{"id":1506563,"date":"2024-12-17T01:34:30","date_gmt":"2024-12-17T04:34:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1506563"},"modified":"2024-12-17T01:34:31","modified_gmt":"2024-12-17T04:34:31","slug":"informativo-stj-834-parte-1-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>O fim do ano se aproxima, mas n\u00f3s estamos firmes em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 834 Parte 1 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/12\/17013154\/stj-informativo-834-pt1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_NZEn4NspCIc\"><div id=\"lyte_NZEn4NspCIc\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/NZEn4NspCIc\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/NZEn4NspCIc\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/NZEn4NspCIc\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensao-da-regra-de-transicao-da-ec-47-2005-a-empregados-publicos\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o da regra de transi\u00e7\u00e3o da EC 47\/2005 a empregados p\u00fablicos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art. 3\u00ba, caput, da EC n. 47\/2005, a qual garantiu aposentadoria com proventos integrais a servidor que tenha ingressado no servi\u00e7o p\u00fablico anteriormente a 16\/12\/1998, n\u00e3o se aplica \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o em funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica sob o regime celetista e por meio de contrato administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 66.132-RS, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, empregada p\u00fablica de funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica sob o regime celetista e por meio de contrato administrativo, impetrou mandado de seguran\u00e7a por meio da qual pretende o reconhecimento do direito de se aposentar com proventos integrais, por ter ingressado no servi\u00e7o p\u00fablico antes de 16\/12\/1998 e portanto na forma da regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art. 3\u00ba, caput, da EC n. 47\/2005.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>EC n. 47\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba Ressalvado o direito de op\u00e7\u00e3o \u00e0 aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo&nbsp;art. 40 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp;ou pelas regras estabelecidas pelos&nbsp;arts. 2\u00ba&nbsp;e&nbsp;6\u00ba da Emenda Constitucional n\u00ba 41, de 2003, o servidor da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, inclu\u00eddas suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es, que tenha ingressado no servi\u00e7o p\u00fablico at\u00e9 16 de dezembro de 1998 poder\u00e1 aposentar-se com proventos integrais, desde que preencha, cumulativamente, as seguintes condi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>I trinta e cinco anos de contribui\u00e7\u00e3o, se homem, e trinta anos de contribui\u00e7\u00e3o, se mulher;<\/p>\n\n\n\n<p>II vinte e cinco anos de efetivo exerc\u00edcio no servi\u00e7o p\u00fablico, quinze anos de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria;<\/p>\n\n\n\n<p>III idade m\u00ednima resultante da redu\u00e7\u00e3o, relativamente aos limites do&nbsp;art. 40, \u00a7 1\u00ba, inciso III, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de um ano de idade para cada ano de contribui\u00e7\u00e3o que exceder a condi\u00e7\u00e3o prevista no inciso I do caput deste artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aplica-se ao valor dos proventos de aposentadorias concedidas com base neste artigo o disposto no&nbsp;art. 7\u00ba da Emenda Constitucional n\u00ba 41, de 2003, observando-se igual crit\u00e9rio de revis\u00e3o \u00e0s pens\u00f5es derivadas dos proventos de servidores falecidos que tenham se aposentado em conformidade com este artigo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se a aferir se o per\u00edodo laborado em Funda\u00e7\u00e3o prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, como celetista, antes de ser ocupante de cargo efetivo, deve ser considerado como tempo de efetivo servi\u00e7o para o fim de aposentadoria com proventos integrais, nos termos do previsto no art. 3\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Emenda Constitucional n. 47\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 3\u00ba da EC n. 47\/2005, expressamente, garante o direito \u00e0 aposentadoria com proventos integrais ao servidor &#8220;da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, inclu\u00eddas suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es&#8221; cujo ingresso no servi\u00e7o p\u00fablico tenha ocorrido anteriormente a 16\/12\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se contesta a natureza de servi\u00e7o p\u00fablico prestado em Funda\u00e7\u00e3o estadual (pessoa jur\u00eddica de direito privado<\/strong>). O que se discute \u00e9 a exist\u00eancia de v\u00ednculo efetivo, com o fim de integralizar a aposentadoria pelo regime pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Despicienda a natureza jur\u00eddica da Funda\u00e7\u00e3o estadual, cujo servi\u00e7o prestado era inequivocamente de car\u00e1ter p\u00fablico. O que importa para a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia \u00e9 a natureza do v\u00ednculo empregat\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho junto \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o se deu por meio de contrato administrativo, regido pela CLT e com contribui\u00e7\u00e3o, portanto, ao Regime Geral da Previd\u00eancia Social &#8211; RGPS. Embora o tempo laborado junto \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o seja computado para sua aposentadoria, a contribui\u00e7\u00e3o naquele per\u00edodo difere-se daquela como servidor p\u00fablico concursado e n\u00e3o \u00e9 apta a integralizar a sua aposentadoria volunt\u00e1ria como almejado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conclui-se que a regra prevista no art. 3\u00ba da EC n. 47\/2005 destina-se aos servidores ocupantes de cargo efetivo. A express\u00e3o &#8220;ingresso no servi\u00e7o p\u00fablico&#8221; refere-se \u00e0 investidura em cargo p\u00fablico, nos termos do art. 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que expressamente prev\u00ea, no inciso II, que &#8220;a investidura em cargo ou emprego p\u00fablico depende de aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em concurso p\u00fablico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art. 3\u00ba, caput, da EC n. 47\/2005, a qual garantiu aposentadoria com proventos integrais a servidor que tenha ingressado no servi\u00e7o p\u00fablico anteriormente a 16\/12\/1998, n\u00e3o se aplica \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o em funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica sob o regime celetista e por meio de contrato administrativo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensao-da-personalidade-juridica-da-sociedade-empresaria-e-da-personalidade-juridica-de-seus-socios-e-de-seus-representantes-legais\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da sociedade empres\u00e1ria e da personalidade jur\u00eddica de seus s\u00f3cios e de seus representantes legais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A personalidade jur\u00eddica da sociedade empres\u00e1ria \u00e9 distinta da personalidade jur\u00eddica de seus s\u00f3cios e de seus representantes legais, portanto, a procura\u00e7\u00e3o outorgada pela pessoa jur\u00eddica aos seus patronos n\u00e3o perde a validade com o falecimento do s\u00f3cio ou do representante legal que assinou o instrumento de mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.997.964-SC, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A empresa OldNews outorgou procura\u00e7\u00e3o ao escrit\u00f3rio Creisson e Tabajara Adv Associados. Ocorre que, durante o curso de um processo, o s\u00f3cio representante legal Matusa veio a falecer. A parte contr\u00e1ria alega a irregularidade da representa\u00e7\u00e3o processual, uma vez que a procura\u00e7\u00e3o juntada aos autos fora assinada pelo falecido e n\u00e3o renovada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro \u2013 LINDB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba A Lei em vigor ter\u00e1 efeito imediato e geral, respeitados o ato jur\u00eddico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Reputa-se ato jur\u00eddico perfeito o j\u00e1 consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 682. Cessa o mandato:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; pela revoga\u00e7\u00e3o ou pela ren\u00fancia;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; pela morte ou interdi\u00e7\u00e3o de uma das partes;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; pela mudan\u00e7a de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes, ou o mandat\u00e1rio para os exercer;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; pelo t\u00e9rmino do prazo ou pela conclus\u00e3o do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, a personalidade jur\u00eddica da sociedade empres\u00e1ria \u00e9 distinta da personalidade jur\u00eddica de seus s\u00f3cios e de seus representantes legais. Assim, o falecimento da pessoa f\u00edsica que subscreveu o instrumento de procura\u00e7\u00e3o, outorgando aos patronos a representa\u00e7\u00e3o da empresa, n\u00e3o interfere na validade do mandato assinado por quem de direito no momento da pr\u00e1tica do ato civil.