{"id":1565396,"date":"2025-04-21T23:50:23","date_gmt":"2025-04-22T02:50:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1565396"},"modified":"2025-04-21T23:50:25","modified_gmt":"2025-04-22T02:50:25","slug":"informativo-stj-844-parte-2-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-844-parte-2-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 844 Parte 2 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Vamos concluir o <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 844<span style=\"font-size: revert;, sans-serif\"> do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;, sans-serif\">COMENTADO<\/strong>com sua Parte 2!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/21235004\/stj-info-844-pt2.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_iDIkDc9A1B0\"><div id=\"lyte_iDIkDc9A1B0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/iDIkDc9A1B0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/iDIkDc9A1B0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/iDIkDc9A1B0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prescricao-intercorrente-inercia-do-credor-e-extincao-da-execucao\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o Intercorrente: In\u00e9rcia do Credor e Extin\u00e7\u00e3o da Execu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Execu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A prescri\u00e7\u00e3o intercorrente aplica-se nos casos em que o credor, sem justificativa v\u00e1lida, deixa de promover os atos necess\u00e1rios ao prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o no prazo previsto em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no REsp 1.918.602-SP, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/2\/2025, DJEN 12\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 921, \u00a7 5\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil prev\u00ea a possibilidade de reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na execu\u00e7\u00e3o quando caracterizada a in\u00e9rcia prolongada do credor sem justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A S\u00famula n\u00ba 150\/STF fixa prazo de tr\u00eas anos para prescri\u00e7\u00e3o intercorrente em execu\u00e7\u00f5es de notas promiss\u00f3rias, aplicando-se \u00e0 esp\u00e9cie julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A inatividade processual do credor, sem justifica\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, conduz \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o por prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, em prol da seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente pode ocorrer de of\u00edcio pelo magistrado, dada sua natureza de ordem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o cabe a imposi\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais se n\u00e3o demonstrada conduta culposa ou dolosa do credor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia versou sobre a incid\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente diante da in\u00e9rcia do credor em promover atos executivos necess\u00e1rios por per\u00edodo superior ao prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A aus\u00eancia de dilig\u00eancia necess\u00e1ria ao prosseguimento justifica o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prescri\u00e7\u00e3o intercorrente promove a seguran\u00e7a jur\u00eddica e evita perpetua\u00e7\u00e3o indefinida de demandas sem impulso processual v\u00e1lido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A prescri\u00e7\u00e3o intercorrente pode ser reconhecida de of\u00edcio pelo juiz quando o credor permanecer inerte sem justificativa v\u00e1lida por prazo superior ao previsto em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reconheceu a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente por in\u00e9rcia injustificada do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 obrigat\u00f3ria a imposi\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais ao credor em casos de reconhecimento de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ determina que, na aus\u00eancia de m\u00e1-f\u00e9 ou culpa demonstrada do credor, n\u00e3o cabe a imposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de \u00f4nus sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Prescri\u00e7\u00e3o Intercorrente na Execu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? Credor deve promover regularmente atos executivos. ???? In\u00e9rcia injustificada configura prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. ???? Magistrado pode reconhecer de of\u00edcio. ???? N\u00e3o h\u00e1 \u00f4nus sucumbencial autom\u00e1tico sem culpa ou dolo do credor.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia versa em analisar se a aus\u00eancia de justificativa v\u00e1lida para a in\u00e9rcia do credor compromete o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz dos princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da efetividade processual.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso concreto, a decis\u00e3o analisou o longo per\u00edodo de in\u00e9rcia do credor, destacando que, entre os atos processuais relevantes &#8211; o registro da penhora em 2011 e o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica em 2015 -, decorreu o prazo prescricional de tr\u00eas anos previsto na S\u00famula n. 150 do STF e na Lei Uniforme de Genebra para notas promiss\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em raz\u00e3o disso, a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente foi reconhecida com fundamento em sua natureza de ordem p\u00fablica, o que possibilita, inclusive, o reconhecimento ex officio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal conclus\u00e3o decorreu da an\u00e1lise objetiva da in\u00e9rcia do credor, aplicando os princ\u00edpios que norteiam o processo executivo e em perfeito alinhamento com os precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) e com a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m disso, foi observado que o <em>credor n\u00e3o apresentou justificativa v\u00e1lida para a inatividade<\/em> processual durante esse per\u00edodo, evidenciando a aus\u00eancia de dilig\u00eancia necess\u00e1ria para o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Logo, a decis\u00e3o que reconheceu a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente no caso concreto aplicou corretamente os <strong>princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da efetividade processual<\/strong>, evitando a perpetua\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios inertes e promovendo a estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, a decis\u00e3o determinou a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o sem \u00f4nus \u00e0s partes, fundamentando-se na boa-f\u00e9 processual e na <em>aus\u00eancia de resist\u00eancia injustificada<\/em> do credor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este entendimento est\u00e1 em conformidade com o art. 921, \u00a7 5\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 14.195\/2021, que prev\u00ea a extin\u00e7\u00e3o sem custos em hip\u00f3teses de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, pois n\u00e3o foi identificada conduta culposa ou dolosa do credor que justificasse a aplica\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais em favor da parte contr\u00e1ria, de modo que a decis\u00e3o respeitou o equil\u00edbrio entre os princ\u00edpios da causalidade e da aus\u00eancia de culpa das partes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-suspeicao-por-fato-superveniente\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suspei\u00e7\u00e3o por fato superveniente<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Magistrados<\/p>\n\n\n\n<p>Item: Suspei\u00e7\u00e3o e Impedimento<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O magistrado que se declara suspeito por motivo superveniente pode requerer o cancelamento de seu voto desde que o fa\u00e7a antes de conclu\u00eddo o julgamento com a proclama\u00e7\u00e3o do resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.667-PE, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O \u00a7 1\u00ba do art. 941 do CPC\/2015 permite a altera\u00e7\u00e3o do voto do magistrado at\u00e9 o momento da proclama\u00e7\u00e3o do resultado pelo presidente do julgamento, salvo o voto de juiz j\u00e1 afastado ou substitu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O caso analisado pelo STJ envolve desembargador que proferiu voto acompanhando o relator e posteriormente declarou suspei\u00e7\u00e3o superveniente por foro \u00edntimo, antes do encerramento do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O pedido de cancelamento do voto ocorreu enquanto o julgamento ainda estava em curso, o que possibilita sua exclus\u00e3o do processo decis\u00f3rio sem preju\u00edzo ao julgamento colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STJ j\u00e1 afirmou que a suspei\u00e7\u00e3o por motivo superveniente n\u00e3o produz efeitos retroativos nem gera nulidade dos atos j\u00e1 praticados, mas pode justificar o cancelamento do voto se solicitado tempestivamente pelo pr\u00f3prio prolator.