{"id":154276,"date":"2018-12-03T23:10:35","date_gmt":"2018-12-04T02:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=154276"},"modified":"2019-11-08T16:35:16","modified_gmt":"2019-11-08T19:35:16","slug":"questoes-comentadas-tj-sp-direito-processual-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/questoes-comentadas-tj-sp-direito-processual-civil\/","title":{"rendered":"Quest\u00f5es comentadas de Direito Processual Civil do TJ-SP (188\u00ba)"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal!<\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Rodrigo Vaslin, sou Juiz Federal do TRF4 e Professor de Processo Civil do Estrat\u00e9gia Concursos.<\/p>\n<p>Neste artigo, iremos comentar as quest\u00f5es do concurso do TJ-SP 2018 (188\u00ba), <u>antes da publica\u00e7\u00e3o do gabarito oficial<\/u>.<\/p>\n<p>Sempre fa\u00e7o o alerta aos alunos de que as provas sobre o Novo CPC, desde 2016 at\u00e9 os dias atuais, t\u00eam exigido, prioritariamente, a lei seca, bem como alguns julgados pontuais do STJ a respeito das inova\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo.<\/p>\n<p>Portanto, voc\u00ea que est\u00e1 na luta, n\u00e3o deixe de lado a leitura detida do CPC. Em nosso curso, sempre ao explicar um assunto, fa\u00e7o quest\u00e3o de transcrever os dispositivos, pois eles s\u00e3o reproduzidos,\u00a0<em>ipsis litteris<\/em>, nos certames.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, tivemos grande \u00eaxito em abordar as mat\u00e9rias que ca\u00edram na prova do TJSP no <u>curso<\/u>, no <u>material de apostas<\/u> e, tamb\u00e9m, na <u>revis\u00e3o de v\u00e9spera<\/u>.<\/p>\n<p>Vamos \u00e0s quest\u00f5es!<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 11<\/strong>. Em mat\u00e9ria de compet\u00eancia, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n<p>(A) na execu\u00e7\u00e3o fundada em t\u00edtulo extrajudicial, \u00e9 concorrentemente competente o foro da situa\u00e7\u00e3o dos bens sujeitos a constri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B) a regra de compet\u00eancia estabelecida para quando o r\u00e9u for incapaz, conforme crit\u00e9rio territorial, \u00e9 inderrog\u00e1vel e sua inobserv\u00e2ncia gera incompet\u00eancia absoluta.<\/p>\n<p>(C) para a\u00e7\u00e3o fundada em direito real, em regra, ser\u00e1 competente o foro da situa\u00e7\u00e3o da coisa, m\u00f3vel ou im\u00f3vel.<\/p>\n<p>(D) no cumprimento de precat\u00f3ria, se o juiz deprecado reconhecer sua incompet\u00eancia territorial, dever\u00e1 devolver a carta ao juiz deprecante.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra A<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta. \u00c9 a interpreta\u00e7\u00e3o dada pela doutrina majorit\u00e1ria e jurisprud\u00eancia sobre o art. 781, I, CPC.<\/p>\n<p><em>Art. 781. \u00a0A execu\u00e7\u00e3o fundada em t\u00edtulo extrajudicial ser\u00e1 processada perante o ju\u00edzo competente, observando-se o seguinte:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; a execu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser proposta no foro de domic\u00edlio do executado, de elei\u00e7\u00e3o constante do t\u00edtulo ou, ainda, de <strong>situa\u00e7\u00e3o dos bens a ela sujeitos<\/strong>;<\/em><\/p>\n<p>Embora parcela doutrin\u00e1ria entenda que o foro de elei\u00e7\u00e3o \u00e9 preferencial, a exemplo de Fredie Didier<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> e Daniel Assump\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, a doutrina majorit\u00e1ria entende que as hip\u00f3teses elencadas no art. 781, I, CPC s\u00e3o foros <u>concorrentes<\/u>. O pr\u00f3prio Assump\u00e7\u00e3o admite isso:<\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 12pt\">Ainda que exista <strong>decis\u00e3o do STJ na vig\u00eancia do CPC\/73 a entender pela concorr\u00eancia dos foros indicados no inciso I do art. 781, NCPC para o processo de execu\u00e7\u00e3o<\/strong> (STJ, 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, CC 107.769\/AL, Rel. Min. Nancy Andrighi, d.j. 25\/08\/2010), sendo tal entendimento prestigiado pela <strong>parcela majorit\u00e1ria da doutrina<\/strong>, n\u00e3o parece correto afastar a preval\u00eancia do foro indicado na cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro.<\/span><\/em><\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. O art. 50, NCPC, que estabelece a compet\u00eancia para demandas em que o r\u00e9u \u00e9 incapaz, \u00e9 baseado no crit\u00e9rio <u>territorial<\/u>. E, como se sabe, a compet\u00eancia territorial \u00e9, em regra, <strong>relativa<\/strong> (art. 63, CPC).<\/p>\n<p><em>Art. 63. \u00a0As partes <u>podem modificar<\/u> a compet\u00eancia em raz\u00e3o do valor e do <strong>territ\u00f3rio<\/strong>, elegendo foro onde ser\u00e1 proposta a\u00e7\u00e3o oriunda de direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p>Em casos excepcionais, a compet\u00eancia territorial \u00e9 considerada absoluta.<\/p>\n<p>Ex1: Art. 47, \u00a71\u00ba, parte final, e \u00a72\u00ba (direito real imobili\u00e1rio)<\/p>\n<p>Ex2: art. 2\u00ba, Lei de A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica.<\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p>Como dissemos no t\u00f3pico acima, a compet\u00eancia territorial que versa sobre direito real <strong><u>I<\/u>mobili\u00e1rio<\/strong> \u00e9 absoluta, devendo tramitar no <u>foro da situa\u00e7\u00e3o da coisa<\/u>.<\/p>\n<p><em>Art. 47. \u00a0Para as a\u00e7\u00f5es fundadas em direito real sobre <strong><u>im\u00f3veis<\/u><\/strong> \u00e9 competente o <u>foro de situa\u00e7\u00e3o da coisa<\/u>.<\/em><\/p>\n<p>O erro da assertiva est\u00e1 em incluir nessa regra processos que versem sobre direito real <u>mobili\u00e1rio<\/u>.<\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta. O art. 267 elenca as hip\u00f3teses em que o magistrado devolver\u00e1 a carta. E, dentro desse rol, n\u00e3o consta a hip\u00f3tese de incompet\u00eancia territorial.