{"id":1607049,"date":"2025-07-15T07:55:50","date_gmt":"2025-07-15T10:55:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1607049"},"modified":"2025-07-15T07:55:52","modified_gmt":"2025-07-15T10:55:52","slug":"informativo-stj-855-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-855-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 855 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/15075519\/stj-info-855.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_KNaaYzLPirQ\"><div id=\"lyte_KNaaYzLPirQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/KNaaYzLPirQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/KNaaYzLPirQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/KNaaYzLPirQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-beneficio-fiscal-do-perse-necessidade-de-inscricao-no-cadastur-e-vedacao-aos-optantes-do-simples-nacional\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Benef\u00edcio fiscal do PERSE: necessidade de inscri\u00e7\u00e3o no CADASTUR e veda\u00e7\u00e3o aos optantes do Simples Nacional<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Benef\u00edcios Fiscais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>1. Para fruir do benef\u00edcio fiscal do PERSE, \u00e9 necess\u00e1ria a inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via no CADASTUR;<\/p>\n\n\n\n<p>2. Optantes do Simples Nacional n\u00e3o podem se beneficiar da al\u00edquota zero do PERSE, dada a veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 cumula\u00e7\u00e3o com outros regimes favorecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.126.428-RJ e conexos, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2025 (Tema 1283).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 14.148\/2021, art. 4\u00ba; Lei 11.771\/2008, arts. 21 e 22; LC 123\/2006, art. 24, \u00a7 1\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) concede al\u00edquota zero para PIS\/Cofins, CSLL e IRPJ a empresas do setor tur\u00edstico, desde que cadastradas regularmente no CADASTUR.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A inscri\u00e7\u00e3o no CADASTUR em 18\/03\/2022 passou a ser requisito legal (Lei 14.592\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A LC 123\/2006 pro\u00edbe expressamente o ac\u00famulo de regimes tribut\u00e1rios favorecidos, como o Simples Nacional, com benef\u00edcios fiscais n\u00e3o autorizados pela pr\u00f3pria lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ unificou o entendimento sobre os requisitos para ades\u00e3o ao PERSE, especialmente a exig\u00eancia do CADASTUR e a incompatibilidade com o Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A inscri\u00e7\u00e3o no CADASTUR \u00e9 requisito objetivo para frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, especialmente em setores como restaurantes e bares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 cumula\u00e7\u00e3o \u00e9 regra estrutural do Simples Nacional e n\u00e3o pode ser afastada por lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Empresas do Simples Nacional podem se beneficiar da al\u00edquota zero do PERSE se exercerem atividade tur\u00edstica cadastrada na CNAE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A LC 123\/2006 veda expressamente a cumula\u00e7\u00e3o do Simples com benef\u00edcios fiscais como o do PERSE.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Para obter os benef\u00edcios fiscais do PERSE, \u00e9 necess\u00e1rio estar regularmente inscrito no CADASTUR na data de corte definida em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A legisla\u00e7\u00e3o posterior tornou a inscri\u00e7\u00e3o no CADASTUR condi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? PERSE \u2013 Requisitos<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 14.148\/2021 e Lei 14.592\/2023 ???? CADASTUR em 18\/03\/2022 \u2192 obrigat\u00f3rio ???? Simples Nacional \u2260 cumul\u00e1vel com PERSE ???? CNAE + inscri\u00e7\u00e3o v\u00e1lida \u2192 exig\u00eancia cumulativa ???? STJ: Tema 1283 \u2013 crit\u00e9rios fixados<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia repetitiva foi assim delimitada: Definir 1) se \u00e9 necess\u00e1rio (ou n\u00e3o) que o contribuinte esteja previamente inscrito no CADASTUR, conforme previsto na Lei n. 11.771\/2008, para que possa usufruir dos benef\u00edcios previstos no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), institu\u00eddo pela Lei 14.148\/2021; 2) se o contribuinte optante pelo SIMPLES Nacional pode (ou n\u00e3o) beneficiar-se da al\u00edquota zero relativa ao PIS\/COFINS, \u00e0 CSLL e ao IRPJ, prevista no PERSE, considerando a veda\u00e7\u00e3o legal inserta no art. 24, \u00a7 1\u00ba, da LC n. 123\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O PERSE estabeleceu a\u00e7\u00f5es emergenciais e tempor\u00e1rias destinadas ao setor de eventos para compensar os efeitos decorrentes das medidas de isolamento ou de quarentena realizadas para enfrentamento da pandemia da Covid-19, estabelecendo um benef\u00edcio de al\u00edquota 0% (zero por cento) para a Contribui\u00e7\u00e3o PIS\/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ (art. 4\u00ba da Lei n. 14.148\/2021)..<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A primeira quest\u00e3o diz com a interpreta\u00e7\u00e3o conjunta do art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, IV, da Lei n. 14.148\/2021, e dos arts. 21 e 22 da Lei n. 11.771\/2008. Busca-se a uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia quanto a legitimidade da exig\u00eancia de pr\u00e9via inscri\u00e7\u00e3o no Cadastro de Prestadores de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos &#8211; CADASTUR, na data da publica\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.148\/2021, a fim de que as empresas prestadoras de servi\u00e7os tur\u00edsticos possam ingressar no PERSE.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 21 da Lei n. 11.771\/2008 traz um rol de atividades econ\u00f4micas que s\u00e3o consideradas como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de turismo em seu caput. J\u00e1, no par\u00e1grafo \u00fanico, disp\u00f5e que as sociedades empres\u00e1rias que prestam atividades enquadradas em um segundo rol de atividades econ\u00f4micas &#8220;poder\u00e3o ser cadastradas no Minist\u00e9rio do Turismo&#8221;. Anote-se que a Lei n. 14.978, de 18 de setembro de 2024, fez amplia\u00e7\u00f5es no conceito de &#8220;prestadores de servi\u00e7os tur\u00edsticos&#8221;, transformou o par\u00e1grafo \u00fanico em \u00a7 1\u00ba, dentre outras altera\u00e7\u00f5es, sem relev\u00e2ncia para o deslinde desta controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por sua vez, o art. 22 da Lei n. 11.771\/2008 diz que as prestadoras de servi\u00e7os tur\u00edsticos, definidas no artigo anterior, &#8220;est\u00e3o obrigados ao cadastro no Minist\u00e9rio do Turismo&#8221;, o mencionado CADASTUR.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O entendimento adotado pelo Minist\u00e9rio da Economia e pela Receita Federal do Brasil foi no sentido de que a &#8220;presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tur\u00edsticos&#8221; s\u00f3 d\u00e1 jus ao benef\u00edcio fiscal se a sociedade empres\u00e1ria estiver inscrita e em situa\u00e7\u00e3o regular no CADASTUR no momento da publica\u00e7\u00e3o das partes vetadas da Lei n. 14.148\/2021 (18\/3\/2022). Nesse mesmo sentido, as normas complementares cont\u00eam listas de c\u00f3digos na CNAE que s\u00e3o potencialmente entendidos como &#8220;presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tur\u00edsticos&#8221;. O enquadramento nos c\u00f3digos listados, no entanto, n\u00e3o \u00e9 tido por suficiente: exige-se a combina\u00e7\u00e3o com a inscri\u00e7\u00e3o regular no CADASTUR por ocasi\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o da lei que criou o PERSE.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esse entendimento do Poder Executivo foi posteriormente positivado em lei. A Medida Provis\u00f3ria n. 1.147\/2022, convertida na Lei n. 14.592\/2023, introduziu \u00a7 5\u00ba no art. 4\u00ba da Lei n. 14.148\/2021, condicionando o benef\u00edcio &#8220;\u00e0 regularidade, em 18 de mar\u00e7o de 2022, de sua situa\u00e7\u00e3o perante o Cadastro dos Prestadores de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos (CADASTUR)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, alguns setores s\u00e3o apenas eventualmente ligados \u00e0 cadeia produtiva do turismo, como o setor de &#8220;restaurantes, cafeterias, bares e similares&#8221; (art. 21, par\u00e1grafo \u00fanico, I, atual \u00a7 1\u00ba, I, da Lei n. 11.771\/2008), a depender da clientela para o qual o estabelecimento \u00e9 voltado. Justamente por essa raz\u00e3o, a pessoa prestadora de tais servi\u00e7os t\u00eam a prerrogativa de se cadastrar ou n\u00e3o no CADASTUR, de modo que, somente se cadastrada, ter\u00e1 que observar as obriga\u00e7\u00f5es e far\u00e1 jus aos direitos pertinentes do status de prestador de servi\u00e7os tur\u00edsticos, sendo, sob esse aspecto, o cadastro \u00e9 facultativo. Assim, para esses setores, a op\u00e7\u00e3o pelo cadastro \u00e9 constitutiva da situa\u00e7\u00e3o de prestador de servi\u00e7os tur\u00edsticos, e \u00e9 nesse sentido que deve ser compreendida a obrigatoriedade do cadastro, prevista no art. 22, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles que poder\u00e3o ser cadastrados, na forma do art. 21, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 11.771\/2008.