{"id":1604219,"date":"2025-07-08T23:10:22","date_gmt":"2025-07-09T02:10:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1604219"},"modified":"2025-07-08T23:10:24","modified_gmt":"2025-07-09T02:10:24","slug":"informativo-stf-1179-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1179-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1179 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/08231000\/stf-info-1179.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_gPk5F2OAqf0\"><div id=\"lyte_gPk5F2OAqf0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/gPk5F2OAqf0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/gPk5F2OAqf0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/gPk5F2OAqf0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-escolaridade-para-o-cargo-de-tecnico-do-mpu\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Escolaridade para o cargo de t\u00e9cnico do MPU<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Servidor P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a exig\u00eancia de n\u00edvel superior para o cargo de t\u00e9cnico do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o e do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ainda que a norma tenha sido inserida por emenda parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.710\/DF, rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 61, \u00a71\u00ba, II, c; 127, \u00a72\u00ba; e 128, \u00a75\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A iniciativa legislativa \u00e9 privativa do MPU, mas permite emendas com pertin\u00eancia tem\u00e1tica e sem aumento de despesa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A altera\u00e7\u00e3o inserida trata de mat\u00e9ria relacionada \u00e0 estrutura do MPU e n\u00e3o gera aumento or\u00e7ament\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF j\u00e1 reconheceu validade de altera\u00e7\u00e3o semelhante para t\u00e9cnicos do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia est\u00e1 alinhada ao princ\u00edpio da efici\u00eancia e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF discutiu se houve v\u00edcio de iniciativa legislativa ao elevar o requisito de escolaridade para o cargo de t\u00e9cnico do MPU.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A emenda \u00e9 v\u00e1lida se guarda pertin\u00eancia tem\u00e1tica com o projeto original.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o \u00e0 autonomia funcional do MPU.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A eleva\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia qualifica o servi\u00e7o e n\u00e3o implica aumento de despesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional norma que exige curso superior para p\u00fablico, se inserida por emenda parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entendeu que tal emenda \u00e9 constitucional, por guardar pertin\u00eancia tem\u00e1tica ed desde que n\u00e3o gere aumento de despesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Escolaridade \u2013 T\u00e9cnico do MPU<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 61, \u00a71\u00ba e 127 ???? Emenda parlamentar \u2192 v\u00e1lida com pertin\u00eancia tem\u00e1tica ???? N\u00e3o h\u00e1 aumento de despesa ???? STF: constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 por n\u00e3o violar a cl\u00e1usula de reserva de iniciativa do chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o (MPU), por guardar pertin\u00eancia tem\u00e1tica com o projeto de lei originalmente proposto e por n\u00e3o implicar aumento de despesa p\u00fablica \u2014 <em>norma inserida por emenda parlamentar que exige n\u00edvel superior para o cargo de t\u00e9cnico do MPU e do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP)<\/em>, bem como reconhece os cargos de analista e t\u00e9cnico como essenciais \u00e0 atividade jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), <strong>a previs\u00e3o constitucional de iniciativa legislativa privativa de outros Poderes n\u00e3o impede que o projeto de lei encaminhado ao Poder Legislativo seja objeto de emendas parlamentares<\/strong>, desde que as altera\u00e7\u00f5es guardem pertin\u00eancia tem\u00e1tica com a mat\u00e9ria do projeto original e n\u00e3o resultem em aumento de despesa p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, impugnou-se a constitucionalidade formal das emendas parlamentares inseridas em projeto de iniciativa do Procurador-Geral da Rep\u00fablica, que tratava da transforma\u00e7\u00e3o de cargos no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio P\u00fablico Militar. As emendas impugnadas: (i) atribu\u00edram aos cargos de analista e t\u00e9cnico do MPU o status de essenciais \u00e0 atividade jurisdicional e (ii) passaram a exigir n\u00edvel superior para o cargo de t\u00e9cnico do MPU e do CNMP.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, elas tratam de aspectos diretamente relacionados \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e ao regime jur\u00eddico do quadro funcional do MPU, al\u00e9m de n\u00e3o acarretarem aumento de despesas. Desse modo, a medida se encontra dentro dos limites constitucionais, em especial porque inexiste qualquer viola\u00e7\u00e3o \u00e0 autonomia funcional e administrativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CF\/1988, arts. 127, \u00a7 2\u00ba, e 128, \u00a7 5\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o STF j\u00e1 reconheceu a validade de emenda parlamentar que passou a exigir curso superior para o cargo de t\u00e9cnico no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o (2). Na ocasi\u00e3o, entendeu-se que a medida estava alinhada ao objetivo de qualifica\u00e7\u00e3o e racionaliza\u00e7\u00e3o do quadro de servidores, sem destoar do prop\u00f3sito original do projeto apresentado pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT), que previa a transforma\u00e7\u00e3o de cargos de auxiliares e t\u00e9cnicos em cargos de analista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade dos arts. 2\u00ba e 3\u00ba da Lei n\u00ba 14.591\/2023 (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 3.114, ADI 5.882, ADI 6.329 TP, ADI 4.759, ADI 3.655 e ADI 2.810.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedente citado: ADI 7.709.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cargos-em-comissao-nos-tribunais-de-contas-estaduais\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cargos em comiss\u00e3o nos Tribunais de Contas estaduais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Cargos P\u00fablicos<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a cria\u00e7\u00e3o de cargos comissionados com atribui\u00e7\u00f5es meramente t\u00e9cnicas ou operacionais sem v\u00ednculo de confian\u00e7a com a autoridade nomeante.<\/p>\n\n\n\n<p>ADIs 6.887\/SP e 6.918\/GO, rel. Min. Edson Fachin, red. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 22\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 37, II e V.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Cargos em comiss\u00e3o s\u00e3o destinados exclusivamente a fun\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o, chefia e assessoramento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 necess\u00e1rio v\u00ednculo de confian\u00e7a e atribui\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com a natureza do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? No caso de S\u00e3o Paulo, cargos de seguran\u00e7a vinculados \u00e0 chefia foram considerados constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Em Goi\u00e1s, os cargos criados tinham atribui\u00e7\u00f5es operacionais gen\u00e9ricas e foram considerados inconstitucionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou os requisitos formais e materiais para cria\u00e7\u00e3o de cargos em comiss\u00e3o nos Tribunais de Contas estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 indispens\u00e1vel que a lei detalhe as atribui\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com a fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O v\u00ednculo de assessoramento deve ser real, n\u00e3o meramente formal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cria\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de cargos viola os princ\u00edpios da impessoalidade e do concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A cria\u00e7\u00e3o de cargos em comiss\u00e3o pode abranger fun\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e operacionais, desde que aprovadas por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entende que cargos comissionados devem estar restritos a fun\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o, chefia e assessoramento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional a cria\u00e7\u00e3o de cargos comissionados com atribui\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas ou operacionais, sem v\u00ednculo de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o consolidada do STF sobre cargos em comiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Cargos em Comiss\u00e3o \u2013 TCEs<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 37, II e V ???? Finalidades: dire\u00e7\u00e3o, chefia, assessoramento ???? Atribui\u00e7\u00f5es operacionais = inconstitucional ???? SP (seguran\u00e7a c\/ chefia) = v\u00e1lido ???? GO (cargos gen\u00e9ricos) = inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As atribui\u00e7\u00f5es do cargo em comiss\u00e3o devem ser adequadas ao princ\u00edpio da livre nomea\u00e7\u00e3o e investidura, ao v\u00ednculo de confian\u00e7a entre os seus ocupantes e aqueles que o nomeiam e destinadas apenas \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o, chefia e assessoramento, al\u00e9m de guardar proporcionalidade em rela\u00e7\u00e3o aos cargos efetivos (CF\/1988, art. 37, II e V).