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o disposto no art. 6\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro &#8211; LINDB, em conjunto com o art. 682, I a IV, do C\u00f3digo Civil, <strong>o neg\u00f3cio jur\u00eddico produz efeitos a partir de sua celebra\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, se realizado de forma v\u00e1lida no momento em que ocorreu, o mandato concedido no caso espec\u00edfico deve prevalecer at\u00e9 que ocorra sua revoga\u00e7\u00e3o, ren\u00fancia, extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica ou mudan\u00e7a de estado que impe\u00e7a a atua\u00e7\u00e3o do mandat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A personalidade jur\u00eddica da sociedade empres\u00e1ria \u00e9 distinta da personalidade jur\u00eddica de seus s\u00f3cios e de seus representantes legais, portanto, a procura\u00e7\u00e3o outorgada pela pessoa jur\u00eddica aos seus patronos n\u00e3o perde a validade com o falecimento do s\u00f3cio ou do representante legal que assinou o instrumento de mandato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-impenhorabilidade-de-veiculo-utilizado-para-o-trabalho-e-sua-extensao\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impenhorabilidade de ve\u00edculo utilizado para o trabalho e sua extens\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A impenhorabilidade de ve\u00edculo automotor necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o se estende, de maneira reflexa, aos direitos aquisitivos derivados de contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia que tem por objeto o referido bem.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.173.633-PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, representante comercial, adquiriu um ve\u00edculo por meio de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. Eventualmente, deixou de pagar as parcelas combinadas, o que levou o banco Cobromesmo a ajuizar a\u00e7\u00e3o para recuperar o ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, Creiton alega que a impenhorabilidade de ve\u00edculo automotor necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o se estende, de maneira reflexa, aos direitos aquisitivos derivados de contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>V &#8211; os livros, as m\u00e1quinas, as ferramentas, os utens\u00edlios, os instrumentos ou outros bens m\u00f3veis necess\u00e1rios ou \u00fateis ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o do executado;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>De acordo com o art. 833, V, do C\u00f3digo de Processo Civil, s\u00e3o impenhor\u00e1veis os livros, as m\u00e1quinas, as ferramentas, os utens\u00edlios, os instrumentos ou outros bens m\u00f3veis necess\u00e1rios ou \u00fateis ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o do executado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O referido dispositivo legal tem por finalidade resguardar o direito \u00e0 subsist\u00eancia do devedor<\/strong>, que n\u00e3o pode ser privado dos bens indispens\u00e1veis ao exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em regra, o carro utilizado pelo devedor para o exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o \u00e9 impenhor\u00e1vel, nos termos do art. 833, V, do CPC, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ perfilha o entendimento de que \u00e9 poss\u00edvel a penhora de direitos aquisitivos &#8211; de titularidade da parte executada &#8211; derivados de contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a hip\u00f3tese analisada, guarda uma peculiaridade, pois o bem m\u00f3vel objeto da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria (ve\u00edculo automotor) \u00e9 utilizado como ferramenta de trabalho pelo devedor, sendo, em princ\u00edpio, impenhor\u00e1vel a teor do art. 833, V, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese, os direitos que o devedor fiduciante possui sobre o contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia est\u00e3o afetados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade plena do bem, de modo que, se este bem for necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, tais direitos aquisitivos estar\u00e3o igualmente afetados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o do bem impenhor\u00e1vel, raz\u00e3o pela qual, enquanto vigente essa condi\u00e7\u00e3o, sobre eles deve incidir, reflexamente, a garantia da impenhorabilidade prevista no art. 833, V, do CPC, ficando assim resguardado o direito do devedor \u00e0 pr\u00f3pria subsist\u00eancia que o legislador buscou proteger.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A impenhorabilidade de ve\u00edculo automotor necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o se estende, de maneira reflexa, aos direitos aquisitivos derivados de contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia que tem por objeto o referido bem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-convalidacao-do-registro-precoce-irregular\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Convalida\u00e7\u00e3o do registro precoce irregular<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O registro precoce de t\u00edtulo, feito irregularmente em raz\u00e3o da inobserv\u00e2ncia de prenota\u00e7\u00e3o anterior, poder\u00e1 ser convalidado se ocorrer a hip\u00f3tese prevista no art. 205 da LRP, qual seja, a caducidade da anota\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria por omiss\u00e3o do interessado em atender \u00e0s exig\u00eancias legais.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.756.277-CE, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Banco Carpaz ajuizou a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade de registro imobili\u00e1rio aduzindo a invalidade de matr\u00edculas que registram a propriedade de im\u00f3veis, ao fundamento de que abertas em duplicidade com matr\u00edculas de im\u00f3veis cuja propriedade teria sido transmitida \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira por meio de escrituras de da\u00e7\u00e3o em pagamento. Al\u00e9m disso, havia prenota\u00e7\u00e3o anterior em termos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte demandada sustenta poss\u00edvel a convalida\u00e7\u00e3o do registro nos termos do art. 205 da LRP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Registros P\u00fablicos \u2013 LRP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12. Nenhuma exig\u00eancia fiscal, ou d\u00favida, obstar\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o de um t\u00edtulo e o seu lan\u00e7amento do Protocolo com o respectivo n\u00famero de ordem, nos casos em que da preced\u00eancia decorra prioridade de direitos para o apresentante.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Independem de apontamento no Protocolo os t\u00edtulos apresentados apenas para exame e c\u00e1lculo dos respectivos emolumentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 182 &#8211; Todos os t\u00edtulos tomar\u00e3o, no Protocolo, o n\u00famero de ordem que lhes competir em raz\u00e3o da seq\u00fc\u00eancia rigorosa de sua apresenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 182 da Lei de Registros P\u00fablicos &#8211; LRP, apresentado o t\u00edtulo para registro, ele tomar\u00e1, no protocolo, &#8220;o n\u00famero de ordem que lhes competir em raz\u00e3o da sequ\u00eancia rigorosa de sua apresenta\u00e7\u00e3o&#8221;, lan\u00e7ando-se em seguida o apontamento provis\u00f3rio do t\u00edtulo \u00e0 margem da matr\u00edcula, a chamada &#8220;prenota\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lei de reg\u00eancia n\u00e3o impede que o oficial receba, enquanto vigente a prenota\u00e7\u00e3o, outro requerimento de registro<\/strong>. Em verdade, o texto legal admite expressamente o protocolo sucessivo de pedidos, ainda que constituam direitos reais contradit\u00f3rios sobre o mesmo im\u00f3vel, todavia conferindo prioridade \u00e0quele prenotado sob n\u00famero de ordem mais baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 12 da LRP, por sua vez, enuncia que &#8220;nenhuma exig\u00eancia fiscal, ou d\u00favida, obstar\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o de um t\u00edtulo e o seu lan\u00e7amento do Protocolo com o respectivo n\u00famero de ordem, nos casos em que da preced\u00eancia decorra prioridade de direitos para o apresentante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente na hip\u00f3tese em que, iniciado o registro e interrompido por motivo de for\u00e7a maior (LRP, art. 208), a lei afirma a inadmissibilidade de nova apresenta\u00e7\u00e3o (LRP, art. 209).