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, a exig\u00eancia da regularidade no CADASTUR foi o crit\u00e9rio elemento indicativo adicional para indicar que, naquele caso, o contribuinte do ramo de restaurantes, cafeterias, bares e similares \u00e9 um prestador de servi\u00e7os tur\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O \u00a7 2\u00ba do art. 2\u00ba da Lei n. 14.148\/2021 \u00e9 relevante porque autoriza o Poder Executivo a complementar a lei e estabelecer o c\u00f3digo do CNAE como crit\u00e9rio de enquadramento no Programa. Em um momento em que o distanciamento social era uma exig\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica, esse mandado conferido pelo legislador ao Poder Executivo simplificava a demonstra\u00e7\u00e3o do direito ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, esse dispositivo n\u00e3o exclui a articula\u00e7\u00e3o com outros elementos indicativos, que sejam demonstrativos do conceito legal em tela. <strong>No caso da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tur\u00edsticos, \u00e9 perfeitamente adequada a articula\u00e7\u00e3o com o CADASTUR, cadastro com previs\u00e3o legal espec\u00edfica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se o CADASTUR n\u00e3o fosse usado como elemento indicativo, todo e qualquer restaurante ou assemelhado faria jus ao PERSE. A lei n\u00e3o deu essa amplitude ao universo de beneficiados, na medida em que o benef\u00edcio foi ligado ao setor de turismo, n\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a leitura conjunta do inciso IV do \u00a7 1\u00ba do art. 2\u00ba, Lei n. 14.148\/2021, que menciona a &#8220;presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tur\u00edsticos&#8221;, remetendo sua defini\u00e7\u00e3o a dispositivo de outra lei (art. 21 da Lei n. 11.771\/2008); com o \u00a7 2\u00ba do mesmo artigo, que estabelece o c\u00f3digo da CNAE como elemento indicativo do enquadramento na defini\u00e7\u00e3o, permite buscar outros elementos indicativos da medida de compara\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tur\u00edsticos. A inscri\u00e7\u00e3o regular no CADASTUR em dado momento complementa a demonstra\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese legal de tratamento diferenciado e est\u00e1 em conformidade com o texto e a finalidade da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A segunda quest\u00e3o diz respeito \u00e0 restri\u00e7\u00e3o da frui\u00e7\u00e3o do mesmo benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o a 0% (zero por cento) da al\u00edquota para a Contribui\u00e7\u00e3o PIS\/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ, previsto no art. 4\u00ba da Lei n. 14.148\/2021, pelas pessoas jur\u00eddicas optantes pelo Simples Nacional, tendo em vista a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 24, \u00a7 1\u00ba, da Lei Complementar n. 123\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Regime Especial Unificado de Arrecada\u00e7\u00e3o de Tributos e Contribui\u00e7\u00f5es devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte &#8211; Simples Nacional \u00e9 um regime especial e opcional de tributa\u00e7\u00e3o que permite o recolhimento unificado dos principais impostos e contribui\u00e7\u00f5es (arts. 12 e 13 da Lei Complementar n. 123\/2006).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como regime especial, o Simples Nacional \u00e9 regido por uma s\u00e9rie de normas aplic\u00e1veis aos optantes. Uma dessas normas \u00e9 a regra que veda a cumula\u00e7\u00e3o do regime simplificado com benef\u00edcios fiscais (art. 24, \u00a7 1\u00ba, da Lei Complementar n. 123\/2006). A veda\u00e7\u00e3o de cumula\u00e7\u00e3o faz parte do Simples Nacional, sendo ela aplic\u00e1vel, ainda que n\u00e3o haja reprodu\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia do benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa veda\u00e7\u00e3o de cumula\u00e7\u00e3o \u00e9 perempt\u00f3ria e inexor\u00e1vel. N\u00e3o se deixou espa\u00e7o para aplica\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o excepcional ou tempor\u00e1ria, como \u00e9 o caso da Lei n. 14.148\/2021, que trata de medidas de combate \u00e0 pandemia da Covid-19. A Lei Complementar despreza as benesses estabelecidas no exerc\u00edcio da compet\u00eancia tribut\u00e1ria por quaisquer dos entes da federa\u00e7\u00e3o, &#8220;exceto as previstas ou autorizadas nesta Lei Complementar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, tendo em vista o car\u00e1ter opcional do regime simplificado, aos contribuintes n\u00e3o cabe invocar o princ\u00edpio da igualdade para exigir o tratamento favorecido. A microempresa ou empresa de pequeno porte n\u00e3o \u00e9 obrigada a recolher seus tributos pelo regime do Simples Nacional, podendo seguir os regimes n\u00e3o simplificados de tributa\u00e7\u00e3o, se assim for de seu interesse. Logo, o benef\u00edcio fiscal n\u00e3o pode ser estendido, com base na isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, os optantes do Simples Nacional n\u00e3o fazem jus ao benef\u00edcio do art. 4\u00ba da Lei n. 14.148\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-bem-de-familia-e-execucao-de-hipoteca-para-divida-empresarial\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem de fam\u00edlia e execu\u00e7\u00e3o de hipoteca para d\u00edvida empresarial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil \/ Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Execu\u00e7\u00e3o e Garantias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia em hipoteca s\u00f3 se aplica se a d\u00edvida tiver beneficiado a entidade familiar;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando os s\u00f3cios s\u00e3o os \u00fanicos propriet\u00e1rios do im\u00f3vel hipotecado, presume-se o benef\u00edcio familiar, cabendo ao devedor provar o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.093.929-MG e REsp 2.105.326-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 5\/6\/2025 (Tema 1261).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 8.009\/1990, art. 3\u00ba, V.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A hipoteca feita por pessoa f\u00edsica para garantir d\u00edvida de empresa familiar pode comprometer o bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade exige prova de que a d\u00edvida beneficiou a fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova varia conforme a titularidade do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>V, da Lei 8.009\/90 em execu\u00e7\u00f5es de d\u00edvida empresarial com garantia hipotec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Se o im\u00f3vel \u00e9 de s\u00f3cio que n\u00e3o \u00e9 \u00fanico titular da empresa \u2192 credor deve provar o benef\u00edcio familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Se o im\u00f3vel pertence exclusivamente aos s\u00f3cios da empresa \u2192 presume-se o benef\u00edcio, cabendo ao devedor afast\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Se todos os s\u00f3cios da empresa s\u00e3o os propriet\u00e1rios do im\u00f3vel hipotecado, presume-se que a d\u00edvida beneficiou a entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A presun\u00e7\u00e3o pode ser afastada, mas inverte-se o \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O im\u00f3vel residencial oferecido em hipoteca por um dos s\u00f3cios de empresa familiar pode ser penhorado independentemente do benef\u00edcio \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ exige prova de que a d\u00edvida favoreceu a entidade familiar para aplicar a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Bem de Fam\u00edlia \u2013 Hipoteca Empresarial<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 8.009\/1990, art. 3\u00ba, V ???? Exce\u00e7\u00e3o \u2192 s\u00f3 com benef\u00edcio familiar ???? Prova do credor (1 s\u00f3cio) ???? Prova do devedor (s\u00f3cios \u00fanicos) ???? STJ: Tema 1261 \u2013 crit\u00e9rios definidos<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a penhora de im\u00f3vel residencial oferecido como garantia real, em favor de terceiros, pelo casal ou pela entidade familiar, exige comprova\u00e7\u00e3o de que o proveito se reverteu em favor da entidade familiar, e como se distribui o \u00f4nus da prova nas garantias prestadas em favor de sociedade na qual os propriet\u00e1rios do bem t\u00eam participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O bem de fam\u00edlia previsto na Lei n. 8.009\/1990 constitui forma de prote\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel urbano ou rural destinado \u00e0 moradia familiar, retirando-o da possibilidade de excuss\u00e3o juntamente com os demais bens que comp\u00f5em o patrim\u00f4nio do devedor. Trata-se, em verdade, de prote\u00e7\u00e3o cujo instituidor \u00e9 o pr\u00f3prio Estado, criada por norma de ordem p\u00fablica e institu\u00edda imediata e ex lege pelo simples fato de constituir o im\u00f3vel resid\u00eancia do grupo familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, a Lei n. 8.009\/1990 excepciona a regra da impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia na hip\u00f3tese de execu\u00e7\u00e3o hipotec\u00e1ria sobre o im\u00f3vel oferecido pelo casal ou entidade familiar: art. 3\u00ba A impenhorabilidade \u00e9 opon\u00edvel em qualquer processo de execu\u00e7\u00e3o civil, fiscal, previdenci\u00e1ria, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: (&#8230;) V &#8211; para execu\u00e7\u00e3o de hipoteca sobre o im\u00f3vel, oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O dispositivo legal torna penhor\u00e1vel o im\u00f3vel destinado \u00e0 moradia da fam\u00edlia <em>desde que o bem tenha sido oferecido \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de garantia hipotec\u00e1ria pelo casal ou pela entidade familiar<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a fim de compatibilizar a manuten\u00e7\u00e3o da efetividade da garantia hipotec\u00e1ria e seu car\u00e1ter com a necess\u00e1ria prote\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia erga omnes da fam\u00edlia, ao interpretar a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade prevista no art. 3\u00ba, V, da Lei n. 8.009\/1990, orientou-se no sentido de que se cuida de hip\u00f3tese de ren\u00fancia \u00e0 prote\u00e7\u00e3o legal, mas restringe sua abrang\u00eancia somente para aqueles casos em que a d\u00edvida foi constitu\u00edda em benef\u00edcio da entidade familiar, avan\u00e7ando para distribuir o \u00f4nus da prova da seguinte forma: (i) se o bem for dado em garantia real por um dos s\u00f3cios de pessoa jur\u00eddica, \u00e9, em regra, impenhor\u00e1vel, cabendo ao credor o \u00f4nus de comprovar que o d\u00e9bito da pessoa jur\u00eddica se reverteu em benef\u00edcio da entidade familiar; e (ii) caso os \u00fanicos s\u00f3cios da sociedade sejam os titulares do im\u00f3vel hipotecado, a regra \u00e9 da penhorabilidade do bem de fam\u00edlia, competindo aos propriet\u00e1rios demonstrar que o d\u00e9bito da pessoa jur\u00eddica n\u00e3o se reverteu em benef\u00edcio da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deve ser referido que a hip\u00f3tese em que se justifica a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade se origina no oferecimento do bem im\u00f3vel em garantia hipotec\u00e1ria, comumente para o entabulamento de contrato de m\u00fatuo, de forma volunt\u00e1ria e formal, pelo devedor ou devedores.