{"id":1592198,"date":"2025-06-17T00:13:21","date_gmt":"2025-06-17T03:13:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1592198"},"modified":"2025-06-17T00:13:22","modified_gmt":"2025-06-17T03:13:22","slug":"informativo-stj-851-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-851-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 851 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/17001209\/stj-info-851.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_er8A0XM7Kr8\"><div id=\"lyte_er8A0XM7Kr8\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/er8A0XM7Kr8\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/er8A0XM7Kr8\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/er8A0XM7Kr8\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-notificacao-extrajudicial-por-e-mail-e-validade-na-alienacao-fiduciaria\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial por e-mail e validade na aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil \/ Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial por meio eletr\u00f4nico \u00e9 v\u00e1lida para caracteriza\u00e7\u00e3o da mora do devedor fiduciante, desde que enviada ao e-mail indicado no contrato e comprovado seu recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.183.860-DF, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 8\/5\/2025, DJEN 19\/5\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Decreto-Lei 911\/1969, art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba \u2013 notifica\u00e7\u00e3o como requisito para busca e apreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Tema 1132\/STJ: notifica\u00e7\u00e3o enviada ao endere\u00e7o do contrato \u00e9 suficiente, independentemente de quem receba.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A legisla\u00e7\u00e3o admite formas alternativas de comprova\u00e7\u00e3o da mora.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O e-mail \u00e9 v\u00e1lido se indicado contratualmente e houver prova de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Instrumentalidade das formas e an\u00e1lise econ\u00f4mica do direito justificam a aceita\u00e7\u00e3o do meio eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se o envio de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial por e-mail pode comprovar a mora no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 \u00c9 v\u00e1lida se atender aos requisitos de envio e recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige prova de leitura pelo destinat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Eventual contesta\u00e7\u00e3o deve ser feita judicialmente pelo devedor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A notifica\u00e7\u00e3o por e-mail n\u00e3o pode substituir a carta registrada para configurar a mora na aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ admite o e-mail se houver prova de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A mora do devedor fiduciante pode ser caracterizada por notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial enviada por e-mail indicado no contrato, desde que assinado o comprovante de recebimento pelo notificado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. No se exige que a assinatura constante do referido aviso seja a do pr\u00f3prio destinat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Mora na Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? Notifica\u00e7\u00e3o: e-mail v\u00e1lido com prova de recebimento ???? Tema 1132 \u2013 n\u00e3o exige assinatura do destinat\u00e1rio ???? E-mail \u2248 carta registrada ???? Contesta\u00e7\u00e3o \u2192 \u00f4nus do devedor ???? STJ: interpreta\u00e7\u00e3o finalista e moderna<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anteriormente \u00e0 altera\u00e7\u00e3o introduzida pela Lei n. 13.043\/2014, o art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969 determinava que a notifica\u00e7\u00e3o fosse obrigatoriamente realizada por interm\u00e9dio de carta registrada, enviada pelo Cart\u00f3rio de T\u00edtulos e Documentos, ou mediante o protesto do t\u00edtulo, a crit\u00e9rio do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com a inova\u00e7\u00e3o legislativa, passou a constar no par\u00e1grafo segundo que &#8220;a mora decorrer\u00e1 do simples vencimento do prazo para pagamento e poder\u00e1 ser comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, n\u00e3o se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do pr\u00f3prio destinat\u00e1rio&#8221;. Portanto, houve uma amplia\u00e7\u00e3o das possibilidades de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, para avaliar a adequa\u00e7\u00e3o do procedimento de notifica\u00e7\u00e3o do devedor fiduciante, \u00e9 essencial compreender os requisitos de validade da carta registrada com aviso de recebimento e, em seguida, verificar se h\u00e1 semelhan\u00e7a relevante entre as situa\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O STJ firmou o entendimento, em recurso especial repetitivo, Tema 1132, que &#8220;em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o fundada em contratos garantidos com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria (art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969), para a comprova\u00e7\u00e3o da mora, \u00e9 suficiente o envio de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial ao devedor no endere\u00e7o indicado no instrumento contratual, dispensando-se a prova do recebimento, quer seja pelo pr\u00f3prio destinat\u00e1rio, quer por terceiros&#8221; (REsp 1.951.662\/RS, relator Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 9\/8\/2023, DJe 20\/10\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso significa que dever\u00e1 ser considerada suficiente a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante encaminhada ao endere\u00e7o indicado no contrato, com prova de seu recebimento, independentemente de quem tenha assinado o AR.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A par desses dois requisitos &#8211; notifica\u00e7\u00e3o enviada para o endere\u00e7o do contrato e comprova\u00e7\u00e3o de sua entrega efetiva -, \u00e9 vi\u00e1vel explorar outros poss\u00edveis meios de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial que possam legitimamente demonstrar, perante o Poder Judici\u00e1rio, o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o legal para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969, \u00e9 poss\u00edvel considerar suficiente a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante por correio eletr\u00f4nico, desde que seja encaminhada ao endere\u00e7o eletr\u00f4nico (e-mail) indicado no contrato e, principalmente, seja comprovado seu recebimento, independentemente de quem a tenha recebido.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destaca-se, nesse ponto, o princ\u00edpio da instrumentalidade das formas. Considerando que a finalidade essencial da notifica\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcionar ao devedor a plena ci\u00eancia de sua inadimpl\u00eancia, alcan\u00e7ada tal finalidade por meio eletr\u00f4nico com comprova\u00e7\u00e3o de recebimento, n\u00e3o h\u00e1 falar em nulidade ou insufici\u00eancia do ato.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sob uma perspectiva de an\u00e1lise econ\u00f4mica do direito, n\u00e3o se pode ignorar que a notifica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica representa economia de recursos e celeridade processual, alinhando-se ao princ\u00edpio constitucional da <em>dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo<\/em> e \u00e0 busca por maior efici\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, eventual irregularidade ou nulidade da prova do recebimento do correio eletr\u00f4nico \u00e9 quest\u00e3o que adentra o \u00e2mbito da instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, devendo ser contestada judicialmente pelo devedor fiduciante na a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem, nos termos do que disp\u00f5e o art. 373, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pensao-especial-de-ex-combatente-e-triplice-acumulacao\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pens\u00e3o especial de ex-combatente e tr\u00edplice acumula\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo \/ Previdenci\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Pens\u00e3o por Servi\u00e7o Militar<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 vedada a acumula\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o especial de ex-combatente com mais de um benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, conforme o art. 29 da Lei 3.765\/1960.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.174.004-PE, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 7\/4\/2025, DJEN 10\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 3.765\/1960, art. 29 \u2013 limite de acumula\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A pens\u00e3o de ex-combatente pode ser cumulada com apenas um outro benef\u00edcio (militar ou civil).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Leis 4.242\/1963 e 5.698\/1971 tratam de regimes distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Fatos geradores anteriores \u00e0 Lei 8.059\/1990 n\u00e3o alteram a regra.