{"id":1427291,"date":"2024-07-09T10:57:44","date_gmt":"2024-07-09T13:57:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1427291"},"modified":"2024-07-09T10:57:48","modified_gmt":"2024-07-09T13:57:48","slug":"informativo-stj-816-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 816 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 816 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/09105537\/stj-informativo-816.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_cFH83G3vKd0\"><div id=\"lyte_cFH83G3vKd0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/cFH83G3vKd0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/cFH83G3vKd0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/cFH83G3vKd0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-fornecer-acesso-a-informacao-sobre-a-carga-horaria-de-todos-os-militares-da-organizacao-militar\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar em virtude da disponibilidade cont\u00ednua de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 28.715-DF, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 12\/6\/2024, DJe 17\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu requereu administrativamente acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar. O pedido foi indeferido. Inconformado, impetrou mandado de seguran\u00e7a objetivando provimento mandamental para determinar ao Comandante da Marinha ao fornecimento do acesso aos dados referentes \u00e0 carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar especificada, o n\u00famero da escala hier\u00e1rquica do militar, o posto ou gradua\u00e7\u00e3o e a respectiva carga hor\u00e1ria do m\u00eas de abril de 2020.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19.&nbsp; Os servidores cumprir\u00e3o jornada de trabalho fixada em raz\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites m\u00ednimo e m\u00e1ximo de seis horas e oito horas di\u00e1rias, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-fornecimento-das-informacoes-requeridas\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o fornecimento das informa\u00e7\u00f5es requeridas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o, senhor!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se sobre \u00e0 possibilidade de, com fundamento na Lei n. 12.527\/2011, ser fornecido acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria na carreira militar, cujos dados s\u00e3o tidos como inexistentes pela autoridade impetrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 natureza da atividade militar, verifica-se, da leitura do art. 142, \u00a7 3\u00ba, VIII, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, que n\u00e3o foram atribu\u00eddos ao militares os direitos sociais dos trabalhadores previstos no art. 7\u00ba, incisos IX, XIII, XV, XVI, XX, XXII, XXX, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, direitos estes, por outro lado, garantidos aos servidores p\u00fablicos civis, consoante art. 39, \u00a7 3\u00ba, do mesmo diploma normativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 carreira \u00e9 assim descrita no Estatuto dos Militares: &#8220;Art. 5\u00ba. A carreira militar \u00e9 caracterizada por atividade continuada e inteiramente devotada \u00e0s finalidades prec\u00edpuas das For\u00e7as Armadas, denominada atividade militar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>ao analisar a natureza da atividade militar, inclusive a sua caracter\u00edstica de disponibilidade permanente, a doutrina pontua que &#8220;a carreira militar, privativa do pessoal da ativa, caracteriza-se por ser uma atividade continuada e inteiramente devotada \u00e0s finalidades prec\u00edpuas das For\u00e7as Armadas, denominada atividade militar. Por ser continuada, imp\u00f5e ao militar da ativa disponibilidade integral<\/strong>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Diversa \u00e9 a regra do art. 19 da Lei n. 8.112\/1990, que disp\u00f5e sobre o regime jur\u00eddico dos servidores p\u00fablicos federais, categoria da qual os militares foram apartados, por for\u00e7a da EC n. 19\/1998. Assim, o Estatuto dos Servidores P\u00fablicos Civis limita a jornada de trabalho semanal e di\u00e1ria dos trabalhadores, nos seguintes termos: &#8220;Art. 19. Os servidores cumprir\u00e3o jornada de trabalho fixada em raz\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es pertinentes aos respectivos cargos, respeitada a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do trabalho semanal de quarenta horas e observados os limites m\u00ednimo e m\u00e1ximo de seis horas e oito horas di\u00e1rias, respectivamente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a lei ou a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o imp\u00f5em uma limita\u00e7\u00e3o \u00e0 carga hor\u00e1ria dos militares, estando estes em disponibilidade cont\u00ednua para as suas atividades, ao contr\u00e1rio dos servidores p\u00fablicos civis, em rela\u00e7\u00e3o aos quais as normas constitucionais e legais delimitam a jornada de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a de Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, prev\u00ea que: &#8220;Art. 11. O \u00f3rg\u00e3o ou entidade p\u00fablica dever\u00e1 autorizar ou conceder o acesso imediato \u00e0 informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. \u00a7 1\u00ba N\u00e3o sendo poss\u00edvel conceder o acesso imediato, na forma disposta no&nbsp;<em>caput<\/em>, o \u00f3rg\u00e3o ou entidade que receber o pedido dever\u00e1, em prazo n\u00e3o superior a 20 (vinte) dias: [&#8230;] III &#8211; comunicar que n\u00e3o possui a informa\u00e7\u00e3o [&#8230;]&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><em>In casu<\/em><strong>, n\u00e3o haveria, portanto, registro de dados ou informa\u00e7\u00f5es sobre a carga hor\u00e1ria de servi\u00e7os a serem prestados pelos militares, pois sua atividade \u00e9 cont\u00ednua, devendo sempre atender ao chamado hier\u00e1rquico, a despeito de se tratar de servi\u00e7o noturno ou mesmo nos fins de semana, n\u00e3o se remunerando servi\u00e7o extraordin\u00e1rias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, seria imposs\u00edvel, o acesso aos dados referentes \u00e0 carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar, identificados pelo n\u00famero da escala hier\u00e1rquica, o posto ou gradua\u00e7\u00e3o, pois, pela natureza da atividade, n\u00e3o haveria tal previs\u00e3o, inexistindo, portanto, a informa\u00e7\u00e3o requerida, sendo desproporcional e desarrazoada a eventual determina\u00e7\u00e3o de sua produ\u00e7\u00e3o pela via judicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar em virtude da disponibilidade cont\u00ednua de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-negativa-de-banca-examinadora-de-concurso-publico-em-atribuir-pontuacao-a-resposta-formulada-de-acordo-com-precedente-obrigatorio-do-stj-e-flagrante-ilegalidade\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Negativa de banca examinadora de concurso p\u00fablico em atribuir pontua\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta formulada de acordo com precedente obrigat\u00f3rio do STJ e flagrante ilegalidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A negativa de banca examinadora de concurso p\u00fablico em atribuir pontua\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta formulada de acordo com precedente obrigat\u00f3rio do STJ constitui flagrante ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 73.285-RS, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gertrude, aluna do ECJ que acompanhava semanalmente os informativos estrat\u00e9gicos, inscreveu-se no Concurso para Ingresso na Carreira da Magistratura do Estado do Rio Grande do Sul. A candidata foi reprovada na prova pr\u00e1tica de senten\u00e7a c\u00edvel, exame no qual lhe foi atribu\u00edda a nota final de 5,61.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao conferir o resultado, Gertrude verificou que a banca examinadora teria arbitrariamente deixado de aplicar a jurisprud\u00eancia consolidada do STJ ao examinar o item &#8220;\u00f4nus da sucumb\u00eancia&#8221;, violando o conte\u00fado program\u00e1tico previsto no edital do certame, no qual se exige o dom\u00ednio da jurisprud\u00eancia dos tribunais superiores. Inconformada, Gertrude impetrou mandado de seguran\u00e7a no qual alega que a banca deveria ter pontuado a resposta formulada de acordo com precedente obrigat\u00f3rio do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 4.657\/42:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 30.&nbsp; As autoridades p\u00fablicas devem atuar para aumentar a seguran\u00e7a jur\u00eddica na aplica\u00e7\u00e3o das normas, inclusive por meio de regulamentos, s\u00famulas administrativas e respostas a consultas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-flagrante-ilegalidade\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Flagrante ilegalidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pau nessas bancas safadas, STJ!