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia analisada consistiu em saber se \u00e9 poss\u00edvel ao magistrado solicitar o cancelamento de voto proferido antes do final do julgamento, em raz\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o de suspei\u00e7\u00e3o superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O cancelamento do voto \u00e9 poss\u00edvel antes da proclama\u00e7\u00e3o final do resultado;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A declara\u00e7\u00e3o superveniente de suspei\u00e7\u00e3o autoriza o cancelamento do voto pelo pr\u00f3prio magistrado;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O julgamento deve prosseguir com a substitui\u00e7\u00e3o do magistrado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? \u00c9 poss\u00edvel ao magistrado solicitar o cancelamento de seu voto antes da conclus\u00e3o do julgamento quando ocorrer suspei\u00e7\u00e3o por motivo superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. Esse \u00e9 o entendimento adotado pelo STJ com base no art. 941, \u00a7 1\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O magistrado s\u00f3 pode se declarar suspeito antes de proferir voto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia permite que o magistrado solicite o cancelamento antes do t\u00e9rmino do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Suspei\u00e7\u00e3o Superveniente e Cancelamento de Voto<\/td><\/tr><tr><td>???? Cancelamento permitido antes da proclama\u00e7\u00e3o final do julgamento. ???? Suspei\u00e7\u00e3o superveniente autoriza o magistrado a cancelar o voto. ???? N\u00e3o h\u00e1 efeitos retroativos da declara\u00e7\u00e3o de suspei\u00e7\u00e3o. ???? Princ\u00edpio do juiz natural mantido com a substitui\u00e7\u00e3o do magistrado suspeito.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 estabelece, no \u00a7 1\u00ba do art. 941, regra expressa a respeito da modifica\u00e7\u00e3o de voto nos julgamentos colegiados, fixando limita\u00e7\u00e3o de ordem temporal e subjetiva para tanto: &#8220;o voto poder\u00e1 ser alterado at\u00e9 o momento da proclama\u00e7\u00e3o do resultado pelo presidente, salvo aquele j\u00e1 proferido por juiz afastado ou substitu\u00eddo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, o Desembargador havia proferido seu voto em sess\u00e3o de julgamento, acompanhando o relator, que negava provimento ao recurso, seguindo-se pedido de vista do desembargador presidente. Todavia, na sess\u00e3o seguinte, pediu que fosse anotada sua suspei\u00e7\u00e3o por quest\u00e3o de foro \u00edntimo, tendo esclarecido tratar-se de suspei\u00e7\u00e3o por fato superveniente; e requereu fosse anulado seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal fato ensejou a renova\u00e7\u00e3o do julgamento para permitir a leitura do relat\u00f3rio e voto perante o novo integrante convocado para compor o colegiado, oportunidade em que o relator modificou seu entendimento anterior para dar provimento ao recurso, sendo acompanhado pelo novo integrante. Houve pedido de vista do presidente, que abriu diverg\u00eancia, negando provimento ao agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se pronunciou no sentido de que a suspei\u00e7\u00e3o decorrente de fato superveniente n\u00e3o tem efeitos retroativos, deixando de acarretar a nulidade dos atos anteriormente praticados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso n\u00e3o significa, contudo, n\u00e3o possa o magistrado que se declara suspeito por motivo superveniente requerer o cancelamento de seu voto antes de conclu\u00eddo o julgamento com a proclama\u00e7\u00e3o do resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No presente caso, o cancelamento do voto foi solicitado pelo pr\u00f3prio prolator e quando ainda em curso o julgamento. Da mesma forma, n\u00e3o h\u00e1 falar em comprometimento do princ\u00edpio do juiz natural.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tecnica-de-julgamento-ampliado-em-agravo-de-instrumento-na-liquidacao-de-sentenca\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; T\u00e9cnica de Julgamento Ampliado em Agravo de Instrumento na Liquida\u00e7\u00e3o de Senten\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Recursos<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica de julgamento ampliado prevista no art. 942, \u00a7 3\u00ba, II, do CPC aplica-se ao agravo de instrumento em fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a quando o ac\u00f3rd\u00e3o valida, por decis\u00e3o n\u00e3o un\u00e2nime, os c\u00e1lculos apresentados pelo credor (quantum debeatur).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.667-PE, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? Conforme o art. 942, \u00a7 3\u00ba, II, do CPC, a t\u00e9cnica de julgamento ampliado cabe nos agravos que reformam decis\u00e3o parcial de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A defini\u00e7\u00e3o do quantum debeatur tem natureza integrativa da senten\u00e7a de m\u00e9rito, justificando o julgamento ampliado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o que valida c\u00e1lculos na liquida\u00e7\u00e3o constitui julgamento merit\u00f3rio, sujeitando-se \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o quando houver diverg\u00eancia no colegiado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O debate foi sobre a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de julgamento ampliado ao agravo de instrumento em fase de liquida\u00e7\u00e3o, especificamente quanto \u00e0 valida\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A defini\u00e7\u00e3o do quantum debeatur integra o m\u00e9rito, ensejando a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de julgamento ampliado se n\u00e3o houver unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Decis\u00f5es dessa natureza fazem coisa julgada material, justificando a amplia\u00e7\u00e3o em caso de diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O julgamento ampliado somente \u00e9 aplic\u00e1vel em fase de conhecimento, sendo vedado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia do STJ permite expressamente sua aplica\u00e7\u00e3o na fase de liquida\u00e7\u00e3o quando houver valida\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos com decis\u00e3o n\u00e3o un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A t\u00e9cnica de julgamento ampliado aplica-se ao agravo de instrumento n\u00e3o un\u00e2nime que, em liquida\u00e7\u00e3o, valide os c\u00e1lculos do credor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A decis\u00e3o em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a que valida c\u00e1lculos integra o m\u00e9rito e justifica o julgamento ampliado em caso de n\u00e3o unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? T\u00e9cnica de Julgamento Ampliado no Agravo<\/td><\/tr><tr><td>???? Aplica\u00e7\u00e3o na liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a (c\u00e1lculos) ???? Decis\u00e3o n\u00e3o un\u00e2nime integrativa do m\u00e9rito ???? Valida\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos: conte\u00fado merit\u00f3rio ???? Art. 942, \u00a7 3\u00ba, II, CPC<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A t\u00e9cnica do julgamento ampliado somente se aplica ao agravo de instrumento quando houver reforma de decis\u00e3o que julgar parcialmente o m\u00e9rito (art. 942, \u00a7 3\u00ba, II, do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A defini\u00e7\u00e3o do quantum debeatur tem car\u00e1ter integrativo da senten\u00e7a proferida na fase de conhecimento, possuindo, portanto, a mesma natureza desta. Na liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, seja ela por arbitramento, por artigos ou por c\u00e1lculos, o juiz decide parte da lide ainda n\u00e3o decidida, ou seja, profere decis\u00e3o com conte\u00fado merit\u00f3rio e que far\u00e1 coisa julgada material.