{"id":141831,"date":"2018-09-20T22:22:14","date_gmt":"2018-09-21T01:22:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=141831"},"modified":"2018-09-20T22:52:16","modified_gmt":"2018-09-21T01:52:16","slug":"gabarito-consultor-urbanistico-cldf-cabe-recurso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/gabarito-consultor-urbanistico-cldf-cabe-recurso\/","title":{"rendered":"Gabarito Consultor Urban\u00edstico CLDF &#8211; Cabe Recurso &#8211; ATUALIZADO"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 meus amigos, tudo bem?<\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Igor Maciel e hoje queria comentar com voc\u00eas a prova de Direito Urban\u00edstico para Consultor Urban\u00edstico da CLDF.<\/p>\n<p>Entendo que cabem alguns recursos. Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 35 \u2013 N\u00c3O CABE RECURSO \u2013 ATUALIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<ol start=\"35\">\n<li>A regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria pass\u00edvel de ser realizada aos ocupantes de terras pertencentes ao Distrito Federal:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 estende-se \u00e0s ocupa\u00e7\u00f5es exercidas na zona rural, desde que comprovada cultura efetiva na propriedade e morada habitual, vedada possibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o dominial.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 tamb\u00e9m pode se dar nos casos de ocupa\u00e7\u00e3o com atividade rural efetiva, por meio de concess\u00e3o de direito real de uso onerosa, preenchidos os demais requisitos legais.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 restrita \u00e0 destina\u00e7\u00e3o urbana, por meio dos instrumentos de legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria ou legitima\u00e7\u00e3o de posse previstos na Reurb, desde que comprovada posse ininterrupta direta ou por familiares.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o abrange a transfer\u00eancia dominial, tendo em vista a imprescritibilidade dos bens p\u00fablicos, sendo poss\u00edvel a outorga de concess\u00e3o de uso ou de direito real de uso aos ocupantes de \u00e1reas urbanas ou rurais que preencham os requisitos legais.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 depende de pr\u00e9via regulariza\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo dominial, com expedi\u00e7\u00e3o de matr\u00edcula individualizada, provid\u00eancia tamb\u00e9m atribu\u00edda ao Poder P\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Aparentemente a quest\u00e3o trata do PDOT (que foi claramente retirado na retifica\u00e7\u00e3o do edital \u2013 este item n\u00e3o constava do edital), especificamente o art. 193:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 193. <strong>A concess\u00e3o de direito real de uso<\/strong> \u00e9 um instrumento aplic\u00e1vel a terrenos p\u00fablicos ou particulares, para fins de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de interesse social, urbaniza\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o, edifica\u00e7\u00e3o, <strong>cultivo da terra<\/strong>, aproveitamento sustent\u00e1vel das v\u00e1rzeas, preserva\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais e <strong>seus meios de subsist\u00eancia<\/strong> ou outras modalidades de interesse social, e permite ao Poder P\u00fablico legalizar esses usos nos espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acredito na possibilidade de anula\u00e7\u00e3o deste item.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Concordo com o coment\u00e1rio do aluno Gerson Floriano: o tema est\u00e1 dispon\u00edvel tamb\u00e9m na Lei 5.803, artigo 7\u00ba, inciso III e artigo 8\u00ba, inciso III. Esta lei estava prevista no edital, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o cabe recurso.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 41 \u2013 N\u00c3O CABE RECURSO<\/p>\n<ol start=\"41\">\n<li>Uma empresa especializada em incorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias apresentou requerimento de aprova\u00e7\u00e3o do projeto de casa de shows e eventos de grandes dimens\u00f5es, no distrito Federal, em \u00e1rea urbana. A Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica notificou o requerente para apresenta\u00e7\u00e3o do Estudo de Impacto de Vizinhan\u00e7a. O requerente apresentou recurso administrativo, alegando j\u00e1 ter providenciado o competente procedimento de avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental exig\u00edvel pela legisla\u00e7\u00e3o federal quando do licenciamento ambiental naquela esfera, o que, de acordo com a Lei no 5.022\/2013,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 procede, considerando que os aspectos ambientais, pela relev\u00e2ncia, absorvem os urban\u00edsticos, de forma que a exig\u00eancia do estudo de impacto de vizinhan\u00e7a \u00e9 residual.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 improcede, porque o procedimento de licenciamento j\u00e1 fora finalizado, considerando que a absor\u00e7\u00e3o do estudo de impacto de vizinhan\u00e7a pela avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental depende deste procedimento ainda estar em curso.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 procede, n\u00e3o sendo permitido \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a exig\u00eancia de outras medidas mitigadoras de impacto al\u00e9m da- quelas que j\u00e1 condicionaram a expedi\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a ambiental.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 improcede, tendo em vista que o Estudo de Impacto de Vizinhan\u00e7a deve ser exigido em todos os casos, independen- temente da exist\u00eancia de outros procedimentos de licenciamento ou aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 improcede, porque os respons\u00e1veis pela avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental e estudo de impacto de vizinhan\u00e7a s\u00e3o distintos, j\u00e1 tendo sido conclu\u00edda uma das an\u00e1lises.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 poss\u00edvel apenas pelo entendimento da Lei 5.022. Por\u00e9m, de forma mais direta, o PDOT (n\u00e3o incluso expressamente no edital do concurso) disp\u00f5e:<\/p>\n<p><strong>Art. 207. O EIV n\u00e3o substitui nem dispensa a elabora\u00e7\u00e3o e a aprova\u00e7\u00e3o do EIA\/RIMA, requeridas nos termos da legisla\u00e7\u00e3o ambiental aplic\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O EIA\/RIMA substitui a exig\u00eancia de EIV, incorporando os aspectos urban\u00edsticos deste, conforme dispuser a lei espec\u00edfica de que trata o art. 206 desta Lei Complementar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei 5.022, poss\u00edvel observar que s\u00f3 seria poss\u00edvel dispensar o EIV no caso de considera\u00e7\u00e3o de ambos em um \u00fanico documento. Por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque restou esclarecido que anteriormente fora feito exclusivamente com fins de an\u00e1lise de impacto ambiental e n\u00e3o de vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Entendo que o gabarito deve ser mantido.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 58 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<ol start=\"58\">\n<li>O propriet\u00e1rio de diversas \u00e1reas n\u00e3o parceladas pretende implantar um loteamento, mas tem d\u00favidas sobre quais provid\u00eancias deve adotar para lograr \u00eaxito no registro, considerando que os im\u00f3veis que formam o per\u00edmetro que pretende destinar ao empreendimento s\u00e3o objeto de diversas matr\u00edculas cont\u00edguas. Nesse sentido,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caber\u00e1 optar por unificar desde logo ou posteriormente as matr\u00edculas, desde que o fa\u00e7a antes do registro do loteamento, pois essa matr\u00edcula ser\u00e1 objeto de registro e averba\u00e7\u00e3o de todas as aliena\u00e7\u00f5es aos adquirentes, abrindo-se matr\u00edculas in- dividualizadas apenas para as \u00e1reas p\u00fablicas, de titularidade municipal ou distrital.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 descabe utiliza\u00e7\u00e3o de mais de uma gleba n\u00e3o parcelada para o mesmo projeto de loteamento, sendo necess\u00e1rio primeiro proceder \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o das matr\u00edculas e sequencial desmembramento.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 cabe a aprova\u00e7\u00e3o do projeto com as matr\u00edculas na forma como se encontram, desmembrando-se o registro, considerando que ser\u00e3o encerradas e dar\u00e3o lugar \u00e0quelas referentes aos lotes e \u00e1reas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 prosseguir com a aprova\u00e7\u00e3o dos projetos t\u00e9cnicos junto aos \u00f3rg\u00e3os competentes, mas dever\u00e1 providenciar a unifica\u00e7\u00e3o das matr\u00edculas para viabilizar o registro do projeto de loteamento.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 unificar as matr\u00edculas desde logo, para solicita\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as, autoriza\u00e7\u00f5es e aprova\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao empreendimento, para ent\u00e3o submet\u00ea-lo \u00e0 registro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>Confesso a voc\u00eas que desconhe\u00e7o na Lei 6.766\/76 dispositivo referente \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o de matr\u00edculas. Entendo que n\u00e3o h\u00e1 na lei tal obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de constar em doutrina e parecer um ato l\u00f3gico para a concretiza\u00e7\u00e3o do loteamento, a unifica\u00e7\u00e3o das matr\u00edculas n\u00e3o est\u00e1 prevista expressamente em lei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E, apesar disso, a alternativa D trata como se fosse uma obriga\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as informa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o de matr\u00edcula est\u00e3o previstas no artigo 235 da Lei 6015\/73 (Lei de Registros P\u00fablicos) que n\u00e3o consta expressamente do edital.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta quest\u00e3o merece anula\u00e7\u00e3o, uma vez que as normas previstas no edital do concurso n\u00e3o permitem concluir pela marca\u00e7\u00e3o do gabarito como correto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 59 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<ol start=\"59\">\n<li>A institui\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o administrativa ou de tombamento sobre os im\u00f3veis pode gerar efeitos de diversas naturezas, seja em raz\u00e3o do grau de limita\u00e7\u00e3o que geram, seja em raz\u00e3o da relev\u00e2ncia do objeto tutelado. Referidas interven\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem ensejar peculiaridades no que diz respeito a aspectos procedimentais, tal como, no caso do Distrito Federal,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a obrigatoriedade de instaura\u00e7\u00e3o de procedimento indenizat\u00f3rio espec\u00edfico em caso de tombamento, facultada a imposi\u00e7\u00e3o do regime jur\u00eddico de direito p\u00fablico.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a necessidade de expedi\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a de obras espec\u00edfica no caso de bens objeto de tombamento, distinta da ordinariamente expedida, nos termos do C\u00f3digo de Obras do Distrito Federal.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 no procedimento de aprova\u00e7\u00e3o de projetos de loteamento, tendo em vista que os im\u00f3veis que contam com servid\u00e3o administrativa registrada contam com prioridade na tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a necessidade de submiss\u00e3o dos im\u00f3veis tombados a procedimento de execu\u00e7\u00e3o t\u00edpico dos bens p\u00fablico, nos termos da Lei Org\u00e2nica do Distrito Federal.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a presun\u00e7\u00e3o de que os im\u00f3veis gravados com servid\u00e3o administrativa cumprem sua fun\u00e7\u00e3o social, restando afastada a possibilidade de imposi\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas no Estatuto da Cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Trata-se de entendimento do art. 54 do C\u00f3digo de Obras do DF, conforme apontado pela banca em sua justificativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 54. A licen\u00e7a espec\u00edfica \u00e9 expedida para obras de:<\/p>\n<p>VI &#8211; obras de interven\u00e7\u00e3o em bens tombados;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, esta quest\u00e3o merece ser anulada, em raz\u00e3o da RETIFICA\u00c7\u00c3O DE EDITAL 01\/2018 publicada em 29\/06\/2018 (<a href=\"http:\/\/www.concursosfcc.com.br\/concursos\/caldf118\/edital_de_retificacao_do_edital_01_consultor_legislativo_publicar_revisado.pdf\">http:\/\/www.concursosfcc.com.br\/concursos\/caldf118\/edital_de_retificacao_do_edital_01_consultor_legislativo_publicar_revisado.pdf<\/a>) que expressamente excluiu este conte\u00fado do edital:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>ANEXO II \u2013 CONTE\u00daDO PROGRAM\u00c1TICO, CONHECIMENTOS ESPEC\u00cdFICOS \u00c1REA: DESENVOLVIMENTO URBANO Excluir: C\u00f3digo de Obras do Distrito Federal: Lei Distrital n\u00ba 6.138\/2018.<\/em><\/p>\n<p>Quest\u00e3o 63 \u2013 N\u00e3o cabe recurso<\/p>\n<ol start=\"63\">\n<li>A partir da afirma\u00e7\u00e3o que a pol\u00edtica de desenvolvimento urbano \u00e9 consubstanciada pelo conjunto coordenado das unidades de planejamento urban\u00edstico planos e projetos urban\u00edsticos e constru\u00edda pela atua\u00e7\u00e3o conjunta entre o poder p\u00fablico e o setor privado, \u00e9 correto afirmar:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O planejamento urban\u00edstico \u00e9 um processo que ocorre em ao menos duas fases, sendo a primeira preparat\u00f3ria atrav\u00e9s de planos gerais e normativos e a segunda vinculante, que se realiza mediante planos de atua\u00e7\u00e3o concreta, de natureza executiva.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O plano urban\u00edstico \u00e9 o conjunto de propostas destinadas \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o ou corre\u00e7\u00e3o de urbaniza\u00e7\u00e3o outrora implementada e \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es ambientais, formalmente representados em instrumento pr\u00f3prio e espec\u00edfico.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O planejamento urban\u00edstico cont\u00eam todos os elementos necess\u00e1rios para a execu\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o desejada, estabelecendo regras e estrat\u00e9gias espec\u00edficas para cada um dos diferentes territ\u00f3rios da cidade a serem seguidas pelo setor privado.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O projeto urban\u00edstico, etapa da pol\u00edtica de desenvolvimento urbano, veicula disposi\u00e7\u00f5es gerais e fundamentais da regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, conformando os instrumentos aplic\u00e1veis no munic\u00edpio.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O projeto urban\u00edstico utiliza-se ferramental pr\u00f3prio, desenvolvido e implantado em atua\u00e7\u00e3o conjunta entre o poder p\u00fablico e o setor privado, com o objetivo de regular o processo de transforma\u00e7\u00e3o das cidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A alternativa A est\u00e1 mais completa em seu conceito, conforme apontado pela banca em suas justificativas. Este item pode se adequar exatamente ao art. 4\u00ba do Estatuto da Cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, poss\u00edvel perceber dentre os instrumentos que h\u00e1 uma fase de planejamento (ex: plano diretor) como tamb\u00e9m de aplica\u00e7\u00e3o do que foi planejado (ex: institui\u00e7\u00e3o de zonas especiais de interesse social e a pr\u00f3pria regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O erro da Letra B pode ser apontado porque n\u00e3o existe apenas corre\u00e7\u00e3o ou transforma\u00e7\u00e3o, mas poss\u00edvel que seja planejado sem que nada existisse antes (ex: Teresina, a primeira capital planejada).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Achei esta quest\u00e3o muito subjetiva, mas n\u00e3o estou vendo muita possibilidade de anula\u00e7\u00e3o porque a banca se \u201cfiou\u201d no Professor Jos\u00e9 Afonso da Silva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entendo que o erro da alternativa E est\u00e1 em n\u00e3o ser poss\u00edvel encontrar no artigo 4\u00ba, do Estatuto das Cidades a participa\u00e7\u00e3o do setor privado.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 70 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<ol start=\"70\">\n<li>Sistema t\u00e9cnico necess\u00e1rio ao desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es urbanas, podendo estas fun\u00e7\u00f5es serem vistas sob o aspectos social, econ\u00f4mico e institucional. Sob o aspecto social, o sistema promove adequadas condi\u00e7\u00f5es de moradia, trabalho, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, lazer e seguran\u00e7a. No que se refere ao aspecto econ\u00f4mico, propicia o desenvolvimento das atividades produtivas, isto \u00e9, a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. E sob o aspecto institucional, disp\u00f5em dos meios necess\u00e1rios ao desenvolvimento das atividades pol\u00edtico-administrativas, entre os quais se inclui a ger\u00eancia da pr\u00f3pria cidade. Esse sistema refere-se<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e0 gest\u00e3o municipal participativa.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aos instrumentos urban\u00edsticos.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e0 equipamentos urbanos.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e0 infraestrutura urbana.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ao Plano Diretor Estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>Acredito que conseguir\u00edamos \u2013 sem maiores problemas \u2013 excluir as alternativas A, C e E. A d\u00favida, de fato, ficaria entre os itens B e D.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a banca, a resposta correta fundamenta-se em bibliografia de doutrina especializada (: ZMITROWICZ, Witold. Infraestrutura urbana \/ W. Zmitrowicz, G. de Angelis Neto. \u2013 S\u00e3o Paulo: EPUSP, 1997. 36p. \u2013 (Texto T\u00e9cnico da Escola Polit\u00e9cnica da USP, Departamento de Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o Civil, TT\/PCC\/17).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, acredito que cabe recurso quanto a este item tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A um<\/strong>, porque em nenhum momento a banca apontou no edital a bibliografia que seria utilizada na elabora\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es, sendo desarrazoado e desproporcional a exig\u00eancia de um texto t\u00e9cnico espec\u00edfico do Departamento de Engenharia Civil da USP como fundamento da resposta correto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 dizer: sem oferecer qualquer subs\u00eddio para o candidato, procura a Banca cobrar defini\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias espec\u00edficas n\u00e3o dispon\u00edveis nas principais obras de Direito Urban\u00edstico brasileira, notadamente os autores utilizados para embasar as respostas de boa parte das quest\u00f5es da prova: Jos\u00e9 Afonso da Silva e Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Aparecido J\u00fanior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, autores como Jos\u00e9 dos Santos Carvalho Filho e Toshio Mukai tamb\u00e9m n\u00e3o trazem este conceito aqui cobrado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A dois<\/strong>, merece anula\u00e7\u00e3o esta quest\u00e3o por ter aparentemente duas respostas corretas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 que interpretando o Estatuto das Cidades podemos apontar a letra B como correta tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ora, dentre os instrumentos urban\u00edsticos encontramos sistemas t\u00e9cnicos necess\u00e1rios ao desenvolvimento de fun\u00e7\u00f5es urbanas (aspecto social, econ\u00f4mico e institucional, inclusive):<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 4<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0Para os fins desta Lei, ser\u00e3o utilizados, entre outros instrumentos:<\/p>\n<p>I \u2013 planos nacionais, regionais e estaduais de ordena\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e de desenvolvimento <strong><u>econ\u00f4mico e social;<\/u><\/strong><\/p>\n<p>IV \u2013 institutos tribut\u00e1rios e financeiros:<\/p>\n<ol>\n<li>a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana &#8211; IPTU;<\/li>\n<li>b) contribui\u00e7\u00e3o de melhoria;<\/li>\n<li>c) incentivos e benef\u00edcios fiscais e financeiros;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, sob o aspecto social, o sistema promove adequadas condi\u00e7\u00f5es de moradia, trabalho, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, lazer e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo 4\u00ba.