{"id":1520514,"date":"2025-01-22T00:57:54","date_gmt":"2025-01-22T03:57:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1520514"},"modified":"2025-01-22T08:16:40","modified_gmt":"2025-01-22T11:16:40","slug":"informativo-stf-1162-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1162-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1162 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Pra voc\u00ea est\u00e1 ligad@ aqui&nbsp;no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, informativo n\u00ba 1162 do STF&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong> na telinha!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/22005736\/stf-informativo-1162.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_nzIVo25506E\"><div id=\"lyte_nzIVo25506E\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/nzIVo25506E\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/nzIVo25506E\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/nzIVo25506E\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-contratacao-temporaria-em-ambito-estadual-e-sua-regulamentacao-por-lei-complementar\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria em \u00e2mbito estadual e sua regulamenta\u00e7\u00e3o por lei complementar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 pois viola o princ\u00edpio da simetria e o princ\u00edpio democr\u00e1tico \u2014 norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que exige a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar para a regulamenta\u00e7\u00e3o dos casos de contrata\u00e7\u00e3o por tempo determinado para atender a necessidade tempor\u00e1ria de excepcional interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.057\/CE, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 06.12.2024 (Info 1162 STF)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) questiona normas do Estado do Cear\u00e1 que tratam da contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico. De acordo com o partido, o artigo 154, inciso XIV, da Constitui\u00e7\u00e3o cearense estipulou que a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria por necessidade transit\u00f3ria no servi\u00e7o p\u00fablico ser\u00e1 regulada por lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o PTB, as leis complementares devem ser adotadas somente para regulamentar temas espec\u00edficos, expressamente determinados na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico, por exemplo, pode ser regulada via lei ordin\u00e1ria. Outro argumento \u00e9 que as leis infringem a obrigatoriedade do concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (&#8230;) IX &#8211; a lei estabelecer\u00e1 os casos de contrata\u00e7\u00e3o por tempo determinado para atender a necessidade tempor\u00e1ria de excepcional interesse p\u00fablico;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ao tratar do instituto da contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o determinou que sua regulamenta\u00e7\u00e3o fosse realizada por meio de lei complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do STF, <strong>exigir lei complementar em situa\u00e7\u00f5es para as quais a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o a previu restringe o arranjo democr\u00e1tico-representativo por ela estabelecido<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais<strong>\u2014 pois n\u00e3o observam o princ\u00edpio do concurso p\u00fablico (CF\/1988, art. 37, II) nem os requisitos para a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria (CF\/1988, art. 37, IX) \u2014 <\/strong>as Leis Complementares cearenses n\u00ba 163\/2016, n\u00ba 169\/2016 e n\u00ba 228\/2020, que autorizam, por tempo determinado e para atender a necessidade tempor\u00e1ria e de excepcional interesse p\u00fablico, a admiss\u00e3o de profissionais para a execu\u00e7\u00e3o de atividades t\u00e9cnicas especializadas no \u00e2mbito do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para que se considere v\u00e1lida a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, exige-se que: i) os casos excepcionais estejam previstos em lei; ii) o prazo de contrata\u00e7\u00e3o seja predeterminado; iii) a necessidade seja tempor\u00e1ria; iv) o interesse p\u00fablico seja excepcional; v) a necessidade de contrata\u00e7\u00e3o seja indispens\u00e1vel, sendo vedada a contrata\u00e7\u00e3o para os servi\u00e7os ordin\u00e1rios permanentes do Estado, e que devam estar sob o espectro das conting\u00eancias normais da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as