{"id":1436981,"date":"2024-07-30T08:27:44","date_gmt":"2024-07-30T11:27:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1436981"},"modified":"2024-07-30T08:27:46","modified_gmt":"2024-07-30T11:27:46","slug":"informativo-stj-ed-extraordinaria-19-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-19-parte-1\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 19 Parte 1"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 19 (Parte 1)\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Vamo que vamo!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/30082731\/stj-info-stj-ed-ext-19-pt1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_qeoCNSHdmq0\"><div id=\"lyte_qeoCNSHdmq0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/qeoCNSHdmq0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/qeoCNSHdmq0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/qeoCNSHdmq0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-penalidade-administrativo-e-criterio-temporal\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penalidade administrativo e crit\u00e9rio temporal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A penalidade administrativa deve se basear pelo princ\u00edpio do tempus regit actum, salvo se houver previs\u00e3o expressa de retroatividade da lei mais ben\u00e9fica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.103.140-ES, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024, DJe 18\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Rubens Transportes foi autuado pela infra\u00e7\u00e3o prevista no art. 36, I, da ent\u00e3o vigente Resolu\u00e7\u00e3o ANTT n. 4.799\/2015, a qual impunha multa de R$ 5 mil. Posteriormente, a Resolu\u00e7\u00e3o ANTT n. 5.847\/2019 reduziu a multa pela referida penalidade para R$ 550. A transportadora ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual contesta a cobran\u00e7a do valor inicial e defende a retroatividade da norma mais ben\u00e9fica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/88:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXXVI &#8211; a lei n\u00e3o prejudicar\u00e1 o direito adquirido, o ato jur\u00eddico perfeito e a coisa julgada<\/p>\n\n\n\n<p>XL &#8211; a lei penal n\u00e3o retroagir\u00e1, salvo para beneficiar o r\u00e9u;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-aplica-se-o-tempus-regit-actum\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se o <em>tempus regit actum<\/em>?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se n\u00e3o houver previs\u00e3o expressa de retroatividade da lei mais ben\u00e9fica, yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia tem origem na discuss\u00e3o sobre a extens\u00e3o que deve ser dada \u00e0s normas constitucionais, estampadas no art. 5\u00ba, XXXVI e XL, de que a lei n\u00e3o prejudicar\u00e1 o direito adquirido, o ato jur\u00eddico perfeito e a coisa julgada (refletidas tamb\u00e9m na Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro) e que a lei penal n\u00e3o retroagir\u00e1, salvo para beneficiar o r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;seguiu o entendimento de que o ato normativo posterior mais ben\u00e9fico \u00e9 aplic\u00e1vel no Direito Administrativo Sancionador e aplicou retroativamente valor reduzido da pena de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a jurisprud\u00eancia da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a &#8211; STJ admite a possibilidade de retroa\u00e7\u00e3o de lei mais ben\u00e9fica nos casos que envolve penalidades administrativas, por compreender que o art. 5\u00ba, XL, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica traria princ\u00edpio geral de Direito Sancionat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, no julgamento do Tema n. 1199, <strong>o Supremo Tribunal Federal &#8211; STF apontou a necessidade de interpreta\u00e7\u00e3o conjunta dos incisos XL e XXXVI, do art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, devendo existir disposi\u00e7\u00e3o expressa na legisla\u00e7\u00e3o para se afastar o princ\u00edpio do&nbsp;<em>tempus regit actum<\/em>, porque a norma constitucional que estabelece a retroatividade da lei penal mais ben\u00e9fica est\u00e1 diretamente vinculada ao princ\u00edpio do favor&nbsp;<em>libertatis<\/em>, peculiaridade inexistente no Direito Administrativo Sancionador.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tal entendimento, inclusive por se tratar de precedente obrigat\u00f3rio, j\u00e1 vem sendo aplicado pelo STJ quanto aos processos envolvendo as demandas relacionadas a improbidade administrativa, ali\u00e1s, com interpreta\u00e7\u00e3o restritiva quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o retroativa da Lei n. 14.230\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, n\u00e3o se mostra coerente (com o entendimento do STF) que se aplique o postulado da retroatividade de lei mais ben\u00e9fica aos casos em que se discute a mera redu\u00e7\u00e3o do valor de multa administrativa (portanto, muito mais brandos) e, por outro lado, deixe-se de aplicar o referido princ\u00edpio \u00e0s demandas de improbidade administrativa, cuja san\u00e7\u00e3o \u00e9 seguramente muito mais grave, com consequ\u00eancia que chegam a se equiparar \u00e0s do Direito Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante lembrar que, em conson\u00e2ncia com o art. 5\u00ba, XXXVI da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, o art. 6\u00ba da LINDB disp\u00f5e que &#8220;a Lei em vigor ter\u00e1 efeito imediato e geral, respeitados o ato jur\u00eddico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada&#8221;, esclarecendo em seu \u00a7 1\u00ba que &#8220;reputa-se ato jur\u00eddico perfeito o j\u00e1 consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou&#8221;. Assim, a penalidade aplicada conforme o ato normativo vigente \u00e0 \u00e9poca da infra\u00e7\u00e3o constitui ato jur\u00eddico perfeito, n\u00e3o tendo, inclusive, eventual e posterior discuss\u00e3o na esfera judicial o cond\u00e3o de afastar a perfei\u00e7\u00e3o daquele ato, consubstanciada na esfera administrativa, com o encerramento de seu ciclo de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, considerando os crit\u00e9rios delineados pelo STF, a rigor, a penalidade administrativa deve se basear pelo princ\u00edpio do&nbsp;<em>tempus<\/em>&nbsp;<em>regit actum<\/em>, salvo se houver previs\u00e3o autorizativa de aplica\u00e7\u00e3o do normativo mais ben\u00e9fico posterior \u00e0s condutas pret\u00e9ritas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A penalidade administrativa deve se basear pelo princ\u00edpio do tempus regit actum, salvo se houver previs\u00e3o expressa de retroatividade da lei mais ben\u00e9fica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-cumulacao-da-condenacao-judicial-por-danos-morais-coletivos-com-as-sancoes-administrativas-fixadas-em-desfavor-do-agente-infrator-que-celebra-acordo-de-leniencia-com-o-cade\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da <\/a>cumula\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o judicial por danos morais coletivos com as san\u00e7\u00f5es administrativas fixadas em desfavor do agente infrator que celebra acordo de leni\u00eancia com o CADE<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o judicial por danos morais coletivos com as san\u00e7\u00f5es administrativas fixadas em desfavor do agente infrator que celebra acordo de leni\u00eancia com o CADE.