{"id":1491791,"date":"2024-11-19T01:58:26","date_gmt":"2024-11-19T04:58:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1491791"},"modified":"2024-11-19T01:58:27","modified_gmt":"2024-11-19T04:58:27","slug":"informativo-stj-831-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-831-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 831 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 831 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/19015718\/stj-informativo-831.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_7Vj9bOMdpNM\"><div id=\"lyte_7Vj9bOMdpNM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/7Vj9bOMdpNM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/7Vj9bOMdpNM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/7Vj9bOMdpNM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-cumulacao-de-pensao-especial-de-ex-combatente-do-seu-falecido-pai-com-a-pensao-por-morte-do-seu-falecido-marido\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (<\/a>Im)Possibilidade de cumula\u00e7\u00e3o de pens\u00e3o especial de ex-combatente do seu falecido pai com a pens\u00e3o por morte do seu falecido marido<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 permitida \u00e0 dependente a cumula\u00e7\u00e3o de pens\u00e3o especial de ex-combatente do seu falecido pai com a pens\u00e3o por morte do seu falecido marido<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.101.558-RJ, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2024, DJe 19\/9\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide \u00e9 filha do combatente Bradock (ex-combatente do ex\u00e9rcito brasileiro), o que lhe garantiu uma pens\u00e3o especial quando da morte do pai. Algum tempo depois, passou a receber tamb\u00e9m pens\u00e3o por morte do INSS em raz\u00e3o do \u00f3bito de seu marido.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a Uni\u00e3o ficou sabendo, suspendeu a pens\u00e3o especial. Inconformada, Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual alega a legalidade da cumula\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.242\/1963:<\/p>\n\n\n\n<p>Art 30. \u00c9 concedida aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das opera\u00e7\u00f5es de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os pr\u00f3prios meios de subsist\u00eancia e n\u00e3o percebem qualquer import\u00e2ncia dos cofres p\u00fablicos, bem como a seus herdeiros, pens\u00e3o igual \u00e0 estipulada no&nbsp;art. 26 da Lei n.\u00ba 3.765, de 4 de maio de 1960.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Revogado pela Lei n\u00ba 8.059, de 1990)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Na concess\u00e3o da pens\u00e3o, observar-se-\u00e1 o disposto nos&nbsp;arts. 30 e 31 da mesma Lei n\u00ba 3.765, de 1960.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Para o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o direito ao recebimento da pens\u00e3o especial de ex-combatente prevista no art. 30 da Lei n. 4.242\/1963 (regramento utilizado para os casos em que o instituidor da pens\u00e3o tenha falecido antes da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 &#8211; caso dos autos) est\u00e1 condicionado ao preenchimento dos seguintes requisitos: (a) <strong>a comprova\u00e7\u00e3o de que as benefici\u00e1rias, mesmo casadas, maiores de idade e n\u00e3o inv\u00e1lidas, n\u00e3o possam prover os pr\u00f3prios meios de subsist\u00eancia e (b) que n\u00e3o percebam quaisquer import\u00e2ncias dos cofres p\u00fablicos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o STJ entende que os requisitos previstos no art. 30 da Lei n. 4.242\/1963 tamb\u00e9m devem ser exigidos dos dependentes do ex-combatente, que dever\u00e3o provar o seu preenchimento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a parte autora pretende a cumula\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o especial de ex-combatente do seu falecido pai com a pens\u00e3o por morte do seu falecido marido, o que n\u00e3o \u00e9 permitido segundo a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia (Lei n. 4.242\/1963) e o entendimento do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 permitida \u00e0 dependente a cumula\u00e7\u00e3o de pens\u00e3o especial de ex-combatente do seu falecido pai com a pens\u00e3o por morte do seu falecido marido<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-r-eforma-ex-oficio-de-militar-temporario-nao-estavel-considerado-incapaz-apenas-para-o-servico-militar-em-virtude-de-acidente-em-servico\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R<\/a>eforma ex of\u00edcio de militar tempor\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1vel, considerado incapaz apenas para o servi\u00e7o militar em virtude de acidente em servi\u00e7o<\/h2>\n\n\n\n<p>O militar tempor\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1vel, considerado incapaz apenas para o servi\u00e7o militar em virtude de acidente em servi\u00e7o, ter\u00e1 direito \u00e0 reforma ex officio se o acidente em servi\u00e7o ocorreu antes da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.528.275-PA, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2024, DJe 20\/9\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, militar tempor\u00e1rio e n\u00e3o est\u00e1vel, sofreu acidente em servi\u00e7o que o deixou incapacitado para as atividades militares. Em raz\u00e3o disso, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual requer a reforma ex officio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, a Uni\u00e3o sustenta que o militar tempor\u00e1rio portador de incapacidade tempor\u00e1ria parcial, al\u00e9m de n\u00e3o possuir direito \u00e0 reforma, pode ser licenciado sem a percep\u00e7\u00e3o de soldo em qualquer caso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.880\/1980:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 108. A incapacidade definitiva pode sobrevir em conseq\u00fc\u00eancia de:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; acidente em servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Segundo a jurisprud\u00eancia do STJ, o militar tempor\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1vel, considerado incapaz apenas para o servi\u00e7o militar, somente ter\u00e1 direito \u00e0 reforma&nbsp;<em>ex officio<\/em>&nbsp;se comprovar o nexo de causalidade entre a mol\u00e9stia sofrida e a presta\u00e7\u00e3o das atividades militares.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o militar tempor\u00e1rio e n\u00e3o est\u00e1vel, em virtude de acidente em servi\u00e7o ocorrido em 2011, tornou-se incapaz apenas para as atividades militares, fazendo jus \u00e0 reforma militar.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma do militar tempor\u00e1rio possui fundamento no art. 108, III, da Lei n. 6.880\/1980 que, antes da Lei n. 13.954\/2019, <strong>n\u00e3o exigia a invalidez, mas apenas a incapacidade definitiva para o servi\u00e7o ativo das For\u00e7as Armadas<\/strong> (art. 109 da Lei n. 6.880\/1980).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a reforma deve ser mantida, haja vista que o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e o acidente em servi\u00e7o se deram antes da referida inova\u00e7\u00e3o legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o presente caso difere daquele julgado no bojo do REsp 1.997.556\/PE, pois, no referido julgado, a mol\u00e9stia que acometeu o militar n\u00e3o possui rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito com o servi\u00e7o castrense.