{"id":1476278,"date":"2024-10-14T23:24:19","date_gmt":"2024-10-15T02:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1476278"},"modified":"2024-10-14T23:24:21","modified_gmt":"2024-10-15T02:24:21","slug":"informativo-stj-826-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-826-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 826 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 826 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/10\/14232356\/stj-informativo-826.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_BKgcC_yXUfU\"><div id=\"lyte_BKgcC_yXUfU\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/BKgcC_yXUfU\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/BKgcC_yXUfU\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/BKgcC_yXUfU\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-forma-do-aviso-na-interrupcao-programada-dos-servicos\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Forma do aviso na <\/a>interrup\u00e7\u00e3o programada dos servi\u00e7os<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em caso de interrup\u00e7\u00e3o programada dos servi\u00e7os, cabe ao fornecedor de servi\u00e7os essenciais a obriga\u00e7\u00e3o de avisar previamente os consumidores pela forma definida pelo respectivo \u00f3rg\u00e3o regulador.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.812.140-RS, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2024, DJe 16\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, produtor rural, ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria em face de Dark S.A., concession\u00e1ria de servi\u00e7os de energia el\u00e9trica, em raz\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de fornecimento de energia pelo per\u00edodo de doze horas, o que teria ocasionado a perda da produ\u00e7\u00e3o de trezentos litros de leite armazenados no resfriador.<\/p>\n\n\n\n<p>Dark alega que a interrup\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1ria para manuten\u00e7\u00e3o do sistema e teria previamente anunciado os consumidores por meio de aviso nas emissoras de r\u00e1dio, o que segundo Crementino n\u00e3o estaria previsto no \u00f3rg\u00e3o regulador, que exigiria aviso por escrito ou por meio de nota na fatura.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.987\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6<sup>o<\/sup>&nbsp;Toda concess\u00e3o ou permiss\u00e3o pressup\u00f5e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o adequado ao pleno atendimento dos usu\u00e1rios, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;N\u00e3o se caracteriza como descontinuidade do servi\u00e7o a sua interrup\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou ap\u00f3s pr\u00e9vio aviso, quando:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;I &#8211; motivada por raz\u00f5es de ordem t\u00e9cnica ou de seguran\u00e7a das instala\u00e7\u00f5es; e<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-vale-so-pelo-radio\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale s\u00f3 pelo r\u00e1dio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de energia, por raz\u00f5es de ordem t\u00e9cnica ou seguran\u00e7a, deve ser previamente avisada \u00e0 unidade consumidora<\/strong>, nos termos do art. 6\u00ba, \u00a7 3\u00ba, I, da Lei n. 8.987\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei de Concess\u00f5es e o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor devem ser interpretados no sentido de que o aviso pr\u00e9vio da interrup\u00e7\u00e3o programada dos servi\u00e7os essenciais precisa ser feito na forma determinada pelo \u00f3rg\u00e3o regulador. Isso porque a concession\u00e1ria cumpre a sua obriga\u00e7\u00e3o legal quando obedece a forma determinada pelo \u00f3rg\u00e3o regulador, cujo poder normativo \u00e9 reconhecido, inclusive, pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o STF, as ag\u00eancias reguladoras exercem ilegitimamente o seu poder normativo quando n\u00e3o observam as balizas legais e constitucionais. N\u00e3o se identifica v\u00edcio dessa ordem na Resolu\u00e7\u00e3o n. 414\/2010 da ANEEL (Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica), vigente ao tempo dos fatos. Isso porque nela se adotava uma sistem\u00e1tica equilibrada, dando ao fornecedor a alternativa de que o aviso pr\u00e9vio fosse feito nas faturas regularmente emitidas e dispensando a comunica\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio nas situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conclui-se que n\u00e3o h\u00e1 nada na Lei n. 8.987\/1995 que assegure ao fornecedor a liberdade de escolha da forma pela qual ser\u00e1 cumprido o dever de pr\u00e9vio aviso. Em vez disso, o preceito legal deve ser interpretado em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios da continuidade, da adequa\u00e7\u00e3o, da efici\u00eancia e da seguran\u00e7a dos servi\u00e7os, nos termos dos artigos 14 e 22 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. Presume-se que esses princ\u00edpios s\u00e3o alcan\u00e7ados <strong>quando observada a forma estabelecida pelo \u00f3rg\u00e3o regulador<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em caso de interrup\u00e7\u00e3o programada dos servi\u00e7os, cabe ao fornecedor de servi\u00e7os essenciais a obriga\u00e7\u00e3o de avisar previamente os consumidores pela forma definida pelo respectivo \u00f3rg\u00e3o regulador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-continuidade-normativa-da-dispensa-indevida-de-licitacao-que-acarreta-pagamento-ao-agente-improbo-e-a-ausencia-de-prestacao-de-servico-na-lia\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Continuidade normativa da dispensa indevida de licita\u00e7\u00e3o que acarreta pagamento ao agente \u00edmprobo e a aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o na LIA<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A dispensa indevida de licita\u00e7\u00e3o que acarreta pagamento ao agente \u00edmprobo e a aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o gera dano concreto e enseja a responsabiliza\u00e7\u00e3o nos termos do art. 11, V, da Lei n. 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.417.207-MG, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024, DJe 19\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa em face de Eriverto, ent\u00e3o prefeito municipal, que contratou os servi\u00e7os de Creisson &amp; Creisson Advogados sem a devida realiza\u00e7\u00e3o de concurso p\u00fablico, licita\u00e7\u00e3o ou nomea\u00e7\u00e3o a cargo de provimento amplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o r\u00e9u sustenta que a recente altera\u00e7\u00e3o na LIA teria descontinuado a tipicidade normativa da conduta que frustra a licitude de concurso e\/ou a dispensa indevidamente, tendo em vista a atual reda\u00e7\u00e3o do artigo 17, \u00a7 10-C da Lei n. 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.429\/1992:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 17. A a\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de que trata esta Lei ser\u00e1 proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e seguir\u00e1 o procedimento comum previsto na Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 10-C. Ap\u00f3s a r\u00e9plica do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o juiz proferir\u00e1 decis\u00e3o na qual indicar\u00e1 com precis\u00e3o a tipifica\u00e7\u00e3o do ato de improbidade administrativa imput\u00e1vel ao r\u00e9u, sendo-lhe vedado modificar o fato principal e a capitula\u00e7\u00e3o legal apresentada pelo autor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-escapa-a-responsabilizacao\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Escapa \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da continuidade t\u00edpico-normativa \u00e0 conduta que frustra a licitude de concurso e\/ou a dispensa indevidamente, tendo em vista a atual reda\u00e7\u00e3o do artigo 17, \u00a7 10-C da Lei n. 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa &#8211; LIA), o qual disp\u00f5e sobre a precis\u00e3o da tipifica\u00e7\u00e3o e veda a modifica\u00e7\u00e3o do fato principal e da capitula\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o Supremo Tribunal Federal, por meio do Tema n. 1.199, conferiu <strong>interpreta\u00e7\u00e3o restritiva \u00e0s hip\u00f3teses de aplica\u00e7\u00e3o da nova reda\u00e7\u00e3o da LIA, adstrita aos atos \u00edmprobos culposos, n\u00e3o transitados em julgados<\/strong>. Em momento posterior, ampliou a aplica\u00e7\u00e3o da tese para os casos de responsabiliza\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica dos princ\u00edpios discriminados no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 11 da referida lei, ou nos revogados incisos I e II do aludido dispositivo, desde que n\u00e3o haja condena\u00e7\u00e3o com tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a adotou o entendimento de que \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da continuidade t\u00edpico-normativa, de modo a afastar a aboli\u00e7\u00e3o da tipicidade da conduta do r\u00e9u, quando for poss\u00edvel o enquadramento t\u00edpico nos incisos da nova reda\u00e7\u00e3o trazida pela Lei n. 14.230\/2021, preservando a reprova\u00e7\u00e3o da conduta. Isso porque, a nova legisla\u00e7\u00e3o, no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 11, tipifica de forma taxativa os atos \u00edmprobos por ofensa aos princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, n\u00e3o mais se admitindo a condena\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica por mera ofensa aos aludidos princ\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A conduta de frustrar o procedimento licitat\u00f3rio, por sua vez, continuou sendo vedada tanto na esfera criminal e c\u00edvel<\/strong>. O Cap\u00edtulo II-B do T\u00edtulo XI foi inserido no C\u00f3digo Penal, tratando justamente das mesmas condutas il\u00edcitas. J\u00e1 no \u00e2mbito c\u00edvel, a referida conduta tem seu similar no art. 10, VIII, da LIA.