{"id":1566141,"date":"2025-04-23T08:32:54","date_gmt":"2025-04-23T11:32:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1566141"},"modified":"2025-04-23T09:27:54","modified_gmt":"2025-04-23T12:27:54","slug":"informativo-stj-extraordinario-24-parte-2-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-extraordinario-24-parte-2-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Extraordin\u00e1rio 24 Parte 2 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Vamos concluir o <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo Ed Extraordin\u00e1ria n\u00ba 24<span style=\"font-size: revert;, sans-serif\"> do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;, sans-serif\">COMENTADO<\/strong> com sua Parte 2!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/23092732\/stj-info-ext-24-pt-2-1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-indigenas-em-processo-penal-presenca-de-interprete-supre-traducao-da-denuncia\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ind\u00edgenas em Processo Penal: Presen\u00e7a de Int\u00e9rprete Supre Tradu\u00e7\u00e3o da Den\u00fancia<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Direitos dos Povos Ind\u00edgenas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de int\u00e9rprete \u00e9 suficiente para garantir o direito de defesa de r\u00e9us ind\u00edgenas, sendo desnecess\u00e1ria a tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia para a l\u00edngua nativa quando n\u00e3o comprovada hipossufici\u00eancia lingu\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 201.851-DF, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 17\/12\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? As Resolu\u00e7\u00f5es CNJ n\u00ba 287\/2019 e n\u00ba 454\/2022 asseguram aos ind\u00edgenas o direito a int\u00e9rprete e \u00e0 compreens\u00e3o plena dos atos do processo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria quando o ind\u00edgena demonstrar aptid\u00e3o lingu\u00edstica suficiente para acompanhar o processo com aux\u00edlio de int\u00e9rprete.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A defesa foi acompanhada por advogado e a cita\u00e7\u00e3o foi realizada com int\u00e9rprete, o que supre a exig\u00eancia legal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia lingu\u00edstica dos acusados, que demonstraram comunica\u00e7\u00e3o funcional em l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O devido processo legal \u00e9 garantido quando o r\u00e9u tem acesso pleno ao conte\u00fado da acusa\u00e7\u00e3o, com aux\u00edlio de int\u00e9rprete e advogado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia girou em torno da necessidade de tradu\u00e7\u00e3o formal da den\u00fancia para a l\u00edngua Enawene Nawe, em processo contra ind\u00edgenas acusados de homic\u00eddio e c\u00e1rcere privado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cita\u00e7\u00e3o com int\u00e9rprete assegura o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A aus\u00eancia de tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia n\u00e3o compromete o processo se n\u00e3o houver barreira real de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O processo penal deve respeitar as garantias culturais, mas sem formalismos excessivos quando a comunica\u00e7\u00e3o estiver assegurada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A falta de tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia para o idioma do r\u00e9u ind\u00edgena acarreta nulidade absoluta, mesmo que haja int\u00e9rprete durante a instru\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia exige comprova\u00e7\u00e3o da necessidade e da insufici\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o para reconhecer a nulidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Defesa de Ind\u00edgenas no Processo Penal<\/td><\/tr><tr><td>???? Int\u00e9rprete supre exig\u00eancia de tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia. ???? Aus\u00eancia de hipossufici\u00eancia lingu\u00edstica afasta nulidade. ???? Resolu\u00e7\u00f5es CNJ garantem defesa culturalmente adequada. ???? Advogado e int\u00e9rprete asseguram contradit\u00f3rio e ampla defesa.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se \u00e9 necess\u00e1ria a tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia para a l\u00edngua ind\u00edgena Enawene Nawe, al\u00e9m da presen\u00e7a de int\u00e9rprete para garantir o direito de defesa dos acusados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, os acusados foram denunciados por crimes de c\u00e1rcere privado e homic\u00eddio qualificado, e alegam desconhecer as acusa\u00e7\u00f5es devido \u00e0 barreira lingu\u00edstica, requerendo a tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia para sua l\u00edngua nativa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O tribunal a quo reconheceu a nulidade da cita\u00e7\u00e3o por WhatsApp sem int\u00e9rprete, mas considerou <em>desnecess\u00e1ria a tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia para a l\u00edngua Enawene Nawe<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A presen\u00e7a de int\u00e9rprete durante a cita\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para assegurar o direito de defesa e o devido processo legal, conforme Resolu\u00e7\u00f5es n. 287\/2019 e 454\/2022 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia lingu\u00edstica dos acusados que justifique a tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia, uma vez que demonstraram capacidade de comunica\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas em diversas ocasi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>A tradu\u00e7\u00e3o da den\u00fancia n\u00e3o se faz necess\u00e1ria diante da determina\u00e7\u00e3o de cita\u00e7\u00e3o pessoal com a presen\u00e7a de int\u00e9rprete, que ir\u00e1 traduzir os termos da acusa\u00e7\u00e3o para l\u00edngua nativa, bem como pelo fato de que s\u00e3o assistidos por advogados<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-corrupcao-ativa-crime-formal-e-unissubsistente-nao-permite-continuidade-delitiva\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Corrup\u00e7\u00e3o Ativa: Crime Formal e Unissubsistente N\u00e3o Permite Continuidade Delitiva<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Crimes contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa \u00e9 formal e unissubsistente, consumando-se com a oferta ou promessa da vantagem indevida; pagamentos parcelados n\u00e3o caracterizam continuidade delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 17\/12\/2024<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 333 do CP tipifica a corrup\u00e7\u00e3o ativa como o ato de \u201coferecer ou prometer vantagem indevida a funcion\u00e1rio p\u00fablico\u201d, sendo crime formal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Trata-se de delito unissubsistente, pois se consuma com o simples oferecimento ou promessa, independentemente do recebimento ou parcelamento da vantagem.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os pagamentos posteriores, ainda que realizados em parcelas, constituem mero exaurimento da conduta, n\u00e3o justificando a aplica\u00e7\u00e3o do instituto da continuidade delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A reitera\u00e7\u00e3o de pagamentos pode influenciar negativamente a dosimetria da pena, mas n\u00e3o configura m\u00faltiplos crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A corrup\u00e7\u00e3o relacional, com v\u00ednculo prolongado entre corruptor e corrompido, n\u00e3o autoriza aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do crime continuado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia envolveu a aplica\u00e7\u00e3o do crime continuado a caso em que a vantagem indevida foi paga em parcelas, ap\u00f3s a oferta, durante contrato com a Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O crime se consuma no momento da oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os pagamentos posteriores n\u00e3o constituem novos delitos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A continuidade delitiva exige reitera\u00e7\u00e3o de condutas t\u00edpicas aut\u00f4nomas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa se consuma com a oferta ou promessa de vantagem indevida, sendo irrelevante o pagamento posterior em parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reafirma que se trata de crime formal e unissubsistente.