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O militar tempor\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1vel, considerado incapaz apenas para o servi\u00e7o militar em virtude de acidente em servi\u00e7o, ter\u00e1 direito \u00e0 reforma ex officio se o acidente em servi\u00e7o ocorreu antes da vig\u00eancia da Lei n. 13.954\/2019<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-p-oder-judiciario-e-analise-dos-criterios-de-escolha-dos-membros-de-banca-examinadora-de-concurso-publico-para-o-cargo-de-professor-universitario\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; P<\/a>oder Judici\u00e1rio e an\u00e1lise dos crit\u00e9rios de escolha dos membros de banca examinadora de concurso p\u00fablico para o cargo de professor universit\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio a an\u00e1lise dos crit\u00e9rios de escolha dos membros de banca examinadora de concurso p\u00fablico para o cargo de professor universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.094.184-SP, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 22\/10\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Uma renomada universidade publicou edital de concurso p\u00fablico para o cargo de professor universit\u00e1rio de Direito. Creosvaldo, interessado na vaga, leu o edital e ficou transtornado com a escolha de membros da banca examinadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o rapaz, banca examinadora escolhida pela Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade de Direito da Universidade, teria deixado de observar normas internas porque contava com a presen\u00e7a de dois membros sem forma\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.394\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 53. No exerc\u00edcio de sua autonomia, s\u00e3o asseguradas \u00e0s universidades, sem preju\u00edzo de outras, as seguintes atribui\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>V &#8211; elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em conson\u00e2ncia com as normas gerais atinentes;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da possibilidade de interfer\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio na escolha dos membros da banca examinadora de concurso p\u00fablico, diante da autonomia assegurada \u00e0s universidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A autonomia universit\u00e1ria est\u00e1 expressamente prevista na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica,<\/strong> a qual disp\u00f5e, em seu art. 207, que &#8220;[a]s universidades gozam de autonomia did\u00e1tico-cient\u00edfica, administrativa e de gest\u00e3o financeira e patrimonial, e obedecer\u00e3o ao princ\u00edpio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 53, par\u00e1grafo \u00fanico, inciso V (ent\u00e3o vigente), da Lei n. 9.394\/1996, por sua vez, estabelece que caber\u00e1 aos colegiados de ensino e pesquisa das universidades decidir acerca da contrata\u00e7\u00e3o e dispensa de servidores, o que engloba, por \u00f3bvio, as regras a serem observadas no concurso p\u00fablico para ingresso de novos professores.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o &#8220;<strong>art. 53 da Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional traz, em rol exemplificativo, os atributos vinculados \u00e0 autonomia universit\u00e1ria, aspectos que guardam liame como a gest\u00e3o administrativa e as diretrizes did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas da universidade, a respeito dos quais, em regra, n\u00e3o cabe a inger\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio<\/strong>&#8221; (AgRg no REsp n. 1.434.254\/PE, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 27\/3\/2014, DJe de 2\/4\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, nos termos da remansosa jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a atua\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, em mat\u00e9ria de concurso p\u00fablico, limita-se \u00e0 averigua\u00e7\u00e3o da observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios da legalidade e da vincula\u00e7\u00e3o ao edital, tendo presente a discricionariedade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios e normas reguladoras do certame. Nesse sentido: AgInt no RMS n. 69.589\/BA, relatora Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, julgado em 6\/3\/2023, DJe de 15\/3\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em discuss\u00e3o, os incisos IX e X do art. 39 do Regimento Geral da Universidade de S\u00e3o Paulo dispunham que competia \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o decidir sobre a composi\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es julgadoras dos concursos da carreira docente e de livre-doc\u00eancia e homologar o relat\u00f3rio da comiss\u00e3o julgadora de concursos da carreira docente e de livre-doc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao tecer considera\u00e7\u00f5es acerca da banca examinadora escolhida pela Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade de Direito da referida Universidade, em especial quanto \u00e0 presen\u00e7a de dois professores sem forma\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 suposta des\u00eddia da Universidade na tentativa de adequar a data do concurso com as agendas dos professores, a Corte de origem culminou por interferir no pr\u00f3prio m\u00e9rito administrativo, o que \u00e9 vedado ao Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, tendo em vista que a escolha dos integrantes da banca examinadora do concurso \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Universidade, deve-se ter especial defer\u00eancia \u00e0 decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o administrativo, a qual n\u00e3o se mostra, no caso, ilegal; ao contr\u00e1rio, <strong>est\u00e1 devidamente fundamentada na autonomia universit\u00e1ria <\/strong>assegurada nos arts. 53 e 54 da Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio a an\u00e1lise dos crit\u00e9rios de escolha dos membros de banca examinadora de concurso p\u00fablico para o cargo de professor universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-busividade-da-clausula-que-preve-a-retencao-de-recebivel-a-partir-de-simples-contestacao-da-compra-pelo-titular-do-cartao-julgada-procedente-pelos-participantes-da-relacao-de-arranjos-de-pagamento\"><a><\/a><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A<\/a>busividade da cl\u00e1usula que prev\u00ea a reten\u00e7\u00e3o de receb\u00edvel a partir de simples contesta\u00e7\u00e3o da compra pelo titular do cart\u00e3o julgada procedente pelos participantes da rela\u00e7\u00e3o de arranjos de pagamento.<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a cl\u00e1usula que prev\u00ea a reten\u00e7\u00e3o de receb\u00edvel a partir de simples contesta\u00e7\u00e3o da compra pelo titular do cart\u00e3o julgada procedente pelos participantes da rela\u00e7\u00e3o de arranjos de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.151.735-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para \u00e1c\u00f3rd\u00e3o Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, por maioria, julgado em 15\/10\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino tem uma loja virtual na qual vende produtos para v\u00e1rias localidades. A fim de antecipar os valores das vendas, firmou contrato com o Banco Brasa no qual consta cl\u00e1usula que prev\u00ea a reten\u00e7\u00e3o de receb\u00edvel a partir de simples contesta\u00e7\u00e3o da compra pelo titular do cart\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, se depois da venda um comprador contestar a transa\u00e7\u00e3o, haveria a reten\u00e7\u00e3o do valor devido, para tanto bastando que a contesta\u00e7\u00e3o tenha sido julgada procedente pelos participantes da rela\u00e7\u00e3o de arranjos de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se em definir se \u00e9 abusiva a cl\u00e1usula contratual, firmada entre lojista e credenciadora de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, imputando ao primeiro o dever de restituir integralmente o valor recebido pela transa\u00e7\u00e3o financeira caso ela seja objeto de&nbsp;<em>chargeback,&nbsp;<\/em>definido como o cancelamento de uma venda cujo pagamento foi realizado com cart\u00f5es de cr\u00e9dito ou d\u00e9bito porque o (I) titular do cart\u00e3o n\u00e3o reconheceu a compra, ou (II) a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o obedeceu \u00e0s regras previstas nos contratos, termos, aditivos e manuais elaborados pelas administradoras de cart\u00f5es. Por conseguinte, h\u00e1 &#8220;o cancelamento do repasse ou estorno do cr\u00e9dito, se j\u00e1 efetuado, pela credenciadora ao lojista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a efetiva\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica compra por meio de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, nascem ao menos tr\u00eas t\u00edtulos de