{"id":1419769,"date":"2024-06-25T01:34:36","date_gmt":"2024-06-25T04:34:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1419769"},"modified":"2024-06-25T01:34:38","modified_gmt":"2024-06-25T04:34:38","slug":"informativo-stj-815-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-815-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 815 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 815 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/25013408\/stj-informativo-815.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_eCYLMY9LZLw\"><div id=\"lyte_eCYLMY9LZLw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/eCYLMY9LZLw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/eCYLMY9LZLw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/eCYLMY9LZLw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-d-a-decretacao-do-divorcio-na-hipotese-em-que-um-dos-conjuges-falece-apos-a-propositura-da-respectiva-acao\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade d<\/a>a decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que um dos c\u00f4njuges falece ap\u00f3s a propositura da respectiva a\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que um dos c\u00f4njuges falece ap\u00f3s a propositura da respectiva a\u00e7\u00e3o, notadamente quando manifestou-se indubitavelmente no sentido de aquiescer ao pedido que fora formulado em seu desfavor.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/5\/2024, DJe 21\/5\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O casamento de Creide e Craudio foi por \u00e1gua abaixo, o que levou Craudio a propor a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio. Creide manifestou-se efusivamente no sentido de aquiescer ao pedido e inclusive formulou pedido reconvencional, requerendo o julgamento antecipado e parcial do m\u00e9rito quanto ao div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, antes do julgamento da a\u00e7\u00e3o, Creide veio a falecer. O juiz de primeiro grau entendeu pela impossibilidade da decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que um dos c\u00f4njuges falece ap\u00f3s a propositura da respectiva a\u00e7\u00e3o, decis\u00e3o contra a qual os herdeiros de Creide impetraram recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>* Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar a possibilidade de decreta\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio na hip\u00f3tese de falecimento de um dos c\u00f4njuges ap\u00f3s a propositura da respectiva a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional n. 66\/2010, permite-se a dissolu\u00e7\u00e3o do casamento pelo div\u00f3rcio independentemente de condi\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias de ordem temporal previstas na Constitui\u00e7\u00e3o ou por ela autorizadas, passando a constituir direito potestativo dos c\u00f4njuges<\/strong>, cujo exerc\u00edcio decorre exclusivamente da manifesta\u00e7\u00e3o de vontade de seu titular.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a altera\u00e7\u00e3o constitucional, h\u00e1 preserva\u00e7\u00e3o da esfera de autonomia privada dos c\u00f4njuges, bastando o exerc\u00edcio do direito ao div\u00f3rcio para que produza seus efeitos de maneira direta, n\u00e3o mais se perquirindo acerca da culpa, motivo ou pr\u00e9via separa\u00e7\u00e3o judicial do casal. Origina-se, pois, do princ\u00edpio da interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima do Estado em quest\u00f5es afetas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es familiares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A caracteriza\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio como um direito potestativo ou formativo, compreendido como o direito a uma modifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, implica reconhecer que o seu exerc\u00edcio ocorre de maneira unilateral pela manifesta\u00e7\u00e3o de vontade de um dos c\u00f4njuges, gerando um estado de sujei\u00e7\u00e3o do outro c\u00f4njuge<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em que a esposa, embora n\u00e3o tenha sido autora da a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio, manifestou-se indubitavelmente no sentido de aquiescer ao pedido que fora formulado em seu desfavor e formulou pedido reconvencional, requerendo o julgamento antecipado e parcial do m\u00e9rito quanto ao div\u00f3rcio, \u00e9 poss\u00edvel o reconhecimento e valida\u00e7\u00e3o da sua vontade, mesmo ap\u00f3s sua morte, conferindo especial aten\u00e7\u00e3o ao desejo de ver dissolvido o casamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, os herdeiros do c\u00f4njuge falecido possuem legitimidade para prosseguirem no processo e buscarem a decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio&nbsp;<em>post mortem<\/em>, n\u00e3o se tratando de transmissibilidade do direito potestativo ao div\u00f3rcio; o direito j\u00e1 foi exercido e cuida-se, t\u00e3o somente, de preservar os efeitos que lhe foram atribu\u00eddos pela lei e pela declara\u00e7\u00e3o de vontade do c\u00f4njuge falecido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que um dos c\u00f4njuges falece ap\u00f3s a propositura da respectiva a\u00e7\u00e3o, notadamente quando manifestou-se indubitavelmente no sentido de aquiescer ao pedido que fora formulado em seu desfavor.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil-0\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-limites-da-parodia\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limites da par\u00f3dia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde que n\u00e3o ultrapassados os limites relativos \u00e0 privacidade ou \u00e0 intimidade daquele, cujas caracter\u00edsticas s\u00e3o evidenciadas por meio de representa\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter humor\u00edstico, n\u00e3o h\u00e1 falar em ofensa aos direitos da personalidade e, consequentemente, em dano moral indeniz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.678.441-SP, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por maioria, julgado em 16\/5\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O apresentador Silvio Santos ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Rede Bandeirantes por meio da qual requereu indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso de sua imagem em par\u00f3dias veiculadas no programa P\u00e2nico na Band. O autor alega o uso indevido de sua imagem nas par\u00f3dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a emissora sustenta que o reconhecimento de dano moral resultaria em afronta ao direito de par\u00f3dia reconhecido pela lei de direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.610\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 47. S\u00e3o livres as par\u00e1frases e par\u00f3dias que n\u00e3o forem verdadeiras reprodu\u00e7\u00f5es da obra origin\u00e1ria nem lhe implicarem descr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dano-moral-indenizavel\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dano moral indeniz\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O livre exerc\u00edcio do direito de par\u00f3dia, que corresponde \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o de obra liter\u00e1ria, teatral ou musical, como previsto no art. 47 da Lei n. 9.610\/1998, por extens\u00e3o conceitual, confere o mesmo efeito \u00e0 conduta de imitar, de forma intencional, determinado comportamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A imita\u00e7\u00e3o constitui representa\u00e7\u00e3o por meio da qual caracter\u00edsticas &#8211; gestos e vozes &#8211; de personalidade conhecida s\u00e3o reproduzidas e em geral utilizadas na seara da comicidade. Portanto, a representa\u00e7\u00e3o humor\u00edstica que explora carater\u00edsticas pessoais de pessoa p\u00fablica cujos tra\u00e7os individuais s\u00e3o imitados \u00e9 tutelada pelo direito \u00e0 livre express\u00e3o. Por isso, diferentemente da tutela da liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, que \u00e9 assegurada \u00e0 imprensa para a veicula\u00e7\u00e3o de fatos, pode ter conota\u00e7\u00e3o exagerada ou sat\u00edrica.<\/p>\n\n\n\n<p>Registre-se que, na ADI n. 4.815\/DF, publicada em 10\/6\/2015, o STF deu interpreta\u00e7\u00e3o ao art. 20 do C\u00f3digo Civil conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal para, &#8220;em conson\u00e2ncia com os direitos fundamentais \u00e0 liberdade de pensamento e de sua express\u00e3o, de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, declarar inexig\u00edvel autoriza\u00e7\u00e3o de pessoa biografada relativamente a obras biogr\u00e1ficas liter\u00e1rias ou audiovisuais, sendo tamb\u00e9m desnecess\u00e1ria autoriza\u00e7\u00e3o de pessoas retratadas como coadjuvantes (ou de seus familiares, em caso de pessoas falecidas ou ausentes)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, desde que n\u00e3o ultrapassados os limites relativos \u00e0 privacidade ou \u00e0 intimidade daquele cujas caracter\u00edsticas s\u00e3o evidenciadas por meio de representa\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter humor\u00edstico, n\u00e3o h\u00e1 falar em ofensa aos direitos da personalidade. Ademais, n\u00e3o deve ser admitida a censura pr\u00e9via especialmente para obstar o exerc\u00edcio da livre express\u00e3o art\u00edstica, tal como aquela promovida por imitador c\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, ainda, que n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel obrigar a demandada a n\u00e3o ofender ou mesmo se aproximar do demandante, pois o deferimento do pedido de tutela inibit\u00f3ria configuraria censura pr\u00e9via. A prop\u00f3sito, j\u00e1 afirmou o STJ, no REsp n. 1.388.994\/SP, de relatoria da Ministra Nancy Andrighi, julgado em 19\/9\/2013, que: &#8220;(&#8230;) A concess\u00e3o de