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A realiza\u00e7\u00e3o de pagamentos parcelados ap\u00f3s a promessa da vantagem indevida caracteriza continuidade delitiva em corrup\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia entende que esses atos s\u00e3o mero exaurimento da conduta, sem autonomia t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Corrup\u00e7\u00e3o Ativa e Continuidade Delitiva<\/td><\/tr><tr><td>???? Crime formal: consuma-se com a promessa ou oferta. ???? Pagamentos posteriores = exaurimento, n\u00e3o novos crimes. ???? Continuidade delitiva exige m\u00faltiplas condutas t\u00edpicas aut\u00f4nomas. ???? Reitera\u00e7\u00e3o pode agravar a pena, mas n\u00e3o caracteriza novos delitos.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>O delito de corrup\u00e7\u00e3o ativa \u00e9 crime formal e unissubsistente<\/strong>, ou seja, exaure-se com o mero conhecimento da oferta ou promessa de vantagem indevida, independentemente do seu pagamento posterior, ainda que em parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o &#8220;oferecer vantagem indevida&#8221; aos agentes p\u00fablicos consumou, per se, a pr\u00e1tica do n\u00facleo verbal do delito tipificado como corrup\u00e7\u00e3o ativa, sendo os pagamentos realizados de forma parcelada mero exaurimento da conduta, circunst\u00e2ncia apta \u00e0 valora\u00e7\u00e3o negativa dos vetores judiciais, mas n\u00e3o \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de delito continuado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de os pagamentos terem sido realizados de forma parcelada, n\u00e3o h\u00e1 configura\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de diversos delitos de corrup\u00e7\u00e3o ativa, mormente considerados os mesmos agentes corruptor e corrompidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em caso semelhante e deveras relevante, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a se manifestou, no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, que &#8220;[\u00e9] caracter\u00edstica inerente \u00e0 chamada corrup\u00e7\u00e3o relacional, aquela que se estabelece com car\u00e1ter duradouro e envolve conglomerados empresariais e a alta administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, de forma profunda e com consequ\u00eancias delet\u00e9rias, n\u00e3o apenas para um ou alguns desvios funcionais em espec\u00edficos, mas para as finalidades institucionais da entidade p\u00fablica lesada, que a conex\u00e3o entre os corruptos e corruptores se espraie no tempo e determine o modo de agir de cada integrante da empreitada criminosa, conforme regras pr\u00e9-determinadas, de maneira a propiciar ganhos seguros e perenes. [&#8230;] Essa forma de cometimento dos crimes de corrup\u00e7\u00e3o ativa e passiva, evidenciada na moldura f\u00e1tica estampada no ac\u00f3rd\u00e3o apelat\u00f3rio, embora muito mais delet\u00e9ria ao tecido social, impede que a aplica\u00e7\u00e3o e o alcance do instituto da continuidade delitiva seja determinado apenas sob o prisma jur\u00eddico&#8221; (AgRg no REsp n. 1.774.165\/PR, relator Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Quinta Turma, julgado em 19\/4\/2022, DJe de 10\/5\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, a pr\u00f3pria caracter\u00edstica do delito em tela implica em ajuste de vontades com a pr\u00e1tica reiterada de atos para a manuten\u00e7\u00e3o da empreitada criminosa, como o agente p\u00fablico atestar, a cada etapa do contrato de obra ou servi\u00e7o, a sua execu\u00e7\u00e3o parcial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, ainda que altamente reprov\u00e1veis as condutas, n\u00e3o se admite o desvirtuamento dos institutos jur\u00eddicos \u00e0 guisa de exasperar as penas sob o fundamento do clamor social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prova-ilicita-e-perda-de-chance-probatoria-reconhecimento-de-nulidade-por-prejuizo-a-defesa\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prova Il\u00edcita e Perda de Chance Probat\u00f3ria: Reconhecimento de Nulidade por Preju\u00edzo \u00e0 Defesa<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Provas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Para fins de trancamento da a\u00e7\u00e3o penal com base na teoria da perda de uma chance probat\u00f3ria, \u00e9 imprescind\u00edvel demonstrar, de modo concreto, a relev\u00e2ncia da prova suprimida para a defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 908.010-SC, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, julgado em 17\/09\/2024, DJe 23\/09\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A teoria da perda de uma chance exige demonstra\u00e7\u00e3o da real possibilidade de alcan\u00e7ar um resultado processual mais favor\u00e1vel se a prova tivesse sido produzida.<\/p>\n\n\n\n<p>???? No processo penal, essa tese s\u00f3 \u00e9 acolhida quando a defesa demonstra a relev\u00e2ncia objetiva e espec\u00edfica da prova para o esclarecimento dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A simples alega\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo n\u00e3o \u00e9 suficiente para trancar a a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A omiss\u00e3o da defesa sobre como a prova suprimida influenciaria o julgamento impede o reconhecimento de nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A teoria n\u00e3o pode ser usada como artif\u00edcio para paralisar o processo sem base f\u00e1tica concreta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O habeas corpus tratou da destrui\u00e7\u00e3o de e-mails funcionais que poderiam, segundo a defesa, beneficiar o acusado, e discutiu se isso justificaria o trancamento da a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 necess\u00e1rio demonstrar o potencial impacto da prova suprimida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A alega\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de preju\u00edzo \u00e9 insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O trancamento exige preju\u00edzo real, n\u00e3o especulativo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Para fins de trancamento da a\u00e7\u00e3o penal com base na teoria da perda de uma chance probat\u00f3ria, \u00e9 suficiente a alega\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de que determinada prova foi destru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ exige demonstra\u00e7\u00e3o concreta e espec\u00edfica do preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A teoria da perda de uma chance probat\u00f3ria exige, no processo penal, demonstra\u00e7\u00e3o clara da relev\u00e2ncia da prova e de como sua aus\u00eancia compromete a defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia condiciona o reconhecimento da nulidade a essa demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Teoria da Perda de uma Chance Probat\u00f3ria<\/td><\/tr><tr><td>???? Requer prova da relev\u00e2ncia concreta do elemento perdido. ???? Alega\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas n\u00e3o autorizam trancamento. ???? A defesa deve demonstrar como a prova alteraria o julgamento. ???? A nulidade exige preju\u00edzo real e especificado.