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo<strong>, nenhuma irregularidade resulta do mero recebimento (protocolo), pelo registrador, de t\u00edtulo apresentado enquanto vigente prenota\u00e7\u00e3o anterior<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que n\u00e3o pode, o oficial, levar a registro um t\u00edtulo cujo requerimento tem n\u00famero de ordem posterior, enquanto n\u00e3o decorrido todo o prazo de vig\u00eancia da prenota\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, dessa irregularidade n\u00e3o resulta v\u00edcio insan\u00e1vel, sendo certo que o registro precoce pode ser convalidado na hip\u00f3tese de a prenota\u00e7\u00e3o que o obstava perder seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, nenhuma irregularidade decorre do mero recebimento (protocolo), pelo registrador, do requerimento apresentado pela interessada enquanto vigente a prenota\u00e7\u00e3o que favorecia terceiro, ulteriormente ineficaz pelo decurso do prazo previsto no art. 205 da LRP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O registro precoce de t\u00edtulo, feito irregularmente em raz\u00e3o da inobserv\u00e2ncia de prenota\u00e7\u00e3o anterior, poder\u00e1 ser convalidado se ocorrer a hip\u00f3tese prevista no art. 205 da LRP, qual seja, a caducidade da anota\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria por omiss\u00e3o do interessado em atender \u00e0s exig\u00eancias legais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-condicoes-da-acao-consignatoria-prevista-no-ctn\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria prevista no CTN<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>1) No direito processual civil, predomina na doutrina e jurisprud\u00eancia p\u00e1trias a teoria da asser\u00e7\u00e3o, segundo a qual a verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o deve ser realizada com base no que consta na peti\u00e7\u00e3o inicial, abstratamente.<\/p>\n\n\n\n<p>2) A exig\u00eancia, por mais de uma pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, de tributo id\u00eantico sobre um mesmo fato gerador \u00e9 condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria prevista no art. 164, III, do CTN, de maneira que a efetiva cobran\u00e7a, administrativa ou judicial, deve ser verificada da an\u00e1lise da argumenta\u00e7\u00e3o deduzida na peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.397.496-SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Bitcoio Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o de consigna\u00e7\u00e3o em pagamento ajuizada com base no art. 164, III, do CTN, na qual a sociedade empres\u00e1ria (sediada no munic\u00edpio de Caieiras\/SP) alega a bitributa\u00e7\u00e3o do ISS referente \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os administrativos na usina termoel\u00e9trica sediada no munic\u00edpio de Cubat\u00e3o\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau entendeu que n\u00e3o havia prova de cobran\u00e7a do ISS por parte do Munic\u00edpio de Caieiras.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 539. Nos casos previstos em lei, poder\u00e1 o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consigna\u00e7\u00e3o da quantia ou da coisa devida.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 546. Julgado procedente o pedido, o juiz declarar\u00e1 extinta a obriga\u00e7\u00e3o e condenar\u00e1 o r\u00e9u ao pagamento de custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Proceder-se-\u00e1 do mesmo modo se o credor receber e der quita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia quanto a presen\u00e7a ou n\u00e3o de requisito legal para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria, relacionada \u00e0 exig\u00eancia por mais de um sujeito ativo de tributo sobre o mesmo fato gerador, tratado no caso como concurso de exig\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Embora haja previs\u00e3o espec\u00edfica no \u00e2mbito do direito tribut\u00e1rio, no artigo 164 do CTN, a singela normatiza\u00e7\u00e3o imp\u00f5e a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de normas<\/strong>, a fim de extrair o alcance de suas disposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma geral, consoante se extrai dos artigos 539 e 546 do CPC\/2015 e do art. 334 do CC\/2002, v\u00ea-se que a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria \u00e9 o instrumento pelo qual o sujeito passivo visa obter os efeitos do pagamento de uma obriga\u00e7\u00e3o e a sua extin\u00e7\u00e3o, ou seja, objetiva a quita\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo do direito tribut\u00e1rio, admite-se a consigna\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio em ju\u00edzo pelo sujeito passivo em hip\u00f3teses determinadas (art. 164, I, II e III, do CTN). Nesses casos, julgada procedente a consigna\u00e7\u00e3o, considera-se realizado o pagamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (\u00a7 2\u00ba do art. 164 do CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 espec\u00edfica previs\u00e3o do art. 164, III, do CTN, esta diz respeito \u00e0 consigna\u00e7\u00e3o de tributo exigido por mais de um sujeito ativo, baseado no mesmo fato gerador. Desse modo, a d\u00favida sobre o leg\u00edtimo titular de um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \u00e9 o que autoriza o ajuizamento da demanda. O concurso de exig\u00eancias do tributo por mais de uma Fazenda P\u00fablica, portanto, configura requisito para a propositura da a\u00e7\u00e3o de consigna\u00e7\u00e3o em pagamento, nessa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a observ\u00e2ncia do mencionado pressuposto encontra-se no \u00e2mbito do interesse de agir. O ajuizamento da a\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e a demonstra\u00e7\u00e3o da necessidade e da utilidade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional de extin\u00e7\u00e3o de um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio exigido por mais de um sujeito ativo mediante a consigna\u00e7\u00e3o em pagamento. Ou seja, comprovada a exig\u00eancia de um tributo por mais de um ente federativo estaria atendida essa imposi\u00e7\u00e3o legal para o ajuizamento da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>No direito processual civil, predomina na doutrina e jurisprud\u00eancia p\u00e1trias a teoria da asser\u00e7\u00e3o, <strong>segundo a qual a verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o deve ser realizada com base no que consta na peti\u00e7\u00e3o inicial, abstratamente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria fundada no inciso III do art. 164 do CTN, da argumenta\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o inicial deve despontar seguramente a exig\u00eancia do mesmo tributo por mais de um sujeito ativo. \u00c0 luz das afirma\u00e7\u00f5es deduzidas na peti\u00e7\u00e3o inicial, deve ser poss\u00edvel a verifica\u00e7\u00e3o da real exig\u00eancia do tributo por mais de uma pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, da leitura da peti\u00e7\u00e3o inicial, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se constatar a dupla cobran\u00e7a do tributo, uma vez que a a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria foi ajuizada com base exclusivamente em previs\u00e3o legal abstrata da tributa\u00e7\u00e3o por mais de um ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que o dispositivo do CTN anteriormente transcrito menciona a exig\u00eancia do tributo, o que leva a crer que dependeria da pr\u00e9via exist\u00eancia de um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio devidamente constitu\u00eddo e em vias de cobran\u00e7a, ainda que no \u00e2mbito administrativo. Racioc\u00ednio diverso permitiria a inusitada situa\u00e7\u00e3o em que o sujeito passivo estaria autorizado a consignar import\u00e2ncia ainda indefinida.