tutela inibit\u00f3ria para o fim de impor ao r\u00e9u a obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ofender a honra subjetiva e a imagem do autor se mostra imposs\u00edvel, dada a sua subjetividade, impossibilitando a defini\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros objetivos aptos a determinar os limites da conduta a ser observada. Na pr\u00e1tica, estar\u00e1 se embargando o direito do r\u00e9u de manifestar livremente o seu pensamento, impingindo-lhe um conflito interno sobre o que pode e o que n\u00e3o pode ser dito sobre o autor, uma esp\u00e9cie de autocensura que certamente o inibir\u00e1 nas cr\u00edticas e coment\u00e1rios que for tecer. Assim como a honra e a imagem, as liberdades de pensamento, cria\u00e7\u00e3o, express\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m constituem direitos de personalidade, previstos no art. 220 da CF\/1988&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Desde que n\u00e3o ultrapassados os limites relativos \u00e0 privacidade ou \u00e0 intimidade daquele, cujas caracter\u00edsticas s\u00e3o evidenciadas por meio de representa\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter humor\u00edstico, n\u00e3o h\u00e1 falar em ofensa aos direitos da personalidade e, consequentemente, em dano moral indeniz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-cobranca-de-divida-prescrita-por-outros-meios\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de cobran\u00e7a de d\u00edvida prescrita por outros meios<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Prescrita a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvida civil, existindo, todavia, no ordenamento outro instrumento jur\u00eddico-processual com equivalente resultado, cujo exerc\u00edcio n\u00e3o tenha sido atingido pelo fen\u00f4meno prescricional, descabe subtrair do credor o direito \u00e0 busca pela satisfa\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.503.485-CE, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>BNDES ajuizou demanda visando \u00e0 busca e apreens\u00e3o de bens adquiridos pela CTN Agro que esta deixou de pagar o empr\u00e9stimo que utilizara para a aquisi\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas importadas. A devedora suscitou, dentre outros argumentos, a prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o autoral, argumento acolhido em senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, BNDES interp\u00f4s recurso no qual sustenta que a a\u00e7\u00e3o \u00e9 de busca e apreens\u00e3o, sendo que a d\u00edvida \u00e9 existente e pode ser cobrada, ainda que n\u00e3o mais executada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 911\/1969:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3o O propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1, desde que comprovada a mora, na forma estabelecida pelo \u00a7 2o do art. 2o, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreens\u00e3o do bem alienado fiduciariamente, a qual ser\u00e1 concedida liminarmente, podendo ser apreciada em plant\u00e3o judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8o A busca e apreens\u00e3o prevista no presente artigo constitui processo aut\u00f4nomo e independente de qualquer procedimento posterior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-busca-e-apreende\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Busca e apreende?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O exame sobre a ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno prescricional deve ser realizado de modo estanque, \u00e0 luz dos pedidos formulados na peti\u00e7\u00e3o inicial, e n\u00e3o se contamina pelo objetivo \u00faltimo do autor da demanda &#8211; no caso, a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito inadimplido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A busca pela satisfa\u00e7\u00e3o de um cr\u00e9dito pode ser feita por meio de instrumentos processuais distintos, cada um deles sujeito a prazo prescricional espec\u00edfico (ou \u00e0 regra geral), conforme previsto na lei de reg\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o pedido \u00e9 de busca e apreens\u00e3o, e como tal deve ser analisado, independentemente. Na forma do art. 3\u00ba, \u00a7 8\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969, &#8220;a busca e apreens\u00e3o prevista no presente artigo constitui processo aut\u00f4nomo e independente de qualquer procedimento posterior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ, consolidada na S\u00famula n. 299\/STJ, a<strong>dmite o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria fundada em cheque prescrito para que o credor reivindique o cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o de pagar.<\/strong> Em tal hip\u00f3tese, conquanto prescrita a pretens\u00e3o que autorizava promover a execu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo extrajudicial, perdendo a c\u00e1rtula os seus atributos cambi\u00e1rios, contudo subsistindo a obriga\u00e7\u00e3o, tem o credor a possibilidade de ajuizar demanda distinta, cuja finalidade n\u00e3o \u00e9 outra sen\u00e3o o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria representada no documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se prescrita a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvida civil, todavia existindo no ordenamento outro instrumento jur\u00eddico-processual com equivalente resultado, cujo exerc\u00edcio n\u00e3o tenha sido atingido pelo fen\u00f4meno prescricional, descabe subtrair do credor o direito \u00e0 busca pela satisfa\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito, por qualquer outro meio, sob pena de estender os efeitos da prescri\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio direito subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, a propriedade da coisa \u00e9 transmitida ao credor, que outrossim se investe na posse indireta do bem. Em caso de descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es contratuais, pode o fiduci\u00e1rio optar pelo ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a &#8211; ou de execu\u00e7\u00e3o, se aparelhado de t\u00edtulo executivo &#8211; ou, \u00e0 sua escolha, a busca e apreens\u00e3o do bem dado em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00faltima hip\u00f3tese, assim o faz na qualidade de propriet\u00e1rio, exercendo uma das prerrogativas que lhe outorga o art. 1.228 da lei civil, qual seja &#8220;o direito de reav\u00ea-la (a coisa) do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha&#8221;. Com efeito, ocorrido o inadimplemento no \u00e2mbito de contrato garantido por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, a posse transforma-se em injusta, o que autoriza a propositura da busca e apreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inaplic\u00e1vel, dessarte, a regra do art. 206, \u00a7 5\u00ba, I, do CC\/2002, visto n\u00e3o tratar, este caso, de demanda que visa \u00e0 &#8220;cobran\u00e7a de d\u00edvidas l\u00edquidas constantes de instrumento p\u00fablico ou particular&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversamente do que ocorre no campo tribut\u00e1rio (CTN, art. 156, V), na esfera civil a prescri\u00e7\u00e3o nem sequer implica extin\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o constitui, efetivamente, qualquer das hip\u00f3teses previstas no T\u00edtulo I, Livro I, da Parte Especial do CC\/2002. Somente a pretens\u00e3o \u00e9 fulminada (CC\/2002, art. 189), subsistindo a obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto institu\u00edda em car\u00e1ter acess\u00f3rio, a garantia real n\u00e3o se esvaiu. O objeto principal do contrato, no caso, \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, e n\u00e3o a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a, esta sim extinta pelo fluxo do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Prescrita a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvida civil, existindo, todavia, no ordenamento outro instrumento jur\u00eddico-processual com equivalente resultado, cujo exerc\u00edcio n\u00e3o tenha sido atingido pelo fen\u00f4meno prescricional, descabe subtrair do credor o direito \u00e0 busca pela satisfa\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-penhorabilidade-de-salario-para-pagamento-de-verba-honoraria-sucumbencial\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penhorabilidade de sal\u00e1rio para pagamento de <\/a>verba honor\u00e1ria sucumbencial<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A verba honor\u00e1ria sucumbencial, a despeito da sua natureza alimentar, n\u00e3o se enquadra na exce\u00e7\u00e3o prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 833 do CPC\/2015 (penhora para pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.954.382-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Corte Especial, por maioria, julgado em 5\/6\/2024. (Tema 1153). (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina interp\u00f4s agravo de instrumento contra decis\u00e3o que, na fase de cumprimento de senten\u00e7a que lhe condenou ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios de sucumb\u00eancia, autorizou o bloqueio da quantia de proventos para fins de pagamento do cr\u00e9dito executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega que \u00e9 vedada a constri\u00e7\u00e3o de valores provenientes de proventos e aposentadoria, ainda que para a satisfa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito proveniente de honor\u00e1rios advocat\u00edcios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 14. Os honor\u00e1rios constituem direito do advogado e t\u00eam natureza alimentar, com os mesmos privil\u00e9gios dos cr\u00e9ditos oriundos da legisla\u00e7\u00e3o do trabalho, sendo vedada a compensa\u00e7\u00e3o em caso de sucumb\u00eancia parcial.