{"id":1459202,"date":"2024-09-10T00:15:16","date_gmt":"2024-09-10T03:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1459202"},"modified":"2024-09-10T00:17:33","modified_gmt":"2024-09-10T03:17:33","slug":"informativo-stj-821-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-821-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 821 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>I<span style=\"font-size: revert;, sans-serif\">nformativo n\u00ba 821 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;, sans-serif\">COMENTADO<\/strong><span style=\"font-size: revert;, sans-serif\">. Pra cima dele!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/09\/10001400\/stj-informativo-821.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_jvUUfJpIKw8\"><div id=\"lyte_jvUUfJpIKw8\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/jvUUfJpIKw8\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/jvUUfJpIKw8\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/jvUUfJpIKw8\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legalidade-das-disposicoes-da-resolucao-da-diretoria-colegiada-da-anvisa-n-96-2008\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade das disposi\u00e7\u00f5es da Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada da ANVISA n. 96\/2008<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o ilegais as disposi\u00e7\u00f5es da Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada da ANVISA n. 96\/2008 que, contrariando regramentos plasmados em lei federal, especialmente a Lei n. 9.294\/1996, imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es e condicionantes \u00e0s pe\u00e7as publicit\u00e1rias de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.035.645-DF, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2024, DJe 15\/8\/2024. (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Aspen Farma ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da ANVISA buscando obrigar a autarquia regulat\u00f3ria a abster-se de aplicar qualquer esp\u00e9cie de san\u00e7\u00e3o baseada da Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada \u2013 RDC n. 96\/2008, a qual limitou a propaganda, publicidade, informa\u00e7\u00e3o e outras pr\u00e1ticas ligadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o comercial de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega a ilegalidade da resolu\u00e7\u00e3o, que teria exorbitado do poder regulamentador da ANVISA, e contrariedade ao disposto sobre o tema na Lei 9.294\/1996.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 220. A manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, a cria\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o e a informa\u00e7\u00e3o, sob qualquer forma, processo ou ve\u00edculo n\u00e3o sofrer\u00e3o qualquer restri\u00e7\u00e3o, observado o disposto nesta Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Compete \u00e0 lei federal:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; estabelecer os meios legais que garantam \u00e0 pessoa e \u00e0 fam\u00edlia a possibilidade de se defenderem de programas ou programa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio e televis\u00e3o que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, pr\u00e1ticas e servi\u00e7os que possam ser nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A propaganda comercial de tabaco, bebidas alco\u00f3licas, agrot\u00f3xicos, medicamentos e terapias estar\u00e1 sujeita a restri\u00e7\u00f5es legais, nos termos do inciso II do par\u00e1grafo anterior, e conter\u00e1, sempre que necess\u00e1rio, advert\u00eancia sobre os malef\u00edcios decorrentes de seu uso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-a-resolucao-exagerou\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Resolu\u00e7\u00e3o exagerou<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Demais!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia reside em definir, \u00e0 vista das Leis n. 9.294\/1996 e n. 9.782\/1999, se a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA) vulnerou os limites de seu poder normativo ao editar a Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada &#8211; RDC n. 96\/2008, mediante a qual disp\u00f4s sobre a propaganda, a publicidade, a informa\u00e7\u00e3o e outras pr\u00e1ticas cujo objetivo seja a divulga\u00e7\u00e3o ou promo\u00e7\u00e3o comercial de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos moldes do art. 220, \u00a7\u00a7 3\u00ba, II, e 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, \u00e9 vedada toda forma de censura, viabilizando-se, no entanto, <strong>a fixa\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 propaganda comercial de tabaco, de bebidas alco\u00f3licas, de agrot\u00f3xicos, de medicamentos ou de terapias, conforme disposto em lei federal, como forma de garantir prote\u00e7\u00e3o social contra pr\u00e1ticas e servi\u00e7os possivelmente nocivos \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente<\/strong>, exigindo-se, inclusive, advert\u00eancia alusiva aos seus eventuais malef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, as atuais limita\u00e7\u00f5es \u00e0 promo\u00e7\u00e3o comercial de medicamentos est\u00e3o cristalizadas na Lei n. 9.294\/1996, complementada pelo Decreto n. 2.018\/1996, diplomas normativos que tratam da mat\u00e9ria, de maneira expressa e integral, cujas disposi\u00e7\u00f5es devem ser observadas pelos particulares e pelas demais entidades integrantes da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O poder normativo conferido \u00e0s ag\u00eancias reguladoras, por sua vez, n\u00e3o lhes atribui fun\u00e7\u00e3o legiferante, competindo-lhes, t\u00e3o somente, especificar, sob o \u00e2ngulo t\u00e9cnico, o conte\u00fado da lei objeto de regulamenta\u00e7\u00e3o<\/strong>, sem espa\u00e7o para suplantar-lhe na cria\u00e7\u00e3o de direitos ou obriga\u00e7\u00f5es, especialmente quando suas disposi\u00e7\u00f5es contrariarem regras estampadas em ato legislativo formal (ADI n. 4.093\/SP, Relatora Ministra Rosa Weber, Tribunal Pleno, j. 24.9.2014, DJe 17.10.2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos dos art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, II, art. 7\u00ba, III e XXVI, e art. 8\u00ba, caput e \u00a7 1\u00ba, I, da Lei n. 9.782\/1999, em mat\u00e9ria de propaganda comercial de produtos submetidos a controle sanit\u00e1rio, \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA) compete apenas fiscalizar, acompanhar e controlar o exerc\u00edcio de tal atividade, falecendo-lhe atribui\u00e7\u00e3o para, por ato pr\u00f3prio, restringir ou limitar as a\u00e7\u00f5es dos agentes econ\u00f4micos, especialmente quando seus atos regulamentares vulnerarem as regras delineadas na Lei n. 9.294\/1996 e demais atos legislativos formais.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, s\u00e3o ilegais as disposi\u00e7\u00f5es da Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada da ANVISA n. 96\/2008 que, contrariando regramentos plasmados em lei federal, especialmente a Lei n. 9.294\/1996, imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es e condicionantes \u00e0s pe\u00e7as publicit\u00e1rias de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o ilegais as disposi\u00e7\u00f5es da Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada da ANVISA n. 96\/2008 que, contrariando regramentos plasmados em lei federal, especialmente a Lei n. 9.294\/1996, imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es e condicionantes \u00e0s pe\u00e7as publicit\u00e1rias de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extincao-do-cumprimento-de-sentenca-coletiva-proposta-pelo-legitimado-extraordinario-e-posterior-execucao-individual-do-mesmo-titulo\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o do cumprimento de senten\u00e7a coletiva proposta pelo legitimado extraordin\u00e1rio e posterior execu\u00e7\u00e3o individual do mesmo t\u00edtulo.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do cumprimento de senten\u00e7a coletiva proposta pelo legitimado extraordin\u00e1rio, por prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, n\u00e3o impede a execu\u00e7\u00e3o individual do mesmo t\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.078.485-PE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 18\/8\/2024. (Tema 1253). (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo ajuizou cumprimento individual do t\u00edtulo executivo formado em processo ajuizado pelo Sindicato dos Trabalhadores P\u00fablicos Federais da Sa\u00fade e Previd\u00eancia Social &#8211; SINDSPREV, no qual o grupo substitu\u00eddo se beneficiou de senten\u00e7a coletiva que reconheceu o direito \u00e0 contagem do tempo de servi\u00e7o p\u00fablico anterior \u00e0 Lei 8.112\/1990, para o fim de recebimento de anu\u00eanios.