{"id":1444140,"date":"2024-08-13T01:32:18","date_gmt":"2024-08-13T04:32:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1444140"},"modified":"2024-08-13T01:32:21","modified_gmt":"2024-08-13T04:32:21","slug":"informativo-stj-ed-extraordinaria-21-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-21-parte-1\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 21 Parte 1"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 1)\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Vamo que vamo!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/08\/13013142\/stj-informativo-ext-21-pt-1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_2_BBs0J3EKg\"><div id=\"lyte_2_BBs0J3EKg\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/2_BBs0J3EKg\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/2_BBs0J3EKg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/2_BBs0J3EKg\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-s-imples-mencao-ao-diario-da-justica-em-que-teriam-sido-publicados-os-acordaos-paradigmas-sem-a-indicacao-da-respectiva-fonte-como-comprovacao-de-dissidio-em-embargos-de-divergencia\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; S<\/a>imples men\u00e7\u00e3o ao Di\u00e1rio da Justi\u00e7a em que teriam sido publicados os ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas, sem a indica\u00e7\u00e3o da respectiva fonte, como comprova\u00e7\u00e3o de diss\u00eddio em Embargos de Diverg\u00eancia.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO EMBARGOS EM RECURSO EPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A simples men\u00e7\u00e3o ao Di\u00e1rio da Justi\u00e7a em que teriam sido publicados os ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas, sem a indica\u00e7\u00e3o da respectiva fonte, quando os julgados encontram-se dispon\u00edveis na rede mundial de computadores ou Internet, n\u00e3o serve para fins de comprova\u00e7\u00e3o de diss\u00eddio em Embargos de Diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg nos EAREsp 2.301.144-PR, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 12\/6\/2024, DJe 17\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson interp\u00f4s embargos de diverg\u00eancia. Na peti\u00e7\u00e3o do recurso, incluiu a simples men\u00e7\u00e3o ao Di\u00e1rio da Justi\u00e7a em que teriam sido publicados os ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tal procedimento, digamos heterodoxo, os embargos de diverg\u00eancia acabaram liminarmente indeferidos. A corte entendeu que Dr. Creisson n\u00e3o instrumentalizou a controv\u00e9rsia corretamente, pois n\u00e3o juntou aos autos, no momento da interposi\u00e7\u00e3o do recurso, o inteiro teor do ac\u00f3rd\u00e3o indicado como paradigma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-a-simples-mencao-ao-doj-serve-para-comprovar-o-dissidio\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A simples men\u00e7\u00e3o ao DOJ serve para comprovar o diss\u00eddio<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a comprova\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de diss\u00eddio em Embargos de Diverg\u00eancia, o recorrente deve proceder \u00e0s seguintes provid\u00eancias: a) juntada de certid\u00f5es; b) apresenta\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias do inteiro teor dos ac\u00f3rd\u00e3os apontados como paradigmas; c) cita\u00e7\u00e3o do reposit\u00f3rio oficial autorizado ou credenciado no qual eles se achem publicados, inclusive em m\u00eddia eletr\u00f4nica; e (d) reprodu\u00e7\u00e3o de julgado dispon\u00edvel na rede mundial de computadores com a indica\u00e7\u00e3o da respectiva fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;a mera men\u00e7\u00e3o ao Di\u00e1rio da Justi\u00e7a em que teriam sido publicados os ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas trazidos \u00e0 cola\u00e7\u00e3o, sem a indica\u00e7\u00e3o da respectiva fonte, quando os julgados encontram-se dispon\u00edveis na rede mundial de computadores ou Internet, n\u00e3o supre a exig\u00eancia da cita\u00e7\u00e3o do reposit\u00f3rio oficial ou autorizado de jurisprud\u00eancia, visto que se trata de \u00f3rg\u00e3o de divulga\u00e7\u00e3o em que \u00e9 publicada somente a ementa do ac\u00f3rd\u00e3o&#8221;. (AgRg nos EREsp n. 2.063.024-PR, rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 20\/6\/2024, DJe de 26\/6\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A aus\u00eancia de cita\u00e7\u00e3o do reposit\u00f3rio oficial autorizado de jurisprud\u00eancia no momento da interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de diverg\u00eancia n\u00e3o atrai a incid\u00eancia do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 932 da Lei n. 13.105\/2015<\/strong>, uma vez que, nos termos do Enunciado Normativo n. 6: &#8220;Nos recursos tempestivos interpostos com fundamento no CPC\/2015 (relativos a decis\u00f5es publicadas a partir de 18 de mar\u00e7o de 2016), somente ser\u00e1 concedido o prazo previsto no art. 932, par\u00e1grafo \u00fanico c\/c o art. 1.029, \u00a7 3\u00ba, do novo CPC para que a parte sane v\u00edcio estritamente formal&#8221;. (AgInt nos EDcl nos EAREsp 503.161-PR, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 16\/11\/2021, DJe 19\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A simples men\u00e7\u00e3o ao Di\u00e1rio da Justi\u00e7a em que teriam sido publicados os ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas, sem a indica\u00e7\u00e3o da respectiva fonte, quando os julgados encontram-se dispon\u00edveis na rede mundial de computadores ou Internet, n\u00e3o serve para fins de comprova\u00e7\u00e3o de diss\u00eddio em Embargos de Diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-da-crianca-e-do-adolescente\"><a>DIREITO DA CRIAN\u00c7A E DO ADOLESCENTE<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-unificacao-de-medidas-socioeducativas-estipuladas-em-remissao-e-em-sentenca-que-da-procedencia-a-representacao-legal\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da unifica\u00e7\u00e3o de medidas socioeducativas estipuladas em remiss\u00e3o e em senten\u00e7a que d\u00e1 proced\u00eancia \u00e0 representa\u00e7\u00e3o legal.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a unifica\u00e7\u00e3o de medidas socioeducativas estipuladas em remiss\u00e3o e em senten\u00e7a que d\u00e1 proced\u00eancia \u00e0 representa\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/6\/2024, DJe 20\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A defesa de Creitinho, adolescente infrator, impetrou HC para requerer concess\u00e3o da ordem para unificar as seis medidas socioeducativas de liberdade assistida e interna\u00e7\u00e3o, em especial a que foi aplicada em sede de remiss\u00e3o e a que est\u00e1 pendente de tr\u00e2nsito em julgado, apontando viola\u00e7\u00e3o ao art. 45 da Lei n. 12.594\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo homologou a unifica\u00e7\u00e3o das medidas socioeducativas aplicadas a Creitinho, convertendo-as em uma \u00fanica medida de interna\u00e7\u00e3o com atividades externas, por prazo indeterminado, respeitado o limite de 3 anos. A medida socioeducativa aplicada em sede de remiss\u00e3o n\u00e3o foi relacionada na unifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.594\/2012:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 45. Se, no transcurso da execu\u00e7\u00e3o, sobrevier senten\u00e7a de aplica\u00e7\u00e3o de nova medida, a autoridade judici\u00e1ria proceder\u00e1 \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o, ouvidos, previamente, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o defensor, no prazo de 3 (tr\u00eas) dias sucessivos, decidindo-se em igual prazo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-unificacao\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a unifica\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a parte recorrente requer concess\u00e3o da ordem para unificar as seis medidas socioeducativas de liberdade