{"id":1466658,"date":"2024-09-25T01:15:54","date_gmt":"2024-09-25T04:15:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1466658"},"modified":"2024-09-25T01:16:19","modified_gmt":"2024-09-25T04:16:19","slug":"informativo-stj-824-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-824-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 824 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. Chegou a hora do <span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Informativo n\u00ba 824 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/09\/25011541\/stj-informativo-824-1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_7D61Z-QOluA\"><div id=\"lyte_7D61Z-QOluA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/7D61Z-QOluA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/7D61Z-QOluA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/7D61Z-QOluA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-aplicacao-das-sancoes-de-suspensao-dos-direitos-politicos-ou-proibicao-de-contratar-com-o-poder-publico-ou-receber-beneficios-ou-incentivos-fiscais-ou-crediticios-aos-particulares-que-tenham-praticado-o-ato-improbo-em-conjunto-com-o-agente-publico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos&#8221; ou &#8220;proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221; aos particulares que tenham praticado o ato \u00edmprobo em conjunto com o agente p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos&#8221; ou &#8220;proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221; aos particulares que tenham praticado o ato \u00edmprobo em conjunto com o agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.735.603-AL, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, ex-prefeito, foi condenado conjuntamente com Nirso e Virso por atos de improbidade administrativa. No entanto, o tribunal local considerou que a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos dos particulares seria in\u00f3cua.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP recorre da decis\u00e3o por entender cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o e ter havido viola\u00e7\u00e3o do art. 12, II, da Lei de Improbidade Administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-condenacao-dos-particulares\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o dos particulares?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia versa sobre a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos&#8221; ou &#8220;proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221; aos particulares que tenham praticado o ato \u00edmprobo em conjunto com o agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes das altera\u00e7\u00f5es promovidas na Lei de Improbidade Administrativa, o art. 12, II, dispunha que, independentemente das san\u00e7\u00f5es penais, civis e administrativas previstas na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, o respons\u00e1vel pelo ato \u00edmprobo estaria sujeito \u00e0s san\u00e7\u00f5es de: &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de at\u00e9 duas vezes o valor do dano e proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, pelo prazo de cinco anos [&#8230;].&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que a norma n\u00e3o divisa a fixa\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos&#8221; ou &#8220;proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221; <strong>entre os agentes p\u00fablicos e os particulares que tenham praticado o ato \u00edmprobo, podendo tais penalidades, portanto, ser aplicadas a ambos (ao agente p\u00fablico e ao particular)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos dos particulares n\u00e3o seria in\u00f3cua, pois ela &#8220;atinge a capacidade eleitoral ativa (<em>ius suffragii<\/em>) e a passiva (<em>ius honorum<\/em>) e est\u00e1 indelevelmente atrelada aos efeitos da decis\u00e3o judicial de condena\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa&#8221; (STF, ARE 744034 AgR, Relator: Gilmar Mendes, Segunda Turma). Isto \u00e9, ainda que a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos n\u00e3o produzisse efeito na capacidade dos particulares de serem votados ou de perderem mandatos, impactaria, no m\u00ednimo, na possibilidade daqueles (particulares) de exercerem o direito de voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, n\u00e3o se pode excluir a possibilidade de os r\u00e9us, que atualmente n\u00e3o exercem cargo eletivo, possam novamente se interessar pelo ingresso na vida pol\u00edtica, situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos tamb\u00e9m produziria efeitos concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00faltimo racioc\u00ednio se aplica de modo semelhante \u00e0 san\u00e7\u00e3o de proibi\u00e7\u00e3o de &#8220;contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221;, pois, embora os agentes p\u00fablicos na \u00e9poca da decis\u00e3o n\u00e3o desempenhassem a atividade empresarial, nada impediria que, se n\u00e3o fossem os efeitos da san\u00e7\u00e3o, passassem a desempenh\u00e1-la no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, as san\u00e7\u00f5es de &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos&#8221; ou &#8220;proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221; s\u00e3o pass\u00edveis de aplica\u00e7\u00e3o aos particulares que praticarem ato \u00edmprobo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es de &#8220;suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos&#8221; ou &#8220;proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios&#8221; aos particulares que tenham praticado o ato \u00edmprobo em conjunto com o agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-da-imputacao-de-onus-sucumbenciais-honorarios-advocaticios-a-provedor-de-aplicacao-de-internet-que-cumpre-decisao-de-tutela-de-urgencia-sem-ofertar-oposicao-a-pretensao-na-obtencao-dos-dados-e-registros\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da imputa\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais (honor\u00e1rios advocat\u00edcios) a provedor de aplica\u00e7\u00e3o de internet que cumpre decis\u00e3o de tutela de urg\u00eancia sem ofertar oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o na obten\u00e7\u00e3o dos dados e registros<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Descabe imputa\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais (honor\u00e1rios advocat\u00edcios) a provedor de aplica\u00e7\u00e3o de internet que cumpre decis\u00e3o de tutela de urg\u00eancia sem ofertar oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o na obten\u00e7\u00e3o dos dados e registros, devendo cada parte arcar com suas despesas processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.152.319-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>conte\u00fado publicado em plataforma virtual em face de OLX. Pleiteou o fornecimento de dados e registros de usu\u00e1rios do provedor de aplica\u00e7\u00e3o (plataforma de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico), para fins de prote\u00e7\u00e3o de direito de propriedade intelectual (patente) em futura a\u00e7\u00e3o contra terceiros contrafatores.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma cumpriu a determina\u00e7\u00e3o judicial sem ofertar oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o na obten\u00e7\u00e3o dos dados e registros e ainda assim foi condenada ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios, decis\u00e3o da qual discorda.