{"id":1562881,"date":"2025-04-15T00:21:23","date_gmt":"2025-04-15T03:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1562881"},"modified":"2025-04-15T00:21:24","modified_gmt":"2025-04-15T03:21:24","slug":"informativo-stj-844-parte-1-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-844-parte-1-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 844 Parte 1 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>O tempo passa, o tempo voa, e a nossa caminhada jurisprudencial continua numa boa&#8230;. <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 844 Parte 1 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> na sua telinha!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/15002105\/stj-info-844-pt1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_EJUWbk_tatQ\"><div id=\"lyte_EJUWbk_tatQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/EJUWbk_tatQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/EJUWbk_tatQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/EJUWbk_tatQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-litigancia-predatoria-e-emenda-da-inicial\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Litig\u00e2ncia Predat\u00f3ria e Emenda da Inicial<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp\">Indexador&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Peti\u00e7\u00e3o Inicial<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Diante de ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria, o juiz pode exigir, de forma fundamentada, a emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que demonstrem o interesse de agir e a verossimilhan\u00e7a do direito, desde que observadas as regras de distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.021.665-MS, Rel. Min. Moura Ribeiro, Corte Especial, julgado em 13\/03\/2025 (Tema 1198).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 319 do CPC disciplina os requisitos da peti\u00e7\u00e3o inicial, e o art. 321 permite ao juiz determinar sua emenda para suprir irregularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A medida visa coibir fraudes processuais em demandas massificadas, protegendo a boa-f\u00e9 objetiva, a efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o e o sistema de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O juiz pode exigir documentos como extratos, contratos, procura\u00e7\u00e3o atualizada, comprovantes de resid\u00eancia, entre outros, conforme as peculiaridades do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia deve respeitar os princ\u00edpios do devido processo legal, da coopera\u00e7\u00e3o e da dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A cautela n\u00e3o configura cerceamento de acesso \u00e0 justi\u00e7a, mas instrumento de filtragem de lides potencialmente abusivas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia girou em torno da possibilidade de o magistrado exigir documentos al\u00e9m dos previstos legalmente quando identificados sinais de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria ou abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A exig\u00eancia \u00e9 v\u00e1lida se fundamentada e proporcional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A verifica\u00e7\u00e3o da legitimidade da demanda protege a jurisdi\u00e7\u00e3o contra fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O juiz deve zelar pela higidez do processo, mesmo em fase inicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O juiz pode exigir a emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que demonstrem o interesse de agir, quando houver ind\u00edcios de litig\u00e2ncia predat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ afirma que essa medida \u00e9 compat\u00edvel com os princ\u00edpios constitucionais do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia judicial de documentos n\u00e3o previstos no rol do art. 319 do CPC constitui nulidade por cerceamento de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia admite a emenda da inicial com base na razoabilidade e na boa-f\u00e9 processual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Litig\u00e2ncia Abusiva e Emenda da Inicial<\/td><\/tr><tr><td>???? Juiz pode exigir documentos adicionais em caso de ind\u00edcio de fraude. ???? Exig\u00eancia deve ser fundamentada e proporcional. ???? Visa garantir efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a jur\u00eddica. ???? N\u00e3o h\u00e1 nulidade se respeitados os princ\u00edpios processuais.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar a possibilidade de o juiz, em um est\u00e1gio inicial do processo, exigir que a parte apresente documentos capazes de evidenciar a verossimilhan\u00e7a do direito alegado, pavimentando, dessa forma, o caminho para a entrega de uma tutela jurisdicional efetiva e coibindo, a um s\u00f3 tempo, a pr\u00e1tica de fraudes processuais. Ou seja, saber at\u00e9 que ponto ou em qual medida o juiz, antevendo a natureza temer\u00e1ria da lide, pode exigir da parte autora que apresente documentos capazes de confirmar a seriedade da pretens\u00e3o deduzida em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas <strong>sociedades de massa, em que a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o integra processos de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo de larga escala, \u00e9 esperado o surgimento de demandas e lides tamb\u00e9m massificadas.<\/strong> Essa litig\u00e2ncia de massa, conquanto apresente novos desafios ao Poder Judici\u00e1rio, constitui manifesta\u00e7\u00e3o leg\u00edtima do direito de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observa-se, no entanto, em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, verdadeira avalanche de processos infundados, marcados pelo exerc\u00edcio de advocacia abusiva, predat\u00f3ria, que n\u00e3o encontra respaldo no leg\u00edtimo direito de a\u00e7\u00e3o. Tais feitos n\u00e3o apenas embara\u00e7am o exerc\u00edcio de uma jurisdi\u00e7\u00e3o efetiva, mas verdadeiramente criam s\u00e9rios problemas de pol\u00edtica p\u00fablica, conforme identificado por \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia de v\u00e1rios tribunais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A possibilidade de o juiz exigir a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos para comprovar o interesse de agir ou a verossimilhan\u00e7a do direito alegado tem sido admitida por esta Corte e tamb\u00e9m pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em diversas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por isso, poder\u00e1 o juiz, a fim de coibir o uso fraudulento do processo, exigir que o autor apresente extratos banc\u00e1rios, c\u00f3pias de contratos, comprovante de resid\u00eancia, procura\u00e7\u00e3o atualizada e com poderes espec\u00edficos, dentre outros documentos, a depender de cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A procura\u00e7\u00e3o outorgada para determinada causa em regra n\u00e3o subsiste para outras a\u00e7\u00f5es distintas e desvinculadas, porque uma vez executado o neg\u00f3cio cessa o mandato para o qual outorgado (art. 682, IV, do C\u00f3digo Civil &#8211; CC). Assim, caso o advogado apresente instrumento muito antigo, dando margem a descren\u00e7a de que n\u00e3o existe mais rela\u00e7\u00e3o atual com o cliente, \u00e9 l\u00edcito ao juiz determinar que a situa\u00e7\u00e3o seja esclarecida, com juntada de um eventual novo instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cautela indicada tem respaldo em princ\u00edpios constitucionais de acesso \u00e0 justi\u00e7a, de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor e de dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo, harmonizando-se, ainda, com os postulados legais que privilegiam o julgamento de m\u00e9rito e imp\u00f5em o dever de coopera\u00e7\u00e3o entre os sujeitos do processo que, afinal, precisa ter desenvolvimento v\u00e1lido e regular.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O risco de exig\u00eancias judiciais excessivas, como de resto o de qualquer decis\u00e3o judicial equivocada, constitui realidade inexpugn\u00e1vel, \u00ednsita ao sistema de Justi\u00e7a, mas que deve ser controlado pontualmente em cada processo, n\u00e3o podendo ser invocado como obst\u00e1culo \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas na condu\u00e7\u00e3o judicial do feito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-militar-temporario-licenciado-aplicacao-do-estatuto-dos-militares\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Militar Tempor\u00e1rio Licenciado: Aplica\u00e7\u00e3o do Estatuto dos Militares<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo Militar<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Regime Jur\u00eddico dos Militares<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-0\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradoria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-0\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Militar tempor\u00e1rio licenciado antes da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019 tem seu eventual direito \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o e \u00e0 reforma apreciado com base na Lei n. 6.880\/1980, \u00e0 luz do princ\u00edpio tempus regit actum.