Leis Complementares cearenses n\u00ba 163\/2016 e n\u00ba 169\/2016, embora estabele\u00e7am prazo predeterminado para a contrata\u00e7\u00e3o, visando realiza\u00e7\u00e3o de um objetivo p\u00fablico de grande relev\u00e2ncia, n\u00e3o tratam de situa\u00e7\u00e3o excepcional, porquanto a busca pelo aprimoramento dos servi\u00e7os para melhor servir \u00e0 sociedade \u00e9 inerente \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, os anexos dessas normas demonstram tratar-se de diversas fun\u00e7\u00f5es da estrutura administrativa do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo que deveriam ter sido preenchidas por detentores de cargos p\u00fablicos, <strong>tendo em vista a natureza ordin\u00e1ria e permanente das atividades<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Lei Complementar n\u00ba 228\/2020, editada no contexto da pandemia da Covid-19, apontou que a necessidade tempor\u00e1ria da contrata\u00e7\u00e3o compreenderia o per\u00edodo necess\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de concurso p\u00fablico para o provimento de cargos efetivos. Entretanto, o certame somente foi lan\u00e7ado em abril de 2024, quase oito anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o, pela Lei estadual n\u00ba 16.040\/2016, da Superintend\u00eancia do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo. A perpetua\u00e7\u00e3o dessas contrata\u00e7\u00f5es pretensamente de car\u00e1ter tempor\u00e1rio evidencia a in\u00e9rcia administrativa em regularizar a estrutura de pessoal daquela superintend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente a\u00e7\u00e3o para: (i) declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201ccomplementar\u201d do art. 154, inciso XIV, da&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Cear\u00e1, com efeito&nbsp;<em>ex nunc<\/em>, para que a decis\u00e3o, no ponto, produza efeitos a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento; e (ii) declarar a inconstitucionalidade das Leis Complementares estaduais&nbsp;n\u00ba 163\/2016;&nbsp;n\u00ba 169\/2016; e&nbsp;n\u00ba 228\/2020, garantindo-se a vig\u00eancia das contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias celebradas com base nos citados diplomas, at\u00e9 que expirem os prazos de dura\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o que dever\u00e1 o Estado do Cear\u00e1 preencher os quadros de seu Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo com servidores aprovados em concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-complexo-industrial-e-portuario-do-maranhao-e-ampliacao-do-objeto-social-da-empresa-maranhense-de-administracao-portuaria-emap\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Complexo Industrial e Portu\u00e1rio do Maranh\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do objeto social da Empresa Maranhense de Administra\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria (EMAP)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais \u2014 e n\u00e3o afrontam o princ\u00edpio federativo e o regime constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de bens entre os entes federativos (CF\/1988, art. 20, IV, c\/c o art. 26, II) \u2014 os arts. 1\u00ba e 2\u00ba, I (express\u00e3o \u201co Porto Grande\u201d), da Lei n\u00ba 11.013\/2019 do Estado do Maranh\u00e3o, que: (i) institui o Complexo Industrial e Portu\u00e1rio do Maranh\u00e3o, composto de \u00e1reas adjacentes a determinados portos e de outras \u00e1reas integrantes do distrito industrial, sem indicar a demarca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica das \u00e1reas abrangidas ou a situa\u00e7\u00e3o dominial dos im\u00f3veis inseridos no complexo; e (ii) autoriza a amplia\u00e7\u00e3o do objeto social da Empresa Maranhense de Administra\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria (EMAP) para que, no papel de indutora do desenvolvimento regional, possa administrar, operar, explorar e desenvolver diversas \u00e1reas, entre as quais as do pr\u00f3prio complexo e de bem p\u00fablico de titularidade da Uni\u00e3o (ou de autarquia federal), desde que cumpridos os requisitos legais necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.216\/MA, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 06.12.2024 (Info 1162 STF)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou a ADI 6216 em face da Lei estadual n\u00ba 11.013\/2019, que instituiu o Complexo Industrial e Portu\u00e1rio do Maranh\u00e3o. A gest\u00e3o das \u00e1reas adjacentes