<\/p>\n<p>III \u2013 planejamento municipal, em especial:<\/p>\n<ol>\n<li>a) plano diretor;<\/li>\n<li>b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupa\u00e7\u00e3o do solo;<\/li>\n<li>c) zoneamento ambiental;<\/li>\n<li>d) plano plurianual;<\/li>\n<li>e) diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e or\u00e7amento anual;<\/li>\n<li>f) gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria participativa;<\/li>\n<li>g) planos, programas e projetos setoriais;<\/li>\n<li><strong><u>h) planos de desenvolvimento econ\u00f4mico e social;<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No que se refere ao aspecto econ\u00f4mico, propicia o desenvolvimento das atividades produtivas, isto \u00e9, a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 4<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0Para os fins desta Lei, ser\u00e3o utilizados, entre outros instrumentos:<\/p>\n<p>I \u2013 planos nacionais, regionais e estaduais de ordena\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e de desenvolvimento <strong><u>econ\u00f4mico e social;<\/u><\/strong><\/p>\n<p>IV \u2013 institutos tribut\u00e1rios e financeiros:<\/p>\n<ol>\n<li>a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana &#8211; IPTU;<\/li>\n<li>b) contribui\u00e7\u00e3o de melhoria;<\/li>\n<li><strong><u>c) incentivos e benef\u00edcios fiscais e financeiros;<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E sob o aspecto institucional, disp\u00f5em dos meios necess\u00e1rios ao desenvolvimento das atividades pol\u00edtico-administrativas, entre os quais se inclui a ger\u00eancia da pr\u00f3pria cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo 4\u00ba.<\/p>\n<p>III \u2013 planejamento municipal, em especial:<\/p>\n<ol>\n<li>e) diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e or\u00e7amento anual;<\/li>\n<li><strong><u>f) gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria participativa;<\/u><\/strong><\/li>\n<li>g) planos, programas e projetos setoriais;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Merece anula\u00e7\u00e3o, portanto, este item.<\/strong><\/p>\n<p>Quest\u00e3o 75 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<p>Conforme o c\u00f3digo de obras vigente no Distrito Federal, Lei Distrital no 6.138\/2018, para as unidades imobili\u00e1rias com banheiro ou sanit\u00e1rio, destinadas ao uso comercial ou para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, excetuadas as destinadas a servi\u00e7os de hospedagem e alojamento, exclu\u00eddas as \u00e1reas destinadas a garagens, as \u00e1reas privativas m\u00ednimas, s\u00e3o, em m2:<\/p>\n<p>(A) 18.<\/p>\n<p>(B) 16.<\/p>\n<p>(C) 10.<\/p>\n<p>(D) 12.<\/p>\n<p>(E) 14.<\/p>\n<p>Gabarito: Letra B.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, esta quest\u00e3o merece ser anulada, em raz\u00e3o da RETIFICA\u00c7\u00c3O DE EDITAL 01\/2018 publicada em 29\/06\/2018 (<a href=\"http:\/\/www.concursosfcc.com.br\/concursos\/caldf118\/edital_de_retificacao_do_edital_01_consultor_legislativo_publicar_revisado.pdf\">http:\/\/www.concursosfcc.com.br\/concursos\/caldf118\/edital_de_retificacao_do_edital_01_consultor_legislativo_publicar_revisado.pdf<\/a>) que expressamente excluiu este conte\u00fado do edital:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ANEXO II \u2013 CONTE\u00daDO PROGRAM\u00c1TICO, CONHECIMENTOS ESPEC\u00cdFICOS \u00c1REA: DESENVOLVIMENTO URBANO Excluir: C\u00f3digo de Obras do Distrito Federal: Lei Distrital n\u00ba 6.138\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Esta quest\u00e3o merece ser, portanto, anulada.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 77 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<p>Sob a aparente desordem da cidade tradicional, existe, nos lugares em que ela funciona a contento, uma ordem surpreendente que garante a manuten\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a da liberdade. \u00c9 uma ordem complexa. Sua ess\u00eancia \u00e9 a complexidade do uso das cal\u00e7adas, que traz consigo uma sucess\u00e3o permanente de olhos. Na obra \u201cMorte e Vida nas Grandes cidades\u201d, a consagrada jornalista americana Jane Jacobs tece exemplos e an\u00e1lises sobre o processo de planejamento urbano e suas formas de controle. No trecho descrito acima a jornalista exalta<\/p>\n<p>(A) os aspectos positivos da diversidade \u00e9tnica e econ\u00f4mica das cidades.<\/p>\n<p>(B) a defesa das formas de conviv\u00eancia comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>(C) a qualidade das \u201ccidades inteligentes&#8221;, pauta do planejamento atual.<\/p>\n<p>(D) o resultado desastroso da hegemonia racional modernista.<\/p>\n<p>(E) as formas de segrega\u00e7\u00e3o espacial presentes na cidade tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito: Letra B.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A justificativa apontada pela banca para esta quest\u00e3o embasa-se na obra de Jane Jacobs: Morte e vida nas grandes cidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trata-se de questionamento EXTREMAMENTE subjetivo e que merece anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isto porque em nenhum momento a banca apontou no edital a bibliografia que seria utilizada na elabora\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es, sendo desarrazoado e desproporcional a exig\u00eancia de obra completamente divergente dos livros encontrados sobre Direito Urban\u00edstico no mercado brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 dizer: sem oferecer qualquer subs\u00eddio para o candidato, procura a Banca cobrar defini\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias espec\u00edficas n\u00e3o dispon\u00edveis nas principais obras de Direito Urban\u00edstico brasileira, notadamente os autores utilizados para embasar as respostas de boa parte das quest\u00f5es da prova: Jos\u00e9 Afonso da Silva e Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Aparecido J\u00fanior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, autores como Jos\u00e9 dos Santos Carvalho Filho e Toshio Mukai tamb\u00e9m n\u00e3o trazem este conceito aqui cobrado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por fim, em nenhum momento o edital previu a cobran\u00e7a de <strong>interpreta\u00e7\u00e3o subjetiva<\/strong> ou <strong>an\u00e1lise subjetiva<\/strong> da situa\u00e7\u00e3o das cidades brasileiras ou qualquer coisa parecida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio: o edital fora extremamente objetivo, merecendo a anula\u00e7\u00e3o este item por cobrar questionamento n\u00e3o previsto em edital.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><a name=\"_Toc458430580\"><\/a><a name=\"_Toc429691256\"><\/a>Quest\u00e3o 31<\/h5>\n<ol start=\"31\">\n<li>O governo do Distrito Federal pretende lan\u00e7ar um edital para licita\u00e7\u00e3o de lotes para contrata\u00e7\u00e3o de obras de constru\u00e7\u00e3o de casas populares destinadas a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. A Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica estabeleceu como requisito para concorrerem \u00e0s casas populares, quando prontas, nos termos da Lei Distrital no 3.877\/2006,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a necessidade de j\u00e1 ter sido sorteado em programa anterior de moradia popular, com ou sem entrega da unidade.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 constituir unidade familiar com filhos menores e renda conjunta de at\u00e9 dez sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a obrigatoriedade de se tratar de fam\u00edlias com filhos menores, com faixa de renda considerada isenta de contribui\u00e7\u00e3o de imposto de renda.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ter renda familiar de at\u00e9 doze sal\u00e1rios m\u00ednimos e residir no Distrito Federal h\u00e1 cinco anos ou mais.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 sempre ter residido no Distrito Federal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>Conforme art. 4\u00ba, incisos II e V da referida lei:<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba Para participar de programa habitacional de interesse social, o interessado deve atender aos seguintes requisitos:<\/p>\n<p>II \u2013 residir no Distrito Federal nos \u00faltimos cinco anos;<\/p>\n<p>V \u2013 ter renda familiar de at\u00e9 doze sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 32<\/p>\n<p>Joaquim mora na periferia urbana do Munic\u00edpio onde trabalha como ambulante desde que chegou de sua cidade natal, h\u00e1 cerca de 07 anos. Sem condi\u00e7\u00f5es de adquirir um im\u00f3vel formalmente, instalou-se em parte de um terreno baldio pr\u00f3ximo \u00e0 pra\u00e7a onde vende o artesanato que produz e, aos poucos, construiu dois c\u00f4modos de alvenaria onde mora at\u00e9 hoje, mantendo, nos fundos, uma horta de subsist\u00eancia. Joaquim, no entanto, foi surpreendido com uma notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial para desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, enviada pelo propriet\u00e1rio constante da matr\u00edcula do terreno. Diante das informa\u00e7\u00f5es trazidas aos autos, Joaquim<\/p>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 pleitear indeniza\u00e7\u00e3o pelas benfeitorias erguidas sobre o terreno em raz\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o perdurar mais de cinco anos, embora n\u00e3o lhe assista direito real de permanecer no local.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 apresentar requerimento de concess\u00e3o de uso especial para fins de moradia, desde que a dimens\u00e3o do terreno seja de at\u00e9 250 m2, cujo deferimento tornar\u00e1 prejudicado o pedido do propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1, caso queira permanecer no terreno, negociar sua aquisi\u00e7\u00e3o diretamente do propriet\u00e1rio, valendo-se dos subs\u00eddios habitacionais previstos para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 deduzir, em sua defesa, que o propriet\u00e1rio fora destitu\u00eddo de sua propriedade por desatendimento de sua fun\u00e7\u00e3o social, como resultado de desapropria\u00e7\u00e3o-san\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o pela qual lhe assistiria direito de posse sobre a mesma.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 requerer usucapi\u00e3o especial, diante das caracter\u00edsticas da ocupa\u00e7\u00e3o e do im\u00f3vel ocupado, limitado a dimens\u00e3o de 250 m2.<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A quest\u00e3o esclarece que foram passados 07 anos, mais que o tempo previsto pelo art. 183 da CF:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 183. Aquele que possuir como sua \u00e1rea urbana de at\u00e9 duzentos e cinq\u00fcenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposi\u00e7\u00e3o, utilizando-a para sua moradia ou de sua fam\u00edlia, <strong>adquirir-lhe-\u00e1 o dom\u00ednio<\/strong>, desde que n\u00e3o seja propriet\u00e1rio de outro im\u00f3vel urbano ou rural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, aplica-se a s\u00famula 237 do STF:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00famula 237<\/p>\n<p>O usucapi\u00e3o pode ser arg\u00fcido em defesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 33<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um pr\u00e9dio e sua destina\u00e7\u00e3o ao funcionamento do F\u00f3rum Estadual da Comarca em terreno de propriedade do munic\u00edpio e anteriormente vago<\/p>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 configura afeta\u00e7\u00e3o a uso especial, mantendo as prerrogativas da impenhorabilidade e da imprescritibilidade que j\u00e1 tutelavam o terreno municipal quando desocupado.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 determina a irreversibilidade da afeta\u00e7\u00e3o, o que enseja a inalienabilidade do bem p\u00fablico de uso especial.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 configura afeta\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel, passando de bem de uso p\u00fablico especial para bem de uso comum do povo.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 passa a ensejar a inalienabilidade do im\u00f3vel, considerando que essa condi\u00e7\u00e3o s\u00f3 afeta os bens de uso especial e de uso comum do povo edificados.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 passa a depender de autoriza\u00e7\u00e3o legislativa para ser alienado, considerando que os bens p\u00fablicos dominicais se submetem ao regime jur\u00eddico de direito privado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>Trata-se de afeta\u00e7\u00e3o de um bem p\u00fablico que j\u00e1 tinha as caracter\u00edsticas de impenhorabilidade e imprescritibilidade. Em momento posterior, poder\u00e1 existir a \u201cdesafeta\u00e7\u00e3o\u201d do bem p\u00fablico, sem problemas.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 34<\/p>\n<ol start=\"34\">\n<li>O propriet\u00e1rio de uma fazenda foi procurado por uma concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural para que autorizasse a instala\u00e7\u00e3o de tubula\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea em determinado trecho de sua propriedade, equipamento que integraria a rede p\u00fablica de distribui\u00e7\u00e3o operada por aquela empresa. A instala\u00e7\u00e3o dessa tubula\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 depende de autoriza\u00e7\u00e3o legal e desapropria\u00e7\u00e3o do trecho objeto das instala\u00e7\u00f5es pretendidas.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 se d\u00e1 em favor do servi\u00e7o p\u00fablico, constituindo uma utilidade a todos administrados servidos pela rede p\u00fablica, raz\u00e3o pela qual \u00e9 institu\u00edda mediante servid\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 deve ser institu\u00edda mediante desapropria\u00e7\u00e3o, considerando que configura interven\u00e7\u00e3o direta na propriedade privada de terceiro, dispensando, dessa forma, a concord\u00e2ncia do mesmo.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode se dar desde que haja concord\u00e2ncia do propriet\u00e1rio, na medida que somente a desapropria\u00e7\u00e3o autoriza a imposi\u00e7\u00e3o for\u00e7ada.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 deve ser institu\u00edda mediante servid\u00e3o de passagem, vigente pelo prazo fixado no contrato em execu\u00e7\u00e3o pela concessio- n\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Servid\u00e3o administrativa, visto que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a desapropria\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 direito de passagem porque n\u00e3o trata de pessoas ou autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Com a servid\u00e3o administrativa, o propriet\u00e1rio ser\u00e1 indenizado com um valor que poder\u00e1 ser definido por acordo entre as partes ou, caso n\u00e3o seja poss\u00edvel, por decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 35 &#8211; CABE RECURSO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"35\">\n<li>A regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria pass\u00edvel de ser realizada aos ocupantes de terras pertencentes ao Distrito Federal:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 estende-se \u00e0s ocupa\u00e7\u00f5es exercidas na zona rural, desde que comprovada cultura efetiva na propriedade e morada habitual, vedada possibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o dominial.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 tamb\u00e9m pode se dar nos casos de ocupa\u00e7\u00e3o com atividade rural efetiva, por meio de concess\u00e3o de direito real de uso onerosa, preenchidos os demais requisitos legais.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 restrita \u00e0 destina\u00e7\u00e3o urbana, por meio dos instrumentos de legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria ou legitima\u00e7\u00e3o de posse previstos na Reurb, desde que comprovada posse ininterrupta direta ou por familiares.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o abrange a transfer\u00eancia dominial, tendo em vista a imprescritibilidade dos bens p\u00fablicos, sendo poss\u00edvel a outorga de concess\u00e3o de uso ou de direito real de uso aos ocupantes de \u00e1reas urbanas ou rurais que preencham os requisitos legais.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 depende de pr\u00e9via regulariza\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo dominial, com expedi\u00e7\u00e3o de matr\u00edcula individualizada, provid\u00eancia tamb\u00e9m atribu\u00edda ao Poder P\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Aparentemente a quest\u00e3o trata do PDOT (que foi claramente retirado na retifica\u00e7\u00e3o do edital), especificamente o art. 193:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 193. <strong>A concess\u00e3o de direito real de uso<\/strong> \u00e9 um instrumento aplic\u00e1vel a terrenos p\u00fablicos ou particulares, para fins de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de interesse social, urbaniza\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o, edifica\u00e7\u00e3o, <strong>cultivo da terra<\/strong>, aproveitamento sustent\u00e1vel das v\u00e1rzeas, preserva\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais e <strong>seus meios de subsist\u00eancia<\/strong> ou outras modalidades de interesse social, e permite ao Poder P\u00fablico legalizar esses usos nos espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acredito na possibilidade de anula\u00e7\u00e3o deste item.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 36<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"36\">\n<li>Editado decreto de declara\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica e ajuizada a a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o para aquisi\u00e7\u00e3o de uma faixa de terras destinada a amplia\u00e7\u00e3o de uma rodovia, a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica identificou a necessidade de utilizar um per\u00edmetro com largura maior de uma mesma matr\u00edcula em determinado trecho, para execu\u00e7\u00e3o de uma al\u00e7a de acesso. Considerando que o decreto de declara\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica j\u00e1 abrange a \u00e1rea cuja desapropria\u00e7\u00e3o passou a ser necess\u00e1ria, bem como que j\u00e1 havia sido ajuizada a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o para aquisi\u00e7\u00e3o da parte inicialmente identificada da mesma matr\u00edcula, pendente cita\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 ser inclu\u00edda a \u00e1rea necess\u00e1ria para alargamento no trecho identificado sem a necessidade de aditar o decreto ou a inicial, mediante solicita\u00e7\u00e3o para inclus\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o pericial.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ser\u00e1 necess\u00e1ria revoga\u00e7\u00e3o do decreto original e desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1rio aguardar o prazo de dois anos para a publica\u00e7\u00e3o de novo ato e consequente ajuizamento de nova demanda judicial.