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; os bens inalien\u00e1veis e os declarados, por ato volunt\u00e1rio, n\u00e3o sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; os m\u00f3veis, os pertences e as utilidades dom\u00e9sticas que guarnecem a resid\u00eancia do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um m\u00e9dio padr\u00e3o de vida;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; os vestu\u00e1rios, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; os vencimentos, os subs\u00eddios, os soldos, os sal\u00e1rios, as remunera\u00e7\u00f5es, os proventos de aposentadoria, as pens\u00f5es, os pec\u00falios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua fam\u00edlia, os ganhos de trabalhador aut\u00f4nomo e os honor\u00e1rios de profissional liberal, ressalvado o \u00a7 2\u00ba ;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; os livros, as m\u00e1quinas, as ferramentas, os utens\u00edlios, os instrumentos ou outros bens m\u00f3veis necess\u00e1rios ou \u00fateis ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o do executado;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; o seguro de vida;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; os materiais necess\u00e1rios para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela fam\u00edlia;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; os recursos p\u00fablicos recebidos por institui\u00e7\u00f5es privadas para aplica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade ou assist\u00eancia social;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XI &#8211; os recursos p\u00fablicos do fundo partid\u00e1rio recebidos por partido pol\u00edtico, nos termos da lei;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XII &#8211; os cr\u00e9ditos oriundos de aliena\u00e7\u00e3o de unidades imobili\u00e1rias, sob regime de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, vinculados \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba A impenhorabilidade n\u00e3o \u00e9 opon\u00edvel \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de d\u00edvida relativa ao pr\u00f3prio bem, inclusive \u00e0quela contra\u00edda para sua aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O disposto nos incisos IV e X do&nbsp;caput&nbsp;n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese de penhora para pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, independentemente de sua origem, bem como \u00e0s import\u00e2ncias excedentes a 50 (cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos mensais, devendo a constri\u00e7\u00e3o observar o disposto no&nbsp;art. 528, \u00a7 8\u00ba&nbsp;, e no&nbsp;art. 529, \u00a7 3\u00ba&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V do&nbsp;caput&nbsp;os equipamentos, os implementos e as m\u00e1quinas agr\u00edcolas pertencentes a pessoa f\u00edsica ou a empresa individual produtora rural, exceto quando tais bens tenham sido objeto de financiamento e estejam vinculados em garantia a neg\u00f3cio jur\u00eddico ou quando respondam por d\u00edvida de natureza alimentar, trabalhista ou previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-penhora\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a penhora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do tema perpassa, necessariamente, pela interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 85, \u00a7 14, e 833 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, \u00e0 luz das hip\u00f3teses legais das quais exsurge o dever de prestar alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ordenamento processual civil em vigor, ao tempo em que estabelece a impenhorabilidade das verbas remunerat\u00f3rias, trata de especificar as exce\u00e7\u00f5es a essa regra, assim disciplinando a mat\u00e9ria: &#8220;Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis: [&#8230;] \u00a7 2\u00ba O disposto nos incisos IV e X do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese de penhora para pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, independentemente de sua origem, bem como \u00e0s import\u00e2ncias excedentes a 50 (cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos mensais, devendo a constri\u00e7\u00e3o observar o disposto no art. 528, \u00a7 8\u00ba, e no art. 529, \u00a7 3\u00ba&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia est\u00e1 em<strong> reconhecer a exist\u00eancia de sutil, mas crucial, distin\u00e7\u00e3o entre as express\u00f5es &#8220;natureza alimentar&#8221; e &#8220;presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia&#8221;, a que se referem os arts. 85, \u00a7 14, e 833, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil de 201<\/strong>5, estando elas de fato interligadas por uma rela\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e esp\u00e9cie, como j\u00e1 defendido em alguns julgados do STJ, no entanto em sentido inverso, ou seja, a &#8220;presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia&#8221; \u00e9 que ressai como esp\u00e9cie do g\u00eanero &#8220;verba de natureza alimentar&#8221;, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de pensamento, <strong>os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, apesar da sua inquestion\u00e1vel natureza alimentar, n\u00e3o se confundem com a presta\u00e7\u00e3o de alimentos, sendo esta \u00faltima obriga\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, de car\u00e1ter \u00e9tico-social, normalmente lastreada no princ\u00edpio da solidariedade entre os membros do mesmo grupo familiar, embora tamb\u00e9m possa resultar de condena\u00e7\u00f5es por ato il\u00edcito e de atos de vontade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem salientou a Ministra Nancy Andrighi em seu voto apresentado no julgamento do REsp n. 1.815.055\/SP, &#8220;(&#8230;) uma verba tem natureza alimentar quando \u00e9 destinada para a subsist\u00eancia de quem a recebe e de sua fam\u00edlia, mas s\u00f3 \u00e9 presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia aquela devida por quem possui a obriga\u00e7\u00e3o de prestar alimentos familiares, indenizat\u00f3rios ou volunt\u00e1rios em favor de uma pessoa que deles efetivamente necessita&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa, segundo se entende, \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o que mais se harmoniza com o ordenamento jur\u00eddico como um todo, de modo a conferir o privil\u00e9gio legal somente a quem dele necessita para garantir sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia e de seus dependentes a curt\u00edssimo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estender tal prerrogativa aos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, e em consequ\u00eancia aos honor\u00e1rios devidos a todos os profissionais liberais, implicaria que toda e qualquer verba que guardasse alguma rela\u00e7\u00e3o com o trabalho do credor ou com qualquer outra fonte de renda destinada ao seu sustento e de sua fam\u00edlia tamb\u00e9m deveria ser reconhecida como tal, tornando regra a exce\u00e7\u00e3o que o legislador reservou apenas para situa\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal compreens\u00e3o n\u00e3o retira a possibilidade de penhora de parte das verbas remunerat\u00f3rias elencadas no art. 833, IV, do CPC\/2015, desde que seja preservado percentual capaz de dar guarida \u00e0 dignidade do devedor e de sua fam\u00edlia, conforme entendimento firmado em precedentes da Corte Especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em qualquer hip\u00f3tese, portanto, independentemente da natureza jur\u00eddica do cr\u00e9dito executado e da pessoa do credor, ser\u00e1 poss\u00edvel, em tese, a penhora tanto de parte das verbas de car\u00e1ter remunerat\u00f3rio quanto de valores depositados em caderneta de poupan\u00e7a (e de outros a eles equiparados), especificadas nos incisos IV e X do art. 833 CPC\/2015, caso se verifique, a partir da an\u00e1lise do caso concretamente examinado, que o ato de constri\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o retira do devedor a capacidade de manuten\u00e7\u00e3o de um m\u00ednimo existencial e de um padr\u00e3o de vida digno em favor dele pr\u00f3prio e de seus dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, fixa-se a seguinte tese repetitiva: A verba honor\u00e1ria sucumbencial, a despeito da sua natureza alimentar, n\u00e3o se enquadra na exce\u00e7\u00e3o prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 833 do CPC\/2015 (penhora para pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A verba honor\u00e1ria sucumbencial, a despeito da sua natureza alimentar, n\u00e3o se enquadra na exce\u00e7\u00e3o prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 833 do CPC\/2015 (penhora para pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-in-existencia-de-regra-que-autorize-o-magistrado-que-extingue-a-execucao-fiscal-em-face-do-pagamento-a-proceder-com-a-transferencia-da-penhora-existente-para-outro-processo-executivo-envolvendo-as-mesmas-partes\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Exist\u00eancia de regra<\/a> que autorize o magistrado que extingue a execu\u00e7\u00e3o fiscal em face do pagamento a proceder com a transfer\u00eancia da penhora existente para outro processo executivo envolvendo as mesmas partes<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 no C\u00f3digo de Processo Civil, nem na Lei n. 6.830\/1980, regra que autorize o magistrado que extingue a execu\u00e7\u00e3o fiscal em face do pagamento a proceder com a transfer\u00eancia da penhora existente para outro processo executivo envolvendo as mesmas partes.