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.175.376-PE, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-0\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O princ\u00edpio tempus regit actum determina a aplica\u00e7\u00e3o da lei vigente \u00e0 \u00e9poca do ato jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Supremo Tribunal Federal, no Tema 24 da Repercuss\u00e3o Geral, reconheceu que militares n\u00e3o possuem direito adquirido a regime jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Para ex-militares tempor\u00e1rios desligados antes da nova lei, n\u00e3o subsiste v\u00ednculo jur\u00eddico atual com a Uni\u00e3o que permita aplica\u00e7\u00e3o retroativa da nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A an\u00e1lise do direito \u00e0 reforma ou reintegra\u00e7\u00e3o deve observar a legisla\u00e7\u00e3o em vigor no momento do licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A Lei n. 13.954\/2019 n\u00e3o retroage para alcan\u00e7ar atos jur\u00eddicos perfeitos e acabados, como licenciamento j\u00e1 consumado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-0\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia tratou de pedido de reforma por incapacidade feito por militar tempor\u00e1rio licenciado antes da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se a Lei n. 6.880\/1980, vigente \u00e0 \u00e9poca do licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O princ\u00edpio tempus regit actum impede retroa\u00e7\u00e3o da nova lei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A reforma ou reintegra\u00e7\u00e3o deve ser analisada conforme o regime jur\u00eddico anterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-0\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O direito \u00e0 reforma de militar tempor\u00e1rio licenciado antes da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019 deve ser analisado conforme o Estatuto dos Militares ent\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ aplicou o princ\u00edpio tempus regit actum e afastou a retroatividade da nova lei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-0\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Militar Tempor\u00e1rio e Direito \u00e0 Reforma<\/td><\/tr><tr><td>???? Aplica-se a lei vigente ao tempo do licenciamento. ???? A Lei n. 13.954\/2019 n\u00e3o tem efeito retroativo para ex-militares. ???? O STF reconhece aus\u00eancia de direito adquirido a regime jur\u00eddico futuro. ???? STJ aplica o princ\u00edpio tempus regit actum para definir o regime aplic\u00e1vel.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-0\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se de controv\u00e9rsia a envolver mat\u00e9ria de Direito Intertemporal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com efeito, o caso em an\u00e1lise volta-se a situa\u00e7\u00e3o envolvendo militar tempor\u00e1rio licenciado quando da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como \u00e9 cedi\u00e7o, a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica existente entre os militares em atividade das For\u00e7as Armadas e a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 de trato sucessivo e, portanto, sujeita-se \u00e0 cl\u00e1usula rebus sic stantibus, no que concerne aos efeitos dessa rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que se protrai no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa compreens\u00e3o se ampara na premissa de que os militares n\u00e3o possuem direito adquirido a regime jur\u00eddico, tal como decidido pelo Supremo Tribunal Federal no Tema n. 24\/STF (RE n. 563.708); sendo assim, inexistindo ressalva em sentido contr\u00e1rio, as modifica\u00e7\u00f5es introduzidas pela Lei n. 13.954, de 16\/12\/2019, \u00e0s Leis n. 6.880\/1980 (Estatuto dos Militares) e 4.375\/1965 (Lei do Servi\u00e7o Militar) s\u00e3o plenamente aplic\u00e1veis aos militares que, \u00e0 \u00e9poca, j\u00e1 se encontravam no servi\u00e7o ativo das For\u00e7as Armadas, tempor\u00e1rios ou de carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, ao contr\u00e1rio da hip\u00f3tese mencionada acima, \u00e9 a do o ex-militar tempor\u00e1rio que, ao tempo do in\u00edcio da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019 j\u00e1 se encontrava licenciado das For\u00e7as Armadas, n\u00e3o possu\u00eda v\u00ednculo jur\u00eddico com a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em tal situa\u00e7\u00e3o, uma vez que <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar em uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de trato sucessivo<\/strong>, o eventual direito \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o e \u00e0 reforma do ex-militar tempor\u00e1rio deve ser examinado segundo o princ\u00edpio tempus regit actum, levando-se em considera\u00e7\u00e3o a legisla\u00e7\u00e3o vigente ao tempo do licenciamento tido por ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, ao ex-militar tempor\u00e1rio licenciado do servi\u00e7o ativo das For\u00e7as Armadas antes da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019, deve-se aplicar legisla\u00e7\u00e3o vigente ao tempo do licenciamento, motivo pelo qual seu eventual direito \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o e \u00e0 reforma militar deve ser apreciado \u00e0 luz das disposi\u00e7\u00f5es contidas na Lei n. 6.880\/1980 (anteriores \u00e0 Lei n. 13.954\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-embargos-de-declaracao-por-maioria-aplicacao-da-tecnica-de-julgamento-ampliado\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embargos de Declara\u00e7\u00e3o por Maioria: Aplica\u00e7\u00e3o da T\u00e9cnica de Julgamento Ampliado<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-0\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Recursos<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-1\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-1\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Aplica-se a t\u00e9cnica de julgamento ampliado ao julgamento n\u00e3o un\u00e2nime de embargos de declara\u00e7\u00e3o quando o voto vencido for apto a alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o, pois os embargos constituem extens\u00e3o do pr\u00f3prio recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.052-RJ, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-1\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 942 do CPC\/2015 prev\u00ea que, havendo julgamento n\u00e3o un\u00e2nime de apela\u00e7\u00e3o, deve haver amplia\u00e7\u00e3o do colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Quando os embargos de declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o julgados por maioria e o voto vencido tem aptid\u00e3o para modificar o resultado da apela\u00e7\u00e3o, a t\u00e9cnica do art. 942 tamb\u00e9m se aplica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os embargos integram a sequ\u00eancia l\u00f3gica do julgamento da apela\u00e7\u00e3o e podem impactar substancialmente o m\u00e9rito da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STJ entende que, nessas hip\u00f3teses, a diverg\u00eancia nos embargos tem o potencial de subverter o resultado do julgamento anterior, exigindo nova composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A omiss\u00e3o reconhecida por voto vencido nos embargos, se acolhida, poderia alterar a decis\u00e3o inicial, raz\u00e3o pela qual deve ser julgada com observ\u00e2ncia ao rito ampliado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-1\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia foi se a t\u00e9cnica de julgamento ampliado deve ser aplicada quando os embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos \u00e0 apela\u00e7\u00e3o forem rejeitados por maioria, com voto vencido apto a alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A t\u00e9cnica se aplica mesmo aos embargos, se eles tiverem potencial de alterar o julgamento da apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A l\u00f3gica do art. 942 prioriza a colegialidade qualificada e a coer\u00eancia decis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O rito ampliado garante maior seguran\u00e7a e legitimidade processual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-1\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A t\u00e9cnica do art. 942 do CPC aplica-se exclusivamente aos julgamentos da apela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o alcan\u00e7ando os embargos de declara\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o un\u00e2nimes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia admite a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica aos embargos quando houver diverg\u00eancia relevante com aptid\u00e3o modificativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O voto vencido em embargos de declara\u00e7\u00e3o pode ensejar a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de julgamento ampliado, se tiver potencial de alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ entende que, nessa hip\u00f3tese, o julgamento dos embargos constitui extens\u00e3o da apela\u00e7\u00e3o e deve observar o rito do art. 942.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-1\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Julgamento Ampliado em Embargos N\u00e3o Un\u00e2nimes<\/td><\/tr><tr><td>???? Aplica-se o art. 942 se o voto vencido puder alterar o resultado da apela\u00e7\u00e3o. ???? Embargos s\u00e3o extens\u00e3o l\u00f3gica do julgamento da apela\u00e7\u00e3o. ???? T\u00e9cnica refor\u00e7a a colegialidade e a legitimidade da decis\u00e3o. ???? Diverg\u00eancia relevante exige reexame por composi\u00e7\u00e3o ampliada.