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia aplica o princ\u00edpio <em>tempus regit actum<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu a possibilidade de cumular pens\u00e3o especial de ex-combatente com aposentadoria e pens\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A norma veda a tr\u00edplice acumula\u00e7\u00e3o, mesmo com fatos geradores diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A pens\u00e3o especial s\u00f3 pode ser cumulada com um outro benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aplica-se a regra da Lei 3.765\/1960 por aus\u00eancia de previs\u00e3o espec\u00edfica na Lei 4.242\/1963.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A pens\u00e3o especial de ex-combatente pode ser acumulada com dois outros benef\u00edcios, desde que de regimes distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A Lei 3.765\/1960 s\u00f3 permite acumula\u00e7\u00e3o com um benef\u00edcio adicional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 vedada a tr\u00edplice acumula\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o de ex-combatente, sendo permitida apenas com um outro benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica adotada pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Pens\u00e3o de Ex-combatente<\/td><\/tr><tr><td>???? Leis 3.765\/1960 e 4.242\/1963 ???? Permitida 1 acumula\u00e7\u00e3o (militar ou civil) ???? Tr\u00edplice acumula\u00e7\u00e3o \u2192 vedada ???? Tempus regit actum ???? STJ: aplica\u00e7\u00e3o restritiva da norma<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de controv\u00e9rsia acerca da pretens\u00e3o de cumula\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o especial de ex-combatente com outros dois benef\u00edcios previdenci\u00e1rios (aposentadoria pelo Regime Geral da Previd\u00eancia Social e pens\u00e3o estatut\u00e1ria institu\u00edda em face de \u00f3bito de c\u00f4njuge).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, a pens\u00e3o especial de ex-combatente assegurada \u00e9 aquela prevista no art. 30 da Lei n. 4.242\/1963.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tamb\u00e9m \u00e9 importante lembrar que as &#8220;&#8216;Leis n. 4.242\/1963 e 5.698\/1971, bem como o art. 53, II, do ADCT, cuidam de esp\u00e9cies diversas de benef\u00edcios concedidos aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial (REsp 1.354.280\/PE, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 21\/3\/13)&#8217; (AgRg no REsp n. 1.349.583\/PE, relator Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, DJe de 1\/7\/2013)&#8221; (REsp n. 1.749.603\/RJ, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 25\/9\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesses termos, em respeito ao princ\u00edpio do <em>tempus regit actum<\/em>, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal se orienta no sentido de que, diante da <em>impossibilidade de incid\u00eancia das disposi\u00e7\u00f5es contidas na Lei n. 8.059\/1990 \u00e0s pens\u00f5es de ex-combatente cujos fatos geradores s\u00e3o a ela anteriores<\/em>, aplicam-se as regras gerais estabelecidas na Lei n. 3.765\/1960 (que &#8220;Disp\u00f5e sobre as Pens\u00f5es Militares&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, diante do sil\u00eancio da Lei n. 4.242\/1963 quanto a um eventual limite de acumula\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o de ex-combatente com outros benef\u00edcios, deve essa quest\u00e3o ser dirimida \u00e0 luz do art. 29 da referida Lei n. 3.765\/1960.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a despeito da natureza especial da pens\u00e3o de ex-combatente prevista no art. 26 da Lei n. 3.765\/1960, c\/c o art. 30 da Lei n. 4.242\/1960, da interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica desses diplomas legais, conclui-se que referida pens\u00e3o especial somente pode ser acumulada com um outro benef\u00edcio previdenci\u00e1rio (de natureza militar ou civil), independentemente de terem fatos geradores distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>A tr\u00edplice acumula\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-danos-morais-ambientais-presuncao-objetiva-e-distribuicao-pro-natura-do-onus-da-prova\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Danos morais ambientais: presun\u00e7\u00e3o objetiva e distribui\u00e7\u00e3o pro natura do \u00f4nus da prova<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Ambiental \/ Direito Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Responsabilidade Civil Ambiental<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A configura\u00e7\u00e3o de danos ecol\u00f3gicos imateriais coletivos pode ser objetivamente reconhecida (danos<em> in re ipsa<\/em>), sendo presumida a les\u00e3o sempre que a conduta atingir processos ou padr\u00f5es ecol\u00f3gicos com especial prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, conforme o art. 225, \u00a7 4\u00ba, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.200.069-MT, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 13\/5\/2025, DJEN 21\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CF, art. 225, \u00a7 4\u00ba \u2013 prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica qualificada a biomas como a Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A les\u00e3o a patrim\u00f4nio ecol\u00f3gico difuso n\u00e3o precisa ser demonstrada subjetivamente (ang\u00fastia, dor etc.), bastando a constata\u00e7\u00e3o objetiva do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A repara\u00e7\u00e3o ambiental integral envolve tamb\u00e9m o aspecto imaterial do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A viola\u00e7\u00e3o intoler\u00e1vel a padr\u00f5es ecol\u00f3gicos implica presun\u00e7\u00e3o de dano moral coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Aplica-se a S\u00famula 618\/STJ: distribui\u00e7\u00e3o <em>pro natura<\/em> do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu se o desmatamento de \u00e1rea protegida da Amaz\u00f4nia Legal enseja indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A configura\u00e7\u00e3o dos danos morais coletivos pode ser objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Basta a ofensa concreta a valores ambientais tutelados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se exige prova de sofrimento ou dor coletiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Para configura\u00e7\u00e3o de dano moral ambiental coletivo, \u00e9 imprescind\u00edvel a demonstra\u00e7\u00e3o do sofrimento ou dor coletiva da comunidade afetada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ admite a presun\u00e7\u00e3o objetiva quando atingidos bens jur\u00eddicos ecol\u00f3gicos especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A viola\u00e7\u00e3o a biomas protegidos por lei presume o dano moral ambiental coletivo, sendo prescind\u00edvel comprova\u00e7\u00e3o subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o firmada pelo STJ no REsp 2.200.069-MT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Danos Morais Ambientais<\/td><\/tr><tr><td>???? Dano in re ipsa \u2013 presun\u00e7\u00e3o objetiva ???? Biomas protegidos (CF, art. 225, \u00a7 4\u00ba) ???? S\u00famula 618\/STJ \u2013 distribui\u00e7\u00e3o pro natura ???? Repara\u00e7\u00e3o integral: material + imaterial ???? STJ: intolerabilidade do dano = suficiente<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O cerne da presente controv\u00e9rsia reside em definir se a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa situada na Amaz\u00f4nia Legal, \u00e0 revelia de autoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os competentes, permite a condena\u00e7\u00e3o do infrator ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O art. 225, \u00a7 4\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica atribui prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica qualificada \u00e0 Floresta Amaz\u00f4nica, \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica, \u00e0 Serra do Mar, ao Pantanal Mato-Grossense e \u00e0 Zona Costeira ao arrol\u00e1-los como patrim\u00f4nio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em conson\u00e2ncia com a referida norma Constitucional, a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas situadas na Floresta Amaz\u00f4nica sem a observ\u00e2ncia do dever de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e em contrariedade \u00e0s normas legais e regulamentares, especialmente a supress\u00e3o de esp\u00e9cimes nativas com impedimento ou embara\u00e7o \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o da flora, implica il\u00edcito danoso ao patrim\u00f4nio da coletividade nacional, cuja repara\u00e7\u00e3o h\u00e1 de ser perseguida em suas mais diversas formas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diga-se, por oportuno, que o meio ambiente h\u00edgido e equilibrado \u00e9 compreendido como um direito fundamental cuja titularidade \u00e9 transindividual. Por essa raz\u00e3o, a despeito da relevante e necess\u00e1ria recomposi\u00e7\u00e3o de les\u00f5es ecol\u00f3gicas materiais, n\u00e3o se pode perder de vista, \u00e0 luz do <strong>princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral, a imprescindibilidade de tutelar o meio ambiente