{"id":1523274,"date":"2025-01-28T01:38:53","date_gmt":"2025-01-28T04:38:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1523274"},"modified":"2025-01-28T01:38:55","modified_gmt":"2025-01-28T04:38:55","slug":"informativo-stj-837-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-837-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 837 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 837 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> na sua telinha<\/span><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">&#8230;  Vamo que vamo!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/28013836\/stj-informativo-837.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_FE2sONgt_0w\"><div id=\"lyte_FE2sONgt_0w\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/FE2sONgt_0w\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/FE2sONgt_0w\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/FE2sONgt_0w\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO<\/a> ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-continuidade-tipico-normativa-quando-da-revogacao-de-previsao-da-lia-mas-manutencao-em-legislacao-extravagante\"><a><\/a><a><\/a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Continuidade t\u00edpico-normativa quando da revoga\u00e7\u00e3o de previs\u00e3o da LIA, mas manuten\u00e7\u00e3o em legisla\u00e7\u00e3o extravagante.<\/h2>\n\n\n\n<p>A revoga\u00e7\u00e3o da previs\u00e3o generalizante do inciso I do art. 11 da LIA n\u00e3o afeta as hip\u00f3teses espec\u00edficas de condutas tipificadoras de improbidade administrativa previstas em legisla\u00e7\u00e3o extravagante, tais como as dos incisos do caput do art. 73 da Lei n. 9.504\/1997 (Lei Eleitoral), diante do princ\u00edpio da continuidade t\u00edpico-normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AgInt no AREsp 1.479.463-SP, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 3\/12\/2024, DJe 9\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, vereador, resolveu usar um celular corporativo da C\u00e2mara de Vereadores para fins eleitorais e pessoais. O MP ficou sabendo e ajuizou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa com base na antiga reda\u00e7\u00e3o do inciso I do art. 11 da LIA.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, Creiton alega que a conduta deixou de ser considerada como improbidade administrativa ap\u00f3s a revoga\u00e7\u00e3o pela Lei n\u00b0 14.230\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.504\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 73. S\u00e3o proibidas aos agentes p\u00fablicos, servidores ou n\u00e3o, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; ceder ou usar, em benef\u00edcio de candidato, partido pol\u00edtico ou coliga\u00e7\u00e3o, bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis pertencentes \u00e0 administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territ\u00f3rios e dos Munic\u00edpios, ressalvada a realiza\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 7\u00ba As condutas enumeradas no caput caracterizam, ainda, atos de improbidade administrativa, a que se refere o art. 11, inciso I, da Lei n\u00ba 8.429, de 2 de junho de 1992, e sujeitam-se \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es daquele diploma legal, em especial \u00e0s comina\u00e7\u00f5es do art. 12, inciso III.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou compreens\u00e3o no mesmo sentido do que tem feito o Supremo Tribunal Federal, estendendo a&nbsp;<em>ratio decidendi<\/em>&nbsp;do Tema 1.199\/STF \u00e0s demais hip\u00f3teses em que as altera\u00e7\u00f5es advindas da Lei 14.230\/2021 resultam na atipicidade da conduta, ou seja, a revoga\u00e7\u00e3o da tipifica\u00e7\u00e3o aberta presente no<em>&nbsp;caput&nbsp;<\/em>do art. 11 e a revoga\u00e7\u00e3o dos incisos I e II do mesmo dispositivo, sem a tipifica\u00e7\u00e3o de uma das novas hip\u00f3teses constantes nos seus incisos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, discute-se se a conduta de utilizar aparelho de telefonia celular fornecido por C\u00e2mara Municipal para fins particulares e eleitorais consubstancia improbidade administrativa ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei n. 14.230\/2021, uma vez que, apesar de tal conduta n\u00e3o estar prevista nos atuais incisos do art. 11 da LIA, ainda encontra-se prevista no art. 73, inciso I e \u00a7 7\u00ba, da Lei n. 9.504\/1997 (Lei Eleitoral).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sistema de responsabiliza\u00e7\u00e3o por atos de improbidade administrativa e, assim, de resguardo do patrim\u00f4nio p\u00fablico considera os bens p\u00fablicos materiais e imateriais. A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, no art. 37, \u00a7 4\u00ba, imp\u00f5e o dever de puni\u00e7\u00e3o dos atos de improbidade. <\/strong>Diante deste comando de responsabiliza\u00e7\u00e3o, os v\u00e1rios diplomas infraconstitucionais a proteger os valores e bens p\u00fablicos, centralizados pela Lei 8.429\/1992 (LIA), tipificam condutas \u00edmprobas a serem sancionadas, constituindo um verdadeiro sistema anticorrup\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito c\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Lei 9.504\/1997 (Lei Eleitoral), no seu art. 73, I e II, combinado com o seu \u00a77\u00ba, estabeleceu serem proibidas aos agentes p\u00fablicos, servidores ou n\u00e3o, dentre outras, as seguintes condutas: &#8220;I &#8211; ceder ou usar, em benef\u00edcio de candidato, partido pol\u00edtico ou coliga\u00e7\u00e3o, bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis pertencentes \u00e0 administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territ\u00f3rios e dos Munic\u00edpios, ressalvada a realiza\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria&#8221;, e &#8220;II &#8211; usar materiais ou servi\u00e7os, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos \u00f3rg\u00e3os que integram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essas condutas em espec\u00edfico foram imputadas ao demandado e consubstanciam improbidade administrativa. <\/strong>Assim, junto com as demais condutas previstas nos incisos do art. 73 da Lei 9.504\/1997, por determina\u00e7\u00e3o do seu \u00a77\u00ba, elas &#8220;caracterizam, ainda, atos de improbidade administrativa, a que se refere o art. 11, inciso I, da Lei n. 8.429, de 2 de junho de 1992, e sujeitam-se \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es daquele diploma legal, em especial \u00e0s comina\u00e7\u00f5es do art. 12, inciso III.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a revoga\u00e7\u00e3o do inciso I do art. 11 da LIA ou mesmo a atual taxatividade extra\u00edda do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;desse dispositivo &#8211; advindas da Lei n. 14.230\/2021 &#8211; em nada alteram a tipicidade das condutas aqui considerada. A Lei n. 8.429\/1992, em mais de uma oportunidade, previu que o sistema de repress\u00e3o \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o se esgota nos tipos nela previstos, estabelecendo j\u00e1 no seu art. 1\u00b0, \u00a71\u00b0, considerarem-se &#8220;atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas nos arts. 9\u00ba, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante o \u00a72\u00ba do art. 11 da LIA, do mesmo modo, o legislador fez quest\u00e3o de refor\u00e7ar que o disposto no \u00a71\u00ba daquele artigo se aplica &#8220;a quaisquer atos de improbidade administrativa tipificados nesta Lei e em leis especiais e a quaisquer outros tipos especiais de improbidade administrativa institu\u00eddos por lei&#8221;. O referido \u00a71\u00ba exorta ao aplicador da lei que &#8220;somente haver\u00e1 improbidade administrativa quando for comprovado o fim de obter proveito ou benef\u00edcio indevido para si ou para outra pessoa ou entidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A restri\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 11 \u00e0s hip\u00f3teses de improbidade previstas nos seus incisos e a revoga\u00e7\u00e3o dos incisos I e II pela Lei n. 14.230\/2021 deram-se por for\u00e7a de sua exacerbada amplid\u00e3o. Pretendeu o legislador de 2021 reduzir o vasto \u00e2mbito de aplica\u00e7\u00e3o das improbidades por viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios administrativos, o qual teria resultado em alguns excessos ao longo do tempo por parte de acusadores e julgadores, imputando-se agir \u00edmprobo e condenando-se r\u00e9us por meras irregularidades, muitas vezes sem qualquer ind\u00edcio de m\u00e1-f\u00e9 ou desonestidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, com a previs\u00e3o da ressalva da tipifica\u00e7\u00e3o de atos \u00edmprobos em leis esparsas no \u00a71\u00ba do art. 1\u00ba da LIA, a um s\u00f3 tempo se respeitou o comando de taxatividade, pois \u00edmprobas ser\u00e3o apenas as condutas previstas expressamente na lei de improbidade e em leis especiais a que se atribua essa qualidade, mas permitiu-se, tamb\u00e9m, que o sistema de repress\u00e3o \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o se exaura nas hip\u00f3teses previstas no art. 11 da LIA, punindo-se condutas categorizadas como \u00edmprobas em outros \u00e9ditos legislativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, ainda que o \u00a77\u00ba do art. 73 da Lei 9.504\/1997 fa\u00e7a expressa remiss\u00e3o ao revogado inciso I do art. 11 da LIA, as condutas descritas no<em>&nbsp;caput<\/em>&nbsp;do art. 73, como ele pr\u00f3prio afirma, configuram improbidade administrativa. Elas apenas n\u00e3o mais exemplificam o que antes genericamente estava previsto no inciso I do art. 11 da LIA (visar fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto na regra de compet\u00eancia), sen\u00e3o taxativamente concretizam hip\u00f3teses de improbidade violadora dos princ\u00edpios administrativos, tonalizadas pelo enfraquecimento da igualdade de oportunidades entre os candidatos nos pleitos eleitorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que, acaso o legislador de 2021 tivesse a inten\u00e7\u00e3o de limitar as hip\u00f3teses de improbidade violadoras dos princ\u00edpios administrativos \u00e0quelas condutas previstas no art. 11 da LIA, excluindo outras presentes no ordenamento jur\u00eddico brasileiro em leis esparsas, teria expressamente revogado na Lei n. 14.230\/2021 cada uma das normas previstas de modo extravagante que tipificassem atos de improbidade administrativa violadores dos princ\u00edpios administrativos ou mesmo n\u00e3o teria feito men\u00e7\u00e3o a tais hip\u00f3teses nos artigos 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba e 11, \u00a7 2\u00ba, da LIA.