cr\u00e9dito: um do portador em rela\u00e7\u00e3o ao emissor, pag\u00e1vel at\u00e9 a data do vencimento da fatura, o segundo do emissor para a credenciador, descontada a taxa de interc\u00e2mbio e o terceiro se d\u00e1 entre o credenciador e o estabelecimento, deduzida a taxa de desconto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao contestar o lan\u00e7amento em sua fatura, o portador do cart\u00e3o tem por objetivo a anula\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie desses tr\u00eas receb\u00edveis. <\/strong>A contesta\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos com a reten\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis (<em>chargeback<\/em>) \u00e9 a forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos mais comum no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, sendo o mais acess\u00edvel e favor\u00e1vel ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e utiliza\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a dos meios de pagamento como cart\u00e3o de cr\u00e9dito,<strong> \u00e9 do interesse dos arranjos de pagamento que as regras sejam o mais uniforme poss\u00edvel entre os pa\u00edses e \u00e9 comum que as bandeiras se orientem mais pelas regras dos maiores mercados nos quais est\u00e3o inseridas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as Lei n. 12.865\/2013, que instituiu o Sistema Brasileiro de Pagamentos, cabe ao Banco Central regulamentar o sistema e, at\u00e9 o momento, incumbe a cada uma das bandeiras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito regulamentar suas pol\u00edticas de contesta\u00e7\u00e3o por lan\u00e7amentos, sem que haja o estabelecimento de regras m\u00ednimas comuns a todos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A contesta\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos possui pontos relevantes em que a evolu\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria, entre os quais ressalta-se a transpar\u00eancia e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/strong> Os espa\u00e7os privados t\u00eam que ser respeitados e sua autonomia garantida, n\u00e3o estando, contudo, imunes \u00e0 efic\u00e1cia horizontal dos direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, a prote\u00e7\u00e3o fornecida pelos direitos fundamentais objetivava a prote\u00e7\u00e3o das pessoas naturais contra os arb\u00edtrios do Estado. Com a evolu\u00e7\u00e3o, as pessoas jur\u00eddicas tamb\u00e9m passaram a poder se abrigar sob esse guarda-chuva e, mais recentemente, a posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria e jurisprudencial \u00e9 de que os direitos fundamentais tamb\u00e9m irradiam seus efeitos nos neg\u00f3cios privados.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria da efic\u00e1cia horizontal dos direitos fundamentais foi inicialmente trazida \u00e0 jurisprud\u00eancia brasileira por decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal, no qual se decidiu que, para uma associa\u00e7\u00e3o possa excluir um de seus membros, \u00e9 necess\u00e1rio que se respeite a ampla defesa e o contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a mesma ampla defesa e o contradit\u00f3rio devem ser garantidos nas contesta\u00e7\u00f5es de lan\u00e7amentos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a cl\u00e1usula que prev\u00ea a reten\u00e7\u00e3o de receb\u00edvel a partir de simples contesta\u00e7\u00e3o da compra pelo titular do cart\u00e3o julgada procedente pelos participantes da rela\u00e7\u00e3o de arranjos de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legitimidade-do-condomino-para-propor-acao-de-prestacao-de-contas-pois-a-obrigacao-do-sindico-e-de-prestar-contas-a-assembleia-de-condominio\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (<\/a>I)Legitimidade do cond\u00f4mino para propor a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, pois a obriga\u00e7\u00e3o do s\u00edndico \u00e9 de prestar contas \u00e0 assembleia de condom\u00ednio.<\/h2>\n\n\n\n<p>O cond\u00f4mino, individualmente, n\u00e3o possui legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, pois a obriga\u00e7\u00e3o do s\u00edndico \u00e9 de prestar contas \u00e0 assembleia de condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.408.594-SP, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/9\/2024, DJe 18\/9\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton \u00e9 lojista e cond\u00f4mino de um grande im\u00f3vel. Ele vivia se bicando com o s\u00edndico do local, acreditando que a administra\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel n\u00e3o era l\u00e1 das melhores. A coisa se arrastou at\u00e9 que Creiton resolveu prop\u00f4r a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas em face do s\u00edndico. Por\u00e9m, o juiz de primeiro grau entendeu pela falta de legitimidade individual para propor a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.348. Compete ao s\u00edndico:<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; prestar contas \u00e0 assembl\u00e9ia, anualmente e quando exigidas;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que os artigos 22, \u00a7 1\u00ba,&nbsp;<em>f<\/em>, da Lei n. 4.591\/1964 &#8211; lei que disciplina o condom\u00ednio em edifica\u00e7\u00f5es e as incorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias &#8211; e 1.348, VIII, do C\u00f3digo Civil disp\u00f5em que <strong>compete ao s\u00edndico, dentre outras atribui\u00e7\u00f5es, prestar contas \u00e0 assembleia, anualmente e quando exigidas.<\/strong> Assim, a assembleia \u00e9 quem representa todos os cond\u00f4minos, destinat\u00e1ria e competente para reclamar a presta\u00e7\u00e3o de contas do s\u00edndico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, n\u00e3o cabe ao cond\u00f4mino sobrepor-se \u00e0quele \u00f3rg\u00e3o devendo buscar a efici\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o condominial, sem olvidar que o cond\u00f4mino det\u00e9m o direito de acessar os livros, atas e documentos relacionados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio. E, contra contas irregulares aprovadas, cab\u00edvel ao cond\u00f4mino a a\u00e7\u00e3o de nulidade de aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, no que tange \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de ilegitimidade ativa do autor, uma vez que <strong>a presta\u00e7\u00e3o de contas deveria ser t\u00e3o somente \u00e0 assembleia dos cond\u00f4minos e n\u00e3o \u00e0 um cond\u00f4mino ou lojista isoladamente<\/strong>, o Tribunal de origem entendeu que o autor, lojista, possui legitimidade para exigir contas do condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a Corte&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;divergiu da atual orienta\u00e7\u00e3o do STJ, no sentido de que &#8220;<strong>o cond\u00f4mino, isoladamente, n\u00e3o possui legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, pois a obriga\u00e7\u00e3o do s\u00edndico \u00e9 de prestar contas \u00e0 assembleia, nos termos do art. 22, \u00a7 1\u00ba,<em>&nbsp;f<\/em>, da Lei n. 4.591\/1964<\/strong>&#8221; (REsp n. 1.046.652\/RJ, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 16\/9\/2014, DJe de 30\/9\/2014), o que imp\u00f5e o reconhecimento da ilegitimidade ativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O cond\u00f4mino, individualmente, n\u00e3o possui legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, pois a obriga\u00e7\u00e3o do s\u00edndico \u00e9 de prestar contas \u00e0 assembleia de condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-cao-de-indenizacao-por-danos-morais-e-criterios-para-fixacao-de-honorarios-sucumbenciais\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A<\/a>\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios sucumbenciais.