{"id":1436924,"date":"2024-07-30T01:06:35","date_gmt":"2024-07-30T04:06:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1436924"},"modified":"2024-07-30T01:06:37","modified_gmt":"2024-07-30T04:06:37","slug":"informativo-stj-ed-extraordinaria-19-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-extraordinaria-19-parte-2\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Ed Extraordin\u00e1ria 19 Parte 2"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 19 (Parte 2)\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">. Vamo que vamo!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/30010550\/stj-info-stj-ed-ext-19-pt2.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_pv7bBB7lqks\"><div id=\"lyte_pv7bBB7lqks\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/pv7bBB7lqks\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/pv7bBB7lqks\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/pv7bBB7lqks\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-processar-e-julgar-pedidos-decorrentes-de-relacao-de-trabalho-entre-servidor-publico-no-cargo-de-agente-de-saude-publica-agentes-de-combate-as-endemias-e-o-respectivo-municipio\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para <\/a>processar e julgar pedidos decorrentes de rela\u00e7\u00e3o de trabalho entre servidor p\u00fablico no cargo de Agente de Sa\u00fade P\u00fablica (Agentes de Combate \u00e0s Endemias) e o respectivo Munic\u00edpio<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Trabalhista processar e julgar pedidos decorrentes de rela\u00e7\u00e3o de trabalho entre servidor p\u00fablico no cargo de Agente de Sa\u00fade P\u00fablica (Agentes de Combate \u00e0s Endemias) e o respectivo Munic\u00edpio, salvo se o ente p\u00fablico adotar forma diversa por meio de lei local.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no CC 199.231-SP, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 5\/3\/2024, DJe 14\/3\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, Agente de Sa\u00fade P\u00fablica do Munic\u00edpio de Barreiros\/SP, ajuizou reclamat\u00f3ria trabalhista por meio da qual questiona diferen\u00e7as salariais. O Ju\u00edzo Trabalhista declinou da compet\u00eancia por entender que o caso deveria ser julgado pela Justi\u00e7a Comum Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o Juiz de Direito local suscitou conflito de compet\u00eancia, por entender a compet\u00eancia trabalhista em raz\u00e3o de previs\u00e3o legal que submete tais cargos \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da CLT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>Lei n. 11.350\/2006:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 8\u00ba Os Agentes Comunit\u00e1rios de Sa\u00fade e os Agentes de Combate \u00e0s Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade &#8211; FUNASA, na forma do disposto no \u00a7 4\u00ba do art. 198 da Constitui\u00e7\u00e3o, submetem-se ao regime jur\u00eddico estabelecido pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho &#8211; CLT, salvo se, no caso dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, lei local dispuser de forma diversa. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-a-quem-compete\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a do TRABALHO!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir a quem compete processar e julgar &#8211; se \u00e0 Justi\u00e7a Trabalhista ou \u00e0 Justi\u00e7a comum &#8211; pedidos decorrentes de rela\u00e7\u00e3o de trabalho no cargo de Agente de Sa\u00fade P\u00fablica entre servidor p\u00fablico e o munic\u00edpio que previu a ado\u00e7\u00e3o do regime celetista.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 8\u00ba da Lei n. 11.350\/2006, que regulamenta o \u00a7 5\u00b0, do art. 198 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e que trata das atividades dos Agentes de Combate \u00e0s Endemias, estabeleceu o regime celetista nas hip\u00f3teses de contrata\u00e7\u00e3o de agente comunit\u00e1rio de sa\u00fade, salvo se o ente p\u00fablico adotar forma diversa por meio de lei local, de modo que &#8220;ser\u00e1 celetista o regime aplic\u00e1vel apenas se Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios n\u00e3o dispuserem de forma diversa&#8221; (AgRg no CC n. 136.320\/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 12\/11\/2014, DJe 17\/11\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Municipal n. 3.935\/2007, por sua vez, estabeleceu que &#8220;os Agentes Comunit\u00e1rios de Sa\u00fade e os Agentes de Combate \u00e0s Endemias ser\u00e3o admitidos na forma do disposto no art. 9\u00ba da Lei Federal n. 11.350, de 5 de outubro de 2006, e submetem-se ao regime jur\u00eddico estabelecido pela Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho &#8211; CLT, eis que s\u00e3o vinculados a Programas Federais, pass\u00edveis de descontinuidade&#8221; (art. 6\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Trabalhista processar e julgar pedidos decorrentes de rela\u00e7\u00e3o de trabalho entre servidor p\u00fablico no cargo de Agente de Sa\u00fade P\u00fablica (Agentes de Combate \u00e0s Endemias) e o respectivo Munic\u00edpio, salvo se o ente p\u00fablico adotar forma diversa por meio de lei local.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tratamento-tributario-diferenciado-para-a-sociedade-medica-uniprofissional-ainda-que-constituida-sob-a-forma-de-responsabilidade-limitada\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tratamento tribut\u00e1rio diferenciado para a <\/a>sociedade m\u00e9dica uniprofissional, ainda que constitu\u00edda sob a forma de responsabilidade limitada.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PEDIDO DE UNIFORMIZA\u00c7\u00c3O DE INTERPRETA\u00c7\u00c3O DE LEI FEDERAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A sociedade m\u00e9dica uniprofissional, ainda que constitu\u00edda sob a forma de responsabilidade limitada, goza do tratamento tribut\u00e1rio diferenciado previsto no art. 9\u00ba, \u00a7 \u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968.