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, a exig\u00eancia, por mais de uma pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, de tributo id\u00eantico sobre um mesmo fato gerador encontra-se no dom\u00ednio das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria prevista no art. 164, III, do CTN, de maneira que a efetiva cobran\u00e7a, administrativa ou judicial, deve ser verificada da argumenta\u00e7\u00e3o deduzida na peti\u00e7\u00e3o inicial. A mera exist\u00eancia de previs\u00e3o legal abstrata do tributo ou o oferecimento de contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de consigna\u00e7\u00e3o em pagamento n\u00e3o s\u00e3o suficientes para atender ao requisito de que trata o mencionado dispositivo do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia, por mais de uma pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, de tributo id\u00eantico sobre um mesmo fato gerador \u00e9 condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o consignat\u00f3ria prevista no art. 164, III, do CTN, de maneira que a efetiva cobran\u00e7a, administrativa ou judicial, deve ser verificada da an\u00e1lise da argumenta\u00e7\u00e3o deduzida na peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-do-efeito-erga-omnes-a-sentenca-generica-proferida-na-fase-de-conhecimento-em-acao-coletiva-as-decisoes-proferidas-no-cumprimento-individual-de-sentenca\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade do efeito erga omnes \u00e0 senten\u00e7a gen\u00e9rica proferida na fase de conhecimento, em a\u00e7\u00e3o coletiva, \u00e0s decis\u00f5es proferidas no cumprimento individual de senten\u00e7a.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A norma do art. 103, III, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC), que confere efeito erga omnes \u00e0 senten\u00e7a gen\u00e9rica proferida na fase de conhecimento, em a\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o se aplica \u00e0s decis\u00f5es proferidas no cumprimento individual de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.762.278-MS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou ACP em face de Tchau S.A., companhia telef\u00f4nica, a qual foi julgada parcialmente procedente para condenar a requerida ao pagamento de danos materiais e morais causados a consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os consumidores lesados passaram ent\u00e3o a ajuizar a\u00e7\u00f5es de cumprimento individual pretendendo o reconhecimento de efeito erga omnes das decis\u00f5es proferidas nesses cumprimentos individuais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. Nas a\u00e7\u00f5es coletivas de que trata este c\u00f3digo, a senten\u00e7a far\u00e1 coisa julgada:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; erga omnes, apenas no caso de proced\u00eancia do pedido, para beneficiar todas as v\u00edtimas e seus sucessores, na hip\u00f3tese do inciso III do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem, em fase de cumprimento individual de senten\u00e7a, conferiu,&nbsp;<em>ex officio<\/em>, efeito&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;\u00e0 decis\u00e3o por ele proferida, sob o fundamento de tratar-se de quest\u00e3o de ordem p\u00fablica, de que haveria probabilidade de julgamentos contradit\u00f3rios e de que o princ\u00edpio da economia processual deveria ser observado, com base no art. 103, III, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, a norma do art. 103, III, do CDC, que confere efeito&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;\u00e0 senten\u00e7a gen\u00e9rica proferida na fase de conhecimento, em a\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o se aplica \u00e0s decis\u00f5es proferidas no cumprimento individual de senten\u00e7a. Tal dispositivo \u00e9 <strong>aplicado somente \u00e0 senten\u00e7a gen\u00e9rica proferida na fase de conhecimento<\/strong>. Essa interpreta\u00e7\u00e3o EXTENSIVA restringiria o direito individual conferido ao devedor e ao credor de se manifestarem acerca das obriga\u00e7\u00f5es e cr\u00e9ditos envolvidos em cada rela\u00e7\u00e3o concreta e espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>O cumprimento individual de senten\u00e7a, precedido ou n\u00e3o de liquida\u00e7\u00e3o, \u00e9 o momento em que o credor ingressa no processo e defende especificamente seu direito \u00e0 luz do que consta na senten\u00e7a coletiva, de natureza gen\u00e9rica. Tamb\u00e9m ao devedor \u00e9 permitido definir sua obriga\u00e7\u00e3o quanto a um determinado credor. Nessa fase, portanto, cabe-lhes &#8211; ao credor e ao devedor &#8211; deduzir argumentos pr\u00f3prios para concretizar e delimitar, sob todos os enfoques, o direito reconhecido judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, quest\u00f5es semelhantes discutidas simultaneamente em diversos cumprimentos de senten\u00e7a, aut\u00f4nomos entre si, poder\u00e3o ser decididas de formas diferentes, caso a caso, dependendo das provas apresentadas pelas partes e da situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada credor. Mesmo as quest\u00f5es meramente de direito, que eventualmente independam de circunst\u00e2ncias concretas envolvendo cada benefici\u00e1rio, dever\u00e3o ser apreciadas diante das alega\u00e7\u00f5es e dos argumentos relevantes apresentados pelo credor e pelo devedor. Com isso, em tese, \u00e9 poss\u00edvel que o Ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, em um primeiro momento, decida determinado tema de uma forma e, mais adiante, em outro processo de cumprimento de senten\u00e7a, com base em fundamentos mais consistentes deduzidos pelas partes, mude o seu posicionamento. A uniformiza\u00e7\u00e3o do tema, em tal circunst\u00e2ncia, ocorrer\u00e1 em segundo grau ou nesta Corte Superior caso a parte interessada utilize os recursos cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o se pode pretender transplantar para todos os processos individuais de execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a coletiva delibera\u00e7\u00e3o inicialmente proferida em um deles, sem que cada parte possa sobre ele se manifestar e ter suas obje\u00e7\u00f5es consideradas pelo Poder Judici\u00e1rio. Exatamente em virtude da necessidade de substrato legislativo para a extens\u00e3o das quest\u00f5es reiteradas a outros processos, a lei enumera as hip\u00f3teses nas quais se admite a racionaliza\u00e7\u00e3o para a expans\u00e3o vinculante das decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, sobretudo considerando que o efeito&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;disciplinado no art. 103 do CDC diz respeito \u00e0s quest\u00f5es genericamente decididas na fase de conhecimento, ao credor e ao devedor, no respectivo cumprimento individual de senten\u00e7a, \u00e9 permitido apresentar teses e fatos, invocando argumentos pr\u00f3prios para tornar concreta a obriga\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 ser cumprida. Tem-se como irrelevante o fato de quest\u00f5es semelhantes terem sido arguidas e decididas em outros procedimentos de cumprimento de senten\u00e7a, envolvendo credores distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 por outro motivo que a Segunda Se\u00e7\u00e3o, no julgamento dos EREsp n. 1.590.294\/DF, imp\u00f4s a necessidade de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a gen\u00e9rica em processo coletivo. Al\u00e9m disso, em outro julgado, sob o rito dos recursos repetitivos, determinou-se que: &#8220;A senten\u00e7a gen\u00e9rica prolatada no \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o civil coletiva, por si, n\u00e3o confere ao vencido o atributo de devedor de &#8216;quantia certa ou j\u00e1 fixada em liquida\u00e7\u00e3o&#8217; (art. 475-J do CPC), porquanto, &#8216;em caso de proced\u00eancia do pedido, a condena\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gen\u00e9rica&#8217;, apenas &#8216;fixando a responsabilidade do r\u00e9u pelos danos causados&#8217; (art. 95 do CDC). A condena\u00e7\u00e3o, pois, n\u00e3o se reveste de liquidez necess\u00e1ria ao cumprimento espont\u00e2neo do comando sentencial, n\u00e3o sendo aplic\u00e1vel a reprimenda prevista no art. 475-J do CPC.