<\/h2>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o por danos morais, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais podem ser fixados por equidade, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, tendo em vista o direito de imagem possuir valor inestim\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.854.487-DF, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por maioria, julgado em 22\/10\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Rom\u00e1rio ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o c\/c obriga\u00e7\u00e3o de fazer em desfavor da Editora Abril, em raz\u00e3o dos danos causados por mat\u00e9ria jornal\u00edstica intitulada &#8220;O mar n\u00e3o est\u00e1 pra peixe&#8221;, que fora veiculada na revista de circula\u00e7\u00e3o nacional VEJA e que lhe atribu\u00edra a pr\u00e1tica de atos il\u00edcitos, fixando em R$ 75 milh\u00f5es de reais o valor da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de primeiro grau julgou improcedente o pedido, que arbitrou os honor\u00e1rios sucumbenciais em R$ 15 mil reais, decis\u00e3o reformada pelo tribunal para fixar os honor\u00e1rios advocat\u00edcios em 11% sobre o valor atualizado da causa. As partes questionaram os crit\u00e9rios de fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8\u00ba Nas causas em que for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio o proveito econ\u00f4mico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixar\u00e1 o valor dos honor\u00e1rios por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, observando o disposto nos incisos do \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O arbitramento dos honor\u00e1rios sucumbenciais, de acordo com a ordem de prefer\u00eancia estabelecida no \u00a7 2\u00ba do art. 85 do <a>C\u00f3digo de Processo Civil <\/a>(CPC), <strong>deve seguir os seguintes crit\u00e9rios objetivos: 1\u00ba) nas causas em que houver condena\u00e7\u00e3o, esse \u00e9 o crit\u00e9rio a ser utilizado pelo magistrado, observando o par\u00e2metro legal entre 10% e 20%; 2\u00ba) nas causas em que n\u00e3o houver condena\u00e7\u00e3o, deve o magistrado arbitrar os honor\u00e1rios de acordo com o proveito econ\u00f4mico aferido; e 3\u00ba) n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensurar o proveito econ\u00f4mico, sendo ele inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio, a verba sucumbencial deve ser arbitrada de acordo com o valor da causa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o CPC de 2015, o legislador pretendeu atribuir regras diferentes \u00e0quelas previstas no c\u00f3digo revogado, de forma a coibir o ajuizamento de demandas sem probabilidade de \u00eaxito. Ademais, a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios passou a ter tamb\u00e9m car\u00e1ter sancionador.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o \u00a7 8\u00ba do art. 85 do CPC contemplou a regra excepcional de aprecia\u00e7\u00e3o equitativa do juiz para fixar os honor\u00e1rios quando o valor da causa for muito baixo ou o proveito econ\u00f4mico for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>s\u00e3o de valor inestim\u00e1vel as causas relativas a bens jur\u00eddicos a que n\u00e3o se possa atribuir um valor econ\u00f4mico, que n\u00e3o podem ser mensurados, avaliados ou calculados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A indeniza\u00e7\u00e3o, &#8220;em casos de danos morais, n\u00e3o visa reparar, no sentido literal, a dor, a alegria, a honra, a tristeza ou a humilha\u00e7\u00e3o; s\u00e3o valores inestim\u00e1veis, mas isso n\u00e3o impede que seja precisado um valor compensat\u00f3rio, que amenize o respectivo dano, com base em alguns elementos como a gravidade objetiva do dano, a personalidade da v\u00edtima, sua situa\u00e7\u00e3o familiar e social, a gravidade da falta, ou mesmo a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das partes&#8221; (REsp n. 239.973\/RN, Quinta Turma).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que obrigat\u00f3ria a indica\u00e7\u00e3o do valor da causa (art. 292, V, do CPC), a pretens\u00e3o do autor de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 ver reconhecida a responsabilidade pelo dano que lhe foi causado e obter a repara\u00e7\u00e3o pelo dano moral sofrido. Por isso, o valor da causa especificado pelo demandante na inicial tem car\u00e1ter meramente indicativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, <strong>caber\u00e1 ao magistrado ponderar os elementos trazidos aos autos e, se decidir pela proced\u00eancia do pedido reparat\u00f3rio, fixar quantum indenizat\u00f3rio suficiente<\/strong> para reparar os danos imateriais suportados pela v\u00edtima do ato danoso.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento de que o valor indicado na inicial de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 mero referencial que pode ser \u00fatil para balizar a decis\u00e3o do ju\u00edzo \u00e9 refor\u00e7ado pelo fato de que n\u00e3o se configura sucumb\u00eancia rec\u00edproca quando o demandado em a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral for condenado em montante inferior \u00e0quele postulado na inicial (S\u00famula n. 326\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que o &#8220;direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de dano moral, conforme a expressa disposi\u00e7\u00e3o do art. 12 do C\u00f3digo Civil (CC), exsurge de condutas que ofendam direitos da personalidade (como os que se extraem dos arts. 11 a 21 do CC), bens tutelados que n\u00e3o t\u00eam, per se, conte\u00fado patrimonial, mas extrema relev\u00e2ncia conferida pelo ordenamento jur\u00eddico, quais sejam: higidez f\u00edsica e psicol\u00f3gica, vida, liberdade (f\u00edsica e de pensamento), privacidade, honra, imagem, nome, direitos morais do autor de obra intelectual&#8221; (AgInt no REsp n. 1.884.984\/SP, Quarta Turma), o pedido de reconhecimento de viola\u00e7\u00e3o de direito de imagem deve ser considerado de valor inestim\u00e1vel, atraindo a incid\u00eancia do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o por danos morais, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais podem ser fixados por equidade, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, tendo em vista o direito de imagem possuir valor inestim\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> DO CONSUMIDOR<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-d-elimitacao-da-area-geografica-de-abrangencia-em-que-a-operadora-fica-obrigada-a-garantir-todas-as-coberturas-de-assistencia-a-saude\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; D<\/a>elimita\u00e7\u00e3o da \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia em que a operadora fica obrigada a garantir todas as coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade<\/h2>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia em que a operadora fica obrigada a garantir todas as coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade contratadas pelo benefici\u00e1rio \u00e9 limitada ao territ\u00f3rio nacional, salvo se houver previs\u00e3o contratual em sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.167.934-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 17\/10\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete realizou exame m\u00e9dico no exterior. Ao voltar ao pa\u00eds, requereu o reembolso do valor pago \u00e0 operadora do Plano de Sa\u00fade Pagonada. Diante da negativa do plano, ajuizou a\u00e7\u00e3o de ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, Pagonada alega que a \u00e1rea geogr\u00e1fica de a\u00e7\u00e3o do plano \u00e9 clara e objetiva na cl\u00e1usula que estabelece o atendimento exclusivo na \u00e1rea geogr\u00e1fica do contrato, n\u00e3o havendo contrata\u00e7\u00e3o para atendimento no exterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; Art. 10.&nbsp; \u00c9 institu\u00eddo o plano-refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, com cobertura assistencial m\u00e9dico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padr\u00e3o de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necess\u00e1ria a interna\u00e7\u00e3o hospitalar, das doen\u00e7as listadas na Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, respeitadas as exig\u00eancias m\u00ednimas estabelecidas no art. 12 desta Lei, exceto:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16.