<\/p>\n\n\n\n<p>PUIL 3.608-MG, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 28\/2\/2024, DJe 11\/3\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Centro de Diagn\u00f3stico Kick protocolou pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o de lei federal em face de ac\u00f3rd\u00e3o do TJMG. Sustenta que os \u00a7 \u00a7 1\u00b0 e 3\u00b0 do art. 9\u00ba do Decreto-Lei n. 406\/1968 determinam que nos servi\u00e7os prestados por sociedades de m\u00e9dicos, o ISSQN ser\u00e1 calculado em rela\u00e7\u00e3o a cada profissional habilitado que atue na sociedade, seja na condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio, empregado ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Turma Recursal entendera que descaberia a tributa\u00e7\u00e3o privilegiada do art. 9\u00b0, \u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968 nas hip\u00f3teses em que a sociedade de m\u00e9dicos possuir car\u00e1ter empresarial, al\u00e9m de estabelecer, nos atos constitutivos, a responsabilidade limitada dos s\u00f3cios ao valor de suas contas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>Decreto-Lei n. 406\/1968:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art 9\u00ba A base de c\u00e1lculo do imp\u00f4sto \u00e9 o pre\u00e7o do servi\u00e7o. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00ba Quando se tratar de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os sob a forma de trabalho pessoal do pr\u00f3prio contribuinte, o imp\u00f4sto ser\u00e1 calculado, por meio de al\u00edquotas fixas ou vari\u00e1veis, em fun\u00e7\u00e3o da natureza do servi\u00e7o ou de outros fatores pertinentes, nestes n\u00e3o compreendida a import\u00e2ncia paga a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio trabalho. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 3\u00b0 Quando os servi\u00e7os a que se referem os itens 1, 4, 8, 25, 52, 88, 89, 90, 91 e 92 da lista anexa forem prestados por sociedades, estas ficar\u00e3o sujeitas ao imposto na forma do \u00a7 1\u00b0, calculado em rela\u00e7\u00e3o a cada profissional habilitado, s\u00f3cio, empregado ou n\u00e3o, que preste servi\u00e7os em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da lei aplic\u00e1vel.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-faz-jus-ao-tratamento-tributario-diferenciado\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Faz jus ao tratamento tribut\u00e1rio diferenciado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 se manifestou no sentido de que a sociedade m\u00e9dica uniprofissional, ainda que constitu\u00edda sob a forma de responsabilidade limitada, goza do tratamento tribut\u00e1rio diferenciado previsto no art. 9\u00ba, \u00a7 \u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968, n\u00e3o recolhendo o ISSQN com base no seu faturamento bruto, mas sim no valor anual calculado de acordo com o n\u00famero de profissionais que as integra. (EAREsp n. 31.084\/MS, Rel. Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o, Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 8\/4\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao contr\u00e1rio do que ocorre nas sociedades de natureza empresarial, cuja organiza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica para a produ\u00e7\u00e3o ou a circula\u00e7\u00e3o de bens ou de servi\u00e7os (art. 966 do C\u00f3digo Civil) \u00e9 capaz de tornar despicienda a atua\u00e7\u00e3o pessoal de seus s\u00f3cios na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o &#8211; visto que os fatores organizacionais da empresa se sobrep\u00f5em ao trabalho intelectual e pessoal de seus s\u00f3cios -, nas sociedades simples (arts. 983,&nbsp;<em>caput<\/em>, e 997 e seguintes) o labor dos s\u00f3cios \u00e9 fator primordial para o desenvolvimento da atividade<\/strong>, sem o qual n\u00e3o h\u00e1 como se cogitar qualquer presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o ou o desenvolvimento do objeto social da pessoa jur\u00eddica, ou talvez, ainda, a sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o m\u00e9dico, cujo car\u00e1ter pessoal da atividade dos profissionais liberais, ainda que reunidos em sociedade e com o concurso de auxiliares ou colaboradores, \u00e9 o justificador para o benepl\u00e1cito fiscal previsto no art. 9\u00ba, \u00a7 \u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968.<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos lucros \u00e9 mero desdobramento do conceito de sociedade, seja a de natureza empresarial ou de natureza simples, visto que ambas auferem lucro, tanto \u00e9 assim que a norma geral sobre distribui\u00e7\u00e3o de lucros consta de cap\u00edtulo do C\u00f3digo Civil relativo \u00e0 sociedade simples (arts. 1.007 e 1.008 do C\u00f3digo Civil). Por outro lado, a diferen\u00e7a central entre a sociedade empresarial e a sociedade simples n\u00e3o est\u00e1 na distribui\u00e7\u00e3o de lucros, mas sim no modelo da atividade econ\u00f4mica: na primeira a atividade \u00e9 realizada por meio da empresa como um todo e na segunda a atividade econ\u00f4mica acontece por meio dos s\u00f3cios, ainda que com o concurso de auxiliares ou colaboradores (par\u00e1grafo \u00fanico do art. 966 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A sociedade m\u00e9dica uniprofissional, ainda que constitu\u00edda sob a forma de responsabilidade limitada, goza do tratamento tribut\u00e1rio diferenciado previsto no art. 9\u00ba, \u00a7 \u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incidencia-do-fgts-sobre-as-verbas-relativas-a-ajuda-de-custo-e-ao-adicional-de-transferencia\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia do FGTS <\/a>sobre as verbas relativas \u00e0 ajuda de custo e ao adicional de transfer\u00eancia.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o ao FGTS incide sobre as verbas relativas \u00e0 ajuda de custo e ao adicional de transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.123.785-RJ, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>IRB Brasil ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual questiona a incid\u00eancia de FGTS sobre as verbas relativas \u00e0 ajuda de custo e adicional de transfer\u00eancia de seus empregados. Alega que a ajuda de custo para mudan\u00e7a ao exterior e respectivo adicional de transfer\u00eancia n\u00e3o possuem car\u00e1ter remunerat\u00f3rio, j\u00e1 que as pr\u00f3prias leis que regulam a Contribui\u00e7\u00e3o ao FGTS excluem de sua base de c\u00e1lculo as rubricas de natureza n\u00e3o salarial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>CLT:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 469 &#8211; Ao empregador \u00e9 vedado transferir o empregado, sem a sua anu\u00eancia, para localidade diversa da que resultar do contrato, n\u00e3o se considerando transfer\u00eancia a que n\u00e3o acarretar necessariamente a mudan\u00e7a do seu domic\u00edlio <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>3\u00ba &#8211; Em caso de necessidade de servi\u00e7o o empregador poder\u00e1 transferir o empregado para localidade diversa da que resultar do contrato, n\u00e3o obstante as restri\u00e7\u00f5es do artigo anterior, mas, nesse caso, ficar\u00e1 obrigado a um pagamento suplementar, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) dos sal\u00e1rios que o empregado percebia naquela localidade, enquanto durar essa situa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-incide-fgts\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide FGTS?