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.013.053-DF, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por maioria, julgado em 20\/2\/2024, DJe 7\/5\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Simens S.A. foi condenada ao pagamento de danos morais coletivos em demanda judicial. Ocorre que a empresa j\u00e1 havia sido multada e sancionada administrativamente em raz\u00e3o da mesma conduta, com acordo de leni\u00eancia j\u00e1 firmado com o CADE.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o judicial, a empresa sustenta a impossibilidade de cumula\u00e7\u00e3o das penas, que segundo ela levaria \u00e0 ocorr\u00eancia de bis in idem e desproporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-cumulacao\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se a condena\u00e7\u00e3o judicial por danos morais coletivos, em demanda c\u00edvel, configura&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;com as san\u00e7\u00f5es administrativas aplicadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica &#8211; CADE, em virtude da celebra\u00e7\u00e3o de acordo de leni\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abstrato, <strong>embora a multa administrativa aplicada pelo CADE, na forma da Lei n. 12.529\/2011, tenha fun\u00e7\u00e3o punitiva\/repressiva, aproximando-se, neste aspecto, do vi\u00e9s \u00ednsito \u00e0 condena\u00e7\u00e3o pelo pagamento do dano moral coletivo, n\u00e3o h\u00e1 coincid\u00eancia total entre os fundamentos jur\u00eddicos que amparam os institutos, pelo que inexiste, necessariamente,&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;na aplica\u00e7\u00e3o de ambas as san\u00e7\u00f5es (a multa administrativa e o dano moral coletivo).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira (a multa) \u00e9 restrita ao \u00e2mbito de atua\u00e7\u00e3o do CADE, pode ser aplicada at\u00e9 como forma de prevenir infra\u00e7\u00f5es \u00e0 ordem econ\u00f4mica (isto \u00e9, prescinde do dano em si) e ostenta balizas pr\u00f3prias (valor m\u00e1ximo e m\u00ednimo, base de c\u00e1lculo e dosimetria particulares, etc. &#8211; arts. 36 a 45 da Lei n. 12.529\/2011); a segunda san\u00e7\u00e3o (o dano moral coletivo), por sua vez, \u00e9 aplicada no \u00e2mbito judicial, reclama o efetivo dano a valores fundamentais da sociedade e \u00e9 liquidada pelo \u00f3rg\u00e3o julgador por meio de par\u00e2metros distintos (extens\u00e3o do dano; conduta e condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do ofensor; proporcionalidade; emprego do m\u00e9todo bif\u00e1sico).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que, embora n\u00e3o exista essa coincid\u00eancia em tese entre as san\u00e7\u00f5es (administrativa e c\u00edvel), seria poss\u00edvel imaginar que o acordo de leni\u00eancia abarcasse (ou alcan\u00e7asse como resultado) a repara\u00e7\u00e3o integral do dano, hip\u00f3tese em que, se fosse admitida, em paralelo, a persecu\u00e7\u00e3o civil do dano moral coletivo, poderia realmente haver viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio acima citado (<em>non bis in idem<\/em>) e ainda do da boa-f\u00e9 e da seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que, na esp\u00e9cie, em raz\u00e3o da S\u00famula 7 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel revisitar o conte\u00fado do acordo de leni\u00eancia, provid\u00eancia indispens\u00e1vel para se concluir haver, no caso concreto, a condi\u00e7\u00e3o mencionada no par\u00e1grafo anterior. Nem \u00e9 poss\u00edvel concluir, s\u00f3 pela exegese da lei em abstrato, que o fim buscado com a persegui\u00e7\u00e3o do dano moral coletivo (repara\u00e7\u00e3o da les\u00e3o \u00e0 coletividade) foi de alguma forma alcan\u00e7ado com a entabula\u00e7\u00e3o do acordo de leni\u00eancia em exame, pois este \u00faltimo foi firmado na forma da Lei n. 12.529\/2011, que prescinde da repara\u00e7\u00e3o do dano para sua assinatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, quanto as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 14.470\/2022, o diploma n\u00e3o excluiu a possibilidade de se perseguir o dano moral coletivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele favorecido pelo acordo de leni\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, porque o legislador, podendo, n\u00e3o previu expressamente como efeito do acordo a obten\u00e7\u00e3o de imunidade civil (total ou parcial). Observe-se que a (nova) lei garantiu uma s\u00e9rie de benef\u00edcios a quem tenha celebrado o acordo de leni\u00eancia, como o ressarcimento simples no lugar do em dobro (art. 47, \u00a7 2\u00ba) e a exclus\u00e3o da responsabilidade solid\u00e1ria (art. 47, \u00a7 3\u00ba). Isto \u00e9, quando quis, o legislador foi expresso ao estabelecer os benef\u00edcios autom\u00e1ticos decorrentes da entabula\u00e7\u00e3o do acordo de leni\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, porque a previs\u00e3o do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 47 da Lei n. 12.529\/2011 n\u00e3o pode ser considerada como indicativo de que contra o beneficiado com o acordo de leni\u00eancia apenas o dano material poderia ser buscado para tutelar os interesses individuais ou individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<p>A uma, porque o referido dispositivo (art. 47,<em>&nbsp;caput<\/em>) n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com as situa\u00e7\u00f5es em que tenha sido ou n\u00e3o firmado qualquer acordo de leni\u00eancia nem estabelece efeitos quanto a elas, mas serve apenas para refor\u00e7ar a possibilidade em geral de defesa particular dos interesses individuais (<em>private enforcement<\/em>), independentemente da exist\u00eancia ou do resultado de processo administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A duas, porquanto o dispositivo ainda convive de maneira harm\u00f4nica com o art. 1\u00ba, IV e V, da Lei n. 7.347\/1985 (Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica), a qual continua a autorizar expressamente o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de responsabilidade por dano moral causado a qualquer interesse difuso ou coletivo ou por infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica, como no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, ao se permitir a possibilidade de cumula\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos com as san\u00e7\u00f5es administrativas fixadas em desfavor do agente infrator que celebra acordo de leni\u00eancia com o CADE, n\u00e3o se esvazia o programa de leni\u00eancia, j\u00e1 que este preserva v\u00e1rios outros benef\u00edcios (afasta ou mitiga a puni\u00e7\u00e3o administrativa, garante a repara\u00e7\u00e3o simples, e n\u00e3o em dobro, exclui a responsabilidade solid\u00e1ria, pode implicar o impedimento de oferecimento de den\u00fancia no \u00e2mbito criminal ou a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o judicial por danos morais coletivos com as san\u00e7\u00f5es administrativas fixadas em desfavor do agente infrator que celebra acordo de leni\u00eancia com o CADE.