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, a revoga\u00e7\u00e3o da norma generalizante por for\u00e7a de sua exacerbada amplid\u00e3o (o inciso I do art. 11, da LIA) n\u00e3o implica a revoga\u00e7\u00e3o das condutas taxativamente previstas no&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 73, da Lei Eleitoral, pois a regra que as eleva \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de ato de improbidade administrativa, o art. 73, \u00a7 7\u00ba, do mesmo diploma, permanece vigente, permanecendo t\u00edpica, portanto, a conduta imputada ao demandado, diante da incid\u00eancia do princ\u00edpio da continuidade t\u00edpico-normativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A revoga\u00e7\u00e3o da previs\u00e3o generalizante do inciso I do art. 11 da LIA n\u00e3o afeta as hip\u00f3teses espec\u00edficas de condutas tipificadoras de improbidade administrativa previstas em legisla\u00e7\u00e3o extravagante, tais como as dos incisos do caput do art. 73 da Lei n. 9.504\/1997 (Lei Eleitoral), diante do princ\u00edpio da continuidade t\u00edpico-normativa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-do-prazo-de-caducidade-na-desapropriacao-para-comunidades-quilombolas\"><a><\/a><a><\/a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade do prazo de caducidade na desapropria\u00e7\u00e3o para comunidades quilombolas<\/h2>\n\n\n\n<p>A desapropria\u00e7\u00e3o para comunidades quilombolas possui car\u00e1ter reparat\u00f3rio e de promo\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais, n\u00e3o se aplicando a esse procedimento os prazos de caducidade das desapropria\u00e7\u00f5es comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.000.449-MT, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 26\/11\/2024, DJe 9\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2017, o INCRA concluiu que a Comunidade Quilombola Liberdade ocupava uma \u00e1rea de terra de 500 hectares h\u00e1 mais de 100 anos, ocasi\u00e3o em que fora instaurado processo administrativo para identifica\u00e7\u00e3o, reconhecimento, delimita\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano depois, o processo foi conclu\u00eddo e o territ\u00f3rio reconhecido como pertencente aos quilombolas. Ocorre que parte da terra estava registrada em nome de dois particulares, Cr\u00f3vis e Craudio, que adquiriram a \u00e1rea onerosamente e sem ind\u00edcios de nulidade ou fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>O INCRA ent\u00e3o emitiu decreto de desapropria\u00e7\u00e3o, mas somente ajuizou a respectiva a\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o prazo de dois anos previsto na Lei 4.132\/1962, o que levou os particulares a alegarem a caducidade do decreto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.132\/1962:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba O expropriante tem o prazo de 2 (dois) anos, a partir da decreta\u00e7\u00e3o da desapropria\u00e7\u00e3o por interesse social, para efetivar a aludida desapropria\u00e7\u00e3o e iniciar as provid\u00eancias de aproveitamento do bem expropriado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em determinar se o prazo de caducidade &#8211; especificamente, o prazo de 2 anos estabelecido no art. 3\u00ba da Lei n. 4.132\/1962 &#8211; aplica-se ao decreto expropriat\u00f3rio para fins de desapropria\u00e7\u00e3o voltada para titula\u00e7\u00e3o de terras \u00e0s comunidades remanescentes de quilombos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>a an\u00e1lise sobre a aplicabilidade ou n\u00e3o de prazo de caducidade \u00e0s desapropria\u00e7\u00f5es em benef\u00edcio das comunidades quilombolas deve levar em considera\u00e7\u00e3o o tratamento constitucional diferenciado conferido ao processo de titula\u00e7\u00e3o de terras de ocupa\u00e7\u00e3o tradicional<\/strong> e \u00e0s especificidades desse tipo de desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, no art. 68 do ADCT, assegura o direito das comunidades quilombolas \u00e0 posse e \u00e0 propriedade das terras que tradicionalmente ocupam, em raz\u00e3o de seus la\u00e7os hist\u00f3ricos e culturais com o territ\u00f3rio, de modo que o fundamento constitucional das desapropria\u00e7\u00f5es quilombolas difere-se do das desapropria\u00e7\u00f5es comuns reguladas no Brasil, seja pelo Decreto-Lei n. 3.365\/1941, que trata das desapropria\u00e7\u00f5es por utilidade p\u00fablica, seja pela Lei n. 4.132\/1962, que se aplica a situa\u00e7\u00f5es de interesse social para fins gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra particularidade das desapropria\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 titula\u00e7\u00e3o de terras para as comunidades quilombolas \u00e9 o refor\u00e7o do art. 216, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que confere prote\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio cultural brasileiro e reconhece o direito \u00e0 propriedade como essencial para a preserva\u00e7\u00e3o da identidade cultural quilombola.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o entendimento do Supremo Tribunal Federal, extra\u00eddo do julgamento da ADI 3.239, \u00e9 o de que o processo de desapropria\u00e7\u00e3o para titula\u00e7\u00e3o de terras \u00e0s comunidades quilombolas possui um car\u00e1ter reparat\u00f3rio e de promo\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais, transcendente aos interesses puramente econ\u00f4micos ou de desenvolvimento, uma vez que envolve territ\u00f3rios utilizados para garantir a sobreviv\u00eancia e a cultura de um modo de vida espec\u00edfico das comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar que os prazos de caducidade previstos para as desapropria\u00e7\u00f5es comuns visam evitar a indefini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e a sujei\u00e7\u00e3o da propriedade tipicamente privada ao poder de imp\u00e9rio do Estado por tempo indeterminado. Em outras palavras, a caducidade do decreto impede que o poder expropriat\u00f3rio fique indefinidamente pendente, em respeito aos direitos do propriet\u00e1rio e \u00e0 estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas eminentemente patrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no contexto das comunidades quilombolas, o principal objetivo \u00e9 a preserva\u00e7\u00e3o do direito fundamental \u00e0 identidade cultural e territorial, de forma que a aplica\u00e7\u00e3o de prazos que comprometam a efic\u00e1cia desse direito fundamental, quando j\u00e1 identificado e reconhecido pelo pr\u00f3prio Estado, n\u00e3o se justifica, ainda mais \u00e0 luz do entendimento do STF sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo o racioc\u00ednio at\u00e9 aqui delineado, entende-se que os prazos de caducidade, tal como o prazo estabelecido no art. 3\u00ba da Lei n. 4.132\/1962, aplic\u00e1vel \u00e0s desapropria\u00e7\u00f5es convencionais, n\u00e3o devem incidir nesse tipo especial de desapropria\u00e7\u00e3o em prol dos direitos quilombolas, dado o seu objetivo constitucional espec\u00edfico e a sua reg\u00eancia por lei especial em sentido material (Decreto 4.887\/2003).