<\/p>\n<p><em>Art. 267. \u00a0O juiz recusar\u00e1 cumprimento a carta precat\u00f3ria ou arbitral, devolvendo-a com decis\u00e3o motivada quando:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; a carta n\u00e3o estiver revestida dos requisitos legais;<\/em><\/p>\n<p><em>II &#8211; faltar ao juiz compet\u00eancia em raz\u00e3o da <u>mat\u00e9ria<\/u> ou da <u>hierarquia<\/u>;<\/em><\/p>\n<p><em>III &#8211; o juiz tiver d\u00favida acerca de sua autenticidade.<\/em><\/p>\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00a0No caso de incompet\u00eancia em raz\u00e3o da mat\u00e9ria ou da hierarquia, o juiz deprecado, conforme o ato a ser praticado, poder\u00e1 remeter a carta ao juiz ou ao tribunal competente.<\/em><\/p>\n<p>Perceba que o art. 267, II autoriza o juiz a devolver a carta quando constatar casos de incompet\u00eancia absoluta.<\/p>\n<p>Se o magistrado verifica a incompet\u00eancia territorial (relativa), por outro lado, a doutrina se divide quanto \u00e0 atitude a ser tomada:<\/p>\n<p>a) o ju\u00edzo deprecado poder\u00e1 praticar o ato, at\u00e9 porque n\u00e3o cabe a ele alegar a incompet\u00eancia relativa de of\u00edcio (s\u00famula 33, STJ).<\/p>\n<p>b) o ju\u00edzo deprecado, diante do car\u00e1ter itinerante da carta precat\u00f3ria (art. 262), dever\u00e1 remet\u00ea-la ao ju\u00edzo competente.<\/p>\n<p>Vejam que, qualquer corrente que adotem, o ju\u00edzo deprecado n\u00e3o devolver\u00e1 a carta ao ju\u00edzo deprecante, raz\u00e3o pela qual a assertiva est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 12<\/strong>. O autor residente fora do Brasil ficar\u00e1 dispensado de prestar cau\u00e7\u00e3o suficiente ao pagamento de custas e honor\u00e1rios<\/p>\n<p>(A) quando o r\u00e9u nada alegar, presumindo-se de sua in\u00e9rcia a inexist\u00eancia de preju\u00edzo cuja repara\u00e7\u00e3o devesse ser garantida.<\/p>\n<p>(B) se o autor tiver bens m\u00f3veis suficientes no Brasil.<\/p>\n<p>(C) quando se tratar de a\u00e7\u00e3o de estado e capacidade.<\/p>\n<p>(D) quando houver dispensa prevista em acordo internacional vigente no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra D.<\/p>\n<p>A alternativa D \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o do art. 83, \u00a71\u00ba, I, CPC.<\/p>\n<p><em>Art. 83. \u00a0O autor, brasileiro ou estrangeiro, que residir fora do Brasil ou deixar de residir no pa\u00eds ao longo da tramita\u00e7\u00e3o de processo prestar\u00e1 cau\u00e7\u00e3o suficiente ao pagamento das custas e dos honor\u00e1rios de advogado da parte contr\u00e1ria nas a\u00e7\u00f5es que propuser, se n\u00e3o tiver no Brasil bens im\u00f3veis que lhes assegurem o pagamento.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a71<u><sup>o<\/sup><\/u> N\u00e3o se exigir\u00e1 a cau\u00e7\u00e3o de que trata o caput:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>I &#8211; quando houver dispensa prevista em acordo ou tratado internacional de que o Brasil faz parte;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>II &#8211; na execu\u00e7\u00e3o fundada em t\u00edtulo extrajudicial e no cumprimento de senten\u00e7a;<\/em><\/p>\n<p><em>III &#8211; na reconven\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 13<\/strong>. Sobre honor\u00e1rios advocat\u00edcios, afigura-se INCORRETO afirmar:<\/p>\n<p>(A) na majora\u00e7\u00e3o em grau de recurso, o limite m\u00e1ximo dever\u00e1 computar apenas o valor dos honor\u00e1rios e n\u00e3o aqueles decorrentes de multas e de outras san\u00e7\u00f5es processuais.<\/p>\n<p>(B) eles ser\u00e3o proporcionalmente distribu\u00eddos e compensados entre os litigantes se cada qual for parcialmente vencido.<\/p>\n<p>(C) n\u00e3o s\u00e3o devidos em processo de mandado de seguran\u00e7a, ainda que haja m\u00e1-f\u00e9 da parte.<\/p>\n<p>(D) a verba ser\u00e1 devida no cumprimento de senten\u00e7a contra a Fazenda P\u00fablica que enseje a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, se tiver sido ofertada impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra B.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta. Chega-se a tal conclus\u00e3o pela interpreta\u00e7\u00e3o conjunta do art. 85, \u00a7\u00a711 e 12, CPC.<\/p>\n<p>\u00a711. O tribunal, ao julgar recurso, <u>majorar\u00e1 os honor\u00e1rios fixados anteriormente<\/u> levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos \u00a7\u00a7 2<u><sup>o<\/sup><\/u>a 6<u><sup>o<\/sup><\/u>, <u>sendo vedado ao tribunal<\/u>, no c\u00f4mputo geral da fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios devidos ao advogado do vencedor, <u>ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos \u00a7\u00a7 2<sup>o<\/sup>e 3<sup>o<\/sup>\u00a0para a fase de conhecimento<\/u>.<\/p>\n<p>\u00a712. \u00a0Os honor\u00e1rios referidos no \u00a7 11 s\u00e3o cumul\u00e1veis com multas e outras san\u00e7\u00f5es processuais, inclusive as previstas no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art77\">art. 77<\/a>.<\/p>\n<p>Portanto, na majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios pelo Tribunal, este n\u00e3o poder\u00e1 ultrapassar o percentual de 20% do\u00a0valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa (art. 85, \u00a72\u00ba, CPC)<\/p>\n<p>Todavia, dentro desse limite m\u00e1ximo de 20% est\u00e3o apenas os honor\u00e1rios e n\u00e3o aquelas verbas decorrentes de multas e outras san\u00e7\u00f5es que, como preceitua o art. 85, \u00a712, podem ser <u>cumuladas<\/u> com os honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. A afirmativa retrata o entendimento vigente no CPC\/73, conforme s\u00famula 306, STJ.<\/p>\n<p>S\u00famula 306, STJ: <strong>Os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser compensados quando houver sucumb\u00eancia rec\u00edproca<\/strong>, assegurado o direito aut\u00f4nomo do advogado \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do saldo sem excluir a legitimidade da pr\u00f3pria parte.<\/p>\n<p>Todavia, tal posicionamento <strong>encontra-se superado, tendo em vista o disposto no art. 85, 14, NCPC<\/strong>.