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-da-responsabilidade-civil-pela-perda-de-uma-chance-no-caso-de-atuacao-dos-profissionais-medicos-que-nao-observam-orientacao-do-ministerio-da-saude-retirando-do-paciente-uma-chance-concreta-e-real-de-ter-um-diagnostico-correto\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade da <\/a>responsabilidade civil pela perda de uma chance no caso de atua\u00e7\u00e3o dos profissionais m\u00e9dicos que n\u00e3o observam orienta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, retirando do paciente uma chance concreta e real de ter um diagn\u00f3stico correto<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aplica-se a responsabilidade civil pela perda de uma chance no caso de atua\u00e7\u00e3o dos profissionais m\u00e9dicos que n\u00e3o observam orienta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, retirando do paciente uma chance concreta e real de ter um diagn\u00f3stico correto e de al\u00e7ar as consequ\u00eancias normais que dele se poderia esperar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.985.977-DF, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de caso em que o beb\u00ea nasceu prematuro (29 semanas) e permaneceu internado na UTI neonatal, diante da gravidade de sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. J\u00e1 com nove meses de vida, precisou de atendimento m\u00e9dico de emerg\u00eancia. Os pais o levaram para a Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA), mas o infante n\u00e3o foi internado \u2014 apenas lhe foi prescrito medicamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o beb\u00ea continuou a apresentar sintomas graves, os pais retornaram ao hospital. A equipe m\u00e9dica diagnosticou o caso como pneumonia bacteriana, prescreveu antibi\u00f3tico e concedeu alta. Na resid\u00eancia da fam\u00edlia, o beb\u00ea faleceu durante madrugada.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformados, os pais ajuizaram a\u00e7\u00e3o em face do Distrito Federal, alegando danos que lhes foram causados em decorr\u00eancia da falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade, haja vista a morte de beb\u00ea prematuro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-aplicavel-a-teoria-da-perda-de-uma-chance\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel a teoria da perda de uma chance?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sem d\u00favidas!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria em face de ente p\u00fablico, alegando danos que lhes foram causados em decorr\u00eancia da falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade, haja vista a morte de beb\u00ea prematuro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte estadual, embora pontuando expressamente que a equipe m\u00e9dica n\u00e3o seguiu a orienta\u00e7\u00e3o de interna\u00e7\u00e3o, emanada do Minist\u00e9rio de Sa\u00fade para crian\u00e7as com diagn\u00f3stico de pneumonia e com hist\u00f3rico de doen\u00e7a de base debilitante (como no caso, crian\u00e7a prematura de 29 semanas e que possu\u00eda displasia broncopulmonar), culminou por reformar a senten\u00e7a de proced\u00eancia do pleito, sob o entendimento de n\u00e3o ter havido comprova\u00e7\u00e3o de falha no servi\u00e7o ou nexo de causalidade entre as condutas empregadas no atendimento m\u00e9dico e a morte da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, tal entendimento n\u00e3o se coaduna com a disposi\u00e7\u00e3o do art. 373, \u00a7 1\u00ba, do CPC, pois, inequivocamente, a situa\u00e7\u00e3o se amolda \u00e0 hipossufici\u00eancia probat\u00f3ria de que trata o referido dispositivo de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma, no \u00e2mbito do AREsp n. 1.723.285\/DF, de relatoria do Ministro S\u00e9rgio Kukina, j\u00e1 havia conclu\u00eddo pela possibilidade de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova em raz\u00e3o da hipossufici\u00eancia da parte autora: &#8220;\u00e9 cab\u00edvel invers\u00e3o do \u00f4nus da prova nas a\u00e7\u00f5es que tratam de responsabilidade civil por erro m\u00e9dico, quando configurada situa\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica da parte autora&#8221;. (AgInt no AREsp n. 1.723.285\/DF, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 23\/2\/2021, DJe 26\/2\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ente p\u00fablico possu\u00eda o dever de comprovar que a morte do beb\u00ea n\u00e3o seria fruto da aus\u00eancia de interna\u00e7\u00e3o no momento em que se detectou a pneumonia bacteriana, especialmente quando considerada a orienta\u00e7\u00e3o assentada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong> sobre a necessidade de interna\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as portadoras de doen\u00e7a de base debilitante (displasia broncopulmonar), perfil no qual se encaixava o pequeno paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na teoria da perda de uma chance, se o infante, diagnosticado com pneumonia bacteriana pela equipe m\u00e9dica, tivesse sido oportunamente internado na unidade hospitalar, sua morte poderia ter sido evitada, acaso providenciado o monitoramento m\u00e9dico de que necessitava em raz\u00e3o de sua grave condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito da mencionada teoria, no \u00e2mbito da responsabilidade civil por erro na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dico-hospitalares, vale destacar a seguinte li\u00e7\u00e3o: &#8220;embora n\u00e3o haja a prova do nexo causal entre a a\u00e7\u00e3o e o dano, o defeito na a\u00e7\u00e3o m\u00e9dica reduziu as &#8220;expectativas (cura, melhores condi\u00e7\u00f5es de sobrevida, tratamento menos doloroso etc.), a responsabilidade \u00e9 pela perda dessa oportunidade, a ser indenizada segundo o regime da perda da chance&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Aplica-se a responsabilidade civil pela perda de uma chance no caso de atua\u00e7\u00e3o dos profissionais m\u00e9dicos que n\u00e3o observam orienta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, retirando do paciente uma chance concreta e real de ter um diagn\u00f3stico correto e de al\u00e7ar as consequ\u00eancias normais que dele se poderia esperar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-e-xercicio-eventual-de-substituicao-de-titular-de-cargo-comissionado-por-servidora-gestante-e-direito-a-retribuicao-pecuniaria\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E<\/a>xerc\u00edcio eventual de substitui\u00e7\u00e3o de titular de cargo comissionado por servidora gestante e direito \u00e0 retribui\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio eventual de substitui\u00e7\u00e3o de titular de cargo comissionado por servidora gestante confere-lhe somente o direito \u00e0 retribui\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria correspondente e proporcional aos dias em que tenha efetivamente realizado a substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 65.059-MT, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024, DJe 6\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina impetrou mandado de seguran\u00e7a contra o Conselho da Magistratura do TJMT e o Estado de Mato Grosso objetivando o recebimento de vantagem pessoal do cargo de Assessor T\u00e9cnico-Jur\u00eddico, decorrente da estabilidade gestacional e os direitos a esta inerentes, tendo em vista que, \u00e0 \u00e9poca do pedido de licen\u00e7a-maternidade, exercia o cargo comissionado (por designa\u00e7\u00e3o por cinco meses). Pretendia o direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o integral dos vencimentos relativa \u00e0 designa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o quinto m\u00eas subsequente ao nascimento de sua filha. A ordem foi denegada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, Crementina sustenta que a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria da gestante n\u00e3o est\u00e1 condicionada \u00e0 natureza do v\u00ednculo com a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, tampouco \u00e0 modalidade de extin\u00e7\u00e3o desse mesmo v\u00ednculo, e assevera ser irrelevante, para fins de prote\u00e7\u00e3o de direito de \u00edndole constitucional, que a gestante seja titular do cargo em comiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-leva-tudo-ou-nada\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leva tudo ou nada<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Leva apenas os dias efetivamente substitu\u00eddos!