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o civil, contudo, passou a exigir a efetiva perda patrimonial para que esteja configurado o ato de improbidade, n\u00e3o bastando a presun\u00e7\u00e3o de dano ou dano&nbsp;<em>in re ipsa<\/em>. Se n\u00e3o houver a efetiva perda patrimonial, a conduta poder\u00e1 ser enquadrada como ato que atenta contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica na forma do art. 11, V, da referida Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.230\/2021, a jurisprud\u00eancia do STJ estava sedimentada no sentido que, na a\u00e7\u00e3o de improbidade, o r\u00e9u defende-se dos fatos imputados, e n\u00e3o da capitula\u00e7\u00e3o legal da conduta. Antes, n\u00e3o existia a incid\u00eancia do princ\u00edpio da tipicidade cerrada, nem tampouco maior preocupa\u00e7\u00e3o formal com a subsun\u00e7\u00e3o da conduta aos incisos dos artigos 9\u00ba, 10 e 11 da LIA.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso<strong>, o julgamento pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias ocorreu antes da altera\u00e7\u00e3o legislativa, de modo que estavam em conson\u00e2ncia com a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da tipicidade cerrada<\/strong>. Da mesma forma, n\u00e3o tratou de dano presumido, j\u00e1 que as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias assentaram a exist\u00eancia de dano ao er\u00e1rio com o pagamento ao agente \u00edmprobo e a aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que <strong>a jurisprud\u00eancia atual do STJ \u00e9 no sentido de que o art. 17, \u00a7 10-C da Lei n. 14.230\/2021, n\u00e3o pode ser aplicado aos processos j\u00e1 sentenciados<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, na presente hip\u00f3tese, inexiste \u00f3bice legal para a altera\u00e7\u00e3o do enquadramento jur\u00eddico da conduta il\u00edcita objeto de senten\u00e7a em data anterior \u00e0 vig\u00eancia da referida Lei. Por essa raz\u00e3o, admite-se a incid\u00eancia da continuidade t\u00edpico-normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, o contexto f\u00e1tico delineado pelo Tribunal de origem assentou que no Munic\u00edpio existiam outros concorrentes que poderiam se habilitar para disputar o certame, que foi dispensado indevidamente, j\u00e1 que o valor contratado excedeu a pr\u00f3pria previs\u00e3o legal, n\u00e3o sendo cab\u00edvel a contrata\u00e7\u00e3o direta. Por isso, as condutas praticadas violaram os princ\u00edpios que regem a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sendo constatada a presen\u00e7a do dolo ao ignorar a regra concernente \u00e0 pr\u00e9via realiza\u00e7\u00e3o de procedimento licitat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A dispensa indevida de licita\u00e7\u00e3o que acarreta pagamento ao agente \u00edmprobo e a aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o gera dano concreto e enseja a responsabiliza\u00e7\u00e3o nos termos do art. 11, V, da Lei n. 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-procedimento-arbitral-e-interrupcao-da-prescricao-antes-do-advento-da-lei-n-13-129-2015\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Procedimento arbitral e interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o antes do advento da Lei n. 13.129\/2015<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo antes do advento da Lei n. 13.129\/2015, a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento arbitral constitui causa de interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.981.715-GO, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o que discute a cobran\u00e7a de alugu\u00e9is e demais acess\u00f3rios em contrato de loca\u00e7\u00e3o comercial, Tadeu busca se escapar ao pagamento alegando prescri\u00e7\u00e3o. O pedido se baseia no fato de que houve uma primeira senten\u00e7a arbitral anulada, e depois a propositura de uma segunda demanda arbitral. Para Tadeu, entre o in\u00edcio da contagem do prazo prescricional (2007) e a propositura da segunda demanda arbitral (2012) transcorreu prazo superior a 3 anos. Teria operado, pois, a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A locadora alega que a primeira demanda arbitral interrompeu o prazo prescricional. J\u00e1 Tadeu alega que apenas com o advento da Lei n\u00ba 13.129\/2015, que modificou a Lei de Arbitragem (Lei n\u00ba 9.307\/1996), passou a existir no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio expressa previs\u00e3o acerca da institui\u00e7\u00e3o do procedimento arbitral como causa de interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.307\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 31. A senten\u00e7a arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da senten\u00e7a proferida pelos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio e, sendo condenat\u00f3ria, constitui t\u00edtulo executivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-interrompe-a-prescricao\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interrompe a prescri\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia resume-se a saber se a anterior instaura\u00e7\u00e3o de procedimento arbitral constitui causa de interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional, mesmo antes do advento da Lei n. 13.129\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos exatos termos do art. 31 da Lei n. 9.307\/1996, a senten\u00e7a arbitral produz, entre as partes e seus sucessores, os mesmos efeitos da senten\u00e7a proferida pelos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio. <strong>A instaura\u00e7\u00e3o do procedimento arbitral, entre outros efeitos, implica a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A inequ\u00edvoca iniciativa da parte em buscar a tutela dos seus direitos por um dos meios que lhes s\u00e3o disponibilizados, ainda que sem a interven\u00e7\u00e3o estatal, \u00e9 suficiente para derruir o estado de in\u00e9rcia sem o qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar na perda do direito de a\u00e7\u00e3o pelo seu n\u00e3o exerc\u00edcio em prazo razo\u00e1vel. A modifica\u00e7\u00e3o perpetrada pela Lei n. 13.129\/2015 veio somente consolidar a orienta\u00e7\u00e3o que j\u00e1 era adotada pela doutrina majorit\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez interrompido o prazo prescricional pela institui\u00e7\u00e3o da arbitragem, volta ele a fluir a partir da data do ato que o interrompeu, ou do \u00faltimo ato do processo para o interromper, nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 202 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Mesmo antes do advento da Lei n. 13.129\/2015, a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento arbitral constitui causa de interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-substituicao-vulgar-e-destino-dos-valores-apos-o-falecimento-do-legatario\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Substitui\u00e7\u00e3o vulgar e destino dos valores ap\u00f3s o falecimento do legat\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No instituto da substitui\u00e7\u00e3o vulgar, no caso de falecimento do legat\u00e1rio ou herdeiro, ap\u00f3s a aceita\u00e7\u00e3o do legado ou da heran\u00e7a, o substituto n\u00e3o ter\u00e1 direito ao legado ou heran\u00e7a, que caber\u00e1 aos sucessores do legat\u00e1rio ou herdeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.018.054-RS, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nos autos do invent\u00e1rio dos bens deixados por Creide, falecida em 2003 sem deixar herdeiros necess\u00e1rios, ap\u00f3s cerca de 10 anos de tramita\u00e7\u00e3o do processo, em 2015, Creosvalda requereu a substitui\u00e7\u00e3o da benefici\u00e1ria de legado em dinheiro deixado pela falecida, alegando que, com o falecimento da legat\u00e1ria nomeada, em 2013, o legado passaria \u00e0 Creosvalda por expressa disposi\u00e7\u00e3o testament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi negado, tendo o juiz conclu\u00eddo que o legado deixado em favor de Crementina transmitiu-se a seus sucessores, uma vez que, com o falecimento da testadora, o legado adentrou o patrim\u00f4nio da legat\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Creosvalda apresentou recurso especial no qual alega que a testadora incluiu cl\u00e1usula de substitui\u00e7\u00e3o vulgar fideicomiss\u00f3ria ou compendiosa, determinando que na falta (entende-se aqui morte) de Crementina o legado se transferiria para Creosvalda, nos termos dos artigos 1.733 e 1738 ambos do C\u00f3digo Civil\/16 (artigos 1951 e 1958 do CC\/02), sendo certo que se desejasse incluir outros herdeiros teria se silenciado ou declarado expressamente em seu testamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.947. O testador pode substituir outra pessoa ao herdeiro ou ao legat\u00e1rio nomeado, para o caso de um ou outro n\u00e3o querer ou n\u00e3o poder aceitar a heran\u00e7a ou o legado, presumindo-se que a substitui\u00e7\u00e3o foi determinada para as duas alternativas, ainda que o testador s\u00f3 a uma se refira.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-substituto-tem-direito-ao-legado\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Substituto tem direito ao legado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o vulgar, ou ordin\u00e1ria, ocorre quando o testador nomeia um herdeiro ou legat\u00e1rio e prev\u00ea, no mesmo ato, um substituto para o caso de premori\u00eancia ou, estando vivo, n\u00e3o quiser ou n\u00e3o puder receber o que lhe foi deixado, em conformidade com o art. 1.947 do CC\/2002 (correspondente ao art. 1.729 do CC\/1916).