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-cabe-a-imputacao-em-onus-sucumbenciais\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe a imputa\u00e7\u00e3o em \u00f4nus sucumbenciais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em determinar se h\u00e1 sucumb\u00eancia (honor\u00e1rios advocat\u00edcios) imput\u00e1vel a provedor de aplica\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>internet<\/em>&nbsp;que cumpre decis\u00e3o de tutela de urg\u00eancia sem oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o de requisi\u00e7\u00e3o judicial de registros, fornecendo dados de identifica\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios de plataforma de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico alegadamente infratores de direito de propriedade intelectual (patente de modelo utilit\u00e1rio), sendo a tutela confirmada com a proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Marco Civil da&nbsp;<em>Internet<\/em>, os dados de acesso restrito por quest\u00e3o de sigilo e privacidade somente podem ser fornecidos mediante ordem judicial espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O procedimento especial de requisi\u00e7\u00e3o judicial de registros do Marco Civil da&nbsp;<em>Internet<\/em>&nbsp;nada mais \u00e9 do que uma a\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o antecipada de prova digital\/eletr\u00f4nica<\/strong>, pois serve para justificar (ou evitar) o ajuizamento (pela parte interessada na obten\u00e7\u00e3o dos dados) de pretens\u00e3o reparat\u00f3ria civil (ou penal) em desfavor dos usu\u00e1rios dos servi\u00e7os de internet que praticam atos infratores, havendo similaridade dos requisitos de justifica\u00e7\u00e3o na instru\u00e7\u00e3o da inicial nos moldes da a\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 pac\u00edfico o entendimento acerca do descabimento de \u00f4nus de sucumb\u00eancia em procedimentos de natureza cautelar de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas, nos quais inexiste resist\u00eancia por parte de quem \u00e9 instado a exibir os documentos judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme precedentes do STJ, quando o provedor de aplica\u00e7\u00f5es de&nbsp;<em>interne<\/em>t \u00e9 instado judicialmente a fornecer dados sigilosos e assim o faz sem ofertar oposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como afirmar a exist\u00eancia de sucumb\u00eancia com fundamento no princ\u00edpio da causalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o propriet\u00e1rio de patente de modelo de utilidade demandou judicialmente provedor de aplica\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>internet<\/em>&nbsp;(plataforma de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico) a fornecer dados e registros para permitir identifica\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios que anunciavam produtos com poss\u00edvel viola\u00e7\u00e3o de sua propriedade intelectual, o que foi atendido pelo provedor em sede de tutela de urg\u00eancia, confirmada com a proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considerando que o provedor cumpriu a ordem judicial espec\u00edfica sem ofertar oposi\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e0 pretens\u00e3o na obten\u00e7\u00e3o dos dados e registros, descabe imputa\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais (honor\u00e1rios advocat\u00edcios), devendo cada parte arcar com suas despesas processuais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Descabe imputa\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais (honor\u00e1rios advocat\u00edcios) a provedor de aplica\u00e7\u00e3o de internet que cumpre decis\u00e3o de tutela de urg\u00eancia sem ofertar oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o na obten\u00e7\u00e3o dos dados e registros, devendo cada parte arcar com suas despesas processuais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-regra-da-distribuicao-do-onus-probatorio-nas-demandas-de-indenizacao-securitaria\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regra da distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio nas <\/a>demandas de indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas demandas de indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria deve-se aplicar a regra geral de distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1tica do \u00f4nus da prova, recaindo sobre a seguradora o \u00f4nus de comprovar as causas excludentes da cobertura.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.150.776-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>BSM Engenharia ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria em raz\u00e3o de sinistro (inc\u00eandio) que ocasionou perda total do guindaste de sua propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alega que os \u00f4nus probat\u00f3rios acerca da causa do inc\u00eandio n\u00e3o podem ser imputados integralmente ao segurado, desonerando a seguradora de comprovar que o inc\u00eandio n\u00e3o decorreu de defeito mec\u00e2nico\/causa interna.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 757. Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do pr\u00eamio, a garantir interesse leg\u00edtimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Somente pode ser parte, no contrato de seguro, como segurador, entidade para tal fim legalmente autorizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 765. O segurado e o segurador s\u00e3o obrigados a guardar na conclus\u00e3o e na execu\u00e7\u00e3o do contrato, a mais estrita boa-f\u00e9 e veracidade, tanto a respeito do objeto como das circunst\u00e2ncias e declara\u00e7\u00f5es a ele concernentes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-como-fica\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue a regra geral!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estabelece art. 757 do C\u00f3digo Civil que, &#8220;pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do pr\u00eamio, a garantir interesse leg\u00edtimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da regra de distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1tica do \u00f4nus da prova, estabelece o art. 373 do C\u00f3digo de Processo Civil que o \u00f4nus probat\u00f3rio incumbe: I &#8211; ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; e II &#8211; ao r\u00e9u, quanto \u00e0 exist\u00eancia de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de demanda de indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria em que n\u00e3o h\u00e1 partes vulner\u00e1veis ou hipossuficientes e que n\u00e3o incidem peculiaridades relacionadas \u00e0 impossibilidade ou \u00e0 excessiva dificuldade de cumprir o encargo ou \u00e0 maior facilidade de obten\u00e7\u00e3o da prova do fato contr\u00e1rio (\u00a7\u00a7 1\u00ba ou 3\u00ba do art. 373 do CPC) deve-se aplicar a regra geral de distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1tica do \u00f4nus da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, <strong>compete ao autor demonstrar os fatos constitutivos do seu direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria, comprovando a contrata\u00e7\u00e3o do seguro, o pagamento regular do pr\u00eamio e a ocorr\u00eancia do evento que implicou na perda total do equipamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o r\u00e9u tem o \u00f4nus de comprovar as circunst\u00e2ncias modificativas ou extintivas do direito autoral, demonstrando porque aquele evento ou bem que o autor entende como legitimamente segurado n\u00e3o est\u00e1 abrangido pela cobertura. Isso porque, na seara das cl\u00e1usulas excludentes de cobertura, tamb\u00e9m deve-se observar a atua\u00e7\u00e3o dos contratantes de acordo com a boa-f\u00e9 na elabora\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas, afastando-se cl\u00e1usulas contradit\u00f3rias e evitando-se interpreta\u00e7\u00f5es que gerem viola\u00e7\u00e3o \u00e0 leg\u00edtima expectativa do segurado (arts. 757 e 765 do CC).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nas demandas de indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria deve-se aplicar a regra geral de distribui\u00e7\u00e3o est\u00e1tica do \u00f4nus da prova, recaindo sobre a seguradora o \u00f4nus de comprovar as causas excludentes da cobertura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-lapso-temporal-e-partilha-de-bens\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lapso temporal e partilha de bens.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partilha de bens \u00e9 direito potestativo que n\u00e3o se sujeita \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o ou \u00e0 decad\u00eancia, podendo ser requerida a qualquer tempo por um dos ex-c\u00f4njuges, sem que o outro possa se opor.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Martineia, prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o para realizar a partilha do patrim\u00f4nio amealhado na const\u00e2ncia da sociedade conjugal (regida pela comunh\u00e3o universal) que mantivera com Joselito. S\u00f3 que Martineia entrou com a a\u00e7\u00e3o muito tempo depois do fim da rela\u00e7\u00e3o \u2014 a partilha n\u00e3o fora realizada por ocasi\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio. Obviamente, Joselito se op\u00f5e \u00e0 partilha, alegando a decad\u00eancia do direito.