ao Porto do Itaqui foi atribu\u00edda \u00e0 Empresa Maranhense de Administra\u00e7\u00e3o Portu\u00e1ria, que teve seu objeto social ampliado para administrar, operar, explorar e desenvolver o Complexo, al\u00e9m de promover medidas de coordena\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia t\u00e9cnica \u00e0s empresas nele instaladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a PGR, as normas violariam a compet\u00eancia da Uni\u00e3o, bem como afrontariam o regime constitucional de reparti\u00e7\u00e3o entre os entes e ainda permitiriam que o Estado administrasse diretamente recursos da atividade portu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 que se falar em ofensa ao princ\u00edpio federativo, pois a institui\u00e7\u00e3o do complexo industrial e portu\u00e1rio local n\u00e3o pretendeu afetar diretamente bens p\u00fablicos federais \u00e0 administra\u00e7\u00e3o de empresa p\u00fablica estadual. Os dispositivos impugnados <strong>apenas enunciam a institui\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea de desenvolvimento no estado, atribuindo \u00e0 empresa p\u00fablica a indu\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios para o desenvolvimento regional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a previs\u00e3o legislativa de \u00e1rea de desenvolvimento econ\u00f4mico estadual e a autoriza\u00e7\u00e3o para a amplia\u00e7\u00e3o do objeto social de empresa p\u00fablica sob seu controle se inserem nas compet\u00eancias constitucionais do estado federado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, a autoriza\u00e7\u00e3o legislativa estadual de amplia\u00e7\u00e3o do objeto social da empresa p\u00fablica n\u00e3o basta para que a estatal possa, de imediato, administrar, explorar e desenvolver bem p\u00fablico cuja titularidade seja de outro ente da Federa\u00e7\u00e3o. Para tanto, \u00e9 imprescind\u00edvel que o titular do im\u00f3vel atribua \u00e0 empresa estadual a gest\u00e3o do bem p\u00fablico ou lhe transfira a titularidade. Dessa maneira, a autoriza\u00e7\u00e3o legislativa em debate, de amplia\u00e7\u00e3o do objeto social, delimita-se a permitir que a empresa p\u00fablica, ap\u00f3s cumpridos os demais requisitos legais necess\u00e1rios, administre, explore e desenvolva, no futuro, \u00e1reas que lhe sejam expressamente delegadas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais<strong>\u2014 e n\u00e3o ofendem a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais de licita\u00e7\u00e3o (CF\/1988, art. 22, XXVII) nem a exig\u00eancia de procedimento licitat\u00f3rio pr\u00e9vio para a aliena\u00e7\u00e3o de bens p\u00fablicos&nbsp;<a>(CF\/1988, arts.&nbsp;<\/a>37, XXI; e 173, \u00a7 1\u00ba, III) \u2014 <\/strong>os arts. 2\u00ba, II, 3\u00ba, 4\u00ba e 5\u00ba da Lei n\u00ba 11.013\/2019 do Estado do Maranh\u00e3o, que, no \u00e2mbito do novo complexo portu\u00e1rio e sem afastar o contexto normativo vigente, autorizam ampla disposi\u00e7\u00e3o patrimonial<strong>: (i) de bens im\u00f3veis estaduais para a EMAP, no que interessam ao referido complexo; e (ii) de bens im\u00f3veis e de equipamentos de apoio pela EMAP para quaisquer sujeitos, a t\u00edtulo oneroso ou gratuito, possibilitando a celebra\u00e7\u00e3o de instrumentos, p\u00fablicos ou particulares, para a realiza\u00e7\u00e3o dos atos nela descritos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as disposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o sob o influxo do contexto normativo constitucional e legal em vigor que versam sobre aliena\u00e7\u00e3o de bens p\u00fablicos e procedimento licitat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a aliena\u00e7\u00e3o direta de bens im\u00f3veis do estado federado para a empresa p\u00fablica sob seu controle se justifica em face do objetivo daquela unidade federativa de prover a estatal de condi\u00e7\u00f5es para fomentar o desenvolvimento regional. Se a aliena\u00e7\u00e3o fosse feita em condi\u00e7\u00f5es de concorr\u00eancia com outros interessados, fulminaria o prop\u00f3sito maior do incentivo da pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>As compet\u00eancias conferidas \u00e0 aludida empresa p\u00fablica para transacionar m\u00f3veis e im\u00f3veis, no \u00e2mbito especificado, decorrem de sua personalidade jur\u00eddica de empresa privada e devem estar relacionadas com a concretiza\u00e7\u00e3o de seu objeto social. A liberdade negocial das empresas estatais deve ser id\u00eantica \u00e0 das empresas privadas, excetuadas as