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), as atribui\u00e7\u00f5es dos cargos em comiss\u00e3o devem estar <em>descritas de forma clara e objetiva na pr\u00f3pria lei que os cria<\/em>, a fim de possibilitar a verifica\u00e7\u00e3o de suas compatibilidades com os princ\u00edpios constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o legislador paulista criou, para o Tribunal de Contas local, o cargo de \u201cagente de seguran\u00e7a da fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, cuja denomina\u00e7\u00e3o passou a ser \u201cassessor de transporte e seguran\u00e7a\u201d. Por n\u00e3o se tratar de motorista de representa\u00e7\u00e3o, mas sim de seguran\u00e7a \u2014 atribui\u00e7\u00e3o descrita de forma clara e objetiva na pr\u00f3pria lei \u2014, encontram-se presentes os requisitos do assessoramento com conhecimento t\u00e9cnico especializado (cursos de tiro e de dire\u00e7\u00e3o defensiva), bem como o v\u00ednculo de confian\u00e7a, notadamente, porque, al\u00e9m de inexistir um rod\u00edzio de motoristas, os ocupantes do cargo possuem porte de arma e s\u00e3o os respons\u00e1veis pelos deslocamentos e pelo acompanhamento dos conselheiros em suas rotinas e em viagens.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma diversa, a lei goiana criou v\u00e1rios <strong>cargos com atribui\u00e7\u00f5es meramente t\u00e9cnicas e operacionais sem qualquer especifica\u00e7\u00e3o, de modo que n\u00e3o se coadunam com os requisitos para a cria\u00e7\u00e3o do cargo em comiss\u00e3o, em especial, por n\u00e3o exigirem rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a<\/strong>. Instituiu-se um quadro de cargos em extin\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito do Tribunal de Contas estadual, destinado a fun\u00e7\u00f5es como datil\u00f3grafos, digitadores, condutores de representa\u00e7\u00e3o, eletricistas e fot\u00f3grafos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, julgou (i) por maioria, improcedente a ADI 6.887\/SP, para assentar a constitucionalidade dos arts. 3\u00ba e 6\u00ba, caput, c\/c anexos I e II da Lei Complementar paulista n\u00ba 1.335\/2018 (2), e dos arts. 1\u00ba e 5\u00ba, c\/c anexo I, subanexo 4, da Lei Complementar paulista n\u00ba 743\/1993 (3); e (ii) por unanimidade, procedente a ADI 6.918\/GO para declarar a inconstitucionalidade material do art. 30 e do anexo VII da Lei n\u00ba 15.122\/2005 do Estado de Goi\u00e1s (4), com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pelas leis goianas n\u00ba 16.466\/2009 e n\u00ba 19.362\/2016, suspendendo o julgamento desta \u00faltima a\u00e7\u00e3o t\u00e3o somente no que diz respeito \u00e0 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 1.041.210 RG (Tema 1.010 RG) e ADI 5.542.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-omissao-legislativa-sobre-retencao-dolosa-de-salarios\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Omiss\u00e3o legislativa sobre reten\u00e7\u00e3o dolosa de sal\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Direitos Sociais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O Congresso Nacional est\u00e1 em mora para editar a lei que tipifique como crime a reten\u00e7\u00e3o dolosa de sal\u00e1rios, conforme determina o art. 7\u00ba, X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 82\/DF, rel. Min. Dias Toffoli, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 7\u00ba, X; art. 2\u00ba; art. 103, \u00a72\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Constitui\u00e7\u00e3o imp\u00f5e mandado de criminaliza\u00e7\u00e3o para reten\u00e7\u00e3o dolosa de sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF reconheceu omiss\u00e3o legislativa e fixou prazo de 180 dias para edi\u00e7\u00e3o da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de lei espec\u00edfica compromete a efic\u00e1cia plena do direito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A conduta n\u00e3o se enquadra no tipo de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita (CP, art. 168).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se havia mora legislativa e se poderia fixar prazo para a edi\u00e7\u00e3o da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O mandado de criminaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 expresso e n\u00e3o depende de regulamenta\u00e7\u00e3o adicional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A omiss\u00e3o compromete a prote\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio, direito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A fixa\u00e7\u00e3o de prazo n\u00e3o viola a separa\u00e7\u00e3o de Poderes, conforme precedentes da Corte.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional a fixa\u00e7\u00e3o de prazo pelo STF para o Congresso sanar omiss\u00e3o legislativa em mat\u00e9ria de mandado de criminaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia admite a fixa\u00e7\u00e3o de prazo razo\u00e1vel como medida de controle da omiss\u00e3o inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Constitui\u00e7\u00e3o exige que a reten\u00e7\u00e3o dolosa de sal\u00e1rio seja combatida, mas n\u00e3o h\u00e1 mandado de criminaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O art. 7\u00ba, X, da CF expressamente determina a criminaliza\u00e7\u00e3o dessa conduta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Reten\u00e7\u00e3o Dolosa de Sal\u00e1rio<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 7\u00ba, X \u2013 mandado de criminaliza\u00e7\u00e3o ???? Omiss\u00e3o do Congresso \u2192 mora legislativa ???? ADO 82 \u2192 prazo de 180 dias ???? N\u00e3o se confunde com apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita ???? STF: viola\u00e7\u00e3o \u00e0 efic\u00e1cia dos direitos sociais<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Congresso Nacional est\u00e1 em mora na edi\u00e7\u00e3o da lei regulamentadora referente \u00e0 tipifica\u00e7\u00e3o penal da reten\u00e7\u00e3o dolosa do sal\u00e1rio dos trabalhadores urbanos e rurais (CF\/1988, art. 7\u00ba, X).<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da vulnerabilidade do trabalhador, o constituinte origin\u00e1rio imp\u00f4s um mandado constitucional de criminaliza\u00e7\u00e3o para a hip\u00f3tese de reten\u00e7\u00e3o salarial dolosa, pois se trata de comportamento que possui elevada gravidade (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (2), uma vez verificada a omiss\u00e3o inconstitucional do Poder Legislativo, a fixa\u00e7\u00e3o de um prazo razo\u00e1vel para san\u00e1-la n\u00e3o constitui viola\u00e7\u00e3o \u00e0 separa\u00e7\u00e3o dos Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba). Nesse contexto, o prazo fixado varia conforme a complexidade da mat\u00e9ria, o lapso temporal da in\u00e9rcia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vig\u00eancia da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a atitude do Congresso Nacional diante da omiss\u00e3o legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, esse n\u00e3o-pagamento da verba de car\u00e1ter alimentar n\u00e3o se enquadra no tipo penal de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita (CP\/1940, art. 168). Isso, porque (i) a conduta de bloquear o pagamento n\u00e3o configura invers\u00e3o da posse, j\u00e1 que o dinheiro permanece somente com o empregador, e (ii) aquele crime n\u00e3o exprime o grau de reprovabilidade do comportamento, visto que o bloqueio repercute na capacidade do trabalhador de prover o sustento pr\u00f3prio e o de seu n\u00facleo familiar, privando-os dos recursos materiais indispens\u00e1veis a uma vida digna.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para reconhecer a mora constitucional e fixou o prazo de 180 dias para a ado\u00e7\u00e3o das medidas legislativas constitucionalmente exig\u00edveis para resolver a omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 7\u00ba S\u00e3o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al\u00e9m de outros que visem \u00e0 melhoria de sua condi\u00e7\u00e3o social: X &#8211; prote\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio na forma da lei, constituindo crime sua reten\u00e7\u00e3o dolosa;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADO 74 e ADO 85.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-constitucionalidade-dos-planos-economicos-e-efeitos-do-acordo-coletivo\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Constitucionalidade dos Planos Econ\u00f4micos e efeitos do acordo coletivo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Econ\u00f4mico<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Interven\u00e7\u00e3o do Estado na Ordem Econ\u00f4mica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O STF declarou constitucionais os planos Bresser, Ver\u00e3o, Collor I e Collor II e conferiu efic\u00e1cia erga omnes ao acordo coletivo firmado entre bancos e poupadores sobre os expurgos inflacion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 165\/DF, Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 170 e 192; ADPF 165 e seus aditamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Estado tem compet\u00eancia para intervir na economia visando \u00e0 estabilidade monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os planos foram implementados em cen\u00e1rio de hiperinfla\u00e7\u00e3o e visaram garantir a ordem econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A homologa\u00e7\u00e3o do acordo garante previsibilidade e encerra lit\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Permitiu-se a ades\u00e3o tardia de poupadores por 24 meses.