{"id":1488907,"date":"2024-11-12T00:43:41","date_gmt":"2024-11-12T03:43:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1488907"},"modified":"2024-11-19T01:56:33","modified_gmt":"2024-11-19T04:56:33","slug":"informativo-stj-830-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-830-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 830 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 830 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/12004323\/stj-informativo-830.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_uI6kXUWr7MM\"><div id=\"lyte_uI6kXUWr7MM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/uI6kXUWr7MM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/uI6kXUWr7MM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/uI6kXUWr7MM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cobranca-de-terminal-handling-charge-2-thc2-ou-servico-de-segregacao-e-entrega-de-conteineres-sse-e-abuso-de-posicao-dominante\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cobran\u00e7a de Terminal Handling Charge 2 &#8211; THC2 (ou Servi\u00e7o de Segrega\u00e7\u00e3o e Entrega de Cont\u00eaineres \u2013 SSE e abuso de posi\u00e7\u00e3o dominante<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia da Terminal Handling Charge 2 &#8211; THC2 (ou Servi\u00e7o de Segrega\u00e7\u00e3o e Entrega de Cont\u00eaineres &#8211; SSE) pelos operadores portu\u00e1rios em face dos terminais retroportu\u00e1rios configura abuso de posi\u00e7\u00e3o dominante, na modalidade compress\u00e3o de pre\u00e7os (price squeeze) e, por consequ\u00eancia, viola\u00e7\u00e3o aos regramentos antitruste da Lei n. 12.529\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.899.040-SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por maioria, julgado em 27\/8\/2024, DJe 27\/9\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Marimax Transportes realiza a importa\u00e7\u00e3o de bens estrangeiros mediante transporte aquavi\u00e1rio. S\u00f3 que toda vez que a Marimax vai fazer armazenagem e movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres no porto, a administradora Embraport cobra uma Tarifa de Segrega\u00e7\u00e3o e Entrega de Cont\u00eaineres (SSE), tamb\u00e9m conhecida como Terminal Handling Charge 2 (THC2).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Embraport, a tarifa THC2 \u00e9 exig\u00edvel pelos terminais portu\u00e1rios pelo servi\u00e7o de separa\u00e7\u00e3o e entrega de cont\u00eaineres em \u00e1reas alfandegadas distintas, indo do terminal pr\u00f3ximo ao porto para uma localidade conectada a uma rodovia, ferrovia ou aeroporto.<\/p>\n\n\n\n<p>Marimax alega n\u00e3o haver amparo legal para a cobran\u00e7a da mencionada tarifa, uma vez os operadores portu\u00e1rios j\u00e1 s\u00e3o remunerados por meio do pagamento da Terminal Handling Charge \u2013 THC, a qual abrange os servi\u00e7os de movimenta\u00e7\u00e3o ou armazenagem de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.529\/2011:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 36.&nbsp; Constituem infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que n\u00e3o sejam alcan\u00e7ados:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorr\u00eancia ou a livre iniciativa;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; dominar mercado relevante de bens ou servi\u00e7os;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; aumentar arbitrariamente os lucros; e&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; exercer de forma abusiva posi\u00e7\u00e3o dominante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp; As seguintes condutas, al\u00e9m de outras, na medida em que configurem hip\u00f3tese prevista no&nbsp;caput&nbsp;deste artigo e seus incisos, caracterizam infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; criar dificuldades \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o, ao funcionamento ou ao desenvolvimento de empresa concorrente ou de fornecedor, adquirente ou financiador de bens ou servi\u00e7os;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; impedir o acesso de concorrente \u00e0s fontes de insumo, mat\u00e9rias-primas, equipamentos ou tecnologia, bem como aos canais de distribui\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; discriminar adquirentes ou fornecedores de bens ou servi\u00e7os por meio da fixa\u00e7\u00e3o diferenciada de pre\u00e7os, ou de condi\u00e7\u00f5es operacionais de venda ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a respeito da legalidade da cobran\u00e7a de tarifa decorrente da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o portu\u00e1rio, denominada&nbsp;<em>Terminal Handling Charge<\/em>&nbsp;2 &#8211; THC2 ou Servi\u00e7o de Segrega\u00e7\u00e3o e Entrega de Cont\u00eaineres &#8211; SSE, sob o ponto de vista concorrencial, frente \u00e0s normas estampadas na Lei n. 12.529\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio regulat\u00f3rio atual, <strong>a garantia de acesso \u00e0s instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias por todos os atores do mercado constitui elemento indispens\u00e1vel ao fomento de cen\u00e1rio competitivo<\/strong>, especialmente para obstar a concentra\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em reduzido n\u00famero de&nbsp;<em>players<\/em>. Trata-se da ado\u00e7\u00e3o da teoria das infraestruturas essenciais (<em>essential facilities doctrine<\/em>), desenvolvida, inicialmente, pela Suprema Corte dos Estados Unidos da Am\u00e9rica no caso&nbsp;<em>United States v. Terminal Railroad Association<\/em>,a qual tem especial aplica\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es nas quais o detentor da infraestrutura est\u00e1 verticalmente integrado com o mercado subsequente, competindo diretamente com seus concorrentes na etapa posterior da cadeia de produtos ou servi\u00e7os &#8211; hip\u00f3tese dos operadores portu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Inobstante a citada teoria n\u00e3o interdite, por si s\u00f3, a cobran\u00e7a de pre\u00e7o para o acesso a servi\u00e7os desempenhados por agente com poder de mercado, mister ressaltar que eventual exig\u00eancia de valores para essa finalidade pode implicar viola\u00e7\u00e3o antitruste quando sua exig\u00eancia (i) for atentat\u00f3ria \u00e0 livre concorr\u00eancia ou \u00e0 livre iniciativa, (ii) tenha o cond\u00e3o de implicar dom\u00ednio de mercado relevante de bens ou servi\u00e7os, (iii) importe aumento arbitr\u00e1rio de lucros, ou, ainda, (iv) culmine em exerc\u00edcio abusivo de posi\u00e7\u00e3o dominante, como consigna o art. 36,&nbsp;<em>caput<\/em>, I, II, III e IV, e \u00a7 3\u00ba, III, IV, V e X, da Lei n. 12.529\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com tais dispositivos, na medida em que atendam aos crit\u00e9rios do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 36 da Lei n. 12.529\/2011, s\u00e3o infra\u00e7\u00f5es concorrenciais as a\u00e7\u00f5es de limitar ou impedir o acesso de novos&nbsp;<em>players<\/em>&nbsp;ao mercado, criar dificuldades \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o ou desenvolvimento de concorrente, impedir acesso de competidores \u00e0s fontes de insumos ou mat\u00e9rias primas, e, ainda, discriminar adquirentes ou fornecedores de servi\u00e7os mediante a fixa\u00e7\u00e3o diferenciada de pre\u00e7os ou condi\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicando-se tais prescri\u00e7\u00f5es em contextos envolvendo a remunera\u00e7\u00e3o do detentor de facilidade essencial pelo acesso a bens ou servi\u00e7os cuja utiliza\u00e7\u00e3o, pelos concorrentes, \u00e9 imprescind\u00edvel ao desenvolvimento de suas atividades, vislumbra-se a possibilidade de eclos\u00e3o de viola\u00e7\u00f5es antitruste quando, apesar de voltados \u00e0 contrapresta\u00e7\u00e3o por supostas atividades desempenhadas, os pre\u00e7os exigidos pelo competidor verticalmente integrado conferem-lhe, comparativamente aos demais agentes n\u00e3o integrados, vantagem econ\u00f4mica no mercado subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso porque, uma vez exigida determinada quantia pela disponibiliza\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>essential facility<\/em>, o seu detentor imp\u00f5e incremento de custos a serem exclusivamente suportados pelos demais concorrentes, restringindo suas margens de fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, e, em