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE n. 842.844 RG\/SC (Tema n. 542\/STF), fixou a seguinte tese: &#8220;A trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licen\u00e7a-maternidade e \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria, independentemente do regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comiss\u00e3o ou seja contratada por tempo determinado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, o que se busca n\u00e3o \u00e9 a estabilidade gestacional, garantida constitucionalmente, mas especificamente se h\u00e1 direito l\u00edquido e certo \u00e0 servidora \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o adicional, al\u00e9m da remunera\u00e7\u00e3o como ocupante de cargo efetivo, percebida unicamente em decorr\u00eancia do exerc\u00edcio tempor\u00e1rio, provis\u00f3rio e prec\u00e1rio da eventual substitui\u00e7\u00e3o da titular do cargo em comiss\u00e3o, tamb\u00e9m gestante e em gozo de licen\u00e7a-gestante.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o, portanto, acerca do regime jur\u00eddico, mas da natureza da retribui\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria pelo exerc\u00edcio, em substitui\u00e7\u00e3o, de cargo comissionado, por conta da exist\u00eancia de alguma hip\u00f3tese de afastamento de seu titular, como no caso de licen\u00e7a-maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o exerc\u00edcio eventual de substitui\u00e7\u00e3o de titular de cargo comissionado confere expressamente, por disposi\u00e7\u00e3o legal, o direito \u00fanica e exclusivamente \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o correspondente e proporcional aos dias em que tenha efetivamente havido a substitui\u00e7\u00e3o, sendo uma retribui\u00e7\u00e3o devida pelo efetivo exerc\u00edcio, n\u00e3o apenas pela titularidade do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a<strong>fronta o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva, assim como da eticidade, probidade e lealdade, a pretens\u00e3o de,&nbsp;<em>a posteriori<\/em>, visar ao recebimento dos valores referentes ao cargo em comiss\u00e3o, por conta do nascimento de seu filho no per\u00edodo em que substitu\u00eda a titular afastada em licen\u00e7a maternidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, tal situa\u00e7\u00e3o imputaria um \u00f4nus triplo e indevido \u00e0 administra\u00e7\u00e3o, que teria que arcar o valor do cargo em comiss\u00e3o \u00e0 titular do cargo, \u00e0 sua substituta, al\u00e9m de prover novo substituto para o cargo de dire\u00e7\u00e3o e assessoramento, n\u00e3o sendo esta a finalidade estabelecida na norma que rege a substitui\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e prec\u00e1ria de titular de cargo em comiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, que eventual compreens\u00e3o em sentido oposto, al\u00e9m de desvirtuar todo o sistema normativo, que prev\u00ea a possibilidade de designa\u00e7\u00e3o de substituto eventual aos titulares de cargos de assessoria e dire\u00e7\u00e3o, com direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o apenas do valor correspondente ao per\u00edodo efetivamente substitu\u00eddo, seria um desest\u00edmulo \u00e0 administra\u00e7\u00e3o em designar mulheres gr\u00e1vidas ou, por analogia, pessoas com alguma comorbidade, j\u00e1 que haveria o risco de preju\u00edzo ao er\u00e1rio em ter que arcar com um adicional n\u00e3o previsto em lei, em caso de afastamento tamb\u00e9m do substituto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio eventual de substitui\u00e7\u00e3o de titular de cargo comissionado por servidora gestante confere-lhe somente o direito \u00e0 retribui\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria correspondente e proporcional aos dias em que tenha efetivamente realizado a substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-servidor-aposentado-e-direito-adquirido-a-regime-juridico-ou-forma-de-calculo-de-rendimentos\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Servidor aposentado e direito<\/a> adquirido a regime jur\u00eddico ou forma de c\u00e1lculo de rendimentos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Servidor p\u00fablico n\u00e3o possui direito adquirido a regime jur\u00eddico ou forma de c\u00e1lculo de rendimentos, desde que n\u00e3o acarrete decesso remunerat\u00f3rio, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.459.921-CE, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 20\/5\/2024, DJe 27\/5\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o e seus amigos, servidores p\u00fablicos aposentados, impetraram mandado de seguran\u00e7a contra ato do superintendente de recursos humanos de universidade federal, objetivando a manuten\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o do artigo 192, II, da Lei n. 8.112\/1990. Assim, o c\u00e1lculo dos seus proventos observaria a diferen\u00e7a entre a \u00faltima classe da carreira dos impetrantes (Professor Titular), situa\u00e7\u00e3o em que se aposentaram, e o da classe imediatamente anterior na \u00e9poca da aposentadoria, qual seja, Professor Adjunto IV. A ordem foi denegada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, os autores defendem que possuem direito adquirido \u00e0 forma inicial do c\u00e1lculo de proventos com a qual se aposentaram.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-direito-adquirido\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito adquirido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, trata-se de mandado de seguran\u00e7a impetrado contra ato do Superintendente de recursos humanos de universidade federal, objetivando a determina\u00e7\u00e3o para que a autoridade impetrada se abstivesse de proceder \u00e0 mudan\u00e7a da sistem\u00e1tica de pagamento da vantagem decorrente da aplica\u00e7\u00e3o do artigo 192, II, da Lei n. 8.112\/1990, mantendo o crit\u00e9rio do c\u00e1lculo da vantagem sobre a diferen\u00e7a entre a \u00faltima classe da carreira dos impetrantes (Professor Titular), situa\u00e7\u00e3o em que se aposentaram, e o da classe imediatamente anterior na \u00e9poca da aposentadoria, qual seja, Professor Adjunto IV.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento consolidado no \u00e2mbito do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, contudo, \u00e9 no sentido de que o servidor p\u00fablico n\u00e3o possui direito adquirido a regime jur\u00eddico, tampouco a regime de vencimentos ou de proventos, sendo poss\u00edvel \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o promover altera\u00e7\u00f5es na composi\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria e nos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo, como extinguir, reduzir ou criar vantagens ou gratifica\u00e7\u00f5es, instituindo, inclusive, o subs\u00eddio, desde que n\u00e3o haja diminui\u00e7\u00e3o no valor nominal global percebido, em respeito ao princ\u00edpio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Nesse sentido: RE n. 563.965\/RN, rel. Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, Tribunal Pleno, DJe de 20\/03\/2009 e AgInt no RMS 53.707\/DF, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, DJe 26\/3\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Servidor p\u00fablico n\u00e3o possui direito adquirido a regime jur\u00eddico ou forma de c\u00e1lculo de rendimentos, desde que n\u00e3o acarrete decesso remunerat\u00f3rio, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da irredutibilidade de vencimentos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterios-de-analise-pelo-stj-na-apreciacao-da-conformidade-de-certo-julgado-com-algum-dos-temas-de-repercussao-geral\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios de an\u00e1lise pelo STJ na aprecia\u00e7\u00e3o<\/a> da conformidade de certo julgado com algum dos temas de repercuss\u00e3o geral<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a delibera\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a se limita \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da conformidade de certo julgado com algum dos temas de repercuss\u00e3o geral, a an\u00e1lise se restringe a verificar apenas a incid\u00eancia ou o afastamento de determinado tema, nos termos definidos pelo Supremo Tribunal Federal; n\u00e3o se realizando an\u00e1lise da mat\u00e9ria sob a \u00f3tica infraconstitucional em cotejo com a jurisprud\u00eancia deste tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl nos EDcl nos EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt nos EAREsp 871.119-MG, Rel. Ministro Og Fernandes, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 10\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O STF o julgou o Tema n. 1.199, no qual ficou firmada a irretroatividade geral das novas disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 14.230\/2021, ressalvando apenas a hip\u00f3tese de retroa\u00e7\u00e3o aos &#8220;atos de improbidade administrativa culposos praticados na vig\u00eancia do texto anterior da lei, por\u00e9m <em>sem condena\u00e7\u00e3o transitada em julgado<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda tem sido amplo no STJ o n\u00famero de pedidos para fazer prevalecer este ou aquele entendimento relativo a tal quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-como-que-fica-a-analise\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como que fica a an\u00e1lise<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Foca na incid\u00eancia ou o afastamento do tema<\/strong><strong>!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Tema n. 1.199, o STF afirmou de modo expresso a irretroatividade geral das novas disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 14.230\/2021, ressalvando apenas a hip\u00f3tese de retroa\u00e7\u00e3o aos &#8220;atos de improbidade administrativa culposos praticados na vig\u00eancia do texto anterior da lei, por\u00e9m sem condena\u00e7\u00e3o transitada em julgado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, <a>tem sido amplo o n\u00famero de pedidos feitos pelos particulares que s\u00e3o partes nos processos em que apurados atos de improbidade administrativa veiculando alega\u00e7\u00f5es adicionais acerca da retroatividade nos desdobramentos de recursos extraordin\u00e1rios, advogando a incid\u00eancia n\u00e3o somente das teses, mas tamb\u00e9m de outros entendimentos que esperam fazer prevalecer, ainda que n\u00e3o abordados no precedente vinculante em quest\u00e3o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que ocorre, por exemplo, nos casos em que a presen\u00e7a do dolo espec\u00edfico do agente n\u00e3o foi afirmada pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, nos quais os combativos advogados passaram a pleitear a aplica\u00e7\u00e3o do que entendem decorrer da nova LIA, mesmo em autos de cujos recursos especiais n\u00e3o se chegou a conhecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Como no caso analisado em que n\u00e3o houve ju\u00edzo de m\u00e9rito do recurso especial interposto em a\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa &#8211; e n\u00e3o se trata de ato \u00edmprobo praticado na modalidade culposa &#8211; afastando a subsun\u00e7\u00e3o estrita da hip\u00f3tese \u00e0 incid\u00eancia do Tema 1.199\/STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, vale dizer que todas as considera\u00e7\u00f5es feitas nesse contexto limitam-se \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de verdadeira distin\u00e7\u00e3o (<em>distinguishing<\/em>), de modo a dar \u00e0s partes resposta jurisdicional completa sobre a impossibilidade de que o Tema n. 1.199 socorra suas pretens\u00f5es, quando n\u00e3o contidas nos limites das teses fixadas pelo STF, nas quais houve uma \u00fanica hip\u00f3tese de retroa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a delibera\u00e7\u00e3o do Tribunal Superior se limita \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da conformidade de certo julgado com algum dos temas de repercuss\u00e3o geral ou, como no caso, se d\u00e1 sobre a inviabilidade da aplica\u00e7\u00e3o do Tema n. 1.199, n\u00e3o se realiza an\u00e1lise da mat\u00e9ria sob a \u00f3tica infraconstitucional, em cotejo com a jurisprud\u00eancia do STJ sobre a mat\u00e9ria. A an\u00e1lise se restringe a verificar se, nos termos definidos pelo STF, est\u00e1 correta ou n\u00e3o a incid\u00eancia ou o afastamento de determinado tema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 por essa raz\u00e3o que a aplica\u00e7\u00e3o das novas disposi\u00e7\u00f5es da LIA pelas Turmas de Direito P\u00fablico, ao apreciarem o m\u00e9rito dos recursos que s\u00e3o a elas submetidos, ainda que levem em considera\u00e7\u00e3o as teses fixadas pelo STF no Tema n. 1.199, \u00e9 diversa e mais ampla, pois contempla a pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o da lei federal.<\/strong> Em contrapartida, no exame de viabilidade do recurso extraordin\u00e1rio, nada pode o tribunal de origem apreciar sen\u00e3o a ader\u00eancia entre o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e as teses fixadas no tema da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se ainda, a impossibilidade de se ampliar, no ju\u00edzo de viabilidade de recurso extraordin\u00e1rio, o que fixou o STF no Tema n. 1.199, por exemplo, a fim de alcan\u00e7ar as condutas n\u00e3o mais previstas na atual reda\u00e7\u00e3o da LIA, em raz\u00e3o de eventual atipicidade superveniente, haja vista as amarras constantes do art. 1.030 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a delibera\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a se limita \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da conformidade de certo julgado com algum dos temas de repercuss\u00e3o geral, a an\u00e1lise se restringe a verificar apenas a incid\u00eancia ou o afastamento de determinado tema, nos termos definidos pelo Supremo Tribunal Federal; n\u00e3o se realizando an\u00e1lise da mat\u00e9ria sob a \u00f3tica infraconstitucional em cotejo com a jurisprud\u00eancia deste tribunal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extincao-de-acao-popular-por-perda-de-objeto-decorrente-da-satisfacao-da-pretensao-do-autor-e-pagamento-de-honorarios\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o de <\/a>a\u00e7\u00e3o popular por perda de objeto decorrente da satisfa\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do autor e pagamento de honor\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o popular por perda de objeto decorrente da satisfa\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do autor enseja a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 ao pagamento de honor\u00e1rios, uma vez reconhecido que esta deu causa \u00e0 propositura da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.137.086-PA, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia ajuizou a\u00e7\u00e3o popular com pedido de tutela provis\u00f3ria em que postulou a anula\u00e7\u00e3o de contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de consultoria em comunica\u00e7\u00e3o empresarial celebrado por Eletrobras (Centrais El\u00e9tricas Brasileira).