{"id":1495058,"date":"2024-11-26T00:43:39","date_gmt":"2024-11-26T03:43:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1495058"},"modified":"2024-12-02T20:33:30","modified_gmt":"2024-12-02T23:33:30","slug":"informativo-stj-832-parte-1-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-832-parte-1-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 832 Parte 1 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 832 Parte 1 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/26004226\/stj-informativo-832-pt1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_pp9C-IH4TOY\"><div id=\"lyte_pp9C-IH4TOY\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/pp9C-IH4TOY\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/pp9C-IH4TOY\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/pp9C-IH4TOY\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-exercicio-de-funcao-publica-e-regime-especial-de-regularizacao-cambial-e-tributaria-rerct\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT).<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Presidente de sociedade por a\u00e7\u00f5es de capital fechado, na qual subsidi\u00e1ria de sociedade de economia mista federal detenha participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria relevante (embora n\u00e3o majorit\u00e1ria), n\u00e3o exerce &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dire\u00e7\u00e3o&#8221;, contida na Lei n. 13.254\/2016, que instituiu o Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.090.730-RJ, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/10\/2024, DJe 14\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nerso \u00e9 Presidente de sociedade por a\u00e7\u00f5es de capital fechado, a qual \u00e9 subsidi\u00e1ria de sociedade de economia mista federal da qual det\u00e9m participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria relevante (embora n\u00e3o majorit\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional entende que tal situa\u00e7\u00e3o configuraria desempenho de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o que afastaria a possibilidade de usufruir os benef\u00edcios do Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 13.254\/2016:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11. Os efeitos desta Lei n\u00e3o ser\u00e3o aplicados aos detentores de cargos, empregos e fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de dire\u00e7\u00e3o ou eletivas, nem ao respectivo c\u00f4njuge e aos parentes consangu\u00edneos ou afins, at\u00e9 o segundo grau ou por ado\u00e7\u00e3o, na data de publica\u00e7\u00e3o desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se o conceito de &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dire\u00e7\u00e3o&#8221;, contido no preceito legal do art. 11 da Lei n. 13.254\/2016, que instituiu o Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT), abrange o exerc\u00edcio de presid\u00eancia de sociedade por a\u00e7\u00f5es de capital fechado, na qual subsidi\u00e1ria de sociedade de economia mista federal detenha participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria relevante, embora n\u00e3o majorit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se, de in\u00edcio, que o conceito de &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221; n\u00e3o \u00e9 inequ\u00edvoco. Por um lado, tem-se aquilo que se pode chamar de <strong>fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica em sentido estrito, o que corresponde ao plexo de atribui\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o, chefia ou assessoramento que s\u00e3o cometidas por lei a servidores p\u00fablicos ocupantes de cargo efetivo na administra\u00e7\u00e3o<\/strong>. Trata-se das &#8220;fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a&#8221; a que se refere o art. 37, V, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e que, na esfera federal, s\u00e3o pormenorizadamente reguladas por dispositivos da Lei n. 8.112\/1990, que as denomina tamb\u00e9m como &#8220;fun\u00e7\u00e3o gratificada&#8221; (art. 93, \u00a7 6\u00ba) ou &#8220;fun\u00e7\u00e3o comissionada&#8221; (artigos 60-D e 127).<\/p>\n\n\n\n<p>Sob outro prisma, tem-se o conceito de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica em sentido amplo, definido pela doutrina como &#8220;qualquer atividade do Estado que vise diretamente \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de uma necessidade ou conveni\u00eancia p\u00fablica&#8221;. Em sentido lato, v\u00ea-se que o exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 exclusivo de servidor p\u00fablico (exercente de cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o em sentido estrito), podendo a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ser cometida a indistintos agentes p\u00fablicos, os quais a doutrina define como &#8220;os sujeitos que servem ao Poder P\u00fablico como instrumentos expressivos de sua vontade ou a\u00e7\u00e3o, ainda quando o fa\u00e7am apenas ocasional ou episodicamente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o parece haver d\u00favidas de que presidente de sociedade an\u00f4nima, eleito por assembleia de acionistas disciplinada nos termos da Lei n. 6.404\/1976, n\u00e3o ocupa cargo efetivo na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta ou indireta, colocando-se, portanto, completamente \u00e0 margem do conceito de &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221; em seu sentido estrito, tal como acima conceituado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais complexo se torna o exame da mat\u00e9ria quando compreendida a express\u00e3o &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dire\u00e7\u00e3o&#8221; contida no art. 11 da Lei n. 13.254\/2016 em seu sentido amplo, hip\u00f3tese que demanda, ent\u00e3o, investigar-se a natureza jur\u00eddica de uma sociedade por a\u00e7\u00f5es de capital fechado, formada a partir de parceria estrat\u00e9gica firmada por empresas privadas e por subsidi\u00e1ria de sociedade de economia mista federal que det\u00e9m participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria relevante, embora n\u00e3o majorit\u00e1ria, como, por exemplo, o Banco do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, em levantamento realizado com o objetivo de conhecer o processo de trabalho de parcerias estrat\u00e9gicas do Banco do Brasil S\/A e suas subsidi\u00e1rias, reconheceu a &#8220;parceria estrat\u00e9gica&#8221; como sendo a &#8220;associa\u00e7\u00e3o de longo prazo entre duas ou mais empresas que buscam, sem preju\u00edzo de suas estrat\u00e9gias individuais, complementariedade para incrementar os seus neg\u00f3cios, reduzir custos, compartilhar riscos e benef\u00edcios, ampliar sua capilaridade e\/ou alavancar capacita\u00e7\u00f5es, visando ser mais competitivas no mercado&#8221; (TCU, Relat\u00f3rio de Levantamento 018.149\/2020-0, Plen\u00e1rio, Ac\u00f3rd\u00e3o 3.230\/2020, Rel. Ministro Bruno Dantas, j. 02\/12\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo informa\u00e7\u00e3o constante no ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, no caso de o parceiro p\u00fablico deter 49,99% da participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria da companhia, tal fato confere para a sociedade por a\u00e7\u00f5es de capital fechado ent\u00e3o, o status de &#8220;sociedade privada&#8221;, ou seja, &#8220;entidade dotada de personalidade jur\u00eddica de direito privado, com patrim\u00f4nio pr\u00f3prio e cuja maioria do capital votante n\u00e3o perten\u00e7a direta ou indiretamente \u00e0 Uni\u00e3o, a Estado, ao Distrito Federal ou a Munic\u00edpio&#8221; (Decreto n. 8.945\/2016, art. 2\u00ba, VI).