&nbsp; Dos contratos, regulamentos ou condi\u00e7\u00f5es gerais dos produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1o do art. 1o desta Lei devem constar dispositivos que indiquem com clareza:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a obrigatoriedade ou n\u00e3o de custeio, pela operadora do plano de sa\u00fade, de exame realizado no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 10 da Lei 9.656\/1998, que trata do plano-refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, obriga as operadoras <strong>\u00e0 &#8220;cobertura assistencial m\u00e9dicoambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 16, X, da mesma lei, estabelece que, dos contratos, regulamentos ou condi\u00e7\u00f5es gerais dos planos privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade devem constar dispositivos que indiquem com clareza, dentre outros, a \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia, a qual, de acordo com o art. 1\u00b0, \u00a7 1\u00b0, I, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa 566\/2022 da ANS, corresponde \u00e0 &#8220;\u00e1rea em que a operadora fica obrigada a garantir todas as coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade contratadas pelo benefici\u00e1rio, podendo ser nacional, estadual, grupo de estados, municipal ou grupo de munic\u00edpios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 1\u00b0, \u00a7 1\u00b0, I, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa 566\/2022 da ANS, \u00e0 luz da regra do art. 10 da Lei 9.656\/1998, leva \u00e0 conclus\u00e3o de que <strong>a \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia, em que a operadora fica obrigada a garantir todas as coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade contratadas pelo benefici\u00e1rio, \u00e9 limitada ao territ\u00f3rio nacional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a Terceira Turma do STJ j\u00e1 decidiu que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 se falar em abusividade da conduta da operadora de plano de sa\u00fade ao negar a cobertura e o reembolso do procedimento internacional, pois sua conduta tem respaldo na Lei 9.656\/98 (art. 10) e no contrato celebrado com a benefici\u00e1ria&#8221; (REsp n. 1.762.313\/MS, julgado em 18\/9\/2018, DJe de 21\/9\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, salvo por for\u00e7a de cl\u00e1usula contratual, o legislador expressamente excluiu da operadora a obriga\u00e7\u00e3o de garantir a cobertura de tratamentos ou procedimentos realizados no exterior, n\u00e3o sendo aplic\u00e1vel, portanto, a regra do \u00a7 13 do art. 10 da Lei 9.656\/1998 nessas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia em que a operadora fica obrigada a garantir todas as coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade contratadas pelo benefici\u00e1rio \u00e9 limitada ao territ\u00f3rio nacional, salvo se houver previs\u00e3o contratual em sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-lteracao-de-pratica-reiterada-da-administracao-tributaria-de-nao-cobrar-determinado-tributo-e-principio-da-irretroatividade\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A<\/a>ltera\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica reiterada da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria de n\u00e3o cobrar determinado tributo e princ\u00edpio da irretroatividade<\/h2>\n\n\n\n<p>Havendo altera\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica reiterada da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria de n\u00e3o cobrar determinado tributo, este somente poder\u00e1 ser cobrado a partir do fato gerador posterior \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o administrativa, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da irretroatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.688.160-RS, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2024, DJe 22\/10\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>CooperLuz impetrou mandado de seguran\u00e7a por meio do qual buscava eximir-se de ICMS sobre a subven\u00e7\u00e3o advinda da conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE), institu\u00edda com o objetivo de angariar recursos para a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas no setor el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal local decidiu pela regularidade da cobran\u00e7a, entretanto, entendeu que havendo altera\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria acerca da inclus\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o na base de c\u00e1lculo do ICMS, tal modifica\u00e7\u00e3o, a teor do art. 146 do CTN, s\u00f3 poderia ocorrer a partir do fato gerador posterior \u00e0 notifica\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica realizada \u00e0 impetrante acerca da modifica\u00e7\u00e3o do fisco estadual, sem a possibilidade de cobran\u00e7a pret\u00e9rita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 100. S\u00e3o normas complementares das leis, dos tratados e das conven\u00e7\u00f5es internacionais e dos decretos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; as decis\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os singulares ou coletivos de jurisdi\u00e7\u00e3o administrativa, a que a lei atribua efic\u00e1cia normativa;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os conv\u00eanios que entre si celebrem a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A observ\u00e2ncia das normas referidas neste artigo exclui a imposi\u00e7\u00e3o de penalidades, a cobran\u00e7a de juros de mora e a atualiza\u00e7\u00e3o do valor monet\u00e1rio da base de c\u00e1lculo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 146. A modifica\u00e7\u00e3o introduzida, de of\u00edcio ou em conseq\u00fc\u00eancia de decis\u00e3o administrativa ou judicial, nos crit\u00e9rios jur\u00eddicos adotados pela autoridade administrativa no exerc\u00edcio do lan\u00e7amento s\u00f2mente pode ser efetivada, em rela\u00e7\u00e3o a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente \u00e0 sua introdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se aus\u00eancia de cobran\u00e7a do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os &#8211; ICMS sobre a subven\u00e7\u00e3o advinda da conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE) importa em mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o reiterada para os fins do art. 146 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, para a referida an\u00e1lise se faz necess\u00e1ria a interpreta\u00e7\u00e3o conjunta do art. 146 do CTN, com o art. 100 do mesmo diploma legal.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 100 do CTN assim est\u00e1 plasmado: &#8220;S\u00e3o normas complementares das leis, dos tratados e das conven\u00e7\u00f5es internacionais e dos decretos: I &#8211; os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II &#8211; as decis\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os singulares ou coletivos de jurisdi\u00e7\u00e3o administrativa, a que a lei atribua efic\u00e1cia normativa; III &#8211; as pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV &#8211; os conv\u00eanios que entre si celebrem a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios. Par\u00e1grafo \u00fanico. A observ\u00e2ncia das normas referidas neste artigo exclui a imposi\u00e7\u00e3o de penalidades, a cobran\u00e7a de juros de mora e a atualiza\u00e7\u00e3o do valor monet\u00e1rio da base de c\u00e1lculo do tributo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>o Estado recorrente n\u00e3o cobrava ICMS sobre a subven\u00e7\u00e3o referida, o que implica na caracteriza\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica reiterada da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria,<\/strong> ou seja, norma complementar para os fins do inciso III do art. 100 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o art. 146 do CTN tem o seguinte teor: &#8220;A modifica\u00e7\u00e3o introduzida, de of\u00edcio ou em consequ\u00eancia de decis\u00e3o administrativa ou judicial, nos crit\u00e9rios jur\u00eddicos adotados pela autoridade administrativa no exerc\u00edcio do lan\u00e7amento somente pode ser efetivada, em rela\u00e7\u00e3o a um mesmo sujeito passivo, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente \u00e0 sua introdu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O par\u00e1grafo \u00fanico do art. 100 do CTN acrescenta a disposi\u00e7\u00e3o no sentido de que devem ser exclu\u00eddas as