{"id":1513253,"date":"2025-01-07T01:30:13","date_gmt":"2025-01-07T04:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1513253"},"modified":"2025-01-07T08:31:52","modified_gmt":"2025-01-07T11:31:52","slug":"informativo-stj-834-parte-2-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Temos de vencer a Parte 2 do <span style=\"font-size: revert;, sans-serif\">Informativo n\u00ba 834 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;, sans-serif\">COMENTADO<\/strong><span style=\"font-size: revert;, sans-serif\">. Pra cima dela!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/07012934\/stj-informativo-834-pt2.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_cZ0ukF6nqFY\"><div id=\"lyte_cZ0ukF6nqFY\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/cZ0ukF6nqFY\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/cZ0ukF6nqFY\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/cZ0ukF6nqFY\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-a-execucao-de-contribuicoes-previdenciarias-decorrentes-de-sentenca-proferida-pela-justica-do-trabalho-e-devidas-por-sociedade-falida\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Competente ao ju\u00edzo falimentar a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 202.607-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o falimentar, verificou-se conflito de compet\u00eancia positivo entre o ju\u00edzo falimentar e juiz do trabalho acerca da execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba-A. Na fal\u00eancia, ap\u00f3s realizadas as intima\u00e7\u00f5es e publicado o edital, conforme previsto, respectivamente, no inciso XIII do caput e no \u00a7 1\u00ba do art. 99 desta Lei, o juiz instaurar\u00e1, de of\u00edcio, para cada Fazenda P\u00fablica credora, incidente de classifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito p\u00fablico e determinar\u00e1 a sua intima\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica para que, no prazo de 30 (trinta) dias, apresente diretamente ao administrador judicial ou em ju\u00edzo, a depender do momento processual, a rela\u00e7\u00e3o completa de seus cr\u00e9ditos inscritos em d\u00edvida ativa, acompanhada dos c\u00e1lculos, da classifica\u00e7\u00e3o e das informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os cr\u00e9ditos n\u00e3o definitivamente constitu\u00eddos, n\u00e3o inscritos em d\u00edvida ativa ou com exigibilidade suspensa poder\u00e3o ser informados em momento posterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do disposto neste artigo, ser\u00e3o observadas as seguintes disposi\u00e7\u00f5es:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; as execu\u00e7\u00f5es fiscais permanecer\u00e3o suspensas at\u00e9 o encerramento da fal\u00eancia, sem preju\u00edzo da possibilidade de prosseguimento contra os correspons\u00e1veis;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir o ju\u00edzo competente para a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em aten\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 14.112\/20 na Lei n. 11.101\/2005, em especial \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es integrantes do art. 7\u00ba-A,&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>e \u00a7\u00a7 2\u00ba, 4\u00ba, V, e 6\u00ba, deste diploma legal, <strong>\u00e9 necess\u00e1ria a instaura\u00e7\u00e3o, pelo ju\u00edzo falimentar, para cada Fazenda P\u00fablica credora, de incidente de classifica\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos p\u00fablicos &#8211; discutidos em execu\u00e7\u00f5es fiscais e em execu\u00e7\u00f5es instauradas de of\u00edcio -, sendo de rigor a suspens\u00e3o dessas demandas at\u00e9 o encerramento da fal\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso seja decretada a quebra do devedor, quaisquer execu\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos p\u00fablicos, mesmo aquelas instauradas de of\u00edcio para cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00f5es sociais, devem ficar suspensas ap\u00f3s a instaura\u00e7\u00e3o do correlato incidente de classifica\u00e7\u00e3o pelo ju\u00edzo da fal\u00eancia, a fim de que o montante passe a integrar o quadro-geral de credores e os pagamentos respeitem \u00e0 ordem legal de prefer\u00eancias (art. 83 da Lei n. 11.101\/2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito p\u00fablico devido por sociedade falida nos pr\u00f3prios autos da a\u00e7\u00e3o trabalhista contra ela movida invade a esfera de compet\u00eancia do ju\u00edzo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Competente ao ju\u00edzo falimentar a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sociedades-em-recuperacao-judicial-e-isencao-do-deposito-garantidor-do-juizo-na-justica-do-trabalho-na-fase-executoria\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sociedades em recupera\u00e7\u00e3o judicial e isen\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito garantidor do ju\u00edzo na Justi\u00e7a do Trabalho na fase execut\u00f3ria.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>As sociedades e empres\u00e1rios em recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o s\u00e3o isentos do dep\u00f3sito garantidor do ju\u00edzo na Justi\u00e7a do Trabalho na fase execut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no CC 205.969-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma reclamat\u00f3ria trabalhista em fase de execu\u00e7\u00e3o, a reclamada, estando em recupera\u00e7\u00e3o judicial, requereu a isen\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito garantidor para continuar a discutir a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CLT:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 884 &#8211; Garantida a execu\u00e7\u00e3o ou penhorados os bens, ter\u00e1 o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exeq\u00fcente para impugna\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 6<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A exig\u00eancia da garantia ou penhora n\u00e3o se aplica \u00e0s entidades filantr\u00f3picas e\/ou \u00e0queles que comp\u00f5em ou compuseram a diretoria dessas institui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 899 &#8211; Os recursos ser\u00e3o interpostos por simples peti\u00e7\u00e3o e ter\u00e3o efeito meramente devolutivo, salvo as exce\u00e7\u00f5es previstas neste T\u00edtulo, permitida a execu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria at\u00e9 a penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 10.