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 ser requerida desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o e ajuizada nova medida, dessa vez com o per\u00edmetro corretamente descrito e identificado, acompanhado da respectiva oferta de justa indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caber\u00e1 aditamento da peti\u00e7\u00e3o inicial para amplia\u00e7\u00e3o do objeto da desapropria\u00e7\u00e3o, acompanhado de dep\u00f3sito da oferta complementar para a nova \u00e1rea, observada a fase processual.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 ser editado novo ato para incluir o per\u00edmetro integralmente necess\u00e1rio para a \u00e1rea, considerado que o decreto original exauriu seus efeitos integralmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>Apesar de parecer mais uma quest\u00e3o de CPC que de Direito Urban\u00edstico, aqui segue a l\u00f3gica da quest\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aditamento, j\u00e1 que n\u00e3o houve cita\u00e7\u00e3o, independe da vontade do r\u00e9u, por isso ser\u00e1 permitido, conforme o CPC:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 329. \u00a0O autor poder\u00e1:<\/p>\n<p>I &#8211; at\u00e9 a cita\u00e7\u00e3o, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do r\u00e9u;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ademais, o dep\u00f3sito complementar \u00e9 exatamente para assegurar a \u00e1rea extra pretendida no aditamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 37<\/p>\n<ol start=\"37\">\n<li>O propriet\u00e1rio de uma gleba de terras levou a registro projeto de loteamento, mas n\u00e3o tendo logrado \u00eaxito em alienar nenhum dos lotes projetados, entendeu por bem alterar o projeto e, ap\u00f3s, submet\u00ea-lo ao Oficial de Registro de Im\u00f3veis, o que, de acordo com a Lei no 6.766\/1979,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 direito subjetivo do loteador, que poder\u00e1 exigir a aprova\u00e7\u00e3o e registro do projeto de altera\u00e7\u00e3o do loteamento como se novo fosse ou, alternativamente, requerer a desist\u00eancia do mesmo, mediante averba\u00e7\u00e3o de cancelamento.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 exige processamento de projeto de altera\u00e7\u00e3o como se novo fosse, iniciando novo tr\u00e2mite nos \u00f3rg\u00e3os municipais ou distrital competente, n\u00e3o sendo permitido aproveitamento de qualquer ato ou trabalho t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 demandar\u00e1 pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o da municipalidade competente ou do Distrito Federal para deferimento do registro, sem preju\u00edzo da exig\u00eancia de outras licen\u00e7as e autoriza\u00e7\u00f5es legalmente previstas.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o poder\u00e1 ser deferido, tendo em vista que o projeto de parcelamento, uma vez registrado, n\u00e3o admite altera\u00e7\u00e3o, apenas cancelamento.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode ser deferido considerando que n\u00e3o houve aliena\u00e7\u00e3o de nenhum lote, caso contr\u00e1rio restaria inviabilizada altera\u00e7\u00e3o do projeto, sob pena de preju\u00edzo presumido aos adquirentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>Tranquilo, visto art. 23, inciso II da Lei n\u00ba 6.766:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 23. O registro do loteamento s\u00f3 poder\u00e1 ser cancelado:<\/p>\n<p>II &#8211; a requerimento do loteador, com anu\u00eancia da Prefeitura, ou do Distrito Federal quando for o caso, enquanto nenhum lote houver sido objeto de contrato;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 38<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"38\">\n<li>O propriet\u00e1rio de um im\u00f3vel tombado, onde funciona uma unidade de ensino,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode alterar seu uso, destinando-o para outra finalidade, mantidas as caracter\u00edsticas cuja preserva\u00e7\u00e3o foi objeto do ato de tombamento.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode contestar a interven\u00e7\u00e3o decretada, diante da natureza de servi\u00e7o p\u00fablico atribu\u00edda \u00e0 atividade desenvolvida no im\u00f3vel, o que enseja sua prote\u00e7\u00e3o como bem p\u00fablico sempre que a quest\u00e3o envolver aspectos dominiais.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o pode lhe dar outra destina\u00e7\u00e3o al\u00e9m da originalmente vigente, quando da edi\u00e7\u00e3o do ato de tombamento.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 deve ser indenizado pelo valor do im\u00f3vel, danos emergentes e lucros cessantes, porque seria necess\u00e1rio o encerramento das atividades, equivalendo a verdadeira desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 perde a propriedade do im\u00f3vel, considerando que essa modalidade de interven\u00e7\u00e3o inviabiliza a possibilidade de explo- ra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>De acordo com o art. 17 do Dec-Lei n\u00ba 25\/37, as veda\u00e7\u00f5es de modifica\u00e7\u00e3o dizem respeito exatamente \u00e0s caracter\u00edsticas essenciais do bem tombado e n\u00e3o necessariamente \u00e0 sua destina\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 17. As coisas tombadas n\u00e3o poder\u00e3o, em caso nenhum ser destruidas, demolidas ou mutiladas, nem, sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o especial do Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Artistico Nacional, ser reparadas, pintadas ou restauradas, sob pena de multa de cincoenta por cento do dano causado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 39<\/p>\n<ol start=\"39\">\n<li>O uso privativo de \u00e1reas p\u00fablicas urbanas por bancas de jornais, nos termos da Lei no 13.311\/2016,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 confere direito real ao utente e seus herdeiros, sendo a continuidade da ocupa\u00e7\u00e3o direito subjetivo transmiss\u00edvel inter vivos e mortis causa.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 formalizado por prazo determinado, n\u00e3o admitindo revoga\u00e7\u00e3o antes do t\u00e9rmino, apenas anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 tem todos os requisitos necess\u00e1rios \u00e0 outorga elencados na norma, constituindo a outorga, portanto, ato vinculado.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 depende de an\u00e1lise do poder p\u00fablico, licita\u00e7\u00e3o e instrumento com natureza contratual, vedada outorga de instrumento prec\u00e1rio.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 outorgado em car\u00e1ter prec\u00e1rio, pois pode ser extinto mediante revoga\u00e7\u00e3o, justificada hip\u00f3tese de interesse p\u00fablico, mas confere ao sucessor do usu\u00e1rio a possibilidade da continuidade da ocupa\u00e7\u00e3o, no caso de falecimento do utente original.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba, \u00a72\u00ba, inciso II e art. 3\u00ba, inciso III da referida Lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba O direito de utiliza\u00e7\u00e3o privada de \u00e1rea p\u00fablica por equipamentos urbanos do tipo quiosque, trailer, feira e banca de venda de jornais e de revistas poder\u00e1 ser outorgado a qualquer interessado que satisfa\u00e7a os requisitos exigidos pelo poder p\u00fablico local.<\/p>\n<ul>\n<li>2\u00ba No caso de falecimento do titular ou de enfermidade f\u00edsica ou mental que o impe\u00e7a de gerir seus pr\u00f3prios atos, a outorga ser\u00e1 transferida, pelo prazo restante, nesta ordem:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; ao c\u00f4njuge ou companheiro;<\/p>\n<p>II &#8211; aos ascendentes e descendentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba Extingue-se a outorga:<\/p>\n<p>III &#8211; por revoga\u00e7\u00e3o do ato pelo poder p\u00fablico municipal, desde que demonstrado o interesse p\u00fablico de forma motivada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 40<\/p>\n<ol start=\"40\">\n<li>O plano diretor al\u00e9m de outras disposi\u00e7\u00f5es, cont\u00e9m diretrizes sobre sistema vi\u00e1rio do Munic\u00edpio e o sistema de zoneamento, sendo<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 elaborado por iniciativa parlamentar, obrigat\u00f3ria oitiva dos setores especializados da sociedade e da popula\u00e7\u00e3o, e submetido a tr\u00e2mite interno no Executivo antes da san\u00e7\u00e3o, para oitiva dos \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos competentes para os ajustes e corre\u00e7\u00f5es necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o plano urban\u00edstico de ordenamento territorial, que cont\u00e9m os estudos, diagn\u00f3stico e plano de diretrizes necess\u00e1rios ao adequado desenvolvimento urbano, restrito ao Executivo e submetido ao Legislativo para fins de aprova\u00e7\u00e3o de sua execu\u00e7\u00e3o no or\u00e7amento.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aprovado por decreto do Chefe do Executivo, que det\u00e9m compet\u00eancia privativa para sua elabora\u00e7\u00e3o, ouvidos os competentes \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o documento t\u00e9cnico-legislativo que aprova as linhas gerais do ordenamento urbano, remetendo para decreto legislativo a defini\u00e7\u00e3o do zoneamento, parcelamento, arruamento e sistema de lazer.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aprovado por lei complementar de iniciativa do Chefe do Executivo, contendo as normas que veiculam o planejamento territorial, das quais pode vir a ser extra\u00eddo o entendimento do que seja a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade naqueles limites territoriais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>O planejamento do Plano Diretor \u00e9 um ato de gest\u00e3o do Poder Executivo, explicando-se o restante da alternativa pelos artigos 39 e 40 do Estatuto da Cidade:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 39.<strong>\u00a0<\/strong>A propriedade urbana cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social quando atende \u00e0s exig\u00eancias fundamentais de ordena\u00e7\u00e3o da cidade expressas no plano diretor, assegurando o atendimento das necessidades dos cidad\u00e3os quanto \u00e0 qualidade de vida, \u00e0 justi\u00e7a social e ao desenvolvimento das atividades econ\u00f4micas, respeitadas as diretrizes previstas no art. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0desta Lei.<\/p>\n<p>Art. 40.<strong>\u00a0<\/strong>O plano diretor, aprovado por lei municipal, \u00e9 o instrumento b\u00e1sico da pol\u00edtica de desenvolvimento e expans\u00e3o urbana.<\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>O plano diretor \u00e9 parte integrante do processo de planejamento municipal, devendo o plano plurianual, as diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e o or\u00e7amento anual incorporar as diretrizes e as prioridades nele contidas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 41<\/p>\n<ol start=\"41\">\n<li>Uma empresa especializada em incorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias apresentou requerimento de aprova\u00e7\u00e3o do projeto de casa de shows e eventos de grandes dimens\u00f5es, no distrito Federal, em \u00e1rea urbana. A Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica notificou o requerente para apresenta\u00e7\u00e3o do Estudo de Impacto de Vizinhan\u00e7a. O requerente apresentou recurso administrativo, alegando j\u00e1 ter providenciado o competente procedimento de avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental exig\u00edvel pela legisla\u00e7\u00e3o federal quando do licenciamento ambiental naquela esfera, o que, de acordo com a Lei no 5.022\/2013,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 procede, considerando que os aspectos ambientais, pela relev\u00e2ncia, absorvem os urban\u00edsticos, de forma que a exig\u00eancia do estudo de impacto de vizinhan\u00e7a \u00e9 residual.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 improcede, porque o procedimento de licenciamento j\u00e1 fora finalizado, considerando que a absor\u00e7\u00e3o do estudo de impacto de vizinhan\u00e7a pela avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental depende deste procedimento ainda estar em curso.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 procede, n\u00e3o sendo permitido \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a exig\u00eancia de outras medidas mitigadoras de impacto al\u00e9m da- quelas que j\u00e1 condicionaram a expedi\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a ambiental.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 improcede, tendo em vista que o Estudo de Impacto de Vizinhan\u00e7a deve ser exigido em todos os casos, independen- temente da exist\u00eancia de outros procedimentos de licenciamento ou aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 improcede, porque os respons\u00e1veis pela avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental e estudo de impacto de vizinhan\u00e7a s\u00e3o distintos, j\u00e1 tendo sido conclu\u00edda uma das an\u00e1lises.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 poss\u00edvel apenas pelo entendimento da Lei 5.022. Por\u00e9m, de forma mais direta, o PDOT (n\u00e3o incluso expressamente no edital do concurso) disp\u00f5e:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Art. 207. O EIV n\u00e3o substitui nem dispensa a elabora\u00e7\u00e3o e a aprova\u00e7\u00e3o do EIA\/RIMA, requeridas nos termos da legisla\u00e7\u00e3o ambiental aplic\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O EIA\/RIMA substitui a exig\u00eancia de EIV, incorporando os aspectos urban\u00edsticos deste, conforme dispuser a lei espec\u00edfica de que trata o art. 206 desta Lei Complementar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei 5.022, poss\u00edvel observar que s\u00f3 seria poss\u00edvel dispensar o EIV no caso de considera\u00e7\u00e3o de ambos em um \u00fanico documento. Por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque restou esclarecido que anteriormente fora feito exclusivamente com fins de an\u00e1lise de impacto ambiental e n\u00e3o de vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 42<\/p>\n<ol start=\"42\">\n<li>A outorga do direito de superf\u00edcie permitiu que um vizinho instalasse no terreno lindeiro ao seu uma estrutura de lazer com- plementar \u00e0 sua resid\u00eancia, com quadra de t\u00eanis, piscina, sal\u00e3o de festas, sala de gin\u00e1stica e outras acess\u00f5es e benfeitorias. Pr\u00f3ximo ao t\u00e9rmino do prazo do contrato, o superfici\u00e1rio solicitou a renova\u00e7\u00e3o da outorga, o que lhe foi negado. Decorrido o prazo da outorga do direito de superf\u00edcie,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caber\u00e1 ao superfici\u00e1rio optar pela prorroga\u00e7\u00e3o da outorga ou extingui-la, n\u00e3o lhe assistindo direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por benfeitorias ou acess\u00f5es, ainda que expressamente previsto em contrato, se n\u00e3o houver registrado a outorga \u00e0s margens da matr\u00edcula.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 assistir\u00e1 ao superfici\u00e1rio direito \u00e0 renova\u00e7\u00e3o, por igual prazo e condi\u00e7\u00f5es, caso a outorga tenha sido onerosa, n\u00e3o incidindo diante da gratuidade da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 extingue-se esse direito real, retornando a propriedade plena ao propriet\u00e1rio do terreno, ao qual ficam incorporadas as benfeitorias e acess\u00f5es introduzidas pelo superfici\u00e1rio, n\u00e3o cabendo indeniza\u00e7\u00e3o ao superfici\u00e1rio, salvo disposi\u00e7\u00e3o con- tratual em contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o superfici\u00e1rio tem direito subjetivo \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da outorga, salvo se tiver havido desvio de finalidade, com destina\u00e7\u00e3o diversa da autorizada pelo propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 assiste direito subjetivo ao superfici\u00e1rio \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelas acess\u00f5es e benfeitorias introduzidas no terreno, indepen- dentemente de previs\u00e3o contratual, sob pena de enriquecimento il\u00edcito do propriet\u00e1rio do terreno.<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O advento do termo extingue o direito de superf\u00edcie, conforme art. 23, inciso I do Estatuto da Cidade:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 23.<strong>\u00a0<\/strong>Extingue-se o direito de superf\u00edcie:<\/p>\n<p>I \u2013 pelo advento do termo;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como reflexo, atenta-se ao art. 24, caput da mesma lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 24. Extinto o direito de superf\u00edcie, o propriet\u00e1rio recuperar\u00e1 o pleno dom\u00ednio do terreno, bem como das acess\u00f5es e benfeitorias introduzidas no im\u00f3vel, independentemente de indeniza\u00e7\u00e3o, se as partes n\u00e3o houverem estipulado o contr\u00e1rio no respectivo contrato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 43<\/p>\n<ol start=\"43\">\n<li>Distingue-se a legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria da legitima\u00e7\u00e3o de posse, ambas previstas na Lei no 13.465\/2017 porque<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria implica expedi\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos de dom\u00ednio em \u00e1rea p\u00fablica ou privada, enquanto a legitima\u00e7\u00e3o de posse admite outorga de t\u00edtulo pass\u00edvel de ser convolado em propriedade, preenchidos os requisitos do usucapi\u00e3o especial urbano.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ambas se destinam a \u00e1rea urbana, independentemente das caracter\u00edsticas e metodologia da ocupa\u00e7\u00e3o, mas somente a legitima\u00e7\u00e3o de posse outorga t\u00edtulo definitivo de propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 somente a primeira destina-se \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de car\u00e1ter urbano, restrita aos n\u00facleos de interesse social e destinada \u00e0 outorga de t\u00edtulos definitivos de propriedade aos benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a legitima\u00e7\u00e3o de posse destina-se somente \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de interesse social de natureza urbana, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o permite convers\u00e3o em direito de propriedade.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a legitima\u00e7\u00e3o de posse pode incidir sobre terrenos de titularidade p\u00fablica, desde que n\u00e3o abranja edifica\u00e7\u00f5es, ocupadas ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>Distin\u00e7\u00e3o direta da lei, conforme artigo 11, incisos VI e VII:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VI &#8211; legitima\u00e7\u00e3o de posse: ato do poder p\u00fablico destinado a conferir t\u00edtulo, por meio do qual fica reconhecida a posse de im\u00f3vel objeto da Reurb, convers\u00edvel em aquisi\u00e7\u00e3o de direito real de propriedade na forma desta Lei, com a identifica\u00e7\u00e3o de seus ocupantes, do tempo da ocupa\u00e7\u00e3o e da natureza da posse;<\/p>\n<p>VII &#8211; legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria: mecanismo de reconhecimento da aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do direito real de propriedade sobre unidade imobili\u00e1ria objeto da Reurb;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 44<\/p>\n<ol start=\"44\">\n<li>A aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis\u00a0 pelos\u00a0 entes\u00a0 p\u00fablicos\u00a0 pode\u00a0 se\u00a0 dar\u00a0 de\u00a0 forma\u00a0 volunt\u00e1ria\u00a0 ou\u00a0 compuls\u00f3ria,\u00a0 estando\u00a0 previsto\u00a0 na\u00a0 Lei no 10.257\/2001, consubstanciando-se em instituto para aquela finalidade e cuja motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o se funda na pretens\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica de utilizar direta e especificamente o im\u00f3vel para pol\u00edtica p\u00fablica predeterminada,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 desapropria\u00e7\u00e3o-urban\u00edstica, que permite seja declarada a perda da propriedade do particular para adequa\u00e7\u00e3o do per\u00edmetro em que est\u00e1 inserido ao que est\u00e1 previsto no plano diretor, exigida a indeniza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, justa e em t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica municipal ou federal, sob pena de enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 desapropria\u00e7\u00e3o como san\u00e7\u00e3o pelo solo urbano que n\u00e3o cumpra sua fun\u00e7\u00e3o social, respeitadas as imposi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias obrigatoriamente anteriores e n\u00e3o atendidas pelo propriet\u00e1rio, com indeniza\u00e7\u00e3o paga em t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica, em exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra da indeniza\u00e7\u00e3o em dinheiro.