<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza de sociedade privada, afirmada no mencionado decreto regulamentador da Lei n. 13.303\/2016 (estatuto jur\u00eddico da empresa p\u00fablica, da sociedade de economia mista e de suas subsidi\u00e1rias), dispensa a edi\u00e7\u00e3o de lei espec\u00edfica para que o parceiro p\u00fablico participe dela, bastando, para tanto, autoriza\u00e7\u00e3o conferida pelo conselho de administra\u00e7\u00e3o decorrente da constata\u00e7\u00e3o de que a participa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em linha com o plano de neg\u00f3cios do ente estatal (Lei n. 13.303\/2016, art. 2\u00ba, \u00a7 3\u00ba). Al\u00e9m disso, embora possua &#8220;s\u00f3cio&#8221; minorit\u00e1rio p\u00fablico, n\u00e3o se exige da sociedade privada obedi\u00eancia ao regime de aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os por licita\u00e7\u00e3o, ou mesmo observ\u00e2ncia de concurso p\u00fablico para a contrata\u00e7\u00e3o de pessoal, embora a lei imponha ao parceiro p\u00fablico minorit\u00e1rio que adote, no exerc\u00edcio do dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o da companhia privada, pr\u00e1ticas de governan\u00e7a e controle proporcionais \u00e0 relev\u00e2ncia, \u00e0 materialidade e aos riscos do neg\u00f3cio (art. 1\u00ba, \u00a7 7\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas caracter\u00edsticas essenciais da sociedade privada formada a partir de uma parceria estrat\u00e9gica entre empresas privadas e sociedade an\u00f4nima controlada pelo Estado (parceiro minorit\u00e1rio) conduzem \u00e0 conclus\u00e3o de que, respeitado o crit\u00e9rio legal previsto no art. 4\u00ba do Decreto-Lei n. 200\/1967 (&#8220;A Administra\u00e7\u00e3o Federal compreende: I &#8211; A Administra\u00e7\u00e3o Direta, que se constitui dos servi\u00e7os integrados na estrutura administrativa da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica e dos Minist\u00e9rios. II &#8211; A Administra\u00e7\u00e3o Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria: a) Autarquias; b) Empresas P\u00fablicas; c) Sociedades de Economia Mista. d) funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas&#8221;), n\u00e3o h\u00e1 como se considerar a sociedade privada como sendo integrante da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta ou indireta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O administrador da sociedade privada, por sua vez, n\u00e3o atua com vistas \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de interesses p\u00fablicos, mas sim ao atendimento dos interesses da companhia que administra<\/strong>, submetendo-se, com exclusividade, aos controles e responsabilidades previstos na Lei n. 6.404\/1976, que rege toda e qualquer sociedade por a\u00e7\u00f5es, inclusive aquelas nas quais presente a participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria minorit\u00e1ria por ente estatal. Dessa forma, ele n\u00e3o pode ser rotulado como agente p\u00fablico, mas sim privado, e n\u00e3o exerce fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dire\u00e7\u00e3o, ainda quando tomada essa figura jur\u00eddica por seu sentido mais amplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, considerando-se a&nbsp;<em>ratio decidendi&nbsp;<\/em>da ADI 5.586\/DF, os conceitos de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e agente p\u00fablico tal como doutrinariamente estabelecidos, bem como o arranjo societ\u00e1rio que deu origem \u00e0 sociedade privada parceira de ente p\u00fablico, conclui-se que o presidente desse tipo de sociedade n\u00e3o exerce &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dire\u00e7\u00e3o&#8221; tal como prevista no art. 11 da Lei n. 13.254\/2016. N\u00e3o incide, por conseguinte, o referido preceito legal a tal sociedade privada, de modo que esta n\u00e3o pode ser privada dos benef\u00edcios fiscais e tribut\u00e1rios institu\u00eddos pelo RERCT.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Presidente de sociedade por a\u00e7\u00f5es de capital fechado, na qual subsidi\u00e1ria de sociedade de economia mista federal detenha participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria relevante (embora n\u00e3o majorit\u00e1ria), n\u00e3o exerce &#8220;fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de dire\u00e7\u00e3o&#8221;, contida na Lei n. 13.254\/2016, que instituiu o Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-da-penalidade-de-cassacao-de-aposentadoria-por-falta-grave-praticada-por-membro-do-ministerio-publico-ainda-em-atividade-mesmo-que-esta-somente-seja-constatada-apenas-durante-a-aposentadoria\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da penalidade de cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria por falta grave praticada por membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico ainda em atividade, mesmo que esta somente seja constatada apenas durante a aposentadoria.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a penalidade de cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria por falta grave praticada por membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico ainda em atividade, mesmo que esta somente seja constatada apenas durante a aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 71.079-DF, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 17\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00f3crates, promotor aposentado do MPE, impetrou mandado de seguran\u00e7a em face do ato do PGJ que que determinou a cassa\u00e7\u00e3o de sua aposentadoria virtude de penalidade por ato praticado quando ainda na ativa. S\u00f3crates alega que os fatos da ativa n\u00e3o poderia impactar seus proventos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a possibilidade da aplica\u00e7\u00e3o da penalidade de cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria a membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, em raz\u00e3o de pr\u00e1tica de falta grave enquanto em atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) possui entendimento firmado de que &#8220;A impossibilidade de aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o administrativa a servidor aposentado, a quem a penalidade de cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria se mostra como \u00fanica san\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o, resultaria em tratamento diverso entre servidores ativos e inativos, para o sancionamento dos mesmos il\u00edcitos, em preju\u00edzo do princ\u00edpio ison\u00f4mico e da moralidade administrativa, e representaria indevida restri\u00e7\u00e3o ao poder disciplinar da Administra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a servidores aposentados que cometeram faltas graves enquanto em atividade, favorecendo a impunidade.