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a concess\u00e3o da antecipa\u00e7\u00e3o de tutela requerida pelo autor, a Eletrobras rescindiu o contrato, o que levou o Ju\u00edzo de primeiro grau a extinguir o processo sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, nos termos do art. 485, IV, do C\u00f3digo de Processo Civil, sem condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de custas e honor\u00e1rios. Geremia apelou requerendo a condena\u00e7\u00e3o das partes r\u00e9s ao pagamento da verba sucumbencial, tendo o Tribunal local negado provimento ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>Lei n. 7.347\/1985:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 18. Nas a\u00e7\u00f5es de que trata esta lei, n\u00e3o haver\u00e1 adiantamento de custas, emolumentos,&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;honor\u00e1rios periciais e quaisquer outras despesas, nem condena\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o autora, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9, em honor\u00e1rios de advogado, custas e despesas processuais <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-devidos-honorarios\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devidos honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se a extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o popular por perda de objeto, decorrente da satisfa\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do autor no curso do processo, pode ensejar a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 ao pagamento de honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, o Tribunal de origem consignou que &#8220;deve-se observar, para fins de fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios em sede de a\u00e7\u00e3o popular e a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, a simetria, a fim de afastar a interpreta\u00e7\u00e3o no sentido de que apenas o autor \u00e9 que \u00e9 dispensado do pagamento de custas e honor\u00e1rios, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o entendimento de que, pelo princ\u00edpio da simetria, o art. 18 da Lei n. 7.347\/1985 tamb\u00e9m beneficia a parte r\u00e9 da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica n\u00e3o pode ser aplicado no processo instaurado por a\u00e7\u00e3o popular. Isso porque o art. 12 da Lei n. 4.717\/1965 cont\u00e9m regra espec\u00edfica acerca do \u00f4nus da sucumb\u00eancia, impondo expressamente a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 a custas e honor\u00e1rios sempre que vencida na demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que h\u00e1 julgados recentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, como o REsp n. 1.986.814\/PR de relatoria da Ministra Nancy Andrighi, julgado em 4\/10\/2022, aderindo ao entendimento de que, <strong>mesmo no caso de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta por associa\u00e7\u00f5es, deve haver a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 ao pagamento de honor\u00e1rios, como forma de estimular a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil no processo coletivo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o art. 12 da Lei n. 4.717\/1965 deve ser interpretado nos seus estritos termos. Isso porque isentar a parte r\u00e9 da a\u00e7\u00e3o popular da obriga\u00e7\u00e3o de pagar honor\u00e1rios ao advogado da parte autora pode funcionar como um contraestimulo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o, que de alguma forma precisa remunerar o advogado que o representa.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, embora o STJ admita a aplica\u00e7\u00e3o, por analogia, do art. 18 da Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica em favor da parte autora da a\u00e7\u00e3o popular, n\u00e3o isenta a parte r\u00e9 do pagamento da verba sucumbencial. E isso, inclusive, quando se reconhece que a parte r\u00e9 da a\u00e7\u00e3o popular deu causa \u00e0 propositura da demanda, extinta por perda de objeto decorrente da concess\u00e3o de tutela provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o popular por perda de objeto decorrente da satisfa\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do autor enseja a condena\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9 ao pagamento de honor\u00e1rios, uma vez reconhecido que esta deu causa \u00e0 propositura da demanda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-sencao-legal-do-preparo-prevista-no-paragrafo-unico-do-art-129-da-lei-n-8-213-1991-e-extensao-ao-patrono-da-parte-autora\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I<\/a>sen\u00e7\u00e3o legal do preparo prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 129 da Lei n. 8.213\/1991 e extens\u00e3o ao patrono da parte autora<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o legal do preparo prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 129 da Lei n. 8.213\/1991 n\u00e3o se estende ao patrono da parte autora, no caso em que o recurso versar exclusivamente sobre verba honor\u00e1ria de sucumb\u00eancia fixada em favor do advogado da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AgInt no AREsp 2.246.596-SP, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 29\/4\/2024, DJe 7\/5\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo ajuizou a\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria na justi\u00e7a comum. O pedido foi inicialmente deferido, mas o seu advogado Dr. Creisson n\u00e3o concordou com os valores fixados a t\u00edtulo de honor\u00e1rios, raz\u00e3o pela qual recorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi n\u00e3o conhecido em raz\u00e3o da falta de preparo. Em agravo, o caus\u00eddico sustenta que por se tratar de a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o por acidente do trabalho, deve o seu tr\u00e2mite ocorrer alicer\u00e7ado na isen\u00e7\u00e3o legal de recolhimento de quaisquer custas, nos termos do art. 129, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 8.213\/91.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>Lei 8.213\/1991:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 129.&nbsp;Os lit\u00edgios e medidas cautelares relativos a acidentes do trabalho ser\u00e3o apreciados:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. O procedimento judicial de que trata o inciso II deste artigo \u00e9 isento do pagamento de quaisquer custas e de verbas relativas \u00e0 sucumb\u00eancia.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-o-beneficio-deve-ser-extendido-ao-advogado\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O benef\u00edcio deve ser extendido ao advogado<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto com o objetivo de afastar o pagamento de preparo, sob o fundamento de que, por se tratar de a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o por acidente do trabalho, deve o seu tr\u00e2mite ocorrer alicer\u00e7ado na isen\u00e7\u00e3o legal de recolhimento de quaisquer custas, nos termos do art. 129, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 8.213\/1991.