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 fixou a compreens\u00e3o de que n\u00e3o havendo nenhuma previs\u00e3o legal expressa que exclua as verbas relativas \u00e0 ajuda de custo e adicional de transfer\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 como afast\u00e1-la da base de c\u00e1lculo das Contribui\u00e7\u00f5es ao FGTS.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, veja-se o seguinte precedente: &#8220;[&#8230;] 3. <strong>Esta Corte de Justi\u00e7a possui o entendimento firmado de que somente as verbas expressamente referidas no art. 28, \u00a7 9\u00ba, da Lei n. 8.212\/1991 est\u00e3o exclu\u00eddas da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o FGTS, nos termos do art. 15,&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>e \u00a7 6\u00ba, da Lei n. 8.036\/1990. 4. Dessa forma, n\u00e3o havendo nenhuma previs\u00e3o legal expressa que exclua as verbas relativas a f\u00e9rias gozadas, ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias, aviso pr\u00e9vio indenizado, 15 primeiros dias de aux\u00edlio doen\u00e7a\/acidente, sal\u00e1rio maternidade, adicional de horas extras, adicional de insalubridade, adicional de periculosidade, adicional de transfer\u00eancia, adicional noturno e respectivos reflexos, atestados m\u00e9dicos, ajuda de custo, b\u00f4nus e pr\u00eamios pagos, n\u00e3o h\u00e1 como afast\u00e1-las da base de c\u00e1lculo das Contribui\u00e7\u00f5es ao FGTS.<\/strong> [&#8230;]&#8221; (AgInt no REsp n. 1.604.307\/RS, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 22\/3\/2018, DJe de 10\/4\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Recorda-se, por oportuno, o posicionamento do tribunal no sentido de que &#8220;o adicional de transfer\u00eancia, previsto no artigo 469, \u00a7 3\u00ba, da CLT, reveste-se de car\u00e1ter remunerat\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o ao FGTS incide sobre as verbas relativas \u00e0 ajuda de custo e ao adicional de transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-de-cadencia-tributaria-quando-a-sentenca-trabalhista-reconhecer-o-direito-pleiteado-pelo-trabalhador\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De<\/a>cad\u00eancia tribut\u00e1ria quando a senten\u00e7a trabalhista reconhecer o direito pleiteado pelo trabalhador<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ocorre decad\u00eancia tribut\u00e1ria quando a senten\u00e7a trabalhista, ao reconhecer o direito pleiteado pelo trabalhador, j\u00e1 delimita a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a ser cumprida pela empresa, autorizando, inclusive, a execu\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio, das contribui\u00e7\u00f5es decorrentes da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.648.628-RS, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/6\/2024, DJe 25\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista em face de FRS Agr\u00edcola na qual foi reconhecido que ele fazia direito ao quanto pleiteado (v\u00ednculo empregat\u00edcio), gerando-se a necessidade de recolhimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes (contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias). Irresignada, a empresa alega a decad\u00eancia entre o que considera o fato gerador do tributo (presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o) e a efetiva cobran\u00e7a dos valores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-sentenca-autoriza-a-cobranca\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Senten\u00e7a autoriza a cobran\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito ao prazo decadencial do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio concernente \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias oriundas de condena\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de reclamat\u00f3ria trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Justi\u00e7a do Trabalho ao condenar o empregador a cumprir a obriga\u00e7\u00e3o trabalhista, e a pagar as respetivas verbas salariais, reconhece uma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, e a senten\u00e7a \u00e9 o t\u00edtulo que fundamenta o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a trabalhista, assim, SUBSTITUI as etapas tradicionais de constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio pela autoridade fiscal, englobando o lan\u00e7amento, a notifica\u00e7\u00e3o, a apura\u00e7\u00e3o do valor devido e a intima\u00e7\u00e3o do devedor para pagamento, e autoriza a execu\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio, das contribui\u00e7\u00f5es decorrentes da condena\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se executa a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, mas o t\u00edtulo que a corporifica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 que se falar, portanto, em contagem do prazo decadencial para o lan\u00e7amento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria da data da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o pelo empregado, visto que n\u00e3o \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o o fato gerador das contribui\u00e7\u00f5es, mas decis\u00e3o proferida na reclamat\u00f3ria trabalhista. Anteriormente \u00e0 decis\u00e3o proferida pela Justi\u00e7a do Trabalho, a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o tinha ci\u00eancia do v\u00ednculo empregat\u00edcio que gerou a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ocorre decad\u00eancia tribut\u00e1ria quando a senten\u00e7a trabalhista, ao reconhecer o direito pleiteado pelo trabalhador, j\u00e1 delimita a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a ser cumprida pela empresa, autorizando, inclusive, a execu\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio, das contribui\u00e7\u00f5es decorrentes da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-anuidades-e-necessidade-de-notificacao-do-contribuinte-para-efetuar-o-pagamento-do-tributo\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anuidades e necessidade de notifica\u00e7\u00e3o<\/a> do contribuinte para efetuar o