&#8221; (ADPF-AgR 418\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno, julgado em 15\/4\/2020, DJe 30\/4\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, <strong>a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) admite a convers\u00e3o da pena de demiss\u00e3o em cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria, uma vez que &#8220;entender diversamente seria atribuir \u00e0 aposenta\u00e7\u00e3o o indesej\u00e1vel e absurdo car\u00e1ter de sanat\u00f3rio geral, de perd\u00e3o irrestrito<\/strong>. Se a lei previu a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica do agente em atividade, a simples aposenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 escudo para a perda do v\u00ednculo com a Administra\u00e7\u00e3o&#8221; (AgInt no REsp 1.757.796\/DF, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 5\/9\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, entende ainda o STJ que &#8220;a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva do art. 208, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei Complementar n. 75\/1993, defendida pela parte impetrante, resultaria em tratamento privilegiado para o Promotor de Justi\u00e7a aposentado, pois ausente crit\u00e9rio leg\u00edtimo de distin\u00e7\u00e3o com os Promotores de Justi\u00e7a da ativa. A diferen\u00e7a entre as situa\u00e7\u00f5es &#8211; o momento em que se encontra o servidor p\u00fablico em sua carreira, isto \u00e9, se mais ou menos pr\u00f3ximo da aposentadoria quando do cometimento da infra\u00e7\u00e3o disciplinar &#8211; \u00e9 arbitr\u00e1rio e n\u00e3o justifica solu\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas d\u00edspares [&#8230;]. Representaria, al\u00e9m disso, indevida restri\u00e7\u00e3o ao poder disciplinar da Administra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a servidores aposentados que cometeram faltas graves enquanto em atividade, favorecendo a impunidade&#8221; (RMS 72.062\/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24\/10\/2023, DJe de 18\/12\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, quando a falta grave praticada por membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ainda em atividade, somente for constatada durante sua aposentadoria, a penalidade cab\u00edvel \u00e9 a cassa\u00e7\u00e3o da aposentadoria, uma vez que, se o ato il\u00edcito fosse conhecido \u00e0 \u00e9poca de sua pr\u00e1tica e fosse aplicada a pena de demiss\u00e3o, o promotor perderia o cargo e sequer teria direito \u00e0 aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a penalidade de cassa\u00e7\u00e3o de aposentadoria por falta grave praticada por membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico ainda em atividade, mesmo que esta somente seja constatada apenas durante a aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legalidade-do-ato-praticado-pelos-conselheiros-do-tribunal-de-contas-estadual-que-durante-sessao-plenaria-administrativa-sem-a-participacao-do-ministerio-publico-de-contas-delibera-sobre-materias-relativas\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade do ato praticado pelos Conselheiros do Tribunal de Contas Estadual que, durante Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Administrativa, sem a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, delibera sobre mat\u00e9rias relativas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal o ato praticado pelos Conselheiros do Tribunal de Contas Estadual que, durante Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Administrativa, sem a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, delibera sobre mat\u00e9rias relativas a atos praticados pelo Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas de Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 50.353-MS, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2024, DJe 18\/9\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas &#8211; AMPCON questiona ato do TCE do Mato Grosso do Sul, que, em sess\u00e3o plen\u00e1ria administrativa realizada sem a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, deliberou sobre mat\u00e9rias relativas a atos praticados pelo Procurador-Geral do MPC e os declarou nulos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>LV &#8211; aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral s\u00e3o assegurados o contradit\u00f3rio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a legalidade, ou n\u00e3o, de ato praticado por Conselheiros de Tribunal de Contas Estadual que, durante Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Administrativa, sem a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, teriam deliberado sobre mat\u00e9rias relativas a atos praticados pelo Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme consignado pelo Tribunal Pleno do Superior Tribunal Federal (STF), na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade n. 328\/SC, <strong>os membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, junto ao Tribunal de Contas, integram carreira aut\u00f4noma, com peculiaridades pr\u00f3prias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o se verifica qualquer irregularidade, em princ\u00edpio, quanto \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es administrativas pr\u00f3prias, como o encaminhamento e as provid\u00eancias a adotar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es\/documenta\u00e7\u00e3o que lhe forem submetidas, tal como fez a Resolu\u00e7\u00e3o editada pelo Procurador de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>O poder de requisitar documentos e informa\u00e7\u00f5es \u00e9 essencial para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, qualquer que seja ele, comum ou especial. \u00c9 indispens\u00e1vel para bem exercer seu&nbsp;<em>m\u00fanus<\/em>&nbsp;de prote\u00e7\u00e3o da sociedade, fazendo que prevale\u00e7a os seus interesses. Logo, o poder de requisi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00ednsito \u00e0 fun\u00e7\u00e3o ministerial.