penalidades, juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da base de c\u00e1lculo do tributo. Todavia,<strong> a tese de que apenas essas parcelas deveriam ser exclu\u00eddas, sendo impositivo o pagamento de tributo de fatos geradores ocorrentes quando daquela pr\u00e1tica reiterada, vai de encontro \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do referido normativo de caracterizar como norma complementar essa pr\u00e1tica da administra\u00e7\u00e3o, porquanto como norma tribut\u00e1ria deve obedecer aos princ\u00edpios da irretroatividade<\/strong>, vedando que a altera\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas possa atingir fatos j\u00e1 realizados na \u00e9gide dessa norma complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, com a an\u00e1lise dos dois dispositivos acima transcritos, verifica-se que a altera\u00e7\u00e3o na cobran\u00e7a de imposto que n\u00e3o estava sendo cobrado, em face de uma decis\u00e3o administrativa, determina que o tributo somente pode incidir quanto a fato gerador posterior \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Havendo altera\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica reiterada da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria de n\u00e3o cobrar determinado tributo, este somente poder\u00e1 ser cobrado a partir do fato gerador posterior \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o administrativa, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da irretroatividade.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-acordo-de-nao-persecucao-penal-posteriormente-ao-recebimento-da-denuncia\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (<\/a>Im)Possibilidade de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal posteriormente ao recebimento da den\u00fancia.<\/h2>\n\n\n\n<p>1 &#8211; O Acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal constitui um neg\u00f3cio jur\u00eddico processual penal institu\u00eddo por norma que possui natureza processual, no que diz respeito \u00e0 possibilidade de composi\u00e7\u00e3o entre as partes com o fim de evitar a instaura\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal, e, de outro lado, natureza material em raz\u00e3o da previs\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade de quem cumpre os deveres estabelecidos no acordo (art. 28-A, \u00a7 13, do C\u00f3digo de Processo Penal &#8211; CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Diante da natureza h\u00edbrida da norma, a ela deve se aplicar o princ\u00edpio da retroatividade da norma penal ben\u00e9fica (art. 5\u00ba, XL, da CF), pelo que \u00e9 cab\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal em casos de processos em andamento quando da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019, mesmo se ausente confiss\u00e3o do r\u00e9u at\u00e9 aquele momento, desde que o pedido tenha sido feito antes do tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>3 &#8211; Nos processos penais em andamento em 18\/09\/2024 (data do julgamento do HC 185.913\/DF pelo Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal), nos quais seria cab\u00edvel em tese o ANPP, mas ele n\u00e3o chegou a ser oferecido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou n\u00e3o houve justificativa id\u00f4nea para o seu n\u00e3o oferecimento, o Minist\u00e9rio P\u00fablico, agindo de of\u00edcio, a pedido da defesa ou mediante provoca\u00e7\u00e3o do magistrado da causa, dever\u00e1, na primeira oportunidade em que falar nos autos, manifestar-se motivadamente acerca do cabimento ou n\u00e3o do acordo no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>4 &#8211; Nas investiga\u00e7\u00f5es ou a\u00e7\u00f5es penais iniciadas a partir de 18\/09\/2024, ser\u00e1 admiss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de ANPP antes do recebimento da den\u00fancia, ressalvada a possibilidade de propositura do acordo, no curso da a\u00e7\u00e3o penal, se for o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.890.344-RS, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 23\/10\/2024, DJe 28\/10\/2024. (Tema 1098). (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso sob o rito dos repetitivos para definir acerca da (im)possibilidade de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal posteriormente ao recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; reparar o dano ou restituir a coisa \u00e0 v\u00edtima, exceto na impossibilidade de faz\u00ea-lo;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico como instrumentos, produto ou proveito do crime;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; prestar servi\u00e7o \u00e0 comunidade ou a entidades p\u00fablicas por per\u00edodo correspondente \u00e0 pena m\u00ednima cominada ao delito diminu\u00edda de um a dois ter\u00e7os, em local a ser indicado pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, na forma do&nbsp;art. 46 do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal);&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; pagar presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, a ser estipulada nos termos do&nbsp;art. 45 do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal),&nbsp;a entidade p\u00fablica ou de interesse social, a ser indicada pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, que tenha, preferencialmente, como fun\u00e7\u00e3o proteger bens jur\u00eddicos iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; cumprir, por prazo determinado, outra condi\u00e7\u00e3o indicada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, desde que proporcional e compat\u00edvel com a infra\u00e7\u00e3o penal imputada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 13. Cumprido integralmente o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, o ju\u00edzo competente decretar\u00e1 a extin\u00e7\u00e3o de punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Lei n. 13.964\/2019, de 24\/12\/2019, com vig\u00eancia superveniente a partir de 23\/1\/2020, conhecida como &#8220;Pacote Anticrime&#8221;, inseriu no C\u00f3digo de Processo Penal o art. 28-A, que disciplina o instrumento de pol\u00edtica criminal denominado Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal &#8211; ANPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ vinha consagrando o entendimento de que o Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal &#8211; ANPP corresponde a um neg\u00f3cio jur\u00eddico pr\u00e9-processual entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o investigado, juntamente com seu defensor, como alternativa \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o penal, para certos crimes, mediante o cumprimento de algumas condi\u00e7\u00f5es e desde que preenchidos os requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a jurisprud\u00eancia do STJ assentou-se no sentido de que &#8220;o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal se aplica a fatos ocorridos antes da Lei n. 13.964\/2019, desde que n\u00e3o recebida a den\u00fancia. O car\u00e1ter predominantemente processual do art. 28-A do CPP e a raz\u00e3o de ser do instituto conduzem a se sustentar que sua retroatividade, diversamente do que ocorre com as normas h\u00edbridas com prevalente conte\u00fado material, deve ser limitada \u00e0 fase pr\u00e9-processual da<em>&nbsp;persecutio criminis<\/em>&#8221; (AgRg no REsp 1.993.219\/CE, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 9\/8\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalvava-se a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do ANPP ap\u00f3s o oferecimento da den\u00fancia, em casos de superveniente altera\u00e7\u00e3o do enquadramento jur\u00eddico da conduta imputada ao r\u00e9u que redundem no preenchimento dos requisitos objetivos de pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima em abstrato inferior a 4 (quatro) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha do entendimento, a Primeira Turma do STF, no julgamento do HC n. 191.464\/SC, de relatoria do Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso (DJe 18\/9\/2020), <strong>externou a impossibilidade de fazer-se incidir o ANPP quando j\u00e1 existente condena\u00e7\u00e3o, conquanto ela ainda esteja suscet\u00edvel de impugna\u00e7\u00e3o<\/strong>. Na ocasi\u00e3o, o ilustre Relator da Corte Suprema manifestou seu entendimento no sentido de que a Lei n\u00ba 13.964\/2019, no ponto em que institui o ANPP, pode ser considerada lei penal de natureza h\u00edbrida, pois (i) tem natureza processual por estabelecer a possibilidade de composi\u00e7\u00e3o entre as partes com o fim de evitar a instaura\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal; e (ii) tem natureza material em raz\u00e3o da previs\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade de quem cumpre os deveres estabelecidos no acordo (art. 28-A, \u00a7 13, do C\u00f3digo de Processo Penal &#8211; CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Relembrou, ainda, que, diante de leis penais h\u00edbridas, a conforma\u00e7\u00e3o entre os postulados da retroatividade penal mais ben\u00e9fica ao r\u00e9u &#8211; prevista no art. 5\u00ba, XL, da CF e no art. 