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a servid\u00e3o administrativa, em que determinado im\u00f3vel fica gravado definitivamente em favor de determinada utilidade p\u00fablica, prevista indeniza\u00e7\u00e3o em t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 desapropria\u00e7\u00e3o por utilidade p\u00fablica, precedida de decreto editado pelo Chefe do Executivo, instituto que exige sempre indeniza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, justa e em dinheiro em favor do propriet\u00e1rio expropriado, sob pena de enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 institui\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o urbana consorciada, por meio da qual s\u00e3o alterados e disciplinados os usos, zoneamento e usu\u00e1rios de determinado per\u00edmetro urbano, com vistas a adequa\u00e7\u00e3o ao planejamento constante do plano diretor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Para fundamentar a quest\u00e3o, destaca-se o \u00a74\u00ba do artigo 182 da CF:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>4\u00ba \u00c9 facultado ao Poder P\u00fablico municipal, mediante lei espec\u00edfica para \u00e1rea inclu\u00edda no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do propriet\u00e1rio do solo urbano n\u00e3o edificado, subutilizado ou n\u00e3o utilizado, que promova seu adequado aproveitamento,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 sob pena, sucessivamente, de:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; parcelamento ou edifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3rios;<\/p>\n<p>II &#8211; imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;<\/p>\n<p>III &#8211; desapropria\u00e7\u00e3o com pagamento mediante t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica de emiss\u00e3o previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de at\u00e9 dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indeniza\u00e7\u00e3o e os juros legais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 45<\/p>\n<ol start=\"45\">\n<li>Os princ\u00edpios que informam a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica tamb\u00e9m se aplicam ao desempenho das fun\u00e7\u00f5es executivas de car\u00e1ter urban\u00edstico, ordenadoras do solo e do planejamento urbano. H\u00e1, entretanto, princ\u00edpios espec\u00edficos aplic\u00e1veis a essa atua\u00e7\u00e3o, dentre os quais:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao plano diretor, segundo o qual esse instrumento, ap\u00f3s aprovado, n\u00e3o pode sofrer altera\u00e7\u00f5es nos dois mandatos seguintes.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O princ\u00edpio da mais valia, segundo o qual todo propriet\u00e1rio de im\u00f3vel p\u00fablico ou privado deve recolher aos cofres p\u00fablicos a diferen\u00e7a da valoriza\u00e7\u00e3o de seu im\u00f3vel considerando avalia\u00e7\u00e3o anterior e posterior a determinada obra p\u00fablica.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O princ\u00edpio da subsidiariedade, de acordo com o qual o interesse privado sempre subjaz ao interesse p\u00fablico, sendo corol\u00e1rio do princ\u00edpio da supremacia do interesse p\u00fablico sobre o interesse privado.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O princ\u00edpio da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, segundo o qual toda a propriedade, p\u00fablica ou privada, deve estar dire- tamente destinada \u00e0 uma atividade de interesse ou servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O princ\u00edpio da justa distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios e \u00f4nus derivados da atua\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, que, em verdade, \u00e9 express\u00e3o do princ\u00edpio da igualdade, pois informa que deve haver equidade ao impor referidos \u00f4nus e benef\u00edcios \u00e0queles que arcaram e se beneficiaram deles.<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da referida letra (justa distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios e \u00f4nus) est\u00e1 de acordo com o que a doutrina entende.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o praticamente deixa como alternativas apenas a letra B e E. Para afastar a letra B, deve ser observado que a mais valia n\u00e3o significa que o propriet\u00e1rio ir\u00e1 pagar a diferen\u00e7a de sua valoriza\u00e7\u00e3o, mas que poder\u00e1 custear a obra que ir\u00e1 valorizar seu im\u00f3vel.<\/p>\n<p>Nesse ponto \u00e9 importante lembrar que a soma dos custeios individuais n\u00e3o pode superar o custo da pr\u00f3pria obra de interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p>Para Paulo Carmona (2010, pg. 45) uma aplica\u00e7\u00e3o concreta deste princ\u00edpio est\u00e1 na previs\u00e3o constitucional de institui\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o de Melhoria ante a valoriza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis em decorr\u00eancia de obras p\u00fablicas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 145. A Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios poder\u00e3o instituir os seguintes tributos:<\/p>\n<p>III &#8211; contribui\u00e7\u00e3o de melhoria, decorrente de obras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 46<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"46\">\n<li>A abertura de novas vias pode ser feita<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pelos Estados, Distrito Federal e pelos Munic\u00edpios, no per\u00edmetro urbano e metropolitano, demonstrado o interesse p\u00fablico na efetiva\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o urban\u00edstica.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pelo empreendedor, nas diversas modalidades de parcelamento do solo, previamente autorizado pelo \u00f3rg\u00e3o licenciador municipal.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pelas Municipalidades, desde que haja delega\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia constitucionalmente atribu\u00edda aos Estados e ao Distrito Federal.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pelo loteador, quando da implanta\u00e7\u00e3o de projeto de loteamento regularmente aprovado pela municipalidade, quando tamb\u00e9m dever\u00e1 ter sido definido o percentual das demais \u00e1reas p\u00fablicas necess\u00e1rias para o empreendimento.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pelo loteador, para novos empreendimentos situados em glebas rurais ou de expans\u00e3o urbana, que demandem obras de arruamento e interliga\u00e7\u00e3o com rodovia j\u00e1 existente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>A maior d\u00favida poderia restar entre as letras D e E.<\/p>\n<p>No caso, destaca-se que a letra trata de \u00e1rea rural e, ao contr\u00e1rio, a Lei n\u00ba 6.766 trata de parcelamento disp\u00f5e:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1\u00ba. O parcelamento do solo para fins urbanos ser\u00e1 regido por esta Lei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ademais, no mesmo sentido, eis o art. 53:<\/p>\n<p>Art. 53. Todas as altera\u00e7\u00f5es de uso do <strong>solo rural para fins urbanos depender\u00e3o de pr\u00e9via audi\u00eancia do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria &#8211; INCRA<\/strong>, do \u00d3rg\u00e3o Metropolitano, se houver, onde se localiza o Munic\u00edpio, e da aprova\u00e7\u00e3o da Prefeitura municipal, ou do Distrito Federal quando for o caso, segundo as exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o pertinente.<\/p>\n<p>Outro destaque \u00e9 que nem toda modalidade de parcelamento prev\u00ea a abertura de novas vias, a exemplo do desmembramento, conforme disp\u00f5e o art. 2\u00ba, \u00a72\u00ba da lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba. O parcelamento do solo urbano poder\u00e1 ser feito mediante loteamento ou desmembramento, observadas as disposi\u00e7\u00f5es desta Lei e as das legisla\u00e7\u00f5es estaduais e municipais pertinentes.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba &#8211; Considera-se loteamento a subdivis\u00e3o de gleba em lotes destinados a edifica\u00e7\u00e3o, com abertura de novas vias de circula\u00e7\u00e3o, de logradouros p\u00fablicos ou prolongamento, modifica\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o das vias existentes.<\/li>\n<li><strong> 2\u00ba- considera-se desmembramento a subdivis\u00e3o de gleba em lotes destinados a edifica\u00e7\u00e3o, com aproveitamento do sistema vi\u00e1rio existente, desde que n\u00e3o implique na abertura de novas vias e logradouros p\u00fablicos, nem no prolongamento, modifica\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o dos j\u00e1 existentes.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O trecho da letra D \u201caprovado pela municipalidade\u201d destaca bem que o projeto deve ser aprovado, conforme art. 12 da lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 12. O projeto de loteamento e desmembramento dever\u00e1 ser aprovado pela Prefeitura Municipal, ou pelo Distrito Federal quando for o caso, a quem compete tamb\u00e9m a fixa\u00e7\u00e3o das diretrizes a que aludem os arts. 6\u00ba e 7\u00ba desta Lei, salvo a exce\u00e7\u00e3o prevista no artigo seguinte.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 47<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"47\">\n<li>O propriet\u00e1rio de uma casa t\u00e9rrea com terreno e edifica\u00e7\u00e3o regulamente registrados construiu irregularmente um segundo pavimento, onde vive a fam\u00edlia de sua filha. Gostaria, ent\u00e3o, de regularizar essa amplia\u00e7\u00e3o irregular e transferi-la formalmente para sua filha. De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 admite-se a institui\u00e7\u00e3o do direito de laje ou do direito de servid\u00e3o, por meio de contrato, estabelecendo-se rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica com o propriet\u00e1rio do terreno nos dois casos, n\u00e3o viabilizando exerc\u00edcio de direito aut\u00f4nomo.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode-se regularizar a constru\u00e7\u00e3o do segundo pavimento com autoriza\u00e7\u00e3o legislativa expressa e submetida a quest\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os competente.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 poss\u00edvel a institui\u00e7\u00e3o do direito de laje pelo propriet\u00e1rio do solo onde originalmente estava edificada a casa t\u00e9rrea e, posteriormente, transferi-lo \u00e0 sua filha, mantendo-se a individualidade de acessos \u00e0s duas \u00e1reas.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 inexiste fundamento jur\u00eddico para regulariza\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o irregularmente erguida, sendo imperiosa a demoli\u00e7\u00e3o e posterior aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, como forma de tutelar o planejamento e desincentivar as constru\u00e7\u00f5es irregulares.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 vi\u00e1vel a regulariza\u00e7\u00e3o da amplia\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o h\u00e1 fundamento legal para transfer\u00eancia do pavimento ocu- pado para a filha do propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o direta, com a possibilidade do instituto do direito de laje, conforme altera\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil (art. 1.510-A) atrav\u00e9s da Lei n\u00ba 13.465.<\/p>\n<p>A letra A est\u00e1 errada porque \u00e9 viabilizado o exerc\u00edcio de um direito aut\u00f4nomo, conforme o art. 1510-A, \u00a73\u00ba do CC:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2002\/L10406.htm#art1510a.\">Art. 1.510-A.\u00a0<\/a><\/strong><strong><u>\u00a0O propriet\u00e1rio de uma constru\u00e7\u00e3o-base poder\u00e1 ceder a superf\u00edcie superior ou inferior de sua constru\u00e7\u00e3o a fim de que o titular da laje mantenha unidade distinta daquela originalmente constru\u00edda sobre o solo.\u00a0\u00a0<\/u><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>1o\u00a0\u00a0O direito real de laje contempla o espa\u00e7o a\u00e9reo ou o subsolo de terrenos p\u00fablicos ou privados, tomados em proje\u00e7\u00e3o vertical, como unidade imobili\u00e1ria aut\u00f4noma, n\u00e3o contemplando as demais \u00e1reas edificadas ou n\u00e3o pertencentes ao propriet\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o-base.<\/li>\n<li>2o\u00a0\u00a0O titular do direito real de laje responder\u00e1 pelos encargos e tributos que incidirem sobre a sua unidade.<\/li>\n<li><strong><u> 3o\u00a0 Os titulares da laje, unidade imobili\u00e1ria aut\u00f4noma constitu\u00edda em matr\u00edcula pr\u00f3pria, poder\u00e3o dela usar, gozar e dispor. \u00a0\u00a0<\/u><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 48<\/p>\n<ol start=\"48\">\n<li>Iniciada nova gest\u00e3o na Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica de determinado ente federado, foi dado in\u00edcio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do plano urban\u00edstico integrante do plano diretor, que contempla uma s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es vi\u00e1rias, com obras de infraestrutura, que inclui a demoli\u00e7\u00e3o de alguns viadutos, para reconfigura\u00e7\u00e3o do sistema vi\u00e1rio. Entretanto, um desses viadutos foi projetado por um renomado arquiteto e \u00e9 marco da cria\u00e7\u00e3o do referido munic\u00edpio, datado de mais de um s\u00e9culo. A associa\u00e7\u00e3o de arquitetos local publicou nota t\u00e9cnica contendo informa\u00e7\u00f5es sobre o projeto, linha arquitet\u00f4nica e relev\u00e2ncia da obra, o que<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 fundamento para ser decretado o tombamento definitivo, notificado o ente p\u00fablico posteriormente sobre a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 enseja preliminar notifica\u00e7\u00e3o ao ente p\u00fablico para se manifestar sobre a nota t\u00e9cnica publicada para que seja poss\u00edvel dar in\u00edcio ao procedimento de tombamento da obra vi\u00e1ria.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode servir de fundamento para que o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico d\u00ea in\u00edcio a procedimento de tombamento do referido viaduto, o que impediria sua demoli\u00e7\u00e3o e obrigaria seu restauro.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o pode suspender a demoli\u00e7\u00e3o, ainda que a evid\u00eancia tenha car\u00e1ter t\u00e9cnico, tendo em vista que referido viaduto n\u00e3o configura patrim\u00f4nio tutelado por meio de tombamento, porque constitui obra vi\u00e1ria.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o pode constituir elemento para iniciar procedimento para tombamento ou para qualquer outra interven\u00e7\u00e3o no viaduto\u00a0 ou em qualquer outra obra ou im\u00f3vel p\u00fablico, em raz\u00e3o da iniciativa ser exclusiva do seu titular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>Efetivado o tombamento, ser\u00e1 vedado ao propriet\u00e1rio destruir, demolir ou mutilar o bem e, da mesma forma, toda repara\u00e7\u00e3o, pintura ou restaura\u00e7\u00e3o do bem apenas poder\u00e1 ocorrer ap\u00f3s pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico.<\/p>\n<p>Ademais, concretizado o preju\u00edzo ao bem tombado, o infrator poder\u00e1 ser punido com a obrigatoriedade da restaura\u00e7\u00e3o, dentre outras medidas cab\u00edveis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 49<\/p>\n<ol start=\"49\">\n<li>Em observ\u00e2ncia ao disposto na Lei Distrital no 4.566\/2011, o Distrito Federal precisa implantar faixas exclusivas para esse transporte coletivo nos trechos identificados no Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal, com a finalidade de promover integra\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios modos de transporte com a finalidade de atender \u00e0s exig\u00eancias de deslocamento da popula\u00e7\u00e3o. Para tanto,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 desapropriar integralmente os im\u00f3veis abrangidos pelo tra\u00e7ado do modal de transporte, tendo em vista que a indeniza\u00e7\u00e3o da servid\u00e3o administrativa, em verdade, equivale ao valor do bem, n\u00e3o justificando sua imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 desapropriar os im\u00f3veis abrangidos pelo modal de transporte que passar\u00e3o a se destinar integralmente ao servi\u00e7o p\u00fablico sem preju\u00edzo de instituir servid\u00e3o administrativa nos casos em que houver apenas redu\u00e7\u00e3o da possibilidade de explora\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel quando de sua submiss\u00e3o em favor daquele servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 desapropriar os im\u00f3veis abrangidos pelo per\u00edmetro tra\u00e7ado para o modal de transporte, podendo tamb\u00e9m incluir bens pertencentes a pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico, dada a autoriza\u00e7\u00e3o legal para a execu\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 instituir servid\u00e3o administrativa para a implanta\u00e7\u00e3o das faixas exclusivas de \u00f4nibus, tendo em vista que se trata de institui\u00e7\u00e3o de bens de uso comum do povo, sendo desnecess\u00e1rio, portanto, promover a desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 instituir servid\u00e3o administrativa ou desapropria\u00e7\u00e3o, conforme ju\u00edzo discricion\u00e1rio e a crit\u00e9rio do administrador, que dever\u00e1 considerar a disponibilidade or\u00e7ament\u00e1ria para decis\u00e3o sobre aquisi\u00e7\u00e3o ou imposi\u00e7\u00e3o de gravame sobre as \u00e1reas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Perceba que esta \u00e9 a alternativa que engloba as duas possibilidades (desapropria\u00e7\u00e3o e servid\u00e3o administrativa) que ir\u00e3o ser aplicadas a depender da necessidade e oportunidade, principalmente pelo crit\u00e9rio de qu\u00e3o invasivo seria essa utiliza\u00e7\u00e3o para a via exclusiva do transporte coletivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 50<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"50\">\n<li>O Poder P\u00fablico pretende desapropriar um terreno localizado no seu Munic\u00edpio, para lhe dar destina\u00e7\u00e3o diversa, alterando a original, que era de lote, recebida quando do registro do projeto de loteamento. Isso porque o Poder P\u00fablico entendeu que as dimens\u00f5es da \u00e1rea institucional constante do projeto de loteamento n\u00e3o seriam suficientes para atender a necessidade de instala\u00e7\u00e3o de uma escola t\u00e9cnica, demanda atual da sociedade para aquela localiza\u00e7\u00e3o. A desapropria\u00e7\u00e3o pretendida<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 pode ser adotada pelo poder p\u00fablico porque os lotes s\u00e3o unidades destinadas a serem comercializadas e, n\u00e3o existindo \u00f3bice \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de seu titular, nada obsta que seja adquirido pelo Poder P\u00fablico para alguma destina\u00e7\u00e3o de interesse ou utilidade p\u00fablica, respeitado o dever de indeniza\u00e7\u00e3o nos termos da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 somente seria poss\u00edvel se ainda n\u00e3o tivesse havido aliena\u00e7\u00e3o do referido lote, pois n\u00e3o haveria expropriado a figurar no p\u00f3lo passivo da a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caracteriza retrocess\u00e3o, tendo em vista que a afeta\u00e7\u00e3o para lote configura destina\u00e7\u00e3o impass\u00edvel de altera\u00e7\u00e3o, sob pena de desequil\u00edbrio no planejamento territorial urbano, que leva em considera\u00e7\u00e3o o percentual de ocupa\u00e7\u00e3o para defini\u00e7\u00e3o do percentual de \u00e1reas p\u00fablicas exig\u00edveis.