sob a perspectiva imaterial<\/strong> por meio do reconhecimento de danos difusos de matizes distintas, a exemplo dos danos morais coletivos em sentido amplo e dos danos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em verdade, a exist\u00eancia de viola\u00e7\u00e3o indeniz\u00e1vel ao patrim\u00f4nio moral da coletividade ocorrer\u00e1 sempre que evidenciada a intolerabilidade do dano, por atentar, por exemplo, contra processos ou padr\u00f5es ecol\u00f3gicos detentores de especial prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e objetivamente identific\u00e1veis, presumindo-se, nessa hip\u00f3tese, o vilip\u00eandio <em>in re ipsa<\/em> ao direito difuso ao meio ambiente equilibrado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessarte, n\u00e3o obstante seja inadequado considerar presente les\u00e3o ecol\u00f3gica difusa e extrapatrimonial t\u00e3o somente em virtude do descumprimento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental &#8211; exigindo-se, ao rev\u00e9s, a intolerabildade do dano \u00e0 natureza -, sua constata\u00e7\u00e3o deve ser apreciada de maneira objetiva e tomando por par\u00e2metro avalia\u00e7\u00e3o conjuntural de a\u00e7\u00f5es ou omiss\u00f5es singulares, sendo presumida a les\u00e3o imaterial sempre que as condutas il\u00edcitas, consideradas em sua totalidade, afetem processos ou padr\u00f5es ecol\u00f3gicos detentores de especial prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a Corte Especial estabeleceu que os danos morais coletivos adv\u00eam de grave ofensa ao direito tutelado, sendo afer\u00edveis, de maneira objetiva e <em>in re ipsa<\/em>, quando averiguada les\u00e3o intoler\u00e1vel e injusta a valores fundamentais da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, o reconhecimento dos danos morais coletivos em mat\u00e9ria ambiental avulta como corol\u00e1rio do princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral, de modo a recompor os preju\u00edzos difusos \u00e0 integridade dos processos biol\u00f3gicos e, ainda, para preservar a sadia qualidade de vida das presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, n\u00e3o obstante o descumprimento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o seja o suficiente, por si s\u00f3, para ensejar perquiri\u00e7\u00e3o de danos imateriais difusos, a constata\u00e7\u00e3o de ofensas concretas ao meio ambiente &#8211; e, em especial, quando atingidos os biomas arrolados como patrim\u00f4nio nacional pelo art. 225, \u00a7 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, com diminuta toler\u00e2ncia \u00e0 sua descaracteriza\u00e7\u00e3o &#8211; induz a exist\u00eancia de abalos inaceit\u00e1veis e injustific\u00e1veis a bem jur\u00eddico de natureza fundamental, rendendo ensejo, por conseguinte, \u00e0 presun\u00e7\u00e3o do nexo de causalidade entre a conduta il\u00edcita e o evento danoso &#8211; analisado, repise-se, sob o aspecto hol\u00edstico e conjuntural, para al\u00e9m da mera averigua\u00e7\u00e3o individualizada -, inclusive mediante a distribui\u00e7\u00e3o pro natura do \u00f4nus probat\u00f3rio, consoante retratado no enunciado da S\u00famula n. 618\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, \u00e9 impr\u00f3prio afastar a ocorr\u00eancia de danos extrapatrimoniais ao meio ambiente apenas com fundamento na extens\u00e3o da \u00e1rea degradada, impondo-se, diversamente, apreci\u00e1-la tomando por par\u00e2metro o aspecto cumulativo e sin\u00e9rgico de a\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas praticadas por agentes distintos, as quais, conquanto isoladamente n\u00e3o ostentem aspecto expressivo, resultam, em conjunto, em inescus\u00e1vel e injusta ofensa a valores fundamentais da sociedade, de modo emprestar efetividade ao princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, n\u00e3o cabe condicionar a fixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o extrapatrimonial por les\u00f5es ambientais difusas a aspectos eminentemente subjetivos (por exemplo a ang\u00fastia e o sofrimento experimentado por indiv\u00edduos de uma coletividade), uma vez que a identifica\u00e7\u00e3o de danos ecol\u00f3gicos transindividuais de natureza imaterial deve ser objetivamente esquadrinhada sob a perspectiva de <strong><em>danmum in re ipsa<\/em> &#8211; vale dizer, de forma inerente \u00e0 conduta lesiva, sendo prescind\u00edvel averigua\u00e7\u00f5es outras<\/strong> -, cuja verifica\u00e7\u00e3o deflui de ofensa intoler\u00e1vel e injusta a valores fundamentais da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fato-gerador-do-iof-data-da-liberacao-dos-valores-ao-interessado\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fato gerador do IOF: data da libera\u00e7\u00e3o dos valores ao interessado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: IOF e Fato Gerador<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O fato gerador do IOF\/cr\u00e9dito ocorre na data da efetiva entrega dos valores ao interessado, e n\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o do contrato, conforme art. 63, I, do CTN e art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, do Decreto 6.306\/2007.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.010.908-SP, Rel. Min. Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 13\/5\/2025, DJEN 21\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CTN, art. 63, I; Decreto 6.306\/2007, art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba \u2013 fato gerador do IOF.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia anterior considerava a data do contrato, mas o STJ atualizou a interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O fato gerador \u00e9 a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos valores ao tomador, mesmo que por etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A celebra\u00e7\u00e3o do contrato \u00e9 ato preparat\u00f3rio, n\u00e3o suficiente para a incid\u00eancia do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Aplic\u00e1vel tamb\u00e9m \u00e0 altera\u00e7\u00e3o da al\u00edquota por norma posterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ reformulou a tese sobre quando se d\u00e1 o fato gerador do IOF em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O crit\u00e9rio temporal \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o efetiva dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Al\u00edquotas vigentes nesse momento incidem, ainda que o contrato seja anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Evita-se artificialismo tribut\u00e1rio com base apenas na data contratual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O IOF incide no momento da libera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ao tomador, ainda que o contrato tenha sido assinado anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a tese atual da Primeira Turma do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O fato gerador do IOF em opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 a data de assinatura do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ definiu que \u00e9 a data da entrega dos valores ao interessado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Fato Gerador do IOF<\/td><\/tr><tr><td>???? CTN, art. 63, I ???? Decreto 6.306\/2007, art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba ???? Fato gerador = libera\u00e7\u00e3o dos valores ???? Contrato \u2260 incid\u00eancia autom\u00e1tica ???? STJ: marco temporal = entrega dos recursos<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o controvertida versa sobre o aspecto temporal do fato gerador do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (lOF\/Cr\u00e9dito). A parte recorrente entende que deve vigorar a legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca da celebra\u00e7\u00e3o do contrato de financiamento, enquanto as autoridades fiscais, a legisla\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o das parcelas do financiamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 teve a oportunidade de decidir que &#8220;[&#8230;] o que importa [&#8230;], para fins de incid\u00eancia da norma tribut\u00e1ria, \u00e9 o momento da celebra\u00e7\u00e3o do contrato de financiamento com o BNDES [&#8230;]&#8221; (REsp 324.361\/BA, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Primeira Turma, julgado em 21\/10\/2004, DJ de 6\/12\/2004, p. 194).