<\/p>\n<p>Art. 85, \u00a7 14. \u00a0Os honor\u00e1rios constituem direito do advogado e t\u00eam natureza alimentar, com os mesmos privil\u00e9gios dos cr\u00e9ditos oriundos da legisla\u00e7\u00e3o do trabalho, <strong><u>sendo vedada a compensa\u00e7\u00e3o em caso de sucumb\u00eancia parcial.<\/u><\/strong><\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 correta. Vejam o art. 25, Lei n. 12.016\/09.<\/p>\n<p>Art. 25.\u00a0 <strong>N\u00e3o cabem, no processo de mandado de seguran\u00e7a<\/strong>, a interposi\u00e7\u00e3o de embargos infringentes e a <strong>condena\u00e7\u00e3o ao pagamento dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios<\/strong>, <u>sem preju\u00edzo da aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es no caso de litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9<\/u>.<\/p>\n<p>Percebe-se, pois, que honor\u00e1rios e litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9 s\u00e3o coisas distintas, sem interdepend\u00eancia. Um ponto \u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios. Outro ponto, totalmente diverso, \u00e9 a possibilidade de a atua\u00e7\u00e3o de m\u00e1-f\u00e9 ser penalizada pela multa decorrente da litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9 (art. 81, CPC).<\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta.<\/p>\n<p>Tal entendimento est\u00e1 consagrado no art. 1\u00ba-D, Lei n. 9.494\/97, podendo ser tamb\u00e9m deduzida por interpreta\u00e7\u00e3o a <em>contrario sensu<\/em> do art. 85, \u00a77\u00ba, CPC.<\/p>\n<p>Art. 1\u00ba-D N\u00e3o ser\u00e3o devidos honor\u00e1rios advocat\u00edcios pela Fazenda P\u00fablica nas execu\u00e7\u00f5es n\u00e3o embargadas.\u00a0<em>(Artigo acrescido pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.180-35, de 24\/8\/2001<\/em>)<\/p>\n<p>Art. 87, \u00a7 7<u><sup>o<\/sup><\/u> N\u00e3o ser\u00e3o devidos honor\u00e1rios no cumprimento de senten\u00e7a contra a Fazenda P\u00fablica que enseje expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, <u>desde que n\u00e3o tenha sido impugnada<\/u>.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p>a) Execu\u00e7\u00e3o contra Fazenda cobrando d\u00edvida pela sistem\u00e1tica do precat\u00f3rio: Se a Fazenda <u>n\u00e3o embargar<\/u>, <u>n\u00e3o<\/u> ser\u00e1 condenada em honor\u00e1rios;<\/p>\n<p>b) Execu\u00e7\u00e3o contra Fazenda cobrando d\u00edvida sob a sistem\u00e1tica da requisi\u00e7\u00e3o de pequeno valor: <u>Mesmo que a Fazenda n\u00e3o embargue<\/u>, <u>ser\u00e1 condenada em honor\u00e1rios<\/u>;<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o que decidiu o STF no RE 420.816:<\/p>\n<p><em>(&#8230;) Fazenda P\u00fablica: execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o embargada: honor\u00e1rios de advogado: <u>constitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal, com interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao art. 1\u00ba-D da L. 9.494\/97<\/u>, na reda\u00e7\u00e3o que lhe foi dada pela MPr 2.180-35\/2001, de modo a <u>reduzir-lhe a aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 hip\u00f3tese de execu\u00e7\u00e3o por quantia certa contra a Fazenda P\u00fablica<\/u> (C. Pr. Civil, art. 730), <strong>exclu\u00eddos os casos de pagamento de obriga\u00e7\u00f5es definidos em lei como de pequeno valor<\/strong> (CF\/88, art. 100, \u00a7 3\u00ba). (STF, RE 420816, Rel. p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o Min. Sep\u00falveda Pertence, d.j. 29\/09\/2004).<\/em><\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 14<\/strong>. Quanto aos embargos de terceiro, assinale a alternativa correta.<\/p>\n<p>(A) Eles ser\u00e3o distribu\u00eddos livremente e caber\u00e1 ao ju\u00edzo que ordenou a constri\u00e7\u00e3o, tanto que comunicado do ajuizamento da medida, eventualmente suspender o processo at\u00e9 julgamento dos embargos.<\/p>\n<p>(B) Para obten\u00e7\u00e3o de medida liminar, o embargante tem o \u00f4nus de apresentar prova pr\u00e9-constitu\u00edda de sua posse ou dom\u00ednio.<\/p>\n<p>(C) No caso de embargos opostos por credor com garantia real, a lei estabelece um limite de cogni\u00e7\u00e3o horizontal ou em extens\u00e3o.<\/p>\n<p>(D) Na fase de conhecimento, eles podem ser opostos at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado e, no cumprimento ou execu\u00e7\u00e3o, no mesmo prazo para impugna\u00e7\u00e3o ou para embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra C.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta. N\u00e3o ser\u00e3o distribu\u00eddos livremente.<\/p>\n<p><em>Art. 676. \u00a0Os <u>embargos ser\u00e3o distribu\u00eddos por depend\u00eancia ao ju\u00edzo que ordenou a constri\u00e7\u00e3o e autuados em apartado<\/u>.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. A prova pr\u00e9-constitu\u00edda exige que os fatos sejam <u>demonstr\u00e1veis de plano<\/u>, <strong>sem precisar de dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n<p>No caso dos embargos de terceiro, os Manuais e a jurisprud\u00eancia n\u00e3o falam em prova pr\u00e9-constitu\u00edda, pois o pr\u00f3prio art. 677, \u00a71\u00ba, CPC autoriza audi\u00eancia preliminar antes mesmo da aprecia\u00e7\u00e3o da liminar.<\/p>\n<p>Daniel Assump\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0pontua que:<\/p>\n<p><em><u>Caso n\u00e3o tenha prova documental ou documentada nesse sentido, precisando de prova oral para formar tal convencimento judicial<\/u>, ser\u00e1 cab\u00edvel, de of\u00edcio ou a requerimento, a designa\u00e7\u00e3o de uma audi\u00eancia para tal finalidade.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 correta. Como salienta Assump\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>:<\/p>\n<p><em>O embargado poder\u00e1 alegar toda a mat\u00e9ria de defesa poss\u00edvel, sendo os embargos um processo de cogni\u00e7\u00e3o <u>plena<\/u>, <strong>\u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos embargos ajuizados por credor com garantia real,<\/strong> visto que nesses casos as defesas do embargado est\u00e3o limitadas pelo art. 680, NCPC.