limita\u00e7\u00f5es impostas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 e pela legisla\u00e7\u00e3o federal que rege a mat\u00e9ria (CF\/1988, art. 173, \u00a7 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, as normas impugnadas investem a referida empresa p\u00fablica \u2014 que passou a atuar como fomentadora do desenvolvimento da regi\u00e3o portu\u00e1ria \u2014 de poderes gerais de negocia\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis sem adentrar hip\u00f3teses espec\u00edficas, devendo o neg\u00f3cio jur\u00eddico a ser celebrado observar a disciplina da legisla\u00e7\u00e3o federal pertinente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, n\u00e3o conheceu da a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao art. 35 da&nbsp;Lei n\u00ba 10.213\/2015&nbsp;e ao Decreto n\u00ba 34.519\/2018 maranhenses e, no m\u00e9rito, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o e declarou a constitucionalidade dos arts. 1\u00ba, 2\u00ba, I (express\u00e3o \u201c<em>o Porto Grande<\/em>\u201d) e II, 3\u00ba, 4\u00ba e 5\u00ba da&nbsp;Lei n\u00ba 11.013\/2019 do Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-licenca-maternidade-e-licenca-paternidade-prazo-minimo-para-pais-servidores-estaduais-e-distritais-duracao-da-licenca-para-maes-adotantes-e-extensao-do-prazo-de-licenca-maternidade-para-pais-solo\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Licen\u00e7a-maternidade e Licen\u00e7a-paternidade: prazo m\u00ednimo para pais servidores estaduais e distritais, dura\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a para m\u00e3es adotantes e extens\u00e3o do prazo de licen\u00e7a-maternidade para pais solo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais normas estaduais e distritais que fixam prazo superior a 5 dias para a licen\u00e7a-paternidade de seus servidores, n\u00e3o sendo a eles aplic\u00e1vel, de forma autom\u00e1tica, a prorroga\u00e7\u00e3o prevista na legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.519\/AC, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 06.12.2024 (Info 1162 STF)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica apresentou ao STF 27 a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade para questionar leis de todos os estados e do Distrito Federal que tratam da concess\u00e3o de licen\u00e7as parentais (maternidade, paternidade e por ado\u00e7\u00e3o) a servidores p\u00fablicos civis e militares. O objetivo \u00e9 garantir a uniformiza\u00e7\u00e3o do ordenamento do sistema de prote\u00e7\u00e3o parental, afastando disparidades entre os entes da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a PGR, \u00e9 preciso adaptar as normas aos princ\u00edpios constitucionais do livre planejamento familiar, da igualdade no exerc\u00edcio de direitos e de deveres referentes \u00e0 sociedade conjugal, da prote\u00e7\u00e3o integral e do melhor interesse da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido \u00e9 que o STF assegure \u00e0s m\u00e3es biol\u00f3gicas ou adotantes e aos pais solo (adotantes ou biol\u00f3gicos) 180 dias como par\u00e2metro m\u00ednimo de licen\u00e7a remunerada a partir do nono m\u00eas da gesta\u00e7\u00e3o, do parto, da ado\u00e7\u00e3o ou da obten\u00e7\u00e3o de guarda para fins de ado\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 licen\u00e7a-paternidade (biol\u00f3gica ou adotiva), a PGR pede que seja fixada no prazo m\u00ednimo de 20 dias \u2013 os cinco j\u00e1 previstos no Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT), mais a prorroga\u00e7\u00e3o de 15 dias concedida pela Lei federal 11.770\/2008.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>ADCT: \u201cArt. 10. At\u00e9 que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. 7\u00ba, I, da Constitui\u00e7\u00e3o: (&#8230;) \u00a7 1\u00ba At\u00e9 que a lei venha a disciplinar o disposto no art. 7\u00ba, XIX, da Constitui\u00e7\u00e3o, o prazo da licen\u00e7a-paternidade a que se refere o inciso \u00e9 de cinco dias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 11.770\/2008: \u201cArt. 1\u00ba \u00c9 institu\u00eddo o Programa Empresa Cidad\u00e3, destinado a prorrogar: (&#8230;) II &#8211; por 15 (quinze) dias a dura\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-paternidade, nos termos desta Lei, al\u00e9m dos 5 (cinco) dias estabelecidos no \u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 10 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto n\u00ba 8.737\/2016: \u201cArt. 2\u00ba A