<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, <strong>os institutos jur\u00eddicos n\u00e3o previstos no corpo normativo do Decreto n. 4.889\/2003 somente podem ser aplicados se compat\u00edveis com a ess\u00eancia e a finalidade do contexto protetivo e afirmativo da pol\u00edtica p\u00fablica<\/strong> em prol das comunidades quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<p>O sil\u00eancio do Decreto n. 4.887\/2003 sobre um prazo de caducidade n\u00e3o deve ser entendido como uma lacuna normativa a ser preenchida por outras normas, ao contr\u00e1rio, reflete uma escolha deliberada ao normatizar e tratar essa modalidade de desapropria\u00e7\u00e3o e encontra-se alinhado com a natureza especial do processo de identifica\u00e7\u00e3o, delimita\u00e7\u00e3o, demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o das terras quilombolas, que envolve a ocupa\u00e7\u00e3o tradicional e a prote\u00e7\u00e3o de um direito constitucional fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do art. 13 do Decreto n. 4.887\/2003 revela que, ao ingressar na fase de desapropria\u00e7\u00e3o das terras para titula\u00e7\u00e3o das comunidades quilombolas, o Poder P\u00fablico j\u00e1 concluiu os procedimentos administrativos de identifica\u00e7\u00e3o, reconhecimento e delimita\u00e7\u00e3o dessas terras, pois constituem procedimentos pr\u00e9vios que configuram o reconhecimento estatal da ocupa\u00e7\u00e3o tradicional e do direito quilombola sobre o territ\u00f3rio espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>A desapropria\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o se destina \u00e0 declara\u00e7\u00e3o ou ao reconhecimento de direitos, uma vez que eles j\u00e1 foram previamente reconhecidos no curso do procedimento administrativo. Trata-se, assim, de um processo final e formal que visa a efetiva\u00e7\u00e3o desse direito fundamental, possibilitando a transfer\u00eancia de titularidade das terras de forma definitiva \u00e0s comunidades quilombolas e a justa indeniza\u00e7\u00e3o aos detentores do t\u00edtulo de propriedade incidente sobre tais terras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz desse racioc\u00ednio, n\u00e3o se vislumbra a compatibilidade entre o instituto da decad\u00eancia\/caducidade e as desapropria\u00e7\u00f5es para titula\u00e7\u00e3o de terras quilombolas. Embora o int\u00e9rprete do direito possa se valer de mecanismos jur\u00eddicos de interpreta\u00e7\u00e3o ou integra\u00e7\u00e3o das normas, deve se ater aos institutos que preservem a integridade e a ess\u00eancia dessas normas e do sistema jur\u00eddico ao qual pertencem, sob pena de incorrer em total desvio de finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o Decreto n. 4.887\/2003 cumpre a fun\u00e7\u00e3o de regulamentar o processo de titula\u00e7\u00e3o das terras quilombolas, assegurando a prote\u00e7\u00e3o dos direitos constitucionais dessas comunidades sem a submiss\u00e3o a prazos de caducidade que comprometam a plena realiza\u00e7\u00e3o desses direitos, pois a especialidade normativa das desapropria\u00e7\u00f5es de terras quilombolas justifica o tratamento diferenciado, revelando-se incompat\u00edvel com a fixa\u00e7\u00e3o de prazo de caducidade ao ato administrativo que reconhece a propriedade como pertencente \u00e0s comunidades quilombolas. Sendo assim, o prazo de caducidade de 2 anos previsto no art. 3\u00ba da Lei 4.132\/1962 n\u00e3o se aplica \u00e0s desapropria\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 titula\u00e7\u00e3o de terras \u00e0s comunidades quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A desapropria\u00e7\u00e3o para comunidades quilombolas possui car\u00e1ter reparat\u00f3rio e de promo\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais, n\u00e3o se aplicando a esse procedimento os prazos de caducidade das desapropria\u00e7\u00f5es comuns.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-divorcio-consensual-extrajudicial-que-fixa-pensao-alimenticia-e-direito-ao-beneficio-de-pensao-por-morte\"><a><\/a><a><\/a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Div\u00f3rcio consensual extrajudicial que fixa pens\u00e3o aliment\u00edcia e direito ao benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte.<\/h2>\n\n\n\n<p>A regra do art. 217, II, da Lei n. 8.112\/1990 tamb\u00e9m se aplica para aqueles que tiveram sua pens\u00e3o aliment\u00edcia fixada por escritura p\u00fablica, em virtude de div\u00f3rcio consensual extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no REsp 2.126.307-ES, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, julgado em 28\/10\/2024, DJe 4\/11\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Beto e Bernadete quebraram os pratos e resolveram se divorciar. Optaram pela via extrajudicial (que bunito!!!) Em cart\u00f3rio, foi lavrada escritura que previa que Beto pagaria pens\u00e3o aliment\u00edcia Bernadete. Algum tempo depois, Beto, servidor p\u00fablico federal regido pela Lei 8.112\/1991, veio a falecer. Bernadete requereu ent\u00e3o a concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o negou o pedido por entender que o benef\u00edcio somente seria devido se a pens\u00e3o aliment\u00edcia tivesse sido fixada judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 217.&nbsp; S\u00e3o benefici\u00e1rios das pens\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o c\u00f4njuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato, com percep\u00e7\u00e3o de pens\u00e3o aliment\u00edcia estabelecida judicialmente;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca do direito ao recebimento do benef\u00edcio de pens\u00e3o pela morte de seu ex-marido, servidor p\u00fablico federal, uma vez que j\u00e1 recebe, na qualidade de pessoa divorciada extrajudicialmente, pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o ju\u00edzo de primeiro grau julgou procedente o pedido para condenar a Uni\u00e3o a implementar o benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte. Em remessa necess\u00e1ria, a senten\u00e7a foi reformada pelo Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>, uma vez que o div\u00f3rcio da requerente teria sido realizado de forma extrajudicial, com percep\u00e7\u00e3o de alimentos, e n\u00e3o judicialmente, conforme disposto no artigo 217, II, da Lei n. 8.112\/1990.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, contudo, vem entendendo que o fato de o artigo 217, inciso II, da Lei n. 8.112\/1990 prever como benefici\u00e1rio da pens\u00e3o por morte apenas o c\u00f4njuge divorciado (ou separado judicialmente ou de fato), com percep\u00e7\u00e3o de pens\u00e3o aliment\u00edcia firmada judicialmente, n\u00e3o pode ser considerado um obst\u00e1culo ao recebimento do benef\u00edcio por aqueles que tiveram sua pens\u00e3o aliment\u00edcia fixada por escritura p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ocorre porque <strong>a permiss\u00e3o do div\u00f3rcio consensual pela via administrativa, introduzida pela Lei n. 11.441\/2006, deve possuir a mesma validade do div\u00f3rcio judicial,<\/strong> inclusive para a fixa\u00e7\u00e3o de alimentos e disposi\u00e7\u00f5es de natureza previdenci\u00e1ria e, consequentemente, considerada para efeitos de pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Impor diferencia\u00e7\u00e3o entre dependentes que percebem pens\u00e3o aliment\u00edcia fixada judicialmente e os que, na forma do art. 3\u00ba da Lei n. 11.441\/2007 e do art. 733,&nbsp;<em>caput<\/em>, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), percebem pens\u00e3o aliment\u00edcia registrada em escritura p\u00fablica equivaleria a contrariar a&nbsp;<em>mens legis<\/em>&nbsp;dos novos diplomas (AgInt no REsp n. 1.960.527\/RN, rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 13\/2\/2023, DJe de 16\/2\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A regra do art. 217, II, da Lei n. 8.112\/1990 tamb\u00e9m se aplica para aqueles que tiveram sua pens\u00e3o aliment\u00edcia fixada por escritura p\u00fablica, em virtude de div\u00f3rcio consensual extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-autorizacao-para-que-o-dependente-habilitado-a-pensao-por-morte-a-se-habilitar-com-exclusividade-para-suceder-o-servidor-publico-falecido-no-curso-do-processo-que-objetiva-a-cobranca-de-valores-atrasados\"><a><\/a><a><\/a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de autoriza\u00e7\u00e3o para que o dependente habilitado \u00e0 pens\u00e3o por morte a se habilitar com exclusividade para suceder o servidor p\u00fablico falecido no curso do processo que objetiva a cobran\u00e7a de valores atrasados<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que autorize o dependente habilitado \u00e0 pens\u00e3o por morte a se habilitar com exclusividade para suceder o servidor p\u00fablico falecido no curso do processo que objetiva a cobran\u00e7a de valores atrasados, devendo a sucess\u00e3o processual observar os legitimados dos arts. 110 e 778, \u00a7 1\u00ba, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.128.708-RS, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, jugado em 10\/12\/2024, DJEN em 13\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, servidor p\u00fablico federal, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual buscava receber diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias referentes ao per\u00edodo de 2014 a 2018. A a\u00e7\u00e3o foi julgada procedente em 2020, mas o rapaz veio a falecer um ano depois. Creide, a vi\u00fava com quem Crementino tinha dois filhos, se habilitou no processo e requereu a percep\u00e7\u00e3o dos valores devidos com exclusividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Juiz indeferiu o pedido por entender que a habilita\u00e7\u00e3o deveria ser realizada pelo esp\u00f3lio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 110. Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-\u00e1 a sucess\u00e3o pelo seu esp\u00f3lio ou pelos seus sucessores, observado o disposto no art. 313, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba .<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia reside na legitimidade para pleitear o pagamento dos valores devidos em vida a servidor p\u00fablico, se devem ser pagos aos pensionistas habilitados \u00e0 pens\u00e3o por morte e, somente na falta destes, aos sucessores\/herdeiros na forma da lei civil, independente de invent\u00e1rio ou arrolamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 110 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/2015) assim disp\u00f5e sobre a sucess\u00e3o da parte falecida: &#8220;Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-\u00e1 a sucess\u00e3o pelo seu esp\u00f3lio ou pelos seus sucessores, observado o disposto no art. 313, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na fase de cumprimento de senten\u00e7a, a regra acima est\u00e1 presente no art. 778, \u00a7 1\u00ba, II, que assim disciplina: &#8220;<strong>Pode promover a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada o credor a quem a lei confere t\u00edtulo executivo<\/strong>. \u00a7 1\u00ba Podem promover a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada ou nela prosseguir, em sucess\u00e3o ao exequente origin\u00e1rio: II &#8211; o esp\u00f3lio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, lhes for transmitido o direito resultante do t\u00edtulo executivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela leitura dos dispositivos mencionados, <strong>a sucess\u00e3o processual dar-se-\u00e1, em ordem de prefer\u00eancia, pelo esp\u00f3lio, se houver invent\u00e1rio aberto ou, na falta deste, pelos herdeiros ou sucessores do falecido<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que autorize o dependente habilitado \u00e0 pens\u00e3o por morte a se habilitar com exclusividade para suceder o servidor p\u00fablico falecido no curso do processo. A regra legal \u00e9 cristalina ao deferir a sucess\u00e3o processual ao esp\u00f3lio, herdeiros ou sucessores da parte falecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a sucess\u00e3o processual de servidor falecido deve observar os legitimados previstos nos arts. 110 e 778, \u00a7 1\u00ba, II, do CPC\/2015, com o objetivo de regularizar o polo ativo da execu\u00e7\u00e3o, viabilizando o pagamento dos valores atrasados n\u00e3o recebidos at\u00e9 o \u00f3bito e posterior extin\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ressaltar que o disposto no art. 112 da Lei n. 8.213\/1991 deve ser interpretado diante da aus\u00eancia de invent\u00e1rio ou arrolamento, uma vez que o valor n\u00e3o recebido em vida pelo&nbsp;<em>de cujus&nbsp;<\/em>comp\u00f5e o seu esp\u00f3lio devendo ser transmitido aos sucessores. Havendo invent\u00e1rio ou arrolamento, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para o pensionista ou o benefici\u00e1rio de pens\u00e3o por morte de servidor p\u00fablico falecido ter prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos sucessores, quanto ao recebimento de valores devidos at\u00e9 a data do \u00f3bito do&nbsp;<em>de cujus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o citado dispositivo aplica-se aos segurados do Regime Geral de Previd\u00eancia Social, n\u00e3o devendo ser aplicado aos servidores p\u00fablicos que possuam regimes pr\u00f3prios de previd\u00eancia. A utiliza\u00e7\u00e3o da analogia como fonte do direito deve ocorrer nas hip\u00f3teses de lacuna normativa, n\u00e3o devendo o int\u00e9rprete se valer da analogia para impossibilitar a incid\u00eancia de determinado dispositivo, ainda que de car\u00e1ter geral, como \u00e9 o caso dos arts. 110 e 778, \u00a7 1\u00ba, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que autorize o dependente habilitado \u00e0 pens\u00e3o por morte a se habilitar com exclusividade para suceder o servidor p\u00fablico falecido no curso do processo que objetiva a cobran\u00e7a de valores atrasados, devendo a sucess\u00e3o processual observar os legitimados dos arts. 110 e 778, \u00a7 1\u00ba, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a><\/a><a><\/a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-termo-final-dos-juros-remuneratorios-plano-verao\"><a><\/a><a><\/a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo final dos juros remunerat\u00f3rios Plano Ver\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>I &#8211; Desde que expressamente previstos na senten\u00e7a coletiva que determina a recomposi\u00e7\u00e3o dos \u00edndices inflacion\u00e1rios expurgados, o termo final de incid\u00eancia de juros remunerat\u00f3rios sobre a parcela da conta poupan\u00e7a resultante da recomposi\u00e7\u00e3o do \u00edndice expurgado \u00e9 a data de encerramento da conta ou aquela em que passa a ter saldo zero, o que primeiro ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Cabe ao banco deposit\u00e1rio a comprova\u00e7\u00e3o dessas datas, sob pena de se adotar como termo final a data da cita\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que originou o cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.877.300-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 11\/12\/2024. (Tema 1101). (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>5.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>A ADECO (Associa\u00e7\u00e3o de Defesa do Consumidor) ajuizou a\u00e7\u00e3o coletiva em face do Banco Brasa buscando reconhecer a ilegalidade da corre\u00e7\u00e3o do saldo das poupan\u00e7as no contexto do Plano Ver\u00e3o. O pedido foi julgado procedente para determinar a recomposi\u00e7\u00e3o dos \u00edndices inflacion\u00e1rios e o pagamento dos juros remunerat\u00f3rios devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tadeu ficou sabendo da decis\u00e3o e ajuizou cumprimento individual da senten\u00e7a coletiva. A\u00ed se iniciou debate sobre o termo final da incid\u00eancia dos juros remunerat\u00f3rios. Tadeu sustenta que deveriam ser pagos at\u00e9 2010, ano da senten\u00e7a. O banco defende que deveriam ser pagos at\u00e9 1994, ano em que Tadeu sacou todo o valor da poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Trata-se a controv\u00e9rsia submetida ao rito dos recursos especiais repetitivos acerca do termo final da incid\u00eancia dos juros remunerat\u00f3rios nos casos de a\u00e7\u00f5es coletivas e individuais reivindicando a reposi\u00e7\u00e3o de expurgos inflacion\u00e1rios em cadernetas de poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, cumpre salientar que o tema repetitivo abrange apenas senten\u00e7as coletivas nas quais haja a expressa condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de juros remunerat\u00f3rios, porquanto \u00e9 assente no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) &#8211; o entendimento, firmado no julgamento de recurso especial repetitivo, que na execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a coletiva &#8220;descabe a inclus\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios nos c\u00e1lculos de liquida\u00e7\u00e3o se inexistir condena\u00e7\u00e3o expressa, sem preju\u00edzo de, quando cab\u00edvel, o interessado ajuizar a\u00e7\u00e3o individual de conhecimento&#8221; (Tema 890\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>a jurisprud\u00eancia do STJ fixou o entendimento de que \u00e9 a data do encerramento da conta poupan\u00e7a ou a data de quando ela passou a ostentar saldo zero, o que ocorrer primeiro, o termo final da incid\u00eancia dos juros remunerat\u00f3rios nas hip\u00f3teses de execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a coletiva que determinou a aplica\u00e7\u00e3o dos \u00edndices inflacion\u00e1rios expurgados da corre\u00e7\u00e3o de cadernetas de poupan\u00e7a, em virtude de planos econ\u00f4micos<\/strong> (AgInt no AREsp n. 1.543.386\/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 19\/2\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, entende-se que os juros remunerat\u00f3rios, desde que expressamente previstos na Senten\u00e7a Coletiva, s\u00e3o devidos at\u00e9 o encerramento da conta poupan\u00e7a ou at\u00e9 o momento em que esta apresente saldo zero (saque integral do capital), o que ocorrer primeiro. Destaque-se que n\u00e3o se nota distin\u00e7\u00e3o importante entre esses dois eventos, mesmo porque, sacado integralmente o capital ou encerrada formalmente a conta, n\u00e3o se h\u00e1 mais falar em juros remunerat\u00f3rios, frutos civis do capital depositado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, at\u00e9 o encerramento da conta poupan\u00e7a ou at\u00e9 o momento em que esta apresente saldo zero, incidem juros remunerat\u00f3rios conforme previstos na senten\u00e7a coletiva; ap\u00f3s, passam a incidir os juros de mora e a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria at\u00e9 o pagamento final da condena\u00e7\u00e3o, tudo conforme previsto no decisum proferido na A\u00e7\u00e3o Coletiva Substitutiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se estabelecer a data de encerramento da conta ou aquela em que passa a ter saldo zero como termo final, cria-se o questionamento sobre quem deve comprovar a referida data e o que fazer se n\u00e3o houver tal comprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido: &#8220;cabe ao banco deposit\u00e1rio a comprova\u00e7\u00e3o da data do encerramento da conta-poupan\u00e7a, sob pena de se adotar como marco final de incid\u00eancia dos juros remunerat\u00f3rios a data da cita\u00e7\u00e3o nos autos da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que originou o cumprimento de senten\u00e7a&#8221; (REsp 1.524.196\/MS, Terceira Turma, DJe 30\/9\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Registra-se que a ado\u00e7\u00e3o da cita\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica como termo final subsidi\u00e1rio se deve ao fato de que a partir deste momento passa a incidir juros de mora, de modo que &#8220;essa sistem\u00e1tica impede que exista concomitantemente a incid\u00eancia de juros remunerat\u00f3rios e morat\u00f3rios dentro de um mesmo per\u00edodo e, por conseguinte, coaduna-se com entendimento recente da Corte Especial do STJ [REsp 1.361.800\/SP]&#8221; (REsp 1.535.990\/MS, Quarta Turma, DJe 20\/8\/2015).