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Penal &#8211; e da aplica\u00e7\u00e3o imediata da lei processual penal segundo o postulado&nbsp;<em>tempus regit actum<\/em>&nbsp;(art. 2\u00ba do C\u00f3digo de Processo Penal) ser\u00e1 realizada pelo int\u00e9rprete da norma legal, caso n\u00e3o tenha sido efetuada expressamente pelo legislador.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessas premissas, firmou a convic\u00e7\u00e3o de que o texto do art. 28-A do C\u00f3digo de Processo Penal evidenciava que a composi\u00e7\u00e3o ali prevista se esgotava na fase anterior ao recebimento da den\u00fancia, &#8220;N\u00e3o apenas porque o dispositivo refere investigado (e n\u00e3o r\u00e9u) ou porque aciona o juiz das garantias (que n\u00e3o atua na instru\u00e7\u00e3o processual), mas sobretudo porque a consequ\u00eancia do descumprimento ou da n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o \u00e9 especificamente inaugurar a fase de oferta e de recebimento da den\u00fancia (art. 28-A, \u00a7\u00a7 8\u00ba e 10)&#8221;. Nessa toada, salientou que &#8220;a finalidade do acordo \u00e9 evitar que se inicie processo, raz\u00e3o pela qual, por consequ\u00eancia l\u00f3gica, n\u00e3o se justifica discutir a composi\u00e7\u00e3o depois de recebida a den\u00fancia&#8221; (HC 191.464\/SC, Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18\/9\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, recentemente, em 18\/9\/2024, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal finalizou o julgamento do HC 185.913\/DF, no qual, por maioria de votos, <strong>assentou a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o retroativa do art. 28-A do CPP aos casos em que ainda n\u00e3o haja tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No referido julgamento, prevaleceu a compreens\u00e3o externada pelo Ministro Gilmar Mendes, assim como pela Segunda Turma do STF, no sentido de que, muito embora o ANPP corresponda a um neg\u00f3cio jur\u00eddico processual penal, ele tem um impacto direto em rela\u00e7\u00e3o ao poder punitivo estatal, na medida em que sua celebra\u00e7\u00e3o implica a interdi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria persecu\u00e7\u00e3o penal. Nessa linha, o instituto tamb\u00e9m se reveste de conte\u00fado de direito material no que tange \u00e0s suas consequ\u00eancias que dizem respeito \u00e0 dicotomia &#8220;l\u00edcito-il\u00edcito&#8221;, intimamente ligada \u00e0 dicotomia &#8220;pun\u00edvel &#8211; n\u00e3o pun\u00edvel&#8221;, pelo que se caracteriza como norma processual de conte\u00fado material.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, por se tratar de lei processual de conte\u00fado material, a ela deve ser aplicada a regra intertemporal de direito penal material (art. 5\u00ba, XL, da CF) que autoriza a incid\u00eancia retroativa do benef\u00edcio aos processos ainda em andamento quando da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019, desde que n\u00e3o haja condena\u00e7\u00e3o definitiva, pois se trata de medida despenalizadora mais ben\u00e9fica ao r\u00e9u. Nesse sentido: RHC 213.118 AgR, Ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Segunda Turma, DJe 7\/7\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, diante desse novo panorama, deve ser alterada a atual compreens\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a sobre o tema para alinhar-se ao entendimento da maioria do Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o retroativa do art. 28-A do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>1 &#8211; O Acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal constitui um neg\u00f3cio jur\u00eddico processual penal institu\u00eddo por norma que possui natureza processual, no que diz respeito \u00e0 possibilidade de composi\u00e7\u00e3o entre as partes com o fim de evitar a instaura\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal, e, de outro lado, natureza material em raz\u00e3o da previs\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o da punibilidade de quem cumpre os deveres estabelecidos no acordo (art. 28-A, \u00a7 13, do C\u00f3digo de Processo Penal &#8211; CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Diante da natureza h\u00edbrida da norma, a ela deve se aplicar o princ\u00edpio da retroatividade da norma penal ben\u00e9fica (art. 5\u00ba, XL, da CF), pelo que \u00e9 cab\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal em casos de processos em andamento quando da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019, mesmo se ausente confiss\u00e3o do r\u00e9u at\u00e9 aquele momento, desde que o pedido tenha sido feito antes do tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>3 &#8211; Nos processos penais em andamento em 18\/09\/2024 (data do julgamento do HC 185.913\/DF pelo Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal), nos quais seria cab\u00edvel em tese o ANPP, mas ele n\u00e3o chegou a ser oferecido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou n\u00e3o houve justificativa id\u00f4nea para o seu n\u00e3o oferecimento, o Minist\u00e9rio P\u00fablico, agindo de of\u00edcio, a pedido da defesa ou mediante provoca\u00e7\u00e3o do magistrado da causa, dever\u00e1, na primeira oportunidade em que falar nos autos, manifestar-se motivadamente acerca do cabimento ou n\u00e3o do acordo no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>4 &#8211; Nas investiga\u00e7\u00f5es ou a\u00e7\u00f5es penais iniciadas a partir de 18\/09\/2024, ser\u00e1 admiss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de ANPP antes do recebimento da den\u00fancia, ressalvada a possibilidade de propositura do acordo, no curso da a\u00e7\u00e3o penal, se for o caso.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-im-possibilidade-do-juizo-da-execucao-penal-estabelecer-condicoes-nao-previstas-no-acordo-de-colaboracao-premiada\"><a><\/a><a>10.&nbsp; (<\/a>Im)Possibilidade do Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o Penal estabelecer condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas no acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada.<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe ao Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o Penal estabelecer condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas no acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 846.476-RJ, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/10\/2024, DJe 25\/10\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o entabulou acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada homologado pelo Magistrado, no qual ele restou condenado a tr\u00eas penas: (1) reclus\u00e3o em pris\u00e3o domiciliar, com monitoramento eletr\u00f4nico; (2) presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, com recolhimento domiciliar em feriados e finais de semana; e (3) reclus\u00e3o em regime aberto, com a exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o mensal das suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa interp\u00f4s agravo em execu\u00e7\u00e3o penal contra decis\u00f3rio que deferiu a progress\u00e3o de regime para a terceira fase (regime aberto) e que teria imposto condi\u00e7\u00f5es mais gravosas do que as previstas no referido neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-dos-fundamentos\">10.