pagamento do tributo<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As anuidades devidas aos conselhos profissionais est\u00e3o sujeitas a lan\u00e7amento de of\u00edcio, que apenas se aperfei\u00e7oa com a notifica\u00e7\u00e3o do contribuinte para efetuar o pagamento do tributo e o esgotamento das inst\u00e2ncias administrativas, em caso de recurso, sendo necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o da remessa da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.133.371-SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/6\/2024, DJe 20\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Conselho Regional de Farm\u00e1cia ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal em desfavor de Craudi\u00e3o, por meio da qual cobrava anuidades n\u00e3o pagas. O ju\u00edzo de primeiro grau determinou que o CRF comprovasse a notifica\u00e7\u00e3o de Craudi\u00e3o. Julgou extinta a execu\u00e7\u00e3o fiscal, sob o fundamento de que a falta de notifica\u00e7\u00e3o regular implica aus\u00eancia de aperfei\u00e7oamento do lan\u00e7amento e de constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (art. 145 do CTN). Assim, a Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa n\u00e3o gozaria dos requisitos atinentes \u00e0 liquidez e certeza do t\u00edtulo executivo. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal&nbsp;local.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o CRF sustenta que no caso dos tributos sujeitos a lan\u00e7amento de of\u00edcio, como \u00e9 o caso das anuidades, o entendimento pac\u00edfico seria no sentido de que sequer h\u00e1 a necessidade de um processo espec\u00edfico de notifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>CTN:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 145. O lan\u00e7amento regularmente notificado ao sujeito passivo s\u00f3 pode ser alterado em virtude de:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; impugna\u00e7\u00e3o do sujeito passivo;<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; recurso de of\u00edcio;<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>iII &#8211; iniciativa de of\u00edcio da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-notificacao\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a notifica\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode apostar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia decorre, na origem, de execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada por Conselho Profissional objetivando a cobran\u00e7a de suas anuidades constitu\u00eddas em CDA&#8217;s.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau determinou que o exequente comprovasse a notifica\u00e7\u00e3o do executado acerca das anuidades cobradas, sob pena de extin\u00e7\u00e3o do feito, julgando, posteriormente, extinta a execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito ante a aus\u00eancia da comprova\u00e7\u00e3o, sob o fundamento de que a falta de notifica\u00e7\u00e3o regular implica aus\u00eancia de aperfei\u00e7oamento do lan\u00e7amento e de constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, conforme previsto no art. 145 do CTN, assim, a Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa n\u00e3o gozava dos requisitos atinentes \u00e0 liquidez e certeza do t\u00edtulo executivo. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que o posicionamento da Corte regional encontra-se em conformidade com a orienta\u00e7\u00e3o consolidada neste Superior Tribunal, segundo a qual as &#8220;anuidades devidas aos conselhos profissionais constituem contribui\u00e7\u00f5es de interesse das categorias profissionais e est\u00e3o sujeitas a lan\u00e7amento de of\u00edcio, que apenas se aperfei\u00e7oa com a notifica\u00e7\u00e3o do contribuinte para efetuar o pagamento do tributo e o esgotamento das inst\u00e2ncias administrativas, em caso de recurso&#8221;, sendo &#8220;necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o da remessa da comunica\u00e7\u00e3o&#8221; (REsp 1.788.488\/RS, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 8\/4\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As anuidades devidas aos conselhos profissionais est\u00e3o sujeitas a lan\u00e7amento de of\u00edcio, que apenas se aperfei\u00e7oa com a notifica\u00e7\u00e3o do contribuinte para efetuar o pagamento do tributo e o esgotamento das inst\u00e2ncias administrativas, em caso de recurso, sendo necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o da remessa da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-apresentacao-de-declaracao-retificadora-do-imposto-de-renda-durante-o-processo-de-fiscalizacao\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de <\/a>apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o retificadora do imposto de renda durante o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o retificadora do imposto de renda durante o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o, porquanto ainda n\u00e3o houve o lan\u00e7amento do tributo devido.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.798.667-PB, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/6\/2024, DJe 26\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino estava sendo fiscalizado pela RFB em raz\u00e3o de discrep\u00e2ncias em sua declara\u00e7\u00e3o de IRPF. O rapaz ent\u00e3o apresentou declara\u00e7\u00e3o retificadora do imposto de renda durante o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o, para tentar escapar do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>A RFB n\u00e3o aceitou a retifica\u00e7\u00e3o por entender que, ap\u00f3s in\u00edcio de procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o ou a inscri\u00e7\u00e3o em D\u00edvida Ativa, o contribuinte n\u00e3o mais poderia alterar a declara\u00e7\u00e3o, mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o retificadora, para alterar os d\u00e9bitos confessados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 147. O lan\u00e7amento \u00e9 efetuado com base na declara\u00e7\u00e3o do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, presta \u00e0 autoridade administrativa informa\u00e7\u00f5es s\u00f4bre mat\u00e9ria de fato, indispens\u00e1veis \u00e0 sua efetiva\u00e7\u00e3o.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00ba A retifica\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o por iniciativa do pr\u00f3prio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, s\u00f3 \u00e9 admiss\u00edvel mediante comprova\u00e7\u00e3o do \u00earro em que se funde, e antes de notificado o lan\u00e7amento.