{"id":1482993,"date":"2024-10-30T07:53:18","date_gmt":"2024-10-30T10:53:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1482993"},"modified":"2024-10-30T07:53:19","modified_gmt":"2024-10-30T10:53:19","slug":"informativo-stj-828-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-828-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 828 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 828 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/10\/28235255\/stj-informativo-828.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_aNUnLPGURGo\"><div id=\"lyte_aNUnLPGURGo\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/aNUnLPGURGo\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/aNUnLPGURGo\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/aNUnLPGURGo\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-nimputabilidade-e-incomunicabilidade-das-penas\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I<\/a>nimputabilidade e incomunicabilidade das penas<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando o ju\u00edzo criminal reconhece a inimputabilidade do agente fundada no art. 26 do C\u00f3digo Penal e profere senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria, com imposi\u00e7\u00e3o de medida de seguran\u00e7a, descabe a fixa\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o administrativa, impondo-se \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ao rev\u00e9s, o dever de avaliar a eventual concess\u00e3o de licen\u00e7a para tratamento de sa\u00fade ou de aposentadoria por invalidez.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 1\/10\/2024, DJe 4\/10\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo, servidor p\u00fablico, praticou conduta prevista como crime e tamb\u00e9m como falta disciplinar, durante surto psic\u00f3tico, quando estava absolutamente incapaz de entender o car\u00e1ter il\u00edcito do fato cometido.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da constata\u00e7\u00e3o da inimputabilidade pela per\u00edcia no \u00e2mbito criminal, Creosvaldo foi penalizado administrativamente. Indignada, sua defesa sustenta que o reconhecimento da inimputabilidade deveria estender seus efeitos \u00e0 esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 66.&nbsp; N\u00e3o obstante a senten\u00e7a absolut\u00f3ria no ju\u00edzo criminal, a a\u00e7\u00e3o civil poder\u00e1 ser proposta quando n\u00e3o tiver sido, categoricamente, reconhecida a inexist\u00eancia material do fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;149.&nbsp;&nbsp;Quando houver d\u00favida sobre a integridade mental do acusado, o juiz ordenar\u00e1, de of\u00edcio ou a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, do defensor, do curador, do ascendente, descendente, irm\u00e3o ou c\u00f4njuge do acusado, seja este submetido a exame m\u00e9dico-legal.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;O exame poder\u00e1 ser ordenado ainda na fase do inqu\u00e9rito, mediante representa\u00e7\u00e3o da autoridade policial ao juiz competente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7&nbsp;2<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;O juiz nomear\u00e1 curador ao acusado, quando determinar o exame, ficando suspenso o processo, se j\u00e1 iniciada a a\u00e7\u00e3o penal, salvo quanto \u00e0s dilig\u00eancias que possam ser prejudicadas pelo adiamento.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 935. A responsabilidade civil \u00e9 independente da criminal, n\u00e3o se podendo questionar mais sobre a exist\u00eancia do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas quest\u00f5es se acharem decididas no ju\u00edzo criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;125.&nbsp;&nbsp;As san\u00e7\u00f5es civis, penais e administrativas poder\u00e3o cumular-se, sendo independentes entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;126.&nbsp;&nbsp;A responsabilidade administrativa do servidor ser\u00e1 afastada no caso de absolvi\u00e7\u00e3o criminal que negue a exist\u00eancia do fato ou sua autoria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca do controle de legalidade de Processo Administrativo Disciplinar, notadamente para aferir se, diante da incontroversa inimputabilidade da Impetrante reconhecida em \u00e2mbito criminal, vi\u00e1vel a subsist\u00eancia de penalidade disciplinar pelos mesmos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou-se no sentido de que <strong>o controle jurisdicional de processos administrativos disciplinares se restringe ao exame da regularidade do procedimento e da legalidade do ato, \u00e0 luz dos princ\u00edpios<\/strong> do contradit\u00f3rio, da ampla defesa e do devido processo legal, sendo vedada qualquer incurs\u00e3o no m\u00e9rito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os artigos 66 do C\u00f3digo de Processo Penal, 935 do C\u00f3digo Civil, e 125 e 126 da Lei n. 8.112\/1990, consagram o princ\u00edpio da relativa independ\u00eancia entre as inst\u00e2ncias civil, administrativa e penal, possibilitando apura\u00e7\u00f5es distintas no \u00e2mbito de cada esfera de responsabilidade, ressalvada, como regra, a preval\u00eancia da jurisdi\u00e7\u00e3o criminal quanto \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica acerca da inocorr\u00eancia da conduta ou quando peremptoriamente afastada a contribui\u00e7\u00e3o do agente para sua pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das hip\u00f3teses expressamente previstas em lei, \u00e0 luz do princ\u00edpio constitucional da culpabilidade, imp\u00f5e-se observar a comunica\u00e7\u00e3o entre as \u00f3rbitas penal e administrativa quando o ju\u00edzo criminal reconhece, de maneira contundente, a inimputabilidade do agente fundada no art. 26 do C\u00f3digo Penal e profere senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria, com imposi\u00e7\u00e3o de medida de seguran\u00e7a, especificamente em situa\u00e7\u00f5es nas quais, constatada enfermidade ps\u00edquica, o acusado era, ao tempo da a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, inteiramente incapaz de entender o car\u00e1ter il\u00edcito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, porquanto causa excludente da culpa em sentido lato.<\/p>\n\n\n\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o da inimputabilidade exige acentuada incurs\u00e3o f\u00e1tica, pr\u00e9via instaura\u00e7\u00e3o de incidente de insanidade mental (art. 149 do CPP) e detida an\u00e1lise de laudos m\u00e9dicos para avaliar a higidez ps\u00edquica do acusado, de modo que a conclus\u00e3o positiva acerca da car\u00eancia de discernimento cognitivo encerra ju\u00edzo de certeza impass\u00edvel de ulterior revis\u00e3o ou desconsidera\u00e7\u00e3o na via administrativa. Nessas circunst\u00e2ncias, <strong>a despeito da aus\u00eancia de disposi\u00e7\u00e3o legal expressa determinando a repercuss\u00e3o da senten\u00e7a penal absolut\u00f3ria impr\u00f3pria sobre a decis\u00e3o administrativa, admitir a subsist\u00eancia da responsabilidade disciplinar quando recha\u00e7ada a puni\u00e7\u00e3o criminal em raz\u00e3o de causa biopsicol\u00f3gica excludente de culpabilidade traduziria evidente incoer\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Constatada a pr\u00e1tica de falta disciplinar quando o agente estava em surto psic\u00f3tico e absolutamente incapaz de entender o car\u00e1ter il\u00edcito do fato cometido, descabe a fixa\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o administrativa, impondo-se \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ao rev\u00e9s, o dever de avaliar a eventual concess\u00e3o de licen\u00e7a para tratamento de sa\u00fade ou de aposentadoria por invalidez, sendo invi\u00e1vel o apenamento de pessoa mentalmente enferma \u00e0 \u00e9poca da conduta imputada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Quando o ju\u00edzo criminal reconhece a inimputabilidade do agente fundada no art. 26 do C\u00f3digo Penal e profere senten\u00e7a absolut\u00f3ria impr\u00f3pria, com imposi\u00e7\u00e3o de medida de seguran\u00e7a, descabe a fixa\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o administrativa, impondo-se \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ao rev\u00e9s, o dever de avaliar a eventual concess\u00e3o de licen\u00e7a para tratamento de sa\u00fade ou de aposentadoria por invalidez.