<\/p>\n\n\n\n<p>O SINDSPREV prop\u00f4s o cumprimento de senten\u00e7a na qualidade de substituto processual. A execu\u00e7\u00e3o coletiva foi extinta sem exame do m\u00e9rito, ante a decreta\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. A Fazenda P\u00fablica, ent\u00e3o, impugnou o cumprimento de senten\u00e7a individual, alegando a exist\u00eancia de coisa julgada desfavor\u00e1vel aos substitu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. Nas a\u00e7\u00f5es coletivas de que trata este c\u00f3digo, a senten\u00e7a far\u00e1 coisa julgada:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insufici\u00eancia de provas, hip\u00f3tese em que qualquer legitimado poder\u00e1 intentar outra a\u00e7\u00e3o, com id\u00eantico fundamento valendo-se de nova prova, na hip\u00f3tese do inciso I do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo improced\u00eancia por insufici\u00eancia de provas, nos termos do inciso anterior, quando se tratar da hip\u00f3tese prevista no inciso II do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; erga omnes, apenas no caso de proced\u00eancia do pedido, para beneficiar todas as v\u00edtimas e seus sucessores, na hip\u00f3tese do inciso III do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00b0 Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II n\u00e3o prejudicar\u00e3o interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade, do grupo, categoria ou classe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 Na hip\u00f3tese prevista no inciso III, em caso de improced\u00eancia do pedido, os interessados que n\u00e3o tiverem intervindo no processo como litisconsortes poder\u00e3o propor a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo individual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16, combinado com o art. 13 da Lei n\u00b0 7.347, de 24 de julho de 1985, n\u00e3o prejudicar\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o por danos pessoalmente sofridos, propostas individualmente ou na forma prevista neste c\u00f3digo, mas, se procedente o pedido, beneficiar\u00e3o as v\u00edtimas e seus sucessores, que poder\u00e3o proceder \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, nos termos dos arts. 96 a 99.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Aplica-se o disposto no par\u00e1grafo anterior \u00e0 senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 104. As a\u00e7\u00f5es coletivas, previstas nos incisos I e II e do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81, n\u00e3o induzem litispend\u00eancia para as a\u00e7\u00f5es individuais, mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior n\u00e3o beneficiar\u00e3o os autores das a\u00e7\u00f5es individuais, se n\u00e3o for requerida sua suspens\u00e3o no prazo de trinta dias, a contar da ci\u00eancia nos autos do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-impede-a-execucao-individual\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impede a execu\u00e7\u00e3o individual?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca do alcance dos efeitos da decreta\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na execu\u00e7\u00e3o coletiva, isto \u00e9, se a decis\u00e3o desfavor\u00e1vel ao substituto processual atinge os membros do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00facleo do regime jur\u00eddico da coisa julgada no microssistema do processo coletivo est\u00e1 previsto nos arts. 103 e 104 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. De acordo com o art. 103, III, do CDC, <strong>nas demandas coletivas propostas para a defesa dos direitos individuais homog\u00eaneos, a coisa julgada \u00e9 erga omnes &#8220;apenas no caso de proced\u00eancia do pedido.&#8221;<\/strong> A previs\u00e3o \u00e9 complementada pelo \u00a7 2\u00ba, segundo o qual, &#8220;em caso de improced\u00eancia do pedido, os interessados que n\u00e3o tiverem intervindo no processo como litisconsortes poder\u00e3o propor a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo individual.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O CDC inaugurou o que a doutrina chama de coisa julgada&nbsp;<em>secundum eventum litis<\/em>. Significa que a senten\u00e7a coletiva s\u00f3 alcan\u00e7ar\u00e1 os membros do grupo para benefici\u00e1-los. A raz\u00e3o da previs\u00e3o legal \u00e9 a aus\u00eancia de efetiva participa\u00e7\u00e3o de cada um dos membros do grupo no processo coletivo. N\u00e3o h\u00e1 coisa julgada contra aquele que n\u00e3o participou do contradit\u00f3rio. A essa regra existe apenas uma exce\u00e7\u00e3o: na hip\u00f3tese de interven\u00e7\u00e3o do membro do grupo no processo coletivo como litisconsorte (\u00a7 2\u00ba do art. 103 e 94).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a coisa julgada desfavor\u00e1vel ao substituto processual n\u00e3o \u00e9 opon\u00edvel aos membros do grupo em suas execu\u00e7\u00f5es individuais, especialmente quando, reconhecidamente, houve des\u00eddia do substituto na condu\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o coletiva. Ademais, n\u00e3o h\u00e1 motivo para a n\u00e3o incid\u00eancia dessa previs\u00e3o legal em rela\u00e7\u00e3o ao processo de execu\u00e7\u00e3o coletiva. Isso porque est\u00e3o presentes as mesmas raz\u00f5es para n\u00e3o haver o preju\u00edzo aos interessados, a saber, a aus\u00eancia de sua efetiva participa\u00e7\u00e3o no processo. Precedentes: AgInt no REsp n. 2.102.083\/PE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 19.4.2024; AgInt no REsp n. 2.093.101\/PE, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, DJe de 28.2.2024; AgInt no REsp n. 1.927.562\/PE, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 15.12.2022; e AgInt no REsp n. 1.960.015\/PE, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 1.4.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, no que tange \u00e0 aus\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria, o ordenamento jur\u00eddico induz o titular do direito individual a permanecer inerte at\u00e9 o desfecho do processo coletivo, quando s\u00f3 ent\u00e3o decidir\u00e1 pelo ajuizamento da a\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz da racionalidade do microssistema do processo coletivo, n\u00e3o se pode exigir do credor individual o ajuizamento do cumprimento de senten\u00e7a quando pendente execu\u00e7\u00e3o coletiva. Por isso, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem reiteradamente decidido que a propositura do cumprimento de senten\u00e7a pelo legitimado extraordin\u00e1rio interrompe o prazo prescricional para a execu\u00e7\u00e3o individual. Precedentes: AgInt no AgInt no REsp n. 1.932.536\/DF, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, DJe de 5.10.2022; AgInt no AREsp n. 2.292.113\/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 17.8.2023; AgInt no REsp n. 1.927.562\/PE, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 15.12.2022; AgInt no AREsp n. 2.207.275\/RJ, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, DJe de 15.3.2023.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do cumprimento de senten\u00e7a coletiva proposta pelo legitimado extraordin\u00e1rio, por prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, n\u00e3o impede a execu\u00e7\u00e3o individual do mesmo t\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extincao-da-acao-rescisoria-sem-resolucao-de-merito-motivada-pela-perda-superveniente-do-objeto-em-razao-de-retratacao-da-sentenca-e-destino-do-deposito-previo\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito motivada pela perda superveniente do objeto em raz\u00e3o de retrata\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e destino do dep\u00f3sito pr\u00e9vio.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em que a e<a>xtin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito \u00e9 motivada pela perda superveniente do objeto em raz\u00e3o de retrata\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a <\/a>que se objetivava rescindir, deve ser afastada a revers\u00e3o do dep\u00f3sito pr\u00e9vio a favor do r\u00e9u, permitindo-se ao autor levantar a quantia depositada<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.137.256-MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2024. (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria que posteriormente foi extinta sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito e motivada pela perda superveniente do objeto em raz\u00e3o de retrata\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que se objetivava rescindir.<\/p>\n\n\n\n<p>O demandado ent\u00e3o requereu que lhe fossem revertidos os valores do dep\u00f3sito pr\u00e9vio, pedido com o qual Tadeu n\u00e3o concorda, por entender que quando a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria \u00e9 extinta sem julgamento de m\u00e9rito, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel converter em favor dos r\u00e9us o dep\u00f3sito pr\u00e9vio, tampouco impor ao autor os \u00f4nus sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 974. Julgando procedente o pedido, o tribunal rescindir\u00e1 a decis\u00e3o, proferir\u00e1, se for o caso, novo julgamento e determinar\u00e1 a restitui\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito a que se refere o&nbsp;inciso II do art. 968&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Considerando, por unanimidade, inadmiss\u00edvel ou improcedente o pedido, o tribunal determinar\u00e1 a revers\u00e3o, em favor do r\u00e9u, da import\u00e2ncia do dep\u00f3sito, sem preju\u00edzo do disposto no&nbsp;\u00a7 2\u00ba do art. 82&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-quem-fica-com-os-pila\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quem fica com os \u201cpila\u201d?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O AUTOR!