<\/p>\n\n\n\n<p>* Processo em segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.230. A propriedade do solo n\u00e3o abrange as jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia hidr\u00e1ulica, os monumentos arqueol\u00f3gicos e outros bens referidos por leis especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O propriet\u00e1rio do solo tem o direito de explorar os recursos minerais de emprego imediato na constru\u00e7\u00e3o civil, desde que n\u00e3o submetidos a transforma\u00e7\u00e3o industrial, obedecido o disposto em lei especial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-prescritivel\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescrit\u00edvel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o promovida por ex-c\u00f4njuge, a fim de concretizar a partilha do patrim\u00f4nio amealhado na const\u00e2ncia da sociedade conjugal, regida pela comunh\u00e3o universal, que n\u00e3o fora realizada por ocasi\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste, portanto, na prescritibilidade (ou sujei\u00e7\u00e3o \u00e0 decad\u00eancia) ou n\u00e3o da pretens\u00e3o\/direito \u00e0 partilha de bens ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio n\u00e3o disciplina de forma espec\u00edfica o regime a ser aplicado neste per\u00edodo intermedi\u00e1rio, vale afirmar, entre a cessa\u00e7\u00e3o da sociedade conjugal e a efetiva partilha; de fato, inexiste norma para regular particularmente os bens comuns ainda n\u00e3o partilhados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 uma uniformidade doutrin\u00e1ria, ou mesmo jurisprudencial, quanto \u00e0 natureza jur\u00eddica dos bens integrantes do acervo partilh\u00e1vel ap\u00f3s cessada a sociedade conjugal &#8211; por meio de separa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica ou judicial -, se mancomunh\u00e3o ou condom\u00ednio, o que decorre da pr\u00f3pria lacuna legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, <strong>\u00e9 poss\u00edvel inferir uniformidade em rela\u00e7\u00e3o ao fato de se tratar de acervo patrimonial em cotitularidade ou uma esp\u00e9cie de copropriedade at\u00edpica<\/strong>. Disso decorre a conclus\u00e3o de estar assegurado o direito a cada ex-c\u00f4njuge requerer a extin\u00e7\u00e3o ou cessa\u00e7\u00e3o deste estado de indivis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal linha de interpreta\u00e7\u00e3o decorre da aplica\u00e7\u00e3o, conquanto por analogia, do disposto no artigo 1.320 do C\u00f3digo Civil: &#8220;a todo tempo ser\u00e1 l\u00edcito ao cond\u00f4mino exigir a divis\u00e3o da coisa comum, respondendo o quinh\u00e3o de cada um pela sua parte nas despesas da divis\u00e3o&#8221;, o qual preleciona a exist\u00eancia de um direito potestativo do cond\u00f4mino em extingui-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a partilha consubstancia direito potestativo dos ex-c\u00f4njuges, na medida em que traduz o direito de dissolver uma universalidade de bens e, portanto, de modificar ou extinguir uma situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, independentemente da conduta ou vontade do outro sujeito integrante desta rela\u00e7\u00e3o (sujeito passivo).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, n\u00e3o h\u00e1 falar em sujei\u00e7\u00e3o a prazos de prescri\u00e7\u00e3o, porquanto inexiste pretens\u00e3o correspondente, ou seja, presta\u00e7\u00e3o a ser exigida da parte passiva &#8211; dar, fazer, n\u00e3o fazer, caracter\u00edstica dos direitos subjetivos e das respectivas a\u00e7\u00f5es condenat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, ao se caracterizar como direito POTESTATIVO, ao qual o <strong>ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio n\u00e3o atribuiu um prazo decadencial, for\u00e7oso concluir pela possibilidade de ser exercido a qualquer tempo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A partilha de bens \u00e9 direito potestativo que n\u00e3o se sujeita \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o ou \u00e0 decad\u00eancia, podendo ser requerida a qualquer tempo por um dos ex-c\u00f4njuges, sem que o outro possa se opor.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-do-juizo-falimentar-para-desconsiderar-a-personalidade-juridica\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia do ju\u00edzo falimentar para desconsiderar a personalidade jur\u00eddica.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 82-A da Lei n. 11.101\/2005 n\u00e3o confere ao Ju\u00edzo falimentar compet\u00eancia exclusiva para desconsiderar a personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 200.775-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 28\/8\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista em face de Mago Distribui\u00e7\u00e3o, empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial, na qual foi requerida a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica. Em conflito de compet\u00eancia, a empresa alega que a compet\u00eancia para instaurar e julgar incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica nesse caso \u00e9 exclusivamente do ju\u00edzo falimentar<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 82-A. \u00c9 vedada a extens\u00e3o da fal\u00eancia ou de seus efeitos, no todo ou em parte, aos s\u00f3cios de responsabilidade limitada, aos controladores e aos administradores da sociedade falida, admitida, contudo, a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da sociedade falida, para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o de terceiros, grupo, s\u00f3cio ou administrador por obriga\u00e7\u00e3o desta, somente pode ser decretada pelo ju\u00edzo falimentar com a observ\u00e2ncia do&nbsp;art. 50 da Lei n\u00ba 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C\u00f3digo Civil)&nbsp;e dos&nbsp;arts. 133, 134, 135, 136 e 137 da Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), n\u00e3o aplicada a suspens\u00e3o de que trata o&nbsp;\u00a7 3\u00ba do art. 134 da Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-exclusiva-do-juizo-falimentar\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia exclusiva do ju\u00edzo falimentar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito do conflito \u00e9 definir o ju\u00edzo competente para processar e julgar incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica instaurado em face de sociedade empres\u00e1ria falida. A solu\u00e7\u00e3o encontra-se atrelada \u00e0 pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o do art. 82-A, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 11.101\/2005 (decidir se \u00e9 regra de compet\u00eancia ou procedimental ou de m\u00e9rito quanto aos requisitos materiais para a desconsidera\u00e7\u00e3o nos autos da quebra).<\/p>\n\n\n\n<p>O referido dispositivo, introduzido pela Lei 14.112\/20, disp\u00f5e que a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da sociedade falida, para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o de terceiros, grupo, s\u00f3cio ou administrador por obriga\u00e7\u00e3o desta, <strong>somente pode ser decretada pelo ju\u00edzo falimentar com a observ\u00e2ncia das normas disciplinadoras do instituto presentes no CC e do CPC.