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poderia ser obstada pelo loteador, considerando que j\u00e1 houve destina\u00e7\u00e3o de percentual para \u00e1rea institucional nos percentuais e limites legais.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o pode ser promovida, pois implicaria em altera\u00e7\u00e3o do projeto de loteamento por terceiro estranho ao neg\u00f3cio, que demandaria novas submiss\u00f5es aos \u00f3rg\u00e3os competentes para aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>A desapropria\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, visto a primazia do interesse p\u00fablico. Por\u00e9m, deve ser observada a necess\u00e1ria indeniza\u00e7\u00e3o, conforme prev\u00ea a lei.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 51<\/p>\n<ol start=\"51\">\n<li>Um agricultor ocupa uma por\u00e7\u00e3o de 15 hectares na zona rural h\u00e1 mais de 30 anos, pois sucedeu ocupa\u00e7\u00e3o anterior que era de seu pai. Desde seu antecessor a terra \u00e9 destinada a cultura agr\u00edcola, sendo que desde que sucedeu seu pai, vem empregando a \u00e1rea \u00e0 planta\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o, al\u00e9m de manter uma pequena por\u00e7\u00e3o para subsist\u00eancia. Pretendia regularizar sua \u00e1rea mediante usucapi\u00e3o, porque n\u00e3o dispunha de t\u00edtulo de propriedade, mas descobriu que a \u00e1rea, em verdade, pertence ao Distrito Federal, abrangida por uma matr\u00edcula de \u00e1rea maior. Nesse caso,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o agricultor poder\u00e1 requerer concess\u00e3o de uso gratuita, por prazo indeterminado, nos termos da Lei no 5.803\/2017, comprovando o preenchimento dos demais requisitos constantes da norma.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caber\u00e1 somente outorga de escritura de venda e compra da \u00e1rea ocupada, considerando que existe matr\u00edcula em nome do ente p\u00fablico.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 inexiste possibilidade de regulariza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea ocupada pelo agricultor, tendo em vista que n\u00e3o \u00e9 permitido usucapi\u00e3o de terras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 ser outorgada\u00a0 legitima\u00e7\u00e3o\u00a0 de\u00a0 posse\u00a0 da\u00a0 \u00e1rea\u00a0 ao\u00a0 agricultor,\u00a0 observados\u00a0 os\u00a0 demais\u00a0 requisitos\u00a0 previstos\u00a0 na\u00a0 Lei no 5.803\/2017, considerando que se trata de \u00e1rea ocupada e cultivada em zona rural.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 requerer concess\u00e3o de direito real de uso onerosa, pelo prazo de 30 anos, renov\u00e1vel por igual per\u00edodo no caso de ter sido mantido cultivo em mais de 90% da \u00e1rea produtiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>Pelos enunciados, restaria alguma d\u00favida entre as letras D e E. Por\u00e9m, a letra E traz uma regra n\u00e3o prevista na Lei 5.803 (manter 90% da \u00e1rea cultivada).<\/p>\n<p>Assim, a LETRA D est\u00e1 correta, nos termos do disposto no art. 8\u00ba, inciso I da referida lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Art. 8\u00ba<\/strong>\u00a0Os instrumentos jur\u00eddicos para concess\u00e3o de uso e aliena\u00e7\u00e3o das terras p\u00fablicas rurais objeto desta Lei s\u00e3o:<\/p>\n<p><strong><u>I &#8211;\u00a0legitima\u00e7\u00e3o\u00a0de posse para a gleba com caracter\u00edstica rural inserida em zona urbana ou gleba rural que n\u00e3o possua matr\u00edcula individualizada;<\/u><\/strong><\/p>\n<p>II &#8211; Concess\u00e3o de Uso Oneroso &#8211; CDU, com vig\u00eancia de 30 anos, renov\u00e1vel por igual per\u00edodo, mediante retribui\u00e7\u00e3o anual;<\/p>\n<p>III &#8211; Concess\u00e3o de Direito Real de Uso &#8211; CDRU:<\/p>\n<ol>\n<li>a) mediante retribui\u00e7\u00e3o anual, com prazo determinado e vig\u00eancia de 30 anos, renov\u00e1vel por igual per\u00edodo;<\/li>\n<li>b) mediante aliena\u00e7\u00e3o do direito real de uso, por prazo indeterminado;<\/li>\n<\/ol>\n<p>IV &#8211;\u00a0escritura\u00a0de compra e venda.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A gleba com caracter\u00edstica rural inserida em zona urbana \u00e9 regularizada por meio da CDU ou da CDRU, com op\u00e7\u00e3o de compra do direito de uso, conforme regulamento.<\/li>\n<li>2\u00ba Estando a ocupa\u00e7\u00e3o da terra p\u00fablica rural regularizada por meio da CDU e em sendo efetuado o registro da individualiza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel rural,\u00a0o concedente\u00a0tem o prazo m\u00e1ximo de 1 ano para notificar o concession\u00e1rio para a celebra\u00e7\u00e3o da CDRU.<\/li>\n<li>3\u00ba A escritura da CDRU \u00e9 lavrada com op\u00e7\u00e3o de compra do im\u00f3vel rural, conforme regulamento.<\/li>\n<li>4\u00ba Para exercitar o direito de compra do im\u00f3vel rural, o benefici\u00e1rio deve estar adimplente com o contrato e com a Fazenda P\u00fablica do Distrito Federal.<\/li>\n<li>5\u00ba Ficam a Terracap e o Distrito Federal autorizados a efetuar o registro da individualiza\u00e7\u00e3o da terra p\u00fablica rural para fins de cumprimento do disposto nos \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba.<\/li>\n<li>6\u00ba Os custos cartoriais de abertura de matr\u00edcula individualizada das \u00e1reas p\u00fablicas rurais s\u00e3o de responsabilidade exclusiva da Terracap, que n\u00e3o pode repass\u00e1-los ao leg\u00edtimo ocupante.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 52<\/p>\n<ol start=\"52\">\n<li>O Distrito Federal declarou de utilidade p\u00fablica, para fins de reforma agr\u00e1ria, uma grande \u00e1rea de terras improdutivas e cujo t\u00edtulo imobili\u00e1rio demandava regulariza\u00e7\u00e3o. A conduta do ente federado \u00e9<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 constitucional, desde que seja observado o requisito da justa e pr\u00e9via indeniza\u00e7\u00e3o, podendo ser feito dep\u00f3sito em dinheiro ou em pagamento em t\u00edtulos da d\u00edvida agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 inconstitucional, tendo em vista que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal admite aos entes p\u00fablicos a realiza\u00e7\u00e3o de reforma agr\u00e1ria em \u00e1reas que j\u00e1 sejam de titularidade p\u00fablica ou que sejam recebidas em doa\u00e7\u00e3o para essa finalidade.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 inconstitucional, pois s\u00f3 a Uni\u00e3o tem compet\u00eancia para desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria, o que deveria ser precedido de declara\u00e7\u00e3o de interesse social por esse ente.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 regular e v\u00e1lida, desde que se trate de \u00e1rea particular e improdutiva, destinada a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda para fins de cultivo agropastoril.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 inconstitucional, considerando que a compet\u00eancia para desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria foi atribu\u00edda apenas \u00e0 Uni\u00e3o, sendo poss\u00edvel, contudo, que este ente suceda o Distrito Federal na a\u00e7\u00e3o judicial para regulariza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o, o que viabilizaria o aproveitamento do decreto de declara\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica j\u00e1 editado.<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>O DF n\u00e3o tem compet\u00eancia para desapropriar bem para fins de reforma agr\u00e1ria, conforme previs\u00e3o do art. 184 da CF:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 184. <strong><u>Compete \u00e0 Uni\u00e3o<\/u><\/strong> desapropriar por interesse social, para fins de reforma agr\u00e1ria, o im\u00f3vel rural que n\u00e3o esteja cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social, mediante pr\u00e9via e justa indeniza\u00e7\u00e3o em t\u00edtulos da d\u00edvida agr\u00e1ria, com cl\u00e1usula de preserva\u00e7\u00e3o do valor real, resgat\u00e1veis no prazo de at\u00e9 vinte anos, a partir do segundo ano de sua emiss\u00e3o, e cuja utiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 definida em lei.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 53<\/p>\n<ol start=\"53\">\n<li>Um Munic\u00edpio declarou de interesse social um terreno urbano para fins de implanta\u00e7\u00e3o de um conjunto habitacional de baixa renda. Ap\u00f3s, deu in\u00edcio aos estudos e levantamentos t\u00e9cnicos e documentais necess\u00e1rios para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o, o que ocorreu 3 anos depois da edi\u00e7\u00e3o do decreto. Quando do ajuizamento da desapropria\u00e7\u00e3o,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o expropriado poder\u00e1 impugnar o decreto de declara\u00e7\u00e3o de interesse social, porque j\u00e1 decorrido o prazo decadencial de\u00a0\u00a0\u00a0 2 anos desde a sua edi\u00e7\u00e3o para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel ao expropriante alegar urg\u00eancia e requerer a imiss\u00e3o provis\u00f3ria na posse, considerando o decurso de prazo superior a 1 ano desde a edi\u00e7\u00e3o do decreto de declara\u00e7\u00e3o de interesse social.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caber\u00e1 ao expropriado impugnar apenas o pre\u00e7o expropriado, n\u00e3o lhe sendo permitido deduzir outros questionamentos de ordem formal ou material.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o expropriado poder\u00e1 alegar a desnecessidade da aquisi\u00e7\u00e3o, indicando outro terreno mais adequado \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o, o que autorizaria a suspens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o decreto de declara\u00e7\u00e3o de interesse social ter\u00e1 caducado, pois tem validade de tr\u00eas anos, n\u00e3o sendo poss\u00edvel republi- c\u00e1-lo, sendo obrigat\u00f3rio identificar outro im\u00f3vel.<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o direta do art. 3\u00ba da Lei n\u00ba 4.132\/62:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba O expropriante tem o prazo de 2 (dois) anos, a partir da decreta\u00e7\u00e3o da desapropria\u00e7\u00e3o por interesse social, para efetivar a aludida desapropria\u00e7\u00e3o e iniciar as provid\u00eancias de aproveitamento do bem expropriado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 54<\/p>\n<ol start=\"54\">\n<li>Conforme reportado por Jos\u00e9 Afonso da Silva, solo criado ser\u00e1 toda edifica\u00e7\u00e3o acima do coeficiente \u00fanico, quer envolva a ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o a\u00e9reo, quer a de subsolo. (Direito Urban\u00edstico Brasileiro). A Lei no 10.257\/2001 trata desse conceito ao disciplinar<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a transfer\u00eancia do direito de construir, autorizada por lei municipal, por meio da qual o propriet\u00e1rio do terreno pode ser autorizado a utilizar o potencial construtivo desse bem em outro local, quando aquele tiver sido, por exemplo, necess\u00e1rio para implanta\u00e7\u00e3o de equipamentos comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 outorga onerosa do direito de construir, autorizada por lei municipal, por meio da qual o propriet\u00e1rio de um terreno pode ser autorizado a utilizar o potencial construtivo do mesmo em outro local, no caso daquele ter sido destinado a programa de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a outorga onerosa do direito de construir, por meio da qual o propriet\u00e1rio ou possuidor do terreno podem alienar o potencial construtivo da \u00e1rea objeto de seu direito real, mediante contrapartida financeira.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a transfer\u00eancia do direito de construir, por meio da qual o propriet\u00e1rio de um terreno ou im\u00f3vel pode ser autorizado a edificar acima do coeficiente b\u00e1sico, desde que reduzido esse potencial de qualquer outro terreno de sua titularidade situado no mesmo munic\u00edpio.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 as opera\u00e7\u00f5es urbanas consorciadas, que compreendem interven\u00e7\u00f5es conjuntas dos entes p\u00fablicos para readequa\u00e7\u00e3o ur- bana do per\u00edmetro identificado, aprovadas por meio de decreto do ente federado municipal ou distrital.<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>Art. 35 da referida lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 35.<strong>\u00a0<\/strong>Lei municipal, baseada no plano diretor, poder\u00e1 autorizar o propriet\u00e1rio de im\u00f3vel urbano, privado ou p\u00fablico, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura p\u00fablica, o direito de construir previsto no plano diretor ou em legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica dele decorrente, quando o referido im\u00f3vel for considerado necess\u00e1rio para fins de:<\/p>\n<p>I \u2013 implanta\u00e7\u00e3o de equipamentos urbanos e comunit\u00e1rios;<\/p>\n<p>II \u2013 preserva\u00e7\u00e3o, quando o im\u00f3vel for considerado de interesse hist\u00f3rico, ambiental, paisag\u00edstico, social ou cultural;<\/p>\n<p>III \u2013 servir a programas de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, urbaniza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas ocupadas por popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e habita\u00e7\u00e3o de interesse social.<\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>A mesma faculdade poder\u00e1 ser concedida ao propriet\u00e1rio que doar ao Poder P\u00fablico seu im\u00f3vel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do caput.<\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u>A lei municipal referida no caput estabelecer\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia do direito de construir.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quest\u00e3o 55<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"55\">\n<li>A Lei no 13.465\/2017 instituiu normas e procedimentos aplic\u00e1veis \u00e0 Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria Urbana (Reurb), no contexto da qual foi introduzida a legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aplic\u00e1vel quando se tratar de im\u00f3veis de titularidade p\u00fablica e forma de aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria de propriedade, n\u00e3o transmiss\u00edvel mortis causa.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 restrita para ocupa\u00e7\u00f5es residenciais, n\u00e3o se admitindo sua aplica\u00e7\u00e3o para reconhecimento de posse ou outorga de direito de propriedade para aquele que detiver im\u00f3vel com finalidade diversa.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aplic\u00e1vel para reconhecimento de posse \u00e0quele que ocupar \u00e1rea privada integrante de n\u00facleos urbanos formais ou informais consolidados at\u00e9 2016.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 instrumento de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria urbana para expedi\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos de dom\u00ednio para aquele que ocupar \u00e1rea privada integrante de n\u00facleo urbano informal consolidado at\u00e9 2016, n\u00e3o se aplicando para terrenos de titularidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 instrumento de aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do im\u00f3vel integrante do per\u00edmetro identificado pelo CRF (Certid\u00e3o de Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria), preenchidos demais requisitos e condicionantes legais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>Disposto no art. 11, incisos V e VII:<\/p>\n<p>Art. 11. Para fins desta Lei, consideram-se:<\/p>\n<p>V &#8211; Certid\u00e3o de Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria (CRF): documento expedido pelo Munic\u00edpio ao final do procedimento da Reurb, constitu\u00eddo do projeto de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria aprovado, do termo de compromisso relativo a sua execu\u00e7\u00e3o e, no caso da legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e da legitima\u00e7\u00e3o de posse, da listagem dos ocupantes do n\u00facleo urbano informal regularizado, da devida qualifica\u00e7\u00e3o destes e dos direitos reais que lhes foram conferidos;<\/p>\n<p>VII &#8211; legitima\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria: mecanismo de reconhecimento da aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do direito real de propriedade sobre unidade imobili\u00e1ria objeto da Reurb;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 56<\/p>\n<ol start=\"56\">\n<li>No procedimento de licenciamento de obras de um loteamento o empreendedor apresentou a documenta\u00e7\u00e3o exigida pela legisla\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas meses ap\u00f3s o deferimento da licen\u00e7a, foi identificado que um documento indispens\u00e1vel para a expedi\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a n\u00e3o constava do processo, o que ensejaria a anula\u00e7\u00e3o da mesma. O empreendedor fez juntar ao processo, voluntariamente o documento faltante, posteriormente \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a. Diante desse cen\u00e1rio,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 obrigat\u00f3ria a suspens\u00e3o das obras pelo prazo que se fizer necess\u00e1rio \u00e0 apura\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o administrativa sobre a licen\u00e7a.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 cabe ao empreendedor apresentar novo procedimento de licenciamento, instruindo-o integralmente com nova documen- ta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o cabendo convalida\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as expedidas.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 tendo o empreendedor suprido a instru\u00e7\u00e3o processual, \u00e9 permitida ao administrador a convalida\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a expedida.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 deve ser declarada a nulidade do processo, n\u00e3o sendo poss\u00edvel o aproveitamento de qualquer ato praticado, em raz\u00e3o da irretroatividade dos atos administrativos.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 n\u00e3o poder\u00e1 ser declarada a nulidade da licen\u00e7a, tendo em vista que a expedi\u00e7\u00e3o do ato \u00e9 irrevers\u00edvel, consolidando a instru\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>Importante destacar que a concess\u00e3o de licen\u00e7a \u00e9 um ato vinculado na sua parte de deferimento inicial. Uma vez deferida a licen\u00e7a, com base nos documentos apresentados \u00e0 \u00e9poca, h\u00e1 sim possibilidade de seu cancelamento em raz\u00e3o de verifica\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de documenta\u00e7\u00e3o antes n\u00e3o observada.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, uma vez sanado voluntariamente o v\u00edcio pelo interessado, a convalida\u00e7\u00e3o do ato passa a ser ato discricion\u00e1rio e prec\u00e1rio da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, fazendo-o com base no bin\u00f4mio necessidade e possibilidade.