consequ\u00eancia, a competitividade<\/strong> no setor em decorr\u00eancia de valor unilateralmente cobrado pelo agente econ\u00f4mico verticalmente integrado. Tal pr\u00e1tica implica limita\u00e7\u00e3o de acesso ou dificuldade ao desenvolvimento de atividades por outros&nbsp;<em>players<\/em>, especialmente na perspectiva de impedimento financeiro ao usufruto de insumos essenciais \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do objeto empresarial, caracterizando, portanto, as infra\u00e7\u00f5es descritas nos supracitados incisos III, IV, V e X do \u00a7 3\u00ba do art. 36 da Lei n. 12.529\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Surge, nesse contexto, a ideia subjacente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de mecanismos antitruste voltados a impedir a compress\u00e3o de pre\u00e7os (<em>price squeeze<\/em>), na qual, conforme a doutrina, &#8220;[o] agente econ\u00f4mico pode encontrar-se em posi\u00e7\u00e3o que lhe permita o aumento do pre\u00e7o de mat\u00e9rias-primas ou insumos essenciais \u00e0 atividade do concorrente, sem aumentar seus pr\u00f3prios custos (&#8230;). \u00c9 poss\u00edvel, tamb\u00e9m, que haja ilicitude da pr\u00e1tica, caso, mesmo aumentando seus custos, esse incremento prejudique mais seus concorrentes do que a empresa dominante [&#8230;]. Percebe-se, portanto, que o&nbsp;<em>price squeeze<\/em>&nbsp;\u00e9 uma forma de aumentar os custos dos concorrentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Trazendo essas concep\u00e7\u00f5es para o caso, verifica-se que a cobran\u00e7a da THC2 (ou SSE) pelos operadores portu\u00e1rios caracteriza evidente exerc\u00edcio abusivo de posi\u00e7\u00e3o dominante, na modalidade de compress\u00e3o de pre\u00e7os (<em>price squeeze<\/em>). No contexto da explora\u00e7\u00e3o do mercado de infraestrutura portu\u00e1ria, os operadores portu\u00e1rios det\u00eam n\u00edtida posi\u00e7\u00e3o dominante, pois a atividade de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas e cont\u00eaineres caracteriza, a depender do porto organizado onde realizada, exemplo de monop\u00f3lio ou oligop\u00f3lio, os quais podem, em raz\u00e3o dessa circunst\u00e2ncia, alterar unilateralmente as condi\u00e7\u00f5es de exerc\u00edcio das subsequentes atividades inerentes ao setor (art. 36, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 12.529\/2011).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia da Terminal Handling Charge 2 &#8211; THC2 (ou Servi\u00e7o de Segrega\u00e7\u00e3o e Entrega de Cont\u00eaineres &#8211; SSE) pelos operadores portu\u00e1rios em face dos terminais retroportu\u00e1rios configura abuso de posi\u00e7\u00e3o dominante, na modalidade compress\u00e3o de pre\u00e7os (price squeeze) e, por consequ\u00eancia, viola\u00e7\u00e3o aos regramentos antitruste da Lei n. 12.529\/2011.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-compatibilidade-do-decreto-n-4-680-2003-com-o-ordenamento-juridico\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compatibilidade do Decreto n. 4.680\/2003 com o ordenamento jur\u00eddico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 compat\u00edvel com o ordenamento jur\u00eddico o Decreto n. 4.680\/2003, na parte que estabelece o limite de 1 (um) por cento, acima do qual se torna obrigat\u00f3ria a informa\u00e7\u00e3o expressa nos r\u00f3tulos dos produtos aliment\u00edcios comercializados da presen\u00e7a de organismos geneticamente modificados (OGM).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.788.075-DF, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor \u2013 IDEC ajuizaram a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a Uni\u00e3o, buscando obrig\u00e1-la a proibir a comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos que contenha OGMs (organismos geneticamente modificados) sem a expressa refer\u00eancia de tal dado em sua rotulagem, independentemente da quantidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o alega que o Decreto 4.680\/2003 obedece aos ditames respectivos no tocante ao limite de toler\u00e2ncia para a presen\u00e7a n\u00e3o intencional em alimentos convencionais de OGM, dispensando a rotulagem quando tal presen\u00e7a for inferior a 1%. Ainda, sustenta que com a edi\u00e7\u00e3o da Lei de Biosseguran\u00e7a, o Poder Legislativo transferiu para o Executivo a miss\u00e3o de regulamentar o percentual de OGMs a ser informado pelo consumidor, n\u00e3o podendo ser objeto de aprecia\u00e7\u00e3o pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 170. A ordem econ\u00f4mica, fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist\u00eancia digna, conforme os ditames da justi\u00e7a social, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; soberania nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; propriedade privada;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; fun\u00e7\u00e3o social da propriedade;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; livre concorr\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; defesa do consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e servi\u00e7os e de seus processos de elabora\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais e sociais;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; busca do pleno emprego;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constitu\u00eddas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administra\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 assegurado a todos o livre exerc\u00edcio de qualquer atividade econ\u00f4mica, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, salvo nos casos previstos em lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da legalidade e compatibilidade com o ordenamento jur\u00eddico do Decreto n. 4.680\/2003, na parte que estabelece o limite de 1 (um) por cento, acima do qual se torna obrigat\u00f3ria a informa\u00e7\u00e3o expressa nos r\u00f3tulos dos produtos comercializados a respeito da presen\u00e7a de organismos geneticamente modificados (OGM).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No Brasil, o in\u00edcio do plantio de transg\u00eanicos somente ocorreu em 1999\/2000. Naquele momento era compreens\u00edvel, diante da novidade, a preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong> com a informa\u00e7\u00e3o absoluta nos r\u00f3tulos dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Passados quase vinte e cinco anos, hoje j\u00e1 se sabe que os alimentos cem por cento transg\u00eanicos n\u00e3o representam risco comprovado \u00e0 sa\u00fade, como se imaginava pudessem vir a se mostrar nocivos, muito menos em propor\u00e7\u00f5es \u00ednfimas, abaixo de um por cento.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a prolifera\u00e7\u00e3o do uso dos transg\u00eanicos em in\u00fameros setores da ind\u00fastria aliment\u00edcia, dificilmente se poderia identificar algum produto que fosse cem por cento isento de alguma part\u00edcula de alimentos transg\u00eanicos, j\u00e1 que o pr\u00f3prio processo produtivo ou a mera armazenagem dos gr\u00e3os, por exemplo, pode implicar a presen\u00e7a de algum percentual m\u00ednimo de OGM nos produtos finais.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento no sentido de impedir a comercializa\u00e7\u00e3o de qualquer alimento que contenha OGM, independentemente do percentual, sem a expressa refer\u00eancia em sua rotulagem, ultrapassa os limites da razoabilidade e proporcionalidade, mostrando-se contr\u00e1rio ao ordenamento vigente, mormente no que concerne aos par\u00e2metros de necessidade e adequa\u00e7\u00e3o, tendo em vista o atual estado da t\u00e9cnica e a harmoniza\u00e7\u00e3o dos interesses dos participantes das rela\u00e7\u00f5es de consumo em face do necess\u00e1rio desenvolvimento econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico, a fim de viabilizar os princ\u00edpios nos quais se funda a ordem econ\u00f4mica (art. 170, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal).<\/p>\n\n\n\n<p>Para aqueles que, por quest\u00f5es pessoais de cunho individual, seja insuport\u00e1vel a possibilidade de que algum alimento contenha \u00ednfimas part\u00edculas de OGMs, podem buscar no mercado alimentos produzidos com extremo cuidado asc\u00e9tico que lhes garanta que sejam cem porcento livres de quaisquer resqu\u00edcios de OGM, como ocorre em outros nichos, que oferecem alimentos cem por cento org\u00e2nicos, cem por cento livres de agrot\u00f3xicos, cem por cento veganos, e outros similares.