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-retificacao-durante-o-processo-de-fiscalizacao\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o durante o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda \u00e9 o mecanismo ou o instrumento por meio do qual a parte contribuinte promove o lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da S\u00famula 436 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a: &#8220;A entrega de declara\u00e7\u00e3o pelo contribuinte reconhecendo d\u00e9bito fiscal constitui o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, dispensada qualquer outra provid\u00eancia por parte do fisco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse procedimento n\u00e3o oficioso de autoconstitui\u00e7\u00e3o ou autolan\u00e7amento (art. 150 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional) \u00e9 suficiente para a formata\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, cabendo ao fisco o exerc\u00edcio da sua prerrogativa de homologar, ou n\u00e3o, a modalidade de lan\u00e7amento levada a efeito pela parte contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que <strong>tanto a declara\u00e7\u00e3o original quanto a retificadora t\u00eam a mesma natureza jur\u00eddica, tendo a declara\u00e7\u00e3o original sido retificada, vale a informa\u00e7\u00e3o mais recente constante da &#8220;declara\u00e7\u00e3o retificadora&#8221;, que tem a mesma natureza e o mesmo efeito jur\u00eddico daquela, mas \u00e9 posterior, sendo, conforme o art. 18 da Medida Provis\u00f3ria 2.189-49, de 23 de agosto de 2001, desnecess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o da autoridade administrativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, viola o disposto no art. 147, \u00a71\u00ba, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) a negativa de apresenta\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o retificadora durante o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o, porquanto ainda n\u00e3o houve o lan\u00e7amento do tributo devido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o retificadora do imposto de renda durante o processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o, porquanto ainda n\u00e3o houve o lan\u00e7amento do tributo devido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-tributacao-de-servicos-tecnicos-ou-de-assistencia-tecnica-prestados-no-exterior-pelo-imposto-de-renda-retido-na-fonte-no-brasil\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de <\/a>tributa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os t\u00e9cnicos ou de assist\u00eancia t\u00e9cnica prestados no exterior pelo imposto de renda retido na fonte no Brasil.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a tributa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os t\u00e9cnicos ou de assist\u00eancia t\u00e9cnica prestados no exterior pelo imposto de renda retido na fonte no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.348.304-RJ, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/6\/2024, DJe 27\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Pagnagussi Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual questiona a tributa\u00e7\u00e3o no Brasil de servi\u00e7os t\u00e9cnicos prestadas em Portugal, em raz\u00e3o da exist\u00eancia de tratado contra dupla tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-tributacao-tupiniquim\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a tributa\u00e7\u00e3o <\/a>tupiniquim?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ firmou a orienta\u00e7\u00e3o pela possibilidade de tributa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os t\u00e9cnicos ou de assist\u00eancia t\u00e9cnica prestados no exterior pelo imposto de renda retido na fonte no Brasil. Isso quando os tratados contra dupla tributa\u00e7\u00e3o celebrados entre os pa\u00edses prevejam, em seus protocolos anexos, a sujei\u00e7\u00e3o desses ao regime jur\u00eddico de royalties, ante a preval\u00eancia do <strong>crit\u00e9rio da especialidade para a solu\u00e7\u00e3o de conflitos normativos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Segunda Turma reconheceu a incid\u00eancia de IRRF na remessa de valores \u00e0 empresa contratada, independentemente de transfer\u00eancia de tecnologia, na hip\u00f3tese em que houver a previs\u00e3o contida no protocolo anexo ao tratado que conferir \u00e0 situa\u00e7\u00e3o o regime jur\u00eddico do pagamento de &#8220;royalties&#8221;, cuja regra de tributa\u00e7\u00e3o adota a fonte como elemento de conex\u00e3o. No caso, <strong>adotou-se o posicionamento de que o art. 7\u00ba dos Tratados Internacionais contra Dupla Tributa\u00e7\u00e3o possui natureza residual, cabendo a an\u00e1lise primordial de previs\u00f5es espec\u00edficas de tributa\u00e7\u00e3o que, se omissas, autorizariam a aplica\u00e7\u00e3o da regra remanescente, tributando-se o valor no pa\u00eds sede da empresa estrangeira contratada.<\/strong> (REsp n. 1.759.081\/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 7\/4\/2021.).<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas das hip\u00f3teses j\u00e1 julgadas pelo STJ envolveram casos de tratados contra dupla tributa\u00e7\u00e3o celebrados com Argentina, Canad\u00e1, Chile, Peru e Portugal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a tributa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os t\u00e9cnicos ou de assist\u00eancia t\u00e9cnica prestados no exterior pelo imposto de renda retido na fonte no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incidencia-de-imposto-de-renda-sobre-os-rendimentos-recebidos-a-titulo-de-pensao-alimenticia\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia de <\/a>imposto de renda sobre os rendimentos recebidos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide imposto de renda sobre os rendimentos recebidos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.992.751-CE, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 10\/6\/2024, DJe 13\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de d\u00e9bito fiscal c\/c repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, visando \u00e0 desconstitui\u00e7\u00e3o dos lan\u00e7amentos de of\u00edcio realizados pela Receita Federal sobre as declara\u00e7\u00f5es de imposto de rendas, em raz\u00e3o de rendimentos n\u00e3o declarados recebidos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal local entendeu que o entendeu que os valores recebidos pelas dependentes da contribuinte, a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia, configurariam acr\u00e9scimo patrimonial sujeito \u00e0 incid\u00eancia do imposto de renda.