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da perda de uma chance probat\u00f3ria para fins de trancamento de a\u00e7\u00e3o penal, em decorr\u00eancia da exclus\u00e3o do conte\u00fado de e-mail funcional do acusado, o que supostamente teria causado dano irrepar\u00e1vel a sua defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No campo da responsabilidade civil, o conceito de perda de uma chance busca entender as implica\u00e7\u00f5es quando um determinado agente, devido a um comportamento negligente, retira de outro a oportunidade de alcan\u00e7ar um resultado diferente. <strong>A teoria da perda de uma chance, portanto, refere-se \u00e0 supress\u00e3o da oportunidade de atingir uma posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica mais favor\u00e1vel que, com grande probabilidade, seria alcan\u00e7ada se n\u00e3o houvesse ocorrido o ato em quest\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Erigida essa premissa, no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, a alega\u00e7\u00e3o de perda de uma chance probat\u00f3ria \u00e9 uma tese de defesa que merece an\u00e1lise meticulosa para assegurar que n\u00e3o seja utilizada de forma abusiva, especialmente quando se almeja o trancamento de uma a\u00e7\u00e3o penal sob o pretexto de inobserv\u00e2ncia ao exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa ante a destrui\u00e7\u00e3o de prova.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por conseguinte, para que uma alega\u00e7\u00e3o de perda de prova seja considerada v\u00e1lida, \u00e9 essencial que a defesa demonstre de maneira concreta a relev\u00e2ncia da prova em quest\u00e3o para a demonstra\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia do paciente. Em outras palavras, a mera afirma\u00e7\u00e3o de que uma prova foi perdida n\u00e3o \u00e9 suficiente por si s\u00f3. Nesse sentido, faz-se necess\u00e1rio, sobretudo, que se aponte com clareza como essa prova espec\u00edfica poderia impactar substancialmente o resultado do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a defesa t\u00e9cnica se omitiu quanto \u00e0 relev\u00e2ncia da prova supostamente perdida (e-mails funcionais) para a constru\u00e7\u00e3o da sua tese de inoc\u00eancia do r\u00e9u. Inclusive, a meu ver, n\u00e3o detalhou de que maneira a aus\u00eancia dessa prova espec\u00edfica comprometeria peremptoriamente o direito do paciente a um julgamento justo e equilibrado, a aparentemente interferir no seu exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, sem essa clareza, a alega\u00e7\u00e3o de perda de prova torna-se vaga e n\u00e3o substancial, n\u00e3o preenchendo os requisitos necess\u00e1rios para sua considera\u00e7\u00e3o como um fator determinante no processo (prova absolut\u00f3ria), consoante a teoria da perda de uma chance probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, \u00e9 primordial entender que a estrat\u00e9gia da defesa em alegar perda de prova pode, em muitos casos, ser utilizada como um artif\u00edcio para atrasar o processo ou criar um ambiente de instabilidade processual. Tal comportamento, ao inv\u00e9s de contribuir para a busca da verdade real, serve unicamente para criar obst\u00e1culos artificiais ao andamento do processo, a prejudicar a efetividade da justi\u00e7a. Nesse cen\u00e1rio, \u00e9 imperativo que o sistema judicial avalie com rigor a legitimidade das alega\u00e7\u00f5es da defesa, para assegurar que n\u00e3o estejam sendo utilizadas para fins meramente protelat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, <strong>a alega\u00e7\u00e3o de perda de prova s\u00f3 deve ser considerada pertinente se acompanhada de uma demonstra\u00e7\u00e3o concreta da sua import\u00e2ncia para a defesa e para o esclarecimento da verdade real dos fatos<\/strong>. Sem essa indispens\u00e1vel fundamenta\u00e7\u00e3o, a tentativa de alegar a perda de uma chance probat\u00f3ria deve ser vista como uma estrat\u00e9gia de procrastina\u00e7\u00e3o, sem impacto efetivo na equidade e no andamento do processo penal. \u00c9 fundamental que o Poder Judici\u00e1rio mantenha o foco na subst\u00e2ncia das alega\u00e7\u00f5es e na efetiva busca pela verdade, evitando que manobras processuais desnecess\u00e1rias comprometam o progresso e a justi\u00e7a do processo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-juri-defesa-inerte-e-uso-parcial-do-tempo-nos-debates-geram-nulidade\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; J\u00fari: Defesa Inerte e Uso Parcial do Tempo nos Debates Geram Nulidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Tribunal do J\u00fari<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O uso pela defesa de apenas fra\u00e7\u00e3o do tempo dispon\u00edvel nos debates do J\u00fari, somado \u00e0 omiss\u00e3o em sustentar a principal tese absolut\u00f3ria, configura defici\u00eancia t\u00e9cnica e enseja a nulidade do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 947.076-MG, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 3\/12\/2024<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A S\u00famula 523\/STF estabelece que a aus\u00eancia de defesa t\u00e9cnica gera nulidade absoluta do processo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia exige demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo efetivo quando a nulidade for relativa, como nos casos de defici\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? No caso, a defesa usou apenas 15 minutos dos 90 dispon\u00edveis nos debates e n\u00e3o sustentou a tese de negativa de autoria, constante desde o inqu\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A orienta\u00e7\u00e3o ao sil\u00eancio do r\u00e9u, por si s\u00f3 v\u00e1lida, n\u00e3o afasta o dever do defensor de retomar a vers\u00e3o anterior do acusado, sustentando as teses defensivas cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A atua\u00e7\u00e3o deficiente gerou preju\u00edzo direto, com condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u a 8 anos e 8 meses por tentativa de homic\u00eddio qualificado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A quest\u00e3o foi se o desempenho t\u00e9cnico insuficiente da defesa, consubstanciado na aus\u00eancia de sustenta\u00e7\u00e3o da tese central e uso m\u00ednimo do tempo de plen\u00e1rio, comprometeria a validade da sess\u00e3o de julgamento do Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A defesa n\u00e3o se limitou, mas omitiu.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A plenitude de defesa exige combatividade m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A defici\u00eancia violou garantias constitucionais e imp\u00f4s preju\u00edzo ao r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A omiss\u00e3o da defesa em sustentar a principal tese absolut\u00f3ria aliada ao uso parcial do tempo de plen\u00e1rio no J\u00fari justifica a nulidade do julgamento, configurando-se a defici\u00eancia de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reconheceu nulidade diante da in\u00e9rcia em defender a negativa de autoria e uso \u00ednfimo do tempo legal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Defici\u00eancia T\u00e9cnica no J\u00fari e Nulidade<\/td><\/tr><tr><td>???? Uso de apenas 15 minutos dos 90 permitidos. ???? N\u00e3o sustentou negativa de autoria \u2014 tese central. ???? Preju\u00edzo real: viola\u00e7\u00e3o da plenitude de defesa. ???? Aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula 523\/STF.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O direito de defesa, em uma vis\u00e3o individualista, privilegia o interesse do pr\u00f3prio imputado, mas sob \u00f3tica mais publicista, passa a ser concebido como uma garantia tamb\u00e9m da correta atividade jurisdicional. Assim, a defesa constitui n\u00e3o meramente um direito individual do acusado, mas uma garantia para o &#8220;correto desenvolvimento do processo&#8221;, em face de um interesse p\u00fablico que supera o interesse do acusado e que, portanto, tendo como premissa a paridade de armas, n\u00e3o transige com a aus\u00eancia de um contradit\u00f3rio efetivo. Cuida-se, pois, de assegurar-se um <em>fair trial<\/em>, que se concretiza, em regra, com a presen\u00e7a em ju\u00edzo do defensor, minimamente capaz e h\u00e1bil para oferecer ao r\u00e9u condi\u00e7\u00f5es de igualdade em rela\u00e7\u00e3o ao seu acusador.