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, exigir de toda a ind\u00fastria que submeta todos os produtos a rigorosos testes, de alto custo, para garantir a informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de qualquer \u00ednfimo resqu\u00edcio de OGM, em toda a cadeia produtiva, \u00e9 providencia exagerada, assaz desproporcional, que afronta a razoabilidade e a proporcionalidade, e impede a conviv\u00eancia harmoniosa dos interesses dos participantes do mercado, a fim de compatibilizar a prote\u00e7\u00e3o do consumidor com os princ\u00edpios nos quais se funda a ordem econ\u00f4mica (art. 170, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal) e viabilizar o desenvolvimento econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico sustent\u00e1vel, em prol de toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o Decreto n. 4.680\/2003 obedece aos ditames legais, no tocante ao limite de toler\u00e2ncia dos OGMs, dispensando a rotulagem em 1% (um por cento), porcentagem que n\u00e3o afronta a razoabilidade e a proporcionalidade, em vista ao desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel, sem qualquer risco conhecido aos consumidores e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 compat\u00edvel com o ordenamento jur\u00eddico o Decreto n. 4.680\/2003, na parte que estabelece o limite de 1 (um) por cento, acima do qual se torna obrigat\u00f3ria a informa\u00e7\u00e3o expressa nos r\u00f3tulos dos produtos aliment\u00edcios comercializados da presen\u00e7a de organismos geneticamente modificados (OGM).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-se-presumir-a-maternidade-de-mae-nao-biologica-de-crianca-gerada-por-inseminacao-artificial-caseira-no-curso-de-uniao-estavel-homoafetiva\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de se presumir a maternidade de m\u00e3e n\u00e3o biol\u00f3gica de crian\u00e7a gerada por insemina\u00e7\u00e3o artificial &#8220;caseira&#8221; no curso de uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel presumir a maternidade de m\u00e3e n\u00e3o biol\u00f3gica de crian\u00e7a gerada por insemina\u00e7\u00e3o artificial &#8220;caseira&#8221; no curso de uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete, mulher mui pragm\u00e1tica em uma uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva, resolveu ser m\u00e3e por meio do m\u00e9todo conhecido como insemina\u00e7\u00e3o artificial &#8220;caseira&#8221; ou autoinsemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o nascimento da crian\u00e7a, a maternidade da m\u00e3e n\u00e3o biol\u00f3gica foi questionada judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.597. Presumem-se concebidos na const\u00e2ncia do casamento os filhos:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; havidos por insemina\u00e7\u00e3o artificial heter\u00f3loga, desde que tenha pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do marido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Para que se verifique a presun\u00e7\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o prevista no art. 1.597, V, do CC\/2002<strong>, \u00e9 necess\u00e1rio que estejam presentes os seguintes requisitos:<\/strong> (I) a concep\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a na const\u00e2ncia do casamento; (II) a utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de insemina\u00e7\u00e3o artificial heter\u00f3loga; e (III) a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do marido.<\/p>\n\n\n\n<p>Verificada a concep\u00e7\u00e3o de filho no curso de conviv\u00eancia p\u00fablica, cont\u00ednua e duradoura, com inten\u00e7\u00e3o de constitui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia, vi\u00e1vel a aplica\u00e7\u00e3o an\u00e1loga do disposto no art. 1.597, do C\u00f3digo Civil, \u00e0s uni\u00f5es est\u00e1veis h\u00e9tero e homoafetivas, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 equipara\u00e7\u00e3o promovida pelo julgamento conjunto da ADI 4.277 e ADPF 132 pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto o acompanhamento m\u00e9dico e de cl\u00ednicas especializadas seja de extrema relev\u00e2ncia para o planejamento da concep\u00e7\u00e3o por meio de t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida, n\u00e3o h\u00e1, no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, veda\u00e7\u00e3o expl\u00edcita ao registro de filia\u00e7\u00e3o realizada por meio de insemina\u00e7\u00e3o artificial &#8220;caseira&#8221;, tamb\u00e9m denominada &#8220;autoinsemina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 1.597, V, do CC\/2002, \u00e0 luz dos princ\u00edpios que norteiam o livre planejamento familiar e o melhor interesse da crian\u00e7a, i<strong>ndica que a insemina\u00e7\u00e3o artificial &#8220;caseira&#8221; \u00e9 protegida pelo ordenamento jur\u00eddico brasileiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, preenchidos, simultaneamente, todos os requisitos do art. 1.597, V, do C\u00f3digo Civil, presume-se a maternidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel presumir a maternidade de m\u00e3e n\u00e3o biol\u00f3gica de crian\u00e7a gerada por insemina\u00e7\u00e3o artificial &#8220;caseira&#8221; no curso de uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-do-animus-domini\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos do animus domini<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Para configurar o animus domini, requisito da usucapi\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que o autor tenha a posse efetiva do bem, e n\u00e3o apenas a deten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.306.673-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/9\/2024, DJe 4\/9\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o na qual visa ao reconhecimento do dom\u00ednio de im\u00f3vel. Disse que morava naquela casa fazia mais de d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Creiton, o demandado, respondeu que Crementino realmente l\u00e1 morava, mas unicamente por toler\u00e2ncia: ele permitira que Crementino l\u00e1 residisse, tratando-se de mera deten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o posse como se dono fosse.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrup\u00e7\u00e3o, nem oposi\u00e7\u00e3o, possuir como seu um im\u00f3vel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de t\u00edtulo e boa-f\u00e9; podendo requerer ao juiz que assim o declare por senten\u00e7a, a qual servir\u00e1 de t\u00edtulo para o registro no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-\u00e1 a dez anos se o possuidor houver estabelecido no im\u00f3vel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou servi\u00e7os de car\u00e1ter produtivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>O ordenamento jur\u00eddico permite a aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade por meio do instituto denominado de usucapi\u00e3o<\/strong>, previsto nos artigos 1238 e seguintes do C\u00f3digo Civil, sendo requisitos para tanto a comprova\u00e7\u00e3o do transcurso de determinado lapso temporal, o animus domini e a posse mansa e pac\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>h\u00e1 tr\u00eas requisitos essenciais<\/strong>: lapso temporal, inexist\u00eancia de oposi\u00e7\u00e3o e animus domini.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a esse \u00faltimo requisito, exige-se que o autor detenha efetivamente a posse do bem, e n\u00e3o a mera deten\u00e7\u00e3o. Isso porque a deten\u00e7\u00e3o ou mera toler\u00e2ncia do propriet\u00e1rio no uso do bem por outrem n\u00e3o levam \u00e0 posse apta e leg\u00edtima a ensejar a declara\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o (como assim se denomina de posse ad usucapionem).