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do CPC\/2015, o STJ manteve o entendimento no sentido de que <strong>o dep\u00f3sito pr\u00e9vio deve ser revertido em favor do r\u00e9u quando a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria \u00e9 extinta sem julgamento de m\u00e9rito<\/strong>, nos termos do art. 974, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, na esp\u00e9cie, a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria foi extinta sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito em raz\u00e3o da perda superveniente do objeto motivada pela retrata\u00e7\u00e3o do juiz, em fase de cumprimento de senten\u00e7a, acerca da senten\u00e7a que se pretendia rescindir. Com o exerc\u00edcio do ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria perdeu o seu objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, se a finalidade da revers\u00e3o do dep\u00f3sito pr\u00e9vio em favor do r\u00e9u \u00e9 evitar a abuso no exerc\u00edcio do direito de a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, a partir da interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica do art. 974 do CPC\/2015, admitir a referida revers\u00e3o na espec\u00edfica hip\u00f3tese em que a extin\u00e7\u00e3o sem julgamento de m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 imput\u00e1vel ao autor, mas sim fruto do ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o exercido pelo pr\u00f3prio magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, embora a extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito conduza, em regra, \u00e0 revers\u00e3o do dep\u00f3sito pr\u00e9vio a favor do r\u00e9u, no caso espec\u00edfico em que a referida extin\u00e7\u00e3o \u00e9 motivada pela perda superveniente do objeto em raz\u00e3o de retrata\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que se objetivava rescindir, deve ser afastada a revers\u00e3o, permitindo-se ao autor levantar a quantia depositada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, se a extin\u00e7\u00e3o do processo que se instaurou com observ\u00e2ncia de todas as condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deu por fato imput\u00e1vel \u00e0s partes, n\u00e3o deve ser imposto a qualquer delas o dever de arcar com os \u00f4nus sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em que a extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito \u00e9 motivada pela perda superveniente do objeto em raz\u00e3o de retrata\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que se objetivava rescindir, deve ser afastada a revers\u00e3o do dep\u00f3sito pr\u00e9vio a favor do r\u00e9u, permitindo-se ao autor levantar a quantia depositada<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ausencia-de-recurso-contra-a-decisao-concessiva-da-tutela-antecipada-e-estabilizacao\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aus\u00eancia de recurso contra a decis\u00e3o concessiva da tutela antecipada e estabiliza\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de recurso contra a decis\u00e3o concessiva da tutela antecipada n\u00e3o acarreta sua estabiliza\u00e7\u00e3o se a parte se op\u00f4s a ela mediante contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.938.645-CE, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024. (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Brasa ajuizou pedido de tutela antecipada antecedente para bloqueio, via BacenJud. O pedido foi negado em primeiro grau, mas concedido pelo tribunal estadual. O r\u00e9u, por\u00e9m, n\u00e3o foi intimado da decis\u00e3o, pois ainda n\u00e3o havia sido inclu\u00eddo no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o designada em primeiro grau, o r\u00e9u ofereceu contesta\u00e7\u00e3o solicitando a extin\u00e7\u00e3o do processo por falta do aditamento \u00e0 inicial, como prev\u00ea o art. 303 do&nbsp;CPC\/2015&nbsp;\u2013 pleito que foi deferido pelo magistrado e mantido pelo tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<p>O banco alega em recurso que a falta de recurso contra a decis\u00e3o concessiva da tutela antecipada acarretaria a estabiliza\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 131. A cita\u00e7\u00e3o daqueles que devam figurar em litiscons\u00f3rcio passivo ser\u00e1 requerida pelo r\u00e9u na contesta\u00e7\u00e3o e deve ser promovida no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ficar sem efeito o chamamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o chamado residir em outra comarca, se\u00e7\u00e3o ou subse\u00e7\u00e3o judici\u00e1rias, ou em lugar incerto, o prazo ser\u00e1 de 2 (dois) meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 303. Nos casos em que a urg\u00eancia for contempor\u00e2nea \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o, a peti\u00e7\u00e3o inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e \u00e0 indica\u00e7\u00e3o do pedido de tutela final, com a exposi\u00e7\u00e3o da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou do risco ao resultado \u00fatil do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 304. A tutela antecipada, concedida nos termos do&nbsp;art. 303&nbsp;, torna-se est\u00e1vel se da decis\u00e3o que a conceder n\u00e3o for interposto o respectivo recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Qualquer das partes poder\u00e1 demandar a outra com o intuito de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada estabilizada nos termos do&nbsp;caput&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-estabiliza-se-a-decisao\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estabiliza-se a decis\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida consiste em (i) saber se o oferecimento de contesta\u00e7\u00e3o, em vez de recurso, serve para o fim de obstar a estabiliza\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela antecipada concedida em car\u00e1ter antecedente; e (ii) se o in\u00edcio do prazo para aditamento \u00e0 inicial dependeria de intima\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no ju\u00edzo de primeiro grau para tal finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema da estabiliza\u00e7\u00e3o da tutela antecipada concedida em car\u00e1ter antecedente passou por certa matura\u00e7\u00e3o na doutrina desde a entrada em vigor do CPC\/2015, havendo, ainda hoje, controv\u00e9rsias a seu respeito. Quest\u00e3oque ainda fomenta o debate diz respeito \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do sentido da express\u00e3o &#8220;recurso&#8221; utilizada pelo&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 304 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Examinando a quest\u00e3o, <strong>a doutrina destaca que a express\u00e3o pode ser compreendida de duas maneiras:<\/strong> &#8220;como recurso&nbsp;<em>stricto sensu&nbsp;<\/em>(o que significaria, ent\u00e3o, afirmar que s\u00f3 n\u00e3o haveria a estabiliza\u00e7\u00e3o da tutela antecipada se o r\u00e9u interpusesse agravo contra a decis\u00e3o concessiva da medida de urg\u00eancia); ou, em um sentido mais amplo, como meio de impugna\u00e7\u00e3o (o que englobaria outros rem\u00e9dios sem natureza recursal, como a contesta\u00e7\u00e3o)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a corrente adotada pela Terceira Turma do STJ, ao proferir o entendimento no sentido de que &#8220;<strong>embora o&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 304 do CPC\/2015 determine que &#8216;a tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303, torna-se est\u00e1vel se da decis\u00e3o que a conceder n\u00e3o for interposto o respectivo recurso&#8217;, a leitura que deve ser feita do dispositivo legal, tomando como base uma interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e teleol\u00f3gica do instituto, \u00e9 que a estabiliza\u00e7\u00e3o somente ocorrer\u00e1 se n\u00e3o houver qualquer tipo de impugna\u00e7\u00e3o pela parte contr\u00e1ria<\/strong>, sob pena de se estimular a interposi\u00e7\u00e3o de agravos de instrumento, sobrecarregando desnecessariamente os Tribunais, al\u00e9m do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, prevista no art. 304, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, a fim de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada estabilizada.&#8221; (REsp n. 1.760.966\/SP, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, DJe 7\/12\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a estabiliza\u00e7\u00e3o da tutela somente acontece se o r\u00e9u n\u00e3o manifestar qualquer oposi\u00e7\u00e3o. No caso, muito embora n\u00e3o se tenha interposto recurso contra a decis\u00e3o concessiva da tutela antecedente,<strong> infere-se que se ofertou a contesta\u00e7\u00e3o, o que afasta a estabiliza\u00e7\u00e3o dos efeitos da tutela.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a passagem do &#8220;procedimento provis\u00f3rio da tutela antecedente&#8221; &#8211; cujo rumo pode eventualmente levar \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do processo, a depender da atitude do r\u00e9u de opor-se, ou n\u00e3o, \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o da tutela satisfativa &#8211; para a fase da tutela definitiva exige intima\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o autor a prop\u00f3sito da necessidade de aditar a inicial. Aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 321,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/2015. (REsp. n. 1.766.376\/TO, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe 11\/9\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de recurso contra a decis\u00e3o concessiva da tutela antecipada n\u00e3o acarreta sua estabiliza\u00e7\u00e3o se a parte se op\u00f4s a ela mediante contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sistematica-da-substituicao-tributaria-para-frente-e-aplicabilidade-da-condicao-prevista-no-art-166-do-ctn\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente e aplicabilidade da <em>condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 166 do CTN.