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A atua\u00e7\u00e3o do defensor, p\u00fablico ou particular, n\u00e3o se reduz \u00e0 defesa formal, contemplativa, mas \u00e9 tamb\u00e9m a defesa combativa e tecnicamente capacitada, sob pena de se considerar o r\u00e9u indefeso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De acordo com a S\u00famula n. 523 do Supremo Tribunal Federal, a falta de defesa t\u00e9cnica constitui nulidade absoluta da a\u00e7\u00e3o penal; a alega\u00e7\u00e3o de sua defici\u00eancia para ser apta a macular a presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, deve ser acompanhada da demonstra\u00e7\u00e3o de efetivo preju\u00edzo para o acusado, tratando-se, pois, de nulidade relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, o paciente foi acusado de ser um dos autores de um homic\u00eddio qualificado tentado. <strong>O r\u00e9u negou seu envolvimento nos fatos tanto no inqu\u00e9rito policial quanto no seu interrogat\u00f3rio realizado na primeira fase do procedimento especial do Tribunal do J\u00fari<\/strong>. Contudo, a defesa, que usou apenas quinze minutos nos debates em plen\u00e1rio, limitou-se a pedir a exclus\u00e3o da qualificadora, sem sustentar a tese de negativa de autoria, que era a principal linha defensiva desde o inqu\u00e9rito policial. Ademais, segundo o paciente, seus advogados orientaram que ficasse em sil\u00eancio perante os jurados (contrariando, inclusive, todo o seu comportamento processual at\u00e9 o momento).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ainda que seja uma estrat\u00e9gia defensiva v\u00e1lida orientar que o acusado exer\u00e7a seu direito ao sil\u00eancio, caberia aos seus procuradores ao menos retomar a vers\u00e3o dada por ele nos momentos em que foi ouvido (no inqu\u00e9rito policial e na instru\u00e7\u00e3o criminal), a fim de subsidiar as teses de negativa de autoria ou, ainda, de insufici\u00eancia de provas para a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, embora o art. 477 do CPP assegure at\u00e9 uma hora e meia para cada parte sustentar suas alega\u00e7\u00f5es em plen\u00e1rio, a defesa usou apenas quinze minutos desse tempo. N\u00e3o se est\u00e1 a afirmar que o uso de apenas fra\u00e7\u00e3o do tempo dispon\u00edvel, por si s\u00f3, configura defici\u00eancia de defesa. Todavia, esse fator, somado \u00e0 in\u00e9rcia defensiva em sustentar a principal tese absolut\u00f3ria que esteve presente nos autos desde a fase investigativa, corrobora sua atua\u00e7\u00e3o insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A defesa deficiente, no julgamento em plen\u00e1rio, resultou em manifesto preju\u00edzo ao acusado, que foi condenado a 8 anos e 8 meses de reclus\u00e3o, em regime inicial fechado, por homic\u00eddio qualificado tentado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deveras, n\u00e3o h\u00e1, no processo penal, preju\u00edzo maior do que uma condena\u00e7\u00e3o resultante de um procedimento que n\u00e3o observou determinadas garantias constitucionais do r\u00e9u &#8211; no caso, a da plenitude de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, uma vez <strong>demonstrado que a defesa foi deficiente e evidenciado o preju\u00edzo concreto ao r\u00e9u, deve ser anulada a sess\u00e3o plen\u00e1ria de julgamento, com determina\u00e7\u00e3o de que outra seja realizada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-busca-domiciliar-live-com-drogas-e-fuga-justificam-ingresso-sem-mandado\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Busca Domiciliar: Live com Drogas e Fuga Justificam Ingresso sem Mandado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Provas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 ilegalidade na busca domiciliar em caso de flagrante decorrente de live com exposi\u00e7\u00e3o de drogas, seguida de fuga ao avistar a pol\u00edcia, pois h\u00e1 fundadas raz\u00f5es e justa causa para a medida.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 886.071-AL, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, julgado em 2\/9\/2024, DJe 6\/9\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 5\u00ba, XI, da CF\/1988 prev\u00ea a inviolabilidade do domic\u00edlio, salvo em caso de flagrante delito.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Segundo o STJ, o ingresso em resid\u00eancia sem mandado judicial exige fundadas raz\u00f5es e posterior controle judicial da legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? No caso concreto, o acusado realizava transmiss\u00e3o ao vivo manuseando entorpecentes, o que gerou den\u00fancia an\u00f4nima.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Ao perceber a chegada da viatura policial, empreendeu fuga e foi abordado em via p\u00fablica, portando drogas e muni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A sequ\u00eancia de fatos indicou situa\u00e7\u00e3o de flagrante, legitimando o ingresso dos policiais no domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A quest\u00e3o girou em torno da legalidade do ingresso policial em domic\u00edlio ap\u00f3s o acusado transmitir live com drogas, fugir ao avistar viatura e ser abordado com material il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A conduta transmitida ao vivo e a fuga s\u00e3o elementos objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve flagrante delito e justa causa para a busca.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A dilig\u00eancia foi leg\u00edtima e respaldada por jurisprud\u00eancia consolidada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A realiza\u00e7\u00e3o de live com exposi\u00e7\u00e3o de drogas, seguida de fuga ao avistar policiais, configura fundadas raz\u00f5es que justificam a entrada no domic\u00edlio sem mandado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ considerou a dilig\u00eancia legal diante do flagrante e da justa causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Busca Domiciliar e Flagrante com Live e Fuga<\/td><\/tr><tr><td>???? Live com drogas = den\u00fancia an\u00f4nima + observa\u00e7\u00e3o direta. ???? Fuga + posse de entorpecentes em via p\u00fablica = flagrante. ???? Fundadas raz\u00f5es legitimam ingresso sem mandado. ???? Jurisprud\u00eancia do STJ confirma validade da dilig\u00eancia.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em discutir a licitude ou n\u00e3o de busca domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso concreto, o paciente estava divulgando a droga em uma <em>transmiss\u00e3o ao vivo de rede social<\/em>. Ap\u00f3s den\u00fancia an\u00f4nima, a pol\u00edcia militar cientificou-se dos fatos e deslocou-se at\u00e9 o endere\u00e7o apontado. Pr\u00f3ximo \u00e0s imedia\u00e7\u00f5es, o paciente foi avistado portando um saco pl\u00e1stico na cor preta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao visualizar a viatura, o paciente empreendeu fuga, sendo, por\u00e9m, alcan\u00e7ado pela pol\u00edcia logo em seguida. Depois da abordagem, foi constado que, dentro do saco pl\u00e1stico de cor preta, o denunciado estava portando 35 (trinta e cinco) bombinhas de maconha e 2 (duas) bombinhas de coca\u00edna, 2 (duas) muni\u00e7\u00f5es calibre 38, 1 (um) celular (marca Motorola) e R$ 32,00 (trinta e dois) reais em esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sobre a busca domiciliar, tem-se que a Sexta Turma do Tribunal Superior, no julgamento do (HC 598.051\/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 2\/3\/2021, DJe de 15\/3\/2021), estabeleceu diretrizes e par\u00e2metros a fim de que seja <strong>reconhecida a exist\u00eancia de fundadas raz\u00f5es de flagrante delito<\/strong> e, portanto, tenha-se como devidamente justificado e aceit\u00e1vel juridicamente o ingresso de for\u00e7as policiais na resid\u00eancia de cidad\u00e3os, abarcando, ainda, as hip\u00f3teses em que existe a alega\u00e7\u00e3o segundo a qual, para tal desiderato, houve consentimento expresso e volunt\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade na busca domiciliar. O paciente estava consumindo e divulgando o material il\u00edcito atrav\u00e9s de uma transmiss\u00e3o ao vivo (live) e, ap\u00f3s visualizar a viatura, o agente empreendeu fuga.