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-c-abimento-de-indenizacao-quando-da-existencia-de-ocupacao-irregular-de-bem-da-uniao\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; C<\/a>abimento de indeniza\u00e7\u00e3o quando da exist\u00eancia de ocupa\u00e7\u00e3o irregular de bem da Uni\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Constatada a exist\u00eancia de ocupa\u00e7\u00e3o irregular de bem da Uni\u00e3o, \u00e9 devida a indeniza\u00e7\u00e3o prevista no art. 10, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 9.636\/1998, pela posse ou ocupa\u00e7\u00e3o il\u00edcita, abrangendo o per\u00edodo entre a data do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e a efetiva desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e independentemente da comprova\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9 do particular, inclusive quando a autoriza\u00e7\u00e3o de uso for outorgada por quem n\u00e3o det\u00e9m poderes para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.898.029-RJ, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024, DJe 24\/9\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><a><\/a><a>Creiton construiu um quiosque na praia (coisa fina), mas o fez sem autoriza\u00e7\u00e3o para tanto. A Uni\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o reivindicat\u00f3ria e demolit\u00f3ria (veio ao Judici\u00e1rio babando), alegando que Creiton ocupou \u00e1rea p\u00fablica indevidamente. Requereu a demoli\u00e7\u00e3o \u00e0s expensas de Creiton.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que a\u00ed antes de o processo findar, Creiton desocupou o bem \u201cvoluntariamente\u201d. Por tal raz\u00e3o, o pedido de demoli\u00e7\u00e3o foi extinto por perda superveniente do interesse de agir. O juiz, com pena do Creiton, julgou tamb\u00e9m improcedente o pedido da Uni\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o pelo tempo de ocupa\u00e7\u00e3o de bem p\u00fablico (art. 10, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 9.636\/1998).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.636\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. Constatada a exist\u00eancia de posses ou ocupa\u00e7\u00f5es em desacordo com o disposto nesta Lei, a Uni\u00e3o dever\u00e1 imitir-se sumariamente na posse do im\u00f3vel, cancelando-se as inscri\u00e7\u00f5es eventualmente realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. At\u00e9 a efetiva desocupa\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 devida \u00e0 Uni\u00e3o indeniza\u00e7\u00e3o pela posse ou ocupa\u00e7\u00e3o il\u00edcita, correspondente a 10% (dez por cento) do valor atualizado do dom\u00ednio pleno do terreno, por ano ou fra\u00e7\u00e3o de ano em que a Uni\u00e3o tenha ficado privada da posse ou ocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, sem preju\u00edzo das demais san\u00e7\u00f5es cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca dos requisitos para a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o prevista no art. 10, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 9.636\/1998, que trata acerca da indeniza\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de posse ou ocupa\u00e7\u00e3o il\u00edcita de im\u00f3vel da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que o par\u00e1grafo \u00fanico do referido dispositivo n\u00e3o estabelece qualquer condicionante relativa \u00e0 presen\u00e7a de m\u00e1-f\u00e9 do ocupante irregular do bem p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, <strong>o Superior Tribunal de Justi\u00e7a consolidou o entendimento no sentido de que &#8220;cumpre a quem ocupou irregularmente pagar a indeniza\u00e7\u00e3o prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 10 da Lei 9.636\/1998<\/strong>, independentemente se agiu ou n\u00e3o de boa-f\u00e9&#8221; (AgInt no REsp n. 2.108.652\/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 27\/5\/2024, DJe de 4\/6\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de bens p\u00fablicos de uso comum do povo pertencentes \u00e0 Uni\u00e3o, s\u00e3o irrelevantes a exist\u00eancia de alvar\u00e1 da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Municipal e eventual pagamento de taxa municipal. \u00c9 devida a indeniza\u00e7\u00e3o pela posse ou ocupa\u00e7\u00e3o il\u00edcita, pois o fundamento para a indeniza\u00e7\u00e3o deriva t\u00e3o s\u00f3 da causa objetiva de a Uni\u00e3o ser a propriet\u00e1ria do bem, e o ocupante ilegal n\u00e3o. (REsp n. 1.730.402\/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7\/6\/2018, DJe de 12\/3\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim<strong>, o termo inicial da indeniza\u00e7\u00e3o deve corresponder \u00e0 data em que o ente federal notificou o particular acerca da ilegalidade da ocupa\u00e7\u00e3o ou do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o reivindicat\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constatada a exist\u00eancia de ocupa\u00e7\u00e3o irregular de bem da Uni\u00e3o, \u00e9 devida a indeniza\u00e7\u00e3o prevista no art. 10, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 9.636\/1998, pela posse ou ocupa\u00e7\u00e3o il\u00edcita, abrangendo o per\u00edodo entre a data do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e a efetiva desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e independentemente da comprova\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9 do particular, inclusive quando a autoriza\u00e7\u00e3o de uso for outorgada por quem n\u00e3o det\u00e9m poderes para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-n-ome-de-estabelecimento-que-utiliza-titulo-de-obra-musical-do-leme-ao-pontal-de-cantor-ja-falecido-e-violacao-de-direito-autoral\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N<\/a>ome de estabelecimento que utiliza t\u00edtulo de obra musical &#8220;do Leme ao Pontal&#8221; de cantor j\u00e1 falecido e viola\u00e7\u00e3o de direito autoral<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o a direito autoral na utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo de obra musical &#8220;do Leme ao Pontal&#8221; de cantor j\u00e1 falecido como nome de estabelecimento comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.152.321-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 1\u00ba\/10\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio de Tim Maia ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em face do estabelecimento comercial \u201cDo Leme ao Pontal\u201d. Alega que a express\u00e3o foi utilizada para nomear obra do falecido m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, o estabelecimento alega que a express\u00e3o &#8220;do Leme ao Pontal&#8221;, muito antes de dar t\u00edtulo \u00e0 obra musical do falecido m\u00fasico, refere-se ao trecho da \u00e1rea litor\u00e2nea do munic\u00edpio do Rio de Janeiro\/RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou improcedente a demanda, sob o fundamento de que o autor n\u00e3o teria direito autoral patrimonial sobre a referida express\u00e3o e que n\u00e3o teria havido utiliza\u00e7\u00e3o indevida de obra musical do cantor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.610\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba S\u00e3o obras intelectuais protegidas as cria\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tang\u00edvel ou intang\u00edvel, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>V &#8211; as composi\u00e7\u00f5es musicais, tenham ou n\u00e3o letra;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba N\u00e3o s\u00e3o objeto de prote\u00e7\u00e3o como direitos autorais de que trata esta Lei:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>VI &#8211; os nomes e t\u00edtulos isolados;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. A prote\u00e7\u00e3o \u00e0 obra intelectual abrange o seu t\u00edtulo, se original e inconfund\u00edvel com o de obra do mesmo g\u00eanero, divulgada anteriormente por outro autor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O t\u00edtulo de publica\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, inclusive jornais, \u00e9 protegido at\u00e9 um ano ap\u00f3s a sa\u00edda do seu \u00faltimo n\u00famero, salvo se forem anuais, caso em que esse prazo se elevar\u00e1 a dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 29. Depende de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e expressa do autor a utiliza\u00e7\u00e3o da obra, por quaisquer modalidades, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou integral;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; a edi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a adapta\u00e7\u00e3o, o arranjo musical e quaisquer outras transforma\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; a tradu\u00e7\u00e3o para qualquer idioma;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; a inclus\u00e3o em fonograma ou produ\u00e7\u00e3o audiovisual;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; a distribui\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o intr\u00ednseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou explora\u00e7\u00e3o da obra;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; a distribui\u00e7\u00e3o para oferta de obras ou produ\u00e7\u00f5es mediante cabo, fibra \u00f3tica, sat\u00e9lite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usu\u00e1rio realizar a sele\u00e7\u00e3o da obra ou produ\u00e7\u00e3o para perceb\u00ea-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso \u00e0s obras ou produ\u00e7\u00f5es se fa\u00e7a por qualquer sistema que importe em pagamento pelo usu\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; a utiliza\u00e7\u00e3o, direta ou indireta, da obra liter\u00e1ria, art\u00edstica ou cient\u00edfica, mediante:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a) representa\u00e7\u00e3o, recita\u00e7\u00e3o ou declama\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>b) execu\u00e7\u00e3o musical;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>c) emprego de alto-falante ou de sistemas an\u00e1logos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>d) radiodifus\u00e3o sonora ou televisiva;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>e) capta\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o de radiodifus\u00e3o em locais de freq\u00fc\u00eancia coletiva;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>f) sonoriza\u00e7\u00e3o ambiental;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>g) a exibi\u00e7\u00e3o audiovisual, cinematogr\u00e1fica ou por processo assemelhado;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>h) emprego de sat\u00e9lites artificiais;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>i) emprego de sistemas \u00f3ticos, fios telef\u00f4nicos ou n\u00e3o, cabos de qualquer tipo e meios de comunica\u00e7\u00e3o similares que venham a ser adotados;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>j) exposi\u00e7\u00e3o de obras de artes pl\u00e1sticas e figurativas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; a inclus\u00e3o em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as demais formas de arquivamento do g\u00eanero;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>X &#8211; quaisquer outras modalidades de utiliza\u00e7\u00e3o existentes ou que venham a ser inventadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia jur\u00eddica consiste em definir se h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o a direito autoral na utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo de obra musical de cantor j\u00e1 falecido como nome de estabelecimento comercial, nos termos dos arts. 7\u00ba, V, 10 e 29 da Lei n. 9.610\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>O g\u00eanero propriedade intelectual abrange a prote\u00e7\u00e3o ao direito autoral (direitos de autor, direitos conexos e programas de computador<strong>), a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade industrial (patentes de inven\u00e7\u00e3o e de modelos de utilidade, marcas, desenho industrial, indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e repress\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia desleal) e a prote\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>sui generis<\/em><\/strong>&nbsp;(cultivares, topografia de circuito integrado e conhecimento tradicional).<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma dessas categorias tem seus pr\u00f3prios institutos e bens jur\u00eddicos protegidos, assim como suas respectivas formas de tutela, de modo que seus conceitos e abrang\u00eancia n\u00e3o se confundem. Na hip\u00f3tese, a prote\u00e7\u00e3o da marca deferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial &#8211; INPI aos recorrentes n\u00e3o se confunde e nem se estende \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dada pelo direito autoral \u00e0 obra musical.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o &#8220;do Leme ao Pontal&#8221;, muito antes de dar t\u00edtulo \u00e0 obra musical, refere-se ao trecho da \u00e1rea litor\u00e2nea do munic\u00edpio do Rio de Janeiro\/RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme disp\u00f5e a lei, os nomes e t\u00edtulos, tomados isoladamente, n\u00e3o s\u00e3o objeto de prote\u00e7\u00e3o como direitos autorais, haja vista que a garantia se estende \u00e0 integralidade da obra intelectual (no caso, a m\u00fasica), considerada em seu conjunto. Desse modo, o t\u00edtulo &#8220;do Leme ao Pontal&#8221;, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 objeto de prote\u00e7\u00e3o intelectual (art. 8\u00ba, VI, da Lei n. 9.610\/1998).<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, a marca mista &#8220;do Leme ao Pontal&#8221;, registrada pelos recorrentes nos termos da Lei n. 9.279\/1996, n\u00e3o lhes confere exclusividade de uso da parte nominativa &#8220;do Leme ao Pontal&#8221;. Assim, nada impede a utiliza\u00e7\u00e3o de referida express\u00e3o para dar nome a estabelecimento comercial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o a direito autoral na utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo de obra musical &#8220;do Leme ao Pontal&#8221; de cantor j\u00e1 falecido como nome de estabelecimento comercial.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-n-atureza-da-materia-que-trata-da-impenhorabilidade-de-quantia-inferior-a-40-salarios-minimos\"><a><\/a><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N<\/a>atureza da mat\u00e9ria que trata da impenhorabilidade de quantia inferior a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/h2>\n\n\n\n<p>A impenhorabilidade de quantia inferior a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos (art. 833, X, do CPC) n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica e n\u00e3o pode ser reconhecida de of\u00edcio pelo juiz, devendo ser arguida pelo executado no primeiro momento em que lhe couber falar nos autos ou em sede de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o ou impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a, sob pena de preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.061.973-PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 2\/10\/2024. (Tema 1235). (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal, o ju\u00edzo determinou a utiliza\u00e7\u00e3o do SISBAJUD para bloqueio de valores do executado. Ap\u00f3s verificar que o valor bloqueado era inferior a 40 SM, o ju\u00edzo determinou de of\u00edcio a impenhorabilidade e desbloqueio dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>A ANTT, exequente, n\u00e3o concordou com a decis\u00e3o e interp\u00f4s recurso no qual sustenta ser necess\u00e1rio que a parte executada deduza