e interna\u00e7\u00e3o, em especial a que foi aplicada em sede de remiss\u00e3o e a que est\u00e1 pendente de tr\u00e2nsito em julgado, apontando viola\u00e7\u00e3o ao art. 45 da Lei n. 12.594\/2012. O ju\u00edzo de origem homologou a soma das medidas socioeducativas aplicadas ao r\u00e9u em uma \u00fanica medida de interna\u00e7\u00e3o com atividades externas, por prazo indeterminado, respeitado o limite de 3 (tr\u00eas) anos. A medida socioeducativa aplicada em sede de remiss\u00e3o n\u00e3o foi relacionada na unifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 viola\u00e7\u00e3o do art. 45 da Lei n. 12.594\/2012, ressalta-se que <strong>o dispositivo n\u00e3o tem aplica\u00e7\u00e3o para o caso, porquanto as medidas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade e de liberdade assistida aplicadas em sede de remiss\u00e3o difere daquela aplicada em sede de senten\u00e7a de proced\u00eancia da representa\u00e7\u00e3o legal, de modo que n\u00e3o se mostra vi\u00e1vel efetivar a unifica\u00e7\u00e3o delas, notadamente, em raz\u00e3o da natureza distinta e das consequ\u00eancias diversas decorrentes do seu descumprimento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, vide o seguinte precedente: [&#8230;] &#8220;as medidas impostas no \u00e2mbito de remiss\u00e3o e aquela decretada em raz\u00e3o de senten\u00e7a de proced\u00eancia de representa\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica de ato infracional possuem natureza distinta e consequ\u00eancias diversas em caso de descumprimento. De fato, o descumprimento das medidas decorrentes de remiss\u00e3o enseja o prosseguimento do processo de apura\u00e7\u00e3o do ato infracional e o n\u00e3o cumprimento daquelas decretadas em senten\u00e7a ocasiona, preenchidos os requisitos legais, a regress\u00e3o para medida mais gravosa. Tais circunst\u00e2ncias, nos termos da jurisprud\u00eancia de Superior Tribunal de Justi\u00e7a, impedem a unifica\u00e7\u00e3o pretendida. [&#8230;] (AgRg no HC n. 683.950\/SC, Sexta Turma, Rel. Ministra Laurita Vaz, DJe de 31\/8\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descumprimento de medida socioeducativa derivada de:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>REMISS\u00c3O<\/strong><\/td><td><strong>SENTEN\u00c7A<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Prosseguimento do processo de apura\u00e7\u00e3o do ato infracional<\/td><td>Regress\u00e3o para medida mais gravosa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a unifica\u00e7\u00e3o de medidas socioeducativas estipuladas em remiss\u00e3o e em senten\u00e7a que d\u00e1 proced\u00eancia \u00e0 representa\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-desportivo\"><a>DIREITO DESPORTIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-promessa-de-vantagem-indevida-para-receber-cartao-amarelo-em-uma-partida-de-futebol-e-o-crime-do-art-198-da-lei-geral-do-esporte\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promessa de vantagem indevida para receber cart\u00e3o amarelo em uma partida de futebol e o crime do art. 198 da Lei Geral do Esporte<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A promessa de vantagem indevida para receber cart\u00e3o amarelo em uma partida de futebol \u00e9 suficiente para, em tese, cometer o crime do art. 198 da Lei Geral do Esporte, ainda que isso n\u00e3o altere diretamente o placar do jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 861.121-GO, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024, DJe 23\/2\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudiomiro, jogador de futebol profissional, recebeu valor para tomar cart\u00e3o amarelo em partida de futebol, com o objetivo de favorecer apostadores previamente avisados do esquema.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do jogador, ap\u00f3s a den\u00fancia, impetrou HC no qual alega que, como n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o do placar, n\u00e3o haveria crime algum na conduta do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 14.597\/2023:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 198. Solicitar ou aceitar, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem patrimonial ou n\u00e3o patrimonial para qualquer ato ou omiss\u00e3o destinado a alterar ou falsear o resultado de competi\u00e7\u00e3o esportiva ou evento a ela associado:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-ha-crime-na-parada\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 crime na parada<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se a promessa de vantagem indevida para receber cart\u00e3o amarelo tem o cond\u00e3o de alterar ou manipular o resultado jogo de futebol, configurando o delito tipificado no art. 198 da Lei n. 14.597\/2023 (Lei Geral do Esporte).<\/p>\n\n\n\n<p>O tipo penal est\u00e1 redigido nos seguintes termos: Art. 198. Solicitar ou aceitar, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem patrimonial ou n\u00e3o patrimonial para qualquer ato ou omiss\u00e3o destinado a alterar ou falsear o resultado de competi\u00e7\u00e3o esportiva ou evento a ela associado: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A elementar &#8220;competi\u00e7\u00e3o esportiva&#8221; \u00e9 mais ampla do que o placar de uma partida. <strong>Embora um cart\u00e3o amarelo n\u00e3o tenha capacidade de alterar diretamente o placar de um jogo de futebol, segundo o regulamento espec\u00edfico do campeonato em quest\u00e3o, a quantidade de cart\u00f5es amarelos \u00e9 crit\u00e9rio de desempate para efeito de classifica\u00e7\u00e3o final, podendo definir os rebaixados, os classificados<\/strong> para as competi\u00e7\u00f5es internacionais, Copa Sulamericana ou Copa Libertadores, ou mesmo o campe\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>fica de plano afastada a alega\u00e7\u00e3o de que a promessa de vantagem para receber cart\u00e3o amarelo n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar o resultado da competi\u00e7\u00e3o esportiva<\/strong>. Esse argumento, mais formal, tampouco \u00e9 o \u00fanico, exclusivo, pois o \u00e2nimo do jogador de futebol que recebeu cart\u00e3o amarelo diminui diante da possibilidade de nova advert\u00eancia por cart\u00e3o amarelo e, consequentemente, convers\u00e3o em expuls\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sua participa\u00e7\u00e3o na marca\u00e7\u00e3o do time perde vigor e altera sua conduta, podendo redundar em altera\u00e7\u00e3o do placar do jogo e, por conseguinte, da competi\u00e7\u00e3o. Admitir que apenas a conduta que altera o placar de uma partida \u00e9 tipificado, implicaria em deixar fora da norma penal incriminadora, por exemplo, a promessa de vantagem para cometimento de p\u00eanalti n\u00e3o convertido em gol.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A promessa de vantagem indevida para receber cart\u00e3o amarelo em uma partida de futebol \u00e9 suficiente para, em tese, cometer o crime do art. 198 da Lei Geral do Esporte, ainda que isso n\u00e3o altere diretamente o placar do jogo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ira-e-afastamento-da-tipicidade-do-crime-de-ameaca\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ira e afastamento da tipicidade do crime de amea\u00e7a.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato de amea\u00e7as serem proferidas em um contexto de c\u00f3lera ou ira entre o autor e a v\u00edtima n\u00e3o afasta a tipicidade do delito.