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.128.507-TO, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 23\/5\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, em face da realiza\u00e7\u00e3o do pagamento administrativo do d\u00e9bito, o magistrado de primeiro grau extinguiu o feito e, atendendo a requerimento da Fazenda P\u00fablica exequente, determinou a transfer\u00eancia da penhora em dinheiro realizada no processo para os autos de outra execu\u00e7\u00e3o fiscal em tramita\u00e7\u00e3o no mesmo ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, o tribunal deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o da devedora para determinar a libera\u00e7\u00e3o da garantia. Em recurso, a Fazenda P\u00fablica defende a possibilidade da transfer\u00eancia da penhora, por entender que o devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 924. Extingue-se a execu\u00e7\u00e3o quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; a obriga\u00e7\u00e3o for satisfeita;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-transferencia-da-penhora\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a transfer\u00eancia da penhora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A penhora \u00e9 o ato judicial que impede o devedor de dispor de bens e\/ou direitos para o fim de garantir a quita\u00e7\u00e3o de determinado cr\u00e9dito executado. Mantida a in\u00e9rcia do devedor depois de realizada a penhora, o ju\u00edzo, por impulso oficial, passa a realizar os atos processuais tendentes \u00e0 expropria\u00e7\u00e3o propriamente dita, com a avalia\u00e7\u00e3o e, posteriormente, com a adjudica\u00e7\u00e3o ou a aliena\u00e7\u00e3o judicial do bem objeto da constri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, <strong>se o devedor vier a realizar o pagamento, a execu\u00e7\u00e3o se resolve com a satisfa\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o (art. 924, II, do CPC\/2015), tendo como consequ\u00eancia a devolu\u00e7\u00e3o (libera\u00e7\u00e3o) da garantia ent\u00e3o existente em favor do devedor, porquanto n\u00e3o mais necess\u00e1ria para garantir aquele determinado cr\u00e9dito<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1, pois, no C\u00f3digo de Processo Civil regra que autorize o magistrado que extingue a execu\u00e7\u00e3o fiscal em face do pagamento a proceder com a transfer\u00eancia da penhora existente para outro processo executivo envolvendo as mesmas partes. A interpreta\u00e7\u00e3o da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal tamb\u00e9m leva a essa mesma conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o art. 28 disponha que &#8220;o juiz, a requerimento das partes, poder\u00e1, por conveni\u00eancia da unidade da garantia da execu\u00e7\u00e3o, ordenar a reuni\u00e3o de processos contra o mesmo devedor&#8221;, a execu\u00e7\u00e3o tratada no caso em discuss\u00e3o, contudo, n\u00e3o foi reunida com outros feitos executivos para fins de compartilhamento da garantia. Assim, cuidando de a\u00e7\u00e3o executiva processada de forma aut\u00f4noma e de penhora em dinheiro, convers\u00edvel em dep\u00f3sito (art. 11, \u00a7 2\u00ba), \u00e9 de rigor a aplica\u00e7\u00e3o do art. 32, \u00a7 2\u00ba, o qual preconiza que, &#8220;ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, o dep\u00f3sito, monetariamente atualizado, ser\u00e1 devolvido ao depositante ou entregue \u00e0 Fazenda P\u00fablica, mediante ordem do ju\u00edzo competente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a LEF, como visto, n\u00e3o d\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de penhora ao magistrado, devendo ela ser liberada para a parte vencedora. Destaca-se ainda que o legislador previu a subsist\u00eancia da penhora ap\u00f3s a senten\u00e7a extintiva em face do pagamento para garantir outra a\u00e7\u00e3o executiva pendente somente \u00e0s execu\u00e7\u00f5es fiscais da d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, consoante disposi\u00e7\u00e3o contida no art. 53, \u00a72\u00ba, da Lei n. 8.212\/1991. <strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, contudo, aplicar esse dispositivo para a execu\u00e7\u00e3o fiscal de d\u00e9bito inscrito na d\u00edvida ativa dos estados ou dos munic\u00edpios, sob pena de indevida atua\u00e7\u00e3o do magistrado como legislador positivo, por caracterizar clara ofensa ao Princ\u00edpio da Separa\u00e7\u00e3o dos Poderes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 no C\u00f3digo de Processo Civil, nem na Lei n. 6.830\/1980, regra que autorize o magistrado que extingue a execu\u00e7\u00e3o fiscal em face do pagamento a proceder com a transfer\u00eancia da penhora existente para outro processo executivo envolvendo as mesmas partes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-processamento-da-producao-antecipada-de-prova-pericial-no-foro-onde-situado-o-objeto-a-ser-periciado-ao-inves-do-foro-de-sede-da-empresa-re\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Processamento da produ\u00e7\u00e3o<\/a> antecipada de prova pericial no foro onde situado o objeto a ser periciado ao inv\u00e9s do foro de sede da empresa r\u00e9<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o antecipada de prova pericial pode ser processada no foro onde situado o objeto a ser periciado ao inv\u00e9s do foro de sede da empresa r\u00e9, que coincide com o foro eleito em contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.136.190-RS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024, DJe 6\/6\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ivaci Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de prova antecipada em face e Net Steel S.A, que, por sua vez, interp\u00f4s exce\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia posteriormente rejeitada pelo ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, Steel sustenta a preval\u00eancia da cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro (sua sede) na a\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas, em detrimento do foro em que a prova ser\u00e1 produzida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 382. Na peti\u00e7\u00e3o, o requerente apresentar\u00e1 as raz\u00f5es que justificam a necessidade de antecipa\u00e7\u00e3o da prova e mencionar\u00e1 com precis\u00e3o os fatos sobre os quais a prova h\u00e1 de recair.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O juiz n\u00e3o se pronunciar\u00e1 sobre a ocorr\u00eancia ou a inocorr\u00eancia do fato, nem sobre as respectivas consequ\u00eancias jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Os interessados poder\u00e3o requerer a produ\u00e7\u00e3o de qualquer prova no mesmo procedimento, desde que relacionada ao mesmo fato, salvo se a sua produ\u00e7\u00e3o conjunta acarretar excessiva demora.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-qual-o-foro-competente\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o foro competente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Do local da prova!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se de in\u00edcio que a norma de compet\u00eancia (i) do ju\u00edzo do foro onde a prova deva ser produzida ou (ii) do ju\u00edzo do foro de domic\u00edlio do r\u00e9u, para fins de apreciar a\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas (art. 381, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015), n\u00e3o possui norma equivalente no CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC\/1973 tinha como regra geral para fixar a compet\u00eancia do ju\u00edzo cautelar como sendo a mesma do ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o principal (art. 800 do referido c\u00f3digo). Esta Corte, contudo, j\u00e1 permitia a relativiza\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o principal em rela\u00e7\u00e3o aos procedimentos cautelares, especialmente em se tratando de produ\u00e7\u00e3o cautelar de provas na forma antecipada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o STJ entendia que &#8220;<strong>poder\u00e1 haver a mitiga\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia prevista no art. 800 do CPC\/1973 quando se tratar de a\u00e7\u00e3o cautelar de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas, podendo ser reconhecida a compet\u00eancia do foro em que se encontra o objeto da lide, por quest\u00f5es pr\u00e1ticas e processuais, notadamente para viabilizar a realiza\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias e per\u00edcias&#8221;<\/strong> (AgInt no AREsp n. 1.321.717\/SP, Terceira Turma, DJe de 19\/10\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>A relativiza\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia estava igualmente fundamentada na facilita\u00e7\u00e3o de inspe\u00e7\u00e3o judicial &#8220;possibilitando maior celeridade \u00e0 presta\u00e7\u00e3o jurisdicional&#8221; em hip\u00f3tese de a\u00e7\u00e3o cautelar de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas (AgRg no Ag n. 1.137.193\/GO, Quarta Turma, DJe de 16\/11\/2009).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a facilita\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia prevalece sobre a regra geral do ajuizamento no foro do r\u00e9u por envolver uma quest\u00e3o de ordem pr\u00e1tica tendo em vista a necessidade de exame no local onde est\u00e1 situado o objeto a ser periciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do c\u00f3digo anterior, o CPC\/2015 expressamente disp\u00f5e que o foro de exame pr\u00e9vio de prova n\u00e3o torna ele prevento para a futura eventual a\u00e7\u00e3o principal (art. 381, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>inexiste preju\u00edzo presumido neste procedimento pr\u00e9vio, pois &#8211; a depender do resultado da per\u00edcia &#8211; a a\u00e7\u00e3o principal sequer poder\u00e1 ser ajuizada, ou, caso seja ajuizada, o foro de elei\u00e7\u00e3o &#8211; que coincide com o foro do local de sede da empresa r\u00e9 &#8211; poder\u00e1 prevalecer<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o antecipada de prova pericial pode ser processada no foro onde situado o objeto a ser periciado ao inv\u00e9s do foro de sede da empresa r\u00e9, que coincide com o foro eleito em contrato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-liquidacao-de-sentenca-e-liberacao-imediata-dos-valores-incontroversos\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a e libera\u00e7\u00e3o imediata dos valores incontroversos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, a quantia que o devedor reconhece e expressamente declara como devida representa a parte l\u00edquida da condena\u00e7\u00e3o e como tal pode ser exigida desde logo, cabendo ao devedor arcar com os honor\u00e1rios periciais.