&#8221; (REsp 1.247.150\/PR, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Corte Especial, julgado em 19\/10\/2011, DJe 12\/12\/2011)<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, conquanto a tese firmada naquele julgado, para fins do art. 543-C do CPC, tenha sido sobre o alcance pessoal dos efeitos da coisa julgada formada em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, \u00e9 certo que tamb\u00e9m foi analisado outro ponto, qual seja, a n\u00e3o incid\u00eancia da multa prevista no art. 475-J do CPC, em virtude da impossibilidade de cumprimento volunt\u00e1rio da obriga\u00e7\u00e3o, adotando-se como premissa que a senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, por si s\u00f3, n\u00e3o confere ao vencido o atributo de devedor de quantia certa ou j\u00e1 fixada em liquida\u00e7\u00e3o, porquanto a condena\u00e7\u00e3o \u00e9 gen\u00e9rica, apenas fixando a responsabilidade do r\u00e9u pelos danos causados, conforme disposto no art. 95 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, a condena\u00e7\u00e3o \u00e9 certa e precisa &#8211; haja vista que a certeza \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial do julgamento e o comando da senten\u00e7a estabelece claramente os direitos e as obriga\u00e7\u00f5es que possibilitam a sua execu\u00e7\u00e3o -, por\u00e9m n\u00e3o se reveste da liquidez necess\u00e1ria ao cumprimento espont\u00e2neo da decis\u00e3o, devendo ainda ser apurados em liquida\u00e7\u00e3o os destinat\u00e1rios (<em>cui debeatur<\/em>) e a extens\u00e3o da repara\u00e7\u00e3o (<em>quantum debeatur<\/em>). Somente nesse momento \u00e9 que se dar\u00e1, portanto, a individualiza\u00e7\u00e3o da parcela que tocar\u00e1 ao exequente segundo o comando sentencial proferido na a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida, a necessidade de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, que imp\u00f5e que sejam observados o contradit\u00f3rio e o direito \u00e0 ampla defesa, por si, representa \u00f3bice \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do efeito&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;a decis\u00e3o proferida em cumprimento de senten\u00e7a envolvendo um determinado credor. Conforme afirmado, a concretiza\u00e7\u00e3o do direito, com delimita\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 efetivada em cada procedimento execut\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, as alega\u00e7\u00f5es apresentadas no cumprimento individual de senten\u00e7a dever\u00e3o ser decididas autonomamente em cada procedimento, recomendando-se acompanhar a jurisprud\u00eancia em casos semelhantes. Tais decis\u00f5es, proferidas em determinado cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o vinculam outro procedimento envolvendo credor distinto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A norma do art. 103, III, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC), que confere efeito erga omnes \u00e0 senten\u00e7a gen\u00e9rica proferida na fase de conhecimento, em a\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o se aplica \u00e0s decis\u00f5es proferidas no cumprimento individual de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PREVIDENCI\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tema-1246-stj-e-admissibilidade-do-recurso-especial-interposto-para-rediscutir-as-conclusoes-do-acordao-recorrido-quanto-ao-preenchimento-em-caso-concreto-em-que-se-controverte-quanto-a-beneficio-por-incapacidade\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tema 1246 STJ e admissibilidade do recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento, em caso concreto em que se controverte quanto a benef\u00edcio por incapacidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento, em caso concreto em que se controverte quanto a benef\u00edcio por incapacidade (aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a ou aux\u00edlio-acidente), do requisito legal da incapacidade do segurado para o exerc\u00edcio de atividade laborativa, seja pela vertente de sua exist\u00eancia, de sua extens\u00e3o (total ou parcial) e\/ou de sua dura\u00e7\u00e3o (tempor\u00e1ria ou permanente).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.082.395-SP, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/11\/2024, DJe 18\/11\/2024. (Tema 1246). (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de a\u00e7\u00e3o afetada em raz\u00e3o da controv\u00e9rsia ao regime dos recursos especiais repetitivos, visando ao exame de quest\u00e3o de direito repetitiva sintetizada na seguinte proposi\u00e7\u00e3o (Tema 1.246\/STJ): \u201c(in)admissibilidade de recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento, em caso concreto em que se controverte quanto a benef\u00edcio previdenci\u00e1rio por incapacidade (aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a ou aux\u00edlio-acidente), do requisito legal da incapacidade do segurado para o exerc\u00edcio de atividade laborativa, seja pela vertente de sua exist\u00eancia, de sua extens\u00e3o (total ou parcial) e\/ou de sua dura\u00e7\u00e3o (tempor\u00e1ria ou permanente)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.036. Sempre que houver multiplicidade de recursos extraordin\u00e1rios ou especiais com fundamento em id\u00eantica quest\u00e3o de direito, haver\u00e1 afeta\u00e7\u00e3o para julgamento de acordo com as disposi\u00e7\u00f5es desta Subse\u00e7\u00e3o, observado o disposto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba Somente podem ser selecionados recursos admiss\u00edveis que contenham abrangente argumenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o a respeito da quest\u00e3o a ser decidida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O STJ tem uma jurisprud\u00eancia est\u00e1vel e uniforme a dizer <strong>que n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de conhecimento o recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento do requisito legal da incapacidade do segurado para o exerc\u00edcio de atividade laborativa, seja pela vertente de sua exist\u00eancia, de sua extens\u00e3o (total ou parcial) e\/ou de sua dura\u00e7\u00e3o<\/strong> (tempor\u00e1ria ou permanente), em casos nos quais controvertem as partes quanto ao direito do segurado a um benef\u00edcio por incapacidade (aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a, aux\u00edlio-acidente).<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre que instado a rever as conclus\u00f5es das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias quanto \u00e0 mat\u00e9ria, afirma o STJ que do recurso especial n\u00e3o se pode conhecer, tendo em vista que atingir conclus\u00e3o diferente daquela que exsurge do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido demandaria inevit\u00e1vel reexame dos fatos e das provas do processo, o que \u00e9 vedado nos termos da S\u00famula 7\/STJ por desvirtuar a&nbsp;<em>ratio essendi<\/em>&nbsp;do recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Elevar essa secular jurisprud\u00eancia persuasiva do STJ \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de precedente vinculante por meio do presente julgamento \u00e9 medida salutar, que conspira a favor da racionaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhos do Tribunal e, por consequ\u00eancia, favorece o cumprimento de sua fun\u00e7\u00e3o institucional primordial. H\u00e1 fundamentos de ordem legal, sist\u00eamica e emp\u00edrica que respaldam essa afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos fundamentos legais, registra-se que n\u00e3o h\u00e1 qualquer impedimento legal \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de precedente vinculante alusivo \u00e0 admissibilidade do recurso especial, como n\u00e3o h\u00e1 para qualquer outra quest\u00e3o processual,&nbsp;<em>ex vi<\/em>&nbsp;do art. 928, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo de Processo Civil. O art. 1.036, \u00a7 6\u00ba, do CPC, ao aludir a recurso &#8220;admiss\u00edvel&#8221;, estabelece comando dirigido aos tribunais de apela\u00e7\u00e3o, o que faz tomando em conta o que ordinariamente acontece, ou seja, que o recurso especial precisa, quase sempre, ser conhecido para que o STJ possa analisar a quest\u00e3o de direito controvertida, que est\u00e1 posta no recurso como m\u00e9rito recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de admissibilidade positivo, portanto, quase sempre \u00e9 inevit\u00e1vel para a afeta\u00e7\u00e3o do recurso ao regime dos repetitivos. Mas haver\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que a pr\u00f3pria admissibilidade do recurso especial pode constituir a quest\u00e3o a ser dirimida pelo Tribunal, o que torna invi\u00e1vel condicionar a an\u00e1lise da quest\u00e3o ao pr\u00e9vio conhecimento do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos fundamentos sist\u00eamicos, registra-se que devem ser compreendidos a partir de uma vis\u00e3o estrutural do sistema brasileiro de precedentes. Esses fundamentos se concatenam de modo a extrair do sistema de precedentes a sua m\u00e1xima potencialidade, racionalizando-se os trabalhos do STJ para que sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o institucional seja fielmente cumprida.