<\/em><\/p>\n<p><em>Art. 680. \u00a0Contra os embargos do credor com<strong> garantia real<\/strong>, o embargado <strong>somente poder\u00e1 alegar que<\/strong>:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; o devedor comum \u00e9 insolvente;<\/em><\/p>\n<p><em>II &#8211; o t\u00edtulo \u00e9 nulo ou n\u00e3o obriga a terceiro;<\/em><\/p>\n<p><em>III &#8211; outra \u00e9 a coisa dada em garantia.<\/em><\/p>\n<p>Doutrinariamente, diz-se que, no\u00a0<em>plano <strong>horizontal<\/strong> (<strong>extens\u00e3o<\/strong> ou amplitude)<\/em>, a cogni\u00e7\u00e3o tem por limite os elementos objetivos do processo (trin\u00f4mio: quest\u00f5es processuais, condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o e m\u00e9rito). Nesse plano, como ensina Kazuo Watanabe, a cogni\u00e7\u00e3o pode ser:<\/p>\n<p>a) P<em>lena:\u00a0<\/em>ser\u00e1 plena quando todos os elementos do trin\u00f4mio que constitui o objeto da cogni\u00e7\u00e3o estiverem submetidos \u00e0 atividade cognitiva do juiz. N\u00e3o h\u00e1 limita\u00e7\u00e3o do que o juiz possa conhecer.<\/p>\n<p><strong>Ex1<\/strong>: no procedimento comum, n\u00e3o h\u00e1 restri\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias que podem ser ou n\u00e3o apreciadas pelo magistrado.<\/p>\n<p>b) <em>Limitada:\u00a0<\/em>ocorre quando h\u00e1 alguma limita\u00e7\u00e3o ao espectro de abrang\u00eancia da cogni\u00e7\u00e3o, ou seja, quando algum dos elementos do trin\u00f4mio for eliminado da atividade cognitiva do juiz. O procedimento limita o que o juiz pode ou n\u00e3o apreciar.<\/p>\n<p><strong>Ex1<\/strong>:\u00a0\u00a0no procedimento de desapropria\u00e7\u00e3o por necessidade ou utilidade p\u00fablica, regido pelo Decreto-lei n. 3.365, o juiz s\u00f3 poder\u00e1 analisar duas coisas: v\u00edcios do processo ou pre\u00e7o. Veja o art. 20 desse diploma, \u201ca contesta\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 versar sobre\u00a0<u>v\u00edcio do processo judicial ou impugna\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o<\/u>; qualquer outra quest\u00e3o dever\u00e1 ser decidida por a\u00e7\u00e3o direta\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ex2<\/strong>:\u00a0\u00a0nos procedimentos especiais possess\u00f3rios, <u>n\u00e3o se pode conhecer de quest\u00e3o referente ao\u00a0dom\u00ednio<strong>\u00a0<\/strong>formulada em defesa pelo r\u00e9u<\/u> (art. 1.210, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo Civil e art. 557, NCPC).<\/p>\n<p><strong>Ex3<\/strong>: <strong><u>Embargos ajuizados por credor com garantia real, em que a defesa do embargado est\u00e1 limitada pelo art. 680, NCPC. <\/u><\/strong><\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta. A assertiva \u00e9 contr\u00e1ria ao art. 675, CPC.<\/p>\n<p>Art. 675. \u00a0Os embargos podem ser opostos a qualquer tempo no processo de conhecimento enquanto n\u00e3o transitada em julgado a senten\u00e7a e, <strong><u>no cumprimento de senten\u00e7a ou no processo de execu\u00e7\u00e3o, at\u00e9 5 (cinco) dias depois da adjudica\u00e7\u00e3o, da aliena\u00e7\u00e3o por iniciativa particular ou da arremata\u00e7\u00e3o, mas sempre antes da assinatura da respectiva carta<\/u><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 15<\/strong>. Relativamente \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o dos atos processuais, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n<p>(A) a lei faculta ao advogado promover a intima\u00e7\u00e3o do colega advers\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a pelo correio.<\/p>\n<p>(B) \u00e9 vedado que, na intima\u00e7\u00e3o dirigida ao advogado, figure apenas o nome da sociedade a que perten\u00e7a.<\/p>\n<p>(C) se n\u00e3o for comunicada modifica\u00e7\u00e3o de endere\u00e7o da parte, a lei presume v\u00e1lida a intima\u00e7\u00e3o feita naquele constante dos autos, exceto quando se tratar de mudan\u00e7a tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>(D) a intima\u00e7\u00e3o feita ao ensejo da retirada dos autos de cart\u00f3rio \u00e9 inv\u00e1lida se a carga for feita por quem n\u00e3o seja advogado investido de mandato.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra A.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta.<\/p>\n<p>Art. 269, \u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u> <u>\u00c9 <strong>facultado<\/strong> aos advogados promover a intima\u00e7\u00e3o do advogado da outra parte por meio do <strong>correio<\/strong><\/u>, juntando aos autos, a seguir, c\u00f3pia do of\u00edcio de intima\u00e7\u00e3o e do aviso de recebimento.<\/p>\n<p>\u00a72<u><sup>o<\/sup><\/u> O of\u00edcio de intima\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser instru\u00eddo com c\u00f3pia do despacho, da decis\u00e3o ou da senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Nesses casos, o prazo para a outra parte come\u00e7ar\u00e1 a contar do 1<sup>o<\/sup> dia \u00fatil seguinte a essa juntada aos autos da c\u00f3pia do of\u00edcio de intima\u00e7\u00e3o e do AR.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o que essa intima\u00e7\u00e3o de advogado para advogado <u>n\u00e3o pode se dar de advogado para Advocacia P\u00fablica<\/u>.<\/p>\n<p><strong>Enunciado 578, FPPC:<\/strong> (art. 183, \u00a71\u00ba) Em raz\u00e3o da previs\u00e3o especial do \u00a7 1\u00ba do art. 183, estabelecendo a intima\u00e7\u00e3o pessoal da <strong>Fazenda P\u00fablica<\/strong> por carga, remessa ou meio eletr\u00f4nico, <strong>a ela n\u00e3o se aplica o disposto no \u00a7 1\u00ba do art. 269<\/strong>.<\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. Essa \u00e9 uma <strong><u>novidade<\/u><\/strong> do NCPC. Antes, era poss\u00edvel intima\u00e7\u00e3o apenas em <u>nome do advogado<\/u>. Agora, <u>se houver requerimento<\/u>, pode haver intima\u00e7\u00e3o em <strong>nome da sociedade<\/strong>, desde que devidamente registrada na OAB.<\/p>\n<p>Art. 272, \u00a7 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0Sob pena de nulidade, \u00e9 indispens\u00e1vel que da publica\u00e7\u00e3o constem os nomes das partes e de seus advogados, com o respectivo n\u00famero de inscri\u00e7\u00e3o na Ordem dos Advogados do Brasil, <strong><u>ou, se assim requerido, da sociedade de advogados<\/u><\/strong>.