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Corte discutiu a constitucionalidade dos planos econ\u00f4micos e os efeitos do acordo coletivo celebrado posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interven\u00e7\u00e3o estatal estava dentro dos limites constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O acordo permitiu solu\u00e7\u00e3o eficaz de conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Os efeitos danosos devem ser corrigidos conforme pactuado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os planos econ\u00f4micos que alteraram contratos banc\u00e1rios no contexto dos expurgos inflacion\u00e1rios s\u00e3o inconstitucionais por violarem o direito adquirido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF reconheceu a constitucionalidade dos planos como express\u00e3o leg\u00edtima da pol\u00edtica econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Acordo coletivo homologado judicialmente pode vincular todos os poupadores e encerrar lit\u00edgios sobre planos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o refor\u00e7a o papel da jurisdi\u00e7\u00e3o consensual e da seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Planos Econ\u00f4micos \u2013 Constitucionalidade<\/td><\/tr><tr><td>???? Bresser, Ver\u00e3o, Collor I e II \u2192 constitucionais ???? Acordo homologado judicialmente ???? Vincula\u00e7\u00e3o erga omnes dos poupadores ???? Corre\u00e7\u00e3o dos efeitos danosos \u2192 admitida ???? STF: pacifica\u00e7\u00e3o definitiva da controv\u00e9rsia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os planos econ\u00f4micos denominados Bresser, Ver\u00e3o, Collor I e Collor II s\u00e3o constitucionais, mas seus efeitos danosos consequenciais devem ser recompostos.<\/p>\n\n\n\n<p>O pronunciamento judicial sobre a quest\u00e3o de fundo objetiva encerrar definitivamente a controv\u00e9rsia e prestigiar a seguran\u00e7a jur\u00eddica. Isso, porque o acordo coletivo de planos econ\u00f4micos e seus aditivos permitiram a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia f\u00e1tica; e a constitucionalidade, ou n\u00e3o, dos planos econ\u00f4micos n\u00e3o foi objeto de transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a an\u00e1lise da validade dos aludidos planos econ\u00f4micos, deve ser considerada a adequada compreens\u00e3o do <em>quadro socioecon\u00f4mico do Pa\u00eds no per\u00edodo e da busca incessante pela estabilidade monet\u00e1ria<\/em>. No caso dos planos econ\u00f4micos impugnados, destaca-se a necessidade deles na ocasi\u00e3o em que lan\u00e7ados. Embora suas implementa\u00e7\u00f5es tenham gerado consequ\u00eancias negativas para poupadores \u00e0 \u00e9poca, tais planos guardam conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, pois cabe ao Estado preservar a ordem econ\u00f4mica e financeira (art. 170). Ademais, \u00e9 poss\u00edvel admitir o car\u00e1ter constitucional e cogente dos planos econ\u00f4micos \u2014 premissa a ser agregada \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o do acordo e seus aditamentos \u2014 bem como reconhecer que seus efeitos danosos merecem ajustes e corre\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a fim de afastar preju\u00edzos decorrentes da extin\u00e7\u00e3o da ADPF, mant\u00e9m-se aberta, durante o prazo determinado, a possibilidade de novas ades\u00f5es pelos poupadores que ainda n\u00e3o buscaram os valores a que t\u00eam direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, (i) julgou procedente a a\u00e7\u00e3o e declarou a constitucionalidade dos Planos Bresser, Ver\u00e3o, Collor I e Collor II, reafirmando a homologa\u00e7\u00e3o do acordo coletivo e seus respectivos aditamentos (ADPF 165 Acordo, ADPF 165 Acordo-segundo e ADPF 165 Acordo-segundo-Prorrog), em todas as suas disposi\u00e7\u00f5es, determinando sua aplica\u00e7\u00e3o a todos os processos que discutem os chamados expurgos inflacion\u00e1rios de poupan\u00e7a e garantindo aos poupadores o recebimento dos valores estabelecidos no acordo coletivo homologado; (ii) agregou \u00e0 decis\u00e3o que homologou o acordo coletivo e seus aditivos a premissa de constitucionalidade dos planos econ\u00f4micos, encerrando definitivamente a controv\u00e9rsia; e (iii) fixou o prazo de 24 meses a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento para novas ades\u00f5es de poupadores, determinando aos signat\u00e1rios do acordo coletivo que envidem todos os esfor\u00e7os para que os poupadores que ainda n\u00e3o aderiram o fa\u00e7am dentro do prazo estabelecido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pagamento-de-credito-superpreferencial-e-requisicao-de-pequeno-valor\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pagamento de cr\u00e9dito superpreferencial e requisi\u00e7\u00e3o de pequeno valor<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Financeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Precat\u00f3rios e Ordens de Pagamento<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O pagamento de cr\u00e9ditos superpreferenciais deve ser feito por meio de precat\u00f3rio, salvo se o valor total estiver dentro do limite legal para RPV; \u00e9 inconstitucional o fracionamento para permitir pagamento parcial por RPV.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.326.178\/SC (Tema 1.156 RG), Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 100, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 8\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Cr\u00e9ditos superpreferenciais s\u00e3o de natureza aliment\u00edcia e pertencem a pessoas com prioridade legal (idosos, deficientes, doentes graves).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Fracionamento viola a sistem\u00e1tica dos precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A expedi\u00e7\u00e3o de RPV s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando o valor total do cr\u00e9dito estiver dentro do limite legal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Precat\u00f3rio \u00e9 obrigat\u00f3rio para cr\u00e9ditos que excedem esse teto, ainda que em parte.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se \u00e9 poss\u00edvel fracionar cr\u00e9ditos para viabilizar o pagamento parcial via RPV e reservar o restante para precat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A CF veda o fracionamento, salvo se integralmente dentro do teto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pr\u00e1tica compromete o equil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio e a igualdade entre credores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A decis\u00e3o preserva a ordem e a previsibilidade no regime de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional o fracionamento de cr\u00e9dito para permitir o pagamento de parte por RPV.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF entendeu que a Constitui\u00e7\u00e3o veda o fracionamento, salvo quando todo o cr\u00e9dito est\u00e1 abaixo do limite da RPV.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Cr\u00e9ditos superpreferenciais que ultrapassem o limite legal devem ser pagos exclusivamente por precat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse \u00e9 o teor da tese firmada no Tema 1.156.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Cr\u00e9ditos Superpreferenciais \u2013 Pagamento<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 100, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 8\u00ba ???? Fracionamento \u2192 vedado ???? RPV \u2192 s\u00f3 se cr\u00e9dito total \u2264 teto legal ???? Precat\u00f3rio \u2192 obrigat\u00f3rio se excedente ???? STF: Tema 1.156 RG \u2013 fracionamento inconstitucional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o art. 100, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 8\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 o pagamento parcial de valores de natureza aliment\u00edcia pertencente a credores superpreferenciais por meio de requisi\u00e7\u00e3o de pequeno valor (RPV), se o montante devido ultrapassar o limite legalmente fixado para essa modalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto constitucional estabelece que os cr\u00e9ditos chamados de superpreferenciais \u2014 de natureza aliment\u00edcia e de titularidade de idosos, pessoas com defici\u00eancia ou portadores de doen\u00e7as graves \u2014 devem ser pagos por meio de precat\u00f3rio, salvo se o montante exig\u00edvel estiver dentro do limite definido como de pequeno valor. Isso, porque a expedi\u00e7\u00e3o de RPV \u00e9 medida excepcional, condicionada \u00e0 exist\u00eancia de previs\u00e3o legal que defina as obriga\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de quita\u00e7\u00e3o por essa via (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (2), <strong>o fracionamento de precat\u00f3rios superpreferenciais para possibilitar o pagamento por meio de RPV, al\u00e9m de representar risco de impacto or\u00e7ament\u00e1rio significativo, n\u00e3o encontra amparo na Constitui\u00e7\u00e3o Federal,<\/strong> uma vez que o pagamento dos cr\u00e9ditos contra a Fazenda P\u00fablica deve ser realizado de forma integral pelo mesmo rito (RPV ou precat\u00f3rio), sem que se mesclem as modalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o manteve decis\u00e3o que reconheceu a possibilidade de fracionamento do precat\u00f3rio, permitindo o pagamento da parcela superpreferencial (at\u00e9 180 sal\u00e1rios-m\u00ednimos) por meio de RPV, reservando-se o excedente para quita\u00e7\u00e3o via precat\u00f3rio judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.156 da repercuss\u00e3o geral: (i) deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para reconhecer a viola\u00e7\u00e3o ao art. 100, \u00a7\u00a7 2\u00b0 e 8\u00b0 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988; (ii) determinou que o pagamento dos cr\u00e9ditos superpreferenciais seja adimplido por meio de expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios; e (iii) fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) CF\/1988: \u201cArt. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas P\u00fablicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de senten\u00e7a judici\u00e1ria, far-se-\u00e3o exclusivamente na ordem cronol\u00f3gica de apresenta\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios e \u00e0 conta dos cr\u00e9ditos respectivos, proibida a designa\u00e7\u00e3o de casos ou de pessoas nas dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e nos cr\u00e9ditos adicionais abertos para este fim (&#8230;) \u00a7 2\u00ba Os d\u00e9bitos de natureza aliment\u00edcia cujos titulares, origin\u00e1rios ou por sucess\u00e3o heredit\u00e1ria, tenham 60 (sessenta) anos de idade, ou sejam portadores de doen\u00e7a grave, ou pessoas com defici\u00eancia, assim definidos na forma da lei, ser\u00e3o pagos com prefer\u00eancia sobre todos os demais d\u00e9bitos, at\u00e9 o valor equivalente ao triplo fixado em lei para os fins do disposto no \u00a7 3\u00ba deste artigo, admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo que o restante ser\u00e1 pago na ordem cronol\u00f3gica de apresenta\u00e7\u00e3o do precat\u00f3rio. (&#8230;) \u00a7 8\u00ba \u00c9 vedada a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios complementares ou suplementares de valor pago, bem como o fracionamento, reparti\u00e7\u00e3o ou quebra do valor da execu\u00e7\u00e3o para fins de enquadramento de parcela do total ao que disp\u00f5e o \u00a7 3\u00ba deste artigo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 6.556 MC-Ref; e RE 1.300.190, RE 1.310.690, RE 1.310.475, no RE 1.312.089, RE 1.293.528, RE 1.306.206, RE 1.297.760 e RE 1.304.973 (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fixacao-de-custas-judiciais-no-ambito-estadual\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fixa\u00e7\u00e3o de custas judiciais no \u00e2mbito estadual<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Acesso \u00e0 Justi\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que fixa valor m\u00ednimo obrigat\u00f3rio de custas processuais em caso de gratuidade parcial e que imp\u00f5e comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do recolhimento de custas no ato da interposi\u00e7\u00e3o de recurso, por violar compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o e o acesso \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.553\/TO, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 5\u00ba, XXXV; 22, I; 24, \u00a71\u00ba; CPC, art. 98.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A gratuidade de justi\u00e7a n\u00e3o pode ser limitada por lei estadual com valores fixos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia de custas m\u00ednimas impede avalia\u00e7\u00e3o caso a caso da capacidade econ\u00f4mica da parte.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Exigir o recolhimento no ato da interposi\u00e7\u00e3o compromete o exerc\u00edcio do direito de recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Uni\u00e3o det\u00e9m compet\u00eancia para legislar sobre normas gerais de processo civil.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional a lei estadual que prev\u00ea a cobran\u00e7a de custas em valor razo\u00e1vel quando n\u00e3o realizada audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou sess\u00e3o de media\u00e7\u00e3o, em decorr\u00eancia do n\u00e3o comparecimento injustificado de interessado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF avaliou se o Estado do Tocantins podia impor limites fixos e crit\u00e9rios pr\u00e9vios ao exerc\u00edcio da gratuidade e da interposi\u00e7\u00e3o de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A norma estadual usurpa compet\u00eancia legislativa federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A imposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de recolhimento gera obst\u00e1culo desproporcional ao acesso \u00e0 justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Corte modulou parcialmente os efeitos para evitar v\u00e1cuo normativo at\u00e9 adequa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O Estado pode condicionar o acesso \u00e0 gratuidade de justi\u00e7a \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de recolhimento parcial de custas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entende que essa exig\u00eancia viola a compet\u00eancia da Uni\u00e3o e compromete o direito constitucional de acesso \u00e0 justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional norma estadual que fixa valor m\u00ednimo obrigat\u00f3rio de custas e imp\u00f5e recolhimento no ato recursal, mesmo diante de gratuidade parcial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A Corte fixou esse entendimento por ofensa \u00e0 compet\u00eancia legislativa e ao princ\u00edpio da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Gratuidade de Justi\u00e7a \u2013 Custas Estaduais<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, arts. 5\u00ba, XXXV e 22, I ???? CPC, art. 98 \u2192 an\u00e1lise individual ???? Norma estadual \u2192 inconstitucional ???? Recolhimento pr\u00e9vio \u2192 obst\u00e1culo processual ???? STF: fixa\u00e7\u00e3o proporcional e compet\u00eancia da Uni\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito processual civil (CF\/1988, art. 22, I) \u2014 <strong>norma estadual que fixa, no caso de deferimento parcial do benef\u00edcio \u00e0 gratuidade da justi\u00e7a (CPC\/2015, art. 98), valor m\u00ednimo de custas a ser arcado pela parte<\/strong>, bem como imp\u00f5e o dever de comprovar, no ato de interposi\u00e7\u00e3o de recurso, o recolhimento das custas pertinentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma estadual impugnada, al\u00e9m de invadir a compet\u00eancia federal para tratar do tema relativo \u00e0 gratuidade de justi\u00e7a (1), despreza a an\u00e1lise individual, caso a caso, da necessidade de deferimento desse benef\u00edcio (CPC\/2015, art. 98, \u00a7\u00a7 5\u00ba e 6\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p><em>O \u00f4nus do pagamento das custas no ato de interposi\u00e7\u00e3o do recurso acarreta uma s\u00e9rie de outras consequ\u00eancias de \u00edndole processual, como o reconhecimento de deser\u00e7\u00e3o do recurso e sua consequente incognoscibilidade<\/em>. Ademais, tratando-se de assunto de cunho generalista, n\u00e3o pode ser veiculado por uma lei estadual (CF\/1988, art. 24, IX e \u00a7 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\u00c9 constitucional dispositivo de lei estadual que prev\u00ea a cobran\u00e7a de custas em valor razo\u00e1vel quando n\u00e3o realizada audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou sess\u00e3o de media\u00e7\u00e3o, em decorr\u00eancia do n\u00e3o comparecimento injustificado de interessado, e atribui a responsabilidade do pagamento delas \u00e0 parte que ensejou o insucesso do ato.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o legal impugnada \u00e9 adequada e funciona como importante instrumento para evitar o uso desnecess\u00e1rio do aparato estatal. A realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias de concilia\u00e7\u00e3o e sess\u00f5es de media\u00e7\u00e3o exigem recursos financeiros e de pessoal, de modo que, quando n\u00e3o s\u00e3o realizadas, configura desperd\u00edcio desses importantes recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a fixa\u00e7\u00e3o de limite m\u00e1ximo em valor exorbitante para as custas dos recursos de primeira inst\u00e2ncia, calculado como percentual do valor da causa, representa um desrespeito ao direito de acesso \u00e0 justi\u00e7a (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXV), al\u00e9m de configurar medida desproporcional (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o direta e, nessa extens\u00e3o, a julgou parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade das seguintes normas da Lei n\u00ba 4.240\/2023 do Estado do Tocantins: (i) par\u00e1grafo \u00fanico do art. 4\u00ba; (ii) art. 11; e (iii) o limite m\u00e1ximo previsto no item 1 da Tabela I do Anexo \u00danico (R$ 18.680,00). Em acr\u00e9scimo, o Tribunal, fixou a seguinte solu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria: as custas referentes aos recursos oriundos de primeiro grau ser\u00e3o de 0,5%, observado o m\u00ednimo de R$ 230,00 \u2014 previsto na Lei estadual n\u00ba 4.240\/2023 \u2014 e o m\u00e1ximo de R$ 1.250,16 \u2014 com a atualiza\u00e7\u00e3o de acordo com a SELIC do valor de R$ 96,00, previsto na Lei estadual n\u00ba 1.286\/2001 \u2014, at\u00e9 a adequa\u00e7\u00e3o do panorama legislativo local \u00e0 jurisprud\u00eancia do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 7.063 e ADI 7.658.