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de Contas Estadual, em Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Administrativa, determinou a notifica\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul para que, no prazo assinalado, promovesse a anula\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o, no prazo de 5 (cinco) dias, por assentar a ilegalidade e inconstitucionalidade de tais atos administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Org\u00e2nica do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas do Estado em quest\u00e3o prev\u00ea expressamente a imprescindibilidade da participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas em todas as Sess\u00f5es Administrativas realizadas pelo Tribunal Estadual de Contas, que estejam sujeitos a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, considerando que a Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Administrativa realizada ocorreu sem qualquer participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, \u00e9 salutar reconhecer a sua nulidade por n\u00edtida ofensa aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, consagrados constitucionalmente pelo artigo 5\u00ba, LV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF\/88).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, na hip\u00f3tese, percebe-se que <strong>a atua\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas ofendeu sobremaneira as prerrogativas institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, subtraindo-lhe direito constitucional, revestindo-se o ato de ilegalidade, corrig\u00edvel por meio de mandado de seguran\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal o ato praticado pelos Conselheiros do Tribunal de Contas Estadual que, durante Sess\u00e3o Plen\u00e1ria Administrativa, sem a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas, delibera sobre mat\u00e9rias relativas a atos praticados pelo Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas de Estado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-bem-de-familia-voluntario-e-legal\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem de fam\u00edlia volunt\u00e1rio e legal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O bem de fam\u00edlia volunt\u00e1rio mant\u00e9m com o bem de fam\u00edlia legal rela\u00e7\u00e3o de coexist\u00eancia e n\u00e3o de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.133.984-RJ, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/10\/2024, DJe 28\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O INMETRO promoveu execu\u00e7\u00e3o fiscal em face de Sergen Engenharia e Tadeu, devedor solid\u00e1rio, na qual o ju\u00edzo reconheceu a impenhorabilidade do im\u00f3vel utilizado como moradia por Tadeu e sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese do INMETRO \u00e9 de que a prote\u00e7\u00e3o legal ao bem de fam\u00edlia foi revogada ou n\u00e3o tacitamente pelo C\u00f3digo de Processo Civil, que arrola os bens impenhor\u00e1veis em seu artigo 833, n\u00e3o arrolando expressamente o bem de fam\u00edlia, quer volunt\u00e1rio (CC, art. 1.711 e seguintes) ou legal (Lei 8.009\/1990).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.009\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba O im\u00f3vel residencial pr\u00f3prio do casal, ou da entidade familiar, \u00e9 impenhor\u00e1vel e n\u00e3o responder\u00e1 por qualquer tipo de d\u00edvida civil, comercial, fiscal, previdenci\u00e1ria ou de outra natureza, contra\u00edda pelos c\u00f4njuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus propriet\u00e1rios e nele residam, salvo nas hip\u00f3teses previstas nesta lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. A impenhorabilidade compreende o im\u00f3vel sobre o qual se assentam a constru\u00e7\u00e3o, as planta\u00e7\u00f5es, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos, inclusive os de uso profissional, ou m\u00f3veis que guarnecem a casa, desde que quitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Para os efeitos de impenhorabilidade, de que trata esta lei, considera-se resid\u00eancia um \u00fanico im\u00f3vel utilizado pelo casal ou pela entidade familiar para moradia permanente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Na hip\u00f3tese de o casal, ou entidade familiar, ser possuidor de v\u00e1rios im\u00f3veis utilizados como resid\u00eancia, a impenhorabilidade recair\u00e1 sobre o de menor valor, salvo se outro tiver sido registrado, para esse fim, no Registro de Im\u00f3veis e na forma do&nbsp;art. 70 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.711. Podem os c\u00f4njuges, ou a entidade familiar, mediante escritura p\u00fablica ou testamento, destinar parte de seu patrim\u00f4nio para instituir bem de fam\u00edlia, desde que n\u00e3o ultrapasse um ter\u00e7o do patrim\u00f4nio l\u00edquido existente ao tempo da institui\u00e7\u00e3o, mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do im\u00f3vel residencial estabelecida em lei especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O terceiro poder\u00e1 igualmente instituir bem de fam\u00edlia por testamento ou doa\u00e7\u00e3o, dependendo a efic\u00e1cia do ato da aceita\u00e7\u00e3o expressa de ambos os c\u00f4njuges beneficiados ou da entidade familiar beneficiada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Discute-se se a prote\u00e7\u00e3o legal conferida pelos artigos 1\u00ba e 5\u00ba da Lei n. 8.009\/1990 ao bem de fam\u00edlia teria sido tacitamente revogada pelo C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de que esses dispositivos foram revogados contraria o pr\u00f3prio C\u00f3digo de Processo Civil, que admite a conviv\u00eancia com outras declara\u00e7\u00f5es legais de impenhorabilidade ao estabelecer, antes de apresentar o seu pr\u00f3prio rol, que &#8220;n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o os bens que a lei considera impenhor\u00e1veis ou inalien\u00e1veis&#8221; (art. 832).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m de contrariar esse dispositivo, o entendimento de que o art. 833 do CPC teria exaurido as hip\u00f3teses de impenhorabilidade tamb\u00e9m \u00e9 incompat\u00edvel com a tradi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica brasileira<\/strong>, na qual o bem de fam\u00edlia foi sempre regulado por outros diplomas e normas, como o C\u00f3digo Civil de 1916 (art. 70 e seguintes), o C\u00f3digo Civil de 2002 (art. 1.711 e seguintes) e a Lei n. 8.009\/1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o fato do CPC ter afirmado em seu art. 833, I, que s\u00e3o impenhor\u00e1veis os bens &#8220;declarados, por ato volunt\u00e1rio, n\u00e3o sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o implica a revoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita do art. 5\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;e par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 8.009\/1990, que, cuidando de hip\u00f3tese diversa, declara a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia de menor valor, quando outro n\u00e3o for indicado no registro p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O bem de fam\u00edlia volunt\u00e1rio, que encontra previs\u00e3o no art. 1.711 do CC e no art. 833, I, do CPC, mant\u00e9m com o bem de fam\u00edlia legal (Lei n. 8.009\/1990) rela\u00e7\u00e3o de coexist\u00eancia e n\u00e3o de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>o fato de o im\u00f3vel n\u00e3o estar registrado como bem de fam\u00edlia n\u00e3o o torna penhor\u00e1vel,<\/strong> haja vista o que estabelecem os artigos 1\u00ba e 5\u00ba da Lei n. 8.009\/1990.