{"id":1600190,"date":"2025-07-01T21:27:24","date_gmt":"2025-07-02T00:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1600190"},"modified":"2025-07-01T21:27:26","modified_gmt":"2025-07-02T00:27:26","slug":"informativo-stf-1178-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1178-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1178 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/07\/01212706\/stf-info-1178.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_k5YGoMj_I0w\"><div id=\"lyte_k5YGoMj_I0w\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/k5YGoMj_I0w\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/k5YGoMj_I0w\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/k5YGoMj_I0w\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-constitucionalidade-do-indulto-natalino-previsto-no-decreto-n\u00ba-11-302-2022\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Constitucionalidade do indulto natalino previsto no Decreto n\u00ba 11.302\/2022<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional \/ Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Extin\u00e7\u00e3o da Punibilidade<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o indulto natalino concedido por decreto presidencial que fixa como crit\u00e9rio objetivo a pena m\u00e1xima em abstrato n\u00e3o superior a cinco anos, respeitados os limites materiais e formais exigidos.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.450.100\/DF (Tema 1.267 RG), rel. Min. Fl\u00e1vio Dino, julgamento virtual finalizado em 16\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 84, XII; Decreto 11.302\/2022; ADI 7.390; ADPF 964.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O indulto \u00e9 ato discricion\u00e1rio do Presidente da Rep\u00fablica e n\u00e3o se confunde com revis\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Trata-se de prerrogativa constitucional leg\u00edtima, vinculada ao sistema de freios e contrapesos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O decreto n\u00e3o afronta cl\u00e1usulas p\u00e9treas, pois se limita a extinguir a punibilidade de penas privativas de liberdade, sem tocar nos efeitos secund\u00e1rios da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? <strong>N\u00e3o h\u00e1 obrigatoriedade de crit\u00e9rios como percentual de cumprimento de pena ou vincula\u00e7\u00e3o a pol\u00edtica criminal espec\u00edfica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou a constitucionalidade do art. 5\u00ba do Decreto 11.302\/2022, que concedeu indulto natalino com base em pena m\u00e1xima abstrata.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O indulto \u00e9 causa de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade e n\u00e3o contraria os limites do art. 84 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A discricionariedade do Presidente da Rep\u00fablica \u00e9 preservada, desde que respeitados os par\u00e2metros constitucionais e legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O Poder Judici\u00e1rio pode revisar o decreto, mas n\u00e3o substitu\u00ed-lo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional o indulto natalino que fixa como crit\u00e9rio objetivo a pena m\u00e1xima em abstrato n\u00e3o superior a cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF entendeu que essa parametriza\u00e7\u00e3o respeita os limites constitucionais e legais do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Presidente da Rep\u00fablica deve observar crit\u00e9rios de pol\u00edtica criminal definidos em lei ao editar decreto de indulto natalino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF assentou que o indulto \u00e9 ato discricion\u00e1rio e n\u00e3o est\u00e1 vinculado a pol\u00edtica criminal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Indulto Natalino \u2013 Decreto 11.302\/2022<\/td><\/tr><tr><td>???? Ato discricion\u00e1rio do Presidente (CF, art. 84, XII) ???? Pena m\u00e1xima em abstrato \u2264 5 anos ???? Extin\u00e7\u00e3o da punibilidade, n\u00e3o dos efeitos da condena\u00e7\u00e3o ???? Revis\u00e3o judicial \u2192 limitada ao controle formal e material ???? STF: Tema 1.267 RG \u2013 constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O indulto natalino previsto no art. 5\u00ba, caput e par\u00e1grafo \u00fanico, do Decreto presidencial n\u00ba 11.302\/2022 est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na medida em que respeita os limites formais e materiais (expressos e impl\u00edcitos) exigidos \u00e0 sua concess\u00e3o e contempla hip\u00f3teses devidamente autorizadas pelo ordenamento jur\u00eddico e moralmente admiss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta Corte j\u00e1 reconheceu a constitucionalidade do referido Decreto presidencial (1), bem como delineou balizas acerca da amplitude com que o Poder Judici\u00e1rio, uma vez provocado, encontra-se constitucionalmente autorizado