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesses termos, restaram demonstrados elementos objetivos que justificaram as dilig\u00eancias tomadas pelos agentes policiais, que se basearam em fundadas raz\u00f5es e justa causa para a abordagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tribunal-do-juri-indeferimento-generico-de-uso-de-roupas-civis-gera-nulidade\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tribunal do J\u00fari: Indeferimento Gen\u00e9rico de Uso de Roupas Civis Gera Nulidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Tribunal do J\u00fari<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Configura nulidade a decis\u00e3o judicial que indefere, com fundamenta\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica, o pedido de utiliza\u00e7\u00e3o de roupas civis pelo r\u00e9u durante o julgamento no Tribunal do J\u00fari, por comprometer o princ\u00edpio da plenitude de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 945.012-SP, Rel. Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 21\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O uso de roupas civis no plen\u00e1rio do J\u00fari est\u00e1 ligado \u00e0 garantia de julgamento isento e imparcial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u com vestimenta prisional pode influenciar, ainda que inconscientemente, a percep\u00e7\u00e3o dos jurados sobre sua culpabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o do juiz de origem usou fundamentos gen\u00e9ricos como higiene, seguran\u00e7a e identifica\u00e7\u00e3o do preso, sem indicar risco concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de justificativa espec\u00edfica fere o devido processo legal e prejudica o exerc\u00edcio da plenitude de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia entende que o direito \u00e0 imagem neutra do acusado \u00e9 parte do direito \u00e0 imparcialidade do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A quest\u00e3o foi se a recusa judicial ao uso de roupas civis no J\u00fari, sem fundamenta\u00e7\u00e3o concreta, compromete a lisura do julgamento e autoriza a nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A negativa sem motiva\u00e7\u00e3o espec\u00edfica gera constrangimento ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A apar\u00eancia do r\u00e9u diante dos jurados impacta a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O julgamento deve ser anulado diante da aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o judicial que indefere o pedido para uso de roupas civis no plen\u00e1rio do J\u00fari, sem justificativa concreta, enseja irregularidade processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. &nbsp;O STJ entende que a fundamenta\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica fere a plenitude de defesa e a imparcialidade, gerando a nulidade do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Vestimenta no Tribunal do J\u00fari e Direito de Defesa<\/td><\/tr><tr><td>???? Uso de roupas civis \u00e9 direito vinculado \u00e0 presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia. ???? Indeferimento exige fundamenta\u00e7\u00e3o concreta e individualizada. ???? Fundamentos gen\u00e9ricos (seguran\u00e7a, higiene) n\u00e3o s\u00e3o suficientes. ???? Falta de motiva\u00e7\u00e3o espec\u00edfica gera nulidade do julgamento.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de pedido de utiliza\u00e7\u00e3o de vestes civis pelo paciente durante a sess\u00e3o de julgamento. A defesa alegou que o indeferimento pelo Ju\u00edzo de origem impediria a plenitude do exerc\u00edcio da defesa. Defendendo que a vestimenta utilizada pelo r\u00e9u durante o j\u00fari \u00e9 capaz de influenciar o veredicto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Ju\u00edzo da origem indeferiu o pleito expondo a seguinte fundamenta\u00e7\u00e3o: &#8220;a priva\u00e7\u00e3o da liberdade implica em determinadas restri\u00e7\u00f5es individuais, e o uso da vestimenta adequada tem como objetivo assegurar a sa\u00fade, a higiene e a pr\u00f3pria seguran\u00e7a do preso, sem deixar de cumprir, em contrapartida, o objetivo de reconhecimento em caso de fuga&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observa-se que a fundamenta\u00e7\u00e3o empregada n\u00e3o demonstra de maneira espec\u00edfica o motivo do indeferimento do pedido. Apenas emprega justificativas gen\u00e9ricas de que a utiliza\u00e7\u00e3o das vestimentas carcer\u00e1rias asseguraria a sa\u00fade e a seguran\u00e7a do r\u00e9u, al\u00e9m de facilitar o seu reconhecimento em caso de fuga.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em se tratando de Tribunal do J\u00fari, o juiz natural e soberano \u00e9 o conselho de senten\u00e7a, que, com base na sua \u00edntima e livre convic\u00e7\u00e3o, valorar\u00e1 as provas e dar\u00e1 o veredicto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o se pode desconsiderar que os jurados podem eventualmente trazer consigo os seus pr\u00f3prios valores pessoais e vis\u00f5es de mundo ao formar a sua convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todas as provas que forem expostas durante o julgamento, e at\u00e9 mesmo as rea\u00e7\u00f5es e comportamentos no plen\u00e1rio, podem, no \u00edntimo, contribuir para a forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o dos jurados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, \u00e9 razo\u00e1vel a alega\u00e7\u00e3o de que <em>a apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u trajando o uniforme prisional possa de alguma forma induzir o jurado<\/em>, ainda que sem perceber, a visualizar o r\u00e9u como culpado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, em n\u00e3o tendo sido mostrado nenhum fundamento concreto apto a justificar o indeferimento do pedido, h\u00e1 de se concluir pela razoabilidade do pedido de utiliza\u00e7\u00e3o de roupas civis na sess\u00e3o de julgamento do Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sonegacao-fiscal-parcelamento-apos-denuncia-nao-suspende-acao-penal\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sonega\u00e7\u00e3o Fiscal: Parcelamento Ap\u00f3s Den\u00fancia N\u00e3o Suspende A\u00e7\u00e3o Penal<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal e Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Crimes Contra a Ordem Tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O parcelamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio realizado ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia n\u00e3o suspende a a\u00e7\u00e3o penal por sonega\u00e7\u00e3o fiscal, conforme o art. 83, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 9.430\/1996, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.382\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RHC 200.315-SP, Rel. Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/11\/2024, DJe 7\/11\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 83, \u00a7 2\u00ba, da Lei 9.430\/1996, na reda\u00e7\u00e3o da Lei 12.382\/2011, condiciona a suspens\u00e3o do processo criminal ao parcelamento realizado antes do recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STJ j\u00e1 firmou que a nova reda\u00e7\u00e3o prevalece sobre regras anteriores mais ben\u00e9ficas, como o art. 9\u00ba da Lei 10.684\/2003 e o art. 68 da Lei 11.941\/2009, quando o lan\u00e7amento definitivo ocorreu ap\u00f3s 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>???? No caso, o lan\u00e7amento foi feito ap\u00f3s a vig\u00eancia da nova reda\u00e7\u00e3o e o parcelamento s\u00f3 ocorreu ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia afirma que n\u00e3o cabe invocar retroatividade de normas mais ben\u00e9ficas anteriores quando o fato gerador do tributo se deu j\u00e1 sob a \u00e9gide da nova lei.