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tem-se a efetiva\u00e7\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o vulgar do legat\u00e1rio, portanto, nas hip\u00f3teses em que:<\/strong> (i) o legat\u00e1rio n\u00e3o quiser receber o legado, renunciando ao direito; (ii) o legat\u00e1rio n\u00e3o puder receber o legado por algum impedimento legal; e (iii) o legat\u00e1rio tiver falecido antes do testador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ocorre que a substitui\u00e7\u00e3o vulgar caduca se o substituto vier a falecer antes do testador ou antes do herdeiro ou legat\u00e1rio institu\u00eddo, ou ainda na hip\u00f3tese em que o herdeiro ou legat\u00e1rio institu\u00eddo aceitar a heran\u00e7a ou o legado<\/strong>. Em ambas as situa\u00e7\u00f5es, o legado ser\u00e1 transmitido aos herdeiros do herdeiro ou legat\u00e1rio institu\u00eddo em primeiro lugar pelo testador.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que, em caso de aceita\u00e7\u00e3o do legado, desaparece a figura do substituto e, mesmo em caso de falecimento do legat\u00e1rio ap\u00f3s a aceita\u00e7\u00e3o do legado, o substituto n\u00e3o ter\u00e1 direito ao legado, que caber\u00e1 aos sucessores do legat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No instituto da substitui\u00e7\u00e3o vulgar, no caso de falecimento do legat\u00e1rio ou herdeiro, ap\u00f3s a aceita\u00e7\u00e3o do legado ou da heran\u00e7a, o substituto n\u00e3o ter\u00e1 direito ao legado ou heran\u00e7a, que caber\u00e1 aos sucessores do legat\u00e1rio ou herdeiro.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-conversao-da-obrigacao-de-fazer-em-perdas-e-danos-quando-verificada-a-impossibilidade-de-cumprimento-da-tutela-especifica\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos, quando verificada a impossibilidade de cumprimento da tutela espec\u00edfica.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos, independentemente do pedido do titular do direito subjetivo, em qualquer fase processual, quando verificada a impossibilidade de cumprimento da tutela espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.121.365-MG, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024, DJe 9\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo ajuizou a\u00e7\u00e3o cominat\u00f3ria de obriga\u00e7\u00e3o de fazer contra o Estado de Minas Gerais, com pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, visando \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um exame complexo e custoso, cuja liminar foi deferida para cumprimento no prazo m\u00e1ximo de 10 dias, sob pena de multa di\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois meses depois, Creosvaldo informou ter realizado o exame \u00e0s suas pr\u00f3prias expensas, em face ao descumprimento da liminar e diante da urg\u00eancia do exame. Postulou a convers\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em repara\u00e7\u00e3o por perdas e danos, correspondentes ao valor atualizado do exame e \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da multa di\u00e1ria por descumprimento da liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o Estado de MG alega a impossibilidade de convers\u00e3o do pedido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 499. A obriga\u00e7\u00e3o somente ser\u00e1 convertida em perdas e danos se o autor o requerer ou se imposs\u00edvel a tutela espec\u00edfica ou a obten\u00e7\u00e3o de tutela pelo resultado pr\u00e1tico equivalente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-conversao-em-perdas-e-danos\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a convers\u00e3o em perdas e danos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme consolidado no ordenamento brasileiro, as presta\u00e7\u00f5es de fazer e n\u00e3o fazer devem, prioritariamente, ser objeto de tutela espec\u00edfica, somente podendo ser convertidas em presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria em duas hip\u00f3teses: a pedido expresso do credor, mesmo que ainda dispon\u00edvel o cumprimento na forma espec\u00edfica; ou quando n\u00e3o for poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o da tutela espec\u00edfica ou do resultado pr\u00e1tico equivalente ao adimplemento volunt\u00e1rio, conforme o disposto nos arts. 461, \u00a7 1\u00ba do CPC\/1973 e atualmente no art. 499 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais normas devem ser analisadas em conjunto com a disciplina do C\u00f3digo Civil &#8211; CC acerca das obriga\u00e7\u00f5es de fazer que estabelece, em resumo, que incorre na obriga\u00e7\u00e3o de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a presta\u00e7\u00e3o a ele s\u00f3 imposta, ou s\u00f3 por ele exequ\u00edvel, bem como que responder\u00e1 o devedor que n\u00e3o cumprir a obriga\u00e7\u00e3o por perdas e danos, mais juros, atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e honor\u00e1rios de advogado, conforme artigos 247, 248, 249 e 389 do CC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 vista disso, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou orienta\u00e7\u00e3o un\u00e2nime segundo a qual \u00e9 poss\u00edvel a convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos, independentemente do pedido do titular do direito subjetivo, inclusive em fase de cumprimento de senten\u00e7a, quando verificada a impossibilidade de cumprimento da tutela espec\u00edfica (AgInt no RMS n. 39.066\/SP, relator Ministro Gurgel De Faria, Primeira Turma, j. 12\/4\/2021, DJe 28\/4\/2021; AgInt no REsp n. 1.779.534\/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, j. 23\/5\/2019, DJe 19\/6\/2019; EDcl no REsp n. 1.365.638\/SP, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, j. 23\/8\/2016, DJe 1\/9\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio <strong>tamb\u00e9m h\u00e1 jurisprud\u00eancia pac\u00edfica das Turmas de Direito P\u00fablico do STJ acerca da possibilidade de convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos face \u00e0 sua impossibilidade, nas hip\u00f3teses em que verificada a neglig\u00eancia ou a demora do demandado no cumprimento da tutela espec\u00edfica<\/strong>. (AgInt no AREsp n. 1.205.100\/SP, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, j. 19\/3\/2019, DJe 22\/3\/2019; AgInt no REsp n. 2.026.574\/TO, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, j. 3\/4\/2023, DJe 11\/4\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, conclui-se que, caso a mora do devedor torne invi\u00e1vel a concess\u00e3o da tutela espec\u00edfica pleiteada na inicial, pode a obriga\u00e7\u00e3o ser convertida,&nbsp;<em>ex officio<\/em>, e em qualquer fase processual, em repara\u00e7\u00e3o por perdas e danos, sem preju\u00edzo da multa fixada para compelir o r\u00e9u ao cumprimento espec\u00edfico da obriga\u00e7\u00e3o, enquanto perdurar sua viabilidade; n\u00e3o configurando, automaticamente, car\u00eancia superveniente do interesse processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a convers\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer em perdas e danos, independentemente do pedido do titular do direito subjetivo, em qualquer fase processual, quando verificada a impossibilidade de cumprimento da tutela espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-da-fixacao-de-honorarios-advocaticios-no-cumprimento-de-sentenca-que-enseje-a-expedicao-de-precatorio-pela-rejeicao-da-impugnacao-ofertada-pela-fazenda-publica\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no cumprimento de senten\u00e7a que enseje a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, pela rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ofertada pela Fazenda P\u00fablica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no cumprimento de senten\u00e7a que enseje a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, pela rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ofertada pela Fazenda P\u00fablica, \u00e0 luz do art. 85, \u00a7 7\u00ba, do CPC, excetuada da base de c\u00e1lculo apenas eventual parcela incontroversa do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AgInt no REsp 2.008.452-SP, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/9\/2024, DJe 13\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o em face do Estado de S\u00e3o Paulo, a sociedade advocat\u00edcia Creisson e Creisson insurgiu-se contra a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em R$ 500,00 em desfavor da Fazenda ante \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a. O valor do pedido de expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio era no montante de R$ 3.5 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o estado de SP alega a contrariedade ao objeto da S\u00famula 519 do STJ: \u201cNa hip\u00f3tese de rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios advocat\u00edcios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-cabe-a-fixacao-de-honorarios\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode apostar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, \u00e9 necess\u00e1rio registrar que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, sob a sistem\u00e1tica dos Recurso Especiais Repetitivos (Tema 1190\/STJ), fixou a seguinte tese: &#8220;Na aus\u00eancia de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o execut\u00f3ria, n\u00e3o s\u00e3o devidos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais em cumprimento de senten\u00e7a contra a Fazenda P\u00fablica, ainda que o cr\u00e9dito esteja submetido a pagamento por meio de Requisi\u00e7\u00e3o de Pequeno Valor &#8211; RPV&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a