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>I &#8211; Desde que expressamente previstos na senten\u00e7a coletiva que determina a recomposi\u00e7\u00e3o dos \u00edndices inflacion\u00e1rios expurgados, o termo final de incid\u00eancia de juros remunerat\u00f3rios sobre a parcela da conta poupan\u00e7a resultante da recomposi\u00e7\u00e3o do \u00edndice expurgado \u00e9 a data de encerramento da conta ou aquela em que passa a ter saldo zero, o que primeiro ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Cabe ao banco deposit\u00e1rio a comprova\u00e7\u00e3o dessas datas, sob pena de se adotar como termo final a data da cita\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que originou o cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-do-autor-de-desistir-de-acao-de-oferecimento-de-alimentos-para-menor-com-sindrome-de-down\"><a><\/a><a><\/a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade do autor de desistir de a\u00e7\u00e3o de oferecimento de alimentos para menor com S\u00edndrome de Down.<\/h2>\n\n\n\n<p>O direito do autor de desistir de a\u00e7\u00e3o de oferecimento de alimentos n\u00e3o pode se sobrepor ao direito da demandada pela busca de uma decis\u00e3o de m\u00e9rito, ainda que o pedido tenha sido apresentado antes da contesta\u00e7\u00e3o, quando a homologa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o prejudicar os interesses de pessoa com defici\u00eancia (s\u00edndrome de down).<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o com o intuito de fixar alimentos em favor de sua filha Diana, 16 anos, que foi diagnosticada com S\u00edndrome de Down. Durante o processo, ficou sabendo que sua ex-esposa e m\u00e3e da menina, Crementina, vendeu im\u00f3vel do \u201ccasal\u201d e n\u00e3o repassou sua parte. Creosvaldo ent\u00e3o tentou desistir da a\u00e7\u00e3o antes da contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 485. O juiz n\u00e3o resolver\u00e1 o m\u00e9rito quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 4\u00ba Oferecida a contesta\u00e7\u00e3o, o autor n\u00e3o poder\u00e1, sem o consentimento do r\u00e9u, desistir da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 13.146\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba \u00c9 dever do Estado, da sociedade e da fam\u00edlia assegurar \u00e0 pessoa com defici\u00eancia, com prioridade, a efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos referentes \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 sexualidade, \u00e0 paternidade e \u00e0 maternidade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, ao trabalho, \u00e0 previd\u00eancia social, \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o e \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o, ao transporte, \u00e0 acessibilidade, \u00e0 cultura, ao desporto, ao turismo, ao lazer, \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, aos avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade, \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, entre outros decorrentes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia e seu Protocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu bem-estar pessoal, social e econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia consiste em saber se, ap\u00f3s o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de oferecimento de alimentos e o deferimento dos provis\u00f3rios para filha com defici\u00eancia (S\u00edndrome de Down), pode o autor desistir do feito, em virtude da contesta\u00e7\u00e3o ter sido apresentada poucos dias ap\u00f3s a formula\u00e7\u00e3o do pedido de desist\u00eancia, considerando o disposto no \u00a7 4\u00ba do art. 485 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise superficial e apressada do \u00a7 4\u00ba do art. 485 do CPC pode levar \u00e0 conclus\u00e3o de que, se o autor desistiu da a\u00e7\u00e3o antes da contesta\u00e7\u00e3o, isso deveria levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do feito. Contudo, o processo n\u00e3o pode ser visto apenas como uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, mas sim como algo que tem fins de grande relev\u00e2ncia social e para a democracia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A despeito de a contesta\u00e7\u00e3o ter sido ofertada poucos dias ap\u00f3s o pedido de desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, ela foi apresentada e trouxe a resist\u00eancia da r\u00e9 quanto a tal pleito, veiculando sua pretens\u00e3o, n\u00e3o podendo ser dado ao autor, ao seu talante, simplesmente desistir da a\u00e7\u00e3o, pois a demanda deixou de lhe interessar exclusivamente<\/strong>, impondo-se, excepcionalmente, o prosseguimento do feito, que tem car\u00e1ter d\u00faplice.<\/p>\n\n\n\n<p>Estando posta a lide, n\u00e3o faz sentido algum a sua extin\u00e7\u00e3o, para que novamente se abra a discuss\u00e3o noutro processo, sem que se contrarie os princ\u00edpios da dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel e do direito \u00e0 solu\u00e7\u00e3o integral do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito do autor de desistir da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode se sobrepor ao direito da demandada pela busca de uma decis\u00e3o de m\u00e9rito e, com mais raz\u00e3o, quando a homologa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o seria prejudicial aos interesses de pessoa com defici\u00eancia (S\u00edndrome de Down), cuja efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos referentes \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 sua dignidade devem ser assegurados com prioridade pelo Estado (art. 8\u00ba da Lei n. 13.146\/2015).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O direito do autor de desistir de a\u00e7\u00e3o de oferecimento de alimentos n\u00e3o pode se sobrepor ao direito da demandada pela busca de uma decis\u00e3o de m\u00e9rito, ainda que o pedido tenha sido apresentado antes da contesta\u00e7\u00e3o, quando a homologa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o prejudicar os interesses de pessoa com defici\u00eancia (s\u00edndrome de down).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-in-transmissibilidade-do-direito-de-receber-credito-relativo-a-multa-cominatoria\"><a><\/a><a><\/a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Transmissibilidade do direito de receber cr\u00e9dito relativo \u00e0 multa cominat\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p>O direito de receber cr\u00e9dito relativo \u00e0 multa cominat\u00f3ria \u00e9 transmiss\u00edvel aos sucessores da parte a quem se destinava a obriga\u00e7\u00e3o de fazer ap\u00f3s seu falecimento, ainda que a obriga\u00e7\u00e3o principal que originou a multa seja de natureza personal\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.123.791-SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/11\/2024, DJe 7\/11\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>A operadora do plano de sa\u00fade de Creiton negou o tratamento m\u00e9dico prescrito. Inconformado, Creiton ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual obteve provimento de tutela provis\u00f3ria que obrigava o plano a fornecer o tratamento, sob pena de multa di\u00e1ria. Ainda assim, o plano n\u00e3o disponibilizou o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, Creiton iniciou o cumprimento de senten\u00e7a para receber os valores das multas, mas veio a falecer durante o processo. A operadora peticionou requerendo a extin\u00e7\u00e3o do cumprimento da senten\u00e7a, uma vez que a multa seria decorrente do n\u00e3o cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o personal\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia limita-se a saber se \u00e9 transmiss\u00edvel aos herdeiros multa cominat\u00f3ria em caso do falecimento da parte autora quando fixados anteriormente em tutela de urg\u00eancia cuja obriga\u00e7\u00e3o principal era de natureza personal\u00edssima (fornecimento de tratamento&nbsp;<em>home care<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>O atual entendimento da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) firmou-se no sentido de que &#8220;Por integrar o patrim\u00f4nio do autor, a multa cominat\u00f3ria aplicada em fun\u00e7\u00e3o da recalcitr\u00e2ncia do demandado em proceder ao cumprimento da ordem judicial \u00e9 perfeitamente transmiss\u00edvel aos sucessores ap\u00f3s o falecimento do titular, ainda que seja personal\u00edssima a obriga\u00e7\u00e3o principal que lhe deu origem&#8221; (REsp. 1.722.666\/RJ, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, DJe 8\/6\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Na oportunidade, a Terceira Turma do STJ assentou que &#8220;<strong>pelo fato de n\u00e3o possuir car\u00e1ter de ressarcimento mediante convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o principal em pec\u00fania \u00e9 que a multa cominat\u00f3ria deve subsistir, mesmo ap\u00f3s o perecimento do objeto da demanda. Tamb\u00e9m por esse motivo \u00e9 que ela permanece exig\u00edvel durante o per\u00edodo de atraso, mesmo se houver o posterior cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o ou a convers\u00e3o desta em perdas e danos.