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A partir do contexto da exist\u00eancia da garantia hipotec\u00e1ria, constitu\u00edda sobre o im\u00f3vel ofertado pelo devedor, as institui\u00e7\u00f5es financeiras concedem-lhe financiamentos, pautados na confian\u00e7a leg\u00edtima e na formaliza\u00e7\u00e3o da garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Ao ofertar o bem para a constitui\u00e7\u00e3o da garantia hipotec\u00e1ria, a atitude posterior dos pr\u00f3prios devedores tendente a excluir o bem da responsabilidade patrimonial revela comportamento contradit\u00f3rio<\/strong>. O nemo potest venire contra factum proprium tem por efeito impedir o exerc\u00edcio do comportamento em contradi\u00e7\u00e3o com a conduta anteriormente praticada, com fundamento no princ\u00edpio da boa-f\u00e9 e da confian\u00e7a leg\u00edtima, sendo categorizado como forma de exerc\u00edcio inadmiss\u00edvel de um direito. Nessa concep\u00e7\u00e3o, consubstancia-se em forma de limite ao exerc\u00edcio de um direito subjetivo propriamente dito ou potestativo, ou, mais propriamente, \u00e0 defesa do bem oferecido em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desta forma, fixam-se as seguintes <strong>TESES<\/strong>: I) a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia nos casos de execu\u00e7\u00e3o de hipoteca sobre o im\u00f3vel, oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar, prevista no art. 3\u00ba, V, da Lei n. 8.009\/1990, restringe-se \u00e0s hip\u00f3teses em que a d\u00edvida foi constitu\u00edda em benef\u00edcio da entidade familiar; II) em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f4nus da prova, a) se o bem for dado em garantia real por um dos s\u00f3cios de pessoa jur\u00eddica, \u00e9, em regra, impenhor\u00e1vel, cabendo ao credor o \u00f4nus de comprovar que o d\u00e9bito da pessoa jur\u00eddica se reverteu em benef\u00edcio da entidade familiar; e b) caso os \u00fanicos s\u00f3cios da sociedade sejam os titulares do im\u00f3vel hipotecado, a regra \u00e9 da penhorabilidade do bem de fam\u00edlia, competindo aos propriet\u00e1rios demonstrar que o d\u00e9bito da pessoa jur\u00eddica n\u00e3o se reverteu em benef\u00edcio da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aposentadoria-provisoria-e-contagem-de-tempo-de-contribuicao\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aposentadoria provis\u00f3ria e contagem de tempo de contribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Previdenci\u00e1rio \/ Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Benef\u00edcios Previdenci\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel computar o per\u00edodo de percep\u00e7\u00e3o de aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o obtida via tutela provis\u00f3ria posteriormente revogada para fins de nova aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.457.398-SE, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 13\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 8.213\/1991; CPC\/2015, art. 300, \u00a7 3\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A tutela provis\u00f3ria \u00e9 prec\u00e1ria e revers\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O benef\u00edcio cessado por decis\u00e3o posterior n\u00e3o gera direito adquirido ao tempo de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O tempo de contribui\u00e7\u00e3o exige recolhimento efetivo de contribui\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o se d\u00e1 durante o recebimento do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se o tempo de recebimento de aposentadoria provis\u00f3ria pode ser somado para futura concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A revoga\u00e7\u00e3o da tutela implica retorno \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o houve exerc\u00edcio de atividade remunerada nem contribui\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A contagem violaria a natureza contributiva do regime.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O tempo em que o segurado recebeu benef\u00edcio previdenci\u00e1rio provis\u00f3rio pode ser somado como tempo de contribui\u00e7\u00e3o, mesmo ap\u00f3s revoga\u00e7\u00e3o da tutela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ afirma que, revogada a tutela, n\u00e3o h\u00e1 direito \u00e0 contagem, pois n\u00e3o houve contribui\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aposentadoria provis\u00f3ria cessada por revoga\u00e7\u00e3o judicial gera efeitos para fins de c\u00f4mputo de tempo de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O tempo n\u00e3o pode ser considerado como contribui\u00e7\u00e3o v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Tutela Antecipada e Tempo de Contribui\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? Tutela \u2192 prec\u00e1ria e revers\u00edvel ???? Revogada = retorno ao status quo ???? Sem recolhimento \u2192 sem tempo v\u00e1lido ???? STJ: contagem indevida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o submetida a julgamento consiste em saber se o tempo em que o recorrente recebeu o benef\u00edcio de aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de tutela provis\u00f3ria posteriormente revogada pode ser somado ao seu tempo de contribui\u00e7\u00e3o com a finalidade de obter a aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em regra, a tutela antecipada ou de urg\u00eancia figura como provimento judicial provis\u00f3rio e revers\u00edvel (art. 273, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/1973 e artigos 296 e 300, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015). Ou seja, a rigor, a revoga\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que concede o mandamento provis\u00f3rio produz efeitos imediatos e retroativos, impondo o retorno \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior ao deferimento da medida, cujo \u00f4nus deve ser suportado pelo benefici\u00e1rio da tutela.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, como o cumprimento provis\u00f3rio ocorre por iniciativa e responsabilidade do autor, cabe a este, em regra, suportar o \u00f4nus decorrente da revers\u00e3o da decis\u00e3o prec\u00e1ria, visto que, a rigor, pode, de antem\u00e3o, prever os resultados de eventual cassa\u00e7\u00e3o da medida, escolher sujeitar-se a tais consequ\u00eancias e at\u00e9 mesmo trabalhar previamente para evitar ou mitigar o dano no caso de revers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, no julgamento da Pet 12.482\/DF, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ ratificou o entendimento anteriormente firmado no julgamento do Tema repetitivo n. 692 do STJ, segundo o qual a reforma da decis\u00e3o que antecipa os efeitos da tutela obriga a parte benefici\u00e1ria \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o dos valores recebidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, cassada a decis\u00e3o que antecipa a tutela, a parte benefici\u00e1ria obriga-se \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o dos valores, uma vez que \u00e9 da natureza do instituto a reversibilidade dos efeitos da decis\u00e3o, conforme disp\u00f5e o \u00a7 3\u00ba do art. 300 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, a tutela provis\u00f3ria, tendo natureza prec\u00e1ria e provis\u00f3ria, uma vez cassada, deve restituir as partes \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior ao seu deferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, a legisla\u00e7\u00e3o que rege a mat\u00e9ria (Lei n. 8.213\/1991 e o Decreto n. 3.048\/1999) estabelece expressamente qual \u00e9 o per\u00edodo que deve ser considerado como tempo de contribui\u00e7\u00e3o do segurado que deixou de exercer atividade remunerada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verifica-se, pois, que o conceito normativo de tempo de contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 o tempo correspondente aos per\u00edodos para os quais tenha havido contribui\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria ou facultativa para o Regime Geral de Previd\u00eancia Social &#8211; RGPS.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, conjugando-se a defini\u00e7\u00e3o do que deve ser considerado como tempo de contribui\u00e7\u00e3o, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, com a natureza prec\u00e1ria da antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, os valores recebidos a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela n\u00e3o podem ser equiparados aos benef\u00edcios de aux\u00edlio-acidente ou de aposentadoria por invalidez.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cobranca-de-laudemio-em-permuta-no-local-envolvendo-terrenos-de-marinha\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cobran\u00e7a de laud\u00eamio em permuta no local envolvendo terrenos de marinha<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Terrenos de Marinha e Laud\u00eamio<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 leg\u00edtima a cobran\u00e7a de laud\u00eamio na transfer\u00eancia onerosa de im\u00f3veis edificados sobre terrenos de marinha, ainda que decorrente de \u201cpermuta no local\u201d entre o ex-titular do dom\u00ednio \u00fatil e a incorporadora.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.652.517-SC, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 10\/6\/2025, DJEN 16\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 9.636\/1998; Decreto-Lei 9.760\/1946.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A permuta n\u00e3o descaracteriza a transfer\u00eancia onerosa, pois envolve troca com valor econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A transfer\u00eancia dos im\u00f3veis ao ex-propriet\u00e1rio configura fato gerador aut\u00f4nomo do laud\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A titularidade parcial reservada n\u00e3o desconstitui a opera\u00e7\u00e3o perante a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A permuta difere de contrato de empreitada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu a incid\u00eancia do laud\u00eamio na permuta entre o titular do dom\u00ednio \u00fatil e a incorporadora, quando parte do terreno \u00e9 devolvida em forma de im\u00f3veis constru\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A permuta equivale a neg\u00f3cio oneroso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A titularidade privada n\u00e3o se sobrep\u00f5e \u00e0 exig\u00eancia p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A reserva contratual n\u00e3o substitui aforamento ou registro formal junto \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A permuta entre particular e incorporadora sobre terreno de marinha isenta o novo im\u00f3vel da incid\u00eancia de laud\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entendeu que a permuta \u00e9 neg\u00f3cio oneroso e incide o laud\u00eamio, inclusive sobre os im\u00f3veis entregues.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A entrega de im\u00f3veis edificados ao antigo titular do terreno em permuta sobre \u00e1rea de marinha isenta a incid\u00eancia do laud\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ reconheceu a legitimidade da cobran\u00e7a por configurar transfer\u00eancia onerosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Laud\u00eamio \u2013 Permuta em Terreno de Marinha<\/td><\/tr><tr><td>???? Transfer\u00eancia onerosa = fato gerador ???? Permuta = neg\u00f3cio jur\u00eddico com valor ???? Reserva de titularidade \u2260 opon\u00edvel \u00e0 Uni\u00e3o ???? STJ: legitimidade da cobran\u00e7a reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a possibilidade de cobran\u00e7a do laud\u00eamio pela transfer\u00eancia onerosa de im\u00f3veis edificados sobre terreno de marinha, em caso de &#8220;permuta no local&#8221;, esp\u00e9cie de neg\u00f3cio pelo qual a incorporadora recebe o terreno em troca dos im\u00f3veis futuramente constru\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo o Tribunal de origem, a incid\u00eancia n\u00e3o estaria justificada porque a parte recorrida reservou para si, desde o in\u00edcio, a parcela de 22,43% da fra\u00e7\u00e3o ideal do terreno, por ocasi\u00e3o da primeira etapa da permuta. Essa parcela seria equivalente aos im\u00f3veis constru\u00eddos que, portanto, jamais teriam sa\u00eddo da titularidade do cedente do dom\u00ednio \u00fatil.