an\u00e1lise dos recursos afetados ao rito dos repetitivos no&nbsp;Tema 1190&nbsp;mostra que a \u00fanica tese definida se restringe ao cabimento de honor\u00e1rios sucumbenciais em cumprimento de senten\u00e7a relativamente <strong>aos cr\u00e9ditos submetidos ao regime de pagamento de obriga\u00e7\u00f5es definidas em lei como de pequeno valor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o cerne da quest\u00e3o debatida tem a ver com a incid\u00eancia de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no caso de cumprimento de senten\u00e7a impugnado pela Fazenda P\u00fablica relativamente ao pagamento de cr\u00e9ditos submetidos ao regime de precat\u00f3rio, sendo necess\u00e1rio a realiza\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>DISTINGUISHING<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do Recurso Especial 1.134.186\/RS, sob a sistem\u00e1tica de recurso repetitivo, consolidou orienta\u00e7\u00e3o de que (a) &#8220;s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios advocat\u00edcios em fase de cumprimento de senten\u00e7a, haja ou n\u00e3o impugna\u00e7\u00e3o, depois de escoado o prazo para pagamento volunt\u00e1rio a que alude o art. 475-J do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/1973), que somente se inicia ap\u00f3s a intima\u00e7\u00e3o do advogado, com a baixa dos autos e a aposi\u00e7\u00e3o do &#8216;cumpra-se&#8217; &#8221; (Tema 407); e (b) &#8220;n\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios advocat\u00edcios pela rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a&#8221; (Tema 408).<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia no julgamento repetitivo culminou na edi\u00e7\u00e3o da S\u00famula 517 (&#8220;S\u00e3o devidos honor\u00e1rios advocat\u00edcios no cumprimento de senten\u00e7a, haja ou n\u00e3o impugna\u00e7\u00e3o, depois de escoado o prazo para pagamento volunt\u00e1rio, que se inicia ap\u00f3s a intima\u00e7\u00e3o do advogado da parte executada&#8221;) e da S\u00famula 519 (&#8220;na hip\u00f3tese de rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios advocat\u00edcios&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente qualificado foi proferido ainda na vig\u00eancia do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, a fim de se definir sobre o cabimento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em fase de cumprimento de senten\u00e7a a partir da edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 11.232\/2005, a qual modificou o procedimento de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial, que deixou de prever a exist\u00eancia de um processo aut\u00f4nomo para estabelecer uma fase complementar do processo de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o&nbsp;<em>leading<\/em>&nbsp;<em>case<\/em>&nbsp;tenha sido julgado ainda na vig\u00eancia do digesto processual revogado, a orienta\u00e7\u00e3o ali adotada n\u00e3o foi superada pela entrada em vigor do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, uma vez que o art. 85 desse diploma legal prev\u00ea, em seu \u00a7 1\u00ba, o cabimento de honor\u00e1rios na fase de cumprimento de senten\u00e7a, dispositivo que n\u00e3o diverge da norma prevista no at. 475-J da Lei n. 11.232\/2005, que estabelece que os honor\u00e1rios advocat\u00edcios s\u00e3o arbitrados no momento inicial do cumprimento de senten\u00e7a caso o devedor n\u00e3o efetue o pagamento do montante devido no prazo de quinze dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, h\u00e1 uma peculiaridade a ser levada em considera\u00e7\u00e3o, relativa ao fato de que a controv\u00e9rsia submetida a julgamento pelo rito repetitivo girou em torno do cumprimento de senten\u00e7a condenat\u00f3ria de obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria do devedor comum, que, ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, tem a op\u00e7\u00e3o de pagar voluntariamente o montante devido, de modo que, deixando de cumprir essa obriga\u00e7\u00e3o e iniciada a fase de cumprimento de senten\u00e7a, cabe ao magistrado arbitrar a verba sucumbencial desde o in\u00edcio, consoante preconiza o art. 475-J do CPC\/1973 com reda\u00e7\u00e3o inclu\u00edda pela Lei n. 11.232\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratamento diverso \u00e9 adotado quando se trata de d\u00edvida oriunda de condena\u00e7\u00e3o judicial contra a Fazenda P\u00fablica diante da submiss\u00e3o \u00e0 regra do art. 100 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que determina, peremptoriamente, que os pagamentos devidos pela Fazenda P\u00fablica em virtude de senten\u00e7a judicial devem ser efetivados exclusivamente de acordo com a ordem cronol\u00f3gica de apresenta\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios e \u00e0 conta dos cr\u00e9ditos respectivos, excluindo apenas os casos de pagamentos de obriga\u00e7\u00f5es definidas em lei como de pequeno valor, objeto do \u00a7 3\u00ba do dispositivo constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciada a fase de cumprimento de senten\u00e7a, o ente p\u00fablico \u00e9 intimado nos termos do art. 535 do CPC n\u00e3o para efetuar o pagamento, e sim para impugnar a execu\u00e7\u00e3o no prazo de 30 dias. Nessa hip\u00f3tese, <strong>n\u00e3o se verifica a resist\u00eancia injustificada do ente p\u00fablico em cumprir a decis\u00e3o judicial que lhe foi desfavor\u00e1vel, e sim o seu dever de cumprir procedimento espec\u00edfico para quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida que se enquadra na previs\u00e3o constitucional de pagamento por meio de expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio<\/strong>. Essa peculiaridade se torna ainda mais relevante pelo fato de o novo CPC, em seu art. 85, \u00a7 7\u00ba, trazer regra espec\u00edfica que excepciona a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios na fase de cumprimento de senten\u00e7a quando o valor devido pela Fazenda P\u00fablica der ensejo \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, salvo se impugnado.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>contrario sensu<\/em>, uma vez impugnada a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, ser\u00e3o devidos os honor\u00e1rios advocat\u00edcios em decorr\u00eancia do decaimento da Fazenda P\u00fablica nesse incidente, notadamente porque, diferentemente do que ocorre no cumprimento de senten\u00e7a em desfavor do particular, n\u00e3o \u00e9 aplicada contra o ente p\u00fablico a regra do \u00a7 1\u00ba do art., 85 que prev\u00ea a fixa\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria no primeiro momento em que o magistrado se pronuncia nessa fase processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no cumprimento de senten\u00e7a que enseje a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, pela rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ofertada pela Fazenda P\u00fablica, \u00e0 luz do art. 85, \u00a7 7\u00ba, do CPC, excetuada da base de c\u00e1lculo apenas eventual parcela incontroversa do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no cumprimento de senten\u00e7a que enseje a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio, pela rejei\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ofertada pela Fazenda P\u00fablica, \u00e0 luz do art. 85, \u00a7 7\u00ba, do CPC, excetuada da base de c\u00e1lculo apenas eventual parcela incontroversa do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-des-necessidade-da-publicacao-do-ato-decisorio-na-imprensa-oficial-para-que-se-inicie-o-prazo-processual-contra-o-revel-que-nao-tenha-advogado-constituido-nos-autos\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade da publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio na imprensa oficial para que se inicie o prazo processual contra o revel que n\u00e3o tenha advogado constitu\u00eddo nos autos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 exigida a publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio na imprensa oficial para que se inicie o prazo processual contra o revel que n\u00e3o tenha advogado constitu\u00eddo nos autos, n\u00e3o sendo suficiente a mera publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.106.717-PR, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, r\u00e9u revel sem advogado constitu\u00eddo nos autos, respondia a um processo. Eventualmente, nomeou advogado que na primeira oportunidade alegou a necessidade de publica\u00e7\u00e3o dos atos decis\u00f3rios na imprensa oficial, n\u00e3o sendo suficiente a mera publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-publica-onde\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Publica onde??<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Na imprensa oficial!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia versa sobre a necessidade de publica\u00e7\u00e3o de ato decis\u00f3rio na imprensa oficial, para que se inicie o prazo processual contra o revel que n\u00e3o tenha advogado constitu\u00eddo nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz das normas inseridas no C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/1973), o Superior Tribunal de Justi\u00e7a entendia que os prazos corriam a partir da publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio de cada ato decis\u00f3rio (juntada da decis\u00e3o aos autos), sem a necessidade de publica\u00e7\u00e3o na imprensa oficial. Isso porque tal interpreta\u00e7\u00e3o era a que se extra\u00eda do C\u00f3digo anterior, segundo o qual &#8220;contra o revel que n\u00e3o tenha patrono nos autos, correr\u00e3o os prazos independentemente de intima\u00e7\u00e3o, a partir da publica\u00e7\u00e3o de cada ato decis\u00f3rio&#8221; (art. 322).