<\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta. N\u00e3o h\u00e1 essa exce\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>Art. 274. \u00a0Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00a0Presumem-se v\u00e1lidas as intima\u00e7\u00f5es dirigidas ao endere\u00e7o constante dos autos, ainda que n\u00e3o recebidas pessoalmente pelo interessado, <u>se a modifica\u00e7\u00e3o <strong>tempor\u00e1ria<\/strong> ou <strong>definitiva<\/strong> n\u00e3o tiver sido devidamente comunicada ao ju\u00edzo<\/u>, fluindo os prazos a partir da juntada aos autos do comprovante de entrega da correspond\u00eancia no primitivo endere\u00e7o.<\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta. Implicar\u00e1 intima\u00e7\u00e3o a retirada dos autos do cart\u00f3rio <u>mesmo que n\u00e3o seja advogado investido de mandato<\/u>, como \u00e9 o caso da retirada dos autos por <strong>pessoa credenciada a pedido do advogado<\/strong> ou <strong>da sociedade de advogados<\/strong>.<\/p>\n<p>Art. 272, \u00a7 6<u><sup>o<\/sup><\/u> A retirada dos autos do cart\u00f3rio ou da secretaria em carga pelo advogado, por pessoa credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de advogados, pela Advocacia P\u00fablica, pela Defensoria P\u00fablica ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico implicar\u00e1 intima\u00e7\u00e3o de qualquer decis\u00e3o contida no processo retirado, ainda que pendente de publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ex: estagi\u00e1rio que \u00e9 credenciado pelo advogado ou sociedade de advogados perante aquele ju\u00edzo a fim de que lhe seja autorizada a retirada dos autos do cart\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 16<\/strong>. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prova testemunhal, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n<p>(A) reputa-se impedido de depor sob compromisso legal aquele que tiver interesse no lit\u00edgio.<\/p>\n<p>(B) como regra, ela ser\u00e1 indeferida quando o fato s\u00f3 puder ser comprovado por documento ou prova pericial.<\/p>\n<p>(C) a testemunha n\u00e3o \u00e9 obrigada a comparecer para depor sobre fatos que lhe acarretem grave dano.<\/p>\n<p>(D) ela n\u00e3o comporta a qualifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de prova nova para efeito de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra B.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p>Art. 447, \u00a7 3<u><sup>o<\/sup><\/u> S\u00e3o <strong><u>suspeitos<\/u><\/strong>: II &#8211; o que tiver interesse no lit\u00edgio.<\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 correta.<\/p>\n<p>Art. 443. \u00a0O juiz <strong><u>indeferir\u00e1<\/u><\/strong> a inquiri\u00e7\u00e3o de testemunhas sobre fatos: <strong>II &#8211; que <u>s\u00f3<\/u> por <u>documento<\/u> ou por exame <u>pericial<\/u> <u>puderem ser provados<\/u>.<\/strong><\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta. A testemunha \u00e9 <u>obrigada a comparecer<\/u> e suscitar essa escusa perante o ju\u00edzo, que analisar\u00e1 a pertin\u00eancia ou n\u00e3o de seu intento de n\u00e3o testemunhar sobre aquele fato espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Percebam que, ultrapassada a qualifica\u00e7\u00e3o (eventual contradita) e o compromisso de dizer a verdade, iniciam-se as perguntas. Dado in\u00edcio aos questionamentos, a testemunha pode, em qualquer deles, <u>requerer ao juiz que a escuse de depor sobre aquele espec\u00edfico fato questionado, suscitando as hip\u00f3teses do art. 448, CPC<\/u>.<\/p>\n<p>Art. 457, \u00a7 3o\u00a0A testemunha pode <u>requerer ao juiz que a escuse de depor, alegando os motivos previstos neste C\u00f3digo<\/u>, <u>decidindo o juiz de plano ap\u00f3s ouvidas as partes<\/u>.<\/p>\n<p>Art. 448. \u00a0A testemunha n\u00e3o \u00e9 obrigada a depor sobre fatos: I &#8211; <strong>que lhe acarretem grave dano<\/strong>, bem como ao seu c\u00f4njuge ou companheiro e aos seus parentes consangu\u00edneos ou afins, em linha reta ou colateral, at\u00e9 o terceiro grau;<\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta. Comporta sim.<\/p>\n<p>O art. 485, VII, CPC\/73 exigia a exist\u00eancia de <u>documento novo<\/u>. J\u00e1 o art. 966, VII, CPC\/15 requer a exist\u00eancia de <u>prova nova<\/u>, o que poder\u00e1 alargar as hip\u00f3teses de cabimento de rescis\u00f3ria com base em tal inciso.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"299\">CPC\/73<\/td>\n<td width=\"299\">CPC\/15<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"299\">Art. 485, Vll &#8211; depois da senten\u00e7a, o autor obtiver <strong>documento novo<\/strong>, cuja exist\u00eancia ignorava, ou de que n\u00e3o p\u00f4de fazer uso, capaz, por si s\u00f3, de Ihe assegurar pronunciamento favor\u00e1vel;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"299\">Art. 966, VII &#8211; obtiver o autor, posteriormente ao tr\u00e2nsito em julgado, <strong>prova nova<\/strong> cuja exist\u00eancia ignorava ou de que n\u00e3o p\u00f4de fazer uso, capaz, por si s\u00f3, de lhe assegurar pronunciamento favor\u00e1vel;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>De toda forma, a doutrina j\u00e1 interpretava a express\u00e3o \u201cdocumento novo\u201d no sentido da possibilidade de se utilizar n\u00e3o s\u00f3 a prova documental, mas tamb\u00e9m a prova documentada, isto \u00e9, prova pericial ou oral materializada em documento (ex: laudo pericial e <u>termo de audi\u00eancia<\/u>).<\/p>\n<p>Com a nova reda\u00e7\u00e3o do art. 966, VII, NCPC, pode-se at\u00e9 elastecer o rol das poss\u00edveis provas.<\/p>\n<p>Daniel Assump\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, no que tange \u00e0 prova testemunhal, afirma:<\/p>\n<p><em>Quanto \u00e0 prova testemunhal, <span style=\"text-decoration: underline\">entendo que caber\u00e1 ao autor da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria a comprova\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o tinha conhecimento, e nem tinha como ter, da exist\u00eancia da testemunha, raz\u00e3o pela qual a prova n\u00e3o foi produzida no processo de origem<\/span>.