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-1\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A quest\u00e3o jur\u00eddica controvertida diz respeito \u00e0 necessidade ou n\u00e3o de aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica do julgamento ampliado, previsto no art. 942 do C\u00f3digo de Processo Civil\/2015, na hip\u00f3tese em que, a despeito de se ter sido julgado por unanimidade o recurso de apela\u00e7\u00e3o, os aclarat\u00f3rios opostos na sequ\u00eancia s\u00e3o decididos por maioria, possuindo, o voto vencido, aptid\u00e3o para inverter o resultado un\u00e2nime inicial no apelo ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso em deslinde, foi aviado o recurso de apela\u00e7\u00e3o contra senten\u00e7a favor\u00e1vel \u00e0 parte autora, tendo sido desprovida \u00e0 unanimidade, j\u00e1 na vig\u00eancia do CPC\/2015. Naquela assentada, concluiu-se pelo descabimento da alega\u00e7\u00e3o de fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o e manteve-se o comando sentencial pela desconstitui\u00e7\u00e3o de penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contra esse primeiro decisum, valeu-se, a parte, do <strong>recurso integrativo<\/strong> referindo omiss\u00e3o no ac\u00f3rd\u00e3o embargado. Os embargos de declara\u00e7\u00e3o foram rejeitados por maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Importa destacar, contudo, que o voto vencido, no julgamento integrativo, vislumbrou a exist\u00eancia de omiss\u00e3o pass\u00edvel de reverter o resultado inicial da apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa situa\u00e7\u00e3o, a despeito de a letra do art. 942 do CPC\/2015 n\u00e3o determinar o julgamento ampliado para os embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos contra ac\u00f3rd\u00e3o em apela\u00e7\u00e3o, a doutrin\u00e1ria sinaliza em favor da necessidade de se aplicar a aludida t\u00e9cnica tamb\u00e9m nesses casos, isto \u00e9, quando o julgado integrativo se der por maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se posicionou no sentido de que &#8220;a t\u00e9cnica de <strong>julgamento ampliado, positivada no art. 942 do c\u00f3dex processual em vigor, deve ser observada nos embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o un\u00e2nimes decorrentes de ac\u00f3rd\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o, quando a diverg\u00eancia for suficiente \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do resultado inicial<\/strong>, pois o julgamento dos embargos constitui extens\u00e3o da pr\u00f3pria apela\u00e7\u00e3o, mostrando-se irrelevante o resultado majorit\u00e1rio dos embargos (se de rejei\u00e7\u00e3o ou se de acolhimento, com ou sem efeito modificativo)&#8221; (REsp 1.786.158\/PR, rel. Ministra Nancy Andrighi, rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1\/9\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destarte, ao deixar de aplicar a t\u00e9cnica de julgamento ampliado no exame dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, o Tribunal a quo incorreu, a um s\u00f3 tempo, em negativa de vig\u00eancia ao art. 942 do CPC e em error in procedendo, sendo, por isso, de rigor o retorno dos autos \u00e0 origem para que prossiga na an\u00e1lise colegiada do recurso integrativo, desta feita, observando-se o aludido rito legal ampliado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-erro-medico-no-sus-inversao-do-onus-da-prova-por-hipossuficiencia-tecnica-do-paciente\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Erro M\u00e9dico no SUS: Invers\u00e3o do \u00d4nus da Prova por Hipossufici\u00eancia T\u00e9cnica do Paciente<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-1\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Responsabilidade Civil do Estado<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-2\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-2\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o se aplique o CDC aos servi\u00e7os prestados pelo SUS, \u00e9 poss\u00edvel redistribuir o \u00f4nus da prova em raz\u00e3o da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente e da melhor condi\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.161.702-AM, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-2\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A legisla\u00e7\u00e3o consumerista n\u00e3o incide sobre servi\u00e7os p\u00fablicos universais e indivis\u00edveis, como os prestados pelo SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A responsabilidade civil do Estado continua sendo objetiva, mas o processo \u00e9 regido pelo direito administrativo, n\u00e3o pelo CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova pode ser determinada diante da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente e da maior facilidade probat\u00f3ria da administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A invers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica: exige demonstra\u00e7\u00e3o de verossimilhan\u00e7a da alega\u00e7\u00e3o e da desvantagem t\u00e9cnica do usu\u00e1rio do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A an\u00e1lise deve considerar o caso concreto e o equil\u00edbrio entre as partes, \u00e0 luz do princ\u00edpio da coopera\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-2\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia envolveu pedido indenizat\u00f3rio por erro m\u00e9dico no SUS e a aplica\u00e7\u00e3o da invers\u00e3o do \u00f4nus da prova com base no CDC, afastada pelo STJ, mas com admiss\u00e3o de redistribui\u00e7\u00e3o com base em crit\u00e9rios t\u00e9cnico-probat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O CDC n\u00e3o se aplica aos servi\u00e7os prestados uti universi.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova \u00e9 poss\u00edvel diante da hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A an\u00e1lise \u00e9 casu\u00edstica e visa \u00e0 paridade efetiva no processo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-2\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O CDC se aplica, ainda que diante da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos gratuitos como os do SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A legisla\u00e7\u00e3o consumerista n\u00e3o incide sobre servi\u00e7os p\u00fablicos universais e indivis\u00edveis, como os prestados pelo SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Ainda que afastada a aplica\u00e7\u00e3o do CDC, pode-se redistribuir o \u00f4nus da prova em a\u00e7\u00e3o por erro m\u00e9dico no SUS com base na hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reconhece essa possibilidade para assegurar equil\u00edbrio processual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-2\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Erro M\u00e9dico no SUS e \u00d4nus da Prova<\/td><\/tr><tr><td>???? O CDC n\u00e3o se aplica ao SUS. ???? A responsabilidade do Estado \u00e9 objetiva. ???? A redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova \u00e9 poss\u00edvel por hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica. ???? Deve haver verossimilhan\u00e7a da alega\u00e7\u00e3o e desvantagem probat\u00f3ria do autor.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-2\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se \u00e9 aplic\u00e1vel a legisla\u00e7\u00e3o consumerista aos pedidos indenizat\u00f3rios decorrentes de erro m\u00e9dico na rede p\u00fablica de sa\u00fade e se \u00e9 poss\u00edvel a invers\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A regra disposta no art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor &#8211; CDC reconhece que servi\u00e7o, para atrair a legisla\u00e7\u00e3o consumerista, \u00e9 a atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remunera\u00e7\u00e3o, inclusive as de natureza banc\u00e1ria, financeira, de cr\u00e9dito e securit\u00e1ria, salvo as decorrentes das rela\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desse modo, parece evidente que os servi\u00e7os capazes de atrair a incid\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o consumerista s\u00e3o aqueles remunerados, seja essa remunera\u00e7\u00e3o direta ou indireta, que, nesta hip\u00f3tese, configura-se quando o pagamento n\u00e3o \u00e9 espec\u00edfico e individual, mas coletivo ou quando o consumidor paga por outros meios por um suposto &#8220;benef\u00edcio gratuito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa afirma\u00e7\u00e3o poderia levar a crer que todos os servi\u00e7os p\u00fablicos subordinar-se-iam \u00e0s normas de prote\u00e7\u00e3o do consumidor, j\u00e1 que nenhum deles pode ser considerado efetivamente gratuito, haja vista que todos s\u00e3o colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a partir de receitas origin\u00e1rias da arrecada\u00e7\u00e3o de tributos, todavia, esse entendimento n\u00e3o merece prosperar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mostra-se, assim, imprescind\u00edvel a distin\u00e7\u00e3o entre os servi\u00e7os p\u00fablicos pass\u00edveis de serem regidos pelo C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e aqueles que se subordinam exclusivamente ao direito administrativo, sobretudo porque nem todo fornecedor de servi\u00e7o p\u00fablico poder\u00e1 ser submetido aos deveres estabelecidos no art. 22 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante dessas considera\u00e7\u00f5es, tem-se defendido a incid\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o consumerista apenas nas hip\u00f3teses em que o usu\u00e1rio do servi\u00e7o p\u00fablico atue como agente de uma rela\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o remunerada do servi\u00e7o, individualmente e mensur\u00e1vel, ou seja, naqueles servi\u00e7os uti singuli.