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.067.458-SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Banco Patinhas foi condenado ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o, cujo valor deveria ser apurado por meio de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, conforme determinou o t\u00edtulo judicial. A credora deu in\u00edcio \u00e0 fase liquidat\u00f3ria, reivindicando fosse reconhecido o <em>quantum debeatur<\/em> no valor total de R$ 264 milh\u00f5es. A conta foi impugnada pela devedora, que declararam como correta a d\u00edvida de R$ 15 milh\u00f5es. O juiz de primeiro grau fixou como incontroverso o valor declarado pela devedora, autorizando fosse desde logo iniciado o cumprimento de senten\u00e7a sobre a quantia definida, prosseguindo-se a liquida\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao saldo remanescente. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o Banco Patinhas interp\u00f4s recurso no qual sustenta n\u00e3o ser de sua responsabilidade o custeio dos honor\u00e1rios do perito oficial requerida por sua contraparte, bem assim que a fase de cumprimento de senten\u00e7a s\u00f3 poderia iniciar ap\u00f3s a definitiva liquida\u00e7\u00e3o do julgado, sendo certo que a apura\u00e7\u00e3o dovalor devido depende da realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia cont\u00e1bil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 95. Cada parte adiantar\u00e1 a remunera\u00e7\u00e3o do assistente t\u00e9cnico que houver indicado, sendo a do perito adiantada pela parte que houver requerido a per\u00edcia ou rateada quando a per\u00edcia for determinada de of\u00edcio ou requerida por ambas as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 509. Quando a senten\u00e7a condenar ao pagamento de quantia il\u00edquida, proceder-se-\u00e1 \u00e0 sua liquida\u00e7\u00e3o, a requerimento do credor ou do devedor:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Quando na senten\u00e7a houver uma parte l\u00edquida e outra il\u00edquida, ao credor \u00e9 l\u00edcito promover simultaneamente a execu\u00e7\u00e3o daquela e, em autos apartados, a liquida\u00e7\u00e3o desta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-exigir-o-valor-incontroverso-de-imediato\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel exigir o valor incontroverso de imediato?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A recorrente foi condenada ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o, cujo valor deveria ser apurado por meio de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, conforme determinou o t\u00edtulo judicial. A credora deu in\u00edcio \u00e0 fase liquidat\u00f3ria, reivindicando fosse reconhecido o quantum debeatur no valor total de R$ 264 milh\u00f5es. A conta foi impugnada pelas devedoras, que declararam como correta a d\u00edvida de R$ 15 milh\u00f5es. O juiz de primeiro grau fixou como incontroverso o valor declarado pela devedora, autorizando fosse desde logo iniciado o cumprimento de senten\u00e7a sobre a quantia definida, prosseguindo-se a liquida\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao saldo remanescente. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o valor l\u00edquido pode ser desde logo exigido, como autoriza o art. 509, \u00a7 1\u00ba do <a>CPC\/2015<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob outro enfoque, a responsabilidade pelo pagamento dos honor\u00e1rios periciais foram atribu\u00eddas \u00e0s devedoras em raz\u00e3o de ter sucumbido na fase de conhecimento, conclus\u00e3o que se alinha ao entendimento firmado no julgamento do Recurso Especial repetitivo n. 1.274.466\/SC (Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 14\/5\/2014, DJe de 21\/5\/2014), segundo a qual, &#8220;<strong>na fase aut\u00f4noma de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a (por arbitramento ou por artigos), incumbe ao devedor a antecipa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios periciais&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as devedoras pleitearam a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia para a apura\u00e7\u00e3o do valor devido, de modo que o respons\u00e1vel pelo pagamento dos respectivos honor\u00e1rios periciais, na forma do art. 95, caput, do CPC\/2015, \u00e9 de quem requereu a prova t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, a quantia que o devedor reconhece e expressamente declara como devida representa a parte l\u00edquida da condena\u00e7\u00e3o e como tal pode ser exigida desde logo, cabendo ao devedor arcar com os honor\u00e1rios periciais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aliquota-de-credito-presumido-na-aquisicao-de-boi-vivo\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00edquota de cr\u00e9dito presumido na aquisi\u00e7\u00e3o de boi vivo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de boi vivo, utilizado como insumo na produ\u00e7\u00e3o de produtos mencionados no caput do art. 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004, sujeita-se \u00e0 al\u00edquota do cr\u00e9dito presumido de 60% prevista no \u00a7 3\u00ba, I, do mesmo artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.320.972-SP, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/5\/2024, DJe 5\/6\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Independ\u00eancia S.A ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual para, sempre que adquirir seus insumos, estes sejam considerados como carne e, destarte, resultem no reconhecimento do ressarcimento com base na al\u00edquota de 60%, com fulcro no artigo 8\u00b0, inciso I, \u00a7 3\u00b0, da Lei n\u00b0 10.925\/04, com o consequente ressarcimento\/compensa\u00e7\u00e3o. O pedido foi negado pelo juiz de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, a empresa sustenta que todas as pessoas jur\u00eddicas que desenvolvem a atividade de industrializa\u00e7\u00e3o de carne bovina destinada \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana t\u00eam o direito de tomar cr\u00e9dito de 60% do PIS\/COFINS presumido incidente sobre os insumos classificados nos cap\u00edtulos 2 e 3 da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), o que se constitui em carnes e miudezas comest\u00edveis e genericamente carca\u00e7as e meias-carca\u00e7as de bovinos e su\u00ednos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.925\/2004:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba As pessoas jur\u00eddicas, inclusive cooperativas, que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos cap\u00edtulos 2, 3, exceto os produtos vivos desse cap\u00edtulo, e 4, 8 a 12, 15, 16 e 23, e nos c\u00f3digos 03.02, 03.03, 03.04, 03.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a 07.14, exceto os c\u00f3digos 0713.33.19, 0713.33.29 e 0713.33.99, 1701.11.00, 1701.99.00, 1702.90.00, 18.01, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da NCM, destinadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana ou animal, poder\u00e3o deduzir da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins, devidas em cada per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, cr\u00e9dito presumido, calculado sobre o valor dos bens referidos no&nbsp;inciso II do caput do art. 3\u00ba das Leis n\u00bas 10.637, de 30 de dezembro de 2002,&nbsp;e&nbsp;10.833, de 29 de dezembro de 2003,&nbsp;adquiridos de pessoa f\u00edsica ou recebidos de cooperado pessoa f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba O montante do cr\u00e9dito a que se referem o&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>e o \u00a7 1\u00ba deste artigo ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o, sobre o valor das mencionadas aquisi\u00e7\u00f5es, de al\u00edquota correspondente a:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; 60% (sessenta por cento) daquela prevista no&nbsp;art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002,&nbsp;e no&nbsp;art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003,&nbsp;para os produtos de origem animal classificados nos Cap\u00edtulos 2, 3, 4, exceto leite&nbsp;in natura&nbsp;, 16, e nos c\u00f3digos 15.01 a 15.06, 1516.10, e as misturas ou prepara\u00e7\u00f5es de gorduras ou de \u00f3leos animais dos c\u00f3digos 15.17 e 15.18;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; 35% (trinta e cinco por cento) daquela prevista no art. 2\u00ba das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, para os demais produtos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; 50% (cinquenta por cento) daquela prevista no&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002,&nbsp;e no&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003,&nbsp;para o leite&nbsp;in natura&nbsp;, adquirido por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, regularmente habilitada, provis\u00f3ria ou definitivamente, perante o Poder Executivo na forma do art. 9\u00ba -A;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; 20% (vinte por cento) daquela prevista no&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002,&nbsp;e no&nbsp;caput&nbsp;do&nbsp;art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003,&nbsp;para o leite&nbsp;in natura&nbsp;, adquirido por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, n\u00e3o habilitada perante o Poder Executivo na forma do art. 9\u00ba-A.