{"id":1441105,"date":"2024-08-07T01:01:34","date_gmt":"2024-08-07T04:01:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1441105"},"modified":"2024-08-07T01:01:36","modified_gmt":"2024-08-07T04:01:36","slug":"informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 2)\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Vamo que vamo!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/08\/07010112\/stj-informativo-ed-ext-20-pt2.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_mwh4_C781z0\"><div id=\"lyte_mwh4_C781z0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/mwh4_C781z0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/mwh4_C781z0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/mwh4_C781z0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-internacional\"><a>DIREITO <\/a>INTERNACIONAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-da-validade-da-citacao-para-responder-ao-processo-judicial-que-tramitou-em-pais-estrangeiro\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos da <\/a>validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NA HOMOLOGA\u00c7\u00c3O DE DECIS\u00c3O ESTRANGEIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro deve ser verificada de acordo com as normas processuais do pa\u00eds onde ocorre a cita\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de acordo com eventual contrato pactuado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl na HDE 3.384-EX, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 21\/5\/2024, DJe 27\/5\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Banco Brasa requereu a homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira que condenou Global Transportes em processo julgado na Inglaterra. A empresa sustenta que n\u00e3o houve a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida no processo estrangeiro, o que impediria a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No contrato entre as partes, consta que Global teria nomeado, irrevogavelmente, um escrit\u00f3rio de advocacia como seu agente de cita\u00e7\u00e3o no tocante a qualquer processo perante os tribunais ingleses em conex\u00e3o com o referido contrato e concordaram que a cita\u00e7\u00e3o feita nesse endere\u00e7o seria tida como v\u00e1lida, o que efetivamente ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-qual-a-norma-a-ser-observada\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual a norma a ser observada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A do pa\u00eds em que foi realizada a cita\u00e7\u00e3o!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A homologa\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es estrangeiras pelo Poder Judici\u00e1rio possui previs\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o Federal e, desde 2004 (Emenda Constitucional n. 45\/2004), est\u00e1 inserida na compet\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (artigo 105, inciso I, al\u00ednea &#8220;i&#8221;), que a realiza com fundamento nos artigos 15 e 17 do Decreto-Lei n. 4.657\/1942 (LINDB), no C\u00f3digo de Processo Civil (artigo 960 e seguintes) e no artigo 216-A e seguintes do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa tarefa, compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a exercer ju\u00edzo meramente delibat\u00f3rio, verificando se o pedido atende aos requisitos previstos na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, bem como se est\u00e1 ausente ofensa \u00e0 soberania nacional, \u00e0 dignidade da pessoa humana e \u00e0 ordem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o STJ possui entendimento de que <strong>&#8220;o ato citat\u00f3rio praticado no exterior deve ser realizado de acordo com as leis do pa\u00eds onde ocorre a cita\u00e7\u00e3o, sendo incab\u00edvel a imposi\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;<\/strong> (SEC 7.139\/EX, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, DJe de 10\/10\/2013). Nesse mesmo sentido, podem ser citados ainda os seguintes precedentes: HDE 89\/EX, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Corte Especial, julgado em 18\/10\/2017, DJe 31\/10\/2017; AgInt na SEC 13.741\/EX, Rel. Ministro Felix Ficher, Corte Especial, julgado em 6\/6\/2018, DJe 14\/6\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro deve ser verificada de acordo com as normas processuais daquele pa\u00eds e tamb\u00e9m de acordo com eventual contrato pactuado, n\u00e3o cabendo ao STJ na via homologat\u00f3ria, imiscuir-se no tema.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro deve ser verificada de acordo com as normas processuais do pa\u00eds onde ocorre a cita\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de acordo com eventual contrato pactuado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\">DIREITO EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-execucao-de-credito-trabalhista-extraconcursal\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para <\/a>execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito trabalhista extraconcursal<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Exaurido o stay period, compete ao Ju\u00edzo trabalhista a execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito trabalhista extraconcursal, sendo vedado ao Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial proceder ao controle dos atos constritivos a serem exarados.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 191.533-MT, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 18\/4\/2024, DJe 26\/4\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Pip Ltda foi condenada em reclamat\u00f3ria trabalhista ao pagamento de verbas laborais conforme senten\u00e7a transitada em julgado. S\u00f3 que quando formulado o pedido de execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, o ju\u00edzo trabalhista indeferiu o pleito ao fundamento de que a executada, Pip Ltda, encontrar-se-ia em processo de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendeu o juiz laboral que tal processamento execut\u00f3rio deveria ocorrer nos autos do ju\u00edzo falimentar, n\u00e3o importando se o cr\u00e9dito possui natureza concursal ou extraconcursal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-a-quem-compete-a-execucao-de-credito-trabalhista-extraconcursal\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete a <\/a>execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito trabalhista extraconcursal?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ju\u00edzo TRABALHISTA!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia centra-se em definir o Ju\u00edzo competente para conhecer e julgar o cumprimento de senten\u00e7a trabalhista, cujo cr\u00e9dito ali reconhecido tem seu fato gerador em data posterior ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial (extraconcursal, portanto).<\/p>\n\n\n\n<p>Afigura-se relevante, a esse prop\u00f3sito sopesar a subsist\u00eancia (ou n\u00e3o) da compet\u00eancia do Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial para, exercer ju\u00edzo de controle sobre atos constritivos, considerado o exaurimento do prazo de blindagem, estabelecido no \u00a7 4\u00ba do art. 6\u00ba da Lei n. 11.101\/2005 (reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 14.112\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Com o advento da Lei n. 14.112\/2020, tem-se n\u00e3o mais haver espa\u00e7o para a interpreta\u00e7\u00e3o que confere ao Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial o status de competente universal para deliberar sobre toda e qualquer constri\u00e7\u00e3o judicial efetivada no \u00e2mbito das execu\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito extraconcursal, a pretexto de sua essencialidade ao desenvolvimento de sua atividade, principalmente em momento posterior ao decurso do stay period.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A partir da entrada em vig\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020, com aplica\u00e7\u00e3o imediata aos processos em tr\u00e2mite, o Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial tem a compet\u00eancia espec\u00edfica para determinar o sobrestamento dos atos de constri\u00e7\u00e3o exarados no bojo de execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito extraconcursal que reca\u00edam sobre bens de capital essenciais \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da atividade empresarial durante o per\u00edodo de blindagem<\/strong>. Em se tratando de execu\u00e7\u00f5es fiscais, a compet\u00eancia do Ju\u00edzo recuperacional restringe-se a substituir os atos de constri\u00e7\u00e3o que reca\u00edam sobre bens de capital essenciais \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da atividade empresarial at\u00e9 o encerramento da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez exaurido o per\u00edodo de blindagem &#8211; mormente nos casos em que sobrev\u00e9m senten\u00e7a de concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial, a ensejar a nova\u00e7\u00e3o de todas as obriga\u00e7\u00f5es sujeitas ao plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial -, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio que o credor extraconcursal tenha seu cr\u00e9dito devidamente equalizado no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o individual, n\u00e3o sendo poss\u00edvel que o Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o continue, ap\u00f3s tal interregno, a obstar a satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, com suporte no princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa, o qual n\u00e3o se tem por absoluto.<\/p>\n\n\n\n<p>Remanesce inc\u00f3lume o dever do Ju\u00edzo em que se processa a execu\u00e7\u00e3o individual de cr\u00e9dito extraconcursal de bem observar o princ\u00edpio da menor onerosidade, a fim de que a satisfa\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito exequendo se d\u00ea na forma menos gravosa ao devedor, podendo obter, em coopera\u00e7\u00e3o do Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial, as informa\u00e7\u00f5es que reputar relevantes e necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode conceber, nesse cen\u00e1rio &#8211; em que findo o stay period e\/ou concedida a recupera\u00e7\u00e3o judicial &#8211; possa o cr\u00e9dito extraconcursal, dito preferencial, permanecer insatisfeito ou sem sua efetiva equaliza\u00e7\u00e3o, ante as interven\u00e7\u00f5es judiciais exaradas pelo Ju\u00edzo recuperacional, agora, sem nenhum suporte na lei, a pretexto da aplica\u00e7\u00e3o (a todo custo, ou a custo de poucos credores) do princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exaurimento do stay period, deve-se observar que a execu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito trabalhista extraconcursal deve prosseguir normalmente perante o Ju\u00edzo trabalhista, sendo vedado ao Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial &#8211; porque exaurida sua compet\u00eancia (restrita ao sobrestamento de ato constritivo incidente sobre bem de capital) &#8211; proceder ao controle dos atos constritivos a serem exarados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Exaurido o stay period, compete ao Ju\u00edzo trabalhista a execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito trabalhista extraconcursal, sendo vedado ao Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial proceder ao controle dos atos constritivos a serem exarados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-d-eterminar-a-substituicao-dos-atos-de-constricao-relativos-a-valores-em-dinheiro-por-nao-constituirem-bens-de-capital\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para d<\/a>eterminar a substitui\u00e7\u00e3o dos atos de constri\u00e7\u00e3o relativos a valores em dinheiro por n\u00e3o constitu\u00edrem bens de capital.