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O bem de fam\u00edlia volunt\u00e1rio mant\u00e9m com o bem de fam\u00edlia legal rela\u00e7\u00e3o de coexist\u00eancia e n\u00e3o de exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensao-do-dano-moral-reflexo\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o do dano moral reflexo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O dano moral reflexo (dano por ricochete) pode se caracterizar ainda que a v\u00edtima direta do evento danoso sobreviva.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.697.723-RJ, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por maioria, julgado em 1\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">5.1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se o dano moral reflexo (dano por ricochete) pode se caracterizar ainda que a v\u00edtima direta do evento danoso sobreviva.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, <strong>o &#8220;dano moral por ricochete \u00e9 aquele sofrido por um terceiro (v\u00edtima indireta) em consequ\u00eancia de um dano inicial sofrido por outrem (v\u00edtima direta), podendo ser de natureza patrimonial ou extrapatrimonial<\/strong>. Trata-se de rela\u00e7\u00e3o triangular em que o agente prejudica uma v\u00edtima direta que, em sua esfera jur\u00eddica pr\u00f3pria, sofre um preju\u00edzo que resultar\u00e1 em um segundo dano, pr\u00f3prio e independente, observado na esfera jur\u00eddica da v\u00edtima reflexa&#8221; (REsp n. 1.734.536\/RS, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 6\/8\/2019, DJe de 24\/9\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em apre\u00e7o, entendeu-se inequ\u00edvoco o cabimento de dano em ricochete em favor dos genitores de v\u00edtima de acidente, menor de idade, ocorrido dentro de estabelecimento escolar e que resultou em amputa\u00e7\u00e3o parcial do p\u00e9 esquerdo; pois, de forma reflexa, os pais tamb\u00e9m suportaram toda ang\u00fastia e sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, n\u00e3o \u00e9 exclusivamente o evento morte que d\u00e1 ensejo ao dano por ricochete, aquele sofrido por um terceiro que \u00e9 v\u00edtima indireta do evento danoso. \u00c9 que o dano moral em ricochete n\u00e3o significa o pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o aos indiretamente lesados por n\u00e3o ser mais poss\u00edvel, devido ao falecimento, indenizar a v\u00edtima direta. Trata-se, na verdade, de indeniza\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, por isso devida independentemente do falecimento da v\u00edtima direta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">5.1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O dano moral reflexo (dano por ricochete) pode se caracterizar ainda que a v\u00edtima direta do evento danoso sobreviva.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-admissibilidade-da-interposicao-de-recurso-especial-contra-decisao-que-embora-fixe-tese-em-incidente-de-resolucao-de-demandas-repetitivas-irdr-tem-origem-em-mandado-de-seguranca-denegado\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admissibilidade da interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial contra decis\u00e3o que, embora fixe tese em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas (IRDR), tem origem em mandado de seguran\u00e7a denegado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial contra decis\u00e3o que, embora fixe tese em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas (IRDR), tem origem em mandado de seguran\u00e7a denegado pelo Tribunal de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.056.198-PR, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 9\/10\/2024, DJe 17\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide impetrou mandado de seguran\u00e7a que foi denegado pelo tribunal local. sob o argumento de inadmissibilidade do recurso especial interposto, deixou-se de submeter a quest\u00e3o controvertida ao rito dos recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de se tratar de MS, Creide pretende manejar Recurso Especial, considerando que a discuss\u00e3o ali formulada se vincula a tese proposta no \u00e2mbito de incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas (IRDR).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 987. Do julgamento do m\u00e9rito do incidente caber\u00e1 recurso extraordin\u00e1rio ou especial, conforme o caso.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba O recurso tem efeito suspensivo, presumindo-se a repercuss\u00e3o geral de quest\u00e3o constitucional eventualmente discutida.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Apreciado o m\u00e9rito do recurso, a tese jur\u00eddica adotada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a ser\u00e1 aplicada no territ\u00f3rio nacional a todos os processos individuais ou coletivos que versem sobre id\u00eantica quest\u00e3o de direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; julgar, em recurso ordin\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>b) os mandados de seguran\u00e7a decididos em \u00fanica inst\u00e2ncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, quando denegat\u00f3ria a decis\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 987 do CPC\/2015, o recurso interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o proferido por Tribunal de origem no julgamento de IRDR deve ser processado de forma qualificada, sendo recebido como representativo de controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, no caso o recurso origina-se de a\u00e7\u00e3o mandamental que foi impetrada diretamente no Tribunal de origem e teve a seguran\u00e7a denegada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, sob o argumento de inadmissibilidade do recurso especial interposto, deixou-se de submeter a quest\u00e3o controvertida ao rito dos recursos repetitivos. A decis\u00e3o considerou que, sendo a lide prim\u00e1ria um mandado de seguran\u00e7a denegado originalmente por Tribunal de Justi\u00e7a, a parte impetrante deveria ter interposto o recurso ordin\u00e1rio previsto no art. 105, II,&nbsp;<em>b<\/em>, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, recurso este que, por seu status constitucional, prevalece sobre o recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, a controv\u00e9rsia consiste em saber se o ac\u00f3rd\u00e3o que a um s\u00f3 tempo denega mandado de seguran\u00e7a e julga o IRDR pode ser impugnado por recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito da disciplina do art. 987,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/2015, que possibilita o manejo do especial contra ac\u00f3rd\u00e3o proferido em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demanda repetitiva, <strong>tal dispositivo deve ser interpretado de maneira sistem\u00e1tica com o texto constitucional, de modo a conferir-lhe a m\u00e1xima aplica\u00e7\u00e3o e efetiva\u00e7\u00e3o, especialmente