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, leciona a doutrina que se exclui &#8220;toda posse que n\u00e3o se fa\u00e7a acompanhar da inten\u00e7\u00e3o de ter a coisa para si &#8211; animus rem sibi habendi, como por exemplo a posse direta do locat\u00e1rio, do usufrutu\u00e1rio, do credor pignorat\u00edcio (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Para configurar o animus domini, requisito da usucapi\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que o autor tenha a posse efetiva do bem, e n\u00e3o apenas a deten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicacao-da-teoria-da-actio-nata-na-vertente-subjetiva-quando-demonstrada-a-inviabilidade-de-conhecimento-dos-demais-socios-acerca-da-gestao-fraudulenta-da-sociedade-pelo-administrador\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica\u00e7\u00e3o da teoria da actio nata na vertente subjetiva quando demonstrada a inviabilidade de conhecimento dos demais s\u00f3cios acerca da gest\u00e3o fraudulenta da sociedade pelo administrador<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, em que demonstrada a inviabilidade de conhecimento dos demais s\u00f3cios acerca da gest\u00e3o fraudulenta da sociedade pelo administrador, a regra do art. 189 do C\u00f3digo Civil assume vi\u00e9s humanizado e voltado aos interesses sociais, admitindo-se a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da actio nata em sua vertente subjetiva, que adota como marco inicial do prazo prescricional o conhecimento da viola\u00e7\u00e3o ao direito subjetivo pelo seu titular.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.494.347-SP, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2024, DJe 12\/9\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Genu\u00edno moveu a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o parcial de sociedade seu s\u00f3cio Creisson da empresa. A senten\u00e7a de primeiro grau julgou procedente o pedido, excluindo o Sr. Creisson da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Creisson alega que a pretens\u00e3o para reconhecer a suposta irregularidade dos atos que lhes s\u00e3o imputados surgira na data do respectivo ato ou fato, tendo portanto corrido prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Genu\u00edno, por sua vez, responde que apesar de a viola\u00e7\u00e3o do direito ter data pret\u00e9rita, no caso de m\u00e1 gest\u00e3o administrativa, o prazo da in\u00e9rcia s\u00f3 pode ser contado do conhecimento das falcatruas&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretens\u00e3o, a qual se extingue, pela prescri\u00e7\u00e3o, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3 o Em tr\u00eas anos:<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; a pretens\u00e3o contra as pessoas em seguida indicadas por viola\u00e7\u00e3o da lei ou do estatuto, contado o prazo:<\/p>\n\n\n\n<p>b) para os administradores, ou fiscais, da apresenta\u00e7\u00e3o, aos s\u00f3cios, do balan\u00e7o referente ao exerc\u00edcio em que a viola\u00e7\u00e3o tenha sido praticada, ou da reuni\u00e3o ou assembl\u00e9ia geral que dela deva tomar conhecimento;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a adota como regra a teoria da&nbsp;<em>actio nata&nbsp;<\/em>em sua vertente objetiva<\/strong>, considerando a data da efetiva viola\u00e7\u00e3o ao direito como marco inicial para a contagem do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, em sociedades regulares, a m\u00e1 gest\u00e3o de recursos pelos administradores atrai a aplica\u00e7\u00e3o do prazo trienal prescrito no art. 206, \u00a7 3\u00ba, VII,&nbsp;<em>b<\/em>, do C\u00f3digo Civil, cujo in\u00edcio se d\u00e1 com a efetiva les\u00e3o ou viola\u00e7\u00e3o do direito, a partir da definitividade das regras estabelecidas no estatuto social e da previsibilidade de realiza\u00e7\u00e3o das assembleias.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, contudo, <strong>foi reconhecido pela inst\u00e2ncia origin\u00e1ria que, durante a administra\u00e7\u00e3o empresarial, n\u00e3o houve a apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o relativo aos respectivos exerc\u00edcios, tampouco reuni\u00e3o assemblear para delibera\u00e7\u00e3o acerca da gest\u00e3o empreendida<\/strong>, de onde se depreende que a publicidade dos atos relativos \u00e0 administra\u00e7\u00e3o empresarial ficou sensivelmente vulnerada, circunst\u00e2ncia que, inevitavelmente, obsta a fixa\u00e7\u00e3o da data em que a assembleia deveria ter ocorrido como marco inicial do lapso prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a regra do art. 189 do C\u00f3digo Civil, assume vi\u00e9s humanizado e voltado aos interesses sociais, admitindo-se como marco inicial n\u00e3o mais o momento da ocorr\u00eancia da viola\u00e7\u00e3o do direito, mas a data do conhecimento do ato ou fato do qual decorre o direito de agir, sob pena de se punir a v\u00edtima por uma neglig\u00eancia que n\u00e3o houve, esquecendo-se o fato de que a aparente in\u00e9rcia pode ter decorrido da absoluta falta de conhecimento do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a controv\u00e9rsia atrai a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da&nbsp;<em>actio nata<\/em>&nbsp;em sua vertente subjetiva, segundo a qual a flu\u00eancia do prazo prescricional deve ocorrer, como regra, do conhecimento da viola\u00e7\u00e3o da les\u00e3o ao direito subjetivo pelo seu titular e n\u00e3o da viola\u00e7\u00e3o isoladamente considerada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, em que demonstrada a inviabilidade de conhecimento dos demais s\u00f3cios acerca da gest\u00e3o fraudulenta da sociedade pelo administrador, a regra do art. 189 do C\u00f3digo Civil assume vi\u00e9s humanizado e voltado aos interesses sociais, admitindo-se a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da actio nata em sua vertente subjetiva, que adota como marco inicial do prazo prescricional o conhecimento da viola\u00e7\u00e3o ao direito subjetivo pelo seu titular.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-dos-alimentos-e-transferencia-aos-herdeiros\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza dos alimentos e transfer\u00eancia aos herdeiros<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A natureza personal\u00edssima dos alimentos, al\u00e9m de seu car\u00e1ter de patrim\u00f4nio moral em raz\u00e3o de sua finalidade, torna invi\u00e1vel a transfer\u00eancia aos herdeiros em caso de morte da alimentada.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/9\/2024, DJe 12\/9\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda recebia alimentos de seu ex-marido Tadeu. Ocorre que Creosvalda tivera um filho de outra rela\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o rompimento com Tadeu. Quando Creosvalda veio a falecer, Toinho, filho e herdeiro de Creosvalda, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual alega que os alimentos devidos \u00e0 falecida agora seriam devidos a ele.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ressalta-se, de in\u00edcio, que <strong>os alimentos constituem o patrim\u00f4nio moral do alimentando, n\u00e3o integrando seu patrim\u00f4nio econ\u00f4mico<\/strong>; assim, em caso de falecimento, esse montante n\u00e3o se transmite aos herdeiros, tendo em vista a natureza personal\u00edssima, ainda que vencidos e n\u00e3o adimplidos.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a orienta\u00e7\u00e3o do STJ \u00e9 no sentido de que, <strong>na a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a sucess\u00e3o quando sobrev\u00e9m a morte do alimentando, ainda que a verba alimentar esteja vencida e n\u00e3o tenha sido adimplida, em virtude de sua natureza personal\u00edssima, sob pena de desviar a sua fun\u00e7\u00e3o alimentar<\/strong>. No mesmo sentido, veja-se o precedente abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;] Os alimentos integram o patrim\u00f4nio moral do alimentando, e n\u00e3o o seu patrim\u00f4nio econ\u00f4mico, ainda que possam ser apreci\u00e1veis economicamente. Para efeito de caracteriza\u00e7\u00e3o da natureza jur\u00eddica do direito aos alimentos, a correlata express\u00e3o econ\u00f4mica afigura-se&nbsp;<em>in totum<\/em>&nbsp;irrelevante, apresentando-se de modo meramente reflexo, como ocorre com os direitos da personalidade. 