pretens\u00e3o pela libera\u00e7\u00e3o dos valores, n\u00e3o sendo poss\u00edvel seu reconhecimento de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; os bens inalien\u00e1veis e os declarados, por ato volunt\u00e1rio, n\u00e3o sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; os m\u00f3veis, os pertences e as utilidades dom\u00e9sticas que guarnecem a resid\u00eancia do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um m\u00e9dio padr\u00e3o de vida;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; os vestu\u00e1rios, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; os vencimentos, os subs\u00eddios, os soldos, os sal\u00e1rios, as remunera\u00e7\u00f5es, os proventos de aposentadoria, as pens\u00f5es, os pec\u00falios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua fam\u00edlia, os ganhos de trabalhador aut\u00f4nomo e os honor\u00e1rios de profissional liberal, ressalvado o \u00a7 2\u00ba ;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; os livros, as m\u00e1quinas, as ferramentas, os utens\u00edlios, os instrumentos ou outros bens m\u00f3veis necess\u00e1rios ou \u00fateis ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o do executado;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; o seguro de vida;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; os materiais necess\u00e1rios para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela fam\u00edlia;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; os recursos p\u00fablicos recebidos por institui\u00e7\u00f5es privadas para aplica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade ou assist\u00eancia social;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XI &#8211; os recursos p\u00fablicos do fundo partid\u00e1rio recebidos por partido pol\u00edtico, nos termos da lei;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XII &#8211; os cr\u00e9ditos oriundos de aliena\u00e7\u00e3o de unidades imobili\u00e1rias, sob regime de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, vinculados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 854. Para possibilitar a penhora de dinheiro em dep\u00f3sito ou em aplica\u00e7\u00e3o financeira, o juiz, a requerimento do exequente, sem dar ci\u00eancia pr\u00e9via do ato ao executado, determinar\u00e1 \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, por meio de sistema eletr\u00f4nico gerido pela autoridade supervisora do sistema financeiro nacional, que torne indispon\u00edveis ativos financeiros existentes em nome do executado, limitando-se a indisponibilidade ao valor indicado na execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba No prazo de 24 (vinte e quatro) horas a contar da resposta, de of\u00edcio, o juiz determinar\u00e1 o cancelamento de eventual indisponibilidade excessiva, o que dever\u00e1 ser cumprido pela institui\u00e7\u00e3o financeira em igual prazo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Incumbe ao executado, no prazo de 5 (cinco) dias, comprovar que:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; as quantias tornadas indispon\u00edveis s\u00e3o impenhor\u00e1veis;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a manifesta\u00e7\u00e3o do executado, converter-se-\u00e1 a indisponibilidade em penhora, sem necessidade de lavratura de termo, devendo o juiz da execu\u00e7\u00e3o determinar \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira deposit\u00e1ria que, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, transfira o montante indispon\u00edvel para conta vinculada ao ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia, nos termos da afeta\u00e7\u00e3o do recurso ao rito dos repetitivos, em &#8220;definir se a impenhorabilidade de quantia inferior a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos \u00e9 mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica, podendo ser reconhecida de of\u00edcio pelo juiz&#8221; (Tema 1235\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9gide do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/1973), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, nos EAREsp 223.196\/RS, pacificou a diverg\u00eancia sobre a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 649, <strong>fixando que a impenhorabilidade nele prevista deve ser arguida pelo executado, sob pena de preclus\u00e3o, afastando o entendimento de que seria uma regra de ordem p\u00fablica cognosc\u00edvel de of\u00edcio pelo juiz<\/strong>, sob o argumento de que o dispositivo previa bens &#8220;absolutamente impenhor\u00e1veis&#8221;, cuja inobserv\u00e2ncia seria uma nulidade absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC\/2015 n\u00e3o apenas trata a impenhorabilidade como relativa, ao suprimir a palavra &#8220;absolutamente&#8221; no caput do art. 833, como tamb\u00e9m regulamenta a penhora de dinheiro em dep\u00f3sito ou em aplica\u00e7\u00e3o financeira, prevendo que, ap\u00f3s a determina\u00e7\u00e3o de indisponibilidade, incumbe ao executado, no prazo de 5 dias, comprovar que as quantias tornadas indispon\u00edveis s\u00e3o impenhor\u00e1veis, cuja consequ\u00eancia para a aus\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a convers\u00e3o da indisponibilidade em penhora (art. 854, \u00a7 3\u00ba, I, e \u00a7 5\u00ba), restando, para o executado, apenas o manejo de impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a ou de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o (arts. 525, IV, e 917, II).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando o legislador objetivou autorizar a atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio pelo juiz, o fez de forma expressa<\/strong>, como no \u00a7 1\u00ba do art. 854 do CPC, admitindo que o juiz determine, de of\u00edcio, o cancelamento de indisponibilidade que ultrapasse o valor executado, n\u00e3o havendo previs\u00e3o similar quanto ao reconhecimento de impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A impenhorabilidade prevista no art. 833, X, do CPC consiste em regra de direito dispon\u00edvel do executado, sem natureza de ordem p\u00fablica, pois pode o devedor livremente dispor dos valores poupados em suas contas banc\u00e1rias, inclusive para pagar a d\u00edvida objeto da execu\u00e7\u00e3o, renunciando \u00e0 impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o C\u00f3digo de Processo Civil n\u00e3o autoriza que o juiz reconhe\u00e7a a impenhorabilidade prevista no art. 833, X, de of\u00edcio, pelo contr\u00e1rio, atribui expressamente ao executado o \u00f4nus de alegar tempestivamente a impenhorabilidade do bem constrito, regra que n\u00e3o tem natureza de ordem p\u00fablica, conforme interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos arts. 833, 854, \u00a7\u00a7 1\u00ba, 3\u00ba, I, e \u00a7 5\u00ba, 525, IV, e 917, II, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A impenhorabilidade de quantia inferior a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos (art. 833, X, do CPC) n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica e n\u00e3o pode ser reconhecida de of\u00edcio pelo juiz, devendo ser arguida pelo executado no primeiro momento em que lhe couber falar nos autos ou em sede de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o ou impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a, sob pena de preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-r-equisitos-do-atendimento-a-obrigacao-de-fazer-por-terceiro\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R<\/a>equisitos do atendimento \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer por terceiro<\/h2>\n\n\n\n<p>A possibilidade de atendimento \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer por terceiro prevista no art. 817, caput do CPC pressup\u00f5e a anu\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 do exequente, como tamb\u00e9m do terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.279.703-SP, Rel. Mininistro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 1\/10\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um cumprimento de senten\u00e7a de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, a Fazenda Municipal respondeu em litiscons\u00f3rcio com particular, sendo que ambos foram condenados em obriga\u00e7\u00f5es de fazer distintas, tendo a Fazenda cumprido a sua parte da condena\u00e7\u00e3o, enquanto o particular n\u00e3o o fez.