&nbsp; S\u00e3o isentos do dep\u00f3sito recursal os benefici\u00e1rios da justi\u00e7a gratuita, as entidades filantr\u00f3picas e as empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>A exig\u00eancia de garantia do Ju\u00edzo feita pela Justi\u00e7a do Trabalho como requisito de admissibilidade recursal deriva da compet\u00eancia gen\u00e9rica, derivada diretamente do texto constitucional<\/strong>, atribu\u00edda a todos os Tribunais p\u00e1trios, para administrar e gerir seus trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, se atinge uma sociedade em recupera\u00e7\u00e3o judicial o faz no exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es jurisdicionais, sem usurpar a compet\u00eancia do Ju\u00edzo recuperacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para a crise passaria pela institui\u00e7\u00e3o de expressa isen\u00e7\u00e3o legal para as sociedades e empres\u00e1rios em recupera\u00e7\u00e3o judicial. No entanto, na legisla\u00e7\u00e3o nacional n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o do recolhimento de garantia do ju\u00edzo no caso de execu\u00e7\u00e3o movida em face de recuperandos.<\/p>\n\n\n\n<p>O TST tem o entendimento un\u00edssono de que &#8220;a isen\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito recursal \u00e0 empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial, prevista no artigo 899, \u00a7 10, da CLT, \u00e9 aplic\u00e1vel somente ao processo de conhecimento&#8221;, pois, &#8220;em execu\u00e7\u00e3o, h\u00e1 previs\u00e3o legal espec\u00edfica &#8211; artigo 884, \u00a7 6\u00ba, da CLT -, que somente excepciona a exig\u00eancia da garantia do ju\u00edzo ou penhora &#8216;\u00e0s entidades filantr\u00f3picas e\/ou \u00e0queles que comp\u00f5em ou compuseram a diretoria dessas institui\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, conclui-se, que as sociedades e empres\u00e1rios em recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o s\u00e3o isentos do dep\u00f3sito garantidor do ju\u00edzo na Justi\u00e7a do Trabalho na fase execut\u00f3ria, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>As sociedades e empres\u00e1rios em recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o s\u00e3o isentos do dep\u00f3sito garantidor do ju\u00edzo na Justi\u00e7a do Trabalho na fase execut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-da-crianca-e-do-adolescente\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> DA CRIAN\u00c7A E DO ADOLESCENTE<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possibilidade-juridica-do-pedido-de-reconhecimento-de-filiacao-socioafetiva-entre-avos-e-neto\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Possibilidade jur\u00eddica do pedido de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 juridicamente poss\u00edvel o pedido de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto, tendo em vista n\u00e3o haver qualquer veda\u00e7\u00e3o legal expressa no ordenamento jur\u00eddico a esse respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024, DJe 14\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o, av\u00f4 de Creitinho, ajuizou a\u00e7\u00e3o de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto. O MP ficou sabendo e alega a impossibilidade jur\u00eddica para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 42.&nbsp; Podem adotar os maiores de 18 (dezoito) anos, independentemente do estado civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba N\u00e3o podem adotar os ascendentes e os irm\u00e3os do adotando.<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.619.&nbsp; A ado\u00e7\u00e3o de maiores de 18 (dezoito) anos depender\u00e1 da assist\u00eancia efetiva do poder p\u00fablico e de senten\u00e7a constitutiva, aplicando-se, no que couber, as regras gerais da Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990 &#8211; Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar se \u00e9 juridicamente poss\u00edvel o pedido de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto maior de idade, a teor da veda\u00e7\u00e3o expressa no art. 42, \u00a7 1\u00ba, do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de maiores n\u00e3o possui regramento pr\u00f3prio, resumindo-se, o CC\/2002, a estabelecer em seu art. 1.619 a gen\u00e9rica ordem de que &#8220;a ado\u00e7\u00e3o de maiores de 18 (dezoito) anos depender\u00e1 da assist\u00eancia efetiva do poder p\u00fablico e de senten\u00e7a constitutiva, aplicando-se, no que couber, as regras gerais da Lei n\u00ba 8.069 [&#8230;]&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ado\u00e7\u00e3o regida pelo ECA \u00e9 modalidade de Medida de Prote\u00e7\u00e3o incidente diante de situa\u00e7\u00e3o de risco de gravidade tal que justifique a destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar dos genitores<\/strong> (se constantes do registro civil da pessoa em desenvolvimento) a fim de que seja a crian\u00e7a ou adolescente colocada em fam\u00edlia substituta.