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consequentemente, afasta-se a aplica\u00e7\u00e3o do CDC naqueles casos em que a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 financiada pelo esfor\u00e7o geral e colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de toda a coletividade indistintamente, sem a possibilidade de mensura\u00e7\u00e3o ou determina\u00e7\u00e3o de graus de sua utiliza\u00e7\u00e3o, sendo conhecidos como servi\u00e7os uti universi.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesses termos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade \u00e9 oferecido a toda a coletividade e sem a retribui\u00e7\u00e3o financeira direta por seus usu\u00e1rios, porquanto seu financiamento adv\u00e9m da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de se mensurar o grau de utiliza\u00e7\u00e3o de cada um, inclusive sendo ele utilizado pela doutrina como um exemplo de servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o subordinado \u00e0s regras consumeristas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dadas tais pondera\u00e7\u00f5es, constata-se que o caso em discuss\u00e3o trata exatamente da responsabilidade civil do Estado por danos materiais, morais e est\u00e9ticos decorrentes de alegado erro m\u00e9dico por parte dos servidores p\u00fablicos da sa\u00fade, mas o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, aplicando a legisla\u00e7\u00e3o consumerista, reconheceu a necessidade de invers\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio, o que n\u00e3o merece prosperar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destaca-se que o afastamento da legisla\u00e7\u00e3o consumerista n\u00e3o implica a modifica\u00e7\u00e3o da natureza da responsabilidade civil do Estado, que continua a responder objetivamente por suas condutas comissivas, tratando-se aqui apenas de afastar a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova ope legis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, mostra-se imperioso afastar a incid\u00eancia do CDC \u00e0 esp\u00e9cie, reconhecendo-se a reg\u00eancia do regime jur\u00eddico de direito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, mesmo que afastada a incid\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o consumerista ao caso, ao se constatar a aus\u00eancia de conhecimentos espec\u00edficos por parte dos pacientes, sobretudo nos casos em que a situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica do paciente \u00e9 desvantajosa (a exemplo dos atendimentos prestados pelo SUS), pode-se vislumbrar com maior facilidade a sua hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica capaz de justificar a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destaca-se, todavia, que o simples fato de o servi\u00e7o de sa\u00fade ser prestado pelo SUS n\u00e3o implica, necessariamente, a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova por hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica do paciente, devendo ele demonstrar a verossimilhan\u00e7a das alega\u00e7\u00f5es aduzidas em ju\u00edzo, de modo que, a partir de ent\u00e3o, o Magistrado possa avaliar se o caso requer a adequa\u00e7\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio por constatar que o ente p\u00fablico possua maior facilidade de obten\u00e7\u00e3o de prova do fato contr\u00e1rio ou haja uma dificuldade excessiva na produ\u00e7\u00e3o da prova por parte do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Destarte, na hip\u00f3tese de exist\u00eancia de vulnerabilidades t\u00e9cnica e informacional, ainda que afastada a incid\u00eancia do CDC no pedido indenizat\u00f3rio decorrente de erro m\u00e9dico na rede p\u00fablica de sa\u00fade, cab\u00edvel a redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fornecimento-de-medicamento-erro-na-aplicacao-da-verba-nao-justifica-suspensao-ao-menor\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fornecimento de Medicamento: Erro na Aplica\u00e7\u00e3o da Verba N\u00e3o Justifica Suspens\u00e3o ao Menor<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-2\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Administrativo<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-3\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-3\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de medicamento diverso daquele autorizado judicialmente, ainda que com verba p\u00fablica, n\u00e3o autoriza a suspens\u00e3o do fornecimento ao menor benefici\u00e1rio, por se tratar de medida desproporcional e atentat\u00f3ria \u00e0 dignidade da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-3\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 5\u00ba, XLVII, \u201ce\u201d, da CF veda penas cru\u00e9is, inclusive na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O menor n\u00e3o pode ser responsabilizado por eventual desvio na utiliza\u00e7\u00e3o de verba p\u00fablica por seus respons\u00e1veis legais.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A genitora usou os valores para adquirir outro medicamento em favor da mesma crian\u00e7a, ap\u00f3s cirurgia, em situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STJ afirma que o fornecimento de medicamento n\u00e3o pode ser suspenso como forma de compensa\u00e7\u00e3o ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Mesmo que se considere indevido o uso da verba, a conduta n\u00e3o justifica san\u00e7\u00e3o que atinja diretamente o direito fundamental \u00e0 sa\u00fade do menor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nbsp\">&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-3\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O debate girou em torno da validade de decis\u00e3o que suspendeu judicialmente o fornecimento de medicamento ao menor por ter havido uso da verba p\u00fablica em rem\u00e9dio diferente, ainda que destinado \u00e0 mesma crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O menor n\u00e3o responde pelos atos dos respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A urg\u00eancia do tratamento justifica a conduta da genitora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suspender o medicamento configura san\u00e7\u00e3o indevida e desumana.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-3\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A suspens\u00e3o do fornecimento de medicamento a menor \u00e9 medida leg\u00edtima quando se constata desvio na aplica\u00e7\u00e3o da verba por parte dos respons\u00e1veis legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ considera desproporcional essa medida, por atingir direito fundamental da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-3\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Fornecimento de Medicamento e Responsabilidade por Erro na Verba<\/td><\/tr><tr><td>???? A crian\u00e7a n\u00e3o pode ser punida por ato do respons\u00e1vel. ???? Suspens\u00e3o do tratamento \u00e9 medida desproporcional. ???? O uso da verba em medicamento diverso, mas necess\u00e1rio, n\u00e3o configura m\u00e1-f\u00e9. ???? A prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a \u00e9 prioridade constitucional.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-3\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No caso, a genitora de um menor incapaz levantou do Estado valores em dinheiro para aquisi\u00e7\u00e3o de medicamentos em favor de seu filho e adquiriu outros rem\u00e9dios, em car\u00e1ter de urg\u00eancia, destinados \u00e0 mesma crian\u00e7a, ap\u00f3s a cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Tribunal de origem reconheceu o emprego il\u00edcito da verba p\u00fablica e, ante a impossibilidade material de devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro, determinou a compensa\u00e7\u00e3o do er\u00e1rio por meio da suspens\u00e3o do fornecimento do medicamento por um m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contudo, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a aponta para a responsabilidade n\u00e3o s\u00f3 subsidi\u00e1ria do incapaz, como pela sua responsabilidade mitigada e condicional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse sentido, ele apenas responde por seus atos pr\u00f3prios quando os respons\u00e1veis n\u00e3o tiverem, eles pr\u00f3prios, condi\u00e7\u00f5es de arcar com as despesas ressarcit\u00f3rias (responsabilidade subsidi\u00e1ria), e quando essa indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o comprometer seu pr\u00f3prio sustento ou de seus dependentes (responsabilidade condicional e mitigada).