<\/p>\n\n\n\n<p>Se operada com prud\u00eancia e comedimento, a eleva\u00e7\u00e3o de persuasiva para vinculante de uma jurisprud\u00eancia do STJ s\u00f3lida, uniforme e est\u00e1vel, relativa \u00e0 inadmissibilidade do recurso especial nesta ou naquela hip\u00f3tese, tem a aptid\u00e3o de racionalizar os trabalhos do Tribunal, dispensando-o do injustific\u00e1vel encargo de afirmar em infinitas causas que lhe sejam remetidas que tal ou qual hip\u00f3tese n\u00e3o autoriza o conhecimento do recurso especial interposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em rela\u00e7\u00e3o aos fundamentos emp\u00edricos, registra-se que a metodologia da pesquisa consistiu em consulta \u00e0 base de dados jurisprudenciais do STJ, analisando-se todos os ac\u00f3rd\u00e3os produzidos pela Primeira e Segunda Turmas publicados em um intervalo de tempo de 5 (cinco) anos (30\/6\/2019 a 30\/6\/2024), considerado razo\u00e1vel e suficiente para a identifica\u00e7\u00e3o de eventual padr\u00e3o decis\u00f3rio do Tribunal em casos nos quais presente a hip\u00f3tese investigada. Como crit\u00e9rio inicial de refinamento da pesquisa, foram utilizados simultaneamente tr\u00eas termos gen\u00e9ricos (&#8220;previdenci\u00e1rio&#8221; + &#8220;benef\u00edcio&#8221; + &#8220;incapacidade&#8221;) que, somados, assegurariam&nbsp;<em>a priori<\/em>&nbsp;que fossem exclu\u00eddos da an\u00e1lise apenas ac\u00f3rd\u00e3os absolutamente estranhos \u00e0 controv\u00e9rsia pesquisada.<\/p>\n\n\n\n<p>Da pesquisa jurisprudencial resultou em 46 ac\u00f3rd\u00e3os, que confirmou, de maneira perempt\u00f3ria, a hip\u00f3tese sugerida: em todos os 46 julgados (cem por cento das amostras v\u00e1lidas), as Turmas de Direito P\u00fablico do STJ afirmaram, sem nenhuma discord\u00e2ncia, a inadmissibilidade do recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento, em caso concreto em que se controverte quanto a benef\u00edcio previdenci\u00e1rio por incapacidade (aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a ou aux\u00edlio-acidente), do requisito legal da incapacidade do segurado para o exerc\u00edcio de atividade laborativa, seja pela vertente de sua exist\u00eancia, de sua extens\u00e3o (total ou parcial) e\/ou de sua dura\u00e7\u00e3o (tempor\u00e1ria ou permanente).<\/p>\n\n\n\n<p>Dado o objeto da controv\u00e9rsia tal como posto no recurso especial, \u00e9 uniforme e est\u00e1vel a jurisprud\u00eancia do STJ a reconhecer que do recurso especial n\u00e3o se pode conhecer, uma vez que a pretens\u00e3o do recorrente demanda, inexoravelmente, reexame de todo o acervo de fatos e provas da causa, invi\u00e1vel em recurso especial nos termos da S\u00famula 7\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mesmos crit\u00e9rios de pesquisa foram utilizados para a an\u00e1lise das decis\u00f5es monocr\u00e1ticas proferidas pelos Ministros e Ministras integrantes da Primeira e Segunda Turmas e pela Presid\u00eancia do STJ, haja vista que a mat\u00e9ria, pela sua natureza e pela solu\u00e7\u00e3o que a ela \u00e9 conferida, resolve-se, em regra, por meio de simples decis\u00e3o singular.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, sem nenhuma surpresa, concluiu-se que em 100% (cem por cento) das decis\u00f5es analisadas a solu\u00e7\u00e3o encontrada pelo relator, pela relatora, ou pela Presid\u00eancia, foi o n\u00e3o conhecimento do recurso especial, com aplica\u00e7\u00e3o do \u00f3bice da S\u00famula 7\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os casos analisados e acima identificados, o que se pedia ao STJ \u00e9 que a solu\u00e7\u00e3o conferida \u00e0 causa fosse modificada por meio do reexame dos fatos e das provas dos autos, utilizando-se, assim, do recurso especial como mero recurso ordin\u00e1rio, e tomando-se o STJ como mera Corte de Revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ante todos os fundamentos legais, sist\u00eamicos e emp\u00edricos expostos, fixa-se a seguinte tese jur\u00eddica de efic\u00e1cia vinculante: &#8220;\u00c9 inadmiss\u00edvel recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento, em caso concreto em que se controverte quanto a benef\u00edcio por incapacidade (aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a ou aux\u00edlio-acidente), do requisito legal da incapacidade do segurado para o exerc\u00edcio de atividade laborativa, seja pela vertente de sua exist\u00eancia, de sua extens\u00e3o (total ou parcial) e\/ou de sua dura\u00e7\u00e3o (tempor\u00e1ria ou permanente)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel recurso especial interposto para rediscutir as conclus\u00f5es do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido quanto ao preenchimento, em caso concreto em que se controverte quanto a benef\u00edcio por incapacidade (aposentadoria por invalidez, aux\u00edlio-doen\u00e7a ou aux\u00edlio-acidente), do requisito legal da incapacidade do segurado para o exerc\u00edcio de atividade laborativa, seja pela vertente de sua exist\u00eancia, de sua extens\u00e3o (total ou parcial) e\/ou de sua dura\u00e7\u00e3o (tempor\u00e1ria ou permanente).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-atividade-economica-remunerada-por-preco-controlado-pelo-governo-como-fundamento-para-afastar-a-natureza-indireta-do-iss\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atividade econ\u00f4mica remunerada por pre\u00e7o controlado pelo governo como fundamento para afastar a natureza indireta do ISS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O fato de a atividade econ\u00f4mica ser remunerada por pre\u00e7o controlado pelo governo n\u00e3o \u00e9 suficiente para afastar a natureza indireta do ISS, cabendo ao contribuinte demonstrar a condi\u00e7\u00e3o estabelecida no art. 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN (aus\u00eancia de repasse econ\u00f4mico da exa\u00e7\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o do contribuinte de fato) para a postula\u00e7\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.073.516-SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A ECT pleiteia a restitui\u00e7\u00e3o pelo Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo de valores pagos a t\u00edtulo de Imposto sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza, em raz\u00e3o de alegada imunidade tribut\u00e1ria da ECT.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o Munic\u00edpio sustenta que o ISSQN tem natureza de tributo indireto e que a possibilidade de transfer\u00eancia do encargo econ\u00f4mico e financeiro do tributo \u00e9 inerente a essa natureza.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional \u2013 CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 166. A restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem, por sua natureza, transfer\u00eancia do respectivo encargo financeiro s\u00f2mente ser\u00e1 feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de t\u00ea-lo transferido a terceiro, estar por \u00easte expressamente autorizado a receb\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a &#8211; STJ, <strong>o ISS \u00e9 esp\u00e9cie tribut\u00e1ria que admite a sua dicotomiza\u00e7\u00e3o como tributo direto ou indireto, consoante o caso concreto<\/strong>. Na hip\u00f3tese em que for verificada a configura\u00e7\u00e3o de sua natureza de tributo indireto, conv\u00e9m a observ\u00e2ncia dos requisitos do art. 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN, reclamando \u00e0 parte que pleiteia judicialmente a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio a prova da n\u00e3o repercuss\u00e3o, ou, na hip\u00f3tese de ter transferido o encargo a terceiro, de estar autorizada por este a receb\u00ea-los (Tema 398\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente quanto aos servi\u00e7os submetidos a tabelamento de pre\u00e7os por \u00f3rg\u00e3o estatal, o STJ j\u00e1 se posicionou no sentido de que, para os casos de pre\u00e7os regulados, em que o valor do tributo integra o pr\u00f3prio custo do contribuinte, presume-se a absor\u00e7\u00e3o do \u00f4nus financeiro do tributo pelo pr\u00f3prio contribuinte de direito, ficando a cargo do fisco a produ\u00e7\u00e3o de prova em contr\u00e1rio (AgRg no AgRg no Ag 1020121\/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 10\/8\/2010, DJe 26\/8\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, em julgados mais recentes, o STJ teve a oportunidade de novamente se manifestar sobre o tema, dando-lhe outra interpreta\u00e7\u00e3o em embargos de diverg\u00eancia, em especial com rela\u00e7\u00e3o ao controle de pre\u00e7o que foi exercido pelo Governo Federal sobre a venda de passagens a\u00e9reas, nos seguintes termos: &#8220;Ambas as Turmas de Direito P\u00fablico vem entendendo que se aplica a condi\u00e7\u00e3o exigida pelo art. 166 do CTN para a repeti\u00e7\u00e3o de ICMS que indevidamente incidiu sobre a venda de passagens \u00e1reas, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, em face da S\u00famula 7\/STJ, alterar o ju\u00edzo de convic\u00e7\u00e3o das inst\u00e2ncias de origem, formada com base no acervo probat\u00f3rio de cada caso, quanto exist\u00eancia, ou n\u00e3o, de prova da n\u00e3o transfer\u00eancia do encargo financeiro do tributo ao consumidor final.