<\/p>\n\n\n\n<p>A socioafetividade, por sua vez, n\u00e3o se confunde com o instituto da ado\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o depende de destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar do v\u00ednculo biol\u00f3gico pret\u00e9rito. Trata-se, em verdade, do reconhecimento de uma situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica j\u00e1 vivenciada, que demanda o pronunciamento do Poder Judici\u00e1rio acerca da exist\u00eancia de um v\u00ednculo j\u00e1 consolidado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim<strong>, t\u00eam interesse de agir o neto e seus av\u00f3s quando alegam ter desenvolvido rela\u00e7\u00e3o de socioafetividade parental que excede a mera afetividade avoenga<\/strong>, e que demanda a declara\u00e7\u00e3o jur\u00eddica desse v\u00ednculo por meio da competente a\u00e7\u00e3o de reconhecimento, com efeitos diretos em seu registro civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 juridicamente poss\u00edvel o pedido de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto, diante da possibilidade de reconhecimento de parentescos de outra origem, previstos no art. 1.593 do CC\/2002, al\u00e9m de n\u00e3o existir qualquer veda\u00e7\u00e3o legal expressa no ordenamento jur\u00eddico a esse respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a aplica\u00e7\u00e3o da veda\u00e7\u00e3o contida no \u00a7 1\u00ba do artigo 42 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, quando n\u00e3o se trata de hip\u00f3tese de ado\u00e7\u00e3o, mas de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva em multiparentalidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 juridicamente poss\u00edvel o pedido de reconhecimento de filia\u00e7\u00e3o socioafetiva entre av\u00f3s e neto, tendo em vista n\u00e3o haver qualquer veda\u00e7\u00e3o legal expressa no ordenamento jur\u00eddico a esse respeito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-crimes-contra-a-dignidade-sexual-e-bis-in-idem\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crimes contra a dignidade sexual e bis in idem<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Nos crimes contra a dignidade sexual, n\u00e3o configura bis in idem a aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da agravante gen\u00e9rica do art. 61, II, f, e da majorante espec\u00edfica do art. 226, II, ambos do C\u00f3digo Penal, salvo quando presente apenas a rela\u00e7\u00e3o de autoridade do agente sobre a v\u00edtima, hip\u00f3tese na qual deve ser aplicada t\u00e3o somente a causa de aumento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.038.833-MG, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Tema 1215). (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino foi condenado por crimes contra a dignidade sexual. A defesa interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o perante o Tribunal de Justi\u00e7a, pretendendo a absolvi\u00e7\u00e3o; subsidiariamente, a desclassifica\u00e7\u00e3o da conduta para as san\u00e7\u00f5es dos arts. 61 e 65 da Lei de Contraven\u00e7\u00f5es Penais e a redu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega a ocorr\u00eancia de bis in idem na aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da agravante gen\u00e9rica do art. 61, II, f, e da majorante espec\u00edfica do art. 226, II, ambos do C\u00f3digo Penal, pois o mesmo fato &#8211; rela\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e parentesco &#8211; teria sido valorado negativamente duas vezes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aumento de pena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 226. A pena \u00e9 aumentada:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; de metade, se o agente \u00e9 ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irm\u00e3o, c\u00f4njuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da v\u00edtima ou por qualquer outro t\u00edtulo tiver autoridade sobre ela;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A causa de aumento do art. 226, II, do C\u00f3digo Penal prev\u00ea que as penas dos delitos previstos no T\u00edtulo VI &#8211; crimes contra a dignidade sexual &#8211; ser\u00e3o aumentadas da metade nas hip\u00f3teses em que o agente possui autoridade sobre a v\u00edtima. Ineg\u00e1vel a maior censurabilidade da conduta praticada por quem teria o dever de prote\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia da v\u00edtima, al\u00e9m de ser condi\u00e7\u00e3o apta a facilitar a pr\u00e1tica do crime e a dificultar a sua descoberta. De outro lado, a agravante gen\u00e9rica do art. 61, II,&nbsp;<em>f<\/em>, do CP tem por finalidade punir mais severamente o agente que pratica o crime &#8220;com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, ou com viol\u00eancia contra a mulher na forma da lei espec\u00edfica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Constata-se que o \u00fanico ponto de intersec\u00e7\u00e3o entre os dois dispositivos em an\u00e1lise \u00e9 o atinente \u00e0 exist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o de autoridade<\/strong>. Na hip\u00f3tese da majorante, o legislador previu cl\u00e1usula casu\u00edstica, na qual trouxe algumas situa\u00e7\u00f5es em que o agente exerce naturalmente autoridade sobre a v\u00edtima, seguida de cl\u00e1usula gen\u00e9rica, para abarcar outras situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas expressamente no texto legal. No caso da agravante gen\u00e9rica, previu-se que a circunst\u00e2ncia de o crime ser cometido com abuso de autoridade sempre agrava a pena. Nessa hip\u00f3tese, revela-se evidente a sobreposi\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, nos demais casos do art. 61, II,&nbsp;<em>f<\/em>, do CP, a conclus\u00e3o deve ser distinta. Isso porque a circunst\u00e2ncia de o agente cometer o crime prevalecendo-se das rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o, de hospitalidade ou com viol\u00eancia contra a mulher na forma da lei espec\u00edfica n\u00e3o pressup\u00f5e, tampouco exige, qualquer rela\u00e7\u00e3o de autoridade entre o agente e a v\u00edtima. Da mesma forma, o agente pode possuir autoridade sobre a v\u00edtima, sem, contudo, incidir, necessariamente, em alguma dessas circunst\u00e2ncias que