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, para o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no \u00e2mbito privado, essa <em>entrega dos im\u00f3veis constru\u00eddos \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma<\/em>, pela qual o ex-propriet\u00e1rio do terreno paga, com ele, pelos novos im\u00f3veis que recebe. Isto \u00e9: a permuta n\u00e3o desnatura o neg\u00f3cio consumerista de compra do im\u00f3vel constru\u00eddo (REsp n. 686.198\/RJ, relator Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, relatora para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 23\/10\/2007, DJ de 1\/2\/2008), nem a rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria imobili\u00e1ria das duas etapas da troca (REsp n. 722.752\/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 5\/3\/2009, DJe de 11\/11\/2009).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o h\u00e1 nem mesmo possibilidade de confus\u00e3o entre o dom\u00ednio \u00fatil do terreno e dos im\u00f3veis constru\u00eddos, como parece ter conclu\u00eddo a origem. Pela natureza do neg\u00f3cio entabulado, o que se pode compreender \u00e9 que as constru\u00e7\u00f5es transferidas ao ex-titular do dom\u00ednio \u00fatil sobre o terreno equivaleriam, financeiramente, a aproximados 78% do valor do dom\u00ednio \u00fatil do terreno todo, raz\u00e3o pela qual a parte recorrida reservou a titularidade da parcela remanescente. Essa quest\u00e3o, por\u00e9m, diz respeito unicamente aos particulares e ao valor do neg\u00f3cio entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caso fossem rela\u00e7\u00f5es privadas, haveria regular cobran\u00e7a de ITBI (ou tributos sobre a renda, conforme o caso) sobre ambas as etapas da troca, tanto na transfer\u00eancia do terreno \u00e0 construtora quanto na entrega dos im\u00f3veis constru\u00eddos ao ex-propriet\u00e1rio do terreno.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em analogia, sendo aqui abordada rela\u00e7\u00e3o de direito administrativo, h\u00e1 incid\u00eancia do laud\u00eamio pela transfer\u00eancia dos im\u00f3veis edificados, que n\u00e3o se confundem, de qualquer maneira, com o terreno anteriormente existente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclu\u00edda a obra, portanto, aperfei\u00e7oa a permuta pela transfer\u00eancia do novo im\u00f3vel ao ex-titular do dom\u00ednio \u00fatil do terreno. \u00c9 dizer, em outros termos, que a permuta no local n\u00e3o se confunde com contrato de empreitada, realizada esta pela construtora, em troca do dom\u00ednio \u00fatil do terreno.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, no que tange ao pagamento do laud\u00eamio sobre as edifica\u00e7\u00f5es, o ac\u00f3rd\u00e3o comporta reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto \u00e0 quest\u00e3o do laud\u00eamio sobre o terreno nu, conforme a inicial, a autora reservou para si 22% das benfeitorias existentes sobre o terreno, e n\u00e3o sobre o pr\u00f3prio terreno. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender essa condi\u00e7\u00e3o como reserva da titularidade do dom\u00ednio \u00fatil sobre o terreno de marinha.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda que a reserva tivesse sido efetivada sobre o terreno, o que se extrairia seria a exist\u00eancia de uma esp\u00e9cie de &#8220;contrato de gaveta&#8221; sobre a titularidade do dom\u00ednio \u00fatil do terreno de marinha, eventualmente v\u00e1lido entre os particulares, mas inopon\u00edvel \u00e0 Uni\u00e3o, ainda que registrado. Isso porque a transfer\u00eancia parcial do dom\u00ednio \u00fatil demandaria novo aforamento e desmembramento do im\u00f3vel. Nesse mesmo sentido, por analogia, s\u00e3o as teses fixadas nos Temas a n. 1.142\/STJ e n. 419\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, a transfer\u00eancia do dom\u00ednio \u00fatil poderia ser parcial, disso n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, e somente seria cobrado o laud\u00eamio sobre a parcela transferida, mas para isso seria necess\u00e1ria a atribui\u00e7\u00e3o da propriedade. Por\u00e9m, o anterior titular do dom\u00ednio n\u00e3o providenciou esse ato, tanto assim que foi necess\u00e1rio o recolhimento integral do laud\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inexiste nessa exig\u00eancia administrativa ilicitude apta a desconstituir a cobran\u00e7a. Seria indispens\u00e1vel evidenciar a nulidade do ato administrativo, em primeiro lugar, ainda que pela regulariza\u00e7\u00e3o da titularidade do terreno de marinha, para posteriormente discutir-se a eventual insubsist\u00eancia da cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, mantida a premissa de que a transfer\u00eancia, no que tange \u00e0 Uni\u00e3o, foi integral, n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel restituir o laud\u00eamio por for\u00e7a de contrato entre os particulares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-plano-de-saude-e-negativa-de-cobertura-de-medicamento-com-canabidiol\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Plano de sa\u00fade e negativa de cobertura de medicamento com canabidiol<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil \/ Direito do Consumidor<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Contratos de Plano de Sa\u00fade<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita a negativa de cobertura, por plano de sa\u00fade, de medicamento \u00e0 base de canabidiol de uso domiciliar, n\u00e3o listado no rol da ANS.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 9.656\/1998, art. 10, VI e \u00a713.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Medicamentos de uso domiciliar s\u00f3 t\u00eam cobertura obrigat\u00f3ria se expressamente previstos em lei, contrato ou normas da ANS.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A forma de administra\u00e7\u00e3o (em casa) \u00e9 determinante.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O canabidiol n\u00e3o est\u00e1 listado e n\u00e3o foi prescrito para interna\u00e7\u00e3o ou uso sob supervis\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se \u00e9 abusiva a negativa de cobertura de medicamento \u00e0 base de canabidiol administrado em domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O uso domiciliar retira a obrigatoriedade de cobertura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exce\u00e7\u00e3o legal exige previs\u00e3o contratual ou regulamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o houve viola\u00e7\u00e3o \u00e0 boa-f\u00e9 ou \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social do contrato.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Medicamentos de uso domiciliar devem ser sempre cobertos pelo plano de sa\u00fade, desde que tenham prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que a cobertura depende de previs\u00e3o contratual, legal ou regulamentar, especialmente quando o uso for domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 v\u00e1lida a negativa de cobertura de medicamento \u00e0 base de canabidiol de uso domiciliar, quando ausente previs\u00e3o contratual e regulamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o reafirma a aplica\u00e7\u00e3o do art. 10, VI, da Lei 9.656\/1998.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Canabidiol \u2013 Plano de Sa\u00fade<\/td><\/tr><tr><td>???? Uso domiciliar = regra de exclus\u00e3o ???? Rol da ANS \u2192 n\u00e3o inclu\u00eddo ???? Exce\u00e7\u00f5es: contrato, interna\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o direta ???? STJ: negativa l\u00edcita<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia quanto \u00e0 obrigatoriedade ou n\u00e3o de cobertura, pela operadora de plano de sa\u00fade, de medicamento \u00e0 base de canabidiol (pasta de canabidiol), de uso domiciliar, n\u00e3o previsto no rol da ANS, prescrito para o tratamento de benefici\u00e1ria diagnosticada com transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>\u00c9 clara a inten\u00e7\u00e3o do legislador, desde a reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da Lei 9.656\/1998, de excluir os medicamentos de uso domiciliar da cobertura obrigat\u00f3ria<\/strong> imposta \u00e0s operadoras de planos de sa\u00fade; por esse motivo, inclusive, de l\u00e1 para c\u00e1, algumas poucas exce\u00e7\u00f5es a essa regra foram sendo acrescentadas \u00e0 lei e ao rol da ANS.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admitir que h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de cobertura de medicamentos de uso domiciliar quando preenchidos os requisitos do \u00a7 13 do art. 10 da Lei 9.656\/1998 \u00e9, na pr\u00e1tica, fazer daquela regra uma exce\u00e7\u00e3o, considerando que estariam as operadoras obrigadas a prestar assist\u00eancia farmacol\u00f3gica a um significativo n\u00famero de benefici\u00e1rios, portadores de variadas doen\u00e7as cr\u00f4nicas, para cujo tratamento h\u00e1, no mercado, in\u00fameros medicamentos de uso domiciliar de comprovada efic\u00e1cia, nos moldes do que exige o \u00a7 13 do art. 10 da Lei 9.656\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essas duas normas, portanto, conforme entendimento doutrin\u00e1rio, devem ser interpretadas como &#8220;partes de um s\u00f3 todo, destinadas a complementarem-se mutuamente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, por for\u00e7a do que disp\u00f5e o art. 10, VI, da Lei 9.656\/1998, salvo nas hip\u00f3teses excepcional e expressamente previstas em lei, no contrato ou em norma regulamentar, a operadora n\u00e3o est\u00e1 obrigada \u00e0 cobertura de medicamento de uso domiciliar (exce\u00e7\u00e3o legal), ainda que preenchidos os requisitos do \u00a7 13, porquanto tais requisitos, de acordo com a pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o do dispositivo, est\u00e3o relacionados \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de cobertura de tratamento ou procedimento exclu\u00eddo do plano-refer\u00eancia apenas por n\u00e3o estar previsto no rol da ANS (exce\u00e7\u00e3o regulamentar).