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica a escolha dos m\u00e9todos e dos crit\u00e9rios para aferir a aptid\u00e3o e o m\u00e9rito dos candidatos nos concursos p\u00fablicos destinados ao provimento de cargos p\u00fablicos efetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE n. 632.853\/CE (Tema n. 485), sob o regime da repercuss\u00e3o geral, firmou a compreens\u00e3o de que &#8220;<strong>n\u00e3o compete ao Poder Judici\u00e1rio substituir a banca examinadora para reexaminar o conte\u00fado das quest\u00f5es e os crit\u00e9rios de corre\u00e7\u00e3o utilizados, salvo ocorr\u00eancia de ilegalidade e inconstitucionalidade<\/strong>.&#8221; (RE n. 632.853\/CE, Relator Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 23\/4\/2015, DJe 29\/6\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as hip\u00f3teses de ilegalidade que autorizam a revis\u00e3o judicial da atua\u00e7\u00e3o de banca examinadora de concurso p\u00fablico, a inobserv\u00e2ncia das regras contidas no edital, as quais vinculam tanto os concorrentes no certame quanto a pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Por essa raz\u00e3o, a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 un\u00edssona ao admitir a interven\u00e7\u00e3o judicial para garantir a observ\u00e2ncia de normas do edital.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, quanto \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do item relativo \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nus da sucumb\u00eancia, verifica-se que a conduta da banca examinadora, ao negar pontua\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta formulada em estrita observ\u00e2ncia \u00e0 precedente obrigat\u00f3rio do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, constituiu ato ilegal e contr\u00e1ria ao edital do certame.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A inobserv\u00e2ncia de precedente obrigat\u00f3rio do STJ nos certames destinados ao provimento de cargos p\u00fablicos igualmente contraria o art. 30 Decreto-Lei n. 4.657\/42 (Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do Direito Brasileiro), o qual determina que as autoridades p\u00fablicas devem atuar para aumentar a seguran\u00e7a jur\u00eddica na aplica\u00e7\u00e3o das normas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, \u00e9 absolutamente contr\u00e1rio \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 boa-f\u00e9 administrativa a conduta de banca examinadora de concurso p\u00fablico que, em mat\u00e9ria de lei federal, recusa a interpreta\u00e7\u00e3o sedimentada pelo \u00f3rg\u00e3o constitucionalmente encarregado de uniformizar a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, n\u00e3o se pode deixar de assinalar que o edital do concurso p\u00fablico, em seu conte\u00fado program\u00e1tica de direito processual civil, incluiu expressamente entre os objetos de avalia\u00e7\u00e3o &#8220;Jurisprud\u00eancia e S\u00famulas dos Tribunais Superiores (STJ e STF).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao negar pontua\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta formulada em harmonia com a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a banca examinadora afastou-se indevidamente do objeto de avalia\u00e7\u00e3o expressamente previsto no edital.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A negativa de banca examinadora de concurso p\u00fablico em atribuir pontua\u00e7\u00e3o \u00e0 resposta formulada de acordo com precedente obrigat\u00f3rio do STJ constitui flagrante ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-absolvicao-criminal-com-fundamento-na-atipicidade-da-conduta-e-coisa-julgada-no-juizo-civel\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Absolvi\u00e7\u00e3o criminal com fundamento na atipicidade da conduta e coisa julgada no ju\u00edzo c\u00edvel<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A absolvi\u00e7\u00e3o criminal com fundamento na atipicidade da conduta n\u00e3o faz coisa julgada no ju\u00edzo c\u00edvel, considerando a independ\u00eancia das inst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Agint no REsp 1.991.470-MG, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nelsinho, denunciado pelo crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita, foi absolvido com fundamento na atipicidade da conduta. Ocorre que, simultaneamente, o sujeito respondia pelos mesmos fatos a uma a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa. Ap\u00f3s a absolvi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal, sua defesa requereu a aplica\u00e7\u00e3o da coisa julgada no ju\u00edzo c\u00edvel no qual corria a a\u00e7\u00e3o por improbidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.249\/1992:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 21. A aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas nesta lei independe:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba As senten\u00e7as civis e penais produzir\u00e3o efeitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade quando conclu\u00edrem pela inexist\u00eancia da conduta ou pela negativa da autoria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A absolvi\u00e7\u00e3o criminal em a\u00e7\u00e3o que discuta os mesmos fatos, confirmada por decis\u00e3o colegiada, impede o tr\u00e2mite da a\u00e7\u00e3o da qual trata esta Lei, havendo comunica\u00e7\u00e3o com todos os fundamentos de absolvi\u00e7\u00e3o previstos no art. 386 do Decreto-Lei n\u00ba 3.689, de 3 de outubro de 1941 (C\u00f3digo de Processo Penal).&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-interfere-no-civel\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interfere no c\u00edvel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme entendimento sufragado no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, <strong>a absolvi\u00e7\u00e3o operada no Ju\u00edzo criminal somente se comunica com a esfera administrativa quando negada a exist\u00eancia do fato ou da autoria <\/strong>(AREsp n. 1.358.883\/RS, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 3\/9\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>A absolvi\u00e7\u00e3o criminal com fundamento na atipicidade da conduta, n\u00e3o faz coisa julgada no c\u00edvel, considerando a independ\u00eancia das inst\u00e2ncias que, ademais, consta do pr\u00f3prio art. 37, \u00a7 4\u00ba, da CF: &#8220;Os atos de improbidade administrativa importar\u00e3o a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao er\u00e1rio, na forma e grada\u00e7\u00e3o previstas em lei, sem preju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o penal cab\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse mesmo sentido da independ\u00eancia das inst\u00e2ncias, diversos s\u00e3o os precedentes do STJ: RMS n. 32.319\/GO, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 22\/9\/2016 e REsp n. 1.364.075\/DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 2\/12\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>O referido entendimento jurisprudencial encontra-se em conson\u00e2ncia com o disposto no art. 21, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 8.249\/1992 (na reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.230\/2021), no sentido de que as &#8220;senten\u00e7as civis e penais produzir\u00e3o efeitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade quando conclu\u00edrem pela inexist\u00eancia da conduta ou pela negativa da autoria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o disposto no art. 21, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 8.429\/1992, na reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.230\/2021, apontar que a &#8220;absolvi\u00e7\u00e3o criminal em a\u00e7\u00e3o que discuta os mesmos fatos, confirmada por decis\u00e3o colegiada, impede o tr\u00e2mite da a\u00e7\u00e3o da qual trata esta Lei, havendo comunica\u00e7\u00e3o com todos os fundamentos de absolvi\u00e7\u00e3o previstos no art. 386 do Decreto-Lei 3.689\/1941 (C\u00f3digo de Processo Penal)&#8221;, tal disposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 suspensa por liminar deferida na ADI\/STF 7.236.