agravam a pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se o agente, al\u00e9m de possuir rela\u00e7\u00e3o de autoridade sobre a v\u00edtima, praticar o crime em alguma dessas situa\u00e7\u00f5es, deve ser aplicada a agravante do art. 61, II,&nbsp;<em>f<\/em>, do CP, em conjunto com a majorante do art. 226, II, do CP. A aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da agravante gen\u00e9rica e da causa de aumento de pena, nessas hip\u00f3teses, n\u00e3o representa uma dupla valora\u00e7\u00e3o da mesma circunst\u00e2ncia, n\u00e3o sendo poss\u00edvel falar em viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do&nbsp;<em>ne bis in idem<\/em>. Se, do contr\u00e1rio, existir apenas a circunst\u00e2ncia de ter o agente autoridade sobre a v\u00edtima, deve ser aplicada somente a causa de aumento dos crimes contra a dignidade sexual, diante de sua especialidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agravante.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que a jurisprud\u00eancia do STJ posiciona-se neste sentido, pois &#8220;[c]om raz\u00e3o as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, ao fazerem incidir quer a agravante gen\u00e9rica do art. 61, inciso II, al\u00ednea &#8220;f&#8221;, quer a causa de aumento espec\u00edfica do art. 226, inciso II, ambas do C\u00f3digo Penal, uma vez que fundamentaram a aplica\u00e7\u00e3o da agravante na coabita\u00e7\u00e3o e, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 causa espec\u00edfica, apontaram a condi\u00e7\u00e3o do acusado ser pai das v\u00edtimas, mantendo com as menores o v\u00ednculo familiar expresso no p\u00e1trio poder, cuja rela\u00e7\u00e3o de preval\u00eancia \u00e9 totalmente diversa da rela\u00e7\u00e3o de coabita\u00e7\u00e3o. Com efeito, n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de coabita\u00e7\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o de ascend\u00eancia, ou vice-versa, demonstrando cabalmente, assim, tratar a lei de situa\u00e7\u00f5es totalmente distintas&#8221; (HC 336.120\/PR, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 25\/4\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;decotou a circunst\u00e2ncia agravante por entender que a sua aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea com a majorante espec\u00edfica do art. 226, II, do CP configuraria&nbsp;<em>bis in idem<\/em>, pois o mesmo fato &#8211; rela\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e parentesco &#8211; teria sido valorado negativamente duas vezes. Contudo, a circunst\u00e2ncia de o crime ser cometido com preval\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas n\u00e3o se confunde com a rela\u00e7\u00e3o de autoridade (ascend\u00eancia) que o acusado possui sobre a v\u00edtima, raz\u00e3o pela qual inexiste&nbsp;<em>bis in idem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ante o exposto, \u00e9 fixada a seguinte tese: nos crimes contra a dignidade sexual, n\u00e3o configura&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;a aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da agravante gen\u00e9rica do art. 61, II,&nbsp;<em>f<\/em>, e da majorante espec\u00edfica do art. 226, II, ambos do C\u00f3digo Penal, salvo quando presente apenas a rela\u00e7\u00e3o de autoridade do agente sobre a v\u00edtima, hip\u00f3tese na qual deve ser aplicada t\u00e3o somente a causa de aumento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos crimes contra a dignidade sexual, n\u00e3o configura bis in idem a aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da agravante gen\u00e9rica do art. 61, II, f, e da majorante espec\u00edfica do art. 226, II, ambos do C\u00f3digo Penal, salvo quando presente apenas a rela\u00e7\u00e3o de autoridade do agente sobre a v\u00edtima, hip\u00f3tese na qual deve ser aplicada t\u00e3o somente a causa de aumento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-retroatividade-de-ato-administrativo-que-majora-o-valor-minimo-para-execucao-fiscal-e-incidencia-do-principio-da-insignificancia\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Retroatividade de ato administrativo que majora o valor m\u00ednimo para execu\u00e7\u00e3o fiscal e incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A retroatividade de ato administrativo que majora o valor m\u00ednimo para execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o se aplica em benef\u00edcio do r\u00e9u, para fins de incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, pois n\u00e3o se trata de norma penal mais ben\u00e9fica.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 920.735-SC, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/9\/2024, DJe 27\/9\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3ozinho dos Trambique foi condenado por crime contra a ordem tribut\u00e1ria. O juiz rejeitou a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia porque os trambiques do Jo\u00e3ozinho eram de valor acima do piso para execu\u00e7\u00e3o fiscal. S\u00f3 que posterior,&nbsp; as normativas estaduais atinentes majoraram o valor m\u00ednimo para execu\u00e7\u00e3o fiscal, raz\u00e3o pela qual a defesa requer a aplica\u00e7\u00e3o da norma em benef\u00edcio do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lei penal no tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba &#8211; Ningu\u00e9m pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execu\u00e7\u00e3o e os efeitos penais da senten\u00e7a condenat\u00f3ria.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por senten\u00e7a condenat\u00f3ria transitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se o ato administrativo que majora o par\u00e2metro para execu\u00e7\u00e3o fiscal pode retroagir em benef\u00edcio do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 atipicidade material da conduta, sabe-se que &#8220;Incide o princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia aos crimes tribut\u00e1rios federais e de descaminho quando o d\u00e9bito tribut\u00e1rio verificado n\u00e3o ultrapassar o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), a teor do disposto no art. 20 da Lei n. 10.522\/2002, com as atualiza\u00e7\u00f5es efetivadas pelas Portarias 75 e 130, ambas do Minist\u00e9rio da Fazenda&#8221; (REsp 1.709.029-MG, Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 4\/4\/2018. Tema Repetitivo 157).