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Especificamente quanto \u00e0 cobertura de medicamento \u00e0 base de canabidiol, \u00e9 certo que h\u00e1, na jurisprud\u00eancia do STJ, julgados no sentido de impor a sua cobertura \u00e0 operadora do plano de sa\u00fade (AgInt no REsp 2.107.501\/SP, Terceira Turma, julgado em 14\/10\/2024, DJe de 17\/10\/2024; AgInt nos EDcl no REsp 2.107.741\/SP, Terceira Turma, julgado em 26\/8\/2024, DJe de 29\/8\/2024; REsp 2.128.977\/SP, Ministro Ant\u00f4nio Carlos Ferreira, DJe 09\/09\/2024; REsp 2.130.379\/SP, Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, DJe 07\/05\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, quando essa quest\u00e3o foi examinada sob a \u00f3tica da forma de administra\u00e7\u00e3o do medicamento (domiciliar), como no presente recurso, a Terceira Turma do STJ afastou tal obriga\u00e7\u00e3o, concluindo que &#8220;a regra que imp\u00f5e a obriga\u00e7\u00e3o de cobertura de tratamento ou procedimento n\u00e3o listado no rol da ANS (\u00a7 13) n\u00e3o alcan\u00e7a as exce\u00e7\u00f5es previstas nos incisos do caput do art. 10 da Lei 9.656\/1998, de modo que, salvo nas hip\u00f3teses estabelecidas na lei, no contrato ou em norma regulamentar, n\u00e3o pode a operadora ser obrigada \u00e0 cobertura de medicamento de uso domiciliar, ainda que preenchidos os requisitos do \u00a7 13 do art. 10 da Lei 9.656\/1998&#8221; (REsp 2.071.955\/RS, Terceira Turma, julgado em 5\/3\/2024, DJe de 7\/3\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conv\u00e9m ressaltar que n\u00e3o prospera o argumento de que &#8220;os medicamentos \u00e0 base de canabidiol, embora sejam de uso domiciliar, n\u00e3o devem ser equiparados \u00e0queles adquiridos diretamente pelos consumidores em farm\u00e1cias comuns&#8221;, porque o que caracteriza o medicamento como de uso domiciliar \u00e9 a sua forma de administra\u00e7\u00e3o &#8211; em ambiente externo ao de unidade de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conv\u00e9m ademais ressaltar, noutra toada, que a cobertura ser\u00e1 obrigat\u00f3ria se a medica\u00e7\u00e3o, embora de uso domiciliar, for administrada durante a interna\u00e7\u00e3o domiciliar substitutiva da hospitalar, nos termos do que estabelece o art. 12, II, d, da Lei 9.656\/1998, e o art. 13 da Resolu\u00e7\u00e3o ANS 465\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Igualmente, <strong>ainda que administrado em ambiente externo ao de unidade de sa\u00fade, como em domic\u00edlio, ser\u00e1 obrigat\u00f3ria a sua cobertura se exigir a interven\u00e7\u00e3o ou supervis\u00e3o direta de profissional de sa\u00fade habilitado<\/strong> (REsp 1.927.566\/RS, Terceira Turma, julgado em 24\/8\/2021, DJe de 30\/8\/2021; AgInt nos EREsp 1.895.659\/PR, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 29\/11\/2022, DJe de 9\/12\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, insta salientar que tramita, no Senado Federal, o PL 89\/2023, que visa ao fornecimento, pelo SUS, de medicamentos formulados de derivado vegetal \u00e0 base de canabidiol, de modo que espera-se, assim, que, em breve, todos aqueles que necessitam de medicamentos de uso domiciliar \u00e0 base de canabidiol possam ter acesso gratuito ao f\u00e1rmaco devidamente prescrito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-por-acidente-de-transito-e-fortuito-externo\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade por acidente de tr\u00e2nsito e fortuito externo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Responsabilidade Civil<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 responsabilidade do motorista por acidente de tr\u00e2nsito causado exclusivamente por estouro de pneu com defeito de fabrica\u00e7\u00e3o, por configurar fortuito externo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.203.202-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 10\/6\/2025, DJEN 16\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CDC, art. 12; CC, art. 927, par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A teoria do corpo neutro exclui o nexo causal quando o agente \u00e9 mero instrumento de fato externo imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O defeito do produto rompe o nexo de causalidade entre conduta e dano.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o se aplica a responsabilidade objetiva por aus\u00eancia de voluntariedade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se o motorista responde civilmente por acidente causado por defeito no pneu, sem culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O defeito caracteriza fortuito externo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o houve dolo, culpa ou infra\u00e7\u00e3o de dever objetivo de cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A responsabilidade do fabricante pode ser discutida, mas n\u00e3o a do condutor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O estouro do pneu por defeito de fabrica\u00e7\u00e3o rompe o nexo causal e afasta a responsabilidade do condutor em caso de acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o aplica a teoria do corpo neutro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Acidente de Tr\u00e2nsito \u2013 Fortuito Externo<\/td><\/tr><tr><td>???? CDC, art. 12; CC, art. 927 ???? Defeito \u2192 causa exclusiva do dano ???? Motorista = corpo neutro ???? STJ: aus\u00eancia de responsabilidade<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O prop\u00f3sito da controv\u00e9rsia consiste em decidir se deve ser afastada a responsabilidade do motorista por fato de terceiro (fortuito externo), diante de acidente de carro, comprovadamente causado por defeito de fabrica\u00e7\u00e3o no pneu, que resultou em danos a outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, <em>o motorista de carro, em raz\u00e3o do estouro de pneu por defeito de fabrica\u00e7\u00e3o, perdeu o controle da dire\u00e7\u00e3o e colidiu com caminh\u00e3o, o que ocasionou a morte do primeiro condutor e danos materiais ao segundo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante da responsabilidade civil extracontratual derivada de acidentes automobil\u00edsticos, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem realizado interpreta\u00e7\u00e3o a partir da teoria do corpo neutro, segundo a qual h\u00e1 a exclus\u00e3o do nexo de causalidade por fato de terceiro quando este for a \u00fanica causa do dano, sendo que tal se verifica quando n\u00e3o h\u00e1 ato volitivo do agente utilizado como instrumento. A teoria, usualmente invocada em <em>situa\u00e7\u00f5es de engavetamento<\/em>, abrange tamb\u00e9m hip\u00f3teses nas quais o agente \u00e9, de modo inevit\u00e1vel, reduzido a mero instrumento f\u00edsico por meio do qual terceiro ocasiona o dano.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nos sinistros veiculares, a decis\u00e3o acerca da exist\u00eancia de fortuito externo (com o rompimento do nexo de causalidade) guarda intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o com a voluntariedade do agente no momento do acidente, isto \u00e9, com os elementos subjetivos da responsabilidade civil (dolo ou culpa).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compreende-se como involunt\u00e1ria e n\u00e3o volitiva a atua\u00e7\u00e3o do motorista de carro que, em raz\u00e3o do estouro de pneu por &#8211; comprovado &#8211; defeito de fabrica\u00e7\u00e3o, perde o controle da dire\u00e7\u00e3o e colide com caminh\u00e3o, ocasionando a morte do primeiro condutor e danos materiais ao segundo. Nesta situa\u00e7\u00e3o, o defeito do produto (art. 12 do CDC) configura fortuito externo que, por si s\u00f3, \u00e9 capaz de romper o nexo de causalidade entre a conduta do agente e o dano ocasionado a outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sem desconsiderar que os autom\u00f3veis s\u00e3o instrumentos com potencialidade lesiva, n\u00e3o se pode conceber que a mera condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo seja, de per si, causa suficiente para aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da responsabilidade objetiva (art. 927, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Civil), ainda mais quando o autom\u00f3vel se encontra em velocidade compat\u00edvel com a via e com sinais de manuten\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conclui-se que o defeito do produto (art. 12 do CDC) configura fortuito externo que, por si s\u00f3, \u00e9 capaz de romper o nexo de causalidade entre a conduta do agente e o dano ocasionado a outrem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pedido-de-gratuidade-de-justica-apos-a-primeira-manifestacao-admissibilidade-e-efeitos\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pedido de gratuidade de justi\u00e7a ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o: admissibilidade e efeitos<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Gratuidade da Justi\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O pedido de gratuidade de justi\u00e7a pode ser formulado em qualquer momento do processo, inclusive ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte, sem necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o na situa\u00e7\u00e3o financeira, sendo seus efeitos prospectivos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.186.400-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, art. 99, caput e \u00a71\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A gratuidade pode ser requerida a qualquer tempo e grau.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o se exige prova de varia\u00e7\u00e3o patrimonial se o pedido for superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os efeitos s\u00e3o prospectivos e n\u00e3o retroagem a encargos processuais anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Exce\u00e7\u00f5es ocorrem apenas quando houver revis\u00e3o de benef\u00edcio anteriormente deferido ou negado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia era se o pedido posterior \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o exige comprova\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 exig\u00eancia de mudan\u00e7a patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A avalia\u00e7\u00e3o deve considerar o momento do requerimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Encargos anteriores n\u00e3o s\u00e3o abrangidos automaticamente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A gratuidade de justi\u00e7a pode ser requerida mesmo ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O art. 99 do CPC permite a formula\u00e7\u00e3o em qualquer momento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O pedido superveniente de gratuidade n\u00e3o precisa ser acompanhado de prova de altera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia do STJ afasta essa exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Gratuidade \u2013 Pedido Superveniente<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, art. 99 ???? A qualquer tempo ???? Sem exig\u00eancia de varia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ???? Efeitos apenas prospectivos ???? STJ: admissibilidade confirmada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O prop\u00f3sito recursal consiste em decidir se a c<em>oncess\u00e3o da gratuidade de justi\u00e7a, requerida pela primeira vez em sede recursal, exige a comprova\u00e7\u00e3o do decr\u00e9scimo patrimonial<\/em> ou da redu\u00e7\u00e3o da capacidade econ\u00f4mico-financeira do requerente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com o art. 99, caput e \u00a7 1\u00ba, do CPC, &#8220;o pedido de gratuidade da justi\u00e7a pode ser formulado na peti\u00e7\u00e3o inicial, na contesta\u00e7\u00e3o, na peti\u00e7\u00e3o para ingresso de terceiro no processo ou em recurso&#8221;, sendo que, &#8220;se superveniente \u00e0 primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte na inst\u00e2ncia, o pedido poder\u00e1 ser formulado por peti\u00e7\u00e3o simples, nos autos do pr\u00f3prio processo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A corroborar o texto legal, a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que a gratuidade da justi\u00e7a pode ser solicitada a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdi\u00e7\u00e3o (AgInt nos EDcl no AREsp 1.064.017\/SC, Quarta Turma, DJe de 20\/5\/2019; AgInt no AREsp 862.843\/PR, Quarta Turma, DJe de 28\/8\/2017; e AgRg no Ag 979.812\/SP, Quarta Turma, DJe de 5\/11\/2008).