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo n\u00e3o \u00e9 regra de compet\u00eancia, sendo que o seu alcance se limita \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o nos autos da fal\u00eancia para atingir patrim\u00f4nio de terceiro, n\u00e3o se confundindo com o instituto da extens\u00e3o da fal\u00eancia a outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina, &#8220;a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica \u00e9, tamb\u00e9m, instituto bastante distinto do da extens\u00e3o a fal\u00eancia. Isso porque, muito embora possa, assim como o \u00faltimo, ter repercuss\u00e3o do patrim\u00f4nio do terceiro, do s\u00f3cio, os pressupostos para configura\u00e7\u00e3o de um e de outro s\u00e3o bastante distintos: enquanto, no primeiro, \u00e9 a exist\u00eancia de abuso da personalidade jur\u00eddica, na segunda, basta ser s\u00f3cio de responsabilidade ilimitada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o<strong> objetivo da norma n\u00e3o \u00e9 definir a compet\u00eancia para julgar pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, mas t\u00e3o somente disciplinar seu processamento e os requisitos materiais para sua decreta\u00e7\u00e3o<\/strong> quando instaurado no \u00e2mbito dos autos da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescenta a doutrina que o dispositivo em comento, apesar de sua d\u00fabia reda\u00e7\u00e3o, n\u00e3o retira a possibilidade de que outros ju\u00edzes, em outras demandas que envolvam a falida, decretem a desconsidera\u00e7\u00e3o. A finalidade da norma seria regular os requisitos para a desconsidera\u00e7\u00e3o, evitando abusos no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Demonstrado que a norma do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 82-A da Lei n. 11.101\/2005 n\u00e3o disciplina a compet\u00eancia exclusiva do Ju\u00edzo falimentar, a aus\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o expressa por parte deste sobre a desconsidera\u00e7\u00e3o descaracteriza o incidente de conflito de compet\u00eancia. A manifesta\u00e7\u00e3o apenas do Ju\u00edzo laboral n\u00e3o \u00e9 suficiente para instaura\u00e7\u00e3o do conflito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 82-A da Lei n. 11.101\/2005 n\u00e3o confere ao Ju\u00edzo falimentar compet\u00eancia exclusiva para desconsiderar a personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-rejulgamento-do-recurso-de-apelacao-na-mesma-sessao-que-acolhe-os-embargos-de-declaracao-sem-a-devida-notificacao-previa-para-sustentacao-oral\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rejulgamento do recurso de apela\u00e7\u00e3o na mesma sess\u00e3o que acolhe os embargos de declara\u00e7\u00e3o &#8211; sem a devida notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O rejulgamento do recurso de apela\u00e7\u00e3o na mesma sess\u00e3o que acolhe os embargos de declara\u00e7\u00e3o &#8211; sem a devida notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para sustenta\u00e7\u00e3o oral &#8211; configura cerceamento ao direito de defesa e ao contradit\u00f3rio, ocasionando a nulidade do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.140.962-SE, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em embargos de declara\u00e7\u00e3o, foi reconhecida uma nulidade processual e, em seguida, procedeu-se a novo julgamento do m\u00e9rito da apela\u00e7\u00e3o. Ocorre que esse rejulgamento da apela\u00e7\u00e3o ocorreu na mesma sess\u00e3o que acolheu os Edcl, sem a devida notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 935. Entre a data de publica\u00e7\u00e3o da pauta e a da sess\u00e3o de julgamento decorrer\u00e1, pelo menos, o prazo de 5 (cinco) dias, incluindo-se em nova pauta os processos que n\u00e3o tenham sido julgados, salvo aqueles cujo julgamento tiver sido expressamente adiado para a primeira sess\u00e3o seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 937. Na sess\u00e3o de julgamento, depois da exposi\u00e7\u00e3o da causa pelo relator, o presidente dar\u00e1 a palavra, sucessivamente, ao recorrente, ao recorrido e, nos casos de sua interven\u00e7\u00e3o, ao membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, pelo prazo improrrog\u00e1vel de 15 (quinze) minutos para cada um, a fim de sustentarem suas raz\u00f5es, nas seguintes hip\u00f3teses, nos termos da parte final do&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 1.021&nbsp;:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; no recurso de apela\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-cerceamento-de-defesa\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cerceamento de defesa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a condu\u00e7\u00e3o realizada pelo Tribunal de origem indica claramente que houve uma cis\u00e3o n\u00edtida do julgamento. Inicialmente, foram acolhidos os embargos de declara\u00e7\u00e3o, reconhecendo-se uma nulidade processual e, em seguida, ocorreu um novo julgamento de m\u00e9rito das apela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao dividir o julgamento dessa forma, o tribunal n\u00e3o apenas reconheceu uma nulidade processual, mas tamb\u00e9m prosseguiu com um novo julgamento de m\u00e9rito das apela\u00e7\u00f5es. Esse procedimento demonstra uma clara segmenta\u00e7\u00e3o das etapas do julgamento, o que pode comprometer a integridade do devido processo legal, bem como os direitos ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa das partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que a anula\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o por meio dos embargos de declara\u00e7\u00e3o representa um verdadeiro rein\u00edcio do julgamento da apela\u00e7\u00e3o. Logo, este novo julgamento deve ser conduzido em estrita observ\u00e2ncia ao devido processo legal, seguindo o rito estabelecido para o recurso de apela\u00e7\u00e3o, o que inclui a necessidade de uma nova inclus\u00e3o em pauta, respeitando-se o prazo m\u00ednimo de cinco dias \u00fateis (art. 935 do C\u00f3digo de Processo Civil &#8211; CPC) e, crucialmente, permitindo \u00e0s partes a realiza\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral (art. 937, I do CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, <strong>ap\u00f3s o acolhimento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o e a consequente anula\u00e7\u00e3o do julgamento anterior devido \u00e0 viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, o colegiado n\u00e3o poderia ter procedido ao rejulgamento imediato das apela\u00e7\u00f5es na mesma sess\u00e3o<\/strong>. Tal procedimento deveria ter sido precedido de uma nova inclus\u00e3o em pauta e de uma oportunidade para renova\u00e7\u00e3o da sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, deve-se considerar que os advogados da parte recorrente n\u00e3o puderam realizar sustenta\u00e7\u00e3o oral ao recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto. No primeiro ac\u00f3rd\u00e3o anulado, devido a um erro na intima\u00e7\u00e3o para a pauta de julgamento, foram intimados advogados que n\u00e3o mais representavam a recorrente. No segundo julgamento das apela\u00e7\u00f5es, conforme demonstrado, houve o rejulgamento das apela\u00e7\u00f5es na mesma sess\u00e3o que acolheu os embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 como negar que a forma como ocorreu o julgamento na origem implicou em grave ofensa aos princ\u00edpios constitucionais do contradit\u00f3rio, da ampla defesa e do devido processo legal. Tal conduta resultou em um ineg\u00e1vel preju\u00edzo ao recorrente, tendo em vista que restou impedida de realizar sustenta\u00e7\u00e3o oral ao seu recurso de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O rejulgamento do recurso de apela\u00e7\u00e3o na mesma sess\u00e3o que acolhe os embargos de declara\u00e7\u00e3o &#8211; sem a devida notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para sustenta\u00e7\u00e3o oral &#8211; configura cerceamento ao direito de defesa e ao contradit\u00f3rio, ocasionando a nulidade do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ausencia-de-vagas-no-sistema-penitenciario-e-substituicao-do-regime-fechado-pelo-regime-aberto-no-cumprimento-da-prisao-civil\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aus\u00eancia de vagas no sistema penitenci\u00e1rio e substitui\u00e7\u00e3o do regime fechado pelo regime aberto no cumprimento da pris\u00e3o civil<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de vagas no sistema penitenci\u00e1rio, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica a substitui\u00e7\u00e3o do regime fechado pelo regime aberto no cumprimento da pris\u00e3o civil decretada com base no art. 528 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024, DJe 6\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudinei, pai ausente, teve a pris\u00e3o decretada em raz\u00e3o da falta de pagamento da pens\u00e3o aliment\u00edcia devida. Como n\u00e3o havia vagas no sistema penitenci\u00e1rio, sua defesa requereu a substitui\u00e7\u00e3o do regime fechado pelo regime aberto no cumprimento da pris\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 528. No cumprimento de senten\u00e7a que condene ao pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia ou de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, mandar\u00e1 intimar o executado pessoalmente para, em 3 (tr\u00eas) dias, pagar o d\u00e9bito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetu\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 4\u00ba A pris\u00e3o ser\u00e1 cumprida em regime fechado, devendo o preso ficar separado dos presos comuns.