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sujeita-se-a-aliquota-de-60\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sujeita-se \u00e0 al\u00edquota de 60%?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia posta nos autos diz respeito a qual al\u00edquota (60% ou 35%) a empresa, que desenvolve atividade de industrializa\u00e7\u00e3o de carne bovina destinada \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana, pode utilizar para tomar cr\u00e9dito presumido da contribui\u00e7\u00e3o ao Pis\/Pasep e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mostra-se contradit\u00f3rio outorgar, por um lado, o desconto de cr\u00e9dito no patamar de 60% quando o matadouro-frigor\u00edfico adquire o boi morto (carca\u00e7a e meia-carca\u00e7a, nada mais s\u00e3o do que carne e ossos) e, por outro lado, no importe de 35% quando adquire o boi vivo.<\/strong> Isso porque, em ambos os casos haver\u00e1 o abate, uma vez que a diferencia\u00e7\u00e3o radicada no modelo negocial entabulado com o pecuarista, o que se d\u00e1 por meio dos mecanismos comerciais denominados de &#8220;peso vivo&#8221; ou de &#8220;peso morto&#8221;. \u00c9 relevante consignar que haver\u00e1 o ingresso do insumo &#8220;carne&#8221;, independentemente da apontada forma de negocia\u00e7\u00e3o\/precifica\u00e7\u00e3o para o ingresso do animal.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota diversa para os casos em comento apenas estimularia a op\u00e7\u00e3o pela aquisi\u00e7\u00e3o de boi morto, est\u00edmulo esse que refugiria do escopo da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, a qual busca suprir a aus\u00eancia de creditamento normal na aquisi\u00e7\u00e3o de pessoa f\u00edsica e estimular a atividade rural e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, \u00e9 preciso ter presente o entendimento consolidado no \u00e2mbito administrativo, segundo o qual o percentual da al\u00edquota do cr\u00e9dito presumido das agroind\u00fastrias de produtos de origem animal ou vegetal, previsto no art. 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004, ser\u00e1 determinado com base na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroind\u00fastria, e n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da origem do insumo que aplicou para obt\u00ea-lo, nos termos da S\u00famula n. 157 do CARF, sendo tal interpreta\u00e7\u00e3o condizente com a sistem\u00e1tica do microssistema do setor em testilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, com o advento da Lei n. 12.865\/2013 restou inserida a norma expressamente interpretativa do par\u00e1grafo 10 do art. 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004, esclarecendo que o direito ao cr\u00e9dito presumido na al\u00edquota de 60% abrange todos os insumos utilizados nos produtos referidos no inciso I do par\u00e1grafo 3\u00ba desse dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, se a dic\u00e7\u00e3o do art. 8\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 10.925\/2004 ensejou certa imprecis\u00e3o, ao afirmar que o cr\u00e9dito presumido seria calculado sobre as aquisi\u00e7\u00f5es para os produtos de origem animal classificados nos Cap\u00edtulos 2 a 4 da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), sem deixar indene de d\u00favidas se a express\u00e3o &#8220;produtos de origem animal&#8221; guardaria conson\u00e2ncia com os insumos adquiridos pela pessoa jur\u00eddica ou com os produtos por ela produzidos, \u00e9 indubit\u00e1vel que, ap\u00f3s o advento do aludido \u00a7 10, regramento aplic\u00e1vel \u00e0 esp\u00e9cie em raz\u00e3o da norma plasmada no art. 106, I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, tal imprecis\u00e3o foi extirpada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, no caso, imp\u00f5e-se o retorno dos autos ao tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;para que reaprecie a quest\u00e3o debatida, sob pena de supress\u00e3o de inst\u00e2ncia, com observ\u00e2ncia das diretrizes segundo as quais: (i) o percentual da al\u00edquota do cr\u00e9dito presumido, estabelecido no art. 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004, ser\u00e1 determinado com fulcro na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroind\u00fastria, e n\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da origem do insumo que aplicou para obt\u00ea-lo; e (ii), observado o per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, a aquisi\u00e7\u00e3o de boi vivo (classificado na posi\u00e7\u00e3o 01.02 da NCM) utilizado como insumo na produ\u00e7\u00e3o de produtos diversos dos citados no art. 37 da Lei n. 12.058\/2009, e mencionados no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004 sujeita-se \u00e0 al\u00edquota do cr\u00e9dito presumido, prevista no art. 8\u00ba, \u00a7 3\u00ba, I, da Lei n. 10.925\/2004.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de boi vivo, utilizado como insumo na produ\u00e7\u00e3o de produtos mencionados no caput do art. 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004, sujeita-se \u00e0 al\u00edquota do cr\u00e9dito presumido de 60% prevista no \u00a7 3\u00ba, I, do mesmo artigo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-enquadramento-como-salario-maternidade-dos-valores-pagos-as-empregadas-gestantes-afastadas-por-forca-do-disposto-na-lei-n-14-151-2021-enquanto-durar-o-respectivo-afastamento\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de <\/a>enquadramento como sal\u00e1rio-maternidade dos valores pagos \u00e0s empregadas gestantes afastadas por for\u00e7a do disposto na Lei n. 14.151\/2021, enquanto durar o respectivo afastamento<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enquadrar como sal\u00e1rio-maternidade os valores pagos \u00e0s empregadas gestantes afastadas por for\u00e7a do disposto na Lei n. 14.151\/2021, enquanto durar o respectivo afastamento.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.109.930-PR, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 4\/6\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Comercial de um munic\u00edpio impetrou mandado de seguran\u00e7a com a finalidade de ver reconhecido o direito de enquadrar, como sal\u00e1rio-maternidade, os valores pagos \u00e0s empregadas gestantes afastadas por for\u00e7a do disposto na Lei n. 14.151\/2021, enquanto durar o respectivo afastamento, bem como o direito \u00e0 n\u00e3o incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sobre a remunera\u00e7\u00e3o paga \u00e0s gestantes afastadas, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional sustenta a impossibilidade de enquadrar a referida situa\u00e7\u00e3o \u00e0 hip\u00f3tese de licen\u00e7a-maternidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-enquadramento\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o enquadramento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lei n. 14.151\/2021 teve como objetivo propor solu\u00e7\u00e3o, durante a emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica decorrente da pandemia causada pelo v\u00edrus SARS-CoV-2, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o das gr\u00e1vidas gestantes, determinando que ficassem em teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho \u00e0 dist\u00e2ncia, sem preju\u00edzo da remunera\u00e7\u00e3o.<\/strong> Posteriormente, a referida norma foi alterada pela Lei n. 14.311\/2022, limitando o afastamento \u00e0s gr\u00e1vidas gestantes que n\u00e3o tivessem completado o ciclo vacinal contra o agente infeccioso, assim como permitiu que aquelas que ainda n\u00e3o pudessem voltar ao trabalho presencial fossem realocadas em fun\u00e7\u00f5es exequ\u00edveis por meio do trabalho remoto, tamb\u00e9m sem preju\u00edzo \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enquadrar a referida situa\u00e7\u00e3o \u00e0 hip\u00f3tese de licen\u00e7a-maternidade, benef\u00edcio previdenci\u00e1rio disciplinado pelos arts. 71 a 73 da Lei n. 8.213\/1991, ainda que pontualmente o empregador n\u00e3o consiga alocar a empregada gestante em teletrabalho, sob pena de conceder benef\u00edcio previdenci\u00e1rio sem previs\u00e3o legal, sem a correspondente indica\u00e7\u00e3o da fonte de custeio (art. 195, \u00a75\u00ba, CF) e em desrespeito ao equil\u00edbrio financeiro e atuarial (art. 201, CF). Ademais, a LC n. 101\/2000, em seu art. 24, impede a concess\u00e3o de benef\u00edcio relativo \u00e0 seguridade social, sem a devida indica\u00e7\u00e3o da fonte de custeio total.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O afastamento do trabalho presencial determinado pela Lei n. 14.311\/2022 n\u00e3o se confunde com a licen\u00e7a-maternidade concedida \u00e0s seguradas em raz\u00e3o da proximidade do parto ou da sua ocorr\u00eancia, visto que nessa hip\u00f3tese as empregadas efetivamente s\u00e3o afastadas de suas atividades, sejam elas presenciais ou n\u00e3o<\/strong>. Ou seja, durante a licen\u00e7a-maternidade ocorre a suspens\u00e3o ou a interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, enquanto na situa\u00e7\u00e3o prevista pela Lei n. 14.311\/2022 se exige apenas uma adapta\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 forma da execu\u00e7\u00e3o das atividades pela empregada gestante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que s\u00e3o inquestion\u00e1veis os desgastes sofridos por toda a sociedade em decorr\u00eancia da pandemia provocada pelo v\u00edrus SARS-CoV-2, exigindo uma s\u00e9rie de adapta\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, as consequ\u00eancias e as adapta\u00e7\u00f5es s\u00e3o, por \u00f3bvio, indesejadas, mas devem ser suportadas tanto pela iniciativa privada quanto pelo Poder P\u00fablico, e n\u00e3o exclusivamente por este, de modo que a provid\u00eancia determinada pela Lei n. 14.311\/2021 \u00e9 medida justific\u00e1vel e pertinente, sendo plenamente poss\u00edvel a sua implementa\u00e7\u00e3o, sobretudo com o advento da possibilidade de altera\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es exercidas pelas empregadas gestantes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enquadrar como sal\u00e1rio-maternidade os valores pagos \u00e0s empregadas gestantes afastadas por for\u00e7a do disposto na Lei n. 14.151\/2021, enquanto durar o respectivo afastamento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-consuncao-no-crime-de-uso-de-documento-falso\"><a>10.