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 10\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, em um momento de desentendimento com sua esposa Creide, foi tomado pela ira e a teria amea\u00e7ado. Em sua defesa, alega que as amea\u00e7as foram proferidas em momento de ira, o que afastaria a tipicidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Amea\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 147 &#8211; Amea\u00e7ar algu\u00e9m, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simb\u00f3lico, de causar-lhe mal injusto e grave:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de um a seis meses, ou multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Somente se procede mediante representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-afastada-a-tipicidade\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Afastada a tipicidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de imputa\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do crime de amea\u00e7a (art. 147 do C\u00f3digo Penal) em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Registra-se que o delito deve ser analisado tendo como norte interpretativo a Lei n. 11.340\/2006 (Lei Maria da Penha), pois trata-se de marco normativo de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher em circunst\u00e2ncia de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>a defesa alegou que o delito de amea\u00e7a n\u00e3o ficou configurado, pois houve a express\u00e3o de um sentimento de raiva, comum no contexto de discuss\u00f5es acaloradas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal alega\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve prosperar, uma vez que o fato de a promessa de mal injusto e grave ter sido proferida em momento de c\u00f3lera ou ira n\u00e3o exclui, per se, o escopo de amedrontar a v\u00edtima nem enfraquece a sobriedade da amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme leciona a doutrina, &#8220;partimos do conceito de dolo no delito de amea\u00e7a, consistente na vontade de expressar o pren\u00fancio de mal injusto e grave a algu\u00e9m, visando \u00e0 sua intimida\u00e7\u00e3o. Se o dolo pr\u00f3prio do delito \u00e9 esse, n\u00e3o fica exclu\u00eddo quando o sujeito procede sem \u00e2nimo calmo e refletido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, \u00e9 o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a: o fato de as amea\u00e7as terem sido proferidas em um contexto de alterca\u00e7\u00e3o entre o autor e as v\u00edtimas n\u00e3o retira a tipicidade do delito. Al\u00e9m disso, o crime de amea\u00e7a \u00e9 de natureza formal consumando-se com o resultado da amea\u00e7a, ou seja, com a intimida\u00e7\u00e3o sofrida pelo sujeito passivo ou simplesmente com a idoneidade intimidativa da a\u00e7\u00e3o, sendo desnecess\u00e1rio o efetivo temor de concretiza\u00e7\u00e3o. (HC n. 437.730\/DF, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 1\u00ba\/8\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a an\u00e1lise das provas, nas quais se verifica o comportamento agressivo do r\u00e9u, conjugadas com as declara\u00e7\u00f5es da v\u00edtima, demonstram que n\u00e3o se tratava de uma singela ou inofensiva discuss\u00e3o entre marido e mulher, pois quando &#8220;h\u00e1 viol\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 nada de rela\u00e7\u00e3o de afetividade; \u00e9 rela\u00e7\u00e3o de poder, \u00e9 briga por poder, \u00e9 saber quem manda&#8221; nas palavras da Ministra Carmen L\u00facia (STF, ADC n. 19, Tribunal Pleno, julgado em 9\/2\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Entender o contr\u00e1rio \u00e9 banalizar a viol\u00eancia contra a mulher e desprezar todo o empenho e a constru\u00e7\u00e3o jurisprudencial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no sentido de dar plena efetividade \u00e0 Lei n. 11.340\/2006 e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agressores, sempre com absoluto respeito aos corol\u00e1rios do contradit\u00f3rio, ampla defesa e devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento jurisprudencial do STJ, demonstrada a viol\u00eancia &#8211; em qualquer das formas constantes no rol exemplificativo do art. 7\u00ba da Lei n. 11.340\/2006 -, a vulnerabilidade da v\u00edtima mulher \u00e9 presumida, pois tal situa\u00e7\u00e3o \u00e9 intr\u00ednseca \u00e0 pr\u00f3pria viol\u00eancia, que a atinge nas mais diversas dimens\u00f5es pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o STJ possui jurisprud\u00eancia de que &#8220;a palavra da v\u00edtima, em harmonia com os demais elementos presentes nos autos, possui relevante valor probat\u00f3rio, especialmente em crimes que envolvem viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher&#8221;. (AgRg no AREsp n. 2.285.584\/MG, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 15\/8\/2023, DJe 18\/8\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O fato de amea\u00e7as serem proferidas em um contexto de c\u00f3lera ou ira entre o autor e a v\u00edtima n\u00e3o afasta a tipicidade do delito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ausencia-de-violencia-ou-grave-ameaca-na-conduta-do-reu-de-apalpar-as-partes-intimas-de-vitima-com-o-objetivo-de-satisfazer-sua-lascivia-e-desclassificacao-do-crime-de-estupro\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aus\u00eancia de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a na conduta do r\u00e9u de apalpar as partes \u00edntimas de v\u00edtima, com o objetivo de satisfazer sua lasc\u00edvia, e desclassifica\u00e7\u00e3o do crime de estupro<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a na conduta do r\u00e9u de apalpar as partes \u00edntimas de v\u00edtima, com o objetivo de satisfazer sua lasc\u00edvia, imp\u00f5e a desclassifica\u00e7\u00e3o do crime de estupro para o delito importuna\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 6\/2\/2024, DJe 15\/2\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu entrou em um elevador no qual tamb\u00e9m estava Craudete. Em determinado momento, movido pela lasc\u00edvia, entendeu que seria uma boa ideia apalpar as partes \u00edntimas de Craudete, aproveitando-se de que esta estava distra\u00edda no celular. Craudete n\u00e3o gostou nem um pouco da abordagem e chamou a pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a den\u00fancia por estupro, a defesa de Tadeu impetrou HC no qual sustenta que a aus\u00eancia de viol\u00eancia desqualificaria o crime de estupro para o delito importuna\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Importuna\u00e7\u00e3o sexual<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 215-A. Praticar contra algu\u00e9m e sem a sua anu\u00eancia ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a pr\u00f3pria lasc\u00edvia ou a de terceiro:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato n\u00e3o constitui crime mais grave<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-desclassifica-para-importunacao-sexual\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desclassifica para importuna\u00e7\u00e3o sexual?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Foi o que entendeu o STJ no caso&#8230;<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O crime de estupro resta configurado quando o agente constrange a v\u00edtima, mediante viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a<\/strong>, a ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o r\u00e9u apalpou as partes \u00edntimas da v\u00edtima, com o objetivo de satisfazer sua lasc\u00edvia, sem que para isso tenha utilizado de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, uma vez que surpreendeu a v\u00edtima em um momento de distra\u00e7\u00e3o, pois esta sequer percebeu a aproxima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a desaten\u00e7\u00e3o da v\u00edtima n\u00e3o torna a conduta do r\u00e9u violenta. O fato de ele ter apalpado a v\u00edtima por dentro de seu&nbsp;<em>short<\/em>, sem que nenhum elemento adicional tenha sido particularizado, revela a inexist\u00eancia da viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a necess\u00e1ria a caracterizar o crime de estupro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ &#8220;comete o crime de importuna\u00e7\u00e3o sexual qualquer um que realize ato libidinoso em rela\u00e7\u00e3o a outra pessoa (com ou sem contato f\u00edsico, mas vis\u00edvel e identific\u00e1vel), satisfazendo seu prazer sexual, sem que haja concord\u00e2ncia v\u00e1lida das partes envolvidas (supondo-se a anu\u00eancia de adultos)&#8221; (AgRg no AREsp n. 1.844.610-SP, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 7\/12\/2021, DJe de 13\/12\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no caso, a aus\u00eancia de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a na conduta do r\u00e9u imp\u00f5e a desclassifica\u00e7\u00e3o do crime de estupro, para o delito previsto no art. 215-A, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a na conduta do r\u00e9u de apalpar as partes \u00edntimas de v\u00edtima, com o objetivo de satisfazer sua lasc\u00edvia, imp\u00f5e a desclassifica\u00e7\u00e3o do crime de estupro para o delito importuna\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resquicio-de-droga-na-ba-lanca-de-precisao-de-acusado-e-comprovacao-da-materialidade-do-crime-de-trafico-de-drogas\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resqu\u00edcio de droga na ba<\/a>lan\u00e7a de precis\u00e3o de acusado e comprova\u00e7\u00e3o da materialidade do crime de tr\u00e1fico de drogas.