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-falta-de-vaga-justifica-a-substituicao-de-regime\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta de vaga justifica a substitui\u00e7\u00e3o de regime?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito da controv\u00e9rsia consiste em decidir se \u00e9 poss\u00edvel a substitui\u00e7\u00e3o do regime fechado pelo regime aberto no cumprimento da pris\u00e3o civil decretada com base no art. 528 do CPC\/2015, ante a aus\u00eancia de vagas no sistema penitenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC\/2015 disciplina de maneira espec\u00edfica o cumprimento de senten\u00e7a que reconhe\u00e7a a exigibilidade de obriga\u00e7\u00e3o de prestar alimentos, dando-lhe carga de efic\u00e1cia muito maior, com normas de ordem p\u00fablica, notadamente pela possibilidade de pris\u00e3o civil do devedor, o que atrai um interesse do Estado em seu fiel cumprimento, ante a relev\u00e2ncia dos direitos em quest\u00e3o, pois a presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, devida nas rela\u00e7\u00f5es familiares, comp\u00f5e o n\u00facleo essencial do que cada indiv\u00edduo necessita para o atendimento \u00e0s suas necessidades fundamentais, o valor indispens\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da pessoa, \u00e0 sua subsist\u00eancia digna.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 528, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015 determina que a pris\u00e3o ser\u00e1 cumprida no regime fechado, apenas devendo o inadimplente ser mantido separado dos presos comuns<\/strong>, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de pris\u00e3o criminal e a ela n\u00e3o se aplicam disposi\u00e7\u00f5es t\u00edpicas da legisla\u00e7\u00e3o penal, como a que admite progress\u00e3o de regime ou sua substitui\u00e7\u00e3o por outras penas. Diante disso, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou o entendimento de que n\u00e3o h\u00e1 motivo para se afastar a regra de que a pris\u00e3o civil seja cumprida em regime fechado, salvo em situa\u00e7\u00f5es excepcional\u00edssimas, como idade avan\u00e7ada do devedor ou problemas de sa\u00fade que inspirem cuidados espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>O simples fato de haver car\u00eancia de vagas no sistema prisional n\u00e3o pode justificar a substitui\u00e7\u00e3o de regimes, sob pena de tornar letra morta a regra do art. 528, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015, at\u00e9 porque, do contr\u00e1rio, as pris\u00f5es civis n\u00e3o seriam mais cumpridas mediante a segrega\u00e7\u00e3o do devedor, tendo em vista que praticamente todas as unidades prisionais do pa\u00eds encontram-se com superlota\u00e7\u00e3o de presos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caber\u00e1 \u00e0 autoridade judici\u00e1ria local, mediante uma atua\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica com os demais Poderes, buscar meios capazes de gerir a falta de vagas no sistema penitenci\u00e1rio<\/strong>, buscando solu\u00e7\u00f5es que se adequem \u00e0 realidade social, sem perder de vista a finalidade principal da pris\u00e3o civil, que \u00e9 a de coagir o devedor a adimplir os alimentos essenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia digna do alimentado, tal qual recomendado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) em seu Manual da Central de Regula\u00e7\u00e3o de Vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento no sentido de que vedar a sa\u00edda para atividades laborativas conduziria, necessariamente, \u00e0 inadimpl\u00eancia dos alimentos, tamb\u00e9m n\u00e3o merece prevalecer, pois a mera condi\u00e7\u00e3o de presidi\u00e1rio n\u00e3o configura um alvar\u00e1 exonerat\u00f3rio da obriga\u00e7\u00e3o alimentar, haja vista que que lhe \u00e9 possibilitado, ainda que de maneira mais restrita, o desempenho de atividade remunerada dentro ou fora da pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de vagas no sistema penitenci\u00e1rio, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica a substitui\u00e7\u00e3o do regime fechado pelo regime aberto no cumprimento da pris\u00e3o civil decretada com base no art. 528 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-exclusao-de-apenas-um-dos-litisconsortes-e-fixacao-de-honorarios-sucumbenciais\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exclus\u00e3o de apenas um dos litisconsortes e fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios sucumbenciais.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de exclus\u00e3o de apenas um dos litisconsortes da lide, o juiz n\u00e3o est\u00e1 obrigado a fixar, em seu benef\u00edcio, honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais m\u00ednimos de 10% sobre o valor da causa &#8211; devendo a verba ser arbitrada de forma proporcional.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.065.876-SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o de benef\u00edcio de previd\u00eancia complementar, o magistrado determinou a exclus\u00e3o de apenas um dos litisconsortes da lide, bem como fixou em seu benef\u00edcio, honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais m\u00ednimos de 10% sobre o valor da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte prejudicada interp\u00f4s recurso alegando que a verba deveria ser arbitrada de forma proporcional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-honorarios-proporcionais\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Honor\u00e1rios proporcionais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos honor\u00e1rios, salienta-se, de in\u00edcio, que os limites (de 10 a 20%) estabelecidos pelo artigo 85, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/2015) devem ser atendidos pela sucumb\u00eancia global da demanda e n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cada parte vencedora\/vencida.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, havendo exclus\u00e3o de apenas um dos litisconsortes da lide, a fixa\u00e7\u00e3o da verba pode ocorrer em patamar inferior ao limite m\u00ednimo (10%), pois deve ocorrer de forma proporcional \u00e0 &#8220;parcela&#8221; da demanda julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em semelhante sentido, o Enunciado n. 5 da I Jornada de Direito Processual Civil, realizada pelo CJF: &#8220;ao proferir decis\u00e3o parcial de m\u00e9rito ou decis\u00e3o parcial fundada no art. 485 do CPC, condenar-se-\u00e1 proporcionalmente o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor, nos termos do art. 85 do CPC&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que <strong>a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios de forma proporcional ocorre tanto quando h\u00e1 multiplicidade de r\u00e9us (ou de autores)<\/strong>, como quando h\u00e1 julgamento parcial da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma premissa jur\u00eddica pode ser verificada no julgamento de recurso repetitivo pela Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, em que se firmou entendimento no sentido de que: &#8220;observado o princ\u00edpio da causalidade, \u00e9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios, em exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, quando o s\u00f3cio \u00e9 exclu\u00eddo do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, que n\u00e3o \u00e9 extinta&#8221; (Tema 961).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, na hip\u00f3tese de exclus\u00e3o de apenas um dos litisconsortes da lide, o juiz n\u00e3o est\u00e1 obrigado a fixar, em seu benef\u00edcio, honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais m\u00ednimos de 10% sobre o valor da causa &#8211; devendo a verba ser arbitrada de forma proporcional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de exclus\u00e3o de apenas um dos litisconsortes da lide, o juiz n\u00e3o est\u00e1 obrigado a fixar, em seu benef\u00edcio, honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais m\u00ednimos de 10% sobre o valor da causa &#8211; devendo a verba ser arbitrada de forma proporcional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-penhorabilidade-dos-valores-depositados-em-instituicao-bancaria-ate-o-limite-de-40-salarios-minimos-ainda-que-nao-se-trate-especificamente-de-conta-poupanca\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Penhorabilidade dos valores depositados em institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria at\u00e9 o limite de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, ainda que n\u00e3o se trate especificamente de conta-poupan\u00e7a.