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o compete ao ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial determinar a substitui\u00e7\u00e3o dos atos de constri\u00e7\u00e3o relativos a valores em dinheiro por n\u00e3o constitu\u00edrem bens de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 196.553-PE, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 18\/4\/2024, DJe 25\/4\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Guedes Constru\u00e7\u00f5es afirma que teve seu plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial aprovado pelos credores e homologado em novembro de 2021. Sustenta que agosto daquele ano, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes &#8211; DNIT ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal aparelhada com CDA relativa a multas contratuais, montante discutido&nbsp;em a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria que ainda tramita perante a Vara Federal do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega que, apesar da discuss\u00e3o acerca da exist\u00eancia da d\u00edvida, foi determinado pelo Ju\u00edzo Federal de Pernambuco o prosseguimento dos atos executivos, com a penhora de valores via SISBAJUD at\u00e9 o montante da d\u00edvida, sendo efetivamente bloqueado parte desse valor em suas contas (dinheiro em esp\u00e9cie $$$).<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, defende ser de compet\u00eancia exclusiva do Ju\u00edzo onde se processa a recupera\u00e7\u00e3o decidir acerca das querelas que envolvam o seu patrim\u00f4nio, especialmente quando se trata de atos constritivos que podem inviabilizar por completo a empresa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-compete-ao-juiz-da-recuperacao\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compete ao juiz da recupera\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir qual o ju\u00edzo competente para, em execu\u00e7\u00e3o fiscal, determinar a constri\u00e7\u00e3o de valores pertencentes a empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 6\u00ba, \u00a7 7\u00ba-B, da Lei n. 11.101\/2005, introduzido pela Lei n. 14.112\/2020, disp\u00f5e que se a constri\u00e7\u00e3o efetivada pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o fiscal recair sobre bens de capital essenciais \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da atividade empresarial, caber\u00e1 ao ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o determinar a substitui\u00e7\u00e3o por outros bens, provid\u00eancia que ser\u00e1 realizada mediante pedido de coopera\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, interpretando a abrang\u00eancia da express\u00e3o &#8220;bens de capital&#8221; constante do artigo 49, \u00a7 3\u00ba, da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas e Fal\u00eancia (LREF), firmou entendimento no sentido de que <strong>se trata de bens corp\u00f3reos, m\u00f3veis ou im\u00f3veis, n\u00e3o perec\u00edveis ou consum\u00edveis, empregados no processo produtivo da empresa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 14.112\/2020, ao incluir o artigo 6\u00ba, \u00a7 7\u00ba-B, na Lei n. 11.101\/2005, utilizou-se da express\u00e3o &#8220;bens de capital&#8221; &#8211; j\u00e1 empregada no artigo 49, \u00a7 3\u00ba, ao qual, por estar inserido na mesma norma e pela necessidade de manter-se a coer\u00eancia do sistema, deve-se dar a mesma interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, por n\u00e3o constitu\u00edrem os valores em dinheiro bem de capital, n\u00e3o se aplica ao ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o o previsto no artigo 6\u00ba, \u00a7 7\u00ba-B, da LREF, n\u00e3o podendo, assim, determinar a substitui\u00e7\u00e3o dos atos de constri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o compete ao ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial determinar a substitui\u00e7\u00e3o dos atos de constri\u00e7\u00e3o relativos a valores em dinheiro por n\u00e3o constitu\u00edrem bens de capital.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-principio-da-instrumentalidade-das-formas-e-anulacao-de-acoes-conexas-ao-processo-falimentar-por-ausencia-de-intervencao-do-ministerio-publico\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da instrumentalidade das formas e <\/a>anula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es conexas ao processo falimentar, por aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pelo princ\u00edpio da instrumentalidade das formas, a anula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es conexas ao processo falimentar, por aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, somente se justifica quando ficar caracterizado efetivo preju\u00edzo \u00e0 parte.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.084.837-MG, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024, DJe 24\/6\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Banco Brasa ajuizou a\u00e7\u00e3o de nulidade de processo falimentar movido pela empresa Pinus, sob a alega\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico no processo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-sem-mp-nao-tem-processo\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sem MP n\u00e3o tem processo<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 para tanto!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia versa sobre o suposto v\u00edcio de nulidade em decorr\u00eancia da falta de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico aos processos de fal\u00eancia ajuizados sob a \u00e9gide do Decreto-Lei n\u00ba 7.661\/1945.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 11.101\/2005, a despeito de autorizar o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico atuar no feito falimentar (art. 19), n\u00e3o cont\u00e9m previs\u00e3o semelhante \u00e0quela disposta no art. 210 do Decreto-Lei n. 7.661\/1945, que impunha a interven\u00e7\u00e3o do parquet em toda a\u00e7\u00e3o proposta visando assegurar os interesses da massa falida<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda que a conexa a\u00e7\u00e3o falimentar tenha tramitado sob a \u00e9gide do Decreto-Lei n. 7.661\/1945, descabe invocar a aplica\u00e7\u00e3o da norma contida do art. 192 da Lei n. 11.101\/2005, que desautoriza a aplica\u00e7\u00e3o da lei nova aos processos de fal\u00eancia ajuizados anteriormente ao in\u00edcio de sua vig\u00eancia, com o objetivo de ver reconhecida a nulidade, por falta de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ap\u00f3s o transcurso de mais de 15 anos da habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito na fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, &#8220;(&#8230;) na vig\u00eancia da atual legisla\u00e7\u00e3o falimentar, a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico s\u00f3 \u00e9 obrigat\u00f3ria quando expressamente prevista na lei, n\u00e3o sendo plaus\u00edvel o argumento de que toda fal\u00eancia envolve interesse p\u00fablico a exigir a atua\u00e7\u00e3o ministerial em todas as suas fases e em qualquer de seus incidentes&#8221; (AgInt no AREsp n. 1.630.049\/SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 29\/10\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, conforme entendimento do STJ, tendo em vista o princ\u00edpio da instrumentalidade das formas, &#8220;a anula\u00e7\u00e3o do processo falimentar ou de a\u00e7\u00f5es conexas por aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o ou pela atua\u00e7\u00e3o indevida do Minist\u00e9rio P\u00fablico somente se justifica quando for caracterizado efetivo preju\u00edzo \u00e0 parte.&#8221; (REsp n. 1.230.431\/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 18\/11\/2011).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Pelo princ\u00edpio da instrumentalidade das formas, a anula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es conexas ao processo falimentar, por aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, somente se justifica quando ficar caracterizado efetivo preju\u00edzo \u00e0 parte.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-do-devedor-executado-em-arcar-com-juros-de-mora-e-correcao-monetaria-nos-casos-em-que-ha-demora-na-transferencia-do-valor-bloqueado-via-sistema-bacenjud-para-a-conta-do-juizo-vinculada\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade do <\/a>devedor executado em arcar com juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nos casos em que h\u00e1 demora na transfer\u00eancia do valor bloqueado via sistema Bacenjud para a conta do ju\u00edzo vinculada<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 responsabilidade do devedor executado em arcar com juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nos casos em que h\u00e1 demora na transfer\u00eancia do valor bloqueado via sistema Bacenjud para a conta do ju\u00edzo vinculada, pelo per\u00edodo em que o valor permaneceu bloqueado na conta do devedor sem nenhuma atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.763.569-RN, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/5\/2024, DJe 29\/5\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo determinou a constri\u00e7\u00e3o de alto valor por meio do BACENJUD. Ocorre que, em raz\u00e3o de equ\u00edvoco, o valor n\u00e3o foi transferido para conta judicial remunerada, permanecendo meramente bloqueado na conta do executado por mais de quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando do momento da libera\u00e7\u00e3o, o exequente requereu nova penhora sobre o valor n\u00e3o recebido a t\u00edtulo de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-do-devedor\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade do devedor?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da responsabilidade do executado pelos juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria na hip\u00f3tese de quantia bloqueada judicialmente, por\u00e9m, equivocadamente n\u00e3o transferida pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o para uma conta judicial, permanecendo congelada desde a penhora on-line.