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;(2) Precedente citado: ADI 5.720.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterios-para-escolha-do-defensor-publico-geral-nos-estados\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para escolha do Defensor P\u00fablico-Geral nos estados<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Organiza\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que institui crit\u00e9rios pr\u00f3prios para a escolha do Defensor P\u00fablico-Geral, distintos dos previstos na Lei Complementar n\u00ba 80\/1994, norma geral nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.729\/PR, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 24, XIII; 61, \u00a71\u00ba, II, d; 134, \u00a71\u00ba; LC 80\/1994, art. 99.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Uni\u00e3o det\u00e9m compet\u00eancia para editar normas gerais sobre organiza\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A regra estadual criou modelo pr\u00f3prio de elei\u00e7\u00e3o, sem respaldo na lei nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Corte declarou inconstitucional a norma e aplicou, provisoriamente, a LC 80\/1994.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o teve efeitos ex nunc para evitar v\u00e1cuo normativo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se estados podem definir regras pr\u00f3prias para a nomea\u00e7\u00e3o do chefe da Defensoria P\u00fablica estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A mat\u00e9ria \u00e9 regida por norma geral federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Estados n\u00e3o podem contrariar nem modificar seu conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A substitui\u00e7\u00e3o normativa \u00e9 leg\u00edtima at\u00e9 adequa\u00e7\u00e3o legislativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os estados podem, por sua autonomia, definir livremente os crit\u00e9rios de escolha de seu Defensor P\u00fablico-Geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF firmou que os estados est\u00e3o vinculados \u00e0 Lei Complementar 80\/1994.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A nomea\u00e7\u00e3o do Defensor P\u00fablico-Geral deve seguir os crit\u00e9rios da norma geral federal, n\u00e3o podendo ser alterada por leis estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o refor\u00e7a a supremacia das normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o previstas na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Nomea\u00e7\u00e3o do DPG Estadual<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 134; LC 80\/1994, art. 99 ???? Norma estadual \u2192 n\u00e3o pode contrariar norma geral ???? Lista tr\u00edplice e nomea\u00e7\u00e3o \u2192 obrigat\u00f3rias ???? Efeitos ex nunc ???? STF: estados devem respeitar modelo nacional<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para editar normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o das Defensorias P\u00fablicas dos estados-membros (CF\/1988, arts. 24, XIII e \u00a7\u00a7 1\u00ba a 4\u00ba; 61, \u00a7 1\u00ba, II, d; e 134, \u00a7 1\u00ba) \u2014 norma estadual que estabelece crit\u00e9rios para a escolha do Defensor P\u00fablico-Geral que sejam diversos daqueles previstos na Lei Org\u00e2nica das Defensorias P\u00fablicas (Lei Complementar n\u00ba 80\/1994).<\/p>\n\n\n\n<p>As Defensorias P\u00fablicas estaduais s\u00e3o disciplinadas por leis complementares pr\u00f3prias e, embora possuam autonomia funcional e administrativa, <strong>devem respeitar as normas gerais editadas pela Uni\u00e3o<\/strong>. Dessa forma, n\u00e3o podem contrastar com o conte\u00fado das normas gerais nem mesmo modificar seu sentido e alcance.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a norma estadual impugnada (tanto na sua reda\u00e7\u00e3o original quanto na atual) extrapola os limites impostos pela norma geral, na medida em que prev\u00ea crit\u00e9rios de elei\u00e7\u00e3o e investidura do Defensor P\u00fablico-Geral do estado sem o devido amparo na Lei Org\u00e2nica das Defensorias P\u00fablicas (1). Nesse contexto, incorre em v\u00edcio formal de inconstitucionalidade (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, (i) julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do art. 13 da Lei Complementar n\u00ba 136\/2011 do Estado do Paran\u00e1, tanto em sua reda\u00e7\u00e3o original quanto naquela dada pela Lei Complementar estadual n\u00ba 142\/2012 (3); e (ii) conferiu efeitos ex nunc \u00e0 decis\u00e3o, para que produza efeitos a contar da data de publica\u00e7\u00e3o da ata do presente julgamento. Na sequ\u00eancia, a fim de evitar um cen\u00e1rio de v\u00e1cuo normativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1tica at\u00e9 ent\u00e3o disciplinada pelas normas declaradas inconstitucionais, a Corte definiu que, enquanto o Estado do Paran\u00e1 n\u00e3o editar ato normativo sobre o assunto, aplica-se diretamente o que est\u00e1 previsto na regra geral (Lei Complementar n\u00ba 80\/1994, art. 99).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Lei Complementar n\u00ba 80\/1994: \u201cArt. 99. A Defensoria P\u00fablica do Estado tem por chefe o Defensor P\u00fablico-Geral, nomeado pelo Governador do Estado, dentre membros est\u00e1veis da Carreira e maiores de 35 (trinta e cinco) anos, escolhidos em lista tr\u00edplice formada pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigat\u00f3rio de seus membros, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondu\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba O Defensor P\u00fablico-Geral ser\u00e1 substitu\u00eddo em suas faltas, licen\u00e7as, f\u00e9rias e impedimentos pelo Subdefensor P\u00fablico-Geral, por ele nomeado dentre integrantes est\u00e1veis da Carreira, na forma da legisla\u00e7\u00e3o estadual. (&#8230;) 4\u00ba Caso o Chefe do Poder Executivo n\u00e3o efetive a nomea\u00e7\u00e3o do Defensor P\u00fablico-Geral nos 15 (quinze) dias que se seguirem ao recebimento da lista tr\u00edplice, ser\u00e1 investido automaticamente no cargo o Defensor P\u00fablico mais votado para exerc\u00edcio do mandato.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 4.982 e ADI 5.286.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei Complementar n\u00ba 136\/2011 do Estado do Paran\u00e1: \u201cArt. 13 O Governador do Estado nomear\u00e1, no prazo de 15 (quinze) dias, o Defensor P\u00fablico-Geral do Estado eleito pelo maior n\u00famero de votos dentre os membros est\u00e1veis da Carreira de Defensor P\u00fablico do Estado e maiores de 35 (trinta e cinco) anos, mediante voto direto, unipessoal, obrigat\u00f3rio e secreto dos membros ativos da Carreira de Defensor P\u00fablico do Estado, para mandato de 02 (dois) anos, permitida uma recondu\u00e7\u00e3o. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 142 de 23\/01\/2012) Par\u00e1grafo \u00fanico. Havendo empate ser\u00e3o utilizados os crit\u00e9rios de antiguidade na Carreira de Defensor P\u00fablico do Estado e o de maior idade, respectivamente, para o desempate.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-indicacao-de-auditor-do-tcu-para-conselho-de-supervisao-fiscal\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indica\u00e7\u00e3o de auditor do TCU para Conselho de Supervis\u00e3o fiscal<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-6\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Financeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Prerrogativas Institucionais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-6\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional obrigar o TCU a ceder auditor federal de controle externo para ocupar cargo de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva no Conselho de Supervis\u00e3o do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.844\/DF, Rel. Min. Luiz Fux, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 73, 74, 75, 96, II, b; LC 159\/2017, arts. 4\u00ba-A, III e 6\u00ba, \u00a71\u00ba, II.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os Tribunais de Contas possuem autonomia e autogoverno.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma usurpa a iniciativa legislativa do TCU e interfere na sua organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Corte deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme para tornar facultativa a indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A requisi\u00e7\u00e3o de servidores entre poderes \u00e9 vedada quando compromete a hierarquia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se a LC 159\/2017 violou a autonomia do TCU ao obrig\u00e1-lo a nomear membro para o Conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A indica\u00e7\u00e3o deve ser facultativa, n\u00e3o impositiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia direta viola a reserva de iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O v\u00ednculo funcional e disciplinar do servidor deve ser respeitado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional a obriga\u00e7\u00e3o de o TCU indicar auditor federal para compor o Conselho de Supervis\u00e3o do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF decidiu que a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 facultativa, preservando a autonomia do TCU.