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o impenhor\u00e1veis os valores depositados em institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria at\u00e9 o limite de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, ainda que n\u00e3o se trate especificamente de conta-poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.733-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por maioria, julgado em 27\/8\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cr\u00f3vis, jovem descolado e moderno, teve penhorada em sua conta digital remunerada diariamente o valor de suas economias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, alega a impenhorabilidade dos valores depositados em institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria at\u00e9 o limite de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, ainda que n\u00e3o se trate especificamente de conta-poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-tira-os-dedo-do-meu-dinheirinho\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tira os dedo do meu dinheirinho<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida gravita em torno da penhora sobre quantias depositadas em conta-corrente, em valor inferior a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, em que a autora percebe seus proventos de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando-se os julgados EREsp 1.874.222\/DF, REsps 1.677.144\/RS e 1.660.671\/RS, conclui-se que a mitiga\u00e7\u00e3o da regra de impenhorabilidade \u00e9 admiss\u00edvel apenas em situa\u00e7\u00f5es excepcional\u00edssimas, quando (i) demonstrado que restaram inviabilizados outros meios execut\u00f3rios que pudessem garantir a efetividade da execu\u00e7\u00e3o e (ii) desde que avaliado concretamente o impacto da constri\u00e7\u00e3o na subsist\u00eancia digna do devedor e de seus familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais,<strong> no julgamento dos Recursos Especiais 1.677.144\/RS e 1.660.671\/RS, a Corte Especial protegeu a reserva cont\u00ednua e duradoura de numer\u00e1rio at\u00e9 quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, conforme o constante do inciso X do artigo 833 do CPC, estabelecendo como irrelevante o nome dado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o financeira<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ser\u00e3o automaticamente impenhor\u00e1veis os valores mantidos em caderneta de poupan\u00e7a at\u00e9 40 (quarenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos, por\u00e9m outros dep\u00f3sitos podem ser assim considerados, at\u00e9 o referido limite de sal\u00e1rios m\u00ednimos, se tiverem caracter\u00edsticas e objetivo similares ao da utiliza\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O simples fato de o sal\u00e1rio\/benef\u00edcio de aposentadoria ser depositado pelo empregador ou \u00f3rg\u00e3o de previd\u00eancia em conta-corrente do titular n\u00e3o tem o cond\u00e3o imediato\/autom\u00e1tico de desnaturar a natureza de tal verba &#8211; de salarial para ativo financeiro comum -, tampouco de retirar de tal quantia, protegida constitucionalmente (art. 7\u00ba, X, da CF), o seu car\u00e1ter alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente se admite que esses valores percam, eventualmente, a sua caracter\u00edstica salarial e, consequentemente alimentar, <strong>se forem mantidos em conta por lapso superior a 30 (trinta) dias, oportunidade na qual ser\u00e1 poss\u00edvel a relativiza\u00e7\u00e3o da regra da impenhorabilidade<\/strong>, desde observados determinados requisitos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o impenhor\u00e1veis os valores depositados em institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria at\u00e9 o limite de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, ainda que n\u00e3o se trate especificamente de conta-poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-limites-da-determinacao-de-suspensao-do-pagamento-da-contribuicao-pis-e-da-cofins\"><a>10.&nbsp; Limites da determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o do pagamento da contribui\u00e7\u00e3o PIS e da COFINS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o do pagamento da contribui\u00e7\u00e3o PIS e da COFINS restringe-se \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de vendas efetuadas a pessoas jur\u00eddicas que produzam as mercadorias ali descritas, diante da interpreta\u00e7\u00e3o literal do art. 54, III, da Lei n. 12.350\/2010, imposta aos casos de concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais (art. 111, I, do CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.805.112-CE, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Foi ajuizada a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria para declarar a inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em que se exige o recolhimento de contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social &#8211; PIS e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; COFINS sobre a receita bruta da venda de frango no atacado a comerciantes revendedores, independentemente de estes estarem formalizados como pessoas jur\u00eddicas ou de autuarem como comerciantes individuais ou produtores pessoas f\u00edsicas, \u00e0 luz da suspens\u00e3o prevista no art. 54 da Lei n. 12.350\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p>A Companhia Doce sustenta que o art. 54, III, da Lei 12.350\/2010 deve ser interpretado literalmente, reconhecendo, assim, a suspens\u00e3o do pagamento do PIS e COFINS, apenas para vendas efetuadas a pessoas jur\u00eddicas. Em recurso, alega que a quest\u00e3o debatida n\u00e3o diz respeito ao alcance das normas isentivas, e sim \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica para fins tribut\u00e1rios, na qual se enquadram as pessoas f\u00edsicas que exploram atividades empresariais, nos termos dos arts. 126, III, do CTN; e 150 do Decreto 3.000\/1999.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.350\/2010:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 54.&nbsp; Fica suspenso o pagamento da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins incidente sobre a receita bruta da venda, no mercado interno, de:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I&nbsp;\u2013&nbsp;insumos de origem vegetal, classificados nas posi\u00e7\u00f5es 10.01 a 10.08, exceto os dos c\u00f3digos 1006.20 e 1006.30, e nas posi\u00e7\u00f5es 12.01, 23.04 e 23.06 da Nomenclatura Comum do Mercosul&nbsp;(NCM), quando efetuada por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, vendidos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a) para pessoas jur\u00eddicas que produzam mercadorias classificadas nos c\u00f3digos 02.03, 0206.30.00, 0206.4, 02.07 e 0210.1 da NCM;<\/p>\n\n\n\n<p>b) para pessoas jur\u00eddicas que produzam prepara\u00e7\u00f5es dos tipos utilizados na alimenta\u00e7\u00e3o de animais vivos classificados nas posi\u00e7\u00f5es 01.03 e 01.05, classificadas no c\u00f3digo 2309.90 da NCM; e<\/p>\n\n\n\n<p>c) para pessoas f\u00edsicas;<\/p>\n\n\n\n<p>II&nbsp;\u2013&nbsp;prepara\u00e7\u00f5es dos tipos utilizados na alimenta\u00e7\u00e3o de animais vivos classificados nas posi\u00e7\u00f5es 01.03 e 01.05, classificadas no c\u00f3digo 2309.90 da NCM;<\/p>\n\n\n\n<p>III&nbsp;\u2013&nbsp;animais vivos classificados nas posi\u00e7\u00f5es 01.03 e 01.05 da NCM, quando efetuada por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, vendidos para pessoas jur\u00eddicas que produzam mercadorias classificadas nos c\u00f3digos 02.03, 0206.30.00, 0206.4, 02.07 e 0210.1 da NCM;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; A suspens\u00e3o de que trata este artigo:<\/p>\n\n\n\n<p>I&nbsp;\u2013&nbsp;n\u00e3o alcan\u00e7a a receita bruta auferida nas vendas a varejo;<\/p>\n\n\n\n<p>II&nbsp;\u2013&nbsp;aplicar-se-\u00e1 nos termos e condi\u00e7\u00f5es estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que disponha s\u00f4bre:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; suspens\u00e3o ou exclus\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-faz-se-interpretacao\"><a>10.2.2. Faz-se interpreta\u00e7\u00e3o&#8230;<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>LITERAL!