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o atual C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/2015) passou a ter previs\u00e3o diferente, estabelecendo que &#8220;os prazos contra o revel que n\u00e3o tenha patrono nos autos fluir\u00e3o da data de publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio no \u00f3rg\u00e3o oficial&#8221; (art. 346).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a nova regra, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a teve oportunidade de rever a quest\u00e3o, passando a adotar a orienta\u00e7\u00e3o de que &#8220;os prazos contra o revel que n\u00e3o tenha patrono nos autos fluir\u00e3o da data de publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio no \u00f3rg\u00e3o oficial. Logo, exige-se a publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio na imprensa oficial, para que se inicie o prazo processual contra o revel que n\u00e3o tenha advogado constitu\u00eddo nos autos, n\u00e3o sendo suficiente a mera publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio, como ocorria sob a \u00e9gide do diploma processual anterior.&#8221; (REsp n. 1.951.656\/RS, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 7\/2\/2023, DJe 10\/2\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 exigida a publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio na imprensa oficial para que se inicie o prazo processual contra o revel que n\u00e3o tenha advogado constitu\u00eddo nos autos, n\u00e3o sendo suficiente a mera publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-valor-das-provas-colhidas-em-inquerito-civil\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Valor das provas colhidas em inqu\u00e9rito civil<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As provas colhidas em inqu\u00e9rito civil t\u00eam valor probat\u00f3rio relativo, podendo o magistrado valer-se de suas informa\u00e7\u00f5es para formar ou refor\u00e7ar sua convic\u00e7\u00e3o, desde que n\u00e3o colidam com provas de hierarquia superior, como aquelas colhidas sob as garantias do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.417.207-MG, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024, DJe 19\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa em face de Eriverto.&nbsp; O demandado sustenta que o inqu\u00e9rito civil, por se tratar de prova informal e unilateral, n\u00e3o gozaria de for\u00e7a para, de forma exclusiva, ensejar sua condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-ic-tem-valor-absoluto-ou-relativo\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; IC tem valor absoluto ou relativo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Relativo, mas oficial&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da regra do \u00f4nus da prova e a possibilidade de haver condena\u00e7\u00e3o, exclusivamente, com base no inqu\u00e9rito civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui jurisprud\u00eancia do sentido de que &#8220;as provas colhidas no inqu\u00e9rito t\u00eam valor probat\u00f3rio relativo, porque colhidas sem a observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio, mas s\u00f3 devem ser afastadas quando h\u00e1 contraprova de hierarquia superior, ou seja, produzida sob a vigil\u00e2ncia do contradit\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme esclarece a doutrina, <strong>o inqu\u00e9rito civil tem valor como prova em ju\u00edzo por ser uma investiga\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de car\u00e1ter oficial<\/strong>. Quando regularmente realizado, o que nele se apurar tem validade e efic\u00e1cia em ju\u00edzo e &#8220;as informa\u00e7\u00f5es nele contidas podem concorrer para formar ou refor\u00e7ar a convic\u00e7\u00e3o do juiz (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem reconheceu que o inqu\u00e9rito civil foi considerado para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Contudo, com o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, a parte teve acesso aos documentos e poderia ter se manifestado sobre eles. No entanto, n\u00e3o produziu qualquer prova que desconstitu\u00edsse as conclus\u00f5es aferidas em sede de inqu\u00e9rito c\u00edvel e corroboradas em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, <strong>n\u00e3o havendo contraprova que afaste a presun\u00e7\u00e3o relativa das provas produzidas no inqu\u00e9rito civil, estas devem ser preservadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As provas colhidas em inqu\u00e9rito civil t\u00eam valor probat\u00f3rio relativo, podendo o magistrado valer-se de suas informa\u00e7\u00f5es para formar ou refor\u00e7ar sua convic\u00e7\u00e3o, desde que n\u00e3o colidam com provas de hierarquia superior, como aquelas colhidas sob as garantias do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-intimacao-em-nome-de-todos-os-advogados-e-efeitos\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Intima\u00e7\u00e3o em nome de todos os advogados e efeitos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1) A intima\u00e7\u00e3o deve ser realizada em nome de todos os advogados indicados pela parte, conforme requerimento expresso, sob pena de nulidade processual. 2) O uso abusivo da prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o de diversos advogados deve ser tratado como exce\u00e7\u00e3o, cabendo a sua an\u00e1lise caso a caso.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 880.361-BA, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por maioria, julgado em 10\/9\/2024, DJe 17\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um HC, o advogado do paciante sustenta que n\u00e3o foi observado o pedido expresso de publica\u00e7\u00e3o em nome dos dois advogados do paciente, conforme requeria sua peti\u00e7\u00e3o. Sustenta que a utiliza\u00e7\u00e3o do voc\u00e1bulo &#8220;e&#8221; era indicativo de que as intima\u00e7\u00f5es fossem realizadas em nome de Gerso e Nerso, simultaneamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP alega que houve refer\u00eancia ao caus\u00eddico Nerso, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se verifica o alegado constrangimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 272. Quando n\u00e3o realizadas por meio eletr\u00f4nico, consideram-se feitas as intima\u00e7\u00f5es pela publica\u00e7\u00e3o dos atos no \u00f3rg\u00e3o oficial.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 5\u00ba Constando dos autos pedido expresso para que as comunica\u00e7\u00f5es dos atos processuais sejam feitas em nome dos advogados indicados, o seu desatendimento implicar\u00e1 nulidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-tem-que-constar-o-nome-de-ambos\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tem que constar o nome de ambos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O CPC\/2015, em seu art. 272, \u00a7 5\u00ba, estabelece que<strong>, havendo requerimento expresso para que as intima\u00e7\u00f5es sejam realizadas em nome de determinado advogado, o ato processual deve respeitar a vontade da parte, sob pena de nulidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a utiliza\u00e7\u00e3o do termo &#8220;e&#8221; ao indicar os dois advogados para intima\u00e7\u00e3o reflete a clara inten\u00e7\u00e3o de que ambos fossem simultaneamente intimados, conforme o pedido expresso realizado pela defesa, n\u00e3o sendo suficiente a intima\u00e7\u00e3o de apenas um deles. A n\u00e3o observ\u00e2ncia do requerimento expresso acarreta preju\u00edzo \u00e0 defesa, pois impede a plena atua\u00e7\u00e3o dos advogados escolhidos pela parte, em viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A interpreta\u00e7\u00e3o que sustenta a sufici\u00eancia da intima\u00e7\u00e3o realizada em nome de apenas um dos advogados n\u00e3o se coaduna com a literalidade do \u00a7 5\u00ba do art. 272 do CPC<\/strong>. O dispositivo legal n\u00e3o condiciona a nulidade \u00e0 exig\u00eancia de que a exclusividade seja expressamente mencionada; ao contr\u00e1rio, exige apenas que a vontade da parte seja observada.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, n\u00e3o se descarta a possibilidade de uso malicioso dessa prerrogativa por bancas de advocacia que requeiram intima\u00e7\u00f5es em nome de diversos advogados, o que poderia inviabilizar o andamento processual. Todavia, essa circunst\u00e2ncia dever\u00e1 ser tratada como EXCE\u00c7\u00c3O, devendo a regra geral observar a validade do requerimento, salvo abuso devidamente comprovado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, firmada no EAREsp 1.306.464\/SP, reconhece a nulidade de intima\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o observada a solicita\u00e7\u00e3o expressa de intima\u00e7\u00e3o em nome de todos os advogados indicados. Esse entendimento tem por base o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica e o respeito ao direito da parte de ser efetivamente representada por seus procuradores de escolha.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>1) A intima\u00e7\u00e3o deve ser realizada em nome de todos os advogados indicados pela parte, conforme requerimento expresso, sob pena de nulidade processual. 2) O uso abusivo da prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o de diversos advogados deve ser tratado como exce\u00e7\u00e3o, cabendo a sua an\u00e1lise caso a caso.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-termo-inicial-do-prazo-decadencial-para-que-o-fisco-proceda-a-novo-lancamento-tributario-uma-vez-constatado-equivoco-formal-no-primeiro-lancamento\"><a>10.