em fun\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da for\u00e7a normativa da Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, tratando-se de recurso originado de a\u00e7\u00e3o mandamental impetrada diretamente no Tribunal de origem que teve a seguran\u00e7a denegada, tem-se, nos termos da al\u00ednea&nbsp;<em>b&nbsp;<\/em>do inciso II do art. 105 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que tal julgado deve ser atacado por recurso ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial contra decis\u00e3o que, embora fixe tese em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas (IRDR), tem origem em mandado de seguran\u00e7a denegado pelo Tribunal de origem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatoriedade-da-fazenda-publica-identificar-o-representante-legal-na-inicial-da-execucao-fiscal\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigatoriedade da Fazenda P\u00fablica identificar o representante legal na inicial da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Sendo o esp\u00f3lio representado pelo inventariante ou pelo administrador provis\u00f3rio, n\u00e3o est\u00e1 a Fazenda P\u00fablica desobrigada de identificar o representante legal na inicial da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.670.058-TO, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio de Cobromal ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal em face do esp\u00f3lio de Creiton, mas deixou de identificar o representante legal na inicial da execu\u00e7\u00e3o fiscal. Mesmo intimado para informar o ju\u00edzo sobre a situa\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio e o nome do representante do esp\u00f3lio, ou mesmo do c\u00f4njuge sup\u00e9rstite, o munic\u00edpio manteve-se em ber\u00e7o esplendido &#8212; ignorou a determina\u00e7\u00e3o. Diante da in\u00e9rcia da parte exequente, o processo acabou sendo extinto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 75. Ser\u00e3o representados em ju\u00edzo, ativa e passivamente:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>VII &#8211; o esp\u00f3lio, pelo inventariante;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 618. Incumbe ao inventariante:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; representar o esp\u00f3lio ativa e passivamente, em ju\u00edzo ou fora dele, observando-se, quanto ao dativo, o disposto no&nbsp;art. 75, \u00a7 1\u00ba&nbsp;;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>No caso, a execu\u00e7\u00e3o fiscal foi extinta sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito por n\u00e3o ter o credor indicado o representante do esp\u00f3lio. Com efeito, mesmo intimado para informar o ju\u00edzo sobre a situa\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio e o nome do representante do esp\u00f3lio, ou mesmo do c\u00f4njuge sup\u00e9rstite, o exequente n\u00e3o realizou as provid\u00eancias para o cumprimento da determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, estabelecem os artigos 75, VII; e 618, I, do C\u00f3digo de Processo Civil\/2015 que <strong>o esp\u00f3lio ser\u00e1 representado em ju\u00edzo, ativa e passivamente, pelo inventariante. Na pend\u00eancia de nomea\u00e7\u00e3o deste, o patrim\u00f4nio ficar\u00e1 na posse e ser\u00e1 judicialmente representado pelo administrador provis\u00f3rio<\/strong>, como disciplinam os artigos 613 e 614 do CPC\/2015. Ademais, segundo o art. 1\u00ba da Lei n. 6.830\/1980, a execu\u00e7\u00e3o judicial para cobran\u00e7a de d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios ser\u00e1 regida, subsidiariamente, pelo C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, estabelece o art. 319, II, do CPC\/2015 que a peti\u00e7\u00e3o inicial indicar\u00e1 &#8220;os nomes, os prenomes, o estado civil, a exist\u00eancia de uni\u00e3o est\u00e1vel, a profiss\u00e3o, o n\u00famero de inscri\u00e7\u00e3o no Cadastro de Pessoas F\u00edsicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica, o endere\u00e7o eletr\u00f4nico, o domic\u00edlio e a resid\u00eancia do autor e do r\u00e9u&#8221;. O objetivo da regra \u00e9 permitir a cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u ou de seu representante legal, ato necess\u00e1rio para a composi\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o processual. Incumbe ao autor, portanto, informar os dados para que a comunica\u00e7\u00e3o processual seja realizada. Coerente com essa l\u00f3gica \u00e9 o que est\u00e1 disposto no art. 6\u00ba da Lei n. 6.830\/1980.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u tamb\u00e9m \u00e9 exigido pela Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal. <strong>\u00c9 incumb\u00eancia da parte informar os dados elementares para que o ato seja realizado, como o s\u00e3o o seu nome e o nome de seu representante legal<\/strong>. No caso, n\u00e3o se prescindiu do m\u00ednimo para a realiza\u00e7\u00e3o do ato citat\u00f3rio na execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, sendo o esp\u00f3lio representado pelo inventariante ou pelo administrador provis\u00f3rio, n\u00e3o est\u00e1 a Fazenda P\u00fablica desobrigada de identificar o representante legal na inicial da execu\u00e7\u00e3o fiscal, porque o requerimento da cita\u00e7\u00e3o e o fornecimento das informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para que ela se realize s\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es impostas ao autor n\u00e3o apenas pelo C\u00f3digo de Processo Civil, mas tamb\u00e9m pela Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Sendo o esp\u00f3lio representado pelo inventariante ou pelo administrador provis\u00f3rio, n\u00e3o est\u00e1 a Fazenda P\u00fablica desobrigada de identificar o representante legal na inicial da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acao-de-busca-e-apreensao-e-necessidade-de-audiencia-de-conciliacao-previa\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o e necessidade de audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>No procedimento especial da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem alienado fiduciariamente, regida pelo Decreto-Lei n. 911\/1969, n\u00e3o incide a obrigatoriedade da pr\u00e9via audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o prevista no art. 334 do C\u00f3digo de Processo Civil, n\u00e3o resultando sua aus\u00eancia em nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.167.264-PI, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 17\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Onda Motocicretas ajuizou a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem alienado fiduciariamente em face de Creosvaldo. O Ju\u00edzo concedeu a medida liminar de busca e apreens\u00e3o e ao final julgou procedente o pedido para consolidar a posse nas m\u00e3os da parte autora. Inconformada, a defesa de Creosvaldo recorreu e alega que antes da decis\u00e3o deveria ter sido realizada audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba N\u00e3o se excluir\u00e1 da aprecia\u00e7\u00e3o jurisdicional amea\u00e7a ou les\u00e3o a direito.