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte exequente pugnou que o ente municipal cumprisse, na condi\u00e7\u00e3o de terceiro, a obriga\u00e7\u00e3o de fazer imposta ao particular, tese da qual o munic\u00edpio discorda.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil (CPC):<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 817. Se a obriga\u00e7\u00e3o puder ser satisfeita por terceiro, \u00e9 l\u00edcito ao juiz autorizar, a requerimento do exequente, que aquele a satisfa\u00e7a \u00e0 custa do executado.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O exequente adiantar\u00e1 as quantias previstas na proposta que, ouvidas as partes, o juiz houver aprovado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia versa sobre o cumprimento de senten\u00e7a de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, em que a Fazenda Municipal respondeu em litiscons\u00f3rcio com particular, sendo que ambos foram condenados em obriga\u00e7\u00f5es de fazer distintas, tendo aquela cumprido a sua parte da condena\u00e7\u00e3o, enquanto o particular, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em quest\u00e3o, a parte exequente pugnou que o ente municipal cumprisse, na condi\u00e7\u00e3o de terceiro, a obriga\u00e7\u00e3o de fazer imposta ao particular, embasando seu pedido no art. 817, caput, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), o qual rege que &#8220;se a obriga\u00e7\u00e3o puder ser satisfeita por terceiro, \u00e9 l\u00edcito ao juiz autorizar, a requerimento do exequente, que aquele a satisfa\u00e7a \u00e0 custa do executado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, <strong>a referida regra (atendimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer pelo terceiro) pressup\u00f5e a anu\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 do exequente, como tamb\u00e9m do terceiro, tanto \u00e9 que o texto legal usa a express\u00e3o &#8220;puder&#8221; (em vez de dever) e &#8220;autorizar&#8221;<\/strong> (em vez de &#8220;determinar&#8221; ou &#8220;requisitar&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo em foco n\u00e3o prev\u00ea san\u00e7\u00e3o para o caso de o terceiro deixar de &#8220;cumprir&#8221; a tal &#8220;obriga\u00e7\u00e3o de fazer&#8221;, a se evidenciar que a aquiesc\u00eancia daquele (o terceiro) \u00e9 indispens\u00e1vel, pois, do contr\u00e1rio, estar-se-ia diante de norma jur\u00eddica sem imperatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o pode ser determinado ao Munic\u00edpio, na condi\u00e7\u00e3o de terceiro, que realize a obriga\u00e7\u00e3o de fazer imposta ao particular, pois o comando normativo em discuss\u00e3o n\u00e3o permite obrigar o terceiro a cumprir obriga\u00e7\u00e3o pela qual n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel, mas sim faculta essa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>A possibilidade de atendimento \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer por terceiro prevista no art. 817, caput do CPC pressup\u00f5e a anu\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 do exequente, como tamb\u00e9m do terceiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-d-ever-de-auxilio-do-juizo-para-que-a-parte-encontre-as-informacoes-que-condicionem-o-eficaz-desempenho-de-suas-atribuicoes\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; D<\/a>ever de aux\u00edlio do ju\u00edzo para que a parte encontre as informa\u00e7\u00f5es que condicionem o eficaz desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando comprovado o empenho da parte e o insucesso das medidas adotadas, o juiz tem o dever de auxili\u00e1-la a fim de que encontre as informa\u00e7\u00f5es que, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Ju\u00edzo, condicionem o eficaz desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.142.350-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 1\u00ba\/10\/2024, DJe 4\/10\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial, o ju\u00edzo extinguiu o processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito, ante \u00e0 &#8220;aus\u00eancia de pressupostos de constitui\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento v\u00e1lido e regular do processo&#8221; e &#8220;aus\u00eancia de legitimidade\u201d (desconhecimento sobre invent\u00e1rio ou partilha).<\/p>\n\n\n\n<p>O exequente interp\u00f4s recurso no qual alega que cabe ao ju\u00edzo proceder com levantamento de dados das partes pelos sistemas dispon\u00edveis quando a parte autora os desconhecer.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil \u2013 CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razo\u00e1vel, decis\u00e3o de m\u00e9rito justa e efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 319. A peti\u00e7\u00e3o inicial indicar\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Caso n\u00e3o disponha das informa\u00e7\u00f5es previstas no inciso II, poder\u00e1 o autor, na peti\u00e7\u00e3o inicial, requerer ao juiz dilig\u00eancias necess\u00e1rias a sua obten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O dever de colabora\u00e7\u00e3o est\u00e1 expresso no art. 6\u00ba do C\u00f3digo de Processo Civil &#8211; CPC, o qual disp\u00f5e que &#8220;todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razo\u00e1vel, decis\u00e3o de m\u00e9rito justa e efetiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e1 implicitamente em outros dispositivos processuais, entre os quais se destaca o art. 319, \u00a7 1\u00ba, do CPC, o qual prev\u00ea que, <strong>na peti\u00e7\u00e3o inicial, poder\u00e1 o autor, caso n\u00e3o disponha, requerer ao juiz dilig\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es <\/strong>acerca de nomes, prenomes, estado civil, exist\u00eancia de uni\u00e3o est\u00e1vel, profiss\u00e3o, n\u00famero de inscri\u00e7\u00e3o no Cadastro de Pessoas F\u00edsicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica, endere\u00e7o eletr\u00f4nico, domic\u00edlio e resid\u00eancia do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O dever de colabora\u00e7\u00e3o processual redesenha, em certa medida, o papel do juiz, o qual, mantendo-se imparcial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s partes e ao desfecho do processo<\/strong>, deve com elas colaborar para que se obtenha, em tempo razo\u00e1vel, decis\u00e3o de m\u00e9rito justa e efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, n\u00e3o pode o Ju\u00edzo &#8211; de modo algum &#8211; substituir as partes, as quais devem empreender esfor\u00e7os para diligenciar e desempenhar adequadamente as suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, quando comprovado o empenho da parte e o insucesso das medidas adotadas, o juiz tem o dever de auxili\u00e1-la a fim de que encontre as informa\u00e7\u00f5es que, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Ju\u00edzo, condicionem o eficaz desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescente-se que a decis\u00e3o do juiz deve observar o exame acerca da proporcionalidade das dilig\u00eancias pretendidas pelo requerente, verificando-se a adequa\u00e7\u00e3o, a necessidade e a proporcionalidade em sentido estrito das medidas quando confrontados direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Quando comprovado o empenho da parte e o insucesso das medidas adotadas, o juiz tem o dever de auxili\u00e1-la a fim de que encontre as informa\u00e7\u00f5es que, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Ju\u00edzo, condicionem o eficaz desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> DO CONSUMIDOR<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-v-alidade-das-praticas-de-intermediacao-pela-internet-da-venda-de-ingressos-mediante-cobranca-de-taxa-de-conveniencia-e-da-indisponibilidade-de-certas-formas-de-pagamento-nas-compras-efetuadas-on-line-e-por-meio-de-call-center\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V<\/a>alidade das pr\u00e1ticas de intermedia\u00e7\u00e3o, pela internet, da venda de ingressos mediante cobran\u00e7a de &#8220;taxa de conveni\u00eancia&#8221; e da indisponibilidade de certas formas de pagamento nas compras efetuadas on-line e por meio de call center<\/h2>\n\n\n\n<p>S\u00e3o v\u00e1lidas as pr\u00e1ticas de intermedia\u00e7\u00e3o, pela internet, da venda de ingressos mediante cobran\u00e7a de &#8220;taxa de conveni\u00eancia&#8221;; assim como de venda antecipada de ingressos a um determinado grupo de pessoas; e a indisponibilidade de certas formas de pagamento nas compras efetuadas on-line e por meio de call center.