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Autonomia do TCU \u2013 Conselho Fiscal<\/td><\/tr><tr><td>???? LC 159\/2017 \u2192 obriga\u00e7\u00e3o inconstitucional ???? Interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u2192 indica\u00e7\u00e3o facultativa ???? Servidor externo \u2260 submiss\u00e3o hier\u00e1rquica ???? STF: preserva\u00e7\u00e3o da iniciativa legislativa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar as prerrogativas de autonomia e autogoverno do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), bem como por usurpar a sua iniciativa legislativa \u2014 dispositivo de lei complementar que imp\u00f5e a cess\u00e3o de auditor federal de controle externo para ocupar cargo de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva em \u00f3rg\u00e3o integrante da estrutura de outro Poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia desta Corte (1), a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica das normas constitucionais confere aos Tribunais de Contas autonomia e autogoverno na defini\u00e7\u00e3o de seus assuntos internos, o que inclui a reserva de iniciativa legislativa, com a elabora\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias normas e diretrizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a norma impugnada deriva de projeto de lei complementar apresentado pelo presidente da Rep\u00fablica e disp\u00f5e que o TCU deve indicar um auditor federal de controle externo para compor, na qualidade de membro, o Conselho de Supervis\u00e3o do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal, \u00f3rg\u00e3o de car\u00e1ter eminentemente t\u00e9cnico e integrante do Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito embora o presidente da Rep\u00fablica possa apresentar projeto de lei em mat\u00e9ria de direito financeiro e lhe seja reservada a iniciativa de lei que crie cargo, fun\u00e7\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3o na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica federal, a regra impositiva em an\u00e1lise interfere indevidamente na organiza\u00e7\u00e3o e no funcionamento da Corte de Contas, em especial porque representa a requisi\u00e7\u00e3o de servidor que, al\u00e9m de n\u00e3o integrar o mesmo Poder, n\u00e3o est\u00e1 subordinado \u00e0 autoridade requisitante (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal ao art. 6\u00ba, \u00a7 1\u00ba, II, da Lei Complementar n\u00ba 159\/2017 (3) e, consequentemente, (i) assentar a faculdade do TCU em indicar um membro e seu suplente, entre os seus auditores federais de controle externo, para compor o Conselho Supervisor do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal; e (ii) determinar que id\u00eantica interpreta\u00e7\u00e3o se estende, por arrastamento, ao art. 4\u00ba-A, III, da mesma lei (4), de modo que \u00e9 indicativo o prazo para o eventual atendimento da solicita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 4.643, ADI 6.967, ADI 6.846, ADI 5.563, ADI 6.986, ADI 4.191, ADI 5.290, ADI 4.396, ADI 4.643, ADI 5.323, ADI 4.418, ADI 3.223, ADI 4.421 MC e ADI 1.994.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 5.275, ADI 2.877, ADI 2.838 e ADI 1.044.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Lei Complementar n\u00ba 159\/2017: \u201cArt. 6\u00ba O Conselho de Supervis\u00e3o, criado especificamente para o Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal dos Estados e do Distrito Federal, ser\u00e1 composto por 3 (tr\u00eas) membros titulares, e seus suplentes, com experi\u00eancia profissional e conhecimento t\u00e9cnico nas \u00e1reas de gest\u00e3o de finan\u00e7as p\u00fablicas, recupera\u00e7\u00e3o judicial de empresas, gest\u00e3o financeira ou recupera\u00e7\u00e3o fiscal de entes p\u00fablicos. \u00a7 1\u00ba O Conselho de Supervis\u00e3o a que se refere o caput deste artigo ter\u00e1 seus membros indicados em at\u00e9 15 (quinze) dias da data do deferimento do pedido de ades\u00e3o de que trata o caput do art. 4\u00ba-A e ter\u00e1 a seguinte composi\u00e7\u00e3o: (&#8230;) II &#8211; 1 (um) membro, entre auditores federais de controle externo, indicado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(4) Lei Complementar n\u00ba 159\/2017: \u201cArt. 4\u00ba-A. Deferido o pedido de ades\u00e3o ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal: (&#8230;) III &#8211; o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o indicar\u00e1, em at\u00e9 15 (quinze) dias, membro titular e membro suplente para compor o Conselho de Supervis\u00e3o do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prestacao-de-contas-e-certidao-de-quitacao-eleitoral\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Presta\u00e7\u00e3o de contas e certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-7\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Eleitoral<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Condi\u00e7\u00f5es de Elegibilidade<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-7\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a norma que impede a emiss\u00e3o da certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral at\u00e9 o fim da legislatura para candidatos que n\u00e3o prestarem contas de campanha, sem que isso configure nova hip\u00f3tese de inelegibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.677\/DF, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, julgado em 21\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Resolu\u00e7\u00e3o TSE 23.607\/2019, art. 80, I e \u00a71\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e9 dever do candidato, vinculada \u00e0 transpar\u00eancia e \u00e0 legitimidade do processo eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A veda\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o n\u00e3o cria inelegibilidade, mas impede registro at\u00e9 regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A norma assegura fiscaliza\u00e7\u00e3o do uso de recursos e respeito \u00e0s cotas legais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A medida \u00e9 objetiva, proporcional e previamente conhecida pelos envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou se a norma do TSE que condiciona a emiss\u00e3o da quita\u00e7\u00e3o eleitoral \u00e0 presta\u00e7\u00e3o tempestiva de contas configuraria nova hip\u00f3tese de inelegibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida n\u00e3o \u00e9 san\u00e7\u00e3o de inelegibilidade, mas requisito para o exerc\u00edcio regular da cidadania passiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A transpar\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o de contas legitima o processo democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O descumprimento acarreta efeitos objetivos e tempor\u00e1rios, compat\u00edveis com a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O candidato que n\u00e3o presta contas de campanha dentro do prazo legal torna-se automaticamente ineleg\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de contas impede a quita\u00e7\u00e3o eleitoral, mas n\u00e3o gera inelegibilidade autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A falta de presta\u00e7\u00e3o de contas impede a emiss\u00e3o da certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral at\u00e9 o fim da legislatura, sem configurar hip\u00f3tese de inelegibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o do STF ao julgar v\u00e1lida a norma do TSE.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Quita\u00e7\u00e3o Eleitoral e Presta\u00e7\u00e3o de Contas<\/td><\/tr><tr><td>???? Resolu\u00e7\u00e3o TSE 23.607\/2019 ???? Veda\u00e7\u00e3o \u00e0 certid\u00e3o at\u00e9 o fim da legislatura ???? N\u00e3o cria inelegibilidade ???? Requisito objetivo de regularidade ???? STF: constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 na medida em que constitui o pleno exerc\u00edcio do poder regulamentar da Justi\u00e7a Eleitoral \u2014 norma de resolu\u00e7\u00e3o do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impede o candidato de obter a certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral at\u00e9 o t\u00e9rmino da legislatura quando n\u00e3o houver a devida presta\u00e7\u00e3o de contas de sua campanha dentro do prazo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o impugnada n\u00e3o cria uma hip\u00f3tese de inelegibilidade, mas prev\u00ea um requisito objetivo para o registro de candidatura (como a idade m\u00ednima ou o t\u00edtulo de eleitor), ou seja, disp\u00f5e acerca das consequ\u00eancias pelo descumprimento do dever de prestar contas. Trata-se de uma <strong>regra leg\u00edtima, razo\u00e1vel e proporcional<\/strong>, em especial por se tratar de exig\u00eancia previamente estabelecida e de amplo conhecimento de candidatos e partidos pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, se fosse permitido que o candidato escolhesse o momento de prestar contas haveria afronta \u00e0 legitimidade do processo democr\u00e1tico. A contemporaneidade dessa medida \u00e9 essencial para a fiscaliza\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de abuso de poder econ\u00f4mico ou de uso irregular de dinheiro p\u00fablico, bem como para verificar o cumprimento de cotas de g\u00eanero e raciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade do art. 80, I, e \u00a7 1\u00ba, I, da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.607\/2019 do TSE (1) e fixou tese.