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O Estado promover\u00e1, sempre que poss\u00edvel, a solu\u00e7\u00e3o consensual dos conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A concilia\u00e7\u00e3o, a media\u00e7\u00e3o e outros m\u00e9todos de solu\u00e7\u00e3o consensual de conflitos dever\u00e3o ser estimulados por ju\u00edzes, advogados, defensores p\u00fablicos e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, inclusive no curso do processo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 139. O juiz dirigir\u00e1 o processo conforme as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo, incumbindo-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>V &#8211; promover, a qualquer tempo, a autocomposi\u00e7\u00e3o, preferencialmente com aux\u00edlio de conciliadores e mediadores judiciais;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 334. Se a peti\u00e7\u00e3o inicial preencher os requisitos essenciais e n\u00e3o for o caso de improced\u00eancia liminar do pedido, o juiz designar\u00e1 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou de media\u00e7\u00e3o com anteced\u00eancia m\u00ednima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o r\u00e9u com pelo menos 20 (vinte) dias de anteced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil elencou entre as suas normas fundamentais a determina\u00e7\u00e3o de que o Estado promover\u00e1, sempre que poss\u00edvel, a solu\u00e7\u00e3o consensual dos conflitos, a qual deve ser estimulada por todos os sujeitos do processo (art. 3\u00ba, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba), sendo um dever do juiz promover, a qualquer tempo, a autocomposi\u00e7\u00e3o (art. 139, V).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No procedimento comum, existe determina\u00e7\u00e3o legal para que o juiz realize audi\u00eancia pr\u00e9via de concilia\u00e7\u00e3o ou media\u00e7\u00e3o<\/strong> (art. 334 do CPC), com exce\u00e7\u00e3o apenas em duas hip\u00f3teses: I) se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse; ou II) quando n\u00e3o se admitir a autocomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a audi\u00eancia pr\u00e9via de concilia\u00e7\u00e3o ou media\u00e7\u00e3o prevista no art. 334 do CPC \u00e9 obrigat\u00f3ria, mesmo quando apenas uma das partes manifestar desinteresse, sendo dispensada t\u00e3o somente quando houver desinteresse de ambas as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>No procedimento especial da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem alienado fiduciariamente, regida pelo DL n. 911\/1969, n\u00e3o incide a obrigatoriedade da pr\u00e9via audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o prevista no art. 334 do CPC, de modo que a sua aus\u00eancia n\u00e3o caracteriza nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O DL n. 911\/1969 regulamenta a fase inicial do processo de forma diversa dos artigos 334 e 335, I e II, do CPC &#8211; prevendo que a resposta do r\u00e9u deve ser apresentada no prazo de 15 dias da execu\u00e7\u00e3o da liminar (art. 3\u00ba, \u00a7 3\u00ba) -, <strong>n\u00e3o havendo espa\u00e7o para a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria dos referidos dispositivos do procedimento comum.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>No procedimento especial da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem alienado fiduciariamente, regida pelo Decreto-Lei n. 911\/1969, n\u00e3o incide a obrigatoriedade da pr\u00e9via audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o prevista no art. 334 do C\u00f3digo de Processo Civil, n\u00e3o resultando sua aus\u00eancia em nulidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-suspensao-da-execucao-de-titulo-extrajudicial-ate-cumprimento-integral-de-transacao-realizada-antes-da-citacao-do-executado-e-na-qual-as-partes-concordaram-com-o-sobrestamento\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial at\u00e9 cumprimento integral de transa\u00e7\u00e3o &#8211; realizada antes da cita\u00e7\u00e3o do executado e na qual as partes concordaram com o sobrestamento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial at\u00e9 cumprimento integral de transa\u00e7\u00e3o &#8211; realizada antes da cita\u00e7\u00e3o do executado e na qual as partes concordaram com o sobrestamento condicionado ao referido cumprimento &#8211; sem caracterizar perda superveniente do interesse de agir do exequente no prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.165.124-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 17\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o em face de Cerso. As partes realizaram transa\u00e7\u00e3o antes da cita\u00e7\u00e3o, concordando com o sobrestamento do feito, condicionado ao cumprimento do trato. O juiz, ansioso para tirar um processo das suas filas, julgou extinto o processo, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, sob fundamento de perda superveniente de interesse de agir por celebra\u00e7\u00e3o de acordo extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>A lei processual permite \u00e0s partes a celebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico processual, que pode envolver modifica\u00e7\u00e3o de prazos<\/strong> ou mesmo a suspens\u00e3o do andamento do feito.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o do tr\u00e2mite possui limita\u00e7\u00e3o temporal a depender do tipo de processo, podendo as partes convencionarem a suspens\u00e3o do feito &#8211; no \u00e2mbito do processo de conhecimento &#8211; por at\u00e9 seis meses, ou &#8211; em processo de execu\u00e7\u00e3o &#8211; at\u00e9 o fim do prazo para cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o constitu\u00edda no acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse de agir decorrente da celebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico processual de suspens\u00e3o de processo executivo est\u00e1 no incentivo ao cumprimento do acordo pela parte contra a qual a condi\u00e7\u00e3o de retomada do curso da a\u00e7\u00e3o corre, o devedor e executado &#8211; al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito exequendo no seu montante original e seus consect\u00e1rios decorrentes do reestabelecimento da mora quanto ao t\u00edtulo extrajudicial original.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Equivocou-se o Tribunal de Origem ao entender que a celebra\u00e7\u00e3o de acordo entre as partes antes da cita\u00e7\u00e3o do executado n\u00e3o autoriza a suspens\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial<\/strong> e, consequentemente, retira o interesse do exequente no prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o, permitindo a extin\u00e7\u00e3o do feito sem julgamento de m\u00e9rito por aus\u00eancia do referido pressuposto processual.