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por\u00e9m, prop\u00f5e-se a atualiza\u00e7\u00e3o do entendimento, adotando a posi\u00e7\u00e3o segundo a qual <strong>o fato gerador do IOF\/Cr\u00e9dito d\u00e1-se apenas na data em que s\u00e3o efetivamente entregues os valores \u00e0 parte contratante<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, a teor do art. 63, I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN; e do art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, do Decreto n. 6.306\/2007, o aspecto temporal do fato gerador na opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito d\u00e1-se quando o valor fica \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do interessado e n\u00e3o no momento da celebra\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso em an\u00e1lise, discute-se se, em contrato de m\u00fatuo banc\u00e1rio, deve ser aplicada a al\u00edquota zero do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras incidente sobre o ingresso dos recursos de investimento contratados, nos termos do art. 8\u00b0, XXX, do Regulamento do IOF (Decreto n. 6.306\/2007), ap\u00f3s a entrada em vigor do Decreto n. 8.511\/2015, que revogou o dispositivo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, tem-se que a conjuga\u00e7\u00e3o dos dispositivos legais elencados em torno do aspecto temporal do fato gerador do IOF\/Cr\u00e9dito permite a conclus\u00e3o de que, a partir da entrada em vigor do Decreto n. 8.511\/2015, <em>deve incidir a nova al\u00edquota do tributo sobre as parcelas do contrato de financiamento em aberto<\/em>, importando a data da disponibiliza\u00e7\u00e3o dos recursos ao interessado e n\u00e3o a data de celebra\u00e7\u00e3o do contrato de financiamento, como alegou a parte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acao-de-improbidade-necessidade-de-indicios-do-elemento-subjetivo\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o de improbidade: necessidade de ind\u00edcios do elemento subjetivo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo \/ Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Improbidade Administrativa<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Ainda que prevale\u00e7a o princ\u00edpio do <em>in dubio pro societate<\/em> na fase inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade, \u00e9 imprescind\u00edvel que a peti\u00e7\u00e3o inicial indique elementos m\u00ednimos do elemento subjetivo da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.080.146-SP, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 20\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? LIA, arts. 9\u00ba a 11 \u2013 necessidade de dolo para a configura\u00e7\u00e3o do ato.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STJ imp\u00f5e filtro m\u00ednimo para o recebimento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio minorit\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 suficiente para imputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 necess\u00e1ria a individualiza\u00e7\u00e3o da conduta e do dolo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O in dubio pro societate n\u00e3o elimina o dever m\u00ednimo de justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se, na fase inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade, basta a men\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u00e0 liga\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A inicial deve indicar a atua\u00e7\u00e3o concreta e dolosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de narrativa individualizada impede o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o da moralidade exige rigor, mas tamb\u00e9m garantia m\u00ednima ao acusado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O in dubio pro societate permite o recebimento da a\u00e7\u00e3o de improbidade mesmo sem qualquer men\u00e7\u00e3o ao dolo do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ exige ao menos ind\u00edcios de elemento subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A peti\u00e7\u00e3o inicial de improbidade deve indicar elementos concretos da conduta dolosa do agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia fixa esse requisito m\u00ednimo para o recebimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? A\u00e7\u00e3o de Improbidade \u2013 Fase Inicial<\/td><\/tr><tr><td>???? LIA \u2192 necessidade de dolo (arts. 9 a 11) ???? In dubio pro societate \u2260 aus\u00eancia de justa causa ???? Peti\u00e7\u00e3o inicial deve narrar conduta dolosa ???? S\u00f3cio minorit\u00e1rio sem a\u00e7\u00e3o = parte ileg\u00edtima ???? STJ: filtro m\u00ednimo para prote\u00e7\u00e3o de garantias<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A controv\u00e9rsia em discuss\u00e3o versa sobre a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica de responsabilidade por ato de improbidade administrativa, por supostas fraudes em contrata\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A peti\u00e7\u00e3o inicial foi recebida, na origem, ao fundamento de que &#8220;vige para o recebimento das a\u00e7\u00f5es de improbidade o princ\u00edpio <em>in dubio pro societate<\/em>, de modo que n\u00e3o \u00e9 o caso de afastar, desde logo, a responsabilidade dos r\u00e9us, sen\u00e3o de autorizar o prosseguimento do feito para aprofundamento da quest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o se desconhece que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui jurisprud\u00eancia no sentido de que, &#8220;na fase de recebimento da peti\u00e7\u00e3o inicial, deve-se realizar um ju\u00edzo meramente de preliba\u00e7\u00e3o orientado pelo prop\u00f3sito de recha\u00e7ar acusa\u00e7\u00f5es infundadas, notadamente em raz\u00e3o do peso que representa a mera condi\u00e7\u00e3o de r\u00e9u em a\u00e7\u00e3o de improbidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, a regra \u00e9 o recebimento da inicial; a exce\u00e7\u00e3o, a rejei\u00e7\u00e3o. A d\u00favida opera em benef\u00edcio da sociedade (<em>in dubio pro societate<\/em>). Significa dizer que, caso haja apenas ind\u00edcios da pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa, ainda assim se imp\u00f5e a aprecia\u00e7\u00e3o de fatos apontados como \u00edmprobos (AgInt no REsp n. 2.159.833\/TO, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 19\/2\/2025 , DJEN de 24\/2\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por\u00e9m, a preval\u00eancia do in dubio pro societate revela apenas que, apontados na peti\u00e7\u00e3o inicial ind\u00edcios da pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa (ou seja, algum ato previsto nos arts. 9\u00ba, 10 e 11 da Lei 8.429\/1992, com a indica\u00e7\u00e3o de elementos que evidenciem a presen\u00e7a do elemento subjetivo na conduta do agente p\u00fablico e, se for o caso, o dano causado ao er\u00e1rio), a a\u00e7\u00e3o deve ser processada. Nesse sentido: (AgInt no AREsp n. 2.374.743\/SE, relator Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 1\/4\/2025 , DJEN de 4\/4\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso em an\u00e1lise, contudo, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de nenhuma conduta que tenha sido praticada pela parte. H\u00e1 apenas o dado objetivo de ser s\u00f3cia minorit\u00e1ria da empresa que teria sido indevidamente contratada. Dessa forma, ausente imputa\u00e7\u00e3o de ato doloso de improbidade administrativa, deve ser acolhida sua pretens\u00e3o de ser exclu\u00edda do polo passivo da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-remuneracao-pela-selic-sobre-depositos-compulsorios-integra-a-base-do-irpj-e-csll\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Remunera\u00e7\u00e3o pela Selic sobre dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios integra a base do IRPJ e CSLL<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Tributos Federais \u2013 Pessoa Jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios pela taxa Selic constitui acr\u00e9scimo patrimonial e integra a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, n\u00e3o se confundindo com as hip\u00f3teses de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.167.201-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, julgado em 20\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CTN, art. 43 \u2013 IRPJ incide sobre renda e proventos de qualquer natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os valores s\u00e3o receitas financeiras geradas pela indisponibilidade de capital imposta pelo Banco Central.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A remunera\u00e7\u00e3o tem natureza remunerat\u00f3ria, distinta de juros morat\u00f3rios ou indenizat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o distingue-se dos Temas 962\/STF e 505\/STJ (repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p>???? Aplica-se analogia com o Tema 504\/STJ: devolu\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais com juros tamb\u00e9m est\u00e1 sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se a Selic paga pelo Banco Central sobre dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios est\u00e1 sujeita \u00e0 incid\u00eancia do IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Trata-se de receita financeira tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Difere das hip\u00f3teses indenizat\u00f3rias n\u00e3o tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Selic, neste contexto, n\u00e3o \u00e9 compensa\u00e7\u00e3o por ilicitude, mas por pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Os juros pagos pela Selic sobre dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 incid\u00eancia de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ reconheceu que tais valores configuram acr\u00e9scimo patrimonial tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A remunera\u00e7\u00e3o pela Selic sobre dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios tem natureza remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a ratio decidendi do STJ no REsp 2.167.201-SP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? IRPJ\/CSLL e Selic sobre Compuls\u00f3rios<\/td><\/tr><tr><td>???? Receita financeira \u2192 tributo incide ???? CTN, art. 43 ???? N\u00e3o se confunde com repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito ???? Aplica\u00e7\u00e3o an\u00e1loga ao Tema 504\/STJ ???? STJ: base de c\u00e1lculo inclui Selic sobre compuls\u00f3rios<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da natureza jur\u00eddica da remunera\u00e7\u00e3o paga pelo Banco Central do Brasil &#8211; BACEN \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, por meio da aplica\u00e7\u00e3o da Taxa SELIC, sobre os valores mantidos a t\u00edtulo de recolhimento compuls\u00f3rio, e, na sequ\u00eancia, determinar se tais valores comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica &#8211; IRPJ e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O dep\u00f3sito compuls\u00f3rio constitui instrumento de pol\u00edtica monet\u00e1ria, previsto na Lei n. 4.595\/1964 e regulamentado por atos normativos do BACEN (como a Resolu\u00e7\u00e3o Bacen\/DC n. 145\/2021, Resolu\u00e7\u00e3o Bacen\/DC 188\/2022 e a Circular n. 3.916\/2018), por meio do qual as institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o obrigadas a recolher e manter, junto ao Banco Central, parcela dos recursos captados do p\u00fablico. Essa exig\u00eancia visa ao controle da liquidez da economia, \u00e0 regula\u00e7\u00e3o da oferta de cr\u00e9dito, controle da infla\u00e7\u00e3o, e \u00e0 garantia da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. Trata-se, portanto, de uma obriga\u00e7\u00e3o ex lege, de natureza regulat\u00f3ria e prudencial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A remunera\u00e7\u00e3o desses dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios, realizada pelo Banco Central do Brasil, atualmente, por meio da aplica\u00e7\u00e3o da taxa SELIC, possui <strong>natureza jur\u00eddica eminentemente remunerat\u00f3ria<\/strong>. Tal remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confunde com lucros cessantes, que pressup\u00f5em a repara\u00e7\u00e3o de um ganho frustrado em decorr\u00eancia de ato il\u00edcito ou inadimplemento, nem com juros morat\u00f3rios, que visam indenizar o atraso no cumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o. A SELIC incidente sobre os compuls\u00f3rios objetiva compensar a institui\u00e7\u00e3o financeira pela indisponibilidade de parcela de seu capital, imposta compulsoriamente pela autoridade monet\u00e1ria, funcionando como uma contrapresta\u00e7\u00e3o pelo uso desses recursos ou pela restri\u00e7\u00e3o ao seu uso produtivo pela institui\u00e7\u00e3o depositante.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embora a taxa SELIC seja um \u00edndice COMPOSTO, englobando tanto a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria quanto os juros, sua aplica\u00e7\u00e3o sobre os dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios resulta em um acr\u00e9scimo patrimonial para a institui\u00e7\u00e3o financeira. A sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o da renda no Brasil define a incid\u00eancia sobre o rendimento nominal, abrangendo ambos os componentes, conforme se depreende da legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel aos rendimentos financeiros (art. 9\u00ba da Lei n. 9.718\/98, art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 9.249\/1995 e art. 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN) e de precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, a situa\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios difere substancialmente daquela analisada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema n. 962 da Repercuss\u00e3o Geral e pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a no Tema Repetitivo n. 505. Nesses precedentes, firmou-se o entendimento de que a taxa SELIC incidente sobre a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio n\u00e3o se sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ e pela CSLL, por possuir natureza predominantemente indenizat\u00f3ria (recomposi\u00e7\u00e3o de danos emergentes) e morat\u00f3ria, decorrente da reten\u00e7\u00e3o indevida de valores pelo Fisco. Nos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios, inexiste ato il\u00edcito ou mora por parte do BACEN; a reten\u00e7\u00e3o dos valores \u00e9 l\u00edcita e decorre de imposi\u00e7\u00e3o normativa de pol\u00edtica monet\u00e1ria, e a SELIC atua como remunera\u00e7\u00e3o do capital indisponibilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ratio decidendi aplic\u00e1vel ao caso, portanto, se aproxima mais daquela firmada pelo STJ, no julgamento do Tema Repetitivo n. 504, segundo a qual &#8220;Os juros incidentes na devolu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais possuem natureza remunerat\u00f3ria e n\u00e3o escapam \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ e pela CSLL&#8221;. Embora o dep\u00f3sito compuls\u00f3rio seja obrigat\u00f3rio e o judicial facultativo, em ambas as situa\u00e7\u00f5es a remunera\u00e7\u00e3o pela taxa Selic sobre o capital indisponibilizado gera um ingresso financeiro, um rendimento que representa acr\u00e9scimo patrimonial para o contribuinte, sujeito, portanto, \u00e0 incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, <strong>a remunera\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios pela taxa Selic constitui receita financeira que se enquadra no conceito de renda e proventos de qualquer natureza (art. 43 do CTN) e integra o lucro da pessoa jur\u00eddica, devendo, por conseguinte, compor a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prazo-para-compensacao-tributaria-apos-transito-em-julgado\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo para compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ap\u00f3s tr\u00e2nsito em julgado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Compensa\u00e7\u00e3o e Restitui\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O contribuinte deve efetuar a compensa\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio no prazo de cinco anos contados do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, sendo admitida apenas a suspens\u00e3o desse prazo entre o pedido e o deferimento da habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.178.201-RJ, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 13\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CTN, arts. 156, X e 168; Decreto 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o se submete \u00e0 mesma prescri\u00e7\u00e3o da restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito n\u00e3o interrompe a prescri\u00e7\u00e3o, apenas a suspende entre o pedido e o deferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A entrega da PER\/DCOMP deve ocorrer dentro do quinqu\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A tese evita que o contribuinte transforme a compensa\u00e7\u00e3o em aplica\u00e7\u00e3o financeira pela corre\u00e7\u00e3o via Selic.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ examinou se h\u00e1 prazo m\u00e1ximo para efetivar a compensa\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito reconhecido judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O prazo \u00e9 de 5 anos do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A habilita\u00e7\u00e3o suspende, mas n\u00e3o interrompe o prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A Receita pode prever limites temporais por norma infralegal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria pode ser feita a qualquer tempo ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ fixou prazo de cinco anos, com suspens\u00e3o tempor\u00e1ria entre habilita\u00e7\u00e3o e deferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O prazo para compensa\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito conta-se do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o judicial, sendo suspenso entre o pedido e o deferimento da habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a tese firmada pela Segunda Turma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Compensa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria \u2013 Prazo<\/td><\/tr><tr><td>???? CTN, arts. 156, X e 168 ???? Decreto 20.910\/1932 ???? PER\/DCOMP \u2192 deve ser transmitida em 5 anos ???? Suspens\u00e3o poss\u00edvel entre habilita\u00e7\u00e3o e deferimento ???? STJ: prazo n\u00e3o \u00e9 imprescrit\u00edvel<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 an\u00e1lise da possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o de tempo m\u00e1ximo para realizar a compensa\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bitos tribut\u00e1rios reconhecidos por decis\u00e3o judicial transitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria prev\u00ea, em seu art. 168, I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), a extin\u00e7\u00e3o do direito de pleitear a restitui\u00e7\u00e3o com o decurso do prazo de 5 anos, contados da data da extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. O art. 156, X, do CTN, por sua vez, elenca a decis\u00e3o judicial transitada em julgado como forma de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Ainda que se trate de legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, os artigos acima indicados est\u00e3o perfeitamente alinhados ao