<\/p>\n<p>Exatamente por isso \u00e9 importante destacar o termo \u201cpermitido ao administrador\u201d, visto que \u00e9 uma faculdade, mas que pode at\u00e9 mesmo n\u00e3o se concretizar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 57<\/p>\n<ol start=\"57\">\n<li>Compromiss\u00e1rio-comprador de terreno n\u00e3o edificado recebeu a posse do bem antes da quita\u00e7\u00e3o integral do pre\u00e7o, o que tinha acordado fazer de forma parcelada. Nessa condi\u00e7\u00e3o, celebrou contrato de concess\u00e3o de direito de superf\u00edcie do referido terreno para terceiro, que ent\u00e3o passou a explor\u00e1-lo economicamente, com a instala\u00e7\u00e3o de um estacionamento e de um estabelecimento para lavagem de ve\u00edculos e oficina mec\u00e2nica. O superfici\u00e1rio investiu o necess\u00e1rio para dar in\u00edcio \u00e0s atividades, erguendo as constru\u00e7\u00f5es cab\u00edveis, em especial para a atividade de lavagem de ve\u00edculos e servi\u00e7os mec\u00e2nicos de menor complexidade. Ocorre que o outorgante n\u00e3o quitou seu contrato de compra e venda do terreno, ensejando a rescis\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao direito de superf\u00edcie,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o contrato dessa outorga ser\u00e1 nulo somente se o compromisso de venda e compra do terreno tiver sido registrado, a fim de haver objeto a ser anulado.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e9 relativamente nulo, dependendo de anula\u00e7\u00e3o judicial espec\u00edfica para que cessem seus efeitos.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dependeria de registro para sua validade, hip\u00f3tese em que n\u00e3o poderia ser desconstitu\u00eddo.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 remanesce v\u00e1lido, dada sua natureza de direito real, cabendo ao real propriet\u00e1rio respeitar a outorga.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 h\u00e1 nulidade absoluta, tendo em vista que foi firmado por quem ainda n\u00e3o era titular do dom\u00ednio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 resolvida apenas pela parte inicial do art. 21 do Estatuto da Cidade:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 21. <strong><u>O propriet\u00e1rio urbano<\/u><\/strong> poder\u00e1 conceder a outrem o direito de superf\u00edcie do seu terreno, por tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura p\u00fablica registrada no cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, conforme resta esclarecido pelo enunciado da quest\u00e3o, aquele que concedeu o direito de superf\u00edcie era apenas possuidor e n\u00e3o propriet\u00e1rio. Logo, o neg\u00f3cio jur\u00eddico nasceu viciado e, portanto, nulo desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 58<\/p>\n<ol start=\"58\">\n<li>O propriet\u00e1rio de diversas \u00e1reas n\u00e3o parceladas pretende implantar um loteamento, mas tem d\u00favidas sobre quais provid\u00eancias deve adotar para lograr \u00eaxito no registro, considerando que os im\u00f3veis que formam o per\u00edmetro que pretende destinar ao empreendimento s\u00e3o objeto de diversas matr\u00edculas cont\u00edguas. Nesse sentido,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 caber\u00e1 optar por unificar desde logo ou posteriormente as matr\u00edculas, desde que o fa\u00e7a antes do registro do loteamento, pois essa matr\u00edcula ser\u00e1 objeto de registro e averba\u00e7\u00e3o de todas as aliena\u00e7\u00f5es aos adquirentes, abrindo-se matr\u00edculas in- dividualizadas apenas para as \u00e1reas p\u00fablicas, de titularidade municipal ou distrital.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 descabe utiliza\u00e7\u00e3o de mais de uma gleba n\u00e3o parcelada para o mesmo projeto de loteamento, sendo necess\u00e1rio primeiro proceder \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o das matr\u00edculas e sequencial desmembramento.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 cabe a aprova\u00e7\u00e3o do projeto com as matr\u00edculas na forma como se encontram, desmembrando-se o registro, considerando que ser\u00e3o encerradas e dar\u00e3o lugar \u00e0quelas referentes aos lotes e \u00e1reas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 poder\u00e1 prosseguir com a aprova\u00e7\u00e3o dos projetos t\u00e9cnicos junto aos \u00f3rg\u00e3os competentes, mas dever\u00e1 providenciar a unifica\u00e7\u00e3o das matr\u00edculas para viabilizar o registro do projeto de loteamento.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 dever\u00e1 unificar as matr\u00edculas desde logo, para solicita\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as, autoriza\u00e7\u00f5es e aprova\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao empreendimento, para ent\u00e3o submet\u00ea-lo \u00e0 registro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 59<\/p>\n<ol start=\"59\">\n<li>A institui\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o administrativa ou de tombamento sobre os im\u00f3veis pode gerar efeitos de diversas naturezas, seja em raz\u00e3o do grau de limita\u00e7\u00e3o que geram, seja em raz\u00e3o da relev\u00e2ncia do objeto tutelado. Referidas interven\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem ensejar peculiaridades no que diz respeito a aspectos procedimentais, tal como, no caso do Distrito Federal,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a obrigatoriedade de instaura\u00e7\u00e3o de procedimento indenizat\u00f3rio espec\u00edfico em caso de tombamento, facultada a imposi\u00e7\u00e3o do regime jur\u00eddico de direito p\u00fablico.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a necessidade de expedi\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a de obras espec\u00edfica no caso de bens objeto de tombamento, distinta da ordinariamente expedida, nos termos do C\u00f3digo de Obras do Distrito Federal.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 no procedimento de aprova\u00e7\u00e3o de projetos de loteamento, tendo em vista que os im\u00f3veis que contam com servid\u00e3o administrativa registrada contam com prioridade na tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a necessidade de submiss\u00e3o dos im\u00f3veis tombados a procedimento de execu\u00e7\u00e3o t\u00edpico dos bens p\u00fablico, nos termos da Lei Org\u00e2nica do Distrito Federal.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a presun\u00e7\u00e3o de que os im\u00f3veis gravados com servid\u00e3o administrativa cumprem sua fun\u00e7\u00e3o social, restando afastada a possibilidade de imposi\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas no Estatuto da Cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 60<\/p>\n<ol start=\"60\">\n<li>De acordo com a Lei Org\u00e2nica do Distrito Federal, o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal deve assegurar a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade e dispor sobre as<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e1reas onde podem ser utilizados os instrumentos de outorga onerosa do direito de construir.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 situa\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es que permitem a transfer\u00eancia do direito de construir.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 hip\u00f3teses que caracterizam direito de preemp\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 hip\u00f3teses e formas de pagamento do IPTU progressivo e de indeniza\u00e7\u00e3o da desapropria\u00e7\u00e3o-san\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 situa\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es que permitem a outorga onerosa do direito de construir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>Conforme art. 317, \u00a72\u00ba, inciso VI:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 317. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal abranger\u00e1 todo o espa\u00e7o f\u00edsico do territ\u00f3rio e estabelecer\u00e1 o macrozoneamento com crit\u00e9rios e diretrizes gerais para uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, definir\u00e1 estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o sobre o territ\u00f3rio, apontando os programas e projetos priorit\u00e1rios, bem como a utiliza\u00e7\u00e3o dos instrumentos de ordenamento territorial e de desenvolvimento urbano.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal tem como princ\u00edpio assegurar a fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, mediante o atendimento das necessidades dos cidad\u00e3os quanto \u00e0 qualidade de vida, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, \u00e0 justi\u00e7a social e ao desenvolvimento das atividades econ\u00f4micas.<\/li>\n<li>2\u00ba O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal dever\u00e1 conter, no m\u00ednimo:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I \u2014 densidades demogr\u00e1ficas para a\u00a0macrozona\u00a0urbana;<\/p>\n<p>II \u2014 delimita\u00e7\u00e3o das zonas especiais de interesse social;<\/p>\n<p>III \u2014 delimita\u00e7\u00e3o das \u00e1reas urbanas onde poder\u00e3o ser aplicados parcelamento, edifica\u00e7\u00e3o ou utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3rios;<\/p>\n<p>IV \u2014 delimita\u00e7\u00e3o das Unidades de Planejamento Territorial;<\/p>\n<p>V \u2014 limites m\u00e1ximos a serem atingidos pelos coeficientes de aproveitamento da\u00a0macrozona\u00a0urbana;<\/p>\n<p>VI \u2014 defini\u00e7\u00e3o de \u00e1reas nas quais poder\u00e3o ser aplicados os seguintes instrumentos:<\/p>\n<ol>\n<li>a) direito de preemp\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>b) outorga onerosa do direito de construir;<\/li>\n<li>c) outorga onerosa da altera\u00e7\u00e3o de uso;<\/li>\n<li>d) opera\u00e7\u00f5es urbanas consorciadas;<\/li>\n<li>e) transfer\u00eancia do direito de construir;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u201csegredo\u201d dessa quest\u00e3o \u00e9 que o inciso VI fala da defini\u00e7\u00e3o de \u00e1reas nas quais (&#8230;), ou seja, a letra A \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que disp\u00f5e sobre o termo \u201c\u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 61<\/p>\n<ol start=\"61\">\n<li>O estabelecimento da pol\u00edtica urbana nos Munic\u00edpios brasileiros bem como os princ\u00edpios do direito urban\u00edstico tem por objetivo<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 definir o conceito de fun\u00e7\u00e3o social nos aspectos jur\u00eddicos, pol\u00edticos e culturais dos Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 adequar a propriedade im\u00f3vel urbana \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 desenvolver o plano diretor municipal e o regramento de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 estabelecer as diretrizes de gest\u00e3o urbana e o consequente regramento urban\u00edstico.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 elaborar diretrizes de desenvolvimento e regras de controle da propriedade im\u00f3vel urbana.<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Expresso no art. 39 do Estatuto das Cidades:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 39.<strong>\u00a0<\/strong>A propriedade urbana cumpre sua fun\u00e7\u00e3o social quando atende \u00e0s exig\u00eancias fundamentais de ordena\u00e7\u00e3o da cidade expressas no plano diretor, assegurando o atendimento das necessidades dos cidad\u00e3os quanto \u00e0 qualidade de vida, \u00e0 justi\u00e7a social e ao desenvolvimento das atividades econ\u00f4micas, respeitadas as diretrizes previstas no art. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0desta Lei.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 62<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"62\">\n<li>O Estatuto da Cidade traz consigo, al\u00e9m de diretrizes da pol\u00edtica de desenvolvimento urbano, outros conte\u00fados. Um destes conte\u00fados re\u00fane, sob a mesma terminologia, elementos muito diversos e dificilmente compar\u00e1veis. Este conte\u00fado refere-se \u00e0<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A\u00e7\u00f5es para o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00cdndices urban\u00edsticos.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Projetos urban\u00edsticos.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Planos setoriais.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Instrumentos da pol\u00edtica urbana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>Trata-se do Cap\u00edtulo II do Estatuto das Cidades, especificamente do art. 4\u00ba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 63<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"63\">\n<li>A partir da afirma\u00e7\u00e3o que a pol\u00edtica de desenvolvimento urbano \u00e9 consubstanciada pelo conjunto coordenado das unidades de planejamento urban\u00edstico \uf02d planos e projetos urban\u00edsticos \uf02d e constru\u00edda pela atua\u00e7\u00e3o conjunta entre o poder p\u00fablico e o setor privado, \u00e9 correto afirmar:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O planejamento urban\u00edstico \u00e9 um processo que ocorre em ao menos duas fases, sendo a primeira preparat\u00f3ria atrav\u00e9s de\u00a0 planos gerais e normativos e a segunda vinculante, que se realiza mediante planos de atua\u00e7\u00e3o concreta, de natureza executiva.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O plano urban\u00edstico \u00e9 o conjunto de propostas destinadas \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o ou corre\u00e7\u00e3o de urbaniza\u00e7\u00e3o outrora implementada e \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es ambientais, formalmente representados em instrumento pr\u00f3prio e espec\u00edfico.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O planejamento urban\u00edstico cont\u00eam todos os elementos necess\u00e1rios para a execu\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o desejada, estabelecendo regras e estrat\u00e9gias espec\u00edficas para cada um dos diferentes territ\u00f3rios da cidade a serem seguidas pelo setor privado.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O projeto urban\u00edstico, etapa da pol\u00edtica de desenvolvimento urbano, veicula disposi\u00e7\u00f5es gerais e fundamentais da regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, conformando os instrumentos aplic\u00e1veis no munic\u00edpio.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O projeto urban\u00edstico utiliza-se ferramental pr\u00f3prio, desenvolvido e implantado em atua\u00e7\u00e3o conjunta entre o poder p\u00fablico e o setor privado, com o objetivo de regular o processo de transforma\u00e7\u00e3o das cidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 64<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"64\">\n<li>A agenda do desenvolvimento urbano por parte dos Munic\u00edpios brasileiros, em observ\u00e2ncia disposto no art. 24, Inc. I da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, \u00e9 institu\u00edda pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal no 10.257\/2001), que estabelece padr\u00f5es m\u00ednimos pelos quais a pol\u00edtica de desenvolvimento urbano deve ser elaborada e implementada pelos munic\u00edpios. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de desenvolvimento urbano constata-se que:<\/li>\n<li>\u00c9 considerada um projeto de controle da evolu\u00e7\u00e3o ou desenvolvimento do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o em uma sociedade, que pretende orientar a configura\u00e7\u00e3o espacial dessas rela\u00e7\u00f5es, atuando diretamente sobre as condi\u00e7\u00f5es de apropria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o, uso e transforma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano.<\/li>\n<li>\u00c9 a soma dos meios e processos eleitos para a formula\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o do planejamento urban\u00edstico geral do munic\u00edpio com os meios e processos eleitos para formula\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o de planos setoriais de desenvolvimento urbano e projetos urban\u00edsticos deles derivados.<\/li>\n<\/ol>\n<p>III.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 o processo de escolha dos meios para a realiza\u00e7\u00e3o dos objetivos do governo com a participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos e privados, como os programas de a\u00e7\u00e3o do governo para a realiza\u00e7\u00e3o de objetivos determinados num espa\u00e7o-tempo certo.<\/p>\n<ol>\n<li>\u00c9 a produ\u00e7\u00e3o da regula\u00e7\u00e3o urban\u00edstica padronizada e minimamente suficiente a promover as fun\u00e7\u00f5es sociais da cidade, em atendimento a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Est\u00e1 correto o que consta APENAS em<\/p>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I e IV.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II e IV.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I e II.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II e III.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I e III.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>De forma geral, \u00e9 poss\u00edvel encontrar o que h\u00e1 (verdadeiro) e o que n\u00e3o h\u00e1 (falso) no artigo 2\u00ba da referida lei:<\/p>\n<p>Art. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0A pol\u00edtica urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:<\/p>\n<p>I \u2013 garantia do direito a cidades sustent\u00e1veis, entendido como o direito \u00e0 terra urbana, \u00e0 moradia, ao saneamento ambiental, \u00e0 infra-estrutura urbana, ao transporte e aos servi\u00e7os p\u00fablicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>II \u2013 gest\u00e3o democr\u00e1tica por meio da participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e de associa\u00e7\u00f5es representativas dos v\u00e1rios segmentos da comunidade na formula\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;<\/p>\n<p>III \u2013 coopera\u00e7\u00e3o entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, em atendimento ao interesse social;<\/p>\n<p>IV \u2013 planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribui\u00e7\u00e3o espacial da popula\u00e7\u00e3o e das atividades econ\u00f4micas do Munic\u00edpio e do territ\u00f3rio sob sua \u00e1rea de influ\u00eancia, de modo a evitar e corrigir as distor\u00e7\u00f5es do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente;<\/p>\n<p>V \u2013 oferta de equipamentos urbanos e comunit\u00e1rios, transporte e servi\u00e7os p\u00fablicos adequados aos interesses e necessidades da popula\u00e7\u00e3o e \u00e0s caracter\u00edsticas locais;<\/p>\n<p>VI \u2013 ordena\u00e7\u00e3o e controle do uso do solo, de forma a evitar:<\/p>\n<ol>\n<li>a) a utiliza\u00e7\u00e3o inadequada dos im\u00f3veis urbanos;<\/li>\n<li>b) a proximidade de usos incompat\u00edveis ou inconvenientes;<\/li>\n<li>c) o parcelamento do solo, a edifica\u00e7\u00e3o ou o uso excessivos ou inadequados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infra-estrutura urbana;<\/li>\n<li>d) a instala\u00e7\u00e3o de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como p\u00f3los geradores de tr\u00e1fego, sem a previs\u00e3o da infra-estrutura correspondente;<\/li>\n<li>e) a reten\u00e7\u00e3o especulativa de im\u00f3vel urbano, que resulte na sua subutiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>f) a deteriora\u00e7\u00e3o das \u00e1reas urbanizadas;<\/li>\n<li>g) a polui\u00e7\u00e3o e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental;<\/li>\n<li>h) a exposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a riscos de desastres naturais;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2011\/Mpv\/547.htm#art3\">(Inclu\u00eddo pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 547, de 2011).<\/a><\/li>\n<li>h) a exposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a riscos de desastres.