<\/em><\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 17<\/strong>. Se a parte desiste de recurso que interp\u00f4s contra senten\u00e7a que julgou o m\u00e9rito,<\/p>\n<p>(A) para que a desist\u00eancia seja homologada, \u00e9 necess\u00e1ria concord\u00e2ncia da parte recorrida.<\/p>\n<p>(B) fica prejudicado o julgamento do m\u00e9rito da causa.<\/p>\n<p>(C) a situa\u00e7\u00e3o equivale, em termos pr\u00e1ticos, \u00e0 ren\u00fancia ao direito em que se funda a demanda.<\/p>\n<p>(D) a desist\u00eancia n\u00e3o impedir\u00e1 a an\u00e1lise de quest\u00e3o objeto de julgamento de recurso especial repetitivo.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra D.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p><em>Art. 998. \u00a0O recorrente poder\u00e1, a qualquer tempo, <strong><u>sem a anu\u00eancia do recorrido<\/u><\/strong> ou dos litisconsortes, desistir do recurso.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. O julgamento do m\u00e9rito da causa j\u00e1 ocorreu com prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, n\u00e3o havendo nenhuma rela\u00e7\u00e3o de prejudicialidade com o recurso.<\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta. Desist\u00eancia \u00e9 um ato do autor em abrir m\u00e3o do processo sem abrir m\u00e3o do direito. J\u00e1 na ren\u00fancia ao direito, abre-se m\u00e3o do pr\u00f3prio direito material.<\/p>\n<p>Em nosso curso, fazemos uma tabela diferenciando os dois:<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"323\"><strong>Desist\u00eancia<\/strong><\/td>\n<td width=\"323\"><strong>Ren\u00fancia<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"323\">\u00c9 um ato do autor em abrir m\u00e3o do processo sem abrir m\u00e3o do direito.<\/p>\n<p>Assim, permite que o autor reproponha aquela demanda posteriormente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td width=\"323\">\u00c9 um ato de abrir m\u00e3o do pr\u00f3prio direito material.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o autoriza a repropositura da demanda com objeto (direito material) que j\u00e1 foi renunciado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"323\">N\u00e3o \u00e9 uma forma de submiss\u00e3o do autor perante o r\u00e9u.<\/td>\n<td width=\"323\">\u00c9 uma forma de submiss\u00e3o do autor frente ao r\u00e9u. Lembrem-se que quando \u00e9 feita <strong>em<\/strong> <strong>ju\u00edzo<\/strong>, a submiss\u00e3o do <u>autor<\/u> se chama <em><u>ren\u00fancia<\/u><\/em> (art. 487, III, \u201cc\u201d, CPC); a do <u>r\u00e9u<\/u> se chama <em><u>reconhecimento da proced\u00eancia do pedido<\/u><\/em> (art. 487, III, \u201ca\u201d, CPC).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"323\">Ocasionar\u00e1 senten\u00e7a terminativa (art. 485, VIII, CPC)<\/td>\n<td width=\"323\">Ocasionar\u00e1 senten\u00e7a de m\u00e9rito (art. 487, III, \u201cc\u201d, CPC)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"323\"><u>Ap\u00f3s o oferecimento da contesta\u00e7\u00e3o<\/u>, o juiz s\u00f3 poder\u00e1 acolher o pedido de desist\u00eancia e prolatar a senten\u00e7a nos termos do art. 485, VIII, CPC, <strong>se o r\u00e9u concordar.<\/strong><\/td>\n<td width=\"323\">N\u00e3o precisa de consentimento do r\u00e9u para o juiz prolatar a senten\u00e7a nos termos do art. 487, III, \u201cc\u201d, CPC.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"323\">\u00c9 poss\u00edvel desistir do recurso sem precisar de anu\u00eancia do recorrido (art. 998, CPC).<\/td>\n<td width=\"323\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A alternativa D est\u00e1 correta.<\/p>\n<p><em>Art. 998, Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00a0<u>A desist\u00eancia do recurso <strong>n\u00e3o impede a an\u00e1lise de quest\u00e3o<\/strong> cuja repercuss\u00e3o geral j\u00e1 tenha sido reconhecida e daquela <strong>objeto de julgamento de recursos extraordin\u00e1rios ou especiais repetitivos<\/strong>.<\/u><\/em><\/p>\n<p>Curiosidade: No REsp n. 1721705\/SP, mesmo n\u00e3o sendo um recurso especial repetitivo, a 3\u00aa Turma do STJ entendeu que \u201cse um processo tem interesse social coletivo, ele pode ser julgado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a mesmo se a parte autora quiser desistir dele\u201d.<\/p>\n<p>Esse tema ainda ser\u00e1 objeto de muito debate e tende a cair em provas discursivas e orais.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 18<\/strong>. Quando a senten\u00e7a contiver condena\u00e7\u00e3o il\u00edquida ao pagamento de quantia,<\/p>\n<p>(A) ter\u00e1 lugar o arbitramento, se assim exigir a natureza do objeto da liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B) a decis\u00e3o ser\u00e1 inv\u00e1lida porque a condena\u00e7\u00e3o deve ser sempre l\u00edquida, ainda que o pedido do autor seja gen\u00e9rico.<\/p>\n<p>(C) ser\u00e1 invi\u00e1vel ao credor promover o cumprimento de senten\u00e7a, ainda que parte da decis\u00e3o seja l\u00edquida.<\/p>\n<p>(D) ter\u00e1 lugar liquida\u00e7\u00e3o por c\u00e1lculo, caso o credor n\u00e3o apresente o demonstrativo do d\u00e9bito atualizado.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra A.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta.<\/p>\n<p><em>Art. 509. \u00a0Quando a senten\u00e7a condenar ao pagamento de quantia il\u00edquida, proceder-se-\u00e1 \u00e0 sua liquida\u00e7\u00e3o, a requerimento do credor ou do devedor:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; por <strong>arbitramento<\/strong>, quando determinado pela senten\u00e7a, convencionado pelas partes ou <strong>exigido pela natureza do objeto da liquida\u00e7\u00e3o<\/strong>;<\/em><\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. Nem sempre a senten\u00e7a precisa ser l\u00edquida. O pr\u00f3prio art. 491 ressalva duas hip\u00f3teses em que a senten\u00e7a il\u00edquida seria poss\u00edvel.