<\/em><\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumida para o recolhimento do tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a <a>condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 166 do CTN.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.034.975-MG, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 14\/8\/2024. (Tema 1191). (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de julgamento sob o rito dos recursos repetitivos que visa decidir se deve se submeter aos ditames do art. 166 do CTN o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do ICMS\/ST, pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em raz\u00e3o de a base de c\u00e1lculo efetiva na opera\u00e7\u00e3o ter sido inferior \u00e0 presumida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de pr\u00e9vio protesto, \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o total ou parcial do tributo, seja qual f\u00f4r a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no \u00a7 4\u00ba do art. 162, nos seguintes casos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; cobran\u00e7a ou pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, ou da natureza ou circunst\u00e2ncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; \u00earro na edifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo, na determina\u00e7\u00e3o da al\u00edquota aplic\u00e1vel, no c\u00e1lculo do montante do d\u00e9bito ou na elabora\u00e7\u00e3o ou confer\u00eancia de qualquer documento relativo ao pagamento;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; reforma, anula\u00e7\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o ou rescis\u00e3o de decis\u00e3o condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 166. A restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem, por sua natureza, transfer\u00eancia do respectivo encargo financeiro s\u00f2mente ser\u00e1 feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de t\u00ea-lo transferido a terceiro, estar por \u00easte expressamente autorizado a receb\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-aplicavel-a-norma-do-166-do-ctn\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel a norma do 166 do CTN?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em saber se deve se submeter aos ditames do art. 166 do CTN o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do ICMS\/ST, pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em raz\u00e3o de a base de c\u00e1lculo efetiva na opera\u00e7\u00e3o ter sido inferior \u00e0 presumida.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a mat\u00e9ria, o STF, ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio n. 593.849\/MG, com Repercuss\u00e3o Geral reconhecida (Tema 201&nbsp;do STF), firmou tese de que: &#8220;\u00c9 devida a restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os &#8211; ICMS pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a frente se a base de c\u00e1lculo efetiva da opera\u00e7\u00e3o for inferior \u00e0 presumida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, quando da aquisi\u00e7\u00e3o da mercadoria, o contribuinte substitu\u00eddo antecipadamente recolhe o tributo de acordo com a base de c\u00e1lculo presumida<\/strong>. Desse modo, no caso espec\u00edfico de revenda por valor menor que o presumido, n\u00e3o tem ele como recuperar o tributo que j\u00e1 pagou, decorrendo o desconto no pre\u00e7o final do produto da pr\u00f3pria margem de lucro do comerciante.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma do STJ j\u00e1 vinha entendendo que, &#8220;na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumida para o recolhimento do tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 166 do CTN&#8221; (AgInt no REsp n. 1.968.227\/MG, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, DJe de 1.9.2022).<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Turma do STJ, por sua vez, no julgamento do REsp n. 525.625\/RS, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, DJe 21.11.2022, em ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o, revendo sua jurisprud\u00eancia anterior, firmou o entendimento no sentido da inaplicabilidade do art. 166 do CTN, em caso id\u00eantico.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que o art. 166 do CTN est\u00e1 inserido na se\u00e7\u00e3o relativa ao &#8220;pagamento indevido&#8221;, cujas hip\u00f3teses est\u00e3o previstas no referido artigo. Em nenhum dos incisos do art. 165 do CTN se encontra a hip\u00f3tese de que trata o caso em discuss\u00e3o, uma vez que o montante pago a t\u00edtulo de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o era indevido por ocasi\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o anterior. Ao contr\u00e1rio, aquele valor era devido e poderia ser exigido pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre, contudo, que, realizada a opera\u00e7\u00e3o que se presumiu, a base de c\u00e1lculo se revelou inferior \u00e0 presumida. Esse fato superveniente \u00e9 que faz nascer o direito do contribuinte. N\u00e3o se trata, portanto, de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, nos moldes do art. 165 do CTN, mas de mero ressarcimento, que encontra fundamento tanto no art. 150, \u00a7 7\u00ba, da CF\/1988, quanto no art. 10 da Lei Complementar n. 87\/1996 (Lei Kandir).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme bem observado em voto do eminente Ministro Benedito Gon\u00e7alves no AgInt no REsp n. 1.949.848\/MG, DJe 15.12.2021, a controv\u00e9rsia objeto destes autos n\u00e3o diz respeito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do valor do &#8220;ICMS inclu\u00eddo no pre\u00e7o da mercadoria vendida, mas daquele decorrente da diferen\u00e7a entre a base de c\u00e1lculo efetivamente praticada e a presumida, sendo que esta \u00faltima, porque n\u00e3o ocorrida, n\u00e3o foi imposta ao consumidor, da\u00ed porque n\u00e3o se pode exigir comprova\u00e7\u00e3o do n\u00e3o repasse financeiro&#8221;. Por conseguinte, a averigua\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o econ\u00f4mica torna-se desnecess\u00e1ria no \u00e2mbito da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, a qual apenas teria relev\u00e2ncia nos casos submetidos ao regime normal de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumida para o recolhimento do tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 166 do CTN. Dessa forma, deve ser fixada a seguinte tese jur\u00eddica: &#8220;Na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumida para o recolhimento do tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 166 do CTN&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumida para o recolhimento do tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o prevista no art. 166 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-salario-de-contribuicao-e-base-de-calculo-da-contribuicao-previdenciaria-patronal-do-sat-e-da-contribuicao-de-terceiros\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o e base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do SAT e da contribui\u00e7\u00e3o de terceiros<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As parcelas relativas ao vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o\/alimenta\u00e7\u00e3o, plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade (aux\u00edlio-sa\u00fade, odontol\u00f3gico e farm\u00e1cia), ao Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) dos empregados e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos empregados, descontadas na folha de pagamento do trabalhador, constituem simples t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o ou de garantia para recebimento do credor, e n\u00e3o modificam o conceito de sal\u00e1rio ou de sal\u00e1rio contribui\u00e7\u00e3o, e, portanto, n\u00e3o modificam a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do SAT e da contribui\u00e7\u00e3o de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.005.029-SC, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 14\/8\/2024. (Tema 1174). (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso a ser julgado sob o rito dos recursos repetitivos que visa a an\u00e1lise da possibilidade de excluir as seguintes verbas da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros e ao SAT\/RAT: a) valores relativos \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do empregado e do trabalhador avulso e ao imposto de renda de pessoa f\u00edsica, retidos na fonte pelo empregador; b) parcelas retidas ou descontadas a t\u00edtulo de coparticipa\u00e7\u00e3o do empregado em benef\u00edcios, tais como: vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o e plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade ou odontol\u00f3gico, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.212\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. A contribui\u00e7\u00e3o a cargo da empresa, destinada \u00e0 Seguridade Social, al\u00e9m do disposto no art. 23, \u00e9 de:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; vinte por cento sobre o total das remunera\u00e7\u00f5es pagas, devidas ou creditadas a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem servi\u00e7os, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos servi\u00e7os efetivamente prestados, quer pelo tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador ou tomador de servi\u00e7os, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo de trabalho ou senten\u00e7a normativa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28. Entende-se por sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; para o empregado e trabalhador avulso: a