&nbsp; Termo inicial do prazo decadencial para que o Fisco proceda a novo lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, uma vez constatado equ\u00edvoco formal no primeiro lan\u00e7amento,<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O termo inicial do prazo decadencial para que o Fisco proceda a novo lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, uma vez constatado equ\u00edvoco formal no primeiro lan\u00e7amento, \u00e9 a <a>data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o que anulou o primeiro lan\u00e7amento<\/a>, nos termos do art. 173, inciso II, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no AREsp 1.737.998-SP, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 26\/8\/2024, DJe 2\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, Vera Empreendimentos sustenta que houve equ\u00edvoco do agente fiscal que lan\u00e7ou o ISSQN como IPTU no cadastro imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Argumenta que, a partir do momento em que o agente fiscal constatou que lan\u00e7ou o imposto errado, ele teria de ter anulado o lan\u00e7amento anterior e realizado um novo lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, j\u00e1 que a hip\u00f3tese n\u00e3o comporta revis\u00e3o do lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>Defende que a corre\u00e7\u00e3o de equ\u00edvocos (que n\u00e3o alteram o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio devidamente constitu\u00eddo) n\u00e3o configura a exist\u00eancia de novo d\u00e9bito tribut\u00e1rio para justificar o rein\u00edcio da contagem do prazo prescricional disposto no art. 174 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 173. O direito de a Fazenda P\u00fablica constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio extingue-se ap\u00f3s 5 (cinco) anos, contados:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; da data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o que houver anulado, por v\u00edcio formal, o lan\u00e7amento anteriormente efetuado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-qual-o-termo-inicial-a-ser-considerado\"><a>10.2.2. Qual o termo inicial a ser considerado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o que anulou o primeiro lan\u00e7amento!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber qual \u00e9 o termo inicial do prazo decadencial para que o Fisco proceda a novo lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, uma vez constatado equ\u00edvoco formal no primeiro lan\u00e7amento realizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Orienta-se a jurisprud\u00eancia do STJ no sentido de <strong>que tal termo inicial firma-se na data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o que anulou o primeiro lan\u00e7amento, nos exatos termos do art. 173, inciso II, do CTN.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido: &#8220;Nos termos do art. 173, II, do CTN, o direito de a Fazenda P\u00fablica constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio extingue-se ap\u00f3s cinco anos, contados da data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o que houver anulado, por v\u00edcio formal, o lan\u00e7amento anteriormente efetuado.&#8221; (AgRg no REsp 1.559.733\/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, DJe 6\/9\/2016).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O termo inicial do prazo decadencial para que o Fisco proceda a novo lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, uma vez constatado equ\u00edvoco formal no primeiro lan\u00e7amento, \u00e9 a data em que se tornar definitiva a decis\u00e3o que anulou o primeiro lan\u00e7amento, nos termos do art. 173, inciso II, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-extensao-da-cobertura-das-terapias-prescritas-ao-paciente-com-sindrome-de-down\"><a>11.&nbsp; Extens\u00e3o da cobertura das terapias prescritas ao paciente com S\u00edndrome de Down.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O plano de sa\u00fade \u00e9 obrigado a cobrir, de forma ilimitada, as terapias prescritas ao paciente com S\u00edndrome de Down.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 26\/8\/2024, DJe 28\/8\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jairzinho, menor de idade, foi diagnosticado com S\u00edndrome de Down. Sua m\u00e3e requereu que o plano de sa\u00fade custeasse as terapias prescritas pelo m\u00e9dico. Por\u00e9m, o plano de sa\u00fade alega que somente poderia cobrir aquelas previstas no contrato, sendo incab\u00edvel a cobertura universal.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-cobertura-ilimitada\"><a>11.2.1. Cobertura ilimitada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 isso a\u00ed!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se o paciente com S\u00edndrome de Down possui direito, de forma ilimitada e multidisciplinar, as terapias prescritas pelo m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Tribunal&nbsp;<em>a quo&nbsp;<\/em>concluiu que a operadora de sa\u00fade tem o dever de fornecer os tratamentos prescritos, mostrando-se abusiva a limita\u00e7\u00e3o<\/strong>, uma vez que &#8220;a restri\u00e7\u00e3o do n\u00famero de sess\u00f5es da terapia \u00e9 incompat\u00edvel com a pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o social dos contratos e os princ\u00edpios constitucionais, especialmente quando se trata de plano de sa\u00fade, verificando-se que, no caso dos autos, em se tratando de crian\u00e7a de apenas 8 (oito) anos de idade, com defici\u00eancia f\u00edsica, condi\u00e7\u00e3o que afeta diretamente sua conviv\u00eancia social, dada as peculiaridades das limita\u00e7\u00f5es, as quais acabam por caracterizar o paciente como consumidor em situa\u00e7\u00e3o de clara desvantagem frente ao prestador do servi\u00e7o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, o STJ entende que, nos casos de paciente com S\u00edndrome de Down, est\u00e1 o plano de sa\u00fade obrigado a cobrir, de forma ilimitada, as terapias prescritas: &#8220;Segundo a diretriz da ANS, o fato de a s\u00edndrome de Down n\u00e3o estar enquadrada na CID F84 (transtornos globais do desenvolvimento) n\u00e3o afasta a obriga\u00e7\u00e3o de a operadora cobrir o tratamento multidisciplinar e ilimitado prescrito ao benefici\u00e1rio com essa condi\u00e7\u00e3o que apresente quaisquer dos transtornos globais do desenvolvimento&#8221;. (AgInt no AREsp n. 2.543.020\/SP, rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 24\/6\/2024, DJe de 26\/6\/2024).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O plano de sa\u00fade \u00e9 obrigado a cobrir, de forma ilimitada, as terapias prescritas ao paciente com S\u00edndrome de Down.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-natureza-dos-encargos-condominiais\"><a>12.&nbsp; Natureza dos encargos condominiais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os encargos condominiais, mesmo que anteriores \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o cr\u00e9ditos extraconcursais que n\u00e3o se sujeitam \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o, nem \u00e0 suspens\u00e3o determinada pela Lei de Fal\u00eancias, competindo ao ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a a compet\u00eancia para processar os atos de aliena\u00e7\u00e3o de bem im\u00f3vel para satisfazer d\u00edvida condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.897.164-RJ, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/8\/2024, DJe 28\/8\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Condom\u00ednio Queen Elizabete ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de cotas condominiais em face de Nirse. J\u00e1 na fase de cumprimento de senten\u00e7a, o Ju\u00edzo da Vara C\u00edvel, competente para processar a fal\u00eancia da empresa Transcol, remeteu of\u00edcio ao Ju\u00edzo em que se processava a a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, comunicando a arrecada\u00e7\u00e3o do bem im\u00f3vel em raz\u00e3o da proced\u00eancia de pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da referida sociedade falida para responsabilizar pessoalmente os s\u00f3cios, dentre eles Nirse.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a entendeu que sua compet\u00eancia deveria ser mantida e procedeu \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel para satisfazer as d\u00edvidas condominiais. O condom\u00ednio sustenta que d\u00e9bito condominial possui natureza de obriga\u00e7\u00e3o propter rem e, por isso, n\u00e3o se sujeita \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o no quadro geral de credores da fal\u00eancia, na medida em que se trata de despesa pr\u00f3pria para a manuten\u00e7\u00e3o do ativo..