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Lei\/L12608.htm#art24\">(Inclu\u00eddo dada pela Lei n\u00ba 12.608, de 2012)<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>VII \u2013 integra\u00e7\u00e3o e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais, tendo em vista o desenvolvimento socioecon\u00f4mico do Munic\u00edpio e do territ\u00f3rio sob sua \u00e1rea de influ\u00eancia;<\/p>\n<p>VIII \u2013 ado\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e consumo de bens e servi\u00e7os e de expans\u00e3o urbana compat\u00edveis com os limites da sustentabilidade ambiental, social e econ\u00f4mica do Munic\u00edpio e do territ\u00f3rio sob sua \u00e1rea de influ\u00eancia;<\/p>\n<p>IX \u2013 justa distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios e \u00f4nus decorrentes do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>X \u2013 adequa\u00e7\u00e3o dos instrumentos de pol\u00edtica econ\u00f4mica, tribut\u00e1ria e financeira e dos gastos p\u00fablicos aos objetivos do desenvolvimento urbano, de modo a privilegiar os investimentos geradores de bem-estar geral e a frui\u00e7\u00e3o dos bens pelos diferentes segmentos sociais;<\/p>\n<p>XI \u2013 recupera\u00e7\u00e3o dos investimentos do Poder P\u00fablico de que tenha resultado a valoriza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis urbanos;<\/p>\n<p>XII \u2013 prote\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o do meio ambiente natural e constru\u00eddo, do patrim\u00f4nio cultural, hist\u00f3rico, art\u00edstico, paisag\u00edstico e arqueol\u00f3gico;<\/p>\n<p>XIII \u2013 audi\u00eancia do Poder P\u00fablico municipal e da popula\u00e7\u00e3o interessada nos processos de implanta\u00e7\u00e3o de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre o meio ambiente natural ou constru\u00eddo, o conforto ou a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>XIV \u2013 regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e urbaniza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas ocupadas por popula\u00e7\u00e3o de baixa renda mediante o estabelecimento de normas especiais de urbaniza\u00e7\u00e3o, uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo e edifica\u00e7\u00e3o, consideradas a situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica da popula\u00e7\u00e3o e as normas ambientais;<\/p>\n<p>XV \u2013 simplifica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o de parcelamento, uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo e das normas edil\u00edcias, com vistas a permitir a redu\u00e7\u00e3o dos custos e o aumento da oferta dos lotes e unidades habitacionais;<\/p>\n<p>XVI \u2013 isonomia de condi\u00e7\u00f5es para os agentes p\u00fablicos e privados na promo\u00e7\u00e3o de empreendimentos e atividades relativos ao processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, atendido o interesse social.<\/p>\n<p>XVII &#8211; est\u00edmulo \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o, nos parcelamentos do solo e nas edifica\u00e7\u00f5es urbanas, de sistemas operacionais, padr\u00f5es construtivos e aportes tecnol\u00f3gicos que objetivem a redu\u00e7\u00e3o de impactos ambientais e a economia de recursos naturais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12836.htm\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.836, de 2013)<\/a><\/p>\n<p>XVIII &#8211; tratamento priorit\u00e1rio \u00e0s obras e edifica\u00e7\u00f5es de infraestrutura de energia, telecomunica\u00e7\u00f5es, abastecimento de \u00e1gua e saneamento.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13116.htm#art30\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.116, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>XIX \u2013 garantia de condi\u00e7\u00f5es condignas de acessibilidade, utiliza\u00e7\u00e3o e conforto nas depend\u00eancias internas das edifica\u00e7\u00f5es urbanas, inclusive nas destinadas \u00e0 moradia e ao servi\u00e7o dos trabalhadores dom\u00e9sticos, observados requisitos m\u00ednimos de dimensionamento, ventila\u00e7\u00e3o, ilumina\u00e7\u00e3o, ergonomia, privacidade e qualidade dos materiais empregados.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 65<\/p>\n<ol start=\"65\">\n<li>A valoriza\u00e7\u00e3o de um lote urbano \u00e9, em geral, originada no processo de transforma\u00e7\u00e3o urbana pelo aumento do seu potencial construtivo que implica impacto sobre a infraestrutura existente da cidade. \u00c9 correto afirmar que esta valoriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 atrelada diretamente<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ao n\u00famero de vagas de estacionamento, valor do ITBI e altera\u00e7\u00e3o da taxa de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a mudan\u00e7a do coeficiente de aproveitamento, permiss\u00e3o de usos e taxa de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ao polo gerador de trafego, n\u00famero de vagas de estacionamento e permiss\u00e3o de usos.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ao valor do IPTU , mudan\u00e7a do coeficiente de aproveitamento e limita\u00e7\u00e3o de gabarito.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aos usos e atividades, limita\u00e7\u00e3o de gabarito e fun\u00e7\u00e3o social da propriedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra B.<\/p>\n<p>Primeiramente, deve-se excluir da possibilidade de resposta qualquer rela\u00e7\u00e3o com tributo, visto que isso n\u00e3o indica qualquer valoriza\u00e7\u00e3o do terreno, mas apenas um reflexo (no caso de aumentar a base de c\u00e1lculo).<\/p>\n<p>Ademais, a letra B \u00e9 a \u00fanica que possui institutos que caracterizam a an\u00e1lise do \u201cvalor\u201d do im\u00f3vel para fins de sua utiliza\u00e7\u00e3o no meio urbano. A possiblidade de aumento do coeficiente de aproveitamento \u00e9 algo muito positivo, visto que ser\u00e1 permitido aumentar a \u00e1rea constru\u00edda do im\u00f3vel sem ser necess\u00e1rio aumentar suas dimens\u00f5es totais.<\/p>\n<p>Por fim, destaca-se tamb\u00e9m que \u00e9 a \u00fanica alternativa na qual \u00e9 poss\u00edvel identificar tais institutos nos artigos 28 a 31 do Estatuto da Cidade:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 28.<strong>\u00a0<\/strong>O plano diretor poder\u00e1 fixar \u00e1reas nas quais o direito de construir poder\u00e1 ser exercido acima do coeficiente de aproveitamento b\u00e1sico adotado, mediante contrapartida a ser prestada pelo benefici\u00e1rio.<\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>Para os efeitos desta Lei, coeficiente de aproveitamento \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre a \u00e1rea edific\u00e1vel e a \u00e1rea do terreno.<\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u>O plano diretor poder\u00e1 fixar coeficiente de aproveitamento b\u00e1sico \u00fanico para toda a zona urbana ou diferenciado para \u00e1reas espec\u00edficas dentro da zona urbana.<\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u>O plano diretor definir\u00e1 os limites m\u00e1ximos a serem atingidos pelos coeficientes de aproveitamento, considerando a proporcionalidade entre a infra-estrutura existente e o aumento de densidade esperado em cada \u00e1rea.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 29.<strong>\u00a0<\/strong>O plano diretor poder\u00e1 fixar \u00e1reas nas quais poder\u00e1 ser permitida altera\u00e7\u00e3o de uso do solo, mediante contrapartida a ser prestada pelo benefici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 30.<strong>\u00a0<\/strong>Lei municipal espec\u00edfica estabelecer\u00e1 as condi\u00e7\u00f5es a serem observadas para a outorga onerosa do direito de construir e de altera\u00e7\u00e3o de uso, determinando:<\/p>\n<p>I \u2013 a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo para a cobran\u00e7a;<\/p>\n<p>II \u2013 os casos pass\u00edveis de isen\u00e7\u00e3o do pagamento da outorga;<\/p>\n<p>III \u2013 a contrapartida do benefici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Art. 31.<strong>\u00a0<\/strong>Os recursos auferidos com a ado\u00e7\u00e3o da outorga onerosa do direito de construir e de altera\u00e7\u00e3o de uso ser\u00e3o aplicados com as finalidades previstas nos incisos I a IX do art. 26 desta Lei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 66 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<ol start=\"66\">\n<li>Desapropria\u00e7\u00e3o urban\u00edstica \u00e9<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a determina\u00e7\u00e3o de prefer\u00eancia para aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel urbano objeto de aliena\u00e7\u00e3o onerosa entre particulares.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 um instrumento de execu\u00e7\u00e3o de programas e projetos habitacionais de interesse social.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 um instrumento de melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida, com equitativa distribui\u00e7\u00e3o da riqueza e atenua\u00e7\u00e3o das desigualdades em sociedade.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 um instrumento de utiliza\u00e7\u00e3o da propriedade urbana de forma conveniente e vantajosa ao interesse coletivo.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 um instrumento de realiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica do solo urbano em fun\u00e7\u00e3o do planejamento urban\u00edstico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>O art. 182, \u00a74\u00ba deixa claro que a desapropria\u00e7\u00e3o \u00e9 uma medida (ainda que \u201cextrema\u201d) que objetiva a observ\u00e2ncia ao planejamento urbano reafirmado por lei:<\/p>\n<ul>\n<li>4\u00ba \u00c9 facultado ao Poder P\u00fablico municipal, mediante lei espec\u00edfica para \u00e1rea inclu\u00edda no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do propriet\u00e1rio do solo urbano n\u00e3o edificado, subutilizado ou n\u00e3o utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; parcelamento ou edifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3rios;<\/p>\n<p>II &#8211; imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;<\/p>\n<p>III &#8211; desapropria\u00e7\u00e3o com pagamento mediante t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica de emiss\u00e3o previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de at\u00e9 dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indeniza\u00e7\u00e3o e os juros legais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, a letra D n\u00e3o est\u00e1 de todo falsa. \u00c9 que a desapropria\u00e7\u00e3o urban\u00edstica pode sim ser considerada um instrumento de utiliza\u00e7\u00e3o da propriedade urbana de forma conveniente e vantajosa ao interesse coletivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Afinal, o pr\u00f3prio Estatuto das Cidades, em seu artigo 8\u00ba, estabelece ser uma OP\u00c7\u00c3O do Munic\u00edpio desapropriar o bem e N\u00c3O UMA OBRIGA\u00c7\u00c3O.<\/p>\n<p>Art. 8<u><sup>o<\/sup><\/u><sup>\u00a0<\/sup>Decorridos cinco anos de cobran\u00e7a do IPTU progressivo sem que o propriet\u00e1rio tenha cumprido a obriga\u00e7\u00e3o de parcelamento, edifica\u00e7\u00e3o ou utiliza\u00e7\u00e3o, o Munic\u00edpio <strong><u>poder\u00e1<\/u><\/strong> proceder \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, com pagamento em t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><u>Merece anula\u00e7\u00e3o esta quest\u00e3o por conter duas respostas corretas.<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 67<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"67\">\n<li>Considere o texto e as afirma\u00e7\u00f5es abaixo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A pesquisa \u201cRede de Avalia\u00e7\u00e3o e Capacita\u00e7\u00e3o para a Implementa\u00e7\u00e3o dos Planos Diretores Participativos\u201d, realizada pelo Minis- t\u00e9rio das Cidades entre 2007 e 2010, analisou mais de 500 planos diretores no Brasil e demonstrou um importante problema qualitativo nestas pe\u00e7as de planejamento. \u201cUm dos principais problemas identificados [&#8230;] \u00e9 que diversas diretrizes e instru- mentos n\u00e3o est\u00e3o adequadamente demarcados no territ\u00f3rio. [&#8230;] Foram poucos os planos que avan\u00e7aram no adequado rebati- mento territorial de diretrizes e instrumentos, o que evidencia, em diversos casos, o descolamento dos prop\u00f3sitos do plano com o territ\u00f3rio municipal e a fragilidade de estrat\u00e9gias de desenvolvimento urbano pretendidas nesses planos diretores.<\/p>\n<ol>\n<li>As pol\u00edticas setoriais n\u00e3o encontram express\u00e3o territorial adequada na pol\u00edtica de desenvolvimento urbano.<\/li>\n<li>\u00c9 evidente a falta de integra\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de desenvolvimento urbano junto ao territ\u00f3rio.<\/li>\n<\/ol>\n<p>III.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A articula\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o territorial das pol\u00edticas setoriais s\u00e3o a chave para um salto qualitativo na revis\u00e3o dos Planos Diretores Municipais.<\/p>\n<ol>\n<li>A aplica\u00e7\u00e3o de instrumentos e programas devem considerar a diversidade dos Munic\u00edpios brasileiros.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Est\u00e1 correto o que consta em<\/p>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II e IV, apenas.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 III e IV, apenas.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I, II e III, apenas.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I, II, III e IV.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I, III e IV, apenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>I: VERDADEIRO -&gt; exatamente quando o texto afirma que diversas diretrizes e instrumentos n\u00e3o est\u00e3o adequadamente demarcados no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>II: VERDADEIRO -&gt; o que pode ser resultado da fragilidade estrat\u00e9gica apontada pelo texto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>III: VERDADEIRO -&gt; \u00c9 exatamente o que resolve os dois pontos (I e II) apontados acima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>IV: VERDADEIRO -&gt; verificado no trecho \u201co descolamento dos prop\u00f3sitos do plano com o territ\u00f3rio municipal\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 68<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"68\">\n<li>Em sua g\u00eanese o solo criado traz consigo um car\u00e1ter eminentemente distributivo, isto \u00e9 mostra-se como uma ferramenta que tem como objetivo principal compensar a sociedade pela explora\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria das infraestrutura urbanas por parte dos empreendedores que no solo edificam. O solo criado traz consigo um importante instrumento que vem sendo adotado por diversos Munic\u00edpios desde o advento\u00a0 do\u00a0 Estatuto\u00a0 da\u00a0 Cidade.\u00a0 Neste\u00a0 sentido,\u00a0 \u00e9\u00a0 objetivo\u00a0 da\u00a0 Outorga\u00a0 Onerosa\u00a0 do\u00a0 Direito de Construir:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Exigir contrapartida financeira como forma de combate a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria junto as centralidades urbanas.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Taxar a valoriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria decorrente do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o determinado pelo Plano Diretor Municipal.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neutralizar os efeitos da valora\u00e7\u00e3o diferenciada derivada da atribui\u00e7\u00e3o de diferentes aproveitamentos aos terrenos urbanos.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Arrecadar recursos para o er\u00e1rio municipal, com vistas a custear a manuten\u00e7\u00e3o da infraestrutura urbana.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Taxar os propriet\u00e1rios de terrenos urbanos quando do n\u00e3o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade urbana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba, inciso VI, al\u00ednea \u201ce)\u201d do Estatuto da Cidade:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0A pol\u00edtica urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:<\/p>\n<p>VI \u2013 ordena\u00e7\u00e3o e controle do uso do solo, de forma a evitar:<\/p>\n<ol>\n<li>e) a reten\u00e7\u00e3o especulativa de im\u00f3vel urbano, que resulte na sua subutiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 69<\/p>\n<ol start=\"69\">\n<li>As Opera\u00e7\u00f5es urbanas, definidas pelo Artigo 32 do Estatuto da Cidade, surgiram como empreendimentos de natureza imobili\u00e1ria, por interm\u00e9dio dos quais o poder p\u00fablico assumiria a iniciativa do processo de produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano e participaria da valoriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria decorrente, visando objetivos sociais e ou aumento das oportunidades para atua\u00e7\u00e3o da iniciativa privada. O termo \u201cConsorciada\u201d presente na defini\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es urbanas,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 valoriza a ideia da associa\u00e7\u00e3o entre o setor p\u00fablico e o setor privado, bem como as formas de controle social.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 refere-se a formas de concess\u00e3o urban\u00edstica que podem ser aplicadas para a viabilidade do projeto especifico, mediante lei especifica.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 refere-se a necessidade de estudos econ\u00f4micos, social, ambientais e jur\u00eddicos para a viabilidade de implanta\u00e7\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 determina a necessidade de um cons\u00f3rcio imobili\u00e1rio respons\u00e1vel pela gest\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o do projeto urban\u00edstico da Opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 define as formas de gest\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o, com decis\u00f5es compartilhadas entre o mercado imobili\u00e1rio e o conselho gestor do Projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Defini\u00e7\u00e3o prevista no art. 32, \u00a71\u00ba da referida lei:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 32. Lei municipal espec\u00edfica, baseada no plano diretor, poder\u00e1 delimitar \u00e1rea para aplica\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es consorciadas.<\/p>\n<ul>\n<li>1o Considera-se opera\u00e7\u00e3o urbana <strong>consorciada<\/strong> o conjunto de interven\u00e7\u00f5es e medidas <strong>coordenadas pelo Poder P\u00fablico municipal, com a participa\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios, moradores, usu\u00e1rios permanentes e investidores privados<\/strong>, com o objetivo de alcan\u00e7ar em uma \u00e1rea transforma\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas estruturais, melhorias sociais e a valoriza\u00e7\u00e3o ambiental.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 70<\/p>\n<ol start=\"70\">\n<li>Sistema t\u00e9cnico necess\u00e1rio ao desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es urbanas, podendo estas fun\u00e7\u00f5es serem vistas sob o aspectos social, econ\u00f4mico e institucional. Sob o aspecto social, o sistema promove adequadas condi\u00e7\u00f5es de moradia, trabalho, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, lazer e seguran\u00e7a. No que se refere ao aspecto econ\u00f4mico, propicia o desenvolvimento das atividades produtivas, isto \u00e9, a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. E sob o aspecto institucional, disp\u00f5em dos meios necess\u00e1rios ao desenvolvimento das atividades pol\u00edtico-administrativas, entre os quais se inclui a ger\u00eancia da pr\u00f3pria cidade. Esse sistema refere-se<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e0 gest\u00e3o municipal participativa.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 aos instrumentos urban\u00edsticos.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e0 equipamentos urbanos.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00e0 infraestrutura urbana.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ao Plano Diretor Estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 71<\/p>\n<ol start=\"71\">\n<li>Sobre as Regi\u00f5es Metropolitanas, estas devem conter a autonomia necess\u00e1ria e tamb\u00e9m o adequado ambiente interfederativo compartilhado. Devem garantir igualdade de condi\u00e7\u00f5es de decis\u00e3o de todos os entes federados que a comp\u00f5em e para promover um desenvolvimento compartilhado em que o interesse local estaria suficientemente representado no interesse comum. As a\u00e7\u00f5es e diretrizes relacionadas a este ambiente compartilhado est\u00e3o definidas, no Estatuto da Metr\u00f3pole, pelo instrumento:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estrutura pr\u00f3pria de governan\u00e7a interfederativa.