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, nem sempre h\u00e1 correspond\u00eancia exata entre o dolo que autoriza a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o penal por atipicidade da conduta com o dolo exigido no crime de apropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A absolvi\u00e7\u00e3o criminal com fundamento na atipicidade da conduta n\u00e3o faz coisa julgada no ju\u00edzo c\u00edvel, considerando a independ\u00eancia das inst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legitimidade-da-defensoria-publica-para-manejar-pedido-de-suspensao-de-seguranca-ou-suspensao-de-liminar-e-sentenca\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade da Defensoria P\u00fablica para manejar pedido de Suspens\u00e3o de Seguran\u00e7a ou Suspens\u00e3o de Liminar e Senten\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO DE INSTRUMENTO NA SUSPENS\u00c3O DE LIMINAR E SENTEN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>Defensoria P\u00fablica n\u00e3o possui legitimidade ativa para manejar pedido de Suspens\u00e3o de Seguran\u00e7a ou Suspens\u00e3o de Liminar e Senten\u00e7a<\/a>, salvo na preserva\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico prim\u00e1rio quando atua em defesa de prerrogativas institucionais pr\u00f3prias do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt na SLS 3.156-AM, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Corte Especial, por maioria, julgado em 7\/2\/2024, DJe 6\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>&nbsp;A Defensoria P\u00fablica do Estado do Amazonas requereu a Suspens\u00e3o de Liminar e Senten\u00e7a contra decis\u00e3o tratando do direito de moradia de pessoas carentes. O STJ decidiu que Defensoria P\u00fablica n\u00e3o teria legitimidade para tanto, por entender que a legitimidade da DPE, limita-se \u00e0 defesa de suas prerrogativas e fun\u00e7\u00f5es institucionais, n\u00e3o alcan\u00e7ando a hip\u00f3tese de interesses privados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dp-tem-legitimidade-ativa-para-a-ss-nesses-casos\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DP tem legitimidade ativa para a SS nesses casos<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Como regra, N\u00c3O, SALVO na preserva\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico prim\u00e1rio quando atua em defesa de prerrogativas institucionais pr\u00f3prias do poder p\u00fablico!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o Defensoria P\u00fablica, vale anotar que, conquanto n\u00e3o se ignore, tampouco se negue a import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia social sempre presente quando atua em ju\u00edzo na defesa dos interesses das classes menos favorecidas falta-lhe, na forma da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, legitimidade para manejar pedido de suspens\u00e3o de liminar e senten\u00e7a, tal como j\u00e1 anotado<\/strong>. O&nbsp;<em>status<\/em>&nbsp;constitucional de fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 Justi\u00e7a (CF, T\u00edtulo IV, Cap\u00edtulo IV, Se\u00e7\u00e3o IV), s\u00f3 por si, n\u00e3o \u00e9 suficiente a lhe conferir legitimidade para atuar em toda e qualquer demanda ou, especialmente, para ingressar com todo e qualquer incidente processual sem observar os requisitos legais espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse particular, cumpre ver que \u00e9 assente o entendimento no sentido de que, por revestir excepcional forma de interven\u00e7\u00e3o no regular curso do processo, o incidente de suspens\u00e3o de liminar e senten\u00e7a, tal como disciplinado pela Lei n. 8.437\/1992, n\u00e3o comporta, nem deve receber interpreta\u00e7\u00e3o extensiva de modo a ampliar as hip\u00f3teses de cabimento e\/ou rol de legitimados ativos. Isso porque seu fundamento e raz\u00e3o de ser residem na prote\u00e7\u00e3o dos interesses p\u00fablicos prim\u00e1rios, representados, exclusivamente, pelo Estado-administra\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o se devem buscar prop\u00f3sitos sociais a fim de justificar risco de grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 economia p\u00fablicas, a fim de se reconhecerem outros legitimados afora aqueles listados pela lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, especificamente sobre a legitimidade da Defensoria P\u00fablica, colhe-se, tamb\u00e9m da lavra da Ministra Presidente do STF, precedente aplic\u00e1vel ao tema em foco, de que \u00e9: &#8220;(&#8230;) Consabido que o instituto da suspens\u00e3o de liminar, desde a sua origem, com a Lei n. 191\/1936, art. 13, sob a \u00e9gide da Constitui\u00e7\u00e3o de 1934, positivou-se como prerrogativa processual das pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico interessadas &#8211; Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal, Munic\u00edpios, respectivas autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas -, para efeito de suspens\u00e3o da efic\u00e1cia das decis\u00f5es judiciais desfavor\u00e1veis \u00e0 Fazenda P\u00fablica nas hip\u00f3teses de grave les\u00e3o \u00e0 ordem, sa\u00fade, seguran\u00e7a e \u00e0 economia p\u00fablicas. Ainda hoje \u00e9 o que emerge da literalidade dos arts. 4\u00ba da Lei n. 8.437\/1992 e 15 da Lei n. 12.016\/2009, que tamb\u00e9m contemplam o Minist\u00e9rio P\u00fablico como legitimado universal. Embora a jurisprud\u00eancia, ao influxo da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, venha paulatinamente ampliando o rol dos legitimados ativos enumerados na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, pontuo que a regra geral &#8211; pessoas jur\u00eddicas de Direito P\u00fablico e Minist\u00e9rio P\u00fablico &#8211; tem sofrido, e comporta mitiga\u00e7\u00e3o &#8211; interpretada a lei conforme os fins a que se destina -, apenas em casos especial\u00edssimos, nos quais presente a&nbsp;<em>ratio legis<\/em>&nbsp;de preserva\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico prim\u00e1rio que a orienta (&#8230;). Acaso estivesse a Defensoria P\u00fablica, na esp\u00e9cie, utilizando a presente via para tal fim, deteria legitimidade ad causam. Contudo, est\u00e1 a veicular, nesta sede processual, pretens\u00e3o voltada a assegurar a tutela dos direitos do grupo interessado que assiste, desvinculando-se, pois, do interesse p\u00fablico prim\u00e1rio protegido pela legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, a despeito da sensibilidade e relev\u00e2ncia do tema de fundo (&#8230;). Assim, quando a Defensoria P\u00fablica, em raz\u00e3o da personalidade judici\u00e1ria, integra o polo passivo da demanda, em defesa de prerrogativas institucionais, atua, em realidade, como o pr\u00f3prio Poder P\u00fablico, a legitimar, excepcionalmente, a utiliza\u00e7\u00e3o do instrumento de contracautela (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, apesar do status constitucional da Defensoria P\u00fablica &#8211; fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 Justi\u00e7a (CF, T\u00edtulo IV, Cap\u00edtulo IV, Se\u00e7\u00e3o IV) &#8211; nos termos da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, n\u00e3o lhe \u00e9 reconhecida legitimidade ativa para manejar pedido de Suspens\u00e3o de Seguran\u00e7a (SS) ou de Suspens\u00e3o de Liminar e Senten\u00e7a (SLS), afora &#8220;casos especial\u00edssimos, nos quais presente a&nbsp;<em>ratio legis<\/em>&nbsp;de preserva\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico prim\u00e1rio que a orienta&#8221;, particularmente, quando, &#8220;em defesa de prerrogativas institucionais, atua, em realidade, como o pr\u00f3prio Poder P\u00fablico&#8221; (STF, SS n. 5.628\/MA).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica n\u00e3o possui legitimidade ativa para manejar pedido de Suspens\u00e3o de Seguran\u00e7a ou Suspens\u00e3o de Liminar e Senten\u00e7a, salvo na preserva\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico prim\u00e1rio quando atua em defesa de prerrogativas institucionais pr\u00f3prias do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sucumbencia-reciproca-e-pagamento\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sucumb\u00eancia rec\u00edproca e pagamento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do CPC\/2015, estabelecido o grau de sucumb\u00eancia rec\u00edproca entre os litigantes, a parte autora dever\u00e1 arcar com os honor\u00e1rios sucumbenciais do advogado do r\u00e9u e este com os honor\u00e1rios sucumbenciais do advogado do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.082.582-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A CEF ajuizou a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria para a cobran\u00e7a de valor decorrente de c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio emitida em favor de Pagonada Ltda. A senten\u00e7a condenou ambas as partes ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais, fixados em 10% sobre a diferen\u00e7a entre o valor originariamente cobrado e o novo valor recalculado (sucumb\u00eancia rec\u00edproca), devidos pela respectiva parte a seus pr\u00f3prios advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, Pagonada sustenta que n\u00e3o seria poss\u00edvel determinar que cada parte arque com os honor\u00e1rios sucumbenciais de seu pr\u00f3prio advogado, notadamente porque tal proceder representaria vedada compensa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 14. Os honor\u00e1rios constituem direito do advogado e t\u00eam natureza alimentar, com os mesmos privil\u00e9gios dos cr\u00e9ditos oriundos da legisla\u00e7\u00e3o do trabalho, sendo vedada a compensa\u00e7\u00e3o em caso de sucumb\u00eancia parcial.