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, o ac\u00f3rd\u00e3o prolatado em agravo de instrumento que, aplicando a presun\u00e7\u00e3o de que trata o art. 475-B, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, valida os c\u00e1lculos apresentados pela parte credora tem conte\u00fado merit\u00f3rio e enseja a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica do julgamento ampliado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-testemunho-indireto-e-intimidacao-da-comunidade-em-crimes-com-trafico\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Testemunho Indireto e Intimida\u00e7\u00e3o da Comunidade em Crimes com Tr\u00e1fico<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Tribunal do J\u00fari<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Carreiras Policiais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 excepcionalmente poss\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o no Tribunal do J\u00fari com base em testemunhos indiretos quando comprovado que o temor provocado pelo denunciado na comunidade impede a colheita de depoimentos oculares, especialmente em contexto de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.192.889-MG, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ normalmente entende que testemunho indireto (hearsay testimony) n\u00e3o basta para fundamentar condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O medo generalizado da comunidade pode justificar a aus\u00eancia de testemunhas presenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia admite distinguishing quando h\u00e1 prova de repres\u00e1lias ou intimida\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O caso envolvia contexto de tr\u00e1fico, com amea\u00e7as, agress\u00f5es e omiss\u00e3o de testemunhos por temor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A tese discutida foi se \u00e9 poss\u00edvel admitir como suficiente a prova testemunhal indireta no Tribunal do J\u00fari quando h\u00e1 temor coletivo decorrente da atua\u00e7\u00e3o do denunciado no tr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A exce\u00e7\u00e3o se justifica pela impossibilidade real de colher depoimentos presenciais, desde que demonstrada a intimida\u00e7\u00e3o da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O distinguishing preserva a soberania dos veredictos sem abrir m\u00e3o da legalidade e da racionalidade probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O STJ admite, como regra, a condena\u00e7\u00e3o no Tribunal do J\u00fari com base exclusiva em testemunho indireto, desde que dotada de alta credibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O testemunho indireto isolado n\u00e3o \u00e9 suficiente, salvo em hip\u00f3teses excepcionais com prova do temor coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Quando h\u00e1 temor generalizado causado pelo r\u00e9u, comprovadamente envolvido com o tr\u00e1fico, o STJ admite a condena\u00e7\u00e3o no j\u00fari mesmo sem testemunhas oculares do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O Tribunal reconheceu a excepcionalidade da situa\u00e7\u00e3o diante das provas de intimida\u00e7\u00e3o e contexto de viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Testemunho Indireto no Tribunal do J\u00fari<\/td><\/tr><tr><td>???? Regra: insufici\u00eancia para condena\u00e7\u00e3o ???? Exce\u00e7\u00e3o: intimida\u00e7\u00e3o coletiva em contexto de tr\u00e1fico ???? Depoimentos indiretos corroborados por medo e amea\u00e7as ???? Distinguishing aplicado pelo STJ em situa\u00e7\u00f5es excepcionais&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quebra da soberania dos veredictos \u00e9 apenas admitida em hip\u00f3teses excepcionais, em que a decis\u00e3o do J\u00fari for manifestamente dissociada do contexto probat\u00f3rio, hip\u00f3tese em que o Tribunal de Justi\u00e7a est\u00e1 autorizado a determinar novo julgamento. E, manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos \u00e9 a decis\u00e3o que n\u00e3o encontra amparo nas provas produzidas, destoando, desse modo, inquestionavelmente, de todo o acervo probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo entendimento do STJ, o <strong>testemunho de &#8220;ouvir dizer&#8221; ou hearsay testimony n\u00e3o \u00e9 suficiente para fundamentar a condena\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u00c9 que &#8220;o testemunho indireto (tamb\u00e9m conhecido como testemunho de &#8220;ouvir dizer&#8221; ou hearsay testimony) n\u00e3o \u00e9 apto para comprovar a ocorr\u00eancia de nenhum elemento do crime e, por conseguinte, n\u00e3o serve para fundamentar a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u. Sua utilidade deve se restringir a apenas indicar ao ju\u00edzo testemunhas referidas para posterior ouvida na instru\u00e7\u00e3o processual, na forma do art. 209, \u00a7 1\u00ba, do CPP.&#8221; (AREsp 1.940.381\/AL, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 16\/12\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, no caso, <em>apesar de nenhuma testemunha ocular ter sido ouvida perante o ju\u00edzo, verifica-se que todas as pessoas da comunidade tinham medo dos envolvidos<\/em>. A testemunha velada, em sess\u00e3o plen\u00e1ria, registrou ter recebido amea\u00e7as pela sua condi\u00e7\u00e3o; o genitor da v\u00edtima informou que uma senhora lhe relatou que seu filho viu o momento da execu\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o o permitiu testemunhar, acrescentando que v\u00e1rias pessoas no local foram agredidas para n\u00e3o prestarem testemunho; a genitora do ofendido esclareceu que v\u00e1rias pessoas presenciaram o delito, tendo sido algumas amea\u00e7adas no bairro a n\u00e3o prestar depoimento, e outras agredidas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Note-se que a autoria do crime foi indicada por diversos populares, que n\u00e3o prestaram depoimento devido ao medo de repres\u00e1lias. Essas informa\u00e7\u00f5es foram comunicadas ao primeiro policial que chegou \u00e0 cena do crime e aos pais da v\u00edtima. Como \u00e9 de conhecimento geral, em crimes envolvendo conflitos com o tr\u00e1fico de drogas, o receio de repres\u00e1lias dificulta a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de poss\u00edveis testemunhas oculares, algo confirmado pelos depoimentos das testemunhas veladas e pelas contundentes declara\u00e7\u00f5es dos pais da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, embora a jurisprud\u00eancia do STJ considere insuficiente o testemunho indireto para fundamentar a condena\u00e7\u00e3o pelo Tribunal do J\u00fari, excepcionalmente, a especificidade do caso, em que a comunidade teme os acusados, envolvidos com o tr\u00e1fico de drogas, com atua\u00e7\u00e3o habitual na regi\u00e3o, raz\u00e3o pela qual as pessoas que presenciaram o crime n\u00e3o se dispuseram a testemunhar perante as autoridades policiais e judiciais, merece um distinguishing.