prorroga\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-paternidade ser\u00e1 concedida ao servidor p\u00fablico que requeira o benef\u00edcio no prazo de dois dias \u00fateis ap\u00f3s o nascimento ou a ado\u00e7\u00e3o e ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de quinze dias, al\u00e9m dos cinco dias concedidos pelo art. 208 da Lei n\u00ba 8.112, de 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201c<a><\/a>Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado. (&#8230;) \u00a7 5\u00ba Os direitos e deveres referentes \u00e0 sociedade conjugal s\u00e3o exercidos igualmente pelo homem e pela mulher. (&#8230;) \u00a7 7\u00ba Fundado nos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da paternidade respons\u00e1vel, o planejamento familiar \u00e9 livre decis\u00e3o do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e cient\u00edficos para o exerc\u00edcio desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de institui\u00e7\u00f5es oficiais ou privadas. (&#8230;) Art. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o imp\u00f5e um prazo m\u00ednimo para a licen\u00e7a-paternidade al\u00e9m dos 5 dias previstos na regra transit\u00f3ria do art. 10, \u00a7 1\u00ba, do ADCT. Nesse contexto, o STF, em recente julgamento, considerou esse prazo insuficiente e constatou a omiss\u00e3o inconstitucional quanto \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de lei regulamentadora da licen\u00e7a-paternidade (CF\/1988, art. 7\u00ba, XIX).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a prorroga\u00e7\u00e3o de 15 dias concedida pela Lei n\u00ba 11.770\/2008 e pelo Decreto n\u00ba 8.737\/2016 n\u00e3o se aplica automaticamente aos servidores estaduais e distritais, uma vez que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal delega aos estados e ao Distrito Federal a compet\u00eancia para legislar sobre seus servidores. <strong>Cabe a cada ente federativo definir o prazo da licen\u00e7a-paternidade em seus regimes pr\u00f3prios<\/strong>, respeitando o prazo m\u00ednimo de 5 dias previsto no ADCT.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais as normas que estabelecem diferencia\u00e7\u00e3o na dura\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-maternidade para m\u00e3es adotantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade da crian\u00e7a adotada e as normas que n\u00e3o estabelecem o mesmo prazo da licen\u00e7a-maternidade para pais solo, <strong>tanto biol\u00f3gicos quanto adotantes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia do STF, a licen\u00e7a-maternidade para servidora p\u00fablica deve ser de 180 dias, independentemente da idade da crian\u00e7a adotada e o prazo da licen\u00e7a-maternidade deve ser estendido aos pais solo, em respeito ao disposto no art. 226,&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;e \u00a7\u00a7 5\u00ba e 7\u00ba, e no art. 227 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante \u00e0 possibilidade de os per\u00edodos de licen\u00e7a parental (maternidade e paternidade) serem usufru\u00eddos de forma compartilhada pelo casal, <strong>n\u00e3o cabe ao Judici\u00e1rio, em raz\u00e3o do princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de Poderes, implementar esse compartilhamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, observadas as peculiaridades de cada caso, julgou parcialmente procedentes as a\u00e7\u00f5es, nos termos das suas respectivas atas de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-limitacao-do-porte-de-armas-a-servidores-que-exercem-funcao-de-seguranca-no-poder-judiciario-e-no-ministerio-publico-e-condicionamento-da-protecao-pessoal-oferecida-a-seus-membros-a-avaliacao-previa-da-policia-judiciaria\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limita\u00e7\u00e3o do porte de armas a servidores que exercem fun\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a no Poder Judici\u00e1rio e no Minist\u00e9rio P\u00fablico e condicionamento da prote\u00e7\u00e3o pessoal oferecida a seus membros \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da pol\u00edcia judici\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar os princ\u00edpios da efici\u00eancia e da isonomia \u2014 dispositivo de norma federal que limita o porte de armas a 50% dos servidores do Poder Judici\u00e1rio ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico que exercem fun\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.157\/DF, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 06.12.2024 (Info 1162 