<\/p>\n\n\n\n<p>A simples not\u00edcia de acordo firmado entre as partes, em princ\u00edpio, n\u00e3o implica em suspens\u00e3o autom\u00e1tica do curso processual, salvo se houver no acordo a celebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico processual espec\u00edfico do sobrestamento do processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial at\u00e9 cumprimento integral de transa\u00e7\u00e3o &#8211; realizada antes da cita\u00e7\u00e3o do executado e na qual as partes concordaram com o sobrestamento condicionado ao referido cumprimento &#8211; sem caracterizar perda superveniente do interesse de agir do exequente no prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-obrigatoriedade-da-expedicao-de-oficios-a-cadastros-publicos-e-concessionarias-de-servicos-publicos-para-localizar-o-reu-antes-da-citacao-por-edital\"><a>10.&nbsp; Obrigatoriedade da expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios a cadastros p\u00fablicos e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos para localizar o r\u00e9u antes da cita\u00e7\u00e3o por edital<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios a cadastros p\u00fablicos e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos para localizar o r\u00e9u antes da cita\u00e7\u00e3o por edital n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, mas uma possibilidade a ser avaliada pelo magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.152.938-DF, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/10\/2024. (Info STJ 832)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o, o Banco Brasa cobrava um valor referente ao financiamento concedido \u00e0 empresa Marot Ltda. Como esta n\u00e3o foi localizada, foi realizada intima\u00e7\u00e3o por meio de edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois, a Marot peticiona nos autos para alegar a nulidade da cita\u00e7\u00e3o por edital, uma vez que n\u00e3o fora determinada a expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios a cadastros p\u00fablicos e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos para localiz\u00e1-la antes da cita\u00e7\u00e3o por edital.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-do-direito\">10.2.1. Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba As partes t\u00eam o direito de obter em prazo razo\u00e1vel a solu\u00e7\u00e3o integral do m\u00e9rito, inclu\u00edda a atividade satisfativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 256. A cita\u00e7\u00e3o por edital ser\u00e1 feita:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba O r\u00e9u ser\u00e1 considerado em local ignorado ou incerto se infrut\u00edferas as tentativas de sua localiza\u00e7\u00e3o, inclusive mediante requisi\u00e7\u00e3o pelo ju\u00edzo de informa\u00e7\u00f5es sobre seu endere\u00e7o nos cadastros de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou de concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-dos-fundamentos\">10.2.2. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O tema em discuss\u00e3o consiste em definir se h\u00e1 obrigatoriedade de expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcio a cadastros de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos para localizar o r\u00e9u antes da cita\u00e7\u00e3o por edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a jurisprud\u00eancia do STJ, <strong>a cita\u00e7\u00e3o por edital pressup\u00f5e o esgotamento dos meios necess\u00e1rios para localiza\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, sob pena de nulidade<\/strong>. Isso porque a cita\u00e7\u00e3o por edital \u00e9 uma forma de cita\u00e7\u00e3o presumida, utilizada em car\u00e1ter extremamente excepcional. Sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 restrita \u00e0s seguintes situa\u00e7\u00f5es enumeradas no art. 256 do C\u00f3digo de Processo Civil: (i) quando o r\u00e9u for desconhecido ou sua identidade incerta; (ii) quando seu paradeiro for ignorado, incerto ou inacess\u00edvel; ou (iii) nas demais hip\u00f3teses previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, o \u00a7 3\u00ba do art. 256 do mesmo dispositivo disp\u00f5e que o r\u00e9u ser\u00e1 considerado em local ignorado ou incerto se resultarem infrut\u00edferas as tentativas de sua localiza\u00e7\u00e3o, &#8220;inclusive mediante requisi\u00e7\u00e3o pelo ju\u00edzo de informa\u00e7\u00f5es sobre seu endere\u00e7o nos cadastros de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ou de concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos.&#8221; Note-se que o legislador empregou o termo &#8220;inclusive&#8221;, o que indica que essa provid\u00eancia \u00e9 uma possibilidade, mas n\u00e3o necessariamente uma imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da celeridade processual, previsto no art. 4\u00ba do CPC\/2015, determina que o processo deve se desenvolver de maneira eficiente e \u00e1gil, evitando formalismos excessivos. Se as tentativas de localiza\u00e7\u00e3o do r\u00e9u forem suficientes e conduzidas de maneira razo\u00e1vel, a aus\u00eancia de requisi\u00e7\u00e3o \u00e0s concession\u00e1rias ou \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos n\u00e3o implica invalidade do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e concession\u00e1rias, embora recomend\u00e1vel na maioria das situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 uma exig\u00eancia autom\u00e1tica<\/strong>. O Julgador tem discricionariedade para avaliar, caso a caso, se a requisi\u00e7\u00e3o de tais informa\u00e7\u00f5es \u00e9 necess\u00e1ria, conforme o contexto f\u00e1tico e as tentativas j\u00e1 realizadas. A obrigatoriedade absoluta dessas medidas oneraria o processo com formalidades que, em muitos casos, n\u00e3o trariam resultados pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a norma processual n\u00e3o obriga \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios a cadastros p\u00fablicos e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos antes da cita\u00e7\u00e3o por edital, mas prev\u00ea essa possibilidade como uma ferramenta importante, a ser utilizada conforme o ju\u00edzo de valor do Magistrado, sempre levando em considera\u00e7\u00e3o a razoabilidade e a celeridade do processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-da-decisao\">10.2.3. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios a cadastros p\u00fablicos e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos para localizar o r\u00e9u antes da cita\u00e7\u00e3o por edital n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, mas uma possibilidade a ser avaliada pelo magistrado.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-6fb2584f-1a5f-400f-92bd-9e17b54129ea\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/26004226\/stj-informativo-832-pt1.pdf\">STJ &#8211; informativo 832 Pt1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/26004226\/stj-informativo-832-pt1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-6fb2584f-1a5f-400f-92bd-9e17b54129ea\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. 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