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato de ter sido encontrado resqu\u00edcio de droga na balan\u00e7a de precis\u00e3o de acusado n\u00e3o \u00e9 suficiente para a comprova\u00e7\u00e3o da materialidade do crime de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.092.011-SC, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho estava em casa quando a pol\u00edcia cumpriu mandado de busca e apreens\u00e3o no local. N\u00e3o foram encontradas drogas em esp\u00e9cie armazenadas, mas foi encontrado resqu\u00edcio de drogas em uma balan\u00e7a de precis\u00e3o que se encontrava na casa.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Creitinho alega que tal \u201cprova\u201d seria insuficiente para comprova\u00e7\u00e3o da materialidade do crime de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Nas mesmas penas incorre quem:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, exp\u00f5e \u00e0 venda, oferece, fornece, tem em dep\u00f3sito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, mat\u00e9ria-prima, insumo ou produto qu\u00edmico destinado \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de drogas;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em mat\u00e9ria-prima para a prepara\u00e7\u00e3o de drogas;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administra\u00e7\u00e3o, guarda ou vigil\u00e2ncia, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, para o tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; vende ou entrega drogas ou mat\u00e9ria-prima, insumo ou produto qu\u00edmico destinado \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de drogas, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com a determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, a agente policial disfar\u00e7ado, quando presentes elementos probat\u00f3rios razo\u00e1veis de conduta criminal preexistente.&nbsp;<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-suficiente-para-comprovar-a-materialidade\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suficiente para comprovar a materialidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 33 da Lei n. 11.343\/2006, que tipifica o crime de tr\u00e1fico de entorpecentes, prev\u00ea como t\u00edpicas as condutas de &#8220;importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Drogas&#8221; \u00e9 elementar do tipo e objeto material sobre o qual recai os verbos nucleares arrolados no artigo. Assim, s\u00f3 pode ser punido pelo crime de tr\u00e1fico de drogas aquele que pratica quaisquer das condutas t\u00edpicas incidentes sobre as subst\u00e2ncias consideradas drogas pela Portaria n. 344\/1998 da Secretaria de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, nos termos do art. 66 da Lei n. 11.343\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disso, exsurge imprescind\u00edvel a apreens\u00e3o das subst\u00e2ncias alegadamente il\u00edcitas, sobre as quais, de fato, incidiu a conduta do acusado, e a sua submiss\u00e3o \u00e0 per\u00edcia t\u00e9cnica, a fim de constatar se h\u00e1 o enquadramento na norma administrativa<\/strong> e, por conseguinte, a submiss\u00e3o da conduta \u00e0 norma penal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>n\u00e3o h\u00e1 como dizer que a conduta imputada ao acusado (guardar em dep\u00f3sito ou vender) recai sobre &#8220;resqu\u00edcio&#8221; de coca\u00edna encontrada na balan\u00e7a.<\/strong> N\u00e3o se pode sequer afirmar que tal resqu\u00edcio seria decorrente da conduta imputada ao agente no presente feito ou de conduta pret\u00e9rita acerca da qual o r\u00e9u j\u00e1 teria respondido. N\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o da materialidade do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, verifica-se que n\u00e3o houve indica\u00e7\u00e3o da quantidade do referido resqu\u00edcio, diante da evidente impossibilidade de pesagem, consoante laudo pericial referido pela acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o mencionado resqu\u00edcio n\u00e3o pode ser considerado objeto material do tr\u00e1fico de drogas, pois n\u00e3o \u00e9 sobre ele que recai qualquer das condutas imputadas ao agente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O fato de ter sido encontrado resqu\u00edcio de droga na balan\u00e7a de precis\u00e3o de acusado n\u00e3o \u00e9 suficiente para a comprova\u00e7\u00e3o da materialidade do crime de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-beneficio-de-indulto-nao-e-extensao-aos-condenados-a-pena-restritiva-de-direitos\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Benef\u00edcio de indulto n\u00e3o e extens\u00e3o aos condenados \u00e0 pena restritiva de direitos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio de indulto n\u00e3o \u00e9 extens\u00edvel aos condenados \u00e0 pena restritiva de direitos, por expressa determina\u00e7\u00e3o legal dos art. 8\u00ba, I, do Dec. n. 11.302\/2022, sendo irrelevante a reconvers\u00e3o dessa pena em privativa de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.125.447-PR, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi condenado \u00e0 pena privativa de liberdade, a qual foi substitu\u00edda por restritivas de direitos. Creosvaldo ent\u00e3o requereu a concess\u00e3o de indulto, o qual foi indeferido em raz\u00e3o da aus\u00eancia de previs\u00e3o para a extens\u00e3o da benesse \u00e0s penas restritivas de direitos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 11.302\/2022:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba &nbsp;O indulto natalino de que trata este Decreto n\u00e3o \u00e9 extens\u00edvel \u00e0s:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; penas restritivas de direitos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-estende-se-o-beneficio-aos-condenados-a-pena-restritiva-de-direitos\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estende-se o benef\u00edcio aos condenados \u00e0 pena restritiva de direitos<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso em discuss\u00e3o, o Tribunal de origem manteve a n\u00e3o concess\u00e3o do indulto porque o recorrente foi condenado \u00e0 pena privativa de liberdade, a qual foi pelo sentenciante substitu\u00edda por restritivas de direitos, situa\u00e7\u00e3o que, independentemente da reconvers\u00e3o ao longo da execu\u00e7\u00e3o penal, teria se mostrado impeditiva ao indulto, na forma do art. 8\u00ba, I do Decreto n. 11.302\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento encontra amparo na jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, porquanto <strong>o art. 8\u00ba do Decreto n. 11.302\/2022 traz em seu bojo institutos incidentes na a\u00e7\u00e3o penal, quais sejam, suspens\u00e3o condicional do processo, aplica\u00e7\u00e3o de penas restritivas de direitos e comina\u00e7\u00e3o de multa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o STJ possui entendimento consolidado de que &#8220;tendo sido o paciente condenado \u00e0 pena privativa de liberdade substitu\u00edda por restritiva de direitos, invi\u00e1vel o reconhecimento da extin\u00e7\u00e3o de punibilidade, haja vista a norma contida no art. 8\u00ba do Decreto n. 11.302\/2022, que veda a extens\u00e3o do indulto natalino \u00e0s penas restritivas de direitos e de multa&#8221; (AgRg no REsp n. 2.080.932\/RS, relator Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, julgado em 11\/3\/2024, DJe de 14\/3\/2024)<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, &#8220;por expressa determina\u00e7\u00e3o legal do art. 8\u00ba, I do Dec. n. 11.302\/2022, o benef\u00edcio de indulto n\u00e3o \u00e9 extens\u00edvel aos condenados \u00e0 pena restritiva de direitos&#8221; (AgRg no HC n. 847.786\/SC, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 15\/4\/2024, DJe de 18\/4\/2024). Conclus\u00e3o que n\u00e3o se altera pela constata\u00e7\u00e3o de que no curso da execu\u00e7\u00e3o penal e antes da edi\u00e7\u00e3o do referido decreto, tenha ocorrido de forma definitiva a reconvers\u00e3o em pena privativa de liberdade pelo descumprimento das penas restritivas de direitos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio de indulto n\u00e3o \u00e9 extens\u00edvel aos condenados \u00e0 pena restritiva de direitos, por expressa determina\u00e7\u00e3o legal dos art. 8\u00ba, I, do Dec. n. 11.302\/2022, sendo irrelevante a reconvers\u00e3o dessa pena em privativa de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pluralidade-de-agentes-e-caracterizacao-do-crime-de-trafico-de-drogas\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pluralidade de agentes e <\/a>caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de tr\u00e1fico de drogas<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de tr\u00e1fico de drogas basta que, evidenciado o liame subjetivo entre os agentes, haja a apreens\u00e3o de drogas com apenas um deles para que esteja evidenciada a pr\u00e1tica do delito.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AgRg no AgRg no AREsp 2.470.304-MG, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024, DJe 13\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creisson e Creiton, irm\u00e3os empreendedores, resolveram traficar drogas em um modelo semelhante ao de \u201cdrive-through\u201d. Creisson negociava e recebia os valores, enquanto Creiton, na pr\u00f3xima esquina, entregava o produto combinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventualmente, Creiton foi apreendido com as drogas e seu irm\u00e3o caio junto. A defesa de Creisson alega a que o rapaz tem nada a ver com o crime de tr\u00e1fico de&nbsp; drogas, uma vez que com ele n\u00e3o foi encontrada droga alguma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Nas mesmas penas incorre quem:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, exp\u00f5e \u00e0 venda, oferece, fornece, tem em dep\u00f3sito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, mat\u00e9ria-prima, insumo ou produto qu\u00edmico destinado \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de drogas;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em mat\u00e9ria-prima para a prepara\u00e7\u00e3o de drogas;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administra\u00e7\u00e3o, guarda ou vigil\u00e2ncia, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, para o tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; vende ou entrega drogas ou mat\u00e9ria-prima, insumo ou produto qu\u00edmico destinado \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de drogas, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com a determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, a agente policial disfar\u00e7ado, quando presentes elementos probat\u00f3rios razo\u00e1veis de conduta criminal preexistente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-trafico-ou-nao\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tr\u00e1fico ou n\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Desde que haja liame subjetivo, com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de tr\u00e1fico de drogas prescinde de apreens\u00e3o de droga em poder de cada um dos acusados; basta que, evidenciado o liame subjetivo entre os agentes, haja a apreens\u00e3o de drogas com apenas um deles para que esteja evidenciada, ao menos em tese, a pr\u00e1tica do delito em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim,<strong> a mera aus\u00eancia de apreens\u00e3o de drogas na posse direta do agente &#8220;n\u00e3o afasta a materialidade do delito de tr\u00e1fico quando estiver delineada a sua liga\u00e7\u00e3o com outros integrantes da mesma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que mantinham a guarda dos estupefacientes destinados ao com\u00e9rcio proscrito<\/strong>&#8220;, conforme bem decidido por ocasi\u00e3o do julgamento do HC n. 536.222\/SC, de relatoria do Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4\/8\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina,<strong> \u00e9 poss\u00edvel constatar que o tr\u00e1fico de drogas obedece a uma complexa organiza\u00e7\u00e3o que segue padr\u00f5es hierarquizados, com diferentes graus de import\u00e2ncia e de participa\u00e7\u00e3o na estrutura do com\u00e9rcio ilegal de entorpecentes<\/strong>, o que aponta para &#8220;diferentes pap\u00e9is nas &#8216;redes&#8217; do tr\u00e1fico, desde as atua\u00e7\u00f5es mais insignificantes at\u00e9 as a\u00e7\u00f5es absolutamente engajadas e com dom\u00ednio do fato final&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa complexa estrutura de &#8220;rede&#8221;, h\u00e1 diversos atores interligados uns aos outros. Sem pretender analisar todos os pap\u00e9is sociais existentes dentro da hierarquia do tr\u00e1fico (que envolve diferentes graus de participa\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia dentro do grupo), a doutrina ressalta que h\u00e1 os &#8220;olheiros&#8221; ou &#8220;fogueteiros&#8221;, indiv\u00edduos cuja miss\u00e3o \u00e9 avisar os superiores sobre a chegada da pol\u00edcia; o &#8220;vapor&#8221;, respons\u00e1vel pela venda e pela distribui\u00e7\u00e3o de drogas; h\u00e1, tamb\u00e9m, aqueles incumbidos do fluxo das mercadorias il\u00edcitas; h\u00e1, ainda, os &#8220;donos do morro&#8221;, aqueles que mandam e ficam com boa parte dos lucros auferidos com o com\u00e9rcio de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>A realidade pr\u00e1tica nos mostra que muitos dos que integram organiza\u00e7\u00f5es criminosas direcionadas ao tr\u00e1fico de drogas, inclusive os chefes desses bandos, dificilmente s\u00e3o flagrados na posse direta da droga, pois tal papel \u00e9 delegado \u00e0quelas pessoas que ocupam posi\u00e7\u00e3o de menor &#8220;prest\u00edgio&#8221; dentro da estrutura do narcotr\u00e1fico. No entanto, nem por isso, deixam de responder pela pr\u00e1tica do crime de tr\u00e1fico de drogas, caso evidenciado o liame subjetivo entre os agentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a absolvi\u00e7\u00e3o vai de encontro \u00e0 jurisprud\u00eancia desse Superior Tribunal, pois a hip\u00f3tese em que a droga foi apreendida somente com os corr\u00e9us, ou mesmo com terceiros n\u00e3o identificados, \u00e9 distinta daquelas em que n\u00e3o h\u00e1 apreens\u00e3o de droga nenhuma, caso em que, a\u00ed sim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m pela suposta pr\u00e1tica do crime de tr\u00e1fico de drogas (art. 33 da Lei n. 11.343\/2006), por aus\u00eancia de provas acerca da materialidade do crime.