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vedacao-ao-acesso-a-registros-criminais-da-vitima-e-revitimizacao\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Veda\u00e7\u00e3o ao Acesso a Registros Criminais da V\u00edtima e Revitimiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Provas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 vedado o acesso a registros criminais da v\u00edtima com o objetivo de desqualificar seu testemunho, por configurar revitimiza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria e viol\u00eancia institucional, conforme o art. 474-A do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 953.647-SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/2\/2025, DJEN 7\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 474-A do CPP, inclu\u00eddo pela Lei n. 14.245\/2021, pro\u00edbe o uso de informa\u00e7\u00f5es que atentem contra a dignidade da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A tentativa de desqualifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima com base em registros criminais viola a dignidade e configura viol\u00eancia institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A plenitude de defesa no j\u00fari n\u00e3o autoriza pr\u00e1ticas que contrariem normas protetivas da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O indeferimento da prova n\u00e3o configura cerceamento de defesa quando visa impedir revitimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O debate centrou-se na possibilidade de acesso, pela defesa, ao hist\u00f3rico criminal da v\u00edtima para comprometer sua credibilidade no Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A prote\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima imp\u00f5e limites \u00e0 produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, sobretudo se baseada em estigmas e estere\u00f3tipos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A plenitude de defesa n\u00e3o autoriza pr\u00e1ticas violadoras da dignidade humana ou contr\u00e1rias ao ordenamento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 revitimiza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria impede o acesso a registros criminais da v\u00edtima com o objetivo de enfraquecer seu testemunho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reconhece a pr\u00e1tica como viol\u00eancia institucional vedada pelo art. 474-A do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A plenitude de defesa no Tribunal do J\u00fari autoriza o uso de antecedentes criminais da v\u00edtima como estrat\u00e9gia leg\u00edtima de argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ reafirma que tal conduta viola normas protetivas da v\u00edtima e n\u00e3o encontra amparo constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Prova e Revitimiza\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>???? Veda\u00e7\u00e3o \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria da v\u00edtima ???? Art. 474-A do CPP: prote\u00e7\u00e3o da dignidade ???? Defesa n\u00e3o pode usar registros da v\u00edtima para desqualifica\u00e7\u00e3o ???? Produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria limitada por direitos fundamentais<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se o indeferimento do pedido de acesso aos registros criminais da v\u00edtima configura cerceamento de defesa, especialmente no contexto do Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inicialmente, frise-se que o poder conferido ao magistrado para conduzir o processo e realizar o ju\u00edzo de admissibilidade das provas encontra respaldo n\u00e3o apenas no art. 251 do C\u00f3digo de Processo Penal, mas decorre da pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o jurisdicional e do poder geral de cautela que lhe \u00e9 inerente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pretens\u00e3o de vasculhar o hist\u00f3rico criminal e os boletins de ocorr\u00eancia da ofendida revela n\u00edtida tentativa de desqualifica\u00e7\u00e3o de seu testemunho com base em circunst\u00e2ncias alheias ao caso concreto. Embora se sustente que <strong>n\u00e3o pretende promover um &#8220;espet\u00e1culo vexat\u00f3rio&#8221;, a estrat\u00e9gia defensiva escolhida configura evidente hip\u00f3tese de revitimiza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ordenamento jur\u00eddico brasileiro, em sua evolu\u00e7\u00e3o legislativa recente, tem se orientado justamente no sentido oposto, buscando coibir pr\u00e1ticas que perpetuem a viol\u00eancia institucional contra v\u00edtimas de crimes. Nesse contexto, merece destaque a Lei n. 14.245\/2021, que introduziu o art. 474-A no C\u00f3digo de Processo Penal, estabelecendo verdadeira regra de conduta ao magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O referido dispositivo veda expressamente a utiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 pessoa ofendida que possam malferir sua dignidade. Tal inova\u00e7\u00e3o normativa representa significativo avan\u00e7o civilizat\u00f3rio, refletindo a compreens\u00e3o de que o processo penal n\u00e3o pode ser instrumentalizado como meio de perpetua\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia j\u00e1 experimentada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O argumento de que o procedimento do Tribunal do J\u00fari demandaria maior flexibilidade na produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria tampouco se sustenta. Isso porque, a plenitude de defesa, princ\u00edpio basilar do procedimento escalonado do j\u00fari, n\u00e3o autoriza pr\u00e1ticas proscritas pelo ordenamento jur\u00eddico, como a viol\u00eancia institucional expressamente vedada pelo art. 15-A da Lei n. 13.869\/2019 (inclu\u00eddo pela Lei n. 14.321\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, a an\u00e1lise do caso sob a perspectiva de g\u00eanero, conforme orienta\u00e7\u00e3o do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, revela que a pretens\u00e3o defensiva poderia refor\u00e7ar estere\u00f3tipos e assimetrias historicamente utilizados para desqualificar a palavra feminina no \u00e2mbito do sistema de justi\u00e7a criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 importante ressaltar que tal compreens\u00e3o n\u00e3o implica qualquer mitiga\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 ampla defesa ou \u00e0 presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia do acusado. Trata-se, em verdade, de adequar a atividade probat\u00f3ria aos limites estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o processual penal, interpretada em conson\u00e2ncia com os compromissos constitucionais e convencionais assumidos pelo Estado Brasileiro na prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-medida-de-seguranca-em-sentenca-absolutoria-impropria-e-duracao-indeterminada\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Medida de Seguran\u00e7a em Senten\u00e7a Absolut\u00f3ria Impr\u00f3pria e Dura\u00e7\u00e3o Indeterminada<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Medidas de Seguran\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A medida de seguran\u00e7a imposta em senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria n\u00e3o se limita ao tempo da pena abstratamente cominada, devendo ser mantida enquanto n\u00e3o cessada a periculosidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 894.787-SP, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/2\/2025, DJEN 10\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 97, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal prev\u00ea que a medida de seguran\u00e7a dura enquanto n\u00e3o cessar a periculosidade do inimput\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A S\u00famula 527\/STJ limita a dura\u00e7\u00e3o apenas quando a medida substitui pena corporal, o que n\u00e3o se aplica \u00e0 senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Nesses casos, n\u00e3o h\u00e1 pena privativa de liberdade para servir de par\u00e2metro de tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Aplica-se o princ\u00edpio do in dubio pro societate para preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica quando n\u00e3o comprovada a cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A discuss\u00e3o envolveu a possibilidade de limitar temporalmente a medida de seguran\u00e7a imposta a inimput\u00e1vel absolvido impropriamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o h\u00e1 limita\u00e7\u00e3o temporal se a medida n\u00e3o substitui pena corporal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade deve ser comprovada por laudo, sendo a d\u00favida resolvida em favor da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A medida de seguran\u00e7a aplicada a inimput\u00e1vel em senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria deve cessar ap\u00f3s o prazo da pena abstratamente