disposto no art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932, o qual estabelece que as d\u00edvidas passivas da Uni\u00e3o, dos Estados e dos Munic\u00edpios, bem assim todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. Desse modo, <strong>o contribuinte deve exercer o seu direito de pedir a devolu\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito no prazo de 5 anos, a contar do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o judicial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A habilita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma formalidade pr\u00e9via de confirma\u00e7\u00e3o da liquidez e certeza do cr\u00e9dito a compensar, oportunamente indicado na compensa\u00e7\u00e3o propriamente dita, mediante a entrega da PER\/DCOMP, dentro do seu universo de singularidade. Nesse espectro, admite-se a suspens\u00e3o do prazo prescricional enquanto n\u00e3o confirmado o cr\u00e9dito pela Receita Federal do Brasil, a teor do art. 4\u00ba do Decreto-Lei n. 20.910\/1932, fundamento legal para as disposi\u00e7\u00f5es infralegais nesse sentido, contidas nas instru\u00e7\u00f5es normativas disciplinadoras do procedimento de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, o prazo prescricional iniciado no tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o judicial e suspenso no per\u00edodo de an\u00e1lise do pedido de habilita\u00e7\u00e3o deve ser respeitado a cada transmiss\u00e3o de PER\/DCOMP, porque \u00e9 neste momento em que o contribuinte efetivamente exerce o seu direito de restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, nos termos propostos pelo art. 74, \u00a71\u00ba, da Lei n. 9.430\/1996. Equivale dizer, portanto, que todas as PER\/DCOMP precisam necessariamente ser transmitidas no prazo de 5 anos, a contar do tr\u00e2nsito em julgado, admitindo-se a suspens\u00e3o desse lapso temporal entre o pedido de habilita\u00e7\u00e3o e o respectivo deferimento, conforme estabelecido no art. 82-A da Instru\u00e7\u00e3o Normativa n. 1.300\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, \u00e9 inadmiss\u00edvel a transmuta\u00e7\u00e3o da sistem\u00e1tica da compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em aplica\u00e7\u00e3o financeira, considerando, sobretudo, a conclus\u00e3o alcan\u00e7ada no julgamento do Tema 962\/STF, por meio do qual foi afastada a incid\u00eancia do IR e da CSLL sobre os acr\u00e9scimos decorrentes da repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito. A imprescritibilidade decorrente do entendimento, ent\u00e3o prevalecente na Segunda Turma, incentivava o contribuinte a retardar ao m\u00e1ximo o aproveitamento do ind\u00e9bito, corrigido pela Selic, cuja parcela n\u00e3o estar\u00e1 sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de privar a Fazenda P\u00fablica de qualquer previsibilidade a respeito do efetivo aproveitamento do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, <strong>cabe ao contribuinte litigante a avalia\u00e7\u00e3o da forma pela qual submeter\u00e1 a quest\u00e3o de direito \u00e0 an\u00e1lise do Poder Judici\u00e1rio, estando ciente de todas as limita\u00e7\u00f5es envolvidas quanto \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n. 1.300\/2012 e os demais atos normativos subsequentes que, igualmente, disciplinaram a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria estipulando o prazo m\u00e1ximo de 5 anos para transmiss\u00e3o da PER \/DCOMP, a contar da data do tr\u00e2nsito em julgado, n\u00e3o inovam na ordem jur\u00eddica nem extrapolam os limites do poder regulamentar, na medida em que apenas refletem o disposto no art. 168 do CTN, no art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932 e no art. 74 da Lei n. 9.430\/1996.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-animal-de-suporte-emocional-nao-equivale-a-cao-guia-para-fins-de-embarque-aereo\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Animal de suporte emocional n\u00e3o equivale a c\u00e3o-guia para fins de embarque a\u00e9reo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-6\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil \/ Direito do Consumidor \/ Direito Regulat\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Transporte A\u00e9reo<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-6\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Companhias a\u00e9reas n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a autorizar o embarque de animais de suporte emocional fora dos padr\u00f5es contratuais, n\u00e3o havendo equipara\u00e7\u00e3o legal com c\u00e3es-guia.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 13\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 11.126\/2005 e Decreto 5.904\/2006 \u2013 direito de acesso de c\u00e3es-guia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os animais de suporte emocional n\u00e3o possuem regulamenta\u00e7\u00e3o legal equipar\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? As companhias a\u00e9reas podem impor limites de peso, acondicionamento e local.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A imposi\u00e7\u00e3o judicial do embarque sem atender aos requisitos contratuais viola a autonomia negocial e compromete a seguran\u00e7a do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A prote\u00e7\u00e3o especial da pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o se estende, automaticamente, a qualquer condi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica n\u00e3o regulamentada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ analisou se o animal de suporte emocional goza das mesmas garantias legais dos c\u00e3es-guia em voos comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A distin\u00e7\u00e3o entre c\u00e3o-guia e animal de suporte \u00e9 objetiva e normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica impede a equipara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O Judici\u00e1rio n\u00e3o pode compelir a companhia a\u00e9rea a ofertar servi\u00e7o fora do contrato.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Animais de suporte emocional t\u00eam os mesmos direitos de embarque que c\u00e3es-guia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ diferencia e protege a autonomia contratual das companhias a\u00e9reas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O embarque de animais de suporte emocional est\u00e1 sujeito \u00e0s normas contratuais e regulat\u00f3rias, n\u00e3o sendo equipar\u00e1vel ao direito de acesso garantido aos c\u00e3es-guia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Essa \u00e9 a tese afirmada pela Quarta Turma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Transporte A\u00e9reo e Suporte Emocional<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 11.126\/2005 \u2192 aplica-se aos c\u00e3es-guia ???? Animais de suporte \u2260 equiparados por lei ???? Limites contratuais v\u00e1lidos ???? Seguran\u00e7a do voo \u2192 par\u00e2metro essencial ???? STJ: n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de aceitar fora dos padr\u00f5es<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia \u00e9 sobre a possibilidade de transportar animais dom\u00e9sticos em cabines de aeronaves em voos nacionais e internacionais, na hip\u00f3tese de eles darem suporte emocional aos seus donos, mesmo fora dos padr\u00f5es estabelecidos para esse tipo de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 importante registrar que, normalmente, as companhias a\u00e9reas aceitam transportar animais dom\u00e9sticos na cabine de suas aeronaves, mas, para tanto, al\u00e9m das exig\u00eancias sanit\u00e1rias, h\u00e1 limite de peso (at\u00e9 10kg) e a exig\u00eancia de que sejam colocados em maleta ou caixa apropriada que caiba embaixo do assento \u00e0 frente do passageiro respons\u00e1vel pelo animal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fora desse perfil, admite-se apenas o ingresso de c\u00e3es-guias, sem limite de peso e sem a necessidade de serem colocados em caixas espec\u00edficas, nas cabines das aeronaves, haja vista o disposto no art. 1\u00b0 da Lei n. 11.126\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O fato de o dono do animal portar atestado de que o seu c\u00e3o seria de &#8220;suporte emocional&#8221; n\u00e3o autoriza a quebra do contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os das companhias a\u00e9reas pelo Judici\u00e1rio, sendo que decis\u00e3o judicial nesse sentido coloca em risco \u00e0 seguran\u00e7a dos voos e dos passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, n\u00e3o havendo legisla\u00e7\u00e3o federal espec\u00edfica tratando sobre o tema, no contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os oferecido aos consumidores, as empresas a\u00e9reas t\u00eam liberdade para estabelecer determinadas condi\u00e7\u00f5es para o transporte de animais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa linha de entendimento, a decis\u00e3o judicial que desconsidera essa autonomia das empresas e imp\u00f5e o transporte de animais fora das regras contratuais previstas viola o princ\u00edpio pacta sunt servanda, determinando o oferecimento de servi\u00e7o n\u00e3o compreendido no contrato de transporte e ao qual n\u00e3o \u00e9 obrigada pela legisla\u00e7\u00e3o, especialmente pelas normas da ANAC, aplic\u00e1veis a todas as concession\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, <strong>n\u00e3o h\u00e1 como equiparar animais de suporte emocional a c\u00e3es-guias,<\/strong> pois estes, ao contr\u00e1rio daqueles, passam por rigoroso treinamento, de aproximadamente dois anos, conseguem controlar suas necessidades fisiol\u00f3gicas e t\u00eam identifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, conforme previsto na Lei n. 11.126\/2005, regulamentada pelo Decreto n. 5.904\/2006.