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 86. Se cada litigante for, em parte, vencedor e vencido, ser\u00e3o proporcionalmente distribu\u00eddas entre eles as despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se um litigante sucumbir em parte m\u00ednima do pedido, o outro responder\u00e1, por inteiro, pelas despesas e pelos honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cada-uma-paga-o-seu\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cada uma paga o seu?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em dizer se, na hip\u00f3tese de sucumb\u00eancia rec\u00edproca, pode cada parte ser condenada a arcar com os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais do seu pr\u00f3prio advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a714 do art. 85 do CPC\/2015 representa relevante inova\u00e7\u00e3o legislativa ao dispor que &#8220;os honor\u00e1rios constituem direito do advogado e t\u00eam natureza alimentar, com os mesmos privil\u00e9gios dos cr\u00e9ditos oriundos da legisla\u00e7\u00e3o do trabalho, sendo vedada a compensa\u00e7\u00e3o em caso de sucumb\u00eancia parcial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 86 do CPC\/2015 prev\u00ea que &#8220;se cada litigante for, em parte, vencedor e vencido, ser\u00e3o proporcionalmente distribu\u00eddas entre eles as despesas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do novo CPC<strong>, n\u00e3o mais se aplica o entendimento firmado no STJ no sentido de que &#8220;os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser compensados quando houver sucumb\u00eancia rec\u00edproca, assegurado o direito aut\u00f4nomo do advogado \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do saldo sem excluir a legitimidade da pr\u00f3pria parte<\/strong>&#8221; (S\u00famula n. 306\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de honor\u00e1rios sucumbenciais, se estabelece uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica pr\u00f3pria entre a parte sucumbente (devedora) e o advogado da parte contr\u00e1ria (credor), tendo por objeto o pagamento da verba honor\u00e1ria (presta\u00e7\u00e3o). N\u00e3o h\u00e1, pois, quanto aos honor\u00e1rios sucumbenciais, rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre a parte sucumbente e o seu pr\u00f3prio advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 85,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/2015, <strong>estabelecido o grau de sucumb\u00eancia rec\u00edproca entre os litigantes, a parte autora dever\u00e1 arcar com os honor\u00e1rios sucumbenciais do advogado do r\u00e9u e este com os honor\u00e1rios sucumbenciais do advogado do autor<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 l\u00edcito, portanto, na hip\u00f3tese de sucumb\u00eancia rec\u00edproca, a condena\u00e7\u00e3o de cada parte ao pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais de seus pr\u00f3prios advogados, sob pena de, indiretamente, se chancelar a compensa\u00e7\u00e3o vedada expressamente pela lei e de se produzir situa\u00e7\u00f5es inadmiss\u00edveis do ponto de vista l\u00f3gico-jur\u00eddico e sistem\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do CPC\/2015, estabelecido o grau de sucumb\u00eancia rec\u00edproca entre os litigantes, a parte autora dever\u00e1 arcar com os honor\u00e1rios sucumbenciais do advogado do r\u00e9u e este com os honor\u00e1rios sucumbenciais do advogado do autor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-do-agravo-de-instrumento-e-da-tecnica-de-julgamento-estendido-ou-de-ampliacao-do-colegiado-na-hipotese-de-parcial-provimento-a-agravo-de-instrumento-contra-decisao-interlocutoria-que-julga-procedente-total-ou-parcialmente-a-primeira-fase-da-acao-de-exigir-contas\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do agravo de instrumento e da t\u00e9cnica de julgamento estendido ou de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado na hip\u00f3tese de parcial provimento a agravo de instrumento contra decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que julga procedente, total ou parcialmente, a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel agravo de instrumento contra decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que julga procedente, total ou parcialmente, a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas. \u00c9 aplic\u00e1vel a t\u00e9cnica de julgamento estendido ou de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado na hip\u00f3tese de parcial provimento a agravo de instrumento contra decis\u00e3o que julgou a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.105.946-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024, DJe 14\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gertrude ajuizou a\u00e7\u00e3o de exigir contas em face de sua m\u00e3e Crementina, questionando as contas relativas aos bens administrados pela segunda enquanto da minoridade da autora. O juiz julgou parcialmente procedente o pedido, para condenar a requerida na obriga\u00e7\u00e3o de prestar contas da administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do requerente.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas partes interpuseram agravo de instrumento, que foi julgado por maioria em favor de Gertrude. Em recurso especial, Crementina sustenta que o ato do juiz que encerra a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas seria senten\u00e7a impugn\u00e1vel por apela\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, defende que seria aplic\u00e1vel \u00e0 hip\u00f3tese a t\u00e9cnica de julgamento estendido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabivel-o-agravo-de-instrumento\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel o agravo de instrumento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha existido, sobretudo nos primeiros anos de vig\u00eancia do CPC\/2015, controv\u00e9rsia doutrin\u00e1ria e jurisprudencial sobre a natureza da decis\u00e3o e o recurso cab\u00edvel contra a decis\u00e3o que julga a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas, se decis\u00e3o parcial de m\u00e9rito impugn\u00e1vel por agravo de instrumento ou se senten\u00e7a de m\u00e9rito impugn\u00e1vel por apela\u00e7\u00e3o, fato \u00e9 que essa controv\u00e9rsia foi definitivamente resolvida pelo STJ em sucessivos precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ocasi\u00e3o do julgamento do REsp n. 1.746.337\/RS, Terceira Turma, DJe 12\/4\/2019, concluiu-se que &#8220;<strong>o ato judicial que encerra a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas possuir\u00e1, a depender de seu conte\u00fado, diferentes naturezas jur\u00eddicas: se julgada procedente a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas, o ato judicial ser\u00e1 decis\u00e3o interlocut\u00f3ria com conte\u00fado de decis\u00e3o parcial de m\u00e9rito, impugn\u00e1vel por agravo de instrumento; se julgada improcedente a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas ou se extinto o processo sem a resolu\u00e7\u00e3o de seu m\u00e9rito, o ato judicial ser\u00e1 senten\u00e7a, impugn\u00e1vel por apela\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o caso em julgamento \u00e9 in\u00e9dito no STJ, na medida em que aborda decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que encerra a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas, especialmente na hip\u00f3tese de proced\u00eancia parcial que permita o ingresso na segunda fase dessa a\u00e7\u00e3o. De todo modo, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para que, nessa hip\u00f3tese, adote-se uma solu\u00e7\u00e3o distinta daquelas anteriormente fixadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que julga procedente, total ou parcialmente, o pedido na primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas possui natureza jur\u00eddica merit\u00f3ria, caber\u00e1 agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica ampliada de julgamento???<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aplic\u00e1vel ao caso!