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada:<\/strong> A previs\u00e3o de impedimento \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral at\u00e9 o fim da legislatura, nos casos de contas julgadas como n\u00e3o prestadas, n\u00e3o configura nova hip\u00f3tese de inelegibilidade e insere-se no poder regulamentar da Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 23.607\/2019 do TSE: \u201cArt. 80. A decis\u00e3o que julgar as contas eleitorais como n\u00e3o prestadas acarreta: I &#8211; \u00e0 candidata ou ao candidato, o impedimento de obter a certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral at\u00e9 o fim da legislatura, persistindo os efeitos da restri\u00e7\u00e3o ap\u00f3s esse per\u00edodo at\u00e9 a efetiva apresenta\u00e7\u00e3o das contas; (&#8230;) \u00a7 1\u00ba Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o que julgar as contas como n\u00e3o prestadas, a interessada ou o interessado pode requerer, na forma do disposto no \u00a7 2\u00ba deste artigo, a regulariza\u00e7\u00e3o de sua situa\u00e7\u00e3o para: I &#8211; no caso de candidata ou de candidato, evitar que persistam os efeitos do impedimento de obter a certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o eleitoral ap\u00f3s o fim da legislatura; ou\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reintegra-e-principio-da-anterioridade-nonagesimal\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reintegra e princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-8\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Contribui\u00e7\u00f5es Sociais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-8\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o do percentual de cr\u00e9dito no Reintegra constitui majora\u00e7\u00e3o indireta das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 COFINS, devendo observar o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.285.177\/ES (Tema 1.108 RG), Rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 195, \u00a76\u00ba; Lei 13.043\/2014, art. 22.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Reintegra consiste em regime de benef\u00edcio fiscal vinculado ao PIS e \u00e0 COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A redu\u00e7\u00e3o do percentual gera aumento indireto da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A anterioridade de 90 dias aplica-se a contribui\u00e7\u00f5es sociais, n\u00e3o havendo exig\u00eancia de anterioridade anual.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o protege a previsibilidade fiscal dos contribuintes exportadores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF discutiu se a revoga\u00e7\u00e3o do Reintegra exige observ\u00e2ncia do princ\u00edpio da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A altera\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio afeta o montante do tributo a ser recolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A anterioridade nonagesimal visa \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A mudan\u00e7a imediata compromete a seguran\u00e7a jur\u00eddica e planejamento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A extin\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio fiscal n\u00e3o constitui majora\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e dispensa observ\u00e2ncia da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A redu\u00e7\u00e3o do Reintegra impacta a carga tribut\u00e1ria e exige a observ\u00e2ncia da anterioridade nonagesimal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Reintegra e Anterioridade<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 195, \u00a76\u00ba ???? Redu\u00e7\u00e3o = majora\u00e7\u00e3o indireta ???? Aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade nonagesimal ???? Planejamento tribut\u00e1rio e seguran\u00e7a jur\u00eddica ???? STF: Tema 1.108 RG \u2013 exig\u00eancia confirmada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inaplic\u00e1vel o princ\u00edpio da anterioridade geral (anual ou de exerc\u00edcio) nos casos de redu\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais previstos no Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) que resultem em majora\u00e7\u00e3o indireta das contribui\u00e7\u00f5es para o PIS e COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>O Reintegra possui natureza jur\u00eddica de benef\u00edcio fiscal na modalidade de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, cujo \u00f4nus recai indiretamente sobre o PIS e a COFINS (1) (2). Para essas contribui\u00e7\u00f5es sociais, o texto constitucional estabelece expressamente que a \u00fanica anterioridade aplic\u00e1vel \u00e9 a nonagesimal (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, eventuais altera\u00e7\u00f5es no referido benef\u00edcio fiscal que provoquem aumento indireto dessas contribui\u00e7\u00f5es sociais est\u00e3o dispensadas de observar a anterioridade geral (anual ou de exerc\u00edcio), devendo atender somente a anterioridade nonagesimal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o n\u00e3o permitiu a aplica\u00e7\u00e3o imediata da redu\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal estabelecida em novo decreto e manteve o percentual original pelo prazo de noventa dias, a contar da publica\u00e7\u00e3o daquele.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o Tema 1.108 da repercuss\u00e3o geral, (i) negou provimento ao recurso e (ii) fixou tese.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tese fixada<\/strong>: \u201cAs redu\u00e7\u00f5es do percentual de cr\u00e9dito a ser apurado no REINTEGRA, assim como a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, ensejam a majora\u00e7\u00e3o indireta das contribui\u00e7\u00f5es para o PIS e COFINS e devem observar, quanto \u00e0 sua vig\u00eancia, o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal, previsto no art. 195, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o se lhes aplicando o princ\u00edpio da anterioridade geral ou de exerc\u00edcio, previsto no art. 150, III, b.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Lei n\u00ba 13.043\/2014: \u201cArt. 22. No \u00e2mbito do Reintegra, a pessoa jur\u00eddica que exporte os bens de que trata o art. 23 poder\u00e1 apurar cr\u00e9dito, mediante a aplica\u00e7\u00e3o de percentual estabelecido pelo Poder Executivo, sobre a receita auferida com a exporta\u00e7\u00e3o desses bens para o exterior. (&#8230;) \u00a7 5\u00ba Do cr\u00e9dito de que trata este artigo: I &#8211; 17,84% (dezessete inteiros e oitenta e quatro cent\u00e9simos por cento) ser\u00e3o devolvidos a t\u00edtulo da Contribui\u00e7\u00e3o para os Programas de Integra\u00e7\u00e3o Social e de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico &#8211; Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep; e II &#8211; 82,16% (oitenta e dois inteiros e dezesseis cent\u00e9simos por cento) ser\u00e3o devolvidos a t\u00edtulo da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; COFINS.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 6.040, ADI 6.055 e RE 1.371.101 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CF\/1988: \u201cArt. 195. A seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, e das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais: [&#8230;] \u00a7 6\u00ba As contribui\u00e7\u00f5es sociais de que trata este artigo s\u00f3 poder\u00e3o ser exigidas ap\u00f3s decorridos noventa dias da data da publica\u00e7\u00e3o da lei que as houver institu\u00eddo ou modificado, n\u00e3o se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, \u2018b\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fixacao-de-taxas-por-decreto-municipal\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fixa\u00e7\u00e3o de taxas por decreto municipal<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-9\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio \/ Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Legalidade Tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-9\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma municipal que delega ao chefe do Executivo a fixa\u00e7\u00e3o, por decreto, dos valores das taxas, sem crit\u00e9rios previamente estabelecidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 351\/SP, Rel. Min. Nunes Marques, Plen\u00e1rio, julgado em 23\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-9\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 150, I; art. 145, II.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio da legalidade veda exig\u00eancia ou aumento de tributo sem lei em sentido formal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? As taxas exigem previs\u00e3o legal do fato gerador e base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A delega\u00e7\u00e3o sem par\u00e2metros viola a seguran\u00e7a jur\u00eddica e o direito ao n\u00e3o confisco.