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia do parcelamento pr\u00e9vio tem fundamento na efic\u00e1cia penal da arrecada\u00e7\u00e3o fiscal e na seguran\u00e7a jur\u00eddica do processo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia envolveu tentativa de suspender a\u00e7\u00e3o penal por sonega\u00e7\u00e3o de ISS com base em parcelamento realizado ap\u00f3s a den\u00fancia, invocando-se regras anteriores \u00e0 Lei 12.382\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O parcelamento posterior n\u00e3o produz efeitos penais suspensivos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se o \u00a7 2\u00ba do art. 83 da Lei 9.430\/1996, com a reda\u00e7\u00e3o de 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o se aplica retroativamente o art. 9\u00ba da Lei 10.684\/2003.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O parcelamento de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio realizado ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia suspende a a\u00e7\u00e3o penal por sonega\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ afirma que a suspens\u00e3o depende de parcelamento anterior ao recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Parcelamento e Suspens\u00e3o da A\u00e7\u00e3o Penal Tribut\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? Parcelamento deve ocorrer antes da den\u00fancia. ???? Aplica-se a reda\u00e7\u00e3o de 2011 do art. 83, \u00a7 2\u00ba, da Lei 9.430. ???? Leis mais antigas (10.684\/2003, 11.941\/2009) n\u00e3o se aplicam se o lan\u00e7amento \u00e9 posterior a 2011. ???? Parcelamento posterior n\u00e3o tem efeito suspensivo.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar a <em>possibilidade da suspens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal pelo parcelamento dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios referentes \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o de sonega\u00e7\u00e3o fiscal ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia<\/em>, e aplica\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica das normas previstas nos artigos 9\u00ba da Lei n. 10.684\/2003 e 68 da Lei n. 11.941\/2009, em detrimento da regra contida no art. 83, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 9.430\/1996, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 6\u00ba da Lei n. 12.382\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso analisado, a aplica\u00e7\u00e3o da regra contida no \u00a7 2\u00ba do art. 83 da Lei n. 9.430\/1996, com a reda\u00e7\u00e3o implementada pelo art. 6\u00ba da Lei n. 12.382\/2011, foi justificada pelo contexto f\u00e1tico delineado no feito de origem, o qual retrata que o acordo de parcelamento fiscal firmado entre o acusado e o Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, relativo a cr\u00e9ditos de ISS apurados entre os anos de 2013 e 2016, com lan\u00e7amento definitivo posterior a esse per\u00edodo, somente aconteceu ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia ofertada pela pr\u00e1tica, em tese, do crime de sonega\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme j\u00e1 assentado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, &#8220;Independentemente da data em que notificado o contribuinte, se o lan\u00e7amento definitivo do tributo ocorrera ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei 12.392\/11, <strong>o parcelamento tribut\u00e1rio dever\u00e1 anteceder ao recebimento da den\u00fancia<\/strong>, para produzir o efeito suspensivo do processo criminal referente aos delitos do art. 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei n. 8.137\/1990&#8243; (AgRg no RHC n. 148.821\/RS, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 21\/9\/2021, DJe de 27\/9\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, o afastamento das normas contidas nos artigos 9\u00ba da Lei n. 10.684\/2003 e 68 da Lei n. 11.941\/2009, mostra-se alinhado \u00e0 jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cumprimento Simult\u00e2neo de Presta\u00e7\u00e3o Pecuni\u00e1ria e Pena Privativa em Regime Semiaberto<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o cumprimento simult\u00e2neo de pena restritiva de direito consistente em presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria com pena privativa de liberdade em regime semiaberto, nos termos da Tese 1106\/STJ, desde que a natureza da restritiva seja compat\u00edvel com o regime imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 914.911-DF, Rel. Min. Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Des. convocado do TJSP), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 30\/9\/2024, DJe 4\/10\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A Tese 1106\/STJ firmou que, em regra, sobrevindo condena\u00e7\u00e3o \u00e0 pena privativa de liberdade no curso de execu\u00e7\u00e3o de pena alternativa, esta ser\u00e1 convertida, ressalvada a possibilidade de simultaneidade em regime aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Contudo, o STJ j\u00e1 reconheceu a viabilidade de cumprimento simult\u00e2neo com o regime semiaberto, desde que a restritiva envolva presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, perda de bens ou multa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A compatibilidade material entre o tipo de san\u00e7\u00e3o restritiva e o regime de execu\u00e7\u00e3o da pena privativa afasta a obrigatoriedade de convers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia tratou da possibilidade de manter a execu\u00e7\u00e3o da pena restritiva de direitos diante de superveniente condena\u00e7\u00e3o \u00e0 pena privativa de liberdade em regime semiaberto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Nem toda pena alternativa exige convers\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Presta\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias podem ser compat\u00edveis com o regime fechado ou semiaberto, autorizando o cumprimento simult\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Diante de nova condena\u00e7\u00e3o em regime semiaberto, a pena restritiva de direito deve ser necessariamente convertida em privativa de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ admite o cumprimento simult\u00e2neo quando a natureza da pena restritiva for compat\u00edvel com o regime imposto (presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, perda de bens ou multa).<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 admiss\u00edvel o cumprimento simult\u00e2neo de presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria com pena privativa de liberdade, mesmo em regime diverso do aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia reconhece a compatibilidade material entre presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, perda de bens ou multa e regime SEMIABERTO, conforme interpreta\u00e7\u00e3o da Tese 1106\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Cumula\u00e7\u00e3o de Penas na Execu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? Tese 1106\/STJ: regra de unifica\u00e7\u00e3o com ressalvas ???? Presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria pode ser cumprida com pena privativa ???? Compatibilidade com regime semiaberto ???? Convers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica: depende da natureza da pena alternativa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A controv\u00e9rsia versa sobre a compatibilidade no cumprimento simult\u00e2neo de pena restritiva de direitos, anteriormente aplicada, com posterior condena\u00e7\u00e3o \u00e0 pena privativa de liberdade em regime semiaberto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso concreto, o Ju\u00edzo das Execu\u00e7\u00f5es converteu a pena