributos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), \u00e9 vedado ao Poder Legislativo outorgar ao chefe do Poder Executivo a prerrogativa de conceder diretamente benef\u00edcios fiscais, como isen\u00e7\u00f5es e anistias tribut\u00e1rias, pois s\u00e3o mat\u00e9rias reservadas \u00e0 lei em sentido formal.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas reservas legais existem para proteger o contribuinte \u2014 a exemplo das limita\u00e7\u00f5es ao poder estatal de tributar \u2014, bem como para garantir o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas, medida imprescind\u00edvel para o controle inflacion\u00e1rio e o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 14) disp\u00f5e que a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais somente \u00e9 permitida mediante legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, com estrita obedi\u00eancia \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es contidas na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e devidamente embasada por estudos que estimem o impacto financeiro sobre as receitas do er\u00e1rio (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do art. 151, caput, da Lei n\u00ba 400\/1997 do Estado do Amap\u00e1 (3), tanto em sua vers\u00e3o atual como na que vigorou at\u00e9 o advento da Lei estadual n\u00ba 493\/1999. Em acr\u00e9scimo, o Tribunal modulou os efeitos da decis\u00e3o para preservar compensa\u00e7\u00f5es, transa\u00e7\u00f5es, anistias, remiss\u00f5es, parcelamentos, morat\u00f3rias e amplia\u00e7\u00f5es de prazos de recolhimento de tributos concedidos at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento, desde que n\u00e3o existam outras causas de nulidade ainda n\u00e3o convalidadas pelo transcurso do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 1.247 MC e RE 586.560 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei Complementar n\u00ba 101\/2000: \u201cArt. 14. A concess\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o de incentivo ou benef\u00edcio de natureza tribut\u00e1ria da qual decorra ren\u00fancia de receita dever\u00e1 estar acompanhada de estimativa do impacto or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro no exerc\u00edcio em que deva iniciar sua vig\u00eancia e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e a pelo menos uma das seguintes condi\u00e7\u00f5es: I &#8211; demonstra\u00e7\u00e3o pelo proponente de que a ren\u00fancia foi considerada na estimativa de receita da lei or\u00e7ament\u00e1ria, na forma do art. 12, e de que n\u00e3o afetar\u00e1 as metas de resultados fiscais previstas no anexo pr\u00f3prio da lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias; II &#8211; estar acompanhada de medidas de compensa\u00e7\u00e3o, no per\u00edodo mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da eleva\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, amplia\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, majora\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de tributo ou contribui\u00e7\u00e3o. \u00a7 1o A ren\u00fancia compreende anistia, remiss\u00e3o, subs\u00eddio, cr\u00e9dito presumido, concess\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o em car\u00e1ter n\u00e3o geral, altera\u00e7\u00e3o de al\u00edquota ou modifica\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo que implique redu\u00e7\u00e3o discriminada de tributos ou contribui\u00e7\u00f5es, e outros benef\u00edcios que correspondam a tratamento diferenciado. \u00a7 2o Se o ato de concess\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o do incentivo ou benef\u00edcio de que trata o caput deste artigo decorrer da condi\u00e7\u00e3o contida no inciso II, o benef\u00edcio s\u00f3 entrar\u00e1 em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. \u00a7 3o O disposto neste artigo n\u00e3o se aplica: I &#8211; \u00e0s altera\u00e7\u00f5es das al\u00edquotas dos impostos previstos nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constitui\u00e7\u00e3o, na forma do seu \u00a7 1\u00ba; II &#8211; ao cancelamento de d\u00e9bito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobran\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei n\u00ba 400\/1997 do Estado do Amap\u00e1: \u201cArt. 151. O Poder Executivo atrav\u00e9s de Decreto que indicar\u00e1 a autoridade competente poder\u00e1 autorizar a realiza\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o, conceder anistia, remiss\u00e3o, parcelamento de d\u00e9bitos fiscais, morat\u00f3ria e amplia\u00e7\u00e3o de prazo de recolhimento de tributos, observadas, relativamente ao ICMS, as condi\u00e7\u00f5es gerais definidas em Conv\u00eanios celebrados pelo Estado do Amap\u00e1.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cprb-inclusao-de-pis-e-cofins-na-base-de-calculo\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CPRB: inclus\u00e3o de PIS e Cofins na base de c\u00e1lculo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-6\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Contribui\u00e7\u00f5es Previdenci\u00e1rias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-6\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB), pois essa base abrange todos os tributos incidentes sobre a receita.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.341.646\/CE (Tema 1.186 RG), Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Plen\u00e1rio, julgado em 30\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 195, I, b e \u00a79\u00ba; Lei 12.546\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A CPRB \u00e9 regime facultativo de substitui\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o sobre a folha.