<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Fal\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba A decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou o deferimento do processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial implica:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; suspens\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es ajuizadas contra o devedor, inclusive daquelas dos credores particulares do s\u00f3cio solid\u00e1rio, relativas a cr\u00e9ditos ou obriga\u00e7\u00f5es sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial ou \u00e0 fal\u00eancia;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 76. O ju\u00edzo da fal\u00eancia \u00e9 indivis\u00edvel e competente para conhecer todas as a\u00e7\u00f5es sobre bens, interesses e neg\u00f3cios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas, fiscais e aquelas n\u00e3o reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Todas as a\u00e7\u00f5es, inclusive as excetuadas no&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>deste artigo, ter\u00e3o prosseguimento com o administrador judicial, que dever\u00e1 ser intimado para representar a massa falida, sob pena de nulidade do processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-creditos-extraconcursais\"><a>12.2.2. Cr\u00e9ditos extraconcursais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 6\u00ba, II, da Lei de Fal\u00eancias, a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia implica a &#8220;suspens\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es ajuizadas contra o devedor, inclusive daquelas dos credores particulares do s\u00f3cio solid\u00e1rio, relativas a cr\u00e9ditos ou obriga\u00e7\u00f5es sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial ou \u00e0 fal\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o art. 76 da Lei de Fal\u00eancias preceitua que &#8220;o ju\u00edzo da fal\u00eancia \u00e9 indivis\u00edvel e competente para conhecer todas as a\u00e7\u00f5es sobre bens, interesses e neg\u00f3cios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas, fiscais e aquelas n\u00e3o reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, entendeu-se que o cr\u00e9dito condominial \u00e9 um cr\u00e9dito extraconcursal, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o deve necessariamente ser arrecadado pela massa falida, tampouco a sua cobran\u00e7a por meio de processo aut\u00f4nomo \u00e9 atingida pela decis\u00e3o de suspens\u00e3o geral, que ocorre por for\u00e7a da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que <strong>os encargos condominiais, mesmo que anteriores \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, enquadram-se no conceito de despesas necess\u00e1rias \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do ativo<\/strong>, tratando-se de cr\u00e9dito extraconcursal que n\u00e3o se sujeita \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o, tampouco \u00e0 suspens\u00e3o determinada pela Lei de Fal\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque os valores devidos ao condom\u00ednio s\u00e3o necess\u00e1rios para manter a utilidade do bem. N\u00e3o importa se a d\u00edvida \u00e9 anterior \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria al\u00e7ou a d\u00edvida condominial a uma posi\u00e7\u00e3o de import\u00e2ncia, porquanto o seu adimplemento \u00e9 necess\u00e1rio para manter a higidez do im\u00f3vel<\/strong>. Basta dizer que \u00e9 poss\u00edvel a penhora do bem de fam\u00edlia se as d\u00edvidas decorrem de inadimplemento de taxas e contribui\u00e7\u00f5es condominiais relativas ao im\u00f3vel objeto da execu\u00e7\u00e3o, nos termos do disposto no inc. IV do art. 3\u00ba da Lei n. 8.009\/1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o cr\u00e9dito extraconcursal n\u00e3o se sujeita \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o, tampouco \u00e0 suspens\u00e3o da lei de fal\u00eancias, a compet\u00eancia para proceder com os atos de aliena\u00e7\u00e3o do bem \u00e9 do Ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os encargos condominiais, mesmo que anteriores \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o, s\u00e3o cr\u00e9ditos extraconcursais que n\u00e3o se sujeitam \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o, nem \u00e0 suspens\u00e3o determinada pela Lei de Fal\u00eancias, competindo ao ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a a compet\u00eancia para processar os atos de aliena\u00e7\u00e3o de bem im\u00f3vel para satisfazer d\u00edvida condominial.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-alcance-do-principio-da-indivisibilidade-da-acao-penal-privada\"><a>13.&nbsp; Alcance do princ\u00edpio da indivisibilidade da a\u00e7\u00e3o penal privada.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configurada coautoria ou participa\u00e7\u00e3o nos crimes contra honra, mas delitos aut\u00f4nomos em contextos distintos, a aus\u00eancia de oferecimento de queixa-crime contra todos os que proferiram ofensas contra a v\u00edtima n\u00e3o afronta o princ\u00edpio da indivisibilidade da a\u00e7\u00e3o penal privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por maioria, julgado em 27\/8\/2024, DJe 3\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o, cidad\u00e3o revoltado, descobriu que por meio da internet poderia falar o que quisesse sem ser interrompido. Resolveu sair xingando alguns desafetos pol\u00edticos de sua cidade em uma <em>live<\/em>, emulando comportamento adotado por outras pessoas de seu conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das v\u00edtimas n\u00e3o gostou nem um pouco da \u201chomenagem\u201d e resolveu processar Craudi\u00e3o por crimes contra a honra. Em sua defesa, Craudi\u00e3o se mostra indignado por ter sido o \u00fanico a ser denunciado, o que segundo sua defesa violaria o princ\u00edpio da indivisibilidade da a\u00e7\u00e3o penal privada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 49.&nbsp; A ren\u00fancia ao exerc\u00edcio do direito de queixa, em rela\u00e7\u00e3o a um dos autores do crime, a todos se estender\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-afronta-ao-principio-da-indivisibilidade-da-acao-penal-privada\"><a>13.2.2. Afronta ao <\/a>princ\u00edpio da indivisibilidade da a\u00e7\u00e3o penal privada?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O princ\u00edpio da indivisibilidade da a\u00e7\u00e3o penal privada destina-se a evitar o uso do Poder Judici\u00e1rio para prop\u00f3sitos de vingan\u00e7a privada<\/strong>. No entanto, a defini\u00e7\u00e3o dos contextos dos delitos contra a honra \u00e9 decisiva para a distin\u00e7\u00e3o entre autoria colateral e coautoria\/participa\u00e7\u00e3o, essas \u00faltimas as \u00fanicas hip\u00f3teses jur\u00eddicas sujeitas ao princ\u00edpio da indivisibilidade, gizado no artigo 49 do CPP, sendo inaplic\u00e1vel quando se trata de delitos aut\u00f4nomos em contextos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, as ofensas supostamente proferidas pelo querelado durante uma&nbsp;<em>live<\/em>&nbsp;n\u00e3o configuram coautoria com terceiros que, em situa\u00e7\u00f5es independentes, possam ter manifestado opini\u00f5es semelhantes em outras ocasi\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 se falar em ren\u00fancia t\u00e1cita pela querelante quanto ao exerc\u00edcio do direito de queixa em rela\u00e7\u00e3o a outros indiv\u00edduos desconhecidos ou precariamente identificados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o seria razo\u00e1vel exigir-se da querelante a investiga\u00e7\u00e3o de centenas de pessoas, sob pena de, n\u00e3o o fazendo no prazo decadencial de seis meses, ver tolhido seu direito de propor a a\u00e7\u00e3o penal contra o querelado<\/strong>, que a ela se apresentava como o protagonista da campanha difamat\u00f3ria em espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, \u00e0 luz da deontologia do princ\u00edpio da indivisibilidade e \u00e0 mingua de evid\u00eancias do uso seletivo da a\u00e7\u00e3o penal, a omiss\u00e3o da querelante quanto ao oferecimento de queixa-crime contra outros tantos poss\u00edveis autores de ofensas contra a sua honra, em contextos diversos, n\u00e3o pode impedi-la de exercitar a pretens\u00e3o punitiva especificamente contra o querelado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configurada coautoria ou participa\u00e7\u00e3o nos crimes contra honra, mas delitos aut\u00f4nomos em contextos distintos, a aus\u00eancia de oferecimento de queixa-crime contra todos os que proferiram ofensas contra a v\u00edtima n\u00e3o afronta o princ\u00edpio da indivisibilidade da a\u00e7\u00e3o penal privada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-constrangimento-ilegal-pela-imediata-execucao-da-condenacao-imposta-pelo-corpo-de-jurados\"><a>14.&nbsp; Constrangimento ilegal pela imediata execu\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o imposta pelo corpo de jurados<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura flagrante constrangimento ilegal a imediata execu\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada, nos termos da tese fixada pelo STF no julgamento do RE n. 1.235.340\/SC (Tema 1.068), em sede de Repercuss\u00e3o Geral.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 788.126-SC, Rel. Ministro. Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/9\/2024. (Info STJ 826)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No caso, ap\u00f3s o julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, houve a determina\u00e7\u00e3o do pronto recolhimento do r\u00e9u \u00e0 pris\u00e3o, nos termos do art. 492, I, e, do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustenta que tal conduta configuraria constrangimento ilegal diante da necessidade de tr\u00e2nsito em julgado para que o r\u00e9u fosse considerado culpado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal (CPP):<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 492.&nbsp; Em seguida, o presidente proferir\u00e1 senten\u00e7a que:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I \u2013 no caso de condena\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A apela\u00e7\u00e3o interposta contra decis\u00e3o condenat\u00f3ria do Tribunal do J\u00fari a uma pena igual ou superior a 15 (quinze) anos de reclus\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 efeito suspensivo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Excepcionalmente, poder\u00e1 o tribunal atribuir efeito suspensivo \u00e0 apela\u00e7\u00e3o de que trata o \u00a7 4\u00ba deste artigo, quando verificado cumulativamente que o recurso:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; n\u00e3o tem prop\u00f3sito meramente protelat\u00f3rio; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; levanta quest\u00e3o substancial e que pode resultar em absolvi\u00e7\u00e3o, anula\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, novo julgamento ou redu\u00e7\u00e3o da pena para patamar inferior a 15 (quinze) anos de reclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-constrangimento-ilegal\"><a>14.2.2. Constrangimento ilegal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Longe disso!