restritiva de direito de presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria em privativa de liberdade, em aplica\u00e7\u00e3o da Tese n. 1106 deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o que foi mantido pela Corte de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, em 27\/4\/2022, ao apreciar o REsp 1.918.287\/MG, sob a sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos (Tema 1106\/STJ), firmou a tese de que, &#8220;<em>sobrevindo condena\u00e7\u00e3o por pena privativa de liberdade no curso da execu\u00e7\u00e3o de pena restritiva de direitos, as penas ser\u00e3o objeto de unifica\u00e7\u00e3o, com a reconvers\u00e3o da pena alternativa em privativa de liberdade, ressalvada a possibilidade de cumprimento simult\u00e2neo aos apenados em regime aberto e vedada a unifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica nos casos em que a condena\u00e7\u00e3o substitu\u00edda por pena alternativa \u00e9 superveniente<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entretanto, como j\u00e1 firmado em diversos julgamentos desta Corte Superior, <strong>somente certas restritivas (presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria e perda de bens) e a multa se coadunam com os regimes semiaberto e fechado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, verifica-se a possibilidade de cumprimento simult\u00e2neo da medida restritiva de direito consistente em presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, mesmo diante de novo decreto condenat\u00f3rio \u00e0 reprimenda de reclus\u00e3o no regime semiaberto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-interceptacao-telefonica-prorrogacao-sem-fundamentacao-concreta-gera-nulidade\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Intercepta\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica: Prorroga\u00e7\u00e3o sem Fundamenta\u00e7\u00e3o Concreta Gera Nulidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-7\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Provas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-7\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o judicial que autoriza a prorroga\u00e7\u00e3o de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica sem apresentar fundamenta\u00e7\u00e3o concreta \u00e9 nula, especialmente quando, al\u00e9m de prorrogar, tamb\u00e9m amplia o objeto da medida inicialmente autorizada.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 910.860-PB, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiros, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJSP), Sexta Turma, julgado em 12\/11\/2024, DJEN 2\/12\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 93, IX, da CF\/1988 e o art. 5\u00ba da Lei n\u00ba 9.296\/96 exigem motiva\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para deferimento e prorroga\u00e7\u00f5es de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Decis\u00f5es judiciais que deferem prorroga\u00e7\u00f5es devem expor as raz\u00f5es concretas para a manuten\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>???? No caso concreto, as decis\u00f5es que prorrogaram as intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas n\u00e3o continham fundamentos objetivos que justificassem a continuidade e amplia\u00e7\u00e3o das intercepta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de motiva\u00e7\u00e3o espec\u00edfica impede o controle judicial efetivo da medida e caracteriza viola\u00e7\u00e3o \u00e0 garantia constitucional de inviolabilidade das comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia consolidada do STJ imp\u00f5e rigor na fundamenta\u00e7\u00e3o dessas medidas, considerando-as excepcionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia analisou se as decis\u00f5es judiciais que prorrogaram e ampliaram intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, sem fundamenta\u00e7\u00e3o concreta, s\u00e3o capazes de gerar nulidade processual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A prorroga\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o exigem fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Decis\u00f5es gen\u00e9ricas e padronizadas configuram nulidade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O controle judicial das intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas deve ser rigoroso e transparente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o que prorroga intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica pode se limitar a repetir os fundamentos iniciais, se suficientes a justificar a medida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ exige nova fundamenta\u00e7\u00e3o concreta e espec\u00edfica para cada prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A prorroga\u00e7\u00e3o da intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica exige fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e concreta, sob pena de nulidade das provas obtidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reconheceu a nulidade das decis\u00f5es que n\u00e3o apresentam fundamenta\u00e7\u00e3o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Intercepta\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica e Fundamenta\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? Decis\u00f5es judiciais devem ter fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e concreta. ???? Prorroga\u00e7\u00f5es exigem motiva\u00e7\u00e3o adicional. ???? Decis\u00f5es gen\u00e9ricas ou padronizadas s\u00e3o nulas. ???? Controle judicial deve ser efetivo e rigoroso.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Volta-se a controv\u00e9rsia \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o suficiente para tornar legais intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas determinadas nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mat\u00e9ria, o Supremo Tribunal Federal, no Tema de Repercuss\u00e3o Geral n. 661, fixou a tese de que &#8220;S\u00e3o l\u00edcitas as sucessivas renova\u00e7\u00f5es de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, desde que, verificados os requisitos do artigo 2\u00ba da Lei n. 9.296\/1996 e demonstrada a necessidade da medida diante de elementos concretos e a complexidade da investiga\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o judicial inicial e as prorroga\u00e7\u00f5es sejam devidamente motivadas, com justificativa leg\u00edtima, ainda que sucinta, a embasar a continuidade das investiga\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem decidido que &#8220;[e]mbora se admita remiss\u00e3o aos fundamentos utilizados pela autoridade policial e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, a jurisprud\u00eancia desta Casa \u00e9 firme no entendimento de que \u00e9 necess\u00e1rio o Magistrado expressar, com base na situa\u00e7\u00e3o concreta dos autos, o motivo de suas decis\u00f5es, [&#8230;] constata-se ilegalidade nas decis\u00f5es que deferiram a quebra de sigilo nas medidas cautelares de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, bem como em suas prorroga\u00e7\u00f5es, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de fundamentos pr\u00f3prios e pressupostos de cautelaridade. [&#8230;] a decis\u00e3o que inaugurou a medida constritiva serviu de fundamento para autorizar as prorroga\u00e7\u00f5es, sem qualquer an\u00e1lise diferenciada das situa\u00e7\u00f5es, configurando o alegado constrangimento ilegal&#8221; (AgRg no HC n. 785.728\/SP, relator Ministro Jesu\u00edno Rissato, relator para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, julgado em 16\/5\/2023, DJe de 30\/5\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a despeito da devida fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que deferiu inicialmente as intercepta\u00e7\u00f5es, as subsequentes (terceira, quarta e quinta decis\u00f5es), que autorizaram n\u00e3o apenas sua prorroga\u00e7\u00e3o, mas (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o da quarta) <em>deferiram tamb\u00e9m novas intercepta\u00e7\u00f5es<\/em>, n\u00e3o adotaram o mesmo grau de cautela. A transcri\u00e7\u00e3o de dois par\u00e1grafos da decis\u00e3o origin\u00e1ria como fundamenta\u00e7\u00e3o, sem qualquer especifica\u00e7\u00e3o que as atrelasse \u00e0 concretude f\u00e1tica dos pedidos correspondentes, revela padroniza\u00e7\u00e3o que se amoldaria a qualquer prorroga\u00e7\u00e3o de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, cabe ao juiz <strong>externar fundamenta\u00e7\u00e3o (ainda que sucinta) baseada na concretude do momento em que proferida a decis\u00e3o de prorroga\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; obriga\u00e7\u00e3o que \u00e9 aprofundada quando, como no caso, se defere novas intercepta\u00e7\u00f5es &#8211; n\u00e3o sendo suficiente a mera refer\u00eancia \u00e0 decis\u00e3o inaugural.