4. Do vi\u00e9s personal\u00edssimo do direito aos alimentos, destinado a assegurar a exist\u00eancia do aliment\u00e1rio e de ningu\u00e9m mais, decorre a absoluta inviabilidade de se transmiti-lo a terceiros, seja por neg\u00f3cio jur\u00eddico, seja por qualquer outro fato jur\u00eddico. [&#8230;] (REsp 1.771.258\/SP, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 6\/8\/2019, DJe de 14\/8\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A natureza personal\u00edssima dos alimentos, al\u00e9m de seu car\u00e1ter de patrim\u00f4nio moral em raz\u00e3o de sua finalidade, torna invi\u00e1vel a transfer\u00eancia aos herdeiros em caso de morte da alimentada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessidade-de-intimacao-quando-da-retirada-do-processo-de-pauta-para-sustentacao-oral\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necessidade de intima\u00e7\u00e3o quando da retirada do processo de pauta para sustenta\u00e7\u00e3o oral<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>No julgamento ass\u00edncrono em ambiente eletr\u00f4nico, caso o processo seja retirado da pauta (e n\u00e3o adiado) \u00e9 obrigat\u00f3ria a renova\u00e7\u00e3o de intima\u00e7\u00e3o das partes, notadamente quando h\u00e1 determina\u00e7\u00e3o expressa de retirada em atendimento \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.163.764-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024, DJe 17\/10\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Juvenal, advogado, teve seu pedido atendido para que o seu recurso fosse retirado da pauta dos julgamentos ass\u00edncronos \u2013 aqueles em ambiente eletr\u00f4nico no qual apenas julgadores participam. A ideia era se permitir a sustenta\u00e7\u00e3o oral em julgamento presencial ou telepresencial. Ocorre que Dr. Juvenal n\u00e3o foi intimado da altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Juvena alega a nulidade do julgamento por ofensa ao devido processo legal, \u00e0 ampla defesa e ao contradit\u00f3rio, pois se tornou invi\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral ou qualquer possibilidade de participa\u00e7\u00e3o do julgamento cuja realiza\u00e7\u00e3o desconhecia!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se a determina\u00e7\u00e3o de retirada de recurso de pauta (de julgamento ass\u00edncrono em ambiente eletr\u00f4nico no qual apenas julgadores participam) &#8211; para fins de se permitir futura sustenta\u00e7\u00e3o oral em julgamento presencial ou telepresencial &#8211; pode caracterizar cerceamento de defesa quando a parte \u00e9 posteriormente surpreendida com a ocorr\u00eancia do julgamento em contrariedade ao que foi determinado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, uma vez inclu\u00eddo processo em pauta de julgamento, seu adiamento n\u00e3o requer nova intima\u00e7\u00e3o das partes.<\/strong> A retirada de pauta, contudo, exige nova intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade da publica\u00e7\u00e3o da pauta \u00e9 cientificar as partes da data da aprecia\u00e7\u00e3o colegiada do recurso, permitindo participa\u00e7\u00e3o no julgamento com entrega de memoriais, prepara\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral ou esclarecimento de mat\u00e9ria de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorrendo retirada de processo da pauta com finalidade de atendimento a pedido de sustenta\u00e7\u00e3o oral, <strong>afigura-se leg\u00edtima a expectativa de que, uma vez definida a nova data do julgamento, seja publicada nova pauta sob pena de cerceamento da participa\u00e7\u00e3o das parte no julgamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o julgamento de apela\u00e7\u00e3o foi inicialmente pautado para julgamento na modalidade ass\u00edncrona em ambiente eletr\u00f4nico, o qual n\u00e3o permite qualquer participa\u00e7\u00e3o das partes. A obje\u00e7\u00e3o foi acolhida para retirada do processo de pauta em atendimento ao pedido de sustenta\u00e7\u00e3o oral. Contudo, a parte foi surpreendida com o julgamento na modalidade ass\u00edncrona apesar da determina\u00e7\u00e3o, violando sua expectativa leg\u00edtima e confian\u00e7a, no sentido de que o julgamento ocorreria em momento posterior ao originalmente previsto, estando o preju\u00edzo caracterizado com o resultado desfavor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>No julgamento ass\u00edncrono em ambiente eletr\u00f4nico, caso o processo seja retirado da pauta (e n\u00e3o adiado) \u00e9 obrigat\u00f3ria a renova\u00e7\u00e3o de intima\u00e7\u00e3o das partes, notadamente quando h\u00e1 determina\u00e7\u00e3o expressa de retirada em atendimento \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-substituicao-da-penhora-em-dinheiro-por-seguro-garantia-judicial\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da <\/a>substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por seguro garantia judicial<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por seguro garantia judicial, observados os requisitos do art. 835, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, pois trata-se de medida que produz os mesmos efeitos jur\u00eddicos que o dinheiro, seja para fins de garantir o ju\u00edzo, seja para possibilitar a substitui\u00e7\u00e3o de outro bem objeto de anterior penhora, n\u00e3o podendo o exequente rejeitar a indica\u00e7\u00e3o, salvo por insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida.<\/p>\n\n\n\n<p>TutCautAnt 672-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/9\/2024, DJe 30\/9\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Transnordeste S.A. era r\u00e9 em uma a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a multimilion\u00e1ria. Considerando o vulto da quest\u00e3o, uma penhora em dinheiro poderia inviabilizar o fluxo de caixa da empresa. Requereu ent\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por seguro garantia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz\u00e3o, contudo, estava resistente em aceitar a substitui\u00e7\u00e3o. Como dizia o <em>homi<\/em> da toga: dinheiro \u00e9 dinheiro, papel \u00e9 papel, e o seguro morreu de velho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 300. A tutela de urg\u00eancia ser\u00e1 concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado \u00fatil do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 835. A penhora observar\u00e1, preferencialmente, a seguinte ordem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Para fins de substitui\u00e7\u00e3o da penhora, equiparam-se a dinheiro a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial, desde que em valor n\u00e3o inferior ao do d\u00e9bito constante da inicial, acrescido de trinta por cento.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, como parte ou como fiscal da ordem jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decis\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica submetida \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em ju\u00edzo como substituto processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos dos arts. 300 e 996, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC, em caso de recurso sem efeito suspensivo, a efic\u00e1cia da decis\u00e3o recorrida pode ser suspensa por decis\u00e3o do relator, na hip\u00f3tese em que houver perigo de dano ou risco ao resultado \u00fatil do processo e ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 835, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, equipara a dinheiro a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro-garantia judicial, para fins de substitui\u00e7\u00e3o da penhora<\/strong>, desde que em valor n\u00e3o inferior ao do d\u00e9bito constante da inicial, acrescido de 30% (trinta por cento).<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao referido dispositivo, h\u00e1 diversos julgados do STJ reconhecendo que, em que pese a lei se referir a &#8220;substitui\u00e7\u00e3o&#8221;, que pressup\u00f5e a anterior penhora de outro bem, o seguro-garantia judicial produz os mesmos efeitos jur\u00eddicos que o dinheiro, seja para fins de garantir o ju\u00edzo, seja para possibilitar a substitui\u00e7\u00e3o de outro bem objeto de anterior penhora, n\u00e3o podendo o exequente rejeitar a indica\u00e7\u00e3o, salvo por insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida. No caso de seguro-garantia judicial a idoneidade da ap\u00f3lice deve ser aferida mediante verifica\u00e7\u00e3o da conformidade de suas cl\u00e1usulas \u00e0s normas editadas pela autoridade competente, no caso, a Superintend\u00eancia de Seguros Privados &#8211; SUSEP.