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o de colegiado possui requisitos pr\u00f3prios e distintos quando aplicada ao agravo de instrumento e \u00e0 apela\u00e7\u00e3o<\/strong>. Na primeira hip\u00f3tese exige-se, para incid\u00eancia da norma, que exista a reforma da decis\u00e3o que julgar parcialmente o m\u00e9rito, o que n\u00e3o est\u00e1 limitado ao julgamento antecipado parcial de m\u00e9rito previsto no art. 356 do CPC. Ao contr\u00e1rio, possui sentido mais amplo e se refere \u00e0s decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versem sobre o m\u00e9rito do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o STJ, reiteradamente, conferido contornos mais precisos \u00e0s hip\u00f3teses em que deve ser aplicada a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado prevista no art. 942, \u00a7 3\u00ba, II, do CPC. Inicialmente, definiu-se que a regra somente se aplicar\u00e1 \u00e0 hip\u00f3tese de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que tenha sido proferida na fase de conhecimento, n\u00e3o se aplicando a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o de colegiado ao processo executivo e \u00e0 fase de cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, concluiu-se pela aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica nas hip\u00f3teses: i) decis\u00e3o interlocut\u00f3ria a respeito do cr\u00e9dito e de sua classifica\u00e7\u00e3o em incidente de impugna\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, a qual possui natureza jur\u00eddica de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria incidental; ii) decis\u00e3o interlocut\u00f3ria de m\u00e9rito proferida na fase de liquida\u00e7\u00e3o por arbitramento; iii) decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que reconhece a inexist\u00eancia de ato de improbidade administrativa; e iv) decis\u00e3o proferida em incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o (direta ou inversa) da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso em julgamento \u00e9 in\u00e9dito no STJ, na medida em que aborda o exame da aplica\u00e7\u00e3o da mencionada regra quando se tratar da decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que encerra a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas, especialmente na hip\u00f3tese de proced\u00eancia parcial que permita o ingresso na segunda fase dessa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que julga a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas possui conte\u00fado merit\u00f3rio e o conceito de &#8220;julgar parcialmente o m\u00e9rito&#8221; diz respeito amplamente \u00e0s decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versam sobre o m\u00e9rito do processo.<\/strong> Por essa raz\u00e3o, uma vez reformada, por maioria, a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que julgou parcialmente procedente a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas, h\u00e1 a necessidade de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel agravo de instrumento contra decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que julga procedente, total ou parcialmente, a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas. \u00c9 aplic\u00e1vel a t\u00e9cnica de julgamento estendido ou de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado na hip\u00f3tese de parcial provimento a agravo de instrumento contra decis\u00e3o que julgou a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legitimidade-do-importador-por-conta-e-ordem-de-terceiros-nao-tem-legitimidade-para-utilizar-creditos-de-pis-importacao-e-cofins-importacao\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade do importador por conta e ordem de terceiros n\u00e3o tem legitimidade para utilizar cr\u00e9ditos de PIS-importa\u00e7\u00e3o e Cofins-importa\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O importador por conta e ordem de terceiros n\u00e3o tem legitimidade para utilizar cr\u00e9ditos de PIS-importa\u00e7\u00e3o e Cofins-importa\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o arca com o custo financeiro da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.552.605-SC, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Mapa Mundi Importa\u00e7\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual intentava ter garantido o direito para utiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de PIS-importa\u00e7\u00e3o e Cofins-importa\u00e7\u00e3o, mesmo quando realizada a importa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terreiros. A Fazenda Nacional n\u00e3o curtiu a ideia e sustenta a ilegitimidade da importadora para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 10.865\/2004:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18. No caso da importa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terceiros, os cr\u00e9ditos de que tratam os arts. 15 e 17 desta Lei ser\u00e3o aproveitados pelo encomendante.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-parte-legitima-para-utilizacao-dos-creditos\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parte leg\u00edtima para utiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central da controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 possibilidade ou n\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de valores referentes ao PIS-importa\u00e7\u00e3o e \u00e0 COFINS-importa\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa que atuou como importadora por conta e ordem de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A importa\u00e7\u00e3o indireta, diferentemente da importa\u00e7\u00e3o direta &#8211; em que o importador assume total responsabilidade pela opera\u00e7\u00e3o -, envolve a participa\u00e7\u00e3o de intermedi\u00e1rios e pode ser dividida em duas modalidades: importa\u00e7\u00e3o por encomenda e importa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terceiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o mais recente da Receita Federal sobre importa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terceiros est\u00e1 no artigo 2\u00ba da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 1.861\/2018, que assim disp\u00f5e: &#8220;Art. 2\u00ba Considera-se opera\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terceiro aquela em que a pessoa jur\u00eddica importadora \u00e9 contratada para promover, em seu nome, o despacho aduaneiro de importa\u00e7\u00e3o de mercadoria de proced\u00eancia estrangeira adquirida no exterior por outra pessoa, f\u00edsica ou jur\u00eddica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, observa-se que uma empresa (importadora por conta e ordem) \u00e9 contratada para viabilizar (promover ao despacho aduaneiro), em seu nome, a importa\u00e7\u00e3o de mercadoria adquirida no exterior por outra pessoa (que assume os encargos financeiros da opera\u00e7\u00e3o), atuando como mandat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea expressamente que \u00e9 o adquirente quem tem direito ao cr\u00e9dito de Pis-importa\u00e7\u00e3o e de Cofins-importa\u00e7\u00e3o<\/strong>, nesses casos, conforme disposto na Lei 10.865\/2004, em especial no seu art. 18, nos seguintes termos: &#8220;Art. 18. No caso da importa\u00e7\u00e3o por conta e ordem de terceiros, os cr\u00e9ditos de que tratam os arts. 15 e 17 desta Lei ser\u00e3o aproveitados pelo encomendante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no AgRg no REsp n. 1.573.681\/SC, julgado em 3\/3\/2016, tamb\u00e9m j\u00e1 decidiu nesse mesmo sentido, afirmando que <strong>&#8220;n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ao importador que realizou a opera\u00e7\u00e3o por conta e ordem do terceiro repetir o ind\u00e9bito do tributo pago a maior, at\u00e9 porque os cr\u00e9ditos j\u00e1 podem ter sido utilizados pelo terceiro encomendante e, assim, n\u00e3o poderiam ser restitu\u00eddos ao importador sob pena de dupla repeti\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o importador por conta e ordem de terceiros n\u00e3o tem legitimidade para utilizar cr\u00e9ditos de PIS-importa\u00e7\u00e3o e Cofins-importa\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o arca com o custo financeiro da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O importador por conta e ordem de terceiros n\u00e3o tem legitimidade para utilizar cr\u00e9ditos de PIS-importa\u00e7\u00e3o e Cofins-importa\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o arca com o custo financeiro da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-retirada-de-valores-do-caixa-da-sociedade-em-contrariedade-ao-deliberado-em-reuniao-de-socios-como-falta-grave-apta-a-justificar-a-exclusao-de-socio\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Retirada de valores do caixa da sociedade, em contrariedade ao deliberado em reuni\u00e3o de s\u00f3cios, como falta grave, apta a justificar a exclus\u00e3o de s\u00f3cio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A retirada de valores do caixa da sociedade, em contrariedade ao deliberado em reuni\u00e3o de s\u00f3cios, configura falta grave, apta a justificar a exclus\u00e3o de s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.142.834-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o parcial de sociedade, foi postulada a exclus\u00e3o de um dos s\u00f3cios com fundamento na comprovada ocorr\u00eancia de retiradas irregulares de valores do caixa da sociedade e na pr\u00e1tica de outras condutas que configurariam falta grave apta a justificar a exclus\u00e3o do s\u00f3cio. Havia regra espec\u00edfica no contrato social acerca da necessidade de delibera\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos s\u00f3cios para a distribui\u00e7\u00e3o de lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o s\u00f3cio faltoso Creiton alega que n\u00e3o houve pr\u00e1tica de falta grave, tratando-se de mera <em>discord\u00e2ncia<\/em> entre os s\u00f3cios quanto \u00e0 gest\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.030. Ressalvado o disposto no art. 1.004 e seu par\u00e1grafo \u00fanico, pode o s\u00f3cio ser exclu\u00eddo judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais s\u00f3cios, por falta grave no cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es, ou, ainda, por incapacidade superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e1 de pleno direito exclu\u00eddo da sociedade o s\u00f3cio declarado falido, ou aquele cuja quota tenha sido liquidada nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.026.