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, n\u00e3o se verificando a express\u00e3o, com base na situa\u00e7\u00e3o concreta dos autos, do motivo das decis\u00f5es de prorroga\u00e7\u00e3o, uma vez que foram adotadas sem qualquer an\u00e1lise diferenciada das situa\u00e7\u00f5es, devem ser declaradas nulas e, consequentemente, determinando o desentranhamento das provas delas derivadas, nos termos do art. 157 e seu \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sentenca-oral-sem-transcricao-integral-nao-configura-ilegalidade\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Senten\u00e7a Oral sem Transcri\u00e7\u00e3o Integral: N\u00e3o Configura Ilegalidade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-8\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Senten\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-8\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o constitui ilegalidade a prola\u00e7\u00e3o oral da senten\u00e7a sem a transcri\u00e7\u00e3o integral do seu conte\u00fado, desde que a grava\u00e7\u00e3o audiovisual esteja dispon\u00edvel \u00e0s partes, garantindo plenamente o contradit\u00f3rio e a ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024, DJe 3\/10\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 405, \u00a71\u00ba, do CPP permite a grava\u00e7\u00e3o audiovisual dos atos processuais como meio v\u00e1lido e suficiente para documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A transcri\u00e7\u00e3o integral da senten\u00e7a oral n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria se houver disponibilidade de grava\u00e7\u00e3o audiovisual \u00edntegra para consulta pelas partes e \u00f3rg\u00e3os revisores.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo \u00e0 defesa ou ao contradit\u00f3rio quando as partes podem acessar diretamente o conte\u00fado gravado da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STJ entende que o uso da grava\u00e7\u00e3o audiovisual respeita plenamente as garantias constitucionais do acusado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o h\u00e1 exig\u00eancia legal de reprodu\u00e7\u00e3o textual quando a tecnologia proporciona consulta plena ao conte\u00fado do ato judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A quest\u00e3o envolveu a alega\u00e7\u00e3o de ilegalidade da senten\u00e7a proferida oralmente por falta de transcri\u00e7\u00e3o integral do conte\u00fado nos autos f\u00edsicos do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A disponibilidade da grava\u00e7\u00e3o afasta a necessidade de transcri\u00e7\u00e3o integral.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Garantido o acesso irrestrito \u00e0s partes, n\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo processual.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o h\u00e1 nulidade em utilizar exclusivamente a grava\u00e7\u00e3o audiovisual da senten\u00e7a oral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A senten\u00e7a oral, al\u00e9m de registrada em grava\u00e7\u00e3o audiovisual, deve contra a transcri\u00e7\u00e3o integral para garantia do acesso pleno \u00e0s partes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. Essa \u00e9 a jurisprud\u00eancia consolidada pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de transcri\u00e7\u00e3o integral da senten\u00e7a oral configura ilegalidade absoluta no processo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que a grava\u00e7\u00e3o audiovisual acess\u00edvel \u00e0s partes \u00e9 suficiente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Senten\u00e7a Oral e Registro Audiovisual<\/td><\/tr><tr><td>???? Senten\u00e7a oral pode ser registrada exclusivamente em v\u00eddeo\/audio. ???? Transcri\u00e7\u00e3o integral \u00e9 dispens\u00e1vel se h\u00e1 acesso \u00e0s partes. ???? Garantias constitucionais s\u00e3o plenamente respeitadas. ???? N\u00e3o configura nulidade ou ilegalidade.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a senten\u00e7a foi proferida em audi\u00eancia de forma oral e n\u00e3o houve registro por escrito da decis\u00e3o em sua integralidade. A defesa alegou que &#8220;o paciente certamente teve preju\u00edzos para se defender, uma vez que encontrou dificuldade em compreender os motivos da condena\u00e7\u00e3o, assim como as minud\u00eancias do \u00e9dito condenat\u00f3rio, inclusive para levar a tem\u00e1tica para os Tribunais Superiores, em virtude da impossibilidade de se acessar um documento oral&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ocorre que a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ assentou o posicionamento de que &#8220;exigir que se fa\u00e7a a degrava\u00e7\u00e3o ou separada senten\u00e7a escrita \u00e9 negar valor ao registro da voz e imagem do pr\u00f3prio juiz, \u00e9 sobrelevar sua assinatura em folha impressa sobre o que ele diz e registra&#8221;, de maneira que &#8220;a aus\u00eancia de degrava\u00e7\u00e3o completa da senten\u00e7a n\u00e3o prejudica ao contradit\u00f3rio ou \u00e0 seguran\u00e7a do registro nos autos, do mesmo modo que igualmente ocorre com a prova oral&#8221; (HC n. 462.253\/SC, relator Ministro Nefi Cordeiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 28\/11\/2018, DJe 4\/2\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, a Terceira Se\u00e7\u00e3o, na mesma oportunidade, asseverou que &#8220;exigir que se fa\u00e7a a degrava\u00e7\u00e3o ou separada senten\u00e7a escrita \u00e9 negar valor ao registro da voz e imagem do pr\u00f3prio juiz, \u00e9 sobrelevar sua assinatura em folha impressa sobre o que ele diz e registra. N\u00e3o h\u00e1 sentido l\u00f3gico ou de seguran\u00e7a, e \u00e9 desservi\u00e7o \u00e0 celeridade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No mesmo sentido a Sexta Turma do STJ j\u00e1 se posicionou &#8220;<strong>afasta-se a tese de nulidade processual se o \u00e9dito condenat\u00f3rio foi armazenado fielmente em meio de grava\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel \u00e0 defesa<\/strong>, que interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o criminal, com a transcri\u00e7\u00e3o da dosimetria da pena e do seu dispositivo em ata de audi\u00eancia. Era dispens\u00e1vel a reprodu\u00e7\u00e3o integral do ato judicial, em folha de papel, pois n\u00e3o comprovada sua necessidade ou o preju\u00edzo \u00e0 parte. 4. Recurso em habeas corpus n\u00e3o provido (RHC 114.111\/SC, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 18\/8\/2020, DJe 26\/8\/2020).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-613c9807-bf40-4190-af99-bbfa5987adfd\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/23092732\/stj-info-ext-24-pt-2-1.pdf\">STJ &#8211; Info Ext 24 Pt 2<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/23092732\/stj-info-ext-24-pt-2-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-613c9807-bf40-4190-af99-bbfa5987adfd\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos concluir o Informativo Ed Extraordin\u00e1ria n\u00ba 24 do STJ\u00a0COMENTADO com sua Parte 2! 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