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se, tamb\u00e9m, que<strong> a simples fixa\u00e7\u00e3o de prazo de validade determinado na ap\u00f3lice e a inser\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula condicionando os efeitos da cobertura ao tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o n\u00e3o implicam inidoneidade da garantia oferecida, <\/strong>pois a renova\u00e7\u00e3o da ap\u00f3lice, a princ\u00edpio autom\u00e1tica, somente n\u00e3o ocorrer\u00e1 se n\u00e3o houver mais risco a ser coberto ou se apresentada nova garantia. Caso n\u00e3o renovada a cobertura ou se o for extemporaneamente, caraterizado estar\u00e1 o sinistro, de acordo com a regulamenta\u00e7\u00e3o estabelecida pela SUSEP, abrindo-se, para o segurado, a possibilidade de execu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria ap\u00f3lice em face da seguradora.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, diante do&nbsp;<em>fumus bonis iuris<\/em>&nbsp;e do&nbsp;<em>periculum in mora<\/em>&nbsp;devidamente demonstrados, bem como, considerando-se que: i) o CPC, art. 835, \u00a7 2\u00ba, e a jurisprud\u00eancia do STJ autorizam a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por seguro-garantia; ii) o valor dado em garantia \u00e9 30% maior que o d\u00e9bito executado; iii) houve a juntada de ap\u00f3lice de seguro garantia, com validade at\u00e9 04\/07\/2029 e de certid\u00e3o de regularidade da seguradora perante a SUSEP; iv) se est\u00e1 no \u00e2mbito de uma execu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria; v) a manuten\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro, em sede de execu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, certamente causar\u00e1 ao executado onerosidade maior que a necess\u00e1ria, afetando a atividade empresarial diante da vultuosidade do valor penhorado, mostra-se plaus\u00edvel a libera\u00e7\u00e3o do referido valor em favor da requerente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, se o poss\u00edvel provimento do recurso especial ensejar\u00e1 o reconhecimento da inexist\u00eancia de t\u00edtulo judicial com a consequente extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria (que \u00e9 o m\u00e1ximo dos efeitos), \u00e9 plenamente plaus\u00edvel, por \u00f3bvio, a concess\u00e3o de um efeito menor que \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro pelo seguro garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, deve ser concedido efeito suspensivo ao recurso especial ainda em curso perante o Tribunal de origem, para autorizar a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro pela ap\u00f3lice de seguro-garantia ofertado, no valor do d\u00e9bito, acrescido de trinta por cento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por seguro garantia judicial, observados os requisitos do art. 835, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, pois trata-se de medida que produz os mesmos efeitos jur\u00eddicos que o dinheiro, seja para fins de garantir o ju\u00edzo, seja para possibilitar a substitui\u00e7\u00e3o de outro bem objeto de anterior penhora, n\u00e3o podendo o exequente rejeitar a indica\u00e7\u00e3o, salvo por insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PREVIDENCI\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reforma-da-decisao-que-antecipa-os-efeitos-da-tutela-final-obriga-o-autor-da-acao-a-devolver-os-valores-dos-beneficios-previdenciarios-ou-assistenciais-recebidos-e-possibilidade-de-liquidacao-nos-mesmos-autos\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reforma da decis\u00e3o que antecipa os efeitos da tutela final obriga o autor da a\u00e7\u00e3o a devolver os valores dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios ou assistenciais recebidos e possibilidade de liquida\u00e7\u00e3o nos mesmos autos.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>A reforma da decis\u00e3o que antecipa os efeitos da tutela final obriga o autor da a\u00e7\u00e3o a devolver os valores dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios ou assistenciais recebidos, o que pode ser feito por meio de desconto em valor que n\u00e3o exceda 30% (trinta por cento) da import\u00e2ncia de eventual benef\u00edcio que ainda lhe estiver sendo pago, restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais preju\u00edzos nos mesmos autos, na forma do art. 520, II, do CPC\/2015 (art. 475-O, II, do CPC\/1973).<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl na Pet 12.482-DF, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 9\/10\/2024, DJe 11\/10\/2024 (Complementa\u00e7\u00e3o do Tema Repetitivo 692\/STJ). (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Josefa teve benef\u00edcio previdenci\u00e1rio negado administrativamente pelo INSS. Inconformada, ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual foi determinada a concess\u00e3o do benef\u00edcio em antecipa\u00e7\u00e3o de tutela. Mas n\u00e3o \u00e9 que o pedido foi julgado improcedente ao final, e a liminar cassada?<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS ent\u00e3o requereu a devolu\u00e7\u00e3o dos valores recebidos indevidamente e nos mesmos autos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.213\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 115.&nbsp; Podem ser descontados dos benef\u00edcios:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; pagamento administrativo ou judicial de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio ou assistencial indevido, ou al\u00e9m do devido, inclusive na hip\u00f3tese de cessa\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio pela revoga\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o judicial, em valor que n\u00e3o exceda 30% (trinta por cento) da sua import\u00e2ncia, nos termos do regulamento;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a respeito da possibilidade de complementar o entendimento firmado no tema repetitivo 692\/STJ (REsp 1.401.560\/MT, julgado em 12\/2\/2014), que continha a seguinte reda\u00e7\u00e3o: &#8220;a reforma da decis\u00e3o que antecipa a tutela obriga o autor da a\u00e7\u00e3o a devolver os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios indevidamente recebidos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 11\/5\/2022, no julgamento da Quest\u00e3o de Ordem na Pet 12.482\/DF, proposta para revisar o entendimento do&nbsp;Tema 692\/STJ, a Primeira Se\u00e7\u00e3o esclareceu que &#8220;<strong>a tutela de urg\u00eancia n\u00e3o deixa de ser prec\u00e1ria e pass\u00edvel de modifica\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o a qualquer tempo, o que implicar\u00e1 o retorno ao estado anterior \u00e0 sua concess\u00e3o<\/strong>&#8220;. Al\u00e9m disso, aduziu que a maioria dos precedentes contr\u00e1rios ao&nbsp;Tema 692\/STJ&nbsp;n\u00e3o diziam respeito a lides previdenci\u00e1rias e que todos seriam anteriores \u00e0s altera\u00e7\u00f5es inseridas pela Lei 13.846\/2019, no art. 115, II, da Lei 8.213\/1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a Primeira Se\u00e7\u00e3o decidiu por julgar a quest\u00e3o de ordem no sentido da reafirma\u00e7\u00e3o da tese jur\u00eddica contida no Tema Repetitivo 692\/STJ, com acr\u00e9scimo redacional para ajuste \u00e0 nova legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia (art. 115, II, da Lei n. 8.213\/1991).<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS indaga, nos presentes embargos de declara\u00e7\u00e3o, sobre a possibilidade de cobran\u00e7a dos valores pagos por for\u00e7a de decis\u00e3o prec\u00e1ria nos pr\u00f3prios autos ou em autos apartados e a necessidade de complementa\u00e7\u00e3o da reda\u00e7\u00e3o da tese jur\u00eddica firmada no&nbsp;Tema 692\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, n\u00e3o obstante o voto proferido na Quest\u00e3o de Ordem na Pet 12.482\/DF tenha sido claro quanto \u00e0 possibilidade de liquida\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios autos, quando reformada a decis\u00e3o que lastreava a execu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, com base no art. 520, I e II, do CPC\/2015 (art. 475-O, I e II, do CPC\/1973), observa-se que a tese jur\u00eddica firmada n\u00e3o fez nenhuma refer\u00eancia a esse posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, a fim de evitar desnecess\u00e1rias controv\u00e9rsias derivadas do julgamento da Quest\u00e3o de Ordem na Pet 12.482\/DF, <strong>se faz necess\u00e1ria uma complementa\u00e7\u00e3o no conte\u00fado da tese jur\u00eddica consagrada no&nbsp;Tema 692\/STJ<\/strong>, para incluir, expressamente, a possibilidade de liquida\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios autos, na forma do art. 520, I e II, do CPC\/2015 (art. 475-O, I e II, do CPC\/1973).