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia do STJ, a &#8220;demora de convers\u00e3o, em dep\u00f3sito judicial vinculado, dos valores constritos pelo sistema de penhora on-line (Bacenjud\/Sisbajud) n\u00e3o pode ser imputada ao devedor executado (art. 396 do CC\/2022), pois, nesse cen\u00e1rio de retardo ao cumprimento da ordem judicial, incumbe \u00e0 parte exequente apresentar requerimento &#8211; ou ao ju\u00edzo promover dilig\u00eancias, de of\u00edcio &#8211; no af\u00e3 de que se transfira o importe para conta banc\u00e1ria \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do processo&#8221; (AREsp n. 2.313.673\/RJ, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 5\/9\/2023, DJe de 12\/9\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>nos casos em que h\u00e1 demora na transfer\u00eancia do valor bloqueado via sistema Bacenjud para a conta do ju\u00edzo vinculada, n\u00e3o h\u00e1 como se imputar responsabilidade \u00e0 parte executada o pagamento de juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo per\u00edodo em que o valor permaneceu bloqueado na conta do devedor sem nenhuma atualiza\u00e7\u00e3o. Trata-se de preju\u00edzo que o devedor n\u00e3o deu causa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta hip\u00f3tese n\u00e3o apresenta similitude f\u00e1tica e jur\u00eddica com o Tema 677 do STJ, configurando-se distin\u00e7\u00e3o (distinguish) entre os casos. No julgamento do REsp. n. 1.820.963\/SP pela Corte Especial, em revis\u00e3o \u00e0 tese fixada no julgamento do Tema 677, discutiu-se a responsabilidade do devedor pelo pagamento da complementa\u00e7\u00e3o quando os \u00edndices de atualiza\u00e7\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0s contas judiciais s\u00e3o inferiores \u00e0queles previstos no t\u00edtulo executivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 responsabilidade do devedor executado em arcar com juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nos casos em que h\u00e1 demora na transfer\u00eancia do valor bloqueado via sistema Bacenjud para a conta do ju\u00edzo vinculada, pelo per\u00edodo em que o valor permaneceu bloqueado na conta do devedor sem nenhuma atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-atestado-medico-e-obrigatoriedade-de-substabelecimento-de-poderes-pelo-advogado\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atestado m\u00e9dico e obrigatoriedade de substabelecimento de poderes pelo advogado.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Caso exista atestado m\u00e9dico dispondo que o advogado deva se afastar do trabalho, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em substabelecimento dos poderes recebidos, podendo o pedido de devolu\u00e7\u00e3o do prazo recursal ser formulado incidentalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.720.052-PR, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2024, DJe 11\/4\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, o \u00fanico advogado dos recorrentes esteve internado e precisou ser afastado do trabalho, conforme atestado m\u00e9dico e declara\u00e7\u00e3o do hospital juntados aos autos por ocasi\u00e3o da interposi\u00e7\u00e3o do recurso especial. O atestado m\u00e9dico indicou <em>expressamente<\/em> que o advogado necessitava de 12 dias de afastamento do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao requerer a devolu\u00e7\u00e3o do prazo recursal, o pedido foi indeferido por entender o ju\u00edzo que o advogado poderia ter substabelecido os poderes recebidos para atua\u00e7\u00e3o no caso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatorio-o-substabelecimento\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigat\u00f3rio o substabelecimento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afirma que a simples juntada de atestado m\u00e9dico, sem a comprova\u00e7\u00e3o de absoluta impossibilidade do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o ou de substabelecimento de mandato, n\u00e3o configura justa causa para a devolu\u00e7\u00e3o do prazo recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o \u00fanico advogado dos recorrentes esteve internado e precisou ser afastado do trabalho, conforme atestado m\u00e9dico e declara\u00e7\u00e3o do hospital juntados aos autos por ocasi\u00e3o da interposi\u00e7\u00e3o do recurso especial. O atestado m\u00e9dico n\u00e3o foi gen\u00e9rico. Ele indicou expressamente que o advogado necessitava de 12 dias de afastamento do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa <strong>que ele deveria se abster de todas as atividades t\u00edpicas de sua atividade profissional, dentre as quais a outorga de substabelecimento para outro procurador.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o artigo 1.004 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), se, durante o prazo para a interposi\u00e7\u00e3o do recurso, [&#8230;] ocorrer motivo de for\u00e7a maior que suspenda o curso do processo, ser\u00e1 tal prazo restitu\u00eddo em proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor, contra quem come\u00e7ar\u00e1 a correr novamente depois da intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o pedido de devolu\u00e7\u00e3o do prazo recursal por motivo de for\u00e7a maior pode ser formulado incidentalmente como preliminar do pr\u00f3prio recurso, a exemplo do que ocorre nas situa\u00e7\u00f5es de nulidade de intima\u00e7\u00e3o (art. 272, \u00a7 8\u00ba, CPC).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Caso exista atestado m\u00e9dico dispondo que o advogado deva se afastar do trabalho, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em substabelecimento dos poderes recebidos, podendo o pedido de devolu\u00e7\u00e3o do prazo recursal ser formulado incidentalmente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-interesse-processual-do-ministerio-publico-para-propor-acao-civil-publica-com-pedido-de-indenizacao-por-dano-moral-coletivo-e-dano-social-contra-casal-que-teria-tentado-realizar-adocao-a-brasileira\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interesse processual do <\/a>Minist\u00e9rio P\u00fablico para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica com pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo e dano social contra casal que teria tentado realizar &#8220;ado\u00e7\u00e3o \u00e0 brasileira&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inexiste interesse processual do Minist\u00e9rio P\u00fablico para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica com pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo e dano social contra casal que teria tentado realizar &#8220;ado\u00e7\u00e3o \u00e0 brasileira&#8221;, em detrimento do procedimento previsto no Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgado em 21\/5\/2024, DJe 10\/6\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O casal Crairto e Crementina, mui pragm\u00e1tico, resolveu adotar uma crian\u00e7a. Por\u00e9m, os pombinhos n\u00e3o curtiam o modo usual que envolve longas filas, entrevistas, per\u00edodo de teste, etc. Optaram por realizar a ado\u00e7\u00e3o \u201c\u00e0 brasileira\u201d, ou seja, passaram a <em>negociar<\/em> a crian\u00e7a a ser adotada diretamente com uma fam\u00edlia e burlando o procedimento previsto no Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo do neg\u00f3cio se consolidar, o MP ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o gostou nem um pouco. Ajuizou A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica em face do casal que, em sua defesa, alega a ilegitimidade do Parquet, porque nunca houve transfer\u00eancia da guarda da crian\u00e7a ou outro ato a autorizar a tutela ministerial.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-ha-interesse-processual-do-mp\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 interesse processual do MP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ado\u00e7\u00e3o direta, &#8220;\u00e0 brasileira&#8221; ou intuitu personae vai de encontro aos interesses protegidos pelo Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o (estruturado nos termos do art. 50 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e que tem por baliza o melhor interesse e a prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a e do adolescente), n\u00e3o podendo ser incentivada, aceita ou convalidada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas na situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise n\u00e3o preenche os requisitos da utilidade e adequa\u00e7\u00e3o para a finalidade almejada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a reconhece danos de natureza social. Contudo, mesmo em um ju\u00edzo de cogni\u00e7\u00e3o voltado \u00e0 an\u00e1lise da presen\u00e7a das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o, mais especificamente do interesse processual, o objetivo punitivo e preventivo da responsabilidade civil deve receber concretude m\u00ednima. Da mesma forma, para a configura\u00e7\u00e3o do dano moral coletivo, \u00e9 preciso reconhecer conduta de razo\u00e1vel signific\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se perca de vista que a raz\u00e3o pela qual a ado\u00e7\u00e3o direta deve ser coibida decorre do est\u00e1gio de desenvolvimento do tratamento e da prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica conferidos \u00e0s crian\u00e7as e aos adolescentes em situa\u00e7\u00e3o na qual, esgotados os recursos de manuten\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia natural ou extensa, justificada a medida excepcional da ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E, nesse aspecto, a organiza\u00e7\u00e3o do chamado Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o e Acolhimento &#8211; SNA \u00e9 relativamente recente, com destaque para a Portaria Conjunta n. 4\/2019, que instituiu o Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o e Acolhimento &#8211; SNA; e da Resolu\u00e7\u00e3o n. 289\/2019, que disp\u00f5e sobre a implanta\u00e7\u00e3o e funcionamento do Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o e Acolhimento &#8211; SNA e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por acaso, em diversos precedentes, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a acabou por resolver situa\u00e7\u00f5es concretas envolvendo ado\u00e7\u00f5es intuitu personae a partir da preval\u00eancia do princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a. Na mesma linha, no crime tipificado no art. 242 do C\u00f3digo Penal, n\u00e3o raras vezes, o caso concreto justificou o perd\u00e3o judicial, conforme jurisprud\u00eancia desta Corte Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentado o contexto e o est\u00e1gio do tratamento conferido \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, ainda que evidente a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o acerca do procedimento para a ado\u00e7\u00e3o, diante das circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas do caso, em especial a conjuntura de que o casal