cominada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que, nesse caso, a dura\u00e7\u00e3o independe da pena abstrata e exige cessa\u00e7\u00e3o comprovada da periculosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A manuten\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a imposta a inimput\u00e1vel depende de avalia\u00e7\u00e3o pericial que ateste a cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O art. 97, \u00a7 1\u00ba, do CP condiciona a desinterna\u00e7\u00e3o \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de n\u00e3o periculosidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Medida de Seguran\u00e7a e Senten\u00e7a Absolut\u00f3ria Impr\u00f3pria<\/td><\/tr><tr><td>???? N\u00e3o h\u00e1 pena de refer\u00eancia: inaplic\u00e1vel a S\u00famula 527 ???? Dura\u00e7\u00e3o depende da cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade ???? Necessidade de laudo pericial ???? In dubio pro societate justifica manuten\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a medida de seguran\u00e7a aplicada ao paciente deve ser limitada ao tempo m\u00e1ximo da pena abstratamente cominada ao delito, conforme a S\u00famula 527 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ou se deve ser mantida enquanto n\u00e3o cessada a periculosidade do agente, nos termos do art. 97, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal (CP).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A jurisprud\u00eancia do STJ consolidou-se no sentido de que, quando a medida de seguran\u00e7a \u00e9 aplicada em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 pena corporal, no curso da execu\u00e7\u00e3o penal, sua dura\u00e7\u00e3o deve ser <strong>limitada ao tempo restante da pena privativa de liberdade imposta na senten\u00e7a condenat\u00f3ria<\/strong> original, nos termos do art. 183 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (LEP).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, a medida de seguran\u00e7a n\u00e3o foi imposta em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 pena privativa de liberdade previamente aplicada, mas sim na SENTEN\u00c7A ABSOLUT\u00d3RIA IMPR\u00d3PRIA, dada a inimputabilidade do paciente. Assim, a hip\u00f3tese n\u00e3o se subsume ao enunciado da S\u00famula 527 do STJ, pois n\u00e3o h\u00e1 pena privativa de liberdade a ser utilizada como refer\u00eancia para a dura\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, o art. 97, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal estabelece que a medida de seguran\u00e7a ser\u00e1 <strong>mantida enquanto n\u00e3o for averiguada a cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade do agente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, a jurisprud\u00eancia do STJ entende que a cessa\u00e7\u00e3o da periculosidade \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para a desinterna\u00e7\u00e3o de paciente inimput\u00e1vel, sendo necess\u00e1rio que tal condi\u00e7\u00e3o seja demonstrada de forma inequ\u00edvoca e segura.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em casos de d\u00favida, aplica-se o princ\u00edpio do in dubio pro societate, que orienta a manuten\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a em prol da seguran\u00e7a p\u00fablica (HC 878.047\/SP, Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 10\/12\/2024, DJEN 17\/12\/2024).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-busca-domiciliar-e-depoimento-policial-dropsy-testimony-e-necessidade-de-especial-escrutinio\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Busca Domiciliar e Depoimento Policial: Dropsy Testimony e Necessidade de Especial Escrut\u00ednio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Provas<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Diante da possibilidade de manipula\u00e7\u00e3o narrativa para legitimar dilig\u00eancia policial, deve-se exercer especial escrut\u00ednio sobre o depoimento policial em casos de ingresso for\u00e7ado em domic\u00edlio sem mandado, sobretudo na aus\u00eancia de elementos objetivos de corrobora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 768.440-SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2024, DJe 29\/8\/2024.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O ingresso em domic\u00edlio sem mandado exige fundadas raz\u00f5es justificadas a posteriori (Tema 280\/STF).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A pr\u00e1tica do dropsy testimony configura altera\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da narrativa policial para legitimar buscas.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O depoimento policial isolado deve ser submetido a an\u00e1lise rigorosa de coer\u00eancia, verossimilhan\u00e7a e confronto com os autos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de bodycams e contradi\u00e7\u00f5es entre depoimentos fragilizam a vers\u00e3o acusat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A tese debatida foi a validade da prova obtida mediante busca domiciliar n\u00e3o autorizada, com base exclusivamente no relato dos policiais, em contexto de contradi\u00e7\u00f5es e antecedentes de abuso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 N\u00e3o se pode atribuir presun\u00e7\u00e3o absoluta de veracidade ao depoimento policial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Em contextos de abusos, sem corrobora\u00e7\u00e3o externa, o depoimento exige escrut\u00ednio refor\u00e7ado para preservar direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STJ confere presun\u00e7\u00e3o de veracidade ao depoimento policial, mesmo quando contradit\u00f3rio, em casos de flagrante domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ determina an\u00e1lise cr\u00edtica e especial escrut\u00ednio sobre depoimentos policiais isolados e contradit\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A busca domiciliar sem mandado deve ser acompanhada de elementos objetivos que justifiquem a medida, n\u00e3o bastando narrativa inveross\u00edmil dos agentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reconhece que o depoimento policial deve ser corroborado e analisado sob par\u00e2metros rigorosos, sob pena de nulidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Busca Domiciliar e Depoimento Policial<\/td><\/tr><tr><td>???? Ingresso exige fundadas raz\u00f5es e justifica\u00e7\u00e3o posterior ???? Dropsy testimony e testilying: manipula\u00e7\u00e3o da narrativa ???? Depoimento policial isolado n\u00e3o basta ???? Relev\u00e2ncia da corrobora\u00e7\u00e3o objetiva e bodycams ???? Especial escrut\u00ednio sobre a verossimilhan\u00e7a dos relatos<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O caso sob exame traz a lume antiga discuss\u00e3o sobre a legitimidade do procedimento policial que, depois do ingresso no interior da resid\u00eancia de determinado indiv\u00edduo, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, logra encontrar e apreender drogas &#8211; de sorte a configurar a suposta pr\u00e1tica do crime previsto no art. 33, caput, da Lei n. 11.343\/2006 -, cujo car\u00e1ter permanente autorizaria, segundo ultrapassada linha de pensamento, o ingresso domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, por ocasi\u00e3o do julgamento do RE n. 603.616\/RO, com repercuss\u00e3o geral previamente reconhecida (Tema STF n. 280), assentou que &#8220;a entrada for\u00e7ada em domic\u00edlio sem mandado judicial s\u00f3 \u00e9 l\u00edcita, mesmo em per\u00edodo noturno, quando amparada em fundadas raz\u00f5es, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situa\u00e7\u00e3o de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticados&#8221; (Rel. Ministro Gilmar Mendes, DJe 8\/10\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depois do julgamento do Supremo, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, imbu\u00eddo da sua miss\u00e3o constitucional de interpretar a legisla\u00e7\u00e3o federal, passou &#8211; sobretudo a partir do REsp n. 1.574.681\/RS (Rel. Ministro Rogerio Schietti, DJe 30\/5\/2017) &#8211; a tentar dar concretude \u00e0 express\u00e3o &#8220;fundadas raz\u00f5es&#8221;, por se tratar de express\u00e3o extra\u00edda pelo STF do art. 240, \u00a7 1\u00ba, do