<\/p>\n\n\n\n<p>Fixa, assim, a seguinte tese jur\u00eddica: &#8220;a reforma da decis\u00e3o que antecipa os efeitos da tutela final obriga o autor da a\u00e7\u00e3o a devolver os valores dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios ou assistenciais recebidos, o que pode ser feito por meio de desconto em valor que n\u00e3o exceda 30% (trinta por cento) da import\u00e2ncia de eventual benef\u00edcio que ainda lhe estiver sendo pago, restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais preju\u00edzos nos mesmos autos, na forma do art. 520, II, do CPC\/2015 (art. 475- O, II, do CPC\/1973)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A reforma da decis\u00e3o que antecipa os efeitos da tutela final obriga o autor da a\u00e7\u00e3o a devolver os valores dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios ou assistenciais recebidos, o que pode ser feito por meio de desconto em valor que n\u00e3o exceda 30% (trinta por cento) da import\u00e2ncia de eventual benef\u00edcio que ainda lhe estiver sendo pago, restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais preju\u00edzos nos mesmos autos, na forma do art. 520, II, do CPC\/2015 (art. 475-O, II, do CPC\/1973).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-favorecimento-a-prostituicao-de-adolescentes-e-desconhecimento-da-idade-da-vitima-pelo-autor\"><a>10.&nbsp; Favorecimento \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o de adolescentes e desconhecimento da idade da v\u00edtima pelo autor<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>O fato de a v\u00edtima, menor de 18 e maior de 14 anos de idade, atuar na prostitui\u00e7\u00e3o e ter conhecimento dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 irrelevante para a configura\u00e7\u00e3o do crime de favorecimento \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o de adolescentes (art. 218-B, \u00a7 2\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal).<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2024, DJe 28\/8\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o atua como intermedi\u00e1rio entre clientes e prostitutas (cafet\u00e3o). Ocorre que uma das mo\u00e7as de seu plantel era menor de 18 anos, informa\u00e7\u00e3o que ocultou do chefe.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o e denunciou Craudi\u00e3o pelo crime de crime de favorecimento \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o de adolescentes. A defesa alega que o desconhecimento da idade pelo acusado desconfiguraria o crime.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-do-direito\">10.2.1. Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Favorecimento da prostitui\u00e7\u00e3o ou de outra forma de explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7a ou adolescente ou de vulner\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 218-B.&nbsp; Submeter, induzir ou atrair \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o ou outra forma de explora\u00e7\u00e3o sexual algu\u00e9m menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou defici\u00eancia mental, n\u00e3o tem o necess\u00e1rio discernimento para a pr\u00e1tica do ato, facilit\u00e1-la, impedir ou dificultar que a abandone:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp; Incorre nas mesmas penas:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; quem pratica conjun\u00e7\u00e3o carnal ou outro ato libidinoso com algu\u00e9m menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situa\u00e7\u00e3o descrita no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-dos-fundamentos\">10.2.2. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 218-B, \u00a7 2\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal afirma <strong>que incorre nas mesmas penas de quem submete, induz ou atrai \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o ou outra forma de explora\u00e7\u00e3o sexual algu\u00e9m menor de 18 anos aquele que pratica conjun\u00e7\u00e3o carnal ou outro ato libidinoso com pessoa menor de 18 e maior de 14 anos<\/strong>, crit\u00e9rio et\u00e1rio, notoriamente OBJETIVO, que n\u00e3o d\u00e1 margem para relativiza\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 vulnerabilidade da v\u00edtima, ao aferimento de seu consentimento e \u00e0 sua experi\u00eancia sexual anterior &#8211; argumentos esses sexistas, porquanto deslocam para a v\u00edtima a responsabilidade pela pr\u00e1tica da viol\u00eancia sexual cometida pelo r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Autorizar esse vi\u00e9s argumentativo implicaria assumir, na esp\u00e9cie e em casos similares, a legitimidade de um escrut\u00ednio nada disfar\u00e7ado das v\u00edtimas do sexo feminino de crimes sexuais e reconhecer que existe um paradigma de mulher apta ao sexo, de acordo com seu aspecto f\u00edsico, de seu fen\u00f3tipo, e, consequentemente, definidor de sua idade. Al\u00e9m disso, importaria a objetifica\u00e7\u00e3o do corpo feminino e o reconhecimento, essencialmente, da impossibilidade da conten\u00e7\u00e3o da libido masculina.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, a orienta\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 de que o fato de a v\u00edtima, menor de 18 e maior de 14 anos de idade, atuar na prostitui\u00e7\u00e3o e ter conhecimento dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 irrelevante para a configura\u00e7\u00e3o do tipo penal previsto no art. 218-B, \u00a7 2\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal, norteada pela regra et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, verifica-se que <strong>a Corte local concluiu corretamente pela exist\u00eancia dos elementos constitutivos do crime de favorecimento \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o de menores<\/strong>, pois as adolescentes praticaram atos sexuais com o acusado em troca de pagamento, fatos suficientes para a configura\u00e7\u00e3o do tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-da-decisao\">10.2.3. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>O fato de a v\u00edtima, menor de 18 e maior de 14 anos de idade, atuar na prostitui\u00e7\u00e3o e ter conhecimento dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 irrelevante para a configura\u00e7\u00e3o do crime de favorecimento \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o de adolescentes (art. 218-B, \u00a7 2\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-competencia-para-julgar-desembargadores-mesmo-que-os-fatos-imputados-nao-tenham-relacao-com-o-exercicio-do-cargo\"><a>11.&nbsp; Compet\u00eancia para julgar desembargadores, mesmo que os fatos imputados n\u00e3o tenham rela\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio do cargo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a processar e julgar desembargadores, mesmo que os fatos imputados n\u00e3o tenham rela\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio do cargo, para garantir a imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 2\/10\/2024, DJe 8\/10\/2024. (Info 10) (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um Desembargador de TJ foi denunciado por agredir a esposa. A agress\u00e3o ocorreu na casa do casal e sem testemunhas. A defesa alega a incompet\u00eancia do STJ, por entender que o caso nada teria a ver com o cargo ou fun\u00e7\u00e3o exercida, al\u00e9m da falta de provas somadas ao depoimento da esposa.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-dos-fundamentos\">11.2.1. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Quest\u00e3o de Ordem na A\u00e7\u00e3o Penal n. 937\/RJ, estabeleceu que o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o deve limitar-se aos crimes praticados no cargo e em sua fun\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se estendendo aos delitos praticados por autoridades, ainda que durante o exerc\u00edcio do cargo, mas que com ele n\u00e3o tenham rela\u00e7\u00e3o alguma.