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para a caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de tr\u00e1fico de drogas basta que, evidenciado o liame subjetivo entre os agentes, haja a apreens\u00e3o de drogas com apenas um deles para que esteja evidenciada a pr\u00e1tica do delito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-d-istinguishing-quanto-ao-tema-918-stj-resp-1-480-881-pi-na-hipotese-em-que-a-diferenca-de-idade-entre-o-acusado-e-a-suposta-vitima-esta-com-13-anos-e-aquele-com-23-anos-de-idade-nao-se-mostrou-tao-distante-quanto-a-diferenca-do-acordao-paradigma\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; D<\/a>istinguishing quanto ao Tema 918\/STJ (REsp 1.480.881\/PI), na hip\u00f3tese em que a diferen\u00e7a de idade entre o acusado e a suposta v\u00edtima, esta com 13 anos e aquele com 23 anos de idade, n\u00e3o se mostrou t\u00e3o distante quanto a diferen\u00e7a do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Admite-se o distinguishing quanto ao Tema 918\/STJ (REsp 1.480.881\/PI), na hip\u00f3tese em que a diferen\u00e7a de idade entre o acusado e a suposta v\u00edtima, esta com 13 anos e aquele com 23 anos de idade, n\u00e3o se mostrou t\u00e3o distante quanto a diferen\u00e7a do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma; bem como porque houve consentimento da adolescente, al\u00e9m de ocorrido relacionamento amoroso entre ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 17\/5\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de mais um daqueles casos em que o acusado de estupro presumido conta \u00e9 mais velho (com 23 anos), enquanto a suposta v\u00edtima conta com 13 anos. A adolescente consentiu com a rela\u00e7\u00e3o, que deu fruto a relacionamento amoroso. A defesa do rapaz interp\u00f4s recurso no qual alega o <em>distinguishing<\/em> quanto ao Tema 918\/STJ (REsp 1.480.881\/PI).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-distinguishing\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o distinguishing?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aqui sim&#8230;<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o precedente da Terceira Se\u00e7\u00e3o, submetido ao rito dos recursos repetitivos: &#8220;Para a caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de estupro de vulner\u00e1vel previsto no art. 217-A,&nbsp;<em>caput<\/em>, do C\u00f3digo Penal, basta que o agente tenha conjun\u00e7\u00e3o carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. O consentimento da v\u00edtima, sua eventual experi\u00eancia sexual anterior ou a exist\u00eancia de relacionamento amoroso entre o agente e a v\u00edtima n\u00e3o afastam a ocorr\u00eancia do crime&#8221; (REsp 1.480.881\/PI, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 26\/8\/2015, DJe 10\/9\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, \u00e9 o entendimento do enunciado 593 da S\u00famula do STJ, ao dispor que &#8220;o crime de estupro de vulner\u00e1vel se configura com a conjun\u00e7\u00e3o carnal ou pr\u00e1tica de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual consentimento da v\u00edtima para a pr\u00e1tica do ato, sua experi\u00eancia sexual anterior ou exist\u00eancia de relacionamento amoroso com o agente&#8221; (S\u00famula 593, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 25\/10\/2017, DJe 6\/11\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, na presente hip\u00f3tese vislumbra-se a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o da distin\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de que, no caso em an\u00e1lise, a diferen\u00e7a de idade entre o acusado e a v\u00edtima n\u00e3o se mostrou t\u00e3o distante quanto a do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma (a v\u00edtima era uma crian\u00e7a, com 8 anos de idade, e o imputado possu\u00eda idade superior a 21 anos), bem como porque houve consentimento da adolescente, al\u00e9m de ocorrido relacionamento amoroso entre ambos. <strong>N\u00e3o se evidencia, portanto, relev\u00e2ncia social do fato a ponto de resultar a necessidade de sancionar o acusado, tendo em vista que n\u00e3o se identificou comportamento do r\u00e9u que pudesse colocar em risco a sociedade, ou o bem jur\u00eddico protegido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, as particularidades do presente feito, em especial a vontade da v\u00edtima e o relacionamento amoroso ocorrido, denotam que n\u00e3o houve afeta\u00e7\u00e3o relevante do bem jur\u00eddico a resultar na atua\u00e7\u00e3o punitiva estatal, de modo que n\u00e3o se evidencia a necessidade de pena, consoante os princ\u00edpios da fragmentariedade, subsidiariedade e proporcionalidade. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se registra proveito social com a condena\u00e7\u00e3o do recorrente, pois o fato delituoso n\u00e3o se mostra de efetiva les\u00e3o ao bem jur\u00eddico tutelado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em precedentes recentes que tiveram por objeto situa\u00e7\u00f5es f\u00e1ticas an\u00e1logas, deixou de aplicar o enunciado da S\u00famula n. 593 do STJ, haja vista a distin\u00e7\u00e3o de paradigmas f\u00e1ticos (por exemplo, AgRg no REsp 1919722\/SP, rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 17\/8\/2021, DJe 20\/8\/2021 e AREsp n. 1.555.030\/GO, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 18\/5\/2021, DJe de 21\/5\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Admite-se o distinguishing quanto ao Tema 918\/STJ (REsp 1.480.881\/PI), na hip\u00f3tese em que a diferen\u00e7a de idade entre o acusado e a suposta v\u00edtima, esta com 13 anos e aquele com 23 anos de idade, n\u00e3o se mostrou t\u00e3o distante quanto a diferen\u00e7a do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma; bem como porque houve consentimento da adolescente, al\u00e9m de ocorrido relacionamento amoroso entre ambos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-condicao-de-mula-do-trafico-e-comprovacao-de-que-o-acusado-integra-organizacao-criminosa\"><a>10.&nbsp; Condi\u00e7\u00e3o de &#8216;mula&#8217; do tr\u00e1fico e comprova\u00e7\u00e3o de que o acusado integra organiza\u00e7\u00e3o criminosa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A condi\u00e7\u00e3o de &#8216;mula&#8217; do tr\u00e1fico, por si s\u00f3, n\u00e3o comprova que o acusado integra organiza\u00e7\u00e3o criminosa e, por via de consequ\u00eancia, n\u00e3o se presta a fundamentar a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico privilegiado, mas, t\u00e3o-somente, justifica a aplica\u00e7\u00e3o da referida causa de diminui\u00e7\u00e3o em seu patamar m\u00ednimo, de 1\/6 (um sexto).<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.482.593-PI, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024, DJe 20\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho exercia a fun\u00e7\u00e3o de \u201cmula\u201d no tr\u00e1fico de drogas. Foi preso transportando 5 kg e coca\u00edna em tal condi\u00e7\u00e3o. Sua defesa requereu a aplica\u00e7\u00e3o do redutor do art. 33, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 11.343\/06, na maior fra\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de redu\u00e7\u00e3o da pena, por entender que o rapaz n\u00e3o integra a organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Nos delitos definidos no caput e no \u00a7 1\u00ba deste artigo, as penas poder\u00e3o ser reduzidas de um sexto a dois ter\u00e7os,&nbsp;desde que o agente seja prim\u00e1rio, de bons antecedentes, n\u00e3o se dedique \u00e0s atividades criminosas nem integre organiza\u00e7\u00e3o criminosa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-mula-integra-organizacao-criminosa\"><a>10.2.2. Mula integra organiza\u00e7\u00e3o criminosa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o necessariamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do redutor do art. 33, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 11.343\/06, em fra\u00e7\u00e3o maior para a redu\u00e7\u00e3o da pena, de, no m\u00ednimo, 1\/4 (um quarto), ao agente condenado pela pr\u00e1tica do delito de tr\u00e1fico de drogas \u00e0 pena de 8 (oito) anos e 4 (quatro) meses de reclus\u00e3o e 833 (oitocentos e trinta e tr\u00eas) dias-multa, ante o transporte de cerca de 5kg (cinco quilos) de coca\u00edna na condi\u00e7\u00e3o de &#8220;mula&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias n\u00e3o se encontra em conformidade \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, pois, <strong>em casos de transporte de entorpecente, ainda que n\u00e3o integre, em car\u00e1ter est\u00e1vel e permanente, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa, o transportador tem perfeita consci\u00eancia de estar a servi\u00e7o de um grupo dessa natureza, o que n\u00e3o pode ser desprezado, raz\u00e3o pela qual o paciente faz&nbsp;<em>jus<\/em>&nbsp;\u00e0 minorante prevista<\/strong> no art. 33, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 11.343\/2006 na fra\u00e7\u00e3o de 1\/6 (um sexto).