&nbsp; Consun\u00e7\u00e3o no crime de uso de documento falso.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o de consun\u00e7\u00e3o, prevalece o crime de uso de documento falso, crime-fim, sobre a falsidade ideol\u00f3gica, delito-meio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AgRg no AREsp 2.077.019-RJ, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Rel. para o ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por maioria, julgado em 19\/3\/2024, DJe 5\/4\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi condenado pelo crime de uso de documento falso, apesar de a den\u00fancia e a senten\u00e7a reconhecerem que praticou tamb\u00e9m a falsidade ideol\u00f3gica do mesmo documento, mas sem que acus\u00e1-lo e conden\u00e1-lo por ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa requereu a aplica\u00e7\u00e3o do Decreto de indulto natalino n\u00ba 11.302\/2022 para extinguir a punibilidade do crime de uso de documento falso. Subsidiariamente, a an\u00e1lise do agravo para reconhecer a consun\u00e7\u00e3o entre os delitos de falsidade documental e uso de documento falso, extinguindo a punibilidade pela prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-qual-crime-prevalece\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual crime prevalece?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O de USO DE DOCUMENTO FALSO!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o \u00e9 aplicado para resolver o conflito aparente de normas penais quando um crime \u00e9 meio necess\u00e1rio, fase de prepara\u00e7\u00e3o ou de execu\u00e7\u00e3o do delito de alcance mais amplo, de tal sorte que o agente s\u00f3 \u00e9 responsabilizado pelo \u00faltimo,<\/strong> desde que se constate uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia entre as condutas praticadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, considerar a absor\u00e7\u00e3o do uso do documento falso pela falsidade ideol\u00f3gica significa conferir preval\u00eancia ao crime-meio sobre o crime-fim, o que \u00e9 conceitualmente inadequado, al\u00e9m de conduzir a situa\u00e7\u00f5es de manifesta perplexidade, como o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o todas as vezes que um documento falso \u00e9 utilizado ap\u00f3s o decurso de alguns anos de sua confec\u00e7\u00e3o, a depender do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, correta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o, mediante o reconhecimento de que o crime-meio &#8211; falsidade ideol\u00f3gica &#8211; exauriu a sua potencialidade lesiva no crime-fim &#8211; uso desse documento falso -, e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na rela\u00e7\u00e3o de consun\u00e7\u00e3o, prevalece o crime de uso de documento falso, crime-fim, sobre a falsidade ideol\u00f3gica, delito-meio.<a><\/a><a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-empregados-da-oab-como-funcionarios-publicos-para-fins-penais\"><a>11.&nbsp; Empregados da OAB como <\/a>funcion\u00e1rios p\u00fablicos para fins penais.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os empregados da OAB s\u00e3o equiparados a funcion\u00e1rios p\u00fablicos para fins penais.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 750.133-GO, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 23\/5\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina, empregada da OAB, foi condenada pelo crime de corrup\u00e7\u00e3o. Em recurso, a defesa reitera o argumento de atipicidade do crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa atribu\u00edda, em raz\u00e3o de n\u00e3o haver funcion\u00e1rio p\u00fablico para quem fosse direcionada a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Funcion\u00e1rio p\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 327 &#8211; Considera-se funcion\u00e1rio p\u00fablico, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remunera\u00e7\u00e3o, exerce cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba &#8211; Equipara-se a funcion\u00e1rio p\u00fablico quem exerce cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi\u00e7o contratada ou conveniada para a execu\u00e7\u00e3o de atividade t\u00edpica da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-equiparou-lascou-pra-crementina\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Equiparou lascou (pra Crementina)?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que<strong> a Ordem dos Advogados do Brasil &#8211; OAB \u00e9 uma entidade sui generis, constituindo &#8220;servi\u00e7o p\u00fablico independente&#8221;, n\u00e3o sendo autarquia federal e nem integrando a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal.<\/strong> (ADI n. 3.026\/DF, Relator Ministro Eros Grau, DJ 29\/9\/2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 entendeu que &#8220;a Ordem dos Advogados do Brasil \u00e9 uma autarquia sui generis, que presta servi\u00e7o p\u00fablico de fiscalizar a profiss\u00e3o de advogado, fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, nos termos do art. 133 da Constitui\u00e7\u00e3o, e t\u00edpica da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica&#8221; (REsp n. 1.977.628, Ministro Olindo Menezes, Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o, DJe de 5\/8\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, o referido julgado concluiu que <strong>&#8220;reconhecendo a Lei n. 8.906\/1994 a exist\u00eancia de funcion\u00e1rios da OAB vinculados \u00e0 Lei n. 8.112\/1990 &#8211; que disp\u00f5e acerca do regime jur\u00eddico dos servidores p\u00fablicos civis da Uni\u00e3o, das autarquias e das funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais -, n\u00e3o h\u00e1 como deixar de reconhecer a natureza jur\u00eddica de servidor p\u00fablico dos funcion\u00e1rios da OAB, para fins penais<\/strong>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, o art. 327, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal equipara a funcion\u00e1rio p\u00fablico para fins penais aquele que &#8220;exerce cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de servi\u00e7o contratada ou conveniada para a execu\u00e7\u00e3o de atividade t\u00edpica da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica&#8221;, como no caso da Ordem dos Advogados do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, portanto, que se falar, no caso, em atipicidade da conduta do acusado, pois a empregada da Ordem dos Advogados do Brasil, destinat\u00e1ria da vantagem indevida, a qual desempenhava fun\u00e7\u00f5es de Secret\u00e1ria da Comiss\u00e3o de Est\u00e1gio e Exame de Ordem, deve ser equiparada a funcion\u00e1rio p\u00fablico nos termos do art. 327, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal, especialmente em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o exercida, eis que participa diretamente da fiscaliza\u00e7\u00e3o da regularidade das emiss\u00f5es de carteiras de advogado, fun\u00e7\u00e3o t\u00edpica da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica outorgada pela Uni\u00e3o \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, as conclus\u00f5es do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI n. 3.026\/DF, no sentido de que a OAB n\u00e3o faz parte ou se sujeita \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, n\u00e3o t\u00eam o cond\u00e3o de afastar o presente entendimento, alterando a condi\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rio p\u00fablico por equipara\u00e7\u00e3o do empregado da OAB, pois a referida decis\u00e3o n\u00e3o retirou a natureza p\u00fablica do servi\u00e7o prestado pela entidade, vinculado \u00e0 sua finalidade institucional de administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, relacionada ao exerc\u00edcio da advocacia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os empregados da OAB s\u00e3o equiparados a funcion\u00e1rios p\u00fablicos para fins penais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-prazo-das-condicoes-para-cumprimento-da-suspensao-condicional-da-pena\"><a>12.&nbsp; Prazo das condi\u00e7\u00f5es para cumprimento da suspens\u00e3o condicional da pena<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es do art. 78, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal, para cumprimento da suspens\u00e3o condicional da pena, podem ser estabelecidas no mesmo prazo da pena corporal imposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/3\/2024, DJe 14\/3\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi condenado \u00e0 pena de 4 meses de deten\u00e7\u00e3o, em regime aberto, sendo-lhe aplicado o sursis pelo prazo de dois anos mediante limita\u00e7\u00e3o de final de semana pelo tempo da pena aplicada. O Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual pugnou pela reforma da decis\u00e3o para determinar a limita\u00e7\u00e3o de final de semana durante todo o primeiro ano do per\u00edodo de suspens\u00e3o condicional da pena e n\u00e3o apenas pelo mesmo prazo da pena imposta.