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, em se tratando de supress\u00e3o de tributo estadual, o STJ j\u00e1 firmou entendimento no sentido de que &#8220;<strong>Ainda que a incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia aos crimes tribut\u00e1rios federais e de descaminho, quando o d\u00e9bito tribut\u00e1rio verificado n\u00e3o ultrapassar o limite de R$ 20.000,00, tenha aplica\u00e7\u00e3o somente aos tributos de compet\u00eancia da Uni\u00e3o, \u00e0 luz das Portarias n. 75\/2012 e n. 130\/2012 do Minist\u00e9rio da Fazenda, parece-me encontrar amparo legal a tese da defesa quanto \u00e0 possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do mesmo racioc\u00ednio ao tributo estadual<\/strong>, especialmente porque no Estado de S\u00e3o Paulo vige a Lei Estadual n. 14.272\/2010, que prev\u00ea hip\u00f3tese de inexigibilidade de execu\u00e7\u00e3o fiscal para d\u00e9bitos que n\u00e3o ultrapassem 600 (seiscentas) Unidades Fiscais do Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; UFESPs, podendo-se admitir a utiliza\u00e7\u00e3o de tal par\u00e2metro para fins de insignific\u00e2ncia&#8221; (HC 535.063 SP, Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 25\/8\/2020)&#8221; (AgRg no REsp 1.995.766-SP, Ministro Jesu\u00edno Rissato, Desembargador convocado do TJDFT, Sexta Turma, DJe 17\/8\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, considerando a fundamenta\u00e7\u00e3o que levou \u00e0 conclus\u00e3o firmada no Tema Repetitivo 157, o STJ tem procurado distinguir as hip\u00f3teses julgadas a partir do tributo a cuja supress\u00e3o se afirma ocorrida.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, andou em sentido contr\u00e1rio \u00e0 jurisprud\u00eancia do STJ o Tribunal de origem ao afirmar que &#8220;Portanto, n\u00e3o h\u00e1 como manter a decis\u00e3o sob o fundamento de que &#8216;se uma d\u00edvida tribut\u00e1ria inferior a R$ 50.000,00 n\u00e3o justifica deflagrar uma cobran\u00e7a judicial, \u00e9 for\u00e7oso reconhecer que tamb\u00e9m n\u00e3o justifica uma puni\u00e7\u00e3o criminal ao agente devedor&#8217;, porque o Estado n\u00e3o abriu m\u00e3o da d\u00edvida e, sim, promoveu uma aloca\u00e7\u00e3o mais eficiente de seus modelos de cobran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, alinha-se ao entendimento firmado pelo STJ o que sustentado pela senten\u00e7a de origem, no sentido de que &#8220;Ao tempo dos fatos [&#8230;], a Procuradoria-Geral do Estado estava dispensada de ajuizar execu\u00e7\u00e3o fiscal de montante que n\u00e3o excedesse \u00e0 quantia de R$ 20.000,00 &#8211; reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 35 da Lei n. 17.427\/2017, vigente de 29\/12\/17 a 19\/7\/21&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Efetivamente, <strong>n\u00e3o h\u00e1 de se falar em retroatividade em benef\u00edcio do r\u00e9u da Portaria GAB\/PGE n. 58\/2021, na medida em que &#8220;n\u00e3o \u00e9 esta equiparada a lei penal, em sentido estrito, que pudesse, sob tal natureza<\/strong>, reclamar a retroatividade ben\u00e9fica, conforme disposto no art. 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPP&#8221; (AgRg no REsp 1.496.129-RS, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 13\/5\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, a retroatividade ben\u00e9fica do ato administrativo que majorou o valor m\u00ednimo para execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o se aplica, uma vez que tal ato n\u00e3o se equipara a uma lei penal em sentido estrito, conforme disposto no art. 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A retroatividade de ato administrativo que majora o valor m\u00ednimo para execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o se aplica em benef\u00edcio do r\u00e9u, para fins de incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, pois n\u00e3o se trata de norma penal mais ben\u00e9fica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-porte-de-crlv-falsificada-e-crime-de-uso-de-documento-falso\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Porte de CRLV falsificada e crime de uso de documento falso.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O mero porte de CRLV falsificada na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, sem a apresenta\u00e7\u00e3o pelo condutor no momento da abordagem, n\u00e3o tipifica o crime de uso de documento falso, previsto no art. 304 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.175.887-GO, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi abordado enquanto dirigia seu possante e com ele foi encontrada uma CRLV falsificada. Para ser claro: Creosvaldo n\u00e3o apresentou o documento na abordagem; o documento foi encontrado dentro do possante. Ainda assim, Creosvaldo&nbsp; foi denunciado pelo crime de uso de documento falso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CTB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 133. \u00c9 obrigat\u00f3rio o porte do Certificado de Licenciamento Anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O porte ser\u00e1 dispensado quando, no momento da fiscaliza\u00e7\u00e3o, for poss\u00edvel ter acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o ve\u00edculo est\u00e1 licenciado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uso de documento falso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 304 &#8211; Fazer uso de qualquer dos pap\u00e9is falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; a cominada \u00e0 falsifica\u00e7\u00e3o ou \u00e0 altera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se, em raz\u00e3o da obrigatoriedade do porte de Certificado de Registro e Licenciamento de Ve\u00edculo (CRLV) &#8211; estabelecida no art. 133 do CTB -, \u00e9 t\u00edpica a conduta de conduzir ve\u00edculo na posse de CRLV falso, ainda que n\u00e3o tenha sido apresentando pelo condutor quando da abordagem por agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o art. 304 do CP, <strong>apenas a a\u00e7\u00e3o do agente que deliberadamente utiliza de documento falso \u00e9 apta a caracterizar o tipo penal em refer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 se manifestou no sentido de que &#8220;A simples posse de documento falso n\u00e3o basta \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do delito previsto no art. 304 do C\u00f3digo Penal, sendo necess\u00e1ria sua utiliza\u00e7\u00e3o visando atingir efeitos jur\u00eddicos. O fato de ter consigo documento falso n\u00e3o \u00e9 o mesmo que fazer uso deste&#8221; (REsp 256.181\/SP, Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJ de 1\u00ba\/4\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da legalidade (art. 1\u00ba do CP) \u00e9 vedada amplia\u00e7\u00e3o do tipo penal, de modo a contemplar verbo ou conduta n\u00e3o elencada na norma penal, sendo certo que a previs\u00e3o contida no art. 133 do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro &#8211; no sentido da obrigatoriedade do porte de Certificado de Licenciamento Anual &#8211; consubstancia norma de \u00edndole administrativa, inapta a alterar o tipo penal em refer\u00eancia, provid\u00eancia que dependeria do advento de norma penal em sentido estrito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ado\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o em sentido contr\u00e1rio, al\u00e9m de violar o princ\u00edpio da legalidade, tamb\u00e9m vulneraria o princ\u00edpio da ofensividade<\/strong>, pois o mero porte de documento falso, sem dolo de uso, n\u00e3o ofende o bem jur\u00eddico tutelado pela norma penal (f\u00e9 p\u00fablica) nem mesmo remotamente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O mero porte de CRLV falsificada na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, sem a apresenta\u00e7\u00e3o pelo condutor no momento da abordagem, n\u00e3o tipifica o crime de uso de documento falso, previsto no art. 304 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alteracoes-promovidas-pela-lei-n-13-964-2019-e-reincidencia\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 13.964\/2019 e reincid\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 13.964\/2019, a reincid\u00eancia somente atingir\u00e1 delitos da mesma natureza, diferenciando-se entre delitos comuns (cometidos com ou sem viol\u00eancia) e hediondos ou equiparado (com ou sem resultado morte).<\/p>\n\n\n\n<p>Deve a reincid\u00eancia ser levada em conta na integralidade dos feitos em execu\u00e7\u00e3o, aplicando-se fra\u00e7\u00e3o \u00fanica, inclusive na primeira condena\u00e7\u00e3o quando o r\u00e9u ainda ostentava a condi\u00e7\u00e3o de prim\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 904.095-SP, Rel. Ministro Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJSP), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/9\/2024, DJe 11\/9\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um processo penal, a defesa alega que com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 13.964\/2019, a reincid\u00eancia somente atingir\u00e1 delitos da mesma natureza. Alega a ocorr\u00eancia de constrangimento ilegal, uma vez que a reincid\u00eancia espec\u00edfica em crime hediondo ou equiparado n\u00e3o poderia produzir efeito sobre a primeira condena\u00e7\u00e3o, porquanto era prim\u00e1rio \u00e0 \u00e9poca, devendo incidir somente sobre a segunda, quando ostentava a condi\u00e7\u00e3o de reincidente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento do EREsp 1.738.968\/MG, de relatoria da Ministra Laurita Vaz, DJe 17\/12\/2019, estabeleceu que <strong>a intangibilidade da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria transitada em julgado n\u00e3o retira do Ju\u00edzo das Execu\u00e7\u00f5es Penais o dever de adequar o cumprimento da san\u00e7\u00e3o penal \u00e0s condi\u00e7\u00f5es pessoais do r\u00e9u<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se manifestou no sentido de que &#8220;a reincid\u00eancia consiste em condi\u00e7\u00e3o pessoal, relacionando-se, portanto, \u00e0 pessoa do condenado e n\u00e3o \u00e0s suas condena\u00e7\u00f5es individualmente consideradas. Como tal, a reincid\u00eancia deve segui-lo durante toda a execu\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o havendo falar, sequer, em ofensa aos limites da coisa julgada, quando n\u00e3o constatada pelo Ju\u00edzo que prolatou a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, mas reconhecida pelo Ju\u00edzo execut\u00f3rio&#8221; (AgRg no HC 711.428\/SC, Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 14\/6\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem n\u00e3o destoou do entendimento do STJ, uma vez que, na unifica\u00e7\u00e3o das penas, a condi\u00e7\u00e3o de reincidente configurada na condena\u00e7\u00e3o posterior, deve ser levada em conta na integralidade dos feitos em execu\u00e7\u00e3o, aplicando-se fra\u00e7\u00e3o \u00fanica, inclusive na primeira condena\u00e7\u00e3o quando o r\u00e9u ainda ostentava a condi\u00e7\u00e3o de prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, na linha das altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 13.964\/2019, a reincid\u00eancia somente atingir\u00e1 delitos da mesma natureza, diferenciando-se entre delitos comuns (cometidos com ou sem viol\u00eancia) e hediondos ou equiparados (com ou sem resultado morte).