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, <strong>a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o imp\u00f5e que o pedido superveniente de gratuidade, formulado ap\u00f3s a primeira manifesta\u00e7\u00e3o nos autos, venha acompanhado de provas da altera\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do requerente<\/strong>. Portanto, a an\u00e1lise deve considerar a situa\u00e7\u00e3o financeira no momento da solicita\u00e7\u00e3o, sendo irrelevante eventual varia\u00e7\u00e3o patrimonial desde o in\u00edcio da demanda. Presentes os requisitos legais (insufici\u00eancia de recursos financeiros), o benef\u00edcio ser\u00e1 concedido; ausentes, ser\u00e1 indeferido.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o diversa ocorre quando a benesse houver sido anteriormente negada ou concedida e fatos supervenientes tenham o cond\u00e3o de possibilitara sua revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar da possibilidade de requerer a gratuidade a qualquer momento, o benef\u00edcio n\u00e3o retroage para alcan\u00e7ar encargos processuais anteriores ao pedido. Ou seja, o indiv\u00edduo que o pleitear em momento posterior n\u00e3o est\u00e1 desincumbido dos d\u00e9bitos anteriores ao deferimento da benesse, entre os quais se incluem os honor\u00e1rios advocat\u00edcios a que fora previamente condenado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-indeferimento-da-gratuidade-exigencia-de-preparo-e-prazo\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indeferimento da gratuidade: exig\u00eancia de preparo e prazo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-6\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Gratuidade da Justi\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-6\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>preparo recursal s\u00f3 \u00e9 exig\u00edvel ap\u00f3s o julgamento do agravo interno interposto contra decis\u00e3o monocr\u00e1tica que indeferiu o pedido de gratuidade, ou ap\u00f3s o decurso do prazo sem sua interposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.186.400-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, art. 101, \u00a72\u00ba; CF, art. 5\u00ba, XXXV.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o monocr\u00e1tica que indefere a gratuidade pode ser impugnada por agravo interno.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O preparo s\u00f3 \u00e9 exig\u00edvel ap\u00f3s confirma\u00e7\u00e3o colegiada do indeferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O recurso n\u00e3o pode ser julgado deserto nesse \u00ednterim.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Princ\u00edpios: acesso \u00e0 justi\u00e7a, duplo grau e primazia do julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ definiu o momento em que nasce a exig\u00eancia de preparo ap\u00f3s indeferimento da gratuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia prematura compromete o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A regra protege a parte hipossuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exigibilidade se d\u00e1 ap\u00f3s decis\u00e3o colegiada ou in\u00e9rcia recursal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Indeferida a gratuidade, o preparo recursal deve ser recolhido imediatamente, sob pena de deser\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ exige o esgotamento da via recursal antes de considerar o recurso deserto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Gratuidade Indeferida \u2013 Efeitos<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, art. 101, \u00a72\u00ba ???? Agravo interno \u2192 suspende exig\u00eancia de preparo ???? Acesso \u00e0 justi\u00e7a e contradit\u00f3rio ???? STJ: exigibilidade postergada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O prop\u00f3sito recursal consiste em decidir se o recolhimento do preparo recursal pode ser exigido pelo relator antes do transcurso do prazo para a interposi\u00e7\u00e3o de agravo interno contra a decis\u00e3o de indeferimento da gratuidade da justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando o relator indefere o pedido de gratuidade da justi\u00e7a, <strong>a determina\u00e7\u00e3o de recolhimento do preparo no prazo de 5 dias, na forma do art. 101, \u00a7 2\u00ba, do CPC, s\u00f3 pode ocorrer ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o do indeferimento, o que ocorre (I) pelo julgamento do agravo interno interposto contra a referida decis\u00e3o; ou (II) pelo transcurso do prazo recursal sem a interposi\u00e7\u00e3o do agravo interno<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de interpreta\u00e7\u00e3o que melhor se coaduna com o disposto no art. 101, \u00a7 2\u00ba, do CPC e com o direito fundamental de acesso \u00e0 justi\u00e7a aos economicamente hipossuficientes (art. 5\u00ba, XXXV, da CF\/88), o princ\u00edpio da primazia do julgamento de m\u00e9rito (artigos 4\u00ba e 6\u00ba do CPC) e o direito ao julgamento colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse panorama, uma vez interposto agravo interno contra a decis\u00e3o monocr\u00e1tica que indeferiu a gratuidade de justi\u00e7a, o preparo n\u00e3o \u00e9 exig\u00edvel imediatamente, devendo-se observar o prazo disposto na lei, e o recurso n\u00e3o poder\u00e1 ser julgado deserto enquanto n\u00e3o confirmado o indeferimento pelo \u00f3rg\u00e3o colegiado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-superendividamento-ausencia-de-contraproposta-nao-gera-sancoes-automaticas\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Superendividamento: aus\u00eancia de contraproposta n\u00e3o gera san\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-7\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito do Consumidor<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Superendividamento<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-7\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de contraproposta por parte do credor na audi\u00eancia de repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas por superendividamento n\u00e3o acarreta automaticamente as penalidades previstas no art. 104-A, \u00a72\u00ba, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.188.689-RS, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CDC, art. 104-A, \u00a72\u00ba; Lei 14.181\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Lei do Superendividamento prev\u00ea duas fases: concilia\u00e7\u00e3o e, se frustrada, fase judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? San\u00e7\u00f5es previstas para aus\u00eancia injustificada ou falta de poderes para transigir.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A falta de contraproposta n\u00e3o est\u00e1 abrangida pelo texto legal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu se a omiss\u00e3o do credor em apresentar contraproposta autoriza san\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O sil\u00eancio do credor n\u00e3o equivale a obstru\u00e7\u00e3o injustificada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A lei n\u00e3o prev\u00ea san\u00e7\u00e3o para recusa t\u00e1cita \u00e0 proposta do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A fase judicial poder\u00e1 impor medidas cautelares adequadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O credor que n\u00e3o apresenta contraproposta na audi\u00eancia de superendividamento fica sujeito automaticamente \u00e0s san\u00e7\u00f5es do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que as penalidades s\u00f3 se aplicam a condutas previstas expressamente no art. 104-A, \u00a72\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Superendividamento \u2013 Audi\u00eancia Preliminar<\/td><\/tr><tr><td>???? CDC, art. 104-A ???? San\u00e7\u00f5es apenas para aus\u00eancia injustificada ???? Contraproposta \u2260 obrigat\u00f3ria ???? STJ: penalidade restrita \u00e0s hip\u00f3teses legais<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 possibilidade, ou n\u00e3o, de se impor ao credor as penalidades do artigo 104-A, \u00a7 2\u00ba do CDC quando, embora devidamente representado por preposto e advogado com poderes para transigir na audi\u00eancia preliminar atinente \u00e0 repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas por superendividamento, deixe de aderir ou oferecer contraproposta ao plano de pagamento apresentado pelo devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O tema possui ineg\u00e1vel relev\u00e2ncia jur\u00eddica, espelhando importante desdobramento da aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da Lei n. 14.181\/2021, que promoveu altera\u00e7\u00f5es no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e no Estatuto da Pessoa Idosa para aperfei\u00e7oar a disciplina de concess\u00e3o de cr\u00e9dito ao consumidor e, em especial, dispor sobre a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento do superendividamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, entende-se por superendividamento <em>a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-f\u00e9, pagar a totalidade de suas d\u00edvidas de consumo<\/em>, exig\u00edveis e vincendas, \u00e0s quais englobam quaisquer compromissos financeiros assumidos decorrentes de rela\u00e7\u00e3o de consumo, inclusive opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, compras a prazo e servi\u00e7os de presta\u00e7\u00e3o continuada, sem comprometer seu m\u00ednimo existencial, conforme artigo 54-A, \u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n. 14.181\/2021 inovou ao introduzir, no CDC, tratamento amplo acerca do superendividamento, n\u00e3o mais limitado a pretens\u00f5es revisionais em demandas judiciais ou renegocia\u00e7\u00f5es individuais, em mutir\u00f5es de d\u00edvidas. Nesse sentido, a novatio legis oferece uma esp\u00e9cie de ant\u00eddoto \u00e0 crise financeira do consumidor, mediante a organiza\u00e7\u00e3o de um plano para viabilizar o pagamento dos seus d\u00e9bitos, restabelecer seu acesso ao mercado e voltar