<\/p>\n\n\n\n<p>Na linha da jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;a condi\u00e7\u00e3o de &#8216;mula&#8217; do tr\u00e1fico, por si s\u00f3, n\u00e3o comprova que o Acusado integra organiza\u00e7\u00e3o criminosa e, por via de consequ\u00eancia, n\u00e3o se presta a fundamentar a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico privilegiado, mas, t\u00e3o-somente, justifica a aplica\u00e7\u00e3o da referida causa de diminui\u00e7\u00e3o em seu patamar m\u00ednimo, de 1\/6 (um sexto)&#8221; (AgRg no HC n. 663.260\/SC, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 10\/8\/2021, DJe 25\/8\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A condi\u00e7\u00e3o de &#8216;mula&#8217; do tr\u00e1fico, por si s\u00f3, n\u00e3o comprova que o acusado integra organiza\u00e7\u00e3o criminosa e, por via de consequ\u00eancia, n\u00e3o se presta a fundamentar a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico privilegiado, mas, t\u00e3o-somente, justifica a aplica\u00e7\u00e3o da referida causa de diminui\u00e7\u00e3o em seu patamar m\u00ednimo, de 1\/6 (um sexto).<a><\/a><a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-admissibilidade-da-aplicacao-do-principio-da-insignificancia-ao-crime-de-contrabando-de-cigarros-ao-reincidente\"><a>11.&nbsp; Admissibilidade da <\/a>aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de contrabando de cigarros ao reincidente.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 admitida a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de contrabando de cigarros ao reincidente, desde que a reincid\u00eancia ocorra por crimes de natureza diversa ao contrabando, n\u00e3o se aplicando o Tema 1143\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RHC 185.605-RS, Rel. Ministro Ot\u00e1vio de Almeida Toledo (Desembargador convocado do TJSP), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/6\/2024, DJe 27\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudiomiro, fumante inveterado, foi preso quando transportava 466 ma\u00e7os de cigarros provenientes do Paraguai e, mesmo sendo reincidente em outros crimes, sua defesa requereu a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-admissivel-o-principio-da-insignificancia\"><a>11.2.1. Admiss\u00edvel o princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ao submeter a julgamento o Recurso Especial Repetitivo n. 1.971.993\/SP firmou, no Tema Repetitivo n. 1.143\/STJ, a seguinte tese: O princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia \u00e9 aplic\u00e1vel ao crime de contrabando de cigarros quando a quantidade apreendida n\u00e3o ultrapassar 1.000 (mil) ma\u00e7os, seja pela diminuta reprovabilidade da conduta, seja pela necessidade de se dar efetividade \u00e0 repress\u00e3o ao contrabando de vulto, excetuada a hip\u00f3tese de reitera\u00e7\u00e3o da conduta, circunst\u00e2ncia apta a indicar maior reprovabilidade e periculosidade social da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>foram institu\u00eddos dois requisitos, de ordem objetiva, essenciais para o reconhecimento da bagatela no contrabando de cigarros: ser a quantidade limitada ao m\u00e1ximo de 1.000 (mil) ma\u00e7os e a aus\u00eancia de reitera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na conduta de contrabando de cigarros, considerando a recorr\u00eancia delituosa demonstrativo de maior reprovabilidade e periculosidade social da a\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, evidenciado que foram contrabandeados menos de 1000 ma\u00e7os de cigarro e que o sujeito n\u00e3o \u00e9 reincidente na conduta ou em crimes da mesma natureza, a conduta narrada \u00e9 at\u00edpica, preenchendo os requisitos do Tema Repetitivo n. 1.143 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A recidiva em crimes diversos ao contrabando n\u00e3o afasta a m\u00ednima ofensividade e o reduzido grau de reprovabilidade da conduta, demonstrada a maior reprovabilidade da reitera\u00e7\u00e3o apenas em crimes de mesma natureza.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 admitida a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de contrabando de cigarros ao reincidente, desde que a reincid\u00eancia ocorra por crimes de natureza diversa ao contrabando, n\u00e3o se aplicando o Tema 1143\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-im-prescindibilidade-do-exame-pericial-para-qualificadora-do-furto-mediante-uso-de-chave-falsa-quando-inexistirem-vestigios-no-veiculo-furtado-e-houver-a-apreensao-de-chave-falsa-em-poder-do-agente\"><a>12.&nbsp; (Im)Prescindibilidade do exame pericial para qualificadora do furto mediante uso de chave falsa <\/a>quando inexistirem vest\u00edgios no ve\u00edculo furtado e houver a apreens\u00e3o de chave falsa em poder do agente.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O exame pericial torna-se excepcionalmente prescind\u00edvel \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da qualificadora prevista no inciso III, do \u00a7 4\u00ba, do art. 155 do C\u00f3digo Penal, quando inexistirem vest\u00edgios no ve\u00edculo furtado e houver a apreens\u00e3o de chave falsa em poder do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 876.671-SC, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 29\/4\/2024, DJe 3\/5\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia foi condenado pelo crime de furto de ve\u00edculo mediante o uso de chave falsa. Sua defesa impetrou HC no qual alega a necessidade de exame pericial para a aplica\u00e7\u00e3o da qualificadora, mesmo que inexistentes vest\u00edgios no ve\u00edculo furtado e houver a apreens\u00e3o de chave falsa em poder do agente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-dispensavel-o-exame-pericial\"><a>12.2.1. Dispens\u00e1vel o exame pericial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Excepcionalmente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese ser necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de exame pericial quando o delito deixa vest\u00edgios, o STJ entende pela possibilidade de que a per\u00edcia n\u00e3o seja realizada quando houver a comprova\u00e7\u00e3o, por outros meios, da ocorr\u00eancia da qualificadora.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o uso da chave falsa foi <strong>reconhecido de forma indireta, uma vez que a v\u00edtima afirmou que n\u00e3o houve nenhuma avaria no bem, motivo pelo qual o ve\u00edculo nem sequer foi encaminhado \u00e0 per\u00edcia pela autoridade policial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a chave falsa foi apreendida em poder do recorrente, o que torna o exame pericial, excepcionalmente, prescind\u00edvel \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da mencionada qualificadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a per\u00edcia da chave falsa se mostra desnecess\u00e1ria, diante do comprovado o uso inequ\u00edvoco da chave micha.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O exame pericial torna-se excepcionalmente prescind\u00edvel \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da qualificadora prevista no inciso III, do \u00a7 4\u00ba, do art. 155 do C\u00f3digo Penal, quando inexistirem vest\u00edgios no ve\u00edculo furtado e houver a apreens\u00e3o de chave falsa em poder do agente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-criterios-para-calculo-para-remicao-da-pena-em-razao-de-trabalho-interno-de-conservacao-e-manutencao-do-estabelecimento-penal-realizado-em-horario-especial-inferior-a-6-horas-diarias\"><a>13.