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, o menor incapaz e doente n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel nem mesmo pelos il\u00edcitos que ele pr\u00f3prio comete (art. 932, I, do C\u00f3digo Civil &#8211; CC\/2002), podendo, ainda menos, arcar pessoal e fisicamente pelas ilicitudes eventualmente cometidas por seus respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, no caso em discuss\u00e3o, nem <em>sequer \u00e9 inequ\u00edvoco o car\u00e1ter il\u00edcito do ato<\/em>, tendo em conta que a verba foi destinada ao tratamento m\u00e9dico da mesma crian\u00e7a, ainda que em medicamento diverso do originalmente (art. 188, I, do CC\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sendo assim, em qualquer situa\u00e7\u00e3o, a interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de medicamento ao doente como meio sancionador \u00e9 desarrazoada, at\u00e9 mesmo ante a veda\u00e7\u00e3o constitucional (e do pr\u00f3prio direito natural) de imposi\u00e7\u00e3o de penas cru\u00e9is (art. 5\u00ba, XLVII, e, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal &#8211; CF\/1988).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-menor-aprendiz-remuneracao-integra-a-base-de-calculo-da-contribuicao-previdenciaria\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Menor Aprendiz: Remunera\u00e7\u00e3o Integra a Base de C\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-3\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Contribui\u00e7\u00f5es Previdenci\u00e1rias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-4\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradorias<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-4\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o paga a menor aprendiz integra a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do RAT e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros, sendo inaplic\u00e1vel a isen\u00e7\u00e3o prevista para menores assistidos.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.520.394-RS, Rel. Min. Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, julgado em 12\/02\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-4\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986 concede isen\u00e7\u00e3o apenas aos gastos com menores assistidos, figura distinta do menor aprendiz.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O menor aprendiz formaliza contrato de aprendizagem com v\u00ednculo previdenci\u00e1rio, o que atrai a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o patronal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia do STJ adota interpreta\u00e7\u00e3o restritiva das normas que outorgam isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, conforme art. 111 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>???? N\u00e3o se pode equiparar o menor assistido ao aprendiz, pois este tem contrato especial com direitos e obriga\u00e7\u00f5es espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a a remunera\u00e7\u00e3o paga no \u00e2mbito do contrato de aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-4\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia foi se a remunera\u00e7\u00e3o do menor aprendiz poderia ser exclu\u00edda da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais, por analogia ao benef\u00edcio legal concedido aos menores assistidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A isen\u00e7\u00e3o deve ser interpretada restritivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O menor aprendiz n\u00e3o se confunde com menor assistido.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os valores pagos no contrato de aprendizagem s\u00e3o tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-4\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A remunera\u00e7\u00e3o paga ao menor aprendiz integra a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e das contribui\u00e7\u00f5es a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ reafirmou que a isen\u00e7\u00e3o prevista no Decreto-Lei n. 2.318\/1986 n\u00e3o se aplica a aprendizes.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A isen\u00e7\u00e3o concedida a menores assistidos pode ser estendida, por analogia, \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o do menor aprendiz com base no princ\u00edpio da equidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia exige interpreta\u00e7\u00e3o literal das normas de isen\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 111 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-4\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Menor Aprendiz e Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria<\/td><\/tr><tr><td>???? A remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 tribut\u00e1vel. ???? A isen\u00e7\u00e3o aplica-se apenas ao menor assistido. ???? O aprendiz possui v\u00ednculo jur\u00eddico e previdenci\u00e1rio. ???? Interpreta\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o deve ser restritiva.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-4\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia quanto \u00e0 possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o prevista aos menores assistidos, art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986, \u00e0 figura dos menores aprendizes, de modo que os valores pagos a estes sejam exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do RAT e das contribui\u00e7\u00f5es a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A isen\u00e7\u00e3o prevista no art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986, que trata da exclus\u00e3o dos gastos efetuados pela empresa com os menores ASSISTIDOS da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, n\u00e3o se aplica \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o paga no contexto do contrato especial de aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segundo o dispositivo legal acima mencionado, o termo &#8220;menor assistido&#8221; refere-se ao contratado com idade entre 12 (doze) e 18 (dezoito) anos, cuja frequ\u00eancia escolar esteja regular, para prestar servi\u00e7os \u00e0 empresa com carga hor\u00e1ria de 4 (quatro) horas por dia, sem v\u00ednculo com a Previd\u00eancia Social.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por outro lado, o menor aprendiz, definido no art. 428 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho &#8211; CLT, \u00e9 o jovem de 14 a 24 anos que participa de um programa de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-profissional. Tal jovem formaliza um contrato especial, que deve ser devidamente anotado na Carteira de Trabalho e Previd\u00eancia Social &#8211; CTPS, com uma empresa que se compromete a oferecer a capacita\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria enquanto recebe os servi\u00e7os prestados por ele no \u00e2mbito dessa forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como se v\u00ea, a figura do menor assistido n\u00e3o se confunde com a do menor aprendiz. Assim, nos termos do art. 111 do CTN, bem como da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que imp\u00f5e a interpreta\u00e7\u00e3o literal das normas que outorgam isen\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<strong>, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a extens\u00e3o do benef\u00edcio fiscal <\/strong>conferido pelo \u00a7 4\u00ba do art. 4\u00ba do Decreto-Lei n. 2.318\/1986 \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o paga aos menores aprendizes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, devido \u00e0 similaridade com a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, o racioc\u00ednio acima se aplica igualmente ao RAT e \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros (AgInt no REsp n. 1.962.721\/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 14\/3\/2022, DJe de 28\/3\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-identificacao-de-usuario-de-e-mail-difamatorio-obrigacao-do-provedor-de-conexao\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Identifica\u00e7\u00e3o de Usu\u00e1rio de E-mail Difamat\u00f3rio: Obriga\u00e7\u00e3o do Provedor de Conex\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-4\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Direito Digital<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-5\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-5\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>O provedor de conex\u00e3o deve fornecer dados para identifica\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rio, mesmo na aus\u00eancia de pr\u00e9via indica\u00e7\u00e3o da porta l\u00f3gica, pois tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo armazenamento dessa informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.170.872-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-5\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A identifica\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio deve ser viabilizada com base nos dados t\u00e9cnicos dispon\u00edveis, ainda que o IP esteja compartilhado entre m\u00faltiplos usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A obriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende da especifica\u00e7\u00e3o exata do minuto da conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965\/2014) obriga provedores de conex\u00e3o a manter registros de data, hora e IP com respectiva porta l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A omiss\u00e3o no fornecimento de dados por falta da porta l\u00f3gica \u00e9 indevida, quando essa informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 sob responsabilidade do pr\u00f3prio provedor de conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A decis\u00e3o refor\u00e7a a prote\u00e7\u00e3o contra il\u00edcitos virtuais e a efetividade da