a consumir, al\u00e9m de <em>preservar o m\u00ednimo existencial<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O procedimento estabelecido em lei prescreve uma <strong>fase conciliat\u00f3ria e preventiva \u00e0 repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, mediante realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia preliminar com todos os credores, oportunidade na qual o consumidor apresentar\u00e1 um plano volunt\u00e1rio para o pagamento dos d\u00e9bitos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa primeira etapa foram fixadas san\u00e7\u00f5es contra comportamentos do credor que inviabilizem ou retirem a utilidade da pr\u00f3pria audi\u00eancia, quais sejam: o n\u00e3o comparecimento injustificado, ou de seu procurador com poderes especiais e plenos para transigir (art. 104-A, \u00a7 2\u00ba, do CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessas hip\u00f3teses espec\u00edficas, que colidem com os princ\u00edpios nos quais se baseia a lei, em especial, a coopera\u00e7\u00e3o e a solidariedade, ocorrer\u00e1 a suspens\u00e3o da exigibilidade do d\u00e9bito e a interrup\u00e7\u00e3o dos encargos da mora, bem como a sujei\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria ao plano de adimplemento da d\u00edvida, caso o montante devido ao ausente for certo e conhecido pelo consumidor, circunst\u00e2ncia na qual o pagamento do respectivo cr\u00e9dito somente ocorrer\u00e1 ap\u00f3s saldado o d\u00e9bito junto aos credores presentes \u00e0 audi\u00eancia conciliat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em que pese a import\u00e2ncia da audi\u00eancia e o prest\u00edgio dado pelo sistema \u00e0 autocomposi\u00e7\u00e3o, <strong>n\u00e3o h\u00e1 respaldo legal para a aplica\u00e7\u00e3o, por <u>analogia<\/u>, das penalidades acima referidas, isto \u00e9, caso n\u00e3o haja acordo entre as partes, ou na hip\u00f3tese do credor n\u00e3o apresentar contraproposta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a aus\u00eancia de aceita\u00e7\u00e3o do plano de pagamento sugerido pelo devedor e a falta de apresenta\u00e7\u00e3o de contraposta n\u00e3o geram, como consequ\u00eancia, a aplica\u00e7\u00e3o dos efeitos do \u00a7 2\u00ba do artigo 104-A do CDC, ensejando, apenas, a eventual instaura\u00e7\u00e3o da segunda fase do processo de superendividamento para a revis\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o dos contratos e repactua\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas, ficando a cargo do juiz a possibilidade de conceder tutelas cautelares, as quais podem incluir, entre outras, as medidas do \u00a7 2\u00ba do artigo 104-A do CDC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-assistencia-juridica-qualificada-no-tribunal-do-juri-em-casos-de-feminicidio\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assist\u00eancia jur\u00eddica qualificada no Tribunal do J\u00fari em casos de feminic\u00eddio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-8\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Prote\u00e7\u00e3o da V\u00edtima e Tribunal do J\u00fari<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-8\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A assist\u00eancia jur\u00eddica qualificada prevista na Lei Maria da Penha \u00e9 obrigat\u00f3ria, inclusive no Tribunal do J\u00fari, sendo leg\u00edtima a nomea\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica como assistente da v\u00edtima, ainda que sem manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 17\/6\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 11.340\/2006, arts. 27 e 28; LC 80\/1994, art. 4\u00ba, \u00a7 6\u00ba; CF, art. 134, \u00a7 4\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A lei assegura que mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica sejam acompanhadas por advogado em todos os atos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de defensor pessoal n\u00e3o impede nomea\u00e7\u00e3o da Defensoria como medida provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A atua\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da Defensoria nos dois polos \u00e9 v\u00e1lida, desde que por defensores distintos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se \u00e9 obrigat\u00f3ria a assist\u00eancia jur\u00eddica da v\u00edtima em processo de feminic\u00eddio no J\u00fari e se a Defensoria pode atuar como assistente, mesmo sem requerimento da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A assist\u00eancia \u00e9 cogente e tem car\u00e1ter protetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica como assistente n\u00e3o ofende sua unidade institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A v\u00edtima pode, a qualquer momento, constituir advogado, cessando a atua\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>A nomea\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica como assistente da v\u00edtima no J\u00fari \u00e9 v\u00e1lida mesmo sem manifesta\u00e7\u00e3o expressa da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ entende que se trata de medida provis\u00f3ria que garante o direito \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A assist\u00eancia jur\u00eddica \u00e0 v\u00edtima no Tribunal do J\u00fari \u00e9 facultativa e depende de requerimento da parte interessada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A Lei Maria da Penha imp\u00f5e a obrigatoriedade da assist\u00eancia, inclusive na esfera criminal e no J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Assist\u00eancia Jur\u00eddica no J\u00fari \u2013 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei Maria da Penha: arts. 27 e 28 \u2192 cog\u00eancia ???? Atua\u00e7\u00e3o da Defensoria = poss\u00edvel nos dois polos ???? Nomea\u00e7\u00e3o judicial = tutela provis\u00f3ria ???? V\u00edtima pode substituir defensor p\u00fablico por particular ???? STF: prote\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada \u00e0 v\u00edtima no procedimento do J\u00fari<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As quest\u00f5es em discuss\u00e3o consistem em saber se (1) \u00e9 obrigat\u00f3ria a chamada &#8220;assist\u00eancia jur\u00eddica qualificada&#8221;, prevista nos artigos 27 e 28 da Lei Maria da Penha, e se tem aplica\u00e7\u00e3o perante o Tribunal do J\u00fari; (2) se atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica em polos opostos nos mesmos autos configura ofensa \u00e0 sua unidade e indivisibilidade; (3) se \u00e9 leg\u00edtima a atua\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da Defensoria P\u00fablica como assistente da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, e se isso viola o direito de livre escolha da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inicialmente, cumpre asseverar que a <strong>atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica em polos opostos nos mesmos autos n\u00e3o configura ofensa \u00e0 sua unidade e indivisibilidade<\/strong> (CF, art. 134, \u00a7 4\u00ba). A natureza institucional da Defensoria, que a distingue dos advogados privados, n\u00e3o obsta que defensores p\u00fablicos diversos, investidos de independ\u00eancia funcional (LC n. 80\/1994, art. 4\u00ba, \u00a7 6\u00ba), atuem simultaneamente em defesa do r\u00e9u e da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher no mesmo processo, desde que ausente qualquer identidade subjetiva entre os membros que os patrocinam.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei Maria da Penha traz diversos mecanismos, n\u00e3o apenas para coibir e prevenir a viol\u00eancia, mas para apoiar as mulheres v\u00edtimas dessa mazela social. Nesse contexto, albergou preceitos cogentes e de efic\u00e1cia plena. Entre eles, o disposto no artigo 27, in verbis: &#8220;Em todos os atos processuais, c\u00edveis e criminais, a mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar dever\u00e1 estar acompanhada de advogado, ressalvado o previsto no art. 19 desta Lei&#8221;. Trata-se de norma de comando vinculante, sem qualquer margem para discricionariedade judicial. O verbo &#8220;dever\u00e1&#8221; exprime mandamento obrigat\u00f3rio, n\u00e3o autorizando exegese que condicione sua efic\u00e1cia \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de vontade da v\u00edtima, sob pena de malferimento \u00e0 pr\u00f3pria mens legis do diploma.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O artigo 28, por sua vez, garante \u00e0 mulher o acesso aos servi\u00e7os da Defensoria P\u00fablica ou de assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita &#8220;nos termos da lei, em sede policial e judicial, mediante atendimento espec\u00edfico e humanizado&#8221;, ou seja, direito de assist\u00eancia jur\u00eddica distinta da prestada ao ofensor, de forma a se assegurar especializa\u00e7\u00e3o e sensibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tais dispositivos de lei n\u00e3o criaram uma nova modalidade de interven\u00e7\u00e3o de terceiros, apenas preconizaram a presen\u00e7a de advogado ou defensor p\u00fablico a fim de orientar, proteger e fazer valer os direitos da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica do sexo feminino. A representa\u00e7\u00e3o processual da v\u00edtima prevista nos referidos artigos da Lei n. 11.340\/2006 <em>visa, ainda, evitar julgamentos com exterioriza\u00e7\u00e3o de preconceitos, estere\u00f3tipos e considera\u00e7\u00f5es depreciativas sobre o comportamento da ofendida<\/em>, prevenindo-se a continua\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, na forma institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplicabilidade nos feitos de compet\u00eancia do Tribunal do J\u00fari, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es jur\u00eddicas para discordar que o instituto da assist\u00eancia qualificada \u00e0s v\u00edtimas de feminic\u00eddio tamb\u00e9m vige no \u00e2mbito dessa Corte especializada. A express\u00e3o &#8220;em todos os atos processuais, c\u00edveis e criminais&#8221;, ao contr\u00e1rio de afastar, corrobora a necessidade da assist\u00eancia especializada e humanizada no Tribunal do J\u00fari, notadamente quando considerada a complexidade do julgamento, feito por pares, al\u00e9m de todas as etapas processuais existentes naquele procedimento, sem falar na maior fragilidade psicol\u00f3gica imprimida \u00e0s v\u00edtimas de feminic\u00eddio e seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale ressaltar que a tipifica\u00e7\u00e3o do crime feminic\u00eddio, atrav\u00e9s da Lei n. 13.104\/2015, imp\u00f4s \u00e0 an\u00e1lise desse grave delito sob a perspectiva de g\u00eanero, assegurando, ainda que indiretamente, o sistema protetivo da Lei Maria da Penha \u00e0s v\u00edtimas sobreviventes e aos familiares de quem n\u00e3o disp\u00f4s de prote\u00e7\u00e3o estatal efetiva e veio a falecer. Isso porque \u00e9 no Tribunal do J\u00fari onde a mem\u00f3ria da v\u00edtima sofre as maiores incurs\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n. 14.245\/2021, corroborando o processo de n\u00e3o revitimiza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica, em rela\u00e7\u00e3o aos atos praticados no Plen\u00e1rio do J\u00fari, imp\u00f4s a todas partes o respeito \u00e0 sua dignidade, sob pena de responsabiliza\u00e7\u00e3o civil, penal e administrativa, &#8220;vedando a manifesta\u00e7\u00e3o sobre circunst\u00e2ncias ou elementos alheios aos fatos objetos de apura\u00e7\u00e3o nos autos e a utiliza\u00e7\u00e3o de linguagem, de informa\u00e7\u00f5es ou de material que ofendam a dignidade da v\u00edtima ou de testemunhas&#8221; (CPP, art. 474-A, I e II).