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 13.964\/2019, a reincid\u00eancia somente atingir\u00e1 delitos da mesma natureza, diferenciando-se entre delitos comuns (cometidos com ou sem viol\u00eancia) e hediondos ou equiparado (com ou sem resultado morte).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ausencia-de-formulacao-de-quesito-obrigatorio-no-tribunal-do-juri-e-nulidade-absoluta-do-julgamento\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aus\u00eancia de formula\u00e7\u00e3o de quesito obrigat\u00f3rio no Tribunal do J\u00fari e nulidade absoluta do julgamento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de formula\u00e7\u00e3o de quesito obrigat\u00f3rio no Tribunal do J\u00fari acarreta nulidade absoluta do julgamento, a qual n\u00e3o se submete aos efeitos da preclus\u00e3o, mesmo que n\u00e3o tenha sido suscitada na ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 1.668.151-PR, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024, DJe 19\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, ap\u00f3s a formula\u00e7\u00e3o do primeiro quesito, sobre a materialidade (se as v\u00edtimas foram atingidas por disparos de arma de fogo), para o qual os jurados responderam positivamente, formulou-se quesito sobre o local do fato, uma vez que a diverg\u00eancia entre as teses defensiva e acusat\u00f3ria envolvia a delimita\u00e7\u00e3o do lugar dos disparos da arma de fogo, deixando-se de formular o quesito relativo \u00e0 autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a den\u00fancia teria havido a execu\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas sem que estas tenham oferecido resist\u00eancia no bairro Atuba. A tese da defesa, por sua vez, alegou confronto armado entre os agentes policiais e as v\u00edtimas, ap\u00f3s a persegui\u00e7\u00e3o, no bairro Alto da Gl\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>As inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias entenderam que o quesito quanto ao local do fato seria um desmembramento do quesito da materialidade, necess\u00e1rio para esclarecer a diverg\u00eancia entre as teses defensiva e acusat\u00f3ria, n\u00e3o resultando em nulidade do julgamento, tese da qual discorda a defesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 483.&nbsp; Os quesitos ser\u00e3o formulados na seguinte ordem, indagando sobre:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I \u2013 a materialidade do fato;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II \u2013 a autoria ou participa\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III \u2013 se o acusado deve ser absolvido;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV \u2013 se existe causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena alegada pela defesa;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V \u2013 se existe circunst\u00e2ncia qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na pron\u00fancia ou em decis\u00f5es posteriores que julgaram admiss\u00edvel a acusa\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp; Decidindo os jurados pela condena\u00e7\u00e3o, o julgamento prossegue, devendo ser formulados quesitos sobre:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I \u2013 causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena alegada pela defesa;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II \u2013 circunst\u00e2ncia qualificadora ou causa de aumento de pena, reconhecidas na pron\u00fancia ou em decis\u00f5es posteriores que julgaram admiss\u00edvel a acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>No julgamento pelo j\u00fari, ap\u00f3s a formula\u00e7\u00e3o do primeiro quesito, sobre a materialidade (se as v\u00edtimas foram atingidas por disparos de arma de fogo), para o qual os jurados responderam positivamente, formulou-se quesito sobre o local do fato, uma vez que a diverg\u00eancia entre as teses defensiva e acusat\u00f3ria envolvia a delimita\u00e7\u00e3o do lugar dos disparos da arma de fogo, deixando-se de formular o quesito relativo \u00e0 autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, segundo a den\u00fancia teria havido a execu\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas sem que estas tenham oferecido resist\u00eancia no bairro Atuba. A tese da defesa, por sua vez, alegou confronto armado entre os agentes policiais e as v\u00edtimas, ap\u00f3s a persegui\u00e7\u00e3o, no bairro Alto da Gl\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>o juiz-presidente entendeu que a resposta quanto ao local seria pertinente \u00e0 materialidade e, portanto, prejudicial aos demais quesitos, que n\u00e3o foram formulados.<\/strong> Os jurados responderam que o crime n\u00e3o teria ocorrido no bairro Atuba (tese da acusa\u00e7\u00e3o). O magistrado concluiu que a resposta negativa a esse quesito resultaria na negativa de materialidade e no acolhimento da tese defensiva de que os agentes policiais teriam agido em leg\u00edtima defesa. Ent\u00e3o, encerrou o julgamento e decretou a absolvi\u00e7\u00e3o dos acusados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a despeito de as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias fundamentarem que houve o desmembramento do quesito da materialidade, a segunda pergunta formulada aos jurados n\u00e3o trata do tema. Na hip\u00f3tese de homic\u00eddio, a materialidade do crime versa sobre a morte em si, a causa da morte &#8211; no caso, perfura\u00e7\u00e3o por proj\u00e9til de arma de fogo (respondido na primeira pergunta). A segunda pergunta formulada, no caso &#8211; local onde ocorreu o fato &#8211; diz respeito \u00e0 maneira como os fatos se desenrolaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o segundo quesito questionado aos jurados, na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, refere-se ao pr\u00f3prio acolhimento ou n\u00e3o de tese absolut\u00f3ria de excludente de ilicitude (art. 23, inciso II, do C\u00f3digo Penal), a qual n\u00e3o se confunde com a