CPP. Assim, dentro dos limites definidos pela Carta Magna e pelo Supremo Tribunal Federal, esta Corte vem empreendendo esfor\u00e7os para interpretar o art. 240, \u00a7 1\u00ba, do CPP e, em cada caso, decidir sobre a exist\u00eancia pr\u00e9via (ou n\u00e3o) de elementos pr\u00e9vios e concretos que amparem a dilig\u00eancia policial e configurem fundadas raz\u00f5es quanto \u00e0 pr\u00e1tica de crime no interior do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tomando como <em>experi\u00eancia estrangeira<\/em> sobre a tem\u00e1tica em julgamento, vale mencionar que, nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, depois do julgamento do caso Mapp v. Ohio (1961) &#8211; no qual a Suprema Corte expandiu a regra de exclus\u00e3o das provas il\u00edcitas (exclusionary rule) aos tribunais estaduais -, observou-se que, em muitas ocasi\u00f5es, em vez de adequar sua conduta para respeitar as regras sobre a legalidade de medidas invasivas, a pol\u00edcia passou a burlar a proibi\u00e7\u00e3o por meio da altera\u00e7\u00e3o das narrativas sobre as pris\u00f5es. Por exemplo, o que antes era uma justificativa pouco comum come\u00e7ou a ser frequente nos depoimentos policiais: ao avistar a guarni\u00e7\u00e3o, o indiv\u00edduo supostamente haveria corrido e dispensado uma sacola com drogas, circunst\u00e2ncias que tornavam a apreens\u00e3o das subst\u00e2ncias v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em um estudo emp\u00edrico que analisou quase quatro mil autos de pris\u00e3o em flagrante no distrito de Manhattan no per\u00edodo de seis meses antes e seis meses depois do julgamento do caso Mapp, constatou-se um aumento de at\u00e9 85,5% desse tipo de descri\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia, fen\u00f4meno comportamental que ficou conhecido como dropsy testimony, em raz\u00e3o do verbo to drop (soltar\/largar).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outro estudo realizado na cidade de Nova Iorque em per\u00edodo similar chegou a resultados parecidos e concluiu que &#8220;Mudan\u00e7as suspeitas nos dados de pris\u00f5es ap\u00f3s o julgamento do caso Mapp indicam claramente que muitas alega\u00e7\u00f5es policiais foram alteradas para se adequarem aos requisitos de Mapp&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O dropsy testimony, naquele pa\u00eds, foi visto como parte de um fen\u00f4meno mais amplo, conhecido como testilying, mistura do verbo testify (testemunhar) com lying (mentindo), pr\u00e1tica associada \u00e0 conduta de distorcer os fatos em ju\u00edzo para tentar legitimar uma a\u00e7\u00e3o policial ilegal, como, por exemplo, &#8220;fabricar&#8221; a justa causa para uma medida invasiva. No cen\u00e1rio brasileiro, esse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido, no jarg\u00e3o policial, por &#8220;arredondar a ocorr\u00eancia&#8221;, ou seja, &#8220;tornar transparente uma situa\u00e7\u00e3o embara\u00e7osa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 o que frequentemente se v\u00ea, por exemplo, nos casos em que se alega de maneira absolutamente inveross\u00edmil que o r\u00e9u, depois de abordado e revistado em via p\u00fablica, sem nenhum objeto il\u00edcito, milagrosamente convidou o policial para ir at\u00e9 a sua casa e consentiu com a realiza\u00e7\u00e3o de uma busca que resulta na apreens\u00e3o de quilos de drogas que lhe custar\u00e3o anos na pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O cen\u00e1rio descrito traz de volta \u00e0 tona a discuss\u00e3o sobre o valor probat\u00f3rio do testemunho policial, meio de prova admitido e ainda visto como relevante por esta Corte, mas que gradativamente vem sofrendo importantes relativiza\u00e7\u00f5es, sobretudo em contextos nos quais a narrativa dos agentes se mostra claramente inveross\u00edmil.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Refor\u00e7a-se, nessa conjuntura, a import\u00e2ncia da corrobora\u00e7\u00e3o do depoimento policial por outros elementos independentes, cujo principal e mais confi\u00e1vel exemplo \u00e9 a filmagem por meio de c\u00e2meras corporais, na linha do que j\u00e1 se externou em outros julgamentos desta Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tamb\u00e9m nos EUA, ali\u00e1s, essa &#8220;regra de corrobora\u00e7\u00e3o&#8221; (corroboration rule) \u00e9 apontada como uma das principais formas de enfrentar os fen\u00f4menos dropsy e testilying.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto n\u00e3o se atinge o patamar ideal, em que todas as pol\u00edcias do Brasil estejam equipadas com bodycams em tempo integral, diante da possibilidade de que se criem discursos ou narrativas dos fatos para legitimar a dilig\u00eancia policial, deve-se, no m\u00ednimo, exigir que se exer\u00e7a um &#8220;especial escrut\u00ednio&#8221; sobre o depoimento policial, na linha do que prop\u00f4s o Ministro Gilmar Mendes, por ocasi\u00e3o do julgamento do Tema de Repercuss\u00e3o Geral n. 280: &#8220;O policial pode invocar o pr\u00f3prio testemunho para justificar a medida. Claro que o ingresso for\u00e7ado baseado em fatos presenciados pelo pr\u00f3prio policial que realiza a busca coloca o agente p\u00fablico em uma posi\u00e7\u00e3o de grande poder e, por isso mesmo, deve merecer especial escrut\u00ednio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se, portanto, de <strong>abandonar a c\u00f4moda e antiga pr\u00e1tica de atribuir car\u00e1ter quase inquestion\u00e1vel a depoimentos prestados por testemunhas policiais<\/strong>, como se fossem absolutamente imunes \u00e0 possibilidade de desviar-se da verdade; do contr\u00e1rio, deve-se submet\u00ea-los a cuidadosa an\u00e1lise de coer\u00eancia &#8211; interna e externa -, verossimilhan\u00e7a e conson\u00e2ncia com as demais provas dos autos, conforme decidido pela Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no HC n. 877.943\/MS (Rel. Ministro Rogerio Schietti, DJe 14\/5\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para isso, \u00e9 fundamental repensar pr\u00e1ticas usuais e inadequadas que dificultam o exerc\u00edcio desse especial escrut\u00ednio sobre o testemunho policial. Uma delas \u00e9 o frequente &#8220;copia e cola&#8221; dos depoimentos dos agentes no inqu\u00e9rito, o qual sugere que ou eles foram ouvidos juntos &#8211; em viola\u00e7\u00e3o da incomunicabilidade das testemunhas &#8211; ou apenas um deles foi ouvido &#8211; do que decorre a falsidade do segundo termo de depoimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outro expediente a ser repelido \u00e9 a leitura integral do boletim de ocorr\u00eancia para os policiais em ju\u00edzo a fim de que apenas confirmem o seu teor, pr\u00e1tica que gera induzimento da resposta (art. 212, caput, do CPP), burla indevidamente a veda\u00e7\u00e3o a que a testemunha traga suas declara\u00e7\u00f5es por escrito (art. 204, caput, do CPP) e configura verdadeiro simulacro de depoimento, o que deve ser substitu\u00eddo por um relato inicial livre e espont\u00e2neo do agente sobre os fatos, de modo a permitir um exame efetivo da narrativa apresentada sob o crivo do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Isso n\u00e3o significa, naturalmente, desprezar como regra o depoimento policial ou presumir a sua falsidade, mas apenas repensar a cren\u00e7a ing\u00eanua e dissociada da realidade de que policiais nunca faltam com a verdade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, Judici\u00e1rio e Minist\u00e9rio P\u00fablico devem ter a coragem necess\u00e1ria para &#8220;chamar as coisas pelo nome certo&#8221; e exercer o devido controle sobre a atividade policial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, de acordo com a vers\u00e3o acusat\u00f3ria, a entrada dos policiais na resid\u00eancia do acusado haveria sido supostamente embasada no seguinte contexto f\u00e1tico: a) os policiais abordaram o corr\u00e9u porque ele estava transitando com sua motocicleta e quase colidiu com a viatura; b) ele confessou espontaneamente que tinha drogas na mochila e indicou o endere\u00e7o e as caracter\u00edsticas f\u00edsicas do paciente e suposto fornecedor das subst\u00e2ncias; c) os policiais foram at\u00e9 o endere\u00e7o informado e chamaram pelo morador, mas, antes que ele abrisse o