&#8221; (EREsp n. 1.191.469\/AM, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 13\/4\/2016, DJe de 17\/5\/2016.)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o tem origem na evolu\u00e7\u00e3o do entendimento do que constitui a natureza direta ou indireta de um tributo na hip\u00f3tese de tabelamento de pre\u00e7os, qual seja: o fato de o pre\u00e7o do servi\u00e7o ou opera\u00e7\u00e3o ser controlado pelo estado n\u00e3o altera a natureza do tributo, a qual \u00e9 ditada pela forma como o imposto \u00e9 exigido pelo Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>para o caso de tabelamento de pre\u00e7os dos servi\u00e7os por \u00f3rg\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, podemos ter duas situa\u00e7\u00f5es<\/strong>: (i) aquela em que o valor do imposto objeto do pedido de repeti\u00e7\u00e3o integrou a cesta de custos do pre\u00e7o tabelado, n\u00e3o alterando a margem de lucro estimada, hip\u00f3tese em que seu \u00f4nus financeiro foi imediatamente repassado no pre\u00e7o pago pelo consumidor; (ii) aquela em que o valor do imposto a repetir n\u00e3o comp\u00f4s a cesta de custos do pre\u00e7o tabelado, situa\u00e7\u00e3o em que foi arcado diretamente pelo fornecedor (contribuinte de direito), mediante redu\u00e7\u00e3o da margem de lucro estimada, hip\u00f3tese em que inexistiu repasse do encargo econ\u00f4mico do tributo, servindo a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito como recomposi\u00e7\u00e3o do resultado esperado da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso considerado, para fins de verifica\u00e7\u00e3o da necessidade do prestador de servi\u00e7os comprovar o preenchimento dos requisitos do art. 166 do CTN na hip\u00f3tese de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito dos valores recolhidos a t\u00edtulo de ISSQN pela edilidade incidente sobre servi\u00e7os prestados, cujos pre\u00e7os encontravam-se submetidos ao tabelamento por \u00f3rg\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, torna-se pertinente a an\u00e1lise da forma de composi\u00e7\u00e3o destes pre\u00e7os, de maneira a se verificar se o tributo em quest\u00e3o teria ou n\u00e3o sido considerado pelo \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico como custos das empresas quando do c\u00e1lculo do pre\u00e7o tabelado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, havendo a possibilidade de transfer\u00eancia direta e imediata do \u00f4nus tribut\u00e1rio ao consumidor final (circunst\u00e2ncia presumida na forma do art. 166 do CTN), o fato do pre\u00e7o do servi\u00e7o ser controlado pelo estado n\u00e3o altera a natureza do tributo ou imp\u00f5e a altera\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova da aus\u00eancia de transfer\u00eancia do encargo financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a imunidade tribut\u00e1ria n\u00e3o assegura, por si s\u00f3, o direito de repeti\u00e7\u00e3o, que, na linha na mais recente orienta\u00e7\u00e3o do STJ, depende de prova do contribuinte da assun\u00e7\u00e3o do impacto econ\u00f4mico. Isto \u00e9, ainda que o entre tributado seja imune, \u00e9 poss\u00edvel que este ente tenha figurado apenas como contribuinte de direito, tendo repassado, no entanto, o custo dessa cobran\u00e7a tribut\u00e1ria (mesmo que indevida) para terceiros, afastando uma das condi\u00e7\u00f5es exigidas para repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, por um lado, n\u00e3o \u00e9 justo cobrar tributo de pessoa imune, por outro, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo devolver um valor que n\u00e3o foi efetivamente suportado pelo contribuinte de direito, mas pelo consumidor. E \u00e9 nesse sentido que deve ser interpretada a regra do art. 166 do CTN, de coibir eventual enriquecimento indevido \u00e0 custa do er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, &#8220;para dar concretude ao princ\u00edpio da persuas\u00e3o racional do juiz, insculpido no art. 371 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/2015), aliado aos postulados de boa-f\u00e9, de coopera\u00e7\u00e3o, de lealdade e de paridade de armas previstos no novo diploma processual civil (arts. 5\u00ba, 6\u00ba, 7\u00ba, 77, I e II, e 378 do CPC\/2015), com vistas a proporcionar uma decis\u00e3o de m\u00e9rito justa e efetiva, foi introduzida a faculdade de o juiz, no exerc\u00edcio dos poderes instrut\u00f3rios que lhe competem (art. 370 do CPC\/2015), atribuir o \u00f4nus da prova de modo diverso entre os sujeitos do processo quando diante de situa\u00e7\u00f5es peculiares (art. 373, \u00a7 1\u00ba, do CPC\/2015). A instrumentaliza\u00e7\u00e3o dessa faculdade foi denominada pela doutrina processual teoria da distribui\u00e7\u00e3o din\u00e2mica do \u00f4nus da prova ou teoria da carga din\u00e2mica do \u00f4nus da prova&#8221; (REsp n. 1.888.242\/PR, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 29\/3\/2022, DJe de 31\/3\/2022)<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conv\u00e9m distribuir-se ao autor do pedido de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, que teria acesso facilitado \u00e0 prova, diante de sua participa\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o tabelado, o \u00f4nus de provar que o imposto n\u00e3o foi considerado na cesta de custos da opera\u00e7\u00e3o, tendo sido recolhido em preju\u00edzo \u00e0 margem de lucro fixada pela Administra\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o em que ele tomaria a fei\u00e7\u00e3o de tributo direto, afastando-se a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o do preenchimento dos requisitos do art. 166 do CTN ao pedido de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O fato de a atividade econ\u00f4mica ser remunerada por pre\u00e7o controlado pelo governo n\u00e3o \u00e9 suficiente para afastar a natureza indireta do ISS, cabendo ao contribuinte demonstrar a condi\u00e7\u00e3o estabelecida no art. 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN (aus\u00eancia de repasse econ\u00f4mico da exa\u00e7\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o do contribuinte de fato) para a postula\u00e7\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-diferencial-de-aliquotas-do-icms-na-bc-de-pis-e-cofins\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diferencial de al\u00edquotas do ICMS na BC de PIS e COFINS.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O diferencial de al\u00edquotas do ICMS (DIFAL) n\u00e3o integra as bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.128.785-RS, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/11\/2024, DJe 19\/11\/2024. (Info STJ 834)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>TeraCom Ltda, impetrou mandado de seguran\u00e7a objetivando afastar a inclus\u00e3o do ICMS-DIFAL nas bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS. Em primeira inst\u00e2ncia, foi concedida a seguran\u00e7a, decis\u00e3o posteriormente reformada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, alega que o montante recolhido a t\u00edtulo de ICMS-DIFAL \u00e9 inserido no valor da nota fiscal e indevidamente inclu\u00eddo no conceito de receita bruta para fins de compor a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e sobre presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica\u00e7\u00e3o, ainda que as opera\u00e7\u00f5es e as presta\u00e7\u00f5es se iniciem no exterior;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir, se o Diferencial de Al\u00edquotas do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS-DIFAL) comp\u00f5e as bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, destaca-se que <strong>o Diferencial de Al\u00edquotas do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (DIFAL) possui assento no art. 155,&nbsp;<em>caput<\/em>, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o qual disp\u00f5e que compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e sobre presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>, ainda que as opera\u00e7\u00f5es e as presta\u00e7\u00f5es se iniciem no exterior; e tamb\u00e9m no \u00a7 2\u00ba, VII, do mesmo diploma, nos termos da reda\u00e7\u00e3o conferida pela EC n. 87\/2015, assim expresso: &#8220;O imposto previsto no inciso II atender\u00e1 ao seguinte: [&#8230;] VII &#8211; nas opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es que destinem bens e servi\u00e7os a consumidor final, contribuinte ou n\u00e3o do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-\u00e1 a al\u00edquota interestadual e caber\u00e1 ao Estado de localiza\u00e7\u00e3o do destinat\u00e1rio o imposto correspondente \u00e0 diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interna do Estado destinat\u00e1rio e a al\u00edquota interestadual.