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, foi ajuizada a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria com vistas \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica obrigando o recolhimento de contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social &#8211; PIS e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; COFINS sobre a receita bruta da venda de frango no atacado a comerciantes revendedores, independentemente de estes estarem formalizados como pessoas jur\u00eddicas ou de autuarem como comerciantes individuais ou produtores pessoas f\u00edsicas, \u00e0 luz da suspens\u00e3o prevista no art. 54 da Lei n. 12.350\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, da interpreta\u00e7\u00e3o LITERAL da norma em an\u00e1lise, imposta aos casos de concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais (art. 111, I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN), constata-se que a determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o do pagamento da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS restringe-se \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de vendas efetuadas a pessoas jur\u00eddicas que produzam as mercadorias supramencionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pretexto de viola\u00e7\u00e3o ao art. 126, III, do CTN; e art. 150, \u00a7 1\u00ba, II, do Decreto n. 3.000\/1999, na presente demanda tamb\u00e9m foi requerido que o benef\u00edcio fiscal alcan\u00e7asse tamb\u00e9m as vendas efetuadas a pessoas f\u00edsicas. Os artigos citados, contudo, <strong>n\u00e3o autorizam a equipara\u00e7\u00e3o indiscriminada entre pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas para fins tribut\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao primeiro dispositivo legal indicado, ao prever a desvincula\u00e7\u00e3o da capacidade tribut\u00e1ria passiva da constitui\u00e7\u00e3o regular das pessoas jur\u00eddicas, o CTN quis impedir que sociedades de fato ou irregularmente constitu\u00eddas se esquivem das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, evitando fraudes e evas\u00e3o fiscal. Quanto a segunda norma apontada, a legisla\u00e7\u00e3o do imposto de renda tamb\u00e9m n\u00e3o ampara a tese da parte, uma vez que pr\u00f3prio dispositivo de lei invocado restringe os efeitos da equipara\u00e7\u00e3o ao tributo ali regulamentado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, considerando a <strong>impossibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o extensiva do art. 54 da Lei n. 12.350\/2010, n\u00e3o h\u00e1 como acolher a pretens\u00e3o para assegurar ao contribuinte o direito \u00e0 suspens\u00e3o do pagamento das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e da COFINS nas vendas efetuadas a pessoas f\u00edsicas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a norma que previu o benef\u00edcio fiscal em quest\u00e3o, quando quis suspender tamb\u00e9m o recolhimento do tributo para as vendas realizadas \u00e0s pessoas f\u00edsicas, o fez expressamente, como na hip\u00f3tese do inciso I, em que tratou dos benef\u00edcios para venda de insumos de origem vegetal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o do pagamento da contribui\u00e7\u00e3o PIS e da COFINS restringe-se \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de vendas efetuadas a pessoas jur\u00eddicas que produzam as mercadorias ali descritas, diante da interpreta\u00e7\u00e3o literal do art. 54, III, da Lei n. 12.350\/2010, imposta aos casos de concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais (art. 111, I, do CTN).<a><\/a><a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-tentativa-de-fuga-apos-acidente-e-dolo\"><a>11.&nbsp; Tentativa de fuga ap\u00f3s acidente e dolo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tentativa de fuga ap\u00f3s o acidente \u00e9 posterior aos fatos e n\u00e3o permite concluir que o r\u00e9u agiu com dolo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.519.852-SC, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por maioria, julgado em 3\/9\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi condenado pelo Tribunal do J\u00fari pela pr\u00e1tica de homic\u00eddio doloso em virtude de colis\u00e3o automobil\u00edstica ocorrida quando se encontrava embriagado. N\u00e3o bastasse, ainda tentou fugir ap\u00f3s o acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustenta que a embriaguez e a fuga n\u00e3o seriam suficientes para qualificar o crime como doloso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;158.&nbsp;&nbsp;Quando a infra\u00e7\u00e3o deixar vest\u00edgios, ser\u00e1 indispens\u00e1vel o exame de corpo de delito, direto ou indireto, n\u00e3o podendo supri-lo a confiss\u00e3o do acusado.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp;Dar-se-\u00e1 prioridade \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do exame de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra mulher;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; viol\u00eancia contra crian\u00e7a, adolescente, idoso ou pessoa com defici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 159.&nbsp; O exame de corpo de delito e outras per\u00edcias ser\u00e3o realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-deduz-se-o-dolo-pela-tentativa-de-fuga\"><a>11.2.2. Deduz-se o dolo pela tentativa de fuga?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende que <strong>o simples fato de o acusado encontrar-se embriagado n\u00e3o justifica por si s\u00f3 a imputa\u00e7\u00e3o de dolo eventual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o r\u00e9u foi condenado pelo Tribunal do J\u00fari pela pr\u00e1tica de homic\u00eddio doloso em virtude de colis\u00e3o automobil\u00edstica ocorrida quando se encontrava embriagado. Tem-se que a imputa\u00e7\u00e3o sobre o dolo eventual repousa em quatro elementos centrais: (I) a embriaguez do acusado; (II) o excesso de velocidade do ve\u00edculo no momento da colis\u00e3o; (III) o fato de a colis\u00e3o ter acontecido no acostamento; e (IV) a tentativa de fuga do r\u00e9u ap\u00f3s os fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela atua\u00e7\u00e3o deficiente do aparato investigativo e acusador, n\u00e3o se produziu a prova t\u00e9cnica exigida pelos artigos 158 e 159 do C\u00f3digo de Processo Penal para, conclusivamente e com precis\u00e3o, estabelecer o local do acidente e a velocidade em que o r\u00e9u trafegava na via.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem, ap\u00f3s relatar essas lacunas probat\u00f3rias fundamentais, afirma que os fatos que demonstram o dolo n\u00e3o podem ser considerados individualmente, porque as provas indicariam globalmente o dolo eventual. Contudo, essa forma hol\u00edstica de racioc\u00ednio probat\u00f3rio ignora que, no processo penal, cada fato, cada elemento do crime precisa ter suporte espec\u00edfico nas provas, sendo invi\u00e1vel presumir a comprova\u00e7\u00e3o de quaisquer deles &#8211; mesmo na falta de provas espec\u00edficas a seu respeito &#8211; apenas porque fazem sentido ou n\u00e3o divergem de outras provas j\u00e1 existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a pretendida valora\u00e7\u00e3o hol\u00edstica da prova contraria inclusive a reda\u00e7\u00e3o dada aos quesitos pelo ju\u00edzo de origem, quando os jurados foram perguntados especificamente se o r\u00e9u conduzia o carro no acostamento. Logo, seria incoerente permitir que os jurados respondessem a quesitos sobre fatos espec\u00edficos, mas negar a obrigatoriedade de produ\u00e7\u00e3o de prova para cada um deles porque o conjunto probat\u00f3rio, considerado como um todo, indicaria o dolo eventual.