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A lei municipal analisada permitia a varia\u00e7\u00e3o por ato infralegal, sem crit\u00e9rio t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-9\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a constitucionalidade de dispositivos do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Municipal de Morro Agudo\/SP que autorizavam o prefeito a fixar, por decreto, os valores das taxas de limpeza p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A compet\u00eancia tribut\u00e1ria deve ser exercida por meio de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A taxa depende de efetiva contrapresta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e divis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de crit\u00e9rios permite arbitrariedades e fere a legalidade estrita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-9\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Constitui\u00e7\u00e3o permite que o valor das taxas seja fixado por decreto do chefe do Executivo, desde que previsto em lei anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia do STF exige que a pr\u00f3pria lei defina os par\u00e2metros e n\u00e3o autorize fixa\u00e7\u00e3o irrestrita por decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional delegar ao prefeito o poder de fixar os valores das taxas por decreto, sem crit\u00e9rios legais pr\u00e9vios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o reafirma a supremacia do princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-9\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Taxas e Legalidade<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 150, I \u2192 exig\u00eancia por lei formal ???? Taxa \u2260 imposto \u2192 exige contrapresta\u00e7\u00e3o ???? Decreto municipal \u2260 substitui lei ???? Falta de crit\u00e9rio = inconstitucionalidade ???? STF: ADPF 351 \u2013 n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o confirmada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-9\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o foram recepcionados pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 pois violam a garantia individual dos contribuintes que veda a exig\u00eancia ou o aumento de tributos sem lei em sentido estrito (CF\/1988, art. 150, I) \u2014 dispositivos de lei municipal que transferem ao prefeito, sem quaisquer par\u00e2metros, o poder de definir, mediante decreto, os valores das taxas institu\u00eddas pelo C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O princ\u00edpio da <strong>legalidade tribut\u00e1ria<\/strong>, a fim de conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica para o contribuinte, garante que a cobran\u00e7a de tributo seja precedida de uma lei que o institua ou altere (1).<\/p>\n\n\n\n<p>A lei municipal impugnada, no ponto em que versa sobre taxas de servi\u00e7os p\u00fablicos urbanos \u2014 limpeza p\u00fablica \u2014 (2), n\u00e3o atende aos requisitos da especificidade e da divisibilidade (CF\/1988, art. 145, II).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a norma define fato gerador incompat\u00edvel com a esp\u00e9cie tribut\u00e1ria adotada (que possui natureza retributiva ou contraprestacional) e com a hip\u00f3tese de incid\u00eancia vinculada, al\u00e9m de estipular os respectivos valores por ato infralegal sem par\u00e2metros previamente determinados (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a argui\u00e7\u00e3o para declarar como n\u00e3o recepcionados pela atual Constitui\u00e7\u00e3o Federal os arts. 154, 161, 167, 170, 172, 182, 188, 192, 197, 199, 200, II, e 201, caput, todos da Lei n\u00ba 985\/1984 do Munic\u00edpio de Morro Agudo\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (1) CF\/1988: \u201cArt. 150. Sem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios: I &#8211; exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabele\u00e7a;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei n\u00ba 985\/1984 do Munic\u00edpio de Morro Agudo\/SP: \u201cArt. 200. Da Incid\u00eancia: Constitui fato gerador da taxa de limpeza p\u00fablica a utiliza\u00e7\u00e3o efetiva ou potencial dos seguintes servi\u00e7os, em vias e logradouros p\u00fablicos: (&#8230;) II &#8211; varri\u00e7\u00e3o, lavagem e capina\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedente citado: RE 576.321 QO-RG (Tema 146 RG).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alcance-da-modulacao-dos-efeitos-tema-395-rg-vedacao-ao-pagamento-retroativo-de-quintos-nao-quitados\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alcance da modula\u00e7\u00e3o dos efeitos Tema 395 RG: veda\u00e7\u00e3o ao pagamento retroativo de quintos n\u00e3o quitados<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-10\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Remunera\u00e7\u00e3o de Servidores<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-10\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-10\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o de inconstitucionalidade da incorpora\u00e7\u00e3o de quintos (Tema 395 RG) abrange apenas os servidores que recebiam a verba em dezembro de 2019, n\u00e3o sendo devida a quita\u00e7\u00e3o retroativa de valores reconhecidos administrativamente, mas n\u00e3o pagos at\u00e9 essa data.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.393.330 AgR\/RS, Rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Segunda Turma, julgado em 20\/5\/2025\/<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-10\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Tema 395 RG; RE 638.115; CF, art. 37, XV.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A modula\u00e7\u00e3o assegura o pagamento apenas a quem j\u00e1 recebia a parcela incorporada at\u00e9 o marco fixado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Reconhecimento administrativo sem pagamento efetivo n\u00e3o gera direito \u00e0 quita\u00e7\u00e3o retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF n\u00e3o restaurou a incorpora\u00e7\u00e3o declarada inconstitucional, nem criou novo direito subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-10\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Segunda Turma analisou se servidores que tiveram quintos reconhecidos administrativamente, mas n\u00e3o quitados at\u00e9 dezembro de 2019, fazem jus ao pagamento das parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A modula\u00e7\u00e3o protege apenas os pagamentos mantidos at\u00e9 a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se estende a valores ainda n\u00e3o pagos ou apenas reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A interpreta\u00e7\u00e3o deve ser restritiva, sob pena de criar efeitos ultra modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-10\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A modula\u00e7\u00e3o dos efeitos no Tema 395 RG n\u00e3o autoriza o pagamento de quintos reconhecidos administrativamente, mas n\u00e3o quitados at\u00e9 18\/12\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva adotada para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-10\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Quintos e Modula\u00e7\u00e3o (Tema 395)<\/td><\/tr><tr><td>???? STF fixou marco: 18\/12\/2019 ???? Prote\u00e7\u00e3o apenas a pagamentos mantidos ???? Reconhecimento \u2260 pagamento ???? Valores n\u00e3o quitados \u2192 indevidos ???? STF: interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da modula\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-10\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da incorpora\u00e7\u00e3o de quintos decorrente do exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es comissionadas no per\u00edodo compreendido entre a Lei n\u00ba 9.624\/1998 e a MP n\u00ba 2.225-45\/2001 (Tema 395 RG) \u2014 que manteve o pagamento das parcelas reconhecidas em decis\u00f5es administrativas, at\u00e9 a absor\u00e7\u00e3o integral por reajustes futuros \u2014, abrangeu exclusivamente os servidores que permaneciam recebendo os quintos, e n\u00e3o alcan\u00e7a as parcelas reconhecidas administrativamente mas n\u00e3o pagas pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica at\u00e9 18.12.2019 (julgamento do RE 638.115 ED-ED).<\/p>\n\n\n\n<p>A referida modula\u00e7\u00e3o objetivou preservar a situa\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos que, na data fixada, recebiam a parcela por for\u00e7a de decis\u00e3o administrativa ou judicial n\u00e3o transitada em julgado, em respeito aos princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos deve ser interpretada de forma restrita, sem incluir o pagamento de verbas n\u00e3o quitadas at\u00e9 o marco temporal estabelecido, ainda que reconhecidas em decis\u00e3o administrativa. Isso, porque a prote\u00e7\u00e3o conferida aos servidores p\u00fablicos n\u00e3o restabeleceu a incorpora\u00e7\u00e3o de quintos, considerada inconstitucional, nem autorizou o pagamento de valores retroativos (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, no agravo interposto contra a decis\u00e3o que negou seguimento ao recurso extraordin\u00e1rio, a Uni\u00e3o alegou incompatibilidade entre o ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o e a jurisprud\u00eancia do STF acerca da modula\u00e7\u00e3o dos efeitos definida para o Tema 395 da repercuss\u00e3o geral, bem como defendeu a impossibilidade do pagamento de valores atrasados, mesmo que reconhecidos em decis\u00e3o administrativa anterior \u00e0 modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, a Segunda Turma, por unanimidade, deu provimento ao agravo regimental para prover o recurso extraordin\u00e1rio da Uni\u00e3o e julgar improcedente o pedido relativo ao pagamento de quintos reconhecidos administrativamente, mas n\u00e3o adimplidos. Al\u00e9m disso, o Colegiado inverteu o \u00f4nus de sucumb\u00eancia, observada a eventual concess\u00e3o de gratuidade de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: RE 638.115, RE 638.115 ED-ED e RE 638.115 ED-ED-ED (Tema 395 RG), RE 1.388.353 AgR-ED, RE 1.447.000 AgR, RE 1.459.248 Rcon-ED-ED-AgR e RE 1.498.930 AgR.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b3875a17-9e6e-4918-87dc-b489a1d68f18\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/08231000\/stf-info-1179.pdf\">STF &#8211; Info 1179<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/08231000\/stf-info-1179.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download 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