port\u00e3o, os agentes o teriam visto arremessar, de dentro da casa, entorpecentes, uma balan\u00e7a de precis\u00e3o e um celular para outra casa; d) a esposa do suposto fornecedor abriu o port\u00e3o; e) foi realizada busca domiciliar e, nela, apreenderam-se drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observa-se, no entanto, a exist\u00eancia de relevante conflito de vers\u00f5es, de importantes contradi\u00e7\u00f5es nos depoimentos dos policiais envolvidos na ocorr\u00eancia e total inverossimilhan\u00e7a da narrativa por eles apresentada em cotejo com a vers\u00e3o do acusado. Ademais, \u00e9 incontroverso nos autos que, apenas dois meses antes dos fatos ora analisados, o r\u00e9u havia sido absolvido em outro processo de tr\u00e1fico, em raz\u00e3o de haver sido torturado com agress\u00f5es f\u00edsicas e choques el\u00e9tricos por policiais militares do mesmo batalh\u00e3o. A tortura foi reconhecida pela Corregedoria da pr\u00f3pria PM ao final do procedimento administrativo instaurado contra os agentes para apurar os fatos e tamb\u00e9m pelo Tribunal de origem, quando julgou a apela\u00e7\u00e3o e absolveu o r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo o r\u00e9u e as testemunhas de defesa, o fato de ele haver denunciado a tortura dos policiais deu causa a epis\u00f3dios de intimida\u00e7\u00e3o e retalia\u00e7\u00e3o. Ainda que n\u00e3o fossem exatamente os mesmos policiais que foram condenados pela tortura ao acusado, tratava-se de agentes do mesmo batalh\u00e3o de a\u00e7\u00f5es especiais e o contexto descrito nos autos corrobora a tese de retalia\u00e7\u00e3o contra o paciente, por haver denunciado a tortura que sofreu por parte de alguns membros do grupo. Relatos sobre esse tipo de pr\u00e1tica, ali\u00e1s, n\u00e3o s\u00e3o raros em situa\u00e7\u00f5es nas quais ilegalidades praticadas por policiais s\u00e3o expostas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 clara a aus\u00eancia de consentimento livre e volunt\u00e1rio para ingresso no im\u00f3vel, uma vez que o paciente falou para sua esposa abrir o port\u00e3o s\u00f3 para que os policiais n\u00e3o o arrombassem, j\u00e1 que estavam tentando for\u00e7\u00e1-lo, de modo que a mera submiss\u00e3o \u00e0 for\u00e7a policial n\u00e3o pode ser considerada consentimento livre e volunt\u00e1rio. Desde sua oitiva na delegacia, ali\u00e1s, o r\u00e9u sempre deixou claro que, &#8220;como os policiais estavam quase arrombando o port\u00e3o, sua esposa abriu e eles entraram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, diante do conflito entre a vers\u00e3o acusat\u00f3ria, bastante inveross\u00edmil, e a do acusado, a qual est\u00e1 amparada no depoimento de duas testemunhas e de uma informante, n\u00e3o h\u00e1 como considerar provada a exist\u00eancia da justificativa apresentada para a realiza\u00e7\u00e3o da busca domiciliar, de modo que se deve reconhecer a ilicitude da dilig\u00eancia e, por consequ\u00eancia, de todas as provas dela derivadas, o que conduz \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o do acusado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe salientar, que n\u00e3o houve grava\u00e7\u00e3o audiovisual da a\u00e7\u00e3o policial, o que poderia haver dirimido as relevantes d\u00favidas existentes sobre a din\u00e2mica f\u00e1tica, as quais, uma vez que persistem, devem favorecer o acusado, em conformidade com antigo brocardo jur\u00eddico in dubio pro reo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acordo-de-nao-persecucao-penal-e-vedacao-ao-comportamento-contraditorio\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal e Veda\u00e7\u00e3o ao Comportamento Contradit\u00f3rio<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-6\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Acordos Penais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-6\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se admite a rediscuss\u00e3o das cl\u00e1usulas do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal validamente homologado, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e da veda\u00e7\u00e3o ao comportamento contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 969.749-RJ, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O ANPP \u00e9 um neg\u00f3cio jur\u00eddico pr\u00e9-processual, disciplinado pelo art. 28-A do CPP, que exige voluntariedade e assist\u00eancia da defesa t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STJ veda a rean\u00e1lise das cl\u00e1usulas ap\u00f3s homologa\u00e7\u00e3o, por configurar comportamento contradit\u00f3rio (nemo potest venire contra factum proprium).<\/p>\n\n\n\n<p>???? A alega\u00e7\u00e3o de onerosidade ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o viola a boa-f\u00e9 objetiva e compromete a credibilidade do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O habeas corpus n\u00e3o \u00e9 via adequada para revis\u00e3o de cl\u00e1usulas de acordo validamente homologado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A tese discutida foi se o investigado pode, ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o judicial, questionar cl\u00e1usulas do ANPP por consider\u00e1-las excessivamente onerosas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva impede a rediscuss\u00e3o posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A atua\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria enfraquece a justi\u00e7a penal negocial e afeta a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A cl\u00e1usula de perdimento de bem prevista no ANPP pode ser impugnada mesmo ap\u00f3s sua homologa\u00e7\u00e3o judicial, se considerada desproporcional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ entende que n\u00e3o se admite rediscuss\u00e3o de cl\u00e1usulas ap\u00f3s homologa\u00e7\u00e3o v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O investigado assistido por defensor a rigor n\u00e3o pode alegar onerosidade excessiva ap\u00f3s ter aderido voluntariamente ao acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia do STJ aplica o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e veda comportamento contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal<\/td><\/tr><tr><td>???? Art. 28-A do CPP: natureza consensual ???? Veda\u00e7\u00e3o \u00e0 rediscuss\u00e3o ap\u00f3s homologa\u00e7\u00e3o ???? Princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva ???? Inadequa\u00e7\u00e3o do habeas corpus para revis\u00e3o do acordo<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se \u00e9 poss\u00edvel rediscutir as cl\u00e1usulas de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal j\u00e1 celebrado e homologado, sob alega\u00e7\u00e3o de onerosidade excessiva, sem violar o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e a veda\u00e7\u00e3o ao comportamento contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ANPP, previsto no art. 28-A do C\u00f3digo de Processo Penal, introduzido pela Lei n. 13.964\/2019, constitui neg\u00f3cio jur\u00eddico de natureza pr\u00e9-processual celebrado entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o investigado, que visa obstar o oferecimento da den\u00fancia mediante o cumprimento de determinadas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de instituto que expressa o <strong>modelo consensual de justi\u00e7a criminal<\/strong>, no qual se privilegia a autonomia da vontade do investigado que, assistido por defesa t\u00e9cnica, aceita cumprir determinadas condi\u00e7\u00f5es em troca do n\u00e3o oferecimento da den\u00fancia, para n\u00e3o se submeter ao processo penal tradicional, com todos os seus \u00f4nus e poss\u00edveis consequ\u00eancias mais gravosas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A jurisprud\u00eancia desta Corte tem sido firme no sentido de que, uma vez celebrado e homologado o ANPP, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a rediscuss\u00e3o de suas cl\u00e1usulas, sob pena de viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e da veda\u00e7\u00e3o ao comportamento contradit\u00f3rio (nemo potest venire contra factum proprium).