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>CF\/1988:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos sociais a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a alimenta\u00e7\u00e3o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran\u00e7a, a previd\u00eancia social, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia, a assist\u00eancia aos desamparados, na forma desta Constitui\u00e7\u00e3o. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-incide-o-irpf\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide o IRPF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem entendeu que os valores recebidos pelas dependentes da contribuinte, a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia, configurariam acr\u00e9scimo patrimonial sujeito \u00e0 incid\u00eancia do imposto de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no julgamento da ADI n. 5.422\/DF, ao apreciar o tratamento tribut\u00e1rio conferido pela legisla\u00e7\u00e3o federal aos alimentos e pens\u00e3o aliment\u00edcia oriundos do direito de fam\u00edlia, <strong>o STF deu ao art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 7.713\/1988, aos arts. 4\u00ba e 46 do Anexo do Decreto n. 9.580\/2018 e aos art. 3\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>, \u00a7 1\u00ba e art. 4\u00ba do Decreto-Lei n. 1.301\/1973, interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong> <strong>para afastar a incid\u00eancia do imposto de renda sobre valores decorrentes do direito de fam\u00edlia percebidos pelos alimentados a t\u00edtulo de alimentos ou de pens\u00f5es aliment\u00edcias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No referido julgamento, levando em considera\u00e7\u00e3o a Emenda Constitucional n. 64\/2010, que alterou o art. 6\u00ba da CF\/1988, para introduzir a alimenta\u00e7\u00e3o como direito social, ressaltou-se que os alimentos se destinam a assegurar a manuten\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa humana, com base na solidariedade, sendo considerados como direito social, e que \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o considerar os alimentos como acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o imposto de renda n\u00e3o deve incidir sobre verbas indenizat\u00f3rias ou sobre verbas utilizadas para garantir o acesso ao m\u00ednimo existencial, mas sobre valores que se caracterizem como aumento patrimonial. Os alimentos s\u00e3o destinados a satisfazer as necessidades mais b\u00e1sicas de um indiv\u00edduo que, sem aquela presta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 prover seu pr\u00f3prio sustento. Assim, \u00e9 parcela que assegura a dignidade da pessoa humana, por meio do m\u00ednimo existencial, integrando o rol de direitos da personalidade, com todos os consect\u00e1rios pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>assim como qualquer outra atividade estatal, o exerc\u00edcio do poder de tributar outorgado ao Estado deve ocorrer de forma que n\u00e3o comprometa a frui\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais dos cidad\u00e3os em sua plenitude, incidindo apenas sobre aqueles valores que revelem alguma manifesta\u00e7\u00e3o de riqueza, ou seja, sobre os ingressos que guardam rela\u00e7\u00e3o com a ideia de acr\u00e9scimo ou ganho patrimonial, exclu\u00eddos aqueles destinados \u00e0 sobreviv\u00eancia e garantia das necessidades b\u00e1sicas do sujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide imposto de renda sobre os rendimentos recebidos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-execucao-fiscal-e-possibilidade-do-uso-de-ferramenta-denominada-teimosinha\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o fiscal e possibilidade do <\/a>uso de ferramenta denominada &#8220;teimosinha&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o uso de ferramenta denominada &#8220;teimosinha&#8221;, que \u00e9 a reitera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e programada de ordens de bloqueio de valores, para pesquisa e bloqueio de bens do devedor, porquanto confere maior celeridade na busca de ativos financeiros e efetividade na demanda execut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.121.333-SP, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024, DJe 14\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, o ju\u00edzo determinou a realiza\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio SISBAJUD com a utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta conhecida como \u201cteimosinha\u201d. A empresa executada recorre da decis\u00e3o sob o fundamento de que a ferramenta impossibilitaria a atividade da empresa, uma vez que tornaria imprevis\u00edvel o fluxo de caixa, bem como resultaria na penhora de faturamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-uso-da-teimosinha\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o uso da teimosinha?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a desenvolveu o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judici\u00e1rio &#8211; Sisbajud, como uma forma de substituir e aprimorar o BacenJud, at\u00e9 ent\u00e3o utilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo sistema cont\u00e9m a ferramenta denominada &#8220;teimosinha&#8221;, que \u00e9 a reitera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e programada de ordens de bloqueio, de forma que a ordem \u00e9 dada a partir da resposta da institui\u00e7\u00e3o financeira, sempre levando em considera\u00e7\u00e3o o saldo remanescente. Assim, n\u00e3o se mostra mais necess\u00e1rio que sejam expedidas sucessivas ordens de bloqueio relativas a uma mesma decis\u00e3o, conferindo celeridade ao procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ado\u00e7\u00e3o do referido mecanismo visa \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o das lides em menor tempo, em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo e da efici\u00eancia, e se mostra plenamente aplic\u00e1vel, at\u00e9 mesmo para evitar o esvaziamento do saldo da conta do devedor no \u00ednterim entre uma ordem de pesquisa e outra, atendendo os princ\u00edpios que visam \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito do exequente, em especial o da efetividade da execu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel, portanto, o emprego da ferramenta &#8220;teimosinha&#8221; para a realiza\u00e7\u00e3o de buscas reiteradas e autom\u00e1ticas por valores em nome do devedor no sistema financeiro nacional at\u00e9 que seja satisfeita a execu\u00e7\u00e3o, pelo que n\u00e3o se verifica \u00f3bice \u00e0 sua utiliza\u00e7\u00e3o, sendo \u00f4nus do devedor apontar eventual inviabiliza\u00e7\u00e3o da atividade empresarial causada pela utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o uso de ferramenta denominada &#8220;teimosinha&#8221;, que \u00e9 a reitera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e programada de ordens de bloqueio de valores, para pesquisa e bloqueio de bens do devedor, porquanto confere maior celeridade na busca de ativos financeiros e efetividade na demanda execut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-revisao-de-lancamento-tributario-e-requantificacao-monetaria-da-base-de-calculo-do-imposto\"><a>10.