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;negou provimento ao agravo, sob o fundamento de que a isen\u00e7\u00e3o prevista no referido dispositivo legal \u00e9 dirigida exclusivamente ao interesse dos segurados da Previd\u00eancia Social, n\u00e3o podendo ser aplicada a recurso que versa exclusivamente sobre honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha<strong>, a jurisprud\u00eancia pacificada do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que a isen\u00e7\u00e3o legal prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 129 da Lei n. 8.213\/1991 \u00e9 dirigida ao interesse dos segurados da Previd\u00eancia Social<\/strong> (S\u00famula n. 110 do STJ), n\u00e3o se estendendo ao patrono da parte autora, motivo pelo qual \u00e9 devido o preparo recursal, nos termos do art. 99, \u00a7 5\u00ba, do CPC, no caso em que o recurso versar exclusivamente sobre verba honor\u00e1ria de sucumb\u00eancia fixada em favor do advogado da causa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o legal do preparo prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 129 da Lei n. 8.213\/1991 n\u00e3o se estende ao patrono da parte autora, no caso em que o recurso versar exclusivamente sobre verba honor\u00e1ria de sucumb\u00eancia fixada em favor do advogado da causa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-irdr-e-necessidade-de-participacao-das-autoras-nos-processos-selecionados\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; IRDR e necessidade de participa\u00e7\u00e3o das autoras nos processos selecionados<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se as partes autoras dos processos selecionados em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas n\u00e3o os abandonaram ou deles desistiram, sua efetiva participa\u00e7\u00e3o \u00e9 imposi\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.916.976-MG, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/5\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas em raz\u00e3o dos milhares de processos individuais que t\u00eam como pedido o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais decorrentes da interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de \u00e1gua e do receio sobre sua qualidade com o retorno da capta\u00e7\u00e3o e da distribui\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os de abastecimento p\u00fablico, ap\u00f3s o desastre ambiental decorrente do rompimento da Barragem do Fund\u00e3o, em Mariana.<\/p>\n\n\n\n<p>Debate-se no IRDR acerca da necessidade de participa\u00e7\u00e3o das partes autoras dos processos relacionados como imposi\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-participacao-dos-autores\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a participa\u00e7\u00e3o dos autores?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na origem, de Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas em raz\u00e3o dos milhares de processos individuais que t\u00eam como pedido o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais decorrentes da interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento de \u00e1gua e do receio sobre sua qualidade com o retorno da capta\u00e7\u00e3o e da distribui\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os de abastecimento p\u00fablico, ap\u00f3s o desastre ambiental decorrente do rompimento da Barragem do Fund\u00e3o, em Mariana.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o em an\u00e1lise n\u00e3o diz respeito \u00e0s teses abstratamente fixadas na origem, mas \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o, em concreto, das pr\u00f3prias regras processuais que envolvem o instituto do IRDR.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O C\u00f3digo de Processo Civil adotou, como regra, a sistem\u00e1tica da causa-piloto para o julgamento do IRDR, que nada mais \u00e9 do que um incidente instaurado em um processo j\u00e1 em curso no Tribunal para resolver quest\u00f5es de direito oriundas de demandas de massa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Corte estadual adotou a sistem\u00e1tica da causa-modelo e, a partir dessa premissa, rejeitou as diversas tentativas de participa\u00e7\u00e3o daqueles que tiveram seus processos indicados como representativos de controv\u00e9rsia multitudin\u00e1ria. No caso, para fundamentar a ado\u00e7\u00e3o da sistem\u00e1tica da causa-modelo, afirmou-se sobre os processos indicados como representativos de controv\u00e9rsia: um estava em tr\u00e2mite no Juizado Especial; e o outro ainda corria em primeiro grau, n\u00e3o podendo ser julgado imediatamente pelo Tribunal, sob pena de supress\u00e3o de inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a ado\u00e7\u00e3o da sistem\u00e1tica da causa-modelo n\u00e3o \u00e9 de livre escolha do Tribunal. Pelo contr\u00e1rio, o C\u00f3digo de Processo Civil a permite em apenas duas hip\u00f3teses: quando houver desist\u00eancia da parte que teve o (\u00fanico) processo selecionado como representativo de controv\u00e9rsia multitudin\u00e1ria, nos termos do art. 976, \u00a7 1\u00ba, do CPC; e quando h\u00e1 &#8220;pedido de revis\u00e3o da tese jur\u00eddica fixada no IRDR, o qual equivaleria ao pedido de instaura\u00e7\u00e3o do incidente (art. 986 do CPC), [caso em que] o \u00d3rg\u00e3o Julgador apenas analisa a manuten\u00e7\u00e3o das teses jur\u00eddicas fixadas em abstrato, sem qualquer vincula\u00e7\u00e3o a qualquer caso concreto.&#8221; (REsp 1.798.374\/DF, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Corte Especial, DJe 21\/6\/2022). A peculiaridade deste caso \u00e9 que nenhuma dessas duas hip\u00f3teses estava presente, mas mesmo assim a Corte local decidiu julgar uma causa-modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas, a regra \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o das partes dos recursos selecionados como representativos da controv\u00e9rsia, que constitui n\u00facleo duro do princ\u00edpio do contradit\u00f3rio, na perspectiva da representatividade adequada. O CPC\/2015, sem preju\u00edzo da participa\u00e7\u00e3o dos&nbsp;<em>amici curiae<\/em>&nbsp;e MP no incidente, imputou \u00e0 parte da causa-piloto a condi\u00e7\u00e3o de representante dos eventuais afetados pela decis\u00e3o, pois fala em ju\u00edzo em nome de todos e em raz\u00e3o da identidade de interesses, de modo que a Corte&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;tem o dever de garantir que tal representa\u00e7\u00e3o seja efetivamente exercida de forma adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se afirmar que a garantia e a fiscaliza\u00e7\u00e3o, pela Corte, da efetiva participa\u00e7\u00e3o das partes \u00e9 ainda mais imperativa no IRDR, se comparado aos processos coletivos que visam tutelar direitos individuais homog\u00eaneos. Nestes, a decis\u00e3o desfavor\u00e1vel ao grupo n\u00e3o prejudica seus membros, em raz\u00e3o da regra da extens\u00e3o da coisa julgada&nbsp;<em>secundum eventum litis<\/em>. No IRDR, por outro lado, a decis\u00e3o desfavor\u00e1vel ser\u00e1 a todos aplicada, pois precedente qualificado (art. 927, III, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, <strong>o Tribunal de origem n\u00e3o pode avocar o julgamento de determinadas quest\u00f5es de direito em causas que n\u00e3o lhe compete julgar e, ainda, afastar a participa\u00e7\u00e3o de um dos lados da controv\u00e9rsia sob o fundamento de que decidiu adotar a sistem\u00e1tica da causa-modelo<\/strong>. Ora, se o julgamento de processo oriundo do Juizado Especial ou que ainda corre em primeiro grau n\u00e3o lhe compete, o TJMG deveria ter determinado que a Samarco indicasse processos que satisfizessem esse requisito. O pr\u00f3prio Relator poderia tomar essa iniciativa, selecionando processos que melhor atendessem a exig\u00eancia da representatividade adequada para julg\u00e1-los como causa-piloto, respeitando o contradit\u00f3rio e a ampla defesa e permitindo a participa\u00e7\u00e3o dos atores relevantes do lit\u00edgio massificado.