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.984.261-SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por maioria, julgado em 27\/8\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um show da Banda Repolho, a empresa respons\u00e1vel pelo evento decidiu contratar uma empresa intermedi\u00e1ria para vender os ingressos. A intermedi\u00e1ria, <em>Ticket\u00e1rio SA<\/em>, era remunerada mediante uma \u201ctaxa de conveni\u00eancia\u201d. N\u00e3o eram aceitas formas de pagamento diversas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou ACP na qual alega a abusividade das condutas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da poss\u00edvel abusividade nas pr\u00e1ticas de: I) cobran\u00e7a de taxa de conveni\u00eancia na venda de ingressos pela internet; II) venda antecipada de ingressos a um determinado grupo de pessoas; e III) indisponibilidade de certas formas de pagamento quando a venda ocorre por meio&nbsp;<em>on-line&nbsp;<\/em>e&nbsp;<em>call center<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou entendimento no sentido de que a cobran\u00e7a de taxa de conveni\u00eancia na venda de ingressos pela internet s\u00f3 \u00e9 abusiva quando se verifica o descumprimento do dever de informa\u00e7\u00e3o na fase pr\u00e9-contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>a validade da intermedia\u00e7\u00e3o, pela internet, da venda de ingressos para eventos culturais e de entretenimento mediante cobran\u00e7a de &#8220;taxa de conveni\u00eancia&#8221;, exige que o consumidor seja previamente informado o pre\u00e7o total da aquisi\u00e7\u00e3o do ingresso<\/strong>, com o destaque do referido valor. (EDcl no REsp n. 1.737.428\/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, relator para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 6\/10\/2020, DJe de 19\/11\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, venda antecipada de ingressos a um determinado grupo de pessoas e a indisponibilidade de formas de pagamento equivalentes a dinheiro e cart\u00e3o de d\u00e9bito nas compras efetuadas&nbsp;<em>on-line<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>call center<\/em>, n\u00e3o podem ser consideradas como abusivas, uma vez que n\u00e3o caracterizam vantagem indevida ao fornecedor e nem efetivo preju\u00edzo aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Privilegiar certo grupo de consumidores em determinadas situa\u00e7\u00f5es, sem decorrer preju\u00edzo financeiro aos demais, d<strong>eve ser caracterizada como pr\u00e1tica comercial leg\u00edtima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a exist\u00eancia de outras possibilidades e meios de compra dispon\u00edveis aos consumidores afasta a suposta abusividade na venda de ingressos&nbsp;<em>on-line<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>call center<\/em>&nbsp;que n\u00e3o disponibilizam dinheiro ou cart\u00e3o de d\u00e9bito como meios de pagamentos poss\u00edveis, uma vez que o consumidor tem outras op\u00e7\u00f5es acess\u00edveis para recorrer.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o v\u00e1lidas as pr\u00e1ticas de intermedia\u00e7\u00e3o, pela internet, da venda de ingressos mediante cobran\u00e7a de &#8220;taxa de conveni\u00eancia&#8221;; assim como de venda antecipada de ingressos a um determinado grupo de pessoas; e a indisponibilidade de certas formas de pagamento nas compras efetuadas on-line e por meio de call center.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legitimidade-das-fundacoes-de-direito-privado-nao-possuem-legitimidade-para-o-ajuizamento-de-pedido-de-recuperacao-judicial\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (<\/a>I)Legitimidade das funda\u00e7\u00f5es de direito privado n\u00e3o possuem legitimidade para o ajuizamento de pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<p>As funda\u00e7\u00f5es de direito privado n\u00e3o possuem legitimidade para o ajuizamento de pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.026.250-MG, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgado em 1\u00ba\/10\/2024, DJe 4\/10\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Unomar, funda\u00e7\u00e3o de direito privado, passava por severa crise econ\u00f4mica em decorr\u00eancia de escolhas da gest\u00e3o financeira. Prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o judicial em que destaca ser o maior e mais antigo centro de refer\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o superior da regi\u00e3o. Foi deferido o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O credor Banco Brasa interp\u00f4s recurso no qual alega que as previs\u00f5es da Lei n\u00ba 11.101\/2005 n\u00e3o permitem a recupera\u00e7\u00e3o judicial das funda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba Esta Lei disciplina a recupera\u00e7\u00e3o judicial, a recupera\u00e7\u00e3o extrajudicial e a fal\u00eancia do empres\u00e1rio e da sociedade empres\u00e1ria, doravante referidos simplesmente como devedor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida resume-se a definir se as funda\u00e7\u00f5es de direito privado t\u00eam legitimidade para ajuizar pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 um incentivo ao empreendedor que decide utilizar seu patrim\u00f4nio para a gera\u00e7\u00e3o de riquezas, garantindo-se que eventual crise financeira possa ser superada com a coopera\u00e7\u00e3o das partes interessadas<\/strong>. Em contrapartida aos benef\u00edcios trazidos pela atividade empresarial, entendeu-se ser poss\u00edvel a exig\u00eancia de determinados sacrif\u00edcios \u00e0 sociedade como um todo e, particularmente, aos empregados e fornecedores da sociedade empres\u00e1ria em crise. Ademais, a manuten\u00e7\u00e3o das atividades garante, a princ\u00edpio, a perman\u00eancia de empregos e a gera\u00e7\u00e3o de riquezas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s associa\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es, essa l\u00f3gica n\u00e3o pode ser aplicada. As entidades sem fins lucrativos s\u00e3o criadas com o objetivo de promover uma causa ou prestar um servi\u00e7o. Qualquer excedente das receitas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas deve ser reinvestido com o intuito de alcance de seus objetivos sociais. A finalidade social n\u00e3o impede que as entidades cobrem pela presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os oferecidos, como nos casos em que s\u00e3o cobradas mensalidades dos alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como, em regra, os objetivos se situam no campo social e educacional, prestando servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica, a sociedade \u00e9 chamada a dar contrapartida a essas a\u00e7\u00f5es mediante a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a concess\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o judicial a entidades sem fins lucrativos que j\u00e1 usufruem de imunidade tribut\u00e1ria equivaleria a exigir uma nova contrapresta\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, sem estudos acerca do impacto concorrencial e econ\u00f4mico que a medida poderia gerar, al\u00e9m de impactar na aloca\u00e7\u00e3o de riscos dos agentes do mercado, em desatendimento \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o art. 1\u00ba da Lei n. 11.101\/2005 afirma que a recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 do empres\u00e1rio e da sociedade empres\u00e1ria, n\u00e3o incluindo as funda\u00e7\u00f5es de direito privado entre os legitimados para o pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial, dispositivo legal que n\u00e3o foi alterado com as recentes modifica\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.112\/2020.