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-injuria-racial-e-embriaguez-voluntaria-dolo-especifico-nao-afastado\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inj\u00faria racial e embriaguez volunt\u00e1ria: dolo espec\u00edfico n\u00e3o afastado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-7\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Crimes contra a honra e racismo<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-7\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras Policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nbsp\">&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A embriaguez volunt\u00e1ria e o \u00e2nimo exaltado do r\u00e9u n\u00e3o afastam o dolo espec\u00edfico necess\u00e1rio \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do crime de inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.835.056-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Lei 7.716\/1989, art. 2\u00ba-A; CP, art. 28, II.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A embriaguez volunt\u00e1ria n\u00e3o exclui a culpabilidade (<em>actio libera in causa<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A inten\u00e7\u00e3o do r\u00e9u de ofender com refer\u00eancia \u00e0 cor da v\u00edtima \u00e9 evidenciada pela prova oral.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O \u00e2nimo exaltado ou revolta moment\u00e2nea n\u00e3o eliminam a consci\u00eancia da ilicitude.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme quanto \u00e0 irrelev\u00e2ncia da embriaguez volunt\u00e1ria para exclus\u00e3o do dolo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu se o estado de embriaguez e emo\u00e7\u00e3o poderiam afastar o dolo na inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O dolo espec\u00edfico subsiste mesmo com \u00e2nimo alterado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A embriaguez volunt\u00e1ria n\u00e3o afasta a imputabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Condena\u00e7\u00e3o restabelecida com base na actio libera in causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O uso volunt\u00e1rio de subst\u00e2ncia entorpecente afasta o dolo espec\u00edfico necess\u00e1rio \u00e0 inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que a embriaguez volunt\u00e1ria n\u00e3o exclui o dolo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O dolo espec\u00edfico na inj\u00faria racial pode ser afastado pelo contexto de \u00e2nimo exaltado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Essa \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o firmada pela Quinta Turma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Inj\u00faria Racial e Embriaguez<\/td><\/tr><tr><td>???? Lei 7.716\/1989, art. 2\u00ba-A ???? CP, art. 28, II \u2013 embriaguez volunt\u00e1ria n\u00e3o afasta dolo ???? \u00c2nimo exaltado = irrelevante ???? Dolo espec\u00edfico = inten\u00e7\u00e3o de ofender por ra\u00e7a\/cor ???? STJ: actio libera in causa \u2192 condena\u00e7\u00e3o mantida<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A controv\u00e9rsia consiste em saber se h\u00e1 possibilidade de absolvi\u00e7\u00e3o pelo crime de inj\u00faria racial, com base na aus\u00eancia de dolo espec\u00edfico devido ao uso de subst\u00e2ncias entorpecentes e aos \u00e2nimos exaltados quando da pr\u00e1tica da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o Tribunal de origem absolveu o r\u00e9u da pr\u00e1tica do crime de inj\u00faria racial, por aus\u00eancia de dolo espec\u00edfico, consignando que os &#8220;&#8230;adjetivos (palavras ultrajantes) foram por ele pronunciados de forma impulsiva, durante inequ\u00edvoco contexto de revolta, agravado pelo estado de perturba\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, em raz\u00e3o do uso abusivo de subst\u00e2ncia entorpecente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, \u00e9 de se restabelecer a condena\u00e7\u00e3o pelo delito previsto no art. 2\u00ba-A da Lei n. 7.716\/1989. Isso porque, no caso, a conjuntura f\u00e1tica analisada pelo Tribunal a quo, notadamente a prova oral produzida em contradit\u00f3rio judicial, evidencia a inten\u00e7\u00e3o do r\u00e9u de ofender a honra subjetiva da v\u00edtima por meio de elementos relacionados \u00e0 sua cor de pele, configurando o dolo espec\u00edfico necess\u00e1rio para o crime de inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consoante destacado no voto vogal divergente, &#8220;n\u00e3o h\u00e1, no entanto, prova da condi\u00e7\u00e3o de completa embriaguez do apelante, nem das condi\u00e7\u00f5es fortuitas ou de for\u00e7a maior a conduzirem \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o. Logo, se o acusado realmente fez uso de \u00e1lcool antes dos fatos, ao que tudo indica, assim o fez voluntariamente, de modo que n\u00e3o h\u00e1 que se falar em absolvi\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 28, II, do CP&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa linha, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a estabelece que a embriaguez volunt\u00e1ria n\u00e3o exclui o dolo espec\u00edfico necess\u00e1rio para a configura\u00e7\u00e3o do crime de inj\u00faria racial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Note-se que &#8220;Nos termos do art. 28, II, do C\u00f3digo Penal, \u00e9 cedi\u00e7o que <strong>a embriaguez volunt\u00e1ria ou culposa do agente n\u00e3o exclui a culpabilidade<\/strong>, sendo ele respons\u00e1vel pelos seus atos mesmo que, ao tempo da a\u00e7\u00e3o ou da omiss\u00e3o, era inteiramente incapaz de entender o car\u00e1ter il\u00edcito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Aplica-se a teoria da <em>actio libera in causa<\/em>, ou seja, considera-se imput\u00e1vel quem se coloca em estado de inconsci\u00eancia ou de incapacidade de autocontrole, de forma dolosa ou culposa, e, nessa situa\u00e7\u00e3o, comete delito.&#8221; (AgInt no REsp 1.548.520\/MG, Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, DJe 22\/6\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, o simples fato de o r\u00e9u n\u00e3o estar com o \u00e2nimo calmo quando injuriou a v\u00edtima n\u00e3o afasta sua responsabilidade, notadamente considerando que a maior parte das inj\u00farias ocorre quando os \u00e2nimos se encontram exaltados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-art-942-do-cpc-e-procedimento-infracional-julgamento-ampliado-apenas-se-desfavoravel-ao-adolescente\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Art. 942 do CPC e procedimento infracional: julgamento ampliado apenas se desfavor\u00e1vel ao adolescente<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-8\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal \/ Direito da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Procedimento Infracional<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-8\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica do julgamento ampliado prevista no art. 942 do CPC somente se aplica a procedimentos infracionais quando o resultado n\u00e3o un\u00e2nime for desfavor\u00e1vel ao adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.200.245-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 20\/5\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CPC, art. 942; CF, art. 227; ECA, arts. 100 e 106.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A regra da prote\u00e7\u00e3o integral exige interpreta\u00e7\u00e3o em favor da condi\u00e7\u00e3o peculiar do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A simetria com o sistema penal adulto imp\u00f5e o uso da t\u00e9cnica apenas quando favor\u00e1vel ao adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria do CPC \u00e9 condicionada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da isonomia e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de julgamento ampliado do art. 942 do CPC no \u00e2mbito do procedimento infracional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A t\u00e9cnica s\u00f3 se aplica se o a decis\u00e3o divergente for mais gravosa ao adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Negar isso violaria a isonomia e a prote\u00e7\u00e3o especial do ECA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nbsp-0\">&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A t\u00e9cnica do art. 942 do CPC \u00e9 aplic\u00e1vel ao procedimento infracional apenas quando o julgamento n\u00e3o un\u00e2nime for desfavor\u00e1vel ao adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia reconhece essa limita\u00e7\u00e3o como prote\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Julgamento Ampliado e ECA<\/td><\/tr><tr><td>???? CPC, art. 942 \u2013 aplica\u00e7\u00e3o restrita ???? CF, art. 227 \u2013 prote\u00e7\u00e3o integral ???? ECA \u2192 refor\u00e7o da ampla defesa ???? Julgamento ampliado = s\u00f3 se decis\u00e3o desfavor\u00e1vel ???? STJ: tratamento mais protetivo ao adolescente<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o consiste em saber se a t\u00e9cnica do art. 942 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) deve ser aplicada quando o julgamento n\u00e3o un\u00e2nime for favor\u00e1vel ao adolescente submetido ao procedimento infracional, considerando que no sistema processual penal brasileiro n\u00e3o cabem embargos infringentes e de nulidade para alterar decis\u00e3o n\u00e3o un\u00e2nime que seja favor\u00e1vel ao maior imput\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inicialmente, destaca-se que o art. 942 do CPC prev\u00ea a amplia\u00e7\u00e3o do julgamento colegiado sempre que o resultado da vota\u00e7\u00e3o n\u00e3o for un\u00e2nime. Nesse contexto, importa observar que, no \u00e2mbito penal, especificamente no que concerne aos maiores imput\u00e1veis, o art. 609, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP), admite expressamente a <strong>possibilidade de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado mediante embargos infringentes e de nulidade apenas nos julgamentos em segunda inst\u00e2ncia que resultarem em decis\u00e3o, por maioria, desfavor\u00e1vel ao r\u00e9u<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seria logicamente incompat\u00edvel, portanto, e mesmo constitucionalmente inadmiss\u00edvel, negar semelhante garantia processual aos adolescentes submetidos ao procedimento infracional, cuja vulnerabilidade e especial prote\u00e7\u00e3o s\u00e3o constitucionalmente refor\u00e7adas (art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e arts. 100 e 106 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente &#8211; ECA). Tratar-se-ia de clara viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio constitucional da isonomia (art. 5\u00ba, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal), pois significaria atribuir tratamento processual mais gravoso e menos protetivo justamente aos sujeitos que merecem, em raz\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o peculiar de desenvolvimento, uma prote\u00e7\u00e3o diferenciada e priorit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, destaca-se ainda o princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o integral, que exige interpreta\u00e7\u00e3o extensiva e protetiva em todas as mat\u00e9rias relativas \u00e0 inf\u00e2ncia e juventude. Negar a aplica\u00e7\u00e3o do art. 942 do CPC nestes casos espec\u00edficos, especialmente quando o julgamento ampliado implicar agravamento ou imposi\u00e7\u00e3o de medida socioeducativa mais severa, representaria contradi\u00e7\u00e3o \u00e0 sistem\u00e1tica protetiva constitucionalmente estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe ainda ressaltar que n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre este entendimento e a regra prevista nos arts. 152 e 198, ambos do ECA, que estabelece a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria do CPC aos procedimentos de inf\u00e2ncia e juventude. Ao contr\u00e1rio, refor\u00e7a justamente a inten\u00e7\u00e3o normativa de preencher lacunas e assegurar maior prote\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a no julgamento dos adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica e subsidi\u00e1ria do art. 942 do CPC aos procedimentos infracionais deve garantir o julgamento ampliado apenas em hip\u00f3teses de diverg\u00eancias que sejam desfavor\u00e1veis ao adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para assegurar tratamento ison\u00f4mico e justo, evitando-se, inadmissivelmente, que os adolescentes sejam submetidos a condi\u00e7\u00f5es processuais mais rigorosas que aquelas asseguradas aos maiores imput\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-estupro-de-vulneravel-e-acao-penal-publica-incondicionada-apos-maioridade-da-vitima\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estupro de vulner\u00e1vel e a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada ap\u00f3s maioridade da v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-9\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal \/ Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: A\u00e7\u00e3o Penal e Direitos da V\u00edtima<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-9\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras Policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-9\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A maioridade civil da v\u00edtima n\u00e3o altera a natureza da a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada no crime de estupro de vulner\u00e1vel praticado na vig\u00eancia da Lei 12.015\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, julgado em 14\/4\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-9\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? CP, art. 217-A, \u00a7 1\u00ba; art. 225, par\u00e1grafo \u00fanico (reda\u00e7\u00e3o da Lei 12.015\/2009).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A a\u00e7\u00e3o penal em crimes contra vulner\u00e1veis \u00e9 p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A comunica\u00e7\u00e3o tardia dos fatos n\u00e3o altera o regime da a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A maioridade da v\u00edtima ap\u00f3s os fatos n\u00e3o tem efeitos retroativos quanto \u00e0 natureza da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decad\u00eancia n\u00e3o se aplica nesses casos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-9\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ discutiu se o atingimento da maioridade pela v\u00edtima ap\u00f3s os fatos altera a natureza da a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A regra vigente no tempo do fato rege a a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O art. 225, par\u00e1grafo \u00fanico, assegura a\u00e7\u00e3o p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A retroatividade da maioridade n\u00e3o se aplica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-9\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O atingimento da maioridade pela v\u00edtima transforma a a\u00e7\u00e3o penal do crime de estupro de vulner\u00e1vel em p\u00fablica condicionada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ considera que a a\u00e7\u00e3o permanece p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-9\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? A\u00e7\u00e3o Penal e Estupro de Vulner\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>???? CP, art. 217-A e art. 225 (Lei 12.015\/2009) ???? Regra do tempo do fato \u2192 a\u00e7\u00e3o p\u00fablica incondicionada ???? Maioridade posterior \u2260 decad\u00eancia ???? STJ: n\u00e3o h\u00e1 transforma\u00e7\u00e3o da natureza da a\u00e7\u00e3o ???? Prote\u00e7\u00e3o da v\u00edtima \u2192 preval\u00eancia da regra mais protetiva<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-9\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia consiste em saber se a maioridade subsequente da v\u00edtima tem o cond\u00e3o de alterar a natureza da a\u00e7\u00e3o penal do crime de estupro de vulner\u00e1vel perpetrado sob a \u00e9gide da Lei n. 12.015\/2009, permitindo a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade por decad\u00eancia do direito de representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A defesa sustenta a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pelo decurso do prazo decadencial, argumentando que, diante do disposto na norma vigente \u00e0 \u00e9poca dos fatos, deve-se aplicar o princ\u00edpio da retroatividade da lei penal mais ben\u00e9fica, que previa que a a\u00e7\u00e3o, em casos como o dos autos, era p\u00fablica condicionada a representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aduz que, em raz\u00e3o de a v\u00edtima ter esperado a maioridade para comunicar o suposto fato \u00e0 pol\u00edcia, deveria ter feito no prazo de 6 meses, ap\u00f3s completar a maioridade, conforme estabelecido pela lei, o que n\u00e3o ocorreu. Os fatos ocorreram em 2012, quando a v\u00edtima tinha 12 anos. O boletim de ocorr\u00eancia foi registrado em 2020, ap\u00f3s a v\u00edtima atingir a maioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o r\u00e9u foi denunciado pela suposta pr\u00e1tica do crime descrito no art. 217-A, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal (CP), tendo o delito sido cometido ap\u00f3s o advento da Lei n. 12.015\/2009, que determina a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada para crimes contra menores de 18 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, a tipifica\u00e7\u00e3o da conduta como crime de estupro de vulner\u00e1vel, conforme o art. 217-A do CP, permanece inalterada a despeito do advento da maioridade da v\u00edtima, de modo que a a\u00e7\u00e3o penal \u00e9 publica incondicionada por expressa previs\u00e3o legal, vigente, inclusive, \u00e0 \u00e9poca da consuma\u00e7\u00e3o do crime (art. 225, par\u00e1grafo \u00fanico, do CP &#8211; na reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 12.015\/2009).<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div 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