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.072. As delibera\u00e7\u00f5es dos s\u00f3cios, obedecido o disposto no art. 1.010, ser\u00e3o tomadas em reuni\u00e3o ou em assembl\u00e9ia, conforme previsto no contrato social, devendo ser convocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>As delibera\u00e7\u00f5es tomadas de conformidade com a lei e o contrato vinculam todos os s\u00f3cios, ainda que ausentes ou dissidentes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-falta-grave\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta grave?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de a\u00e7\u00e3o <a>de dissolu\u00e7\u00e3o parcial de sociedade na qual foi postulado, na origem, a exclus\u00e3o de um dos s\u00f3cios com fundamento na ocorr\u00eancia de retiradas irregulares de valores do caixa da sociedade e na pr\u00e1tica de outras condutas que configurariam falta grave apta a justificar a exclus\u00e3o do s\u00f3cio<\/a>, nos termos do art. 1.030 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas inst\u00e2ncias de origem ficou comprovado que houve o levantamento de valores de forma contr\u00e1ria \u00e0 previs\u00e3o expressa do contrato social, que exigia, para a distribui\u00e7\u00e3o de lucros, delibera\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios que representassem, no m\u00ednimo, 90% do capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, havia regra espec\u00edfica no contrato social acerca da necessidade de delibera\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos s\u00f3cios para a distribui\u00e7\u00e3o de lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 1.072, \u00a7 5\u00ba, do C\u00f3digo Civil, por sua vez, disp\u00f5e que &#8220;as delibera\u00e7\u00f5es tomadas de conformidade com a lei e o contrato vinculam todos os s\u00f3cios, ainda que ausentes ou dissidentes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sob qualquer \u00e2ngulo, <strong>n\u00e3o havia margem que autorizasse a conduta, que, \u00e0 revelia da delibera\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios, realizaram retiradas do caixa da sociedade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A conduta, para al\u00e9m de violar a lei e o contrato social, \u00e9 contr\u00e1ria aos interesses da sociedade e, portanto, configura pr\u00e1tica de falta grave que justifica a exclus\u00e3o judicial do s\u00f3cio, nos termos do art. 1.030 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito da no\u00e7\u00e3o de falta grave consistir em conceito jur\u00eddico indeterminado, no caso, a conduta do s\u00f3cio violou a integridade patrimonial da sociedade e concretizou descumprimento dos deveres de s\u00f3cio, em evidente viola\u00e7\u00e3o do contrato social e da lei, o que configura pr\u00e1tica de falta grave, apta a justificar a exclus\u00e3o de s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A retirada de valores do caixa da sociedade, em contrariedade ao deliberado em reuni\u00e3o de s\u00f3cios, configura falta grave, apta a justificar a exclus\u00e3o de s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-violencia-domestica-lei-maria-da-penha-e-bis-in-idem\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Viol\u00eancia dom\u00e9stica, Lei Maria da Penha e bis in idem<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da agravante do art. 61, inc. II, al\u00ednea f, do C\u00f3digo Penal, em conjunto com as disposi\u00e7\u00f5es da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340\/2006), n\u00e3o configura bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.027.794-MS, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 12\/6\/2024. (Tema 1197). (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o foi condenado pelo crime de les\u00e3o corporal cometido em viol\u00eancia dom\u00e9stica contra sua esposa Creide. O MP recorreu da condena\u00e7\u00e3o por entender que deveria incidir a agravante ao art. 61, inciso II, aliena \u2018f\u2019, do CP \u2014 circunst\u00e2ncia afastada pelo tribunal local por entender que a viol\u00eancia dom\u00e9stica seria circunst\u00e2ncia qualificadora do tipo penal (\u00a7 9\u00ba do art. 129), raz\u00e3o pela qual a incid\u00eancia da agravante importaria dupla puni\u00e7\u00e3o pelo mesmo fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o MP alega n\u00e3o haver bis in idem porque s\u00e3o circunst\u00e2ncias distintas que tornam mais reprov\u00e1vel o delito, tese da qual sustenta a defesa do apenado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 61 &#8211; S\u00e3o circunst\u00e2ncias que sempre agravam a pena, quando n\u00e3o constituem ou qualificam o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; ter o agente cometido o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, ou com viol\u00eancia contra a mulher na forma da lei espec\u00edfica<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Les\u00e3o corporal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a sa\u00fade de outrem:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a um ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia Dom\u00e9stica<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9<sup>o<\/sup>&nbsp; Se a les\u00e3o for praticada contra ascendente, descendente, irm\u00e3o, c\u00f4njuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) meses a 3 (tr\u00eas) anos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-configurado-o-bis-in-idem\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configurado o bis in idem?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;na aplica\u00e7\u00e3o da agravante gen\u00e9rica prevista na al\u00ednea&nbsp;<em>f<\/em>&nbsp;do inc. II do art. 61 do C\u00f3digo Penal, inserida pela Lei n. 11.340\/2006 (Lei Maria da Penha), em rela\u00e7\u00e3o ao crime previsto no art. 129, \u00a7 9\u00ba, do mesmo C\u00f3digo, vez que a agravante objetiva uma san\u00e7\u00e3o punitiva maior quando a conduta criminosa \u00e9 praticada &#8220;com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, ou com viol\u00eancia contra a mulher na forma da lei espec\u00edfica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as elementares do crime de les\u00e3o corporal, tipificado no art. 129, \u00a7 9\u00ba, do C\u00f3digo Penal, traz a figura da les\u00e3o corporal praticada no espa\u00e7o dom\u00e9stico, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, contra qualquer pessoa independente do g\u00eanero, bastando ser ascendente, descendente, irm\u00e3o, c\u00f4njuge ou companheiro, ou com quem o agente conviva ou tenha convivido, ou seja, as elementares do tipo penal n\u00e3o fazem refer\u00eancia ao g\u00eanero feminino da v\u00edtima, enquanto o que justifica a agravante \u00e9 essa condi\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter pessoal (g\u00eanero feminino &#8211; mulher).<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 61 do C\u00f3digo Penal estabelece que <strong>as circunst\u00e2ncias agravantes gen\u00e9ricas sempre devem ser observadas na dosimetria da pena, desde que n\u00e3o constituem ou qualificam o crime.