remunera\u00e7\u00e3o auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos servi\u00e7os efetivamente prestados, quer pelo tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador ou tomador de servi\u00e7os nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo de trabalho ou senten\u00e7a normativa;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-modificam-a-base-de-calculo-dos-tributos\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Modificam a base de c\u00e1lculo dos tributos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia quanto \u00e0 possibilidade de excluir as seguintes verbas da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros e ao SAT\/RAT: a) valores relativos \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do empregado e do trabalhador avulso e ao imposto de renda de pessoa f\u00edsica, retidos na fonte pelo empregador; b) parcelas retidas ou descontadas a t\u00edtulo de coparticipa\u00e7\u00e3o do empregado em benef\u00edcios, tais como: vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o e plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade ou odontol\u00f3gico, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o art. 22, I, da Lei n. 8.212\/1991, <strong>a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do empregador incide sobre o &#8220;total das remunera\u00e7\u00f5es pagas, devidas ou creditadas a qualquer t\u00edtulo<\/strong>, durante o m\u00eas, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem servi\u00e7os, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos servi\u00e7os efetivamente prestados, quer pelo tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador ou tomador de servi\u00e7os, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo de trabalho ou senten\u00e7a normativa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 28, I, da Lei n. 8.212\/1991, por seu turno, prev\u00ea que o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o (devido pelo empregado e pelo trabalhador avulso) consiste na &#8220;remunera\u00e7\u00e3o auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos servi\u00e7os efetivamente prestados, quer pelo tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador ou tomador de servi\u00e7os nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo de trabalho ou senten\u00e7a normativa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, o art. 28, \u00a7 9\u00ba, da Lei n. 8.212\/1991 disp\u00f5e sobre as parcelas que devem ser exclu\u00eddas do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, cabendo destacar que a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 de que as hip\u00f3teses legalmente descritas s\u00e3o exemplificativas, admitindo outras, desde que revestidas de natureza indenizat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os valores descontados na folha de pagamento do trabalhador (contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e imposto de renda, vale\/aux\u00edlio-transporte, vale\/aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o ou refei\u00e7\u00e3o, e plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade) apenas operacionalizam t\u00e9cnica de antecipa\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o, e em nada influenciam no conceito de sal\u00e1rio<\/strong>. Basta fazer opera\u00e7\u00e3o mental hipot\u00e9tica, afastando a realiza\u00e7\u00e3o dos descontos na folha de pagamento, para se verificar que o sal\u00e1rio do trabalhador permaneceria o mesmo, e \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a ele (valor bruto da remunera\u00e7\u00e3o, em regra) que tais contribuintes iriam calcular exatamente a mesma quantia a ser por eles pessoalmente pagas (e n\u00e3o mediante reten\u00e7\u00e3o em folha) em momento ulterior. Isso evidencia, com clareza, que inexiste altera\u00e7\u00e3o na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es devidas pela empresa ao Seguro Social, ao SAT e a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o foi bem sintetizada em voto da Ministra Assusete Magalh\u00e3es, proferido no julgamento do REsp 1.902.565\/PR, DJe 7.4.2021, no qual se afirmou que: &#8220;Embora o cr\u00e9dito da remunera\u00e7\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria possam, no mundo dos fatos, ocorrer simultaneamente, no plano jur\u00eddico as incid\u00eancias s\u00e3o distintas. Uma vez que o montante retido deriva da remunera\u00e7\u00e3o do empregado, conserva ele a natureza remunerat\u00f3ria, raz\u00e3o pela qual integra tamb\u00e9m a base de c\u00e1lculo da cota patronal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Adota-se, a partir do acima exposto, a seguinte tese repetitiva: As parcelas relativas ao vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o\/alimenta\u00e7\u00e3o, plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade (aux\u00edlio-sa\u00fade, odontol\u00f3gico e farm\u00e1cia), ao Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) dos empregados e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos empregados, descontadas na folha de pagamento do trabalhador, constituem simples t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o ou de garantia para recebimento do credor, e n\u00e3o modificam o conceito de sal\u00e1rio ou de sal\u00e1rio contribui\u00e7\u00e3o, e, portanto, n\u00e3o modificam a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do SAT e da contribui\u00e7\u00e3o de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As parcelas relativas ao vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o\/alimenta\u00e7\u00e3o, plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade (aux\u00edlio-sa\u00fade, odontol\u00f3gico e farm\u00e1cia), ao Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) dos empregados e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos empregados, descontadas na folha de pagamento do trabalhador, constituem simples t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o ou de garantia para recebimento do credor, e n\u00e3o modificam o conceito de sal\u00e1rio ou de sal\u00e1rio contribui\u00e7\u00e3o, e, portanto, n\u00e3o modificam a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do SAT e da contribui\u00e7\u00e3o de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incidencia-do-imposto-de-renda-retido-na-fonte-irrf-sobre-a-transferencia-de-fundos-de-investimentos-por-sucessao-causa-mortis-quando-sem-pleitear-resgate-os-herdeiros-formulam-apenas-requerimento-de-transmissao-das-quotas\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre a transfer\u00eancia de fundos de investimentos por sucess\u00e3o causa mortis quando, sem pleitear resgate, os herdeiros formulam apenas requerimento de transmiss\u00e3o das quotas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre a transfer\u00eancia de fundos de investimentos por sucess\u00e3o causa mortis quando, sem pleitear resgate, os herdeiros formulam apenas requerimento de transmiss\u00e3o das quotas, a fim de continuar na rela\u00e7\u00e3o iniciada pelo de cujus com a administradora, com op\u00e7\u00e3o pela manuten\u00e7\u00e3o dos valores declarados na \u00faltima Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (DIRPF) apresentada pelo falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.968.695-SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2024. (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gerso e Nerso, filhos de Craudi\u00e3o, impetraram mandado de seguran\u00e7a em que buscam ver reconhecido o direito l\u00edquido e certo de n\u00e3o incidir Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre a transfer\u00eancia de cotas de fundos de investimento em decorr\u00eancia de sucess\u00e3o causa mortis.<\/p>\n\n\n\n<p>Informaram que Craudi\u00e3o era titular de quotas de fundos de investimento, constitu\u00eddos sob a forma de condom\u00ednio fechado e administrados pelo Banco Credit Suisse. Com a abertura do invent\u00e1rio, requereram a sua transfer\u00eancia, com op\u00e7\u00e3o de receber as quotas pelo valor constante na \u00faltima Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (DIRPF) apresentada pelo falecido, oportunidade em que foram informados, pela institui\u00e7\u00e3o financeira administradora, da incid\u00eancia do IRRF, o que ensejou a impetra\u00e7\u00e3o do mandamus.<\/p>\n\n\n\n<p>Assanhada, alega a Fazenda Nacional que dever\u00e1 ocorrer a reten\u00e7\u00e3o na fonte do IR quando da aliena\u00e7\u00e3o das aplica\u00e7\u00f5es a qualquer t\u00edtulo, o que abarcaria inclusive aquela que se perfazem raz\u00e3o da morte do seu titular (causa mortis).