a examinar o ato (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Extraem-se desses precedentes os seguintes contornos sobre o indulto coletivo: (i) sua concess\u00e3o, observada a compet\u00eancia privativa do chefe do Poder Executivo, n\u00e3o viola a triparti\u00e7\u00e3o de Poderes; (ii) trata-se de <strong>instrumento constitucional pr\u00f3prio ao mecanismo de freios e contrapesos<\/strong>; (iii) \u00e9 ato discricion\u00e1rio, cujo ju\u00edzo de <em>conveni\u00eancia e oportunidade se insere, com exclusividade, na al\u00e7ada decis\u00f3ria do presidente da Rep\u00fablica<\/em> (CF\/1988, art. 84, XII); (iv) como ato administrativo, seus requisitos devem atender \u00e0s hip\u00f3teses constitucionais, legais e moralmente admiss\u00edveis; (v) n\u00e3o se vincula \u00e0 determinada pol\u00edtica criminal, embora possa evidenci\u00e1-la; (vi) n\u00e3o est\u00e1&nbsp; limitado \u00e0 jurisprud\u00eancia sobre aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o penal; (vii) \u00e9 causa de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade; (viii) n\u00e3o atinge os efeitos secund\u00e1rios da condena\u00e7\u00e3o; (ix) subordina-se aos limites constitucionais expl\u00edcitos e impl\u00edcitos; e (x) sua revis\u00e3o judicial, respeitado o m\u00e9rito do ato, n\u00e3o afronta a separa\u00e7\u00e3o de Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, al\u00e9m de o rol de crimes n\u00e3o abrangidos pelo indulto ser bem mais amplo do que o estabelecido pelo legislador constituinte origin\u00e1rio \u2014 limita\u00e7\u00e3o material (CF\/1988, art. 5\u00ba, XLIII) \u2014, o art. 5\u00ba do Decreto presidencial impugnado se dirige apenas ao afastamento da pretens\u00e3o estatal de executar penas privativas de liberdade, isto \u00e9, ao efeito prim\u00e1rio da condena\u00e7\u00e3o (3).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o \u00e9 obrigado a adotar parametriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u2014 pena m\u00e1xima, em concreto ou abstrato, e percentual ou tempo m\u00ednimo de cumprimento da pena \u2014 para exercer o seu poder privativo de concess\u00e3o da indulg\u00eancia soberana.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 1.267 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e fixou, em reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia da Corte (vide Info 1166), a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADI 7.390.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 2.795 MC, ADI 5.874 e ADPF 964.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Decreto presidencial n\u00ba 11.302\/2022: \u201cArt. 5\u00ba Ser\u00e1 concedido indulto natalino \u00e0s pessoas condenadas por crime cuja pena privativa de liberdade m\u00e1xima em abstrato n\u00e3o seja superior a cinco anos. Par\u00e1grafo \u00fanico. Para fins do disposto no caput, na hip\u00f3tese de concurso de crimes, ser\u00e1 considerada, individualmente, a pena privativa de liberdade m\u00e1xima em abstrato relativa a cada infra\u00e7\u00e3o penal. (&#8230;) Art. 8\u00ba O indulto natalino de que trata este Decreto n\u00e3o \u00e9 extens\u00edvel \u00e0s: I &#8211; penas restritivas de direitos; II &#8211; penas de multa; e III &#8211; pessoas beneficiadas pela suspens\u00e3o condicional do processo. (&#8230;) Art. 10.&nbsp; O indulto natalino de que trata este Decreto n\u00e3o se estende aos efeitos da condena\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ausencia-do-territorio-estadual-e-perda-de-cargo-de-governador\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aus\u00eancia do territ\u00f3rio estadual e perda de cargo de Governador<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Organiza\u00e7\u00e3o dos Poderes<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma estadual que n\u00e3o prev\u00ea a perda do cargo de governador e vice-governador que se ausentem do territ\u00f3rio estadual ou nacional por mais de quinze dias sem licen\u00e7a da Assembleia Legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.463\/DF, rel. Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 16\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, arts. 25, 34, VII e 83; ADCT, art. 11.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio da simetria imp\u00f5e aos estados a obriga\u00e7\u00e3o de replicar normas estruturais da CF em suas constitui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A licen\u00e7a da Assembleia Legislativa \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para aus\u00eancias superiores a 15 dias do territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A reprodu\u00e7\u00e3o incompleta da norma federal \u00e9 inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A medida preserva a soberania popular e o funcionamento dos Poderes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou a constitucionalidade de norma estadual que n\u00e3o previa san\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia prolongada do governador ou vice.