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A circunst\u00e2ncia que agrava a pena \u00e9 a pr\u00e1tica do crime de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher, enquanto a circunst\u00e2ncia elementar do tipo penal do art. 129, \u00a7 9\u00ba, do C\u00f3digo Penal, n\u00e3o faz nenhuma refer\u00eancia ao g\u00eanero feminino, ou seja, a melhor interpreta\u00e7\u00e3o &#8211; segundo o art. 5\u00b0 da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro &#8211; \u00e9 aquela que atende a fun\u00e7\u00e3o social da Lei<\/strong>, e, por isso, deve-se punir mais a les\u00e3o corporal contra ascendente, descendente, irm\u00e3o, c\u00f4njuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, se a v\u00edtima for mulher (g\u00eanero feminino), haja vista a necess\u00e1ria aplica\u00e7\u00e3o da agravante gen\u00e9rica do art. 61, inc. II, al\u00ednea&nbsp;<em>f<\/em>, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da agravante do art. 61, inc. II, al\u00ednea f, do C\u00f3digo Penal, em conjunto com as disposi\u00e7\u00f5es da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340\/2006), n\u00e3o configura bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-pratica-do-crime-sob-monitoramento-eletronico-como-fundamento-idoneo-para-modular-a-fracao-da-minorante-do-trafico\"><a>10.&nbsp; Pr\u00e1tica do crime sob monitoramento eletr\u00f4nico como fundamento id\u00f4neo para modular a fra\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica do crime sob monitoramento eletr\u00f4nico \u00e9 fundamento id\u00f4neo para modular a fra\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico, pois denota descaso com a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg nos EDcl no HC 850.653-SC, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, por unanimidade, Sexta Turma, julgado em 20\/5\/2024, DJe 23\/5\/2024. (Info 816 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi condenado \u00e0 pena de reclus\u00e3o, no regime inicialmente aberto, substitu\u00edda a pena corporal por restritiva de direitos, por ter sido flagrado em posse de 5g (cinco gramas) de crack.<\/p>\n\n\n\n<p>No momento dos fatos, o rapaz j\u00e1 estava sob monitoramento eletr\u00f4nico decorrente de outro processo, o que foi utilizado pelo ju\u00edzo de origem para modular em 1\/3 a fra\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico, por entender que o fato dele ter praticado o delito estando sob monitoramento eletr\u00f4nico devido \u00e0 pris\u00e3o em outro processo seria fundamento id\u00f4neo para modular a fra\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio legal, pois denota descaso com a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Nos delitos definidos no caput e no \u00a7 1\u00ba deste artigo, as penas poder\u00e3o ser reduzidas de um sexto a dois ter\u00e7os, vedada a convers\u00e3o em penas restritivas de direitos , desde que o agente seja prim\u00e1rio, de bons antecedentes, n\u00e3o se dedique \u00e0s atividades criminosas nem integre organiza\u00e7\u00e3o criminosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fundamento-idoneo\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fundamento id\u00f4neo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 33, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 11.343\/2006, o agente poder\u00e1 ser beneficiado com a redu\u00e7\u00e3o de 1\/6 (um sexto) a 2\/3 (dois ter\u00e7os) da pena, desde que seja prim\u00e1rio e portador de bons antecedentes e n\u00e3o se dedique \u00e0s atividades criminosas nem integre organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>o referido benef\u00edcio tem como destinat\u00e1rio o pequeno traficante, ou seja, aquele que inicia sua vida no com\u00e9rcio il\u00edcito de entorpecentes muitas das vezes at\u00e9 para viabilizar seu pr\u00f3prio consumo, e n\u00e3o os que, comprovadamente, fazem do crime seu meio habitual de vida.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o ju\u00edzo singular modulou a causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena para 1\/3 em raz\u00e3o de o sentenciado estar &#8220;de tornozeleira eletr\u00f4nica no momento em que executava a pr\u00e1tica delitiva, demonstrando maior intensidade no dolo de sua conduta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, nos termos do entendimento do STJ, &#8220;o fato de [ele] ter praticado o delito estando sob monitoramento eletr\u00f4nico devido \u00e0 pris\u00e3o em outro processo \u00e9 fundamento id\u00f4neo para modular a fra\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio legal, pois denota descaso com a Justi\u00e7a&#8221; (AgRg no REsp n. 2.044.306\/PR, relator Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, DJe de 1\/9\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica do crime sob monitoramento eletr\u00f4nico \u00e9 fundamento id\u00f4neo para modular a fra\u00e7\u00e3o da minorante do tr\u00e1fico, pois denota descaso com a Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-i-legitimidade-do-espolio-para-contestar-a-validade-de-interceptacoes-telefonicas-em-processo-penal-mesmo-apos-a-extincao-da-punibilidade-devido-ao-falecimento-do-acusado\"><a>11.&nbsp; (I)Legitimidade do esp\u00f3lio para contestar a validade de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas em processo penal, mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade devido ao falecimento do acusado.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio possui legitimidade para contestar a validade de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas em processo penal, mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade devido ao falecimento do acusado, especialmente quando tais provas impactam significativamente o patrim\u00f4nio dos herdeiros em a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa que se baseiam em provas emprestadas da a\u00e7\u00e3o penal origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.384.044-SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/6\/2024. <a>(Info 816 STJ)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O auditor fiscal Geremia foi condenado \u00e0 pena de reclus\u00e3o pelo crime de corrup\u00e7\u00e3o passiva. Por\u00e9m, antes do tr\u00e2nsito em julgado e cumprimento da senten\u00e7a, foi declarada a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade em virtude do <em>falecimento<\/em> do acusado, estando pendente o julgamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tese de nulidade das intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas que embasaram a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio de Geremia, nem um pouco interessado no pagamento da multa, peticionou no processo e reivindicava interesse processual na continuidade do julgamento dos embargos anteriormente opostos. Na ocasi\u00e3o, o tribunal local n\u00e3o reconheceu a legitimidade do esp\u00f3lio na medida em que a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade extingue a pr\u00f3pria pretens\u00e3o punitiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XLV &#8211; nenhuma pena passar\u00e1 da pessoa do condenado, podendo a obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano e a decreta\u00e7\u00e3o do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, at\u00e9 o limite do valor do patrim\u00f4nio transferido;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.997. A heran\u00e7a responde pelo pagamento das d\u00edvidas do falecido; mas, feita a partilha, s\u00f3 respondem os herdeiros, cada qual em propor\u00e7\u00e3o da parte que na heran\u00e7a lhe coube.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 8.429\/1992:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba As disposi\u00e7\u00f5es desta Lei s\u00e3o aplic\u00e1veis, no que couber, \u00e0quele que, mesmo n\u00e3o sendo agente p\u00fablico, induza ou concorra dolosamente para a pr\u00e1tica do ato de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 110. Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-\u00e1 a sucess\u00e3o pelo seu esp\u00f3lio ou pelos seus sucessores, observado o disposto no art. 313, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba .<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 107 &#8211; Extingue-se a punibilidade:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; pela morte do agente;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-espolio-e-parte-legitima-para-tanto\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esp\u00f3lio \u00e9 parte leg\u00edtima para tanto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da legitimidade do esp\u00f3lio para contestar a validade das intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas em processo penal em que houve a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade, sob o argumento de que impactariam negativamente o patrim\u00f4nio dos herdeiros, visto que continuam a ser utilizadas em processos c\u00edveis e administrativos relacionados \u00e0 improbidade administrativa, mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade do acusado devido ao seu falecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ante a morte do agente condenado e a subsequente transfer\u00eancia patrimonial para seus sucessores, emerge a possibilidade de que estes respondam, at\u00e9 o limite das for\u00e7as da heran\u00e7a, pelas obriga\u00e7\u00f5es deixadas pelo&nbsp;<em>de cujus<\/em>.