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ap\u00f3s o julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, houve a determina\u00e7\u00e3o do pronto recolhimento do r\u00e9u \u00e0 pris\u00e3o, nos termos do art. 492, I, e, do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Na Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, foi firmada a compreens\u00e3o de ser inadmiss\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria da condena\u00e7\u00e3o, mesmo ap\u00f3s as inova\u00e7\u00f5es advindas da Lei n. 13.964\/2019, e com a nova reda\u00e7\u00e3o da al\u00ednea e do inciso I daquele artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, em diversas oportunidades (por exemplo, nas Reclama\u00e7\u00f5es n. 57.257, 59.594, 66.226), j\u00e1 havia proclamado a nulidade das decis\u00f5es da Sexta Turma que afastam a aplica\u00e7\u00e3o daquela norma adjetiva, a qual estabelece a imediata pris\u00e3o de condenado pelo Tribunal do J\u00fari a uma pena igual ou superior a 15 anos de reclus\u00e3o. Na Rcl n. 71.236, o Ministro Alexandre de Moraes cassou a decis\u00e3o anteriormente proferida e determinou que outra seja proferida em seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Suprema Corte, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem exercido o controle difuso de constitucionalidade sem observ\u00e2ncia do art. 97 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e, assim, violado o enunciado da S\u00famula Vinculante 10, por desrespeito \u00e0 cl\u00e1usula de reserva de Plen\u00e1rio. E, considerando que o tema j\u00e1 era objeto de an\u00e1lise no STF, n\u00e3o haveria sequer raz\u00e3o para que tal aprecia\u00e7\u00e3o fosse feita tamb\u00e9m pelo STJ, por meio da Corte Especial, at\u00e9 porque a provid\u00eancia importaria, ainda que incidentalmente, poss\u00edvel sobreposi\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es dos Tribunais sobre o mesmo tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Sucede que, no dia 12\/9\/2024, sobreveio o fim do julgamento do RE n. 1.235.340\/SC (Tema 1.068 da Repercuss\u00e3o Geral), da relatoria do Ministro Roberto Barroso. <strong>O Pleno, por maioria de votos, deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, com redu\u00e7\u00e3o de texto, ao art. 492 do CPP, com a reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019, excluindo do inciso I da al\u00ednea e do referido artigo o limite m\u00ednimo de 15 anos para a execu\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o imposta pelo corpo de jurados.<\/strong> Por arrastamento, excluiu dos \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba, inciso II, do mesmo art. 492 do CPP, a refer\u00eancia ao limite de 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa assentada, firmou-se a seguinte tese: a soberania dos veredictos do Tribunal do J\u00fari autoriza a imediata execu\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal o contexto, assim como j\u00e1 vem decidindo a Quinta Turma, a partir do julgamento do REsp n. 1.973.397\/MG, Ministro Ribeiro Dantas, DJe 25\/10\/2023; e at\u00e9 mesmo a Sexta Turma, como indicado no AgRg no HC n. 874.145\/PE, Ministro Teodoro Silva Santos, DJe 7\/3\/2024, dever\u00e1 ser adotado &#8211; ressalvadas as posi\u00e7\u00f5es pessoais acerca do tema &#8211; o entendimento de que o mencionado dispositivo processual penal \u00e9 aplic\u00e1vel imediatamente, inclusive para condena\u00e7\u00f5es a penas inferiores a 15 anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura flagrante constrangimento ilegal a imediata execu\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada, nos termos da tese fixada pelo STF no julgamento do RE n. 1.235.340\/SC (Tema 1.068), em sede de Repercuss\u00e3o Geral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-i-licitude-das-provas-oriundas-de-diligencia-policial-sem-mandado-de-busca-e-apreensao-realizada-no-interior-de-imovel-desabitado-caracterizado-como-bunker-e-destinado-ao-armazenamento-de-drogas-e-armas\"><a>15.&nbsp; (I)Licitude das provas oriundas de dilig\u00eancia policial, sem mandado de busca e apreens\u00e3o, realizada no interior de im\u00f3vel desabitado, caracterizado como bunker, e destinado ao armazenamento de drogas e armas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o l\u00edcitas as provas oriundas de dilig\u00eancia policial, sem mandado de busca e apreens\u00e3o, realizada no interior de im\u00f3vel desabitado, caracterizado como bunker, e destinado ao armazenamento de drogas e armas.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 860.929-SP, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/8\/2024, DJe 2\/9\/2024. <a>(Info STJ 826)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o foi condenado pelos crimes de tr\u00e1fico de drogas, associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico, organiza\u00e7\u00e3o criminosa e manuten\u00e7\u00e3o e guarda de arma de fogo de uso permitido e restrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o da apreens\u00e3o, foi invadido uma esp\u00e9cie de \u201cbunker\u201d desabitado (um buraco blindado no subsolo) no qual a organiza\u00e7\u00e3o criminosa armazenava os materiais. Em HC, a defesa sustenta a nulidade das provas produzidas por meio de invas\u00e3o ilegal de <em>domic\u00edlio<\/em>, uma vez que o ingresso foi desprovido de fundadas raz\u00f5es ou de mandado judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 157.&nbsp; S\u00e3o inadmiss\u00edveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas il\u00edcitas, assim entendidas as obtidas em viola\u00e7\u00e3o a normas constitucionais ou legais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-inviolabilidade-do-bunker\"><a>15.2.2. Inviolabilidade do BUNKER?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava 2.0!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, por ocasi\u00e3o do julgamento do RE n. 603.616\/RO, submetido \u00e0 sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, firmou o entendimento de que a &#8220;entrada for\u00e7ada em domic\u00edlio sem mandado judicial s\u00f3 \u00e9 l\u00edcita, mesmo em per\u00edodo noturno, quando amparada em fundadas raz\u00f5es, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situa\u00e7\u00e3o de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade, e de nulidade dos atos praticados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ministro Rogerio Schietti Cruz, ao discorrer acerca da controv\u00e9rsia objeto desta irresigna\u00e7\u00e3o no REsp n. 1.574.681\/RS, bem destacou que &#8220;a aus\u00eancia de justificativas e de elementos seguros a legitimar a a\u00e7\u00e3o dos agentes p\u00fablicos, diante da discricionariedade policial na identifica\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es suspeitas relativas \u00e0 ocorr\u00eancia de tr\u00e1fico de drogas, pode fragilizar e tornar \u00edrrito o direito \u00e0 intimidade e \u00e0 inviolabilidade domiciliar&#8221; (Sexta Turma, julgado em 20\/4\/2017, DJe 30\/5\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante entendimento desta Corte Superior, &#8220;[a] casa abandonada, utilizada com o \u00fanico prop\u00f3sito de tr\u00e1fico de drogas, n\u00e3o \u00e9 hip\u00f3tese contemplada pela prote\u00e7\u00e3o constitucional da inviolabilidade de domic\u00edlio, prevista no art. 5\u00ba, XI, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica&#8221; (AgRg no RHC n. 158.301\/RS, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 29\/3\/2022, DJe de 1\/4\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o se verifica viola\u00e7\u00e3o ao art. 157 do <a>C\u00f3digo de Processo Penal<\/a>, porquanto a dilig\u00eancia policial ocorreu no interior de im\u00f3vel desabitado, o que afasta deste a prote\u00e7\u00e3o constitucional conferida ao domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>As inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias conclu\u00edram que &#8220;n\u00e3o se est\u00e1 a tratar de resid\u00eancia, nem mesmo de domic\u00edlio do r\u00e9u, pelo contr\u00e1rio, est\u00e1-se a tratar de um &#8216;bunker&#8217;, ou seja, de uma estrutura fortificada e subterr\u00e2nea, constru\u00edda para fins exclusivos de armazenamento e refino de drogas il\u00edcitas, bem como para guarda de armas de grosso calibre&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>n\u00e3o h\u00e1 nos autos a descri\u00e7\u00e3o de elementos aptos a caracterizar o im\u00f3vel ora em an\u00e1lise como domic\u00edlio, n\u00e3o havendo, por conseguinte, que se analisar a presen\u00e7a de fundadas raz\u00f5es pr\u00e9vias ao ingresso policial<\/strong>, uma vez que o referido s\u00edtio n\u00e3o consubstancia objeto de prote\u00e7\u00e3o constitucional, mormente por se encontrar desabitado e se destinar ao armazenamento de vultosa quantidade de drogas e armamentos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o l\u00edcitas as provas oriundas de dilig\u00eancia policial, sem mandado de busca e apreens\u00e3o, realizada no interior de im\u00f3vel desabitado, caracterizado como bunker, e destinado ao armazenamento de drogas e armas.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-01d1a2ed-e513-43c5-b173-33d754e14c06\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/10\/14232356\/stj-informativo-826.pdf\">STJ &#8211; informativo 826<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/10\/14232356\/stj-informativo-826.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-01d1a2ed-e513-43c5-b173-33d754e14c06\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. 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