&nbsp; Revis\u00e3o de lan\u00e7amento tribut\u00e1rio e <\/a>requantifica\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da base de c\u00e1lculo do imposto<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No procedimento de revis\u00e3o do lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, a requantifica\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da base de c\u00e1lculo do imposto para adequa\u00e7\u00e3o ao valor efetivamente devido pelo contribuinte configura-se erro de fato (art. 149, VIII do CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.362.445-SP, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024, DJe 6\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Unimais Sa\u00fade, operadora de plano de sa\u00fade, op\u00f4s embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, tendo como objetivo anular cobran\u00e7a de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio de ISSQN. Disse que o munic\u00edpio cometeu erro de direito ao tributar as receitas decorrentes de comercializa\u00e7\u00e3o de planos de sa\u00fade, cobrando mais do que devia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o Munic\u00edpio sustenta n\u00e3o houve erro de direito, mas apenas erro de fato ao arbitrar a base de c\u00e1lculo do ISSQN. A municipalidade apenas a revisou numericamente, ap\u00f3s tomar conhecimento dos valores efetivamente pagos pela operadora de plano de sa\u00fade que foram informados pela ANS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>CTN:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 149. O lan\u00e7amento \u00e9 efetuado e revisto de of\u00edcio pela autoridade administrativa nos seguintes casos: <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>VIII &#8211; quando deva ser apreciado fato n\u00e3o conhecido ou n\u00e3o provado por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento anterior; <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-erro-de-fato-e-segue-o-jogo\"><a>10.2.2. Erro de fato e segue o jogo<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 pac\u00edfica no sentido de que <strong>incide o Imposto Sobre Servi\u00e7o de Qualquer Natureza &#8211; ISSQN na venda de planos de sa\u00fade, tendo como base de c\u00e1lculo t\u00e3o somente a receita advinda da cobran\u00e7a da taxa de administra\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, a retifica\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento pelo fisco municipal reportou-se t\u00e3o somente \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o do valor da receita da recorrida a t\u00edtulo de taxa de administra\u00e7\u00e3o de planos de sa\u00fade. Essa informa\u00e7\u00e3o somente foi obtida pela municipalidade ap\u00f3s dilig\u00eancias na Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o do lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, observado o poder-dever de autotutela da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, apenas pode ser exercida nas hip\u00f3teses do art. 149 do CTN, respeitado o prazo decadencial para a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a revis\u00e3o do lan\u00e7amento tribut\u00e1rio por erro de fato (art. 149, VIII, do CTN) exige o desconhecimento de sua exist\u00eancia ou a impossibilidade de sua comprova\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca da constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no caso de erro de fato, a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria tem o poder\/dever de revisar de of\u00edcio o lan\u00e7amento quanto a qualquer elemento definido na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria como sendo de declara\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria (art. 145, III, c\/c o art. 149, IV, do CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, no procedimento de revis\u00e3o tribut\u00e1ria relacionado ao caso, n\u00e3o ocorre erro de direito (equ\u00edvoco na valora\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos fatos), por n\u00e3o haver a modifica\u00e7\u00e3o do entendimento jur\u00eddico adotado pelo fisco municipal quanto \u00e0 base de c\u00e1lculo do ISSQN (taxa de administra\u00e7\u00e3o) &#8211; hip\u00f3tese em que o lan\u00e7amento tribut\u00e1rio seria imodific\u00e1vel (art. 146, CTN) -, mas t\u00e3o somente a requantifica\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da base de c\u00e1lculo do imposto para adequa\u00e7\u00e3o ao valor efetivamente devido pelo contribuinte, o qual n\u00e3o era conhecido por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento anterior, em raz\u00e3o da necessidade de dilig\u00eancias na Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade, o que configura, assim, evidente erro de fato.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>ERRO DE FATO<\/strong><\/td><td><strong>ERRO DE DIREITO<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Descri\u00e7\u00e3o do evento imprecisa<\/td><td>Equ\u00edvoco na valora\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos fatos<\/td><\/tr><tr><td>Pode ser revisto ou refeito<\/td><td>N\u00c3O pode ser revisto ou refeito<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No procedimento de revis\u00e3o do lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, a requantifica\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da base de c\u00e1lculo do imposto para adequa\u00e7\u00e3o ao valor efetivamente devido pelo contribuinte configura-se erro de fato (art. 149, VIII do CTN).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-abusividade-da-pratica-consistente-em-condicionar-as-informacoes-solicitadas-via-sac-ao-fornecimento-de-informacoes-pessoais-do-consumidor-ou-ao-preenchimento-de-dados-cadastrais\"><a>11.