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional \u2013 CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43. O imp\u00f4sto, de compet\u00eancia da Uni\u00e3o, s\u00f4bre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combina\u00e7\u00e3o de ambos;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acr\u00e9scimos patrimoniais n\u00e3o compreendidos no inciso anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.532\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 23. Na transfer\u00eancia de direito de propriedade por sucess\u00e3o, nos casos de heran\u00e7a, legado ou por doa\u00e7\u00e3o em adiantamento da leg\u00edtima, os bens e direitos poder\u00e3o ser avaliados a valor de mercado ou pelo valor constante da declara\u00e7\u00e3o de bens do de cujus ou do doador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-incide-irrf\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide IRRF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a possibilidade ou n\u00e3o de incidir Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre a transfer\u00eancia de cotas de fundos de investimento em decorr\u00eancia de sucess\u00e3o&nbsp;<em>causa mortis<\/em>. No caso em discuss\u00e3o, a parte autora buscou a transfer\u00eancia de quotas de fundos de investimentos, constitu\u00eddos sob condom\u00ednio fechado, deixados pelo falecido pai, em conformidade com os valores constantes da \u00faltima DIRPF do&nbsp;<em>de cujus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN, <strong>o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica<\/strong>: I &#8211; de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combina\u00e7\u00e3o de ambos; ou II &#8211; de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acr\u00e9scimos patrimoniais n\u00e3o compreendidos no inciso anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 23 da Lei n. 9.532\/1997, por sua vez, estabelece duas op\u00e7\u00f5es para avalia\u00e7\u00e3o dos bens e direitos objeto de transfer\u00eancia de propriedade por sucess\u00e3o, nos casos de heran\u00e7a, legado ou por doa\u00e7\u00e3o em adiantamento da leg\u00edtima: a) valor de mercado; e b) valor constante da Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (DIRPF) do&nbsp;<em>de cujus<\/em>&nbsp;ou do doador.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o referido dispositivo, cabe registrar que o Supremo Tribunal Federal, nos autos do RE 1.425.609\/GO, por maioria de votos manifestou-se pela aus\u00eancia de bitributa\u00e7\u00e3o e constitucionalidade da norma, que trata da incid\u00eancia do IRRF quando a transfer\u00eancia de bens se opera pelo valor de mercado. No referido caso, por\u00e9m, verificou-se a exist\u00eancia do efetivo ganho de capital, considerando que a autora daquela a\u00e7\u00e3o teria doado, pelo valor de mercado, &#8220;bens de sua heran\u00e7a \u00e0 sua filha como adiantamento da leg\u00edtima&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No presente caso, contudo, trata-se de situa\u00e7\u00e3o DIVERSA<strong>, pois os fundos de investimento est\u00e3o sendo transferidos aos herdeiros diretamente em raz\u00e3o do falecimento do titular e avaliados conforme \u00faltima declara\u00e7\u00e3o de renda do&nbsp;<em>de cujus<\/em>, e n\u00e3o por valor de mercado<\/strong>. Isto \u00e9, inaplic\u00e1vel a norma acima citada para a cobran\u00e7a do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso salientar, ainda, que, em regra, nos fundos de investimento, constitu\u00eddos sob qualquer forma, a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), devida por ocasi\u00e3o da liquida\u00e7\u00e3o, \u00e9 composta pela diferen\u00e7a positiva entre o valor do resgate e o da aquisi\u00e7\u00e3o das quotas, nos termos do art. 28, II, e \u00a7 7\u00ba, da Lei n. 9.532\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o se aplica ao presente caso o disposto no art. 65 da Lei n. 9.532\/1997, que trata da incid\u00eancia do IRRF sobre o rendimento produzido por aplica\u00e7\u00e3o financeira de renda fixa, e que prev\u00ea, em seu \u00a7 2\u00ba, que &#8220;a aliena\u00e7\u00e3o compreende qualquer forma de transmiss\u00e3o da propriedade, bem como a liquida\u00e7\u00e3o, resgate, cess\u00e3o ou repactua\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo ou aplica\u00e7\u00e3o&#8221;. Al\u00e9m de se referir a fundo de renda fixa, e n\u00e3o de investimento, a aliena\u00e7\u00e3o, como ato de vontade, n\u00e3o abrange a transfer\u00eancia&nbsp;<em>causa mortis<\/em>, disciplinada de modo espec\u00edfico no art. 23 da Lei n. 9.532\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 norma legal&nbsp;<em>stricto sensu<\/em>&nbsp;a determinar a incid\u00eancia de IRRF sobre a mera transfer\u00eancia de quotas de fundos de investimento &#8211; de qualquer modalidade &#8211; decorrente de sucess\u00e3o&nbsp;<em>causa mortis<\/em>, quando os herdeiros optam pela observ\u00e2ncia do valor constante da \u00faltima declara\u00e7\u00e3o de bens<em>&nbsp;de cujus<\/em>. Somente incide o tributo se a transfer\u00eancia for realizada por valor de mercado e houver diferen\u00e7a positiva relativamente ao valor de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal, portanto, o Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo ADI\/SRFB n. 13\/2007 na parte em que prev\u00ea, sem amparo na lei, a incid\u00eancia de IRRF para casos de transmiss\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es financeiras por sucess\u00e3o heredit\u00e1ria, sem vincular \u00e0 exist\u00eancia de ganho de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conformidade com o princ\u00edpio da legalidade em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, veiculado no art. 150, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a autoridade administrativa somente pode exigir do contribuinte o tributo quando houver precisa adequa\u00e7\u00e3o entre o fato e a hip\u00f3tese legal de incid\u00eancia, ou seja, quando ocorrer sua descri\u00e7\u00e3o t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, incab\u00edvel a pretens\u00e3o de se interpretar de forma extensiva a norma jur\u00eddica para entender que o termo &#8220;resgate&#8221; albergaria a hip\u00f3tese de transfer\u00eancia de bens&nbsp;<em>causa mortis&nbsp;<\/em>sem ganho de capital, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a fundo de investimento constitu\u00eddo sob a forma de condom\u00ednio fechado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o incide IRRF sobre a transfer\u00eancia de fundos de investimentos por sucess\u00e3o&nbsp;<em>causa morti<\/em>s quando, sem pleitear resgate, os herdeiros formulam apenas requerimento de transmiss\u00e3o das quotas, a fim de continuar na rela\u00e7\u00e3o iniciada pelo&nbsp;<em>de cujus&nbsp;<\/em>com a administradora, com op\u00e7\u00e3o pela manuten\u00e7\u00e3o dos valores declarados na \u00faltima Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (DIRPF) apresentada pelo falecido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre a transfer\u00eancia de fundos de investimentos por sucess\u00e3o causa mortis quando, sem pleitear resgate, os herdeiros formulam apenas requerimento de transmiss\u00e3o das quotas, a fim de continuar na rela\u00e7\u00e3o iniciada pelo de cujus com a administradora, com op\u00e7\u00e3o pela manuten\u00e7\u00e3o dos valores declarados na \u00faltima Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (DIRPF) apresentada pelo falecido.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-adequacao-dos-beneficios-previdenciarios-concedidos-antes-da-constituicao-federal-aos-tetos-das-emendas-constitucionais-n-20-1998-e-41-2003-e-aplicacao-de-limitadores\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Adequa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios concedidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal aos tetos das Emendas Constitucionais n. 20\/1998 e 41\/2003 e aplica\u00e7\u00e3o de limitadores.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para efeito de adequa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios concedidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal aos tetos das Emendas Constitucionais n. 20\/1998 e 41\/2003, no c\u00e1lculo devem-se aplicar os limitadores vigentes \u00e0 \u00e9poca de sua concess\u00e3o (menor e maior valor teto), utilizando-se o teto do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o estabelecido em cada uma das emendas constitucionais como maior valor teto, e o equivalente \u00e0 metade daquele sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o como menor valor teto.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.957.733-RS, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 14\/8\/2024. (Tema 1140). (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso especial sob o rito dos repetitivos para definir a forma de c\u00e1lculo da renda mensal dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios concedidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal para efeito de adequa\u00e7\u00e3o aos tetos das Emendas Constitucionais n. 20\/1998 e 41\/2003, em face da aplica\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, dos limitadores vigentes \u00e0 \u00e9poca de sua concess\u00e3o, chamados de menor e maior valor teto (mvt e Mvt).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-aplicaveis-os-limitadores-vigentes-de-cada-epoca\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1veis os limitadores vigentes de cada \u00e9poca?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia delimitada cinge-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da forma de c\u00e1lculo da renda mensal dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios concedidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal para efeito de adequa\u00e7\u00e3o aos tetos das Emendas Constitucionais n. 20\/1998 e 41\/2003, em face da aplica\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, dos limitadores vigentes \u00e0 \u00e9poca de sua concess\u00e3o, chamados de menor e maior valor teto (mvt e Mvt).