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>A pena decorrente do acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiado n\u00e3o constitui reprimenda no sentido estrito da palavra<\/strong>, pois n\u00e3o decorre de senten\u00e7a de natureza condenat\u00f3ria decretada pelo Poder Judici\u00e1rio, mas sim de pacto firmado entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o agente dentro das hip\u00f3teses previstas no nosso ordenamento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventual descumprimento dos termos do acordo pelo colaborador implica na sua revoga\u00e7\u00e3o e no oferecimento de den\u00fancia pelo&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;em seu desfavor, com o regular andamento da a\u00e7\u00e3o penal at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do AgRg na Pet 12.673\/DF, relator Ministro Raul Ara\u00fajo, j\u00e1 assentou que &#8220;a priva\u00e7\u00e3o de liberdade oriunda do acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada n\u00e3o equivale \u00e0 pris\u00e3o-pena&#8221; e, desta forma, por n\u00e3o possuir a natureza jur\u00eddica de san\u00e7\u00e3o penal, na sua execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deve obedecer as regras previstas na Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal para o cumprimento de reprimenda decorrente de uma senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>o cumprimento do que foi pactuado entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o acusado obedece aos termos que restaram assentados no acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada e n\u00e3o as regras da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal,<\/strong> pois deve &#8220;ser respeitado o limite m\u00e1ximo e global da san\u00e7\u00e3o ajustada no ato cooperativo&#8221; (STF, RE 1.366.665 AgR, Relator Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 22\/8\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, na execu\u00e7\u00e3o do acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada devem ser observados os termos nele fixados, por n\u00e3o se tratar de execu\u00e7\u00e3o penal t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-da-decisao\">10.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe ao Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o Penal estabelecer condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas no acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-l-itispendencia-quando-acoes-decorrem-de-diligencias-policiais-em-comum\"><a><\/a><a>11.&nbsp; L<\/a>itispend\u00eancia quando a\u00e7\u00f5es decorrem de dilig\u00eancias policiais em comum<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda que ocorram dilig\u00eancias policiais em comum, tratando-se de fatos distintos veiculados em a\u00e7\u00f5es penais diversas, n\u00e3o h\u00e1 se falar em litispend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 424.784-SP, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/9\/2024, DJe 25\/9\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi condenado em uma a\u00e7\u00e3o pelo crime de tr\u00e1fico de drogas. Na mesma dilig\u00eancia, policial constataram outros crimes, que motivaram outras a\u00e7\u00f5es penais contra o rapaz.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa impetrou HC alegando a exist\u00eancia de m\u00faltiplas a\u00e7\u00f5es penais lastreadas em id\u00eantica imputa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-dos-fundamentos\">11.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Consoante a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, &#8220;a litispend\u00eancia guarda rela\u00e7\u00e3o com a ideia de que ningu\u00e9m pode ser processado quando est\u00e1 pendente de julgamento um lit\u00edgio com as mesmas partes (<em>eadem personae<\/em>), sobre os mesmos fatos (<em>eadem res<\/em>) e com a mesma pretens\u00e3o (<em>eadem petendi<\/em>), que \u00e9 expressa por antiga m\u00e1xima latina, o&nbsp;<em>ne bis in idem<\/em>, atualmente compreendida, no \u00e2mbito criminal, como a proibi\u00e7\u00e3o de dupla puni\u00e7\u00e3o e de dupla persecu\u00e7\u00e3o penal pelo mesmo fato criminoso [&#8230;]&#8221; (RHC n. 82.754\/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 22\/5\/2018, DJe 6\/6\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>o Tribunal de origem demonstrou que, n\u00e3o obstante a presen\u00e7a de dilig\u00eancias policiais em comum, as a\u00e7\u00f5es penais guardam perfeita autonomia, n\u00e3o havendo identidade entre os fatos pelos quais o paciente foi condenado<\/strong>; o que afasta qualquer alega\u00e7\u00e3o de que as persecu\u00e7\u00f5es penais levadas a efeito teriam violado o princ\u00edpio do&nbsp;<em>ne bis in idem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, tratando-se de fatos distintos veiculados em a\u00e7\u00f5es penais diversas, n\u00e3o h\u00e1 se falar em litispend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-da-decisao\">11.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que ocorram dilig\u00eancias policiais em comum, tratando-se de fatos distintos veiculados em a\u00e7\u00f5es penais diversas, n\u00e3o h\u00e1 se falar em litispend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-a-plicabilidade-das-disposicoes-da-lei-n-9-099-1995-no-ambito-da-justica-militar\"><a><\/a><a>12.&nbsp; A<\/a>plicabilidade das disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 9.099\/1995 no \u00e2mbito da Justi\u00e7a Militar<\/h2>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da Justi\u00e7a Militar n\u00e3o se aplicam as disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 9.099\/1995, inclusive a suspens\u00e3o condicional do processo, para os delitos cometidos ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei n. 9.839\/1999.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 916.829-MG, Rel. Ministro Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJSP), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/9\/2024, DJe 11\/9\/2024. (Info 831 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo cometeu infra\u00e7\u00e3o militar. Durante o processo, impetrou HC no qual alega ser necess\u00e1ria a aplica\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 9.099\/1995, inclusive a suspens\u00e3o condicional do processo, para os delitos cometidos ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei n. 9.839\/1999.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-dos-fundamentos\">12.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da Justi\u00e7a Militar n\u00e3o se aplicam as disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 9.099\/1995 &#8211; inclusive a suspens\u00e3o condicional do processo &#8211; para os delitos cometidos ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei n. 9.839\/1999, conforme expressa dic\u00e7\u00e3o legal e precedentes de ambas as Turmas Criminais do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o faz nenhuma distin\u00e7\u00e3o entre a Justi\u00e7a Militar da Uni\u00e3o ou a dos Estados, sendo a veda\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, portanto, a todos os ramos da Justi\u00e7a castrense.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento diferenciado no \u00e2mbito do Direito Penal Militar n\u00e3o vulnera o postulado da isonomia, tendo por arrimo a hierarquia e a disciplina pr\u00f3prias, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-da-decisao\">12.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da Justi\u00e7a Militar n\u00e3o se aplicam as disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 9.099\/1995, inclusive a suspens\u00e3o condicional do processo, para os delitos cometidos ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei n. 9.839\/1999.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-067aef69-f31f-4c96-85f2-848b9fabc069\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/19015718\/stj-informativo-831.pdf\">STJ &#8211; informativo 831<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/19015718\/stj-informativo-831.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-067aef69-f31f-4c96-85f2-848b9fabc069\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. 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