constava da lista do cadastro nacional e que a crian\u00e7a n\u00e3o permaneceu sob sua guarda, ausente interesse processual que justifique a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O prosseguimento da demanda constituiria puni\u00e7\u00e3o civil que em nada contribuiria para a preserva\u00e7\u00e3o dos direitos da coletividade de pessoas habilitadas no cadastro local e nacional de ado\u00e7\u00e3o<\/strong>, para o desenvolvimento do sistema nacional de ado\u00e7\u00e3o ou mesmo teria o cond\u00e3o de desencorajar outras pessoas a tal pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Inexiste interesse processual do Minist\u00e9rio P\u00fablico para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica com pedido de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo e dano social contra casal que teria tentado realizar &#8220;ado\u00e7\u00e3o \u00e0 brasileira&#8221;, em detrimento do procedimento previsto no Sistema Nacional de Ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-uso-da-central-nacional-de-indisponibilidade-de-bens-em-execucao-particular\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de uso da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens em execu\u00e7\u00e3o particular<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) pelo Ju\u00edzo C\u00edvel, de maneira subsidi\u00e1ria, em execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial ajuizada entre particulares, desde que exauridos os meios executivos t\u00edpicos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.141.068-PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024, DJe 21\/6\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um processo de execu\u00e7\u00e3o c\u00edvel, ap\u00f3s esgotados os meios t\u00edpicos, o ju\u00edzo determinou a utiliza\u00e7\u00e3o da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB). O executado discorda do cabimento da utiliza\u00e7\u00e3o do CNIB em uma execu\u00e7\u00e3o privada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-cabivel-a-utilizacao-do-cnib\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o do CNIB?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 185-A do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional estabelece que &#8220;na hip\u00f3tese de o devedor tribut\u00e1rio, devidamente citado, n\u00e3o pagar nem apresentar bens \u00e0 penhora no prazo legal e n\u00e3o forem encontrados bens penhor\u00e1veis, o juiz determinar\u00e1 a indisponibilidade de seus bens e direitos, comunicando a decis\u00e3o, preferencialmente por meio eletr\u00f4nico, aos \u00f3rg\u00e3os e entidades que promovem registros de transfer\u00eancia de bens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com fundamento no art. 30, III, da Lei 8.935\/1994 (que determina atendimento priorit\u00e1rio \u00e0s requisi\u00e7\u00f5es judiciais e administrativas para a defesa das pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico) e no art. 185-A do CTN, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a editou o Provimento 39\/2014 que disp\u00f5e sobre a institui\u00e7\u00e3o e funcionamento da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB).<\/p>\n\n\n\n<p>Durante determinado tempo, a partir da interpreta\u00e7\u00e3o literal dos art. 185-A do CTN e art. 4\u00ba do Provimento 39\/2014 do CNJ,a jurisprud\u00eancia do STJ orientou-se no sentido de que a indisponibilidade de bens e direitos prevista no art. 185-A do CTN n\u00e3o se aplicava \u00e0s hip\u00f3teses de execu\u00e7\u00e3o fiscal de cr\u00e9ditos de natureza n\u00e3o tribut\u00e1ria e de execu\u00e7\u00f5es de t\u00edtulo extrajudicial entre particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a partir da declara\u00e7\u00e3o de constitucionalidade do art. 139, IV, do CPC pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 5.941\/DF, DJe 9\/2\/2023), bem como com amparo no princ\u00edpio da efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o (arts. 4\u00ba e 6\u00ba do CPC), <strong>as Turmas que comp\u00f5em a Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ t\u00eam decidido pela possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) nas demandas c\u00edveis, de maneira subsidi\u00e1ria, isto \u00e9, desde que exauridos os meios executivos t\u00edpicos<\/strong>. Nesse sentido: REsp 1.969.105\/MG, Quarta Turma, DJe 19\/9\/2023 e AgInt no AREsp n. 1.896.942\/RJ, Quarta Turma, DJe de 18\/4\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescente-se que esse entendimento se encontra em harmonia com a S\u00famula 560\/STJ, a qual disp\u00f5e que &#8220;a decreta\u00e7\u00e3o da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 185-A do CTN, pressup\u00f5e o exaurimento das dilig\u00eancias na busca por bens penhor\u00e1veis, o qual fica caracterizado quando infrut\u00edferos o pedido de constri\u00e7\u00e3o sobre ativos financeiros e a expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios aos registros p\u00fablicos do domic\u00edlio do executado, ao Denatran ou Detran&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conclui-se que a indisponibilidade de bens mediante o sistema CNIB \u00e9 medida que pode ser utilizada pelo Ju\u00edzo C\u00edvel, de maneira subsidi\u00e1ria, em execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial ajuizada entre particulares, desde que exauridos os meios executivos t\u00edpicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) pelo Ju\u00edzo C\u00edvel, de maneira subsidi\u00e1ria, em execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial ajuizada entre particulares, desde que exauridos os meios executivos t\u00edpicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-remuneracao-dos-depositos-judiciais-em-conta-da-caixa-economica-federal-a-disposicao-da-justica-federal\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Remunera\u00e7\u00e3o dos <\/a>dep\u00f3sitos judiciais em conta da Caixa Econ\u00f4mica Federal \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Federal<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os dep\u00f3sitos judiciais em conta da Caixa Econ\u00f4mica Federal \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Federal devem observar as regras das cadernetas de poupan\u00e7a no que se refere \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e ao prazo, n\u00e3o incidindo os juros.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.993.327-RS, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 16\/5\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um processo criminal, o investigado ofereceu cau\u00e7\u00e3o consistente em dep\u00f3sito judicial na Caixa Econ\u00f4mica Federal. Quando do resgate, o investigado se decepcionou com os valores corrigidos. Apresentou recurso no qual alega que a remunera\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito judicial realizado na conta da CEF deveria ser atualizada segundo os \u00edndices da caderneta de poupan\u00e7a, composta pela TR + 0,5% a.m., sob pena de enriquecimento il\u00edcito da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-incidem-juros\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incidem juros?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 11, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 9.289\/1996, os dep\u00f3sitos efetuados em dinheiro, sob a responsabilidade da parte, diretamente na Caixa Econ\u00f4mica Federal observar\u00e3o as mesmas regras das cadernetas de poupan\u00e7a no que se refere \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e ao prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>E, consoante o art. 12, I e II, da Lei n. 8.177\/1991, c\/c o art. 7\u00ba da Lei n. 8.660\/1993, <strong>a poupan\u00e7a \u00e9 composta por remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, correspondente \u00e0 TR, acrescida de remunera\u00e7\u00e3o adicional, ou seja, juros, que, at\u00e9 3\/5\/2012, eram de 0,5% a.m. e, a partir de 4\/5\/2012, passaram a depender da taxa Selic.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as regras dos dep\u00f3sitos judiciais vinculados \u00e0s demandas da Justi\u00e7a Federal determinam que a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria seja apenas pela remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, e n\u00e3o pela incid\u00eancia cumulada com a remunera\u00e7\u00e3o adicional, ou seja, os juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescente-se que, os dep\u00f3sitos judiciais possuem disciplina espec\u00edfica acerca da forma de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, devendo observar a regra de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica das cadernetas de poupan\u00e7a, a cargo da institui\u00e7\u00e3o financeira deposit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>E &#8220;no conceito de remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica n\u00e3o se inserem juros de qualquer natureza, raz\u00e3o pela qual os dep\u00f3sitos judiciais n\u00e3o vencem juros legais&#8221; (AgInt no REsp n. 1.124.799\/AL, relator Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, julgado em 18\/4\/2017, DJe 4\/5\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a atualiza\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais vinculados \u00e0 Justi\u00e7a Federal deve seguir o disposto nos arts. 11, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 9.289\/1996 e 12, I e II, da Lei n. 8.177\/1991, c\/c o art. 7\u00ba da Lei n. 8.660\/1993, incidindo apenas a remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, atualmente a TR, afastada a remunera\u00e7\u00e3o adicional, ou seja, sem juros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os dep\u00f3sitos judiciais em conta da Caixa Econ\u00f4mica Federal \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Federal devem observar as regras das cadernetas de poupan\u00e7a no que se refere \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e ao prazo, n\u00e3o incidindo os juros..<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-dia-do-preparo-quando-realizado-o-pagamento-perante-o-correspondente-bancario\"><a>10.&nbsp; Dia do preparo quando <\/a>realizado o pagamento perante o correspondente banc\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considera-se recolhido devidamente o preparo no dia em que realizado o pagamento perante o correspondente banc\u00e1rio, ainda que outro tenha sido o dia da compensa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no AREsp 2.283.710-AP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/5\/2024, DJe 16\/5\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, advogado da parte recorrente, optou por recolher o dep\u00f3sito recursal no \u00faltimo dia do prazo para tanto em um correspondente banc\u00e1rio. Ocorre que os pagamentos ali realizados eram efetivamente compensados dois dias depois.