STF)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Agentes de Seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o (Agepoljus) ajuizou a ADI 5157 por meio da qual questiona norma do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826\/2003) na parte em que limita a 50% o n\u00famero de servidores da \u00e1rea de seguran\u00e7a do Judici\u00e1rio que podem ter porte de arma de fogo e submete \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da pol\u00edcia judici\u00e1ria a prote\u00e7\u00e3o pessoal oferecida \u00e0s autoridades judiciais e aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a associa\u00e7\u00e3o, a norma desrespeita os artigos 2\u00ba, 5\u00ba, 37 e 99 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, violando os princ\u00edpios da separa\u00e7\u00e3o dos poderes, da autonomia administrativa, da isonomia, da impessoalidade e da efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 10.826\/2003: \u201cArt. 7\u00ba-A. As armas de fogo utilizadas pelos servidores das institui\u00e7\u00f5es descritas no inciso XI do art. 6\u00ba ser\u00e3o de propriedade, responsabilidade e guarda das respectivas institui\u00e7\u00f5es, somente podendo ser utilizadas quando em servi\u00e7o, devendo estas observar as condi\u00e7\u00f5es de uso e de armazenagem estabelecidas pelo \u00f3rg\u00e3o competente, sendo o certificado de registro e a autoriza\u00e7\u00e3o de porte expedidos pela Pol\u00edcia Federal em nome da institui\u00e7\u00e3o. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.694, de 2012) (&#8230;) \u00a7 2\u00ba O presidente do tribunal ou o chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico designar\u00e1 os servidores de seus quadros pessoais no exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a que poder\u00e3o portar arma de fogo, respeitado o limite m\u00e1ximo de 50% (cinquenta por cento) do n\u00famero de servidores que exer\u00e7am fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.694, de 2012)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 12.694\/2012: \u201cArt. 9\u00ba Diante de situa\u00e7\u00e3o de risco, decorrente do exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o, das autoridades judiciais ou membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico e de seus familiares, o fato ser\u00e1 comunicado \u00e0 pol\u00edcia judici\u00e1ria, que avaliar\u00e1 a necessidade, o alcance e os par\u00e2metros da prote\u00e7\u00e3o pessoal. \u00a7 1\u00ba A prote\u00e7\u00e3o pessoal ser\u00e1 prestada de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o realizada pela pol\u00edcia judici\u00e1ria e ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade judicial ou ao membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, conforme o caso: I &#8211; pela pr\u00f3pria pol\u00edcia judici\u00e1ria; II &#8211; pelos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a institucional; III &#8211; por outras for\u00e7as policiais; IV &#8211; de forma conjunta pelos citados nos incisos I, II e III. \u00a7 2\u00ba Ser\u00e1 prestada prote\u00e7\u00e3o pessoal imediata nos casos urgentes, sem preju\u00edzo da adequa\u00e7\u00e3o da medida, segundo a avalia\u00e7\u00e3o a que se referem o caput&nbsp;e o \u00a7 1\u00ba deste artigo. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Verificado o descumprimento dos procedimentos de seguran\u00e7a definidos pela pol\u00edcia judici\u00e1ria, esta encaminhar\u00e1 relat\u00f3rio ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a &#8211; CNJ ou ao Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico &#8211; CNMP.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>O princ\u00edpio da efici\u00eancia imp\u00f5e que a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica utilize os meios necess\u00e1rios e adequados para atingir os objetivos pretendidos e impele que se estabele\u00e7am mecanismos de controle para avalia\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos<\/strong>. Trata-se de princ\u00edpio associado tanto \u00e0s finalidades quanto ao fornecimento dos meios indispens\u00e1veis ao seu alcance.