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A receita bruta \u00e9 definida por legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional que inclui tributos incidentes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Excluir PIS\/Cofins criaria regime h\u00edbrido n\u00e3o previsto em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria impede essa dedu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou se o contribuinte pode excluir PIS e Cofins da base de c\u00e1lculo da CPRB, como ocorre no regime cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A ades\u00e3o \u00e0 CPRB exige aceita\u00e7\u00e3o integral de suas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exclus\u00e3o seria amplia\u00e7\u00e3o indevida do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A tese foi fixada com repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O contribuinte que opta pela CPRB pode excluir da base de c\u00e1lculo o valor do PIS e da Cofins destacados nas notas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que a receita bruta na CPRB inclui esses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A PIS e Cofins integram o conceito legal de receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 uma premissa fixada no Tema 1.186 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? CPRB e Receita Bruta<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 195, I, b e \u00a79\u00ba ???? Lei 12.546\/2011 ???? Receita bruta inclui tributos incidentes ???? Regime facultativo \u2192 ades\u00e3o total ???? STF: Tema 1.186 RG \u2013 inclus\u00e3o v\u00e1lida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a receita bruta (CPRB), institu\u00edda pela Lei n\u00ba 12.546\/2011, tem como base de c\u00e1lculo o conceito de receita bruta previsto no art. 12 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598\/1977, o qual inclui os tributos incidentes sobre ela, como o PIS e a COFINS. Por se tratar de benef\u00edcio fiscal de ades\u00e3o facultativa, o contribuinte que opta por esse regime deve observar integralmente suas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia de expressa autoriza\u00e7\u00e3o no texto constitucional (CF\/1988, art. 195, I, b, e \u00a7 9\u00ba), a CPRB foi criada para substituir a contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre a folha de sal\u00e1rios, como instrumento de pol\u00edtica tribut\u00e1ria voltado \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento, a fim de estimular determinados setores da economia (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (2), a CPRB constitui benef\u00edcio fiscal de ades\u00e3o facultativa, com base de c\u00e1lculo definida em legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, que adota um conceito amplo de receita bruta (3). Assim, a ado\u00e7\u00e3o desse benef\u00edcio implica em <em>obedi\u00eancia \u00e0s suas regras<\/em>, sem a possibilidade de que se mesclem regras de diferentes regimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>a exclus\u00e3o do PIS e da COFINS da base de c\u00e1lculo da CPRB representaria uma amplia\u00e7\u00e3o indevida do benef\u00edcio fiscal e, consequentemente, resultaria na cria\u00e7\u00e3o de um regime h\u00edbrido n\u00e3o previsto em lei<\/strong>, em viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da legalidade tribut\u00e1ria (CF\/1988, art. 150, I e \u00a7 6\u00ba) e da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, discutiu-se a possibilidade de exclus\u00e3o dos valores relativos ao PIS e \u00e0 COFINS da base de c\u00e1lculo da CPRB. O contribuinte, ao recorrer do ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o, sustentava que tais tributos n\u00e3o integrariam a receita bruta, por n\u00e3o representarem acr\u00e9scimo patrimonial efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.186 da repercuss\u00e3o geral, (i) negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio, para manter o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido pelos seus pr\u00f3prios fundamentos; e (ii) fixou tese.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tese fixada<\/strong>: \u201c\u00c9 constitucional a inclus\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 195. A seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, e das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais: (&#8230;) I &#8211; do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (&#8230;) b) a receita ou o faturamento; (&#8230;) \u00a7 9\u00ba As contribui\u00e7\u00f5es sociais previstas no inciso I do caput deste artigo poder\u00e3o ter al\u00edquotas diferenciadas em raz\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, da utiliza\u00e7\u00e3o intensiva de m\u00e3o de obra, do porte da empresa ou da condi\u00e7\u00e3o estrutural do mercado de trabalho, sendo tamb\u00e9m autorizada a ado\u00e7\u00e3o de bases de c\u00e1lculo diferenciadas apenas no caso das al\u00edneas &#8220;b&#8221; e &#8220;c&#8221; do inciso I do caput.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: RE 1.187.264 (Tema 1.048 RG) e RE 1.285.845 (Tema 1.135 RG).<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Decreto Lei n\u00ba 1.598\/1977: \u201cArt. 12. A receita bruta compreende: I &#8211; o produto da venda de bens nas opera\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria; II &#8211; o pre\u00e7o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em geral; III &#8211; o resultado auferido nas opera\u00e7\u00f5es de conta alheia; e IV &#8211; as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jur\u00eddica n\u00e3o compreendidas nos incisos I a III. \u00a7 1\u00ba A receita l\u00edquida ser\u00e1 a receita bruta diminu\u00edda de: I &#8211; devolu\u00e7\u00f5es e vendas canceladas; II &#8211; descontos concedidos incondicionalmente; III &#8211; tributos sobre ela incidentes; e IV &#8211; valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das opera\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 receita bruta. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Na receita bruta n\u00e3o se incluem os tributos n\u00e3o cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos servi\u00e7os na condi\u00e7\u00e3o de mero deposit\u00e1rio. \u00a7 5\u00ba Na receita bruta incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei n\u00ba 6.404, de 15 de dezembro de 1976, das opera\u00e7\u00f5es previstas no caput, observado o disposto no \u00a7 4\u00ba.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-76c69b4f-6b21-4ba4-a6c1-dd07228ac588\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/15101901\/stf-info-1180.pdf\">STF &#8211; Info 1180<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/15101901\/stf-info-1180.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-76c69b4f-6b21-4ba4-a6c1-dd07228ac588\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Servidor p\u00fablico municipal: restri\u00e7\u00e3o ao direito de f\u00e9rias por licen\u00e7a m\u00e9dica Indexador Disciplina: Direito Administrativo Cap\u00edtulo: Regime Jur\u00eddico dos Servidores \u00c1rea Magistratura Procuradorias Destaque \u00c9 inconstitucional norma municipal que reduz o per\u00edodo de f\u00e9rias do servidor com base em afastamento por licen\u00e7a m\u00e9dica superior a trinta dias. 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