materialidade do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Verifica-se, assim, que os acusados foram absolvidos mesmo antes da formula\u00e7\u00e3o do quesito quanto \u00e0 autoria, de modo que n\u00e3o foi respeitada a ordem de quesita\u00e7\u00e3o prevista no art. 483 do CPP. Obtida a resposta positiva quando \u00e0 materialidade (inciso I), o juiz presidente deveria ter perguntado sobre a autoria (inciso II), para ent\u00e3o questionar sobre a absolvi\u00e7\u00e3o dos acusados (art. 483, \u00a7 3\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>A inobserv\u00e2ncia do procedimento legal do j\u00fari, com a aus\u00eancia de quesito obrigat\u00f3rio, acarreta nulidade absoluta, nos termos do art. 564, inciso III,&nbsp;<em>k<\/em>, do C\u00f3digo de Processo Penal, uma vez que causou preju\u00edzo \u00e0 delibera\u00e7\u00e3o do plen\u00e1rio. Isso porque, os jurados foram impedidos de votar sobre a autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que a resposta negativa quanto ao local do crime &#8211; entendido como aspecto da materialidade do delito pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias &#8211; acarretou a absolvi\u00e7\u00e3o dos pronunciados, sem que os jurados respondessem quanto \u00e0 autoria do crime nem tampouco quanto \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o propriamente dita. N\u00e3o se trata, assim, de mera invers\u00e3o da ordem de quesita\u00e7\u00e3o, mas, sim, da aus\u00eancia de quesitos obrigat\u00f3rios. Nessa linha, a S\u00famula n. 156, STF, orienta que &#8220;\u00e9 absoluta a nulidade do julgamento, pelo j\u00fari, por falta de quesito obrigat\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ressalte-se que, no caso, a aus\u00eancia de registro em ata da nulidade pela acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o convalida o v\u00edcio do procedimento, porquanto este evidentemente atingiu a ordem p\u00fablica e usurpou a compet\u00eancia constitucional do Tribunal do J\u00fari. Em tal circunst\u00e2ncia, a discuss\u00e3o quanto \u00e0 preclus\u00e3o e eventual nulidade de algibeira \u00e9 superada, conforme a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de formula\u00e7\u00e3o de quesito obrigat\u00f3rio no Tribunal do J\u00fari acarreta nulidade absoluta do julgamento, a qual n\u00e3o se submete aos efeitos da preclus\u00e3o, mesmo que n\u00e3o tenha sido suscitada na ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-9cacb681-01d9-4c2e-966c-58e0dd3a2d6f\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/07012934\/stj-informativo-834-pt2.pdf\">STJ &#8211; informativo 834 Pt2<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/01\/07012934\/stj-informativo-834-pt2.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-9cacb681-01d9-4c2e-966c-58e0dd3a2d6f\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos de vencer a Parte 2 do Informativo n\u00ba 834 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dela! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO EMPRESARIAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida. Competente ao ju\u00edzo falimentar a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1513253","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Temos de vencer a Parte 2 do Informativo n\u00ba 834 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dela! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO EMPRESARIAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida. Competente ao ju\u00edzo falimentar a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-01-07T04:30:13+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-01-07T11:31:52+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"30 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado\",\"datePublished\":\"2025-01-07T04:30:13+00:00\",\"dateModified\":\"2025-01-07T11:31:52+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\"},\"wordCount\":6014,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2025\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2025-01-07T04:30:13+00:00\",\"dateModified\":\"2025-01-07T11:31:52+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado","og_description":"Temos de vencer a Parte 2 do Informativo n\u00ba 834 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dela! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO EMPRESARIAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho e devidas por sociedade falida. Competente ao ju\u00edzo falimentar a execu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de senten\u00e7a proferida [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2025-01-07T04:30:13+00:00","article_modified_time":"2025-01-07T11:31:52+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"30 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado","datePublished":"2025-01-07T04:30:13+00:00","dateModified":"2025-01-07T11:31:52+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/"},"wordCount":6014,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2025","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/","name":"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2025-01-07T04:30:13+00:00","dateModified":"2025-01-07T11:31:52+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-2-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ 834 Parte 2 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1513253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1513253"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1513253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1513268,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1513253\/revisions\/1513268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1513253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1513253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1513253"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1513253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}