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao restabelecer o crit\u00e9rio da contemporaneidade, <strong>o Supremo Tribunal Federal procurou manter o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o circunscrito \u00e0quelas hip\u00f3teses em que o crime, al\u00e9m de ser praticado durante o exerc\u00edcio do cargo, tenha rela\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es desempenhadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a passou a reconhecer que, em se tratando de delitos praticados por desembargadores, a compet\u00eancia se mant\u00e9m no STJ, ainda que os fatos n\u00e3o tenham rela\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio do cargo, considerando que o processamento e o julgamento do feito por magistrado de primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o vinculado ao mesmo Tribunal <strong>poderiam afetar a independ\u00eancia e a imparcialidade que orientam a atividade jurisdicional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a Corte Especial do STJ tem entendimento de que &#8220;a necessidade de que o julgador possa reunir as condi\u00e7\u00f5es para o desempenho de suas atividades judicantes de forma imparcial n\u00e3o se revela como um privil\u00e9gio do julgador ou do acusado, mas como uma condi\u00e7\u00e3o para que se realize justi\u00e7a criminal de forma ison\u00f4mica e republicana&#8221; (QO na APn n. 878\/DF, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Corte Especial, julgado em 21\/11\/2018, DJe 19\/12\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ofereceu den\u00fancia contra Desembargador, imputando-lhe a pr\u00e1tica do delito previsto no art. 129, \u00a7 9\u00ba, do C\u00f3digo Penal, por ofender a integridade corporal de sua ent\u00e3o esposa, prevalecendo-se das rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que <strong>inexiste ilegalidade no fato de a acusa\u00e7\u00e3o referente aos delitos praticados em ambiente dom\u00e9stico ou familiar estar lastreada, sobretudo, no depoimento prestado pela ofendida<\/strong>, pois tais il\u00edcitos geralmente s\u00e3o praticados \u00e0 clandestinidade, sem a presen\u00e7a de testemunhas, e muitas vezes n\u00e3o deixam rastros materiais, motivo pelo qual a palavra da v\u00edtima possui especial relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, da an\u00e1lise da inicial acusat\u00f3ria verifica-se que est\u00e3o presentes provas da materialidade e ind\u00edcios suficientes de autoria, impondo-se o recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-da-decisao\">11.2.2. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a processar e julgar desembargadores, mesmo que os fatos imputados n\u00e3o tenham rela\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio do cargo, para garantir a imparcialidade. Em casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, a palavra da v\u00edtima tem especial relev\u00e2ncia, haja vista que muitos desses casos ocorrem em situa\u00e7\u00f5es de clandestinidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-atuacao-extra-autos-do-magistrado-que-influencia-no-depoimento-do-acusado-e-nulidade\"><a>12.&nbsp; Atua\u00e7\u00e3o extra autos do magistrado que influencia no depoimento do acusado e nulidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Verificada a atua\u00e7\u00e3o extra autos do magistrado que influencia no depoimento do acusado, n\u00e3o se pode cogitar da validade do ato, nem sequer a pretexto de aus\u00eancia de preju\u00edzo, visto que a quebra de imparcialidade do juiz gera nulidade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/10\/2024. (Info STJ 830)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um processo criminal, o magistrado respons\u00e1vel pela instru\u00e7\u00e3o realizou oitivas informais dos acusados acerca dos fatos antes da audi\u00eancia em continua\u00e7\u00e3o. A defesa dos acusados alega a quebra de imparcialidade e necess\u00e1ria nulidade da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-do-direito\">12.2.1. Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>LIV &#8211; ningu\u00e9m ser\u00e1 privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-dos-fundamentos\">12.2.2. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem se manifestado acerca da relev\u00e2ncia e do car\u00e1ter fundamental das garantias inerentes ao devido processo legal<\/strong>, cuja envergadura vem impressa, de maneira indel\u00e9vel, no art. 5\u00ba, LIV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que assegura que &#8220;ningu\u00e9m ser\u00e1 privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do conjunto de garantias conferido aos litigantes, &#8220;o processo penal, al\u00e9m de instrumento de legitima\u00e7\u00e3o do poder punitivo estatal e de prote\u00e7\u00e3o dos bens jur\u00eddicos mais caros \u00e0 sociedade, ao fixar arqu\u00e9tipos normativos r\u00edgidos, constitui significativo meio de limita\u00e7\u00e3o do arb\u00edtrio estatal e de salvaguarda dos direitos fundamentais dos investigados, acusados e r\u00e9us.&#8221; (STF, RE 1.301.250-RJ, relatora Ministra Rosa Weber).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem entendeu n\u00e3o ter havido nulidade pelo motivo de o magistrado respons\u00e1vel pela instru\u00e7\u00e3o realizar oitivas informais dos acusados acerca dos fatos antes da audi\u00eancia em continua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, tal entendimento vai de encontro ao que vem sendo decidido por esta Corte Superior. Acerca da confiss\u00e3o informal,&nbsp;<em>mutatis mutandis,<\/em>&nbsp;vale lembrar que recentemente a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ firmou a seguinte tese: &#8220;11.1: A confiss\u00e3o extrajudicial somente ser\u00e1 admiss\u00edvel no processo judicial se feita formalmente e de maneira documentada, dentro de um estabelecimento estatal p\u00fablico e oficial. Tais garantias n\u00e3o podem ser renunciadas pelo interrogado e, se alguma delas n\u00e3o for cumprida, a prova ser\u00e1 inadmiss\u00edvel. A inadmissibilidade permanece mesmo que a acusa\u00e7\u00e3o tente introduzir a confiss\u00e3o extrajudicial no processo por outros meios de prova (como, por exemplo, o testemunho do policial que a colheu)&#8230;&#8221; (AREsp 2.123.334-MG, Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 2\/7\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, se a confiss\u00e3o informal j\u00e1 merece profundo escrut\u00ednio quando suscitada em fase extrajudicial e para acusado maior de idade, com maior raz\u00e3o h\u00e1 de se acautelar em garantia do devido processo legal quando tais di\u00e1logos informais s\u00e3o travados pelo magistrado que preside o ato e com menor acusado de ato infracional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise, apurado que o magistrado respons\u00e1vel por presidir a audi\u00eancia em continua\u00e7\u00e3o, onde as provas judiciais orais seriam colhidas sob contradit\u00f3rio, atuou de maneira direta e fora da solenidade, &#8220;no corredor&#8221; das depend\u00eancias do f\u00f3rum, tendo mencionado tal fato a pretexto de influenciar no depoimento da parte j\u00e1 durante a audi\u00eancia, <strong>observa-se flagrante descumprimento dos deveres de prud\u00eancia, imparcialidade e transpar\u00eancia, a indicar a nulidade do ato.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, verificada a atua\u00e7\u00e3o extra autos do magistrado que influenciou no depoimento do adolescente infrator, n\u00e3o se pode cogitar da validade do ato, nem sequer a pretexto de aus\u00eancia de preju\u00edzo, uma vez que o entendimento pac\u00edfico do STJ \u00e9 no sentido de que quebra de imparcialidade do magistrado \u00e9 causa de nulidade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-da-decisao\">12.2.3. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Verificada a atua\u00e7\u00e3o extra autos do magistrado que influencia no depoimento do acusado, n\u00e3o se pode cogitar da validade do ato, nem sequer a pretexto de aus\u00eancia de preju\u00edzo, visto que a quebra de imparcialidade do juiz gera nulidade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-85fe0016-ba54-4c7d-8ff6-8a5c395b2c47\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/12004323\/stj-informativo-830.pdf\">STJ &#8211; informativo 830<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/11\/12004323\/stj-informativo-830.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-85fe0016-ba54-4c7d-8ff6-8a5c395b2c47\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do Informativo n\u00ba 830 do STJ\u00a0COMENTADO. Pra cima dele! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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