responsabiliza\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-5\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O caso envolveu pedido para que o provedor de conex\u00e3o identificasse o autor de e-mail ofensivo, mesmo sem indica\u00e7\u00e3o da porta l\u00f3gica, o que foi inicialmente negado sob argumento de insufici\u00eancia t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O provedor de conex\u00e3o tamb\u00e9m deve armazenar a porta l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A aus\u00eancia de indica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via n\u00e3o exime da obriga\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A presta\u00e7\u00e3o jurisdicional efetiva exige a colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos provedores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-5\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O provedor de conex\u00e3o deve fornecer dados para identifica\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rio, ainda que o pedido judicial n\u00e3o indique previamente a porta l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ entendeu que a obriga\u00e7\u00e3o decorre da pr\u00f3pria responsabilidade do provedor pelo armazenamento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? Os provedores de conex\u00e3o devem manter registros de data, hora e IP com respectiva porta l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O Marco Civil da Internet (Lei n. 12.965\/2014) obriga provedores de conex\u00e3o a manter esses dados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-5\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Identifica\u00e7\u00e3o de Usu\u00e1rio e Porta L\u00f3gica<\/td><\/tr><tr><td>???? Provedor de conex\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo armazenamento da porta l\u00f3gica. ???? N\u00e3o se exige pr\u00e9via informa\u00e7\u00e3o pelo provedor de aplica\u00e7\u00e3o. ???? A aus\u00eancia da porta n\u00e3o exime o dever de identificar o usu\u00e1rio. ???? A medida garante a responsabiliza\u00e7\u00e3o por il\u00edcitos digitais.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-5\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cinge-se a controv\u00e9rsia em decidir se o provedor de conex\u00e3o deve individualizar o usu\u00e1rio diante de identifica\u00e7\u00e3o do IP, sem a informa\u00e7\u00e3o de porta l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em resumido hist\u00f3rico, j\u00e1 explorado em detalhes pela Terceira Turma do STJ quando do julgamento do REsp 1.777.769 (DJe 8\/11\/2019), os n\u00fameros IPs da vers\u00e3o 4 (IPv4) s\u00e3o finitos, necessitando de adapta\u00e7\u00f5es e novas vers\u00f5es que permitam sua expans\u00e3o. Atentos ao esgotamento dos n\u00fameros de IP, especialistas propuseram uma nova vers\u00e3o para o protocolo, que \u00e9 o chamado Protocolo de Internet Vers\u00e3o 6 (IPv6), que permite uma quantidade virtualmente inesgot\u00e1vel de endere\u00e7os. Enquanto n\u00e3o for finalizada a transi\u00e7\u00e3o para o IPv6, a univocidade do n\u00famero IP depende da associa\u00e7\u00e3o de n\u00famero adicional, a chamada porta de origem (ou porta l\u00f3gica).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na hip\u00f3tese, <em>uma empresa ajuizou a\u00e7\u00e3o cominat\u00f3ria em face de provedor de conex\u00e3o, buscando individualizar o usu\u00e1rio que enviou e-mail difamat\u00f3rio para seus clientes e colaboradores<\/em>. O provedor de conex\u00e3o em sua defesa argumentou que n\u00e3o seria poss\u00edvel individualizar o remetente, porque a aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 porta l\u00f3gica, somada ao intervalo de conex\u00e3o impreciso (10 minutos), indicam mais de quinhentos usu\u00e1rios do mesmo IP.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou-se no sentido de que <strong>tanto provedores de aplica\u00e7\u00e3o quanto provedores de conex\u00e3o t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de guardar e fornecer as informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 porta l\u00f3gica de origem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de pr\u00e9via informa\u00e7\u00e3o por parte do provedor de aplica\u00e7\u00e3o sobre a porta l\u00f3gica para que o provedor de conex\u00e3o disponibilize os demais dados de identifica\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, pois tamb\u00e9m esse segundo agente est\u00e1 obrigado a armazenar e fornecer o IP (e, portanto, a porta l\u00f3gica).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na requisi\u00e7\u00e3o judicial de disponibiliza\u00e7\u00e3o de registros (art. 10, \u00a71\u00ba, Marco Civil da Internet), para identifica\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de especifica\u00e7\u00e3o do minuto exato de ocorr\u00eancia do il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vacinacao-infantil-obrigatoria-recusa-injustificada-autoriza-multa-aos-pais\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vacina\u00e7\u00e3o Infantil Obrigat\u00f3ria: Recusa Injustificada Autoriza Multa aos Pais<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-5\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Constitucional e Direito da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Direito \u00e0 Sa\u00fade<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-6\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Defensoria P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-6\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A recusa dos pais em vacinar o filho contra a COVID-19, mesmo ap\u00f3s advert\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os competentes, caracteriza infra\u00e7\u00e3o administrativa e autoriza a aplica\u00e7\u00e3o da multa prevista no art. 249 do ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 18\/03\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-6\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 14, \u00a7 1\u00ba, do ECA estabelece a obrigatoriedade da vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as nos casos recomendados pelas autoridades sanit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O art. 249 do ECA prev\u00ea multa aos pais que descumprirem os deveres inerentes \u00e0 autoridade parental, como neglig\u00eancia \u00e0 sa\u00fade do filho.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A autoridade parental est\u00e1 submetida \u00e0 fun\u00e7\u00e3o protetiva e deve observar o princ\u00edpio da paternidade respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 medida de sa\u00fade p\u00fablica e prote\u00e7\u00e3o integral, cuja recusa injustificada representa afronta ao melhor interesse da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STF, no Tema 1103 da repercuss\u00e3o geral, reconheceu a constitucionalidade da vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria nos moldes definidos pela autoridade sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-6\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A controv\u00e9rsia envolveu pais que, mesmo advertidos pelo Conselho Tutelar e Minist\u00e9rio P\u00fablico, recusaram-se a vacinar o filho contra a COVID-19, sob alega\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A recusa injustificada configura descumprimento de dever legal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria visa n\u00e3o apenas prote\u00e7\u00e3o individual, mas coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A san\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria \u00e9 leg\u00edtima e proporcional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-6\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A recusa dos pais em vacinar o filho contra a COVID-19, ap\u00f3s advert\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o, autoriza a aplica\u00e7\u00e3o da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ considerou v\u00e1lida a san\u00e7\u00e3o prevista no art. 249 do ECA diante do descumprimento do dever legal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A recusa \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o configura exerc\u00edcio leg\u00edtimo da autonomia parental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia entende que a neglig\u00eancia \u00e0 sa\u00fade do menor autoriza resposta estatal proporcional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-6\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Vacina\u00e7\u00e3o Obrigat\u00f3ria e Dever Parental<\/td><\/tr><tr><td>???? O ECA prev\u00ea vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria em casos recomendados. ???? Recusa injustificada \u00e9 infra\u00e7\u00e3o administrativa. ???? A prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a se sobrep\u00f5e \u00e0 autonomia dos pais. ???? STF confirmou constitucionalidade da vacina\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria (Tema 1103).