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi considerado deserto em raz\u00e3o disso, o que levou o advogado a interpor novo recurso no qual sustenta a tempestividade do recurso e validade do pagamento realizado no correspondente banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-vale-o-dia-do-pagamento-ou-compensacao\"><a>10.2.1. Vale o dia do pagamento ou compensa\u00e7\u00e3o<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pagamento!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se ocorre a deser\u00e7\u00e3o do recurso quando o preparo \u00e9 recolhido perante correspondente banc\u00e1rio, com a ressalva de que o &#8220;prazo para compensa\u00e7\u00e3o de pagamento por boleto \u00e9 de at\u00e9 3 dias \u00fateis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 3\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o n. 4.935\/2021 do Conselho Monet\u00e1rio Nacional &#8211; CMN, o correspondente banc\u00e1rio <strong>&#8220;atua por conta e sob as diretrizes da institui\u00e7\u00e3o contratante, que assume inteira responsabilidade pelo atendimento prestado&#8221;. A figura jur\u00eddica do correspondente banc\u00e1rio, portanto, se assemelha \u00e0 de um preposto da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ressalva, segundo a qual &#8220;o prazo para compensa\u00e7\u00e3o de pagamento por boleto \u00e9 de at\u00e9 3 dias \u00fateis&#8221;, reflete, de certa maneira, o prazo que a regula\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria confere \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira para fazer a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos com seus correspondentes banc\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o art. 14, V, da Resolu\u00e7\u00e3o CMN n. 4.935\/2021 estipula que: &#8220;o contrato de correspondente deve estabelecer: V &#8211; realiza\u00e7\u00e3o de acertos financeiros entre a institui\u00e7\u00e3o contratante e o correspondente, no m\u00e1ximo, a cada dois dias \u00fateis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se entender que essa disposi\u00e7\u00e3o normativa tem efic\u00e1cia apenas na rela\u00e7\u00e3o entre a institui\u00e7\u00e3o financeira e o correspondente banc\u00e1rio, n\u00e3o produzindo efeitos em desfavor de quem faz uso dos servi\u00e7os do correspondente banc\u00e1rio, pois o usu\u00e1rio n\u00e3o participa do contrato mencionado no aludido art. 14.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c0 falta de norma legal ou regulamentar que condicione a efic\u00e1cia do pagamento \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, o recolhimento do preparo era eficaz desde a data em que expedido o respectivo comprovante, cabendo \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira assumir perante o benefici\u00e1rio do boleto a responsabilidade por eventual falta de apresenta\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o<\/strong>, o que n\u00e3o \u00e9 o caso dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, apesar dessa diferen\u00e7a de um dia entre a emiss\u00e3o do comprovante e o efetivo pagamento e apesar da ressalva contida no comprovante, deve ser superado o \u00f3bice da deser\u00e7\u00e3o, considerando eficaz o pagamento no dia em que realizado perante o correspondente banc\u00e1rio, ainda que outro tenha sido o dia da compensa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-resultado-final\"><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Considera-se recolhido devidamente o preparo no dia em que realizado o pagamento perante o correspondente banc\u00e1rio, ainda que outro tenha sido o dia da compensa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial-0\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-im-possibilidade-d-a-responsabilidade-civil-por-ruptura-abrupta-de-tratativas-verificada-na-fase-pre-contratual-para-a-aquisicao-de-invento\"><a>11.&nbsp; (Im)Possibilidade d<\/a>a responsabilidade civil por ruptura abrupta de tratativas verificada na fase pr\u00e9-contratual para a aquisi\u00e7\u00e3o de invento,<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a responsabilidade civil por ruptura abrupta de tratativas verificada na fase pr\u00e9-contratual para a aquisi\u00e7\u00e3o de invento, em decorr\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e diante da leg\u00edtima expectativa criada.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.078.517-RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, por maioria, julgado em 14\/5\/2024, DJe 22\/5\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O caso em discuss\u00e3o trata de viola\u00e7\u00e3o da patente de invento, mais precisamente aquele spray evanescente utilizado para marca\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da dist\u00e2ncia entre a barreira e o gol em partidas de futebol, sem deixar marcas no campo de jogo. Debate-se ainda a viola\u00e7\u00e3o da boa-f\u00e9 objetiva na fase pr\u00e9-contratual durante as tratativas mantidas entre as partes para a aquisi\u00e7\u00e3o da inven\u00e7\u00e3o em foco.<\/p>\n\n\n\n<p>No tribunal local, foi reconhecida ilicitude da conduta da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol Associado durante a fase pr\u00e9-contratual. Como se sabe, a FIFA det\u00e9m o controle de todo o cen\u00e1rio futebol\u00edstico, ostentando car\u00e1ter privilegiado. A empresa que inventou o spray necessitava estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com a FIFA para firmar a tecnologia no esporte. A FIFA usou essa vantagem negocial para obter acesso ao invento da empresa brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A FIFA atuou para obter a transfer\u00eancia de expertise e da tecnologia da inven\u00e7\u00e3o em comento, inclusive com treinamento da arbitragem. Foi assim que em todos os jogos da copa do mundo realizada no Brasil, o spray foi usado. Depois, recusou-se a realizar a aquisi\u00e7\u00e3o nos moldes at\u00e9 ent\u00e3o discutidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, a FIFA defende a aus\u00eancia dos requisitos para configura\u00e7\u00e3o da m\u00e1-f\u00e9 nas tratativas pr\u00e9-contratuais, bem como a inexist\u00eancia de identifica\u00e7\u00e3o do dano relacionado ao uso de sprays de barreira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-boa-fe-padrao-fifa\"><a>11.2.1. Boa-f\u00e9 padr\u00e3o FIFA?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mais ou menos por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso em discuss\u00e3o trata de viola\u00e7\u00e3o da patente de invento, consubstanciado em spray evanescente para marca\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da dist\u00e2ncia entre a barreira e o gol em partidas de futebol, sem deixar marcas no campo de jogo, bem como de viola\u00e7\u00e3o da boa-f\u00e9 objetiva na fase pr\u00e9-contratual durante as tratativas mantidas entre as partes para a aquisi\u00e7\u00e3o da inven\u00e7\u00e3o em foco.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal de origem, foi reconhecida ilicitude da conduta da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol Associado &#8211; FIFA durante a fase pr\u00e9-contratual, considerando que a entidade det\u00e9m o controle de todo o cen\u00e1rio futebol\u00edstico, ostentando car\u00e1ter privilegiado na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, e que a empresa necessitava estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com a FIFA para firmar a tecnologia no esporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve conclus\u00e3o no sentido de que a FIFA atuou na fase pr\u00e9-contratual no sentido de transfer\u00eancia de expertise e da tecnologia da inven\u00e7\u00e3o em comento, al\u00e9m de ter havido utiliza\u00e7\u00e3o de latas de spray de barreira para treinamento da arbitragem e para todos os jogos da copa do mundo realizada no Brasil, embasada em vantajosa posi\u00e7\u00e3o negocial da FIFA que lhe permitiu maiores poderes de negocia\u00e7\u00e3o sobre o equipamento da empresa brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Constatou-se ainda a responsabilidade civil por m\u00e1-f\u00e9 nas tratativas pr\u00e9-contratuais, em decorr\u00eancia sobretudo de promessa de aquisi\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o da patente, utiliza\u00e7\u00e3o do material ao longo de anos, transfer\u00eancia de expertise e oculta\u00e7\u00e3o da marca da autora no maior evento esportivo ocorrido no Pa\u00eds, tendo a FIFA, ap\u00f3s todas as narradas atitudes que geraram leg\u00edtima expectativa na parte recorrida, posto fim \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se que, <strong>na experi\u00eancia negocial, \u00e9 poss\u00edvel a ocorr\u00eancia de comportamentos oportunistas abusivos e de explora\u00e7\u00e3o indevida de vantagem situacional, e a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva em todas as fases da contrata\u00e7\u00e3o, conforme leciona a doutrina e a jurisprud\u00eancia, tem importante fun\u00e7\u00e3o social de estimular a conduta leal e cooperativa entre as partes negociantes, coibindo exerc\u00edcio abusivo de direitos pelas partes e protegendo as naturais expectativas criadas no desenvolvimento da rela\u00e7\u00e3o contratual<\/strong> e confian\u00e7a depositada no comportamento do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme preceitua o art. 422, do C\u00f3digo Civil (CC\/2022), h\u00e1 a necessidade de observ\u00e2ncia da boa-f\u00e9 objetiva em todas as fases do contrato, inclusive na pr\u00e9-contratual, nos seguintes termos: &#8220;Os contratantes s\u00e3o obrigados a guardar, assim na conclus\u00e3o do contrato, como em sua execu\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, \u00e9 o Enunciado n. 170 da III Jornada de Direito Civil, do Conselho da Justi\u00e7a Federal, ao dispor que: &#8220;A boa-f\u00e9 objetiva deve ser observada pelas partes na fase de negocia\u00e7\u00f5es preliminares e ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o do contrato, quando tal exig\u00eancia decorrer da natureza do contrato&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o mesmo entendimento, no sentido da necessidade de comportamento de acordo com um padr\u00e3o \u00e9tico de confian\u00e7a e de lealdade para concretiza\u00e7\u00e3o das leg\u00edtimas expectativas das partes negociantes, em todas as fases da contrata\u00e7\u00e3o, tem sido manifestado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, o qual ressalta que &#8220;segundo a boa-f\u00e9 objetiva, prevista de forma expressa no art. 422 do CC\/02, as partes devem comportar-se de acordo com um padr\u00e3o \u00e9tico de confian\u00e7a e de lealdade, de modo a permitir a concretiza\u00e7\u00e3o das leg\u00edtimas expectativas que justificaram a celebra\u00e7\u00e3o do pacto&#8221; de modo que &#8220;os deveres anexos, decorrentes da fun\u00e7\u00e3o integrativa da boa-f\u00e9 objetiva, resguardam as expectativas leg\u00edtimas de ambas as partes na rela\u00e7\u00e3o contratual, por interm\u00e9dio do cumprimento de um dever gen\u00e9rico de lealdade, que se manifesta especificamente, entre outros, no dever de informa\u00e7\u00e3o, que imp\u00f5e que o contratante seja alertado sobre fatos que a sua dilig\u00eancia ordin\u00e1ria n\u00e3o alcan\u00e7aria isoladamente (REsp n. 1.862.508\/SP, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, relatora para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 24\/11\/2020, DJe 18\/12\/2020).