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Constitui\u00e7\u00e3o exige simetria entre as normas nacionais e estaduais sobre o funcionamento dos Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia sem autoriza\u00e7\u00e3o parlamentar implica perda do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A regra aplica-se inclusive quando o estado apenas omite a previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os estados possuem liberdade para regular, com base em sua autonomia, as consequ\u00eancias das aus\u00eancias dos governadores do seu respectivo territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF exige que os estados repliquem o modelo federal do art. 83 da CF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Aus\u00eancia do Governador e Perda do Cargo<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 83 \u2192 reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria ???? Simetria federativa \u2192 exig\u00eancia constitucional ???? Aus\u00eancia &gt; 15 dias \u2192 exige licen\u00e7a ???? Omiss\u00e3o normativa estadual = inconstitucionalidade ???? STF: perda do cargo em caso de aus\u00eancia sem licen\u00e7a<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o princ\u00edpio da simetria (CF\/1988, art. 25; e ADCT, art. 11) e os princ\u00edpios constitucionais sens\u00edveis (CF\/1988, art. 34, VII) \u2014 norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que deixa de prever a perda do cargo de governador e de vice-governador que se ausentem, sem autoriza\u00e7\u00e3o da Assembleia Legislativa, por mais de quinze dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma federativa garante autonomia legislativa aos estados, munic\u00edpios e Distrito Federal, desde que preservada a estrutura central do texto constitucional, atrav\u00e9s da observ\u00e2ncia dos elementos constitucionais org\u00e2nicos, cuja repeti\u00e7\u00e3o nas constitui\u00e7\u00f5es estaduais deve ser obrigat\u00f3ria, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, nos moldes dos princ\u00edpios republicano e federativo, a Constitui\u00e7\u00e3o exige que os entes subnacionais guardem simetria, dentre outros temas, com as normas de organiza\u00e7\u00e3o dos Poderes e, de modo mais espec\u00edfico, com o conjunto normativo que regula as veda\u00e7\u00f5es a que se submete o chefe do Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte (1), o artigo 83 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u00e9 norma de repeti\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, de modo que a regula\u00e7\u00e3o estadual n\u00e3o pode, nesse ponto, dela divergir, o que se verifica, inclusive, na hip\u00f3tese de reprodu\u00e7\u00e3o incompleta do comando constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, com efeitos ex nunc, ao \u00a7 1\u00ba do art. 53 da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Amazonas, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela EC estadual n\u00ba 04\/1991 (2), a fim de firmar a compreens\u00e3o de que a aus\u00eancia do governador e do vice-governador do territ\u00f3rio estadual e nacional, por per\u00edodo superior a 15 (quinze) dias, sem autoriza\u00e7\u00e3o da Assembleia Legislativa, implica perda do cargo, nos termos do art. 83 da CF\/1988 (3).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedentes citados: ADI 775, ADI 738 e ADI 678.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Amazonas: \u201cArt. 53. O Governador do Estado residir\u00e1 na Capital do Estado. \u00a7 1\u00ba Sem licen\u00e7a da Assembleia Legislativa do Estado, o Governador e o Vice-Governador n\u00e3o poder\u00e3o ausentar-se do Estado e do Pa\u00eds, quando o afastamento exceder a quinze dias. (Nova reda\u00e7\u00e3o dada ao \u00a7 1\u00ba pela EC 04\/1991, efeitos a partir de 29.08.1991)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CF\/1988: \u201cArt. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o poder\u00e3o, sem licen\u00e7a do Congresso Nacional, ausentar-se do Pa\u00eds por per\u00edodo superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterio-de-adesao-regional-na-lista-do-quinto-constitucional\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rio de ades\u00e3o regional na lista do quinto constitucional<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Poder Judici\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o crit\u00e9rio de ades\u00e3o regional previsto em provimento da OAB que exige tempo m\u00ednimo de inscri\u00e7\u00e3o no Conselho Seccional do estado ou regi\u00e3o do tribunal para compor lista do quinto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.810\/DF, rel. Min. Dias Toffoli, red. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Fl\u00e1vio Dino, julgamento virtual finalizado em 16\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 94; Lei 8.906\/1994 (Estatuto da OAB), art. 54, V e XIII.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O CFOAB possui compet\u00eancia para normatizar o processo seletivo do quinto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O crit\u00e9rio de inscri\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 5 anos no Seccional da jurisdi\u00e7\u00e3o respeita a impessoalidade, isonomia e moralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia visa garantir representa\u00e7\u00e3o regional e valoriza\u00e7\u00e3o da advocacia local.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A CF prev\u00ea modelo semelhante para tribunais regionais (arts. 107 e 109).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou se a exig\u00eancia de <em>tempo m\u00ednimo de inscri\u00e7\u00e3o no Seccional<\/em> ofende os princ\u00edpios da isonomia e livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 objetiva e constitucionalmente v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio fortalece o v\u00ednculo regional e a legitimidade do nomeado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A medida n\u00e3o exclui candidatos, mas qualifica o processo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O crit\u00e9rio de ades\u00e3o regional na forma\u00e7\u00e3o da lista do quinto constitucional viola os princ\u00edpios da isonomia e da legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF reconheceu a validade do crit\u00e9rio como instrumento de valoriza\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional exigir que o advogado tenha inscri\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 5 anos no Seccional correspondente ao tribunal para compor a lista do quinto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF julgou leg\u00edtima a regra do Provimento CFOAB n. 102\/2004.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Quinto Constitucional \u2013 Crit\u00e9rio Regional<\/td><\/tr><tr><td>???? CF, art. 94; Estatuto da OAB ???? Compet\u00eancia normativa do CFOAB ???? Crit\u00e9rio regional = v\u00e1lido ???? Isonomia e impessoalidade preservadas ???? STF: regra confere legitimidade e transpar\u00eancia<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 constitucional \u2014 em especial porque n\u00e3o afronta os princ\u00edpios da isonomia, da legalidade e da isonomia federativa (CF\/1988, arts. 5\u00ba, caput e II; e 19, III), bem como os requisitos para a participa\u00e7\u00e3o de advogados em processos de forma\u00e7\u00e3o de listas s\u00eaxtuplas para composi\u00e7\u00e3o de tribunais (CF\/1988, art. 94, caput) \u2014 dispositivo de provimento do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) que exige do advogado a comprova\u00e7\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o, h\u00e1 mais de cinco anos, no Conselho Seccional abrangido pela compet\u00eancia do tribunal judici\u00e1rio em que aberta a vaga a ser preenchida pelo quinto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de regramento para a elabora\u00e7\u00e3o das listas, pelo CFOAB, objetiva cumprir o comando constitucional que exige not\u00f3rio saber jur\u00eddico, reputa\u00e7\u00e3o ilibada e mais de dez anos de atividade profissional (CF\/1988, art. 94), cabendo \u00e0 OAB, como \u00f3rg\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o da classe, essa atribui\u00e7\u00e3o. A Lei n\u00ba 8.906\/1996 (Estatuto da OAB) determina que essa fun\u00e7\u00e3o \u00e9 do CFOAB (art. 54, V e XIII), e o Regulamento Geral da OAB estabelece que a mat\u00e9ria ser\u00e1 disciplinada por Provimento do Conselho (art. 51).<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento de forma\u00e7\u00e3o da lista \u00e9 mais alinhado aos <strong>princ\u00edpios constitucionais da transpar\u00eancia, da impessoalidade e da moralidade<\/strong> quando adota mecanismos objetivos e previamente conhecidos de todos os poss\u00edveis interessados, o que se verifica em rela\u00e7\u00e3o ao crit\u00e9rio de ader\u00eancia ao estado ou \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, inexiste afronta ao princ\u00edpio da ISONOMIA, pois o fator de diferencia\u00e7\u00e3o se dirige de forma indistinta ao conjunto de advogados brasileiros interessados em ingressar nos quadros da magistratura mediante o quinto constitucional e a todos \u00e9 facultado o preenchimento dele. Essa exig\u00eancia agrega valor ao funcionamento dos tribunais e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a sem afastar a voca\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do instituto do quinto constitucional. Inclusive, a medida encontra relevante <em>paralelo no texto constitucional com rela\u00e7\u00e3o aos ju\u00edzes dos tribunais regionais federais e do trabalho<\/em>, que devem ser \u201crecrutados, quando poss\u00edvel, na respectiva regi\u00e3o\u201d (arts. 107 e 109).