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, melhores resultados podem ser obtidos a partir do fornecimento completo e adequado de equipamentos t\u00edpicos para o desempenho das atividades de seguran\u00e7a do Poder Judici\u00e1rio e do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia judicial, na forma da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 344\/2020 do CNJ, constitui importante instrumento de defesa das prerrogativas pr\u00f3prias do Poder Judici\u00e1rio e, considerando a limita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no quantitativo de servidores que desempenham tais fun\u00e7\u00f5es, conferir porte de armas a metade dos servidores de seguran\u00e7a acaba por reduzir a capacidade operacional da pol\u00edcia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, embora seja poss\u00edvel cogitar que a justificativa apresentada para a limita\u00e7\u00e3o esteja em conson\u00e2ncia com a finalidade prec\u00edpua do Estatuto do Desarmamento (Lei n\u00ba 10.826\/2003), esse objetivo n\u00e3o pode ser atingido \u00e0s custas do princ\u00edpio da isonomia, sendo necess\u00e1rio, de toda forma, que se apresente fator diferenciador leg\u00edtimo sob o ponto de vista constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o discr\u00edmen promovido pela norma impugnada entre os servidores que exercem fun\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a opera diferencia\u00e7\u00e3o sem que haja qualquer fator distintivo que justifique essa distin\u00e7\u00e3o de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais<strong>\u2014 por desrespeitar a autonomia do Poder Judici\u00e1rio e do Minist\u00e9rio P\u00fablico, bem como o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de Poderes (CF\/1988, arts. 2\u00ba, 99,&nbsp;<em>caput<\/em>, e 127, \u00a7 2\u00ba) \u2014 <\/strong>dispositivos de normas federais que condicionam a prote\u00e7\u00e3o pessoal oferecida \u00e0s autoridades judiciais e aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da pol\u00edcia judici\u00e1ria e aos procedimentos por ela definidos<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia do STF, a inger\u00eancia de \u00f3rg\u00e3o externo nos processos decis\u00f3rios relativos \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e ao funcionamento do Poder Judici\u00e1rio afronta sua autonomia financeira e administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>os dispositivos impugnados, ao imporem condicionamentos ao exerc\u00edcio das atividades administrativas inerentes ao Poder Judici\u00e1rio e ao \u00f3rg\u00e3o ministerial, esvaziam atribui\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o pr\u00f3prias e impactam, inclusive, na imparcialidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve haver uma atua\u00e7\u00e3o coordenada entre a pol\u00edcia judici\u00e1ria e a pol\u00edcia pr\u00f3pria do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Poder Judici\u00e1rio, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, at\u00e9 mesmo por serem partes de Poderes distintos, vislumbrar a exist\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p><a>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a inconstitucionalidade das seguintes express\u00f5es (i) \u201c<em>respeitado o limite m\u00e1ximo de 50% (cinquenta por cento) do n\u00famero de servidores que exer\u00e7am fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a<\/em>\u201d, constante do \u00a7 2\u00ba do art. 7\u00ba-A da&nbsp;<\/a>Lei n\u00ba 10.826\/2003; (ii) \u201c<em>que avaliar\u00e1 a necessidade, o alcance e os par\u00e2metros da prote\u00e7\u00e3o pessoal<\/em>\u201d, constante do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 9\u00ba da&nbsp;Lei n\u00ba 12.694\/2012; (iii) \u201c<em>de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o realizada pela pol\u00edcia judici\u00e1ria<\/em>\u201d, inscrita no \u00a7 1\u00ba do art. 9\u00ba da&nbsp;Lei n\u00ba 12.694\/2012; (iv) \u201c<em>segundo a avalia\u00e7\u00e3o a que se referem o caput e o \u00a7 1\u00ba deste artigo<\/em>\u201d, do \u00a7 2\u00ba do art. 9\u00ba da&nbsp;Lei n\u00ba 12.694\/2012; e (v) \u201c<em>definidos pela pol\u00edcia judici\u00e1ria<\/em>\u201d, a que se refere o \u00a7 4\u00ba do art. 9\u00ba da&nbsp;Lei n\u00ba 12.694\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-bb3cf20e-ff02-47d5-8008-ba264e1b8017\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/22005736\/stf-informativo-1162.pdf\">STF &#8211; informativo 1162<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/22005736\/stf-informativo-1162.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-bb3cf20e-ff02-47d5-8008-ba264e1b8017\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pra voc\u00ea est\u00e1 ligad@ aqui&nbsp;no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, informativo n\u00ba 1162 do STF&nbsp;COMENTADO na telinha! 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