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>As funda\u00e7\u00f5es de direito privado n\u00e3o possuem legitimidade para o ajuizamento de pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-r-ecuperacao-judicial-e-necessidade-da-apresentacao-de-certidoes-negativas-de-debitos-fiscais-para-o-deferimento-do-pedido-de-recuperacao-judicial\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R<\/a>ecupera\u00e7\u00e3o judicial e necessidade da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais para o deferimento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, \u00e9 indispens\u00e1vel a apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais para o deferimento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AgInt no REsp 2.110.542-SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/8\/2024, DJe 29\/8\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Quebradeira Ltda requereu a recupera\u00e7\u00e3o judicial antes das mudan\u00e7as promovidas pela Lei n. 14.112\/2020. Quando o pedido bateu na mesa do juiz, j\u00e1 na vig\u00eancia da nova lei, o ju\u00edzo exigiu a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a empresa alega que tal exig\u00eancia somente seria devida para os pedidos realizados ap\u00f3s a vig\u00eancia da altera\u00e7\u00e3o, conforme o princ\u00edpio do <em>tempus regit actum<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-do-direito\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 57. Ap\u00f3s a juntada aos autos do plano aprovado pela assembl\u00e9ia-geral de credores ou decorrido o prazo previsto no art. 55 desta Lei sem obje\u00e7\u00e3o de credores, o devedor apresentar\u00e1 certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios nos termos dos arts. 151, 205, 206 da Lei n\u00ba 5.172, de 25 de outubro de 1966 &#8211; C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 191-A. A concess\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o judicial depende da apresenta\u00e7\u00e3o da prova de quita\u00e7\u00e3o de todos os tributos, observado o disposto nos arts. 151, 205 e 206 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fundamentos\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos da orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial outrora perfilhada pelo STJ, o deferimento da recupera\u00e7\u00e3o judicial prescindia da demonstra\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal, nos termos das regras previstas no arts. 57 da Lei n. 11.101\/2005 e 191-A, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, como consequ\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es legislativas promovidas pela Lei 14.112\/2020, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a comunga de entendimento diverso, reconhecendo a imprescindibilidade da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais, reputadas essenciais para o deferimento do pedido de soerguimento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em an\u00e1lise, concluiu o Tribunal de origem, \u00e0 luz da reforma promovida pela Lei n. 14.112\/2020, <strong>n\u00e3o ser poss\u00edvel a relativiza\u00e7\u00e3o da obrigatoriedade da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais,<\/strong> para fins de homologa\u00e7\u00e3o do aditivo do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial aprovado em 24\/3\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal conclus\u00e3o est\u00e1 em harmonia com o atual entendimento jurisprudencial firmando por esta Corte sobre a mat\u00e9ria, observadas as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 14.112\/2020.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-da-decisao\">9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, \u00e9 indispens\u00e1vel a apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais para o deferimento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-c-abimento-da-utilizacao-de-obice-previsto-para-o-acordo-de-nao-persecucao-penal-para-negar-o-oferecimento-da-suspensao-condicional-do-processo\"><a><\/a><a>10.&nbsp; C<\/a>abimento da utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f3bice previsto para o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal para negar o oferecimento da suspens\u00e3o condicional do processo<\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f3bice previsto para o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal para negar o oferecimento da suspens\u00e3o condicional do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 1\u00ba\/10\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o se desentendeu com sua esposa Creide. Ap\u00f3s a den\u00fancia, o MP deixou de oferecer a suspens\u00e3o condicional do processo. Segundo o MP, se n\u00e3o pode nem ANPP no caso de infra\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da Lei Maria da Penha, n\u00e3o haveria que se falar em sursis processual tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Craudi\u00e3o sustenta a falta de previs\u00e3o legal para tal obste, de modo o fiscal do ordenamento jur\u00eddico estaria atuando fora do (em contraposi\u00e7\u00e3o ao) ordenamento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-do-direito\">10.2.1. Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.099\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 89. Nos crimes em que a pena m\u00ednima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou n\u00e3o por esta Lei, o Minist\u00e9rio P\u00fablico, ao oferecer a den\u00fancia, poder\u00e1 propor a suspens\u00e3o do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado n\u00e3o esteja sendo processado ou n\u00e3o tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspens\u00e3o condicional da pena (art. 77 do C\u00f3digo Penal).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-dos-fundamentos\">10.2.2. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>O instituto da suspens\u00e3o condicional do processo (art. 89 da Lei n. 9.099\/1995) se aplica nas hip\u00f3teses em que &#8220;a pena m\u00ednima cominada for igual ou inferior a um ano&#8221;, &#8220;desde que o acusado n\u00e3o esteja sendo processado ou n\u00e3o tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspens\u00e3o condicional da pena (art. 77 do C\u00f3digo Penal)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no caso,<strong> o&nbsp;<em>sursis<\/em>&nbsp;processual foi negado com fundamento no art. 28-A, \u00a7 2\u00ba, inciso IV, do C\u00f3digo de Processo Penal, o qual disp\u00f5e que o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o se aplica<\/strong> &#8220;nos crimes praticados no \u00e2mbito de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar, ou praticados contra a mulher por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o de sexo feminino, em favor do agressor.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Relevante salientar que, embora a suspens\u00e3o condicional do processo n\u00e3o se trate de mero direito subjetivo do r\u00e9u, n\u00e3o pode ser obstado sem fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 disciplina legalmente prevista. N\u00e3o constitui direito subjetivo do r\u00e9u nem mera faculdade do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Trata-se de um poder-dever do&nbsp;<em>Parquet<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Oportuno anotar que, ao contr\u00e1rio do que tamb\u00e9m afirma o Minist\u00e9rio P\u00fablico para negar a benesse, a hip\u00f3tese n\u00e3o atrai igualmente a veda\u00e7\u00e3o constante do art. 41 da Lei n. 11.340\/2006, uma vez que o acusado n\u00e3o foi denunciado como incurso na Lei Maria da Penha. Como \u00e9 de conhecimento, nem todo crime contra a mulher \u00e9 praticado em viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, n\u00e3o tendo referida circunst\u00e2ncia sido narrada na den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, quando se examinou o Tema Repetitivo 1121, a Terceira Se\u00e7\u00e3o, fez constar expressamente na ementa do ac\u00f3rd\u00e3o o cabimento da suspens\u00e3o condicional do processo para o delito previsto no artigo 215-A do C\u00f3digo Penal Brasileiro. Eis o item 12 da referida Ementa: 12. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3. Desclassificar a pr\u00e1tica de ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos para o delito do art. 215-A do CP, crime de m\u00e9dio potencial ofensivo que admite a suspens\u00e3o condicional do processo, desrespeitaria ao mandamento constitucional de criminaliza\u00e7\u00e3o do art. 227, \u00a74\u00ba, da CRFB, que determina a puni\u00e7\u00e3o severa do abuso ou explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes. Haveria tamb\u00e9m descumprimento a tratados internacionais. (REsp 1.954.997, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 1\/7\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de intelec\u00e7\u00e3o, a fundamenta\u00e7\u00e3o declinada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico para impedir o benef\u00edcio, por meio da transposi\u00e7\u00e3o de \u00f3bice previsto para instituto distinto, denota verdadeira&nbsp;<em>analogia in malam partem<\/em>, o que n\u00e3o se admite no direito penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-da-decisao\">10.2.3. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00f3bice previsto para o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal para negar o oferecimento da suspens\u00e3o condicional do processo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a><\/a><a>DIREITO<\/a> PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-v-alidade-da-decretacao-da-revelia-se-o-magistrado-optou-por-intimar-apenas-o-advogado-constituido-para-a-audiencia-de-instrucao-e-julgamento-sem-sequer-buscar-localizar-o-acusado\"><a><\/a><a>11.&nbsp; V<\/a>alidade da decreta\u00e7\u00e3o da revelia se o magistrado optou por intimar apenas o advogado constitu\u00eddo para a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento, sem sequer buscar localizar o acusado<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a decreta\u00e7\u00e3o da revelia se o magistrado optou por intimar apenas o advogado constitu\u00eddo para a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento, sem sequer buscar localizar o acusado para realizar a sua intima\u00e7\u00e3o pessoal, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o processual penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.507.134-DF, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2024, DJe 17\/9\/2024. (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dos-fatos\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos FATOS.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremias tinha advogado no feito, mas n\u00e3o foi pessoalmente intimado para AIJ. Seu advogado pediu o adiamento do ato para encontrar o Geremias, mas o juiz negou o pleito e decretou a revelia, determinando o seguimento do feito, que findou na condena\u00e7\u00e3o do Gemerias.<\/p>\n\n\n\n<p>A combativa defesa alega que existiam informa\u00e7\u00f5es suficientes no processo para viabilizar a intima\u00e7\u00e3o pessoal do acusado. No entanto, o magistrado optou por intimar apenas o advogado constitu\u00eddo, sem tentar localizar o querelado por outros meios, como carta precat\u00f3ria ou m\u00e9todos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-do-direito\">11.2.1. Do DIREITO.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 399.&nbsp; Recebida a den\u00fancia ou queixa, o juiz designar\u00e1 dia e hora para a audi\u00eancia, ordenando a intima\u00e7\u00e3o do acusado, de seu defensor, do Minist\u00e9rio P\u00fablico e, se for o caso, do querelante e do assistente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 563.&nbsp; Nenhum ato ser\u00e1 declarado nulo, se da nulidade n\u00e3o resultar preju\u00edzo para a acusa\u00e7\u00e3o ou para a defesa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-dos-fundamentos\">11.2.2. Dos FUNDAMENTOS.<\/h4>\n\n\n\n<p>Conforme o art. 399 do CPP, ao receber a den\u00fancia ou queixa, o juiz &#8220;designar\u00e1 dia e hora para a audi\u00eancia, ordenando a intima\u00e7\u00e3o do acusado, de seu defensor, do Minist\u00e9rio P\u00fablico e, se for o caso, do querelante e do assistente&#8221;. A reda\u00e7\u00e3o clara e objetiva do dispositivo imp\u00f5e a necessidade de intima\u00e7\u00e3o pessoal do acusado e de seu defensor para a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem acolheu a nulidade destacando que existiam informa\u00e7\u00f5es suficientes no processo para viabilizar a intima\u00e7\u00e3o pessoal do acusado. No entanto, o magistrado optou por intimar apenas o advogado constitu\u00eddo, sem tentar localizar o querelado por outros meios, como carta precat\u00f3ria ou m\u00e9todos eletr\u00f4nicos, o que tornou incorreta a decreta\u00e7\u00e3o da revelia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 certo que o reconhecimento de nulidade no curso do processo penal, seja absoluta ou relativa, reclama a efetiva demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo \u00e0 parte, sem a qual prevalecer\u00e1 o princ\u00edpio da instrumentalidade das formas<\/strong> positivado no art. 563 do CPP (<em>pas de nullit\u00e9 sans grief<\/em>). Contudo, na esp\u00e9cie, o preju\u00edzo foi demonstrado, pois a aus\u00eancia do querelado impediu seu interrogat\u00f3rio e o exerc\u00edcio pleno da ampla defesa. Ademais, a irregularidade foi apontada pelo advogado no in\u00edcio da audi\u00eancia, quando pediu o adiamento do ato processual.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 afastou alega\u00e7\u00f5es de nulidade pela aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o do acusado para a audi\u00eancia quando a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o do ato ocorreu por culpa do r\u00e9u, como, por exemplo, quando n\u00e3o manteve seu endere\u00e7o atualizado, ou pela ocorr\u00eancia de preclus\u00e3o. No entanto, no caso em an\u00e1lise, n\u00e3o houve nenhuma tentativa frustrada de intima\u00e7\u00e3o, tampouco se verificou o descumprimento do dever de manter o endere\u00e7o atualizado. Ao contr\u00e1rio, o magistrado optou por intimar apenas o defensor do r\u00e9u, sem sequer buscar localizar o acusado para realizar a intima\u00e7\u00e3o pessoal, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o processual penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o pessoal do r\u00e9u trouxe preju\u00edzo concreto \u00e0 defesa, especialmente considerando que o r\u00e9u foi condenado sem ter a oportunidade de exercer plenamente o contradit\u00f3rio e a ampla defesa durante a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-da-decisao\">11.2.3. Da DECIS\u00c3O.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a decreta\u00e7\u00e3o da revelia se o magistrado optou por intimar apenas o advogado constitu\u00eddo para a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento, sem sequer buscar localizar o acusado para realizar a sua intima\u00e7\u00e3o pessoal, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o processual penal.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-faa38498-9c26-4afc-a6ad-d1aa15b34d7c\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/10\/28235255\/stj-informativo-828.pdf\">STJ &#8211; informativo 828<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/10\/28235255\/stj-informativo-828.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-faa38498-9c26-4afc-a6ad-d1aa15b34d7c\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. 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