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com essa disciplina normativa, conv\u00e9m lembrar que o DIFAL corresponde \u00e0 diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interna do Estado destinat\u00e1rio e a al\u00edquota interestadual do remetente, revelada quando uma pessoa jur\u00eddica realiza uma opera\u00e7\u00e3o interestadual e o Estado de destino exige uma al\u00edquota interna superior \u00e0quela interestadual fixada pelo Estado de origem. Tais varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma caracter\u00edstica marcante do tributo estadual, pois cada Estado \u00e9 competente para defini-las, gerando, assim, uma diversidade significativa na quantifica\u00e7\u00e3o do valor a ser recolhido pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS-DIFAL tem por finalidade promover a igualdade tribut\u00e1ria entre os Estados, mecanismo que se tornou necess\u00e1rio em raz\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o das vendas em&nbsp;<em>e-commerce<\/em>. Logo, trata-se de uma aplica\u00e7\u00e3o de percentual de al\u00edquota em compra ou venda interestadual, traduzindo-se em mera modalidade de cobran\u00e7a do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, o DIFAL \u00e9 recolhido ao estado de origem, tornando a arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS mais equitativa entre as unidades federativas, evitando que as regi\u00f5es com al\u00edquotas maiores se sintam prejudicadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessarte, o DIFAL n\u00e3o consiste em nova modalidade de tributo; ao rev\u00e9s, traduz-se em mera sistem\u00e1tica de c\u00e1lculo do ICMS, com id\u00eanticos aspectos material, espacial, temporal e pessoal, diferenciando-se, t\u00e3o somente, o seu aspecto quantitativo, mais precisamente quanto ao acr\u00e9scimo de al\u00edquota a ser considerado para o c\u00e1lculo do valor devido pelo contribuinte e do ulterior direcionamento do respectivo produto da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta linha de racioc\u00ednio, tratando-se o DIFAL de mera sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o de um \u00fanico imposto &#8211; o ICMS -, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para aplicar-se-lhe intelec\u00e7\u00e3o distinta, uma vez que se trata de um mesmo tributo, com mesmo regime jur\u00eddico, sendo id\u00eantica, ainda, a respectiva legisla\u00e7\u00e3o aplicada, diferenciando-se do ICMS Pr\u00f3prio t\u00e3o somente quanto ao acr\u00e9scimo de al\u00edquota em contextos de opera\u00e7\u00f5es interestaduais. Assim, aplica-se a ele as mesmas teses fixadas no Tema n. 69\/STF e no&nbsp;Tema 1125\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob o regime da repercuss\u00e3o geral, foi fixada a seguinte tese para o Tema n. 69\/STF: &#8220;O ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da COFINS&#8221;. J\u00e1 sob o rito dos repetitivos, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a concluiu que o &#8220;ICMS-ST n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS devidas pelo contribuinte substitu\u00eddo no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria progressiva&#8221; (Tema 1125\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, de acordo com a&nbsp;<em>ratio decidendi<\/em>&nbsp;dos temas supramencionados, o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS, tanto no regime pr\u00f3prio, como no contexto da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria progressiva, porquanto o valor respectivo n\u00e3o constitui receita do contribuinte, mas, sim, mero ingresso financeiro em car\u00e1ter n\u00e3o definitivo, o qual deve ser ulteriormente repassado aos cofres estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 vista dessa premissa, conclui-se invi\u00e1vel a inclus\u00e3o do ICMS, em quaisquer de suas modalidades &#8211; inclusive o DIFAL -, nas bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O diferencial de al\u00edquotas do ICMS (DIFAL) n\u00e3o integra as bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-15040437-0978-4293-9bc3-aaa7de9eef64\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/12\/17013154\/stj-informativo-834-pt1.pdf\">STJ &#8211; informativo 834 Pt1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/12\/17013154\/stj-informativo-834-pt1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-15040437-0978-4293-9bc3-aaa7de9eef64\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fim do ano se aproxima, mas n\u00f3s estamos firmes em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do Informativo n\u00ba 834 Parte 1 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dele! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o da regra de transi\u00e7\u00e3o da EC 47\/2005 a empregados p\u00fablicos A regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art. 3\u00ba, caput, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1506563","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O fim do ano se aproxima, mas n\u00f3s estamos firmes em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do Informativo n\u00ba 834 Parte 1 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dele! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o da regra de transi\u00e7\u00e3o da EC 47\/2005 a empregados p\u00fablicos A regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art. 3\u00ba, caput, [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-12-17T04:34:30+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-12-17T04:34:31+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"44 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado\",\"datePublished\":\"2024-12-17T04:34:30+00:00\",\"dateModified\":\"2024-12-17T04:34:31+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\"},\"wordCount\":8892,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2024\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-12-17T04:34:30+00:00\",\"dateModified\":\"2024-12-17T04:34:31+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado","og_description":"O fim do ano se aproxima, mas n\u00f3s estamos firmes em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do Informativo n\u00ba 834 Parte 1 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dele! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o da regra de transi\u00e7\u00e3o da EC 47\/2005 a empregados p\u00fablicos A regra de transi\u00e7\u00e3o prevista no art. 3\u00ba, caput, [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2024-12-17T04:34:30+00:00","article_modified_time":"2024-12-17T04:34:31+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"44 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado","datePublished":"2024-12-17T04:34:30+00:00","dateModified":"2024-12-17T04:34:31+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/"},"wordCount":8892,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2024","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/","name":"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2024-12-17T04:34:30+00:00","dateModified":"2024-12-17T04:34:31+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-834-parte-1-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ 834 Parte 1 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1506563"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1506567,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506563\/revisions\/1506567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1506563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1506563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1506563"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1506563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}