<\/strong> Assim, como medida excepcional, a manuten\u00e7\u00e3o da exigibilidade da multa cominat\u00f3ria se apresenta como a solu\u00e7\u00e3o mais consent\u00e2nea com o princ\u00edpio da razoabilidade, at\u00e9 mesmo em refor\u00e7o \u00e0 natureza coercitiva do instituto que, a par de proporcionar a satisfa\u00e7\u00e3o da tutela espec\u00edfica, tamb\u00e9m tem por escopo garantir plena observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da efetividade dos provimentos jurisdicionais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, por fim, &#8220;solu\u00e7\u00e3o diversa serviria de est\u00edmulo a eventuais pondera\u00e7\u00f5es desprovidas de um verdadeiro esp\u00edrito de humanidade, notadamente nas concess\u00f5es de provimentos liminares a pacientes portadores de doen\u00e7as graves em est\u00e1gio avan\u00e7ado e em estado terminal, haja vista que, sobrevindo o evento morte, nada mais se poderia exigir a t\u00edtulo de multa cominat\u00f3ria&#8221;. (REsp. 1.722.666\/RJ, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, DJe 8\/6\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O direito de receber cr\u00e9dito relativo \u00e0 multa cominat\u00f3ria \u00e9 transmiss\u00edvel aos sucessores da parte a quem se destinava a obriga\u00e7\u00e3o de fazer ap\u00f3s seu falecimento, ainda que a obriga\u00e7\u00e3o principal que originou a multa seja de natureza personal\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a><\/a><a><\/a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatoriedade-da-inclusao-do-pis-e-da-cofins-na-base-de-calculo-do-icms-nas-hipoteses-em-que-a-base-de-calculo-e-o-valor-da-operacao\"><a><\/a><a><\/a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigatoriedade da inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ICMS nas hip\u00f3teses em que a base de c\u00e1lculo \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ICMS atende \u00e0 legalidade nas hip\u00f3teses em que a base de c\u00e1lculo \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o, por configurar repasse econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.091.202-SP, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 11\/12\/2024, DJe 16\/12\/2024. (Tema 1223). (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>B\u00f3ris Ind\u00fastrias vende m\u00e1quinas industriais. Sobre o valor das vendas incidem al\u00edquotas de PIS e COFINS. Ao calcular o valor do ICMS devido, a empresa entende que a base de c\u00e1lculo deve excluir os valores do PIS e COFINS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 150. Sem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba Qualquer subs\u00eddio ou isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, concess\u00e3o de cr\u00e9dito presumido, anistia ou remiss\u00e3o, relativos a impostos, taxas ou contribui\u00e7\u00f5es, s\u00f3 poder\u00e1 ser concedido mediante lei espec\u00edfica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as mat\u00e9rias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribui\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do disposto no art. 155, \u00a7 2.\u00ba, XII, g.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A base de c\u00e1lculo do ICMS ser\u00e1 o valor da opera\u00e7\u00e3o quando (a) da sa\u00edda de mercadoria de estabelecimento de contribuinte (art. 12, I da LCP n. 87\/1996); (b) da transmiss\u00e3o a terceiro de mercadoria depositada em armaz\u00e9m geral ou em dep\u00f3sito fechado, no Estado do transmitente (art. 12, III da LCP n. 87\/1996); (c) da transmiss\u00e3o de propriedade de mercadoria, ou de t\u00edtulo que a represente, quando a mercadoria n\u00e3o tiver transitado pelo estabelecimento transmitente (art. 12, IV da LCP n. 87\/1996); (d) do fornecimento de alimenta\u00e7\u00e3o, bebidas e outras mercadorias por qualquer estabelecimento, compreendendo mercadoria e servi\u00e7o (art. 12, II da LCP n. 87\/1996); e (e) do fornecimento de mercadoria com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os n\u00e3o compreendidos na compet\u00eancia tribut\u00e1ria dos Munic\u00edpios (art. 12, VIII, a da LCP n. 87\/1996).<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do &#8220;valor da opera\u00e7\u00e3o&#8221; para determinar a base de c\u00e1lculo do ICMS n\u00e3o \u00e9 nova no Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos anos, a Primeira Turma se pronunciou: &#8220;A base de c\u00e1lculo do ICMS, segundo a Lei Kandir, \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o pelo qual se deu a circula\u00e7\u00e3o da mercadoria. O imposto, portanto, n\u00e3o est\u00e1 limitado ao pre\u00e7o da mercadoria, abrangendo tamb\u00e9m o valor relativo \u00e0s condi\u00e7\u00f5es estabelecidas e assim exigidas do comprador como pressuposto para a pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio.&#8221; (REsp n. 1.346.749\/MG, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 10\/2\/2015, DJe 4\/3\/2015.)<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, <strong>o PIS e a Cofins incidem, dependendo do regime de tributa\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica, sobre suas receitas totais ou faturamento, observadas as exce\u00e7\u00f5es legais. <\/strong>As receitas e o faturamento podem ser considerados ingressos definitivos nas contas do contribuinte, sem qualquer transitoriedade, a ponto de ensejar a incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do RE 574.706\/PR (Tema 69), entendeu que receita e\/ou faturamento \u00e9 um ingresso financeiro em car\u00e1ter definitivo no patrim\u00f4nio do contribuinte e que o faturamento \u00e9 uma esp\u00e9cie de receita, ambos podendo ser conceituados como produto da venda de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>O PIS e a Cofins s\u00e3o repassados economicamente ao contribuinte porque n\u00e3o incidem diretamente sobre o valor final a ser cobrado do consumidor, diferentemente de impostos como o ICMS e o IPI que, de forma legal e constitucional, t\u00eam o repasse jur\u00eddico autorizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do Tema Repetitivo 293 (REsp 976.836\/RS, de relatoria do Ministro Luiz Fux), firmou a tese que &#8220;O repasse econ\u00f4mico do PIS e da Cofins realizados pelas empresas concession\u00e1rias de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00e3o \u00e9 legal e condiz com as regras de economia e de mercado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, a tese firmada no julgamento do Tema Repetitivo 428 (REsp 1185070-RS, de relatoria do Ministro Teori Zavascki): &#8220;\u00c9 leg\u00edtimo o repasse \u00e0s tarifas de energia el\u00e9trica do valor correspondente ao pagamento da Contribui\u00e7\u00e3o de Integra\u00e7\u00e3o Social &#8211; PIS e da Contribui\u00e7\u00e3o para financiamento da Seguridade Social &#8211; COFINS incidente sobre o faturamento das empresas concession\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 415 da Repercuss\u00e3o Geral entendeu que o repase do PIS e da COFINS ao consumidor n\u00e3o ofende a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por ser o repasse econ\u00f4mico. Os Ministros do Superior Tribunal de Justi\u00e7a entendem pela legalidade da inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ICMS, tamb\u00e9m com a justificativa do repasse ser econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, por fim, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal em seu artigo 150, par\u00e1grafo 6\u00b0, disp\u00f5e que as exclus\u00f5es da base de c\u00e1lculo do ICMS dependem de previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ICMS atende \u00e0 legalidade nas hip\u00f3teses em que a base de c\u00e1lculo \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o, por configurar repasse econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a><\/a><a><\/a>DIREITO EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-restituicao-na-falencia-dos-valores-de-titularidade-do-investidor-depositados-em-conta-junto-a-corretora-de-valores\"><a><\/a><a><\/a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de restitui\u00e7\u00e3o na fal\u00eancia dos valores de titularidade do investidor depositados em conta junto \u00e0 corretora de valores<\/h2>\n\n\n\n<p>Diferentemente do que ocorre na fal\u00eancia de institui\u00e7\u00e3o financeira, os valores de titularidade do investidor depositados em conta junto \u00e0 corretora de valores mobili\u00e1rios podem ser objeto de restitui\u00e7\u00e3o na fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.110.188-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/12\/2024, DJe 13\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>9.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>WPG era uma corretora de valores mobili\u00e1rios. Creiton l\u00e1 mantinha conta e aplicava valores. At\u00e9 que o BACEN decretou a liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial de WPG, \u00e9poca em que Creiton contava com R$ 100 mil aplicados na corretora.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial, WPG n\u00e3o devolveu os valores para Creiton que, inconformado, ingressou na a\u00e7\u00e3o de autofal\u00eancia promovida pela empresa e pleiteou a restitui\u00e7\u00e3o dos valores repassados para a corretora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\"><a><\/a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. O propriet\u00e1rio de bem arrecadado no processo de fal\u00eancia ou que se encontre em poder do devedor na data da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia poder\u00e1 pedir sua restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Tamb\u00e9m pode ser pedida a restitui\u00e7\u00e3o de coisa vendida a cr\u00e9dito e entregue ao devedor nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento de sua fal\u00eancia, se ainda n\u00e3o alienada.