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O direito do segurado \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o dos tetos da Previd\u00eancia Social estabelecidos pelas ECs n. 20\/1998 e 41\/2003 aos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios em manuten\u00e7\u00e3o foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal <\/strong>no julgamento do RE 564.354\/SE (Tema 76&nbsp;do STF), consignando a Corte Suprema que o teto da Previd\u00eancia Social \u00e9 elemento externo ao c\u00e1lculo do benef\u00edcio e, portanto, a ado\u00e7\u00e3o do limitador majorado pelas emendas constitucionais aos benef\u00edcios anteriores n\u00e3o demandaria o refazimento do ato administrativo que deu ensejo \u00e0 Renda Mensal Inicial &#8211; RMI, pois j\u00e1 consolidado como ato jur\u00eddico perfeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a norma em vigor ao tempo do deferimento do benef\u00edcio, o menor e o maior valor teto, juntamente com os coeficientes de c\u00e1lculo, embora constitu\u00edssem elementos externos ao sal\u00e1rio de benef\u00edcio, eram partes integrantes do c\u00e1lculo original, de modo que n\u00e3o podem ser desprezados no momento da readequa\u00e7\u00e3o aos tetos trazidos pelas ECs n. 20\/1998 e 41\/2003, sob pena de alterar a sistem\u00e1tica de obten\u00e7\u00e3o da RMI, em descumprimento ao comando normativo do julgamento no precedente qualificado (Tema 76&nbsp;do STF), que entendeu que o c\u00e1lculo original deveria permanecer \u00edntegro.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento contr\u00e1rio, no sentido de excluir o maior valor teto e o menor valor teto do c\u00e1lculo, equivaleria \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o das regras da Lei n. 8.213\/1991 a benef\u00edcio constitu\u00eddo sob ordem legal anterior, o que afrontaria tanto o&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 103 da Lei n. 8.213\/1991, pois incidiria&nbsp;<em>in casu<\/em>&nbsp;o instituto da decad\u00eancia, quanto o princ\u00edpio&nbsp;<em>tempus regit actum<\/em>, que norteia a concess\u00e3o de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, expresso na jurisprud\u00eancia das Cortes Superiores resumida nas S\u00famula n. 340 do STJ e S\u00famula n. 359 do STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Tese repetitiva: Para efeito de adequa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios concedidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal aos tetos das Emendas Constitucionais n. 20\/1998 e 41\/2003, no c\u00e1lculo devem-se aplicar os limitadores vigentes \u00e0 \u00e9poca de sua concess\u00e3o (menor e maior valor teto), utilizando-se o teto do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o estabelecido em cada uma das emendas constitucionais como maior valor teto, e o equivalente \u00e0 metade daquele sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o como menor valor teto.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para efeito de adequa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios concedidos antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal aos tetos das Emendas Constitucionais n. 20\/1998 e 41\/2003, no c\u00e1lculo devem-se aplicar os limitadores vigentes \u00e0 \u00e9poca de sua concess\u00e3o (menor e maior valor teto), utilizando-se o teto do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o estabelecido em cada uma das emendas constitucionais como maior valor teto, e o equivalente \u00e0 metade daquele sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o como menor valor teto.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-da-decisao-que-defere-a-progressao-de-regime\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza da decis\u00e3o que defere a progress\u00e3o de regime<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que defere a progress\u00e3o de regime n\u00e3o tem natureza constitutiva, sen\u00e3o declarat\u00f3ria. O termo inicial para a progress\u00e3o de regime dever\u00e1 ser a data em que preenchidos os requisitos objetivo e subjetivo descritos no art. 112 da Lei n. 7.210\/1984 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal), e n\u00e3o a data em que efetivamente foi deferida a progress\u00e3o. Essa data dever\u00e1 ser definida de forma casu\u00edstica, fixando-se como termo inicial o momento em que preenchido o \u00faltimo requisito pendente, seja ele o objetivo ou o subjetivo. Se por \u00faltimo for preenchido o requisito subjetivo, independentemente da anterior implementa\u00e7\u00e3o do requisito objetivo, ser\u00e1 aquele (o subjetivo) o marco para fixa\u00e7\u00e3o da data-base para efeito de nova progress\u00e3o de regime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.972.187-SP, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 14\/8\/2024. (Tema 1165). (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, apenado, requereu a progress\u00e3o de regime, o que foi deferido pela Ju\u00edza da Execu\u00e7\u00e3o Penal local, que considerou como termo inicial do lapso temporal para progress\u00e3o ao regime aberto, a data em que ele efetivamente preencheu o requisito objetivo para progredir ao regime intermedi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico interp\u00f4s recurso sustentando que houve contrariedade ao artigo 33, \u00a72\u00ba, do C\u00f3digo Penal, bem como ao artigo 112, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, pois o termo inicial para nova progress\u00e3o de regime seria o momento em que o sentenciado preencheu o \u00faltimo requisito pendente (natureza declarat\u00f3ria), seja ele o objetivo ou o subjetivo, para a progress\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for prim\u00e1rio e o crime tiver sido cometido sem viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for prim\u00e1rio e o crime tiver sido cometido com viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, se for prim\u00e1rio;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a) condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for prim\u00e1rio, vedado o livramento condicional;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organiza\u00e7\u00e3o criminosa estruturada para a pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>c) condenado pela pr\u00e1tica do crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-constitutiva-ou-declaratoria\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza constitutiva ou declarat\u00f3ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>DECLARAT\u00d3RIA!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem entendeu que a data-base para subsequente progress\u00e3o de regime \u00e9 aquela em que o reeducando preencheu os requisitos do art. 112 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, isto \u00e9, o requisito objetivo (tempo de cumprimento da pena).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o STJ, em ambas as turmas criminais, tem precedentes segundo os quais, &#8220;embora preenchido anteriormente o requisito objetivo pelo paciente, o lapso inicial a ser considerado para fins de promo\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria \u00e9 o momento em que foi implementado o \u00faltimo requisito legal&#8221; (AgRg no HC 540.250\/SP, rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 16\/3\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o STJ entende que a data-base para a concess\u00e3o de nova progress\u00e3o de regime \u00e9 o dia em que o \u00faltimo requisito (objetivo ou subjetivo) do art. 112 da Lei n. 7.210\/1984 estiver preenchido, tendo em vista que o dispositivo legal exige a concomit\u00e2ncia de ambos para o deferimento do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sob o rito dos recursos representativos da controv\u00e9rsia, fixa-se a seguinte tese: &#8220;A decis\u00e3o que defere a progress\u00e3o de regime n\u00e3o tem natureza constitutiva, sen\u00e3o declarat\u00f3ria. O termo inicial para a progress\u00e3o de regime dever\u00e1 ser a data em que preenchidos os requisitos objetivo e subjetivo descritos no art. 112 da Lei n. 7.210, de 11\/07\/1984 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal), e n\u00e3o a data em que efetivamente foi deferida a progress\u00e3o. Essa data dever\u00e1 ser definida de forma casu\u00edstica, fixando-se como termo inicial o momento em que preenchido o \u00faltimo requisito pendente, seja ele o objetivo ou o subjetivo. Se por \u00faltimo for preenchido o requisito subjetivo, independentemente da anterior implementa\u00e7\u00e3o do requisito objetivo, ser\u00e1 aquele (o subjetivo) o marco para fixa\u00e7\u00e3o da data-base para efeito de nova progress\u00e3o de regime&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que defere a progress\u00e3o de regime n\u00e3o tem natureza constitutiva, sen\u00e3o declarat\u00f3ria. O termo inicial para a progress\u00e3o de regime dever\u00e1 ser a data em que preenchidos os requisitos objetivo e subjetivo descritos no art. 112 da Lei n. 7.210\/1984 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal), e n\u00e3o a data em que efetivamente foi deferida a progress\u00e3o. Essa data dever\u00e1 ser definida de forma casu\u00edstica, fixando-se como termo inicial o momento em que preenchido o \u00faltimo requisito pendente, seja ele o objetivo ou o subjetivo. Se por \u00faltimo for preenchido o requisito subjetivo, independentemente da anterior implementa\u00e7\u00e3o do requisito objetivo, ser\u00e1 aquele (o subjetivo) o marco para fixa\u00e7\u00e3o da data-base para efeito de nova progress\u00e3o de regime.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-cabimento-do-anpp-nos-crimes-raciais-o-que-inclui-as-condutas-resultantes-de-atos-homofobicos\"><a>10.&nbsp; Cabimento do ANPP nos crimes raciais, o que inclui as condutas resultantes de atos homof\u00f3bicos.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal nos crimes raciais, o que inclui as condutas resultantes de atos homof\u00f3bicos.