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-6\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cinge-se a controv\u00e9rsia em decidir se \u00e9 obrigat\u00f3ria a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a e adolescente contra a COVID-19 no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A autoridade parental teve sua significa\u00e7\u00e3o modificada a partir da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988: o que antes se entendia como um poder de chefia do marido para com seus filhos, a partir da Constitui\u00e7\u00e3o passou-se a entender como um poder-dever dos pais e das m\u00e3es de cuidarem e protegerem seus filhos. Encontra suas balizas no princ\u00edpio da paternidade respons\u00e1vel e na doutrina da prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a e do adolescente, posto que, consoante determina o art. 5\u00ba do ECA, nenhuma crian\u00e7a ou adolescente ser\u00e1 objeto de qualquer forma de neglig\u00eancia aos seus direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O exerc\u00edcio da parentalidade enfrenta diversas complexidades, uma vez que a interven\u00e7\u00e3o parental \u00e9 essencial, especialmente em tenra idade, pois a vulnerabilidade das crian\u00e7as impede que compreendam o que \u00e9 melhor para seu saud\u00e1vel desenvolvimento. Essa <strong>autonomia, no entanto, n\u00e3o \u00e9 absoluta<\/strong>: quando a Constitui\u00e7\u00e3o confia aos pais a tarefa primordial de cuidar dos filhos, n\u00e3o lhes credita permiss\u00e3o para abusos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O direito \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a e do adolescente \u00e9 albergado pelo ECA, em seu art. 14, \u00a71\u00ba, o qual determina a obrigatoriedade da vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as quando recomendado por autoridades sanit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Salvo eventual risco concreto \u00e0 integridade psicof\u00edsica da crian\u00e7a ou adolescente, n\u00e3o lhe sendo recomend\u00e1vel o uso de determinada vacina, a escusa dos pais ser\u00e1 considerada neglig\u00eancia parental, pass\u00edvel de san\u00e7\u00e3o estatal, ante a preponder\u00e2ncia do melhor interesse sobre sua autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do ARE n. 1267879\/SP, fixou o Tema n. 1103, estabelecendo como requisitos para a obrigatoriedade de vacina\u00e7\u00e3o: a) inclus\u00e3o no Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es; ou b) determina\u00e7\u00e3o da obrigatoriedade prevista em lei; ou c) determina\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, Estado, Distrito Federal ou Munic\u00edpio, fundada em consenso m\u00e9dico-cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vacina\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o significa, apenas, a prote\u00e7\u00e3o individual de crian\u00e7as e adolescentes, mas representa um pacto coletivo pela sa\u00fade de todos, a fim de erradicar doen\u00e7as ou minimizar suas sequelas, garantindo-se uma inf\u00e2ncia saud\u00e1vel e protegida.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, a vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 obrigat\u00f3ria, pois assim prev\u00ea o art. 14, \u00a74\u00ba do ECA. A recusa em vacinar crian\u00e7a ou adolescente contra a COVID-19, mesmo advertidos dos riscos de sua conduta pelo Conselho Tutelar Municipal e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, caracteriza o descumprimento dos deveres inerentes \u00e0 autoridade familiar, autorizando a aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria prevista no art. 249 do ECA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-querela-nullitatis-possibilidade-de-alegacao-como-questao-incidental\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Querela Nullitatis: Possibilidade de Alega\u00e7\u00e3o como Quest\u00e3o Incidental<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-6\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Querela Nullitatis<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-7\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-7\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o de querela nullitatis pode ser formulada incidentalmente em outra a\u00e7\u00e3o, como quest\u00e3o prejudicial, sendo desnecess\u00e1ria a propositura de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria aut\u00f4noma para reconhecimento de v\u00edcio transrescis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.095.463-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-7\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A querela nullitatis \u00e9 a via adequada para declarar nulidades absolutas que contaminam decis\u00e3o transitada em julgado, especialmente nos casos de v\u00edcio transrescis\u00f3rio, como aus\u00eancia de cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STJ reconhece que o v\u00edcio insan\u00e1vel pode ser alegado de modo incidental, sem a formaliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, respeitando os princ\u00edpios da instrumentalidade das formas, da celeridade e da economia processual.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A jurisprud\u00eancia afasta o formalismo excessivo, permitindo que a nulidade seja suscitada como fundamento prejudicial ao exame de outros pedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A nulidade pode ser reconhecida ex officio e n\u00e3o se sujeita \u00e0 preclus\u00e3o ou \u00e0 coisa julgada formal.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A pretens\u00e3o \u00e0 anula\u00e7\u00e3o, nesse contexto, \u00e9 aut\u00f4noma do procedimento \u2014 o que importa \u00e9 o reconhecimento do v\u00edcio, e n\u00e3o a via eleita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nbsp-0\">&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-7\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O debate foi se o reconhecimento de v\u00edcio transrescis\u00f3rio exige a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma de querela nullitatis ou se pode ser formulado como quest\u00e3o incidental em outra demanda, sem comprometer o interesse de agir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A nulidade pode ser arguida incidentalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria a via aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A admissibilidade se justifica pelo interesse p\u00fablico na higidez da decis\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-7\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A querela nullitatis n\u00e3o pode ser formulada como quest\u00e3o incidental em a\u00e7\u00e3o posterior, quando necess\u00e1ria \u00e0 an\u00e1lise de outros pedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. O STJ reconheceu que a nulidade absoluta pode ser suscitada fora de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, desde que prejudicial ao julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exist\u00eancia de v\u00edcio transrescis\u00f3rio em senten\u00e7a transitada em julgado somente pode ser reconhecida mediante a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia permite a formula\u00e7\u00e3o incidental, sem perda do interesse de agir.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-7\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Querela Nullitatis e Interesse de Agir<\/td><\/tr><tr><td>???? Nulidade absoluta pode ser alegada em qualquer demanda. ???? V\u00edcios transrescis\u00f3rios n\u00e3o exigem a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. ???? A pretens\u00e3o pode ser acess\u00f3ria a outro pedido. ???? O STJ privilegia efetividade sobre formalismo.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-7\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A controv\u00e9rsia consiste em decidir se, para fins de verifica\u00e7\u00e3o do interesse de agir como condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o, a pretens\u00e3o de <em>querela nullitatis<\/em> (para declara\u00e7\u00e3o de nulidade de senten\u00e7a transitada em julgado por v\u00edcio transrescis\u00f3rio) deve ser requerida em a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria espec\u00edfica e aut\u00f4noma ou se pode ser formulada em demanda em que se apresenta como quest\u00e3o incidental ou prejudicial para o exame de outros pedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inicialmente, \u00e9 v\u00e1lido esclarecer que, ap\u00f3s o prazo decadencial de dois anos para a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria (art. 975 do C\u00f3digo de Processo Civil), como regra, forma-se a chamada &#8220;coisa julgada soberana&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, conforme leciona a doutrina, &#8220;<em>existem nulidades absolutas t\u00e3o graves, t\u00e3o ofensivas ao sistema jur\u00eddico, que a sua manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 algo absolutamente indesejado<\/em>; surgem os chamados v\u00edcios transrescis\u00f3rios, que apesar de serem situados no plano da validade n\u00e3o se convalidam, podendo ser alegados a qualquer momento, como ocorre com o v\u00edcio ou inexist\u00eancia da cita\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, v\u00edcio transrescis\u00f3rio representa nulidade que, dado seu elevado grau de ofensividade ao sistema jur\u00eddico, n\u00e3o pode ser mantida ainda que decorrente de decis\u00e3o transitada em julgado e ap\u00f3s ultrapassado o prazo decadencial da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante da gravidade dos v\u00edcios transrescis\u00f3rios (como ocorre diante da falta de cita\u00e7\u00e3o), a ordem jur\u00eddica admite o reconhecimento da nulidade da decis\u00e3o transitada em julgado a qualquer momento, por meio da chamada querela nullitatis insanabilis (reclama\u00e7\u00e3o de nulidade incur\u00e1vel), ou apenas querela nullitatis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pretens\u00e3o da querela nullitatis, no \u00e2mbito