&nbsp; Abusividade da <\/a>pr\u00e1tica consistente em condicionar as informa\u00e7\u00f5es solicitadas via SAC ao fornecimento de informa\u00e7\u00f5es pessoais do consumidor ou ao preenchimento de dados cadastrais.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a pr\u00e1tica consistente em condicionar as informa\u00e7\u00f5es solicitadas via SAC ao fornecimento de informa\u00e7\u00f5es pessoais do consumidor ou ao preenchimento de dados cadastrais, bem como \u00e9 inadmiss\u00edvel a negativa de fornecimento do n\u00famero de protocolo do atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.750.604-SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. (Info STJ Ed. Ext. n\u00ba 19)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ber, cliente insatisfeito com a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de seu banco, resolveu ligar para o atendimento ao cliente. O SAC condicionou o repasse das informa\u00e7\u00f5es ao fornecimento de diversos dados cadastrais. Ao questionar a legalidade do ato e requerer o n\u00famero do protocolo, houve recusa pelo SAC, o que levou o rapaz a ajuizar a\u00e7\u00e3o questionando a legalidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><em>CDC:<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 31. A oferta e apresenta\u00e7\u00e3o de produtos ou servi\u00e7os devem assegurar informa\u00e7\u00f5es corretas, claras, precisas, ostensivas e em l\u00edngua portuguesa sobre suas caracter\u00edsticas, qualidades, quantidade, composi\u00e7\u00e3o, pre\u00e7o, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam \u00e0 sa\u00fade e seguran\u00e7a dos consumidores. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-pratica-abusiva\"><a>11.2.2. Pr\u00e1tica abusiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 31 do CDC disp\u00f5e que a oferta de produto e servi\u00e7o deve assegurar informa\u00e7\u00f5es corretas, claras e precisas.<\/strong> Por isso, a apresenta\u00e7\u00e3o de dados sobre procedimentos, produtos e servi\u00e7os \u00e9 dever de todo fornecedor e mais ainda daqueles que se mant\u00eam na posi\u00e7\u00e3o de prestadores de servi\u00e7os p\u00fablicos concedidos, os quais, na esteira do artigo 22 do c\u00f3digo consumerista, devem ser adequados e eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto n. 6.523\/2008, ao regulamentar o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o previsto no CDC, com vistas a dotar seus dispositivos de efetividade, detalhou o funcionamento do Servi\u00e7o de Atendimento ao Consumidor &#8211; SAC, a fim de resolver demandas dos consumidores sobre informa\u00e7\u00f5es, d\u00favidas, reclama\u00e7\u00f5es, suspens\u00e3o ou cancelamento de contratos e servi\u00e7os, sendo, na ampla maioria dos casos, o principal meio de comunica\u00e7\u00e3o entre o cliente e o fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 4\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do referido decreto estabelece que o acesso inicial n\u00e3o ser\u00e1 condicionado ao pr\u00e9vio fornecimento de dados pelo consumidor. Assim, condicionar informa\u00e7\u00f5es ao pr\u00e9vio cadastro de dados viola o direito b\u00e1sico do consumidor ao amplo acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de contribuir para o desest\u00edmulo do contato pela citada via, ao submet\u00ea-lo a procedimento vagaroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o direito a privacidade \u00e9 garantia constitucional que dispensa preju\u00edzo concreto ou abuso materializado, n\u00e3o sendo sensato exigir dados de perfil do consumo para que haja, por parte de prestadora de servi\u00e7o, o cumprimento de seus deveres.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>\u00e9 inerente ao SAC a obriga\u00e7\u00e3o de conferir registro telef\u00f4nico do atendimento, de forma a permitir que o consumidor acompanhe, por meio de registro num\u00e9rico, as informa\u00e7\u00f5es, d\u00favidas, reclama\u00e7\u00f5es, suspens\u00f5es ou cancelamentos de contratos e servi\u00e7os que porventura venha a realizar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o art. 15 do Decreto n. 6.523\/2008 disp\u00f5e que &#8220;Ser\u00e1 permitido o acompanhamento pelo consumidor de todas as suas demandas por meio de registro num\u00e9rico, que lhe ser\u00e1 informado no in\u00edcio do atendimento.&#8221;. Na mesma linha \u00e9 o teor do art. 7\u00ba, da Resolu\u00e7\u00e3o n. 632\/2014 da Anatel, que regula os direitos do consumidor de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, ao dispor que: &#8220;Todo atendimento deve receber um n\u00famero de protocolo a ser informado ao Consumidor.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A disponibiliza\u00e7\u00e3o do n\u00famero do protocolo de atendimento ao consumidor constitui provid\u00eancia indispens\u00e1vel para conferir mecanismo probat\u00f3rio, bem como de prote\u00e7\u00e3o do consumidor, no sentido de que foi mantido contato com a empresa, possibilitando-lhe fazer valer seus direitos na prestadora de servi\u00e7os, ao Judici\u00e1rio, ou \u00e0 ag\u00eancia reguladora competente. Al\u00e9m do que \u00e9 garantia da pr\u00f3pria prestadora de servi\u00e7o quanto \u00e0 regularidade e \u00e0 legalidade de sua conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o se pode albergar pr\u00e1tica abusiva consistente em condicionar as informa\u00e7\u00f5es solicitadas ao fornecimento de informa\u00e7\u00f5es pessoais do consumidor ou ao preenchimento de dados cadastrais. Tampouco \u00e9 admiss\u00edvel a negativa de fornecimento do n\u00famero de protocolo do atendimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a pr\u00e1tica consistente em condicionar as informa\u00e7\u00f5es solicitadas via SAC ao fornecimento de informa\u00e7\u00f5es pessoais do consumidor ou ao preenchimento de dados cadastrais, bem como \u00e9 inadmiss\u00edvel a negativa de fornecimento do n\u00famero de protocolo do atendimento.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-888fcdd6-e35b-430f-956b-3dc0631f187a\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/30010550\/stj-info-stj-ed-ext-19-pt2.pdf\">stj-info-stj-ed-ext-19-pt2<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/30010550\/stj-info-stj-ed-ext-19-pt2.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-888fcdd6-e35b-430f-956b-3dc0631f187a\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos do STJ em sua Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria n. 19 (Parte 2)\u00a0COMENTADO. 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