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a responsabilidade civil por ruptura abrupta de tratativas verificada na fase pr\u00e9-contratual para a aquisi\u00e7\u00e3o de invento, em decorr\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva e diante da leg\u00edtima expectativa criada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-c-ompra-de-palavras-chaves-referentes-a-marca-de-uma-empresa-concorrente-junto-ao-provedor-de-pesquisa-e-concorrencia-desleal\"><a>12.&nbsp; C<\/a>ompra de palavras-chaves referentes \u00e0 marca de uma empresa concorrente junto ao provedor de pesquisa e concorr\u00eancia desleal<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A compra de palavras-chaves referentes \u00e0 marca de uma empresa concorrente junto ao provedor de pesquisa, a fim de aparecer em destaque no resultado de an\u00fancios em buscas na internet se configura como ato de concorr\u00eancia desleal, dispensando a demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo concreto para que surja o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.096.417-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024, DJe 7\/3\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>GW Participa\u00e7\u00f5es ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Cleaner Artes e Google Brasil na qual alega que a primeira teria comprado palavras-chaves referentes \u00e0 marca de uma empresa concorrente junto ao provedor de pesquisa, a fim de aparecer em destaque no resultado de an\u00fancios em buscas na internet, o que configuraria a concorr\u00eancia desleal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, Cleaner alega a inexist\u00eancia de concorr\u00eancia desleal bem como a falta de comprova\u00e7\u00e3o de efetivo preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-concorrencia-desleal\"><a>12.2.1. Concorr\u00eancia desleal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A marca \u00e9 meio de distin\u00e7\u00e3o dos produtos e servi\u00e7os e n\u00e3o uma palavra gen\u00e9rica. Por essa raz\u00e3o, a compra de uma palavra-chave id\u00eantica \u00e0 marca de um concorrente do mesmo nicho comercial merece tratamento distinto da compra de uma palavra-chave abrangente que se relacione com o mercado em que o anunciante atua.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 195, III, da Lei de Propriedade Intelectual determina que comete crime de concorr\u00eancia desleal quem emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito pr\u00f3prio ou alheio, clientela de outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de marca como palavra-chave para direcionar o consumidor do produto ou servi\u00e7o para o link de seu concorrente configura-se como meio fraudulento para desvio de clientela, porquanto permite a concorr\u00eancia parasit\u00e1ria e a confus\u00e3o do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de links patrocinados, a confus\u00e3o ocorre, pois o consumidor possui a expectativa de que o provedor de pesquisa apresentar\u00e1 nas primeiras sugest\u00f5es o link da marca que procura, o que o leva a acessar o primeiro an\u00fancio que aparece. Considerando a vulnerabilidade acentuada sofrida no meio digital, caso o consumidor n\u00e3o esteja muito atento aos detalhes do site, \u00e9 poss\u00edvel a confus\u00e3o e o desvio de clientela.<\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de links patrocinados, em regra, caracteriza concorr\u00eancia desleal quando: (i) a ferramenta Google Ads \u00e9 utilizada para a compra de palavra-chave correspondente \u00e0 marca registrada ou a nome empresarial; (ii) o titular da marca ou do nome e o adquirente da palavra-chave atuam no mesmo ramo de neg\u00f3cio, e (iii) o uso da palavra-chave \u00e9 suscet\u00edvel de violar as fun\u00e7\u00f5es identificadora e de investimento da marca e do nome empresarial adquiridos como palavra-chave.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, se comprovada a concorr\u00eancia desleal por links patrocinados, a ordem judicial que busque cessar essa pr\u00e1tica deve determinar que a fornecedora dos servi\u00e7os publicit\u00e1rios se abstenha de usar o nome de determinada empresa como palavra-chave para destacar o site de sua concorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Registra-se que, na an\u00e1lise da responsabilidade civil dos provedores de internet por atos de concorr\u00eancia desleal no mercado de links patrocinados, n\u00e3o \u00e9 o conte\u00fado gerado no site patrocinado que origina o dever de indenizar, mas a forma que o provedor de pesquisa comercializa seus servi\u00e7os publicit\u00e1rios ao apresentar resultados de busca que fomentem a concorr\u00eancia parasit\u00e1ria e confundam o consumidor. Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o se aplica o art. 19 do Marco Civil da Internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o art. 209 da Lei de Propriedade Intelectual garante ao prejudicado por atos de viola\u00e7\u00e3o de direitos de propriedade industrial e atos de concorr\u00eancia desleal o direito de haver perdas e danos, mormente quando lesarem a reputa\u00e7\u00e3o ou os neg\u00f3cios, criarem confus\u00e3o entre estabelecimentos comerciais, industriais ou prestadores de servi\u00e7o, ou entre os produtos e servi\u00e7os postos no com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>o dano moral por uso indevido da marca \u00e9 afer\u00edvel &#8220;in re ipsa&#8221;, ou seja, sua configura\u00e7\u00e3o decorre da mera comprova\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de conduta il\u00edcita, revelando-se despicienda a demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos concretos ou a comprova\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria do efetivo abalo moral.<\/strong> Ainda, na hip\u00f3tese de concorr\u00eancia desleal, os danos materiais se presumem, tendo em vista o desvio de clientela e a confus\u00e3o entre as marcas, podendo ser apurados em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A compra de palavras-chaves referentes \u00e0 marca de uma empresa concorrente junto ao provedor de pesquisa, a fim de aparecer em destaque no resultado de an\u00fancios em buscas na internet se configura como ato de concorr\u00eancia desleal, dispensando a demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo concreto para que surja o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-regularidade-fiscal-e-momento-de-homologacao-do-plano-de-recuperacao-judicial\"><a>13.&nbsp; Regularidade fiscal e momento de homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o advento da Lei n. 14.112\/2020, somente ap\u00f3s a juntada da certid\u00e3o negativa ou comprova\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o ao parcelamento das d\u00edvidas fiscais, com a certid\u00e3o positiva com efeitos de negativa, \u00e9 que o juiz ir\u00e1 ou n\u00e3o homologar o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial aprovado em assembleia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.084.986-SP, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por maioria, julgado em 12\/3\/2024, DJe 26\/6\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A sociedade empres\u00e1ria Campi teve o seu plano de recupera\u00e7\u00e3o aprovado \u00e0 revelia da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o fiscal negativa, certid\u00e3o federal, porque o plano foi aprovado pela assembleia-geral de credores em 20\/01\/2021, em data anterior ao advento da Lei n. 14.112\/2020, que entrou em vigor em 23\/01\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, uma das credoras alega a invalidade da homologa\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da falta de apresenta\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o negativa ou comprova\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o ao parcelamento das d\u00edvidas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-pode-homologar-sem-a-certidao\"><a>13.2.1. Pode homologar sem a certid\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cuida a hip\u00f3tese de situa\u00e7\u00e3o em que a sociedade empres\u00e1ria teve o seu plano de recupera\u00e7\u00e3o &#8211; que \u00e9 um ato negocial entre credores do qual n\u00e3o participa a Fazenda P\u00fablica &#8211; aprovado \u00e0 revelia da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o fiscal negativa, certid\u00e3o federal, porque o plano foi aprovado pela assembleia-geral de credores em 20\/01\/2021, em data anterior ao advento da Lei n. 14.112\/2020, que entrou em vigor em 23\/01\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, <strong>o art. 10-A da Lei n. 10.522\/2002, com reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 3\u00ba da Lei n. 14.112\/2020, oferta para as sociedades empresariais em crise que pleitearem ou tiverem deferido o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial a possibilidade de parcelamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios federais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essas sociedades devem aderir ao parcelamento, sob pena de ficarem inviabilizadas na pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o, porque a recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 para sociedade empres\u00e1ria que apresente condi\u00e7\u00f5es de pagar suas obriga\u00e7\u00f5es dentro, naturalmente, daquilo que a lei estabelece como um favor para a sociedade em recupera\u00e7\u00e3o, as quais n\u00e3o ficam dispensadas do cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es, em bora de forma diferenciada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desse modo, h\u00e1 duas realidades paralelas que n\u00e3o se confundem, mas devem ser compatibilizadas. Uma \u00e9 o plano de recupera\u00e7\u00e3o, ato negocial dos credores privados com a sociedade em recupera\u00e7\u00e3o; a outra \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria entre a sociedade em recupera\u00e7\u00e3o e a Fazenda P\u00fablica. Essas realidades devem ser compatibilizadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o advento da Lei 14.112\/2020, j\u00e1 n\u00e3o se pode seguir ignorando, como antes vinha ocorrendo, a situa\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria entre a sociedade em recupera\u00e7\u00e3o e os Fiscos federal, estadual e municipal. Esses problemas t\u00eam de ser objeto de composi\u00e7\u00e3o. E a composi\u00e7\u00e3o \u00e9 estabelecida na Lei 10.522\/2002, em sua nova reda\u00e7\u00e3o, ao trazer previs\u00e3o espec\u00edfica quanto \u00e0 possibilidade de liquida\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos mediante parcelamento, com obten\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o positiva com efeitos de negativa, quando regulamentou o art. 68 da Lei 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, somente ap\u00f3s a juntada da certid\u00e3o negativa ou com a comprova\u00e7\u00e3o do parcelamento das d\u00edvidas fiscais e juntada da certid\u00e3o positiva com efeitos de negativa, \u00e9 que o juiz ir\u00e1 ou n\u00e3o homologar o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial aprovado em assembl\u00e9ia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-resultado-final\"><a>13.