<\/p>\n\n\n\n<p>* Processo em segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 78 &#8211; Durante o prazo da suspens\u00e3o, o condenado ficar\u00e1 sujeito \u00e0 observa\u00e7\u00e3o e ao cumprimento das condi\u00e7\u00f5es estabelecidas pelo juiz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba &#8211; No primeiro ano do prazo, dever\u00e1 o condenado prestar servi\u00e7os \u00e0 comunidade (art. 46) ou submeter-se \u00e0 limita\u00e7\u00e3o de fim de semana (art. 48).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-mesmo-prazo-da-pena-corporal\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mesmo prazo da pena corporal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 78, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal preceitua que, d<strong>urante o prazo da suspens\u00e3o, o condenado ficar\u00e1 sujeito \u00e0 observa\u00e7\u00e3o e ao cumprimento das condi\u00e7\u00f5es estabelecidas pelo juiz. No primeiro ano do prazo, dever\u00e1 o condenado prestar servi\u00e7os \u00e0 comunidade (art. 46) ou submeter-se \u00e0 limita\u00e7\u00e3o de fim de semana (art. 48).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Corte de origem redimensionou a pena para 4 meses de deten\u00e7\u00e3o, em regime aberto, sendo aplicado ao r\u00e9u o&nbsp;<em>sursis<\/em>&nbsp;pelo prazo de dois anos mediante limita\u00e7\u00e3o de final de semana pelo tempo da pena aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual pugnou pela reforma da decis\u00e3o para determinar a limita\u00e7\u00e3o de final de semana durante todo o primeiro ano do per\u00edodo de suspens\u00e3o condicional da pena e n\u00e3o apenas pelo mesmo prazo da pena imposta (4 meses).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o texto do comando legal \u00e9 claro no sentido de que, no curso do primeiro ano do prazo, dever\u00e1 o condenado prestar servi\u00e7os \u00e0 comunidade ou submeter-se \u00e0 limita\u00e7\u00e3o de fim de semana, e n\u00e3o durante um ano.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>12.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es do art. 78, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal, para cumprimento da suspens\u00e3o condicional da pena, podem ser estabelecidas no mesmo prazo da pena corporal imposta.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-falsidade-da-identificacao-civil-do-reu-como-razao-de-invalidade-do-processo\"><a>13.&nbsp; Falsidade da identifica\u00e7\u00e3o civil do r\u00e9u como raz\u00e3o de invalidade do processo.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A falsidade da identifica\u00e7\u00e3o civil do r\u00e9u n\u00e3o \u00e9 apta a invalidar o processo, nem permite o manejo de revis\u00e3o criminal por terceiro que teve o nome indevidamente utilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.119.595-MT, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/4\/2024, DJe 24\/4\/2024. (Info STJ 815)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ofereceu den\u00fancia em face de Creiton pela pr\u00e1tica do crime de roubo no estabelecimento comercial \u201cDesigner Joalheiros,\u201d mediante grave amea\u00e7a e viol\u00eancia exercida com emprego de arma de fogo. Na hora da identifica\u00e7\u00e3o civil, o r\u00e9u mentiu sua qualifica\u00e7\u00e3o, utilizando nome e dados de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa prop\u00f4s revis\u00e3o criminal, alegando ilegitimidade passiva do r\u00e9u diante do equ\u00edvoco na qualifica\u00e7\u00e3o. O Tribunal local a extinguiu da revis\u00e3o criminal, mas concedeu habeas corpus, de of\u00edcio para suspender a execu\u00e7\u00e3o penal at\u00e9 que, no processo principal e no executivo de pena, fosse identificado\/qualificado o verdadeiro autor dos fatos descritos na a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>13.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 259.&nbsp; A impossibilidade de identifica\u00e7\u00e3o do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros qualificativos n\u00e3o retardar\u00e1 a a\u00e7\u00e3o penal, quando certa a identidade f\u00edsica. A qualquer tempo, no curso do processo, do julgamento ou da execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, se for descoberta a sua qualifica\u00e7\u00e3o, far-se-\u00e1 a retifica\u00e7\u00e3o, por termo, nos autos, sem preju\u00edzo da validade dos atos precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;621.&nbsp;&nbsp;A revis\u00e3o dos processos findos ser\u00e1 admitida:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I&nbsp;&#8211;&nbsp;quando a senten\u00e7a condenat\u00f3ria for contr\u00e1ria ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II&nbsp;&#8211;&nbsp;quando a senten\u00e7a condenat\u00f3ria se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III&nbsp;&#8211;&nbsp;quando, ap\u00f3s a senten\u00e7a, se descobrirem novas provas de inoc\u00eancia do condenado ou de circunst\u00e2ncia que determine ou autorize diminui\u00e7\u00e3o especial da pena.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-invalida-o-processo\"><a>13.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Invalida o processo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Capaz!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ firma-se no sentido de que <strong>a revis\u00e3o criminal somente \u00e9 admiss\u00edvel se houver enquadramento dentro das hip\u00f3teses taxativamente previstas no art. 621 do <a>CPP<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>No caso, a Corte de origem entendeu pela extin\u00e7\u00e3o da revis\u00e3o criminal, por aus\u00eancia de legitimidade da v\u00edtima da falsa identidade, na qualidade de terceiro cujos dados foram indevidamente utilizados, para propor a revisional.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;est\u00e1 fundamentado no sentido de que &#8220;a coisa julgada material da condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 afetada pela falsidade dos dados pessoais fornecidos \u00e0 autoridade policial e ao Ju\u00edzo, e o que se pretende \u00e9 apenas a retifica\u00e7\u00e3o dos registros criminais, a revisional se afigura inadequada para alcan\u00e7ar esse desiderato&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que a falsidade da identifica\u00e7\u00e3o civil do r\u00e9u n\u00e3o \u00e9 apta a invalidar o processo, nem permite o manejo da revisional por terceiro que teve o nome indevidamente utilizado, pois, como ficou consignado na decis\u00e3o agravada, &#8220;a hip\u00f3tese dos autos n\u00e3o se enquadra em quaisquer dos requisitos autorizadores para ajuizamento da revis\u00e3o criminal, pois o verdadeiro autor do crime apurado na a\u00e7\u00e3o penal origin\u00e1ria foi identificado fisicamente e condenado com base em provas id\u00f4neas, havendo equ\u00edvoco somente quanto a sua qualifica\u00e7\u00e3o, uma vez que se identificou como sendo a pessoa do ora recorrente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante disp\u00f5es o art. 259 do CPP: A impossibilidade de identifica\u00e7\u00e3o do acusado com o seu verdadeiro nome ou outros dados qualificativos n\u00e3o retardar\u00e1 a a\u00e7\u00e3o penal, quando certa a identidade f\u00edsica. A qualquer tempo, no curso do processo, do julgamento ou da execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, se for descoberta a sua qualifica\u00e7\u00e3o, far-se-\u00e1 a retifica\u00e7\u00e3o, por termo, nos autos, sem preju\u00edzo dos atos precedentes. Por sua vez, as disposi\u00e7\u00f5es do artigo 621, II, do C\u00f3digo de Processo Penal referem-se \u00e0 condena\u00e7\u00e3o calcada em prova falsa causadora de condena\u00e7\u00e3o de um inocente, e n\u00e3o em mera identifica\u00e7\u00e3o falsa do verdadeiro culpado despida de apresenta\u00e7\u00e3o de documento de identifica\u00e7\u00e3o materialmente falsos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Constatada a situa\u00e7\u00e3o de irregularidade e o constrangimento ilegal dela decorrente, o Tribunal de origem concedeu&nbsp;<em>habeas corpus<\/em>, de of\u00edcio, na a\u00e7\u00e3o revisional, para suspender execu\u00e7\u00e3o penal contra a v\u00edtima da falsa identidade, at\u00e9 que, no processo principal seja identificado o verdadeiro autor dos fatos descritos na a\u00e7\u00e3o penal<\/strong>, determinando o recolhimento de eventual mandado de pris\u00e3o expedido em seu desfavor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tal provid\u00eancia revela-se adequada e suficiente, porquanto, certa a identidade f\u00edsica do agente, eventuais irregularidades quanto a sua qualifica\u00e7\u00e3o, equ\u00edvoco que pode ser corrigido a qualquer tempo, inclusive, durante o processo de execu\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o possui o cond\u00e3o de impedir o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o penal ou de invalidar o \u00e9dito condenat\u00f3rio contra ele proferido, na intelig\u00eancia do art. 259, do CPP.&#8221; Imperativo, no entanto, que haja celeridade na retifica\u00e7\u00e3o dos dados, com a exclus\u00e3o do nome do terceiro dos registros policiais e judiciais, evitando-se, assim, maiores preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>13.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A falsidade da identifica\u00e7\u00e3o civil do r\u00e9u n\u00e3o \u00e9 apta a invalidar o processo, nem permite o manejo de revis\u00e3o criminal por terceiro que teve o nome indevidamente utilizado.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-dc83cb4d-758f-4dc9-8b51-c5dc93ee358c\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/25013408\/stj-informativo-815.pdf\">stj-informativo-815<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/25013408\/stj-informativo-815.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-dc83cb4d-758f-4dc9-8b51-c5dc93ee358c\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 815 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. 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