<\/p>\n<p><em>Art. 491. \u00a0Na a\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de pagar quantia, ainda que formulado pedido gen\u00e9rico, a decis\u00e3o definir\u00e1 desde logo a extens\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o, o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, a taxa de juros, o termo inicial de ambos e a periodicidade da capitaliza\u00e7\u00e3o dos juros, se for o caso, <strong><u>salvo quando<\/u><\/strong>:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; n\u00e3o for poss\u00edvel determinar, de modo definitivo, o montante devido;<\/em><\/p>\n<p><em>II &#8211; a apura\u00e7\u00e3o do valor devido depender da produ\u00e7\u00e3o de prova de realiza\u00e7\u00e3o demorada ou excessivamente dispendiosa, assim reconhecida na senten\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p><em>Art. 509, \u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u> Quando na senten\u00e7a houver uma parte l\u00edquida e outra il\u00edquida, <strong>ao credor \u00e9 l\u00edcito promover simultaneamente a execu\u00e7\u00e3o daquela e, em autos apartados, a liquida\u00e7\u00e3o desta<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta. A liquida\u00e7\u00e3o por mero c\u00e1lculo aritm\u00e9tico n\u00e3o \u00e9 mais esp\u00e9cie de liquida\u00e7\u00e3o, restando apenas: a) liquida\u00e7\u00e3o por arbitramento; b) liquida\u00e7\u00e3o pelo procedimento comum.<\/p>\n<p>Sendo poss\u00edvel se chegar ao valor exequendo por mero c\u00e1lculo, a obriga\u00e7\u00e3o j\u00e1 ser\u00e1 l\u00edquida e, por tal raz\u00e3o, ser\u00e1 dispensada a liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a. Tanto \u00e9 assim que o art. 509, \u00a72\u00ba, CPC diz que o exequente j\u00e1 pode promover de pronto o cumprimento de senten\u00e7a, sem passar pela fase de liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Art. 509, \u00a7 2<u><sup>o<\/sup><\/u> Quando a apura\u00e7\u00e3o do valor depender apenas de c\u00e1lculo aritm\u00e9tico, o credor poder\u00e1 promover, desde logo, o cumprimento da senten\u00e7a.<\/em><\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 19<\/strong>. Se o r\u00e9u n\u00e3o ofertar contesta\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>(A) a revelia implicar\u00e1 aceita\u00e7\u00e3o da jurisdi\u00e7\u00e3o estatal e ren\u00fancia ao ju\u00edzo arbitral.<\/p>\n<p>(B) a senten\u00e7a de m\u00e9rito n\u00e3o se submeter\u00e1 \u00e0 efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada.<\/p>\n<p>(C) o juiz n\u00e3o poder\u00e1 alterar de of\u00edcio o valor da causa.<\/p>\n<p>(D) a revelia impor\u00e1 o julgamento antecipado do m\u00e9rito.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra A.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 correta. O juiz <strong><u>n\u00e3o pode<\/u> reconhecer de of\u00edcio<\/strong> a conven\u00e7\u00e3o de arbitragem (art. 337, \u00a75\u00ba, CPC).<\/p>\n<p><em><strong>Art. 337, \u00a7 5<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0<u>Excetuadas<\/u> a conven\u00e7\u00e3o de arbitragem e a incompet\u00eancia relativa, <u>o juiz conhecer\u00e1 de of\u00edcio das mat\u00e9rias enumeradas neste artigo<\/u>.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Assim, se as partes n\u00e3o suscitarem a conven\u00e7\u00e3o de arbitragem, <u>presume-se que querem a interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para solucionar sua lide<\/u>.<\/p>\n<p>No caso do r\u00e9u, ele tem a incumb\u00eancia de, na contesta\u00e7\u00e3o, alegar a conven\u00e7\u00e3o de arbitragem (art. 337, X, CPC).<\/p>\n<p><em>Art. 337. \u00a0Incumbe ao r\u00e9u, antes de discutir o m\u00e9rito, alegar: <strong>X &#8211; conven\u00e7\u00e3o de arbitragem;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No caso de revelia (aus\u00eancia de contesta\u00e7\u00e3o), como n\u00e3o houve nenhuma alega\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia da conven\u00e7\u00e3o de arbitragem, presume-se que as partes abriram m\u00e3o da arbitragem e querem a interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para solucionar o conflito.<\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. A senten\u00e7a de m\u00e9rito se submete sim \u00e0 efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada (art. 508, CPC).<\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p><em>art. 292, \u00a73<u><sup>o<\/sup><\/u>O juiz corrigir\u00e1, <strong>de of\u00edcio<\/strong> e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que n\u00e3o corresponde ao conte\u00fado patrimonial em discuss\u00e3o ou ao proveito econ\u00f4mico perseguido pelo autor, caso em que se proceder\u00e1 ao recolhimento das custas correspondentes.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta. N\u00e3o necessariamente.<\/p>\n<p>Para que haja julgamento antecipado do m\u00e9rito, \u00e9 preciso que a revelia gere os efeitos do art. 344 e n\u00e3o haja requerimento de prova, na forma do art. 349, CPC.<\/p>\n<p><em>Art. 355. \u00a0O juiz <strong>julgar\u00e1 antecipadamente o pedido<\/strong>, proferindo senten\u00e7a com resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito, quando:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; n\u00e3o houver necessidade de produ\u00e7\u00e3o de outras provas;<\/em><\/p>\n<p><em><strong>II &#8211; o r\u00e9u for revel, ocorrer o efeito previsto no\u00a0art. 344\u00a0e n\u00e3o houver requerimento de prova, na forma do\u00a0art. 349.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Como se sabe, o pr\u00f3prio art. 345 elenca hip\u00f3teses em que os efeitos do art. 344 n\u00e3o s\u00e3o produzidos.<\/p>\n<p><em>Art. 345. \u00a0<strong>A revelia <u>n\u00e3o<\/u> produz o efeito mencionado no\u00a0art. 344\u00a0se<\/strong>:<\/em><\/p>\n<p><em>I &#8211; havendo pluralidade de r\u00e9us, algum deles contestar a a\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n<p><em>II &#8211; o lit\u00edgio versar sobre direitos indispon\u00edveis;<\/em><\/p>\n<p><em>III &#8211; a peti\u00e7\u00e3o inicial n\u00e3o estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispens\u00e1vel \u00e0 prova do ato;<\/em><\/p>\n<p><em>IV &#8211; as alega\u00e7\u00f5es de fato formuladas pelo autor forem inveross\u00edmeis ou estiverem em contradi\u00e7\u00e3o com prova constante dos autos.