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.607.962-GO, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2024. (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creito estava abra\u00e7ado na rua com seu companheiro Nirso. Crementina viu a cena e passou a ofender os rapazes com express\u00f5es homof\u00f3bicas. A confus\u00e3o foi parar na delegacia e posteriormente Crementina foi denunciada.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP ofereceu acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, mas a ju\u00edza de primeiro grau entendeu inoportuna a aplica\u00e7\u00e3o de um instituto despenalizador ao tratar-se de crime violador de garantias fundamentais e da dignidade da pessoa humana.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 7\u00ba O juiz poder\u00e1 recusar homologa\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta que n\u00e3o atender aos requisitos legais ou quando n\u00e3o for realizada a adequa\u00e7\u00e3o a que se refere o \u00a7 5\u00ba deste artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XLI &#8211; a lei punir\u00e1 qualquer discrimina\u00e7\u00e3o atentat\u00f3ria dos direitos e liberdades fundamentais;<\/p>\n\n\n\n<p>XLII &#8211; a pr\u00e1tica do racismo constitui crime inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel, sujeito \u00e0 pena de reclus\u00e3o, nos termos da lei;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-cabe-anpp\"><a>10.2.2. Cabe ANPP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na forma do art. 28-A, \u00a7 7\u00ba, do CPP, o juiz poder\u00e1 recusar homologa\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal que n\u00e3o atender aos requisitos legais, que inclui a necessidade e sufici\u00eancia do ANPP \u00e0 reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime (art. 28-A,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de intelec\u00e7\u00e3o, a Segunda Turma do STF sedimentou o entendimento de que, <strong>seguindo a teleologia da excepcionalidade do inciso IV do \u00a7 2\u00ba do art. 28-A do CPP, &#8211; que veda a aplica\u00e7\u00e3o do ANPP &#8220;nos crimes praticados no \u00e2mbito de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar, ou praticados contra a mulher por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o de sexo feminino, em favor do agressor&#8221; -, o alcance material para a aplica\u00e7\u00e3o do acordo &#8220;despenalizador&#8221; e a inibi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>persecutio criminis<\/em>&nbsp;exige conformidade com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e com os compromissos assumidos internacionalmente pelo Estado brasileiro, com vistas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do direito fundamental \u00e0 n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong> (art. 3\u00ba, inciso IV, da CF), n\u00e3o abrangendo, desse modo, os crimes raciais (nem a inj\u00faria racial, prevista no art. 140, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal, nem os delitos previstos na Lei n. 7.716\/1989). (STF, RHC 222.599, Rel. Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 22\/3\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade por Omiss\u00e3o n. 26, reconhecendo o estado de mora inconstitucional do Congresso Nacional na implementa\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o legislativa destinada a cumprir o mandado de incrimina\u00e7\u00e3o a que se referem os incisos XLI e XLII do art. 5\u00ba da CF, deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, para enquadrar a homofobia e a transfobia, express\u00f5es de racismo em sua dimens\u00e3o social, nos diversos tipos penais definidos na Lei n. 7.716\/1989, atribuindo a essas condutas o tratamento legal conferido ao crime de racismo, at\u00e9 que sobrevenha legisla\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma. (STF, ADO 26, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 6\/10\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem manteve afastada a pretens\u00e3o de homologa\u00e7\u00e3o do ANPP celebrado entre o&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;e a autora dos supostos atos homof\u00f3bicos, conduta que se enquadra, em tese, na Lei n. 7.716\/1989 ou no art. 140, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal, com fundamento na insufici\u00eancia do ajuste proposto \u00e0 reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, objeto de investiga\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do direito fundamental \u00e0 n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, entendimento que se coaduna com a jurisprud\u00eancia do STF e deste Tribunal Superior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal nos crimes raciais, o que inclui as condutas resultantes de atos homof\u00f3bicos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-i-legitimidade-da-prova-encontrada-no-lixo-descartado-na-rua-por-pessoa-apontada-como-integrante-de-grupo-criminoso-sob-investigacao-e-recolhido-pela-policia-sem-autorizacao-judicial\"><a>11.&nbsp; (I)Legitimidade da prova encontrada no lixo descartado na rua por pessoa apontada como integrante de grupo criminoso sob investiga\u00e7\u00e3o e recolhido pela pol\u00edcia sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 leg\u00edtima a prova encontrada no lixo descartado na rua por pessoa apontada como integrante de grupo criminoso sob investiga\u00e7\u00e3o e recolhido pela pol\u00edcia sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, sem que isso configure pesca probat\u00f3ria (fishing expedition) ou viola\u00e7\u00e3o da intimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/8\/2024, DJe de 15\/8\/2024. (Info STJ 821)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um escrit\u00f3rio de contabilidade era investigado pela suposta participa\u00e7\u00e3o em crimes de uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa. Um dos investigados que l\u00e1 trabalhava retirou o lixo de dentro do im\u00f3vel e o colocou para descarte\/recolhimento na rua.<\/p>\n\n\n\n<p>Os policiais recolheram o lixo e constataram que alguns documentos ali constantes poderiam ser utilizados como prova contra os investigados. Ap\u00f3s a den\u00fancia, a defesa dos investigados alega a ilegitimidade da prova e invas\u00e3o de privacidade.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-tudo-certo-arnaldo\"><a>11.2.1. Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Lava as m\u00e3os e segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todo material, seja ele gen\u00e9tico ou documental, uma vez descartado pelo investigado, sai de sua posse ou dom\u00ednio e, portanto, deixa de existir qualquer expectativa de privacidade do investigado<\/strong> ou possibilidade de se invocar o direito a n\u00e3o colaborar com as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a prova cuja legalidade \u00e9 discutida foi colhida em via p\u00fablica, mais especificamente na cal\u00e7ada do lado de fora de um dos escrit\u00f3rios utilizados pela organiza\u00e7\u00e3o criminosa que estava sendo investigada. O descarte dos sacos de lixo foi realizado por um investigado, n\u00e3o havendo se cogitar em expectativa de privacidade a respeito do material colhido, dispensando-se autoriza\u00e7\u00e3o judicial para apreens\u00e3o e an\u00e1lise do seu conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se verifica na atua\u00e7\u00e3o policial a chamada pescaria probat\u00f3ria (<em>fishing expedition<\/em>), pois n\u00e3o se estava diante de uma investiga\u00e7\u00e3o indiscriminada, sem objetivo certo ou declarado. O trabalho de campo j\u00e1 tinha se iniciado, com o mapeamento de estabelecimentos de fachada, identifica\u00e7\u00e3o de integrantes e conhecimento do modo de agir do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tamb\u00e9m n\u00e3o parece ter sido invertida a l\u00f3gica das garantias constitucionais, vasculhando-se a intimidade ou a vida privada dos investigados<\/strong>. A oportunidade apareceu, no momento da campana policial (toda documentada), com o descarte na rua de material que poderia ser simples restos de comida, embalagens vazias e pap\u00e9is sem valor, como anota\u00e7\u00f5es, que se mostraram relevantes e aptas a dar suporte ao que estava sendo apurado. N\u00e3o houve nem sequer ingresso no im\u00f3vel cuja movimenta\u00e7\u00e3o estava se observando. As provas obtidas estavam no lixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 leg\u00edtima a prova encontrada no lixo descartado na rua por pessoa apontada como integrante de grupo criminoso sob investiga\u00e7\u00e3o e recolhido pela pol\u00edcia sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, sem que isso configure pesca probat\u00f3ria (<em>fishing expedition<\/em>) ou viola\u00e7\u00e3o da intimidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 leg\u00edtima a prova encontrada no lixo descartado na rua por pessoa apontada como integrante de grupo criminoso sob investiga\u00e7\u00e3o e recolhido pela pol\u00edcia sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, sem que isso configure pesca probat\u00f3ria (fishing expedition) ou viola\u00e7\u00e3o da intimidade.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-278bc3d0-7f26-4e37-870c-0b5679bb8cfa\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/09\/10001400\/stj-informativo-821.pdf\">STJ &#8211; informativo 821<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/09\/10001400\/stj-informativo-821.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-278bc3d0-7f26-4e37-870c-0b5679bb8cfa\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 821 do STJ\u00a0COMENTADO. 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