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 nesse contexto que se pode inferir que <strong>a assist\u00eancia jur\u00eddica qualificada da v\u00edtima adquire car\u00e1ter cogente tamb\u00e9m no Tribunal do J\u00far<\/strong>i, devendo a mulher v\u00edtima de feminic\u00eddio, em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, estar acompanhada de advogado em todos os atos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n. 11.340\/2006 criou uma modalidade de assist\u00eancia obrigat\u00f3ria, que n\u00e3o comporta ju\u00edzo de discricionariedade, e implica dizer que independe de autoriza\u00e7\u00e3o judicial e de oitiva do \u00f3rg\u00e3o acusador. Nas a\u00e7\u00f5es penais p\u00fablicas, condicionadas ou n\u00e3o, n\u00e3o cabe ao Minist\u00e9rio P\u00fablico defender ou pleitear interesses individuais da mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica. O \u00fanico \u00f3rg\u00e3o estatal que tem por escopo garantir os direitos da v\u00edtima vulner\u00e1vel \u00e9 a Defensoria P\u00fablica, condi\u00e7\u00e3o que foi erigida pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, a nomea\u00e7\u00e3o judicial da Defensoria P\u00fablica sem pr\u00e9via anu\u00eancia da v\u00edtima n\u00e3o afronta a sua liberdade de escolha e nem ignora a sistem\u00e1tica supletiva prevista implicitamente na pr\u00f3pria Lei Maria da Penha. Em verdade, o que a norma contempla \u00e9 a <em>obrigatoriedade da presen\u00e7a de defensor t\u00e9cnico &#8211; n\u00e3o necessariamente da Defensoria P\u00fablica -, sendo certo que, caso a v\u00edtima constitua advogado de sua confian\u00e7a, este substituir\u00e1 a Defensoria<\/em>, exonerando-a do munus. A nomea\u00e7\u00e3o judicial opera, nesse cen\u00e1rio, como medida de tutela provis\u00f3ria, \u00e0 m\u00edngua de manifesta\u00e7\u00e3o expressa da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-erro-na-execucao-aberratio-ictus-e-tentativa-de-homicidio\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Erro na execu\u00e7\u00e3o (aberratio ictus) e tentativa de homic\u00eddio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-9\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Concurso de Crimes<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-9\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras Policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>No erro na execu\u00e7\u00e3o com unidade simples (aberratio ictus), o agente responde apenas pelos crimes cometidos contra as v\u00edtimas que pretendia atingir, n\u00e3o se configurando crime aut\u00f4nomo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima atingida por engano.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.167.600-RS, Rel. Min. Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Des. conv.), Sexta Turma, julgado em 21\/5\/2025, DJEN 27\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-9\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? C\u00f3digo Penal, arts. 70 e 73.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aberratio ictus com unidade simples implica responsabiliza\u00e7\u00e3o apenas pela conduta dirigida \u00e0 v\u00edtima pretendida.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A v\u00edtima atingida por engano n\u00e3o gera novo tipo penal aut\u00f4nomo se o agente n\u00e3o tinha dolo direto ou eventual contra ela.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Aplica-se fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de responsabiliza\u00e7\u00e3o como se tivesse atingido a v\u00edtima visada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-9\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia residiu em saber se o agente que dispara contra policiais e atinge um transeunte deve responder por tentativa de homic\u00eddio contra o terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se a regra do art. 73 do CP, com unidade simples.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se configura dolo eventual em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro atingido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Invi\u00e1vel imputar tentativa aut\u00f4noma por erro na execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-9\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A aberratio ictus com unidade simples gera concurso formal entre o crime contra a v\u00edtima pretendida e o terceiro atingido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que n\u00e3o h\u00e1 concurso formal, mas unidade simples e responsabiliza\u00e7\u00e3o apenas pela conduta visada.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Quando o agente erra o alvo e atinge terceiro, responde como se tivesse atingido a v\u00edtima pretendida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a regra do art. 73 do CP, aplicada na unidade simples.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-9\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Aberratio Ictus \u2013 Unidade Simples<\/td><\/tr><tr><td>???? CP, art. 73 \u2013 fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica ???? Terceiro atingido por erro \u2260 crime aut\u00f4nomo ???? Sem dolo ou culpa \u2192 sem nova imputa\u00e7\u00e3o ???? STJ: tentativa s\u00f3 quanto \u00e0s v\u00edtimas visadas<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-9\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o consiste em saber se \u00e9 poss\u00edvel a imputa\u00e7\u00e3o de crime aut\u00f4nomo em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro atingido ou se o agente somente responde como se tivesse atingido aqueles que pretendia ofender, quando, no contexto da a\u00e7\u00e3o criminosa, incorre em erro na execu\u00e7\u00e3o e atinge uma v\u00edtima n\u00e3o visada por disparo de arma de fogo em via p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consoante se extrai da reda\u00e7\u00e3o do artigo 73 do C\u00f3digo Penal, o ordenamento jur\u00eddico brasileiro adota a teoria da equival\u00eancia na hip\u00f3tese de erro na execu\u00e7\u00e3o (aberratio ictus), determinando que <strong>o agente responda como se tivesse atingido a pessoa originalmente visada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de <em>fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/em> que busca equiparar, para fins penais, o resultado produzido ao inicialmente pretendido, preservando a tipifica\u00e7\u00e3o do delito conforme a inten\u00e7\u00e3o do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, caso o erro resulte na ofensa simult\u00e2nea tanto \u00e0 v\u00edtima pretendida quanto a terceiro, aplica-se a regra do artigo 70 do C\u00f3digo Penal, que prev\u00ea o concurso formal de crimes, impondo a responsabiliza\u00e7\u00e3o por cada um dos eventos lesivos produzidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O dispositivo, portanto, opera como um crit\u00e9rio de imputa\u00e7\u00e3o penal, assegurando que a configura\u00e7\u00e3o t\u00edpica da conduta n\u00e3o seja alterada pelo erro na execu\u00e7\u00e3o, salvo nas hip\u00f3teses em que se verifique o concurso efetivo de crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, os denunciados efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra tr\u00eas policiais civis, n\u00e3o logrando \u00eaxito em atingi-los em raz\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o armada destes. Contudo, em raz\u00e3o de erro na execu\u00e7\u00e3o (aberratio ictus), um dos proj\u00e9teis disparados acabou por atingir uma v\u00edtima transeunte, que, socorrida, sobreviveu.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa perspectiva, \u00e0 luz do artigo 73 do C\u00f3digo Penal, a tipifica\u00e7\u00e3o do delito deve considerar o n\u00famero de v\u00edtimas visadas, e n\u00e3o o resultado concreto, raz\u00e3o pela qual a den\u00fancia imputou aos acusados a pr\u00e1tica de tr\u00eas tentativas de homic\u00eddio qualificado contra os policiais civis. A exclus\u00e3o da quarta tentativa decorreu do entendimento de que, na aberratio ictus com unidade simples, o agente responde pelo crime contra aqueles que efetivamente pretendia ofender, n\u00e3o incidindo, nessa hip\u00f3tese, a regra do concurso formal prevista no artigo 70 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consoante precedentes desta Corte Superior, &#8220;[o]corre aberratio ictus com resultado duplo, ou unidade complexa, de que disp\u00f5e o art. 73, segunda parte, do CP, quando, na execu\u00e7\u00e3o do crime de homic\u00eddio doloso, al\u00e9m do resultado intencional, sobrev\u00e9m outro n\u00e3o pretendido, decorrente de erro de pontaria, em que, al\u00e9m da v\u00edtima originalmente visada, outra \u00e9 atingida por erro na execu\u00e7\u00e3o&#8221; (REsp 1853219-RS, Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 8\/6\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mutatis mutandis, <em>n\u00e3o havendo duplo resultado<\/em>, n\u00e3o pode prosperar a imputa\u00e7\u00e3o de uma quarta tentativa de homic\u00eddio por dolo eventual aos denunciados, sob pena de bis in idem, uma vez que, pelo mesmo contexto f\u00e1tico, j\u00e1 respondem por tr\u00eas homic\u00eddios tentados contra as v\u00edtimas efetivamente visadas. O atingimento do transeunte decorreu de erro na execu\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese em que a norma penal estabelece que o agente deve responder como se tivesse atingido aqueles que pretendia ofender, n\u00e3o se configurando crime aut\u00f4nomo em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro atingido.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-29b9bff0-6574-4ef6-b76e-8c2c91416c44\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/15075519\/stj-info-855.pdf\">STJ &#8211; Info 855<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/15075519\/stj-info-855.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-29b9bff0-6574-4ef6-b76e-8c2c91416c44\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOWNLOAD do PDF AQUI! 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Benef\u00edcio fiscal do PERSE: necessidade de inscri\u00e7\u00e3o no CADASTUR e veda\u00e7\u00e3o aos optantes do Simples Nacional Indexador Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio Cap\u00edtulo: Benef\u00edcios Fiscais \u00c1rea Magistratura Procuradorias Destaque 1. 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