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas dos danos em massa &#8211; autores das a\u00e7\u00f5es repetitivas &#8211; constitui o n\u00facleo duro do princ\u00edpio do contradit\u00f3rio no julgamento do IRDR. \u00c9 o m\u00ednimo que se deve exigir para garantir a observ\u00e2ncia ao devido processo legal, sem preju\u00edzo da participa\u00e7\u00e3o de outros atores relevantes, como o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a Defensoria P\u00fablica. A participa\u00e7\u00e3o desses \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos n\u00e3o dispensa esse contradit\u00f3rio m\u00ednimo, especialmente diante do que disp\u00f5e o art. 976, \u00a7 2\u00ba, do CPC: &#8220;o Minist\u00e9rio P\u00fablico intervir\u00e1 obrigatoriamente no incidente e dever\u00e1 assumir sua titularidade em caso de desist\u00eancia ou de abandono.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, se as partes autoras dos processos selecionados n\u00e3o os abandonaram ou deles desistiram &#8211; pelo contr\u00e1rio, tentaram ser ouvidas por diversas vezes, sem sucesso -, sua efetiva participa\u00e7\u00e3o \u00e9 imposi\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se as partes autoras dos processos selecionados em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas n\u00e3o os abandonaram ou deles desistiram, sua efetiva participa\u00e7\u00e3o \u00e9 imposi\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-v-alor-da-causa-por-si-so-como-elemento-habil-a-propiciar-a-qualificacao-do-quantum-como-infimo-ou-abusivo-para-fins-de-revisao-da-verba-honoraria-fixada\"><a>10.&nbsp; V<\/a>alor da causa, por si s\u00f3, como elemento h\u00e1bil a propiciar a qualifica\u00e7\u00e3o do quantum como \u00ednfimo ou abusivo, para fins de revis\u00e3o da verba honor\u00e1ria fixada<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO&nbsp; EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O valor da causa, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 elemento h\u00e1bil a propiciar a qualifica\u00e7\u00e3o do quantum como \u00ednfimo ou abusivo, para fins de revis\u00e3o da verba honor\u00e1ria fixada na origem.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.422.483-SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 22\/4\/2024, DJe 25\/4\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria de alto valor, os advogados da parte autora discordaram dos crit\u00e9rios utilizados para a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios, raz\u00e3o pela qual recorreram alegando que o valor da causa seria elemento suficiente para propiciar a revis\u00e3o da verba honor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-valor-da-causa-por-si-so-justifica-a-qualificacao-como-infimo\"><a>10.2.1. Valor da causa por si s\u00f3 justifica a qualifica\u00e7\u00e3o como \u00ednfimo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de equidade do qual se valer\u00e1 o magistrado&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;para fixar o valor dos honor\u00e1rios atrelar-se-\u00e1 aos elementos concretos da causa aptos a justificar cada um desses crit\u00e9rios. Isso se d\u00e1 pelo fato de o \u00a7 3\u00ba do art. 20 trazer elementos, que, em uma primeira leitura, revelam-se factuais: a) grau de zelo do caus\u00eddico, b) lugar da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, c) a natureza da causa, o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido no servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o tendo o julgador recorrido a nenhuma dessas balizas, nem tecido quaisquer considera\u00e7\u00f5es quanto a elas, \u00e9 dever do caus\u00eddico provocar a integraliza\u00e7\u00e3o da lide mediante a oposi\u00e7\u00e3o de embargos declarat\u00f3rios.<\/strong> Inexistindo tal provid\u00eancia, o STJ n\u00e3o poder\u00e1 proferir qualquer exame quanto aos honor\u00e1rios fixados, pois o exame da exorbit\u00e2ncia ou da irrisoriedade do valor pressup\u00f5e a observ\u00e2ncia dos crit\u00e9rios f\u00e1ticos delineados no \u00a7 3\u00ba do art. 20 do CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que tal racioc\u00ednio ser\u00e1 inaplic\u00e1vel \u00e0s hip\u00f3teses nas quais o julgador se ateve \u00e0s circunst\u00e2ncias elencadas no citado \u00a7 3\u00ba e consignou todos os elementos f\u00e1ticos dos quais se valeu para julgar; contudo, quando da aplica\u00e7\u00e3o da equidade, n\u00e3o os valorou, nem os apreciou de forma correta.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, estando os fatos corretamente descritos na decis\u00e3o recorrida &#8211; mas desde que mal valorados -, poder\u00e3o sim ser revistos pelo STJ, pois a mera aferi\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de um determinado fato incontroverso e necess\u00e1rio ao julgamento da demanda n\u00e3o constitui reexame probat\u00f3rio, mas sim revalora\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto,o STJ j\u00e1 definiu que o afastamento excepcional do \u00f3bice da S\u00famula n. 7\/STJ para permitir a revis\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios em sede de recurso especial, quando o montante fixado se revelar irris\u00f3rio ou excessivo, somente poder\u00e1 ser feito quando o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;expressamente indicar e valorar os crit\u00e9rios delineados nas al\u00edneas&nbsp;<em>a<\/em>,&nbsp;<em>b<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>c<\/em>&nbsp;do \u00a7 3\u00ba do art. 20 do CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, ademais, que o valor da causa, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 elemento h\u00e1bil a propiciar a qualifica\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>quantum<\/em>&nbsp;como \u00ednfimo ou abusivo, para fins de revis\u00e3o da verba honor\u00e1ria fixada na origem. (REsp n. 1.417.906\/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 1\u00ba\/7\/2015).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O valor da causa, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 elemento h\u00e1bil a propiciar a qualifica\u00e7\u00e3o do quantum como \u00ednfimo ou abusivo, para fins de revis\u00e3o da verba honor\u00e1ria fixada na origem.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-efc5e0ec-41f0-44c1-84ce-d9dd8193b9e2\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/30082731\/stj-info-stj-ed-ext-19-pt1.pdf\">stj-info-stj-ed-ext-19-pt1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/30082731\/stj-info-stj-ed-ext-19-pt1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-efc5e0ec-41f0-44c1-84ce-d9dd8193b9e2\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 19 (Parte 1)\u00a0COMENTADO. Vamo que vamo! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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