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, consoante j\u00e1 decidido pela Quinta Turma do STJ, &#8220;comportamentos contradit\u00f3rios como o da defesa, al\u00e9m de violar o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva (art. 5\u00ba do CPC), aplic\u00e1vel a todos os sujeitos processuais e ao processo penal, vai de encontro ao objetivo da justi\u00e7a penal negocial, gerando processos e gastos que deveriam ser evitados com o ANPP, al\u00e9m de enfraquecer o instituto, que acaba sendo utilizado como subterf\u00fagio para postergar o oferecimento da den\u00fancia pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.&#8221; (AgRg no RHC 196.094\/SP, Ministro Reynaldo Soreas da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 18\/9\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a defesa sustenta que as cl\u00e1usulas do ANPP s\u00e3o mais onerosas do que uma eventual pena condenat\u00f3ria, especialmente no que concerne ao perdimento da motocicleta em favor da Uni\u00e3o e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, notadamente considerando a aus\u00eancia de antecedentes criminais do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, observa-se que o <strong>paciente foi assistido por defensor p\u00fablico por ocasi\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o do acordo, e ainda assim optou por aceit\u00e1-lo<\/strong> nos termos propostos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. A alega\u00e7\u00e3o posterior de que as cl\u00e1usulas seriam excessivamente onerosas caracteriza inequ\u00edvoco comportamento contradit\u00f3rio, incompat\u00edvel com o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva, que deve permear todas as rela\u00e7\u00f5es processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, o art. 565 do C\u00f3digo de Processo Penal estabelece que nenhuma das partes poder\u00e1 arguir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, refor\u00e7ando a veda\u00e7\u00e3o ao comportamento contradit\u00f3rio no \u00e2mbito processual penal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ora, a rean\u00e1lise da <strong>proporcionalidade das condi\u00e7\u00f5es pactuadas, ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o judicial do acordo, al\u00e9m de violar o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva, comprometeria a pr\u00f3pria seguran\u00e7a jur\u00eddica e a credibilidade do instituto<\/strong>, desestimulando o Minist\u00e9rio P\u00fablico a oferecer novos acordos e prejudicando futuros investigados que poderiam se beneficiar dessa alternativa \u00e0 persecu\u00e7\u00e3o penal tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, cabe destacar que o habeas corpus, por seu rito c\u00e9lere e natureza urgente, n\u00e3o constitui via adequada para a rediscuss\u00e3o das cl\u00e1usulas de um acordo validamente celebrado e homologado, sobretudo quando n\u00e3o h\u00e1 demonstra\u00e7\u00e3o de flagrante ilegalidade que justifique a interven\u00e7\u00e3o excepcional desta Corte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-validade-de-decisao-sem-nome-do-magistrado-em-processo-eletronico\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Validade de Decis\u00e3o sem Nome do Magistrado em Processo Eletr\u00f4nico<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-7\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Atos Processuais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-7\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a decis\u00e3o proferida em processo eletr\u00f4nico que n\u00e3o apresenta o nome do magistrado no corpo do texto, desde que assinada digitalmente, conforme previsto na Lei n. 11.419\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RHC 177.305-SE, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/3\/2025, DJEN 11\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O par\u00e1grafo \u00fanico do art. 8\u00ba da Lei n. 11.419\/2006 admite a assinatura exclusivamente digital nos atos processuais eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia do nome do juiz no corpo da decis\u00e3o n\u00e3o compromete sua validade se houver assinatura digital validada no sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A autentica\u00e7\u00e3o digital garante a integridade, autoria e validade jur\u00eddica do ato.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A posterior assinatura f\u00edsica em ato relacionado confirma a regularidade da tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A tese discutiu se a omiss\u00e3o do nome do juiz em decis\u00e3o eletr\u00f4nica configura nulidade do ato judicial por aus\u00eancia de autenticidade formal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 A assinatura digital supre a exig\u00eancia formal de identifica\u00e7\u00e3o textual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 O processo eletr\u00f4nico tem regime normativo pr\u00f3prio que afasta a nulidade nos moldes tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia do nome do juiz no corpo da decis\u00e3o proferida em processo eletr\u00f4nico pode ser suprida por assinatura digital v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. A jurisprud\u00eancia do STJ reconhece como v\u00e1lida a decis\u00e3o digitalmente assinada, mesmo sem o nome no texto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Em processo eletr\u00f4nico, a assinatura digital do juiz dispensa a exig\u00eancia formal de identifica\u00e7\u00e3o textual do magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ considera que a assinatura digital assegura validade e autenticidade da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Processo Eletr\u00f4nico e Validade Formal<\/td><\/tr><tr><td>???? Art. 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 11.419\/2006 ???? Assinatura digital supre nome no corpo da decis\u00e3o ???? Validade dos atos assinados eletronicamente ???? Aus\u00eancia de nulidade por forma em ambiente digital<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o em discuss\u00e3o consiste em saber se a aus\u00eancia do nome do magistrado em decis\u00e3o proferida em processo eletr\u00f4nico caracteriza nulidade processual.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Lei n. 11.419\/2006, que disp\u00f5e sobre a informatiza\u00e7\u00e3o do processo judicial, prev\u00ea, no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 8\u00ba, que todos os atos processuais do processo eletr\u00f4nico ser\u00e3o assinados eletronicamente na forma estabelecida nesta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a a\u00e7\u00e3o cautelar de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica tramitou integralmente na inst\u00e2ncia de origem em meio eletr\u00f4nico, de modo que o impulsionamento do feito pressup\u00f5e que as decis\u00f5es sejam proferidas mediante assinatura eletr\u00f4nica do Juiz de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A decis\u00e3o questionada foi assinada digitalmente e consta regularmente nos autos, inexistindo ind\u00edcios de invalidade do ato processual. Isso porque a <strong>assinatura digital \u00e9 suficiente para validar decis\u00f5es judiciais em processos eletr\u00f4nicos<\/strong>, conforme estabelecido na Lei n. 11.419\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, embora a defesa alegue que n\u00e3o teria visualizado no sistema eletr\u00f4nico a assinatura do magistrado, \u00e9 poss\u00edvel verificar, na sequ\u00eancia, a exist\u00eancia de Alvar\u00e1 de Quebra de Sigilo Telef\u00f4nico, firmado com assinatura f\u00edsica do Juiz de Direito, de modo que a referida decis\u00e3o, ainda que n\u00e3o tivesse sido, por lapso, assinada &#8211; o que seria imposs\u00edvel, por se tratar de processo eletr\u00f4nico -, considera-se posteriormente convalidada.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-cbfbe6bc-ce14-4590-9a61-1f1feebde393\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/21235004\/stj-info-844-pt2.pdf\">STJ &#8211; Info 844 Pt2<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/21235004\/stj-info-844-pt2.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-cbfbe6bc-ce14-4590-9a61-1f1feebde393\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos concluir o Informativo n\u00ba 844 do STJ\u00a0COMENTADOcom sua Parte 2! 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