<\/strong> Esta prerrogativa encontra fundamento no art. 5\u00ba, XLV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e \u00e9 corroborada pelo art. 1.997 do C\u00f3digo Civil, segundo o qual a heran\u00e7a se compromete ao pagamento das d\u00edvidas do falecido. Uma vez realizada a partilha, a responsabilidade recai individualmente sobre os herdeiros, proporcionalmente \u00e0 parte que lhes coube, se tratando do princ\u00edpio da intranscend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ocorre o falecimento do agente p\u00fablico infrator, a quest\u00e3o do ressarcimento dos danos se estende ao patrim\u00f4nio por ele deixado. Conforme o art. 8\u00ba da Lei de Improbidade, as san\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias s\u00e3o transmiss\u00edveis aos sucessores at\u00e9 o limite do valor do patrim\u00f4nio transferido. Isso estabelece um marco claro: os herdeiros s\u00e3o responsabilizados apenas at\u00e9 a extens\u00e3o da heran\u00e7a recebida, sem sofrer penaliza\u00e7\u00f5es que superem o legado do agente falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, os herdeiros do r\u00e9u, em a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa fundamentadas nos arts. 9\u00ba ou 10 da Lei 8.429\/1992, possuem legitimidade para continuar no polo passivo da demanda, limitados aos contornos da heran\u00e7a, com vistas ao ressarcimento e ao pagamento da multa civil correspondente, como j\u00e1 decidiu a Corte Superior de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, \u00e9 patente que ao falecido foram atribu\u00eddas viola\u00e7\u00f5es do art. 9\u00ba da Lei 8.429\/1992, decorrentes do recebimento de vantagens patrimoniais indevidas em raz\u00e3o de seu cargo p\u00fablico, articuladas conjuntamente ao art. 3\u00b0 da mesma legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade do agente, embora resolva a persecu\u00e7\u00e3o penal em seu aspecto mais imediato, n\u00e3o possui o poder de extinguir os efeitos civis e as obriga\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias derivadas dos atos il\u00edcitos presumivelmente praticados. Deste modo, a responsabilidade civil, emergente de tais atos, transita indubitavelmente para os sucessores do&nbsp;<em>de cujus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, esta continuidade da responsabilidade civil \u00e9 sustentada pelo ordenamento jur\u00eddico, que confere ao esp\u00f3lio a prerrogativa de prosseguir ou iniciar a\u00e7\u00f5es que impactem o patrim\u00f4nio heredit\u00e1rio, nos termos do art. 110 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es proferidas no contexto de a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa, que se fundamentam em provas potencialmente il\u00edcitas, tais como intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas viciadas, podem ser legitimamente contestadas pelo esp\u00f3lio. Isso porque, a utiliza\u00e7\u00e3o de provas emprestadas que eram questionadas no \u00e2mbito do processo penal, ap\u00f3s morte do acusado e extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pelo tribunal de origem, bem como a inadmiss\u00e3o dos embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos pelo esp\u00f3lio em raz\u00e3o do n\u00e3o reconhecimento da sua legitimidade, inviabiliza o devido contradit\u00f3rio e ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A nulidade das provas em casos penais implica tamb\u00e9m sua invalidade em processos de improbidade administrativa. Portanto, se as provas s\u00e3o anuladas em um processo penal por irregularidades, como viola\u00e7\u00f5es a direitos fundamentais, elas se tornam inutiliz\u00e1veis em processos de improbidade administrativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 9.296\/1996, que normatiza as intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, estabelece crit\u00e9rios rigorosos para sua realiza\u00e7\u00e3o, exigindo, sobretudo, uma ordem judicial devidamente fundamentada. Qualquer viola\u00e7\u00e3o desses crit\u00e9rios pode ser contestada pelo esp\u00f3lio, quando essas a\u00e7\u00f5es influenciam diretamente o patrim\u00f4nio transmitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o art. 107, I, do C\u00f3digo Penal, a morte do agente extingue sua punibilidade. No entanto, isso n\u00e3o elimina os efeitos civis de decis\u00f5es anteriores que repercutem sobre o patrim\u00f4nio do esp\u00f3lio. Apesar de a responsabilidade penal ser extinta, os impactos patrimoniais de decis\u00f5es em a\u00e7\u00f5es penais ou de improbidade &#8211; que se basearam em intercepta\u00e7\u00f5es &#8211; podem continuar afetando o esp\u00f3lio. Isso exige uma revis\u00e3o cuidadosa da aplica\u00e7\u00e3o da lei ao caso concreto para assegurar que n\u00e3o ocorram viola\u00e7\u00f5es aos direitos sucess\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio possui legitimidade para contestar a validade de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas em processo penal, mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade devido ao falecimento do acusado, especialmente quando tais provas impactam significativamente o patrim\u00f4nio dos herdeiros em a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa que se baseiam em provas emprestadas da a\u00e7\u00e3o penal origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-7eb497dd-c9ec-4c2e-8d17-df1baed2df6e\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/09105537\/stj-informativo-816.pdf\">stj-informativo-816<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/07\/09105537\/stj-informativo-816.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-7eb497dd-c9ec-4c2e-8d17-df1baed2df6e\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 816 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar MANDADO DE SEGURAN\u00c7A N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1427291","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 816 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 816 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 816 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar MANDADO DE SEGURAN\u00c7A N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-07-09T13:57:44+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-07-09T13:57:48+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"45 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ 816 Comentado\",\"datePublished\":\"2024-07-09T13:57:44+00:00\",\"dateModified\":\"2024-07-09T13:57:48+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\"},\"wordCount\":9013,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2024\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STJ 816 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-07-09T13:57:44+00:00\",\"dateModified\":\"2024-07-09T13:57:48+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ 816 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ 816 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ 816 Comentado","og_description":"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 816 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos os militares da Organiza\u00e7\u00e3o Militar MANDADO DE SEGURAN\u00c7A N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre a carga hor\u00e1ria de todos [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2024-07-09T13:57:44+00:00","article_modified_time":"2024-07-09T13:57:48+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"45 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ 816 Comentado","datePublished":"2024-07-09T13:57:44+00:00","dateModified":"2024-07-09T13:57:48+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/"},"wordCount":9013,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2024","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/","name":"Informativo STJ 816 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2024-07-09T13:57:44+00:00","dateModified":"2024-07-09T13:57:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-816-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ 816 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1427291","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1427291"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1427291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1427298,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1427291\/revisions\/1427298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1427291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1427291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1427291"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1427291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}