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 91. O pedido de restitui\u00e7\u00e3o suspende a disponibilidade da coisa at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Quando diversos requerentes houverem de ser satisfeitos em dinheiro e n\u00e3o existir saldo suficiente para o pagamento integral, far-se-\u00e1 rateio proporcional entre eles.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\"><a><\/a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia resume-se em definir a possibilidade de restitui\u00e7\u00e3o em dinheiro de valores de titularidade do investidor que estavam depositados em conta na corretora falida.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal a quo determinou a restitui\u00e7\u00e3o de valores custodiados pela corretora falida, com base no direito reipersecut\u00f3rio do autor e na necessidade de rateio com outros requerentes em igual situa\u00e7\u00e3o, conforme o art. 91, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, em caso de fal\u00eancia de institui\u00e7\u00e3o financeira, os valores em dep\u00f3sito banc\u00e1rio (que a rigor \u00e9 um m\u00fatuo do correntista ao banco), n\u00e3o podem ser objeto de pedido de restitui\u00e7\u00e3o, pois integram o patrim\u00f4nio da falida.<\/p>\n\n\n\n<p><a><strong>A modalidade de intermedia\u00e7\u00e3o realizada pelas corretoras de valores mobili\u00e1rios que atuam no mercado de capitais \u00e9 diferente daquela realizada pelos bancos comerciais que atuam no mercado financeiro em sentido estrito<\/strong><\/a>. Neste o intermedi\u00e1rio figura como contraparte, isto \u00e9, o banco, nas opera\u00e7\u00f5es e contratos que realiza, age sempre em seu pr\u00f3prio nome e n\u00e3o em nome dos depositantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A intermedia\u00e7\u00e3o realizada pelas corretoras \u00e9 caracterizada pela execu\u00e7\u00e3o de ordens de compra e venda em nome do cliente, sem que os valores custodiados integrem o patrim\u00f4nio da corretora.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da S\u00famula n. 417\/STF, <strong>\u00e9 poss\u00edvel a restitui\u00e7\u00e3o de dinheiro em poder do falido, recebido em nome de outrem, ou do qual, por lei ou contrato, n\u00e3o tivesse ele a disponibilidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as quantias mantidas em conta de registro podem ser objeto de pedido de restitui\u00e7\u00e3o na fal\u00eancia, conforme o art. 85 da Lei n. 11.101\/2005, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de disponibilidade dos valores pela corretora.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\"><a><\/a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Diferentemente do que ocorre na fal\u00eancia de institui\u00e7\u00e3o financeira, os valores de titularidade do investidor depositados em conta junto \u00e0 corretora de valores mobili\u00e1rios podem ser objeto de restitui\u00e7\u00e3o na fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a><\/a><a><\/a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-validade-da-comunicacao-por-e-mail-de-inscricao-de-restricao-em-orgao-de-protecao-ao-credito\"><a><\/a><a><\/a>10.&nbsp; Validade da comunica\u00e7\u00e3o por e-mail de inscri\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o em \u00f3rg\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a comunica\u00e7\u00e3o escrita, conforme prev\u00ea o art. 43, \u00a7 2\u00ba, do CDC, enviada por carta ou e-mail, para fins de notifica\u00e7\u00e3o do consumidor acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro de inadimplentes, desde que os dados do consumidor sejam fornecidos pelo credor ao \u00f3rg\u00e3o mantenedor do cadastro de inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.158.450-RS, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por maioria, julgado em 10\/12\/2024. (Info 837 STJ))<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete teve nome inscrito em cadastro de \u00f3rg\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito em raz\u00e3o de d\u00e9bito com uma loja. Antes da negativa\u00e7\u00e3o, Craudete foi notificada por meio de e-mail em endere\u00e7o eletr\u00f4nico por ela informada no momento da compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Craudete ajuizou a\u00e7\u00e3o de cancelamento de registro cumulada com danos morais na qual alega que a notifica\u00e7\u00e3o por e-mail n\u00e3o teria atendido os requisitos formais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-do-direito\"><a><\/a>10.2.1. Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43. O consumidor, sem preju\u00edzo do disposto no art. 86, ter\u00e1 acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo dever\u00e1 ser comunicada por escrito ao consumidor, quando n\u00e3o solicitada por ele.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-dos-fundamentos\"><a><\/a>10.2.2. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir a validade, ou n\u00e3o, da comunica\u00e7\u00e3o remetida por e-mail ao consumidor, acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro de inadimplentes, para fins de atendimento ao disposto no art. 43, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o enunciado de s\u00famula n. 359 do STJ: &#8220;<strong>cabe ao \u00f3rg\u00e3o mantenedor do Cadastro de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito a notifica\u00e7\u00e3o do devedor antes de proceder \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do consumidor acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em banco de inadimplentes independe de excessiva formalidade, sendo suficiente que seja por escrito e a ele dirigida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de os \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito optarem pelo envio, pela via postal, de carta sobre a negativa\u00e7\u00e3o do nome do consumidor em banco de dados, ficam dispensados de comprovar o aviso de recebimento (AR).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 v\u00e1lida a comunica\u00e7\u00e3o escrita, conforme prev\u00ea o art. 43, \u00a7 2\u00ba, do CDC, enviada por carta ou e-mail, desde que os dados do consumidor sejam fornecidos pelo credor ao \u00f3rg\u00e3o mantenedor do cadastro de inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-da-decisao\"><a><\/a>10.2.3. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a comunica\u00e7\u00e3o escrita, conforme prev\u00ea o art. 43, \u00a7 2\u00ba, do CDC, enviada por carta ou e-mail, para fins de notifica\u00e7\u00e3o do consumidor acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro de inadimplentes, desde que os dados do consumidor sejam fornecidos pelo credor ao \u00f3rg\u00e3o mantenedor do cadastro de inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a><\/a><a><\/a>DIREITO PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-cabimento-da-modalidade-tentada-para-o-crime-de-estupro-de-vulneravel\"><a><\/a><a><\/a>11.&nbsp; Cabimento da modalidade tentada para o crime de estupro de vulner\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a modalidade tentada para o crime de estupro de vulner\u00e1vel, uma vez que qualquer contato libidinoso com menor de 14 anos j\u00e1 consuma o delito, sendo irrelevante se a conduta foi interrompida ou superficial, pois o bem jur\u00eddico da dignidade e liberdade sexual da v\u00edtima j\u00e1 se encontra violado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 10\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Um homem estava na casa de seu vizinho quando foi deixado sozinho com a crian\u00e7a residente no local. Aproveitou o momento para tocar a crian\u00e7a em suas partes \u00edntimas. A crian\u00e7a gritou e saiu correndo do local.<\/p>\n\n\n\n<p>O sujeito foi denunciado e condenado por estupro de vulner\u00e1vel. Em apela\u00e7\u00e3o, o Tribunal local desqualificou o crime para a modalidade tentada, uma vez que a crian\u00e7a apresentou resist\u00eancia e impediu maiores consequ\u00eancias. O MP ficou possesso e recorreu da decis\u00e3o por entender o n\u00e3o cabimento da modalidade tentada ao mencionado tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-dos-fundamentos\"><a><\/a>11.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), no julgamento do Tema Repetitivo 1.121, firmou o entendimento de que <strong>a pr\u00e1tica de ato libidinoso contra menor de 14 anos, quando presente o dolo espec\u00edfico de satisfazer a lasc\u00edvia do agente, configura o crime de estupro de vulner\u00e1vel em sua forma consumada, independentemente da superficialidade do ato praticado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o&nbsp;Tema 1121\/STJ: &#8220;[&#8230;] Presente o dolo espec\u00edfico de satisfazer \u00e0 lasc\u00edvia, pr\u00f3pria ou de terceiro, a pr\u00e1tica de ato libidinoso com menor de 14 anos configura o crime de estupro de vulner\u00e1vel (art. 217-A do CP), independentemente da ligeireza ou da superficialidade da conduta, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a desclassifica\u00e7\u00e3o para o delito de importuna\u00e7\u00e3o sexual&#8221; (art. 215-A do CP) [&#8230;] (REsp 1.954.997\/SC, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 1\u00ba\/7\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, nos termos da jurisprud\u00eancia consolidada do STJ, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a modalidade tentada para o crime de estupro de vulner\u00e1vel, uma vez que qualquer contato libidinoso com menor de 14 anos j\u00e1 consuma o delito, sendo irrelevante se a conduta foi interrompida ou superficial, pois o bem jur\u00eddico da dignidade e liberdade sexual da v\u00edtima j\u00e1 se encontra violado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-da-decisao\"><a><\/a>11.