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com o advento da Lei n. 14.112\/2020, somente ap\u00f3s a juntada da certid\u00e3o negativa ou comprova\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o ao parcelamento das d\u00edvidas fiscais, com a certid\u00e3o positiva com efeitos de negativa, \u00e9 que o juiz ir\u00e1 ou n\u00e3o homologar o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial aprovado em assembleia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-restituicao-da-quantia-paga-por-um-produto-que-foi-utilizado-por-um-longo-periodo-depois-de-ter-sido-devidamente-reparado\"><a>14.&nbsp; Restitui\u00e7\u00e3o da <\/a>quantia paga por um produto que foi utilizado por um longo per\u00edodo depois de ter sido devidamente reparado<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O consumidor n\u00e3o pode requerer a restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga por um produto que foi utilizado por um longo per\u00edodo depois de ter sido devidamente reparado, mesmo que o conserto tenha ocorrido ap\u00f3s o esgotamento do prazo de 30 dias concedidos ao fornecedor pelo \u00a71\u00ba, do art. 18, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.103.427-GO, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para Ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em 18\/6\/2024, DJe 25\/6\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia adquiriu um ve\u00edculo Lada Dilux 0 KM diretamente da concession\u00e1ria. Ocorre que o ve\u00edculo apresentava s\u00e9rio problema de embreagem, que levou mais de 30 dias para ser arrumado.<\/p>\n\n\n\n<p>O rapaz esperou o carro ficar pronto, utilizando-o por <em>longo per\u00edodo ap\u00f3s o reparo<\/em> (acredite: anos!) e s\u00f3 ent\u00e3o resolveu ajuizar a\u00e7\u00e3o requerendo a substitui\u00e7\u00e3o do possante e ainda danos morais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-devida-a-restituicao\"><a>14.2.1. Devida a restitui\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em dizer se o conserto do produto ap\u00f3s o esgotamento do prazo de 30 dias concedidos ao fornecedor pelo \u00a71\u00ba, do art. 18, do CDC \u00e9 apto, por si s\u00f3, para afastar o direito do consumidor de exigir, alternativamente, a substitui\u00e7\u00e3o do produto, a restitui\u00e7\u00e3o imediata da quantia paga ou o abatimento proporcional do pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edtica Nacional das Rela\u00e7\u00f5es de Consumo tra\u00e7ada pelo CDC (art. 4\u00ba) busca proteger o consumidor, porque \u00e9 a parte vulner\u00e1vel na rela\u00e7\u00e3o de consumo. Para possibilitar uma harmonia entre os participantes dessa rela\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios nos quais se funda a ordem econ\u00f4mica (art. 170, da CF\/1988) devem ser observados sempre com base na boa-f\u00e9 e equil\u00edbrio nos v\u00ednculos entre consumidores e fornecedores (inciso III).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o c\u00f3digo consumerista responsabiliza os fornecedores pelos v\u00edcios de qualidade ou quantidade que os tornem os produtos impr\u00f3prios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou que lhes diminuam o valor (art. 18).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No caso, os v\u00edcios (ou defeitos) apresentados pelo carro foram devidamente reparados, voltando a estar em condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e adequadas para o uso, tanto que o consumidor continuou utilizando o referido bem.<\/strong> Dessa forma, n\u00e3o faz sentido a pretens\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o do contrato, com restitui\u00e7\u00e3o do valor do bem, mais ainda se considerado que ele foi usado por anos &#8211; o reparo ocorreu h\u00e1 cerca de 4 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa de resolu\u00e7\u00e3o com restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga s\u00f3 deve ser cab\u00edvel se &#8220;imediata&#8221;, isto \u00e9, logo em seguida a verifica\u00e7\u00e3o de que o produto se mostrou, ou continua, impr\u00f3prio para os fins a que se destina. N\u00e3o pode haver uma delibera\u00e7\u00e3o de efeito retardado, ou seja, depois de passado anos da corre\u00e7\u00e3o dos v\u00edcios ou defeitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel que o consumidor que enfrenta apenas alguns problemas possa simplesmente desistir do contrato e exigir seu dinheiro de volta. A rescis\u00e3o deve ser medida EXTREMA, quando se mostre invi\u00e1vel uma assist\u00eancia t\u00e9cnica de forma eficaz, efetiva e eficiente.<\/strong> A pretens\u00e3o deduzida resulta n\u00edtido abuso de direito, uma vez que, apesar de ter aceitado os consertos e continuado a usar ve\u00edculo, o consumidor pretende a tudo ignorar e requerer seu dinheiro de volta. Tal conduta n\u00e3o se assenta na boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-resultado-final\"><a>14.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O consumidor n\u00e3o pode requerer a restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga por um produto que foi utilizado por um longo per\u00edodo depois de ter sido devidamente reparado, mesmo que o conserto tenha ocorrido ap\u00f3s o esgotamento do prazo de 30 dias concedidos ao fornecedor pelo \u00a71\u00ba, do art. 18, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-admissibilidade-da-desistencia-arbitraria-do-contrato-pelo-fornecedor-sob-o-argumento-de-que-seria-licita-a-exigencia-de-complementacao-do-preco-pago-pelo-bem-em-razao-dos-riscos-inerentes-a-variacao-cambial-e-ao-advento-da-pandemia-de-covid-19\"><a>15.&nbsp; Admissibilidade da <\/a>desist\u00eancia arbitr\u00e1ria do contrato pelo fornecedor, sob o argumento de que seria l\u00edcita a exig\u00eancia de complementa\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o pago pelo bem em raz\u00e3o dos riscos inerentes \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial e ao advento da pandemia de Covid-19.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se admite, considerando sua vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta, a desist\u00eancia arbitr\u00e1ria do contrato pelo fornecedor, sob o argumento de que seria l\u00edcita a exig\u00eancia de complementa\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o pago pelo bem em raz\u00e3o dos riscos inerentes \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial e ao advento da pandemia de Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.103.156-DF, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 18\/3\/2024.(Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton pagou por ve\u00edculo novo (zero quil\u00f4metro) no ano de 2020. Ap\u00f3s receber o valor, a concession\u00e1ria surpreendentemente disse a Creiton que n\u00e3o tinha dispon\u00edvel qualquer autom\u00f3vel zero quil\u00f4metro 2020 naquele momento. Requereu a complementa\u00e7\u00e3o do valor para entrega de um ve\u00edculo 2021. Indignado, Creiton se recusou a pagar a significativa diferen\u00e7a de valores requerida, diante da atualiza\u00e7\u00e3o e aumento de valor em raz\u00e3o da Covid-19. Diante da recusa do rapaz em \u201crenegociar\u201d, a concession\u00e1ria quis desfazer o neg\u00f3cio&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-o-fornecedor-pode-desistir-do-negocio\"><a>15.2.1. O fornecedor pode desistir do neg\u00f3cio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 exist\u00eancia de responsabilidade da concession\u00e1ria\/vendedora e da montadora\/fabricante pela n\u00e3o entrega de ve\u00edculo adquirido pelo autor, e pelos supostos danos decorrentes da inadimpl\u00eancia contratual, na hip\u00f3tese em que o consumidor se recusa a pagar valor complementar em raz\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do autom\u00f3vel por conta da varia\u00e7\u00e3o cambial e ao advento da pandemia de Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem compreendeu que os riscos inerentes \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial e ao advento da pandemia de covid-19 n\u00e3o poderiam ser suportados pelo consumidor, haja vista serem intercorr\u00eancias da atividade empresarial do fornecedor e, por isso, n\u00e3o seria l\u00edcita a exig\u00eancia de complementa\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o pago pelo bem. Apesar disto, entendeu v\u00e1lida a desist\u00eancia volunt\u00e1ria e unilateral efetuada pelo fornecedor, mesmo que a raz\u00e3o principal para tanto tenham sido os eventos (riscos) mencionados. Assim, na pr\u00e1tica, fez recair sobre o consumidor os imprevistos, tendo em vista o n\u00e3o recebimento do bem e o fato do valor restitu\u00eddo somado a perdas e danos n\u00e3o serem aptos \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo similar ao ent\u00e3o oportunamente adquirido.<\/p>\n\n\n\n<p>Disp\u00f5e o art. 35 do CDC, que <strong>o fornecedor \u00e9 obrigado a cumprir sua oferta e o consumidor poder\u00e1, alternativamente, \u00e0 sua livre escolha: (i) exigir o cumprimento for\u00e7ado da obriga\u00e7\u00e3o, nos termos da oferta, apresenta\u00e7\u00e3o ou publicidade; (ii) aceitar outro produto ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o equivalente; ou, (iii) rescindir o contrato, com direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos<\/strong>. Ainda, o art. 54, \u00a7 2\u00ba, do CDC disp\u00f5e que as cl\u00e1usulas resolut\u00f3rias nos contratos de ades\u00e3o dever\u00e3o permitir alternativas, cabendo a escolha ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Resta claro que o sistema jur\u00eddico de defesa do consumidor, nos casos de v\u00edcios quanto ao adimplemento de obriga\u00e7\u00f5es, confere a este o direito de escolher a alternativa que melhor supre as suas necessidades e, portanto, n\u00e3o \u00e9 adequada a leitura de cl\u00e1usula contratual permitindo rescis\u00e3o unilateral e arbitr\u00e1ria por parte do fornecedor sem que tenha sido proporcionada op\u00e7\u00e3o pelo comprador. E, principalmente, viola o art. 35 do CDC a aplica\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula, em contrato de ades\u00e3o, que, na pr\u00e1tica, libera o vendedor de cumprir a sua oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>As peculiaridades do caso, portanto, afastam a possibilidade de desist\u00eancia unilateral (arbitr\u00e1ria) da aven\u00e7a pelo fornecedor (concession\u00e1ria), porque tal circunst\u00e2ncia imporia ao consumidor riscos inerentes ao empreendimento, que devem ser por ele suportados. Ademais, n\u00e3o se pode invocar o princ\u00edpio da autonomia da vontade das partes com o prop\u00f3sito de se atingirem determinadas finalidades inadmitidas pelo ordenamento jur\u00eddico. Note-se que entendimento deste STJ \u00e9 firme no sentido de que a oferta vincula o fornecedor, devendo esta ser cumprida nos seus termos, sendo, ainda, a convers\u00e3o em perdas e danos a ultima ratio.