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o afastamento do mencionado crit\u00e9rio somente poder\u00e1 ocorrer quando objetivamente demonstrada a absoluta impossibilidade de seu preenchimento, a exemplo da insufici\u00eancia (total ou parcial) de interessados em concorrer \u00e0 vaga.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade da parte final do art. 5\u00ba, caput, do Provimento CFOAB n\u00ba 102\/2004, na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Provimento CFOAB n\u00ba 139\/2010 (1).<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Provimento CFOAB n\u00ba 102\/2004: \u201cArt. 5\u00ba Como condi\u00e7\u00e3o para a inscri\u00e7\u00e3o no processo seletivo, com o pedido de inscri\u00e7\u00e3o o candidato dever\u00e1 comprovar o efetivo exerc\u00edcio profissional da advocacia nos 10 (dez) anos anteriores \u00e0 data do seu requerimento e, tratando-se de Tribunal de Justi\u00e7a Estadual ou de Tribunal Federal, concomitantemente, dever\u00e1 comprovar a exist\u00eancia de sua inscri\u00e7\u00e3o, h\u00e1 mais de 05 (cinco) anos, no Conselho Seccional abrangido pela compet\u00eancia do Tribunal Judici\u00e1rio.\u201d (reda\u00e7\u00e3o dada pelo Provimento CFOAB n\u00ba 139\/2010)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cumprimento-de-sentenca-nos-juizados-de-fazenda-publica-e-onus-da-apresentacao-do-calculo\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumprimento de senten\u00e7a nos Juizados de Fazenda P\u00fablica e \u00f4nus da apresenta\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Execu\u00e7\u00e3o contra a Fazenda P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional atribuir \u00e0 Fazenda P\u00fablica o dever de apresentar os c\u00e1lculos e documentos necess\u00e1rios ao in\u00edcio do cumprimento de senten\u00e7a nos Juizados de Fazenda P\u00fablica, mesmo sem alega\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia do exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.528.097\/SP (Tema 1.396 RG), rel. Min. Presidente, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 16\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, art. 534; Lei 12.153\/2009; ADPF 219.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF estendeu aos Juizados de Fazenda P\u00fablica o entendimento j\u00e1 firmado em rela\u00e7\u00e3o aos Juizados Especiais Federais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Fazenda possui melhores condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e materiais para quantificar o valor devido.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus de impulsionar a execu\u00e7\u00e3o busca garantir celeridade, economia e acesso \u00e0 Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A discuss\u00e3o sobre hipossufici\u00eancia \u00e9 mat\u00e9ria f\u00e1tica, insuscet\u00edvel de reaprecia\u00e7\u00e3o no STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF examinou se a Fazenda P\u00fablica pode ser obrigada a iniciar a execu\u00e7\u00e3o mesmo sem comprova\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O dever da Fazenda se imp\u00f5e como concretiza\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da efici\u00eancia, razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo e isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O modelo dos Juizados autoriza essa invers\u00e3o como t\u00e9cnica de desburocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exig\u00eancia de que o exequente antecipe os c\u00e1lculos pode representar \u00f4nus excessivo, ainda que n\u00e3o se declare hipossuficiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Fazenda P\u00fablica s\u00f3 pode ser obrigada a apresentar os c\u00e1lculos no cumprimento de senten\u00e7a se o credor for hipossuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF entende que a atribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus independe da comprova\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia, por raz\u00f5es estruturais e de efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 constitucional atribuir \u00e0 Fazenda P\u00fablica o dever de apresentar os c\u00e1lculos no in\u00edcio do cumprimento de senten\u00e7a em juizado especial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STF fixou tese no Tema 1.396 afirmando que essa atribui\u00e7\u00e3o decorre da l\u00f3gica do procedimento dos Juizados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Execu\u00e7\u00e3o Invertida \u2013 Fazenda P\u00fablica<\/td><\/tr><tr><td>???? Juizados Especiais da Fazenda \u2192 aplica\u00e7\u00e3o da ADPF 219 ???? Apresenta\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculo: dever da Fazenda ???? Independ\u00eancia da hipossufici\u00eancia ???? Princ\u00edpios: celeridade, acesso e efici\u00eancia ???? STF: Tema 1.396 RG \u2013 constitucionalidade