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a modalidade tentada para o crime de estupro de vulner\u00e1vel, uma vez que qualquer contato libidinoso com menor de 14 anos j\u00e1 consuma o delito, sendo irrelevante se a conduta foi interrompida ou superficial, pois o bem jur\u00eddico da dignidade e liberdade sexual da v\u00edtima j\u00e1 se encontra violado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-apreensao-de-municoes-em-quantidade-nao-considerada-insignificante-e-atipicidade-da-conduta\"><a><\/a><a><\/a>12.&nbsp; Apreens\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es em quantidade n\u00e3o considerada insignificante e atipicidade da conduta.<\/h2>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es em quantidade n\u00e3o considerada insignificante, aliada a apreens\u00e3o de droga, petrechos do tr\u00e1fico e expressivas quantias em dinheiro, perfaz cen\u00e1rio que impede o reconhecimento da atipicidade material da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.744.867-SC, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 10\/12\/2024, DJe 16\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho residia no interior e era suspeito de integrar o tr\u00e1fico de drogas na regi\u00e3o. Ap\u00f3s autoriza\u00e7\u00e3o judicial, foi realizada busca e apreens\u00e3o na casa do rapaz onde foram encontradas drogas, muni\u00e7\u00f5es e dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Creitinho foi denunciado por tr\u00e1fico e posse ilegal de armas de fogo, mas sua defesa alega que a quantidade de droga era pequena e os cartuchos n\u00e3o estavam acompanhados das respectivas armas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-dos-fundamentos\"><a><\/a>12.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos da iterativa jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e9 t\u00edpica a conduta de portar ou transportar arma de fogo, acess\u00f3rio ou muni\u00e7\u00e3o, de uso permitido, em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, pois se trata de crime de perigo abstrato, cujo bem jur\u00eddico protegido \u00e9 a incolumidade p\u00fablica, situa\u00e7\u00e3o bastante a afastar a exig\u00eancia de resultado natural\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, &#8220;<strong>a Quinta Turma e a Sexta Turma do STJ, a \u00faltima, em algumas oportunidades, tem entendido que o simples fato de os cartuchos apreendidos estarem desacompanhados da respectiva arma de fogo n\u00e3o implica, por si s\u00f3, a atipicidade da conduta, de maneira que as peculiaridades do caso concreto devem ser analisadas, a fim de se aferir: a) a m\u00ednima ofensividade da conduta do agente; b) a aus\u00eancia de periculosidade social da a\u00e7\u00e3o; c) o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; e d) a inexpressividade da les\u00e3o jur\u00eddica provocada<\/strong>&#8221; (EREsp 1.856.980\/SC, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 22\/9\/2021, DJe 30\/9\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, foram apreendidas, al\u00e9m dos 7 cartuchos de calibre 12 da marca CBC e de 3 cartuchos calibre 32 da marca CBC, 19,25g (dezenove gramas e vinte e cinco centigramas) de coca\u00edna, petrechos do tr\u00e1fico e expressivas quantias em dinheiro, o que ensejou a condena\u00e7\u00e3o pelo crime de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal cen\u00e1rio, na linha da orienta\u00e7\u00e3o firmada no STJ, impede que se reconhe\u00e7a a atipicidade material da conduta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-da-decisao\"><a><\/a>12.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es em quantidade n\u00e3o considerada insignificante, aliada a apreens\u00e3o de droga, petrechos do tr\u00e1fico e expressivas quantias em dinheiro, perfaz cen\u00e1rio que impede o reconhecimento da atipicidade material da conduta.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a><\/a><a><\/a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-ir-retroatividade-dos-artigos-158-a-a-158-f-do-codigo-de-processo-penal-e-preservacao-da-cadeia-de-custodia-para-fatos-anteriores-a-lei-n-13-964-2019\"><a><\/a><a><\/a>13.&nbsp; (Ir)Retroatividade dos artigos 158-A a 158-F do C\u00f3digo de Processo Penal e preserva\u00e7\u00e3o da cadeia de cust\u00f3dia para fatos anteriores \u00e0 Lei n. 13.964\/2019.<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora as regras espec\u00edficas dos artigos 158-A a 158-F do C\u00f3digo de Processo Penal n\u00e3o retroajam, a cadeia de cust\u00f3dia deve ser preservada, mesmo para fatos anteriores \u00e0 Lei n. 13.964\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 902.195-RS, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 3\/12\/2024, DJe 9\/12\/2024. (Info 837 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a><\/a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/h3>\n\n\n\n<p>Virso foi encontrado morto em 2017. A pol\u00edcia apreendeu o celular da v\u00edtima para investiga\u00e7\u00e3o e com base no conte\u00fado ali encontrado, Nerso foi denunciado pelo crime de homic\u00eddio. No caso, a per\u00edcia realizada no celular n\u00e3o foi capaz de apontar se o aparelho apreendido e manipulado pela pol\u00edcia apresentava sinal de adultera\u00e7\u00e3o, tampouco foi poss\u00edvel recuperar arquivos, m\u00eddias ou conversas. Extraiu-se, t\u00e3o somente, de forma t\u00e9cnica, uma lista de contatos do chip SIM inserido no dispositivo<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 2022, foi constatado que a pol\u00edcia teria cometido um equ\u00edvoco na extra\u00e7\u00e3o dos dados do aparelho, n\u00e3o sendo poss\u00edvel atestar a integridade e autenticidade dos dados retirados. A defesa aproveitou e impetrou HC alegando a quebra de cadeia de cust\u00f3dia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a><\/a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-dos-fundamentos\"><a><\/a>13.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia ao exame da aplica\u00e7\u00e3o retroativa do regramento da cadeia de cust\u00f3dia inserido pela Lei n. 13.964\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a per\u00edcia realizada no celular n\u00e3o foi capaz de apontar se o aparelho apreendido e manipulado pela pol\u00edcia apresentava sinal de adultera\u00e7\u00e3o, tampouco foi poss\u00edvel recuperar arquivos, m\u00eddias ou conversas. Extraiu-se, t\u00e3o somente, de forma t\u00e9cnica, uma lista de contatos do chip SIM inserido no dispositivo. Essa conjuntura compromete a efic\u00e1cia probat\u00f3ria dos elementos de convic\u00e7\u00e3o diretamente obtidos da fonte digital, por n\u00e3o ter sido minimamente demonstrada a integridade e confiabilidade das evid\u00eancias apresentadas na persecu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Previamente \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 reconhecia que &#8220;[a] cadeia de cust\u00f3dia tem como objetivo garantir a todos os acusados o devido processo legal e os recursos a ele inerentes, como a ampla defesa, o contradit\u00f3rio e principalmente o direito \u00e0 prova l\u00edcita. O instituto abrange todo o caminho que deve ser percorrido pela prova at\u00e9 sua an\u00e1lise pelo magistrado, sendo certo que qualquer interfer\u00eancia durante o tr\u00e2mite processual pode resultar na sua imprestabilidade&#8221; (RHC n. 77.836\/PA, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, DJe 12\/2\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, <strong>ainda que as regras espec\u00edficas de aperfei\u00e7oamento dos artigos 158-A a 158-F do CPP n\u00e3o retroajam, a demonstra\u00e7\u00e3o de grave v\u00edcio no caminho percorrido pelos vest\u00edgios identificados e coletados pelo Estado ou nos procedimentos adotados para a apreens\u00e3o, guarda e manipula\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias permite o reconhecimento de quebra da cadeia de cust\u00f3dia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a preserva\u00e7\u00e3o da cadeia de cust\u00f3dia deve ser analisada mesmo para fatos anteriores ao denominado Pacote Anticrime.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-da-decisao\"><a><\/a>13.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Embora as regras espec\u00edficas dos artigos 158-A a 158-F do C\u00f3digo de Processo Penal n\u00e3o retroajam, a cadeia de cust\u00f3dia deve ser preservada, mesmo para fatos anteriores \u00e0 Lei n. 13.964\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-7114f40b-7dbf-4aeb-a276-12cdcde2eb22\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/28013836\/stj-informativo-837.pdf\">STJ &#8211; informativo 837<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/28013836\/stj-informativo-837.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-7114f40b-7dbf-4aeb-a276-12cdcde2eb22\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 837 do STJ\u00a0COMENTADO na sua telinha&#8230; Vamo que vamo! 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