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 tentativa de fuga ap\u00f3s a colis\u00e3o, \u00e9 conduta posterior \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o do crime, e por isso, obviamente, n\u00e3o influencia o que aconteceu antes dela. Tentar fugir do local dos fatos \u00e9 uma postura reprov\u00e1vel (e que pode configurar um crime aut\u00f4nomo, tipificado no art. 305 do CTB), mas nada diz sobre o elemento subjetivo na conduta anterior do acusado, quando da colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o \u00fanico fato efetivamente comprovado, que \u00e9 a embriaguez do acusado, \u00e9 por si s\u00f3 insuficiente para comprovar o dolo em sua conduta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A tentativa de fuga ap\u00f3s o acidente \u00e9 posterior aos fatos e n\u00e3o permite concluir que o r\u00e9u agiu com dolo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-lei-maria-da-penha-e-necessidade-de-haver-relacao-duradoura-de-afeto\"><a>12.&nbsp; Lei Maria da Penha e necessidade de haver rela\u00e7\u00e3o duradoura de afeto<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato de n\u00e3o haver rela\u00e7\u00e3o duradoura de afeto n\u00e3o afasta a incid\u00eancia do sistema protetivo da Lei Maria da Penha.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/8\/2024, DJe 15\/8\/2024. (Info 824 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo e Crementina, casal moderno, viviam em um relacionamento aberto, no qual mantinham rela\u00e7\u00f5es sexuais ocasionais e sem a necessidade de grandes demonstra\u00e7\u00f5es de afeto ou fidelidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um triste dia, Creosvaldo agrediu Crementina. Inconformada, levou o caso adiante e o MP denunciou o rapaz com base na Lei Maria da Penha. A defesa sustenta a inaplicabilidade da lei em raz\u00e3o da falta de relacionamento afetivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-necessaria-relacao-duradoura-de-afeto\"><a>12.2.1. Necess\u00e1ria rela\u00e7\u00e3o duradoura de afeto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nada!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende &#8220;ser presumida pela Lei n. 11.340\/2006 a hipossufici\u00eancia e a vulnerabilidade da mulher em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. \u00c9 desnecess\u00e1ria, portanto, a demonstra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da subjuga\u00e7\u00e3o feminina para que seja aplicado o sistema protetivo da Lei Maria da Penha, pois a organiza\u00e7\u00e3o social brasileira ainda \u00e9 fundada em um sistema hier\u00e1rquico de poder baseado no g\u00eanero, situa\u00e7\u00e3o que o referido diploma legal busca coibir&#8221; (AgRg na MPUMP 6\/DF, relatora Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe de 20\/5\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia contra a mulher prov\u00e9m de um aspecto cultural do agente no sentido de subjugar e inferiorizar a mulher, de forma que, ainda que o envolvimento tenha se dado de modo ef\u00eamero entre v\u00edtima e ofensor, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afastar a ocorr\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica praticada contra mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dizer, a &#8220;pr\u00f3pria Lei n. 11.340\/2006, ao criar mecanismos espec\u00edficos para coibir e prevenir a viol\u00eancia dom\u00e9stica praticada contra a mulher, buscando a igualdade substantiva entre os g\u00eaneros, fundou-se justamente na indiscut\u00edvel desproporcionalidade f\u00edsica existente entre os g\u00eaneros, no hist\u00f3rico discriminat\u00f3rio e na cultura vigente. Ou seja, a fragilidade da mulher, sua hipossufici\u00eancia ou vulnerabilidade, na verdade, s\u00e3o os fundamentos que levaram o legislador a conferir prote\u00e7\u00e3o especial \u00e0 mulher e por isso t\u00eam-se como presumidos&#8221; (AgRg no AREsp 1.439.546\/RJ, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 5\/8\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no caso, <strong>consoante destacado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, constatou-se viol\u00eancia de g\u00eanero nos elementos de informa\u00e7\u00e3o advindos do caderno investigativo, raz\u00e3o pela qual se tem que o delito foi praticado dentro de um contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, ainda que de modo ef\u00eamero<\/strong>. O fato de n\u00e3o haver rela\u00e7\u00e3o duradoura de afeto n\u00e3o afasta a incid\u00eancia da Lei n. 11.340\/2006.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O fato de n\u00e3o haver rela\u00e7\u00e3o duradoura de afeto n\u00e3o afasta a incid\u00eancia do sistema protetivo da Lei Maria da Penha.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-criterios-para-realizacao-do-exame-criminologico-para-a-progressao-de-regime-nas-condutas-anteriores-a-edicao-da-lei-n-14-843-2024\"><a>13.&nbsp; Crit\u00e9rios para realiza\u00e7\u00e3o do exame criminol\u00f3gico para a progress\u00e3o de regime, nas condutas anteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.843\/2024<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do exame criminol\u00f3gico para a progress\u00e3o de regime, nas condutas anteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.843\/2024, exige decis\u00e3o motivada, nos termos da S\u00famula n. 439\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 200.670-GO, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/8\/2024, DJe 23\/8\/2024. <a>(Info 824 STJ)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gerald\u00e3o, apenado, impetrou HC no qual alega que a exig\u00eancia de exame criminol\u00f3gico consignada pela Lei n. 14.843\/2024 n\u00e3o se aplicaria ao seu caso, pois posterior ao ato criminoso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lei penal no tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba &#8211; Ningu\u00e9m pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execu\u00e7\u00e3o e os efeitos penais da senten\u00e7a condenat\u00f3ria.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por senten\u00e7a condenat\u00f3ria transitada em julgado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-possivel-a-realizacao-do-exame\"><a>13.2.2. Poss\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o do exame?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Mediante decis\u00e3o motivada, sim sinh\u00f4!<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de realiza\u00e7\u00e3o de exame criminol\u00f3gico para toda e qualquer progress\u00e3o de regime, nos termos da Lei n. 14.843\/2024, constitui&nbsp;<em>novatio legis in pejus<\/em>, pois incrementa requisito, tornando mais dif\u00edcil alcan\u00e7ar regimes prisionais menos gravosos \u00e0 liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, <strong>a retroatividade dessa norma se mostra inconstitucional, diante do art. 5\u00ba, XL, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e ilegal,<\/strong> nos termos do art. 2\u00ba do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para situa\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da nova lei permanece a possibilidade de exig\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o do exame criminol\u00f3gico, desde que devidamente motivada, nos termos da S\u00famula n. 439\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, todas as condena\u00e7\u00f5es do reeducando s\u00e3o anteriores \u00e0 Lei n. 14.843\/2024, n\u00e3o sendo aplic\u00e1vel a disposi\u00e7\u00e3o legal de forma retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que nessa mesma linha, o STJ considerou inaplic\u00e1vel a Lei n. 11.464\/2007 aos casos anteriores \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o, pois incrementou requisitos para progress\u00e3o dos condenados por crimes hediondos. Esse entendimento levou \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da S\u00famula n. 471\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do exame criminol\u00f3gico para a progress\u00e3o de regime, nas condutas anteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.843\/2024, exige decis\u00e3o motivada, nos termos da S\u00famula n. 439\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-81da7ae2-64ec-4afd-9b3f-7527e4a31b36\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/09\/25011541\/stj-informativo-824-1.pdf\">STJ &#8211; informativo 824<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/09\/25011541\/stj-informativo-824-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-81da7ae2-64ec-4afd-9b3f-7527e4a31b36\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Avan\u00e7amos em nossa caminhada jurisprudencial. 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