&nbsp; Crit\u00e9rios para c\u00e1lculo para remi\u00e7\u00e3o da pena em raz\u00e3o de trabalho interno de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do estabelecimento penal, realizado em hor\u00e1rio especial inferior a 6 horas di\u00e1rias<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo para remi\u00e7\u00e3o da pena em raz\u00e3o de trabalho interno de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do estabelecimento penal, realizado em hor\u00e1rio especial inferior a 6 horas di\u00e1rias, deve se dar pela quantidade de dias efetivamente trabalhados.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.356.272-RN, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/2\/2024, DJe 4\/3\/2024. (Info STJ Ed. Ext. 21)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jac\u00f3 desenvolveu atividades laborais, no interior do pres\u00eddio, e em jornada inferior a 6 horas di\u00e1rias, com autoriza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria, nos termos do art. 33 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, uma vez que desempenhava servi\u00e7o de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do estabelecimento penal, trabalhando como &#8220;pagador&#8221; (entregando as refei\u00e7\u00f5es aos demais internos) e ASG (Auxiliar de Servi\u00e7os Gerais).<\/p>\n\n\n\n<p>Requereu a remi\u00e7\u00e3o de pena em raz\u00e3o do trabalho realizado, a qual foi deferida e calculada com base nos dias de trabalho. O MP n\u00e3o concordou com a forma de c\u00e1lculo e recorreu da decis\u00e3o, por entender que deveria ser calculado de acordo com as horas trabalhadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. A jornada normal de trabalho n\u00e3o ser\u00e1 inferior a 6 (seis) nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos domingos e feriados.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Poder\u00e1 ser atribu\u00eddo hor\u00e1rio especial de trabalho aos presos designados para os servi\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do estabelecimento penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 126.&nbsp; O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poder\u00e1 remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp; A contagem de tempo referida no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;ser\u00e1 feita \u00e0 raz\u00e3o de:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequ\u00eancia escolar &#8211; atividade de ensino fundamental, m\u00e9dio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalifica\u00e7\u00e3o profissional &#8211; divididas, no m\u00ednimo, em 3 (tr\u00eas) dias;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; 1 (um) dia de pena a cada 3 (tr\u00eas) dias de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-horas-ou-dias-trabalhados\"><a>13.2.2. Horas ou dias trabalhados?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Dias!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o apenado desenvolveu atividades laborais, no interior do pres\u00eddio, e em jornada inferior a 6 horas di\u00e1rias, com autoriza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria, nos termos do art. 33 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, uma vez que desempenhava servi\u00e7o de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do estabelecimento penal, trabalhando como &#8220;pagador&#8221; (entregando as refei\u00e7\u00f5es aos demais internos) e ASG (Auxiliar de Servi\u00e7os Gerais).<\/p>\n\n\n\n<p>Se a regra geral disposta na&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 33 da LEP prev\u00ea que a jornada normal de trabalho n\u00e3o pode ser inferior a 6 horas e nem superior a 8 horas di\u00e1rias, com descanso aos domingos e feriados, <strong>a situa\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio reduzido autorizada no par\u00e1grafo \u00fanico do mesmo artigo deve ser equiparada \u00e0 &#8220;jornada normal de trabalho&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a compreende que, pelo teor do art. 33, c\/c o art. 126, \u00a71\u00ba, ambos da LEP, na jornada de trabalho n\u00e3o inferior a 6 nem superior a 8 horas di\u00e1rias, o c\u00e1lculo para remi\u00e7\u00e3o deve se dar pela quantidade de dias efetivamente trabalhados. Com essa premissa, n\u00e3o h\u00e1 motivo para que a exce\u00e7\u00e3o autorizada no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 33 conte com racioc\u00ednio diverso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, os argumentos no sentido de que o art. 33 da LEP prev\u00ea a &#8220;possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de jornada de trabalho distinta daquela preconizada pela CLT &#8211; 6 horas ininterruptas ou 8 horas com intervalo -, bem como o benef\u00edcio de n\u00e3o serem desprezadas as horas trabalhadas aqu\u00e9m da jornada comum&#8221;, se coadunam com o citado entendimento do STJ, veiculando, com outras palavras, a regra da especialidade das normas de execu\u00e7\u00e3o penal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s normas trabalhistas gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese a aus\u00eancia de norma suficientemente clara para o caso em apre\u00e7o, a melhor interpreta\u00e7\u00e3o, dentro das op\u00e7\u00f5es oferecidas pela hermen\u00eautica penal e processual penal, \u00e9 aquela que prestigie solu\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u e, nesse sentido, a contagem de prazo para remi\u00e7\u00e3o por dia trabalhado \u00e9 a que mais se coaduna com os princ\u00edpios constitucionais ligados \u00e0 dignidade da pessoa humana. No mesmo sentido: HC n. 94163, relator Ministro Carlos Britto, Primeira Turma do STF, julgado em 2\/12\/2008, DJe-200 DIVULG 22\/10\/2009 PUBLIC 23\/10\/2009 EMENT VOL-02379-04 PP-00851 e AgRg no HC n. 638.412\/ES, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 9\/3\/2021, DJe de 15\/3\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, ainda, que a conclus\u00e3o veiculada no RHC n. 136.509, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, corrobora com o racioc\u00ednio interpretativo aqui constru\u00eddo, pois, conforme j\u00e1 afirmado por esta Corte, &#8220;<strong>Referido entendimento [remi\u00e7\u00e3o por horas de trabalho] &#8211; que excepcionalmente afasta a regra contida na disposi\u00e7\u00e3o legal [remi\u00e7\u00e3o por dias de trabalho] &#8211; aplica-se, no entanto, somente aos casos em que a jornada tenha sido imposta pela administra\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria da unidade<\/strong>&#8221; (AgRg no HC n. 390.755\/MG, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 10\/10\/2017, DJe de 23\/10\/2017).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-d73ba1d8-5582-4bc9-b088-88fb70be7d81\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/08\/13013142\/stj-informativo-ext-21-pt-1.pdf\">stj-informativo-ext-21-pt-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/08\/13013142\/stj-informativo-ext-21-pt-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-d73ba1d8-5582-4bc9-b088-88fb70be7d81\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 1)\u00a0COMENTADO. 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DIREITO PROCESSUAL CIVIL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Simples men\u00e7\u00e3o ao Di\u00e1rio da Justi\u00e7a em que teriam sido publicados os ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas, sem a indica\u00e7\u00e3o da respectiva fonte, como comprova\u00e7\u00e3o de diss\u00eddio em Embargos de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1444140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 21 Parte 1<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-21-parte-1\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 21 Parte 1\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 1)\u00a0COMENTADO. 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