reconhecida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201c1. \u00c9 poss\u00edvel exigir da Fazenda P\u00fablica a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos e c\u00e1lculos para o in\u00edcio de cumprimento de senten\u00e7a nos juizados especiais, nos termos da ADPF 219; 2. \u00c9 f\u00e1tica a controv\u00e9rsia sobre a hipossufici\u00eancia da parte credora para atribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Fazenda P\u00fablica do \u00f4nus de apresenta\u00e7\u00e3o de documentos para in\u00edcio de execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a em Juizados Especiais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda P\u00fablica pode ser obrigada a apresentar o valor devido e os documentos necess\u00e1rios para iniciar a fase de cumprimento de senten\u00e7a no \u00e2mbito dos respectivos juizados especiais, de forma semelhante ao que ocorre nos Juizados Especiais Federais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme a jurisprud\u00eancia desta Corte, o entendimento firmado na ADPF 219 tamb\u00e9m deve ser observado nos Juizados de Fazenda P\u00fablica (vide Info 1118). Mesmo quando o exequente apresenta a conta, o Poder P\u00fablico em geral precisa refazer os c\u00e1lculos para confirmar a sua corre\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, atribuir \u00e0 Fazenda P\u00fablica o \u00f4nus mencionado acima configura aplica\u00e7\u00e3o <strong>adequada dos princ\u00edpios que orientam o direito processual e o procedimento dos Juizados Especiais, como a celeridade, a economia processual e o acesso \u00e0 justi\u00e7a<\/strong> (1).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por outro lado, a discuss\u00e3o sobre eventual hipossufici\u00eancia da parte credora para realizar os c\u00e1lculos por conta pr\u00f3pria <em>pressup\u00f5e o exame de mat\u00e9ria f\u00e1tica<\/em>, medida que \u00e9 vedada perante o STF (2).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na esp\u00e9cie, a Turma Recursal do Estado de S\u00e3o Paulo determinou que a Fazenda P\u00fablica indicasse o valor devido em cumprimento de senten\u00e7a, determinando a aplica\u00e7\u00e3o da denominada \u201cexecu\u00e7\u00e3o invertida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o constitucional suscitada (Tema 1.396 da repercuss\u00e3o geral), bem como (i) reafirmou a jurisprud\u00eancia dominante sobre a mat\u00e9ria (3) para conhecer parcialmente do recurso extraordin\u00e1rio e, nessa extens\u00e3o, negar-lhe provimento; e (ii) fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Precedente citado: ADPF 219.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Enunciado sumular citado: S\u00famula 279\/STF.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Precedentes citados: ARE 1.508.738, ARE 1.520.987, ARE 1.513.944, ARE 1.503.504, ARE 1.502.043, ARE 1.504.416, ARE 1.503.452 (decis\u00f5es monocr\u00e1ticas), ARE 1.508.664 AgR e ARE 1.529.615 AgR.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inconstitucionalidade-da-compensacao-de-debitos-tributarios-com-precatorios-alimentares\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inconstitucionalidade da compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com precat\u00f3rios alimentares<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio \/ Direito Constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Precat\u00f3rios e Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional o regime previsto no art. 78 do ADCT que autoriza a compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com precat\u00f3rios alimentares, ainda que vencidos h\u00e1 muitos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 970.343\/PR (Tema 111 RG), rel. Min. Cristiano Zanin, Plen\u00e1rio, julgamento virtual finalizado em 16\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? ADCT, art. 78, \u00a7\u00a7 1\u00ba a 4\u00ba; ADIs 2.356 e 2.362.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF j\u00e1 havia declarado a inconstitucionalidade do parcelamento decenal de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com esses precat\u00f3rios decorria de regime inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O sistema violava os princ\u00edpios da isonomia, da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O pagamento de tributo n\u00e3o pode ser considerado quitado com base em parcela de precat\u00f3rio ainda n\u00e3o paga.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STF analisou a compatibilidade entre o regime de compensa\u00e7\u00e3o previsto no art. 78 do ADCT e os direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STF:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O dispositivo cria uma morat\u00f3ria disfar\u00e7ada e fere o direito de cr\u00e9dito dos titulares de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cl\u00e1usula de compensa\u00e7\u00e3o anula o poder coercitivo do cr\u00e9dito p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o do contribuinte n\u00e3o pode se dar por meio de regra que perpetua o inadimplemento do Estado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 inconstitucional compensar d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com precat\u00f3rios alimentares nos moldes do art. 78 do ADCT.