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lei Federal que institui as Regi\u00f5es Metropolitanas.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Plano Diretor Metropolitano.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fun\u00e7\u00f5es P\u00fablicas de Interesse Comum.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra E.<\/p>\n<p>O Estatuto da Metr\u00f3pole define que o instrumento legal \u00e9 o plano de desenvolvimento urbano integrado, conforme segue:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 1<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0\u00a0Esta Lei, denominada Estatuto da Metr\u00f3pole, estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gest\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de interesse comum em regi\u00f5es metropolitanas e em aglomera\u00e7\u00f5es urbanas institu\u00eddas pelos Estados, <strong>normas gerais sobre o plano de desenvolvimento urbano integrado<\/strong> e outros instrumentos de governan\u00e7a interfederativa, e crit\u00e9rios para o apoio da Uni\u00e3o a a\u00e7\u00f5es que envolvam governan\u00e7a interfederativa no campo do desenvolvimento urbano, com base nos i<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art21xx\">ncisos XX do art. 21<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art23ix\">IX do art. 23<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art24i\">I do art. 24<\/a>, no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art25%C2%A73\">\u00a7 3\u00ba do art. 25<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#art182\">art. 182 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>.<\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>Al\u00e9m das regi\u00f5es metropolitanas e das aglomera\u00e7\u00f5es urbanas, as disposi\u00e7\u00f5es desta Lei aplicam-se, no que couber:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I \u2013 \u00e0s microrregi\u00f5es institu\u00eddas pelos Estados com fundamento em fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de interesse comum com caracter\u00edsticas predominantemente urbanas;<\/p>\n<p>II \u2013 (VETADO).<\/p>\n<ul>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u>Na aplica\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es desta Lei, ser\u00e3o observadas as normas gerais de direito urban\u00edstico estabelecidas na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/LEIS_2001\/L10257.htm\">Lei n<sup>o<\/sup>10.257, de 10 de julho de 2001 &#8211; Estatuto da Cidade<\/a>, que regulamenta os arts. 182 e 183 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, estabelece diretrizes gerais da pol\u00edtica urbana e d\u00e1 outras provid\u00eancias, e em outras leis federais, bem como as regras que disciplinam a pol\u00edtica nacional de desenvolvimento urbano, a pol\u00edtica nacional de desenvolvimento regional e as pol\u00edticas setoriais de habita\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico, mobilidade urbana e meio ambiente.<\/li>\n<li>2\u00ba \u00a0Na aplica\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es desta Lei, ser\u00e3o observadas as normas gerais de direito urban\u00edstico estabelecidas na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/LEIS_2001\/L10257.htm\">Lei n\u00ba 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade)<\/a>.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2018\/Lei\/L13683.htm#art1\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.683, de 2018)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0Para os efeitos desta Lei, consideram-se:<\/p>\n<p>I \u2013 aglomera\u00e7\u00e3o urbana: unidade territorial urbana constitu\u00edda pelo agrupamento de 2 (dois) ou mais Munic\u00edpios lim\u00edtrofes, caracterizada por complementaridade funcional e integra\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas geogr\u00e1ficas, ambientais, pol\u00edticas e socioecon\u00f4micas;<\/p>\n<p>II \u2013 fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica de interesse comum: pol\u00edtica p\u00fablica ou a\u00e7\u00e3o nela inserida cuja realiza\u00e7\u00e3o por parte de um Munic\u00edpio, isoladamente, seja invi\u00e1vel ou cause impacto em Munic\u00edpios lim\u00edtrofes;<\/p>\n<p>III \u2013 gest\u00e3o plena: condi\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o metropolitana ou de aglomera\u00e7\u00e3o urbana que possui:<\/p>\n<ol>\n<li>a) formaliza\u00e7\u00e3o e delimita\u00e7\u00e3o mediante lei complementar estadual;<\/li>\n<li>b) estrutura de governan\u00e7a interfederativa pr\u00f3pria, nos termos do art. 8<u><sup>o<\/sup><\/u>desta Lei; e<\/li>\n<li><strong>c) plano de desenvolvimento urbano integrado aprovado mediante lei estadual;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 72<\/p>\n<ol start=\"72\">\n<li>A Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), aprovada pela Lei Federal no 12.587\/2012, traz como medida a necessidade de integra\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de desenvolvimento urbano com os meios de deslocamento nas cidades, com destaque para o planejamento e a gest\u00e3o do solo urbano. Neste sentido, as diretrizes estabelecidas pelo PNMU devem<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 regular os par\u00e2metros e \u00edndices urban\u00edsticos a fim de desincentivar o transporte individual.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 determinar o tra\u00e7ado do sistema vi\u00e1rio da cidade, existente e projetado.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 estabelecer a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias nas defini\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica municipal de desenvolvimento urbano.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 apresentar elementos complementares aos fundamentos dos Planos Diretores em suas atuais revis\u00f5es.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 determinar a forma urbana das cidades afim de propiciar maior racionaliza\u00e7\u00e3o na circula\u00e7\u00e3o de pessoas e mercadorias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra D.<\/p>\n<p>Seguem as refer\u00eancias na lei 12.587\/2012:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 24.\u00a0 O Plano de Mobilidade Urbana \u00e9 o instrumento de efetiva\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana e dever\u00e1 contemplar os princ\u00edpios, os objetivos e as diretrizes desta Lei, bem como:<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba\u00a0 Em Munic\u00edpios acima de 20.000 (vinte mil) habitantes e em todos os demais obrigados, na forma da lei, \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do plano diretor, dever\u00e1 ser elaborado o Plano de Mobilidade Urbana, integrado e compat\u00edvel com os respectivos planos diretores ou neles inserido.<\/li>\n<li>3\u00ba\u00a0\u00a0O Plano de Mobilidade Urbana dever\u00e1 ser compatibilizado com o plano diretor municipal, existente ou em elabora\u00e7\u00e3o, no prazo m\u00e1ximo de 6 (seis) anos da entrada em vigor desta Lei.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 73<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"73\">\n<li>Entre os objetivos gerais para a melhoria do transporte urbano e rural e da mobilidade no Distrito Federal, regulamentados pelo Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal (Lei Distrital no 4.566\/2011), encontra-se:<\/li>\n<li>Redefinir o modelo de circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, em especial nas \u00e1reas de maior fluxo.<\/li>\n<li>Desenvolver e estimular os meios motorizados de transporte.<\/li>\n<\/ol>\n<p>III.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Priorizar, sob o aspecto vi\u00e1rio, a utiliza\u00e7\u00e3o do modo coletivo de transportes e a integra\u00e7\u00e3o de seus diferentes modais.<\/p>\n<ol>\n<li>Contribuir para preservar Bras\u00edlia como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00e3o corretos o que consta APENAS em<\/p>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II, III e IV.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I e III.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I, III e IV.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I, II e III.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I e II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra C.<\/p>\n<p>Conforme disposto no art. 3\u00ba da referida lei (destaque em negrito ao que servir para responder \u00e0 quest\u00e3o):<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Art. 3\u00ba<\/strong>\u00a0S\u00e3o objetivos gerais para a melhoria do transporte urbano e rural e da mobilidade no Distrito Federal e no Entorno:<\/p>\n<p><strong>I \u2013 reduzir a participa\u00e7\u00e3o relativa dos modos motorizados individuais;<\/strong><\/p>\n<p><strong>II \u2013 redefinir o modelo de circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, em especial nas \u00e1reas de maior fluxo;<\/strong><\/p>\n<p>III \u2013 desenvolver e estimular os meios n\u00e3o motorizados de transporte;<\/p>\n<p>IV \u2013 reconhecer a import\u00e2ncia dos deslocamentos de pedestres e ciclistas, com proposi\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0s caracter\u00edsticas da \u00e1rea de estudo;<\/p>\n<p>V \u2013 proporcionar mobilidade \u00e0s pessoas com defici\u00eancia ou restri\u00e7\u00e3o de mobilidade;<\/p>\n<p><strong>VI \u2013 priorizar, sob o aspecto vi\u00e1rio, a utiliza\u00e7\u00e3o do modo coletivo de transportes e a integra\u00e7\u00e3o de seus diferentes modais;<\/strong><\/p>\n<p><strong>VII \u2013 contribuir para preservar Bras\u00edlia como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade;<\/strong><\/p>\n<p>VIII \u2013 aprimorar a gest\u00e3o dos servi\u00e7os do Sistema de Transporte P\u00fablico Coletivo do Distrito Federal \u2013 STPC\/DF;<\/p>\n<p>IX \u2013 apresentar solu\u00e7\u00f5es eficientes, integradas e compartilhadas de transporte p\u00fablico coletivo no Entorno.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 74<\/p>\n<ol start=\"74\">\n<li>O Conjunto Urban\u00edstico de Bras\u00edlia foi reconhecido pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), em 11 de dezembro de 1987, como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade. Cabe ao Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional-IPHAN zelar pela preserva\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos bens culturais sob tombamento federal. Neste sentido, os projetos de interven\u00e7\u00e3o no Conjunto urban\u00edstico de Bras\u00edlia ser\u00e3o analisados e aprovados pelo Distrito Federal em conjunto com o IPHAN. Dentre as a\u00e7\u00f5es listadas, aquela que N\u00c3O se enquadra na necessidade de an\u00e1lise e aprova\u00e7\u00e3o conjunta, que pese a sempre possibilidade de requisi\u00e7\u00e3o pelo IPHAN quando julgar pertinente \u00e9<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a altera\u00e7\u00e3o do sistema de transporte coletivo.<\/p>\n<p>(B)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a revis\u00e3o do padr\u00e3o de endere\u00e7amento urbano.<\/p>\n<p>(C)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 o desenvolvimento de projetos de mobili\u00e1rio urbano publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p>(D)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a revis\u00e3o da lei de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>(E)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 a altera\u00e7\u00e3o do sistema vi\u00e1rio junto ao plano piloto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito, letra A.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Somente ser\u00e1 obrigat\u00f3ria a an\u00e1lise e aprova\u00e7\u00e3o dos projetos nos casos de interven\u00e7\u00f5es que impliquem, conforme Portaria 314 IPHAN, em:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>altera\u00e7\u00e3o de usos e classes de atividades,<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>altera\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros urban\u00edsticos referentes a altura, taxa de ocupa\u00e7\u00e3o, coeficiente de aproveitamento e afastamentos;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>III.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 altera\u00e7\u00e3o do sistema vi\u00e1rio principal, na Macro\u00e1rea A;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>cria\u00e7\u00e3o, desmembramento, remembramento e reparcelamento de lotes, na Macro\u00e1rea A;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>planos de ocupa\u00e7\u00e3o para instala\u00e7\u00e3o de engenhos publicit\u00e1rios, quiosques e estruturas de telecomunica\u00e7\u00e3o, na Macro\u00e1rea A;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>altera\u00e7\u00e3o do projeto padr\u00e3o de sinaliza\u00e7\u00e3o, constante do Plano Diretor de Sinaliza\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, e do padr\u00e3o de endere\u00e7amento urbano.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Quest\u00e3o 75 \u2013 CABE RECURSO<\/p>\n<p>Conforme o c\u00f3digo de obras vigente no Distrito Federal, Lei Distrital no 6.138\/2018, para as unidades imobili\u00e1rias com banheiro ou sanit\u00e1rio, destinadas ao uso comercial ou para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, excetuadas as destinadas a servi\u00e7os de hospedagem e alojamento, exclu\u00eddas as \u00e1reas destinadas a garagens, as \u00e1reas privativas m\u00ednimas, s\u00e3o, em m2:<\/p>\n<p>(A) 18.<\/p>\n<p>(B) 16.<\/p>\n<p>(C) 10.<\/p>\n<p>(D) 12.<\/p>\n<p>(E) 14.<\/p>\n<p>Gabarito: Letra B.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, esta quest\u00e3o merece ser anulada, em raz\u00e3o da RETIFICA\u00c7\u00c3O DE EDITAL 01\/2018 publicada em 29\/06\/2018 (<a href=\"http:\/\/www.concursosfcc.com.br\/concursos\/caldf118\/edital_de_retificacao_do_edital_01_consultor_legislativo_publicar_revisado.pdf\">http:\/\/www.concursosfcc.com.br\/concursos\/caldf118\/edital_de_retificacao_do_edital_01_consultor_legislativo_publicar_revisado.pdf<\/a>) que expressamente excluiu este conte\u00fado do edital:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ANEXO II \u2013 CONTE\u00daDO PROGRAM\u00c1TICO, CONHECIMENTOS ESPEC\u00cdFICOS \u00c1REA: DESENVOLVIMENTO URBANO Excluir: C\u00f3digo de Obras do Distrito Federal: Lei Distrital n\u00ba 6.138\/2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta quest\u00e3o merece ser, portanto, anulada.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 76.<\/p>\n<p>Conforme a Lei Distrital no 5.022\/2013, o documento oficial que tem por objetivo indicar os elementos m\u00ednimos necess\u00e1rios para nortear a elabora\u00e7\u00e3o do Estudo de Impacto de Vizinhan\u00e7a (EIV), denomina-se<\/p>\n<p>(A) Termo de Refer\u00eancia.<\/p>\n<p>(B) Base de Impacto.<\/p>\n<p>(C) Termo Base.<\/p>\n<p>(D) Escopo Base.<\/p>\n<p>(E) Escopo de Refer\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito: Letra A.<\/p>\n<p>Trata-se de literal disposi\u00e7\u00e3o da Lei 5.022\/2013:<\/p>\n<p><strong>Art. 10.<\/strong>\u00a0O Termo de Refer\u00eancia \u2013 TR \u00e9 o documento oficial que tem por objetivo indicar os elementos m\u00ednimos necess\u00e1rios para nortear a elabora\u00e7\u00e3o do EIV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 77<\/p>\n<p>Sob a aparente desordem da cidade tradicional, existe, nos lugares em que ela funciona a contento, uma ordem surpreendente que garante a manuten\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a da liberdade. \u00c9 uma ordem complexa. Sua ess\u00eancia \u00e9 a complexidade do uso das cal\u00e7adas, que traz consigo uma sucess\u00e3o permanente de olhos. Na obra \u201cMorte e Vida nas Grandes cidades\u201d, a consagrada jornalista americana Jane Jacobs tece exemplos e an\u00e1lises sobre o processo de planejamento urbano e suas formas de controle. No trecho descrito acima a jornalista exalta<\/p>\n<p>(A) os aspectos positivos da diversidade \u00e9tnica e econ\u00f4mica das cidades.<\/p>\n<p>(B) a defesa das formas de conviv\u00eancia comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>(C) a qualidade das \u201ccidades inteligentes&#8221;, pauta do planejamento atual.<\/p>\n<p>(D) o resultado desastroso da hegemonia racional modernista.<\/p>\n<p>(E) as formas de segrega\u00e7\u00e3o espacial presentes na cidade tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito: Letra B.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 78<\/p>\n<p>A Lei Federal no 13.311\/2016 trata de Normas gerais para a ocupa\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1rea p\u00fablica urbana por equipamentos do tipo quiosque, trailer, feira e banca de venda de jornais e de revistas. A lei institui majoritariamente<\/p>\n<p>(A) a dimens\u00e3o, caracter\u00edsticas e aspectos est\u00e9ticos dos equipamentos e mobili\u00e1rios em via p\u00fablica.<\/p>\n<p>(B) a determina\u00e7\u00e3o de formas de fiscaliza\u00e7\u00e3o do uso do mobili\u00e1rio urbano.<\/p>\n<p>(C) o direito de utiliza\u00e7\u00e3o privada de \u00e1rea p\u00fablica e transfer\u00eancia de outorga.<\/p>\n<p>(D) o tipo de mobili\u00e1rio urbano permitido, em atendimento a ABNT NBR 9283.<\/p>\n<p>(E) a regula\u00e7\u00e3o de equipamentos urbanos em vias e espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito: Letra C.<\/p>\n<p>Em uma leitura r\u00e1pida da lei, percebe-se que majoritariamente esta trata da utiliza\u00e7\u00e3o privada de \u00e1rea p\u00fablica, sua outorga e transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 79<\/p>\n<p>As modalidades de parcelamento do solo urbano reguladas pela Lei Federal no 6.766\/1979, ainda que observadas as disposi\u00e7\u00f5es das legisla\u00e7\u00f5es estaduais e municipais s\u00e3o<\/p>\n<p>(A) reparcelamento e loteamento.<\/p>\n<p>(B) parcelamento e parcelamento de interesse social.<\/p>\n<p>(C) remembramento e loteamento.<\/p>\n<p>(D) desmembramento e loteamento.<\/p>\n<p>(E) desmembramento e parcelamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito: Letra D.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o tranquila, conforme artigo 2\u00ba, da Lei 6766:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba. O parcelamento do solo urbano poder\u00e1 ser feito mediante <strong><u>loteamento ou desmembramento<\/u><\/strong>, observadas as disposi\u00e7\u00f5es desta Lei e as das legisla\u00e7\u00f5es estaduais e municipais pertinentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 80.<\/p>\n<p>Pela Lei Complementar Federal no 94\/1998, o Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal, estabelecer\u00e1, mediante conv\u00eanio, normas e crit\u00e9rios para unifica\u00e7\u00e3o de procedimentos relativos aos servi\u00e7os p\u00fablicos, abrangidos tanto os federais e aqueles de responsabilidade de entes federais, como aqueles de responsabilidade dos entes federados referidos no art. 1o da mesma lei, especialmente em rela\u00e7\u00e3o a:<\/p>\n<ol>\n<li>opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e c\u00e2mbio, ouvida a Receita Federal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>II tarifas, fretes e seguros, ouvido o Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p>III linhas de cr\u00e9dito especiais para atividades priorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>IV isen\u00e7\u00f5es e incentivos fiscais, em car\u00e1ter tempor\u00e1rio, de fomento a atividades produtivas em programas de gera\u00e7\u00e3o de empregos e fixa\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00e1 correto o que consta em<\/p>\n<p>(A) III, apenas.<\/p>\n<p>(B) IV, apenas.<\/p>\n<p>(C) II e III, apenas.<\/p>\n<p>(D) I, II, III e IV.<\/p>\n<p>(E) II, III e IV, apenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gabarito: Letra E.<\/p>\n<p>Conforme visto em nossa aula resumo 02. Artigo 5\u00ba, Lei 94\/98:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 meus amigos, tudo bem? Meu nome \u00e9 Igor Maciel e hoje queria comentar com voc\u00eas a prova de Direito Urban\u00edstico para Consultor Urban\u00edstico da CLDF. Entendo que cabem alguns recursos. Vamos l\u00e1? 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