<\/em><\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 20<\/strong>. Em rela\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, \u00e9 correto afirmar:<\/p>\n<p>(A) o respectivo membro ser\u00e1 civilmente respons\u00e1vel, de forma direta quando agir com fraude e regressivamente quando agir com dolo ou culpa grave.<\/p>\n<p>(B) se o respectivo membro deixar de cumprir decis\u00e3o jurisdicional ou criar embara\u00e7o para tanto, ser\u00e1 a ele imposta multa de at\u00e9 vinte por cento do valor da causa, sem preju\u00edzo da apura\u00e7\u00e3o de eventual responsabilidade disciplinar.<\/p>\n<p>(C) quando a prova pericial por ele requerida n\u00e3o seja realizada por entidade p\u00fablica, caber\u00e1 a ele, Minist\u00e9rio P\u00fablico, adiantar os custos respectivos, desde que haja previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p>(D) em prol do Minist\u00e9rio P\u00fablico vigora presun\u00e7\u00e3o de veracidade de suas alega\u00e7\u00f5es e de autenticidade dos documentos que juntar aos autos.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>Gabarito extraoficial: Letra C.<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 incorreta.<\/p>\n<p><em>Art. 181. \u00a0O membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico ser\u00e1 civil e <u>regressivamente<\/u> respons\u00e1vel quando agir com <u>dolo<\/u> ou <u>fraude<\/u> no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa B est\u00e1 incorreta. N\u00e3o lhe ser\u00e1 imposta multa, devendo a responsabilidade disciplinar ser apreciada pelo corregedoria do \u00f3rg\u00e3o (art. 77, \u00a76\u00ba, CPC).<\/p>\n<p><em>Art. 77. \u00a0Al\u00e9m de outros previstos neste C\u00f3digo, s\u00e3o deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo:<\/em><\/p>\n<p><em>IV &#8211; <strong>cumprir com exatid\u00e3o as decis\u00f5es jurisdicionais<\/strong>, de natureza provis\u00f3ria ou final, e <strong>n\u00e3o criar embara\u00e7os \u00e0 sua efetiva\u00e7\u00e3o<\/strong>;<\/em><\/p>\n<p><em>VI &#8211; n\u00e3o praticar inova\u00e7\u00e3o ilegal no estado de fato de bem ou direito litigioso.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a72<u><sup>o<\/sup><\/u>A <u>viola\u00e7\u00e3o<\/u> ao disposto nos incisos IV e VI <u>constitui ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da justi\u00e7a<\/u>, devendo o juiz, sem preju\u00edzo das san\u00e7\u00f5es criminais, civis e processuais cab\u00edveis, aplicar ao respons\u00e1vel <strong>multa de at\u00e9 vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Art. 77, \u00a7 6<u><sup>o<\/sup><\/u> Aos advogados p\u00fablicos ou privados e aos membros da Defensoria P\u00fablica e do <strong><u>Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/u><\/strong> <strong><u>n\u00e3o se aplica o disposto nos \u00a7\u00a7 2<sup>o<\/sup> a 5<sup>o<\/sup><\/u>, devendo eventual responsabilidade disciplinar ser apurada pelo respectivo \u00f3rg\u00e3o de classe ou corregedoria<\/strong>, ao qual o juiz oficiar\u00e1.<\/em><\/p>\n<p>A alternativa C est\u00e1 correta.<\/p>\n<p>Art. 91, \u00a7 1<u><sup>o<\/sup><\/u> <strong>As per\u00edcias requeridas <\/strong>pela Fazenda P\u00fablica, <strong>pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico <\/strong>ou pela Defensoria P\u00fablica <strong>poder\u00e3o ser realizadas por entidade p\u00fablica <\/strong>OU, <strong>havendo previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, ter os valores adiantados por aquele que requerer a prova<\/strong>.<\/p>\n<p>A alternativa D est\u00e1 incorreta.\u00a0\u00a0Quando o MP \u00e9 sujeito processual, atuando seja como parte, seja como fiscal da ordem jur\u00eddica, suas alega\u00e7\u00f5es n\u00e3o gozam de presun\u00e7\u00e3o de veracidade apenas por ser \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Assim como qualquer outra parte, suas alega\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser devidamente provadas nos autos.<\/p>\n<p>Se assim n\u00e3o fosse, sempre que o MP fosse parte, haveria uma \u201cinvers\u00e3o do \u00f4nus da prova autom\u00e1tica\u201d, atribuindo \u00e0 parte contr\u00e1ria o \u00f4nus da prova de desconstruir as afirma\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Terminamos, meus amigos.<\/p>\n<p>Ressalto, novamente, que se trata de gabarito extraoficial, sujeito a equ\u00edvocos e posteriores corre\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, assim que sair o gabarito oficial, estarei plenamente aberto a discuss\u00f5es e\u00a0 debates. Qualquer d\u00favida ou sugest\u00e3o, fico absolutamente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o (rodrigovaslin@gmail.com\u00a0e em nosso F\u00f3rum de D\u00favidas \u2013 para os alunos).<\/p>\n<p>Grande abra\u00e7o,<\/p>\n<p>Rodrigo Vaslin<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> DIDIER, Fredie. CUNHA, Leonardo da. BRAGA, Paula. OLIVEIRA, Rafael. Curso de Direito Processual Civil: Execu\u00e7\u00e3o, v. 5, 7\u00aa ed. Salvador: Juspodivm, 2017, p. 744. Chegam a falar que h\u00e1 compet\u00eancia territorial concorrente subsidi\u00e1ria, pois o foro de elei\u00e7\u00e3o seria o preferencial.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> NEVES, Daniel Assump\u00e7\u00e3o. Novo C\u00f3digo de Processo Civil Comentado: artigo por artigo. 2\u00aa ed. Salvador: Juspodivm, 2017, p. 1.254.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Op. Cit., p. 1.114.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Manual de Direito Processual Civil: Volume \u00danico, 8\u00aa ed., Salvador: Juspodivm, 2016, p. 908.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Op. Cit., p. 1.609.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal! Meu nome \u00e9 Rodrigo Vaslin, sou Juiz Federal do TRF4 e Professor de Processo Civil do Estrat\u00e9gia Concursos. Neste artigo, iremos comentar as quest\u00f5es do concurso do TJ-SP 2018 (188\u00ba), antes da publica\u00e7\u00e3o do gabarito oficial. 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