da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, tem recebido tratamento direcionado \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da instrumentalidade das formas, de modo a garantir celeridade, economia e efetividade processual (artigos 3\u00ba, 4\u00ba, 6\u00ba e 8\u00ba do CPC). Em decorr\u00eancia disso, o STJ tem admitido a invoca\u00e7\u00e3o da nulidade de decis\u00f5es transitadas em julgado eivadas de v\u00edcios transrescis\u00f3rios sem a exig\u00eancia de propositura de uma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 dizer que a querela nullitatis, ou reclama\u00e7\u00e3o de nulidade, para o reconhecimento de v\u00edcio transrescis\u00f3rio, tem sido visualizada, pelo STJ, como pretens\u00e3o e n\u00e3o como procedimento. Com isso, afasta-se o excesso de formalismo, para admitir o reconhecimento da nulidade de decis\u00f5es maculadas por defeitos transrescis\u00f3rios por meio de diferentes formas de tutela jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ademais, segundo o STJ, a decis\u00e3o maculada por tal tipo de v\u00edcio &#8220;jamais transita em julgado, constituindo a a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria (querella nullitatis) a via mais comumente utilizada para o reconhecimento dessa nulidade, n\u00e3o obstante seja poss\u00edvel a provoca\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo por diversos outros meios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Outro relevante exemplo que se extrai da jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 a <strong>possibilidade de que a pretens\u00e3o da querela nullitatis seja julgada por meio de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria ajuizada ap\u00f3s o prazo decadencial<\/strong>. Em tais casos, a demanda n\u00e3o deve ser extinta, por falta de interesse de agir e inadequa\u00e7\u00e3o da via eleita, mas deve ser remetida pelo Tribunal de of\u00edcio ao primeiro grau, para apreciada como a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Portanto, a pretens\u00e3o da querela nullitatis, a depender das circunst\u00e2ncias de cada hip\u00f3tese, <strong>pode estar inserida em quest\u00e3o prejudicial ou principal da demanda, bem como pode ser arguida atrav\u00e9s de diferentes meios processuais<\/strong> (como a\u00e7\u00f5es declarat\u00f3rias em geral, alega\u00e7\u00e3o incidental em pe\u00e7as defensivas, cumprimento de senten\u00e7a, a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica e mandado de seguran\u00e7a).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-saldo-de-alienacao-fiduciaria-cabimento-de-acao-monitoria-para-cobranca-do-residuo\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Saldo de Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria: Cabimento de A\u00e7\u00e3o Monit\u00f3ria para Cobran\u00e7a do Res\u00edduo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indexador-7\">Indexador<\/h3>\n\n\n\n<p>Disciplina: Direito Civil e Direito Processual Civil<\/p>\n\n\n\n<p>Cap\u00edtulo: Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-area-8\">\u00c1rea<\/h3>\n\n\n\n<p>Magistratura<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque-8\">Destaque<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor acerca da realiza\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o extrajudicial de bem alienado fiduciariamente, sob pena de invalidade da cobran\u00e7a do saldo remanescente por a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.076.261-AP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/3\/2025.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conteudo-base-8\">Conte\u00fado-Base<\/h3>\n\n\n\n<p>???? O art. 2\u00ba do Decreto-Lei n. 911\/1969 exige a intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor para o leil\u00e3o extrajudicial em contratos de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>???? O STJ tem jurisprud\u00eancia consolidada no sentido de que a aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o pessoal invalida a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a do saldo remanescente ap\u00f3s a venda do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A notifica\u00e7\u00e3o deve possibilitar ao devedor acompanhar o procedimento e, se for o caso, saldar a d\u00edvida antes da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A exig\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 medida de garantia do contradit\u00f3rio e da boa-f\u00e9 objetiva na execu\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A cobran\u00e7a do saldo remanescente sem esse requisito caracteriza enriquecimento sem causa e ofensa ao devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-discussao-e-tese-8\">Discuss\u00e3o e Tese<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A quest\u00e3o envolveu a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria ajuizada por institui\u00e7\u00e3o financeira visando \u00e0 cobran\u00e7a de saldo remanescente ap\u00f3s venda extrajudicial de ve\u00edculo, sem prova de intima\u00e7\u00e3o pessoal pr\u00e9via do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2696\ufe0f Para o STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A intima\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de validade do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sua aus\u00eancia impede a cobran\u00e7a do saldo por qualquer via judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u2022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A prote\u00e7\u00e3o ao consumidor exige respeito estrito aos requisitos legais da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-sera-cobrado-em-prova-8\">Como ser\u00e1 Cobrado em Prova<\/h3>\n\n\n\n<p>???? A aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor sobre o leil\u00e3o do bem alienado fiduciariamente impede a cobran\u00e7a judicial do saldo remanescente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2705 Correto. O STJ firmou que a cobran\u00e7a \u00e9 inv\u00e1lida sem essa formalidade essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>???? A notifica\u00e7\u00e3o feita ao endere\u00e7o do contrato, ainda que ap\u00f3s o leil\u00e3o, supre a exig\u00eancia legal e autoriza a cobran\u00e7a do saldo devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u274c Errado. A jurisprud\u00eancia exige intima\u00e7\u00e3o pessoal pr\u00e9via, e sua aus\u00eancia invalida o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-versao-esquematizada-8\">Vers\u00e3o Esquematizada<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>???? Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria e Cobran\u00e7a do Saldo Remanescente<\/td><\/tr><tr><td>???? Exige-se intima\u00e7\u00e3o pessoal pr\u00e9via ao leil\u00e3o. ???? Aus\u00eancia da notifica\u00e7\u00e3o invalida a cobran\u00e7a. ???? A\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria n\u00e3o pode ser usada sem essa formalidade. ???? Protege o direito de informa\u00e7\u00e3o e defesa do devedor.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteiro-teor-8\">Inteiro Teor<\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria ajuizada para cobran\u00e7a de saldo remanescente decorrente da venda de ve\u00edculo alienado fiduciariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A senten\u00e7a acolheu a preliminar de car\u00eancia de a\u00e7\u00e3o e extinguiu o processo sem resolu\u00e7\u00e3o por entender que a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial cientificando da venda e da exist\u00eancia de d\u00e9bito foi encaminhada ao endere\u00e7o da parte quase 1 ano ap\u00f3s a venda do bem. O Tribunal de origem, por sua vez, manteve a senten\u00e7a, sob o fundamento de que &#8220;n\u00e3o houve comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao devedor, requisito necess\u00e1rio para a continuidade do feito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse contexto, o entendimento adotado nas inst\u00e2ncias de origem est\u00e1 em harmonia com a jurisprud\u00eancia do STJ sobre o dever de comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao devedor em tal circunst\u00e2ncia (AgInt nos EDcl no REsp 1.931.921\/SP, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 22\/11\/2021, DJe 25\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na aplica\u00e7\u00e3o do art. 2\u00ba do Decreto 911\/1996, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a se encontra consolidada no sentido da <strong>necessidade de intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor acerca da data da realiza\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o extrajudicial<\/strong>, de modo a proporcionar-lhe a defesa de seus interesses, especialmente ante a possibilidade de o credor vir a lhe cobrar eventual saldo remanescente posteriormente (AgInt no REsp 1.800.044\/PR, Relator Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 11\/6\/2019, DJe 14\/6\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-5e2083d6-8570-456f-88a3-4251ed03ce22\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/15002105\/stj-info-844-pt1.pdf\">STJ &#8211; Info 844 Pt1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/04\/15002105\/stj-info-844-pt1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-5e2083d6-8570-456f-88a3-4251ed03ce22\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tempo passa, o tempo voa, e a nossa caminhada jurisprudencial continua numa boa&#8230;. 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