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A tese do Tema 111 reafirma essa posi\u00e7\u00e3o, com efeitos desde a medida cautelar da ADI 2.356\/DF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O art. 78 do ADCT \u00e9 compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o e autoriza a compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com precat\u00f3rios alimentares em atraso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STF declarou a inconstitucionalidade da norma por violar direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Compensa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria com Precat\u00f3rios<\/td><\/tr><tr><td>???? ADCT, art. 78 \u2013 inconstitucional ???? ADIs 2.356 e 2.362 \u2192 precedente ???? Princ\u00edpios violados: isonomia, propriedade, seguran\u00e7a ???? Regra criava morat\u00f3ria disfar\u00e7ada ???? STF: Tema 111 RG \u2013 compensa\u00e7\u00e3o vedada<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201cO regime previsto no art. 78 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias \u00e9 inconstitucional, respeitando-se os parcelamentos realizados, com amparo no dispositivo, at\u00e9 a concess\u00e3o da medida cautelar na ADI 2.356 MC em 25\/11\/2010.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo:<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o da inconstitucionalidade do regime de parcelamento de precat\u00f3rios previsto no art. 78 do ADCT \u2014 declarada no julgamento conjunto das ADIs 2.356\/DF e 2.362\/DF \u2014 fica <strong>superada a discuss\u00e3o relativa \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com precat\u00f3rios de natureza alimentar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, esta Corte declarou a inconstitucionalidade do referido regime (1) por violar direitos e garantias fundamentais consagrados pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal (2), como a isonomia e os acessos \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o e \u00e0 propriedade (vide Info 1135).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, por pressupor a execu\u00e7\u00e3o do mencionado parcelamento, tamb\u00e9m n\u00e3o se mostra vi\u00e1vel eventual an\u00e1lise acerca da efic\u00e1cia da cl\u00e1usula que anuncia o poder liberat\u00f3rio do pagamento de tributos da entidade devedora ao fim do prazo de liquida\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es anuais (ADCT, art. 78, \u00a7 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o Tema 111 da repercuss\u00e3o geral, julgou prejudicado o recurso extraordin\u00e1rio e fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) ADCT: \u201cArt. 78. Ressalvados os cr\u00e9ditos definidos em lei como de pequeno valor, os de natureza aliment\u00edcia, os de que trata o art. 33 deste Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias e suas complementa\u00e7\u00f5es e os que j\u00e1 tiverem os seus respectivos recursos liberados ou depositados em ju\u00edzo, os precat\u00f3rios pendentes na data de promulga\u00e7\u00e3o desta Emenda e os que decorram de a\u00e7\u00f5es iniciais ajuizadas at\u00e9 31 de dezembro de 1999 ser\u00e3o liquidados pelo seu valor real, em moeda corrente, acrescido de juros legais, em presta\u00e7\u00f5es anuais, iguais e sucessivas, no prazo m\u00e1ximo de dez anos, permitida a cess\u00e3o dos cr\u00e9ditos. \u00a7 1\u00ba \u00c9 permitida a decomposi\u00e7\u00e3o de parcelas, a crit\u00e9rio do credor. \u00a7 2\u00ba As presta\u00e7\u00f5es anuais a que se refere o caput deste artigo ter\u00e3o, se n\u00e3o liquidadas at\u00e9 o final do exerc\u00edcio a que se referem, poder liberat\u00f3rio do pagamento de tributos da entidade devedora. \u00a7 3\u00ba O prazo referido no caput deste artigo fica reduzido para dois anos, nos casos de precat\u00f3rios judiciais origin\u00e1rios de desapropria\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial do credor, desde que comprovadamente \u00fanico \u00e0 \u00e9poca da imiss\u00e3o na posse. \u00a7 4\u00ba O Presidente do Tribunal competente dever\u00e1, vencido o prazo ou em caso de omiss\u00e3o no or\u00e7amento, ou preteri\u00e7\u00e3o ao direito de preced\u00eancia, a requerimento do credor, requisitar ou determinar o seq\u00fcestro de recursos financeiros da entidade executada, suficientes \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Precedentes citados: ADI 2.356 e ADI 2.362.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a 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