<\/p>\n\n\n\n<p>A tutela espec\u00edfica prevalece nas obriga\u00e7\u00f5es de fazer no bojo das rela\u00e7\u00f5es consumeristas, apresentando-se a convers\u00e3o em perdas e danos como subsidi\u00e1ria, quando n\u00e3o haja a possibilidade do mencionado cumprimento nem provimento equivalente. O art. 84 do CDC \u00e9 claro ao estabelecer a prefer\u00eancia pela concess\u00e3o de tutela espec\u00edfica pretendida pelo consumidor e, nos casos de n\u00e3o serem vi\u00e1veis, a determina\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias que assegurem o resultado pr\u00e1tico equivalente ao do adimplemento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o consumidor adquiriu ve\u00edculo novo (zero quil\u00f4metro) no ano de 2020, contudo n\u00e3o o recebeu, em virtude do inadimplemento da concession\u00e1ria. N\u00e3o se pode afastar a concess\u00e3o da tutela espec\u00edfica ou equivalente sob o argumento de impossibilidade, pela inexist\u00eancia de autom\u00f3veis do ano de 2020 zero quil\u00f4metro, precipuamente porque tal situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu por culpa do cliente, mas sim da recalcitr\u00e2ncia da concession\u00e1ria. Ademais, eventual varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o deve ser suportada pelo fornecedor na medida que a mora\/des\u00eddia no cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 a ele imposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, a fim de se conceder tutela equivalente \u00e0 pretendida, dever\u00e1 ser entregue ve\u00edculo zero quil\u00f4metro do ano corrente ao adimplemento da obriga\u00e7\u00e3o, da mesma marca e modelo do adquirido. Frise-se que a entrega de ve\u00edculo fabricado em ano posterior ao pedido na exordial n\u00e3o enseja supress\u00e3o de inst\u00e2ncia, nem decis\u00e3o extra petita, tendo em vista configurar-se tutela equivalente \u00e0 inicialmente requerida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-resultado-final\"><a>15.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se admite, considerando sua vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta, a desist\u00eancia arbitr\u00e1ria do contrato pelo fornecedor, sob o argumento de que seria l\u00edcita a exig\u00eancia de complementa\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o pago pelo bem em raz\u00e3o dos riscos inerentes \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial e ao advento da pandemia de Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-da-crianca-e-do-adolescente\"><a>DIREITO DA CRIAN\u00c7A E DO ADOLESCENTE<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-criterios-para-decisao-entre-acolhimento-em-abrigo-institucional-em-detrimento-do-precedente-acolhimento-familiar\"><a>16.&nbsp; Crit\u00e9rios para decis\u00e3o entre <\/a>acolhimento em abrigo institucional em detrimento do precedente acolhimento familiar<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 do melhor interesse da crian\u00e7a e do adolescente o acolhimento em abrigo institucional em detrimento do precedente acolhimento familiar, ressalvadas as hip\u00f3teses em que o abrigo institucional imediato revela-se necess\u00e1rio para evitar a forma\u00e7\u00e3o de la\u00e7os afetivos entre a crian\u00e7a e os guardi\u00e3es em conjuntura de poss\u00edvel ado\u00e7\u00e3o irregular, ou ainda quando houver risco concreto \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica do infante.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024 (Ed. Ext. STJ n\u00ba 20)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um processo de ado\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo determinou o acolhimento em abrigo institucional em detrimento do acolhimento familiar. A fam\u00edlia acolhedora interp\u00f4s recurso no qual alega que tal decis\u00e3o n\u00e3o corresponderia ao melhor interesse da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-como-faz\"><a>16.2.1. Como faz?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Deve ser observado o MELHOR INTERESSE DA CRIAN\u00c7A!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia versa acerca de determina\u00e7\u00e3o judicial para acolhimento institucional de crian\u00e7a em raz\u00e3o de suspeita de ado\u00e7\u00e3o inoficiosa, irregular e motivada pelo comportamento de seus guardi\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ocorre que, no exame de demandas envolvendo interesses de crian\u00e7as e adolescentes, deve ser eleita solu\u00e7\u00e3o da qual resulte maior conforma\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios norteadores do Direito Infantojuvenil, notadamente a prote\u00e7\u00e3o integral e o melhor interesse, derivados da prioridade absoluta apregoada pelo art. 227, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>: &#8220;art. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob o influxo da Lei Fundamental, a legisla\u00e7\u00e3o que rege a mat\u00e9ria orienta a aplica\u00e7\u00e3o das medidas protetivas de menores com enfoque em seu interesse superior, amparo integral e priorit\u00e1rio, bem assim a predile\u00e7\u00e3o por alternativas que visem ao fortalecimento dos v\u00ednculos familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, n\u00e3o \u00e9 do melhor interesse da crian\u00e7a e do adolescente o acolhimento tempor\u00e1rio em abrigo institucional em detrimento do familiar, ressalvadas as hip\u00f3teses em que o abrigo institucional imediato revela-se necess\u00e1rio para evitar a forma\u00e7\u00e3o de la\u00e7os afetivos entre a crian\u00e7a e os guardi\u00e3es em conjuntura de poss\u00edvel ado\u00e7\u00e3o irregular, ou ainda quando houver risco concreto \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica do infante.<\/p>\n\n\n\n<p>Inexistindo elementos que indiquem que a crian\u00e7a esteja exposta a risco \u00e0 integridade f\u00edsica ou psicol\u00f3gica na companhia de seus cuidadores, a mera suspeita de ado\u00e7\u00e3o inoficiosa n\u00e3o \u00e9 suficiente para se impor medida t\u00e3o grave, que se distancia do melhor interesse do menor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-resultado-final\"><a>16.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 do melhor interesse da crian\u00e7a e do adolescente o acolhimento em abrigo institucional em detrimento do precedente acolhimento familiar, ressalvadas as hip\u00f3teses em que o abrigo institucional imediato revela-se necess\u00e1rio para evitar a forma\u00e7\u00e3o de la\u00e7os afetivos entre a crian\u00e7a e os guardi\u00e3es em conjuntura de poss\u00edvel ado\u00e7\u00e3o irregular, ou ainda quando houver risco concreto \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica do infante.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-8f99a878-a747-4578-b0e9-60ba4824b18f\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/08\/07010112\/stj-informativo-ed-ext-20-pt2.pdf\">stj-informativo-ed-ext-20-pt2<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/08\/07010112\/stj-informativo-ed-ext-20-pt2.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-8f99a878-a747-4578-b0e9-60ba4824b18f\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 2)\u00a0COMENTADO. Vamo que vamo! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO INTERNACIONAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos da validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NA HOMOLOGA\u00c7\u00c3O DE DECIS\u00c3O ESTRANGEIRA A validade da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1441105","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 2)\u00a0COMENTADO. Vamo que vamo! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO INTERNACIONAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos da validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NA HOMOLOGA\u00c7\u00c3O DE DECIS\u00c3O ESTRANGEIRA A validade da [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-08-07T04:01:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-08-07T04:01:36+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"55 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2\",\"datePublished\":\"2024-08-07T04:01:34+00:00\",\"dateModified\":\"2024-08-07T04:01:36+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\"},\"wordCount\":10931,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2024\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\",\"name\":\"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-08-07T04:01:34+00:00\",\"dateModified\":\"2024-08-07T04:01:36+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2","og_description":"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 20 (Parte 2)\u00a0COMENTADO. Vamo que vamo! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO INTERNACIONAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos da validade da cita\u00e7\u00e3o para responder ao processo judicial que tramitou em pa\u00eds estrangeiro AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NA HOMOLOGA\u00c7\u00c3O DE DECIS\u00c3O ESTRANGEIRA A validade da [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2024-08-07T04:01:34+00:00","article_modified_time":"2024-08-07T04:01:36+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"55 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2","datePublished":"2024-08-07T04:01:34+00:00","dateModified":"2024-08-07T04:01:36+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/"},"wordCount":10931,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#respond"]}],"copyrightYear":"2024","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/","name":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2024-08-07T04:01:34+00:00","dateModified":"2024-08-07T04:01:36+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-20-parte-2\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 20 Parte 2"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1441105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1441105"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1441105\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1441127,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1441105\/revisions\/1441127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1441105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1441105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1441105"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1441105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}